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Dentição Mista, 
Primeiro Molar 
Permanente e 
Hábitos Bucais 
Professora Gabriella Monteiro 
de Barros
Dentição mista: irrupção dos primeiros 
molares permanentes
• A dentição mista caracteriza-se pela presença simultânea dos 
dentes decíduos e permanentes na boca.
• Normalmente, os dentes permanentes irrompem quando estão no 
estágio 8 de Nolla, ou seja, com 2/3 de raiz formada. 
• Eles têm a sua guia de irrupção na arcada, determinada pelas 
superfícies distais dos segundos molares decíduos.
A fase da dentição mista é dividida em
três períodos:
Primeiro Período Transitório
• Primeiro período transitório: quando ocorre a irrupção dos 
primeiros molares permanentes e substituição dos incisivos centrais 
e laterais, em torno dos seis aos oito anos.
• Nessa fase, quando acontece a irrupção dos incisivos centrais 
superiores, é o início da fase do "Patinho feio", a qual se 
caracteriza pela inclinação dos incisivos centrais e laterais para 
distal, enquanto os caninos superiores permanentes não 
irrompem.
A fase da dentição mista é dividida em
três períodos:
Período inter transitório
• Período inter transitório: período de repouso 
clínico e mudanças intensas na linha óssea, que 
dura em média, dois a três anos. Nada acontece 
clinicamente.
A fase da dentição mista é dividida em
três períodos:
Segundo período transitório
Segundo período transitório: essa fase inicia-se, em média, aos dez 
de idade, e caracteriza-se pela irrupção dos dentes permanentes:
• caninos inferiores, primeiros pré-molares inferiores e superiores,
• segundos prémolares inferiores e superiores e caninos superiores.
Para que a irrupção dos segundos molares permanentes aconteça, 
por volta dos onze- doze anos, precisa ter espaço nas arcadas para 
esses dentes, o qual surge na maxila e mandíbula, devido ao 
crescimento ósseo contínuo na região posterior aos segundos 
molares decíduos.
Movimentos de irrupção dos primeiros 
molares permanentes
• Nessa fase, a maxila apresenta 
crescimento ósseo aposicional na 
tuberosidade, resultando em 
ganho de espaço na região, que 
permite a rotação do germe 
dentário.
Espaço livre de Nance, ou 
Leeway space
• Espaço livre de Nance: observa-se a 
somatória dos comprimentos das 
coroas dos decíduos, maior que a 
somatória das coroas dos dentes 
permanentes.
• Importante para criar espaço para 
irrupção depois do segundo molar 
permanente
Espaço livre de Nance, ou Leeway space
• Este espaço é calculado somando o 
comprimento das coroas no sentido mesio-
distais do canino e primeiro e segundo molares 
decíduos que estão na boca. Soma-se, por 
meio da imagem radiográfica (panorâmica), o 
comprimento das coroas no sentido mesio-
distais do canino permanente, primeiro e 
segundo pré-molares que ainda não 
irromperam. Após essas duas somatórias 
presentes na cavidade bucal e da imagem 
radiográfica, calculamos a diferença com a 
somatória
Espaço livre de Nance, ou 
Leeway space
• Espaço livre de Nance: recurso 
fisiológico para facilitar a oclusão dos 
primeiros molares permanentes.
• Maior na arcada inferior (3.4 mm) do 
que na arcada superior (1.8 mm).
• Canino decíduo é menor que o canino 
permanente.
• Primeiro molar decíduo é igual ao 
primeiro pré-molar.
• Segundo molar decíduo é bem maior 
que o segundo pré-molar.
Primeiro Molar 
Permanente
Importância e Cuidados
Primeiro Molar Permanente
Alto Índice de Cárie
Primeiro Molar Permanente
Primeiro Molar Permanente
Primeiro Molar Permanente
Considerar região de risco de cárie
Primeiro Molar Permanente
Considerar região de risco de cárie
A profundidade dessa fissura oclusal contribui para 
identificação de crianças de alto risco de cárie.
Consequências
Perda precoce do primeiro molar permanente 
• Perda da dimensão vertical;
• Sobremordida anterior;
• Extrusão do seu antagonista;
• Problemas na mastigação;
• Problemas na ATM;
• Problemas de oclusão.
