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BONS ESTUDOS!
 Bons estudos!
Você sabe o que é a Neuropsicologia?
A Neuropsicologia é uma área de interface entre a Neurologia e a Psicologia. De um lado
há o estudo detalhado do sistema nervoso e do outro há a análise
do comportamento humano e dos processos psicológicos.
Quer saber mais sobre essa área? Neste artigo você encontrará informações importantes
sobre o que é a Neuropsicologia, como se tornar um profissional desse segmento e as
principais oportunidades identificadas no mercado de trabalho.
O que é a Neuropsicologia?
A Neuropsicologia é uma especialidade da psicologia que estuda e compreende como o
cérebro influencia em nossas funções cognitivas, como:
•Atenção;
•Memória;
•Raciocínio;
•Capacidade de julgamento;
•Comportamento;
•Emoções.
O Conselho Federal de Psicologia, na Resolução 002/ 2004, que institui a 
Neuropsicologia como especialidade, define a área como aquela que:
Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da 
cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque 
da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Utiliza-se para 
isso de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática 
clínica, com metodologia estabelecida experimental ou clinicamente.”
O foco e escopo de estudo da Neuropsicologia tem por objetivo entender qual o papel dos
sistemas cerebrais individuais em formas complexas de atividades mentais. Um dos mais 
renomados autores da área, o psicólogo Alexander Lúria, diz que o propósito da 
Neuropsicologia é:
https://blog.ipog.edu.br/saude/inspirando-carreiras-empresaria-psicologa-e-aluna-do-ipog-relata-sucesso-profissional-na-area-de-neuropsicologia/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/desenvolvimento-do-potencial-humano/psicologia-positiva-pode-impactar/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/saude/neuropsicologia-infantil-dificuldades-de-aprendizagem-diagnostico-e-intervencao/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/desenvolvimento-do-potencial-humano/comportamentos-nas-organizacoes/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/desenvolvimento-do-potencial-humano/aluna-ipog-conta-como-a-psicologia-positiva-ajudou-na-evolucao-da-sua-empresa/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
Generalizar ideias modernas concernentes à base cerebral do funcionamento 
complexo da mente humana e discutir os sistemas do cérebro que participam 
na construção de percepção e ação, de fala e inteligência, de movimento e 
atividade consciente dirigida a metas.” ( Luria,1981, p. 4).
Para entender melhor, podemos ver o início desta área científica, que
surge no final do século XIX (início do século XX), atendendo a uma
demanda emergente que era a de avaliar as lesões cerebrais e
alterações comportamentais, de raciocínio, memória e linguagem, dos
soldados que foram feridos durante a guerra.
Nasce fortemente com essa percepção a ideia de que o cérebro influencia diretamente 
nestas funções. Compreendê-las também significaria pensar em melhores intervenções 
para este público.
Desde então, tem sido fortemente crescente as pesquisas, contribuições e avanços nesse
segmento da psicologia. Profissionais de áreas multidisciplinar, percebem a relevância do 
que é a neuropsicologia e ainda como a especialidade contribui para o melhor diagnóstico
e prognósticos de pacientes, que por algum sintoma necessitam ser avaliados.
Por exemplo, se um idoso ou familiar perceber que ele está tendo falhas de memória, 
tremor nos membros, redução da capacidade de realizar tarefas, é muito importante 
procurar a ajuda de um neuropsicólogo para investigar e avaliar se há alguma alteração 
fora do esperado para a idade do idoso.
Outro exemplo bem comum é de pais que procuram tratamento para uma criança que 
apresenta dificuldades de aprendizado na escola e relacionamento com os colegas.
O que um Neuropsicólogo faz?
Agora que você já sabe o que é a neuropsicologia, é hora de entender
sobre as atuações do profissional da área.
O Neuropsicólogo tem a função de avaliar, investigar e criar hipóteses para desenvolver 
um plano de tratamento para o paciente juntamente com uma equipe multidisciplinar de 
profissionais da saúde.
Há profissionais de neuropsicologia que trabalham como pesquisadores para o estudo do 
cérebro associado ao desempenho cognitivo e comportamentais e também especialistas 
que atuam no contexto clínico.
https://blog.ipog.edu.br/saude/para-que-serve-a-avaliacao-neuropsicologica/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/saude/como-funciona-a-avaliacao-neuropsicologica-em-idosos/
Lesões cerebrais, demência, transtornos de aprendizagem, doença de Parkinson e 
Alzheimer e qualquer deficiência cognitiva que interfira negativamente nos 
relacionamentos interpessoais, na escola, trabalho e na rotina diária, são geralmente os 
casos que precisam do acompanhamento de um Neuropsicólogo.
O relatório do perfil neuropsicológico do paciente é feito por meio de:
•Entrevistas com pacientes e familiares;
•Testes;
•Avaliações;
•Observação clínica e outros processos.
Com os resultados das avaliações, o médico ou outro profissional da saúde especializado 
que solicitou a consulta com o neuropsicólogo, recomenda o tratamento adequado, seja 
com medicação, terapia, reabilitação, etc.
É importante lembrar que o trabalho do neuropsicólogo é sempre multidisciplinar e não 
cabe ao psicólogo prescrever medicamentos.
Quais as habilidades necessárias que um 
Neuropsicólogo precisa ter?
Para desenvolver a sua carreira como especialista em Neuropsicologia é imprescindível 
ter as seguintes habilidades:
•Ser ético;
• Ter interesse por pessoas;
•Escuta atenta;
•Capacidade de se conectar com os pacientes;
•Capacidade de analisar dados;
•Muita atenção;
•Grande capacidade de observação;
•Pensamento crítico;
•Estudar e pesquisar continuamente;
https://blog.ipog.edu.br/saude/avaliacao-neuropsicologica-infantil/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
https://blog.ipog.edu.br/saude/transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
Mercado de trabalho da Neuropsicologia
O mercado de trabalho para profissionais especializados em Neuropsicologia é amplo e 
vem crescendo bastante mundialmente. O atendimento pode abranger pessoas com ou 
sem comprometimento, pois o intuito é a avaliação.
Geralmente as grandes demandas são de pessoas com traumas cerebrais, assim como 
pacientes com distúrbio de aprendizagem, dificuldades na execução de rotinas diárias, 
perda de memória, atenção ou outra função cognitiva.
O psicólogo com especialização em Neuropsicologia poderá atuar em instituições de 
ensino, contribuindo com pesquisas relacionadas a grande área da Neuropsicologia, 
assim como a área da Reabilitação Neuropsicológica.
Uma das maiores demandas do profissional está em Clínicas, Consultórios e Hospitais, 
com foco tanto em Avaliação quanto em Reabilitação.
São casos encaminhados por outros profissionais da área da saúde (médicos psiquiatras, 
neurologistas, pediatras, dentre outros), assim como encaminhados por professores e 
outros profissionais da educação, ou mesmo uma busca realizada por iniciativa dos 
familiares ou do próprio paciente. Há ainda a possibilidade de atuação em instituições 
psiquiátricas e na realização de Perícia Forense.
Por envolver aspectos tão primordiais do funcionamento do ser humano, esta é uma área 
indicada pelo Conselho Federal de Psicologia, como sendo uma das 11 possibilidades 
que um psicólogo pode optar para adquirir o título de especialista.
Ainda sobre a área de atuação, o Conselho Federal de Psicologia, na resolução 
002/2004, diz que:
Na interface entre o trabalho teórico e prático, seja no diagnóstico ou na 
reabilitação, também desenvolve e cria materiais e instrumentos, tais como 
testes, jogos, livros eprogramas de computador que auxiliam na avaliação e 
reabilitação dos pacientes.”
https://blog.ipog.edu.br/educacao/geracao-y-carreira-profissional/?utm_source=blogpost&utm_campaign=blogpost
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Neuropsicologia 
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1 
 
 
Histórico e Fundamentos da Terapia Cognitivo-Comportamental.......................2 
Erros Cognitivos e Pensamentos Automáticos Disfuncionais.............................6 
Técnicas Básicas da TCC – RPD e Questionamento Socrático..........................9 
Transtornos de Ansiedade com TCC.................................................................13 
Transtornos de Humor com TCC – Depressão.................................................18 
Transtornos de Humor com TCC – Bipolaridade...............................................21 
Terapia Cognitivo-comportamental para Crianças e Adolescentes...................23 
Estrutura da terapia...........................................................................................27 
Princípios básicos e etiológicos.........................................................................30 
Referências Bibliográficas.................................................................................32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
HISTÓRICO E FUNDAMENTOS DA TERAPIA 
COGNITIVO-COMPORTAMENTAL 
 
 
 
Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma forma de psicoterapia que se 
baseia no conhecimento empírico da psicologia. Ela abrange métodos 
específicos e não-específicos (com relação aos transtornos mentais) que, com 
base em comprovado saber específico sobre os diferentes transtornos e em 
conhecimento psicológico a respeito da maneira como seres humanos 
modificam seus pensamentos, emoções e comportamentos, têm por fim uma 
melhoria sistemática dos problemas tratados. 
Tais técnicas perseguem objetivos concretos e operacionalizados (ou seja, 
claramente definidos e observáveis) nos diferentes níveis do comportamento e 
da experiência pessoal (al. Erleben) e são guiadas tanto 
pelo diagnóstico específico do transtorno mental como por uma análise do 
problema individual (ou seja, uma descrição das particularidades do paciente; 
ver mais abaixo). 
Nesse contexto representa um papel importante uma análise aprofundada dos 
fatores de vulnerabilidade (predisposições), dos fatores desencadeadores e 
mantenedores do problema. 
A combinação dessas duas vias permite atingir um relativo equilíbrio entre o 
método padronizado (determinado pelo diagnóstico) e as características 
individuais do paciente (que determinam a análise do problema). A terapia 
cognitivo-comportamental encontra-se em constante desenvolvimento e exige 
de si mesma uma comprovação empírica da sua efetividade. 
 
 
A terapia cognitivo-comportamental possui tanto técnicas da terapia 
cognitiva como da terapia comportamental, tendo demonstrado ser uma das 
técnicas mais eficazes no tratamento de vários transtornos 
como depressão e esquizofrenias. 
 
 
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3 
 
Jürgen Margraf oferece uma lista de dez princípios básicos que caracterizam 
os diversos métodos conceituais da TCC: 
 
 TCC se orienta no conhecimento empírico da psicologia científica; 
 TCC se orienta no problema (sintoma) atual do paciente; 
 TCC baseia-se na análise dos fatores de vulnerabilidade 
(predisposições), fatores desencadeadores e mantenedores dos 
transtornos mentais; 
 Por se orientar no problema, a TCC é também orientada para um 
objetivo definido (a modificação do comportamento problemático); 
 TCC é voltada para a ação e não apenas para a tomada de consciência 
(ing. insight, al. Einsicht) e uma compreensão mais profunda do 
problema; 
 TCC não se restringe à situação terapêutica, mas se estende à vida 
diária do indivíduo; 
 TCC é transparente, tanto quanto a seus objetivos quanto a seus meios; 
 TCC procura ser uma ajuda para a autoajuda, ou seja, acentua a 
responsabilidade do próprio paciente no processo terapêutico e 
 TCC se esforça por estar em desenvolvimento constante. 
 
 Tradicionalmente a TCC dedica-se especialmente aos fatores 
mantenedores, sem no entanto perder de vista os demais fatores. 
 
A estrutura da TCC pode ser descrita em uma série de cinco passos: 
 
Apresentação do problema 
Primeira orientação a respeito problemática - consiste na coleta e organização 
dos dados relevantes para a compreensão do paciente e de seu problema: 
dados pessoais, sintomática e seu desenvolvimento, objetivos do paciente, 
esclarecimento das condições necessárias para o trabalho psicoterapêutico; 
Definição do(s) problema(s) e diagnóstico - definição dos diversos problemas 
envolvidos e da relação entre eles, esclarecimentos diagnóstico (ex. possíveis 
causas fisiológicas do problema), diagnóstico provisório (segundo CID 
10 ou DSM IV) e definição da indicação psicoterapêutica (ou seja, qual método 
psicoterapêutico é o mais indicado); 
 
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4 
 
Escolha do(s) problema(s) a ser(em) tratado(s) 
 
Análise do(s) problema(s) 
Análise comportamental - escolha do comportamento problemático, análise da 
sua incidência (em que situações, com que frequência, acompanhado de 
que pensamentos, emoções, com que consequências); 
Análise motivacional - análise do valor do comportamento problemático: que 
objetivos são perseguidos com ele? Quais motivos influenciam a vida da 
pessoa? O comportamento se origina de conflitos entre objetivos distintos? 
Análise sistêmica - análise da pertinência do indivíduo a 
diferentes sistemas sociais, com regras e exigências distintas e, por vezes 
contraditórias e a influência dessa pertinência sobre seu comportamento; 
Origem e desenvolvimento do problema: Anamnese, geração 
de hipóteses sobre a origem do problema; 
Condensamento do conhecimento ganho até então: geração de um 
modelo etiológico individual. 
 
Análise do objetivo 
Pré-requisitos da mudança (de comportamento) - consideração dos lados 
positivo e negativo do comportamento atual (problemático), definição da 
motivação para a mudança, determinação dos fatores ambientais que auxiliam 
a mudança e daqueles que a atrapalham; 
Determinação dos objetivos - quais os objetivos perseguidos pelas partes 
envolvidas (paciente, terapeuta, terceiros), formulação de objetivos e dos 
passos necessários para alcançá-los; 
Relacionamento paciente-terapeuta - o relacionamento entre paciente e 
terapeuta é tal que permite um trabalho produtivo? Como mantê-lo (ou 
modificá-lo)? 
 
Análise dos meios 
Pontos de partida: quais pessoas devem ser envolvidas na mudança? Com 
quais situações, problemas, pessoas começar? 
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5 
 
Princípios da mudança - com base na análise do problema, quais passos 
devem ser dados? Como? Explicação da lógica do tratamento (dos passos a 
serem dados) ao paciente 
Planejamento concreto da terapia - que novos comportamentos devem ser 
aprendidos, em que situação? Como? Definir os parâmetros formais 
(frequência das consultas, duração da terapia) e determinar se outros 
tratamentos (ex. medicamentos) são necessários. Definir exatamente (de forma 
observável) o que se considera "sucesso". 
 
Teste e avaliação dos passos definidos 
Realização dos passos tal qual definidos anteriormente, sempre levando em 
conta de que as hipóteses sobre as quais elas se baseiam são provisórias e, 
assim, modificáveis sempre que necessário. Avaliação permanente de cada um 
dos passos e dos diferentes objetivos alcançados. Término da terapia. 
 
Estudos científicos feitos por Aaron Beck(um dos fundadores da terapia 
cognitiva) e vários de seus alunos demonstram a eficácia a longo prazo da 
terapia cognitiva para depressão,transtorno de ansiedade 
generalizada, transtorno do pânico, fobia social, TOC, agressão 
sexual, esquizofrenia e transtornos internalizantes na infância. Nos casos de 
depressão e pânico os resultados foram especialmente promissores e mais 
duradouros. 
A TCC também se provou eficaz no tratamento de transtorno 
bipolar, TDAH aliado à medicação, anorexia nervosa, transtorno dismórfico 
corporal, colecionismo patológico, jogo patológico, TEPT em crianças que 
sofreram abuso, TOC em crianças e transtorno afetivo sazonal. 
Estudos na área da psicologia da saúde também têm demonstrado a eficácia 
da TCC no apoio psicológico perante condições médicas, incluindo doenças 
coronarianas, hipertensão, câncer, dor de cabeça, dor crônica, dor lombar 
crônica, síndrome da fadiga crônica, artrite reumatóide, síndrome pré-
menstrual e síndrome do cólon irritável. 
 
 
 
 
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6 
 
ERROS COGNITIVOS E PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS DISFUNCIONAIS 
 
 
É muito comum termos um pensamento automático diante de situações, sejam 
elas positivas ou negativas. Este pensamento instantâneo fundamenta-se a 
partir de nossa interpretação dos fatos e por meio de nossas percepções, 
sendo o responsável absoluto pelo sentimento consequente do fato vivido e 
influenciador de ações posteriores. 
Para ficar mais claro, a razão pelo qual deixamos de iniciar um projeto, investir 
em um relacionamento amoroso ou terminá-lo, empreender um negócio 
próprio, ingressar na faculdade, fazer uma viagem dos sonhos é o pensamento 
automático. Isso acontece devido a nossa tendência a acreditar em 
nossos pensamentos e, desta forma, preservarmos o nosso controle e até a 
nossa sobrevivência. 
Graças à Psicologia e à Terapia Cognitiva Comportamental, existe o Método 
Cognitivo-Comportamental, em cuja terapia ou processo de coaching estimula 
as pessoas a identificar e avaliar seus pensamentos automáticos negativos 
sobre as situações e, e desta forma, verificar e corrigir possíveis pensamentos 
distorcidos que ele constrói devido a esta avaliação imediata, que estejam 
alterando o seu humor e até prejudicando a realização dos seus objetivos. 
 
Catastrofização 
Neste caso, a pessoa prevê o futuro negativamente sem considerar outros 
resultados mais prováveis. Exemplo: “meu filho ainda não chegou, deve ter 
acontecido alguma coisa ruim. Esperarei mais um pouco, pois não conseguirei 
dormir mesmo.” Outros exemplos: “meu namorado não atende o celular, deve 
estar com outra. Tudo está bem entre nós, mas sei que logo começará a me 
desapontar, pois não chegou ainda”. 
 
Minimização do positivo 
A pessoa diz para si mesmo que experiências, atos ou qualidades positivas 
não contam. Exemplo: “eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que 
eu seja competente; eu apenas tive sorte.” A pessoa rejeita experiências 
positivas insistindo que elas não contam. Desqualificar o positivo tira a alegria 
da vida e faz a pessoa se sentir inadequada e não recompensada. Este é o 
preço que a pessoa paga por não qualificar as coisas que acontecem em seu 
cotidiano. 
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7 
 
 
Argumentação emocional 
A pessoa pensa que algo deve ser verdade porque “sente” (em realidade, 
acredita) isso da maneira tão convincente que acaba por ignorar ou 
desconsiderar fatos e evidências. 
 
Vitimização 
A pessoa tende a se sentir vítima e não responsável pelas suas escolhas. 
Percebe-se sem sorte ao invés de perceber que “quem faz para si faz!” e que 
ela mesma é o “comandante do seu navio”, o “diretor da sua novela.” Por 
exemplo, tende a culpar os outros por sua má sorte no trabalho ou no amor. 
 
Personalização 
Ocorre quando a pessoa guarda para si mesmo a inteira responsabilidade 
sobre um evento que não está sob seu controle. Por exemplo: “eu não cuidei 
bem do meu filho, por isso ele está internado no hospital”. “Meu namorado me 
traiu porque eu estava estressada.” Esse tipo de distorção cognitiva gera muito 
sofrimento psicológico, pois está embasado na emoção “culpa”. 
 
Supergeneralização 
A pessoa tira uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação 
atual. Exemplo: “nessa escola não tenho amigos, assim como era no colégio 
anterior.” A pessoa vê um episódio negativo como uma rejeição amorosa e 
estabelece um padrão de pensamento para situações similares. Outro exemplo 
comum: “todos os meus namorados irão me trair”. 
 
 Pensamento dicotômico 
É aquele pensamento preto-e-branco ou 8 ou 80, sabe? A pessoa vê uma 
situação em apenas duas categorias em vez de em várias alternativas. 
Exemplo: “se eu não for um sucesso total, eu serei um fracasso.” A pessoa 
perfeccionista normalmente faz uso constante desse erro de pensamento e 
isso faz com que se sinta inadequada e desvalorizada quando o sucesso 
esperado não vem. Pensamentos dicotômicos tendem a contribuir para 
episódios depressivos e separações conjugais. 
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8 
 
 
Quando estamos diante de uma situação, a primeira coisa que fazemos é 
interpretar esta situação a partir das nossas percepções, nós temos um 
pensamento automático sobre ela. Este pensamento automático vai determinar 
que tipo de sentimento será despertado pela situação e influenciará qual o 
comportamento que teremos. 
Isso acontece devido a nossa tendência a acreditar em nossos pensamentos e 
desta forma preservarmos o nosso controle e até a nossa sobrevivência. 
Pensamentos podem ser automáticos e elaborados, positivos ou negativos, 
verdadeiros ou falsos quanto à situação real. 
Na TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) o paciente é estimulado a 
identificar e avaliar seus pensamentos automáticos negativos sobre as 
situações. E desta forma, verificar e corrigir possíveis pensamentos distorcidos 
que ele constrói devido a esta avaliação imediata, que estejam alterando o seu 
humor e até prejudicando a realização dos seus objetivos. 
 
De acordo com o CID 10 (2007, p.44), o transtorno de ajustamento refere-se ao 
sentimento de opressão e de incapacidade de funcionamento, podendo haver 
"sintomas físicos relacionados a estresse, como insônia, cefaleia, dor 
abdominal, dor no peito, palpitações". Nesta classificação, cujo código o CID 
denomina de F-43.2, são identificados os aspectos diagnósticos seguintes: 
 
 
Reação aguda a evento estressante ou traumático recente. 
Sofrimento extremo resultado de um evento recente ou preocupação com o 
evento. 
Os sintomas podem ser primariamente somáticos. 
Outros sintomas podem incluir: humor deprimido; ansiedade; preocupação; 
sentimento de incapacidade de funcionar. (CID 10, 2007, p. 44). 
 
 
 
 
 
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9 
 
TÉCNICAS BÁSICAS DA TCC – RPD E QUESTIONAMENTO SOCRÁTICO 
 
As intervenções cognitivo-comportamentais mais empregadas no quadro ora 
descrito são: a psicoeducação, a identificação dos pensamentos automáticos e 
das emoções, a identificação das crenças centrais e intermediárias, a 
reestruturação cognitiva, a resolução de problemas e a avaliação do processo. 
 
A psicoeducação é um recurso importante no processo psicoterápico e deve 
ser o pontapé inicial neste processo. O paciente deve ser informado sobre a 
funcionalidade ou não das suas reações comportamentais. Segundo Barlow e 
colaboradores (2009, p. 235), "os pacientes recebem informações em relação 
às sequelas cognitivas, fisiológicas e comportamentais das reações emocionais 
e como esses três componentes interagem". 
O passo seguinte é identificar os pensamentos automáticos e as emoções, 
avaliando-os posteriormente. Os pensamentos automáticos surgem em função 
da interpretação dada a uma situação e ocorrem paralelamente a pensamentos 
manifestos. Todos nós apresentamos pensamentos automáticos, porém, as 
pessoas que não estão angustiadas normalmente costumam testá-los e 
verificar sua disfuncionalidade,uma vez que elas enxergam a realidade como 
ela realmente se apresenta. Beck (1997, p. 87) nos fala que "pessoas com 
transtornos psicológicos [...], com frequência, interpretam erroneamente 
situações neutras ou até mesmo positivas e, desse modo, seus pensamentos 
automáticos são tendenciosos". Ao identificar tais pensamentos, examiná-los e 
corrigir os seus erros, os pacientes podem se sentir melhor. 
A atuação clínica da TCC se baseia bastante no questionamento socrático. Na 
prática, isso significa que o terapeuta vai fazer uma série de perguntas com o 
objetivo de ajudar o paciente a aprofundar sua compreensão sobre os próprios 
pensamentos. 
Como falamos, muitas pessoas se comportam de forma automática, sem 
perceber os pensamentos e emoções que estão por trás disso. Na terapia, o 
paciente é colocado diante de perguntas que aprofundam a reflexão e o fazem 
pensar sobre as relações complexas que a mente dele estabelece. Assim, é 
possível perceber e modificar distorções cognitivas. 
A função do psicólogo não é oferecer respostas ou direcionar a forma como as 
pessoas pensam e se comportam. Ao fazer perguntas, ele constrói 
possibilidades para que os pacientes compreendam melhor seus pensamentos 
e tomem suas próprias decisões. Com essa técnica, os elementos 
disfuncionais podem ser questionados e colocados em xeque. 
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10 
 
Questionamento socrático (ou maiêutica socrática) é questionamento 
disciplinado que pode ser usado para perseguir o pensamento ainda que em 
muitas direções e muitos propósitos: explorar ideias complexas, para chegar 
a verdade das coisas, abrir questões e problemas, descobrir suposições, 
analisar conceitos, diferenciar o que nós sabemos e o que não sabemos, 
seguir implicações lógicas do pensamento ou controlar a discussão. 
A chave para diferenciar o questionamento socrático do questionamento em si 
é que o questionamento socrático é sistemático, disciplinado, profundo e 
usualmente foca em conceitos fundamentais, princípios, teorias, questões ou 
problemas. Questionamento socrático é que se refere em lecionar, e tem 
circulado como um conceito em educação, particularmente nas duas últimas 
décadas. Professores, estudantes ou de fato qualquer interessado em explorar 
o pensamento em um nível mais profundo pode e deve construir questões 
socráticas e se empenhar nessas questões. Questionamento socrático e suas 
variantes também tem sido extensivamente usadas em psicoterapia e 
aconselhamento. 
No ensino, professores podem usar questionamento socrático para pelo menos 
dois propósitos: 
Para sondar mais profundamente o pensamento do estudante, ajudar 
estudantes a diferenciar o que eles sabem ou entendem do que eles não 
sabem ou não entendem (e para ajuda-los a desenvolver humildade intelectual 
no processo). 
Para criar nos alunos a habilidade de perguntar questões socráticas, para 
ajudar estudantes a adquirir poderosas técnicas de dialogo socrático, para que 
então eles possam usar essas técnicas no dia a dia (por questionar a si 
mesmos e outros). Com esse fim, professores podem modelar os 
questionamentos estratégicos que eles querem que estudantes simulem 
empreguem. Além disso, professores precisam ensinar diretamente aos 
estudantes como construir e perguntar questões profundas. Além disso, 
estudantes precisam melhorar suas habilidades de questionamento. 
 
Questionamento socrático elucida a importância de questionar no aprendizado. 
Esclarece a diferença entre o pensamento sistemático e fragmentado. 
 
Nos ensina a escavar debaixo da superfície de nossas ideias. Nos ensina o 
valor de desenvolver questionamento de nossas mentes em cultivar um 
aprendizado mais profundo. Integrando questões socráticas da seguinte 
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11 
 
maneira na classe de aula ajuda a desenvolver aprendizes ativos e 
independentes. 
 
Fazendo com que estudantes esclareçam seus pensamentos 
e.g., „Por que você diz isso?‟, „Você poderia explicar mais?‟ 
 
Desafiando estudantes sobre suposições 
e.g., „Esse é sempre o caso?‟, „Por que você pensa que essa suposição entra 
aqui?‟ 
 
Evidencia como uma base para argumentar 
e.g., „Por que diz isso?‟, „Existe algum motivo para duvidar dessa evidência?‟ 
 
Pontos de vistas e perspectivas alternativas 
e.g., „Qual é o contra argumento?‟, „Alguém pode ver isso de outra maneira?‟ 
 
Implicações e consequências 
e.g., „Mas se... aconteceu, o que poderia resultar?‟, „Como... afeta...?‟ 
 
Perguntar sobre a questão 
e.g., „Por que você acha que eu perguntei essa questão?‟, „Por que a questão 
foi...?‟ 
 
A arte do questionamento socrático está intimamente conectada com 
o pensamento crítico porque a arte de questionamento é importante para a 
excelência do pensamento. O que a palavra “socrática” adiciona para a arte do 
questionamento é sistematicamente profundo e um interesse permanente em 
acessar a verdade ou plausibilidade das coisas. 
Ambos pensamento crítico e questionamento socrático procuram o significado 
e a verdade. O pensamento crítico fornece as ferramentas racionais para 
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monitorar, acessar e talvez reconstituir ou redirecionar nosso pensamento e 
ação. O questionamento socrático coa explicitamente em enquadrar o auto 
direcionamento, disciplinar questões para atingir um objetivo. 
Questionamento socrático também tem sido utilizado em terapia, mais 
notavelmente como uma técnica de reconstrução cognitiva em terapia 
cognitiva, Logoterapia e psicoterapia Adleriana clássica. O proposito aqui é 
ajudar a revelar as suposições e evidencias que sustentam o pensamento das 
pessoas e respeito de problemas. Um conjunto de questões socráticas em 
terapias cognitivas para lidar com pensamentos automáticos que angustia o 
paciente. 
 
Revelando o problema: „Que evidencia sustenta essa ideia? E que evidencia 
é contra ela sendo verdade?‟ 
Concebendo alternativas razoáveis: „O que poderia ser outra explicação ou 
ponto de vista para a situação? Por que outra razão isto aconteceu?‟ 
Examinando várias consequências potenciais: „Quais são os piores, 
melhores, suportáveis e o resultado mais realistas?‟ 
Avaliar aquelas consequências: „Qual é o efeito de pensar ou acreditar 
nisso? O que poderia ser o efeito de pensar diferentemente e não mais segurar 
nessa crença?‟ 
Distanciamento: „Imagine um amigo/membro familiar especifico na mesma 
situação ou se eles visualizassem a situação desse modo, o que eu diria a 
eles?‟ 
 
O uso cuidadoso do questionamento socrático permite ao terapeuta um desafio 
recorrente ou isolando instancias de um pensamento ilógico de uma pessoa 
enquanto mantem uma posição aberta que respeita a lógica interna para 
mesmo o mais aparente pensamento ilógico. 
 
 
 
 
 
 
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE COM TCC 
 
A ansiedade é uma emoção caracterizada por um estado desagradável de 
agitação interior, muitas vezes acompanhada de comportamento nervoso, 
como o de se embalar de trás para a frente. 
 
 É o sentimento desagradável de terror por eventos antecipados, tal 
como a sensação de morte iminente. 
 
