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DIREITO PENAL - PARTE GERAL

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 Roteiro 1: 
 
Introdução ao Direito Penal 
 
 
1. O conceito de Direito Penal 
2. Características gerais 
3. Finalidade 
4. Legitimidade 
5. Tendências contemporâneas 
6. Direito Penal 
e outros ramos do Direito 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
1. O Conceito de Direito Penal 
 
 
1.1. Direito Penal é o conjunto de normas jurídicas com base nas quais o 
Estado proíbe determinadas ações ou omissões, sob a ameaça da pena. 
 
 
1.2. Contribuiu para a prevalência da expressão “Direito Penal” – em 
substituição a “Direito Criminal” – o fato de representar, de forma imediata, a 
característica principal desse ramo do Direito: a pena. 
 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
2. O Conceito de Direito Penal 
 
 
2.1. Embora em todos os ramos do Direito a proibição de condutas ocorra por 
meio da ameaça de uma sanção, o Direito Penal distingue-se em razão do meio de 
coação e tutela com o qual atua, que é a pena. 
 
 
2.2. A pena é a perda de um direito imposta pelo Estado como consequência 
do cometimento de uma infração penal. Enquanto a sanção civil (penalidade) tem 
caráter de reparação, a sanção penal caracteriza-se pela retribuição. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
3. Finalidade 
 
 
3.1. Afirma-se que a missão do Direito Penal é a proteção da convivência 
humana em sociedade. 
 
 
3.2. O Direito Penal é compreendido como um dos instrumentos de 
convivência e controle social, sendo um conjunto de normas jurídicas, as quais 
podem ser divididas em incriminadoras e não incriminadoras, editadas pelo 
Estado. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
4. Legitimidade 
 
 
4.1. De maneira geral, a justificação do Direito Penal tem sido feita a partir da 
justificação da pena. 
 
 
4.2. Existem, fundamentalmente, três orientações quanto à legitimidade da 
pena, as quais se expressam por meio das chamadas teorias da pena: 
 
 4.2.1. A pena é um mal que se converte em um bem, por negar o mal 
 (delito) e restaurar o direito e a justiça; 
 
 4.2.2. A pena é um mal menor ou socialmente útil; 
 
 4.2.3. A pena e o Direito Penal são ilegítimos, devendo haver a abolição 
 de ambos. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
4. Legitimidade 
 
 
4.3. Em síntese, as teorias da pena gravitam em torno de duas premissas 
fundamentais: a retribuição e a prevenção. 
 
 
4.4. Teorias absolutas: a pena se funda na justa retribuição. É um fim em si 
mesma e não serve a qualquer outro propósito que não seja o de recompensar o 
mal com o mal. 
 
 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
4. Legitimidade 
 
 
4.5. Teorias relativas: a finalidade da pena não seria a punição de todos os 
crimes, mas sim a sua prevenção. Distingue-se aqui a prevenção geral e a 
prevenção especial. 
 
 4.5.1. Prevenção geral é a intimidação que se supõe alcançar por 
 meio da ameaça da pena e de sua efetiva imposição, atemorizando os 
 possíveis infratores. 
 
 4.5.2. A prevenção especial atua sobre o autor do crime, para que 
 não volte a delinquir. 
 
 
4.6. Teorias mistas ou unitárias: combinam as teorias absolutas e as 
relativas, que não seriam excludentes entre si. A pena é retribuição, mas deve, 
por igual, perseguir os fins de prevenção geral e especial. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
5. Tendências Contemporâneas 
 
 
5.1. Existem três posturas político-criminais básicas que procuram 
compreender e dirigir as funções, os limites e os fins do Direito Penal 
contemporâneo: a) abolicionista; b) ressocializadora; e c) garantista. 
 
 5.1.1. Abolicionismo: postula a eliminação do Direito Penal, por ser 
 sistema gerador da criminalidade. 
 
 5.1.2. Ressocialização: centra-se na obtenção de uma autêntica 
 reinserção dos apenados, a partir de mecanismos que eliminem, ou ao 
 menos reduzam, taxas de reincidência. 
 
 5.1.3. Garantismo: propugna fundamentalmente as garantias formais, 
 buscando conciliar a prevenção geral dos delitos com exigências formais 
 dos princípios de proporcionalidade e humanidade, limitando a 
 intervenção penal ao estritamente necessário e não violando valores 
 fundamentais consagrados em quase todas as sociedades modernas. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
6. Direito Penal e outros ramos do Direito 
 
 
6.1. Direito Constitucional: todo o ordenamento infraconstitucional, 
inclusive as normas de Direito Penal, deve ser interpretado a partir da Constituição 
Federal. Mais do que isso: os próprios bens jurídicos penalmente tutelados estão 
nela consagrados. 
 
 
6.2. Direito Administrativo: uma vez que a imposição de pena criminal é 
um monopólio estatal, há íntima relação entre Direito Penal e Direito 
Administrativo. Por outra vertente, as normas jurídicas relativas à administração 
pública influenciam a aplicação das normas penais, tanto na prevenção como na 
repressão do delito. 
 
 
 
 
Introdução ao Direito Penal 
6. Direito Penal e outros ramos do Direito 
 
 
6.3. Direito Processual Penal: é por meio do processo que o Estado exerce 
o jus puniendi. O Direito Processual Penal pode ser definido como o complexo de 
normas destinadas a regular a atuação da jurisdição penal, na constatação da 
existência de um fato punível e na aplicação das penas e medidas de segurança 
previstas na lei penal. 
 
 
6.4. Direito Civil: há, de certa forma, uma complementaridade das normas 
penais às normas de Direito Privado (Civil e Empresarial). Isto porque algumas 
normas penais incriminadoras dependem, para sua compreensão, de definições 
que emanam desses ramos jurídicos. 
 Roteiro 2: 
 
A Ciência Conjunta do 
Direito Penal 
 
1. Ciência do Direito Penal 
2. Método de estudo 
3. Política Criminal 
4. Criminologia 
5. A necessária integração entre 
Criminologia e o Direito Penal 
6. Direito de Execução Penal 
7. Ciências Auxiliares 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
1. Ciência do Direito Penal 
 
 
1.1. A Ciência do Direito Penal é chamada também de Dogmática do Direito 
Penal. 
 
 
1.2. Trata da interpretação, sistematização e desenvolvimento das normas 
contidas na lei, bem como das opiniões doutrinárias no âmbito do Direito Penal. 
 
 
1.3. Estuda o crime como fato jurídico, para determinar as características do 
fato punível e suas formas especiais de aparecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
2. Método de Estudo do Direito Penal 
 
 
2.1. Método dedutivo / dogmático / normativo / especulativo. 
 
 
2.2. A partir da interpretação das normas, faz-se a construção científica das 
instituições que servirão de base para a edificação dos sistemas penais. 
 
 
2.3. Metodologia basicamente hermenêutica, sistemática e crítica: 
interpretação e construção do ordenamento penal positivo, sempre por meio do 
pensamento crítico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
3. Política Criminal 
 
 
3.1. Disciplina jurídica constituída por dois eixos: a crítica e a reforma do 
Direito Penal. 
 
 
3.2. Estratégia de combate à criminalidade que auxilia na aferição da eficácia 
das normas penais, no que diz respeito à distribuição da Justiça e aos interesses 
sociais. 
 
 
3.3. Objetivos: a melhora e a racionalização do direito vigente, por meio de 
fórmulas legislativas adaptáveis às necessidades sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
4. Criminologia 
 
 
4.1. Concepção clássica (Sutherland): conjunto de conhecimentos que se 
referem ao delito como fenômeno social,incluindo-se o processo de elaboração e 
infração das leis e de reação à referida infração. 
 
 
4.2. Objetos de estudo: 
 
 4.2.1. O crime (contemplado como fenômeno individual e como 
 problema social); 
 
 4.2.2. O criminoso; 
 
 4.2.3. A vítima; 
 
 4.2.4. Os mecanismos de reação social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
4. Criminologia 
 
 
4.3. Ciência empírica e interdisciplinar que visa apresentar uma informação 
válida, contrastada e confiável sobre o surgimento, a dinâmica e as variáveis do 
crime. 
 
 
4.4. Método indutivo, empírico, por meio do qual se fundamentam suas 
conclusões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
5. A Necessária Integração entre a Criminologia e o Direito 
Penal 
 
 
5.1. Não existe problema jurídico-dogmático que não requeira um 
conhecimento acerca de suas bases criminológicas. 
 
 
5.2. Apesar de conservar suas respectivas autonomias e seus respectivos 
métodos científicos, deve haver entre ambos uma relação de respeito e recíproca 
troca de informações. 
 
 
5.3. Jescheck: “o Direito Penal sem a Criminologia é cego e esta sem aquele 
carece de limites”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
6. Direito de Execução Penal 
 
 
6.1. Desdobramento do Direito Penal ao qual compete efetivar o dispositivo 
contido na sentença condenatória (art. 1º da Lei de Execução Penal). 
 
 
6.2. Objetiva concretizar um dos fins da pena criminal: a prevenção especial, 
por meio da reinserção social do condenado. 
 
 
6.3. Engloba o que se convencionou chamar de 
Direito Penitenciário  Ramo mais restrito, uma vez que trata apenas da questão 
do cárcere: funcionamento dos estabelecimentos penitenciários, descrição das 
condições de detenção, direitos e deveres do condenado, regime disciplinar, 
manutenção de seus laços familiares, entre outros aspectos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Ciência Conjunta do Direito Penal 
7. Ciências Auxiliares 
 
 
7.1. Disciplinas que servem à aplicação prática do Direito Penal, bem como à 
investigação criminal. 
 
 7.1.1. Medicina legal: conjunto de conhecimentos médicos utilizados 
 na aplicação do direito, sendo útil tanto ao Direito Penal quanto a outros 
 ramos. 
 
 7.1.2. Psicologia judiciária/forense: psicologia aplicada em relação 
 às pessoas que participam do processo penal, sendo especialmente 
 utilizada para avaliar a credibilidade do testemunho. 
 
 7.1.3. Criminalística: técnica que resulta da aplicação de várias 
 ciências na investigação criminal, na descoberta de crimes e na 
 identificação de criminosos. 
 
