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Direito tributário Resumo G1 e G2

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sobre banheiros públicos – tem cara de taxa (vinculado); em 1976 havia empréstimo compulsório sobre emissão de passaporte; 
- começou como empréstimo público (era o poder de coação que vinha do rei; era para satisfazer a família real; não passava para herdeiros: se o devedor morresse a dívida morria nele, a não ser que o herdeiro quisesse honrar o pagamento); como estado liberal e capitalista começou a ter um objetivo de antecipação de receita;
- classificação: 
- quanto à 1 forma, 2 origem e 3 prazo de resgate;
1 forma: pode ser voluntário, patriótico, compulsório
Voluntário: quando o Estado não se vale do instrumento de coação, quer receber mas não vai lançar como uma obrigação do contribuinte de subscrever (lançamento de títulos, bonds, títulos com promessa de rentabilidade etc); 
Patriótico: também não é instrumento de coação, mas o Estado abusa do sentimentalismo do povo: imposto durante guerra;
Compulsório: cogente → sai a lei e tem que subscrever o empréstimo e justamente por isso é que a natureza jurídica é controvertida; 
2 origem: pode ser 1 interno e 2 externo;
Interno: quer dizer dentro do território nacional, não importa se vem do estrangeiro ou nacional; 
Externo: obtido fora;
3 prazo: 1 longo prazo e 2 curto prazo;
Não há regulamentação de prazo, é casuístico; 
- dentro do compulsório tem-se 1 o ostensivo, ou puro e simples e 2 o mascarado, dissimulado, oculto; 
1. Ostensivo: promessa efetiva de devolução em dinheiro, acompanhada ou não de juros – correção monetária tem que ter, é mera recomposição do valor da moeda; 
2. mascado: não há a promessa de restituição em dinheiro (devolução em títulos da dívida agrária, títulos do tesouro nacional etc); exemplo: bloqueio de cruzados no governo Collor; 
Art. 148 da CF:
- mediante LC: quórum qualificado (art. 69 CF) → garantia a mais no particular que não estava nas constituições anteriores; 
- § único: interpretação que dá erro: esse parágrafo revoga o inciso III do Art. 15 do CTN; 
- se for por causa de guerra, é obvio que a receita tem que ser aplicado na guerra; 
- inciso II → paradoxo porque apesar da urgência manda observar a anterioridade;
- Natureza jurídica: se se estivesse na teoria do empréstimo público é tributo, é o que? 
Santiago Dantas: seria contrato de direito público, mesmo no compulsório; 
2 requisição de dinheiro
3 tributo especial, por ser restituível;
1. Santiago Dantas: contrato coativo, ambas as partes tinham direitos e obrigações: o contribuinte contribuir e a fazenda restituir; 
2. Requisição: teoria externa Gaston e Giuliani Fonrouge – seria uma requisição forçada de dinheiro com base na soberania; unilateral, parte do governo; teoria que nunca vingou no Brasil;
3. Tributo especial/diferente: Amilcar de Araújo Falcão escreveu em 1964 (não havia CTN ainda, que é de 66) e já defendia isso, entre outros pós CTN: motivos principais (antes da constituição): pelo simples fato de estar regulamentado no CTN já era encarado como tributo; principal motivo: adequação do empréstimo a tudo o que está escrito no art. 3º e 4º do CTN (art. 3º → definição de tributo); a denominação não importa (art. 4º CTN), importa a hipótese de incidência a fato gerador;
17/11/11
- Contribuições parafiscais
- finalidade fiscal x extrafiscal x parafiscal
- as contribuições foram criadas paras serem receitas paralelas, com fim específico (PIS, CONFINS, CSSL...): por exemplo, a seguridade social deveria ir para a seguridade social: o INSS deveria receber de forma direta a dotação, mas na ânsia arrecadatória a União passou a, mesmo com orçamento próprio, passou a arrecadar e depois distribuir (RFB; hoje é RFB e INSS);
- continuam como se fossem autônomos, mas vai tudo para o mesmo bolo: o parafiscal vai para o bolo fiscal da União, que faz a divisão; 
- natureza jurídica: já houve discussão se é ou não tributo etc;. com a CF de 88 não há dúvidas: estão dentro das espécies autônomas do 145, dentro do capítulo da ordem tributária etc; 