 Ansiedade não é o mesmo que medo. O medo é uma resposta a 
uma ameaça real ou percebida, enquanto a ansiedade é a expectativa de uma 
futura ameaça. A ansiedade é um sentimento de inquietação e preocupação, 
geralmente generalizado e sem foco, como uma reação exagerada a uma 
situação que é apenas subjetivamente vista como ameaçadora. 
É muitas vezes acompanhada por tensão muscular, inquietação, fadiga e 
problemas de concentração. A ansiedade pode ser apropriada, mas quando 
experimentada regularmente, o indivíduo pode sofrer de transtorno de 
ansiedade. 
A Associação Americana de Psiquiatria criou o Manual de Diagnóstico e 
Estatística dos Transtornos Mentais,e em sua 5ª edição, denominada DSM-5, 
indica alguns critérios para definir o Transtorno de Ansiedade Social, sendo um 
deles: “o medo ou ansiedade acentuadas acerca de uma ou mais situações 
sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas”. 
O Transtorno de Ansiedade Social é, portanto, um desconforto emocional 
excessivo, que gera uma preocupação ou um medo que a pessoa tem de ser 
avaliada negativamente pelos outros. É um medo de se expor ao olhar e ao 
julgamento das outras pessoas, mesmo em grupos relativamente pequenos. 
Este sentimento é desproporcional à ameaça real apresentada pela situação 
social, e ocorre quase sempre de forma excessiva e exagerada, gerando um 
quadro de ansiedade e muito desconforto. 
Alguns exemplos de Transtorno de Ansiedade Social são situações em que o 
indivíduo precisa falar em reuniões corporativas, apresentar trabalhos em sala 
de aula, ser apresentado a pessoas novas em encontros sociais, comer em 
público, entre outras situações. 
 
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A ansiedade pode ser dividida em diversos tipos de transtornos, cada um com 
uma causa e um sintoma diferente, não impedindo que ambos aconteçam 
simultaneamente: 
 
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) 
É o mais comum. A pessoa passa praticamente o dia todo ansiosa e em alguns 
momentos tem uns picos de ansiedade. Geralmente acontecem com um 
nervosismo por uma situação que não aconteceu ainda, ou simplesmente por 
receios. 
 
Estresse pós-traumático 
Acontece quando os sintomas de ansiedade começam a surgir após algum 
ocorrido na vida da pessoa que a deixou traumatizada ou marcada. Pode ser 
por uma perda muito grande, algum tipo de violência sofrida, por exemplo. 
Esses pensamentos dos momentos ruins retornam a qualquer instante, até 
mesmo em sonhos. 
 
Síndrome do pânico 
São períodos de crises intensas de ansiedade, que se desencadeiam por 
algum tipo de trauma e medo agudo. É muito comum se evitar de ficar em 
locais com pouco fluxo de pessoas, com medo de não conseguir ajuda durante 
os ataques. 
 
Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) 
São pensamentos, ideias que estão constantes na cabeça da pessoa e ela não 
consegue viver se não realizar a tarefa, como um ritual. 
 
Fobias 
São apresentações de ansiedades de maneira intensa, podendo ser elas 
relacionadas a um objeto ou situação, por exemplo medo de baratas (tão 
intenso de forma que a pessoa não pode nem sequer ver a imagem de uma 
barata), ou também a fobias sociais, como medo descontrolado de falar em 
público ou de estar no meio dele. 
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O ser humano sempre pode apresentar algum comportamento diferenciado em 
alguma parte de sua vida, é totalmente normal. Os sintomas da 
ansiedade excessiva se apresentam quando você deixa de viver por causa de 
preocupações ou por medos sem fundamento. 
Esse tipo de problema psicológico não é algo que passa sozinho com o tempo, 
ele deve ser tratado. Normalmente é necessário ajuda psicológica e terapêutica 
para aprender a superar suas limitações e entender os seus traumas. 
Se você conhece alguém com esse transtorno ou se você passa por esse tipo 
de problema, procure por um especialista. A nossa mente pode ser o nosso 
maior aliado ou o nosso pior inimigo, então não deixe de cuidar de sua saúde. 
 
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os 
quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos 
como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do 
paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da 
ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos 
betabloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, 
pois esses medicamentos são normalmente controlados. 
A terapia cognitivo-comportamental (TCC, REBT), mindfulness, meditação e 
hipnose são formas de psicoterapia que trazem resultados através de 
mudanças endógenas, transformando o indivíduo, sua personalidade e quadro 
psicológico. 
Uma revisão de estudos sugere que pessoas que experimentam sintomas de 
ansiedade podem ser ajudadas tomando medidas para regular os 
microrganismos em seu intestino usando alimentos e suplementos probióticos 
e não-probióticos. 
Há evidências crescentes de pesquisa de que, em algumas pessoas, o 
envolvimento em qualquer religião está associado de forma transversal a uma 
melhor saúde mental. Segundo o The Journal of Alternative and 
Complementary Medicine, a eficácia da recitação do rosário para ansiedade 
resulta de um estudo médico específico. 
 
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 
(DSM-IV), esse é um distúrbio que se caracteriza pela preocupação excessiva 
ou expectativa apreensiva. 
 
 
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Quais os principais sintomas do transtorno de ansiedade? 
 
Preocupação Excessiva: A pessoa tende a se preocupar demais com as 
mínimas coisas do dia a dia. E isso se torna algo recorrente e que persiste por 
semanas e meses. A situação, além de interferir na rotina, traz um desgaste 
físico, mental e emocional. 
 
Dificuldades para dormir: Por mais que esteja cansada, a pessoa tem 
dificuldades de descansar o corpo e a mente. Revira na cama, não consegue 
se desligar de problemas e, quando finalmente dorme, tem sonos agitados e 
que são interrompidos diversas vezes. 
 
Dores musculares: Muitas vezes, o estresse e ansiedade são tão intensos 
que se estendem para uma tensão muscular. Também é comum o chamado 
bruxismo, que é aquele ranger forte dos dentes, que causa dores de cabeça e 
na mandíbula. 
 
Indigestão: Outros sintomas físicos da ansiedade aparecem no trato digestivo. 
Algumas pessoas sentem dores de estômago, vontade de vomitar, cólicas, 
inchaço, gases, constipação e diarreia. 
 
Não é apenas a TAG que está ligada à ansiedade patológica. Outros distúrbios 
que pessoas com esse transtorno podem apresentar: 
 
Síndrome do Pânico: É marcada por diversos sintomas, como medo de morte, 
angústia, medo de sair de casa, tremores, falta de ar, dor no peito, taquicardia, 
entre outros. Essas manifestações podem durar cerca de 20 minutos ou até 
serem mais longas. Não precisa de um motivo específico para a pessoa 
desenvolver o pânico, pode surgir sem razão. 
 
Agorafobia: Isso acontece em pessoas que já passaram por crises de 
ansiedade ou fobia e vivem com medo e tensão de terem novas manifestações. 
Isso faz com que o paciente evite lugares em que acredita que os sintomas 
aparecem e pode causar um isolamento social. 
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Estresse Pós- traumático: Ele se manifesta após um evento que causa 
traumas, como assaltos, violência sexual, sequestro, acidentes, perdas 
repentinas, entre outros. É comum que a pessoa sofra com flashbacks dessas 
situações, o que causa sintomas de ansiedade. 
 
TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo): Está ligado a pensamentos 
obsessivos ligados à ansiedade e que geram comportamentos repetitivos, 
como mania de limpeza, compulsão (seja por jogos, compras ou alimentar), 
perfeccionismo, entre outros. 
 
Fobias: É o medo irracional de diferentes coisas, como altura, voar de avião, 
lugares fechados, animais, entre outros. 
 
Uma mudança no estilo de vida também é essencial para combater a 
ansiedade e inclui atividades físicas, alimentação rica e balanceada, contatos 
sociais, momentos de lazer, entre outros. 
Alimentos naturais que merecem entrar na dieta de pessoas que sofrem com 
transtornos de ansiedade: 
Oleaginosas - As castanhas, nozes e amêndoas são fontes ricas em magnésio, 
mineral que bloqueia o NMDA, receptor que causa ansiedade e estresse. 
Quinoa - Esse é um cereal rico em carboidratos complexos, que promovem a 
saciedade e fornecem energia para o cérebroe o corpo ao longo do dia. 
Arroz Integral - O arroz é fonte de aminoácidos essenciais, que reduzem a 
ansiedade, depressão e estresse. Esse é também um cereal que é fonte de 
melatonina, o hormônio do sono. 
Chocolate - O cacau, principal ingrediente do chocolate amargo, ajuda a reduzir 
os níveis de cortisol, hormônio que produz o estresse. 
 
 
 
 
 
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TRANSTORNOS DE HUMOR COM TCC – DEPRESSÃO 
 
Caballo (2003) traça algumas intervenções específicas para a preocupação. 
Dentre elas, destaca-se e importa, neste estudo, o treinamento em solução de 
problemas adaptado (TSP) - este treinamento diz respeito às preocupações 
com problemas baseados na realidade, os quais podem ser modificados. Para 
isso, devem-se utilizar dois tipos de estratégias: 
1. Orientação em relação ao problema - envolve as reações cognitivas e 
comportamentais do paciente ao problema. O paciente com transtorno de 
ansiedade tem orientação deficiente em relação ao problema, o que dificulta a 
aplicação das habilidades de solução de problemas, uma vez que ele 
apresenta preocupação excessiva e sensação de falta de controle pessoal. 
 
2. Habilidades de solução de problemas - referem-se aos comportamentos de 
solução de problemas. Este componente compreende quatro passos: 
a) definição do problema; 
b) geração de soluções alternativas; 
c) tomada de decisão; e 
d) prática da solução escolhida e avaliação de seus efeitos. 
 
 
O tratamento na abordagem cognitiva comportamental nos casos de 
ansiedade, tanto de ajustamento quanto generalizada, requer um foco na 
resolução de problemas e na habilidade de escolhas. Nessa proposta, os 
ganhos do paciente se direcionam à autonomia, pois ele passa de uma atitude 
passiva e evitativa em função do sentimento de impotência, de incapacidade e 
do medo de tomar decisões, a uma postura menos rígida e consciente das 
suas reais possibilidades de escolha. 
A depressão é um problema médico grave e altamente prevalente na 
população em geral. De acordo com estudo epidemiológico a prevalência de 
depressão ao longo da vida no Brasil está em torno de 15,5%. Segundo a 
OMS, a prevalência de depressão na rede de atenção primária de saúde é 
10,4%, isoladamente ou associada a um transtorno físico. 
De acordo com a OMS, a depressão situa-se em 4º lugar entre as principais 
causas de ônus, respondendo por 4,4% dos ônus acarretados por todas as 
doenças durante a vida. Ocupa 1º lugar quando considerado o tempo vivido 
com incapacitação ao longo da vida (11,9%). 
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A época comum do aparecimento é o final da 3ª década da vida, mas pode 
começar em qualquer idade. Estudos mostram prevalência ao longo da vida em 
até 20% nas mulheres e 12% para os homens. 
 
Causas da depressão 
 
Genética: estudos com famílias, gêmeos e adotados indicam a existência de 
um componente genético. Estima-se que esse componente represente 40% da 
suscetibilidade para desenvolver depressão; 
 
Bioquímica cerebral: há evidencias de deficiência de substancias cerebrais, 
chamadas neurotransmissores. São eles Noradrenalina, Serotonina e 
Dopamina que estão envolvidos na regulação da atividade motora, do apetite, 
do sono e do humor; 
 
Eventos vitais: eventos estressantes podem desencadear episódios 
depressivos naqueles que tem uma predisposição genética a desenvolver a 
doença. 
 
Humor depressivo 
Sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa. Acreditam 
que perderam, de forma irreversível, a capacidade de sentir prazer ou alegria. 
Tudo parece vazio, o mundo é visto sem cores, sem matizes de alegria. Muitos 
se mostram mais apáticos do que tristes, referindo “sentimento de falta de 
sentimento”. Julgam-se um peso para os familiares e amigos, invocam a morte 
como forma de alívio para si e familiares. Fazem avaliação negativa acerca de 
si mesmo, do mundo e do futuro Percebem as dificuldades como 
intransponíveis, tendo o desejo de por fim a um estado penoso. Os 
pensamentos suicidas variam desde o desejo de estar morto até planos 
detalhados de se matar. Esses pensamentos devem ser sistematicamente 
investigados 
 
A depressão pode ter cura, entretanto, como suas causas ainda não foram 
totalmente esclarecidas, não existe uma fórmula, e sim, várias alternativas que 
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podem ser usadas para cada caso, para modificar a resposta cerebral e 
melhorar o humor. 
Ela é um transtorno psiquiátrico, em que o humor deprimido e a perda de 
vontade, associado a outros sintomas, como alterações do sono, do apetite, 
cansaço e sensação de culpa, atrapalham o dia-a-dia da pessoa. Existem 
fatores que influenciam o desenvolvimento da depressão, como 
causas genéticas, ou hereditárias, e causas ambientais, como um momento 
estressante da vida ou a perda de alguém importante, por exemplo. Para 
entender melhor os sintomas e as causas da desta doença, veja como 
diferenciar a tristeza da depressão. 
Os antidepressivos são medicamentos usados para repor os 
neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e 
noradrenalina que, normalmente, estão diminuídos na depressão. O uso de 
remédios é indicado principalmente nos casos moderados e graves, devendo 
ser usados com regularidade pois, caso contrário, pode ser muito difícil se 
recuperar da doença. 
Os remédios passam a fazer efeito em cerca de 2 a 6 semanas, e o tempo de 
tratamento também pode variar de pessoa para pessoa, sendo, em alguns 
casos, necessário por apenas um curto período, como 6 meses, como também 
pode ser necessário por vários anos. O que irá ajudar o médico a determinar o 
tempo de tratamento, a dose e o tipo do remédio é a melhoria dos sintomas e a 
forma como a pessoa está reagindo ao tratamento. 
Além disso, somente o uso de remédios pode não ser suficiente para curar 
uma depressão, sendo importante que a pessoa trabalhe o seu lado 
psicológico, através de conversas, sessões de psicoterapia e atividades que 
estimulem auto-conhecimento, por exemplo. 
A psicoterapia é feita por um psicólogo ou psicoterapeuta, e é importante para 
ajudar na resolução de dificuldades emocionais, estimulando o auto-
conhecimento e a resolução de conflitos internos da pessoa. Ela 
é fundamental, mesmo quando a pessoa já utiliza medicamentos, pois ajuda a 
reorganizar os pensamentos e estimular sentimentos e sensações de alegria. 
As sessões de psicoterapia costumam ser feitas 8, 4 ou 2 vezes por mês, por 
exemplo, a depender da necessidade de cada pessoa. 
 
 
 
 
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TRANSTORNOS DE HUMOR COM TCC – BIPOLARIDADE 
 
A característica predominante neste transtorno envolve a presença de 
oscilações de humor, entre episódios de mania ou hipomania e episódios 
depressivos. Um episódio maníaco traz como principais sintomas, por pelo 
menos uma semana: humor distintamente elevado, expansivo ou irritável, 
autoestima inflada, agitação psicomotora, sensação de bem-estar e energia 
intensos (SADOCK; SADOCK, 2007). 
Os pacientes, durante esse episódio, costumam ficar mais excitados e com o 
pensamento acelerado, comportando-se de modo inconveniente e 
demonstrando pouca tolerância à frustração. É comum a esses pacientes 
apresentarem um aumento da libido, uma perda da necessidade de dormir, 
além de gastos com dinheiro mais elevados do que o normal. A fuga de ideias, 
as alucinações e os delírios de grandeza também podem estar presentes, 
especialmente no caso de episódios maníacos (SAFFI; ABREU; NETO, 2011). 
O episódio hipomaníaco engloba os sintomas maníacos de forma mais branda, 
visto que os mesmos não são severos o suficiente para produzir psicose. O 
episódio depressivo tem como características: humor deprimido, melancólico, 
“para baixo”, acompanhado de desânimo, falta de energia, diminuição da libido,alterações no apetite e no sono, agitação ou retardo psicomotor, sentimentos 
de inutilidade ou culpa, ideias recorrentes sobre morte / tentativas de suicídio 
(DELL‟AGLIO JÚNIOR et al., 2007; SADOCK; SADOCK, 2007; AMERICAN 
PSYCHIATRIC ASSOCIATION, APA, 2014). 
Pesquisas atuais apontam a existência de diversos modelos de tratamentos 
psicoterápicos para o transtorno bipolar, de forma a abordar as variadas formas 
de atenção à saúde, em seus aspectos bio-psico-socio-culturais. Caso 
contrário, a abordagem utilizada estará sujeito ao fracasso (MATTA et al., 
2010; LOLICH et al., 2012; MENEZES; SOUZA, 2012). Uma das intervenções 
psicossociais que mais contam com validade empírica para o transtorno bipolar 
é a terapia cognitivo-comportamental (TCC) (GONÇALVES; SANTIN; 
KAPCZINSKI, 2008; CORDIOLI, 2009; SAFFI; SAVOIA; NETO, 2008; LOLICH 
et al., 2012). 
O transtorno bipolar resulta de distúrbios na função dos neurotransmissores 
cerebrais, e a psicoterapia clássica não mostrou benefício no tratamento dessa 
doença, nos trabalhos já publicados. No entanto, novas abordagens têm 
provado sua eficácia. Além disso, os especialistas em saúde mental devem 
fornecer apoio psicológico adequado aos pacientes, pois isso é essencial no 
tratamento dos mesmos, em todas as fases da doença. 
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Fornecimento de informações ao paciente sobre a sua doença e as opções de 
tratamento, ajudando-os a seguir o tratamento adequadamente; 
Os profissionais têm papel importante em ajudar o paciente a se ajustar à 
realidade da doença, entendendo as consequências de cada fase, mania e 
depressão; 
Fornecem apoio aos pacientes com relação aos seus sentimentos de culpa e 
remorso, que costumam se seguir aos episódios de mania; 
É importante a monitoração do paciente, de forma a intervir mais 
precocemente, no início da crise. Isso reduz a gravidade da mesma; 
Ajudam também o paciente a lidar com sentimentos de imperfeição e 
desespero, ao compreenderem melhor sua doença. 
 
 
A terapia cognitivo comportamental é um método estruturado, que ajuda o 
paciente a reconhecer seus pensamentos negativos e seus padrões de 
comportamento e a modificá-los. 
 
 
O envolvimento dos familiares e dos parceiros é de extrema importância no 
tratamento dos pacientes com transtorno bipolar. A terapia cognitivo-
comportamental também é útil, já que auxilia na aceitação da doença e da 
necessidade do uso de medicamentos, bem como ensina aos pacientes como 
proteger-se e precaver-se dos danos financeiros que podem advir dos 
episódios de mania. Estudos mostram que, quando o(a) companheiro(a) está 
envolvido no tratamento, a chance de seguimento da terapia proposta é maior. 
O transtorno bipolar (CID 10 - F31) é uma doença que causa alterações no 
comportamento e leva uma pessoa a oscilar entre momentos de felicidade 
e depressão repentinamente. As chamadas "oscilações de humor" significam 
alternâncias entre a mania (estado eufórico) para um estado depressivo. A 
frequência é variada, assim como a intensidade do quadro que pode ser leve, 
moderada ou grave. 
 
 
 
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TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL PARA 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 
O terapeuta cognitivo da infância e adolescência deve exercer sua prática com 
sensibilidade e criatividade, com a certeza de que cada criança é um ser único 
e especial e que o trabalho na infância pode contribuir significativamente para o 
enriquecimento clínico e pessoal do profissional. 
Integrando aspectos teóricos e práticos e direcionada tanto ao tratamento como 
à prevenção e à promoção de saúde, esta obra, que reúne capítulos de 
destacados terapeutas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, aborda a 
intervenção grupal em terapia cognitivo-comportamental com crianças e 
adolescentes. 
Ao apresentar desafios, demandas e intervenções viáveis, visa a contribuir 
para a formação de estudantes em saúde mental, bem como para a 
atualização e o aprimoramento dos profissionais que atuam na área. 
 
 
Leitura complementar: 
Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo 
Para crianças e adolescentes 
Editora: ARTMED 
Autor: NEUFELD 
 
 
Embora a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) 
com crianças e adolescentes esteja crescendo significativamente no contexto 
das psicoterapias, atualmente ainda são poucos os profissionais que 
têm conhecimento de como é realizada a terapia de crianças e adolescentes na 
abordagem cognitivo-comportamental. 
Ao apresentar um panorama geral sobre os aspectos teóricos e práticos da 
TCC com crianças e adolescentes. São apresentadas as características da 
TCC com crianças e adolescentes, assim como as principais diretrizes para a 
avaliação da TCC na infância e adolescência e para o treino de pais. Ainda, 
são descritas as principais intervenções cognitivas e comportamentais na 
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infância e adolescência, de modo a desfazer mitos e confusões acerca da 
aplicação das técnicas. Em seguida é apresentado o caso clínico de 
uma criança atendida em TCC, de modo a servir como exemplo ilustrativo e 
proporcionar um maior entendimento acerca do manejo e adequação 
das técnicas aos objetivos da TCC com crianças e adolescentes. 
A TCC com crianças é fundamentalmente semelhante, tanto na teoria quanto 
na prática, à TCC com adultos. Fundamenta-se na suposição de que o 
comportamento é adaptativo e de que existe interação entre os pensamentos, 
sentimentos e comportamentos da pessoa. A TCC com crianças e 
adolescentes é promissora no sentido de que reconhece explicitamente a 
importância das variáveis cognitiva, comportamental, afetiva e socioambiental 
na etiologia e manutenção de transtornos emocionais. 
Fatores biológicos, genéticos, interpessoais e ambientais influenciam-se 
reciprocamente. De forma similar, parece haver uma gama de fatores 
interpessoais, cognitivos e sociais que cumprem uma função protetora e 
diminuem tais riscos. O desafio do terapeuta consiste em tentar compreender a 
forma pela qual todos esses fatores interagem na mediação do surgimento da 
psicopatologia na infância. 
Dessa forma, a TCC utiliza estratégias e sessões estruturadas, bem como 
intervenções cognitivas e comportamentais para modificar comportamentos, 
pensamentos e sentimentos. O modelo dá ênfase na influência das 
contingências e dos modelos presentes no ambiente da criança, 
simultaneamente enfatiza o aspecto central que o processamento individual da 
informação e a experiência emocional têm no desenvolvimento e manutenção 
dos problemas psicológicos. 
A literatura sobre saúde mental infantil, ao contrário da literatura sobre 
tratamento do adulto, é recente e pode ser identificada apenas desde o início 
do século XX. Apenas no final do século XIX, a adolescência passou a ser vista 
como um período distinto do desenvolvimento e, somente alguns anos mais 
tarde, foram propostos os tratamentos psicoterapêuticos para problemas 
comportamentais e emocionais de crianças e adolescentes. 
As primeiras tentativas de aplicação da TCC para jovens focalizavam 
problemas que incomodavam os adultos, como impulsividade na sala de aula, 
problemas de comportamento e desatenção, hiperatividade. Somente após 
alguns anos, o tratamento passou a ser aplicado para os chamados 
“transtornos internalizados”, como depressão e ansiedade. Somente a partir do 
que passaria a ser considerado a “segunda geração” da TCC para crianças e 
adolescentes, o tratamento passou a ser aplicado para os chamados 
“transtornos internalizantes” (como depressão e ansiedade). Jovens com 
depressão e ansiedade, nessa ordem, passaram a constituir o próximo foco. A 
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TCC para ansiedade, inicialmente, era aplicada para fobias específicas, tais 
como medos noturnos. 
Quando as respostas comportamentaise emocionais de uma criança ou 
adolescente não são funcionais, ou seja, são inadequadas, causam sofrimento 
e prejudicam de forma significativa sua adaptação social e acadêmica, 
presume-se que estão faltando habilidades comportamentais mais adequadas 
e/ou que existem conteúdos cognitivos disfuncionais e/ou a capacidade de 
resolução de problemas está prejudicada9. A presença de um distúrbio 
psicológico pode ser percebida quando um ou mais comportamentos se 
afastam de uma norma social arbitrária e relativa, porque ocorrem com uma 
frequência ou intensidade que os adultos significativos de seu meio julgam ser 
muito alta ou muito baixa. 
Para determinar se o comportamento de uma criança é problemático, é 
necessário um entendimento das tarefas do desenvolvimento exigidas com que 
elas se defrontam. Quando o comportamento da criança desvia-se 
significativamente das expectativas do desenvolvimento, deve ser procurada 
ajuda de um profissional para corrigir essas falhas. Dessa forma, orientar 
crianças e suas famílias através desses desvios de desenvolvimento é 
frequentemente um dos principais focos do tratamento. 
A Terapia Cognitivo-Comportamental merece elogios, por sua sensibilidade 
frente aos aspectos do desenvolvimento das crianças e adolescentes, bem 
como por sua ênfase em validar a eficácia das intervenções que tiveram origem 
no modelo. A sensibilidade às questões desenvolvimentais da criança é crucial 
para o sucesso de um trabalho cognitivo-comportamental com estas. 
Poucas crianças vêm para a terapia por conta própria. Elas são trazidas para 
tratamento em geral, pelos pais ou responsáveis, devido a problemas que elas 
podem ou não admitir que têm. Além disso, frequentemente as crianças são 
encaminhadas para terapia porque suas dificuldades psicológicas criam 
problemas em algum sistema, geralmente na família ou escola. 
As crianças raramente iniciam ou terminam o tratamento. Podem gostar da 
terapia e fazer progressos significativos, contudo, por várias razões, seus pais 
ou responsáveis é que encerram o tratamento. Em outros casos, as crianças 
podem até temer ou evitar o processo terapêutico, mas circunstâncias externas 
(como por exemplo, determinação judicial, exigência da escola etc.) podem 
forçá-las a fazer. Em nenhum caso, a criança controla o processo. 
 
Para iniciar o tratamento, é necessário um bom diagnóstico, o qual inclui uma 
ampla avaliação com informações de fontes diversas, como a família, a escola 
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e caso haja outros profissionais que atendam a criança ou adolescente (por 
exemplo, pediatra, fonoaudiólogo). 
Além de diversificar as fontes, também é importante verificar os métodos, os 
quais abrangem entrevista com os pais, observação do paciente na sessão, em 
casa e na escola, desenhos, textos, redações, aplicação de inventários e 
escalas e monitoramento das atividades diárias. Considerando-se que o meio 
onde a criança ou adolescente estão inseridos é tão importante na concepção 
comportamental de distúrbio psicológico, pode-se antecipar que a intervenção 
será tanto mais efetiva quanto maior for a alteração nos elementos negativos 
que atuam sobre estes (familiares, institucionais etc.). Consequentemente, a 
família e/ou escola apoiando o trabalho do psicólogo, além da intervenção ser 
mais eficaz, poderá também ser mais efetiva, isto é, alcançar mudanças mais 
duradouras. 
Educar o paciente e seus pais ou responsáveis sobre o modelo de tratamento é 
um passo fundamental para desmistificar o processo terapêutico e incentivar 
uma atitude colaborativa com o tratamento. Precisa-se descrever o processo 
de forma simples e compreensível para ambos. 
Embora a TCC deva ser adaptada para adequar-se as características 
individuais das crianças e adolescentes, vários princípios originalmente 
estabelecidos através do trabalho com adultos ainda se aplicam. 
A estrutura da sessão pode ser flexivelmente aplicada com crianças, e tem um 
formato de “contenção” para elas, pois fornece uma estrutura organizada para 
a expressão e a modulação de seus pensamentos e sentimentos. Aumentar o 
senso de controle da criança e diminuir seu senso de imprevisibilidade pode 
levar a um maior envolvimento e participação no tratamento. 
A TCC com crianças baseia-se em uma abordagem empírica, de “aqui agora”. 
Visto que as crianças são orientadas à ação, elas aprendem com facilidade 
fazendo. A ação na terapia é estimulante, pois a motivação das crianças 
aumentará quando elas estiverem se divertindo7. Quanto mais as crianças 
estão envolvidas e comprometidas com o processo, menos a terapia parece 
um trabalho. O reforço é uma parte fundamental desse trabalho. As crianças 
são reforçadas a arrumar seus brinquedos na sala de terapia, completar a 
tarefa de casa, revelar seus pensamentos e sentimentos, e assim por diante. 
As recompensas comunicam expectativas e correspondem a funções de 
motivação, atenção e retenção6, ou seja, envolvem as crianças, dirigem-nas ao 
que é importante e ensinam a elas o que devem lembrar. 
 
 
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27 
 
ESTRUTURA DA TERAPIA 
 
Buscar um atendimento psicológico é muito comum e não precisa estar 
associado diretamente com uma doença. Terapia é para todo mundo e, dentro 
da psicologia, existem diversos tipos de abordagens terapêuticas. Entre elas a 
Psicanálise Freudiana, a Psicologia Analítica ou Jungiana, a Psicanálise 
Lacaniana, Analítico-Comportamental, Gestalt, Psicodrama e também a 
Terapia Cognitivo Comportamental. 
Dentro da psicologia, existem ainda diversas abordagens que podem 
solucionar transtornos psicológicos de todos os tipos. Entre suas abordagens, 
está a Terapia Cognitivo Comportamental ou TCC. 
A Terapia Cognitivo Comportamental ou TCC é uma abordagem 
da psicoterapia baseada na combinação de conceitos do Behaviorismo radical 
com teorias cognitivas. A TCC entende a forma como o ser humano interpreta 
os acontecimentos como aquilo que nos afeta, e não os acontecimentos em si. 
Ou seja: é a forma como cada pessoa vê, sente e pensa com relação à uma 
situação que causa desconforto, dor, incômodo, tristeza ou qualquer outra 
sensação negativa. 
A Terapia Cognitiva foi fundada no início dos anos 60 por Aaron Beck, 
Neurologista e Psiquiatra norte-americano. Beck propôs, inicialmente, um 
“modelo cognitivo da depressão” e que posteriormente evoluiu para a 
compreensão e tratamento de outros transtornos. 
 
 
Imagem: vittude.com/blog 
 
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28 
 
Entre as técnicas para mudanças de comportamento dentro da Terapia 
Cognitivo Comportamental estão: 
 
Reversão de hábitos para aumentar a percepção do paciente sobre cada 
episódio que traz desconforto. Gerar a capacidade de interromper isso com 
uma resposta mais adequada. 
Aumentar a consciência para identificar os fatores desencadeantes e as 
sequências de acontecimentos associados com determinado sintoma ou 
comportamento. 
Monitoramento e registro de cada ocorrência. Anota-se informações como dia e 
hora, localização, pensamentos, sentimentos e emoções que podem ser úteis 
ao tratamento. 
Utilização de uma resposta adequada para controlar a reação. 
Controle de stress, ensinando maneiras eficientes de respiração, relaxamento 
muscular e técnicas cognitivas para ajudar o controle da angústia. 
Prevenção de recaídas, ensinando o paciente a lidar com os fatores que 
desencadeiam situações negativas. 
 
