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Direito do Trabalho - Resumo completo

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(são verbas trabalhistas que ele não pagou) deixado pelo empregador anterior? Ele tem responsabilidade pelo pagamento ou não? Em relação a esse assunto, entraremos num tema muito polemico onde as opiniões vão variar bastante. Três décadas atrás esse assunto era considerado pacífico. A primeira tese sustentada no Brasil foi que o empregador sucessor assume o passivo trabalhista sim para os empregados que para ele trabalharam. Essa tese é uma tese criticável na opinião do professor? Para o pagamento de um debito é necessário produzir uma riqueza para tanto, logo o empregado está vinculado sim à atividade produtiva. Hoje a tese majoritária é que o empregador sucessor assume TODO o passivo trabalhista até quanto a empregados que para ele não chegaram a trabalhar.
O artigo 448 diz que a sucessão de empregadores não afeta os direitos dos contratos. 
1ª regra: O empregador sucessor assume todo o passivo trabalhista de seu sucessor anterior mesmo para débitos daqueles trabalhadores que não trabalharam para ele. 
	E o empregador sucedido fica como nessa historia? E aquele que deixou de ser trabalhador? A lei não fala absolutamente nada. Quando o empregado quer cobrar o sucedido, o advogado alega que a lei não prevê nada, não me dando nenhuma responsabilidade. Em silencio eloquente não remete nenhuma responsabilidade ao empregador sucedido. Porém há sim uma responsabilidade subsidiária referente à figura do empregador sucedido relacionada às dividas na época dele. Essa tese é insustentável. O artigo 448 é preceito de ordem publica, sendo uma norma cogente e não uma norma dispositiva. A cláusula própria de negócios de empresas não é oponível a empregados. 
2ª regra: O empregador sucedido tem uma responsabilidade subsidiária por dívidas de sua época até a hora em que houve a sucessão. Essa clausula que diz que a divida é dele sim é uma contratual. 
3ª regra: Se a sucessão for fraudulenta, o empregador sucessor e sucedido ao participarem de ilícito dolosamente tem uma responsabilidade solidaria por todo o passivo pelo que vier antes e vier depois responderão os dois com espaço até para a desconsideração da personalidade jurídica (assunto a ser estudado mais tarde). 
Essas duas regras saem de cena quando se constata uma sucessão fraudulenta. Certa sociedade limitada A sai de cena e repassa para outra sociedade B com outro nome e outros sócios (chamados ‘’laranjas’’ – assinam contrato, porém sem animo patrimonial). 
O empregado não pode impedir que uma sucessão de empregadores aconteça. O artigo 448 acerta porque a sucessão não pesará para o empregado. Seguro desemprego e saque do fundo de garantia deveriam ser as duas indenizações do empregador que poderia sair recebendo-os. 
Consórcio de empregadores ou condômino de empregadores:
	Essa ideia nasceu no meio rural e nele a lei trabalhista sempre foi marcada como efetivamente fraca: contrato com prazo determinado, mão de obra pouquíssima qualificada e sazonal. O artigo 7º é uma resposta à ideia de que o trabalhador urbano tinha mais direitos do que o trabalhador rural. No meio rural o estado sempre se fez menos presente, não há qualificação, os contratos serão versados a prazo ou muitas vezes não era nem registrados. 
	Existe uma solidariedade que decorre da manifestação de vontades. No meio rural o inimigo comum será a própria natureza e os atos de solidariedade e de corporativismo serão mais presentes. Já no meio urbano, as empresas serão mais competitivas. 
	Será que o condomínio ou consorcio de empregadores tem espaço no meio urbano? Para o professor tem, como por exemplo, um vigia em uma rua, diaristas. 
Terceirização:
	Não existe um conceito adequado do que seria esse termo. No Brasil, esse conceito é visto por muitas pessoas as quais o compara com dois fenômenos: terceirização propriamente dita eintermediação de mão de obra (que é vista como um problema, pois você trata ser humano como mercadoria). 
