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de classe I diferentes!! Padrão de co‐dominância (todos são expressos). Aí, na superfície de uma msm célula existe várias moléculas de classe I diferentes coexistentes.     
A estrutura do MHC I São 3 elementos que a constituem: 
Polipeptídeo com três porções globulares e porção transmembrana de 
inserção: é o produto dos genes de HLA (A, B ou C) 
Ptn globular: é sempre a msm para todas as moléculas de classe I de todos os indivíduos (não é polimórfica). 
β2 microglobulina: se associa indiferentemente a todos os produtos de HLA de classe I. Função de estabilizar o complexo. Não é produto de HLA. É codificada por outro cromossomo.  
Na estrutura de MHC I é inserido: 
Peptídeo: fragmento de ptn ALTAMENTE VARIÁVEL ENTRE AS MOLÉCULAS DE CLASSE I. Sendo diferente entre moléculas de classe I do msm tipo (A p.ex.) de um msm indivíduo. É um fragmento de ptns do próprio organismo ou de microorganismos que infectam o organismo. Sempre deve haver a dissociação entre MHC I e esse peptídeo para q a MHC I fique na membrana.  
 Ou seja: As moléculas de classe I possuem todas uma semelhança estrutural que garante q sejam expostas na memb. E realizarem funções. Mas apresentam uma diversidade pela genética tb mto importante. (esquema semelhante aos anticorpos)  Dentro de um indivíduo, cada gene de HLA (A, B ou C) possui 2 formas alélicas ( 1 do pai  outro de mãe)!!  As moléculas CI são “parentes” dos Ac. Os 3 domínios globulares de MHC I são semelhantes ao domínios dos AC!! As MHC I são as moléculas de HLA + abundantes no organismo, mas há tb outras moléculas de HLA especializadas, presentes apenas em células do SI!! 
 
 
Moléculas de Classe II 
 Presentes apenas em algumas células do SI: macrófagos, céls. Dendríticas e linf. B. Expressas na sup. Celular, se ancoram na membrana. Céls que expressam MC II tb expressam as MC I!  
Estrutura: 2 cadeias polipeptídicas (α e β) cada uma com 2 porções globulares  Ambas codificadas por genes de HLA diferentes dos genes de HLA para MC I Uma msm região de HLA codifica a cadeia α e β de um dado tipo de MC II São várias regiões diferentes codificando pares α‐ β diferentes. Ex.: regiões DR, DQ e DQ codificam HLA DR, HLA DQ e HLA DP! Essas regiões estão separadas, mas no msm cromossomo dos genes q codificam as MC I!! O q faz com q apenas algumas céls. do SI expressem MC II é q apenas elas  possuem os fatores de transcrição!! Existem diferentes MC II na superfície d um msm macrófago (co‐dominância) MC II são altamente polimórficos (mtos genes diferentes e geralmente cada indivíduo é heterozigoto: alelos do pai e da mãe). Possui tb o PEPTÍDEO ALEATÓRIO entre cadeias α e β.  Conclusão: Se somarmos toda a variabilidade para MC I + a variabilidade de MC II vemos q HÁ UMA GRANDE DIVERSIDADE ENTRE OS TECIDOS DOS INDIVÍDUOS ‐ A REJEIÇAÕ É A REGRA! O DIFÍCILÉ A COMPATIBILIDADE!!       Estimativa de se achar um doador compatível: 1 em 143000!!!  O polimorfismo de HLA se expressa de 2 formas: MC I MC II 
 A capacidade de se ativar uma resposta leucocitária mista depende inicialmente da diferença entre moléculas de classe II, pois o estímulo para a reação ocorrer são Ag C II 
presentes na superfície de células do SI (macrófagos, linf. B) reconhecidas por linfócitos T helper (CD4+) que respondem com intensa proliferação clonal e produção d citocinas!!  
O que é compatibilidade? 
 Indivíduos podem ser compatíveis para HLA, ou seja. Possuem HLA iguais e podem ser compatíveis para as moléculas menores de histocompatibilidade (são iguais entre os indivíduos). Quando há compatibilidade para os 2 – EVITA REJEIÇÃO EM 100%. Quando há compatibilidade apenas para HLA – REJEIÇÃO AGUDA é EVITADA, mas pode ocorrer a crônica!! (evitada por imunossupressão).  
Atenção!! 
  Entre indivíduos diferentes e entre moléculas de histocompatibilidade de um msm indivíduo, a variabilidade genética é concentrada nos domínios + externos (regiões variáveis) que se associam ao peptídio aleatório!!Já a porção + interna contém os domínios altamente conservados (ctes)!! 
 Os linfócitos T CD4+ só reconhecem MC II e é esse reconhecimento que INICIA O PROCESSO DE REJEIÇÃO!!  Portanto, a reação leucocitária mista possui 2 fases:  
1ª fase: linf. T CD4+ respondem às MC II de sup. de macrófagos e então se proliferam e secretam mediadores (citocinas) que influenciam em outras céls. do SI!! (p.ex.: linf. T CD8+). Os linf. T CD8+ são os linf. T citotóxicos que qndo ativados são capazes de matar Ag estranhos estimuladores, mas para matá‐los precisam reconhecer MC I.(fase inicial)  
2ª fase: linf. T CD8+ respondem às MC I de sup. De várias céls, como tb os macrófagos e MATAM‐NOS – Fase efetora! Os linf. T citotóxicos só são ativados qndo linf. T helper sinalizam!! Geralmente eles estão inativos! (incapazes de resp.).  
Atenção: Os linf. T CD4+ têm papel central, mas não absoluto na rejeição de 
transplantes. 
 
