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HDiagnóstico clínico Periodontia
Como fazer sondagem de bolsa clínica
Sonda Nabers
Uso da sonda Nabers para avaliar perda de inserção em regiões de furca.
· Grau I: pequena penetração, de 1 a 2 mm;
· Grau II: penetração de sonda maior que 2 mm;
· Grau III: ausência de osso interradicular;
· Grau IV: (*)
Sonda Milimetrada
A força aplicada não deve exceder o próprio peso da sonda periodontal;
Obtenção da profundidade de sondagem que é a distância entre a margem gengival e a base do sulco, sendo ela medida em milímetros.
Sinais e Sintomas
O primeiro passo é procurar sinais de inflamação gengival. Usar visão e palpação.
· Vermelhidão;
· Edema;
· Textura;
· Dor;
· Sangramento;
· Pus
Essa avaliação deve se suceder à uma anamnese bem feita, com coleta de informações suficientes para correlacionar situação sistêmica do paciente com os achados clínicos.
Caracterizando a Gengivite causada por Placa
· A gengivite é a fase inicial do problema, que consiste na inflamação da gengiva, que pode comprometer um ou mais dentes
· Estas doenças podem ocorrer em um periodonto sem perda de inserção ou em um periodonto com perda de inserção que está estável e não progredindo
· Resultado de uma interação entre os microrganismos encontrados na placa biofilme e os tecidos e células inflamatórias do hospedeiro
· Efeitos de fatores locais, fatores sistêmicos, medicamentos e desnutrição, todos os quais podendo influenciar a gravidade e duração da resposta.
· Esses fatores são contribuintes pela sua capacidade de reter microrganismos e inibir sua remoção 
· Presença de sinais de inflamação gengival:
Sangramento à sondagem
Sangramento espontâneo
Sangramento à higienização
· Exsudato (líquido ou fluido que elimina substâncias como mecanismo de defesa) aumentado em região de sulco
· Acúmulo de placa condizente com o achado clínico
· Sondagem periodontal menor ou igual a 4mm
Caracterizando a Periodontite
· Periodontite é caracterizada por ser a fase avançada da gengivite. Neste estágio, a inflamação ataca o periodonto, ou seja, os tecidos, as fibras e os ossos que sustentam os dentes, provocando reabsorção óssea, retração da gengiva, mobilidade dentária e, em casos mais graves, até mesmo a perda do dente afetado
· CALCULO NÃO causa doença periodontal, o que causa é a placa, ele é fator retentivo de placa.
· Causada pelo próprio organismo no processo de inflamação
· Possui sinais clínicos com a gengivite induzida por placa
· Sangramento à sondagem, tem provado ser um indicador da presença de inflamação e do potencial para uma perda de inserção 
· Profundidades de sondagem maiores que 3 ou 4mm (sinais de saúde, não tem perda de inserção óssea)
· Presença de Bolsa Periodontal: caracterizando perda de inserção clínica e distancia da junção amelo cementária a base da bolsa. Margem gengival até onde a sonda for. 
· LCE: junção amelo cementária
· NIC / Perda de inserção: vai da LCE até o fundo da bolsa. Caso haja recessão gengival, soma-se retração + profundidade da sondagem.
Bolsa Periodontal
· Bolsa periodontal é um espaço profundo anormal que se forma entre a gengiva e o dente, provocada por bactérias que se infiltram na raiz do dente abaixo da gengiva, e inicialmente provocam a gengivite (inflamação) e posteriormente destroem a inserção da gengiva no dente e chegam ao osso, destruindo o osso que sustenta o dente e infectando toda a raiz (doença periodontal). 
