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EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DA ....... VARA CÍVEL DA COMARCA DE
....../....
Processo nº 0000000-00.0000.0.00.0000
GEORGE, devidamente qualificado, nos autos da
AÇÃO ................, movida em face de SPENCER,
através de seu/sua advogado(a) e procurador(a), vem
à presença de Vossa Excelência,
IMPUGNAR OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
opostos pelo Embargante, pelos fatos e fundamentos que abaixo aduz:
As alegações da parte Embargante são desprovidas de qualquer fundamento jurídico, pois
se analisando os embargos percebe-se que não houve omissão, obscuridade, nem menos
contradição a serem sanadas na decisão impugnada.
O Embargante apenas tenta procrastinar o feito e rediscutir a matéria já analisada, o que é
de total impertinência processual.
O Embargante alega que o D. Magistrado se limitou a rejeitar a impugnação por seus
próprios fundamentos, não discorrendo sobre os pontos expressamente impugnados por
ele.
Isto de fato, não ocorreu, pois, todas as questões foram suficientemente analisadas e
resolvidas as questões de fato e de direito necessárias à decisão.
A irresignação da parte embargante deve ser feita através de recurso especifico, quando
cabível, e não por meio dos embargos de declaração.
Conforme entendimento o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:
“.... O juiz não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando já tenha
encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se obriga a ater-se aos fundamentos
indicados por elas e tampouco a responder um a um todos os seus argumentos” (RJSP, vol.
104, p 340).”
Na verdade, sob o calor dos Embargos de Declaração em liça, pretendeu-se basicamente
reavivar a discussão sobre pontos da lide e modificar a decisão, o que, como cediço,
transborda o escopo de tal recurso.
O Embargante pretendeu rediscutir a condenação, reafirmando que houve excesso de
execução. Ora, esta discussão é totalmente incabível nos embargos de declaração e mais,
mesmo que cabíveis, não existiu nenhum excesso de execução, pois todos os valores
pagos pelo ora Embargante foram os que constavam da condenação.
Os Embargados apenas (descrever o ocorrido).
Ora a decisão embargada afirma que (descrever)
Fora o exposto, a própria decisão deixa claro que a ora Embargante fez uma impugnação
cheia de contradições e erros grosseiros e ainda assim pretende que a decisão seja
reformada através do presente Embargos.
O que de fato ocorre, é que a parte embargante, inconformada com a decisão que lhe foi
desfavorável, pretende por esta via rediscutir a decisão, num ato meramente
procrastinatório, inclusive.
Os embargos de declaração são cabíveis apenas quando houver na sentença ou no
acórdão, obscuridade, contradição, omissão ou dúvida, conforme previsto no artigo 1022,
incisos I, II e III do Código de Processo Civil:
Art. 1022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:
I- esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
II- suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício, ou a
requerimento;
III – corrigir erro material.
No caso em tela, pela clareza da decisão não é permitido entende que houve qualquer
omissão, contradição, obscuridade ou dúvida e os embargos de declaração se revelam
meramente procrastinatórios, criando empecilhos e afrontando a legislação processual
vigente, que visa acelerar e facilitar a prestação jurisdicional.
Requer, portanto, que seja mantida a decisão embargada e que o embargante, seja
condenado nas penas de litigância de má-fé, aplicando se o artigo 1.026, § 2º, do Código de
Processo Civil, no valor de 2% (dois por cento) do valor da causa.
Termos em que
P. Deferimento
Localidade, (dia) de (mês) de (ano)
ADVOGADO(A)
OAB/XX ___________________

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