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ANESTÉSICOS VENOSOS É um grupo de fármacos que vai ajudar a provocar uma anestesia geral. Anestesia Geral Completa: precisa ter • Ansiólise e Amnésia • Hipnose e Inconsciência • Analgesia • Imobilidade • Controle dos reflexos autonômicos Agentes mais usados em Anestesia Venosa • OPIÓIDES: o Fentanil o Sufentanil o Alfentanil o Remifentanil • NÃO OPIÓIDES: hipnóticos o Tiopental o Metohextal o Etomidato o Propofol o Midazolam • Cetamina: Agonista alfa – 2: único fármaco que tem ação analgésica e hipnótica. Anestésico Ideal Único (não existe): seria aquele que proporcionasse hipnose, amnésia, analgesia, relaxamento muscular. • Indução e recuperação rápidas • Farmacocinética/Farmacodinâmica • Matematicamente preditível • Efeitos colaterais • Ausência de toxicidade • Sem variação farmacocinética/dinâmica entre Idosos-Obesos-Crianças Os anestésicos inalatórios são os que mais se aproximam desses efeitos desejados (provocam hipnose, analgesia e algum grau de relaxamento muscular). Cronologia Dos A. Venosos Não Opióides • 1934 – Tiopental, em desuso, altamente depressor do sistema cardiovascular • 1970 – Cetamina: 1º anestésico utilizado em larga escala, hoje em dia é utilizada em doses baixas para potencializar a ação de outros anestésicos e promover analgesia pós-operatória • 1973 – Etomidato • 1977 – Propofol: amplamente utilizado • 1978 – Midazolam • 1990 – Clonidina • 1999 - Dexmedetomidina MECANISMO DE AÇÃO: todos atuam de uma forma ou de outra nos receptores GABA. GABA: é o principal neurotransmissor do sistema inibitório central. • Sistema inibitório do ácido y- aminobutírico • GABA neurotransmissor do SNC • Receptor GABAA: 5 unidades de glicoproteínas o 2 alfa o 2 beta o 1 gama ANESTÉSICOS VENOSOS Receptor GABA A: • Ativação receptor • Aumento condutância ao Cl • Hiperpolarização da membrana pós-sináptica • Inibição funcional do neurônio pós- sináptico Os requisitos estruturais para ativação dos receptores são diferentes nos A. Venosos e A. Inalatórios Drogas sedativas e hipnóticas: interagem com os diferentes tipos de receptores. A figura demonstra as diferentes formas de atuação nos receptores GABA. PROPOFOL • Introduzido na prática clínica no final da década de 80 • Passou a ser bastante utilizado por ser um fármaco de extrema eficiência • Hipnose e sedação • Despertar isento de efeitos residuais • Propriedades antieméticas • Atualmente é o anestésico venoso mais utilizado para produzir hipnose. • É um anestésico Venoso com perfil farmacológico mais adaptado à administração por infusão continua. • Características físico-quimicas: o Alquilfenol com propriedades hipnóticas o Insolúvel em solução aquosa o Altamente solúvel em lipideos o Altamente lipossolúvel o Formulação mais utilizada: solução a 1% em emulsão leitosa branca; ▪ 10% de óleo de soja ▪ 2,25% de glicerol como agente de ajuste de tonicidade e hidróxido de sódio para alterar o PH ▪ 1,2% de fosfolípide de ovo ▪ Formulação 2%: mesmas soluções de forma equiparada o Possui um PH de 7,0 e aparece como uma substância branca e leitosa, ligeiramente viscosa, devido pequenas gotículas lipídicas em solução. • Pode ser diluído em solução glicosada a 5% ou salina a 0,9% • Ausência de substâncias bactericidas ou bacteriostáticas ANESTÉSICOS VENOSOS • Algumas preparações: edetato dissódico (EDTA)- ácido etilenodiaminotetracético • Outras: Metabissulfito • As concentrações podem ser medidas no sangue e no ar exalado Ao abrir o propofol o mesmo deve ser utilizado no seu total, visto que ele não pode ser reaproveitado. Mecanismo de ação: • Ligação às subunidades betas do receptor de GABAA • Beta1, Beta2, Beta3 - principais • Alfa e Gama 2 - contribuição Farmacocinética • Rápido declínio da concentração sanguínea e cerebral -> após dose única em bolus • Extensa distribuição e rápida eliminação • Afinidade lipofílica -> extensivamente distribuído tecido bem perfundidos -> redistribuído tecidos menos perfundidos. Modelo tricompartimental • ½ vida de distribuição inicial 2-8 min • ½ vida de eliminação 1-3 h • ½ vida de contexto sensível para uma infusão de 