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Trauma toracico à A maioria das lesões torácicas com risco de vida pode ser tratada com controle da via aérea, descompressão do tórax com uma agulha, descompressão digital e drenagem em selo d’agua cm dreno tubular. à Avaliação inicial A – patência de vias aéreas/ estabilização cervical B – Respiração C – Controle hemorrágico (circulação) D – Estado neurológico E – Exposição/hipotermia à Causa de morte em 1 a cada 4 mortes à Muitos morrem após chegada ao hospital (mortes evitáveis) à Somente 10 a 15% necessitam de toracotomia àProblemas respiratórios: As principais lesões torácicas que afetam a ventilação e que devem ser reconhecidas e abordadas na avaliação primaria incluem o pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto e hemotórax maciço. à Entidades nosológicas • Pneumotórax (hipertensivo) • Pneumotórax aberto • Hemotórax maciço • Tamponamento cardíaco • Tórax instável • Hérnia diafragmática • Ferida transfixante mediastinal Pneumotorax hipertensivo • Ocorre quando há a formação de um mecanismo “válvula unidirecional” de escape de ar do pulmão para o espaço pleural. • O ar entra para a cavidade pleural sem possibilidade de sair, colapsando completamente o pulmão. O mediastino é deslocado para o lado oposto, diminuindo o retorno venoso e comprimindo o pulmão contralateral (choque obstrutivo). à Causa mais comum: ventilação mecânica com pressão positiva em doentes com lesão da pleura visceral. Mas também pode ser uma complicação de um pneumotórax simples devido a um trauma penetrante ou contuso do tórax em que não ocorreu o fechamento da lesão do parênquima pulmonar ou por tentativas mal direcionadas de inserção de cateter venoso central. à Diagnóstico: clínico e resultado do acumulo de ar sob pressão no espaço pleural. à Tratamento: não deve ser adiado a espera de confirmação radiológica. à Sinais e sintomas: • Dor torácica • Sensação de “fome de ar” • Dispneia importante • Desconforto respiratório • Taquicardia • Hipotensão • Desvio da traqueia para o lado contrário da lesão • Ausência unilateral de MV • Elevação do hemitorax sem movimento respiratório • Distensão das veias do pescoço • Cianose (manifestação tarde) à Exemplo de caso clínico: • Paciente com história de agressão (bastão) • Exame físico: A- Vias aéreas pérvias c/ colar; B- Taquidispneico, desvio de traquéia p/direita, hipertimpanismo ½ tórax E. c/ MV (-); C- Pulso radial (-), pálido sudoreico e pulso carotídeo 120 bpm; D- Agitação psicomotora E- Frio com crepitação e enfisema subcutâneo à esquerda. à Conduta • Punção descompressiva (a descompressão com agulha bem sucedida, converte em um pneumotórax simples. • O2 complementar • Drenagem pleural (drenagem em selo d’agua) Pneumotorax aberto • Provocado por grandes ferimentos da parede torácica que permanecem abertos e são denominados ferimentos torácicos aspirativos. Nestas condições, o equilíbrio entre pressão intratorácica e atmosférica é imediato. • O ar tende a passar pelo local de menor resistência, por isto se a abertura da parede torácica for de aproximadamente 2/3 do diâmetro da traqueia ou maior, o ar passará preferencialmente pela lesão da parede a cada inspiração e por isso a ventilação efetiva é prejudicada, resultando em hipóxia e hipercarbia. • GERALMENTE, ele é diagnosticado e tratado na cena do trauma pelo pessoal do pré-hospitalar. • Sinais e sintomas clínicos são: dor, dificuldade em respirar, taquipneia, diminuição dos sons respiratórios e movimento ruidoso do ar através da parede torácica do lado afetado. à Exemplo de caso clínico: • Paciente trazido por populares com história de atropelamento • Exame físico: A- Vias aéreas pérvias com colar; B- MV – (E), fraca insuficiência respiratória C- P: 100bpm filiforme, PA: 90x40mmHg D- Torporoso ECG= 8 E- Ferida penetrante com traumatopneia em parede posterior de 1/2 tórax (E) à Conduta/tratamento: • Fechar imediatamente com um curativo estéril (curativo 3 pontas – para produzir um efeito de válvula unilateral, quando o doente inspira, o curativo oclui a ferida, impedindo a entrada do ar e na expiração, o lado que não está fixado permite o escape de ar de dentro da cavidade pleural). Se houver o