Todos podem fazer a Terapia Cognitivo Comportamental: homens, mulheres, 
crianças, adultos, pessoas com algum transtorno mental ou que estão 
passando por qualquer tipo de conflito interno. Entretanto, a TCC é altamente 
recomendada principalmente em casos de depressão, transtornos de 
ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, síndrome do pânico, fobia social e 
outras situações que possuem como base fundamentalos comportamentos, 
pensamentos e emoções da pessoa com relação à vida. 
A estrutura de uma sessão de terapia cognitiva é basicamente a mesma dentre 
os diversos tipos de diagnóstico, mas as intervenções e as técnicas variam de 
acordo com cada paciente. 
No início da sessão é fundamental que o terapeuta estabeleça uma boa aliança 
terapêutica com o paciente, checando seu o humor e os sintomas que ele 
experimentou na última semana. 
Em seguida, o terapeuta deve listar com o paciente quais os assuntos gostaria 
de abordar naquela sessão. Estes assuntos podem ser eventos novos que 
aconteceram naquela semana ou temas previamente abordados que estão 
sendo trabalhados de forma direcionada. 
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29 
 
O terapeuta pergunta sobre as atividades que deixou prevista para o paciente 
fazer, avaliando se o seu plano foi executado e se os resultados estão sendo 
observados. 
Ao longo da sessão o terapeuta irá colhendo os dados de cada assunto, 
buscando a conceitualização cognitiva do que está sendo trazido pelo paciente. 
O terapeuta investiga o que o paciente estava pensando, sentindo e fazendo 
em cada determinada situação, a fim de estabelecerem um plano de ação, 
considerando as estratégias de enfrentamento de forma colaborativa. As 
estratégias incluem resolução objetiva de problemas, processo de tomada de 
decisão, avaliação dos pensamentos de forma socrática, análise das crenças 
internas, modificação de crenças nucleares, entre outras. 
Ao final de cada sessão o terapeuta pede um feedback sobre o que trataram na 
sessão a fim de avaliar se as estratégias estão sendo aproveitadas pelo 
paciente. 
 
O que dizem as pesquisas científicas sobre a eficácia da Terapia Cognitiva 
Comportamental? 
 
A TCC está em constante evolução pelo que é chamado de "evidência 
empírica" ou "prática baseada em evidências”. Esta forma de psicoterapia é 
constantemente alinhada com as últimas recomendações da pesquisa 
sugerindo o que funciona melhor para cada tipo de diagnóstico. 
Em um estudo importante de revisão sistemática (Hofmann et al, 2012), foram 
identificados 269 pesquisas e encontrada uma amostra representativa de 106 
meta análises, examinando TCC para diversos problemas. 
As melhores evidências são para a aplicação da TCC nos transtornos de 
ansiedade, transtornos somatoformes, bulimia, problemas de controle de raiva 
e estresse geral. Onze estudos compararam as taxas de resposta entre a TCC 
e outros tratamentos ou condições de controle, destes a TCC mostrou taxas de 
resposta mais elevadas do que as outras abordagens em 7 destas revisões. 
Em geral, a evidência da TCC é muito forte (Warwick at al., 2016; de Hullu et 
al., 2016). No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas para examinar a 
eficácia da TCC em estudos randomizados controlados. 
 
 
 
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30 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS E ETIOLÓGICOS 
 
A prática clínica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) baseia-se em um 
conjunto de teorias bem-desenvolvidas que são usadas para formular planos 
de tratamento e orientar as ações do terapeuta. 
A TCC é uma abordagem de senso comum que se baseia em dois princípios 
centrais: 
 Nossas cognições têm uma influência controladora sobre nossas 
emoções e comportamento; e 
 O modo como agimos ou nos comportamos pode afetar profundamente 
nossos padrões de pensamento e nossas emoções. 
Os componentes comportamentais do modelo de terapia cognitivo-
comportamental tiveram seu início nos anos de 1950 e 1960, quando 
pesquisadores clínicos começaram a aplicar as idéias de Pavlov, Skinner e 
outros behavioristas experimentais (Rachman, 1997). Joseph Wolpe (1958) e 
Hans Eysenck (1966) foram pioneiros na exploração do potencial das 
intervenções comportamentais, como a dessensibilização (contato gradual com 
objetos ou situações temidos) e treinamento de relaxamento. Muitas das 
abordagens iniciais ao uso dos princípios comportamentais para a psicoterapia 
prestavam pouca atenção aos processos cognitivos envolvidos nos transtornos 
psiquiátricos. Pelo contrário, o foco era moldar o comportamento mensurável 
com reforçadores e em eliminar as respostas de medo através de exposição. 
Foram identificados três níveis básicos de processamento cognitivo por Beck e 
seus colegas (Beck et al., 1979; D. A. Clark et al., 1999; Dobson e Shaw, 
1986). O nível mais alto da cognição é a consciência, um estado de atenção no 
qual decisões podem ser tomadas racionalmente. A atenção consciente nos 
permite: 
 Monitorar e avaliar as interações com o meio ambiente; 
 Ligar memórias passadas às experiências presentes; 
 Controlar e planejar ações futuras (Sternberg, 1996). 
 
Na TCC, os terapeutas incentivam o desenvolvimento e a aplicação de 
processos conscientes adaptativos de pensamento, como o pensamento 
racional e a solução de problemas. 
O terapeuta também dedica bastante esforço para ajudar os pacientes a 
reconhecer e mudar o pensamento patológico em dois níveis de 
processamento de informações relativamente autônomo: pensamentos 
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31 
 
automáticos e esquemas (Beck et al., 1979; D. A. Clark et al., 1999; Wright et 
al., 2003). Pensamentos automáticos são cognições que passam rapidamente 
por nossas mentes quando estamos em meio a situações (ou relembrando 
acontecimentos). 
Embora possamos estar subliminarmente conscientes da presença de 
pensamentos automáticos, normalmente essas cognições não estão sujeitas à 
análise racional cuidadosa. Esquemas são crenças nucleares que agem como 
matrizes ou regras subjacentes para o processamento de informações. Eles 
servem a uma função crucial aos seres humanos, que lhes permite selecionar, 
filtrar, codificar e atribuir significado às informações vindas do meio ambiente. 
 
Exercício: 
Reconhecendo os pensamentos automáticos: Um registro de pensamento em 
três colunas : 
Desenhe três colunas em uma folha de papel e escreva em cada uma delas 
“situação”, “pensamentos automáticos” e “emoções”. 
Agora, relembre uma situação recente (ou uma lembrança de um evento) que 
pareceu mexer com suas emoções, como ansiedade, raiva, tristeza, tensão 
física ou alegria. 
Tente se imaginar estando de volta na situação, exatamente como aconteceu. 
Quais foram os pensamentos automáticos que ocorreram nessa situação? 
Escreva a situação, os pensamentos automáticos e as emoções nas três 
colunas do registro de pensamento. 
 
Às vezes, os pensamentos automáticos podem ser logicamente verdadeiros e 
podem ser uma percepção adequada da realidade da situação. Por exemplo, 
poderia ser verdade que Martha estivesse em risco de perder seu emprego ou 
que seu marido estivesse fazendo comentários críticos sobre seu 
comportamento. A TCC não quer encobrir problemas reais. Se uma pessoa 
estiver passando por dificuldades substanciais, métodos cognitivos e 
comportamentais são usados para ajudá-la a enfrentar a situação. Contudo, em 
pessoas com transtornos psiquiátricos, normalmente há oportunidades 
excelentes de apontar erros no raciocínio e outras distorções cognitivas que 
podem ser modificadas com as intervenções da TCC. 
 
 
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32 
 
Referências Bibliográficas 
 
Sobre o autor: 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_cognitivo-comportamental 
 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Luciana Viana.Open Mind.Onze erros cognitivos. 
Disponível em: 
http://www.openmindcoaching.com.br/onze-erros-cognitivos/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Thaisa.Psicóloga cognitivo comportamental.O que são erros cognitivos? 
Disponível em: 
http://psicologathaisa.blogspot.com/2013/03/o-que-sao-erros-cognitivos.html 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Maria Ines Santanade Oliveira. Revista Brasileira de Terapias 
Cognitivas.Intervenção cognitivo-comportamental em transtorno de ansiedade: 
Relato de Caso. 
Disponível em: 
http://www.rbtc.org.br/detalhe_artigo.asp?id=137 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
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33 
 
 
Sobre o autor: 
Cognitivo.Questionamento socrático. 
Disponível em: 
https://blog.cognitivo.com/tecnicas-cognitivo-comportamentais/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Questionamento_socr%C3%A1tico 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ansiedade 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Maria Inês Paton Ramos, psicóloga.CRP 06/48.803-2 – SP. Nossos 
Psicólogos. 
Disponível em: 
https://blog.nossospsicologos.com.br/crise-de-ansiedade/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
 
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34 
 
Sobre o autor: 
tatiana.barros.Transtorno de ansiedade: causas, sintomas e como tratar a 
doença. 
Disponível em: 
https://www.jasminealimentos.com/qualidade-de-vida/transtorno-de-ansiedade/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Ministério da Saúde.Depressão: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e 
prevenção. 
Disponível em: 
https://saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Claudia Faria.Psicóloga.O que fazer para curar a depressão. 
Disponível em: 
https://www.tuasaude.com/depressao-tem-cura/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Fábio Riva, Sabrina Zancanella, Olga Iracema Canova, Janaina Mariuzzi, 
Cristina Pilla Della Méa.Terapia Cognitivo-Comportamental no Transtorno 
Bipolar 
. Mostra de Iniciação Cirntífica IMED. 
Disponível em: 
https://www.imed.edu.br/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
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35 
 
Sobre o autor: 
EQUIPE BOA SAÚDE.Equipe Editorial Bibliomed.Transtorno bipolar – 
tratamento psicológico e recomendações. 
Disponível em: 
https://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/5287/-1/transtorno-bipolar-x-
tratamento-psicologico-e-recomendacoes.html 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Redação.Redação Minha Vida.Transtorno bipolar: o que é, sintomas e 
tratamentos. 
Disponível em: 
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Thais Machado. CRP 03/12331.Psicóloga pela Universidade Salvador – 
UNIFACS e terapeuta cognitiva pelo Centro de Terapia Cognitiva (CTC). 
Disponível em: 
https://www.thaismachadopsicologa.com.br/single-post/2017/02/21/Terapia-
Cognitivo-Comportamental-com-crian%C3%A7as-e-adolescentes-FINAL 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
NEUFELD.Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo Para crianças e 
adolescentes.Editora: ARTMED. 
Disponível em: 
https://www.booktoy.com.br/terapia-cognitivo-comportamental-em-grupo-8155 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
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36 
 
 
Sobre o autor: 
Pureza, Juliana da Rosa; Ribeiro, Agliani Osório; Pureza, Janice da Rosa; 
Lisboa, Carolina Saraiva de Macedo.Rev. Bras. Psicoter. 
(Online).Fundamentos e aplicações da Terapia Cognitivo-Comportamental com 
crianças e adolescentes. Biblioteca Virtual em Saúde. 
Disponível em: 
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-847889 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Elizeth Heldt – Enfermeira psiquiátrica, professora adjunta da Escola de 
Enfermagem da UFRGS, mestre e doutora em Psiquiatria pela UFRGS.Luciano 
Isolan – Médico psiquiatra, psiquiatra da infância e adolescência, mestre e 
doutorando em Psiquiatria pela UFRGS. 
Maria Augusta Mansur – Psicóloga, especialista em Psicoterapia Cognitivo-
comportamental, mestranda em Psiquiatria pela UFRGS.Rafaela Behs Jarros – 
Psicóloga, mestranda em Psiquiatria pela UFRGS.TERAPIA COGNITIVO-
COMPORTAMENTAL NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA-por Elizeth Heldt, 
Luciano Isolan, Maria Augusta Mansur e Rafaela Behs Jarros. In: 
APRENDIZAGEM, COMPORTAMENTO E EMOÇÕES NA INFÂNCIA E 
ADOLESCÊNCIA: UMA VISÃO TRANSDISCIPLINAR. Organização: Elisabete 
Castelon Konkiewitz. Editora UFGD, Dourados, 2013. 
Disponível em: 
http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=2962 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Tainan Morena Baldivia Nogueira.Vittude Blog.Terapia cognitivo 
comportamental: o que é, como funciona e quando devo procurar? 
Disponível em: 
https://www.vittude.com/blog/terapia-cognitivo-comportamental/ 
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37 
 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Maria Alice Fontes, Psy. Ph.D. Plenamente.O que é Terapia Cognitiva 
Comportamental? 
Disponível em: 
http://www.plenamente.com.br/artigo.php?FhIdArtigo=222 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
Sobre o autor: 
Jesse H. Wright, Monica R. Basco & Michael E. Thase.Aprendendo a terapia 
cognitivo-comportamental. Princípios básicos da terapia cognitivo-
comportamental. 
Disponível em: 
https://www.larpsi.com.br/ 
Pesquisa realizada em: 17/02/2020 
 
 
 
 
 
 
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Neuropsicologia 
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1 
 
 
A Psicomotricidade e o Desenvolvimento Humano.............................................2 
Teorias e Movimentos da Psicomotricidade........................................................4 
Vertentes da Psicomotricidade............................................................................5 
Educação Psicomotora........................................................................................6 
Desenvolvimento Cognitivo Inicial e da Primeira Infância...................................7 
O Brincar na Construção do Desenvolvimento da Criança.................................8 
Transtorno Global do Desenvolvimento - TGD TEA..........................................11 
Filogênese da Motricidade Humana..................................................................12 
Referências bibliográficas..................................................................................13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
A PSICOMOTRICIDADE E O DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 
 
O desenvolvimento humano, de acordo com o Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento (PNUD), é aquele que situa as pessoas no centro do 
desenvolvimento, promovendo a realização do seu potencial, o aumento de 
suas possibilidades e o desfrute da liberdade de viver a vida que elas desejam. 
O conceito de desenvolvimento humano, como bem sublinhou Amartya Sen, 
tem as suas origens no pensamento clássico e, em particular, nas ideias 
de Aristóteles, que acreditava que alcançar a plenitude do florescimento das 
capacidades humanas é o sentido e fim de todo desenvolvimento. O conceito 
de desenvolvimento humano tornou-se um conceito paralelo à noção 
de desenvolvimento econômico, embora o primeiro seja mais amplo, pois, 
ademais de considerar os aspectos relativos à economia e os ingressos, 
integra aspectos como a qualidade de vida, bem-estar individual e social 
e felicidade, inspirado no artigo 22 e seguintes da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos de 1948. 
O desenvolvimento humano é o processo pelo qual uma sociedade melhora a 
vida dos seus cidadãos através do aumento dos bens com os quais podem 
satisfazer as necessidades básicas e complementares de todos, e a criação de 
um entorno que respeite os direitos humanos. Também é considerado como a 
quantidade de opções que tem um ser humano no seu próprio meio de ser e/ou 
fazer oque deseja ser e/ou fazer. O desenvolvimento humano pode ser 
definido como uma forma de medir a qualidade da vida humana no meio em 
que se vive, sendo uma variável chave para a classificação de um país ou 
região. 
Em um sentido genérico, o desenvolvimento humano é a aquisição por parte 
dos indivíduos, comunidades e instituições a capacidade de participar 
efetivamente na construção de uma sociedade próspera tanto num sentido 
material como imaterial (espiritual, relacional, individual, etc.). 
O desenvolvimento humano, de acordo com o Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento, integra aspectos de desenvolvimento relativos 
ao desenvolvimento social, o desenvolvimento econômico (incluindo 
o desenvolvimento local e rural) e o desenvolvimento sustentável. 
 
 
 
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3 
 
 
Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através 
do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. 
 
 
Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de 
movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo 
sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua 
socialização.” (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade) 
“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que 
inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão 
das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um 
contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos 
psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando 
o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de 
favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e 
outros sujeitos.” (Costa,2002) 
“Em razão de seu próprio objeto de estudo, isto é, o indivíduo humano e suas 
relações com o corpo, a Psicomotricidade é uma ciência encruzilhada... que 
utiliza as aquisições de numerosas ciências constituídas (biologia, psicologia, 
psicanálise, sociologia, linguística...) Em sua prática empenha-se em deslocar 
a problemática cartesiana e reformular as relações entre alma e corpo: O 
homem é seu corpo e NÃO - O homem e seu corpo”. (Jean-Claude Coste, 
1981) 
A psicomotricidade pode também ser definida como o campo transdisciplinar 
que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas 
entre o psiquismo e a motricidade. 
 
 
 
 
 
 
 
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4 
 
TEORIAS E MOVIMENTOS DA PSICOMOTRICIDADE 
 
 
Na década de 1970 a Psicomotricidade, que já tinha sido introduzida no Brasil 
através dos profissionais que traziam informações da Europa, desde o final da 
década de 1960, eclode definitivamente. As práticas se voltavam para a 
'Reeducação' e 'Educação' Psicomotora. 
Em 1976, com a estada de Françoise Désobeau, introduziu-se uma nova ótica, 
denominada 'Terapia Psicomotora'que propunha a substituição das técnicas 
instrumentais por atividades livres, valorizando o jogo e o brincar. 
Em 1980 é fundada a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, com apoio de 
Françoise Désobeau, presidente da Sociedade Internacional de Terapia 
Psicomotora, nesta época. Com os variados encontros e congressos, a SBP 
proporcionou a disseminação da Psicomotricidade e o surgimento de um curso 
de graduação e vários de pós-graduação. 
A partir daí surgem linhas originais, desenvolvidas por profissionais brasileiros: 
GACT (Beatriz Saboya); Terapia Psicomotora (Regina Morizot); 
Psicomotricidade Sistêmica (Rosa Prista); Sociopsicomotricidade Ramain-
Thiers (Solange Thiers);Psicomotricidade Relacional (Leopoldo Vieira); 
Psicomotricidade Relacional Somática (Daniel Benchimol e Marina Sá); 
Transpsicomotricidade Educacional e Clínica (Eduardo Costa); 
Psicomotricidade Aquática (Jocian Bueno); Psicomotricidade Agathon 
(Ethelvina França e Vânia Belli); Psicomotricidade Heurística Educacional e 
Clínica (Martha Lovisaro, também fundadora da Transpsimotricidade); Curumim 
- Formação em Educação Psicomotora (Ricardo CLS. Alves e Sabrina Toledo), 
Formação AIÓN de Psicomotricidade Educacional e Clínica( Marcelo Antunes), 
quernaram formações. 
Em abril de 2012, na XXXVI AGOE da Sociedade Brasileira de 
Psicomotricidade (SBP), foi instituído o Dia do Psicomotricista no Brasil, 19 de 
abril, data da fundação da SBP. 
 
"Nada na criança mais que seu corpo como uma expressão de sua psique." 
H. Wallon, Obra 
 
 
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5 
 
 
VERTENTES DA PSICOMOTRICIDADE 
 
 
“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que 
inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão 
das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um 
contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos 
psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando 
o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de 
favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e 
outros sujeitos.” (Costa,2002) 
Há várias definições em torno do que seja a Psicomotricidade, desde o seu 
surgimento, quando seguia uma vertente teórica, depois prática, até chegar ao 
meio-termo entre as duas. Contudo, podemos dizer que a Psicomotricidade 
tem como objeto de estudo o movimento humano, reunindo as áreas 
pedagógicas e de saúde. 
A Psicomotricidade envolve toda ação realizada pelo indivíduo; é a integração 
entre o psiquismo e a motricidade, buscando um desenvolvimento global, 
focando os aspectos afetivos, motores e cognitivos, levando o indivíduo à 
tomada de consciência do seu corpo por meio do movimento. 
O processo educativo não deve basear-se somente em teorias, mas também 
na força das relações afetivas; quando as crianças vivem em um ambiente que 
as compreende, elas se tornam mais autoconfiantes. Dessa forma, a qualidade 
na relação entre professor e aluno é fundamental no processo pedagógico. 
Há algum tempo, as crianças experimentavam de maneira espontânea, por 
meio do brincar diário, atividades motoras suficientes para que adquirissem 
habilidades motoras mais complexas. Os verbos brincar, aprender e crescer 
eram indissociáveis. 
A criança deve viver o seu corpo através de uma motricidade não 
condicionada, em que os grandes grupos musculares participem e preparem os 
pequenos músculos, responsáveis por tarefas mais precisas e ajustadas. Antes 
de pegar num lápis, a criança já deve ter, em termos históricos, uma grande 
utilização da sua mão em contato com inúmeros objetos (FONSECA, 1993, p. 
89). 
 
 
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6 
 
EDUCAÇÃO PSICOMOTORA 
 
A educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica e, de 
acordo com a Lei nº 9.394/1996 (Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional - 
LDB), tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 anos 
de idade “em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, 
complementando a ação da família e da comunidade” (Brasil, 1996, art. 29). 
Portanto, esse nível de ensino necessita promover o desenvolvimento da 
criança em todos os seus aspectos, de forma integral, constituindo-se alicerce 
para o pleno desenvolvimento infantil. 
A psicomotricidade, de acordo com Le Boulch (1992), se dá mediante ações 
educativas de movimentos espontâneos e atitudes corporais da criança, 
proporcionando-lhe uma imagem do corpo e contribuindo para a formação de 
sua personalidade. É uma prática pedagógica que visa contribuir para o 
desenvolvimento integral da criança no processo de ensino-aprendizagem, 
dessa forma, ocupa um lugar importante na educação infantil, favorece os 
aspectos físicos, mentais, afetivo-emocionais e socioculturais, e busca estar 
sempre condizente com a realidadedos educandos. Nesse contexto, em 
relação ao corpo, destacam-se o correr, o pular e as atividades corporais 
amplas e finas, como recortar, escrever e outras produções psicomotoras que 
se ocupam do corpo em movimento. 
As atividades psicomotoras englobam tanto o motor quanto o afetivo e 
cognitivo - elementos primordiais para o desenvolvimento infantil. Mattos e 
Neira (2006) corroboram com essas informações ao dizerem que as atividades 
psicomotoras trabalham os aspectos afetivos, motores e intelectuais. 
Para Alves (2007), essas atividades oferecem aos alunos condições para 
desenvolverem suas capacidades básicas em diversos aspectos do 
desenvolvimento humano. 
De acordo com De Meur e Staes (1989), definem-se como elementos da 
psicomotricidade, também chamados de fatores psicomotores, o esquema 
corporal, a lateralidade, a tonicidade, a orientação espacial e temporal, o 
equilíbrio e a coordenação motora. 
O esquema corporal é a porta de entrada para os outros elementos, pois de 
acordo com Oliveira (1997, p. 47): 
O corpo é uma forma de expressão da individualidade. A criança percebe-se e 
percebe as coisas que a cercam em função de seu próprio corpo. Isto significa 
que, conhecendo-o, terá maior habilidade para se diferenciar, para sentir 
diferenças. 
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DESENVOLVIMENTO COGNITIVO INICIAL E DA PRIMEIRA INFÂNCIA 
 
Cognição é uma função psicológica atuante na aquisição do conhecimento e se 
dá através de alguns processos, como a percepção, 
a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e li
nguagem. 
A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles. 
Inibição cognitiva é a diminuição da atuação de algum aspecto da cognição, 
enquanto o sintomatizar é a sua transformação. A inibição cognitiva, nessa 
ótica, é a diminuição dos processos cognitivos os quais a adaptação mobiliza, o 
que é expresso na forma de sintoma, entendido como dificuldade de 
aprendizagem. A inibição de um dos movimentos do processo de 
equilibração impede a permanente reconstrução pessoal da modalidade a partir 
dos quatro níveis (organismo, corpo, inteligência e desejo). O sintoma cristaliza 
a modalidade de aprendizagem em um determinado momento, a partir daí, esta 
perde a possibilidade de ir transformando-se e de ser utilizada para 
transformar. O sintoma implica colocar em outro lado, jogar fora, atuar o que 
não se pode simbolizar, enquanto a simbolização permite ressignificar, e a 
ressignificação possibilita que a modalidade possa ir se modificando. Ao não 
poder estabelecer este processo de ressignificação interno à própria 
modalidade de aprendizagem, esta modalidade fica enrijecida, impedindo ou 
dificultando a aprendizagem de determinados aspectos da 
realidade. (Fernández, 1991 p.116) 
A inibição cognitiva de fundo emocional, ou de ordem das relações, pode ser 
questionada se o psicopedagogo não tiver a afetividade como variante no 
processo de aprendizagem. Por esta razão, vale tomar como premissa a 
afirmação de Paulo Freire sobre afetividade, quando diz que na verdade, é 
preciso descartar como falsa a separação radical entre seriedade docente e 
afetividade. Não é certo, sobretudo do ponto de vista democrático, que serei 
tão melhor professor quanto mais severo, mais frio, mais distante e "cinzento" 
me ponha nas minhas relações com os alunos, no trato dos objetos 
cognoscíveis que devo ensinar. A afetividade não se acha excluída da 
cognoscibilidade. (Freire, 1997). 
Primeira infância é o nome dado aos primeiros anos de vida, em particular, os 
cinco primeiros, de um ser humano, que são marcados por intensos processos 
de desenvolvimento. É uma fase determinante para a capacidade cognitiva e 
sociabilidade do indivíduo, pois o cérebro absorve todas as informações, as 
respostas são rápidas e duradouras. 
 
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O BRINCAR NA CONSTRUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA 
 
 
A definição a seguir é clássica criada dentro do modelo da psicologia 
comportamentalista: 
"Aprendizagem é o processo pelo qual uma atividade tem origem ou é 
modificada pela reação a uma situação encontrada, desde que as 
características da mudança de atividade não possam ser explicadas por 
tendências inatas de respostas, maturação ou estados temporários do 
organismo (por exemplo, fadiga, drogas, etc)'" 
Essa definição inicial serve para que possamos fazer algumas importantes 
diferença entre atividades de aprendizagem e outras que não são. 
É de Piaget o postulado de que o pleno desenvolvimento da personalidade sob 
seus aspectos mais intelectuais é indissociável do conjunto das relações 
afetivas, sociais e morais que constituem a vida da instituição educacional. À 
primeira vista, o desabrochamento da personalidade parece depender 
sobretudo dos fatores afetivos; na realidade, a educação forma um todo 
indissociável e não é possível formar personalidades autônomas no domínio 
moral se o indivíduo estiver submetido a uma coerção intelectual tal que o 
limite a aprender passivamente, sem tentar descobrir por si mesmo a verdade: 
se ele é passivo intelectualmente não será livre moralmente. Mas 
reciprocamente, se sua moral consiste exclusivamente numa submissão à 
vontade adulta e se as únicas relações sociais que constituem as relações de 
aprendizagem são as que ligam cada estudante individualmente a um 
professor que detém todos os poderes, ele não pode tampouco ser ativo 
intelectualmente. (Piaget, 1982) 
O educador deve ser interlocutor do processo de criação. A presença das artes 
visuais na Educação Infantil é reconhecida como manifestação espontânea e 
autoexpressiva. 
A expressão da arte poderá estar presente nas formas de arte como a 
cerâmica, desenho, pintura, escultura, gravura, design, artesanatos, fotografia, 
vídeo... E crianças precisam exercitar as suas capacidades e potencialidades 
emocionais, sociais, físicas, motoras, cognitivas e a fazer exploração, 
experimentação e descobertas. 
A educação infantil consiste na educação de crianças, com idades entre 0 e 5 
anos (entre 0 e 6 anos de idade para nascidos no segundo semestre), e é 
nesta fase que são estimuladas através de atividades lúdicas, brincadeiras e 
jogos. Neste período o ensino da arte é fundamental. 
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Os educadores incentivam as atividades de artes visuais na educação infantil. 
Muitos especialistas recomendam que o ensino da arte seja obrigatório tanto 
na escola quanto em casa. Entenda a sua importância, para praticar e melhorar 
a metodologia de artes visuais na educação infantil. 
Mas, o que é artes visuais na educação infantil? É a motivação necessária. Na 
fase do desenvolvimento da criança, que ela vai apresentando suas 
habilidades, através de atividades com pinturas, colagens, desenhos, 
modelagens, entre muitos outros. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional garante o ensino obrigatório 
em todas as escolas brasileiras. Artes Visuais Para Educação Infantil é uma 
disciplina obrigatória. O decreto revela que o ensino da arte constituirá 
componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de 
forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. E a Lei 13.278, 
promulgada em 2016, coloca como parte essencial desse cronograma tanto as 
artes visuais quanto a música, a dança e o teatro. 
É válido pensar que todos os professores desenvolvam estratégias que deem 
espaço para a arte na escola. Quem trabalha com educação infantil sabe que 
começar a pensar nas melhores atividades de artes visuais na educação 
infantil é investir em conhecimento. 
 
Adentrando em nossas pesquisas podemos constatar que de acordo com os 
Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI), do MEC, as 
atividades de artes visuais na educação infantil envolvem desenho, pintura, 
colagem,gravura, escultura, fotografia, desenho no computador, vídeo, 
cinema, televisão e outros. 
As Artes Visuais expressam, comunicam e atribuem sentidos a sensações, 
sentimentos, pensamentos e realidade por vários meios, dentre eles: linhas 
formas, pontos, etc. As Artes Visuais estão presentes no dia-a-dia da criança. A 
criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, 
imaginação, reflexão e sensibilidade. Enquanto desenham ou criam objetos 
também brincam de “faz-de-conta”. 
Concluimos que seja a exploração e aprofundamento das possibilidades 
oferecidas pelos diversos materiais. Criação de desenhos, pinturas, colagens, 
moldagens a partir da utilização dos elementos da linguagem das artes visuais: 
ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura e exploração utilização de 
alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar, e modelar. 
 
 
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Brincadeira é a ação de brincar, de entreter, de distrair. 
Pode ser uma brincadeira recreativa como brincar de "esconde-esconde". 
 
