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Odontologia Legal É a especialidade que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios, resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis. A distinção dos arcos dentários humanos tem facilitado a identificação humana através da história. Competências Identificação humana; identificação em mordeduras, agressões sexuais, maus tratos infantis, defesa pessoal; perícia em foro civil, criminal e trabalhista; perícia em área administrativa; perícia, avaliação e planejamento em infortunística; tanatologia forense; elaboração de autos, laudos e pareceres; relatórios e atestados; traumatologia odontolegal; balística forense; perícia em vestígios correlatados, inclusive de manchas ou líquidos oriundos da cavidade bucal ou nela presentes; exames por imagem para fins periciais; deontologia odontológica; orientação odontolegal para o exercício profissional. História da Odontologia Legal O primeiro caso relatado pela literatura ocorreu em 04 de maio de 1897 em Paris, no Bazar da Caridade, local onde a burguesia estava reunida em torno de leilões beneméritos. Cerca de 200 mortos, dos quais 40 restaram sem identificação, dentre eles Duqueza de D’Aleman e a Condessa Villeneuve. Por sugestão do cônsul do Paraguai Dr. Albert Hans, os Dentistas daquelas personalidades foram chamados para identificar, através dos restos carbonizados, seus supostos pacientes, o que tornou possível a identificação das citadas pessoas dentre outras que também pereceram na tragédia (RADICCHI, 2005). Literatura A primeira publicação oficial na qual a Odontologia Legal foi caracterizada como uma ciência capaz de auxiliar a Medicina Legal data de 1898, por Oscar Amoedo, dentista, cubano e foi publicada em Paris, que era considerada como o “centro mundial do conhecimento científico”. Entretanto, o termo Odontologia Legal foi criado em 1924 por Luiz Lustosa Silva, professor emérito paulista que criou esta denominação e publicou, neste mesmo ano, sua obra “Odontologia Legal” que refere à disciplina com esse título e estabelece os primeiros limites do seu campo de ação. Legislação A partir desses relevantes acontecimentos a Odontologia Legal foi tornando-se evidente até sua posterior inclusão, em 1932, como curriculum mínimo no curso de odontologia. Em 1966, a lei 5.081 define as atribuições do Cirurgião-Dentista na área pericial, e regula o exercício da odontologia no Brasil. A presente lei assim se expressa no artigo 6º: III- Atestar, no setor de sua atividade profissional, estados mórbidos e outros, inclusive para justificação de falta ao emprego. IV- Proceder à perícia odonto-legal em foro cível, criminal, trabalhista e em sede administrativa. IX- Utilizar, no exercício da função de Perito-Odontólogo, em casos de necropsia, as vias de acesso do pescoço e da cabeça (ARBENZ, 1988). Parágrafo único. A atuação da Odontologia Legal restringe-se a análise, perícia, e avaliação de eventos relacionados com a área de competência do Cirurgião-Dentista podendo, se as circunstâncias o exigirem, estender-se a outras áreas, se disso defender a busca da verdade, no estrito interesse da justiça e da administração. Responsabilidade Civil do CD A responsabilidade civil profissional é definida como o dever de reparar o dano causado à outra pessoa, dano este provocado por um ato ilícito ou pela falta de observação das normas que regem a vida em sociedade. Na Responsabilidade Civil Subjetiva, os fundamentos são a culpa (imprudência, negligência ou imperícia) e o dolo, ao passo que na Objetiva os fundamentos são a lei e o risco da atividade. A responsabilidade do cirurgião-dentista é regulamentada pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor. Dessa forma, o paciente pode processar o dentista por danos decorrente de tratamentos mal feitos ou indevidos e por danos morais também. Isso inclui o fato do paciente alegar que o tratamento não atingiu o resultado esperado, sentindo-se assim enganado. Código de Defesa