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Guia 1
· ROTEIRO PARA CONSULTA COM CITOPATOLOGIA ONCÓTICA
ANAMNESE (coletar dados pessoais)
· Identificação 
· nome completo ou nome social
· idade 
· data de nascimento
· endereço residencial
· Antecedentes Pessoais
· possui alguma doença crônica
· já teve algum tipo de câncer
· já fez alguma cirurgia
· faz uso de algum medicamento de uso contínuo
· possui alergias
· situação vacinal
· Antecedentes Familiares: (HAS, DM, CA, etc.)
· Antecedentes Ginecológicos
· idade da menarca
· idade da primeira relação sexual
· se já teve alguma IST
· data da última menstruação
· tipo de fluxo, regular ou não
· se tem vida sexual ativa
· se utiliza algum método contraceptivo 
· orientação sexual
· o número de parceiros nos últimos 12 meses
· se utilizou lubrificantes, espermicidas, medicamentos vaginais, realizou exames intravaginais ou teve relações sexuais com preservativos nas 48 horas anteriores
· quando foi realizado o último exame citopatológico
· ocorrência de exames citopatológicos anormais, investigações e/ou tratamentos
· sangramentos vaginais pós-coito ou anormais
· Antecedentes obstétricos
· se é nulípara
· Número de Gestações
· número de abortos
· número de parto vaginal, cesáreas
· caso de gemelaridade
· Uso de álcool e drogas
· Presença de queixas relacionadas a corrimentos vaginais e duração (Embora a avaliação de corrimentos vaginais não demande a coleta de colpocitológico, a queixa deve ser avaliada no momento do exame e tratada quando necessário, não descartando a oportunidade de realizar a coleta do material se o motivo de contato da mulher se deu pelo corrimento. No entanto, em alguns casos, como na suspeita detricomoníase, recomenda-se tratar a mulher e reagendar a coleta do material cervical em 3 meses, pelo risco de prejuízo da amostra).
· Preenchimento dos dados nos formulários para requisição de exame citopatológico do colo do útero: é de fundamental importância o correto preenchimento, pois dados incompletos ou ausentes podem comprometer a análise do material.
· Orientação acerca da coleta, caso não tenha conhecimento.
· COLETA DE CITOLOGIA ONCÓTICA
RECOMENDAÇÕES PRÉVIAS
· A utilização de lubrificantes, espermicidas ou medicamentos vaginais deve ser evitada por 48 horas antes da coleta ( pois essas substâncias recobrem os elementos celulares dificultando a avaliação microscópica, prejudicando a qualidade da amostra para o exame citopatológica). A realização de exames intravaginais, como a ultrassonografia, também deve ser evitada nas 48 horas anteriores à coleta (pois é utilizado gel para a introdução do transdutor)
· O exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico citopatológico. Deve-se aguardar o quinto dia após o término da menstruação
MATERIAL NECESSÁRIO PARA A COLETA
· Espéculo de tamanhos variados, descartáveis;
· Lâminas de vidro com extremidade fosca. 
· Espátula de Ayre. 
· Escova endocervical. 
· Par de luvas descartáveis.
· Solução fixadora, álcool a 96% ou spray de polietilenoglicol. 
· Gaze.
· Recipiente para acondicionamento das lâminas mais adequado para o tipo de solução fixadora adotada pela unidade, tais como: frasco porta-lâmina, tipo tubete, ou caixa de madeira ou plástica para transporte de lâminas. 
· Formulários de requisição do exame citopatológico. 
· Fita adesiva de papel para a identificação dos frascos. 
· Lápis grafite ou preto nº 2.
· Avental ou camisola, preferencialmente descartáveis. 
· Lençóis, preferencialmente descartáveis.
PREPARAÇÃO DA LÂMINA: a lâmina e o frasco ou caixa de porta-lâminas que serão utilizados para colocar o material a ser examinado devem ser preparados previamente. O uso de lâmina com bordas lapidadas e extremidade fosca é obrigatório. Verificar se a lâmina está limpa e, caso necessário, limpá-la com gaze; a lâmina deve ser identificada com as iniciais do nome da mulher e o seu número de registro na unidade (essa informação está no Caderno de Atenção Básica, porém, depende da dinâmica do serviço. Normalmente tem as iniciais da mulher, data de nascimento, o nome da unidade e algo mais?, com lápis preto nº 2 ou grafite, na extremidade fosca, pois o uso de caneta hidrográfica ou esferográfica pode levar à perda da identificação do material, já que essas tintas se dissolvem durante o processo de coloração das lâminas no laboratório; o frasco ou a caixa de porta-lâmina devem também ser identificados a lápis para evitar a perda de informações quando há derrame de álcool.