 
 
 
 
 
 Roteiro 3: 
 
História Geral do Direito Penal 
 
1. Pena e vingança 
2. Direito Penal da Antiguidade 
3. Direito Penal na Idade Média 
4. Direito Penal na Idade Moderna 
5. O Período Reformador 
6. Escolas e Tendências 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
1. Pena e Vingança 
 
 
1.1. O Direito Penal surgiu quando o agrupamento social não reagiu a um fato 
de forma irracional, por mera vingança. Ao contrário, por intermédio de uma 
modalidade institucionalizada de reação, buscou-se o retorno à tranquilidade 
social. 
 
 
1.2. As primeiras modalidades de pena de que se tem registro são a perda da 
paz e a vingança de sangue. 
 
 1.2.1. Perda da paz: aplicada ao membro do grupo que infringisse 
 determinada norma, consistindo na sua exclusão do convívio coletivo. 
 
 1.2.2. Vingança de sangue: destinava-se ao estranho que vinha de 
 fora e infringia a norma do agrupamento social primitivo, caracterizando-
 se como uma luta contra o estrangeiro. 
 
 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
2. Direito Penal na Antiguidade 
 
 
2.1. Lei do talião: “olho por olho, dente por dente”, estabeleceu pela primeira 
vez a ideia de proporcionalidade entre crime e pena, limitando a vingança privada. 
 
 
2.2. Enquanto na Grécia Antiga preponderava a pena de morte, Roma Antiga 
contava com uma variedade de sanções, que eram estabelecidas de acordo com a 
natureza do crime e do processo. 
 
 
2.3. Lei das Doze Tábuas (451 a. C.): contemplava formas severas de 
punição, com a tônica voltada para a pena de morte. 
 
 
2.4. Vestígios jurídicos comprovam, portanto, que o Direito Penal da 
Antiguidade marcou-se pela aplicação, em larga escala, da pena capital. A prisão 
(em condições subumanas) era simplesmente o local de custódia do réu. 
 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
3. Direito Penal na Idade Média 
 
 
3.1. Com início em meados do século V, a Idade Média foi um período no qual 
houve o retorno à aplicação da pena de perda da paz. Caracterizou-se por um 
ilimitado arbítrio judicial, bem como pela desigualdade de punição entre nobres e 
plebeus. 
 
 
3.2. Principais fontes de influência: 
 
 3.2.1. Direito Germânico; 
 
 3.2.2. Direito Canônico; 
 
 3.2.3. Direito Romano. 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
4. Direito Penal na Idade Moderna 
 
 
4.1. Surgimento dos Estados Nacionais Modernos, expansão colonial, guerras 
religiosas, miséria e fome. 
 
 
4.2. Criação das casas de correção (século XVI): estabelecimentos para 
abrigar os condenados por delitos menores. 
 
 
4.3. Surgimento das workhouses (1697): substituindo com sucesso as houses 
of corretion, foram especificamente concebidas para o fim de reformar o 
condenado por meio do trabalho constante e ininterrupto e da instrução religiosa. 
 
 
4.4. Sistema de penas: penas pecuniárias, penas corporais e pena capital. 
 
 
 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
4. Direito Penal na Idade Moderna 
 
 
4.5. O surgimento da pena privativa de liberdade moderna foi marcado pela 
função de emenda do delinquente exercida pelas houses of corretion e 
workhouses. 
 
 
4.6. A ascensão da burguesia ao poder deu força a uma nova estratégia de 
controle social: a disciplina. Desta forma, houve a paulatina substituição da pena 
de morte pela pena de prisão como epicentro do sistema penal. 
 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
5. O Período Reformador 
 
 
5.1. Três importantes nomes se propugnaram por mudanças no magistério 
punitivo e nas péssimas condições de trabalho: a) Cesare Beccaria; b) John 
Howard; e c) Jeremy Bentham. 
 
 5.1.1. Beccaria: proposta de abrandamento e racionalidade das leis 
 penais e dos seus meios interpretativos, criticando de forma contundente 
 as arbitrárias práticas judiciais da época. 
 
 5.1.2. Howard: tornou popular o debate sobre a reformulação das 
 práticas punitivas e das possíveis alternativas. Com ele, ainda, nasce o 
 Direito Penitenciário, pela primeira vez separado do Direito Penal. 
 
 5.1.3. Bentham: descreveu os fins da pena por meio da 
 teoria da utilidade  Uma ação será aprovável ou reprovável de acordo 
 com a tendência que pareça ter para aumentar ou diminuir a felicidade da 
 parte cujo interesse está em questão. 
 
 
 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
6. Escolas e Tendências 
 
 
Escolas Método Imputabilidade Delito Função da pena 
Clássica Especulativo 
Baseada no livre arbítrio 
do indivíduo 
Ente jurídico que 
violava um direito 
subjetivo de outrem 
Tutela jurídica 
Positiva Experimental 
Derivada do 
determinismo e 
temibilidade do 
delinquente 
Fenômeno natural e 
social produzido pelo 
homem 
Meio de defesa social 
 
 
 
 
História Geral do Direito Penal 
6. Escolas e Tendências 
 
 
6.1. Século XX: 
 
 6.1.1. Tendência ao unitarismo e ao recrudescimento dos estudos 
 filosófico-penais. 
 
 6.1.2. Propostas não radicais de modificação do Direito Penal. 
 
 
6.2. Século XXI: 
 
 6.2.1. Incremento do fenômeno da internacionalização do Direito Penal, 
 com a decorrente harmonização dos sistemas penais. 
 
 6.2.2. Adoção de novas tecnologias como fontes de incriminação e 
 como medidas de controle e punição dos delinquentes. 
 
 6.2.3. Utilização, em larga escala, das penas privativas de liberdade. 
 
 
 
 Roteiro 4: 
 
História do Direito Penal Brasileiro1. Direito Penal indígena 
2. Brasil Colonial 
3. Código Criminal de 1830 
4. Direito Penal da Primeira República 
5. Código Penal de 1940 
6. Movimento de reforma penal 
7. Século XXI 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
1. Direito Penal Indígena 
 
 
1.1. Não havia uma estrutura jurídico-social, e sim a aplicação de regras 
meramente consuetudinárias transmitidas verbalmente entre as gerações. 
 
 
1.2. As normas indígenas tinham forte caráter místico. 
 
 
1.3. Entre as normas de caráter penal, predominava a vingança privada, sem 
qualquer proporção entre infração e sanção. 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
2. Brasil Colonial 
 
 
2.1. O Direito Penal vigente constituiu mera importação do conjunto de leis 
então vigente em Portugal. 
 
 
2.2. Ordenações Afonsinas (1446): 
 
 2.2.1. Primeiro código completo da Europa; 
 
 2.2.2. Fixou o magistério punitivo estatal apesar da forte influência do 
 Clero; 
 
 2.2.3. Não havia proporcionalidade entre a finalidade da pena e o delito 
 praticado; 
 
 2.2.4. Manteve a desigualdade entre ricos e pobres. 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
2. Brasil Colonial 
 
 
2.3. Ordenações Manuelinas (1521): seguiram, em larga medida, as 
disposições precedentes, com alguns acréscimos e poucas correções. 
 
 
2.4. Ordenações Filipinas (1603): 
 
 2.4.1. Verdadeiro Código Penal do período colonial, gerando efeitos até 
 mesmo no Brasil independente; 
 
 2.4.2. Previsão de penas bárbaras e cruéis; 
 
 2.4.3. Diferenças no tratamento dispensado a nobres e plebeus; 
 
 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
3. Código Criminal de 1830 
 
 
3.1. Com a Proclamação da Independência (1822) e o advento da Constituição 
Imperial (25 de março de 1824), cristalizou-se a necessidade de ser criada 
legislação penal específica e mais adequada aos novos tempos. 
 
 
3.2. 16/12/1830: sancionado o primeiro Código autônomo da América Latina. 
 
 
3.3. Principais características do Estatuto criminal do Império: 
 
 3.3.1. Exclusão da pena de morte para crimes políticos; 
 
 3.3.2. Imprescritibilidade das penas; 
 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
3. Código Criminal de 1830 
 
 
 3.3.3. Reparação do dano causado pelo delito; 
 
 3.3.4. Agravar pelo ajuste prévio para delinquir; 
 
 3.3.5. Antecipação do sistema dos dias-multa. 
 
 
3.4. Penas cominadas: 
 
 3.4.1. Morte na forca; 
 
 3.4.2. Galés (excluídos: mulheres, menores de 21 anos e maiores de 
 60); 
 
 3.4.3. Prisão com trabalho e prisão simples; 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
3. Código Criminal de 1830 
 
 
 3.4.4. Banimento; 
 
 3.4.5. Degredo; 
 
 3.4.6. Desterro; 
 
 3.4.7. Multa; 
 
 3.4.8. Suspensão e perda do emprego; 
 
 3.4.9. Açoites (para os escravos). 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
4. Direito Penal da Primeira República 
 
 
4.1. A disparidade entre os dispositivos da Constituição, os do Código Criminal 
do Império e a realidade carcerária fez iniciar um movimento no sentido de 
reforma do aparato prisional herdado da era colonial. 
 
 
4.2. Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890: cria o Código Penal Brasileiro. 
 
 
4.3. Penas previstas: 
 
 4.3.1. Prisão celular (que era a base do sistema de penas da época); 
 
 4.3.2. Reclusão (somente para delitos políticos); 
 
 4.3.3. Prisão com trabalhos; 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
4. Direito Penal da Primeira República 
 
 
 4.3.4. Prisão disciplinar (para os menores até 21 anos de idade). 
 
 
4.4. Entendido como mera atualização da legislação penal do Império, o 
Código de 1890 foi alvo de críticas demolidoras, as quais abalaram seu prestígio e 
dificultaram sua aplicação. 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
5. Código Penal de 1940 
 
 
5.1. A partir do golpe de Estado de 1937, que instituiu o Estado Novo, foi 
criada uma nova ordem nacional. A reforma da legislação penal passou a fazer-se 
necessária. 
 
 
5.2. 7 de dezembro de 1940: promulgação do novo Código Penal brasileiro. 
Na mesma data, também entraram em vigor a Lei das Contravenções Penais, a Lei 
de Introdução ao Código Penal e o Código de Processo Penal. 
 