8hs é de menos de 40 min. A farmacocinética de eliminação: • Modelo bi-compartimental: t½Beta = 1 até 3 horas • Modelo tri-compartimental: t½Beta = até 6 horas • Extensamente metabolizado no fígado e metabólitos são eliminados pela urina • Infusão contínua oferece mais vantagens • Infusão bem conduzida -> despertar ocorre em 5 a 15 minutos após o término da infusão • Para otimizar a administração deste fármaco o Criaram equipamento que atingem uma concentração plasmática alvo baseada na farmacocinética do propofol e em fatores que sabidamente influenciam nesta, como idade e peso o Hipnose: 2 a 6 Microg/ml ANESTÉSICOS VENOSOS o Sedação: 0,5 a 1,5 Microg/ml Metabolismo e excreção: • Sofre Oxidação hepática • Transforma-se em 1,4 diisopropilquinol • Conjugados com ac. Glucorônico, e depois excretados – inativos pelos rins • Apenas 1% urina e 2% fezes inalterado Farmacodinâmica – Efeitos Sistêmicos Cardiovasculares: • Diminuição da Pressão Arterial -> 2 a 2,5 mg.Kg -> diminuição da PAS em torno de 25% a 40% • Causa: diminuição DC e IC (15%) diminuição RVS (15% a 25%) • A função do VE é diminuída em torno de 30% • Atenção: pacientes hipovolêmicos, idosos, cardiopatas. • Uma diminuição na concentração plasmática do propofol. Em um modelo de choque hemorrágico, as concentrações de propofol aumentaram em 20% quando o choque descompensado ocorreu. Respiratório: • Profundo depressor respiratório • Provoca apneia • Diminuição em 40% do volume corrente • Diminuição da Capacidade residual funcional • A Apneia depende dose/velocidade e injeção • Diminuição do reflexo de vias aéreas -> agente de escolha para introdução de mascara laríngea • Indutor eficaz em asmáticos Hepáticos e Renais: • Não causa aumento de enzimas hepáticas • Também não altera função renal Sistema Nervoso Central: • Causa depressão dose-dependente do sistema nervoso central • Diminuição da FSC em até 51% • Diminuição do consumo metabólico em até 36% • Diminuição da PIC (30% a 50%) • Redução significativa na PPC – cuidado queda em PAM • Reatividade cerebral normal ao dióxido de carbono • Autorregulação preservada • Aumenta tolerância à hipóxia • Demonstra ser um bom protetor cerebral. Propriedade Antiemética • Atividade dopaminérgica • Inibição Zona QRG e centro vagais • Diminuição de Glu e Asp córtex olfatório • Diminuição da Serotonina na área póstrema ANESTÉSICOS VENOSOS São neurotransmissores relacionados a náuseas e vômitos. Variações farmacocinéticas: • Idosos: a diminuição do compartimento central destes pacientes faz com que doses menores de indução sejam necessárias nesta população de pacientes. 1 a 1,5 micrograma no idoso. Não é contraindicado, mas vai ser mais sensível a droga, logo necessitando de uma menor quantidade. • Crianças: o Por apresentarem um maior volume de distribuição a dose de indução em crianças é maior do que em adultos – por ter maior quantidade de água corporal. 2 a 3 microgramas por quilo. o Crianças acima de 3 anos (dose maior)- os estudos mostram segurança em uso dessa substancia nesse faixa etária. o RN pré-termo e termo – (titulação - cuidado) – faz o uso, mas sempre observando a dose resposta. Interações Medicamentosas: • Midazolam: reduz a metabolização do propofol • Propofol aumenta as concentrações de Remifentanil ETOMIDATO É o segundo anestésico venoso mais utilizadoFoi sintetizado em 1964 por Paul Janssen na Bélgica 1983 foi aprovado par auso clinico nos EUA -> estudo retrospectivo de 4 anos mostrou aumento da mortalidade do etomidato de 25 para 44% como sedativo em Inf. Cont. quando comparado aos demais benzodiazepínicos A causa das mortes foi infecção -> decorrente da supressão da adrenocortical Atualmente é utilizado apenas como agente indutor anestésico, não serve para infusão continua, pois o mesmo inibe a produção enzimática da 17-alfa hidroxilase que são enzimas envolvidas na produção do cortisol. Características Físico-Químicas: • É um derivado imidazólico • O núcleo imidazólico propicia hidrossolubilidade em PH ácido e lipossolubilidade em PH fisiológico. ANESTÉSICOS VENOSOS • Solução 0,2% contendo propilenoglicol • Compatível com todas as medicações