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Avaliação final (Objetiva) - Individual Semipresencial

Conjunto de questões de múltipla escolha sobre Direito Penal (Parte Geral) e início de temas de Direito Administrativo, abordando objeto jurídico, direito penal objetivo, excesso, excludentes de ilicitude e tutela penal da Administração Pública.

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Questões resolvidas

Objeto jurídico do crime é um ente relevante penalmente cuja titularidade pode ser individual e/ou coletiva e que deve ser protegido para garantir a convivência social humana harmonizada com os princípios gerais do Direito e com a ordem constitucional do Estado Democrático de Direito.
Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA:
a) Objeto jurídico genérico é o bem jurídico especificado em cada capítulo.
b) Objeto jurídico transindividual é o que tem como titularidade o grupo ou a coletividade.
c) Objeto jurídico individual tem como titular a coletividade.
d) Objeto jurídico específico é o bem protegido no título da Lei Penal.

Define-se o excesso como a desnecessária intensificação de uma conduta inicialmente legítima. Apesar de o Código Penal se referir ao excesso nas formas dolosa e culposa, admite-se tal figura sem que se possa atribuir o exagero a título de dolo ou culpa, desde que desnecessária a intensificação da conduta legítima a partir de suas causas.
Sobre o exposto, analise as afirmativas a seguir:
I- Excesso consciente (ou voluntário): quando o agente não tem plena noção/consciência de que a conduta está sendo além do que o necessário para repelir uma agressão inicialmente injusta.
II- Excesso inconsciente (ou involuntário): ocorre quando há uma avaliação ou compreensão inadequada da realidade (erro de tipo) e o sujeito ultrapassa os limites do que seria uma excludente de ilicitude sem ter ciência disso.
III- Há na doutrina e jurisprudência casos em que se diferenciam o excesso intensivo do excesso extensivo. Ocorre excesso intensivo ou excesso nos meios quando há exagero indevido na reação. O excesso extensivo ou excesso na causa quando há, proporcionalmente, menor valoração no direito protegido do que o atingido pela repulsa empregada.
IV- No excesso inconsciente ou involuntário há que se avaliar se o erro de tipo, por ele cometido, foi evitável ou não. Considera-se evitável, ou vencível, o erro em que uma pessoa de discernimento.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) As afirmativas I e II estão corretas.
c) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
d) As afirmativas II, III e IV estão corretas.

A excludente de ilicitude resulta da construção histórica penal de um determinado grupo social, uma vez que, ao longo do tempo, a dinâmica cultural e valorativa redefine as diversas formas de proteção de direitos, estabelecendo as excludentes de ilicitude.
Sobre esse assunto, assinale e alternativa CORRETA:
a) O núcleo central da lógica punitiva brasileira é a privação de liberdade, consolidando, ao longo do tempo, uma política criminal essencialmente restritiva de direitos fundamentais.
b) O CP atual entende que não é culpado quem sacrifica o direito alheio para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição.
c) A legítima defesa foi contemplada como artigo específico na Constituição Federal de 1988.
d) O Código Penal de 1969, não previa nenhuma hipótese de excludentes de ilicitude.

A antijuridicidade, para os penalistas brasileiros, é considerada como sinônimo de ilicitude, sendo utilizado com mais frequência o termo "antijuridicidade" para designar relação de contrariedade do fato humano com o ordenamento jurídico (ilicitude formal), quando há, pela conduta, exposição a perigo de dano ou lesão a um bem jurídico tutelado (ilicitude material).
Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A antijuridicidade é a contradição do fato, eventualmente adequado ao modelo legal, com a ordem jurídica.
( ) A antijuridicidade constitui uma qualidade do comportamento, qualidade atribuível ao comportamento sem um juízo de valor objetivo.
( ) A antijuridicidade não é indicada pelo tipo, mas sim sobre as condutas que a ele se encaixam.
( ) Ilicitude e antijuridicidade se encaixam e são conceitos sinônimos de crime.
a) F - F - V - F.
b) V - F - F - F.
c) V - F - V - V.
d) V - V - F - F.

A conduta humana não se limita apenas ao exercício de uma atividade final positiva (o fazer), mas também na sua omissão. A omissão é uma forma independente de conduta humana, regida pela vontade dirigida a um fim.
Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir:
I- Crimes omissivos próprios: quando existe o dever jurídico de agir. Nesses casos, há ausência de um segundo elemento da omissão, que é a norma impondo o que deveria ser feito.
II- Crimes omissivos impróprios: são também denominados comissivos por omissão. São os que o agente tinha o dever jurídico de agir, ou seja, não fez o que deveria ter feito. Nesse caso, há uma norma penal que prevê o que o omitente deveria fazer e, por essa razão, a omissão tem relevância causal.
III- Crime omissivo por comissão: embora parte da doutrina não reconheça esse tipo de crime, deve-se mencioná-lo. Nesse tipo de crime, há uma ação provocadora da omissão.
IV- Participação por omissão: ocorre quando o omitente, tendo o dever jurídico de evitar o resultado, concorre para ele ao quedar-se inerte. Nesse caso, responderá como partícipe.
a) As afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente a afirmativa I está correta.
c) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas I, II e IV estão corretas.

A legítima defesa é um instituto dos mais antigos no direito e se constitui em excludente de antijuridicidade de um fato típico. Portanto, é consagrada pelo direito como legítima a reação contra conduta reprovável de terceiro, uma vez que tem como elemento subjetivo o animus defendendi, ou seja, a intenção de defesa legítima.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA:
a) Teoria objetiva: a teoria objetiva considera a legítima defesa como excludente de ilicitude e funda-se na existência de um direito difuso do ser humano de defender-se.
b) O núcleo da conduta é a prevenção, seja para evitar um dano, repelir uma agressão ou fazê-la cessar, admitindo-se, portanto, a vingança.
c) Teoria subjetiva: que considera como causa de exclusão de culpabilidade e encontra como justificação a "perturbação" do ânimo da pessoa agredida ou nos motivos determinantes do agente agressor que permite conferir licitude ao ato daquele que se defende.
d) A excludente de ilicitude aplica-se na defesa de direito próprio ou alheio, e qualquer indivíduo que esteja envolvido no ato pode invocar, independentemente da conduta.

A Teoria do Crime é o núcleo dogmático do direito penal e o ponto de partida para os juristas diante do caso concreto, tendo como finalidade identificar se está diante ou não de um fato criminoso.
Sobre os conceitos de crime, analise as afirmativas a seguir:
I- Fato Típico é a conduta humana que se "molda" perfeitamente aos elementos previstos na lei penal. Portanto, a característica de um crime é ser um fato típico. Ação ou omissão descrita na lei penal.
II- A tipicidade é o trabalho do jurista que analisa a conduta em suas múltiplas faces de modo a verificar, com absoluta certeza a relação fiel, perfeita e absoluta entre a conduta e o tipo penal existente.
III- Conceito analítico: busca definir crime desde as consequências jurídicas cominadas. É o indicador técnico operacional que permite identificar o ilícito penal dentro do ordenamento jurídico.
IV- Partindo do conceito analítico, chega-se a uma das máximas do Direito Penal: crime é uma ação ou omissão humana, típica antijurídica e culpável. Observe que os conceitos se complementam. O crime considerado tão somente como ação ou omissão (conduta) proibida por lei, sob a qual incide uma sanção (conceito formal) é insuficiente, uma vez que restaria em aberto o elemento valorativo.
a) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I e III estão corretas.
c) Somente a afirmativa I está correta.
d) As afirmativas I, II e IV estão corretas.

Em suma, a Criminologia contemporânea e a evidência empírica, ou seja, a realidade dos nossos sistemas penais e penitenciários mostra, com uma exuberância tal que beira às raias da alucinação, não apenas a absoluta inutilidade da pena de prisão, mas a duplicação da violência que ela implica com o agravante dos seus altos custos sociais.
Tratar a violência do trânsito como violência do sistema penitenciário implica uma duplicação da violência inútil e numa ilusão de solução. Por todos esses motivos é que as Ciências criminais contemporâneas já firmaram a convicção em duas grandes linhas de política criminal: a do minimalismo (sustentando a utilização da prisão como pena em última ratio) e a do abolicionismo penal (sustentando a necessidade de sua abolição), donde o tema emergente das penas alternativas à prisão, quando o Código de Trânsito Brasileiro acaba de adotá-la em prima ratio para todos os crimes de trânsito.
( ) A Criminologia, assim como o Direito Penal, é uma ciência empírica acerca do crime e da sua gênese, fornecendo elementos relacionados às causas do delito e dos fatores relacionados ao delinquente.
( ) A Criminologia possui um objeto próprio de investigação - o crime na sua complexidade, os sujeitos envolvidos (criminoso, vítima e sociedade) -, métodos de investigação e um sólido conjunto de conhecimentos elaborados ao longo de séculos de investigações e problematizações.
( ) A tarefa da Criminologia é apenas acumular e divulgar dados ou números sobre o crime, cabe ao Direito Penal obter os dados, discuti-los, sistematizá-los e interpretá-los desde marcos teóricos adequados com a finalidade de contribuir para a construção de políticas criminais adequadas e efetivas.
A V - V - V.
B V - V - F.
C F - V - V.
D F - V - F.

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Questões resolvidas

Objeto jurídico do crime é um ente relevante penalmente cuja titularidade pode ser individual e/ou coletiva e que deve ser protegido para garantir a convivência social humana harmonizada com os princípios gerais do Direito e com a ordem constitucional do Estado Democrático de Direito.
Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA:
a) Objeto jurídico genérico é o bem jurídico especificado em cada capítulo.
b) Objeto jurídico transindividual é o que tem como titularidade o grupo ou a coletividade.
c) Objeto jurídico individual tem como titular a coletividade.
d) Objeto jurídico específico é o bem protegido no título da Lei Penal.

Define-se o excesso como a desnecessária intensificação de uma conduta inicialmente legítima. Apesar de o Código Penal se referir ao excesso nas formas dolosa e culposa, admite-se tal figura sem que se possa atribuir o exagero a título de dolo ou culpa, desde que desnecessária a intensificação da conduta legítima a partir de suas causas.
Sobre o exposto, analise as afirmativas a seguir:
I- Excesso consciente (ou voluntário): quando o agente não tem plena noção/consciência de que a conduta está sendo além do que o necessário para repelir uma agressão inicialmente injusta.
II- Excesso inconsciente (ou involuntário): ocorre quando há uma avaliação ou compreensão inadequada da realidade (erro de tipo) e o sujeito ultrapassa os limites do que seria uma excludente de ilicitude sem ter ciência disso.
III- Há na doutrina e jurisprudência casos em que se diferenciam o excesso intensivo do excesso extensivo. Ocorre excesso intensivo ou excesso nos meios quando há exagero indevido na reação. O excesso extensivo ou excesso na causa quando há, proporcionalmente, menor valoração no direito protegido do que o atingido pela repulsa empregada.
IV- No excesso inconsciente ou involuntário há que se avaliar se o erro de tipo, por ele cometido, foi evitável ou não. Considera-se evitável, ou vencível, o erro em que uma pessoa de discernimento.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) As afirmativas I e II estão corretas.
c) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
d) As afirmativas II, III e IV estão corretas.

A excludente de ilicitude resulta da construção histórica penal de um determinado grupo social, uma vez que, ao longo do tempo, a dinâmica cultural e valorativa redefine as diversas formas de proteção de direitos, estabelecendo as excludentes de ilicitude.
Sobre esse assunto, assinale e alternativa CORRETA:
a) O núcleo central da lógica punitiva brasileira é a privação de liberdade, consolidando, ao longo do tempo, uma política criminal essencialmente restritiva de direitos fundamentais.
b) O CP atual entende que não é culpado quem sacrifica o direito alheio para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição.
c) A legítima defesa foi contemplada como artigo específico na Constituição Federal de 1988.
d) O Código Penal de 1969, não previa nenhuma hipótese de excludentes de ilicitude.

A antijuridicidade, para os penalistas brasileiros, é considerada como sinônimo de ilicitude, sendo utilizado com mais frequência o termo "antijuridicidade" para designar relação de contrariedade do fato humano com o ordenamento jurídico (ilicitude formal), quando há, pela conduta, exposição a perigo de dano ou lesão a um bem jurídico tutelado (ilicitude material).
Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A antijuridicidade é a contradição do fato, eventualmente adequado ao modelo legal, com a ordem jurídica.
( ) A antijuridicidade constitui uma qualidade do comportamento, qualidade atribuível ao comportamento sem um juízo de valor objetivo.
( ) A antijuridicidade não é indicada pelo tipo, mas sim sobre as condutas que a ele se encaixam.
( ) Ilicitude e antijuridicidade se encaixam e são conceitos sinônimos de crime.
a) F - F - V - F.
b) V - F - F - F.
c) V - F - V - V.
d) V - V - F - F.

A conduta humana não se limita apenas ao exercício de uma atividade final positiva (o fazer), mas também na sua omissão. A omissão é uma forma independente de conduta humana, regida pela vontade dirigida a um fim.
Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir:
I- Crimes omissivos próprios: quando existe o dever jurídico de agir. Nesses casos, há ausência de um segundo elemento da omissão, que é a norma impondo o que deveria ser feito.
II- Crimes omissivos impróprios: são também denominados comissivos por omissão. São os que o agente tinha o dever jurídico de agir, ou seja, não fez o que deveria ter feito. Nesse caso, há uma norma penal que prevê o que o omitente deveria fazer e, por essa razão, a omissão tem relevância causal.
III- Crime omissivo por comissão: embora parte da doutrina não reconheça esse tipo de crime, deve-se mencioná-lo. Nesse tipo de crime, há uma ação provocadora da omissão.
IV- Participação por omissão: ocorre quando o omitente, tendo o dever jurídico de evitar o resultado, concorre para ele ao quedar-se inerte. Nesse caso, responderá como partícipe.
a) As afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente a afirmativa I está correta.
c) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
d) As afirmativas I, II e IV estão corretas.

A legítima defesa é um instituto dos mais antigos no direito e se constitui em excludente de antijuridicidade de um fato típico. Portanto, é consagrada pelo direito como legítima a reação contra conduta reprovável de terceiro, uma vez que tem como elemento subjetivo o animus defendendi, ou seja, a intenção de defesa legítima.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA:
a) Teoria objetiva: a teoria objetiva considera a legítima defesa como excludente de ilicitude e funda-se na existência de um direito difuso do ser humano de defender-se.
b) O núcleo da conduta é a prevenção, seja para evitar um dano, repelir uma agressão ou fazê-la cessar, admitindo-se, portanto, a vingança.
c) Teoria subjetiva: que considera como causa de exclusão de culpabilidade e encontra como justificação a "perturbação" do ânimo da pessoa agredida ou nos motivos determinantes do agente agressor que permite conferir licitude ao ato daquele que se defende.
d) A excludente de ilicitude aplica-se na defesa de direito próprio ou alheio, e qualquer indivíduo que esteja envolvido no ato pode invocar, independentemente da conduta.

A Teoria do Crime é o núcleo dogmático do direito penal e o ponto de partida para os juristas diante do caso concreto, tendo como finalidade identificar se está diante ou não de um fato criminoso.
Sobre os conceitos de crime, analise as afirmativas a seguir:
I- Fato Típico é a conduta humana que se "molda" perfeitamente aos elementos previstos na lei penal. Portanto, a característica de um crime é ser um fato típico. Ação ou omissão descrita na lei penal.
II- A tipicidade é o trabalho do jurista que analisa a conduta em suas múltiplas faces de modo a verificar, com absoluta certeza a relação fiel, perfeita e absoluta entre a conduta e o tipo penal existente.
III- Conceito analítico: busca definir crime desde as consequências jurídicas cominadas. É o indicador técnico operacional que permite identificar o ilícito penal dentro do ordenamento jurídico.
IV- Partindo do conceito analítico, chega-se a uma das máximas do Direito Penal: crime é uma ação ou omissão humana, típica antijurídica e culpável. Observe que os conceitos se complementam. O crime considerado tão somente como ação ou omissão (conduta) proibida por lei, sob a qual incide uma sanção (conceito formal) é insuficiente, uma vez que restaria em aberto o elemento valorativo.
a) As afirmativas II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I e III estão corretas.
c) Somente a afirmativa I está correta.
d) As afirmativas I, II e IV estão corretas.

Em suma, a Criminologia contemporânea e a evidência empírica, ou seja, a realidade dos nossos sistemas penais e penitenciários mostra, com uma exuberância tal que beira às raias da alucinação, não apenas a absoluta inutilidade da pena de prisão, mas a duplicação da violência que ela implica com o agravante dos seus altos custos sociais.
Tratar a violência do trânsito como violência do sistema penitenciário implica uma duplicação da violência inútil e numa ilusão de solução. Por todos esses motivos é que as Ciências criminais contemporâneas já firmaram a convicção em duas grandes linhas de política criminal: a do minimalismo (sustentando a utilização da prisão como pena em última ratio) e a do abolicionismo penal (sustentando a necessidade de sua abolição), donde o tema emergente das penas alternativas à prisão, quando o Código de Trânsito Brasileiro acaba de adotá-la em prima ratio para todos os crimes de trânsito.
( ) A Criminologia, assim como o Direito Penal, é uma ciência empírica acerca do crime e da sua gênese, fornecendo elementos relacionados às causas do delito e dos fatores relacionados ao delinquente.
( ) A Criminologia possui um objeto próprio de investigação - o crime na sua complexidade, os sujeitos envolvidos (criminoso, vítima e sociedade) -, métodos de investigação e um sólido conjunto de conhecimentos elaborados ao longo de séculos de investigações e problematizações.
( ) A tarefa da Criminologia é apenas acumular e divulgar dados ou números sobre o crime, cabe ao Direito Penal obter os dados, discuti-los, sistematizá-los e interpretá-los desde marcos teóricos adequados com a finalidade de contribuir para a construção de políticas criminais adequadas e efetivas.
A V - V - V.
B V - V - F.
C F - V - V.
D F - V - F.

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1Objeto jurídico do crime é um ente relevante penalmente cuja titularidade pode ser 
individual e/ou coletiva e que deve ser protegido para garantir a convivência social 
humana harmonizada com os princípios gerais do Direito e com a ordem constitucional 
do Estado Democrático de Direito. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA: 
A 
Objeto jurídico específico é o bem protegido no título da Lei Penal. 
B 
Objeto jurídico genérico é o bem jurídico especificado em cada capítulo. 
C 
Objeto jurídico transindividual é o que tem como titularidade o grupo ou a coletividade. 
D 
Objeto jurídico individual tem como titular a coletividade. 
2As normas penais, além de criarem o direito de punir do Estado, conferem direitos para 
o próprio cidadão, uma vez que também possuem a função de limitar o próprio jus 
puniendi, garantindo ao cidadão, dentre outros direitos, o de não ser punido por fatos 
não definidos em lei, evitando a arbitrariedade do Estado. Com base no exposto, 
assinale a alternativa CORRETA: 
 
FONTE: SALIM, Alexandre; AZEVEDO, Marcelo André de. DIREITO PENAL: Parte 
Geral. 9. ed. São Paulo: Jus Podium, 2019. 
A 
O Direito Penal objetivo pode ser definido como surge com a criação da norma penal e 
é a prerrogativa do Estado de poder exigir de todos os destinatários que se abstenham de 
praticar a ação ou omissão definida no preceito legal. 
B 
O Direito Penal objetivo pode ser definido como é o direito de punir - jus puniendi - 
exercido exclusivamente pelo Estado, coibindo-se, assim, a vingança privada. Trata-se 
do ius imperium, poder de império do Estado. 
C 
O Direito Penal objetivo pode ser definido como o conjunto de normas jurídicas (regras 
e princípios) que descrevem os crimes (infrações penais) e impõem como consequência 
sanções (penas ou medidas de segurança). 
D 
O Direito Penal objetivo pode ser definido como o Direito Penal é autoexecutivo, ou 
seja, é um direito de coação indireta cuja concretização não depende do devido processo 
legal. 
3Define-se o excesso como a desnecessária intensificação de uma conduta inicialmente 
legítima. Apesar de o Código Penal se referir ao excesso nas formas dolosa e culposa, 
admite-se tal figura sem que se possa atribuir o exagero a título de dolo ou culpa, desde 
que desnecessária a intensificação da conduta legítima a partir de suas causas. Sobre o 
exposto, analise as afirmativas a seguir: 
 
I- Excesso consciente (ou voluntário): quando o agente não tem plena 
noção/consciência de que a conduta está sendo além do que o necessário para repelir 
uma agressão inicialmente injusta. 
II- Excesso inconsciente (ou involuntário): ocorre quando há uma avaliação ou 
compreensão inadequada da realidade (erro de tipo) e o sujeito ultrapassa os limites do 
que seria uma excludente de ilicitude sem ter ciência disso. 
III- Há na doutrina e jurisprudência casos em que se diferenciam o excesso intensivo do 
excesso extensivo. Ocorre excesso intensivo ou excesso nos meios quando há exagero 
indevido na reação. O excesso extensivo ou excesso na causa quando há, 
proporcionalmente, menor valoração no direito protegido do que o atingido pela repulsa 
empregada. 
IV- No excesso inconsciente ou involuntário há que se avaliar se o erro de tipo, por ele 
cometido, foi evitável ou não. Considera-se evitável, ou vencível, o erro em que uma 
pessoa de discernimento. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
A 
As afirmativas I e II estão corretas. 
B 
Somente a afirmativa I está correta. 
C 
As afirmativas II, III e IV estão corretas. 
D 
As afirmativas I, II e IV estão corretas. 
4A excludente de ilicitude resulta da construção histórica penal de um determinado 
grupo social, uma vez que, ao longo do tempo, a dinâmica cultural e valorativa redefine 
as diversas formas de proteção de direitos, estabelecendo as excludentes de ilicitude. 
Sobre esse assunto, assinale e alternativa CORRETA: 
A 
A legítima defesa foi contemplada como artigo específico na Constituição Federal de 
1988. 
B 
O núcleo central da lógica punitiva brasileira é a privação de liberdade, consolidando, 
ao longo do tempo, uma política criminal essencialmente restritiva de direitos 
fundamentais. 
C 
O Código Penal de 1969, não previa nenhuma hipótese de excludentes de ilicitude. 
D 
O CP atual entende que não é culpado quem sacrifica o direito alheio para proteger 
direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou 
afeição. 
5Direito Administrativo é o ramo do direito público que disciplina a função 
administrativa, bem como pessoas e órgãos que a exercem. Sobre esse tema, classifique 
V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: 
 
( ) A tutela penal da Administração Pública (Título XI da Parte Especial do CP), os 
efeitos extrapenais da condenação, dentre os quais há a perda do cargo, função ou 
mandato eletivo (art. 92, I, do CP) e ainda, a pena restritiva de direitos, como a 
proibição de atividade, cargo ou função pública, bem como mandato eletivo (art. 47, II, 
do CP). 
( ) O Direito Administrativo também prevê sanções, porém de caráter disciplinar, 
relacionadas à prática de atos ilícitos na esfera da administração pública. 
( ) A responsabilidade penal e a administrativa não são independentes, uma vez que a 
condenação penal sempre gera efeitos na esfera administrativa, como perda de cargo ou 
função. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
A 
V - V - F. 
B 
F - V - V. 
C 
V - F - V. 
D 
F - V - F. 
6A antijuridicidade, para os penalistas brasileiros, é considerada como sinônimo de 
ilicitude, sendo utilizado com mais frequência o termo "antijuridicidade" para designar 
relação de contrariedade do fato humano com o ordenamento jurídico (ilicitude formal), 
quando há, pela conduta, exposição a perigo de dano ou lesão a um bem jurídico 
tutelado (ilicitude material). Sobre o exposto, classifique V para as sentenças 
verdadeiras e F para as falsas: 
 
( ) A antijuridicidade é a contradição do fato, eventualmente adequado ao modelo 
legal, com a ordem jurídica. 
( ) A antijuridicidade constitui uma qualidade do comportamento, qualidade atribuível 
ao comportamento sem um juízo de valor objetivo. 
( ) A antijuridicidade não é indicada pelo tipo, mas sim sobre as condutas que a ele se 
encaixam. 
( ) Ilicitude e antijuridicidade se encaixam e são conceitos sinônimos de crime. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
A 
F - F - V - F. 
B 
V - F - V - V. 
C 
V - F - F - F. 
D 
V - V - F - F. 
7A conduta humana não se limita apenas ao exercício de uma atividade final positiva (o 
fazer), mas também na sua omissão. A omissão é uma forma independente de conduta 
humana, regida pela vontade dirigida a um fim. Sobre esse assunto, analise as 
afirmativas a seguir: 
 
I- Crimes omissivos próprios: quando existe o dever jurídico de agir. Nesses casos, há 
ausência de um segundo elemento da omissão, que é a norma impondo o que deveria ser 
feito. 
II- Crimes omissivos impróprios: são também denominados comissivos por omissão. 
São os que o agente tinha o dever jurídico de agir, ou seja, não fez o que deveria ter 
feito. Nesse caso, há uma norma penal que prevê o que o omitente deveria fazer e, por 
essa razão, a omissão tem relevância causal. 
III- Crime omissivo por comissão: embora parte da doutrina não reconheça esse tipo de 
crime, deve-se mencioná-lo. Nesse tipo de crime, há uma ação provocadora da omissão. 
IV- Participação por omissão: ocorre quando o omitente, tendo o dever jurídico de 
evitar o resultado, concorre para ele ao quedar-se inerte. Nesse caso, responderá como 
partícipe. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
A 
As afirmativas I e III estão corretas. 
B 
Somente a afirmativa I está correta. 
C 
As afirmativas I, II e IV estão corretas. 
D 
As afirmativas II, III e IV estão corretas. 
8A legítima defesa é um institutodos mais antigos no direito e se constitui em 
excludente de antijuridicidade de um fato típico. Portanto, é consagrada pelo direito 
como legítima a reação contra conduta reprovável de terceiro, uma vez que tem como 
elemento subjetivo o animus defendendi, ou seja, a intenção de defesa legítima. Sobre 
esse assunto, assinale a alternativa CORRETA: 
A 
Teoria objetiva: a teoria objetiva considera a legítima defesa como excludente de 
ilicitude e funda-se na existência de um direito difuso do ser humano de defender-se. 
B 
O núcleo da conduta é a prevenção, seja para evitar um dano, repelir uma agressão ou 
fazê-la cessar, admitindo-se, portanto, a vingança. 
C 
A excludente de ilicitude aplica-se na defesa de direito próprio ou alheio, e qualquer 
indivíduo que esteja envolvido no ato pode invocar, independentemente da conduta. 
D 
Teoria subjetiva: que considera como causa de exclusão de culpabilidade e encontra 
como justificação a "perturbação" do ânimo da pessoa agredida ou nos motivos 
determinantes do agente agressor que permite conferir licitude ao ato daquele que se 
defende. 
9A Teoria do Crime é o núcleo dogmático do direito penal e o ponto de partida para os 
juristas diante do caso concreto, tendo como finalidade identificar se está diante ou não 
de um fato criminoso. Sobre os conceitos de crime, analise as afirmativas a seguir: 
 
I- Fato Típico é a conduta humana que se "molda" perfeitamente aos elementos 
previstos na lei penal. Portanto, a característica de um crime é ser um fato típico. Ação 
ou omissão descrita na lei penal. 
II- A tipicidade é o trabalho do jurista que analisa a conduta em suas múltiplas faces de 
modo a verificar, com absoluta certeza a relação fiel, perfeita e absoluta entre a conduta 
e o tipo penal existente. 
III- Conceito analítico: busca definir crime desde as consequências jurídicas cominadas. 
É o indicador técnico operacional que permite identificar o ilícito penal dentro do 
ordenamento jurídico. 
IV- Partindo do conceito analítico, chega-se a uma das máximas do Direito Penal: crime 
é uma ação ou omissão humana, típica antijurídica e culpável. Observe que os conceitos 
se complementam. O crime considerado tão somente como ação ou omissão (conduta) 
proibida por lei, sob a qual incide uma sanção (conceito formal) é insuficiente, uma vez 
que restaria em aberto o elemento valorativo. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
A 
As afirmativas II, III e IV estão corretas. 
B 
As afirmativas I e III estão corretas. 
C 
As afirmativas I, II e IV estão corretas. 
D 
Somente a afirmativa I está correta. 
10Em suma, a Criminologia contemporânea e a evidência empírica, ou seja, a realidade 
dos nossos sistemas penais e penitenciários mostra, com uma exuberância tal que beira 
às raias da alucinação, não apenas a absoluta inutilidade da pena de prisão, mas a 
duplicação da violência que ela implica com o agravante dos seus altos custos sociais. 
Tratar a violência do trânsito como violência do sistema penitenciário implica uma 
duplicação da violência inútil e numa ilusão de solução. Por todos esses motivos é que 
as Ciências criminais contemporâneas já firmaram a convicção em duas grandes linhas 
de política criminal: a do minimalismo (sustentando a utilização da prisão como pena 
em última ratio) e a do abolicionismo penal (sustentando a necessidade de sua abolição), 
donde o tema emergente das penas alternativas à prisão, quando o Código de Trânsito 
Brasileiro acaba de adotá-la em prima ratio para 
todos os crimes de trânsito. Com base no exposto, classifique V para as sentenças 
verdadeiras e F para as falsas: 
 
( ) A Criminologia, assim como o Direito Penal, é uma ciência empírica acerca do 
crime e da sua gênese, fornecendo elementos relacionados às causas do delito e dos 
fatores relacionados ao delinquente. 
( ) A Criminologia possui um objeto próprio de investigação - o crime na sua 
complexidade, os sujeitos envolvidos (criminoso, vítima e sociedade) -, métodos de 
investigação e um sólido conjunto de conhecimentos elaborados ao longo de séculos de 
investigações e problematizações. 
( ) A tarefa da Criminologia é apenas acumular e divulgar dados ou números sobre o 
crime, cabe ao Direito Penal obter os dados, discuti-los, sistematizá-los e interpretá-los 
desde marcos teóricos adequados com a finalidade de contribuir para a construção de 
políticas criminais adequadas e efetivas. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
 
FONTE: ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Sistema penal máximo x cidadania 
mínima: códigos da violência na era da globalização. 2. ed. Porto Alegre: 
Livraria/Editora do Advogado, 2016. 
A 
V - V - V. 
B 
V - V - F. 
C 
F - V - V. 
D 
F - V - F.

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