 
5.3. Em vigor até os dias de hoje, o Código Penal de 1940 inovou ao fazer as 
medidas de segurança entrarem na órbita da lei penal. A suspensão condicional da 
pena e o livramento condicional passaram a integrar definitivamente o Código 
Penal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
5. Código Penal de 1940 
 
 
5.4. Penas previstas: 
 
 
 5.4.1. Privativa de liberdade – era a prioridade, sendo cumprida em 
 regimes de reclusão e detenção (para crimes e delitos) ou em prisão 
 simples (para contravenções penais); 
 
 5.4.2. Pena de multa; 
 
 5.4.3. Penas acessórias (ex: interdição temporária). 
 
 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
6. Movimento de Reforma Penal 
 
 
6.1. O projeto de Nelson Hungria foi promulgado pelo Decreto-Lei nº 1.004, 
de 21 de outubro de 1969. 
 
 
6.2. Previsto para entrar em vigor em 1º de agosto de 1970, o projeto teve 
seu prazo de vacância sucessivamente prorrogado pelo alegado motivo de haver 
necessidade de aguardar a aprovação do novo Código de Processo Penal. 
 
 
6.3. Em 11 de novembro de 1978 a lei nº 6.578 restou por revogar o Código 
Penal de 1969, uma vez que já não mais correspondia às necessidades do país. 
 
 
6.4. O problema da superpopulação carcerária deu origem à criação dos 
regimes de cumprimento da pena de prisão: fechado, semiaberto e aberto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
6. Movimento de Reforma Penal 
 
 
6.5. A partir de 1980, comissões foram criadas com o intuito de se 
encarregarem da reforma da Parte Geral do Código Penal, a qual foi extensa e 
realizada em clima de ampla discussão teórica e democrática. 
 
 
6.6. Além de mudanças na Teoria do Delito – especialmente referentes à 
culpabilidade – a reforma penal foi bastante expressiva. 
 
 
 
 
 
 
História Direito Penal Brasileiro 
7. Século XXI 
 
 
7.1. A partir de 1984 e, especificamente, após o advento da Constituição de 
1988, viveu-se um novo modelo punitivo no Brasil. A partir do Preâmbulo da Carta 
Política, seu texto fora impregnado por valores como a dignidade da pessoa 
humana e a vedação de qualquer natureza de discriminação. 
 
 
7.2. Diante das determinações do texto constitucional, a partir de 1990 
passou a haver a promulgação de leis penais especiais, tais como: 
 
 7.2.1. Lei nº 8.072/90: Lei dos Crimes Hediondos. 
 
 7.2.2. Lei nº 9.099/95: Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais 
 (sobre as infrações de menor potencial ofensivo). 
 
 7.2.3. Lei nº 9.714/98: Lei das Penas Alternativas. 
 
 7.3.4. Lei nº 10.259/01: Regulamentou os juizados especiais no âmbito 
 federal. 
 
 
 Roteiro 5: 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
 
1. Noções introdutórias 
2. Princípio da culpabilidade 
3. Princípio da Lesividade 
ou Ofensividade 
4. Princípio da Humanidade 
5. Outros princípios 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
1. Noções introdutórias 
 
 
1.1. No Direito Penal, a distinção entre normas e princípios tem raízes 
históricas. 
 
 
1.2. Os princípios condicionam aquilo que se convencionou denominar de 
dogmática jurídico-penal, tanto na sua vertente teórica quanto na prática. 
 
 
1.3. O Direito Penal está lastreado em quatro princípios fundamentais, os 
quais se desdobram em diversos outros. 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
2. Princípio da culpabilidade 
 
 
2.1. Culpabilidade: juízo de reprovação que recai sobre o agente autor da 
conduta reprovável. 
 
 
2.2. A responsabilidade penal é estritamente pessoal e subjetiva, somente 
sendo apenado aquele que, por sua conduta, tenha dado causa a um resultado 
criminoso. 
 
 
2.3. A pena criminal somente se justifica se o agente devia e podia evitar o 
ilícito praticado.Princípios Fundamentais do Direito Penal 
2. Princípio da culpabilidade 
 
 
2.4. Duas funções são atribuídas a este princípio: 
 
 2.4.1. Pressuposto de toda punição, uma vez que afasta a 
 responsabilidade penal objetiva, exigindo que o resultado seja causado 
 culposa ou dolosamente. 
 
 2.4.2. Limite de toda punição, já que a pena não pode ser superior à 
 culpa do agente. 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
3. Princípio da Lesividade ou Ofensividade 
 
 
3.1. Somente poderá ser considerada merecedora de tutela penal a conduta 
apta a expor a risco ou a causar dano a um bem jurídico penalmente relevante. 
 
 
3.2. É vedado o estabelecimento de delitos que sejam meras infrações de 
obrigações ou de deveres, pois isso representaria uma excessiva intervenção 
estatal. 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
4. Princípio da Humanidade 
 
 
4.1. Também chamado de princípio da humanização da pena. 
 
 
4.2. As necessidades de prevenção e repressão à delinquência não podem 
autorizar o emprego de medidas que gerem excessivo e desnecessário sofrimento 
ao indivíduo. 
 
 
4.3. É proibida a imposição de sanções penais infamantes ou cruéis. 
 
 
4.4. Entende-se que este princípio também interdita a adoção de pena de 
morte ou de caráter perpétuo, já que ambas são modalidades de penas 
eliminatórias do ser humano. 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
5. Outros Princípios 
 
 
5.1. Além dos princípios mencionados, os doutrinadores reconhecem a 
existência de outros princípios fundamentais que foram, inclusive, consagrados 
jurisprudencialmente. 
 
 5.1.1. Dignidade humana: 
 
 5.1.1.1. Reconhecimento do ser humano não como coisa, mas 
 como pessoa; não como meio, mas como fim da atividade estatal; 
 
 5.1.1.2. Nas alternativas penais à prisão, as atividades a serem 
 desempenhadas pelo condenado não podem consistir na realização de 
 atividades atentatórias à sua dignidade. 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
5. Outros Princípios 
 
 
 5.1.2. Intervenção mínima: 
 
5.1.2.1. Nega que o Direito Penal possa proteger bens jurídicos 
 que não são essenciais; 
 
5.1.2.2. Determina que o Direito Penal proteja os bens jurídicos 
 considerados essenciais. 
 
 5.1.3. Fragmentaridade: o Direito Penal irá tutelar apenas algumas 
 das condutas em que existe violação de um bem jurídico. 
 
 5.1.4. Subsidiariedade: o Direito Penal somente irá ser utilizado para 
 a proteção de bens jurídicos quando os demais ramos do Direito 
 não tiverem se mostrado suficientes para fazê-lo. 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
5. Outros Princípios 
 
 
 5.1.5. Insignificância ou bagatela: devem ser excluídas da 
 abrangência do Direito Penal as condutas provocadoras de ínfima 
 lesão ao bem jurídico tutelado. 
 
 5.1.6. Proporcionalidade: objetiva uma justa correlação entre a 
 gravidade do fato perpetrado pelo agente e a sanção penal 
 correspondente. 
 
 5.1.7. Individualização da pena: 
 
 5.1.7.1. Possui previsão constitucional, no artigo 5º, XLV e XLVI, 
 da Constituição Federal; 
 
 5.1.7.2. Preconiza que a pena não poderá passar da pessoa do 
 condenado; 
 
 
 
 
 
 
Princípios Fundamentais do Direito Penal 
5. Outros Princípios 
 
 
 5.1.7.3. Determina que a individualização da sanção penal há de 
 pressupor três fases distintas: 
 
a) Legislativa; 
b) Judiciária; e 
c) Administrativa. 
 
 5.1.7.4. Adequação social: se, com uma modificação social, 
 determinado comportamento penalmente reprovado passar a ser 
 socialmente aceito, não se justifica a intervenção penal. 
 
 
 Roteiro 6: 
 
Lei Penal e Norma Penal 
 
1. Estrutura e Finalidades 
2. Classificação e Técnica Legislativa 
3. Fontes 
4. Princípio da Legalidade 
5. Analogia 
6. Costume 
7. Jurisprudência 
8. Princípios Gerais do Direito 
9. Interpretação da Lei Penal 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
1. Estrutura e Finalidades 
 
 
1.1. As normas penais são compostas de duas partes: 
 
 1.1.1. Na primeira, encontra-se o comando ou preceito; 
 
 1.1.2. Na segunda, a consequência do seu descumprimento, a sanção. 
 
 
1.2. Finalidades da norma jurídico-penal: 
 
 1.2.1. A definição das infrações penais; 
 
 1.2.2. O estabelecimento das respectivas consequências jurídicas 
 (imposição de penas ou de medidas de segurança); 
 
 1.2.3. Os pressupostos de cominação, aplicação e execução das suas 
 disposições gerais. 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
2. Classificação e Técnica Legislativa 
 
 
2.1. Classificação doutrinária: normas incriminadoras e normas não 
incriminadoras. 
 
 2.1.1. Normas incriminadoras: estabelecem as infrações penais, 
 descrevendo a conduta proibida e cominando a respectiva espécie e 
 quantidade de pena. 
 
 2.1.2. Normas não incriminadoras: não estabelecem delito ou pena, 
 mas regulam seus pressupostos de aplicabilidade. 
 
 
2.2. Técnica adotada: a primeira parte do dispositivo discrimina o 
comportamento desvalioso, e a segunda parte descreve sua respectiva pena. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
3. Fontes 
 
 
3.1. Correspondem aos fatos ou atos dos quais se originam as normas 
jurídicas. 
 
 
3.2. Dentre as diversas fontes de produção normativa, no Direito Penal 
prepondera a lei penal, em decorrência do princípio da legalidade. 
Secundariamente encontram-se a analogia, os costumes e os princípios gerais do 
Direito. 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
4. Princípio da Legalidade 
 
 
4.1. Encontrado em todos os sistemas jurídicos do mundo, o princípio da 
reserva legal é o mais importante dentre os princípios fundamentais do 
ordenamento jurídico brasileiro. 
 
 
4.2. São quatro as importantes consequências deste princípio para a 
dogmática penal – são proibidas: 
 
 4.2.1. A analogia para definição de crimes ou para o estabelecimento 
 de sanções ou medidas de segurança; 
 
 4.2.2. A utilização do costume para fundamentar ou agravar uma pena; 
 
 4.2.3. A retroatividade da lei penal; 
 
 4.2.4. As incriminações vagas e indeterminadas. 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
5. Analogia 
 
 
5.1. Parte-se da premissa de que a lei não pode prever todas as hipóteses 
fáticas, havendo, portanto, lacunas no ordenamento jurídico. 
 
