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Sociedade dos Poetas Mortos (1989)

Resumo do filme A Sociedade dos Poetas Mortos: ambientado em 1959 na Welton Academy, mostra o professor John Keating que, com poesia e o lema Carpe Diem, inspira alunos e funda a sociedade dos poetas mortos; conflito com a tradição, suicídio de Neil, demissão de Keating e crítica ao ensino rígido.

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Uma narrativa linear e cronológica, a história do filme se passa no outono de 1959 em uma escola 
preparatória de elite para garotos, a Welton Academy. Esse centro de estudos, localizado nos Estados 
Unidos, era norteado por 4 princípios básicos: tradição, honra, disciplina e excelência. Com a chegada do 
novo professor de inglês e literatura, John Keating, a rotina dos estudantes começa a mudar, pois, seu 
método de ensino era bem diferente e pouco tradicional. Através da poesia, Keating inspira seus alunos e 
os apresenta à sociedade fundada por ele quando era estudante da Welton: A sociedade dos poetas mortos. 
Assim, com métodos pouco conservadores, ele vai ensinando literatura, conquistando seus estudantes e 
os encorajando a viver de maneira extraordinária. 
Um dos primeiros conceitos utilizados pelo professor é o Carpe Diem, que significa “aproveite o dia, o 
momento”. Em suas palavras: Com isso, Keating introduz o conceito de finitude e, por isso, diz aos alunos 
que eles devem viver cada momento intensamente e priorizar suas ideias e vontades, porque afinal tudo 
tem um fim. Uma das cenas memoráveis do filme é quando o professor fica de pé na mesa da sala de aula 
convidando todos a fazerem o mesmo. Isso porque estando mais alto, a perspectiva muda. Nas palavras 
dele: Além disso, ele propõe a produção de poemas que foquem na vida de cada um. Essa tarefa impulsiona 
a expansão de ideias dos estudantes, os quais estavam inseridos naquele ambiente rígido e autoritário. 
Certamente, Keating vai conquistando seus alunos e fazendo com que eles priorizem suas escolhas, vejam 
a beleza da vida, e não se deixem levar pelas formas escolhidas como “certas” para viver. Fascinados pelas 
ideias do professor, um dos finalistas, Neil Perry, inicia um clube secreto onde ele e outros estudantes 
recitam poesias numa caverna próxima do campus. 
Aos poucos, Neil vai descobrindo seu amor pelo teatro e consegue um papel numa peça local “Sonho de 
uma noite de verão”. No entanto, seu pai, muito tradicionalista, conservador e rígido, quer que ele se torne 
médico. Portanto, no momento em que ele fica sabendo da intenção e da escolha de Neil pela arte 
dramática, o proíbe de se apresentar. Contudo, na apresentação, o pai acaba por aparecer. Desiludido com 
a posição de seu pai e o futuro que lhe espera, Neil se suicida. Esse, sem dúvida é o ponto mais alto da 
história, o qual acarretará consequências negativas para o novo professor. Assim, devido à morte de Neil e 
de seu modo de ensinar pouco ortodoxo e nada rígido, ele acaba sendo alvo de outros professores e do 
diretor da escola, Norman Lloyd. Por fim, John Keating acaba sendo demitido pelo Sr. Nolan, o que deixa 
seus alunos tristes e desiludidos. Quando o professor surge na sala de aula para pegar seus pertences, os 
estudantes fazem-lhe uma homenagem subindo nas carteiras da sala, como ele os havia ensinado. O fim 
do filme mostra que as experiências vividas junto ao professor tiverem um grande impacto na vida de todos 
e nunca serão esquecidas pelos estudantes. 
A Sociedade dos poetas mortos apresenta uma forte crítica ao modelo tradicional de ensino da época, o 
qual priorizava a rigidez e a inflexibilidade. Assim, o ambiente da escola é castrador, hermético e 
repreensivo para todos os estudantes. Trata-se de um retrato da sociedade burguesa da época, onde o 
tradicionalismo ainda estava muito presente. A tentativa de transformar o mundo na virada da década é 
incentivada pelas ideias inovadoras do novo professor que, nesse contexto, é uma metáfora da mudança 
ou ainda, do que é necessário mudar. Os estudantes do centro ficaram fascinados com a possibilidade de 
serem críticos e terem um pensamento independente incentivado pelo novo membro da escola. Dessa 
maneira, o professor representa a esperança de poder viver plenamente com suas próprias escolhas. Para 
ele, não devemos ver o mundo como as pessoas querem, e sim encontrar nossas próprias vozes.

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