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Discorra sobre a metafísica agostiniana completando os conceitos de alma, pessoa, e Deus?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

A metafísica de Agostinho busca problematizar, em especial, as relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas.

Agostinho, baseado numa visão platônica, visa demonstrar que o homem é uma alma que usa um corpo; ou, uma alma racional, que se serve de um corpo terrestre e mortal; ou, “uma alma racional que tem um corpo”. Tudo indica que, para Santo Agostinho, o homem é a alma.

Em relação a Deus, Santo Agostinho teve por base a tese de que o espírito humano, que, por profundo que seja, é limitado. Essas verdades eternas só podem ter por autor Aquele que é eterno: Deus. São reflexos da verdade eterna, que nos ilumina e nos permite ver. Nisso consiste o que depois ficou conhecido como “doutrina da iluminação”; porém, desde já é preciso dizer que Santo Agostinho não a apresenta nunca como uma “teoria”, mas como uma comprovação. Já no final da sua vida, diz nas Retractationes que o homem tem em si, enquanto é capaz, “a luz da razão eterna, na qual vê as verdades imutáveis”.

Por fim, Agostinho fala que o ser humano é pessoa, pois sendo Deus três pessoas em uma única substância e o ser humano tendo também em sua parte mais digna (alma ou mens) como uma substância, com três individualidades diferentes, pode ser visto também como pessoa: “cada homem, entretanto, tomado separadamente, é uma pessoa humana”.

A metafísica de Agostinho busca problematizar, em especial, as relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas.

Agostinho, baseado numa visão platônica, visa demonstrar que o homem é uma alma que usa um corpo; ou, uma alma racional, que se serve de um corpo terrestre e mortal; ou, “uma alma racional que tem um corpo”. Tudo indica que, para Santo Agostinho, o homem é a alma.

Em relação a Deus, Santo Agostinho teve por base a tese de que o espírito humano, que, por profundo que seja, é limitado. Essas verdades eternas só podem ter por autor Aquele que é eterno: Deus. São reflexos da verdade eterna, que nos ilumina e nos permite ver. Nisso consiste o que depois ficou conhecido como “doutrina da iluminação”; porém, desde já é preciso dizer que Santo Agostinho não a apresenta nunca como uma “teoria”, mas como uma comprovação. Já no final da sua vida, diz nas Retractationes que o homem tem em si, enquanto é capaz, “a luz da razão eterna, na qual vê as verdades imutáveis”.

Por fim, Agostinho fala que o ser humano é pessoa, pois sendo Deus três pessoas em uma única substância e o ser humano tendo também em sua parte mais digna (alma ou mens) como uma substância, com três individualidades diferentes, pode ser visto também como pessoa: “cada homem, entretanto, tomado separadamente, é uma pessoa humana”.

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Lívia

Há mais de um mês

Deus em Agostinho é, evidentemente, o Deus cristão: eterno, imutável, ilimitado. Ele existe necessariamente, pois ele é condição de todo conhecimento. E, para que o homem conheça a Deus, é necessário que ele tenha boa fé. [1] O conceito de pessoa/homem em Agostinho não é tão claro, pois, "para o sistema agostiniano, era no coração que o homem deveria encontrar a resposta para o seu ser, pois era o local onde ele se auto-entendia [“onde sou o que sou” (Conf., X, 3, 4)], porquanto tudo o que está longe, fora, não pode demonstrar o que é o homem como o faz o seu espírito (Conf., X, 16, 25). Isto porque o coração significava uma disposição ou vontade racional intelectiva do espírito, ou mesmo consciência e memória, isto é, o “coração é o eu do homem, é o ponto de apoio da ação divina” (NOVAK, 2005, p. 29)." [2] Neste sentido, pode-se compreender que é um conceito que não se pode chegar meramente por processos racionais, mas sim seguindo uma via de busca do conhecimento de si. A respeito do conceito de alma, temos a seguinte citação: "Agostinho defendeu a superioridade da alma humana, isto é, a supremacia do espírito sobre o corpo, a matéria. A alma teria sido criada por Deus para reinar sobre o corpo, para dirigi-lo à prática do bem. O homem pecador, entretanto, utilizando-se do livre-arbítrio, costuma inverter essa relação, fazendo o corpo assumir o governo da alma. Provoca, com isso, a submissão do espírito à matéria, equivalente à subordinação do eterno ao transitório, da essência à aparência. Mas a verdadeira liberdade estaria harmonia das ações humanas com a vontade de Deus. Ser livre é servir a Deus, pois o prazer de pecar é a escravidão.
Segundo o filósofo, o homem que trilha a via do pecado só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de vontade e a concessão, imprescindível, da graça divina. Sem a graça de Deus, o homem nada pode conseguir. E nem todas as pessoas são dignas de receber essa graça, mas somente alguns eleitos, predestinados à salvação. (COTRIM, Gilberto. Fundamentos De Filosofia, editora: Saraiva, 15ª ed. 2000. p.119)" [3]