 
5.2. A analogia visa suprir esta lacuna, solucionando um caso concreto por 
intermédio da solução adotada em uma hipótese legal assemelhada. 
 
 
5.3. No Direito Penal, não se admite a analogia in malam partem (isto é, em 
desfavor do réu, para a integração de normas penais incriminadoras). Só é 
possível a analogia in bonam partem. 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
6. Costume 
 
 
6.1. Trata-se da regra de conduta criada espontaneamente pela consciência 
comum do povo, que a observa por modo constante e uniforme e sob a convicção 
de corresponder a uma necessidade jurídica. 
 
 
6.2. Aquele que viola uma norma consuetudinária sofre sanção imposta pela 
coletividade. 
 
 
6.3. O costume pode ser tido como fonte secundária de normas penais, 
auxiliando a aplicação da lei ou suprindo determinada lacuna ou alcance da lei 
penal. 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
7. Jurisprudência 
 
 
7.1. Embora não conste como fonte produtora de normas penais, a 
jurisprudência tem cada vez mais importância no âmbito jurídico-penal. 
 
 
7.2. Instrumentos formais de interpretação, os precedentes jurisprudenciais 
podem ser materialmente considerados importantes fontes secundárias de 
produção de normas jurídico-penais, uma vez que acarretam inequívocos efeitos 
práticos. 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
8. Princípios Gerais do Direito 
 
 
8.1. São premissas ou valores de natureza ética ou moral que constituem o 
fundamento de determinada organização social. 
 
 
8.2. De forma secundária – excluídos a lei, a analogia e os costumes –, 
podem ser invocados como modelo de solução de um caso concreto. 
 
 
8.3. Operam sobre todo o ordenamento jurídico, conferindo-lheracionalidade 
e coesão. 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
9. Interpretação da Lei Penal 
 
 
9.1. Toda norma, por mais simples e clara que pareça ser, deve ser objeto de 
interpretação, pois trata-se da busca pela sua intenção ou pelo seu sentido. 
 
 
9.2. Silogismo jurídico: a lei penal é a premissa maior, o caso concreto é a 
premissa menor, e a pena é o resultado ou a síntese deste silogismo. 
 
 
9.3. A atividade desempenhada pelo intérprete compreende dois 
momentos: 
 
 9.3.1. A interpretação da norma; 
 
 9.3.2. A subsunção da norma ao caso concreto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
9. Interpretação da Lei Penal 
 
 
9.4. A interpretação da lei penal é objeto de três espécies de 
classificação: 
 
 9.4.1. Quanto ao sujeito que a realiza: 
 
 9.4.1.1. Interpretação autêntica, quando a exegese provem do 
 mesmo órgão de onde emanou a norma a ser interpretada; 
 
 9.4.1.2. Interpretação doutrinária, correspondente ao trabalho 
 acadêmico dos professores, pareceres dos consultores e demais trabalhos 
 científicos do Direito; 
 
 9.4.1.3. Interpretação judicial, baseada nos precedentes 
 harmonicamente observados pelos juízes e tribunais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
9. Interpretação da Lei Penal 
 
 
 9.4.2. Quanto ao meio utilizado: 
 
 9.4.2.1. Interpretação lógica; 
 
 9.4.2.2. Interpretação teleológica. 
 
 9.4.3. Quanto ao resultado a que se chega: 
 
 9.4.3.1. Interpretação declarativa, quando o produto da 
 atividade hermenêutica faz coincidir a letra da lei com a vontade da lei; 
 
 9.4.3.2. Interpretação restritiva, que ocorre quando, por um 
 defeito gramatical, a letra da lei disse mais do que a vontade da lei; 
 
 9.4.3.3. Interpretação extensiva, que ocorre quando a letra da 
 lei disse menos do que a vontade da lei. 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal e Norma Penal 
9. Interpretação da Lei Penal 
 
 
9.5. Interpretação analógica: consiste em se estender a atividade 
hermenêutica para abranger os casos semelhantes aos que foram exemplificados 
no texto legal. 
 
 
9.6. Regra do in dubio pro reo: significa que os casos que remanescerem 
duvidosos devem ser decididos em favor do acusado. 
 
 
 Roteiro 7: 
 
Lei Penal no Tempo 
 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Conflitos da Lei Penal no Tempo 
3; Lei Intermediária 
4. Conjugação de Leis 
5. Lei Excepcional ou 
Lei Temporária 
6. Lei Penal em Branco 
7. Tempo do Crime 
8. Contagem dos Prazos 
no Direito Penal 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar no país quarenta e 
cinco dias após sua publicação oficial, isto é, após o período de sua vacatio legis. 
 
 
1.2. A lei permanece em vigor até que outra posterior a modifique ou 
revogue, salvo as leis excepcionais ou as temporárias. 
 
 
1.3. A revogação será total (abrogação) ou parcial (derrogação), bem como 
expressa ou tácita. 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.4. O princípio basilar que domina a sucessão de leis e sua aplicação é o 
tempus regit actum – consequências: 
 
 1.4.1. Os fatos são regulados pela lei que estava em vigor quando eles 
 se verificaram; 
 
 1.4.2. Em regra, uma lei não retroage para regular um fato havido 
 antes de sua vigência. 
 
 
1.5. Em decorrência do princípio da legalidade, no Direito Penal prepondera o 
princípio da irretroatividade das normas incriminadoras. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
2. Conflitos da Lei Penal no Tempo 
 
 
2.1. Trata-se da análise da sucessão de leis penais, ou seja, uma lei revoga a 
outra anteriormente existente. 
 
 
2.2. No âmbito intertemporal das leis penais, podem existir quatro 
situações jurídicas: 
 
 2.2.1. Novatio legis incriminadora: lei posterior incrimina fato que era 
 anteriormente lícito. Neste caso, o agente não sofrerá a incidência da lei 
 nova, uma vez que é mais severa. 
 
 2.2.2. Abolitio criminis: lei posterior deixa de considerar ilícito fato que 
 anteriormente o era. Nesta hipótese, a retroatividade é indiscutível, pois 
 beneficia o agente. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
2. Conflitos da Lei Penal no Tempo 
 
 
 2.2.3. Novatio legis in mellius: sem suprimir a incriminação do fato, lei 
 posterior beneficia o agente de qualquer forma. A nova lei retroage. 
 
 2.2.4. Novatio legis in pejus: lei posterior que, mantendo a 
 incriminação do fato, torna-o mais grave. O sistema constitucional 
 brasileiro impede que sejam aplicadas leis supervenientes mais gravosas. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
3. Lei Intermediária 
 
 
3.1. É a lei que, na sucessão das leis penais, situa-se entre a lei anterior ao 
fato e a lei posterior a este. Há, portanto, três leis que se sucedem na regulação 
do mesmo fato. 
 
 
3.2. Caso seja mais benéfica à situação do acusado, a lei intermediária irá 
retroagir – alcançando o fato ocorrido ao tempo da lei anterior – e também 
ultragir – continuando a regular tal fato ao tempo da lei posterior. 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
4. Conjugação de Leis 
 
 
4.1. Método que consiste na utilização das partes que forem consideradas 
benéficas, tanto da lei anterior ao fato criminoso como da lei posterior a este, 
visando favorecer o réu. 
 
 
4.2. Argumento contrário: isso transformaria o aplicador da lei em uma 
espécie de “legislador do caso concreto”. 
 
 
4.3. Argumento a favor: quem pode “o mais” – aplicar por inteiro uma ou 
outra lei, pode “o menos” – aplicar a parte mais benéfica de cada qual. 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
5. Lei Excepcional ou Lei Temporária 
 
 
5.1. Leis excepcionais: compreendem aquelas que visam atender a situações 
anormais da vida social (epidemia, guerra etc.). 
 
 
5.2. Leis temporárias: vigoram durante certo tempo, fixado por elas próprias. 
 
 
5.3. Artigo 3º CP: tais leis serão aplicadas aos fatos havidos no tempo de sua 
vigência, mesmo depois de decorrido o tempo de sua duração ou cessada a 
situação de excepcionalidade. 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
6. Lei Penal em Branco 
 
 
6.1. Também chamada de lei incompleta, trata-se da norma cujo preceito 
primário é formulado de maneira genérica, precisando ser complementado por 
outra norma. 
 
 
6.2. Enquanto não for expedido seu complemento, tal lei carecerá de 
efetividade. 
 
 
6.3. A discussão sobre os efeitos acarretados pela alteração ou 
revogação do referido complemento normativo deu ensejo a duas teorias: 
 
 6.3.1. Teoria minoritária: sustenta que a simples modificação do 
 complemento não gera mudança da lei penal. Dessa forma, não haverá 
 conflito de leis penais no tempo, não havendo que se discutir sobre 
 retroatividade de lei. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
6. Lei Penal em Branco 
 
 
 6.3.2. Teoria majoritária: existiriam dois grupos de normas penais 
 em branco: 
 
 6.3.2.1. O complemento serviria para permitir que a norma 
 tivesse eficácia. Logo, sua modificação não acarretaria efeitos benéficos 
 ao acusado. 
 
 6.3.2.2. O complemento integra-se à norma penal, sendo a 
 essência da proibição, de forma que sua modificação importaria em 
 efetiva mudança na lei penal. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
7. Tempo do Crime 
 
 
7.1. Trata-se do instante em que se considera aperfeiçoada a infração penal. 
 
 
7.2. Existem três diferentes critérios apontados pela doutrina: 
 
 7.2.1. Teoria da atividade, segundo a qual o crime está praticado no 
 momento da ação ou omissão do agente; 
 
 7.2.2. Teoria do resultado, segundo a qual o crime está praticado no 
 momento em que ocorre o evento desvalioso; 
 
 7.2.3. Teoria mista (ou unitária), segundo a qual o crime estará 
 praticado tanto no momento da ação ou omissão quanto no momento do 
 resultado (total ou parcial). 
 