- STF RE 1382848 Rel. Min. Carlos Veloso: a CSSL é tributo, e as demais; consequentemente os princípios tributários também se aplicam; 
- CTN não fala sobre contribuições parafiscais: tem um artigo genérico;
- Art. 149 CF: são contribuições exclusivas da União; CIDES – contribuições de intervenção no domínio econômico etc;
- 149 cria as contribuições sociais: dentro as contribuições socais e as gerais; cides; contribuições de categorias profissionais e dos Estados para financiar sua seguridade;
- contribuições para seguridade social e geral:
- contribuições ligadas ao bem-estar da sociedade;
- seguridade social → art. 195 da CF = será financiada por toda a sociedade; 
- I - contribuições da empresa: contribuição social sobre folha de salários; receita ou faturamento (aqui encaixa pis e cofins), cssl; II – contribuições do trabalhador; III – parte dos jogos de aposta/loterias; IV – pis/cofins de importação; 
- seguridade social: dentro da ordem social tem a seguridade social, e nela saúde, previdência, assistência social; → interpretação topográfica da constituição (não é cultura, educação);
- principais regras do 195: § 4º: exemplo de competência residual da União, desde que seja por lei complementar; § 6º anterioridade: princípio da noventena, não aplicando o 150, III, b (anualidade) → basta a noventena, que é típica das contribuições; § 12 não cumulatividade de pis/cofins → a lei definirá os setores para os quais pis/cofins será não cumulativa; a lei do pis e a lei da cofins ao invés de escolher os setores de atividade, escolheu atividades que não dão e que dão direito ao crédito, ou seja, limitou a cumulatividade e não cumulatividade (ainda não há jurisprudência consolidada); 
- contribuições sociais gerais: salário-educação, funrural, fgts → finalidades diferentes da social;
- CIDES – contribuições que servem para patrocinar intervenção do estado; exemplo: ANP → importante para regular o setor de petróleo → essa atuação é de interesse do próprio segmento econômico → cobra das empresas que têm interesse na atuação estatual = referibilidade: não pode cobrar de qualquer um (não sou empresa de petróleo, não pode cobrar de mim); 
- exemplo: condecine: para financiar o cinema; condecine fixa: o exibidor do cinema é quem paga (ele paga e a ancine regula); condecina percentual: quando tem exibição de filme estrangeiro, esses estão fora → a bilheteria que sai daqui volta = na remessa desse valor tem um percentual de 15% (não teria referibilidade – interesse na atuação do setor); 
- lançamento por homologação;
- PAT: processo administrativo tributário
- processo contencioso; acertamento da situação tributária; 
- ou vai questionar o todo, ou o quantum (discutir o valor);
- principal base legal: Decreto 70.235/72;
- principal forma de início: começa com o termo de início de fiscalização; ver se a pessoa que está lá tem competência (verificar a identificação funcional), tem que ter competência para tributos federais; o ato tem que ser por escrito → não existe termo verbal; tem que ter o conhecimento formal do contribuinte → tem que ter o ciente do contribuinte; o obtivo do termo de início é fiscalizar determinado tributo por determinado período (tem que estar claro no termo de início); a principal finalidade é a acabar com a denúncia espontânea (não pode pagar sem pagar multa); se tem termo de início tem que ter o termo de encerramento → ou ele lavra o termo de encerramento sem lavrar auto de infração ou encerra e lavra o auto de infração, apontando tudo o que encontrou de errado, fazendo o lançamento de ofício; se lavrar o auto efetua o lançamento de ofício, entregando o auto; 
- requisitos formais do auto de infração (qq um que falte é nulo): identificação correta do sujeito; local, data e hora; descrição do fato que constitui infração (fundamental, apontar o dispositivo legal infringido (também chamado de capitulação); apontar a multa, e o dispositivo; valor do crédito e prazo para pagamento (30 dias para pagar ou fazer impugnação – oferecer defesa); assinatura do autuante e identificação funcional e