 
Hierarquia na Resp. Imune 
 
  A rejeição de transplantes depende de interação entre populações celulares e cada população tem uma função!! Linf. T CD4+: reconhece Ag em MC II e ativam linf.CD8+ e outras céls (macrófagos, linf. B). Linfócito CD8+: mata células que reconhece como “estranhas” por MCI.  Transplante de tireóide.   A tireóide (células do parênquima e estroma) “sobrevive” em temperaturas reduzidas (geladura) por um bom tempo fora do corpo.   Constataram que o transplante imediato de tireóide de um indivíduo para outro incompatível leva à rejeição, mas se a tireóide for mantida for mantida por um 
tempo na geladeira e depois transplantada para o receptor, NÃO OCORRE 
REJEIÇÃO! Por que?   Descobriu‐se que apesar de o ep. tireoideano sobreviver a baixas temperaturas, os leucócitos (macrófagos) residentes de tireóide morrem e aí não há rejeição, pois 
não há apresentação de antígenos em MHCII para os linfócitos CD4+ e aí não dá 
inicio à rejeição!!   Ou seja, é a presença de macrófagos residentes na tireóide (células dendríticas) que, ao apresentarem MHCII aos linfócitos CD4+ do receptor, promovem a rejeição.   Portanto, os leucócitos com MHCII residentes dos nossos tecidos e órgãos é 
que permitem a rejeição ­ Tudo é como e por que começa a rejeição.       
Resposta imune celular    
 
  Resposta imune celular: descoberta em animais experimentais. Diferentemente da imunidade humoral (imunização passiva por transferência de Acs) a imunidade celular não pode ser transferida entre indivíduos, pois é dada pelos linfócitos e estes possuem moléculas de HLA e promovem rejeição. A imunidade celular atua contra infecções virais e micobactéria. Se transferíssemos linfócitos de um individuo para outro, eles seriam rejeitados.  
Experimento: Análise da resposta imune celular. Específica p/ que? 1‐ Pegamos os linfócitos TCD8+ do soro de indivíduos que foram infectados pelo vírus influenza e se curaram.  OBS: Os linfócitos TCD8+ aparecem no soro quando a pessoa está em fase de recuperação de infecção e como são citotóxicos destroem as células que contém o 
vírus da influenza.   Essas células infectadas são verdadeiras “fábricas de vírus” produzindo muitas proteínas virais em seu interior.  2‐ Se misturarmos linfócitos TCD8+ de ind. em recuperação + cels. infectadas 
pelo vírus influenza do mesmo indivíduo, os linfócitos TCD8+ destroem as cels. 
Infectadas pelo vírus influenza. 2*‐ Se as cels. do individuo não estivessem infectadas ou estivessem infectadas 
por outro vírus, NÃO HÁVERIA DESTRUIÇÃO! 
OBS:2 e 2* ­ especificidade para o vírus influenza. 
 3‐Se pegarmos, por outro lado, células de outro indivíduo infectado pelo vírus 
influenza, o linfócito T citotóxico pode ou não destruí‐las, dependendo das diferenças em HLA.   Nesse caso específico, vemos que quando o HLA(A) é diferente, o linfócito 
TCD8+ não destrói as cels. Infectadas do outro individuo. 
 4‐ Mas quando o outro indivíduo também possui HLA (A5) e está inf. pelo 
vírus influenza, o linfócito T citotóxico destrói as células. 
 
OBS:3 e 4 ­ especificidade para a molécula de HLA.