intravenosas • Estável a temperatura ambiente Mecanismo de Ação: em receptores GABA • Efeito modulador: o Ao se utilizar baixas concentrações do etomidato: potencializar o efeito GABA nos receptores GABAA (efeito modulador) o Aumenta a condutância dos íons Cloreto o Inibição pós-sináptica • Efeito Ativador: o Aumento da concentração do etomidato: ativam diretamente os receptores GABAA o Subunidades beta2 e beta3 são mais sensíveis o Distribuição desigual do GABAA no SNC poderia explicar mioclonias Farmacocinética: • ½ vida de distribuição: 2,7 min • ½ vida de redistribuição: 29 min • ½ vida de eliminação: 2,9 a 5,3 horas • 75% do fármaco é ligado as proteínas plasmáticas • Hipoalbuminemia -> aumento da fração ativa de etomidato no plasma • Metabolização rápida: hidrólise do grupo éster; enzimas microssomais hepáticas; esterases • Metabólito inativo: ácido carboxílico • Excreção: 85% eliminado pela urina • Doenças hepáticas ou renais: aumento da potência do fármaco Ações no SNC: • Hipnose • Dose 0,25 mg/kg induz ao sono em 10 a 15 segundos • Reduz PIC, não altera PAM e assim mantêm pressão de perfusão cerebral • Normalização é mantida na indução e durante IOT • Manutenção estabilidade -> inf.cont. de etomidato 60 mg.kg.min Ações no Sistema Respiratório: • Em doses equivalentes, causa menor depressão do que o propofol • Apneia de curta duração, principalmente em pacientes pré- medicados ANESTÉSICOS VENOSOS • Não altera tônus broncomotor, podendo ocorrer tosse ou soluços • Não causa liberação de histamina Ações no Sistema Cardiovascular: • Boa Estabilidade cardiovascular • Doses clínicas convencionais (0,3mg/kg), alterações insignificantes na elevação do DC, e uma discreta diminuição na FC, RVS, e PA. • Essa dose -> efeito nitroglicerina na circulação coronariana • Não se sensibiliza o miocárdio às catecolaminas Ações no Sistema Endócrino: • Etiologia da supressão supra-renal: Inibição dose-dependente e reversível da enzima 11-beta- hidroxilase (11-deoxicortisol em cortisol) • Atividade Inibitória sobre 17-alfa- Hidroxilase – diminuição nas taxas do cortisol e aldosterona • Supressão curto período (2-6 horas após indução) • Repercussão -> infusão contínua por dias ou semanas • Essa inibição enzimática causada pelo etomidato parece estar relacionada com radicais livres originários da estrutura molecular desse agente, os quais se ligam ao citocromo P450. Paraefeitos: • Alta incidência de náuseas e vômitos (30 a 40%) -> aumentado quando em associação com opióides • Flebites e tromboflebites • Incidência variável de contrações tônico-clônicas (0 – 70%) -> reduzidas em associação com BZD ou opióides. Uso clínico: • Pacientes com doença cardiovascular • Melhor estabilidade hemodinâmica em relação a outros anestésicos • Hiperreatividade brônquica • Hipertensão Intracraniana • Perfil Farmacocinético favorece infusão contínua, sendo o problema a alteração enzimática que ele produz. BENZODIAZEPÍNICOS Fazem parte de um grupo de fármacos que atuam no sistema nervoso central, atenuando sua função, produzindo sonolência e calma. São amplamente utilizados na atualidade. • Sedativos e Hipnóticos – Alfa 1 • Amnésicos – alfa 1 • Ansiolíticos – alfa 2 • Relaxantes Musculares – alfa 2 • Anticonvulsivantes – alfa 1 São classificados de acordo com seu metabolismo e clearence: • Curta duração: Midazolam • Intermediária: Lorazepam ANESTÉSICOS VENOSOS • Longa Duração: Diazepam • Novo fármaco – ação ultra rápida Remimazolam – futuro Mecanismo de Ação: • Ligações com receptores específicos relacionados ao GABA • Agem como agonistas e ativam os receptores • Promovendo abertura do canal de cloro e hiperpolarizando a membrana e tornando-a resistente à excitação neuronal, resultando em sua atividade. • Ansiolítica/sedativa/anticonvulsiva nte Diazepam: • Sintetizado em 1959 • Foi demonstrado em testes laboratoriais ter potência de 3 a 10 vezes maior que seu antecessor (Clordiazepóxido) • Recebeu o nome de Valium • Foi comercializado a partir de 1963 Farmacocinética diazepam: • Vias de Administração: IV, IM, oral, retal (pediatria) • Retal (propilenoglicol a 50% em água) • Alta