Fontes: 1- https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-religiao-e-teologia/3704816 // 2 - http://www.ppe.uem.br/jeam/anais/2009/pdf/66.pdf // 3 - http://agostinhosanto.blogspot.com.br/2013/04/corpoalma-em-agostinho.html

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Andre

Há mais de um mês

Filosofia Medieval


A metafísica de Agostinho busca problematizar, em especial, as relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas.

Agostinho, baseado numa visão platônica, visa demonstrar que o homem é uma alma que usa um corpo; ou, uma alma racional, que se serve de um corpo terrestre e mortal; ou, “uma alma racional que tem um corpo”. Tudo indica que, para Santo Agostinho, o homem é a alma.

Em relação a Deus, Santo Agostinho teve por base a tese de que o espírito humano, que, por profundo que seja, é limitado. Essas verdades eternas só podem ter por autor Aquele que é eterno: Deus. São reflexos da verdade eterna, que nos ilumina e nos permite ver. Nisso consiste o que depois ficou conhecido como “doutrina da iluminação”; porém, desde já é preciso dizer que Santo Agostinho não a apresenta nunca como uma “teoria”, mas como uma comprovação. Já no final da sua vida, diz nas Retractationes que o homem tem em si, enquanto é capaz, “a luz da razão eterna, na qual vê as verdades imutáveis”.

Por fim, Agostinho fala que o ser humano é pessoa, pois sendo Deus três pessoas em uma única substância e o ser humano tendo também em sua parte mais digna (alma ou mens) como uma substância, com três individualidades diferentes, pode ser visto também como pessoa: “cada homem, entretanto, tomado separadamente, é uma pessoa humana”.

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Andre

Há mais de um mês

A metafísica de Agostinho busca problematizar, em especial, as relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas.

Agostinho, baseado numa visão platônica, visa demonstrar que o homem é uma alma que usa um corpo; ou, uma alma racional, que se serve de um corpo terrestre e mortal; ou, “uma alma racional que tem um corpo”. Tudo indica que, para Santo Agostinho, o homem é a alma.

Em relação a Deus, Santo Agostinho teve por base a tese de que o espírito humano, que, por profundo que seja, é limitado. Essas verdades eternas só podem ter por autor Aquele que é eterno: Deus. São reflexos da verdade eterna, que nos ilumina e nos permite ver. Nisso consiste o que depois ficou conhecido como “doutrina da iluminação”; porém, desde já é preciso dizer que Santo Agostinho não a apresenta nunca como uma “teoria”, mas como uma comprovação. Já no final da sua vida, diz nas Retractationes que o homem tem em si, enquanto é capaz, “a luz da razão eterna, na qual vê as verdades imutáveis”.

Por fim, Agostinho fala que o ser humano é pessoa, pois sendo Deus três pessoas em uma única substância e o ser humano tendo também em sua parte mais digna (alma ou mens) como uma substância, com três individualidades diferentes, pode ser visto também como pessoa: “cada homem, entretanto, tomado separadamente, é uma pessoa humana”.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas