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Giovanna Faria Bloco Gestação Exame Ginecológico Exame clínico geral: • palpação do abdome (inspeção; palpação; percussão e ausculta). Exame da genitália externa: • Paciente em posição de litotomia (barriga para cima com pernas nas perneiras da mesa ginecológica). • Inspeção estática, da vulva, (procura por lesões, verrugas, secreções...) • Inspeção dinâmica, quando se pede a paciente para fazer um esforço, manobra de valsalva, para se ver a procedência das paredes vaginais. Cistocele: Procedência descida da parede anterior. Rectocele: Procedência descida da parede posterior. Prolapso uterino: procedência do útero, saindo pelo orifício vaginal. • Exame especular Com o uso do espéculo, que tem tamanho variado, introduzido no canal vaginal para afastar as paredes que estão em contato (por ser um canal virtual) para que se possa avaliar as parede vaginais e o colo do útero. Sempre avaliar o tamanho do espéculo a ser utilizado. Caso a paciente já tenha tido partos vaginais, isso pode interferir na escolha do tamanho. Existem espéculos de inox e o descartável, sendo este o mais utilizado. Como é realizado? Introdução do espéculo, com a parte que se assemelha a uma “borboletinha” voltada para baixo, e de forma lateral a uretra, para evitar que na sua entrada machuque ela. Observar: Coloração das paredes vaginais (que é mais rosa, nas mulheres na menopausa é um tom mais pálido). Presença de secreções ou lesões; Avaliar o trofismo. Citologia oncótica do colo uterino: Fazer identificação correta da paciente (tanto na lâmina quanto no formulário que vai ser enviado ao laboratório. Giovanna Faria Bloco Gestação História clínica relevante (data da última menstruação, se está gestante, se usa DIU ou contraceptivo hormonal...) Coleta satisfatória, coletando das regiões endocervical e ectocervical. Feita num local adequado com cama ginecológica e material necessário (espéculo, escovinha, lâmina e espátula). Primeiro se introduz o espéculo e logo após a espátula ayre (com o lado que lembra um coração) na parte exterior do cérvix, fazendo um giro de 360º para se fazer a coleta ectocervical e depositando o conteúdo na lâmina. Depois se introduz a escovinha, dentro do cérvix e realizando o giro, para uma coleta endocervical e logo após depositar o material coletado na lâmina. A lâmina vai ser dividida imaginariamente para ser possível colocar as duas coletas. Após a coleta é importante fazer a fixação do material à lâmina para que este não resseque. O mais comum é introduzir a lâmina no álcool metílico ou etílico, mas pode ser usado também o carbowax 4000 (polietileno glicol 50g + Álcool 95% 950ml) e o citospray (propil glicol). O Teste de Schiller é outro exame que pode ser feito durante o exame especular, que é uma triagem de possíveis lesões do colo: Primeiro se faz uma limpeza do colo com ácido acético (mucolítico); Aplicação da solução iodada de Schiller e observar a coloração desse colo. Se procura células que não foram coradas, pois as células do epitélio estratificado do colo são ricas em glicogênio que ao em contato com a solução iodada gera uma coloração marrom. As células que estão com alguma lesão perdem o glicogênio não ficando coradas. Giovanna Faria Bloco Gestação Após todo o procedimento pode ser feito uma descoloração com bissulfito de sódio, porém sendo uma parte dispensável. Teste de schiller negativo: colo todo corado. Teste de schiller positivo: colo com áreas iodo negativas. Caso o teste de schiller venha com resultado positivo, o exame da Colposcopia que é mais específico, é indicado. O colposcópio permite uma melhor visão das áreas lesionadas e se necessário realizar uma biópsia. ** A colposcopia é um exame secundário, não realizado na UBS. Toque vaginal • Usando as duas mãos, toque bimanual, o médico irá avaliar: Assoalho pélvico, as paredes vaginais, pelve óssea, útero e anexos. Técnica: Afastar os lábios e delicadamente introduzir dois dedos na cavidade vaginal. (Já nesse passo é possível avaliar comprimento da cavidade, temperatura, presença de nódulo ou lesão e elasticidade). A mão de fora faz uma leve pressão para ajudar na avaliação do útero, colo e anexos. Ao alcançar o colo é importante avaliar sua posição, superfície, consistência, a existência de lesões exofíticas e sua mobilização. Giovanna Faria Bloco Gestação Quanto ao útero é indispensável avaliar seu tamanho, forma, consistência, mobilidade e sua posição. OBS: Útero retrovertido é aquele virado para trás e anterovertido para frente, sendo apenas variações anatômicas. Com os dedos no recessos laterais se palpa os ovários, raramente palpados na menopausa por diminuírem de tamanho. As tubas em condições normais não são palpáveis, apenas em situações patológicas. É avaliado na região anexial se há a existência de alguma massa, e é necessário caracterizá-la (se é endurecida, amolecida, com consistência cística, se existe inflamação com presença de dor durante o exame, a temperatura dessa massa) para se saber se há processos inflamatórios ou neoplásicos parametriais.