 
7.3. O Artigo 4º CP: o Brasil adota a teoria da atividade. 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
8. Contagem dos Prazos no Direito Penal 
 
 
8.1. Artigo 10 CP: o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se 
os dias, meses e anos pelo calendáriocomum. 
 
 
8.2. Um dia acaba à meia-noite, começando a partir daí o outro dia. 
 
 
8.3. Um mês começa a ser contado de determinado dia e vai até a meia-noite 
do dia anterior no mês seguinte. Por exemplo, se a contagem iniciou-se no dia 14 
de novembro, considerar-se-á um mês completo no dia 13 de dezembro. 
 
 
8.4. Um ano começa a correr a partir de determinado dia e se completa no dia 
anterior do mesmo mês correspondente ao ano seguinte. 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Tempo 
8. Contagem dos Prazos no Direito Penal 
 
 
8.5. Pouco importa saber se trata-se de mês com 29, 30 ou 31 dias. 
Igualmente, despreza-se a circunstância de ser ano bissexto. 
 
 
8.6. O objetivo da regra do artigo 10 CP foi o de trazer clareza e facilidade à 
contagem dos prazos do Direito Penal. 
 
 Roteiro 8: 
 
Lei Penal no Espaço 
 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Princípios Gerais 
3. Território Nacional 
4. Lugar do Delito 
5. Extraterritorialidade 
6. Pena Cumprida no Estrangeiro 
7. Eficácia da Sentença Penal Estrangeira 
8. Transferência de Condenados entre Países 
9. Extradição 
10. Tribunal Penal Internacional 
11. Imunidades 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Para que a lei possa cumprir sua função, é preciso determinar em quais 
locais o judiciário brasileiro poderá exercer sua competência. 
 
 
1.2. Pretende-se evitar que ocorram lacunas de impunidade a respeito de 
ilícitos que atinjam bens jurídicos tutelados, direta ou indiretamente, pelo 
ordenamento jurídico brasileiro. 
 
 
1.3. Trata-se de uma questão concernente especificamente ao ramo do Direito 
chamado Direito Penal Internacional. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
2. Princípios Gerais 
 
 
2.1. Territorialidade (artigo 5º CP): princípio preponderante na lei brasileira, 
afirma que a lei penal aplica-se no território onde é exercida a soberania do 
Estado. 
 
 
2.2. Personalidade ou nacionalidade: a lei penal nacional pode ser 
aplicada ao cidadão onde quer que se encontre, devendo ser considerada apenas a 
nacionalidade do agente (personalidade ativa) ou da vítima (personalidade 
passiva). 
 
 
2.3. Defesa, real ou de proteção: a lei penal deve incidir tutelando bens 
jurídicos de suma relevância para o Estado, onde quer que se encontrem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
2. Princípios Gerais 
 
 
2.4. Justiça universal: os Estados acordam em reprimir os fatos que mais 
atentam contra uma ideia de consciência universal. 
 
 
2.5. Representação ou bandeira: a lei penal do Estado ao qual pertença a 
aeronave ou embarcação deve ser aplicada a todo e qualquer fato praticado no 
seu interior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
3. Território Nacional 
 
 
3.1. O conceito jurídico de território decorre das normas de Direito Público e 
do Direito Internacional. 
 
 
3.2. O conceito não é geográfico, e sim político: território é todo espaço onde 
se exerce a soberania do Estado. 
 
 
3.2. §§ 1º e 2º do artigo 5º CP: território por equiparação. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
4. Lugar do Delito 
 
 
4.1. Teoria da ubiquidade (artigo 6º CP): considera-se praticado o crime no 
lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se 
produziu ou deveria produzir-se o resultado. 
 
 
4.2. Crime à distância: a ação ou omissão ocorre no território de um Estado 
e o resultado ocorre no território de outro. Trata-se do conflito positivo de leis 
penais no espaço, acarretando na aplicação em duplicidade de leis penais. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
5. Extraterritorialidade 
 
 
5.1. Hipóteses nas quais se estende a incidência da lei penal brasileira para 
alcançar condutas que ocorrem fora do território nacional. 
 
 
 5.1.1. Extraterritorialidade incondicionada (artigo 7º, I, CP): 
 nestes casos, a aplicabilidade da lei penal brasileira é irrestrita. 
 
 
 5.1.2. Extraterritorialidade condicionada (artigo 7, II, §§ 2º e 3º, 
 CP): nestas hipóteses, a incidência extraterritorial da lei penal brasileira 
 depende do concurso de alguns pressupostos. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
6. Pena Cumprida no Estrangeiro 
 
 
6.1. Nas hipóteses de extraterritorialidade incondicionada, a lei penal 
brasileira poderá incidir sobre o fato ainda que este tenha sido submetido à lei 
penal de outro Estado. 
 
 
6.2. De forma a abrandar o rigor deste dispositivo, o artigo 8º CP afirma que a 
pena cumprida no estrangeiro irá amenizar os efeitos penais da lei penal 
brasileira: 
 
 6.2.1. Atenuando a pena a ser executada no Brasil, quando de 
 diferentes espécies; 
 
 6.2.2. Subtraindo a quantidade de pena já cumprida na pena imposta 
 no Brasil, quando de idênticas espécies. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
7. Eficácia da Sentença Penal Estrangeira 
 
 
7.1. Quando o fato também for crime no Brasil, a sentença penal estrangeira 
poderá ser homologada se tiver uma das finalidades elencadas no artigo 9º CP. 
 
 
7.2. A competência para homologação de sentença penal estrangeira no Brasil 
é do STJ, obedecendo aos requisitos do parágrafo único do artigo 9º CP. 
 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
8. Transferência de Condenados entre Países 
 
 
8.1. Ato de colaboração penal internacional por meio do qual a fase de 
cumprimento de determinada pena é transportada do país onde se encontra o 
condenado pela Justiça estrangeira para o país de sua nacionalidade. 
 
 
8.2. Dependente da concordância do indivíduo que será transferido, este 
instituto almeja conciliar os interesses dos Estados na repressão dos delitos com a 
necessária reintegração social do apenado. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
9. Extradição 
 
 
9.1. Ato pelo qual um Estado – denominado “Requerido” – procede a captura 
e a entrega de um indivíduo procurado pela justiça de outro Estado – denominado 
“Requerente” –, para que seja julgado ou para que cumpra a pena que lhe foi 
imposta. 
 
 
9.2. Os requisitos que autorizam a extradição encontram-se discriminados na 
Constituição Federal, em tratados bi ou multilaterais, bem como na legislação 
interna. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
10. Tribunal Penal Internacional 
 
 
10.1. A eclosão de conflitos étnicos, nacionais e religiosos, bem como os 
recentes conflitos armados e o registro de ataques terroristas de grandes 
proporções permitiram e requereram o estabelecimento de um arcabouço jurídico 
na esfera internacional como jamais fora possível. 
 
 
10.2. 25 de setembro de 2002: Brasil promulga a ratificação ao Estatuto de 
Roma, instrumento legal que rege a competência e o funcionamento do TPI. 
 
 
 
 
Lei Penal no Espaço 
11. Imunidades 
 
 
11.1. Exceções quanto à aplicação da lei penal a certas pessoas que praticam 
fatos delituosos no território nacional. 
 
 
11.2. As imunidades são de duas naturezas: 
 
 11.2.1. Imunidades diplomáticas: concessão de privilégios a 
 representantes diplomáticos relativamente aos atos ilícitos por eles 
 praticados. 
 
 11.2.2. Imunidades parlamentares: visam a garantir a liberdade do 
 parlamentar no exercício do mandato, evitando toda coação sobre o 
 Poder Legislativo. Refere-se tanto à imunidade material (ou penal) como 
 à imunidade formal (ou processual). 
 
 Roteiro 9: 
 
Conflito Aparente de 
Normas Penais 
 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Critérios de Solução 
3. Conclusão 
 
 
 
 
 
Conflito Aparente de Normas Penais 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Conflito ou concurso aparente de normas: circunstância em que duas ou 
mais normas penais incriminadoras regulam, em tese, o mesmo caso concreto – 
sendo que, efetivamente, somente uma delas deverá ser aplicada. 
 
 
1.2. De forma a não violar o princípio do ne bis in idem, é preciso definir qual 
norma irá se sobrepor às demais. 
 
 
1.3. O Código Penal brasileiro não prevê (ao menos não de forma direta) 
critérios de preponderância entre as normas hipoteticamente incidentes ao caso 
concreto. 
 
 
1.4. O concurso aparente se refere, portanto, à unidade de aplicação dasnormas penais, consoante os critérios doutrinários discriminados a seguir. 
 
 
 
 
 
 
Conflito Aparente de Normas Penais 
2. Critérios de Solução 
 
 
2.1. Princípio da especialidade: 
 
 2.1.1. Parte do pressuposto da existência de normas gerais e especiais 
 tratando do mesmo assunto; 
 
 2.1.2. Isso ocorre quando uma norma possua, em sua definição, todos 
 os elementos típicos de outra, mais alguns elementos especializantes; 
 
 2.1.3. Se o caso concreto se amoldar a todas as características da 
 norma especial, fica afastada a incidência da norma geral. 
 
 
 
 
 
Conflito Aparente de Normas Penais 
2. Critérios de Solução 
 
 
2.2. Princípio da subsidiariedade: 
 
 2.2.1. Neste caso, a relação que se estabelece é de exclusão entre 
 normas de natureza primária e secundária; 
 
 2.2.2. A não subsunção de um fato à norma que o tutela de forma mais 
 direta não importará em atipicidade, pois a norma auxiliar (subsidiária) 
 poderá ser aplicada; 
 
 2.2.3. A aplicabilidade da norma subsidiária e a inaplicabilidade da 
 norma principal não resultam da relação lógica e abstrata de uma com a 
 outra, e sim do juízo de valor do fato em face delas. 
 
 
 
 
Conflito Aparente de Normas Penais 
2. Critérios de Solução 
 
 
2.3. Princípio da consunção ou absorção: 
 
 2.3.1. A relação neste caso será entre contingente e conteúdo; 
 
 2.3.2. Em termos gerais, haverá consunção quando a conduta definida 
 em uma norma penal estiver também abrangida por outra norma mais 
 ampla; 
 
 2.3.3. A norma definidora de um crime, cuja execução atravessa fases 
 em si representativas de crime previsto em outra norma, exclui – por 
 absorção – a aplicabilidade desta. 
 
