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Direito Internacional Privado - Resumo

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a competência é do STJ: 105, II, b CF:
- competência da JT:
- se dá em razão da matéria: art. 114 da CF;
1º caso: ACO 575: ação contra a República de Camarões por conta de motorista da embaixada que derrubou um poste; ato de gestão, não havendo relação com ato de império → não havia imunidade a ser invocada;
2º caso: RE 222.368 PE: ação de uma funcionária do consulado geral do Japão que trabalhou durante 15 anos; a CTPS só foi assinada 6 anos depois, não teve férias de 85 a 90 e nunca recebeu 13º; o Japão alegou imunidade de jurisdição; foi considerado um ato de gestão, e foi considerada competente a justiça brasileira; a imunidade de execução é mais abrangente; 
3º Caso: RO 39: sujeito que alega ter dons premonitórios e na época de Sadam Hussein os EUA ofereceram recompensa por Saddam de 25 milhões de U$$; o sujeito propôs ação contra os EUA; propôs a ação na JF, e o juiz extinguiu, e ai entrou-se com RO e o STJ reformou → ato de império, os EUA poderiam invocar a justiça americana, mas com base no art. 88 a competência seria brasileira; os EUA ficaram silentes, e o processo foi extinto;
03/10/11
- Cooperação internacional:
- sempre foi um mecanismo dos rigores da soberania territorial, muito porque os Estados na ordem internacional, a realidade dos Estados impõe a eles uma cooperação recíproca, impõe que eles exerçam essa cooperação, seja com base numa noção de reciprocidade, de justiça internacional etc; 
- nenhum estado consegue, apesar da alegada soberania, nenhum país consegue sobreviver sem um mínimo de cooperação com outros Estados, sempre havendo situações em que um país precisará recorrer a um outro país para iniciar uma ação no seu território → pedido a outro estado que pratique medidas que vão ser úteis em um procedimento jurisdicional ou administrativo: a cooperação jurídica internacional é limitada por esses atos;
- em 90% dos casos se faz entre poder judiciário dos países, mas há também casos que não são entre poderes judiciários;
- até uns 25 anos atrás o pedido de citação de um juiz brasileiro esse pedido ia para o Ministro da Justiça, depois ia para o Ministério das Relações Exteriores, que entregava à representação diplomática, e por essa via chegava ao país, seguia o trâmite de lá e só então, por exemplo, citava; com os anos vários acordos surgiram, como as autoridades centrais: ex: convenção da Haia sobre sequestro de crianças → a parte interessada pode constituir um advogado do país pra onde a criança foi sequestrada e lá seguindo os trâmites seguir a via; mas pode também acionar a autoridade central no seu próprio país, que vai entrar em contato com a autoridade central para onde foi sequestrada a criança, e aí os atos serão entre autoridades centrais; 
- normalmente o texto da própria convenção já indica quem é a autoridade central no seu país para aquela convenção;
- nas convenções de cooperação no Brasil em 90% dos casos é o DRCI – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça → pra ele é que são mandadas as cartas rogatórias de outros países; para a Convenção da Haia é a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, sendo por ela que tramitam os pedidos de restituição de menores que não estão no país dos seus genitores;
- muitas vezes essas autoridades centrais comunicam-se com mais agilidade (e-mail, contatos diretos etc → o próprio tramitar já confere legitimidade); 
- existem os 1. atos de mero trâmite, como citação, informação sobre direito estrangeiro etc, 2. Os atos executórios: busca e apreensão etc, 3. E os atos relacionados à prisão/extradição;
- tipos de cooperação:
1. cumprimento de cartas rogatórias, 
2. homologação de sentenças estrangeiras (arbitrais e judiciais);
3. auxílio direto (contorno mais direto);
- os dois primeiros comportam uma distinção: não passam pelo judiciário interno;
- nos EUA e na Argentina a sentença estrangeira é reconhecida por uma corte de primeiro grau → esse modo de cooperar obedecerá o que disser a legislação do país estrangeiro;
