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Variabilidade nos Exames Laboratoriais

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PATOLOGIA CLÍNICA I 
AULA 4 
Variabilidade 
 INTRODUÇÃO 
• Esperada, patológica ou inesperada. 
• Resultados falsos ou duvidosos, ocorrem por fontes 
de variabilidade ou fatores de interferências. 
• Os valores de referência mudam por sexo, faixa 
etária, raça, genótipo etc. 
• Além disso, tem-se restrições dietéticas, por 
exemplo, para realização dos exames. 
• Metodológica: Relacionadas a metodologia, fases 
de realização dos exames. 
• Biológicas: Relacionadas ao corpo humano. 
 
 METODOLÓGICA 
• O maior número de erros ocorre na fase pré-
analítica. Enquanto a fase analítica concentra a maior 
atenção, estudo e investimento. 
• A pós-analítica é negligenciada, nem se quer é citada 
nos estudos para análise de falhas. 
• Fase pré-analítica: 
→ Preparo inadequado do paciente e da coleta; 
→ Hora da coleta; 
→ Alimentação; 
→ Exercícios físicos; 
→ Posição; 
→ Condição clínica e hospitalização. 
• Fase analítica: 
→ Material; 
→ Procedimento; 
→ Treinamento. 
• Fase pós-analítica: 
→ Imprecisão; 
→ Ausência de limites e técnicas; 
→ Carência de dados interpretativos; 
→ Ética. 
 
 PRÉ-ANALÍTICA 
COLETA INADEQUADA 
• Erros na coleta e manipulação de amostras e material 
biológico podem gerar variabilidade. 
• Devem ser seguidas os princípios e técnicas no 
momento de coleta e instrução do paciente. 
• Problemas na identificação, como ilegibilidade ou a 
ausência dela pode gerar perda ou troca das 
amostras. 
• Erros na conservação durante o transporte, como 
acidentes, deterioração e contaminação. 
ALIMENTAÇÃO 
• O jejum tem como objetivo refletir o estado 
metabólico com dieta habitual. 
• Com a evolução das técnicas laboratoriais, portanto 
houve a dissociação das análises de colesterol total 
e suas frações. Assim, temos uma flexibilização da 
dosagem de colesterol e triglicerídeos. 
• No entanto, alguns laboratórios ainda mantém a 
necessidade do jejum de 12 horas para triglicerídeos 
e 8 horas para glicemia. 
• Também, em situações específicas ele permanece 
mantido, como dosagem de glicemia e triglicerídeos 
>440mg/dl. 
• As recomendações para o exame dependem da 
avaliação do médico e de sua consideração acerca 
do estado metabólico do paciente. 
• O preparo inadequado do jejum pode provocar 
variabilidade no exame laboratorial. Pois após a 
refeição ocorre um extravasamento fisiológico de 
lipídeos e deve-se esperar um tempo para a ação 
metabólica. 
 
ATIVIDADE FÍSICA 
• Parâmetros sanguíneos: Alterações transitórias por 
mobilização de água e variações na necessidade 
energética. 
• Muscular: Liberação de substâncias relacionadas 
aos processos de mobilização muscular, como 
contração e relaxamento. 
→ Liberação de ácido lático e radicais livres. 
• Metabolismo: Aumento da concentração e 
persistência de atividade de enzimas séricas (de 12 a 
24h). Ou seja, elevação de analitos importantes 
mobilizados durante a atividade física. 
• Exemplo: Contraindicado no exame de glicemia, o 
qual tem como objetivo determinar a concentração 
de glicose no estado basal, pois tem-se a alteração 
de velocidade de produção ou consumo de glicose. 
 
POSIÇÃO 
• Mudança na posição supina para ereta, pode causar 
afluxo de água e substâncias filtráveis entre 
espaços intravasculares e intersticial, aumentando a 
quantidade de substâncias não filtráveis. 
→ Em posição supina (decúbito dorsal) o adulto 
possui 600 a 700ml a menos de volume 
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intravascular do que em decúbito ventral ou 
lateral. 
• Alteração na concentração de: Albumina, 
colesterol, triglicerídeos, hemoglobina, drogas 
ligantes à proteína. 
→ Ex: Hematócrito e leucograma (variação de até 
10%). 
• Tempo de equilíbrio: 
→ De pé para deitado: 30 minutos. 
→ De deitado para em pé: 10 minutos. 
 
