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DIREITO PENAL - PARTE GERAL

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–, considerar-se-á extinta a pena privativa de liberdade (artigo 90 CP e 
artigo 146 da LEP). 
 
 
9.2. Trata-se de causa de extinção da pretensão punitiva do Estado não 
prevista no rol do artigo 107 CP. 
 Roteiro 32: 
 
Efeitos da Condenação 
e Reabilitação 
 
1. Noções introdutórias 
2. Efeitos Secundários de 
Natureza Penal 
3. Efeitos Secundários de 
Natureza Extrapenal 
4. Reabilitação Penal 
 
 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Artigos 91 a 95 CP: regulam questões atinentes aos efeitos da sentença 
penal condenatória, bem como ao instituto da reabilitação penal. 
 
 
1.2. A imposição de uma sanção penal é o efeito primário de toda condenação 
penal. Existem, ainda, os efeitos secundários – de natureza penal ou extrapenal. 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
2. Efeitos Secundários de Natureza Penal 
 
 
2.1. Encontram-se regulados em diversos pontos da legislação penal, bem 
como no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal. 
 
 
2.2. São efeitos secundários de natureza penal: 
 
 2.2.1. Gerar a reincidência; 
 
 2.2.2. Impedir a concessão de substitutivos penais: a) na transação 
 penal; b) na suspensão condicional do processo; e c) na suspensão 
 condicional da pena; 
 
 2.2.3. Acarretar a revogação do sursis; 
 
 2.2.4. Acarretar a revogação do livramento condicional; 
 
 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
2. Efeitos Secundários de Natureza Penal 
 
 
 2.2.5 Influir na contagem do prazo prescricional; 
 
 2.2.6. Impedir o reconhecimento do privilégio: a) no furto; b) na 
 apropriação indébita; c)no estelionato; e d) na receptação; 
 
 2.2.7. Impedir a propositura da exceção da verdade no crime de 
 calúnia; 
 
 2.2.8. Impedir a extinção da punibilidade pela reparação do dano no 
 peculato culposo; 
 
 2.2.9 Impedir a extinção da punibilidade pela retratação ou declaração 
 da verdade no falso testemunho; 
 
 2.2.10 Ser expedida guia de recolhimento para execução; 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
2. Efeitos Secundários de Natureza Penal 
 
 
 2.2.11. Ser o réu preso ou conservado na prisão, tanto nas infrações 
 inafiançáveis, como nas afiançáveis enquanto não prestar fiança; 
 
 2.2.12. Ser o nome do réu lançado no rol dos culpados. 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
3. Efeitos Secundários de Natureza Extrapenal 
 
 
3.1. Há duas sortes de efeitos: 
 
 3.1.1. Genéricos (artigo 91 CP), que valem para todos os delitos e 
 têm incidência automática; 
 
 3.1.2. Específicos (artigo 92 CP), que se encontram relacionados com 
 determinados ilícitos e cuja aplicabilidade exige motivação expressa na 
 sentença. 
 
 
3.2. Dois exemplos de efeitos genéricos de toda condenação penal são a 
obrigação de reparar o dano e a perda dos instrumentos ou proveitos do crime. 
 
 
3.3. Os efeitos específicos da condenação, diferentemente dos anteriores, não 
são automáticos, devendo constar expressamente mencionados na sentença 
condenatória. São eles: 
 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
3. Efeitos Secundários de Natureza Extrapenal 
 
 
 3.3.1. Perda do cargo, função pública ou mandato eletivo; 
 
 3.3.2. Incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou 
 curatela; 
 
 3.3.3. Inabilitação para dirigir veículo utilizado em crime doloso; 
 
 3.3.4. Inabilitação do empresário nos delitos falimentares. 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
4. Reabilitação Penal 
 
 
4.1. Significa recobramento de crédito ou do bom conceito perante os 
concidadãos. Trata-se, assim, do retorno, tanto quanto possível, à normalidade do 
convívio social, das atividades laborativas, de estudo, lazer, enfim, da estima 
pública. 
 
 
4.2. Na atualidade, a reabilitação penal aproxima-se mais da noção de 
ressocialização, podendo, de certa maneira, ser entendida como a plena 
reinserção social do apenado. 
 