do Consumidor Lei 8078 de 11 de setembro de 1990. Baseado nos códigos como o da Alemanha, Suécia e Estados Unidos. Consumidor: toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço. Serviço: qualquer atividade fornecida ao mercado de consumo, mediante remuneração. Elementos de Responsabilidade 1-Agente: Cirurgião Dentista 2-Ato da responsabilidade: dever de reparar o dano causado à outra pessoa 3-Ausência do dolo: Sem intenção de causar danos 4-Dano 5-Nexo causal: a ligação da conduta com o resultado Ação Culposa e não Dolosa · Negligência -consiste na omissão e na falta de cuidado e está disposta no art. 186, do Código Civil); · Imprudência: consiste na ação e na falta de cuidado, também constante do art. 186, do Código Civil; · Imperícia: consiste na falta de qualificação ou treinamento de um profissional para desempenhar uma determinada função e consta do art. 951 do Código Civil. A obrigação do CD frente ao seu paciente Relação jurídica contratual e complexa (bilateral). Em regra é contratual a responsabilidade civil do profissional liberal, uma obrigação de fazer. A responsabilidade do profissional liberal sempre se caracterizará como uma obrigação de meio ou de resultado. a) Obrigação de meio: é aquela na qual o profissional se compromete a desempenhar suas funções com total dedicação, aplicando seus esforços da melhor maneira possível, com total zelo e atenção às normas aplicáveis, tendo em vista o alcance de determinado fim, sem, contudo, assumir o compromisso ou dever de ter que alcançá-lo. b) Obrigação de resultado: é aquela em que o profissional se obriga a atingir a finalidade desejada pelo credor (paciente), tornando-se inadimplente na hipótese da sua não ocorrência. Documentos Odontolegais · Quanto a sua procedência Oficial: oriundo de um profissional em cargo ou função pública. Oficioso: oriundo de um profissional em consultório particular ou em qualquer local ou instituição · Quanto a finalidade Administrativo: se destina a ser apresentado perante qualquer pessoa, empresa, instituição ou repartição Judicial: É qualquer documento da lavra de CD que se destina a ser utilizado nos autos de processo judicial. · Quanto ao seu conteúdo Verdadeiro Falso Tipos de Documentos Odontolegais Notificação Compulsória: é um documento que relata fatos de índole odontológica ou não, observados ou constatados no exercício da profissão. (Acidente de trabalho; Moléstias infectocontagiosas; Doenças profissionais; Morte encefálica; Crimes de ação pública.) Atestado: é uma declaração particular sucinta em que se afirma a veracidade de certo fato odontológico e as consequências deste que implicam em providências administrativas, judiciárias ou oficiosas, relacionadas com o cliente. Lei Federal n 26.215 30/06/75. Deve conter: - Qualificação profissional (nome, CRO, profissão, especialidade) - Qualificação do paciente (nome, RG, endereço do paciente) - Fato ocorrido; - Local, data e assinatura com carimbo profissional - CID-10 ( permissão do paciente) A emissão de atestado odontológico falso avilta a classe Odontológica e infringe normas do Código de Ética Odontológica (CEO). Relatório: É um documento que relata para a Autoridade Requisitante fatos ocorridos, constatados pelo perito, minucioso, redigido formalmente e que deve contribuir para o esclarecimento de um ou mais fatos de ordem odontológica. PreâmbuloHistórico Identificação Exames realizados realizados realizados Resultados Conclusão Respostas ao quesitos legais Parecer: a consulta é endereçada a um profissional que tenha competência especial sobre o assunto, quem dará a sua opinião pessoal sobre a matéria, sendo este parecer juntado nos autos do processo judicial. Preâmbulo Exposição de Motivosçfxjbklckjvçkjlbçkvjb Exame e discussãolcjdkjfjljhfllkbjkfjblvçjcl Conclusão Depoimento Oral: É uma informação prestada, de viva voz, “coram judice”, pelo perito, perante a autoridade policial ou judiciária, que o registra por termo, em assentada (papel escrito ou arquivo digital).