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RESUMO PARD

Protocolo de avaliação da deglutição: três partes — teste da água (11 itens), teste com pastoso (12 itens, reavalia itens, observa resíduos e ajusta volume) e classificação e condutas. Avalia sinais como escape oral, elevação laríngea, ausculta, SpO2, tosse, engasgo e sinais vitais (FC, FR).

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· Elaborado com base na literatura;PROTOCOLO PARD
Apanhado de vários protocolos;
· É dividido em três partes:
-Teste de deglutição da água (composta por 11 itens);
-Teste de deglutição de alimentos pastosos (composta por 12 itens, visto que, são reavaliados os itens da parte anterior e observado se há resíduos de alimento em cavidade oral e também é ajustado o volume em ml da dieta);
-Classificação do grau de disfagia e condutas.
· A resposta deve ser marcada a presença ou ausência frente à quantidade de líquido ofertado.
· Teste de deglutição da Água (1ª parte)
-Escape oral anterior: Escorrimento do alimento pelos lábios ou comissuras labiais. Pode acontecer pela insuficiência do vedamento labial;
-Tempo de transito oral: Tempo de captação do bolo até o início da elevação hiolaríngea. 
-Refluxo nasal: Escorrimento de líquido para cavidade nasal. Pode ocorrer devido à insuficiência do fechamento velofaríngeo.
-N° de delutições: Quantidade de deglutições necessárias para clareamento completo da via digestiva (até laringofaringe).
-Elevação laríngea: Capacidade em realizar a excursão laríngea (para cima e para frente) durante a deglutição. Elevação adequada ajuda no fechamento vertical do vestíbulo laríngeo, auxilia na proteção de vias aéreas e na abertura da transição faringoesofágica.
-Ausculta cervical: Escuta dos sons durante a deglutição.
Realizada antes, durante e após a deglutição.
Posição: Parte lateral da junção da laringe e a traqueia, anterior a carótida.
Ausculta cervical adequada: Quando há ausência de ruídos na sequencia de expiração ou inspiração, apnéia, clunk de deglutição e expiração ou inspiração.
Ausculta cervical alterada antes e após a deglutição: Presença de ruídos na respiração antes da deglutição e manutenção destes ruídos de mesma frequência após a deglutição.
Ausculta cervical alterada após a deglutição: Presença de ruídos, não observados anteriormente, após a ausculta do clunk de deglutição.
-Saturação de oxigênio (SpO2): quantidade de O2 arterial (rico em oxigênio) na corrente sanguínea. Existe uma hipótese que quando ocorre a aspiração é provocado o broncoespasmo que diminui a perfusão-ventilatória e causa diminuição da saturação de O2. 
É adequado a manutenção ou redução de até 4% da linha de base do paciente;
 É queda quando há uma redução maior que 4% após a oferta.
-Qualidade vocal: Conjunto de características vocais como rouquidão/afonia, soprosidade após a oferta de alimento, sendo comparado a qualidade pré e pós a deglutição. A voz molhada é como um som borbulhante percebido durante a emissão prolongada do “e”. Ela indica uma estase de secreção em vestíbulo laríngeo. Caso o paciente identifique a qualidade do som de sua voz ele irá realizar manobras clareantes como a tosse ou pigarro espontâneos, que demostra sensibilidade laríngea adequada, mas caso não note apresenta uma diminuição na sensibilidade laríngea.
-Tosse: Resposta reflexa produzida elo tronco cerebral a fim de evitar penetração ou aspiração laríngea. A tosse reflexa durante e após a deglutição é clássico de disfagia orofaríngea , que demonstra que o indivíduo apresenta uma sensibilidade da região laríngea, apesar de não siginificar que a manobra seja eficaz no clareamento de via aérea.
Tosse reflexa: Presença sem solicitação;
Tosse voluntária: Presença com solicitação;