 
4.3. Artigo 93 CP. A reabilitação somente alcança alguns dos efeitos 
secundários da condenação, sendo inadmissível para reaver o cargo, função 
pública ou mandato eletivo perdido por decisão do juízo criminal, bem assim o 
poder familiar, tutela ou curatela do filho, tutelado ou curatelado. 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
4. Reabilitação Penal 
 
 
4.4. Além dos pressupostos presentes no artigo 94 CP, é preciso que outros 
estejam presentes, tais como: 
 
 4.4.1. Domicílio no país no prazo de dois anos; 
 
 4.4.2. Demonstração efetiva e constante de bom comportamento 
 público ou privado; 
 
 4.4.3. Reparação do dano causado pelo crime ou comprovação da 
 absoluta impossibilidade de fazê-lo, até a data do pedido, ou 
 comprovação da renúncia expressa da vítima ou novação da dívida. 
 
 
4.5. Revogação da reabilitação: artigo 95 CP. Requisitos: 
 
 4.5.1. Que o reabilitado venha a ser condenado, como reincidente, a 
 pena diversa da multa; 
 
 
 
 
Efeitos da Condenação e Reabilitação 
4. Reabilitação Penal 
 
 
 4.5.2. Condenação superveniente a uma pena privativa de liberdade ou 
 restritiva de direitos. 
 
 
4.6. O juízo competente para a dedução do pedido é o da condenação – e não 
o da execução penal (artigo 743 CPP). 
 
 
4.7. A reabilitação é pessoal e intransferível. Dessa maneira, falecendo o 
condenado, o seu exercício não pode se transferir aos herdeiros. 
 Roteiro 33: 
 
Medidas de Segurança 
 
1. Noções introdutórias 
2. Conceito 
3. Objetivo e Natureza Jurídica 
4. Sistemas do Duplo Binário e 
Vicariante 
5. Diferenças entre Pena e 
Medida de Segurança 
6. Pressuposto e Espécies 
7. Suspensão, Extinção e 
Limite Máximo 
8. Conversão da Pena em 
Medida de Segurança 
 
 
 
 
Medidas de Segurança 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. No Brasil, embora fundadas nas antigas penas correcionais da Primeira 
República, as medidas de segurança foram alardeadas como uma nova tecnologia 
de punição, formalmente introduzidas pelo Código Penal de 1940. 
 
 
1.2. Conforme a Exposição de Motivos do Código Penal de1940, o Projeto fez 
ingressar na órbita da lei penal as medidas de segurança, classificando-as como 
“ações de prevenção e de assistência social aos portadores de estado de 
periculosidade. 
 
 
1.3. Supostamente, não tinham caráter repressivo, e se destinavam a 
proteger a sociedade contra as ações da “legião cinzenta dos inadaptáveis”. 
 
 
 
 
Medidas de Segurança 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.4. Na ocasião, o Código Penal de 1940 dividiu as medidas de segurança 
entre patrimoniais e pessoais, subdividindo as últimas, em detentivas e não-
detentivas. Ainda, eram destinadas não somente aos inimputáveis, mas, 
igualmente, aos imputáveis considerados como presumidos perigosos, consoante 
o sistema do duplo binário ou dupla via (pena e medida de segurança). 
 
 
1.5. A Reforma Penal de 1984 procurou corrigir tais excessos, extinguindo as 
medidas de segurança patrimoniais e as pessoais não-detentivas. 
 
 
1.6. Mantiveram-se, contudo, as medidas de segurança privativa e restritiva, 
vale dizer, a internação em hospital de tratamento ou custódia e a sujeição a 
tratamento ambulatorial (artigo 96 CP). 
 
 
1.7. Ainda, o sistema do duplo binário foi substituído pelo sistema vicariante 
ou da única via (artigo 97 CP). 
 
 
 
 
 
 
Medidas de Segurança 
2. Conceito 
 
 
2.1. As medidas de segurança são consequências jurídicas da prática de fato 
definido como crime, por indivíduos que não possuam culpabilidade, por lhes faltar 
sanidade. 
 
 
2.2. São medidas tratamentais (internação e tratamento ambulatorial), 
impostas compulsoriamente por um juiz criminal nas hipóteses em que se revelar 
a periculosidade do indivíduo, em razão da prática de um injusto penal. 
 
 
 
 
Medidas de Segurança 
3. Objetivo e Natureza Jurídica 
 
 
3.1. Objetivo: impedir que a pessoa volte a delinquir, a fim de que possa 
levar uma vida sem conflitos com a sociedade (excepcionalmente, pode ser 
imposta ao semi-responsável que