- em termos de fontes essa parte de cooperação é meio bagunçada; a CF estabelece uma “regra” no art. 4º (“cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”....); o CPC e o STJ é que estabelecem o quadro geral das cartas rogatórias e sentenças estrangeiras; Resolução 1 do STJ: disciplina os procedimentos de carta rogatória e sentenças estrangeiras; os julgados do STJ mencionarem as fontes internacionais em que se fundam ainda não é padrão;
- no Mercosul é que esses acordos funcionam muito bem, tanto no trâmite das cartas rogatórias quanto na homologação de sentenças; Protocolo de Las Leñas: permitir que uma sentença possa chegar ao STJ por uma simples carta rogatória; 
- hoje a citação para responder por dívida de jogo é admitida no Brasil, mas a sentença não deve ser reconhecida; 
- resolução 9 do STJ: deixa expresso a possibilidade de homologação de provimentos não judiciais que pela lei brasileira teriam natureza de sentença, por exemplo o divórcio prolatado por tribunal religioso; ou a homologação parcial (a parte boa, válida, e deixa de se homologar a parte que afronta a ordem jurídica brasileira – caso do jogador Falcão); outra possibilidade é a tutela de urgência nas homologações de sentença estrangeira, em casos excepcionais, para assegurar o efeito útil da sentença (como em pedido de alimentos de sentença estrangeira);
24/10/11
- Processo internacional:
1. competência internacional
2. imunidade de jurisdição
3. aplicação do direito estrangeiro
4. a caução de estrangeiro e pessoa jurídica estrangeira
5. cooperação jurídica internacional → cartas rogatórias
6. sentenças estrangeiras
7. auxílio direto e cooperação administrativa
- Cooperação jurídica internacional
a) pano de fundo → “aldeia global”
b) conceito
c) princípios norteadores
d) fontes: interna e externa
e) modalidade: ativa e passiva
f) tipos: homologação de SE, concessão de CR, auxílio direto, cooperação administrativa
- Cartas rogatórias
- Homologação de sentenças estrangeiras
a) conceito
b) sistema de delibação
c) pressupostos de admissibilidade
d) procedimento
e) observação
- temos uma maior troca internacional, seja por comércio, seja entre as pessoas mesmo (casamentos, viagens etc): há necessidade de se prever mecanismos que tornem essas relações mais seguras; são situações cada vez mais comum → aldeia global;
- conceito de cooperação jurídica internacional: em sentido amplo significa o intercâmbio internacional para o cumprimento extraterritorial de medidas processuais; esse intercâmbio em sua maioria ocorre entre órgãos judiciais, mas pode se dar entre um órgão judicial e um administrativo ou entre órgãos administrativos; 
- esse pedido de cooperação se baseia em tratados internacionais ou no princípio da reciprocidade;
- princípios norteadores:
- reciprocidade
- cortesia
- boa-fé
- fontes:
- destacam-se duas: 1. Interna: CC, CPC, CF, CPP, mas uma especial, a Resolução 9 do STJ (importante pra prova!) → disciplina a concessão de cartas rogatórias e de exequator; 2. Externa: tratados internacionais: Convenção Sobre Adoção internacional → Decretos 3.174 e 3087 e a Convenção Sobre os Aspectos Civis de Sequestro de Menores → Dec. 3413
- modalidades: ativa e passiva:
Ativa: é requerida por um juiz nacional para autoridade judiciária estrangeira, via DNRCI do MJ: em regra é a nossa autoridade central; 
Passiva: requerida por juiz ou autoridade estrangeira para o Estado Brasileira: carta rogatória, pedido de auxílio direto etc; 
- Tipos: 
- Cartas rogatórias: as cartas rogatórias são um pedido formal de auxílio para instrução de processo feito pela autoridade de um Estado para outro (via diplomática ou via autoridade central); as cartas rogatórias destinam-se ao cumprimento de alguns atos, tais como: citação, coleta de provas, penhora, esclarecimentos; se presta para atos decisórios e não decisórios, mas não definitivos, como é o caso das sentenças estrangeiras; no âmbito do Mercosul, os pedidos de homologação de sentença estrangeiras se