fechamento das 4 pontas, pode resultar em um pneumotórax hipertensivo. • Drenagem pleural • Síntese torácica • Frequentemente o paciente necessitara da reconstrução cirúrgica da parede torácica. Hemotorax macico • Acúmulo maior que 1.500mL de sangue em um hemitórax, podendo prejudicar significativamente o esforço respiratória, pela compressão do pulmão, impedindo a oxigenação e a ventilação adequadas. à Exemplo de caso clínico: • Paciente chega ao PS com história de facada nas costas à 2 hs. • Exame físico: A- V. A: OK; B- MV – E, sub macicez a percussão; C- P: 94bpm PA: 100X60 mmHg estável D- Alerta, ECG: 15; E- E F- FAB 4º EICE/LAM; à Conduta: • Drenagem pleural • Mais que 1500ml (instável)= toracotomia • 200ml/h por 2 a 4 hs: toracotomia à Problemas de circulação: as principais lesões que devem ser reconhecidas e abordadas durante a avaliação primaria são: hemotórax maciço, tamponamento cardíaco e parada cardíaca por trauma. Tamponamento cardiaco • É a compressão do coração por um acúmulo de liquido no saco pericárdico. Resultando na diminuição do DC devido a diminuição do fluxo de entrada para o coração. • Mais resultante de lesões penetrantes, embora lesões contusas possam causar o preenchimento do pericárdio com sangue dos granes vasos ou vasos epicárdicos do coração. • Pode se desenvolver devagar, permitindo uma avaliação menos urgente, ou rapidamente requerendo diagnostico e tratamento rápidos. • Ausculta cardíaca abafada. • Sinal de Kussmaul (aumento da pressão venosa) • O pneumotórax hipertensivo, particularmente do lado direito, pode imitar o tamponamento pela semelhança dos sinais. à Exemplo de caso clínico: • Paciente chega ao PS com história de tentativa de suicídio; • Exame físico: A- V. A: OK; B- MV + bilateralmente, eupneico C- P: 110bpm PA: 95x75 mmHg abafamento de bulhas com turgência jugular em 0 grau; D- Ansioso, ECG: 15 E- Faca encravada no precórdio à Conduta: • Pericardiocentese (punção de Marfan) • FAST • Reposição volêmica • Janela pericárdica • Toracotomia Torax instavel • Ocorre quando um segmento da parede torácica não tem mais continuidade óssea com o resto da caixa torácica e geralmente é consequente a um trauma que provoca múltiplas fraturas de costelas (duas ou mais fraturas em dois ou mais lugares). • Um segmento instável da parede torácica pode não estar aparente no EF inicial, particularmente logo após o trauma. à Exemplo caso clínico: • Paciente chega ao P.S pelo Águia 2 com história de esmagamento após desmoronamento de bloco de concreto. • EF: A- V.A OK com colar B- Insuficiencia respiratória com MV + bilateralmente e crepitação em ½ tórax (D) C- P: 110 bpm PA: 110X80 D- Agitado referindo dor torácica; E- Respiração paradoxal (D) à Conduta: • O2 suplementar • Analgesia rigorosa • Insuficiencia respiratória: IOT – ventilação mecânica • Restrição hídrica • Avaliar drenagem Ferimento mediastinal • Lesão de potencial gravidade pela probabilidade de lesão a estruturas como os grandes vasos, coração, traqueia e esôfago. • Paciente hemodinamicamente normal (estável) ou instável à Exemplo de caso clínico: • Paciente vitima de FAF exclusivo de tórax: • Exame físico: A- V.A ok; B- MV + bilateralmente; C- Estável, PA: 120X80 mmHg P:65bpm D- Paciente ansioso, ECG: 15 E- OE (3º EICE LAA) OS (4º EICD LAP) à Conduta: • Instável: toracotomia • Estável: arteriografia, ECA, broncoscopia, esofagograma,janela pericárdica e TAC (tórax/mediastino). A conduta cirúrgica é tomada com base nos achados dos exames feitos ou se houver instabilização do paciente. Hernia diafragmatica traumatica à Ruptura traumática do diafragma: • Decorrente de traumatismos fechados com compressão torácica ou abdominal ou ferimentos penetrantes da transição tóraco-abdominal. É mais comum à esquerda nos casos de trauma contuso. • Chega a passar despercebida quando está na fase aguda e podendo ser diagnosticada em fase crônica até anos após o trauma. à Exemplo de caso clínico: • Paciente com história de FAB à 2hs • Exame físico: A- V.A ok; B- MV – E timpânico, discreta dispneia C- Estável, PA: 110X80 mmHg P:100bpm D- Alerta; E- FAB em 6º EICE/LAM à Conduta: • SNG • Estudo contrastado • Videotoracoscopia ou videolaparoscopia • Sintese diafragmatica