 
 
 
 
Conflito Aparente de Normas Penais 
3. Conclusão 
 
 
3.1. O critério fundamental para a solução da problemática do conflito 
aparente de normas é, de fato, o princípio da especialidade; 
 
 
3.2. Trata-se do critério mais adotado doutrinária e jurisprudencialmente, uma 
vez que possui maior rigor científico; 
 
 
3.3. Desta forma, os demais princípios são subsidiários ao da especialidade, e 
somente devem ser lembrados quando o primeiro não resolver de forma 
satisfatória o conflito. 
 
 Roteiro 10: 
 
Teoria do Crime 
 
1. Noções introdutórias 
2. Método utilizado 
3. Desenvolvimento 
4. Conceito de Delito 
5. Sujeitos do Crime 
6. Objetos 
7. Classificações 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Trata-se da parte do Direito Penal destinada ao estudo do crime como 
fato punível, do ponto de vista jurídico, para estabelecer e analisar suas 
características gerais e suas formas de aparecimento. 
 
 
1.2. No Direito Penal brasileiro, trabalha-se com uma ampla designação 
acerca do fato punível, o qual compreende tanto o crime (ou delito) quanto a 
contravenção. 
 
 
1.3. O conceito de crime não foi estabelecido pela lei penal, mas apenas pela 
doutrina. 
 
 
1.4. Crime, portanto, é a conduta (ação ou omissão) típica, antijurídica e 
culpável. 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
2. Método utilizado 
 
 
2.1. O método utilizado para a conceituação de crime é denominado método 
analítico, o qual cuida da decomposição do objeto de estudo em partes, de forma 
a permitir sua compreensão. 
 
 
2.2. Mediante a análise dos pressupostos do conceito de crime, permite-se 
chegar a um resultado final adequado e justo. 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
3. Desenvolvimento 
 
 
3.1. Uma vez concebidas pela doutrina de Direito Penal as três matrizes 
básicas do conceito de delito (tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade), passou-
se a identificar quatro fases deste conceito dogmático de delito: 
 
 3.1.1. Conceito clássico de delito (Liszt-Beling); 
 
 3.1.2. Conceito neoclássico ou neokantista de delito (Frank, 
 Mayer, Radbruch e Mezger); 
 
 3.1.3. Conceito finalista de delito (Welzel); 
 
 3.1.4. Conceito funcionalista ou pós finalista de delito (Roxin e 
 Jakobs). 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
3. Desenvolvimento 
 
 
3.2. Em linhas gerais, o conceito de delito segue o estágio evolutivo das 
ciências em geral e o momento ideológico de cada sociedade – não raro, sempre 
surge uma nova teorização que se propõe suplantar outra anterior. 
 
 
3.3. Jescheck: “Não há nenhuma teoria do delito que possa ser mais do que 
um projeto passageiro”. 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
4. Conceito de Delito 
 
 
4.1. No Brasil, o atual Código Penal não traz uma definição de crime. 
 
 
4.2. Definições legais revelaram-se contraproducentes, e foram abandonadas 
justamente para que fossem evitadas dificuldades 
ao intérprete ou julgador, particularmente em razão da evolução teórica e social. 
 
 
4.3. Conceito formal: crime é toda ação ou omissão proibida pela lei, sob a 
ameaça da pena. 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
4. Conceito de Delito 
 
 
4.4. Conceito material: crime é um desvalor da vida social, uma ação ou 
omissão que se proíbe e se procura evitar com a ameaça da pena, pois constitui 
ofensa a um bem ou valor da vida social. 
 
 
4.5. Conceito analítico: crime é a ação ou omissão típica, antijurídica e 
culpável. 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
5. Sujeitos do Crime 
 
 
5.1. O crime compreende dois protagonistas: 
 
 5.1.1. O sujeito ativo, isto é, o autor; 
 
 5.1.2. O sujeito passivo, ou seja, a vítima. 
 
 
5.2. Com relação à responsabilidade penal da pessoa jurídica, entende-se que 
é a lei de cada país que decidirá pela sua punição diante de condutas perpetradas 
por seus prepostos e em seu benefício. 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
6. Objetos 
 
 
6.1. Objeto jurídico do crime é o bem ou interesse protegido pela norma penal 
incriminadora. 
 
 
6.2. Objeto material do crime é a pessoa ou a coisa sobre a qual incide a 
conduta delituosa, isto é, para onde converge a ação ou omissão descrita em cada 
tipo penal. 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
7. Classificações 
 
 
7.1. Ilícito penal: tem como sanção a imposição de uma pena ou medida de 
segurança. Ilícito civil: sua violação acarreta outra penalidade, qual seja, a 
obrigação de compor o prejuízo. 
 
 
7.2. Não há diferença substancial entre crime (ou delito) e 
contravenção. Esta constitui apenas a infração penal de menor gravidade, o que 
se caracteriza pela pena cominada ao fato. 
 
 
7.3. Crime comum: pode ser praticado por qualquer pessoa. Crime próprio: 
o tipo exige uma condição ou qualidade especial ao autor. Crime de mão própria: 
só pode ser praticado pelo autor pessoalmente (não há possibilidade de autoria 
mediata). 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
7. Classificações 
 
 
7.4. Crime doloso: há consciência e vontade na direção do resultado. Crime 
culposo: o resultado desvalioso decorre da violação de um dever de cautela ante 
sua previsibilidade. Crime preterdoloso: há dolo na conduta inicial e culpa no 
resultado subsequente. 
 
 
7.5. Crime consumado: há conduta e resultado. Crime tentado: há conduta 
e início da execução da ação delituosa, mas não ocorre o resultado, por fatores 
alheios à vontade do agente. 
 
 
7.6. Crime comissivo: crime de ação. 
 
 
7.7. Crime omissivo: crime de inação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
7. Classificações 
 
 
7.8. Crime instantâneo: a consumação se dá em um único momento. 
 
 
7.9. Crime permanente: a consumação se prolonga no tempo. Crime 
instantâneo de efeitos permanentes: ocorre a perpetuação das consequências do 
crime. 
 
 
7.10. Crime de dano: há efetiva lesão ao bem jurídico. Crime de perigo: se 
contentam em meramente expor a perigo o bem jurídico, podendo ser perigo 
concreto ou abstrato. 
 
 
7.11. Crime material: conduta e resultado naturalístico. 
 
 
7.12. Crime formal: a consumação não exige a ocorrência do resultado. 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Crime 
7. Classificações 
 
 
 
7.13. Crime de mera conduta: tipos penais que descrevem somente a 
conduta. 
 
 
7.14. Crime unissubjetivo: concurso eventual. 
 
 
7.15. Crime plurissubjetivo: concurso necessário. 
 
 
7.16. Crime unissubsistente: ocorreem um único ato. 
 
 
7.17. Crime plurissubsistente: admitem o fracionamento da conduta em 
diversos atos. 
 
 
 
 Roteiro 11: 
 
Teoria da Conduta 
 
1. Funções 
2. Teorias da Conduta 
3. Modalidades 
4. Ausência de Conduta 
5. Resultado 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
1. Funções 
 
 
1.1. A análise dogmática do crime deve necessariamente começar pelo 
enfrentamento do conceito de conduta. 
 
 
1.2. Constatada a existência de uma conduta penalmente relevante, passar-
se-á a análise das demais categorias do conceito de crime. 
 
 
1.3. A noção de conduta penalmente relevante cumpre três funções básicas: 
classificação dos delitos, definição dos delitos e exclusão de indiferentes penais. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.1. Não há uma noção unívoca acerca do conceito de conduta. Cada sistema 
penal define e analisa a conduta de um modo particular. 
 
 
2.2. Teoria causalista: 
 
 2.2.1. Ação é comportamento humano que causa um resultado; 
 
 2.2.2. Os elementos psicológicos (dolo e culpa) não integram a conduta 
 e devem ser analisados dentro da culpabilidade; 
 
 2.2.3. Foi objeto de críticas por motivos como não admitir a 
 punibilidade da tentativa e dos comportamentos omissivos. 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.3. Teoria neokantista: foi responsável por apontar os defeitos da teoria 
anterior. 
 
 
2.4. Teoria finalista: 
 
 2.4.1. Conduta é uma ação ou omissão humana, consciente e 
 voluntariamente dirigida a um fim; 
 
 2.4.2. Até hoje é a teoria mais adotada no Brasil; 
 
 2.4.3. O elemento psicológico deixou de integrar a culpabilidade e 
 passou a fazer parte da tipicidade, a qual passou a constituir-se de tipo 
 objetivo (o que se exterioriza da conduta) e tipo subjetivo (a finalidade). 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.5. Teoria social da ação: ação é o comportamento socialmente relevante 
(crítica: a falta de clareza do conceito de relevância social). 
 
 
2.6. Funcionalismo: 
 
 2.6.1. Roxin (funcionalismo penal racional-teleológico) ação é toda 
 conduta positiva ou negativa que expresse a personalidade do sujeito. 
 
 2.6.2. Jakobs (funcionalismo penal sistêmico) ação é a produção 
 individual do resultado evitável. A pessoa é aquela que cumpre seu papel 
 social de respeitador das normas. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.7. Teoria significativa da conduta: 
 
 2.7.1. Sugere-se um novo modelo de análise e solução dos problemas 
 da teoria do delito, partindo da premissa normativa de que ação não é 
 algo que os homens fazem, mas sim o significado do que fazem. 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
3. Modalidades 
 
 
3.1. Existem duas modalidades de conduta penalmente relevantes: a 
conduta comissiva e a conduta omissiva. 
 
 3.1.1. Ação: conduta comissiva, aquela que exige um fazer. 
 
 3.1.2. Omissão: trata-se de não realizar um comportamento 
 esperado, quando no caso concreto havia a possibilidade e o dever de 
 fazê-lo. A omissão será própria ou imprópria. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
3. Modalidades 
 
 
3.2. Omissão própria (ou pura): a conduta se perfaz com a simples não 
realização da atividade determinada pelo tipo penal incriminador. Os crimes 
omissivos puros são classificados como crimes de mera conduta. 
 
 
3.3. Omissão imprópria: corresponde às hipóteses em que o agente 
(omitente) se coloca em uma posição especial de proteção para com o bem 
jurídico (ele será o agente garantidor da não ocorrência do resultado criminoso). 
Trata-se dos crimes chamados de comissivos por omissão. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
4. Ausência de Conduta 
 
 
4.1. Inexiste conduta quando o agente atua sem voluntariedade. 
 
 
4.2. A consequência da ausência de conduta é a desnecessidade dogmática de 
se perquirir acerca dos demais pressupostos do crime (tipicidade, antijuridicidade 
e culpabilidade). 
 
