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Livro Educação física e saúde coletiva

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© dos autores
1ª edição: 2007
Direitos reservados desta edição:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Capa: Flavio Gonçalves
Revisão: Gabriela Carvalho Pinto
Editoração eletrônica: Vanessa da Silva/ Gênese Artes Gráficas
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E24 Educação física e saúde coletiva: políticas de formação e perspectivas de
intervenção / organizado por Alex Branco Fraga e Felipe Wachs. –
Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007.
(Série Esporte, Lazer e Saúde).
Inclui referências.
1. Educação física. 2. Saúde coletiva. 3. Esporte. 4. Formação
profissional – Políticas. 5. Práticas corporais – Comunidade. 5. Cultura
corporal urbana. 6. Educação física – Psicanálise – Intervenção. I. Fraga,
Alex Branco. II. Wachs, Felipe. III. Série.
 CDU 796
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CIP-Brasil. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação.
(Ana Lucia Wagner – Bibliotecária responsável CRB10/1396)
ISBN 978-85-7025-929-5
Apresentação
O livro Educação física e saúde coletiva: políticas de formação e
perspectivas de intervenção é o principal resultado do projeto Estilo de vida
ativo versus sedentarismo: efeitos de um programa de promoção de ativi-
dade física e saúde na cultura corporal urbana, desenvolvido pelo Núcleo
UFRGS da Rede Cedes (Centro de Desenvolvimento do Esporte Recreativo e
do Lazer) do Ministério do Esporte. Aqui estão reunidos trabalhos de inves-
tigação desenvolvidos em diferentes lugares; trabalhos estes que se articu-
lam em torno do processo de formação e das possibilidades de atuação em
educação física dentro dos princípios da saúde coletiva.
Madel Luz abre o livro com a discussão sobre a incipiente presença de
práticas corporais no sistema de saúde a partir de resultados encontrados em
estudos socioantropológicos do Grupo de Pesquisa Racionalidades Médi-
cas e Práticas em Saúde da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Vera Maria da Rocha e Carla Centurião estruturam seu texto na crítica à
formação dos profissionais de saúde enraizada no modelo biomédico e hos-
pitalar. Elas discorrem, tendo como base as diretrizes curriculares dos cursos
da área da saúde, sobre a possibilidade de organizarmos o processo de for-
mação de saberes e competências baseado no princípio da integralidade e
voltado para a atuação multiprofissional.
A formação universitária em educação física é discutida a partir de uma
perspectiva crítica por Marcos Bagrichevsky. O texto privilegia a reflexão
sobre políticas de formação a partir da experiência de elaboração e implemen-
tação do curso de licenciatura em educação física do Instituto Blumenauense
de Ensino Superior (IBES) em Blumenau, Santa Catarina.
Ricardo Ceccim e Luiz Fernando Bilibio partem do entendimento de que
o corpo se inscreve na cultura pela potência dos seus gestos, posturas,
movimentos, imitação e, além de tudo, pela criação de signos. A reflexão
sobre o cuidado em saúde dos profissionais de educação física, inspirado na
defesa e afirmação da vida, é o fio condutor de um texto que busca poten-
cializar o olhar fronteiriço da educação física/saúde coletiva.
Yara Carvalho aborda a experiência em desenvolver práticas corporais
junto ao Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa da Universidade de São
Paulo (USP). A autora trabalha diversos conceitos, princípios e diretrizes que
orientam as intervenções e pesquisas no referido centro para discutir a im-
portância da formação em serviço, bem como da realização de pesquisas que
aproximem a educação física da saúde coletiva.
José Geraldo Damico, ao escrever seu artigo, parte da sua experiência
profissional junto à comunidade do Campo da Tuca, em Porto Alegre, articu-
lando saberes pertinentes à educação física e suas possíveis conexões com
a psicanálise para discutir as possibilidades de intervenção nas unidades
básicas de saúde. Também tece críticas sobre a lógica sanitária eminentemen-
te biomédica, e defende a integralidade como princípio do cuidado para me-
lhor atender as demandas em saúde pública.
Felipe Wachs, a partir da sua experiência no atendimento a um adoles-
cente com diagnóstico de esquizofrenia, apresenta o modo como foi “captu-
rado” pela luta antimanicomial. Fundamentado no aporte teórico foucaultia-
no, situa o processo de constituição dos manicômios para discutir a emergência
do movimento das reformas sanitária e psiquiátrica no Brasil, bem como os limites
e possibilidades de atuação da educação física no âmbito da saúde mental.
Dagoberto de Oliveira Machado desenvolve, a partir de uma experiência
vivenciada ao acompanhar uma agente de saúde, uma reflexão sobre acessos. Em
três movimentos discute: a formação que lhe deu acesso àquela vivência; o
Programa de Saúde da Família como acesso do sistema de saúde; e a inserção na
educação física de discussões relacionadas ao campo da saúde coletiva.
Alex Branco Fraga, Igor Ghelman Sordi Zibenberg, Rute Viégas Nunes,
Felipe Wachs e Dagoberto de Oliveira Machado apresentam o processo de
constituição do desenho investigativo e a agenda dos investimentos analíti-
cos resultantes da pesquisa Estilo de vida ativo versus sedentarismo: efei-
tos de um programa de promoção de atividade física e saúde na cultura
corporal urbana.
A Carta de Porto Alegre fecha o livro. Este material foi elaborado no
“Seminário de Educação Física e Saúde Coletiva: inserção no SUS” realizado
na capital gaúcha nos dias 23 e 24 de junho de 2006. O documento foi sistema-
tizado por uma equipe indicada pelos participantes na plenária final do even-
to, visando ressaltar as contribuições que emergiram do debate que contou
com a presença dos(as) autores(as) que assinam os textos deste livro.
Os textos aqui reunidos procuram fomentar políticas de formação, in-
tervenção e pesquisa na zona fronteiriça entre educação física e saúde cole-
tiva. Nossa intenção foi a de organizar um livro situado nesse entre-lugar
que começa a ser aberto, de modo ainda incipiente, no mundo do trabalho e
no universo acadêmico. Somos gratos ao Ministério do Esporte e à Editora
da UFRGS por nos permitir dar vazão ao que aí vem sendo produzido para,
quem sabe, de algum modo afetar (e sermos afetados) pelas produções que estão
porvir. É, portanto, um “livro-convite”. Sintam-se convidados. Boa leitura!
Sumário
Educação física e saúde coletiva: papel estratégico da área
e possibilidades quanto ao ensino na graduação e integração
na rede de serviços públicos de saúde....................................................................09
Madel T. Luz
Profissionais da saúde: formação, competência
e responsabilidade social.........................................................................................17
Vera Maria da Rocha
Carla Haas Centurião
A formação profissional em educação física enseja
perspectivas (críticas) para atuação na saúde coletiva?.....................................33
Marcos Bagrichevsky
Singularidades da educação física na saúde: desafios à educação
de seus profissionais e ao matriciamento interprofissional...............................47
Ricardo Burg Ceccim
Luiz Fernando Bilibio
Práticas corporais e comunidade: um projeto de educação física
no Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa
(Universidade de São Paulo)...................................................................................63
Yara M. Carvalho
Das possibilidades às incertezas: instrumentos para intervenção
do profissional de educação física no posto de saúde.........................................73
José Geraldo Soares Damico
Educação física e o campo da saúde mental:
uma reflexão introdutória....................................................................................87
Felipe Wachs
A educação física bate à porta: o Programa de Saúde da Família (PSF)
e o acesso à saúde coletiva....................................................................................99

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