solubilidade lipídica • Meia vida superior a 24 horas • Sofre metabolização sistema de oxirredutases do citocromo P-450 - > Nordiazepam -> Hidroxilado (oxazepam) e temazepam. Esses produtos tem meia vida maior que a droga mãe • Estes produtos metabólitos são excretados via renal • Aumento da Idade: t½beta aumenta e clearence diminui, assim a ação nos idosos é mais potente. Farmacodinâmica Diazepam: • Efeito dose-dependente variando da sedação à hipnose • Não causa analgesia -> amnésia anterógrada • Efeito sobre a respiração também é dose dependente, cuidado especial extremos de idade, álcoolatras e hepatopatas ANESTÉSICOS VENOSOS • Boa estabilidade cardiovascular Dose Como Anticonvulsivante: eficácia comprovada nas doses de 5 a 10 mg IV, podendo ser repetido a cada 15 min, numa dose total máxima de 30 mg. Sempre titular com as menores doses disponíveis. Midazolam: • Foi sintetizado em 1976 por Fryer e Walser • Primeiro BZD hidrossolúvel para uso clínico • Vastamente utilizado em anestesiologia e terapia intensiva Características Físico-químicas Midazolam: • Principal característica que o difere dos outros BZD: Hidrossolubilidade • Dispensa uso de propilenoglicol diminuindo incidência de flebites • Preparado em solução aquosa sob forma de sal, tamponado em um pH de 3,5 • Torna-se lipossolúvel em pH fisiológico -> atravessa barreiras lipídicas com facilidade • Rápido início de ação • Grande volume de distribuição • Apresentações: 5 e 1 mg/ml Fármacocinética Midazolam: • Curta duração de efeito após dose única IV • Duração mais prolongada para infusões contínuas • Meia vida contexto dependente de 40 min para infusões de 60 min (modelo de Shafer) Metabolismo: • Principal metabolismo: hepático • 1-hidroxi-midazolam (70%); 4- hidroxi-midazolam e 1,4-di- hidroxi-midazolam • Por apresentarem uma taxa de depuração maior que a droga mãe, não contribuem para duração de seu efeito. Efeitos no Sistema Nervoso Central Sedação e Hipnose: • Não produz inconsciência em todos os pacientes • Mais importante do que elevar dose de midazolam é associá-lo a outro hipnótico Amnésia: doses subhipnóticas - 0,1 mg/kg • Amnésia anterógrada • Não produzem analgesia • Paciente não tem memória explícita do evento doloroso o que não significa memória implícita ANESTÉSICOS VENOSOS • Para estímulos nociceptivos: fármacos analgésicos Ansiolítico: todos têm efeito ansiolítico Anticonvulsivante: midazolam e diazepam são usados para crises agudas Efeito no Sistema Cardiovascular: • Pequena diminuiçãoda PAM e discreta variação na FC (pequeno efeito intrópico negativo) • Não apresenta atividade arritmogênica Efeito no Sistema Respiratório • Doses de indução (0,15-0,2 mg/kg) causam diminuição no volume corrente e eleva a FR • Embora doses sedativas causem mínimas alterações na função respiratória, é preciso ficar vigilante • Cuidado especial: DPOC e associação com opióides • Quando associado midazolam (0,05mg/kg) com fentanil (2Mcg/kg), eleva-se a incidência de fenômenos hipóxicos em 50% Flumazenil: • Antagonista específico e competitivo dos receptores GABA • Possibilita a reversão de todos os efeitos resultantes da administração de diazepam e midazolam • Recomenda-se o uso, em doses tituladas e intermitentes, de 0,1 mg até completar 1 mg. • Apresentação: ampolas de 5 ml com 0,5 mg Estrutura Química: • 1-4 imidazobenzodiazepínico • Alta afinidade e especificidade • Baixa atividade intrínseca ou nula Metabolização: • Metabolizado rapidamente – meia vida de 1 hora • Rebote agonistas • Novas doses ou infusão contínua Reversão: o flumazenil serve para reverter os efeitos de: • Todos os BZD • Intoxicação por hidrato de cloral • Canabis • Carbamazepina • Álcool Segurança: • Seguro em cardiopatas • Não aumenta catecolaminas- naloxona • Restaura o barorreflexo Cetamina: • É um agente anestésico • Com propriedades analgésicas • De ação rápida • Depressora do SNC • Promove efeito dissociativo • O qual pode provocar alucinações • Amplamente utilizada • Por suas propriedades analgésicas • Estabilidade cardiorrespiratória • Abrangente utilização ANESTÉSICOS VENOSOS • Anestesia pediátrica, em idosos e em