Tosse forte ou eficaz: Capaz de mobilizar a secreção e a via aérea ficar limpa;
Tosse fraca ou ineficaz: Não é capaz de mobilizar a estase de secreção;
Tosse antes da deglutição: Presente após a captação do bolo e antes do disparo do reflexo de deglutição;
Tosse durante a deglutição: Após ocorrer o reflexo da deglutição;
Tosse após deglutição: Presença do reflexo após 1 min do disparo do reflexo da deglutição.
-Engasgo: obstrução do fluxo aéreo, no qual existe a penetração de corpo estranho nas vias aéreas inferiores.
Ausente: Não ocorre engasgo;
Presença com rápida recuperação: Tosses durante a deglutição, sem episódio de cianose e com rápida recuperação da frequência respiratória (FR) de base;
Presença com difícil recuperação: Tosses durante a deglutição, podendo ocorrer cianose, com difícil recuperação da FR de base.
-Cianose: Coloração azulada da pele.
-Broncoespasmo: Dificuldade respiratória devido à constrição repentina dos músculos das paredes brônquicas e causam estreitamento das vias aéreas inferiores e aumento de produção do muco, levando a uma insuficiência respiratória, tosse e hipóxia.
· Sinais Vitais
-Frequência cardíaca (FC): Medida de quantidade de batimentos cardíacos por minuto. Normalidade de 60 a 100bpm.
-Dispneia: Falta de ar/dificuldade de respirar.
-Taquipneia: Respiração acelerada.
-Frequência respiratória (FR): Quantidade de ciclos respiratórios por min. Quando se há um incoordenação entre respiração e deglutição o paciente tem mais chance de aspirar, no qual quando existe uma dispneia/taquipneia não consegue tolerar períodos maiores ou mesmo curto de apnéia na deglutição. Normalidade de 12 a 20 respirações por min (rpm).
OBS: Idosos taquipneicos são incapazes de fazer o ajuste da deglutição na expiração durante a deglutição de líquidos o saliva, tendo uma alta frequência de aspiração quando comparados com idosos saudáveis ou adultos jovens.
· Teste de Deglutição Alimento Pastoso (2ª parte)
-Resíduo em cavidade oral após deglutição: Observado o acúmulo de alimento no vestíbulo anterior, lateral e assoalho bucal e/ou lingual. É considerado normal quando existe aproximadamente 25% do bolo ofertado.
-Tempo de transito oral: É considerado normal quando o alimento pastoso leva até 17,5 s mais que isso está lento.
· Classificação do Grau de Disfagia e Condutas
-Nível I – Deglutição normal
-Nível II – Deglutição funcional: Consegue alimentar sem apresentar riscos de aspiração, mas apresenta dificuldade em uma consistência e realiza movimentos compensatórios, por isso pode levar um pouco mais de tempo.
-Nível III – Disfagia orofaríngea leve: Precisa de acompanhamento do fono; necessário a modificação da dieta; apresenta pigarro e tosse espontâneos e eficazes e realiza movimentos de compensação.
-Nível IV – Disfagia orofaríngea leve a moderada: Risco de aspiração que é reduzido com uso de manobras; apresenta aspiração e restrição de 1 consistência; tosse reflexa fraca e tosse voluntária (solicitada) forte/eficaz; é indicada a suplementação nutricional.
-Nível V – Disfagia orofaríngea moderada: Risco significativo para aspiração. É utilizado a alimentação por suplementação por via alternativa; apresenta aspiração para 2 consistências; alimentação com orientação e técnicas; apresenta tosse reflexa fraca ou ausente.
-Nível VI – Disfagia orofaríngea moderada a grave: Tolera 1 consistência; aspira 2 consistências ou mais; ausência de tosse voluntária fraca e ineficaz. Se o pulmão está comprometido suspender alimentação por via oral.
-Nível VII – Disfagia orofaríngea grave: Não consegue se alimentar por via oral; apresenta engasgos com difícil recuperação, cianose, broncoespasmo, aspiração silente (sensibilidade diminuída) e tosse voluntária ineficaz.

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