	É um fenômeno que nos ajuda a entender o mercado de trabalho de hoje em sai. Taylor é um historiador bem sucedido. Para ele administrar de forma ordenada é necessária uma cisão entre aqueles que executam e aqueles que direcionam, onde gerenciar era ser tão minucioso em sua atividade. No fundo o que ele queria era fazer do trabalhador uma espécie de maquina. A logica do Taylor era uma cisão profunda entre gerencia e administração. Ford de certa maneira achava que Taylor tinha razão e que essa fabrica taylorista daria certo. Ford seria um empresário e Taylor um executivo. Ford acreditava que tinha que existir uma estratégia conhecida por ‘’ fordismo’’ que é uma técnica e já o taylorismo é uma estratégia que fomenta o fordismo. 
	A fábrica fordista garantia a estabilidade, não adotando ‘’não dispensar’’ os trabalhadores, pagava salários elevados (a ideia era fazer o trabalhador consumidor também) e garantia certo conforto mínimo para os trabalhadores através de uma esteira em que o produto irá até ele e o trabalhador terá trabalho repetitivo, porém ele ficará sentado à espera do produto. O taylorismo e o fordismo se complementam e não se distingam. Do fordismo é a explicação, válvula motora que os EUA viraram o modelo do ‘’American Way of Life’’ => sociedade capitalista que o trabalhador além de ser produtor de mercadoria deverá ser também um consumidor. 
	Nesse aspecto nessa época não havia de longe um modelo de terceirização, porque a fábrica fordista concentra naquele trabalhador todos os vínculos de trabalho de todos os trabalhadores, sendo trabalhador de apenas um único patrão. Por que esse universo taylorista fracassa? Porque nesse mundo de ‘’American Way of Live’’ as pessoas tinha as mesmas coisas, não havia variedade, eram todos com uma vida padronizada. Na década de 50 as pessoas começaram a enjoar, querendo diferenças com a Revolução Cultural. No inicio dos anos 60 houve a crise do petróleo que trouxe a ideia de fábricas fordistas começarem a dispensar trabalhadores, não mostrando flexibilidade e organização no mundo do mercado de trabalho. Em torno de uma fabrica fordista começaram as moradias dos próprios trabalhadores. As fabricas mostraram que não conseguiram sustentar o mundo com as suas crises e oscilações do mercado. 
	O Japão queria renascer. Existia uma fabrica de carros conhecida por Toyota e essa começou a sacar que no inicio dos anos 60 as pessoas queriam coisas novas em um mundo em que a economia oscila. Logo, ele começa a criar o toyotismo ou ohnoísmo que é uma fabrica em que se trabalha em equipe e monta em variações; linha produtiva que se produz através de um padrão buscando a diversidade. A logica do toyotismo é produzir com variação mostrando a sociedade uma produção com diferença que é exatamente o que a sociedade buscava. Essa fábrica produzia também ‘’just in time’’, ou seja, espera o mercado demandar e tanto quanto ele demanda você produz, é uma fabrica que se produz de acordo com a oscilação do mercado, não fazendo estoque e não tendo prejuízo pelo excesso. A Toyota é uma fabrica menor em que os trabalhadores estão concentrados em uma atividade central e a produtividade é repassada para fábricas menores, porém os salários são mais baixos. Isso é diferente do fordismo que é uma fabrica em que os trabalhadores são próprios da empresa, sendo melhores para os trabalhadores. 
	A logica toyotista só é boa para empregados qualificados, pois adota salários altos, emprego estável e mais criativo. Ele só é bom para empregados qualificados. Para empregados subsidiários essa lógica não é tão boa.
	Para o toyotismo, a terceirização só é benéfica por conta da competitividade, tendo uma fabrica que produz variações que a sociedade busca. Ela é um fenômeno moderno, tendo uma estrutura condizente com o que o mundo demanda. Não está relacionada em aumentar ou diminuir custos. As pessoas que buscam querem ter renda própria. 
	O Brasil recebe a terceirização, ideia em que nasce em um lugar e que se generalizou. Porem ele recebeu com algumas dificuldades. O país tem origem escravocrata (as formas