HOSPITALIZAÇÃO 
• Paciente acamado, com permanência prolongada no 
leito. 
• Pode apresentar hemodiluição, que é o aumento do 
volume de plasma em relação aos glóbulos 
vermelhos. 
→ Diminuição das proteínas plasmáticas; 
→ Diminuição do potássio sérico; 
→ Aumento do cálcio ionizado. 
 
CONDIÇÃO CLÍNICA 
• Febre: Gera hemoconcentração. 
→ Aumento da viscosidade; 
→ Aumento da concentração; 
→ Aumento dos eritrócitos e proteína; 
→ Aumento da creatinina; 
→ Aumento do cortisol; 
→ Aumento do ácido úrico. 
• Trauma ou dor: 
→ Aumento da insulina; 
→ Aumento do cortisol; 
→ Aumento da renina; 
→ Aumento dos radicais livres. 
 
 BIOLÓGICA 
ORIGEM 
• Componentes do equilíbrio fisiológico e constantes 
biológicas sofrem flutuação de concentração. Ou 
seja, os analitos modificam seus pontos de 
concentração. 
• A variabilidade biológica consiste no reflexo da 
flutuação nas concentração de analitos em torno de 
seus pontos de equilíbrio fisiológico ou 
homeostático. 
• A variação fisiológica está relacionada a resposta 
do organismo a diferentes estímulos internos (como 
os metabólicos e hormonais) ou extrínsecos. É mais 
ampla. 
• Ex: A glicose altera sua concentração de acordo com 
as necessidades do organismo. 
→ Variação biológica: Analito glicose. 
→ Variação fisiológica: Regulação da glicose por 
via hormonal e nervosa. 
 
INDIVIDUALIDADE 
• Intraindividual: Resposta individual e peculiar aos 
estímulos promovendo oscilações sobre a 
variabilidade biológica entre indivíduos. 
• Interindividual: Variação entre os indivíduos de 
uma determinada população. 
 
CONSTITUIÇÃO 
• Sexo: Dimorfismo sexual, pois o feminino é diferente 
do masculino, como características primárias (órgãos 
sexuais) e características secundárias. Apresentam 
diferenças hormonais, metabólicas e nos parâmetros 
sanguíneos e urinários. 
→ Glicemia: Em mulheres a concentração de 
glicose no sangue é de 45 a 99 mg/dl e em 
homens é de 55 a 99 mg/dl. 
→ Hematócrito: Em mulheres a porcentagem de 
glóbulos vermelhos em relação ao plasma é de 
35 a 45% e em homens é de 49 a 50%. 
→ GGT: Em mulheres a gama glutamil transferase 
ou Gama T é de 6 a 61 U/L e em homens é de 5 a 
36%. 
• Faixa etária: Diferença funcional orgânica, 
metabólica, hormonal e de massa corporal. 
→ Leucograma: Responsável por analisar 
quantitativamente leucócitos ou glóbulos 
brancos (neutrófilos, bastões ou segmentados, 
linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos). 
Possui valores de referência ou intervalos de 
referência relacionados as faixas etárias, como 
primeiro dia de vida, 6 meses a 2 anos, 2 a 3 anos, 
3 a 6 anos, 6 a 13 anos e adultos. 
• Genótipo: Refere-se à constituição genética do 
indivíduo, os genes que possui. 
→ Fenilcetonúria: Erro inato do metabolismo, de 
herança autossômica recessiva sobre enzima 
fenilalanina hidroxilase, leva ao acúmulo de 
fenilalanina (FAL) no sangue e aumento da 
excreção urinária de ácido fenilpirúvico e 
fenilalalnina. 
▪ A fenilalanina é adquirida através da dieta e 
tem grande importância para produção de 
outras substâncias no organismo. 
• Raça, etnia e variações geográficas: 
→ Raça: Agrupamento natural de indivíduos que 
apresentam um conjunto de caracteres 
hereditários (fatores morfológicos como cor de 
pele, constituição física, estatura), que definem 
variações dentro da mesma espécie. 
→ Etnia: Conjunto de indivíduos que, podem 
pertencer a raças e nações diferentes, estão 
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unidos por uma cultura e particularmente, por 
línguas comuns. 
→ Geografia: Continente, país, região e local. 
• Outros fatores: 
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