PARA O PROCEDIMENTO
· Solicitar que a mulher esvazie a bexiga
· O profissional de saúde deve lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel-toalha, antes e após o atendimento. 
· A mulher deve ser colocada na posição ginecológica adequada, o mais confortável possível. 
· Posicionar o foco de luz. 
· Colocar as luvas descartáveis.
· Sob boa iluminação observar atentamente os órgãos genitais externos, prestando atenção à distribuição dos pelos, à integralidade do clitóris, do meato uretral, dos grandes e pequenos lábios, à presença de secreções vaginais, de sinais de inflamação, de veias varicosas e outras lesões como úlceras, fissuras, verrugas e tumorações.
· Colocar o espéculo, que deve ter o tamanho escolhido de acordo com as características perineais e vaginais da mulher a ser examinada. Não deve ser usado lubrificante, mas em casos selecionados, principalmente em mulheres idosas com vaginas extremamente atróficas, recomenda-se molhar o espéculo com soro fisiológico. 
INTRODUÇÃO DO ESPÉCULO
· O espéculo deve ser introduzido suavemente, em posição vertical e ligeiramente inclinado de maneira que o colo do útero fique exposto completamente
· Iniciada a introdução fazer uma rotação deixando-o em posição transversa, de modo que a fenda da abertura do espéculo fique na posição horizontal.
· Uma vez introduzido totalmente na vagina, abrir lentamente e com delicadeza
· Observar as características do conteúdo e das paredes vaginais, bem como as do colo do útero (os dados da inspeção do colo do útero são muito importantes para o diagnóstico citopatológico e devem ser relatados na requisição do exame citopatológico)
· A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina única
COLETA PROPRIAMENTE DITA
· Para coleta na ectocérvice utiliza-se espátula de Ayre, do lado que apresenta reentrância. Encaixar a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem em movimento rotativo de 360° em torno de todo o orifício cervical, para que toda superfície do colo seja raspada e representada na lâmina, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra.
· Dispor o esfregaço de maneira uniforme, com fina espessura no sentido transversal, na metade superior da lâmina, no lado onde fica a região fosca. Desprezar a espátula.
· Para coleta na endocérvice, utilizar a escova endocervical. Recolher o material introduzindo a escova endocervical e fazer um movimento giratório de 360°, percorrendo todo o contorno do orifício cervical.
· Dispor o material no sentido longitudinal da lâmina da metade para o final, fazendo movimento giratório da escovinha, especialmente da ponta da escova. Depois desprezá-la. 
· O esfregaço obtido deve ser imediatamente fixado para evitar o dessecamento do material. É importante observar a validade do fixador. Na fixação com álcool a 96%, considerada mundialmente como a melhor para os esfregaços citológicos, a lâmina deve ser colocada dentro do frasco com álcool em quantidade suficiente para que todo o esfregaço seja coberto, fechar o recipiente cuidadosamente e envolvê-lo com a requisição. Na fixação com spray de polietilenoglicol borrifa-se a lâmina, que deve estar em posição horizontal, imediatamente após a coleta, com o spray fixador, a uma distância de 20cm. Acondiciona- -se cuidadosamente a lâmina em uma caixa de lâminas revestida com espuma de náilon e papel, a fim de evitar a quebra, para o transporte ao laboratório, lacrando-se a tampada caixa com fita gomada.
FINALIZAÇÃO
· Fechar o espéculo não totalmente, evitando beliscar a mulher. 
· Retirar o espéculo delicadamente, inclinando levemente para cima, observando as paredes vaginais. 
· Retirar as luvas. 
· Auxiliar a mulher a descer da mesa.
· Explicar os achados visuais do exame e orientar as condutas necessárias;
· Informar sobre a possibilidade de um pequeno sangramento que poderá ocorrer depois da coleta, tranquilizando-a que cessará sozinho.
