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DIREITO PENAL - PARTE GERAL

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estabelecimentos prisionais, quais sejam: 
 
 2.4.1. Penitenciária; 
 
 2.4.2. Colônia agrícola, industrial ou similar; 
 
 2.4.3. Casa de albergado; 
 
 2.4.4. Cadeia pública; 
 
 2.4.5. Centro de observação; 
 
 2.4.6. Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. 
 
 
2.5. Existem diferenças quanto aos estabelecimentos no que concerne ao tipo 
de pena imposta. 
 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
3. Regime prisional 
 
 
3.1. Trata-se da forma por intermédio da qual se dará o cumprimento da pena 
imposta na sentença condenatória. 
 
 
3.2. O Código Penal adotou um sistema progressivo, que se destina a 
estimular o bom comportamento do preso, mantendo a disciplina e a ordem nas 
prisões (artigo 33, § 2º, CP). 
 
 
3.3. São três as espécies de regime: fechado; semiaberto; e aberto (artigos 
34, 35 e 36, CP). 
 
 
3.4. O Regime Disciplinar Diferenciado constitui uma alteração recente na Lei 
de Execuções Penais. Será aplicado nas hipóteses previstas no artigo 52, § § 1º 
e 2º, da LEP. 
 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
3. Regime prisional 
 
 
3.5. A fixação do regime prisional inicial deve ser feita na sentença 
condenatória (artigo 59, III, CP), devendo ser analisados, além da espécie de 
pena (reclusão ou detenção), três fatores: 1º quantidade de pena, 2º 
primariedade ou reincidência, e 3º circunstâncias judiciais. 
 
 
3.6. A progressão deve ser feita para o regime imediatamente seguinte. Tal 
fato não ocorre com a regressão de regime prisional, ou seja, com a transferência 
do regime menos para o mais rigoroso. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
4. Exame Criminológico 
 
 
4.1. Trata-se de espécie do gênero exame de personalidade. Tem por 
finalidade a investigação médica, psicológica e social da pessoa do infrator, de 
forma a detectar sua propensão para a prática de novos crimes. 
 
 
4.2. A Lei nº 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da LEP. A partir de 
então, consolidou-se o entendimento jurisprudencial no sentido da perda da 
obrigatoriedade de realização do referido exame. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
5. Detração Penal 
 
 
5.1. Artigo 42 CP. Consiste no desconto ou abatimento, no tempo definitivo da 
pena ou da medida de segurança imposta na sentença, do período em que o 
agente esteve privado da liberdade em virtude de prisão processual, prisão 
administrativa ou internação cautelar em hospital de tratamento e custódia. 
 
 
5.2. Há de pressupor a existência de vínculo fático entre a pena privativa de 
liberdade ou a medida de segurança e a privação da liberdade que lhes antecedeu. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
6. Regulamentação Geral do Sistema Penitenciário e Direitos 
dos Presos 
 
 
6.1. A regulamentação geral do sistema penitenciário e os direitos dos presos, 
no ordenamento jurídico brasileiro, estão estabelecidos na Lei n° 7.210/84 (Lei de 
Execução Penal) e na Resolução nº 14/1994, do Conselho Nacional de Política 
Criminal e Penitenciária (CNPCP), que fixou as regras mínimas para o tratamento 
do preso no Brasil. 
 
 
6.2. Existem, ainda, dispositivos em outros diplomas – tais como a LEP e o 
Código Penal –, além de, naturalmente, haver previsão constitucional. 
 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
7. Trabalho Prisional 
 
 
7.1. O Código Penal e Lei de Execução Penal referem-se ao trabalho como 
mecanismo crucial ao processo de reintegração social do apenado. 
 
 
7.2. Constitui não somente um dever social, mas, igualmente, uma expressão 
da dignidade humana. 
 
 
7.3. Porém, na prática, apenas uma pequena parcela da população carcerária 
nacional efetivamente trabalha. A grande maioria vive na ociosidade, por não lhe 
ser oferecida tal oportunidade ou por se rejeitar a cumprir as que lhes forem 
apresentadas. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
8. Remição Penal 
 
 
8.1. Refere-se ao o direito daquele que cumpre pena, no regime fechado ou 
semiaberto, de abater, pelo trabalho, parte do tempo de pena que tem que 
cumprir. 
 
 
8.2. O abatimento se processa a razão de 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) 
dias de trabalho (artigo 126, § 1º, II, LEP). 
 