 
O brincar em família pode ser a via privilegiada para se estabelecer, com o 
filho, interação rica que favoreça um vínculo e que contribua para o seu 
desenvolvimento afetivo. 
A brincadeira contribui muito para o desenvolvimento da criança. Através dela, 
o professor estimula a autonomia de cada indivíduo. Ainda, quando a criança 
encontra-se no Pré-Operatório (caráter lúdico do pensamento simbólico), 
segundo Jean Piaget, ela é extremamente egocêntrica, centrada em si mesma 
e para tudo deve haver uma explicação. A brincadeira nessa etapa da 
educação é fundamental, pois ela passa a ter de lidar com os diferentes pontos 
de vista de seus colegas e tenta resolver diferentes problemas de diferentes 
formas, sempre com o auxílio da professora e respeitando as 
regras/combinados. 
As brincadeiras recreativas distinguem-se por terem regras simples e flexíveis, 
não se necessitando de quadras, tabuleiros, instruções, treinamento, peças ou 
dispositivos especiais para delas se participar. 
Na maioria das vezes, devido à sua simplicidade, as brincadeiras são feitas 
por crianças. Somente algumas, como a mímica, são, ocasionalmente, feitas, 
também, por adolescentes ou adultos. 
A brincadeira, por ser livre de regras e objetivos pré-estabelecidos, é solta e 
despreocupada, o que proporciona uma certa liberdade. As crianças brincam 
para gastar energia e se divertirem. Na maioria das vezes, utilizam 
um brinquedo em seus jogos. Este brinquedo é visto pelos adultos como um 
objeto auxiliar da brincadeira, mas para a crianças isso vai além. Ela o vê como 
uma fonte de conhecimentos e um "simulador da realidade". Como exemplo, 
podemos citar a menina que brinca que a boneca é a sua filha. 
 
 
 
 
 
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TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO 
 
 
Transtorno global do desenvolvimento (TGD) ou Distúrbio Abrangente do 
Desenvolvimento (PDD, em inglês) é uma categoria que engloba cinco 
transtornos caracterizados por atraso simultâneo no desenvolvimento de 
funções básicas, incluindo socialização e comunicação. Os transtornos globais 
do desenvolvimento são: 
 Autismo, o mais conhecido; 
 Síndrome de Rett; 
 Transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação, que 
inclui (ou também é conhecido como) autismo atípico. 
 
Não há consenso entre os médicos sobre o uso do termo PDD.[1] Muitos 
utilizam PDD como abreviação de PDD-NOS.[1] Outros usam o termo PDD por 
ter sentido mais geral, hesitando em diagnosticar crianças muito novas com um 
tipo mais específico de PDD, como autismo.[1] Ambas as abordagens 
contribuem para que se faça confusão com o termo, porque o PDD na verdade 
se refere a uma categoria de transtornos, não a um diagnóstico específico. 
Em Língua Portuguesa, a sigla PDD possui três possíveis traduções: 
Transtorno Global do Desenvolvimento; 
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento; 
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. 
Frequentemente, o PDD-NOS é chamado apenas de "PDD", o que é incorreto. 
O termo PDD se refere a uma classe de distúrbios, à qual pertence o Autismo. 
O termo PDD em si não designa um diagnóstico, enquanto PDD-NOS sim. 
Para complicar mais a questão, o PDD-NOS também pode ser chamado de 
"desenvolvimento atípico de personalidade", "PDD atípico" ou "autismo atípico". 
Por causa do "NOS", que em inglês significa "sem outra especificação", é difícil 
dizer o que exatamente é o PDD-NOS, exceto que é uma desordem 
do espectro autista (DEA). Algumas pessoas diagnosticadas com PDD-NOS 
estão próximas do quadro de síndrome de Asperger, mas não se encaixam 
perfeitamente. Outros têm algo próximo a um autismo completamente 
desenvolvido, mas faltam alguns sintomas. O campo da Psicologia tem 
considerado a criação de diversas subclasses dentro do PDD-NOS. 
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FILOGÊNESE DA MOTRICIDADE HUMANA 
 
 
Em biologia, filogenia (ou filogênese) é o estudo da relação evolutiva entre 
grupos de organismos (por exemplo, espécies, populações), que é descoberto 
por meio de sequenciamento de dados moleculares e matrizes de 
dados morfológicos. O termo filogenética deriva dos termos gregos File (υυλή) 
e Filon (υῦλον), denotando "tribo" e "raça", e o termo genético (γενετικός), 
denotando "em relação ao nascimento", da gênese (γένεσις) "origem" ou 
"nascimento". O resultado dos estudos filogenéticos é a história evolutiva dos 
grupos taxonômicos, ou seja, sua filogenia. 
A evolução é considerada um processo de ramificação, onde as populações 
são alteradas ao longo do tempo e formam especiação em ramificações 
separadas, hibridizam juntas ou terminam em extinção. Isto pode ser 
visualizado em uma árvore filogenética. 
Em geral, os organismos podem herdar genes de duas formas: transferência 
vertical de genes e transferência horizontal de genes. Transferência gênica 
vertical é a passagem de genes de pais para filhos e transferência horizontal de 
genes ou transferência lateral de genes ocorre quando os genes saltam entre 
organismos não relacionados, um fenômeno comum em procariontes, um bom 
exemplo disso é a resistência adquirida aos antibióticos como resultado do 
intercâmbio de gene entre algumas bactérias e o desenvolvimento de múltiplas 
drogas resistentes para estas bactérias. 
Transferência horizontal de genes tem complicado a determinação 
da filogenia de organismos e inconsistências na filogenia foram relatadas entre 
grupos específicos de organismos, dependendo dos genes usados para a 
construção da árvore evolutiva. 
Carl Woese surgiu com a teoria dos três domínios da vida (archaea, 
eubactérias e Eucariotos) com base na sua descoberta de que os genes que 
codificam o RNA ribossômico são antigos e seus ancestrais tranferiram genes 
e houve transferência de genes com pouco ou nenhum horizontalidade. 
Portanto, rRNAs são comumente recomendados como relógios moleculares 
para reconstruir filogenias. 
Isto é particularmente útil para a filogenia de microorganismos, para a qual o 
conceito de espécie não se aplica e que são morfologicamente simples de 
classificar com base em características fenotípicas. 
 
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Referências Bibliográficas 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Desenvolvimento humano. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_humano 
 
Associação Brasileira de Psicomotricidade. O que é Psicomotricidade. 
Disponível em: 
https://psicomotricidade.com.br/sobre/o-que-e-psicomotricidade/ 
 
Educação Pública. Andreza Santiago Gottgtroy de Araujo. Graduada em 
Pedagogia (FABEL).Eduardo Rodrigues da Silva.Mestre em Educação Física e 
Cultura (UGF). As contribuições da Psicomotricidade na Educação Infantil. 
Disponível em: 
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comportamento/0116.htmlAna Luisa Sacchi.Andreia Cristina Metzner. A percepção do pedagogo sobre o 
desenvolvimento psicomotor na educação infantil. 
Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-
66812019000100096 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Cognição. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Inibição cognitiva. 
Disponível em: 
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14 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inibi%C3%A7%C3%A3o_cognitiva 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Primeira infância. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_inf%C3%A2ncia 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Brincadeira. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brincadeira 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Transtorno global do desenvolvimento. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_global_do_desenvolvimento 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre.Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Filogenia 
 
 
 
 
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Neuropsicologia 
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Doenças Psicossomáticas. ................................................................................. 2 
Psicossomática e Somatização .......................................................................... 4 
Concepção Psicossomática ............................................................................... 7 
Das Neuroses Atuais à Psicossomática .......................................................... 10 
Psicossomática Junguiana: Sintomas, Cura ou Morte .....................................12 
A Psicossomática na Obra de Freud ................................................................20 
Doenças Psicossomáticas: Uma Linguagem Corporal .................................... 27 
Corpo, Mente e Emoções: Referenciais Teóricos da Psicossomática ............. 29 
Referências Bibliográficas. .............................................................................. 31 
 
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Psicossomatizar é um termo muito comum usado nos consultórios de 
psicologia para definir sintomas físicos que surgem nos pacientes, causados 
por situações emocionais que o paciente vive/ convive. 
 
―Psicossomático‖ significa, no grego, ―alma‖ (psique) e corpo (soma), portanto: a 
doença que tem origem na alma ou mente‖ e termina em se manifestar em 
nosso organismo. 
 
 
DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS 
 
 
Corpo e mente estão interligados, isto já é comprovado. Isso é chamado de 
doenças psicossomáticas. Leia o texto e entenda como isso funciona. 
As chamadas doenças psicossomáticas, de acordo com os psicólogos e 
psicoterapeutas, são aquelas patologias que possuem características e origem 
comum: a mente. 
Elas tornam-se manifestas no corpo sob diversas formas e geralmente 
ocasionadas por questões emocionais não tratadas, distúrbios psíquicos, 
fobias, depressão, entre outros. 
 
 
 
Segundo os psicólogos, estes impulsos seriam como formas interpretativas que 
o nosso organismo faz, referente ao sistema nervoso, à qual exerce função 
imediata a todo o restante do corpo, como uma cadeia de informações. Um 
contrapeso negativo pode levar a pessoa a condições nervosas propícias a 
enfermidades. 
Por exemplo, em situações de estresse, nosso organismo tende a bombardear 
nosso corpo com hormônios afim de nos preparar para encarar a situação. 
Quando essa situação é muito duradoura, desequilíbrios físicos começam a 
surgir e nos deixar propício a desenvolver doenças psicossomáticas. Essa 
situação vale para todo o tipo de sentimento, como fobias, tristeza etc. 
No entanto, existem alguns graus de sintomas que se desencadeiam, ora de 
forma violenta, ora estável, dependendo das condições psicossomáticas. O fato 
é que tudo o que repercute em nosso corpo, anteriormente é registrado no 
nosso inconsciente. 
 
 
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Como essas doenças são manifestações do nosso inconsciente, precisamos 
saber que tipos determinantes estão relacionados com quais doenças. 
A presença de alguns sintomas ajuda ao profissional realizar uma avaliação 
real do problema, assim como saber qual método poderá ser melhor indicado, 
tanto para o estado emocional quanto para o processo já desencadeado. 
Existem somatizações mais comuns, que vão desde a depressão, ansiedade e 
estresse. 
Muitas vezes, estas causas são originadas por múltiplos fatores, como bullying, 
síndromes como de burnout, excesso de trabalho, traumas, fobias, violência 
psicológica, vícios etc. 
Para conseguir determinar a origem das doenças psicossomáticas, é preciso 
considerar: 
 História de vida da pessoa e da família, rever traumas e questões não 
resolvidas; 
 Autocrítica, cobrança consigo mesmo; 
 Depressão e ansiedade; 
 Fobias e agressividade 
 
 
A partir destas causas é possível elencar as seguintes somatizações: 
 
 
Aparelho digestivo: intestino preso, gastrite, problemas renais e úlcera; 
Aparelho circulatório: pressão alta ou baixa, problemas cardíacos, varizes; 
Aparelho respiratório: tosse, alergias, bronquite e asma; 
Aparelho endócrino: obesidade, disfunções hormonais, problemas de pele; 
 
Aparelho reprodutor: impotência, infertilidade e disfunções; 
 
Aparelho locomotor: dores musculares, problemas nos ossos e tendões; 
 
Sistema nervoso: dor de cabeça, enxaqueca e depressão. 
 
 
Com isso temos um panorama das manifestações físicas relacionadas com 
questões de sentimentos negativos, tensões e problemas psicoemocionais em 
diferentes sistemas do corpo. 
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A psicoterapia pode ajudar a identificar quais sintomas podem estar surgindo 
por conta de questões emocionais. 
 
 
PSICOSSOMÁTICA E SOMATIZAÇÃO 
 
 
Doença psicossomática e Somatização se referem a aspectos diferentes do 
mesmo ponto: a influência da mente sobre a saúde de nosso corpo. 
Toda doença tem fundo emocional é que toda pessoa angustiada, nervosa, 
preocupada, triste, irada, enfim com emoções negativas, poderão ter seus 
sistemas imunológicos abalados. Com o sofrimento emocional e psicológico 
nosso corpo pode produzir cortizol, o hormônio do stress e com a repetição 
desta descarga hormonal seu organismo pode ir ficando cada vez mais 
debilitado a ponto de adoecer. Mas o inverso também pode ser verdadeiro, ou 
seja, toda vez que sua saúde física estiver abalada você poderá sofrer 
consequências emocionais e psicológicas. Quando uma pessoa descobre que 
tem câncer poderá se abalar emocional e psicologicamente. 
Somatização de doenças ou doenças da mente como por ser conhecida 
popularmente. Quando usamos o termo ―doença psicossomática‖ dizemos que a 
causa é psicológica, mas a pessoa apresenta alterações clínicas detectáveis 
por exames de laboratório, ou seja, o corpo da pessoa está tendo danos físicos 
- chamamos de doença psicossomática. É uma doença física, verdadeira mas 
com causa psicológica, ou seja, a doença apareceu no corpo, como uma 
alergia por exemplo. Neste caso o ideal seria tratar tanto com o psicólogo como 
com o médico. 
Uma doença física provoca sofrimento mental além do sofrimento orgânico. 
Uma pessoa que tenha uma doença que a debilite fisicamente, que a deixe 
afastada dos outros pode iniciar uma depressão por exemplo. Nestes casos 
deve receber tratamento médico e psicológico. 
Cada pessoa terá suas características, podemos pensar em alguns exemplos: 
Inabilidade social, dificuldade em expressar seus sentimentos e necessidades, 
angústia, medos, raiva, depressão, ansiedade, fobias, enfim, todo sofrimento 
emocional debilita a pessoa como um todo. 
 
 
 
 
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Os sintomas inexplicáveis de transtornos somatoformes muitas vezes levam à 
ansiedade geral de saúde; preocupação frequente ou recorrente e excessiva 
com sintomas físicos inexplicáveis; crenças imprecisas ou exageradas sobre 
sintomas somáticos; deficiência desproporcional; exibições de emoções fortes, 
muitas vezes negativas em relação ao médico ou de âmbito pessoal; 
expectativas irreais; e, ocasionalmente, a resistência ou não conformidade com 
os esforços de diagnóstico ou tratamento. Estes comportamentos podem 
resultar em visitas mais frequentes aos consultórios, exames laboratoriais ou 
de imagem desnecessários ou procedimentos invasivos, caros e 
potencialmente perigosos. 
O atendimento psicológico pode ajudar, ou colaborar com o atendimento 
médico, a identificar os sintomas físicos provenientes de causas emocionais ou 
psicológicas. O tratamento pode ser em conjunto, médico e psicólogo, quando 
os profissionais assim perceberem que poderá haver melhor prognóstico como 
também o tratamento pode ocorrer apenas com o psicólogo quando for 
necessário. 
As causas podem ser identificadas ao longo do tratamento psicológico, cada 
paciente apresentará sua historia de vida, situações significativas e outras 
informações que podem ajudar o psicoterapeuta a identificar a origem destes 
sintomas no trabalho com abordagem psicossomática. 
A somatização é um transtorno psiquiátrico em que a pessoa apresenta 
múltiplas queixas físicas, localizadas em diversos órgãos do corpo, como dor, 
diarreia, tremores e falta de ar, mas que não são explicadas por nenhuma 
doença ou alteração orgânica. Geralmente, uma pessoa com doença 
psicossomática está frequentemente em consultas médicas ou pronto-socorros 
devido a estes sintomas, e o médico costuma ter dificuldade em encontrar a 
causa. 
Esta situação também é chamada de transtorno de somatização, e é comum 
em pessoas ansiosas e depressivas, por isso, para o adequado tratamento é 
fundamental a realização de psicoterapia, além do acompanhamento com o 
psiquiatra, que poderá indicar medicamentos como antidepressivos e 
ansiolíticos para ajudar a aliviar o problema. 
A pessoa com transtorno de somatização pode sofrer por muitos meses ou 
anos com estes sintomas até que se descubra a causa. Confira mais 
os sintomas que podem surgir nas doenças psicossomáticas. 
Além disso, existem doenças que podem ser desencadeadas ou pioradas por 
situações de estresse, principalmente doenças inflamatórias, como artrite 
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reumatóide, ou doenças como fibromialgia ou síndrome do intestino irritável, 
por exemplo. 
O diagnóstico de uma doença psicossomática deve ser feito por um psiquiatra, 
mas um clínico geral ou outro especialista podem apontar esta possibilidade, 
porque excluem a presença de outras doenças através do exame físico e de 
laboratório. 
A presença dos principais sintomas ajudam a identificar o problema, e 
são coração acelerado, tremores, boca seca, sensação de falta de ar e de nó 
na garganta, e podem ser mais ou menos intensos de acordo com piora ou 
melhora do estado emocional de cada pessoa. Para confirmar este transtorno, 
o médico irá identificar na sua avaliação a existência de pelo menos 4 
sintomas, sendo que os mais comuns são os gastrointestinais, os que imitam 
doenças neurológicas ou que afeta a região íntima. 
O tratamento para estas doenças pode envolver o uso de medicamentos como 
analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos para aliviar seus sintomas, 
no entanto, é importante o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra, 
para aprender a controlar as emoções, e tratar a verdadeira causa do 
problema. 
Antidepressivos, como sertralina ou fluoxetina, e ansiolíticos, como 
clonazepam, por exemplo, prescritos pelo psiquiatra, ajudam a acalmar e 
diminuir a ansiedade, e sessões de psicoterapia são importantes para ajudar 
na resolução de conflitos internos. 
Algumas medidas simples e naturais também podem ajudar a lidar com os 
problemas emocionais, como tomar chás calmantes de camomila e valeriana, 
tirar férias para descansar a mente e procurar resolver um problema de cada 
vez. Fazer algum tipo de exercício físico como caminhada, corrida, yoga ou 
pilates também pode ajudar a promover o bem-estar. 
O corpo vivo fornece o significado biográfico que é necessário para uma melhor 
compreensão das doenças enquanto experiências pessoais passíveis de 
intervenção psicoterapêutica. Finalmente, a complexidade das relações entre o 
corpo e a subjetividade é demarcada. 
Embora a Psicologia seja tradicionalmente encarada como a ciência da mente, 
o corpo do indivíduo é alvo primordial das pesquisas psicológicas, considerado 
o enraizamento de qualquer processo psíquico na materialidade corporal. 
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Psicossoma 
 
Gr. ψυχή (psykhé)= psico-mente, σομα (soma)= alma-corpo. 
 
 
CONCEPÇÃO PSICOSSOMÁTICA 
 
 
A psicossomática é uma ciência interdisciplinar que gera diversas 
especialidades da medicina e da psicologia, para estudar os efeitos de fatores 
sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar 
das pessoas. 
O termo também pode ser compreendido, tal como descreve Mello Filho, como 
"uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas de saúde, é um 
campo de pesquisas sobre estes fatos e, ao mesmo tempo, uma prática, a 
prática de uma medicina integral". 
 
 
 
 
 
 
Originariamente, exprime o conceito aristotélico de unidade 
hilemórfica (matéria= corpo, forma = alma) que é o homem. 
 
 
 
 
A palavra psicossomática, na visão dos profissionais de saúde que 
compreendem o ser humano de forma integral, não pode ser compreendida 
como um adjetivo para alguns tipos de sintomas, pois tanto a medicina quanto 
a psicologia estão percebendo que não existe separação ideal 
entre mente e corpo que transitam nos contextos sociais, familiares, 
profissionais e relacionais. 
Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada 
para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, profissional, 
relacional, comportamental, social ou familiar. No entanto, autores de suma 
importância na história e contribuição ao conhecimento científico em 
psicossomática relacional, como George Libman Engel da University of 
Rochester School of Medicine a do Instituto Psicanalítico de Chicago sustentam 
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que a palavra psicossomática deve ser empregada como um adjetivo, pois ela 
qualifica uma ação, uma postura e abordagem bio-psico-social ao processo 
saúde-doença. Importante assinalar que o Introductory Statement do primeiro 
número do periódico Psychosomatic Medicine (1939), que é considerado o 
marco fundante da psicossomática, assinala que são os objetivos da 
psicossomática: estudar a inter-relação dos aspectos psicológicos com todas 
as funções terapêuticas e integrar as terapêuticas somáticas e psicológicas. 
Na visão junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e 
pode ser um meio para que o processo do autoconhecimento possa acontecer. 
Entre outras possibilidades de interpretação de conflito postuladas pela 
corrente psicanalítica, que poderiam ser citadas, incluem-se as dificuldades de 
dar (expelir) e reter (absorver) explicitadas por Alexander (Alexander e 
Selesnick o.c.) nas doenças gastrointestinais; as concepções de que a mente, 
por não conseguir resolver ou conviver com um determinado conflito emocional, 
passa a produzir mecanismos de defesa com o propósito de deslocar a 
dificuldade e/ou "ameaça" psíquica para o corpo, chegando mesmo a indução 
de mutações físicas, oriundas do afeto doloroso. [carece de fontes] e os fatores 
associados à depressão inicialmente interpretadas por Freud como associas à 
perda do objetoamado e ao luto. 
Segundo Mello Filho (2005 o.c.) a expressão doença psicossomática foi 
utilizada inicialmente para referir-se apenas a certas doenças como a úlcera 
péptica, asma brônquica, hipertensão arterial e colite ulcerativa onde as 
correlações psicofísicas eram muito nítidas posteriormente foi-se percebendo 
que tal concepção é potencialmente válida para todas as doenças. 
Apesar dessa possível generalização já imaginada por Freud quando fez a 
recomendação que todo médico além de sua especialidade deveria ser 
treinado em psicanálise, o conceito de doença psicossomática persiste face à 
evidente relação de algumas patologias com fatores emocionais ou 
psicológicos como por exemplo: 
 Artrite; 
 Asma; Rinite; 
 Enxaqueca 
 Gastrite; 
 Úlcera péptica; 
 Obstipação / Colite ulcerosa 
 Impotência e outras disfunções sexuais; 
 Hipertensão arterial; 
 Fibromialgia. 
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O sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções no cérebro humano: 
 
 
 
Imagem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
 
 
 
A demanda por intervenções psicológicas e estudos sobre causalidade por 
fatores emocionais nas alergias doenças auto-imunes como psoríase e vitiligo 
praticamente tem se constituído como uma nova especialidade ou ramo da 
medicina psicossomática a psiconeuroimunologia. O mesmo tem acontecido 
com o desenvolvimento das pesquisas sobre a multicausalidade de fatores 
determinantes nas diversas formas de câncer e originado inter-disciplinas 
como a psico-oncologia pediátrica ou simplesmente psico-oncologia. 
Observe-se também que o surgimento dos sintomas psicossomáticos 
dependem e variam com pelo menos três fatores interdependentes, tais fatores 
estão diretamente ligados ao grande desafio de conceber, classificar e tratar 
tais patologias, haja vista que os sintomas podem variar dependendo do estilo 
de vida e idiossincrasias pessoais . Tal concepção acaba sendo a melhor 
explicação de patologias nas quais não consegue-se definir e provar 
cientificamente outra causa. São os referidos fatores: 
Qualidade/ estilo de vida, incluindo hábitos alimentares, atividades físicas, 
sedentarismo, etc. 
Herança genética, que pode deixar os indivíduos mais predispostos para 
desenvolverem alguns tipos de doenças. Fatores psicoafetivos de acordo com 
o manejo das emoções, dos traumas e dos sentimentos de abandono, rejeição, 
inclusão, culpa, etc. 
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DAS NEUROSES ATUAIS À PSICOSSOMÁTICA 
 
 
O termo psicossomática é definido como todo distúrbio somático que comporta 
em seu determinismo um fator psicológico interveniente, não de modo 
contingente, como pode ocorrer com qualquer patologia, mas por uma 
contribuição essencial a origem da afecção (Jeamment, 1989). 
Este termo foi introduzido pelo psiquiatra alemão Heinroth em 1908 para tentar 
explicar a insônia. Este autor acreditava na influência das paixões sexuais 
sobre algumas doenças, como o câncer, a tuberculose e a epilepsia. Uma outra 
contribuição de Heinroth foi cunhar o termo somatopsíquico. De acordo com 
ele, este fenômeno se verificava quando o fator corporal transformava o estado 
psíquico. 
Coloca-se a doença psicossomática como sendo aquela em que o indivíduo 
queixa-se de uma dor ou incômodo físico, porém que não tem ou que não é 
encontrada uma causa orgânica para tal enfermidade. Desta maneira, cito 
somente para contextualizar, que no DSM IV TR os transtornos que estão 
situados na fronteira mente-corpo são classificados como Transtornos 
Somatoformes. Estes transtornos estão divididos em: Transtorno de 
Somatização, Transtorno Somatoforme Indiferenciado, Transtorno Conversivo, 
Transtorno Doloroso, Hipocondria, Transtorno Dismófico Corporal e Transtorno 
de Somatização Sem Outra Especificação. 
A expressão ―neurose atual‖ aparece pela primeira vez no trabalho de Freud 
em ―A sexualidade na etiologia das neuroses‖, de 1898. Neste artigo, afirma 
que a causa de toda neurose baseia-se na vida sexual do paciente, afirmação 
esta que viria a constituir a base da psicanálise. Não obstante, ele alertou para 
o fato de que o papel desempenhado pela sexualidade pode ser diferente de 
acordo com a situação. 
As neuroses, assim, estariam classificadas em dois grupos, de acordo com o 
sintoma do paciente. Haveria o grupo da neurastenia ou neurose atual e o da 
psiconeurose (histeria e obsessões), existindo ainda a ocorrência, muito 
frequente, de casos em que os sintomas de ambos os grupos aparecem 
combinados. 
No caso da neurastenia, poderia alcançar a causa do sintoma com uma 
entrevista inicial com o paciente. O sintoma da doença estaria associado com a 
vida sexual do indivíduo. Então, na neurastenia ou neurose atual, a etiologia da 
doença estaria relacionada a vida sexual atual do sujeito. É aí que se observa a 
diferença para o que foi postulado para as psiconeuroses. As bases que 
―sustentariam‖ este grupo de neurose seria a sexualidade infantil e o recalque. 
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Freud alertou para o fato de que haveria duas formas bastante diferentes de se 
processar a excitação psíquica: transformando-a diretamente em angústia - 
resultariam sintomas predominantemente somáticos ou não simbolizados - ou 
então procedendo-se à mediatização simbólica, na qual o resultado seriam 
sintomas psíquicos. Desta maneira, o que delimitaria o campo das neuroses 
atuais não seria apenas a relação de temporalidade (atualidade no tempo), 
seriam também as características somáticas do estudo dos sintomas da 
patologia. 
Em um breve levantamento, pode-se dizer que Freud enfatizou, no caso das 
neuroses atuais, aspectos tais como: a sintomatologia somática; o caráter atual 
do fator etiológico; a não satisfação da libido como causa precipitante do 
sintoma; e a transformação direta da causa em sintoma, sem a mediatização 
simbólica do recalque. 
Nas últimas décadas a palavra ―psicossomática‖ passou a ser usual tanto no 
meio médico e psicológico quanto no meio da comunidade científica, sendo 
que também já não era novidade no meio das sociedades psicanalíticas, que 
desde as manifestações de conversão da histeria reveladas por Freud, no 
início da forma do pensar psicanalítico, colocam os analistas frente às questões 
do adoecimento do corpo. 
A palavra psicossomática determina uma nova visão da abordagem das 
doenças, as quais passam a ser entendidas como parte de um processo mais 
amplo do que somente aos sintomas que se manifestam. Quando usamos a 
expressão ―doença psicossomática‖ dizemos que a causa é psicológica, mas a 
pessoa apresenta mudanças clínicas detectáveis por exames de laboratório, ou 
seja, o corpo da pessoa está tendo danos físicos - chamamos de doença 
psicossomática. 
Em psicossomática, nas últimas décadas, os avanços da investigação 
psicanalítica, e outros não psicanalíticos, tornaram de interesse para o 
psicanalista não somente a contribuição da Psicanálise para a psicossomática, 
mas também a desta para aquela. Estudos recentemente publicados 
corroboram a eficácia terapêutica da Psicanálise e de tratamentos baseados na 
teoria psicanalítica bem como sufragam a tese de que a psicoterapia, incluindo- 
se a psicanaliticamente orientada, conquanto exija longo tempo do terapeuta, 
não se revela dispendiosa em relação a outros tratamentos, se considerados 
custos e benefícios. 
As lesões psicossomáticas são caracteristicamente enigmáticas, pois tanto 
podem aparecer como que ―do nada‖ e do mesmo modo que se apresentaram 
vão embora. Ou, ainda, podem se agravar e colocar em risco a vida do sujeito, 
como um agravamento do quadro ou até mesmo a morte. 
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PSICOSSOMÁTICA JUNGUIANA - SINTOMAS, CURA OU MORTE 
 
