Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
 
 
❖ O que é? 
➢ Tratamento das doenças periodontais mais comuns, utilizando recursos básicos, através da 
orientação e motivação da higiene bucal, profilaxia profissional, raspagem corono-radicular; 
❖ Objetivo: devolver condições de saúde periodontal; 
➢ Eliminar e prevenir os depósitos de microrganismos localizados supra e subgengivais nas 
superfícies dentárias. 
➢ Motivando o paciente; 
➢ Instruir o paciente a aplicar as técnicas de higiene bucal; 
➢ Removendo fatores de retenção do biofilme; 
➢ Realizar a raspagem corono-radicular quando há presença de cálculo. 
❖ Por que realizar? quando possuímos sinais de doença 
❖ Pré requisito de terapia cirúrgica: SEMPRE realizar. 
❖ terapia básica: 
➢ Inicia-se: 
■ Remoção do biofilme supragengival pelo paciente com a remoção através da 
escovação e do uso do fio dental, pelo profissional cria condições para o controle, 
como a profilaxia profissional; 
➢ Remoção do cálculo: redução do biofilme supragengival; 
■ remoção de outros fatores deficientes; fechamento de cavidades; confecção de 
restaurações provisórias; acabamento e polimento de restaurações; se necessário, 
exodontia. 
 
O cálculo não é o fator etiológico da doença periodontal, é fator predisponente, age como área de retenção 
de biofilme. 
➢ Continuação com a remoção do biofilme subgengival: realizada apenas pelo cirurgião-
dentista. 
Terapia Básica Periodontal 
 
2 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
■ Raspagem e alisamento corono-radicular; raspagem corono-radicular e alisamento 
radicular; raspagem dentária e alisamento denticular: intenção de remover o cálculo 
supra e subgengival para reduzir a microbiota patogênica (biofilme) restabelecendo a 
saúde periodontal. 
❖ Por que o cálculo é também considerado um fator retentor de biofilme? devido a sua superfície 
porosa, com carga positiva (em função da riqueza de íons cálcio, atrais bactérias gram negativas 
aumentando o acúmulo de biofilme) e promove acúmulo do biofilme. 
❖ Raspagem: 
➢ instrumentação da coroa e da raiz a fim de remover biofilme, cálculos e manchas da superfície 
dentária 
❖ Alisamento radicular: 
➢ Instrumentação da superfície radicular a fim de remover o cemento contaminado ou superfície 
de dentina rugosa com intuito de produzir uma superfície lisa, dura e limpa; 
 
❖ Curetagem tecidual: ato de remover intencionalmente a parede gengival da bolsa periodontal, 
durante a RAR, não promove benefício aparente para o reparo tecidual; 
Não se recomenda a curetagem tecidual, pois traumatiza o tecido e não contribui para o reparo tecidual. 
❖ Superfície radicular contaminada: 
➢ Incompatibilidade biológica é promovida pelo biofilme e pelo biofilme aderido ao cálculo, não 
ao cálculo em si. 
 
 
3 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
❖ quando realizar o controle do filme supragengival? 
➢ faces livres e proximais de até 3mm sem sangramento e sem cálculo subgengival: apenas 
redução do biofilme supra; 
➢ faces livres e proximais de até 3 mm com sangramento e biofilme subgengival: redução do 
biofilme supra e deplacagem subgengival do cálculo; 
➢ faces likvres e proximais com até 3 mm com sangramento e cálculo subgengival: redução do 
biofilme supra e RAR; 
➢ mais de 4mm, independente da presença de sangramento gengival, com cálculo supra e 
subgengival: redução do biofilme supra + RAR não cirúrgica ou cirúrgica. 
❖ Raspagem e alisamento em campo fechado: instrumentação subgengival sem o afastamento 
intencional da gengiva; 
❖ Raspagem e alisamento em campo aberto: exposição da superfície radicular pelo afastamento do 
tecido gengival; 
❖ Por que realizar raspagem subgengival? 
➢ Redução da inflamação, melhorando a qualidade do tecido; 
➢ Limitar a incidência e progressão da doença periodontal; 
➢ Erradicar a bolsa, eliminando a necessidade de cirurgia; 
➢ Restringir a técnica cirúrgica a uma área mais limitada; 
➢ Minimizar o tempo cirúrgico. 
❖ Quais os principais fatores dificultadores da visualização e remoção do cálculo? 
➢ identificação do cálculo subgengival: realiza-se a sondagem periodontal com a sonda Willians 
ou Nabers; 
 