 
4.3. São três as hipóteses de excludentes de ação: 
 
4.3.1. Coação física irresistível: trata-se da força física superior que retira a 
voluntariedade do agir humano. O hipotético “autor do fato” (o coato) torna-se 
mero instrumento do verdadeiro autor (o coator). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
4. Ausência de Conduta 
 
 
4.3.2. Atos reflexos: aqueles em que a inervação muscular ou sua ausência é 
acarretada por estímulos dirigidos diretamente ao sistema nervoso autônomo. 
 
4.3.3. Estados de inconsciência: estado do organismo humano que igualmente 
anula a voluntariedade da conduta, como o que ocorre com o sonambulismo ou a 
hipnose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
5. Resultado 
 
 
5.1. A dogmática penal compreende a ideia de resultado sob dois enfoques: o 
resultado jurídico e o resultado material. 
 
 
5.2. Resultado jurídico: do ponto de vista jurídico ou normativo, resultado 
compreende a lesão ou perigo de lesão do bem jurídico. 
 
 
5.3. Resultado material: é a consequência da conduta realizada, a alteração 
do mundo exterior. 
 
 
5.4. Sob o enfoque material, a doutrina sustenta que há delitos sem 
resultado, como ocorre com os chamados delitos formais ou de mera conduta. 
Nestes casos, o tipo somente descreve a conduta ou, descrevendo conduta e 
resultado, prescinde deste último. 
 
 
 
 
 Roteiro 12: 
 
Causalidade e 
Imputação Objetiva 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Teoria da Equivalência 
dos Antecedentes 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
4. Superveniência Causal 
5. Teoria da Imputação Objetiva 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Nos crimes materiais, deve ser estabelecida a relação de causalidade 
entre ação e resultado. Para determinar quando o autor deu causa ao resultado, 
existem diversas teorias. 
 
 
1.2. A relevância da matéria reside no fato de a causalidade constituir 
limitação à responsabilidade penal: o crime não pode ser atribuido a quem não 
deu causa a ele. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
2. Teoria da Equivalência dos Antecedentes 
 
 
2.1. Também denominada teoria da conditio sine qua non. 
 
 
2.2. Sustenta que são causas de um resultado todas as condições que 
colaboram para a sua produção, independentemente de sua maior ou menor 
proximidade ou do grau de importância. 
 
 
2.3. O método da eliminação hipotética resolve a questão de saber quando 
uma conduta funciona como causa de um resultado. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
2. Teoria da Equivalência dos Antecedentes 
 
 
2.4. Eliminação hipotética: 
 
 2.4.1. Uma conduta causou o resultado quando, eliminada 
 mentalmente, faz desaparecer também o resultado; 
 
 2.4.2. Criticada essencialmente em razão do regresso ao infinito, por 
 não se ter como limitar a extensão desta eliminação. 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
 
 
3.1. Procurou corrigir as limitações da equivalência das condições, 
sobrepondo-lhe um juízo de valor para além da constatada causalidade natural. 
 
 
3.2. Considera-se causa a condição que for mais adequada à produção do 
resultado. 
 
 
3.3. Para tanto, utiliza-se do chamado juízo de prognose objetivo-posterior, ou 
seja, o juiz deve se colocar, objetivamente, na posição de alguém que estivesse de 
posse das informações disponíveis sobre determinado episódio. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
 
 
3.4. Entende que não é razoável retroceder para além do fator adequado à 
produção do resultado, na busca pela sua causa. 
 
 
3.5. Esta teoria introduz o critério da previsibilidade, antecipando a questão 
da responsabilidade. 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
4. Superveniência Causal 
 
 
4.1. Diante das limitações da teoria da equivalência dos antecedentes – 
prevista no caput do artigo 13 CP – o legislador tratou de prever a teoria da 
causalidade adequada nos termos do § 1º deste mesmo artigo. 
 
 
4.2. Quanto ao processo físico de sucessãode causas naturais, somente as 
concausas absolutamente independentes rompem o nexo de causalidade. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
4. Superveniência Causal 
 
 
4.3. As concausas relativamente independentes não rompem o nexo de 
causalidade. Isto porque, se de um lado, elas são relativamente independentes, do 
outro, elas são relativamente dependentes da causa originária. Estão, assim, 
parcialmente atreladas aos fatores naturais originais. 
 
 
4.4. Pelo fator cronológico, as concausas podem ser preexistentes, 
concomitantes ou supervenientes. Pelo fator origem, podem ser absoluta ou 
relativamente independentes. 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
5. Teoria da Imputação Objetiva 
 
 
5.1. Teorias por meio das quais se pretende reduzir o alcance, por vezes 
considerado excessivo, da equivalência dos antecedentes. 
 
 
5.2. Roxin: 
 
 5.2.1. Teoria do risco ou sistema racional-teleológico; 
 
 5.2.2. Exclusão da imputação do resultado diante da diminuição do 
 risco ao bem jurídico ou diante da falta de criação de perigo para este. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
5. Teoria da Imputação Objetiva 
 
 
5.3. Jakobs: 
 
 5.3.1. Teoria dos papéis; 
 
 5.3.2. O comportamento humano está vinculado a determinados papeis 
 sociais, desconsiderando a causalidade nas hipóteses em que não houver 
 a frustração destes; 
 
 5.3.3. Quatro critérios de imputação: risco permitido, princípio da 
 confiança, proibição de regresso e competência ou capacidade da vítima. 
 Roteiro 13: 
 
Teoria do Tipo Doloso 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Bem Jurídico e 
Elemento do Delito 
3. Tipicidade Penal 
4. Classificações 
5. Elementos do Tipo Objetivo 
6. Elementos do Tipo Subjetivo 
7. Elemento Subjetivo do Tipo 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Tipo: conjunto dos elementos objetivos e subjetivos contidos na norma 
penal incriminadora. 
 
 
1.2. Funções do tipo: 
 
 1.2.1. Sistemática: o tipo abarca o conjunto dos elementos que 
 possibilitam informar se e qual delito ocorreu no caso concreto; 
 
 1.2.2. Dogmática: consiste em descrever os elementos cujo 
 desconhecimento exclui-se o dolo; 
 
 1.2.3. Político-criminal: função de garantia com assento 
 constitucional, sendo a tradução dogmática do postulado da reserva legal. 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
2. Bem Jurídico e Elemento do Delito 
 
 
2.1. Todo tipo penal tutela um ou mais bens jurídicos, não devendo haver um 
tipo penal sem que haja um bem jurídico a ele conectado. 
 
 
2.2. Um longo caminho foi percorrido pela teoria do tipo penal até que 
passasse a integrar a estrutura do crime. A evolução do tipo contou com as 
seguintes fases: 
 
 2.2.1. Tipo objetivado e livre de valor; 
 
 2.2.2. O descobrimento do tipo subjetivo; 
 
 2.2.3. O caráter valorativo do tipo; 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
2. Bem Jurídico e Elemento do Delito 
 
 
 2.2.4. O tipo como ratio essendi da antijuridicidade; 
 
 2.2.5. A teoria dos elementos negativos do tipo; 
 
 2.2.6. O finalismo. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
3. Tipicidade Penal 
 
 
3.1. É a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura 
abstratamente descrita na lei penal. 
 
 
3.2. Correspondência entre o fato praticado pelo agente e a descrição de cada 
espécie de infração contida na lei penal incriminadora. 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
3. Tipicidade Penal 
 
 
3.3. O processo de adequação típica pode se dar de duas formas: 
 
 3.3.1. Adequação típica imediata ou direta, quando o fato concreto 
 se subsume ao modelo descrito no tipo penal, sem necessidade do 
 concurso de qualquer outra norma; 
 
 3.3.2. Adequação típica mediata ou indireta, quando existe uma 
 conduta que, embora não se amolde imediatamente a um crime descrito 
 na lei penal, é tida como típica em razão da incidência de uma norma 
 (chamada de norma de extensão). 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
4. Classificações 
 
 
4.1. O tipo penal é objeto de algumas naturezas de classificações. 
 
 4.1.1 Tipo fechado: a conduta pode ser perfeitamente 
 individualizada, sem a necessidade de recorrer-se a outros elementos 
 além dos fornecidos pela própria lei no tipo penal. 
 
 4.1.2. Tipo aberto: não existe por completo a descrição da conduta 
 ilícita, é preciso que o juiz a complemente. 
 
 4.1.3. Tipo básico: é a forma fundamental da figura delituosa, 
 geralmente prevista no caput do dispositivo legal; compreende as 
 elementares do crime. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
4. Classificações 
 
 
 4.1.4. Tipo derivado: é o desdobramento da forma básica, a ela 
 sendo agregados elementos ou circunstâncias que tornam a conduta mais 
 ou menos grave. 
 
 4.1.5. Tipo simples: contém uma só espécie de conduta punível, isto 
 é, somente um verbo núcleo. 
 
 4.1.6. Tipo misto: apresenta mais de uma forma de realização do fato 
 delituoso, prevendo mais de uma conduta e, portanto, contendo mais de 
 um verbo núcleo. 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
5. Elementos do Tipo Objetivo 
 
 
5.1. O tipo objetivo representa a exteriorização da vontade que concretiza o 
tipo subjetivo. Contém sempre elementos descritivos e, em alguns casos, 
elementos normativos. 
 
 
5.2. Elementos descritivos: expressões do tipo que são compreendidas de 
imediato, pela simples constatação sensorial. 
 
 
5.3. Elementos normativos: expressões cuja exata compreensão demanda 
uma atividade valorativa no próprio campo da tipicidade, podendo compreender 
um conceito cultural ou mesmo uma expressão jurídica. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
6. Elementos do Tipo Subjetivo 
 
 
6.1. O conhecimento e a identificação da intenção (vontade e consciência) do 
agente são indispensáveis para que se classifique um comportamento como típico. 
 
 
6.2. O tipo subjetivo é constituído de um elemento geral – o dolo –, o qual, 
por vezes, é acompanhado de elementos especiais – intenções e tendências –, que 
são elementos acidentais. 
 