 
Carl Gustav Jung ( /ˈjʊŋ/; Kesswil, na Turgóvia, Suíça, 26 de julho de 1875— 
Küsnacht, em Zurique, Suíça, 6 de junho de 1961) foi um psiquiatra e 
psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e 
desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, 
arquétipo e inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, 
psicologia, ciência da religião, literatura e áreas afins. 
O conceito central da psicologia analítica é a individuação - o processo 
psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente e o inconsciente, 
mantendo, no entanto, a sua autonomia relativa. Jung considerou a 
individuação como o processo central do desenvolvimento humano. 
Ele criou alguns dos mais conhecidos conceitos psicológicos, incluindo 
o arquétipo, o inconsciente coletivo, o complexo, e a sincronicidade. 
A classificação tipológica de Myers Briggs (MBTI), um instrumento popular 
psicométrico, foi desenvolvido a partir de suas teorias. 
Via a psique humana como "de natureza simbólica", e fez, deste simbolismo, o 
foco de suas explorações. Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos 
de análise de sonhos e simbolização. Embora exercesse sua profissão como 
médico e se considerasse um cientista, muito do trabalho de sua vida foi 
passado a explorar áreas tangenciais à ciência, incluindo a filosofia 
oriental e ocidental, alquimia, astrologia e sociologia, bem como a literatura e 
as artes. Seu interesse pela filosofia e ocultismo levaram muitos a vê-lo como 
um místico. 
Estudante de medicina, decide dedicar-se à então obscura especialidade 
de psiquiatria, após a leitura ocasional de um livro do psiquiatra Krafft-Ebing. 
Em 1900, Jung tornou-se estagiário na Clínica Psiquiátrica Burgholzli, em 
Zurique, então dirigida pelo psiquiatra Eugen Bleuler, famoso pela sua 
concepção de esquizofrenia. 
Seguindo o seu treino prático na clínica, ele conduziu estudos com a 
associação de palavras. Já nessa época, Jung propunha uma atitude 
humanista frente aos pacientes. O médico deveria "propor perguntas que 
digam respeito ao homem em sua totalidade e não limitar-se apenas aos 
sintomas". Desde cedo, ele já adiantava a ideia do que hoje está ganhando 
força em todos os campos com o nome de "holismo", o ponto de vista do 
homem integral. A seus olhos, "diante do paciente só existe a compreensão 
individual". Por isso, evitava generalizar um método, uma panaceia para um 
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determinado tipo de anomalia psíquica. Cada encontro é único e, sendo assim, 
não pode incorrer em qualquer tipo de padronização. 
Em 1902, deslocou-se a Paris, onde estudou com Pierre Janet, regressando no 
ano seguinte ao hospital de Burgholzli, onde assumiu um cargo de chefia e 
onde, em 1904, montou um laboratório experimental em que implementou o 
seu célebre teste de associação de palavras para o diagnóstico psiquiátrico. 
Neste ínterim, Jung entra em contato com as obras de Sigmund Freud (1856- 
1939). Jung viu, em Freud, um companheiro para desbravar os caminhos da 
mente. Enviou-lhe cópias de seus trabalhos sobre a existência do inconsciente, 
confirmando conce(p)ções freudianas de recalque e repressão. Ambos 
encantaram-se um com o outro, principalmente porque os dois desenvolviam 
trabalhos inéditos em medicina e psiquiatria. 
A partir de então, Freud e Jung passaram a se corresponder (359 cartas que 
posteriormente foram publicadas entre 1906 a 1913). O primeiro encontro entre 
eles, em 27 de fevereiro de 1907, transformou-se numa conversa de treze 
horas ininterruptas. Depois desse encontro, estabeleceram uma amizade de 
aproximadamente sete anos, período em que trocavam informações sobre 
seus sonhos, análises, trocavam confidências e discutiam casos clínicos. 
Porém, ao lado de tamanha identidade de pensamento, havia também algumas 
diferenças fundamentais. Jung jamais conseguiu aceitar a insistência de Freud 
de que as causas dos conflitos psíquicos sempre envolveriam algum trauma de 
natureza sexual, e Freud não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos 
espirituais como fontes de estudo válidas em si. 
Nos anos 1930, essa divergência atingiria seu auge, e o rompimento entre eles 
foi inevitável. Posteriormente, os livros de Freud seriam proibidos e queimados 
publicamente pelos nazistas, e o autor viu-se obrigado a deixar Viena pouco 
depois da anexação da Áustria, exilando-se em Londres. No mesmo período, 
Carl Jung tornar-se-ia uma das faces mais visíveis da psiquiatria alemã da 
época. 
Em 1914, Jung demite-se do seu cargo na API e organiza, junto com Alphonse 
Maeder, as bases da chamada Escola de Zurique. Após a separação de Freud, 
Jung sentiu o chão desmoronar-se sob os pés. O sentido da sua vida ficou em 
primeiro plano. Seguiu-se uma série de sonhos e visões que forneceram 
material para o trabalho de toda uma vida. Dir-se-ia que, se ele não houvesse 
se empenhado na integração de todo aquele material que jorrou 
qual lava derretida, teria, fatalmente, sucumbido a uma psicose. Mas algo nele 
o impelia a ir adiante na compreensão de tudo que se originava naturalmente 
de seu inconsciente. Em suas palavras, "Os anos durante os quais me detive 
nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida 
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e, neles, todas as coisas essenciais se decidiram. (...) Toda a minha atividade 
ulterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos (...)". 
Foi durante essa fase de confronto com o inconsciente que ele desenvolveu o 
que chamou de "imaginação ativa", um método de interação com o 
inconsciente onde este se investe espontaneamente de várias personificações 
(pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, lugares, 
acontecimentos etc.). 
Na imaginação ativa, interagimos ativamente com elas, isto é, discordando, 
quando for o caso, opinando, questionando e até tomando providências com 
relação ao que é tratado, isso tudo pela imaginação. Ela difere da fantasia 
passiva porque, nesta, não atuamos no quadro mental, de forma a 
participarmos do drama vivenciado, mas apenas nos contentamos em assistir o 
desenrolar do roteiro desconhecido. 
Pela imaginação ativa, existe não só a possibilidade de compreensão do 
inconsciente, mas também de interação com este, de forma que o 
transformamos e somos transformados no processo. Um personagem pode 
nos fazer entender falando explicitamente do motivo de, por exemplo, estarmos 
com insônia. Esse enfoque trata a psique como uma realidade em si, de forma 
tão literal interiormente, quanto uma maçã nos é real exteriormente, ao 
contrário de Freud, que insistia em substituir uma determinada imagem por 
outra de cunho sexual. 
Em 1938, quando Freud saiu de Viena para Londres, a doutora Iolande Iacobi 
também emigrou para Zurique, continuou seus estudos com Jung e, 
posteriormente, foi uma das fundadoras do Instituto C. G. Jung, tendo escrito a 
introdução às obras completas de Jung. Ainda nesse ano, a Universidade de 
Oxford, na Inglaterra, concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa. 
Em 1939, Jung renunciou à presidência da Sociedade Médica Internacional 
para Psicoterapia. Alegou que já tentara por duas vezes anteriores a renúncia, 
tendo permanecido apenas devido a pedidos dos representantes britânico e 
neerlandês, somente se retirando quando foram interrompidas as 
comunicações internacionais e a sua permanência não era mais necessária. 
Em 1946, em cerimônia realizada em Zurique, Winston Churchill pediu que o 
doutor Jung compusesse a mesa e se sentasse a seu lado. Em abril desse 
ano, Ernest Harms publicou um artigo cujo título era "Carl Gustav Jung – 
Defender of Freud and the Jews" na Psychiatric Quarterly. 
Alguns dos seus mais devotados pupilos – Erich Neumann, Gerhard 
Adler, James Kirsch e Aniela Jaffé – eram Judeus. 
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Carl Gustav Jung morreu a 6 de junho de 1961, aos 86 anos, em sua casa, nas 
margens do lago de Zurique, em Küsnacht, após uma longa vida produtiva, que 
marcou - e tudo leva a crer que ainda marcará mais - a antropologia, 
a sociologia e a psicologia, e também, em outros campos como a arte, 
a literatura e a mitologia. 
Encontra-se sepultado no Cemitério da Igreja Protestante, em Küsnacht, 
no cantão de Zurique, na Suíça. 
Anterior mesmo ao período em que estavam juntos, Jung começou a 
desenvolver um sistema teórico que chamou, originalmente, de "Psicologia dos 
Complexos", mais tarde chamando-o de "Psicologia Analítica", como resultado 
direto de seu conta(c)to prático com seus pacientes. O conceito de 
inconsciente já está bem sedimentado na sólida base psiquiátrica de Jung 
antes de seu conta(c)to pessoal com Freud, mas foi com Freud, real formulador 
do conceito em termos clínicos, que Jung pôde se basear para aprofundar seus 
próprios estudos. O conta(c)to entre os dois homens foi extremamente rico 
para ambos, durante o período de parceria entre eles. Aliás, foi Jung quem 
cunhou o termo e a noção básica de "complexo", que foi adotado por Freud. 
Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de 
desenhos, Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se 
expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal 
consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, 
o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para 
sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam 
sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos: da mesma forma que 
animais e homens parecem possuir atitudes inatas, chamadas 
de instintos ("fato" este negado por correntes de ciências humanas, como por 
exemplo em antropologia o culturalismo de Franz Boas ), também é provável 
que em nosso psiquismo exista um material psíquico com alguma analogia com 
os instintos. 
Jung sentia que a ênfase da psicanálise nos fatores eróticos era um ponto de 
vista unilateral, uma visão reducionista da motivação humana e do seu 
comportamento. Ele propôs que a motivação do homem fosse entendida em 
termos de uma energia de vida criativa geral - a libido - capaz de ser investida 
em direções diferentes, assumindo grande variedade de formas. A libido 
corresponderia ao conceito de energia adotado na Física, a qual pode ser 
interpretada em termos de calor, eletricidade, motricidade etc. As duas direções 
principais da libido são conhecidas como extroversão (projetada no mundo 
exterior, nas outras pessoas e objetos) e introversão (dirigida para dentro do 
reino das imagens, das ideias, e do inconsciente). As pessoas em quem a 
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primeira tendência direcional predomina são chamadas extrovertidas, e 
introvertidas aquelas em quem a segunda direção é mais forte. 
A sua necessidade em criar uma tipologia psíquica decorreu da questão que 
nasceu em seu interior acerca de sua divergência com Freud e até com outros 
profissionais. Ele poderia, assim, ter perguntado: "Por que divirjo de Freud?". A 
resposta tomou forma na análise que fez das teorias psicológicas de seu 
mestre e de Adler, também um ex-discípulo de Freud. Para este, 
as neuroses derivavam de problemas com os instintos, para o outro do 
próprio ego, no seu sentimento de superioridade ou inferioridade. Um, portanto, 
extrovertido, e o outro introvertido. Jung também propôs que se poderia 
agrupar as pessoas de acordo com o seu maior desenvolvimento em uma das 
quatro funções psicológicas: pensamento, sentimento, sensação, ou intuição. 
Transformações de libido de uma esfera de expressão para outra - por 
exemplo, de sexualidade para religião - são realizadas por símbolos que são 
gerados durante a mudança de personalidade. 
A psicologia junguiana também merece outro destaque: o processo de 
individuação. Conforme Nise da Silveira (2006), todo ser tende a realizar o que 
existe nele, em germe, a crescer, a completar-se. Assim é para a semente do 
vegetal e para o embrião do animal. Assim é para o homem, embora o 
desenvolvimento de suas potencialidades seja impulsionado por forças 
instintivas inconscientes, isso adquire um caráter peculiar: o homem é capaz de 
tomar consciência desse desenvolvimento e de influenciá-lo. Precisamente no 
confronto do inconsciente com o consciente, no conflito como na colaboração 
entre ambos é que os diversos componentes da personalidade amadurecem e 
unem-se numa síntese, na realização de um indivíduo específico e inteiro. Essa 
confrontação "é o velho jogo do martelo e da bigorna: entre os dois, o homem, 
como o ferro, é forjado num todo indestrutível, num indivíduo. Isso, em termos 
toscos, é o que eu entendo por processo de individuação" (Jung). 
O processo de individuação não consiste num desenvolvimento linear. É um 
movimento de circunvolução que conduz a um novo centro psíquico. Jung 
denominou esse centro de "Self" (si mesmo). Quando consciente e 
inconsciente vêm ordenar-se em torno do Self, a personalidade completa-se. O 
"Self" será o centro da personalidade total, como o ego é o centro do campo do 
consciente. O conceito junguiano de individuação tem sido, muitas vezes, 
deturpado. Entretanto, é claro e simples na sua essência: tendência instintiva a 
realizar plenamente potencialidades inatas. Mas, de fato, a psique humana é 
tão complexa, são de tal modo intrincados os componentes em jogo, tão 
variáveis as intervenções do ego consciente, tantas as vicissitudes que podem 
ocorrer, que o processo de totalização da personalidade não poderia jamais ser 
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um caminho reto e curto, de chão bem batido. Ao contrário, será um percurso 
longo e difícil. 
Jung percebeu que a compreensão da criação de símbolos era crucial para o 
entendimento da natureza humana. Ele, então, explorou as correspondências 
entre os símbolos que surgem nas lutas da vida dos indivíduos e as imagens 
simbólicas religiosas subjacentes e sistemas mitológicos e mágicos de muitas 
culturas e eras. Graças à forte impressão que lhe causaram as muitas notáveis 
semelhanças dos símbolos, apesar de sua origem independente nas pessoas e 
nas culturas (muitos sonhos e desenhos de seus pacientes de variadas 
nacionalidades exprimiam temas mitológicos longínquos), ele sugeriu a 
existência de duas camadas da psique inconsciente: a pessoal e a coletiva. 
O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do 
indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto o inconsciente 
coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos 
arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações 
humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem 
a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o 
nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente 
derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e 
religiosos do mundo. 
Definida desta forma, no entanto, a psique objetiva não constitui um 
mecanismo capaz de justificar a ocorrência das sincronicidades, como um dos 
conceitos fundamentais da psicologia de Carl Gustav Jung. Por isso, ao longo 
de sua vida, Jung complexificou a noção de psique objetiva, ou inconsciente 
coletivo, ampliando-a ao ponto de que pudessem ser, nela incluídos, tanto 
arquétipos universais e conteúdos filogenéticos humanos, quanto criações 
mentais mais recentes. A psique objetiva tornou-se integrada à vida em todos 
os seus aspetos, dando conta dos muitos fenômenos integrativos da clínica 
psicológica, que antes careciam de uma formulaçãoexplicativa consistente. 
Justamente por força da dificuldade de elaboração deste conceito, Jung 
acessou conhecimentos da física quântica de sua época, principalmente 
através de Pauli e Einstein, o que influenciou decisivamente o desenvolvimento 
posterior da psicologia analítica. O médico conheceu aspetos da teoria da 
relatividade e da física quântica, especialmente o princípio da incerteza, da 
complementaridade e da não localidade, por intermédio principalmente dos 
físicos Wolfgang Pauli e Albert Einstein, e foi informado das pesquisas 
em parapsicologia de Joseph Banks Rhine, na Universidade de Duke. Isso, 
associado a experiências pessoais e de seus pacientes, o levou a sugerir que 
as camadas mais profundas do inconsciente não dependem das leis 
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de espaço, tempo e causalidade, produzindo fenômenos paranormais como 
a clarividência e a precognição, que passaram a ser estudados pela psicologia. 
A estas correspondências entre acontecimentos interiores e exteriores por meio 
de um significado comum, ele deu o nome de sincronicidade, como estudada 
hoje no contexto da linha de pesquisa Física e Psicologia. Além disso, fatos 
ocorridos enquanto tratava seus clientes o fizeram crer que os acontecimentos 
se dispunham "de tal modo, como se fossem o sonho de uma 'consciência 
maior e mais abrangente, por nós desconhecida'". 
Na qualidade de cientista altamente desapegado e desconfiado do 
favorecimento que se dá a certas verdades, para ele materialismo e ciência 
não eram sinônimos. O materialismo não passa do culto a um deus 
exteriormente concreto por meio da razão, um tipo de fé nos princípios 
limitadores das leis físicas. "A razão nos impõe limites muito estreitos e apenas 
nos convida a viver o conhecido". Para sermos realmente justos, convém 
recebermos igualmente os aspetos racionais e irracionais da vida. Assim foi o 
caso da paciente que apresentava uma forte resistência à terapia. A monotonia 
não escapava a nenhum dos dois, até o dia em que ela lhe relatou o sonho 
com um escaravelho dourado. Mal acabara de contar-lhe a trama, quando 
ouviram uma batida na vidraça. Jung, então, enxergou uma espécie de besouro 
de coloração dourada muito rara naquelas paragens e naquela estação do ano. 
Daí para diante, a análise deslanchou, ocasionando o renascimento daquela 
personalidade. Besouro e renascimento... um símbolo egípcio muito antigo. 
O termo "sincronicidade" é uma tentativa de encontrar formas de explicação 
racional para fenômenos que a ciência de então não alcançava, tais como os 
referidos acima, fenômenos não causais que não podem ser explicados pela 
razão, porém são significativos para o indivíduo que os experimenta. 
A construção do conceito de sincronicidade surgiu da leitura que Jung fez de 
um grande número de obras sobre alquimia e o pensamento renascentista. 
Jung chegou a possuir grande quantidade de textos alquímicos originais, que o 
levaram também a usar a expressão Unus mundus em sua autobiografia, e a 
ideia de anima mundi. 
Uma interessante análise da contribuição da psicologia profunda de Freud– 
Jung para a formação do pensamento ocidental, mostrando como Jung tinha 
preocupações epistemológicas rigorosas, pode ser vista em Tarnas. Em função 
disso, tais fenômenos puderam ser examinados, mas apenas como algo 
psicológico, e não propriamente da natureza, resultando em algumas 
distorções interpretativas, em inúmeros sentidos. 
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A crítica de Richard Tarnas é pertinente, pois, embora Jung ressalte a 
importância da religiosidade como qualidade intrínseca do ser humano, sua 
teoria apenas valida a experiência religiosa como fenômeno psicológico, uma 
posição paradoxalmente reducionista, que nega a compatibilidade entre razão 
e experiência espiritual. Nessa linha, considerou insubstancial o movimento 
esotérico moderno, como a teosofia e a antroposofia. 
A partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas 
do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processos 
psíquicos e o mundo exterior. O conceito de inconsciente coletivo, por exemplo, 
encontra ecos na física do holomovimento de Bohm, na ecopedagogia de 
Capra, na transdisciplinaridade de Rocha Filho, na alma do mundo de 
Goswami, nos campos morfogenéticos de Sheldrake, na psicologia profunda e 
na ecopsicologia norte-americana. 
Na terapia junguiana, que explora extensivamente os sonhos e fantasias, um 
diálogo é estabelecido entre a mente consciente e os conteúdos do 
inconsciente. A doença psíquica é tida como uma consequência da separação 
rígida entre elas. Os pacientes são orientados a ficar atentos aos significados 
pessoal e coletivo (arquétipo) inerentes aos seus sintomas e dificuldades. Sob 
condições favoráveis, eles poderão ingressar no processo de individuação: 
uma longa série de transformações psicológicas que culminam na integração 
de tendências e funções opostas, e na realização da totalidade. 
Jung trilhou a individuação, pois havia a necessidade imperiosa nele de ir ao 
inferno e voltar para poder mostrar o caminho da volta àqueles que ficaram 
perdidos pelo caminho da vida. Tornou-se, ele, uma resposta sincera e 
corajosa ao nosso tempo. "Sou, eu próprio, uma questão colocada ao mundo, e 
devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que 
o mundo me der". 
No Brasil, Jung teve uma conhecida aluna, a doutora Nise da Silveira, 
fundadora do «Museu de Imagens do Inconsciente». 
www.museuimagensdoinconsciente.org.br. Ela escreveu, dentre outros, o livro 
"Jung: vida e obra", publicado em primeira edição em 1968. 
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A PSICOSSOMÁTICA NA OBRA DE FREUD 
 
 
A teoria psicanalítica foi desenvolvida pelo neurologista austríaco Sigmund 
Freud (1856-1939) e está intimamente relacionada a sua prática 
psicoterapêutica. 
É uma teoria que procura descrever a etiologia dos transtornos mentais, 
o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar 
a motivação humana. Com base nesse corpo teórico Freud desenvolveu um 
tipo de psicoterapia. Ao conjunto formado pela teoria, a prática psicoterapêutica 
nela baseada e os métodos utilizados dá-se o nome de psicanálise. 
Freud imaginava a psique (ou aparelho psíquico) do ser humano como um 
sistema de energia: cada pessoa é movida, segundo ele, por uma quantidade 
limitada de energia psíquica. Isso significa, por um lado, que se grande parte 
da energia for necessária para a realização de determinado objetivo (ex. 
expressão artística) ela não estará disponível para outros objetivos (ex. 
sexualidade); por outro lado, se a pessoa não puder dar vazão à sua energia 
por um canal (ex. sexualidade), terá de fazê-lo por outro (ex. expressão 
artística). Essa energia provém das pulsões (às vezes chamadas 
incorretamente de instintos). Segundo o autor, o ser humano possui duas 
pulsões inatas, a de vida (Eros) e a de morte (Tânato). Essas duas pulsões 
opõem-se ao ideal da sociedade e, por isso, precisam ser controladas através 
da educação, considerando que a energia gerada pelas pulsões não é liberada 
de maneira direta. O ser humano é, assim, sexual e agressivo por natureza e a 
função da sociedade é amansar essas tendências naturais do homem. A 
situação de não poder dar vazão a essa energia gera no indivíduo um estado 
de tensão interna que necessita ser resolvido. Toda ação do homem 
é motivada, assim, pela busca hedonista de dar vazão à energia psíquica 
acumulada. 
O ser humano, no entanto, não se dá conta de todo esse processo de geração 
e liberação de energia. Para explicar esse fato, Freud descreve três níveis de 
consciência: 
O consciente (al. das Bewusste), que abarca todos os fenômenos que em 
determinadomomento podem ser percebidos de maneira consciente pelo 
indivíduo; 
O pré-consciente (al. das Vorbewusster), refere-se aos fenômenos que não 
estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o 
indivíduo desejar se ocupar com eles; 
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O inconsciente (al. das Unbewusster), que diz respeito aos fenômenos e 
conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito 
especiais podem tornar-se. (O termo subconsciente é muitas vezes usado 
como sinônimo, apesar de ter sido abandonado pelo próprio Freud.) 
Freud não foi o primeiro a propor que parte da vida psíquica se desenvolve 
inconscientemente. Ele foi, no entanto, o primeiro a pesquisar profundamente 
esse território. Segundo ele, os desejos e pensamentos humanos produzem 
muitas vezes conteúdos que causariam medo ao indivíduo, se não fossem 
armazenados no inconsciente. Este tem assim uma função importantíssima de 
estabilização da vida consciente. Sua investigação levou-o a propor que o 
inconsciente é alógico (e por isso aberto a contradições); atemporal e a 
espacial (ou seja, conteúdos pertencentes a épocas ou espaços diferentes 
podem estar próximas). Os sonhos são vistos como expressão simbólica dos 
conteúdos inconscientes. 
Através da compreensão do conceito de inconsciente torna-se clara a 
compreensão da motivação na psicanálise clássica: muitos desejos, 
sentimentos e motivos são inconscientes, por serem muito dolorosos para se 
tornarem conscientes. 
No entanto esse conteúdo inconsciente influencia a experiência consciente da 
pessoa, por exemplo, através de atos falhos, comportamentos aparentemente 
irracionais, emoções inexplicáveis, medo, depressão, sentimento de culpa. 
Assim, os sentimentos, sonhos, desejos e motivos inconscientes influenciam e 
guiam o comportamento consciente. 
Freud desenvolveu mais tarde, (1923) um modelo estrutural da personalidade, 
em que o aparelho psíquico se organiza em três estruturas: 
Id (em alemão: es, "ele, isso"): O id é a fonte da energia psíquica, a libido. O id 
é formado pelas pulsões, instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. 
Ele funciona segundo o princípio do prazer (Lustprinzip), ou seja, busca sempre 
o que produz prazer e evita o desprazer. Não faz planos, não espera, busca 
uma solução imediata para as tensões, não aceita frustrações e não conhece 
inibição. Ele não tem contato com a realidade e uma satisfação na fantasia 
pode ter o mesmo efeito de uma atingida través de uma ação. O id desconhece 
juízo, lógica, valores, ética ou moral, sendo exigente, impulsivo, cego, 
irracional, antissocial e dirigido ao prazer. O id é completamente inconsciente. 
Ego (ich, "eu"): O ego desenvolve-se a partir do id com o objetivo de permitir 
que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo 
externo, por intermédio do chamado princípio da realidade. É esse princípio 
que introduz a razão, o planejamento e a espera ao comportamento humano. A 
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satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita 
satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências 
negativas. A principal função do ego é buscar uma harmonização inicialmente 
entre os desejos do id e a supervisão/realidade/repressão do superego. 
Superego (Über-Ich, "super-eu", "além-do-eu"): É a parte moral da mente 
humana e representa os valores da sociedade. O superego tem três objetivos: 
(1) reprimir, através de punição ou sentimento de culpa, qualquer impulso 
contrário às regras e ideais por ele ditados; 
(2) forçar o ego a se comportar de maneira moral, mesmo que irracional; e, 
 
(3) conduzir o indivíduo à perfeição, em gestos, pensamentos e palavras. O 
superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de introjetar os 
valores recebidos dos pais e da sociedade a fim de receber amor e afeição. Ele 
pode funcionar de uma maneira bastante primitiva, punindo o indivíduo não 
apenas por ações praticadas, mas também por pensamentos inaceitáveis; 
outra característica sua é o pensamento dualista (tudo ou nada, certo ou 
errado, sem meio-termo). O superego divide-se em dois subsistemas: o ego 
ideal, que dita o bem a ser procurado, e a consciência (Gewissen), que 
determina o mal a ser evitado. 
 
 
Freud descreveu muitos mecanismos de defesa no decorrer da sua obra e seu 
trabalho foi continuado por sua filha Anna Freud; os principais mecanismos 
são: 
 
 
Repressão é o processo pelo qual se afastam da consciência conflitos e 
frustrações demasiadamente dolorosos para serem experimentados ou 
lembrados, reprimindo-os e recalcando-os para o inconsciente; o que é 
desagradável é, assim, esquecido; 
 
 
Formação reativa consiste em ostentar um procedimento e externar 
sentimentos opostos aos impulsos verdadeiros, indesejados. 
 
 
Projeção consiste em atribuir a outros as ideias e tendências que o sujeito não 
pode admitir como suas. 
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Regressão consiste em a pessoa retornar a comportamentos imaturos, 
característicos de fase de desenvolvimento que a pessoa já passou. 
 
 
Fixação é um congelamento no desenvolvimento, que é impedido de continuar. 
Uma parte da líbido permanece ligada a um determinado estágio do 
desenvolvimento e não permite que a criança passe completamente para o 
próximo estágio. A fixação está relacionada com a regressão, uma vez que a 
probabilidade de uma regressão a um determinado estágio do desenvolvimento 
aumenta se a pessoa desenvolveu uma fixação por este. 
 
 
Sublimação é a satisfação de um impulso inaceitável através de um 
comportamento socialmente aceito. 
 
 
Identificação é o processo pelo qual um indivíduo assume uma característica 
de outro. Uma forma especial de identificação é a identificação com o agressor. 
 
 
Deslocamento é o processo pelo qual agressões ou outros impulsos 
indesejáveis, não podendo ser direcionados à(s) pessoa(s) a que se referem, 
são direcionadas a terceiros. 
 
 
Freud descreve quatro fases distintas, pelas quais a criança passa em seu 
desenvolvimento. Cada uma dessas fases é definida pela região do corpo a 
que as pulsões se direcionam. Em cada fase surgem novas necessidades que 
exigem satisfação; a maneira como essas necessidades são satisfeitas 
determina como a criança se relaciona com outras pessoas e quais 
sentimentos ela tem para consigo mesma. 
A transição de uma fase para outra é biologicamente determinada, de tal forma 
que uma nova fase pode iniciar sem que os processos da fase anterior tenha 
se completado. As fases se seguem umas às outras em uma ordem fixa e, 
apesar de uma fase se desenvolver a partir da anterior, os processos 
desencadeados em uma fase nunca estão plenamente completos e continuam 
agindo durante toda a vida da pessoa. 
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Neurose é a existência de tensão excessiva e prolongada, de conflito 
persistente ou de uma necessidade prolongadamente frustrada, é sinal de que 
na pessoa se configurou uma neurose. A neurose determina uma modificação, 
mas não uma desestruturação da personalidade e muito menos de perda de 
valores da realidade. 
Com o desenvolvimento da psicanálise, o conceito evoluiu, até finalmente 
encontrar lugar no interior de uma estrutura tripartite, ao lado da psicose e 
da perversão. Em consequência disso, do ponto de vista freudiano, classificam-
se no registro da neurose a histeria, a fobia e a neurose obsessiva, às quais é 
preciso acrescentar a neurose atual, que abrange a neurose de angústia 
e a neurastenia, e a psiconeurose, que abarca a neurose de transferência e a 
neurose narcísica. 
Costuma-se catalogar os sintomas neuróticos em certas categorias, como: 
 
 
Histeria - Quando um conflito psíquico encontra saída através de conversões. 
Nestetipo de neurose, a ideia conflitiva com o ego é convertida em sintomas 
físicos, como cegueira, mutismo, paralisias, etc.; que não têm origens 
orgânicas. Atualmente a histeria foi banida dos manuais psiquiátricos, o que 
leva muitas pessoas da área de saúde, inclusive psicólogos, a acreditarem que 
a histeria não existe mais. Porém, a histeria ainda existe e sempre existirá, 
mesmo que os sintomas possam variar de acordo com a sociedade e o tempo 
a que se refere. Algo bastante específico da histeria é sua referência ao corpo 
e à sexualidade, especialmente com questão à "o que é uma mulher?". 
 
 
Ansiedade (de angústia) - a pessoa é tomada por sentimentos generalizados 
e persistente de intensa angústia sem causa objetiva. Alguns sintomas são: 
palpitações do coração, tremores, falta de ar, suor, náuseas. Há uma 
exagerada e ansiosa preocupação por si mesmo. 
 
