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Em 24 de agosto, o presidente Ikeda comemora 74 anos de conversão ao Budismo de Nichiren Daishonin, passo inicial de uma jornada de desafios e de vitórias pelo bem da humanidade Na reunião de palestra realizada em 14 de agosto de 1947, o jovem Daisaku Ikeda conheceu Josei Toda, que apontou o caminho para uma vida correta. Motivado por uma confiança absoluta naquele que se tornaria seu mestre, o rapaz aceitou sua recomendação e, dez dias depois, recebeu o Gohonzon. Conheça um pouco mais da história do começo da prática budista de Ikeda sensei. A busca espiritual Após o término da Segunda Guerra Mundial, o jovem Ikeda buscava angustiadamente o caminho para uma vida correta. No dia 14 de agosto de 1947, motivado por esse desejo, ele participou de uma das reuniões de palestra da Soka Gakkai a convite de um casal de amigos. Naquela reunião, Josei Toda estava presente e era o palestrante. Assim que teve oportunidade, Daisaku Ikeda fez quatro perguntas que refletiam sua busca por um ideal de vida, dentre elas: “Qual a maneira correta de viver?”. Toda sensei respondeu às questões de forma clara e sincera. Essa postura tocou profundamente o coração do jovem, causando-lhe uma forte impressão. Ao relembrar aquele dia, ele disse: Conheci Josei Toda, meu mestre da vida e segundo presidente da Soka Gakkai, quando me encontrava em plena busca espiritual. Foi na noite de 14 de agosto de 1947, dois anos após o fim da guerra. Ele respondeu às minhas perguntas com a maior sinceridade e clareza, sem o menor traço de arrogância. Apesar de ter sido preso pelas autoridades militares sob as piores circunstâncias, jamais abandonou sua fé. Vi nele o exemplo perfeito de como deveria ser um ser humano. Decidi que ele seria meu mestre e que o seguiria pelo caminho que ele me mostrasse. Naquele momento, começou minha nova vida, eu havia renascido. (Terceira Civilização, ed. 427, mar. 2004, p. 30) Ao final dos esclarecimentos, Josei Toda mostrou um caminho. Ele recomendou ao jovem Ikeda a prática do Budismo Nichiren, que prontamente aceitou e em gratidão ofereceu um poema: Ó viajante! De onde vens? E para onde irás? A lua desce No caos da madrugada; Mas, vou andando, Antes de o sol nascer, À procura de luz. No desejo de varrer As trevas da minh’alma, A grande árvore eu procuro E que nunca se abalou, Na fúria da tempestade. Nesse encontro ideal, Sou eu quem surge da terra! Ao declamar os versos, ele causou surpresa aos presentes por não ser um fato comum. Além disso, tocou profundamente o coração de Josei Toda, que percebeu um significado imenso naquele encontro. A cerimônia de concessão Uma vez decidido, o jovem Ikeda recebeu o Gohonzon dez dias depois. Ele relembra: O dia 24 de agosto de 1947 foi um domingo de muito calor. O percurso de Ota ao templo no bairro de Suginami naquele dia pareceu extremamente longo e penoso para alguém como eu que sofria de tuberculose e de pleurite. A recitação do gongyo e do daimoku na cerimônia de concessão de Gohonzon pareceu durar uma eternidade e, por não estar acostumado a me sentar sobre os joelhos por muito tempo, minhas pernas adormeceram. Ainda lembro vividamente do desconforto, da dor e do turbilhão de emoções que senti naquele dia. (…) Exatamente como Daishonin cita no Gosho, “O superficial é fácil de abraçar, mas o profundo é difícil. Descartar o superficial e buscar o profundo é próprio de uma pessoa de coragem” [CEND, v. I, p. 467]. Naquela época, eu ainda não compreendia os profundos ensinamentos do budismo. Minha família também se opunha fortemente à minha decisão. Mas transcendi esses problemas superficiais porque fiquei profundamente impressionado com o caráter de Josei Toda. (…) (Terceira Civilização, ed. 413, jan. 2003, p. 7) Em cerca de dez anos de convívio, mestre e discípulo tiveram uma existência em perfeita harmonia e união, conquistando grandes feitos como a concretização do objetivo de conversão de 750 mil famílias. Após o falecimento de Josei Toda, Ikeda sensei sucedeu-o na presidência da Soka Gakkai, expandindo o budismo pelo Japão e por todo o mundo. A unicidade de mestre e discípulo é o ponto central do budismo. O presidente Ikeda afirma: Tenho dedicado minha vida para cumprir minha missão nesta existência em que encontrei a Lei Mística, que é tão rara de encontrar, e tive a extraordinária boa sorte de conhecer um mestre tão raro e grandioso. Venho me dedicando completamente ao caminho da unicidade de mestre e discípulo. Houve dias de tempestades, de rajadas de vento e de ondas furiosas. Ainda assim, posso afirmar com total convicção que estes mais de sessenta anos [em 2003] que vivi ao lado do presidente Josei Toda foram dias de felicidade sem igual. […] E como um verdadeiro discípulo de Nichiren Daishonin, fui completamente vitorioso nas contínuas batalhas contra as grandes adversidades que o Gosho prediz para os praticantes da Lei Mística. Minha vida é totalmente livre de arrependimentos, assim como um céu azul sem nuvens. (Terceira Civilização, ed. 413, jan. 2003, p. 7) Hoje, passados 74 anos, o presidente Ikeda continua a se dedicar para incentivar cada companheiro a construir a própria felicidade e a de outros, perpetuando essa história ímpar de esforços pelo bem da humanidade. Discípulo que comprova a grandiosidade do mestre Alguns trechos de comentários do presidente Ikeda sobre sua postura ao se converter ao Budismo. 1. Acreditar no mestre “Desejava viver como uma pessoa corajosa, que não se curva diante de nenhum tipo de opressão. Eu estava à procura de uma filosofia prática para me tornar esse tipo de pessoa. Decidi naquele mesmo instante tornar-me seu discípulo. Desse dia em diante, meu juramento e meus esforços para realizar o kosen-rufu com o mesmo espírito e a mesma dedicação de meu mestre tornaram-se uma paixão flamejante que me consumiu totalmente e que arde cada vez mais. Essa solene cerimônia do dia 14 de agosto de 1947, foi a ocasião em que me lancei na jornada do kosen-rufu mundial.” 2. É preciso fazer: praticar “Meu mestre acreditou em mim. Ele me dizia: ‘Vamos, não desista! Desafie seu espírito de procura! Estude e pratique com coragem. Essa é a atitude própria de um jovem!’ Minha intuição de jovem me dizia que podia seguir com segurança aquele homem que havia sido preso durante a guerra em defesa da paz e do budismo. Dessa forma, 24 de agosto marcou meu ingresso na ‘Universidade Toda’. Uma vida dedicada à verdade teve início com a relação de mestre e discípulo.”