 
6.3. O dolo como elemento subjetivo geral é a consciência e vontade (saber e 
querer) da realização da conduta descrita no tipo penal. Compreende um aspecto 
cognitivo (a consciência) e um aspecto volitivo (a vontade). 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
6. Elementos do Tipo Subjetivo 
 
 
6.4. São três as espécies de dolo: 
 
 6.4.1. Dolo direto de primeiro grau  o agente quer o resultado 
 criminoso como fim de sua ação; 
 
 6.4.1. Dolo direto de segundo grau  o fim proposto e os meios 
 escolhidos são abrangidos imediatamente, pela vontade consciente do 
 agente, mas os efeitos colaterais necessários em face da natureza do fim 
 proposto ou dos meios empregados são abrangidos mediatamente; 
 
 6.4.2. Dolo eventual  o agente não quer diretamente a realização 
 do tipo, mas aceita como possível ou até provável a sua realização, 
 demonstrando indiferença com relação a isto. 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
7. Elemento Subjetivo do Tipo 
 
 
7.1. Também chamado de dolo específico, consiste no especial fim de agir. 
 
 
7.2. O dolo é o elemento subjetivo geral dos comportamentos dolosos, mas 
não é o único componente subjetivo destes. 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Doloso 
7. Elemento Subjetivo do Tipo 
 
 
7.3. São três as principais espécies classificadas pela doutrina. 
 
 7.3.1. Delitos de intenção: situações caracterizadas por uma 
 intenção que ultrapassa o tipo objetivo para se fixar em resultados que 
 não precisam ser concretamente realizados, mas que devem existir no 
 psiquismo do autor. 
 
 7.3.2. Delitos de tendência: há uma tendência afetiva do autor que 
 impregna a ação típica (por exemplo, nos crimes sexuais, a tendência 
 voluptuosa adere à ação típica, atribuindo o caráter sexual ao 
 comportamento do autor). 
 
 7.3.3. Delitos de atitude: existência de estados anímicos que 
 informam a dimensão subjetiva do tipo e intensificam ou agravam o 
 conteúdo do injusto, mas não representam um desvalor social 
 independente, como a crueldade,a má-fé e a traição. 
 
 Roteiro 14: 
 
Teoria do Tipo Culposo 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Elementos do Tipo Culposo 
3. Espécies de Culpa 
4. Culpa Imprópria 
5. Dolo Eventual e 
Culpa Consciente 
6. Concorrência e 
Compensação de Culpa 
7. Crimes Qualificados 
pelo Resultado 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. No Brasil, os crimes, em regra, são punidos a título de dolo. Artigo 18, 
parágrafo único CP: a modalidade culposa tem que estar expressamente 
prevista em lei. 
 
 
1.2. A definição de crime culposo é mais complexa do que a previsão legal: 
trata-se dos casos em que o agente, violando o cuidado a que estava adstrito, 
causa o resultado que podia prever, ou que previu, supondo, levianamente, que 
não ocorreria. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
2. Elementos do Tipo Culposo 
 
 
2.1. Diferentemente da estrutura relativa ao crime doloso, a do crime culposo 
engloba conduta humana, resultado e nexo de causalidade, além de compreender 
a imputação objetiva. 
 
 
 2.2. São quatro os elementos que precisam estar presentes na 
 conduta praticada para que se esteja diante de um crime culposo: 
 
 2.2.1. Conduta lícita  por si só, a conduta não é reprovável, 
 somente adquirindo o status de ilícita em razão do resultado a que deu 
 causa; 
 
 2.2.2. Previsibilidade  o resultado deve ser previsível de forma 
 objetiva (isto é, para o “homem médio”) e de forma subjetiva (para o 
 agente nas circunstâncias concretas); 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
2. Elementos do Tipo Culposo 
 
 
 2.2.3. Inobservância das normas de atenção, cuidado ou 
 diligência  pode ocorrer por meio de imprudência (comportamento 
 comissivo), negligência (comportamento omissivo) ou imperícia (falta de 
 capacidade, despreparo ou insuficiência de conhecimento técnico para 
 exercício de arte, profissão ou ofício); 
 
 2.2.4. Resultado  lesão do bem jurídico, a qual deve estar em 
 relação de causalidade com a ação ou omissão contrária ao dever de 
 cuidado. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
3. Espécies de Culpa 
 
 
3.1. Culpa consciente (culpa com previsão): 
 
 3.1.1. Ocorre a efetiva previsão do resultado, sem que se aceite o risco 
 de produzi-lo; 
 
 3.1.2. O agente crê, por confiança em si próprio ou por leviandade, que 
 poderá evitar o previsível resultado. 
 
 
3.2. Culpa inconsciente (culpa sem previsão): 
 
 3.2.1. O agente não previu o resultado que poderia e deveria ter 
 previsto; 
 
 3.2.2. Apesar da previsibilidade, não há previsão, por descuido, 
 desatenção ou simples desinteresse. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
4. Culpa Imprópria 
 
 
4.1. Trata-se, na verdade, de uma conduta dolosa à qual a lei reservou pena 
de um crime culposo, já que este é sancionado de forma mais branda que um 
crime doloso. 
 
 
4.2. É o que ocorre com as descriminantes putativas: o agente erra sobre a 
ilicitude de seu comportamento, sabendo perfeitamente que realiza a conduta 
típica, tanto do ponto de vista objetivo como subjetivo. Ele sabe o que faz, mas 
supõe erroneamente que estaria permitido. Exclui-se não a tipicidade, mas sim a 
reprovabilidade da ação. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
5. Dolo Eventual e Culpa Consciente 
 
 
5.1. Dolo eventual e culpa consciente apresentam um traço em comum: em 
ambos os casos o agente previu o resultado. No primeiro caso, não se importou 
com ele, e no segundo, não acreditou na sua ocorrência. 
 
 
5.2. Para diferenciá-los, é preciso recorrer às chamadas teorias do dolo 
eventual. 
 
 5.2.1. Teorias cognitivas: teorias nas quais prepondera o aspecto da 
 previsão, isto é, a consciência sobre o resultado. As mais importantes são 
 a Teoria da Possibilidade e a Teoria da Probabilidade. 
 
 5.2.2. Teorias volitivas: deve preponderar a vontade sobre a 
 previsão, ou seja, a distinção entre dolo eventual e culpa consciente é 
 feita com base no aspecto volitivo (na postura que o agente adota frente 
 à perspectiva do resultado). 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
5. Dolo Eventual e Culpa Consciente 
 
 
5.3. O Código Penal brasileiro optou pelas correntes volitivas, uma vez que é o 
aspecto volitivo que demarca o dolo, seja direto, seja eventual, apartando-o da 
culpa consciente ou inconsciente 
 
 
5.4. Quanto à diferença entre dolo eventual e culpa consciente, deve-se optar 
pelas teorias volitivas (do consentimento ou da indiferença). Elas concluem que se 
o agente tolera a produção do resultado, se o resultado lhe é indiferente, terá 
operado com dolo eventual. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
6. Concorrência e Compensação de Culpa 
 
 
6.1. Havendo concorrência de culpas, isto é, cada um violando o seu dever de 
cuidado, haverá a punição isolada de cada autor (autoria colateral). 
 
 
6.2. Não se admite a chamada compensação de culpas, ficando cada um 
responsável pelo dever de cuidado inobservado. Da mesma forma, eventual culpa 
concorrente da vítima não exclui a do agente. Só há a exclusão quando ocorrer a 
culpa exclusiva da vítima. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Culposo 
7. Crimes Qualificados pelo Resultado 
 
 
7.1. Crime preterdoloso (ou preterintencional) é aquele em que a conduta 
produz um resultado mais grave do que o pretendido pelo sujeito. 
 
 
7.2. Trata-se de uma espécie do gênero crimes qualificados pelo resultado. O 
resultado que agrava a pena pode se dar a título de dolo ou culpa. 
 Roteiro 15: 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Causalidade na Omissão 
3. Tipos Omissivos Próprios 
4. Tipos Omissivos Impróprios 
5. A posição de Garantidor 
6. Particularidades da 
Omissão Imprópria 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Omissão é a abstenção de atividade que o agente podia e devia realizar. 
Trata-se de não fazer algo que, nas circunstâncias, era ao agente imposto pelo 
direito e que lhe era possível submeter ao seu poder final de realização. 
 
 
1.2. A omissão penalmente relevante é aquela que desatende ao comando 
normativo que espera a ação para proteger determinado bem jurídico. 
 
 
1.3. O mero não fazer desvinculado da norma jurídica, ainda que afrontoso de 
preceitos morais, éticos ou religiosos, é penalmente irrelevante. 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
2. Causalidade na Omissão 
 
 
2.1. Não se considera apropriado falar na existência de uma relação de 
causalidade física (material) entre a omissão e o resultado, visto que, como é de 
conhecimento geral, do nada, nada surge. 
 
 
2.2. Na omissão, não há o nexo de causalidade, há o nexo de não-
impedimento. A omissão se relaciona com o resultado pelo seu não-impedimento e 
não pela sua causação. 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
3. Tipos Omissivos Próprios 
 
 
3.1. Também chamados de crimes omissivos puros, trata-se daquele que se 
perfaz com a simples abstenção que viola o dever legal de agir previsto na norma 
penal incriminadora. 
 
 
3.2. Trata-se de delito de mera conduta, geralmente crime de perigo, nos 
quais o legislador se contenta com a desobediência à norma mandamental, sendo 
desnecessária a verificação material de qualquer evento. 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
3. Tipos Omissivos Próprios 
 
 
3.3. Está categoricamente afastada a possibilidade de tentativa nesta espécie 
de delito, uma vez que trata-se de delito unissubsistente. Da mesma maneira, não 
há coautoria ou participação punível nos crimes omissivos próprios. 
 
 
3.4. Se alguém, pela violência ou ameaça, impede a ação devida, praticará 
crime comissivo, tendo em vista o resultado. Por fim, não há autoria mediata em 
crime omissivo. 
 
 
 
 
 
 
Teoria do Tipo Omissivo 
4. Tipos Omissivos Impróprios 
 
 
4.1. Também denominados comissivos por omissão ou de omissão qualificada, 
são aqueles que se perfazem quando o omitente, pela posição especial em que se 
colocou, não evita a produção do resultado que estava obrigado a impedir. 
 
 
4.2. Enquanto na omissão própria a tipicidade

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