· Enfatizar a importância do retorno para o resultado e se possível agendar conforme rotina da unidade básica de saúde.
ENVIO DO MATERIAL
· As lâminas devem ser enviadas para o laboratório devidamente acondicionadas e acompanhadas dos formulários de requisição. O formulário deve estar devidamente preenchido e a identificação coincidente com a do frasco ou da caixa de porta-lâmina e as iniciais da lâmina.
· Deve ser preparada uma listagem de remessa, preferencialmente em duas vias (uma para a unidade e outra para o laboratório), com a identificação da unidade e a relação de nomes e números de registro das mulheres que tiveram seus exames encaminhados. Os exames devem ser enviados ao laboratório o mais breve possível.
· 
· EXAME CLÍNICO DAS MAMAS
ANAMNESE (Questionar sobre o histórico da usuária para detectar o risco da mesma desenvolver câncer de mama)
· Identificação
· Queixa principal e história da doença atual 
· Antecedentes gineco-obstétricos
· História pessoal ou antecedente 
· História familiar
INSPEÇÃO ESTÁTICA
· Identificar visualmente sinais sugestivos de câncer, tais como alterações no contorno da mama, ulcerações cutâneas ou do complexo areolopapilar. 
· É importante o examinador comparar as mamas observando possíveis assimetrias, diferenças na cor da pele, textura, e padrão de circulação venosa. 
· Nesta etapa, a mulher pode se manter sentada com os braços pendentes ao lado do corpo ou com os braços levantados sobre a cabeça.
INSPEÇÃO DINÂMICA
· Solicitar que a mulher eleve e abaixe os braços lentamente, e realize contração da musculatura peitoral, comprimindo as palmas das mãos uma contra a outra adiante do tórax, ou comprimindo o quadril com as mãos colocadas uma de cada lado. 
· Observar se ocorre alguma depressão ou deformação do contorno mamário ou tendência a retração do mamilo.
PALPAÇÃO
· Cadeias ganglionares axilares: posição sentada, braço homolateral relaxado e o antebraço repousando sobre antebraço homolateral do examinador. A palpação das cadeias ganglionares supraclaviculares deve ser realizada com a paciente sentada, mantendo a cabeça semifletida e com leve inclinação lateral.
· Palpação das mamas: paciente em decúbito dorsal, com a mão correspondente a mama a ser examinada colocada sob a cabeça. 
· Cada área de tecido deve ser examinada aplicando-se três níveis de pressão em sequência: leve, média e profunda, correspondendo ao tecido subcutâneo, ao nível intermediário e mais profundamente à parede torácica. 
· Deve-se realizar movimentos circulares com as polpas digitais do 2º, 3º e 4º dedos da mão como se tivesse contornando as extremidades de uma moeda. 
· A região da aréola e da papila (mamilo) deve ser palpada e não comprimida. No caso da mulher mastectomizada deve-se palpar a parede do tórax, a pele e a cicatriz cirúrgica. 
· Observar alterações na temperatura da pele e a existência de nódulos. 
· A descrição de nódulos deve incluir informações quanto ao seu tamanho, consistência, contorno, superfície, mobilidade e localização. 
· Descarga papilar: aplicando-se compressão unidigital suave sobre a região areolar, em sentido radial, contornando a papila. A saída da secreção pode ser provocada pela compressão digital de um nódulo ou área de espessamento, que pode estar localizado em qualquer região da mama. 
· A descrição da descarga deve informar se é uni ou bilateral, uni ou multiductal, espontânea ou provocada pela compressão de algum ponto específico, coloração e relação com algum nódulo ou espessamento palpável. 	
Os principais achados que necessitam de referência urgente para investigação diagnóstica são os seguintes: 
1. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo, independente da idade. 
2. Nódulo mamário persistente por mais de um ciclo menstrual em mulheres com mais de 30 anos ou presente depois da menopausa. 
3. Nódulo mamário em mulheres com história prévia de câncer de mama. 
4. Nódulo mamário em mulheres com alto risco para câncer de mama. 
5. Alteração unilateral na pele da mama, como eczema, edema cutâneo semelhante à casca de laranja, retração cutânea ou distorções do mamilo. 
6. Descarga papilar sanguinolenta unilateral e espontânea (secreções transparentes ou rosadas também devem ser investigadas). 