 
Fobias - uma área da personalidade passa a operar por respostas de medo e 
ansiedade. Na angústia o medo é difuso e quando vem à tona é sinal de que já 
existia, há longo tempo. Se apresenta envolta em muita tensão, preocupação, 
excitação e desorganização do comportamento. Na reação fóbica, o medo se 
restringe a uma classe limitada de estímulos e representações objetais. 
Geralmente verifica-se a associação do medo a certos objetos, animais ou 
situações. 
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Obsessiva-compulsiva - a obsessão é um termo que se refere a ideias que se 
impõem repetidamente à consciência. São por isto dificilmente controláveis. A 
compulsão refere-se a impulsos que levam à ação. Está intimamente ligada a 
uma desordem psicológica chamada transtorno obsessivo-compulsivo. 
Se o conceito de neurose é parte integrante do vocabulário da psicanálise, o 
da psicose aparece, a princípio, como um anexo proveniente do saber 
psiquiátrico, pautada numa concepção do sujeito que se organiza em torno da 
ideia de alienação e perda da razão. 
O psicótico pode se encontrar em estado de depressão, de extrema euforia ou 
de agitação. Em dado momento age de um modo e em outro se comporta de 
maneira totalmente diferente. Houve uma desestruturação da sua 
personalidade. O dado clínico para se aferir à psicose é a alteração dos juízos 
da realidade. O psicótico passa a perceber a realidade de maneira diferente, 
mas não menos real em sua percepção. 
Por isso afirma com convicção que tem percepções que nos parecem irreais 
não apoiadas nem justificadas na lógica e na razão. Nas psicoses, além da 
alteração do comportamento, são comuns alucinações (alterações dos órgãos 
dos sentidos: ouvir vozes, ver coisas, sentir cheiros ou toques) e delírios 
(alterações do pensamento sob forma de conspirações, perseguição, grandeza, 
riqueza, onipotência ou de predestinação). As Psicoses se manifestam como: 
 
 
Esquizofrenia - apatia emocional, carência de ambições, desorganização geral 
da personalidade, perda de interesse pela vida nas realizações pessoais e 
sociais. pensamento desorganizado, afeto superficial e inapropriado,riso 
insólito, bobice, infantilidade, hipocondria, delírios e alucinações transitórias. 
(Consultar DSM-V ou CID 10 para mais subtipos) 
 
 
Maníaca-depressiva – caracteriza-se por perturbações psíquicas duradouras e 
intensas, decorrentes de uma perda ou de situações externas traumáticas. O 
estado maníaco pode ser leve ou agudo. É caracterizado por comportamento 
exacerbado, hipersexualidade. Os maníacos são cheios de energia, inquietos, 
barulhentos, falam alto e têm ideias bizarras, uma após outra. O estado 
depressivo, ao contrário, caracteriza-se por inatividade e desalento. Seus 
sintomas são: apatia, pesar, tristeza, desânimo, crises de choro, perda de 
interesse (embotamento afetivo) pelo trabalho, por amigos e família, bem como 
por suas distrações habituais. Torna-se lento na fala, não dorme bem à noite, 
perde o apetite, pode ficar um tanto irritado e muito preocupado. 
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Paranoia – caracteriza-se sobretudo por ilusões fixas. É um sistema delirante. 
As ilusões de perseguição e de grandeza são mais duradouras do que na 
esquizofrenia paranoide. Os ressentimentos são profundos. É desconfiado, 
agressivo, egocêntrico e destruidor. Acredita que os fins justificam os meios e é 
incapaz de solicitar carinho. 
 
 
Psicose alcoólica – é habitualmente marcada por violenta intranquilidade, 
acompanhada de alucinações de uma natureza aterradora. 
 
 
Os perversos, ao vivenciarem o Complexo de Édipo, se recusam a aceitar a 
castração a eles imposta passando, então, há duas possibilidades: 
1) aferir que para eles não existe castração, assim, não existem limites sociais 
impostos às suas ações ou 
2) são eles que impõe os limites proveniente da castração aos outros. 
Atualmente são comumente relacionados às psicopatias, porém se relacionam 
mais abrangentemente com todas as formas de ausência de empatia com o 
Outro - pela ausência de atuação do Superego. 
Essa estrutura favorece o aparecimento de outros sintomas, como 
o fetichismo e relações que objetificam o Outro, em troca de obtenção de 
prazer (parafilias). 
Retomado por Sigmund Freud a partir de 1896, o termo perversão foi 
definitivamente adotado como conceito pela psicanálise, que assim conservou 
a ideia de desvio sexual em relação a uma norma. Não obstante, nessa nova 
acepção, o conceito é desprovido de qualquer conotação pejorativa ou 
valorizadora e se inscreve, juntamente com a psicose e a neurose, numa 
estrutura tripartite. 
O trabalho de Sigmund Freud foi continuado por sua filha Anna Freud e por 
outros autores, que procuraram desenvolver a teoria, enfatizando outros 
aspectos e procurando solucionar os pontos críticos, entre eles os que mais se 
destacam são os psicanalistas Sándor Ferenczi, Melanie Klein, Donald 
Winnicott, Jacques Lacan, Wilfred Bion, Erik Erikson e Heinz Kohut; os 
humanistas Abraham Maslow e Carl Rogers; o fundador da psicologia do 
desenvolvimento individual Alfred Adler; Karen Horney, Wilhelm Reich e o 
fundador da psicologia analítica Carl Jung. 
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DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS - UMA LINGUAGEM CORPORAL 
 
 
Psicossomatização ou reação psicossomática é uma reação do corpo 
temporária, desencadeada por um acontecimento muito marcante e/ou 
traumático na vida do indivíduo e que tenha deixado-o em estado de choque, 
ao ponto do organismo preparar uma resposta orgânica simbólica, ou seja, 
adoecer. Essa resposta significa uma forma inconsciente de auto-proteção. A 
doença, qualquer que seja ela, vai estar ―presa‖ ao corpo. 
 
Quando ficamos doentes, de certa maneira, voltamos ou tendemos voltar para 
condição de crianças; numa linguagem mais técnica, regredimos e precisamos 
de atenção, consideração, cuidados, etc. 
 
Quase sempre, ―procuramos‖ as doenças das quais somos portadores. Esse 
procurar precisa ser compreendido, porque ele se mascara, escondendo-se 
atrás de sintomas, emoções e sentimentos. 
 
 
Psicossomática, é uma ciência que tem como objeto de estudo os mecanismos 
de interação entre a dimensão mental e a dimensão corporal. 
Em alguns países vêm surgindo há um tempo muitos questionamentos e 
pesquisas sobre o Câncer enquanto doença cercada por questões afetivo- 
emocionais, psicológica. 
 
Existem Estudos que comprovam que pessoas mais fechadas, mais tensas e 
chegadas ao isolamento tendem mais a desenvolverem quadros de tristezas, 
depressões e pessimismos. Seus corpos ―sabem‖ o que as emoções lhes 
pedem e respondem com ―obediência‖, dando como resposta uma cefaléia (dor 
de cabeça), uma gastrite (dor no estômago produzida por inflamação) ou quem 
sabe, uma doença do coração, ou hipertensão arterial. 
 
Doenças dermatológica também podem ser psicossomáticas. A pele é um 
órgão complexo, e as doenças de pele podem surgir pelo sistema nervoso,pois 
o sistema nervoso origina-se no ectoderma do embrião. Alguns problemas são 
causados por estresse, conflitos ligados aos sentimentos e impulsos 
agressivos. Há situações em que o contato e a carícia foram insuficientes 
provocando problemas dermatológicos. 
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Psicomatismo é um termo usado para distinguir pessoas que tem o problema 
de ler alguns sintomas e sentir. 
 
 
As doenças dermatológicas que tendem a ter forte componente emocional são: 
eczema constitucional, psioríase, dermatite de herpes, alopecia (queda de 
cabelo em certas zonas), liquitose (pele de peixe). 
Especialistas afirmam que trabalhar a emoção e o comportamento leva a um 
processo de evolução e autoconhecimento capaz de trazer a cura para 
problemas físicos e emocionais. 
"Quando bem acolhidas, compreendidas e validadas, as manifestações do 
corpo físico nos indicam o caminho certo a percorrer daquele ponto em diante. 
Além de nos levar a analisar nossa própria história, nossas experiências, 
mostrando em qual momento nos desviamos da rota principal". 
Na terapia de leitura corporal as formas de tratamento são várias, entre elas a 
prática de exercícios realizados com bolas, na água, massagens, receitas feitas 
com nutrientes específicos e muito diálogo. "Tudo com o objetivo de promover 
o bem-estar e a saúde, e conduzir ao entendimento dos conflitos que limitam o 
prazer de viver". 
Quando o organismo é agredido por um agente externo ou por alguma doença 
nos órgãos internos, a temperatura do corpo tende a aumentar. Ou seja, a 
febre é um indício de que existe algo fora do normal acontecendo em seu 
corpo. 
A febre pode não ser uma doença, mas ela é essencial para ajudar seu corpo a 
combater diversas infecções. Além disso, ela costuma passar em questão de 
dias. Mas, assim como as doenças, a febre também pode ter ligação com a sua 
saúde emocional e aspectos psicológicos, principalmente em crianças. 
Os pais precisam orientar seus pequenos adolescentes, no sentido de serem 
cada vez melhores no que se refere à paz interior, compaixão e, 
principalmente, mostrar-lhes formas amorosas de perdoar. 
O mais importante, sobretudo, é que os pais aprendam a soltar e perdoar a 
tudo e a todos para assim criarem um clima de comunhão e bem-estar no meio 
familiar. Segundo Freud, tudo aquilo que você vê de errado no outro não passa 
de uma projeção do que existe em si mesmo, embora inconscientemente. 
 
 
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) - Saúde não é apenas a 
ausência de doença, mas um bem estar, biopsicossocial e espiritual. 
 
 
CORPO, MENTE E EMOÇÕES: REFERENCIAIS TEÓRICOS DA 
PSICOSSOMÁTICA 
 
 
O corpo é o nosso instrumento e objeto de trabalho no processo do cuidar, 
consequentemente surge a impossibilidade de continuarmos negando a 
importância dos afetos ligados às afecções corporais. 
Por muito tempo acreditamos numa medicina cartesiana, que dividia o corpo e 
a mente. Atualmente com todo progresso da medicina e da psicologia, já não 
podemos negar a ligação que as nossas emoções provocam em nosso corpo e 
vice-versa. Por meio de pesquisas sabemos que a depressão, estresse e a 
ansiedade afetam diretamente o sistema imunológico e o quanto este é 
importante no surgimento e manutenção da doença/saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
Nosso organismo, por natureza, procura manter o equilíbrio interno, para que 
todos os órgãos trabalhem em harmonia. Deste modo, quando ocorre uma 
experiência estressora, positiva ou não, como uma promoção no trabalho, uma 
dificuldade financeira ou até uma doença, nosso corpo se esforça para se 
adaptar à nova situação, liberando substâncias bioquímicas conhecidas como 
hormônios (adrenalina e cortisol). 
O desgaste orgânico ocorre se a produção destas substâncias for excessiva ou 
prolongada (estresse crônico), gerando sérios problemas no organismo, como 
por exemplo, queda do sistema imune. 
A depressão é um termo comum que tem acompanhado o homem através de 
sua história, é uma experiência universal, já que as emoções de tristeza e 
pesar fazem parte da condição humana, e como toda doença, qualquer um 
pode ser acometido por ela. 
A depressão é, em geral, classificada como uma doença funcional, que pode 
não ter causas físicas palpáveis, o que leva à suposição de uma origem 
psicológica. Isto tem sido questionado porque dentro dos limites normais 
reduziram-na a experiências subjetivas de desconforto, de sofrimento e de 
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vulnerabilidade. Mas a falha desse mecanismo de defesa se relaciona 
principalmente com a elevação da produção de cortisol. 
Ansiedade, Ansia ou Nervosismo, é uma característica biológica do ser 
humano, que antecede momentos de medo, perigo ou de tensão, marcada por 
sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no 
estômago, coração batendo rápido, nervosismo, aperto no tórax, transpiração, 
etc. 
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte 
da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga 
ser incapaz de realizá-las. No entanto, o termo ansiedade está de certa forma 
interligado com o a palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter o medo 
de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a 
tentar. 
O corpo e a mente são uma unidade, então se o emocional de uma pessoa não 
vai bem ela pode desenvolver as chamadas doenças psicossomáticas, que são 
aquelas que possuem sintomas físicos e que não têm explicação médica. São 
dores que não tem causa aparente, que aparecem sem que tenha havido 
nenhuma razão conhecida e que não se curam nem como remédios, pois a 
causa não é física, mas sim emocional, ou seja, provocada pela nossa mente. 
A pessoa que sofre com alguma doença psicossomática acaba somatizando no 
corpo os seus desequilíbrios emocionais e mentais e sofrendo com dores 
terríveis. Estas por sua vez são provenientes de suas angústias, ansiedades e 
depressões, o que desregula todos seus sistemas. 
As chamadas doenças psicossomáticas são doenças que apresentam 
sintomas físicos e que não têm origem ou causa identificada em exames. São 
dores que não tem causa aparente ou que aparecem sem que tenha havido 
nenhuma razão conhecida e que não se curam nem como remédios. Isso se dá 
porque as doenças psicossomáticas não possuem causas físicas e sim, 
emocionais. 
Existem outras que podem acarretar em uma ou mais doenças 
psicossomáticas: 
 Traumas de infância ou qualquer outro tipo de trauma; 
 Ansiedade e depressão; 
 Situações de violência (física ou psicológica); 
 Trabalho em excesso; 
 Autocobrança exagerada; 
 Entre outras causas. 
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Referências Bibliográficas 
 
Sobre o autor: 
 
Psicóloga Thaiana.O que são doenças psicossomáticas. 
Disponível em: 
https://www.psicologosberrini.com.br/blog/o-que-sao-doencas-psicossomaticas/ 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
 
Sobre o autor: 
 
Marisa de Abreu Alves.Psicóloga.CRP 06/29493.PSICOSSOMÁTICA E 
SOMATIZAÇÃO. 
Disponível em: 
 
http://www.marisapsicologa.com.br/doencas-psicossomaticas-e- 
somatizacao.html 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
 
Sobre o autor: 
 
Claudia Faria. Psicóloga.Doença psicossomática mais comuns, como identificar 
e tratar. 
Disponível em: 
 
https://www.tuasaude.com/doencas-psicossomaticas/ 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Lazslo Antonio Ávila. O corpo, a subjetividade e a psicossomática. 
Disponível em: 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 
48382012000100004 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
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Sobre o autor: 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicossom%C3%A1ticaPesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Luana Dullius.Psicossomática, neurose atual e histeria. 
Disponível em: 
https://www.ufrgs.br/psicopatologia/wiki/index.php?title=Psicossom%C3%A1tica 
,_neurose_atual_e_histeria 
 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
 
Sobre o autor: 
 
Rosimeri Bruno Lopes.Psicossomática e a Psicanálise. 
Disponível em: 
https://psicologado.com.br/psicossomatica/psicossomatica-e-a-psicanalise 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Gustav_Jung 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
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Sobre o autor: 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_psicanal%C3%ADtica 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Psicóloga Clínica Nathalie Beck. Doenças Psicossomáticas, uma linguagem 
corporal. 
Disponível em: 
http://www.apsicologa.net.br/psicossomatico.html 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Daniela Costa.Encontro BH. Revista.O corpo fala. 
Disponível em: 
https://www.revistaencontro.com.br/canal/revista/2014/04/o-corpo-fala.html 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Eu Sem Fronteiras. Febre: Quais energias você está passando para seus 
filhos? 
Disponível em: 
 
https://www.eusemfronteiras.com.br/febre-quais-energias-voce-esta-passando- 
para-seus-filhos/ 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
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Sobre o autor: 
 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 
Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_psicossom%C3%A1tica 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Alinny Rodrigues Lamas.Enéas Rangel Teixeira.A DIMENSÃO 
PSICOSSOMÁTICA NO CUIDADO DE ENFERMAGEM. 
Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/57cbe/resumos/392.htm 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
Abrale. Emoções e Saúde - Ligação corpo e mente. 
Disponível em: 
http://abrale.org.br/emocoes-saude 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
 
Sobre o autor: 
 
José Roberto Marques.Blog.5 Doenças Psicossomáticas Mais Comuns e Seus 
Sintomas. 
Disponível em: 
 
https://www.jrmcoaching.com.br/blog/5-doencas-psicossomaticas-mais- 
comuns-e-seus-sintomas/ 
Pesquisa realizada em: 13/02/2020 
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Apostila de 
Neuropsicologia 
PSI1824 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profa. Norma M. S. Franco 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno(a):_ 
http://bio-neuro-psicologia.usuarios.rdc.puc-rio.br/ 
http://bio-neuro-psicologia.usuarios.rdc.puc-rio.br/
NEUROPSICOLOGIA 
 
 
 
 
 
É o campo do conhecimento que trata da relação entre a cognição (e 
comportamento) e a atividade do sistema nervoso em condições 
normais e patológicas. Sua natureza é multidisciplinar, tomando apoio 
na anatomia, fisiologia, neurologia, psicologia, psiquiatria, etologia, 
entre as mais importantes. A partir de uma respectiva médica, este 
conhecimento visa ao tratamento dos distúrbios da cognição e do 
comportamento secundário ao comportamento do Sistema Nervoso. 
 
 
 
Ricardo Nitrini 
 
 
 
 
 
 
Se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores, 
valeu a sombra das folhas, se não houver folhas, valeu a intenção da 
semente..... 
 
 
Henfil 
 
 
 
 
 
 
A apostila foi baseada em vários livros descritos na Bibliografia. 
CENTRO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANAS 
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA 
DISCIPLINA: PSI 1824 - NEUROPSICOLOGIA (4- 0- 0 ) – 4 CR 
PRÉ-REQUISITO: PSI 1820 ou PSI 1020 (Currículo novo) 
PROFESSORA: Norma Moreira Salgado Franco 
PERÍODO: 
 
Objetivos: 
 
• Estudar a expressão cognitiva comportamental das lesões e disfunções cerebrais. 
 
• Identificar os principais conceitos e informações relativas à organização neural dos processos mentais sob 
o ponto-de-vista da neuropsicologia. 
• Identificar as diversas neuropatologias do sistema nervoso. 
 
Ementa: A história da neuropsicologia. As funções neuropsíquicas superiores. As patologias neuropsicológicas 
do SN. Descrição e avaliação. 
Avaliação: Categoria II – De acordo com a RESOLUÇÃO – 01/2005 de 15/06/2005 
 
Programa: 
 
A Neuropsicologia 
 
1.1. Breve Histórico 
 
1.2. Concepção da organização cerebral 
 
1.3. Análise neuropsicológica das funções psíquicas superiores 
 
1.3.1. Linguagem ( Afasias) 
 
1.3.2. Agnosias 
 
1.3.3. Apraxias 
 
1.3.4. Memória 
 
Avaliação Neuropsicológica 
 
2.1. Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) 
 
2.2. Demências 
 
2.3. Depressão 
 
2.4. Dependências Químicas 
 
2.5. Acidente Vascular Encefálico (AVE) 
 
2.6. Transtornos da Comunicação 
 
2.7. Outros Transtornos 
 
3. Casos Clínicos 
 
Bibliografia Principal: 
• DORETTO, D. Fisiopatologia Clínica do Sistema Nervoso. RJ: Atheneu,1996. 
 
Bibliografia Complementar: 
• GUYTON, A. C. Neurociência Básica. RJ: Guanabara Koogan, 1993. 
 
• LURIA, A. R. Fundamentos de Neuropsicologia. SP: EDUSP, 1981. 
 
• M ACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. RJ: Atheneu,1986. 
 
• SACKS, J. O Homem que confundiu sua mulher com um chapéu. RJ: Imago,1987. 
 
• TAVARES, P. Fisiologia e Anatomia Humana. RJ: Atheneu, 1984. 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO - NEUROPSICOLOGIA 
 
Profª. Norma Moreira Salgado Franco 
 
 
 
G1 – Trabalhos em sala de aula valendo até 3,0 pontos e 
 
prova individual sem consulta (com casos clínicos) valendo 7,0 pontos 
 
G2 – Seminários (3,0 pontos) e Prova objetiva (7,0 pontos) 
 
 
 
G2 – Seminário 
 
 
Temas/Datas: Demências - / _/ 
 
Transtornos de Humor – / / 
Transtornos de Ansiedade – / / 
Transtornos Alimentares – _/ / 
Epilepsia – / / 
Fisiopatologias do Sono – / /_ 
 
Os Efeitos das Drogas no SNC – /_ / 
Neoplasias – _/ / 
Doença de Parkinson – _/ / 
 
 
 
As entrevistas serão valorizadas nesse trabalho (apresentação oral) 
 
 
Nº máximo de componentes por grupo: 03 (Três) 
 
Pontuação do trabalho: de zero a 3,0 pontos – apresentação escrita 
 
- resumo 
 
de zero a 3,0 pontos – apresentação oral 
 
(avaliação da turma e da professora) de zero a 
3,0 pontos – presença nas apresentações e ter 
participado da confecção do trabalho 
Normas para a apresentação da parte escrita - Resumo 
 
 
 
• O grupo entregará à professora o resumo do trabalho até 07 (sete) dias antes da 
apresentação do mesmo. Esse resumo será entregue a toda a turma no dia da 
apresentação oral. 
 
 
 
O resumo deverá conter o nome da Instituição, nome da Disciplina, nome da 
professora, nome do trabalho e o nome completo dos integrantes do grupo. O corpo do 
trabalho com os itens desenvolvidos de forma resumida (digitado em espaço 1,0 fonte 
“Arial” ou “Times New Roman”, tamanho da letra 12 e alinhamento justificado). Não 
precisará constar no resumo as entrevistas clínicas, a conclusão do grupo, as referências 
bibliográficas (estas deverão conter no trabalho expositivo em power point). 
 
 
OBS: O trabalho não poderá ser cópia de livro(s) o ut ra s f on te s imp ressa s ou de 
site s espe cia lizado s. Q U ALQ UE R it em p esqu isado de ve ter su a f on te inclu ída 
n a p a rte de b ib lio graf ia se gund o as no rma s da AB NT. 
 
 
 
• Todos os integrantes do grupo entregarão à professora, no dia da apresentação oral, uma 
folha de avaliação (avaliação de 0-3 de cada componente do grupo, incluindo a sua 
própria avaliação (auto-avaliação) – Anexo 01 
 
Nome do aluno Avaliação Significado 
 0 Não participou 
 1 Teve pouca participação 
 2 Teve uma participação razoável 
 3 Teve uma participação efetiva 
 
 
• A nota do resumo valerá até 3,0 pontos e será em função do desenvolvimentoda 
pesquisa, clareza com que foi escrita e comparada com os outros trabalhos. 
Critérios para a apresentação oral – Power Point (ou similar) 
 
• No dia da apresentação oral do trabalho, a professora poderá escolher o aluno que 
representará o grupo (se achar que não foi um trabalho em grupo). 
• Ao final de cada apresentação a turma avaliará (numa escala de 0 a 3) a 
apresentação do grupo (Anexo 02) , de acordo com os seguintes critérios: 
Zero - apresentação ruim 
 
1,0 - apresentação com pouco conteúdo 
 
2,0 - apresentação com conteúdo razoável 
 
3,0 - apresentação clara e com bom conteúdo 
 
• Pontuação da apresentação oral: até 3,0 pontos (Critérios da professora) 
 
Zero - aluno que não fez a parte escrita ou que faltou no dia da apresentação oral ou 
que não conseguiu falar no dia da apresentação (por não ter participado) 
1,0 - apresentação com pouco conteúdo sobre o trabalho 
 
2,0 - apresentação razoável sobre o conteúdo do trabalho 
 
3,0 - apresentação clara e com conhecimento do conteúdo do trabalho 
 
• A Média da Pontuação Oral do Grupo (MPO) será calculada da seguinte forma: A média 
de todos os alunos (MA) mais a avaliação da professora (AP) dividido por 02 (dois), 
assim: MPO = MA+AP 
2 
 
IMPORTANTE : Os alunos que não obtiverem 3 na avaliação do grupo na parte escrita 
terão a nota de apresentação oral equiparada à da sua participação no 
trabalho. 
Os alunos que faltarem no dia da apresentação oral do trabalho receberão 
zero na parte de apresentação oral (caso não tenham uma boa justificativa). 
Critérios para a nota de presença nas apresentações de outros 
grupos 
• Pontuação 
 
3,0 – presença em todos os dias de apresentação de trabalho 
 
2,0 – falta em apresentação de um trabalho 
 
1,5 – falta em apresentação de dois trabalhos 
1,0 - falta em apresentação de três trabalhos 
zero – falta em apresentação de quatro trabalhos ou mais 
 
 
 
OBS> As entrevistas serão valorizadas no trabalho oral 
TRABALHO A SER REALIZADO EM SALA DE AULA 
 
 
O Córtex cerebral – uma breve turnê 
 
 
I - Classificação Anatômica do Córtex 
 
 
Baseia-se na divisão do cérebro em sulcos, giros e lobos (frontal, 
parietal, occipital, temporal e insular). Essa divisão é mais empregada 
na prática médica para localização de lesões corticais. 
 
 
II - Classificação Filogenética do Córtex (fig. 1 e 2) 
 
 
- arquicórtex (parte mais primitiva - hipocampo  répteis) 
 
 
- paleocórtex (parte intermediária - Úncos e giro para-hipocampal 
 mamíferos) 
 
 
- neocórtex (todo o resto do córtex - está ligado a percepção, 
pensamento, linguagem, memória e ação planejada.) 
 
 
III - Classificação Funcional do Córtex 
 
 
- áreas de projeção(áreas Primárias) - Sensitivas 
- Motoras 
 
 
- áreas de associação - Secundárias (unimodais*) – Sensitivas 
-Motoras 
- Terciárias (supramodais**) 
 
 
* Unimodais estão relacionadas indiretamente com áreas sensitivas 
ou motoras primárias (projeção). 
** Supramodais estão envolvidas com atividades psíquicas 
superiores (memória, processos simbólicos e pensamento abstrato), 
faz conexões com áreas unimodais ou com outras supramodais. 
Lesões causam alterações psíquicas sem qualquer conotação motora 
ou sensitiva. 
 
 
Fonte: http://neuroenfermagem.blogspot.com.br/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista dos lobos e suas áreas de associação 
 
Fonte: Sistema Nervoso.com: 
http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=2&materia_id=464&materiaver=1 
http://neuroenfermagem.blogspot.com.br/
http://www.sistemanervoso.com/pagina.php
 
 
Vamos usar vermelho, amarelo e azul? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Áreas corticais primárias (em vermelho), secundárias (em amarelo) e terciárias (em azul), em relação 
com as áreas citoarquiteturais de Brodmann. Face súpero-lateral do cérebro 
 
 
Áreas corticais primárias (em vermelho), secundárias (em amarelo) e terciárias (em azul), em relação 
com as áreas citoarquiteturais de Brodmann. Face medial do cérebro 
 
Figuras retiradas do livro: MACHADO, Angelo B.M. Neuroanatomia funcional. Rio de Janeiro: Atheneu, 1983. 
 
 
A - Áreas de Projeção Primárias 
 
1 - Áreas sensitivas (Mapa de Brodmann) 
 
Áreas Somestésicas (áreas 3,2,1) 
Função: temperatura,dor, pressão, tato e propriocepção 
Somatotopia - Homúnculo Sensitivo de 
Penfield 
Lesões - perda da sensibilidade discriminativa 
do 
lado oposto à lesão. O paciente perde a estereognosia 
mas mantém o tato não discriminativo e a 
sensibilidade térmica e dolorosa (tálamo) 
3 
 
(Área Visual) Área 17 
Função: Visão. A ablação bilateral desta área causa cegueira completa 
na espécie humana. 
 
(Áreas Auditivas) Áreas 41 e 42 
Função: Audição. Lesões bilaterais causam surdez completa. Lesões 
unilaterais causam déficits auditivos pequenos. 
 
Áreas Olfatórias - Ocupa no homem uma pequena área situada na 
parte anterior ao úncus e o giro para-hipocampal. 
 
Área Gustativa (área 43) - localiza-se na porção inferior do giro pós-
central (próximo a ínsula). Lesões dessa área provocam diminuição da 
gustação na metade oposta da língua. 
 
2 - Área Motora 
 
Área 4 - Ocupa a parte posterior do giro pré-central. Estimulação nesta 
área determina movimenta. De grupos musculares do lado oposto . 
 
 
B - Áreas de Associação (Secundárias e Terciárias) 
 
1 - Áreas de Associação Secundárias 
 
 
Recebem aferências primárias e repassam informações para as 
áreas supramodais. 
 
1.1 - Áreas de Associação Secundárias Sensitivas 
 
a) áreas somestésicas  lobo parietal superior. Áreas 5 e 7 
b) áreas visuais  lobo occipital 18 e 19. Lobo temporal : 20, 21 e 37 
c) áreas auditivas  lobo temporal 22 
OBS: Lesão nas áreas primárias causam deficiências sensoriais (ex. cegueira), 
já nas áreas secundárias ocorrem as agnosias, apesar das áreas primárias 
estarem intactas. 
 
Distinguem-se agnosiasvisuais, auditivas e somestésicas (táteis). Um aspecto 
importante relacionado às áreas secundárias é que do ponto de vista funcional elas 
não são simétricas. 
 
Por exemplo, lesão da área secundária auditiva (22) no Hemisfério esquerdo causa 
uma afasia (dificuldade de compreensão de sons de linguagem). No hemisfério 
direito causa uma amusia: dificuldade de compreensão dos sons musicais). 
 
1.2 -Áreas de Associação Secundárias Motoras 
a)áreas motora suplementar ocupa a parte mais alta da área 6, situada na 
face medial do giro frontal superior. Do ponto de vista funcional relaciona-se com o 
planejamento de seqüências complexos de movimentos. 
 
b) área pré-motora localiza-se adiante da área motora primária e ocupa toda a 
extensão da área 6. Lesões causam paresia(diminuição de força muscular.) 
 
c) área de Broca localiza-se no lobo frontal 
(giro frontal inferior), correspondendo à área 44 e parte da 45. A área de Broca é 
responsável pela programação da atividade motora relacionada com a expressão 
da linguagem. Lesões causam afasias. 
 