· Sulco gengival aprofundado;
· Destruição dos tecidos periodontais de suporte;
· O tecido conjuntivo está infiltrado com plasmócitos, linfócitos e PMNs (granulócitos) dispersos. Tem o neutrófilo como principal célula de defesa. Os vasos sanguíneos são aumentados em número, dilatados e cheios, especialmente na camada subepitelial do tecido conjuntivo;
· Epitélio da bolsa está ulcerado, com o aumento de projeções epiteliais para facilitar o acesso de células inflamatórias à região de sulco patológico;
· Exsudato inflamatório, fluido e celular causa degeneração do tecido conjuntivo circundante. Apicalmente ao epitélio juncional está uma área de fibras colágenas destruídas que se torna ocupada por células inflamatórias e edema;
· Migração apical do epitélio juncional, que forma o epitélio da bolsa periodontal;
· Destruição do aparato de inserção osso/cemento/ligamento
MECANISMO DE DEFESA PARA ISOLAR E COMBATER BACTÉRIAS PERIODONTO PATÓGENAS.
· Externamente, a gengiva aparenta estar saudável, mas internamente, a parede da bolsa conserva características de degeneração e ulceração. Principalmente em pacientes fumantes e idosos.
Periodontite crônica
· Ocorre mais em adultos;
· Quantidade de destruição consistente com fatores locais;
· Padrão microbiano variável;
· Cálculo subgengival muito encontrado;
· Progressão lenta e moderada;
· Associada a: doenças sistêmicas, fatores locais e ambientais;
· Localizada: < 30% dos dentes;
· Generalizada: > 30% dos dentes;
· Leve: 1-2 mm de perda de inserção;
· Moderada: 3-4 mm de perda;
· Grave: 5 ou mais de perda;
· A placa bacteriana (pode causar doenças), quando não eliminada corretamente, endurece e se torna o tártaro ou calculo dentário (não podem causar doenças).
Periodontite agressiva
· Pacientes clinicamente saudável;
· Rápida perda de inserção e destruição óssea;
· Quantidade de depósitos microbianos inconsistentes com a gravidade da doença;
· ausência de grandes acúmulos de placa e cálculo
· Características comuns: áreas doentes com a.a., anormalidade na função fagocitária, macrófagos causando aumento de prostaglandina e interleucina e autointerrupção na progressão da doença;
· Localizada: início na puberdade; no 1º molar ou incisivo, com perda de inserção proximal em pelo menos 2 dentes permanentes, um dos quais o 1º molar; grave resposta de anticorpos sorológicos aos agentes infecciosos;
· Generalizada: abaixo dos 30 anos; perda de inserção em pelo menos 3 dentes, que não sejam os primeiros molares e incisivos; pronunciada destruição periodontal e pouca resposta de anticorpos sorológicos aos agentes infecciosos
Exame Radiográfico
· É um exame complementar;
· Não avaliamos bolsa pelo RX;
· Fornece um registro visual do suporte ósseo;
· Presença ou ausência de lâmina dura;
· Largura do espaço periodontal;
· Altura e forma da crista óssea alveolar;
· Comprimento e forma radicular;
· Presença de depósito mineralizado interproximal (placa calcificada);
· Uso preferencial de técnicas radiográficas periapicais ou interproximais com paralelismo (minimiza distorção radiográfica e melhora fidelidade da quantidade de remanescente óssea);
· Será solicitado preferencialmente em áreas com diagnóstico de bolsa, sugestivo de doença e perda óssea.
Perda óssea horizontal (Defeito supra ósseo)
· O osso é reduzido em altura, mas a margem óssea permanece perpendicular à superfície dentária. Os septos interdentais e as lâminas vestibular e lingual são afetados, mas não necessariamente em um grau igual ao redor do mesmo dente.
· Mais solicitado em periodontite crônica.
Perda óssea vertical (Defeito infra ósseo)
· Ocorrem em uma direção oblíqua, deixando uma depressão côncava no osso ao longo da raiz, a base do defeito está localizada apicalmente com relação ao osso circundante. 
· Mais solicitado em periodontite agressiva.
Por Ana Nascimento 
IG: @loiraodontho