7. Homens com 50 anos ou mais com massa subareolar unilateral de consistência firme com ou sem distorção de mamilo ou associada a mudanças na pele. 
-PRINCIPAIS MEDICAÇÕES:
METRONIDAZOL: 
Vaginose bacteriana: 
· corrimento vaginal com odor fétido- pós coito ou menstruação
· Bactéria Gardnerella vaginalis, 
· 
Tricomoníase:
· protozoário Trichomonas vaginalis
· corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, por vezes acinzentado, bolhoso e espumoso, acompanhado de odor fétido (na maioria dos casos, lembrando peixe) e prurido eventual, que pode constituir reação alérgica à afecção. edema vulvar e sintomas urinários,
· 
• Durante o tratamento com metronidazol, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, devido à interação de derivados imidazólicos com álcool, caracterizado por mal-estar, náuseas, tonturas e “gosto metálico na boca”). 
• Também durante o tratamento, devem-se suspender as relações sexuais. 
• Manter o tratamento durante a menstruação
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
· A DIP é uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microrganismos do trato genital inferior, espontânea ou decorrente de manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem, entre outros), comprometendo o endométrio (endometrite), tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite).
· Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae 
· Quando uma mulher sexualmente ativa se apresenta com dor abdominal baixa e/ou dor pélvica, deverá investigar DIP no diagnóstico diferencial, independentemente da história de atividade sexual recente.
· O exame clínico deve incluir: • Aferição de sinais vitais; • Exame abdominal; • Exame especular vaginal, incluindo inspeção do colo de útero para friabilidade (sangramento fácil) e corrimento mucopurulento cervical; • Exame bimanual, com mobilização do colo e palpação dos anexos.
· Os exames laboratoriais e de imagem são utilizados para diagnóstico etiológico e avaliação da gravidade e estão elencados a seguir: • Hemograma completo; • Velocidade de hemossedimentação; • Proteína C reativa; • Exame bacterioscópico para vaginose bacteriana; • Cultura de material de endocérvice com antibiograma; • Detecção de clamídia e gonococo por biologia molecular; • Pesquisa de N. gonorrhoeae e C. trachomatis no material de endocérvice, da uretra, de laparoscopia ou de punção do fundo de saco posterior; • Exame qualitativo de urina e urocultura (para afastar hipótese de infecção do trato urinário); • Hemocultura; • Teste de gravidez (para afastar gravidez ectópica); • Exames de imagem: a ultrassonografia transvaginal e pélvica é um método acessível e não invasivo no diagnóstico de complicações relacionadas à DIP, como abscesso tuboovariano, cistos ovarianos e torção de ovário. O principal achado ultrassonográfico na DIP é a presença de uma fina camada líquida preenchendo a trompa, com ou sem a presença de líquido livre na pelve. 
· 
FLUCONAZOL, MICONAZOL:
Candidíase vulvovaginal
· fungo Candida albicans
· Gravidez; • Obesidade; • Diabetes mellitus (descompensado); • Uso de corticoides; • Uso de antibióticos; • Uso de contraceptivos orais; • Uso de imunossupressores ou quimio/radioterapia; • Alterações na resposta imunológica (imunodeficiência); • Hábitos de higiene e vestuário que aumentema umidade e o calor local; • Contato com substâncias alergênicas e/ou irritantes (ex.: talcos, perfumes, sabonetes ou desodorantes íntimos); • Infecção pelo HIV
· Os sintomas de uma CVV clássica são prurido, ardência, corrimento geralmente grumoso e sem odor, dispareunia de introito vaginal e disúria externa. Os sinais característicos são eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso (com placas de cor branca aderidas à parede vaginal), edema vulvar, escoriações e lesões satélites, por vezes pustulosas pelo ato de coçar
· 
· • As parcerias sexuais não precisam ser tratadas, exceto as sintomáticas. • A CVV é comum durante a gestação, podendo haver recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelecem nesse período. • Tratamento em gestantes e lactantes: somente por via vaginal. O tratamento oral está contraindicado. 
ACICLOVIR:
Herpes genital
· família Herpesviridae, da qual fazem parte o citomegalovírus (CMV), o vírus da varicela zoster, o vírus Epstein-Barr e o vírus do herpes humano.