 
8.3. No caso de estudo, a contagem de tempo deve ser feita à razão de 1 
(um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
9. Superveniência de Doença Mental 
 
 
9.1. Artigo 41 CP. Se, durante o cumprimento da pena, sobrevier, ao 
condenado, doença mental, deve o mesmo ser recolhido a hospital de custódia e 
tratamento psiquiátrico ou, à falta, a outro estabelecimento adequado. 
 
 
9.2. Embora convertida em medida de segurança, o tempo de duração da 
pena inicialmente imposta continuará a ser observado. 
 
 
 
 
Penas Privativas de Liberdade 
10. Monitoramento Eletrônico 
 
 
10.1. No dia 16 de junho de 2010, entrou em vigor a Lei nº 12.258, que alterou 
o Código Penal e a Lei de Execução Penal para possibilitar a utilização de 
equipamento de vigilância indireta pelo condenado. 
 
 
10.2. Esta lei é passível de inúmeras críticas, principalmente se se considerar 
que poderíamos ter aprovado uma legislação que realmente utilizasse o 
monitoramento eletrônico de presos para reduzir o contingente carcerário e os 
custos do aprisionamento. 
 
 
10.3. O monitoramento eletrônico de presos constitui, hoje, instrumento 
indispensável aos sistemas de justiça criminal. 
 Roteiro 24: 
 
Penas Restritivas de Direitos 
 
1. Noções introdutórias 
2. Características 
3. Gerações 
4. Requisitos 
5. Multa Substitutiva 
6. Espécies 
7. Conversão de Penas 
8. Detração do Tempo 
de Cumprimento da 
Pena Alternativa 
9. Crimes Hediondos 
 
 
 
 
 
Penas Restritivas de Direitos 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Trata-se das alternativas penais, que compreendem os institutos de 
Direito Penal, Processual Penal e de Execução Penal, tendentes a impedir ou 
abreviar o encarceramento do infrator. 
 
 
1.2. A Parte Geral do Código Penal e a LEP objetivaram restringir a pena 
privativa de liberdade às hipóteses estritamente necessárias, determinando, 
quando possível, a sua substituição por estas sanções. 
 
 
 
 
Penas Restritivas de Direitos 
2. Características 
 
 
2.1. Na atualidade, as penas restritivas de direito têm natureza jurídica 
autônoma de sanção penal. 
 
 
2.2. As penas restritivas são substitutivas da pena privação da liberdade – 
pois, em regra, elas não estão previstas nos tipos penais incriminadores. 
 
 
2.3. Natureza condicional: o descumprimento injustificado das condições 
estipuladas à pena restritiva de direito condicionalmente imposta pode acarretar a 
sua conversão na pena privativa de liberdade que fora fixada (artigo 44, § 4º, 
CP). 
 
 
 
 
Penas Restritivas de Direitos 
3. Gerações 
 
 
3.1. Primeira geração: veio com a Reforma Penal de 1984, com a adoção da 
sistemática de substituição da privação da liberdade; esta substituição passou a 
ser admitida tanto por ocasião da sentença condenatória como no curso da 
execução penal. 
 
 
3.2. Segunda geração: positivada nos anos 1990, quando os diplomas legais 
passaram a admitir a aplicação direta da pena restritiva, antes mesmo de haver 
processo instaurado contra o autor do fato delituoso. 
 
 
3.3. Terceira geração: consiste na previsão de penas alternativas no próprio 
preceito secundário dos tipos penais. 
 
 
 
 
Penas Restritivas de Direitos 
4. Requisitos 
 
 
4.1. Objetivos (artigo 44, I, CP): 
 
 
 4.1.1. São aqueles em que a lei condiciona o deferimento da medida a 
 fatores relacionados ao delito praticado ou às qualidades da vítima; 
 
 4.1.2. A pena imposta ao crime doloso deve ser inferior a 4 anos; 
 
 4.1.3. Delito sem violência ou grave ameaça à pessoa. 
 
 
4.2. Subjetivos: 
 
 4.2.1. Não se tratar de reincidente em crime doloso; 
 
 4.2.2. Contar com circunstâncias judiciais favoráveis. 
 
 
 
 
Penas Restritivas de Direitos 
5. Multa Substitutiva 
 
 
5.1. Pode o magistrado optar, fundamentadamente, pela

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