➢ Afastamento gengival: pode ser realizado com jato de ar 
 
 
4 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
➢ Forte aderência do cálculo subgengival à superfície radicular: contato com os cristais de 
hidroxiapatita; irregularidade na superfície radicular; fibras de shapey; 
❖ Considerando que a raspagem subgengival é mais difícil de ser realizada, é possível então reduzir a 
microbiota subgengival e melhorar os parâmetros clínicos periodontais somente através do controle 
do biofilme supragengival? 
➢ Não. O biofilme supragengival até influencia no processo da formação do biofilme 
subgengival, mas depois de estabelecido o biofilme subgengival torna-se independente 
❖ Influência da RAR sobre biofilme subgengival: ocorre redução no nº de espiroquetas, cepas móveis 
e bactérias patogênicas, resultando no aumento do nº cocos e bastonetes gram positiva -> redução 
ou eliminação da inflamação gengival. 
❖ Instrumentação ultra-sônica x manual: 
➢ Lisurada superfície radicular: 
■ Instrumentação ultra-sônica: 
● Estudos anteriores: superfícies radiculares + rugosas e danificadas; 
● Estudos recentes: sup. radiculares rugosas ou + lisas. 
■ Resultados clínicos da resposta cicatricial: 
● Instrumentação manual e ultrassônica: redução do sangramento gengival, da 
profundidade a sondagem e ganho de inserção clínico. 
➢ Redução bacteriana: 
■ Instrumentação ultra-sônica: mais eficiente na redução de espiroquetas e bacilos 
móveis (lesão de furca II ou III); 
■ Instrumentação manual c/curetas: Tronco radicular, entradas de furcas e áreas de 
furca 1º MI. 
❖ Seleção da modalidade de instrumentação: preferência e experiência do clínico e necessidade de 
cada paciente. 
❖ Fatores determinantes do nº de sessões p/ RAR: 
➢ Nº de dentes na boca; 
➢ Grau de inflamação gengival; 
➢ Profundidade e atividade das bolsas; 
➢ Presença ou não de lesão de furca; 
➢ Quantidade de cálculo; 
➢ Grau de compreensão e colaboração do paciente quanto ao controle do biofilme; 
➢ Necessidade de anestesia local; 
➢ Grau de abertura da boca; 
➢ Modalidade da instrumentação utilizada; 
➢ Sequência de instrumentação selecionada: 
 
5 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
■ Sextante: realizada em áreas de difícil acesso (bifurcações ou bolsas profundas) ou 
casos avançados; 
■ Quadrantes: divisão mais típica, usada para periodontites moderadas; 
■ Metade da boca: doença inicial à moderada com dificuldades de várias sessões; 
■ Boca toda: níveis iniciais da doença e casos excepcionais de doenças avançadas 
onde o tratamento é realizado sob anestesia geral. 
 
❖ Fatores que influenciam no sucesso da RAR: 
➢ Anatomia da bolsa; 
➢ Severidade da doença; 
➢ Fatores locais: áreas de furca, restaurações, apinhamento; 
➢ Exposição dos túbulos dentinários; 
➢ Uso de instrumental inadequados; 
➢ Habilidade e conhecimento do profissional; 
➢ Cooperação do paciente; 
➢ Sistema imunológico; 
➢ Dentes multirradiculares 
 
 
 
6 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
 
❖ Raspagem radicular: 
➢ Resultado imediato: eliminação completa de deposito de biofilme e calculo dentário; obtenção 
de uma superfície lisa, dura e limpa; 
■ Inspeção visual (RAP supragengival); 
■ Sondagem periodontal (RAP subgengival). 
 