Perda Precoce Primeiro 
Molar Pemanente
• Qualidade de vida
Medidas Preventivas
Evidenciação de Placa
Medidas Preventivas
Evidenciação de Placa
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Orientações
• Comunicar aos pais da erupção (local)
• Pedir para que os pais examinem
• Orientar que a higiene seja feita por um adulto
• Escovação direcionada
• Escova adequada
Medidas Preventivas
Portifólio
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Medidas Preventivas
Hábitos Bucais
Hábitos 
Bucais
Hábito é o resultado de 
um ato repetitivo e, 
com o tempo, torna-se 
resistente às mudanças. 
Pode ser classificado em 
não compulsivo, 
compulsivo e deletério.
Hábito não 
compulsivo:
Acontece por tempo determinado, de 
fácil abandono, faz parte do 
amadurecimento da criança, por 
exemplo: chupar o dedo ou a 
chupeta. No entanto, pode se tornar 
deletério se o tempo se prolongar.
Hábito compulsivo:
A criança recorre a essa prática 
para se sentir segura, ou em 
situação que se sinta ameaçada. 
Alguns hábitos compulsivos 
podem interferir no mecanismo 
do prazer, podem ser 
incontroláveis e adquirir 
características patológicas, com 
anormalidades dento alveolar e 
esquelética, como o uso contínuo 
de chupar o dedo ou a chupeta.
Hábitos bucais deletérios 
(prejudiciais/nocivos):
Apresentam frequência, intensidade e 
duração prolongada (Tríade de Graber).
Na clínica infantil, vamos enfrentar 
situações clínicas de crianças que têm 
hábitos prejudiciais, como a sucção do 
polegar e outros dedos, chupetas, 
onicofagia (roer unha), projeção da 
língua, sucção e mordida do lábio, 
deglutição atípica, sucção de lápis ou 
outros objetos. Eles devem ser corrigidos 
por determinarem diversas más oclusões 
dentárias.
Hábitos Bucais
Não nutritivos
• O hábito de sucção de dedo, chupeta ou 
lábio/mucosa é considerado não nutritivo, pode 
se instalar pela insatisfação nutricional, 
emocional ou devido a parâmetros culturais. O 
choro do bebê muitas vezes é encarado 
negativamente, na tentativa de acalmar e/ou 
como forma de gratificação é oferecida a 
chupeta, dessa forma, cria-se o hábito de sucção 
não nutritiva.
Consequências do Uso da Chupeta e do Dedo
• Interferência no crescimento e desenvolvimento das estruturas e do 
posicionamento lingual. As consequências do uso de chupeta/sucção 
digital podem ser: 
• Mordida aberta anterior 
• Mordida cruzada posterior 
• Overjet aumentado 
• Diminuição da distância entre os caninos e/ou classe II 
Consequências do Uso da Chupeta e do Dedo
• Pode-se notar, em muitos casos, respiração bucal
• Deglutição atípica 
• Problemas de fonação 
• Hipotonicidade labial e lingual 
• Hipodesenvolvimento mandibular e maxilar 
• Palato ogival 
(GUEDES-PINTO, BONECKER, RODRIGUES, 2010).
Deglutição Atípica 
• A deglutição atípica é uma condição de deglutição anormal, na qual ocorre pressão 
atípica de lábio e/ou língua; 
• a interposição lingual é caracterizada pelo incorreto posicionamento da língua nas 
funções, ambas devem ser diagnosticadas e tratadas pelo fonoaudiólogo.
• Esta condição pode estar relacionada a respiração bucal, a maloclusão (mordida 
aberta anterior), a hipotonia de lábios, a hipotonia de língua e músculos faciais, a 
problemas neurológicos e a tamanho anormal da língua (macroglossia).
• No exame clínico, deve-se atentar também para alterações de fala, freio lingual 
anormal e perdas dentárias precoces e outros hábitos deletérios associados.
Respiração 
Bucal
• As causas para respiração bucal são 
diversas, vão desde hipertrofia de tonsilas 
e de adenoides, rinites a neoplasias.
• A condição de respirador bucal deve ser 
avaliada e diagnosticada pelo 
otorrinolaringologista, o cirurgião dentista 
deveencaminhar seu paciente a esse 
profissional sempre que houver suspeita 
da respiração bucal. 