· A primo-infecção herpética tem um período de incubação médio de seis dias. Em geral, é uma manifestação mais severa, caracterizada pelo surgimento de lesões eritematopapulosas de um a três milímetros de diâmetro, que rapidamente evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosas e de localização variável na região genital. podendo cursar com febre, malestar, mialgia e disúria, com ou sem retenção urinária. Em especial, nas mulheres, pode simular quadro de infecção urinária baixa. 
· A recorrência tende a se dar na mesma localização da lesão inicial. As lesões podem ser cutâneas e/ou mucosas. Apresentam-se como vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que evoluem para pequenas úlceras arredondadas ou policíclicas. As lesões têm regressão espontânea em sete a dez dias, com ou sem cicatriz. 
· 
tratamento de sífilis
· A benzilpenicilina benzatina é o medicamento de escolha para o tratamento de sífilis, sendo o único medicamento com eficácia documentada durante a gestação.
· Recomenda-se tratamento imediato após apenas um teste reagente para sífilis (teste treponêmico ou teste não treponêmico) nas seguintes situações (independentemente da presença de sinais e sintomas de sífilis): 
• Gestantes; • Vítimas de violência sexual; • Pessoas com chance de perda de seguimento (que não retornarão ao serviço); • Pessoas com sinais/sintomas de sífilis primária ou secundária; • Pessoas sem diagnóstico prévio de sífilis.
· A benzilpenicilina benzatina deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular (IM). A região ventro-glútea é a via preferencial, por ser livre de vasos e nervos importantes, constituindo tecido subcutâneo de menor espessura, o que resulta em poucos efeitos adversos e dor local (COFEN, 2016). Outros locais alternativos para aplicação são a região do vasto lateral da coxa e o dorso glúteo.
· 
· A probabilidade de reação adversa às penicilinas, em especial as reações graves, é muito rara. Mas a reação de Jarisch-Herxheimer é um evento que pode ocorrer durante as 24 horas após a primeira dose de penicilina, em especial nas fases primária ou secundária. Caracteriza-se por exacerbação das lesões cutâneas, mal-estar geral, febre, cefaleia e artralgia, que regridem espontaneamente após 12 a 24 horas (BUTLER, 2017). Pode ser controlada com o uso de analgésicos simples, conforme a necessidade, sem ser preciso descontinuar o tratamento. As pessoas com prescrição de tratamento devem ser alertadas quanto à possibilidade de ocorrência dessa reação, em especial para que se faça distinção em relação aos quadros de alergia à penicilina.
estriol
O estriol pode ser prescrito na atenção básica em forma de creme vaginal ou comprimidos. 
Queixas vulvovaginais e urinárias e sem demais indicações de terapia estrogênica sistêmica, pode-se utilizar estrogênio tópico vaginal: estrogênio conjugado, estriol ou promestiene, sendo que o primeiro apresenta absorção sistêmica significativa e os dois últimos absorção sistêmica desprezível
Ressecamento vaginal ou colpite atrófica
· A atrofia genital pode levar a resultados falso-positivos, devendo o exame estar bem indicado para evitar ansiedade e intervenções desnecessárias. Estes achados são comuns no período do climatério, só demandando tratamento se houver queixas como secura vaginal ou dispareunia, dificuldades na coleta do exame ou prejuízo da amostra pela atrofia.O tratamento da colpite atrófica pode ser realizado pela administração vaginal de creme de estriol 0,1%, por um a três meses. Deve ser utilizado, de preferência à noite, durante 21 dias, com pausa de sete dias, ou ainda duas vezes por semana (sempre nos mesmos dias). O creme dever ser suspenso 48 horas antes da coleta. Por ser mínima a absorção sistêmica do estrogênio tópico, este não está contraindicado nas mulheres com história de câncer de mama. No entanto, nas mulheres que fazem uso dos inibidores da aromatase (como os utilizados no tratamento do câncer de mama), a terapia com estrogênios está contraindicada.
-https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/controle_canceres_colo_utero_2013.pdf
-https://www.corenms.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/Protocolo-Sa%C3%BAde-da-Mulher-Materi-al-de-Consulta-P%C3%BAblica.pdf
-https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/protocolo-de-enfermagem-na-atencao-primaria-a-saude-modulo-1-saude-da-mulher.pdf
-https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf
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