❖ Cicatrização dos tecidos periodontais: 
➢ Formação de ep. juncional longo (dentro 1 a 2 semanas) e fibras colágenas orientadas 
paralelamente; 
➢ Velocidade de proliferação: 
■ cél. epiteliais -> cél. conjuntivas -> cél. ósseas -> cél. do ligamento periodontal; 
➢ Formação do ep. juncional longo dentro de 1 a 2 semanas; redução da inflamação e do fluido 
sulcular; reparo da matriz do tec. conjuntivo, cerca de 1 mês; fibras colágenas remodeladas 
e re-orientadas, cerca de 2 meses. 
➢ Período ideal de reavaliação da terapiaperiodontal: 6 semanas a 2 meses. 
➢ É possível raspar ou sondar novamente os mesmos sítios antes de 45 dias - 2 meses. 
❖ Resultado mediato esperado: supressão/eliminação da microbiota patogênica, resultando uma 
microbiota compatível com saúde, biocompatibilidade da superfície radicular e índice de biofilmes 
compatível com a saúde gengival; 
❖ Resultado imediato esperado- clínico: redução da profundidade de sondagem, ganho de inserção 
clínico, ausência de sangramento gengival,redução da mobilidade dentária e índice de biofilme 
compatível com saúde gengival. 
 
7 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
 
❖ Possíveis consequências negativas da RAR: 
➢ Perda da inserção: retração gengival; 
➢ Exposição de furca; 
➢ Hipersensibilidade dentinária; 
➢ Desgaste dentário. 
 
❖ O que esperar? 
➢ Bolsas rasas: perda de inserção +0,34 mm; 
➢ Bolsas médias: ganho de inserção +0,55 mm; 
➢ Bolsas profundas: ganho de inserção + 1,25 mm. 
Todas as bolsas rasas contraindicada a raspagem? não, sempre que houver cálculo deve ser removido. 
❖ Por que reavaliar? 
➢ Acompanhar a evolução ou regressão da doença; 
➢ Determinar novas estratégias terapêuticas; 
➢ Identificar falhas da terapia realizada; 
➢ Identificar sítios com bons resultados a\pós terapia; 
➢ Estabelecer programas individualizados de manutenção (TPS). 
❖ Resultado da terapia básica: 
 
8 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
➢ Melhora da saúde periodontal: alta do paciente; 
➢ Recidiva ou não resolução da doença: nova terapia básica ou terapia cirúrgica; 
 
Como garantir os resultados obtidos com terapia básica? com a terapia periodontal de suporte! 
Estima-se que ocorra uma perda por ano: 0,28 em pacientes não tratados e 0,08 em paciente tratado. 
3 a 4 vezes mais dentes perdidos por ano. 
❖ Retorno a terapia básica: 
➢ Recolonização dos sítios periodontais; 
➢ Formação de novo biofilme subgengival: biofilme supragengival por longo período de tempo 
e incompleta remoção do biofilme subgengival; 
➢ Entre 4-8 semanas, corre recolonização bacteriana, nem sempre relacionada com aumento 
de profundidade de sondagem; 
➢ Quando há controle do biofilme efetivo após a terapia, não há alteração dos valores de 
profundidade de sondagem. 
❖ Terapia cirúrgica: 
➢ Terapia básica precede: resposta tecidual mais rápida, pós-operatório menos doloroso, 
menor edema e diminuição do sangramento e redução do tempo operatório; 
➢ Rebatimento do retalho ósseo, com cirúrgia em campo aberto 
 
 
9 MAELI ANDRADE – Odontololgia UFRN 
 
A RAR, ao ser capaz de remover completamente o biofilme e o cálculo supra e subgengival e ainda alisar a 
superfície dentária, promove excelentes resultados clínicos, dispensando, na maioria das vezes, a 
necessidade de terapia cirúrgica para o tratamento da doença periodontal.