Respiração Bucal
Nota-se características como: 
• Olheiras 
• Osso zigomático pouco desenvolvido 
• Terço médio da face também pouco desenvolvido 
• Palato ogival 
• Maxila atrésica
• Mordida cruzada posterior 
• Mordida aberta anterior 
• Incompetência labial 
• Hipotonia de lábio e língua 
• Postura corporal inadequada
(GUEDES-PINTO, BONECKER, RODRIGUES, 2010).
Onicofagia
• Outro hábito bucal bastante frequente em crianças e em 
adolescentes é a onicofagia, hábito de roer unha. 
• Também pode ser evidenciado hábito de morder objetos/mucosa 
jugal, entre outros.
• O fator emocional está presente na maioria dos casos, muito 
relacionado a ansiedade e pode ser fruto de estresse, reprodução de 
um hábito familiar, hereditariedade, falta de cuidado das unhas e 
hábito de sucção digital. 
Onicofagia
• O ato de roer as unhas, às vezes pode acompanhar o indivíduo por 
toda a vida, mas é passível de ser tratado.
• Clinicamente, pode-se observar fraturas de bordos incisais, 
desgaste dental, mordiscamento de lábio/mucosa, fibromas de 
irritação, ceratose local (morsicatio)
Bruxismo
• No contexto dessas parafunções, onicofagia, morder objetos/ 
mucosa, respiração bucal, destaca-se a associação com o bruxismo 
noturno. 
• É importante para o clínico saber diagnosticar essas alterações 
para poder fazer associações e buscar possíveis correlações, de 
forma que o diagnóstico de uma ou outra patologia não mascare 
outros eventos.
Sucção nutritiva
É definida quando há introdução 
de líquido (leite, água), nutre e 
também satisfaz a necessidade 
de sucção da criança, como no 
aleitamento materno e/ou 
mamadeira.
Amamentação
• O aleitamento natural (sucção nutritiva) é 
importante pelo contato com a mãe e 
porque desenvolve o cérebro do bebê, 
ajuda a relaxar e liberar hormônios de 
bem-estar, e estimula o crescimento. Essa 
forma de aleitamento é a que favorece o 
melhor desenvolvimento orofacial, 
promovendo o padrão da deglutição infantil 
madura.
Por que as crianças sugam os dedos, chupetas 
ou outros objetos?
• Esse tipo de sucção é completamente 
normal para bebês e crianças pequenas. 
Fornece segurança e é uma maneira de os 
bebês fazerem contato com o corpo 
quando chupam os dedos. Sabemos que 
eles começam a chupar seus dedos ou 
polegares mesmo antes de nascerem.
Estes hábitos são sempre nocivos 
para os dentes e/ou maxilares?
• A maioria das crianças deixa de chupar os 
dedos, as chupetas ou outros objetos por 
conta própria entre dois e quatro anos de 
idade. Nessa fase, pode não ser prejudicial 
para os dentes ou maxilares. No entanto, 
algumas crianças sugam repetidamente o 
dedo, a chupeta ou outro objeto durante 
longos períodos de tempo. Nesse caso, os 
dentes superiores podem se inclinar para 
vestibular em direção ao lábio e 
proporcionar um desiquilíbrio oclusal.
Quando um hábito de sucção se torna 
preocupante?
• Os pais terão que observar em que circunstância, frequência e 
duração seu filho leva o dedo ou a chupeta à boca. Por exemplo, 
em situações de ansiedade, medo e estresse, esse fato pode 
ocorrer com mais frequência e duração.
Como orientar os pais para impedir o hábito 
do filho?
• A maioria das crianças deixa de sugar por conta própria, 
mas algumas precisam da ajuda de seus pais. O 
odontopediatra e os responsáveis podem encorajar a 
criança a parar, explicando, por exemplo, o que pode 
ocorrer com os dentes; em muitos casos, há necessidade 
do apoio de psicólogos e a utilização de alguns 
dispositivos para auxiliar o abandono do hábito. Como a 
grade palatina (dispositivo ortodôntico), que 
desestimula o hábito ou dificulta a sucção. Esses 
aparelhos devem permanecer por seis meses na boca, 
para extinguir completamente esse costume.
Medidas que não devem ser aplicadas e não 
funcionam:
• Colocar substâncias, como pimenta ou produtos com sabor 
forte, no dedo ou na chupeta.
• Brigar, discutir ou reclamar com a criança.
• Bater na mão da criança.
• Expô-la na frente de terceiros, pois causará mais ansiedade e 
revolta.