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Disciplina: Princípios Legais e Teóricos da Educação Infantil 
 
ANDRADE, LBP. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais [online]. 
São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 193 p. ISBN 978-85-7983-
085-3. Available from SciELO Books 
Segundo o texto, é a partir do século XVII que a criança começa a ser reconhecida como 
sujeito de direitos, desde então, essa ação vêm ganhando visibilidade e ampla dimensão 
histórica, até chegar no século XXI, onde, por lei, é considerada cidadã com o direito à 
participação onde está inserida. Porém, atualmente, em panorama global, ainda há países que 
não oferecem a atenção necessária que essa categoria precisa, faltando políticas para amparar 
seus direitos e resultando em índices preocupantes quando se refere à criança. De acordo com 
LUCIMARY BERNABÉ PEDROSA DE ANDRADE, nos países pacíficos, “12.500 crianças 
morrem de malária, uma criança fica órfã a cada 14 segundos devido à SIDA/AIDS, é negada 
escolarização a 65 milhões de meninas, 160 milhões encontram-se em situação de má nutrição 
e 22.000 crianças morrem de diarreia” (Tomás, 2006, p.45). Já no Brasil, a primeira Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei n. 4.024/1961, foi resultado da Constituição 
de 1946, que defendia o direito à educação e descentralizou o formato administrativo e 
pedagógico do sistema educacional brasileiro. 
Com a promulgação da Carta Magna, aconteceu a divisão das responsabilidades, para os 
órgãos governamentais, sobre a educação e bem estar social da criança, desde a esfera de 
educação infantil ao ensino superior. Sendo a criança reconhecida como sujeito de direitos, 
compete à ela e à família o direito à creche e pré- escola, ambas, de natureza educativa. 
 Em prol da infância, leis foram implementadas, enfatizando as responsabilidades das 
famílias, da sociedade e do Estado sobre as crianças e os adolescentes. Em 1990 foi 
elaborado e sancionado o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n. 8.069/1990. 
Substituindo o caráter assistencialista e adotando uma concepção de que, a categoria da 
infância, requer atenção prioritária na questão de políticas públicas. Em 1994, o Ministério da 
Educação e do Desporto, criou diretrizes contendo vários documentos relatando o 
compromisso das creches e pré-escolas com a defesa da cidadania das crianças de 0 a 6 anos. 
A LDB estabelece a educação como dever da família e do Estado, ambos visando, para a 
criança e o adolescente, o preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. 
Propondo uma nova organização para a educação básica, em três níveis: educação infantil, 
ensino fundamental e ensino médio. Em 1998, o Ministério da Educação e Cultura publicou o 
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, com o intuito de auxiliar a prática 
pedagógica dos professores da educação infantil. No aspecto normativo, em 2000, foi 
aprovado as Diretrizes Operacionais para a Educação Infantil. Com o olhar priorizado para a 
educação, resultou na preocupação com a qualidade do ensino, reafirmando a necessidade de 
qualificação especializada dos educadores. O PNE estabeleceu 26 metas sobre a ampliação da 
oferta de atendimento nas instituições de educação infantil, concedendo subsídios e meios 
para melhorar a ação educativa no país, mas de acordo com os dados atuais, tais metas não 
foram alcançadas. Em 2006, o MEC, apresentou um documento destacando a necessidade que 
o dever da instituição infantil é cuidar e educar de maneira indissociável e complementar à 
família. 
Embora há documentos que privilegiam a qualificação do profissional que trabalha com 
crianças pequenas, de acordo com os dados (entrevistas) que constam no presente texto, ainda 
há muitos (as) educadores (as) que desconhecem uns dos principais documentos que é 
mediador dos direitos da infância, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Além do ECA, é 
explícito, na fala das entrevistadas, o desconhecimento dos documentos que norteiam a 
educação infantil. Onde, por serem leigas das políticas educacionais, trazem outra concepção 
da prática educacional, defendendo ser uma fase preparatória para a alfabetização, sem 
privilegiar o momento de desenvolvimento das crianças. Sendo que, de acordo com MEC 
(2006) o dever da instituição infantil é cuidar e educar de maneira indissociável e 
complementar à família. 
Palavras chave: Criança. Direito. Documento.

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