2. Áreas de associação terciária. 
Não se relacionam isoladamente com nenhuma modalidade sensorial. Recebem e 
integram informações sensoriais já elaboradas por todas as áreas secundárias e 
são responsáveis pela elaboração das diversas estratégias comportamentais. 
 
a)Áreas Pré-frontais -Parte anterior não motora. No homem ocupa 1/4 da 
superfície do córtex cerebral. É ligada ao sistema límbico. 
 
b) Áreas Temporoparietal-Compreende todo o lóbulo Parietal inferior. Área 40 
e 39. Estendendo-se também às margens do sulco Temporal superior. Esta área é 
importante para a percepção Espacial.Outro quadro clínico comum é a Síndrome 
denegligência ou Síndrome de inatenção, que se manifestam nas lesões do lado 
direito, ou seja, no hemisfério mais relacionado com os processos visioespaciais. 
Pode-se considerar um quadro de negligência em relação ao próprio corpo ou ao 
espaço exterior. 
 
c) Áreas Límbicas -Compreendem o giro cíngulo, o giro para-hipocampal,o 
hipocampo, o ápice do lobo temporal e o córtex da superfície orbital do lobo frontal 
 
 
ASSIMETRIA CORTICAL 
 
Hemisfério Esquerdo: 
Linguagem - 96% indivíduos destros 
 70% indivíduos canhotos ou ambidestros 
 
Raciocínio matemático, organização do tempo e seqüência 
 
Hemisfério Direito: 
Desempenho de habilidades artísticas como música e pintura. 
Percepção de relações espaciais. Reconhecimento da fisionomia das pessoas. 
Visualização de imagens 
 
Torna-se, portanto, a importância do corpo caloso em transmitir 
informações entre os hemisférios. Quando seccionado os indivíduos não 
tem distúrbios sensitivos ou motores evidentes, porém são incapazes 
de descrever um objeto quando colocado em sua mão esquerda, 
embora possam fazê-lo quando o objeto é colocado na mão direita 
 
 
Córtex pré-frontal – CPF. 
Direito > Sentimentos negativos (medo,agressividade) 
Esquerdo > refreia essas emoções 
Consequência: 
“Derrame” no CPF E > Tendência a preocupações 
“Derrame” no CPF D > Descontração 
 
 
Plasticidade Cerebral 
 
Plasticidade é a capacidade do sistema nervoso alterar o funcionamento 
do sistema motor e perceptivo baseado em mudanças no ambiente. 
Estudos comprovam a hipótese sobre o desenvolvimento Neural e a 
aprendizagem na qual funções particulares de Processamento de 
informação são controladas por grupos Especiais de neurônios, mas 
quando uma dessas funções fica inutilizada, os neurônios associados a 
ela passam a controlar outras funções. Por exemplo, se os neurônios 
que normalmente recebiam estímulos do olho esquerdo pararem de 
receber esses estímulos, eles se tornariam responsáveis pelos 
estímulos do olho direito. O inverso também é verdadeiro, quando as 
funções neurais são limitadas, os neurônios podem passar a controlar 
novas funções. No entanto, nem sempre esse processo ocorre. 
A plasticidade é mais comum em crianças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TESTE LATERALIDADE - PARA CRIANÇAS (anexo 4) 
 
 
 
Perspectiva Histórica 
 
 
 
O estudo da afasia, até os nossos dias, constitui um campo complexo e questionável. 
 
Hipócrates (400 AC) 
 Acreditava que o cérebro era o órgão onde os pensamentos ocorriam. 
 
Franz Joseph Gall (1757-1828) 
 Assegurava que a personalidade do homem podia ser descrita pelas palpitações dos ossos da 
cabeça. 
 
Ernest Aurbutrin (1861) 
 Apresentou um estudo onde ele teorizava que a linguagem era localizada no lobo anterior do 
cérebro. 
 
Pierre Paul Broca (1824-1880) 
 Introduziu o termo afemia para o significado de perda de fala. 
 
Carl Wernicke (1874) 
 Descreveu casos de afasia sensorial, e atribui a desordem a lesões da 1ª e 2ª circunvoluções 
temporais do cérebro. 
 
Paul Pierre Marie (1853-1940) 
 Chamou a atenção para a necessidade de serem construídos testes essenciais para uma 
determinação mais precisa da sintomatologia afasia. 
 
Hugligs Jackson (1835-1911) 
 Acentua a complexidade das funções nervosas que contribuem para a fala e a interdependência das 
disfunções da fala e outras desordens compartimentais produzidas. 
 
Henry Head (1926) 
 Identificou 4 classes de desordens afásicas 
 
Kurt Goldstein (1879-1905) 
 Defendia que lesões em áreas centrais do cérebro, resultavam numa redução que afeta todos os 
campos. 
 
 
 
 
Áreas Corticais da Linguagem 
 
1º - Giro frontal inferior (porção opercular - área 44) e parte das porções 
triangular , orbitária e opercular. 
 
2º - Córtex do lobo parietal inferior, compreendendo o córtex do giro 
marginal e o córtex do giro angular (áreas 40 e 39). 
 
3º - Região posterior situado do giro temporal superior (área 22). 
 
 
4º - Córtex da metade posterior do giro temporal médio, corresponde à 
metade posterior da área 21 e parte da área 37. 
 
OBS. : As áreas anteriores funcionam integradas com outras áreas 
corticais, salientando-se o “córtex interpretativo”de Penfield, situado na 
região anterior do giro temporal superior, correspondente a porção anterior 
da área 22 e parte da área 38. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retirada do Livro: DORETTO, D. Fisiopatologia Clínica do Sistema Nervoso. RJ: Atheneu, 1996. 
 
 
 
 
 
 
Áreas corticais da Linguagem 
Propedêutica da Linguagem de Expressão Verbal 
 
 
 
a) Linguagem espontânea – 
b) Linguagem “automática”- 
c) Linguagem “provocada” – 
d) Linguagem “elaborada” – 
 
 
 
 
Propedêutica da Linguagem de Compreensão Verbal 
 
 
a) Prova de designação – 
 
 
b) Prova da execução de ordens – 
 
 
 
 
Propedêutica da Linguagem de Expressão Escrita 
 
a) Escrita espontânea – 
 
 
b) Escrita ditada – 
 
 
c) Escrita copiada - 
 
 
 
Propedêutica da Linguagem de Compreensão Escrita 
 
a) Leitura em voz alta – 
 
 
 
 
 
b) Execução de ordens escritas – 
Quadro Clínico das Afasias 
 
 
 
I ) Quadro Clínico das Afasias da Linguagem de Expressão Verbal. 
 
 
a) Perífrase 
 
 
b) Parafasia Verbal 
 
 
• Parafasia Semântica - 
 
 
• Parafasia Morfológica – . 
 
 
c) Parafasia Fonêmica ou Literais – 
 
 
d) Persistência Verbal ou Intoxicação pela Palavra – 
 
 
e) Abolição Total; Agramatismo- 
f) Jargonafasia – 
 
 
 
II ) Quadro Clínico das Afasias da Linguagem de Compreensão Verbal. 
 
 
a) Parcial 
 
 
 
b) Surdez verbal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO A SER REALIZADO EM SALA DE AULA 
III) Quadro Clínico das Afasias da Linguagem de Expressão Escrita. 
(Agrafias) 
 
a) Paragrafia verbal 
 
b) Paragrafia fonêmica ou literal 
c) Persistência da escrita 
d) Dissintaxias (distúrbios gramaticais) 
 
OBS.: Os distúrbios são genericamente denominados de Agrafias. (manifestam mais 
na escrita espontânea e ditada do que na copiada). A agrafia é exibida em ambas as 
mãos. Os distúrbios são análogos aos da afasia de expressão verbal. 
 
 
 
IV) Quadro Clínico das Afasias da Linguagem de Compreensão Escrita 
(Alexias) 
 
 
a) Alexia-agrafia (alexia afásica); paralexia 
 
 
• Constata-se normalmente na prova de leitura de voz alta. Além do paciente 
não entender o que leu, lê uma palavra por outra. 
 
b) Alexia global (alexia literal e verbal) 
 
• É a forma mais rara. Quando ocorre ausência no reconhecimento de letras e 
de palavras; nestes casos a escrita espontânea e a ditada estão conservadas, 
porém não conseguem ler o que escreveram. 
Classificação das Afasias 
 
1 ) Afasias Fluentes ou de Wernicke (afasias sensitivas de compreensão) 
 Caracterizadas pelos pacientes falarem bastante não ocorrendo déficits da 
linguagem de expressão verbal. 
 
2 ) Afasias Não-Fluentes ou de Broca (afasias motora de expressão) 
 Caracterizadas pela redução da fala, isto é, déficit da linguagem de 
expressão verbal 
 
1 ) Afasias Fluentes 
 Completa - caracteriza-se por um comprometimento acentuado em 
todas as formas de linguagem. 
 
a) Expressão Verbal - paciente pode apresentar logorréia, parafasias verbais, 
semânticas, morfológicas e outras vezes destaca-se a presença de uma autêntica 
jargonafasia. 
 
b) Expressão Escrita - reproduz os distúrbios da expressão verbal (paragrafia 
verbal, paragrafia fonêmica, persistência da escrita e dissintaxia - chegando a 
uma jargonagrafia) 
 
 
c) CompreensãoVerbal - sempre comprometida, em graus variados e em 
formas mais severas o paciente entende apenas ordens extremamente simples. 
 
d) Compreensão Escrita - exibe dificuldade na compreensão de uma ordem 
escrita. Normalmente não a executa. 
 
Localização da Lesão: Região Posterior do Giro Superior e Médio (Área de 
Wernicke) e o Giro Supramarginal ,lesões têmporo-parietais no hemisfério esquerdo 
 
→ Afasia de Wernicke Incompleta 
 
a) Afasia de Condução - dificuldade de repetição de sílabas. Todos os fonemas de 
uma palavra são trocados surgindo neologismo. Por outro lado, a linguagem de 
compreensão verbal está preservada bem como a compreensão escrita (embora a 
leitura do texto em voz alta exteriorizeas parafasias fonêmicas). Distúrbios da 
linguagem escrita são frequentemente observados. 
 
Localização da Lesão: Fascículo arqueado que interconecta as áreas de 
Wernicke e de Broca. Em geral, decorre de lesão do giro supramarginal do lobo 
parietal. 
b) Afasia Amnésica - é uma forma clínica bastante frequente. Traduz-se por 
perífrases. Assim ao entrevistar o paciente, a linguagem espontânea estará 
ocorrendo normalmente, porém, com intervalos curtos. 
Importante: este subtipo normalmente ocorre habitualmente no início de um 
processo lesional progressivo (tumor), situado em qualquer região cortical 
da linguagem. 
2 ) Afasias Não-Fluentes 
 
a) Afasia Total - Abolição total de todas as formas de linguagem. 
Local da lesão: Abrange todo o córtex da linguagem. 
 
b) Afasia de Broca - É marcante o déficit da linguagem oral. O paciente utiliza 
apenas frases curtas e agramaticais; dificuldades na evocação de palavras e 
persistência verbal são frequentes. Os distúrbios da linguagem de expressão escrita 
são leves e discretos. Eventualmente ocorrem trocas de letras. 
 
 
Local da lesão: Área de Broca, podendo ultrapassar os limites dessa área, tanto no 
sentido anterior como no posterior. 
 
 
 
Afasias Isoladas 
 
Embora raras, as lesões podem exteriorizar-se clinicamente por afasia pura. 
 
a) Afemia: lesão na área 44 (Broca). Alguns autores chamam de anartria cortical 
(por causa do distúrbio de articulação da palavra) 
b) Surdez Verbal: para alguns autores ela é apenas teórica, sendo uma fase de 
regressão de uma afasia inicial bem mais ampla. Corresponde à área 42 de 
Brodmann. 
c) Alexia: é uma afasia pura de existência comprovada. A linguagem de expressão 
escrita e verbal é preservada, porém o paciente é incapaz de ler o que escreveu 
corretamente. 
 
Outros Tipos de Afasias (todas com evoluções mais 
favoráveis) 
 
a) Afasia Talâmica ou subcortical: diminuição da linguagem de expressão, não 
acompanhada de agramatismo ou persistência verbal. 
b) Afasia na Infância: Crianças, acima de 5 anos de idade, submetidas à 
hemisferectomia esquerda, apresentam afasia diferente dos adultos. 
c) Afasia Cruzada: é a afasia em canhotos que apresentam lesões esquerdas. 
 
ETIOLOGIA DAS AFASIAS 
 
 
 
1 - AVE (transitórios ou não) 
2 - Processos expansivos do lobo temporal esquerdo 
3 - T.C.E. (como hematomas intracerebrais, no lobo temporal esquerdo) 
4 - Abcessos temporais esquerdos 
5 - Demências 
 
 
 
TRABALHO EM SALA DE AULA 
Apraxias e Agnosias (Apractoagnosias) 
 
 
1- Apraxia: Incapacidade de executar movimentos aprendidos. 
 
2 - Agnosia: Perda da capacidade de reconhecimento. 
 
 
 
 
Obs.: Na prática médica diária é frequente um afásico também apresentar 
apraxia e/ou agnosia. 
1 - Apraxias 
 
 
a) Apraxia ideomotora: Distúrbios de linguagem gestual. 
Obs.: é observada em ambos os membros superiores. 
Prova: 
 
 
 
Local da lesão: Córtex Associativo parietal esquerdo. Frequentemente o 
paciente apresenta uma afasia fluente (de condução) 
 
b) Apraxia ideatória: Incapacidade de realizar certos movimentos sequenciais 
na realização de um ato. 
Prova: 
 
Local da lesão: Acometimento bilateral do córtex associativo dos lobos parietal, 
temporal e occipital. 
 
 
 
 
 
b) Apraxia Construtiva: é a incapacidade de reproduzir ou copiar um modelo 
visual apresentado, na ausência de distúrbios visuais, perceptivos ou motores. 
Prova: 
Lesão direita Lesão esquerda 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Neste tipo de apraxia, de acordo com o hemisfério lesado, ocorre uma pequena 
diferenciação. Lesão direita - as cópias produzem erros traduzidos por falhas situadas à 
esquerda do objeto copiado e pela nítida tendência a copiar ao lado direito do papel. 
Lesão esquerda - as cópias assemelham-se às cópias de uma criança em idade pré- 
escolar. Quando as lesões são intensas é Impossível o diagnóstico de localização direita 
ou esquerda e quando há acometimento nos dois hemisférios o paciente perderá a 
capacidade total de copiar. 
Local da Lesão: Córtex Associativo parieto-temporal-occipital. 
d) Apraxia do vestir-se: É um tipo de apraxia ideatória, sendo o objeto 
representado pelas vestimentas. 
 
e) Apraxia buco-linguo-facial : Dificuldade em projetar a língua para fora 
(“estalar a língua”), reprodução mímica do riso, etc. Se apresenta associada a 
afemia. 
 
Etiologia das Apraxias 
 
1 - AVE 
2 - TUMORES 
3 - TCE 
4 - DEMÊNCIA SENIL E NA DOENÇA DE ALZHEIMER(Nesse caso ocorre sequencialmente na 
seguinte ordem: apraxia construtiva, ideomotora e ideatória. A apraxia de vestir-se evolui, desde o 
início). 
5 - ALCOOLISMO CRÔNICO 
6 - ARTEREOSCLEROSE CEREBRAL 
7 -CASOS DE HIPOXIA PODEM PRODUZIR APRAXIA (Ex. Grandes Altitudes, 
hipoventilação, etc). Obs.: neste tipo o quadro evolui favoravelmente, não 
deixando nenhuma sequela. 
 
 
 
2 - Agnosias (Ocorre lesão em áreas secundárias) 
 
a) Agnosia Tátil ou (A Estereognosia: incapacidade de reconhecimento tátil. 
 
• hiloagnosia  dificuldade de reconhecer a textura do objeto. 
• Amorfognosia  perda do reconhecimento da forma do objeto. 
• Assimbolia tátil  não reconhece o objeto colocado na mão apesar de 
reconhecer a textura e a forma. (córtex parietal superior, área 5 e 7) 
 
b) Agnosia Auditiva: incapacidade de reconhecimento e distinção de sons na 
ausência de qualquer déficits auditivos. 
 
Local da lesão: Área 22 e parte da 21 no hemisfério cerebral direito 
 
c) Agnosias Visuais: incapacidade de reconhecimento visual de objetos na 
ausência de disfunções ópticas. Nestas agnosias há diferença no 
comprometimento dos hemisférios cerebrais; assim lesões no hemisfério direito 
ocorrem déficits em relação às funções visuoespaciais e o esquerdo no 
reconhecimento de objetos. 
 
c1) Agnosia Visuoespacial: desorientação espacial. 
Prova: 
c2) Agnosia Espacial Unilateral : trata-se de um algum acometimento no 
campo visual direito. O paciente “esquece” o lado esquerdo. Normalmente esse 
paciente apresenta também uma hemianopsia homônima esquerda. 
 
Prova: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS.: Se o paciente também tiver uma agnosia espacial ele não demonstrará 
nenhuma preocupação com relação à prática de tais movimentos. 
 
c3) Prosopagnosia 
 
Perda da capacidade de reconhecer fisionomias. 
 
 
Obs.: Normalmente a lesão é no córtex associativo temporoparieto-occipital 
direito (frequentemente vem associando com a apraxia construtiva). 
 
c4) Agnosia para Cores : perda da capacidade de reconhecer cores. 
 
Prova: Emparelhamento de cores semelhantes 
Interessante: o paciente não desconhece as cores preto e branco. 
 
Local da lesão: occipitotemporais esquerda e direita. 
 
 
Distúrbios da SOMATOGNOSIA 
 
 
Incapacidade de reconhecer o seu próprio esquema corporal. 
 
• Anosognosia  o paciente troca o “local são” pelo “local doente” 
• Hemiasomatognosia o paciente não reconhece como seu o membro 
paralisado (esquerdo) 
 
Ocorrência: No hemisfério cerebral direito. Córtex associativo temporo-parieto- 
occipital. 
 
Etiologia das Agnosias (iguais os da afasia) 
 
1- AVE (transitórios ou não) 
2 - Processos expansivos do lobo temporal esquerdo 
3 - TCE (por hematomas intracerebrais no lobo temporal esquerdo) 
4 - Demências 
 
TRABALHO EM SALA DE AULA 
MEMÓRIA 
 
 
 
 
Definição: É a capacidade de acumular e adquirir informações. 
 
Localização: Córtex Cerebral, hipocampo e cerebelo. 
 
Estágios: Codificação Armazenagem 
Recuperação ou evocação 
 
 
Para serem codificadas como memória pelas células cerebrais, as informações 
devem ser apresentadas as estruturas encefálicas através da visão, audição ou 
execução de movimentos. 
 
 
 
 
Amnésia  Quadro patológico de perda de memória. 
 
Amnésia anterógrada  Perda da memóriapara os fatos 
ocorridos após a lesão do SN. 
Amnésia retrógrada  Perda da memória para os fatos 
 
ocorridos antes da lesão do SN. 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO EM SALA DE AULA 
 
MEMÓRIA 
 Auditiva Visual Cinestésica 
A maioria do 
 
armazenamento 
• Hemisfério Esquerdo • Hemisfério Direito • Cerebelo 
A maioria das 
 
pessoas 
20% 65% 15% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os assimiladores 
• captam com menos rapidez 
 
• tem a mesma capacidade de 
memorização que visual 
 
 
• não confiam em suas memórias, 
mesmo quando estão corretas. 
 
 
• são melhores em compartimentar 
um material complexo. 
• captam com mais rapidez 
 
 
• tem a mesma capacidade de memorização 
que auditiva 
 
 
• são mais seguros no que diz respeito a se 
lembrarem do material que colheram 

 
• se concentram mais no “quadro geral”, sem 
entender bem seus elementos 
distintos. 
 
• colhem muitas informações irrelevantes 
• tendem a confundir, portanto a ordem das 
coisas 
• captam com 
menos rapidez 
Duração Menor Menor Maior 
Obs: 
 
• Se a codificação for realizada utilizando os três tipos de memória, a assimilação 
será muito melhor. 
 
 
• A memória cinestésica parece ser a única forma e memória que funciona melhor 
sem a ajuda da memória associada a outras partes do cérebro. 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
 
Ato de manter o foco atentivo direcionado para certo estimulo. 
 
Na atenção está explicito o caráter direcional e seletivo dos processos mentais 
organizados como: estado de alerta, concentração, seleção e exploração. 
 
Áreas responsáveis: Sistema límbico, formação reticular, estruturas corticais e 
subcorticais ligadas a parte sensorial e motora. 
 
Memória & atenção > interligação 
 
Problemas de memória > problemas neurológicas e psiquiátricos. 
 
 
 
 
MODULAÇÃO DA MEMÓRIA 
 
 
 
 
 
A Emoção 
 
Estados de alerta e atenção 
 
 
 
 
A NEUROPLASTICIDADE 
 
 
 
 
 
Aumento das ligações dendríticas, por meio de estímulos. 
 
TIPOS E CARACTERÍSTICAS DA MEMÓRIA 
 Tipos e Subtipos Características 
 
Quanto ao tempo de 
retenção 
• Ultra-rápida Dura de frações de segundos a alguns segundos; memória sensorial 
• Curta duração Dura minutos ou horas, garante o sentido de continuidade do presente 
• Longa duração Dura horas, dias ou anos, garante o registro do passado autobiográfico e dos conhecimentos do 
indivíduo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quanto à natureza 
1- Explicita ou declarativa 
 
a) Episódica 
b) Semântica 
 
2- Implícita ou Não-declarativa 
 
a) De representação 
perceptual 
b) De Procedimentos 
c) Associativa 
d) Não Associativa 
 
 
 
 
3-Operacional 
Pode ser descrita por meio de palavras 
Tem uma referência temporal; memória de fatos 
sequenciados. Envolve conceitos atemporais; memória 
cultural. 
 
Não pode ser descrita por meio de palavras 
 
Representa imagens sem significado conhecido; memória pré-consciente 
 
Hábitos, habilidade e regras 
Associa dois ou mais estímulos (condicionamento clássico), ou um estímulo a uma certa resposta 
(condicionamento operante) 
Atenua uma resposta (habituação) ou a aumenta (sensibilização) através da repetição de um 
mesmo estímulo 
 
Permite o raciocínio e o planejamento do comportamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
ANEXO 01 
 
FICHA PARA AVALIAÇÃO DO TRABALHO ESCRITO 
28 
 
 
 
 
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO 
 
Disciplina: Neuropsicologia 
 
Professora: Norma Moreira Salgado Franco 
 
Nome do trabalho: 
Data da apresentação: / / 
Nome do aluno: 
 
 
NOME DOS COMPONENTES 
DO GRUPO 
 
 
 
0 
 
 
 
1 
 
 
 
2 
 
 
 
3 
 
1 – AUTO-AVALIAÇÃO 
 
 
2 – 
 
 
3 – 
 
 
4 – 
 
 
5 – 
 
 
 
 
Nota 0 (zero) = O componente não participou 
Nota 1 (um) = O componente teve pouca participação 
Nota 2 (dois) = O componente teve uma participação razoável 
Nota 3 (três) = O componente teve uma participação efetiva em todas as etapas do 
trabalho 
 
 
 
IMPORTANTE: Esta folha deverá ser entregue somente à professora, no dia da 
apresentação do trabalho e, ainda, antes da apresentação oral do 
mesmo. 
ANEXO 02 
 
FICHA DE AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO ORAL – TURMA 
35 
 
 
 
 
 
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO 
 
Disciplina: Neuropsicologia 
 
Professora: Norma Moreira Salgado Franco 
 
 
NOME: 
 
 
 
 
NOME DO TRABALHO 
 
DATA 
 
0 
 
1 
 
2 
 
3 
 
01 - DEMÊNCIAS 
 
/ / 
 
 
02 – TRANSTORNOS DE 
HUMOR 
 
/ / 
 
03– TRANST. DE ANSIEDADE 
/ / 
 
04 – TRANST. ALIMENTARES 
/ / 
 
 
05 – EPILEPSIA 
 
/ / 
 
 
06 – FISIOPATOLOGIA DO 
SONO 
 
/ / 
 
07 – AS DROGAS NO SNC 
/ / 
 
08 – NEOPLASIAS 
/ / 
 
 
09 – DOENÇA DE PARKINSON 
 
/ / 
 
 
 
 
Nota 0 (zero) = Apresentação ruim 
Nota 1 (um) = Apresentação com pouco conteúdo Nota 
2 (dois) = Apresentação com conteúdo razoável Nota 3 
(três) = Apresentação clara e com bom conteúdo 
36 
ANEXO 03 
Homúnculo de Penfield 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parece estranho, mas essa é a forma com que nosso cérebro 
interpreta nossas funções sensoriais e motoras e percebe nosso corpo. 
 
Fonte: Esenza Pilates: http://esenzapilates.wordpress.com/2013/06/10/homunculo-sensorial-y- 
motor/ 
 
 
Para mais informações. Visite: http://videolog.tv/292359 
http://esenzapilates.wordpress.com/2013/06/10/homunculo-sensorial-y-
http://videolog.tv/292359
37 
ANEXO 04 
TESTE: LATERARILADE (Para crianças) 
 
 
 
 
• LATERALIDADE DAS MÃOS. 
 
1) Lançar uma bola. 
2) Utilizar um objeto (tesoura, pente, escova, etc). 
3) Escrever, pintar, desenhar, etc. 
 
 
A criança está em pé, sem nenhum objeto ao 
alcance de sua mão. O aplicador deverá demonstrar 
como realizar tal movimento. 
 
 
• LATERALIDADE DOS OLHOS. 
 
 
1) Cartão furado – Cartão de 15cm x 25cm com um furo 
no centro de 0,5cm (de diâmetro). O aplicador deverá 
fazer uma demonstração. Com o cartão sustentado pelo 
braço estendido vai aproximando-se lentamente o rosto. 
Após a demonstração pede-se a criança que faça o 
mesmo, “Fixe bem o seu olhar neste cartão, olhe pelo 
furo que há nele.” 
 
 
2) Telescópio (tubo longo de cartão) – O aplicador deverá 
fazer uma demonstração de como ele vê um objeto 
através do telescópio. Após a demonstração pede a 
criança para fazer o mesmo. 
 
 
• LATERALIDADE DOS PÉS. 
 
 
1) Chutar uma bola – (Bola de 6cm de diâmetro). O 
aplicador deverá dar a seguinte ordem: “Você irá segurar 
esta bola com uma das mãos, depois irá soltá-la e irá lhe 
dar um chute sem deixa-la tocar no chão”. Máximo de 
Duas tentativas. 
38 
 
 
RESULTADOS: 
 
 
LATERALIDADE Mãos Olhos Pés 
D (Direito) 3 Provas 
com a mão 
direita 
2 provas 
com o olho 
direito 
2 chutes 
com o pé 
direito 
E (Esquerdo) 2 Provas 
com a mão 
esquerda 
2 provas 
com o olho 
esquerdo 
2 chutes 
com o pé 
esquerdo 
I (Indefinido) 1 ou 2 
provas com 
a mão 
direita ou 
esquerda 
1 prova 
com o olho 
direito ou 
com o olho 
esquerdo. 
1 chute 
com o pé 
direito ou 
com o pé 
esquerdo 
 
 
 
PONTUAÇÃO GERAL 
 
DDD Destro completo 
EEE Sinistro completo 
DED/EDE/DDE Lateralidade cruzada 
DDI/EEI/EID Lateralidade indefinida 
 
 
Fonte: 
Manual de avaliação motora – Francisco Rosa Neto –Artmed. 2002. 
39 
 
 
Casos clínicos 
 
Apresentaremos, para fins de ilustração, um resumo de caso verídico, publicado na 
revista Arquivos de Neuropsiquiatria, Vol.27, em junho de 1969, pelo Prof. Dr. 
Antonio Branco Lefêwre. 
 
 
 
Caso 1: 
 
 
“D.A.S., sexo feminino, 10 anos de idade, a paciente foi atingida em 2 de maio de 
1967, acidentalmente, por uma bala de revólverque alojou-se no crânio, onde 
radiografias revelaram estar o projétil alojado profundamente no hemisfério 
cerebral esquerdo; a angiografia pela carótida interna esquerda resultou normal, 
não havendo indicação cirúrgica para o caso. Foi internada na Clinica Neurológica 
por 20 dias depois. O exame de linguagem e expressão verbal, através da 
linguagem espontânea, mostrou acentuado déficit; mostramos 20 cartões com 
gravuras de objetos conhecidos (sapato, casa, bola e etc) e quando solicitada a 
dar o nome dos objetos respondia quase sempre “Isto é...não sei.”, ao 
mostrarmos a figura de um pássaro, respondeu: “É menino...não...ah, sei mais eu 
não falo.”. Algumas vezes usava palavras relacionadas com o que lhe era 
perguntado ou emitia fonemas semelhantes ao da resposta correta; por exemplo, 
carro – “caso”, sapato “pé”. Outras vezes podia dizer para que servia este ou 
aqueles objeto, mas era incapaz de dar o seu nome (cachimbo: É de 
fumar...”,bola “É de jogar...”). Quando solicitamos a dizer as vogais, fazia-o de 
forma automática, repetindo sempre a mesma sequência “a, e, i, o, u”, mesmo 
quando perguntávamos apenas uma. Pedimos que identificasse os números de 1 
a 10, tendo a mesma mostrado impregnação pelo teste anterior, repetindo o 
mesmo automatismo “a, e, i, o, u”. Examinamos a seguir a expressão pela 
palavra escrita...” 
 
 
Caso 2 
 
S.D.S., sexo feminino, 53 anos, viúva, funcionária pública, depois sofrer um TCE 
atingindo 40% do seu Hemisfério Esquerdo, após 2 meses de Internação na 
Santa Casa de Misericórdia de Santa Catarina foi ao Setor de Neuropsicologia 
fazer alguns testes: No meio do exame .... “ o neuropsicólogo mostrou figuras de 
objetos conhecidos, nesta ordem: bola, sapato, faca, carro. Assim, ao ver as 
figuras a paciente respondeu: “cola, pé, garfo e barro”. 
Ao solicitar a paciente para apontar: a sua mão, o abajur da sala e a caneta do 
testador ela só conseguiu apontar para o abajur. Ao pedir para escrever um 
pequeno texto ditado pelo examinador (A mata pegou fogo por três dias) , ela 
escreve da seguinte forma: “A lata jogou gorro os destes”. Ao solicitar para 
copiar: O menino foi a escola de carro ela escreve: “o meno, voi na cola do 
tomovel”. Ao receber do examinador uma folha com a ordem “ balance a cabeça 
para frente” a paciente olhava o papel sem saber como deveria se portar....” 
40 
 
 
Caso 3 
 
C. B. D., sexo masculino, 10 anos de idade. O paciente foi atingido em 06 de 
outubro de 1997, por uma bala que alojou-se no crânio. As radiografias revelaram 
que o projétil está situado profundamente no hemisfério cerebral esquerdo. A 
angiografia pela carótida interna esquerda resultou normal, não havendo 
indicação cirúrgica para o caso. Foi internado e após 23 dias foram feitos alguns 
testes: O Neuropsicólogo perguntou ao C. B. D: .: “Como está o dia?” Ele 
respondeu: “ ...om..” 
Quantos anos você tem? É...deees” Você gosta de chocolate? “Gos.....tar” 
Em seguida, mostrou a figura de uma casa e logo pediu ao paciente para nomeá- 
la e C.B.D. respondeu “a..sa”. 
Mostrando a figura de um carro, o paciente responde: “...om..” 
Pediu-se ao paciente para apontar com o dedo indicador o seu relógio, a caneta do 
neuropsicólogo e o seu sapato esquerdo, o que o paciente fez sem problemas. 
O neuropsicológo pede ao paciente para escrever no papel a sua brincadeira 
favorita. 
Ele escreve: “ pular amarelina”. 
 
