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PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA

No teste do bafômetro, o indivíduo será punido caso não faça o teste?


2 resposta(s)

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Estudante

Há mais de um mês

No Estado Democrático de Direito atual ninguém pode produzir provas contra si mesmo (nemo tenetur se detegere), diante disso, é entendimento dos Tribunais Superiores que o mero fato de deixar de fazer o teste do bafômetro não implica necessariamente em condenação em virtude do princípio da inocência ou da não culpabilidade.  Mas é bom lembrar que a embriaguez pode ser provada por outros meios de prova. 

No Estado Democrático de Direito atual ninguém pode produzir provas contra si mesmo (nemo tenetur se detegere), diante disso, é entendimento dos Tribunais Superiores que o mero fato de deixar de fazer o teste do bafômetro não implica necessariamente em condenação em virtude do princípio da inocência ou da não culpabilidade.  Mas é bom lembrar que a embriaguez pode ser provada por outros meios de prova. 

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Renata

Há mais de um mês

A recusa ao teste do bafômetro é permitida, sim. Na Constituição Federal, encontramos o seguinte no artigo 5º, inciso LXIII:

“LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;”

Na prática, a decisão de multar ou não o motorista que se recusa a fazer o teste varia de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Segurança Pública informa que quem se negar a passar pelo bafômetro será autuado e conduzido a uma delegacia, onde assinará um termo circunstanciado. Antes de ser liberado, é levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame clínico. Para reaver a carteira, diz o Detran-SP, é preciso entrar com recurso contra a autuação. No Rio, a pessoa é liberada no local onde foi parada e, em caso de autuação, tem a carteira retida e poderá reavê-la em até cinco dias.

O motorista autuado nesses casos é alvo de processo administrativo, que vai determinar se houve a infração. Segundo o Denatran, enquanto esse processo transcorre o motorista pode continuar dirigindo. Se a Justiça decidir pela suspensão do direito de dirigir (de 1 ano), cabe recurso da decisão.

 

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