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Posso aplicar o CDC na relação entre advogado e cliente ?


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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

A jurisprudência do STJ afirma que o Código de Defesa do Consumidor - CDC não é aplicável às relações contratuais entre clientes e advogados, as quais são regidas pelo Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB  (Lei nº 8.906/94).

Segundo decisão do Tribunal em 2003, “não há relação de consumo nos serviços prestados por advogados, seja por incidência de norma específica, no caso a Lei nº 8.906/94, seja por não ser atividade fornecida no mercado de consumo.

Neste julgamento firmou-se o entendimento de que, ainda que o exercício da profissão do advogado possa ser considerado espécie do gênero prestação de serviço, essa atividade é regida por norma especial, que regula a relação entre cliente e advogado, afastando a incidência da norma geral.

O referido julgado ainda destacou que “os serviços advocatícios não estão abrangidos pelo disposto no art. 3º, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, mesmo porque não se trata de atividade fornecida no mercado de consumo. As prerrogativas e obrigações impostas aos advogados - como, v.g., a necessidade de manter sua independência em qualquer circunstância, e a vedação à captação de causas ou à utilização de agenciador - evidenciam natureza incompatível com a atividade de consumo."

 

A jurisprudência do STJ afirma que o Código de Defesa do Consumidor - CDC não é aplicável às relações contratuais entre clientes e advogados, as quais são regidas pelo Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB  (Lei nº 8.906/94).

Segundo decisão do Tribunal em 2003, “não há relação de consumo nos serviços prestados por advogados, seja por incidência de norma específica, no caso a Lei nº 8.906/94, seja por não ser atividade fornecida no mercado de consumo.

Neste julgamento firmou-se o entendimento de que, ainda que o exercício da profissão do advogado possa ser considerado espécie do gênero prestação de serviço, essa atividade é regida por norma especial, que regula a relação entre cliente e advogado, afastando a incidência da norma geral.

O referido julgado ainda destacou que “os serviços advocatícios não estão abrangidos pelo disposto no art. 3º, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, mesmo porque não se trata de atividade fornecida no mercado de consumo. As prerrogativas e obrigações impostas aos advogados - como, v.g., a necessidade de manter sua independência em qualquer circunstância, e a vedação à captação de causas ou à utilização de agenciador - evidenciam natureza incompatível com a atividade de consumo."

 

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marcosvinicius196@hotmail.com

Há mais de um mês

As relações contratuais entre clientes e advogados são regidas pelo Estatuto da OAB, aprovado pela Lei n. 8.906/94, não se aplicando a elas o Código de Defesa do Consumidor, entendimento esse pautado na jurisprudência do STJ, conforme demonstra o aresto a seguir transcrito:

PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS. CDC.
INAPLICABILIDADE . DECISÃO MANTIDA.
1. Conforme entendimento firmado no STJ, o Código de Defesa do Consumidor não se aplica à prestação de serviços de advocacia.
Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 316.594/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 04/09/2014, DJe 09/09/2014)
 

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