 
Os casos clínicos deverão ser respondidos na "folha resposta” que estão nos 
anexos. As folhas deverão ser destacadas e entregues a professora ou ao (a) 
monitor(a) responsável. 
41 
 
 
 
 
 
Disciplina: Neuropsicologia – PSI1824 
Profa: Norma M. S. Franco 
 
 
Aluno(s): 
 
 
 
 
 
 
Leitura Dirigida dos textos: (disponíveis no site http://bio-neuro- 
psicologia.usuarios.rdc.puc-rio.br/): 
 
 
• Avaliação Neuropsicológica – Aspectos históricos e situação 
atual. 
• O papel do neuropsicologia na prática do psicólogo. 
 
 
Responda: 
 
 
1) O que á “Neuropsicologia”? 
 
2) Relate(m), resumidamente, a história da neuropsicologia. 
 
3) Nos dias atuais, no Brasil, como se faz a avaliação neuropsicológica? E o que 
Kevin Walsh acha disso? 
 
 
4) Por que, habitualmente, a avaliação neuropsicológica é realizada em equipes 
multidisciplinares? 
 
5) Por que é tão importante o papel da Neuropsicologia na pratica do psicólogo? 
http://bio-neuro-/
 
 
Obs: Use o verso da folha se for necessário. 
42 
 
 
 
Disciplina: Neuropsicologia – PSI1824 
Profa: Norma M. S. Franco 
Folha resposta (Caso 1). 
 
 
Aluno(s): 
 
 
 
 
 
1) Quais as propedêuticas utilizadas quando testada a linguagem de 
expressão verbal? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) O que foi encontrado dentro do quadro clinico das afasias de expressão 
verbal? 
Obs: Use o verso da folha se for necessário. 
43 
 
 Disciplina: Neuropsicologia – PSI1824 
Profa: Norma M. S. Franco 
Folha resposta (Caso 2). 
Aluno(s): 
 
 
 
 
 
 
 
1) Quais as propedêuticas utilizadas? Exemplifique. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) Qual(is) o(s) quadro(s) clínico(s) apresentado(s)? Exemplifique. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) Como podemos classificar essa afasia? 
Obs: Use o verso da folha se for necessário. 
44 
 
 Disciplina: Neuropsicologia – PSI1824 
Profa: Norma M. S. Franco 
Folha resposta (Caso 3). 
Aluno(s): 
 
 
 
 
 
 
 
1) Quais as propedêuticas utilizadas? Exemplifique. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) Qual(is) o(s) quadro(s) clínico(s) apresentado(s)? Exemplifique. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) Como podemos classificar essa afasia? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
Proposta Especialidade
NEUROPSICOLOGIA
segundo os critérios da CBO e outros
CATECE 
Comissão de Análise de Títulos de 
Especialistas e Cursos de Especialização
Neuropsicologia
• Área interdisciplinar voltada para o estudo 
das relações entre o cérebro e a cognição. 
Fundamenta-se em contribuições de 
diversos campos, como as Neurociências, 
a Psicologia Cognitiva, a Neurolinguística 
e a Psicolinguística.
Funções Neuropsicológicas
Entre as funções neuropsicológicas estão 
atenção, percepção (auditiva, táctil, visual), 
orientação temporal e espacial, linguagem 
oral e escrita, memória, funções motoras, 
praxias, raciocínio, cálculos e funções 
executivas (como planejamento, 
organização e inibição). 
Funções Neuropsicológicas e 
Comunicação Humana
Modelos cognitivos e estudos de 
neuroimagem demonstram que não apenas 
funções consideradas exclusivamente 
linguísticas, mas habilidades 
extralinguísticas como memória e funções 
executivas desempenham papéis 
fundamentais na comunicação humana.
Atuação do Neuropsicólogo
• Atua tanto com crianças como com adultos
que apresentam alterações cognitivas
decorrentes de disfunções do SNC por
desenvolvimento atípico ou disfunções
adquiridas.
Prevenção em Neuropsicologia
Propõe intervenções que se antecipem a 
problemas cognitivos (como por exemplo, 
os déficits cognitivos em idosos sem 
demência) e orienta a criação de condições 
adequadas para o bom funcionamento da 
cognição.
Avaliação Neuropsicológica (AN)
- Instrumentos de AN têm lógicas de construção e de interpretação 
completamente diferentes daquelas dos instrumentos da avaliação 
psicológica (o diagnóstico é neuropsicológico e não psicológico);
- Instrumentos têm base em modelos da Neuropsicologia Cognitiva;
- Em geral os processos de construção ocorrem de forma 
interdisciplinar; 
-Instrumentos utilizam-se de critérios psicolinguísticos para a 
construção de itens verbais (maior parte das tarefas são verbais); 
- Dados gerados são quantitativos e qualitativos (tipos de erros e 
estratégias); buscam-se por dissociações entre funções e tarefas e 
pelo perfil neuropsicológico (habilidades preservadas versus 
deficitárias),sendo estes dados base para a intervenção. 
Reabilitação em Neuropsicologia
Pode visar tanto a restituição funcional, que baseia-se no 
conceito de neuroplasticidade, como o aproveitamento de 
habilidades e estratégias cognitivas preservadas no 
treinamento de funções deficitárias. 
Busca a generalização dessas habilidades para a vida 
cotidiana com tarefas ecológicas. Pode ter foco na 
orientação do paciente e da família, gerenciamento e 
manutenção de habilidades cognitivas por maior tempo 
possível, como ocorre no caso das demências.
Transversalidade da Neuropsicologia 
em Fonoaudiologia
• Aplicação nas diversas áreas da 
Fonoaudiologia
Transversalidade da Neuropsicologia 
em Fonoaudiologia
• Aplicação nas diversas áreas da 
Fonoaudiologia
Transversalidade da Neuropsicologia 
em Fonoaudiologia
• Aplicação nas diversas áreas da 
Fonoaudiologia
Transversalidade da Neuropsicologia 
em Fonoaudiologia
• Aplicação nas diversas áreas da 
Fonoaudiologia
Transversalidade da Neuropsicologia 
em Fonoaudiologia
• Aplicação nas diversas áreas da 
Fonoaudiologia
Apoio da Sociedade Brasileira de 
Neuropsicologia
 
 
 
 
Histórico da Neuropsicologia 
 
Histórico da Neuropsicologia 
A neuropsicologia, enquanto uma área do conhecimento surgiu a partir do interesse em 
compreender a localização anatômica das funções mentais e suas primeiras evidências 
enquanto ciência são oriundas de estudos conduzidos com indivíduos acometidos por danos 
cerebrais. 
 
Contudo, desde a antiguidade, busca-se identificar que parte do corpo humano seria a sede de 
controle da mente, das emoções e do comportamento. Existem evidências de que técnicas de 
trepanação eram praticadas desde a pré-história e umas das hipóteses, dentre as várias 
existentes, para explicar esta prática é a de que, na antiguidade, acreditava-se que ao fazer 
orifícios no crânio criava-se uma saída para os maus espíritos e assim era possível curar 
transtornos mentais e dores de cabeça. 
 
O papiro egípcio chamado de Papiros de Edwin Smith (1600 A.C) é considerado o documento 
mais antigo com relatos da localização das funções mentais nele consta a descrição de 48 
indivíduos com lesões cerebrais. 
O coração também já foi tido como o centro da mente ou da alma humana. Essa ideia ficou 
conhecida como hipótese cardíaca. Ainda hoje, ouvimos popularmente expressões coerentes 
com esta ideia, como, por exemplo, quando dizemos “fazer o que o coração manda”. 
 
No período grego clássico, muitos filósofos buscaram explicar a relação corpo e alma. Platão 
(428-348 a.C.) explicava que o corpo era a instância material, perene, e mutável do homem 
enquanto a alma era a imaterial, a eterna, imutável. Aristóteles (384-322 a.C.) explicava a 
atividade mental dividindo-a em diversas capacidades (pensar, julgar, imaginar, etc.), mas 
todas tinham o coração como sede anatômica (HAMDAN et al., 2011). 
 
As ideias, baseadas na hipótese cardíaca, enfrentaram críticas dos adeptos da chamada 
hipótese cerebral, que viam o cérebro como o responsável pela atividade mental. 
 
A hipótese cardíaca foi definitivamente abandonada a partir das confirmações da hipótese 
cerebral. Entre essas confirmações encontram-se os achados de Galeno (130-201 a.C.) 
obtidos a partir da dissecação do cérebro de animais e cadáveres que contribuíram para teoria 
ventricular. Segundo esta teoria, os ventrículos cerebrais eram a sede da mente e os 
resultados de Galeno descreviam com precisão estas estruturas anatômico-fisiológicos. 
 
Nesta época, os ventrículos causavam grande interesse entre os anatomistas porque se 
destacam na aparência gelatinosa que o cérebro não fixado apresentava. Segundo a teoria 
ventricular, haveriam três ventrículos, o primeiro associado as sensações, o segundo 
associado a razão e o pensamento e o terceiro seria a o responsável pela memória. 
A Igreja reconhecia a explicação de Galeno de que o fluido que circulavam nos ventrículos 
seriam os espíritos e que estes determinavam os comportamentos. Com apoio da Igreja, que 
tinha que forte influência sobre as ideias da época, a teoria ventricular perdurou até boa parte 
da Idade Média. 
 
O filósofo francês René Descartes (1596-1650), baseado nos princípios do dualismo 
cartesiano, defende, no final do século XVII, a ideia de que a mente e o corpo seriam entidades 
separadas e elas interagiam a partir de uma estrutura encontrada no corpo humano, a glândula 
pineal. Esta glândula era vista como a sede do espírito no corpo e por meio dela eram 
controlados os comportamentos (HAMDAN et al., 2011). 
 
A hipótese cerebral tornou-se a ideia predominante e debate passou a ser quanto à 
organização e o funcionamento do órgão de comando. Entre os estudiosos que defenderam a 
hipótese cerebral estavam os holistas e os localizacionistas que apesar de concordarem sobre 
o cérebro como a sede do funcionamento mental discordavam sobre a forma como esse 
controle era possível. Para os holistas, o cérebro atuaria como um todo comandando as 
funções mentais e o comportamento enquanto os localizacionistas acreditavam em um 
funcionamento fragmentado, de forma que cada uma de suas regiões cerebrais teria uma 
função específica (COSENZA et al., 2008). 
 
Entre os localizacionistas, teve grande influência a frenologia - teoria de Franz Joseph Gall 
(1757-1828), difundida por seu aluno, Johann Gaspar Spurzheim (1776-1832). Estes 
estudiosos afirmavam que o cérebro estava organizado em aproximadamente 35 funções 
específicas (ver figura 2) e acreditavam ser possível por meio da análise do crânio descrever a 
personalidade de uma pessoa. Esta técnica foi chamada de personologia anatômica. 
 
Segundo Consenza et al. (2008) os pressupostos básicos da frenologia podem ser resumidos 
da seguinte forma: 
 
1) cada região cerebral pode ser entendido como um “órgão” que comanda determinada 
atividade mental ou comportamental específica; 
2) a superfície craniana poderia ser moldada a partir do desenvolvimento de cada região 
cerebral; 
3) uma região cerebral bem desenvolvida pode crescer em volume e resultar em um 
crescimento visível no crânio. 
 
Outras evidências contribuíram de forma significativa para a neuropsicologia como a 
conhecemos na atualidade, como a divulgação do caso do funcionário americano Phineas 
Gage (1823-1860) que, em decorrência de uma explosão, teve o cérebro perfurado por uma 
barra de metal. 
 
A barra atingiu o olho esquerdo e atravessou a parte frontal do cérebro. Apesar disto, Phineas 
sobreviveu, aparentemente, sem sequelas motoras e cognitivas, mas com alteração 
significativa em sua personalidade, comportando-se de forma opostos ao que costumava fazer 
antes do acidente. Esta sequela tão específica em uma lesão tão agrave gerou interesse dos 
estudiosos em neurociências. 
 
Na atualidade, a neuropsicologia superou esta necessidade de estabelecer a localização das 
funções mentais como sua prioridade. A discussão localizacionismo versus holismo foi 
superada com o surgimento das modernas técnicas de neuroimagem que hoje são as 
principais ferramentas para fins de localização de regiões lesionadas. 
 
Isso não quer dizer que uma avaliação neuropsicológica não mantenha este objetivo, mas este 
propósito é prioritário, exclusivamente, em casos de patologias cujos sintomas manifestam-se 
antes, ou independente, das alterações cerebrais alcançarem um nível detectável pelos 
procedimentos de neuroimagem. 
 
A HISTÓRIA DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA. 
A espécie humana é, aparentemente, a única que está apta a pensar em si mesma como uma 
entidade dual, composta por uma parte física, finita e concreta, o corpo, e uma abstrata e 
transcendental, a mente. Através da última, os homens procuram no corpo as provas que 
justifiquem a existência da mente, e na mente, os recursos que possibilitam o conhecimento do 
corpo. 
Procurando localizar a atividade mental no corpo, egípcios e gregos apontaram,alternadamente, o coração e o cérebro como possíveis residências da mente. O médico 
romano Galeno (130-200), depois de constatar que os ferimentos cefálicos dos gladiadores 
produziam alterações comportamentais, decidiu que a mente só poderia estar situada no 
cérebro. 
Dois mil anos mais tarde, psicólogos cognitivos e estudiosos das neurociências dedicam-se 
ainda a localizar no cérebro as diferentes funções mentais. Saber se cada função mental esta 
relacionada à ativação de uma determinada área ou estrutura cerebral, ou se, indiferentemente 
da função mental, o cérebro se ativa como um todo, são os principais problemas das teorias 
“localizacionistas”, para as quais as “faculdades mentais podem ser localizadas em diferentes 
áreas do cérebro, e das teorias “holísticas”, para as quais o atividade cerebral é indiferenciada. 
Em 1500, Leonardo da Vinci conclui que todas as informações sensoriais se dirigem para um 
mesmo local do cérebro: o “senso communis”, morada do pensamento e do julgamento. Um 
pouco mais tarde, René Descartes (1596-1650) relaciona corpo e mente ao declarar que a 
mente influência o corpo da mesma forma como o corpo influência à mente. Embora em 1800 
já se discutissem a origem e a localização dos fenômenos psicológicos a possibilidade de se 
realizarem estudos cerebrais experimentais não eram cogitada. Com a publicação em 1850, da 
“Origem das Espécies”, de Charles Darwin se acirra a problemática da condição cognitiva dos 
homens. 
Quando surgem, no século XIX, as primeiras evidências anatomo-fisiológicas de um cérebro 
constituído por múltiplas estruturas e funções, a crença em uma mente humana, abstrata e 
transcendental, constituída à imagem e semelhança de um deus único, eterno e absoluto, não 
mais se sustenta. A pretensão de Franz Joseph Gall (1758-1828) de conhecer os instintos e as 
faculdades intelectuais humanas através de uma estratégia objetiva, a Frenologia (do grego 
phrên, inteligência), ou seja, avaliando o formato craniano dos homens, foi considerada, na 
época, uma ousadia materialista. Embora rapidamente desacreditada, a Frenologia serviu 
como base para o surgimento de duas diferentes correntes teóricas, uma, formada por aqueles 
que, como Gall, consideravam a mente humana um limitado e heterogêneo conjunto de 
estruturas e funções materialmente localizáveis; e outra, formada por aqueles que acreditavam 
ser a mente uma entidade homogênea, indivisível e transcendental. Como o termo 
transcendental, que caracterizava a mente, se referia a um limite após o qual nada mais 
poderia ser inteligível e/ou conhecido, a sua investigação ontológica permanecia sujeita a 
critérios metodológicos, muitas vezes, pouco objetivos e quantificáveis. Permitindo que se 
englobasse ou se assimilasse algo considerado plural a algo considerado singular, muitos a um 
único, a transcendência era um conceito mais adequado às teorias cosmológicas que 
explicavam a origem do universo do que as que procuravam explicar a origem e o 
funcionamento mental dos homens. 
Em 1825, Jean-Baptiste Bouillaud é duramente criticado depois de ter tido a ousadia de 
localizar a linguagem em uma determinada região do córtex cerebral frontal. Como a ativação 
de um pedacinho de massa cefálica poderia gerar o divino dom da fala humana? Apesar de 
todas as correntes oposicionistas, e muito mais cauteloso do que Bouillaud, Paul Broca (1824-
1880), em 1861, identifica como responsável pela linguagem, uma região cortical do lobo 
temporal esquerdo. Porém, ele declara que a pequena área do lobo temporal esquerdo 
respondia apenas pelo aspecto exterior e mecânico da linguagem, uma vez que o seu aspecto 
mental, o seu conteúdo lingüístico, este sim, passível de ser considerado divino, ninguém ainda 
localizara. Pouco tempo depois, em 1874, Carl Wernick (1848-1905) identifica, na superfície 
superior do lobo temporal esquerdo, a região cortical responsável pelo reconhecimento 
semântico das palavras, área esta que mais tarde passa a ser conhecida como a área de 
Wernick. 
No início do século XX, constatações tais como: o variável número de camadas constituintes 
do córtex cerebral, a diversidade das respostas comportamentais frente à estimulação, a lesão 
ou extirpação de regiões ou estruturas cerebrais possibilitaram que o neuroanatomista alemão 
Korbian Brodmann elaborasse um complexo mapa cerebral no qual cada área do córtex 
recebeu um número de acordo com a sua citoarquitetura. Desta forma, a “área 17” referente a 
depressão do lobo occipital era uma área visual , a “area 4”,localizada na parte anterior do 
sulco central do lobo frontal, motora, e assim por diante, até se completarem 52 áreas. 
Entretanto, o caráter ambíguo das teorias que, por um lado, defendiam uma mente localizável e 
fragmentada, e por outro uma mente, indivisível, imortal e transcendental, persistia. 
No início dos anos 50, o behaviorismo, teoria psicológica que privilegiava o estudo das 
expressões corporais observáveis em detrimento do estudo da mente, dominou a psicologia 
americana. Em 1956, um professor da Universidade de Harvard quebrou aquela hegemonia 
publicando um livro intitulado A Study of Thinking. Em vez de se interessar, como a maioria de 
seus pares, pelos comportamentos observáveis, J.S. Bruner e colaboradores procuraram 
desvendar as estratégias mentais utilizadas pelos sujeitos frente a determinadas tarefas, como, 
por exemplo, a classificação de cartas. Desta forma, eles tentavam compreender a seqüência 
das operações mentais que levavam a resolução de tais problemas. Em 1956, G. Miller, um 
jovem psicólogo da Universidade de Harvard, tenta atrair a atenção de seus colegas para os 
limites do psiquismo humano com o enigmático título de seu artigo: “O número mágico 7, mais 
ou menos 2”. Através deste trabalho, Miller pretendeu demonstrar que a memória imediata era 
limitada, incapaz de reter uma lista constituída com mais de sete elementos, e que para 
superar esta dificuldade, os sujeitos costumavam reagrupar os elementos da lista a ser 
memorizada em pequenos grupos. Isto só acontecia, segundo Miller, porque o cérebro é 
dotado de uma estrutura própria e limitada, não podendo, como pretendiam os behavioristas, 
ser comparado a um recipiente vazio. Ao contrário do corpo, a mente para Miller era a única 
parte do homem capaz de dar um “tratamento lógico” as informações captadas no mundo 
externo. 
Naquela mesma época, Noam Chomsky defendeu, em seu trabalho de 1957, que a humana, 
era uma espécie dotada de uma aptidão lingüística capaz de construir frases associando 
palavras segundo certas regras gramaticais. Ao tentar englobar, em 1970, os aspectos corporal 
e mental da condição humana numa única teoria, Jerry Fodor criou os conceitos de módulo 
(entidades periféricas, anatomicamente localizáveis), e o de “administrador central”, (entidade 
hierarquicamente mais elevada e isótropa, responsável pela preservação do espírito e da 
consciência). Desta forma, Fodor recria o antigo dualismo existente entre funções cerebrais 
anatomicamente localizáveis e uma função mental superior não corporalmente localizável. Em 
1980, o inglês Tim Shallice localizou o “administrador central” de Fodor no lobo frontal e 
ressuscitando uma problemática infinita na qual um famoso homunculus ocupa um lugar de 
destaque. Segundo esta problemática, existiria no cérebro uma espécie de homenzinho 
responsável pelas funções cerebrais o qual seria, ele mesmo, dirigido por um outro 
“homenzinho”, que seria dirigido por um outro, e assim por diante. 
Defendendo uma teoria um pouco diferente da anterior, Wolf Singer de Frankfort propõe que 
um processo de sincronização temporal, e não mais um “administrador central”, responderia 
pela seleção do um conjunto de neurônios, portanto módulos localizáveis, que seriam ativados 
frente a uma determinada tarefa. Desta forma, uma rede neural momentânea emergiria, 
atraindo a atenção, a consciência, e todos osprocessos necessários à realização de uma 
determinada tarefa. Assim a mente, como uma entidade única, seria o resultado da associação 
transitória de módulos especializados e não mais de um “administrador central”, 
hierarquicamente superior, como anteriormente proposto por Fodor. 
O desenvolvimento de técnicas de observação do cérebro, como o registro da atividade elétrica 
dos neurônios, o exame por scanner das lesões cerebrais de pacientes vivos e, mais 
recentemente, a imagem do cérebro em ação, vieram reforçar a proposta localizacionista. 
Entretanto, até os anos 70, o termo “ciências cognitivas” não era utilizado. A partir de 1975, 
surge um “paradigma cognitivo” em torno do modelo simbólico de Fodor. Na mesma época 
uma fundação americana de caráter privado, a Fundação Sloan, decide, não só, a financiar 
pesquisas nesta área do conhecimento, como também a financiar uma revista, Cognitive 
Science, cujo primeiro exemplar apareceu em 1977. Em 1978, também sob os auspícios da 
mesma fundação, uma primeira visão a respeito do estado das ciências cognitivas e das 
disciplinas que delas participam é publicada. Dentre elas, a Filosofia, a Inteligência Artificial, a 
Lingüística, as Neurociências e a Antropologia. 
O desenvolvimento de técnicas de observação do cérebro, como o registro da atividade elétrica 
dos neurônios, o exame por scanner das lesões cerebrais de pacientes vivos e, mais 
recentemente, a imagem do cérebro em ação, vieram reforçar a proposta localizacionista. 
Entretanto, até os anos 70, o termo “ciências cognitivas” não era utilizado. A partir de 1975, 
surge um “paradigma cognitivo” em torno do modelo simbólico de Fodor. Na mesma época 
uma fundação americana de caráter privado, a Fundação Sloan, decide, não só, a financiar 
pesquisas nesta área do conhecimento, como também a financiar uma revista, Cognitive 
Science, cujo primeiro exemplar apareceu em 1977. Em 1978, também sob os auspícios da 
mesma fundação, uma primeira visão a respeito do estado das ciências cognitivas e das 
disciplinas que delas participam é publicada. Dentre elas, a Filosofia, a Inteligência Artificial, a 
Lingüística, as Neurociências e a Antropologia. 
No início dos anos 80, multiplicam-se os manuais, os trabalhos de introdução e os livros de 
divulgação. Nesta mesma ocasião, não só, David Hubel e Torsten Wiesel ganham o prêmio 
Nobel por identificarem as áreas do sistema nervoso central implicadas na visão como também 
o ganha, Roger Sperry, por definir o papel que cada um dos hemisférios cerebrais desempenha 
nos processos cognitivos superiores. Por esta mesma época, Wilder Penfild mapeia as funções 
cerebrais do cérebro e Robert McLean descreve os três cérebros do homem. Em 1983 Jean 
Pierre Changeux publica o livro O Homem Neuronal. Nele, Changeux apresenta os avanços 
das ciências do cérebro e a pretensão de desvelar os segredos do pensamento. Em 1985, o 
psicólogo Howard Gardner publica a primeira História da Revolução Cognitiva com o sugestivo 
sub-título Uma nova ciência da mente. Dois anos mais tarde, na França, sob o título Nova 
Ciência da Mente, a revista Le Debat publica uma edição especial sobre o mesmo tema. No 
mesmo ano um colóquio é organizado em Cerisy. 
Os anos 90 recebem a denominação de “década do cérebro”. Sob o mesmo nome 
inaugurasem, sob a direção de Marc Jeannerod, em Lyon, na França, um instituto de ciências 
cognitivas. 
Mas, sem dúvida, foram as técnicas de imagem cerebral, surgidas a partir dos anos 80, que 
possibilitaram aos neurocientístas a realização de um antigo desejo: observar, em tempo real 
ou quase, a atividade cerebral de pessoas durante a execução de determinadas tarefas. 
Embora, as primeiras pesquisas em neuroimagem, realizadas pelo sueco David H. Ingvar, 
tenham evidenciado uma hiper atividade nos lobos frontais de sujeitos que se esforçavam para 
não pensarem em nada, pesquisas mais recentes evidenciaram que quando os sujeitos 
realizam tarefas como o reconhecimento do sentido de palavras, fazem cálculos matemáticos, 
memorizam localizações espaciais ou se preparam para desempenhar atividades motoras, o 
córtex cerebral não age como um “administrador central”, uma entidade única que se ativa em 
bloco, mas sim, como um “mosaico” cujas peças se ativam independentemente uma das 
outras, dependendo da tarefa solicitada. As técnicas em neuroimagem também possibilitaram 
que se soubesse que a identificação de objetos conhecidos não ativa as mesmas áreas que 
são ativadas quando se olha para formas abstratas desprovidas de significação. O 
reconhecimento da atividade neural em forma de rede também foi uma conquista destas 
técnicas. Através delas constatou-se que a área 10 do córtex pré-frontal, a área 40 do parietal 
e a 23 do córtex cingulado participam de múltiplas tarefas cognitivas. Se, em um determinado 
momento elas fazem parte de uma determinada constelação neural, em outros, elas fazem 
parte de uma outra. Também através da neuroimagem observou-se que as alucinações 
mentais decorrem da ativação das mesmas áreas que se ativavam frente à estimulação 
sensorial externa. Com isso, concluiu-se que perceber objetos reais ou imaginários é, 
essencialmente, a mesma coisa. Entretanto, mesmo com todos estes avanços tecnológicos 
ainda pouco se sabe sobre as relações que a parte mais física, finita e concreta do homem, o 
seu cérebro, estabelece com a sua parte mais abstrata e transcendental, a sua mente. 
Conceitos lingüísticos como “significado” e “significante” definem bem o momento atual das 
neurociências. Embora a neurociência disponha dos recursos necessários para detectar os 
“significantes” sensoriais e motores que caracterizam a parte corporal dos homens até hoje não 
se dispõe de técnicas capazes de desvendar os “significados” psicológicos que caracterizam a 
sua parte mental. 
É neste sentido que a união dos saberes psicológicos cognitivos com os neurológicos é sempre 
fértil. A denominada “cognição motora” tem surgido como um novo e rico campo e pesquisas. 
Através dela um cérebro em permanente ação se impõe. A frase: “Antes de ser executada, a 
ação deve ser planificada, programada” se refere à crença de que dois universos excludentes e 
restritos: um mental, representacional e outro corporal, motriz convivem. Nesta antiga 
concepção, uma prévia “planificação” e “programação” mental da ação antecede e termina, 
invariavelmente, em uma movimentação corporal. Entretanto, na nova abordagem “cognitiva 
motora” uma alternativa para esta dualidade filosófica é apresentada. Em 1994, o fundador do 
Instituto de Ciências Cognitivas de Lyon, Marc Jeannerod comprovou que a simples 
representação mental do ato de correr, sem o esboço de qualquer movimento corporal e sem 
consumação de oxigênio ao nível muscular, faz com que o homem altere os seus sistemas 
cardíaco e respiratório. Na mesma época, Giacomo Rizzolatti descobre um tipo de neurônio 
que se ativa tanto quando o indivíduo executa um movimento, quanto quando ele observa 
visualmente o mesmo movimento ser executado por um outro sujeito, às mesmas células que 
se ativam durante as duas situações cognitivas ele deu o nome de “neurônios espelho”. 
Trabalhos como estes evidenciaram que o cérebro representa da mesma forma, ações 
executadas e não executadas. Ao se propor explorar os “estados mentais”, as “representações” 
e as “estratégias mentais”, as ciências cognitivas preparam o terreno para o estudo da 
consciência. Uma série de trabalhos a respeito dos comportamentos de imitação e de 
simulação já esta sendo realizada. Se, os mesmos neurônios ou zonas cerebrais se ativam 
quando um sujeito executa um gesto e quando ele vê um outro sujeito executá-lo, como 
poderia ele distinguir a sua ação da ação de um outro? 
Desde os anos 90, uma enorme quantidade de artigos filosóficos, neurobiológicos e 
psicológicos vem se ocupando destes temas. Perguntas como estas, envolvendo diferentes 
ramos do conhecimento, constituemos maiores desafios da neuropsicologia cognitiva. Um 
outro debate, de natureza filosófica, se refere às relações corpo/mente. Seria possível reduzir a 
atividade representacional (pensamento, linguagem, imaginação, sonhos) à simples atividade 
neural? Para a maior parte dos neuropsicólogos cognitivos a atividade representacional 
pressupõe substratos neurais (daí a necessidade de estudá-los), mas tanto esta atividade, 
quanto os substratos neurais que a sustentam dependem, para se desenvolver, dos fatores 
socio/culturais. 
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