anestesia veterinária • Pode ser administrada por diferentes vias • Foi sintetizada por Calvin Stevens em 1962 • 1970: aprovação clinica pelo Food and Drugs Administration (FDA) • Fator limitante: efeitos pissicomiméticos – paciente pode alucinar • É considerado o primeiro fármaco desenhado e utilizado em larga escala em anestesia venosa total • É uma arilcicloalquilamina • Mistura racêmica de dois isômeros opticamente ativos • Os quais possuem propriedades farmacológicas diferentes o Cetamina S (+) – Lev o Cetamina R (-) - Dex Características Físico-Químicas: • Parcialmente hidrossolúvel • Solução comercial tem pH 3,5 – 5,5 • Contêm um conservante: cloridrato de benzotônio • Concentrações 10,50 e 100 mg/ml Farmacocinética: • Queda desse fármaco no plasma tem características bifásicas • Fase de distribuição inicial rápida • Seguida de fase de eliminação longa • Não se liga intensamente às proteínas plasmáticas (27 e 47%) Vias de Administração: • Endovenosa (0,5 – 3,0 mg/kg) • Intramuscular (1,0 – 5,0 mg/kg) • Oral • Retal • Intranasal • Transdérmica (25-100mg) • Neuroeixo Metabolismo: • Sistema enzimático microssomal hepático ANESTÉSICOS VENOSOS • Via metabólica mais importante: N-desmetilação: Norcetamina • É um metabólito ativo (20-30% da atividade da cetamina) Mecanismo de ação • Complexa, multimodal • Interage com vários tipos de receptores • Glutamato NMDA, não NMDA, nicotínicos, muscarínicos, Colinérgicos, monoaminérgicos e opióides • Mais importante mecanismo de ação: o Sobre os receptores de glutamato o Bloqueio não competitivo dos receptores NMDA A Cetamina liga-se ao local fenciclidínico do receptor NMDA -> que recobre parcialmente o local de fixação do magnésio -> alterando assim o tempo de abertura do canal -> inativa o receptor -> bloqueio não competitivo. • A afinidade da cetamina S(+) por este local de ligação é três a quatro vezes maior em relação ao isômero • O poder analgésico e anestésico da cetamina S(+) é duas vezes superior à mistura racêmica • Justificando a hipótese do principal mecanismo de ação Efeitos no SNC • Aumenta a PIC • Estado cataléptico – anestesia dissociativa • Levando profunda analgesia e amnésia • Embora consciente e com reflexos protetores mantidos • Inibição eletrofisiológica das vias tálamo-corticais e estimulação do sistema límbico • Dilatação pupilar e nistagmo • Aumento da PIO • Lacrimação e salivação • Reações psicomiméticas: 3- 100% • Mais em adultos e mulheres • Dose, idade, situação psicológica e medicação associada Ações Analgésicas: • Atividade no receptor opióide M em ME e SNC • Bloqueio de componentes afetivos e emocionais relacionados a dor • Analgesia multimodal • Diminui consumo de opióides • Tolerância opióide e heperalgesia • Uso de bloqueio no Neuroeixo Efeito no Sistema Respiratório: ANESTÉSICOS VENOSOS • Em doses clínicas (0,5 mg/kg) não ocasiona depressão respiratória • Aumenta a produção de secreções: laringoespasmo • Ação broncodilatador: agente de escolha para pacientes com maior risco de broncoespasmo. Efeito no Sistema Cardiovascular: • Estimulação simpática • Inibição da receptação de catecolaminas (central e periférica) • Aumento da FC e PA -> coronariopatias graves • Aumento da pressão da artéria pulmonar -> contraindica seu uso nos pacientes com baixa reserva de VD Uso no Neuroeixo: • Década 70 – cetamina racêmica espaço peridural • Uso de intratecal em humanos • Cloreto benzotônio • Cetamina racêmica sem preservatico – indicada • Apesar de resultados promissores com cetamina S (+) no neuroeixo • Relato de caso com alterações histopatológicas na medula espinhal • Neuropatia oncológica – cetamina S (+) sem conservantes pela via intratecal • Primeiro relato neurotoxicidade com cetamina S(+) em humanos • Contraindicado uso intratecal em humanos • A administração da cetamina S(+) mesmo sem conservantes no espaço intratecal e em dose única, causa alterações histopatológicas que indicam toxicidade ao sistema nervoso central de cães. • Assim, até que novos estudos possam determinar consistentemente a ausência de neurotoxicidade, esse fármaco não é seguro para uso subaracnóideo m seres humanos.