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INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE FARMÁCIA
ERROS ANALÍTICOS ENCONTRADOS EM LABORATÓRIO
Estágio de Análises Clínicas
Francisca Valéria Pereira França – N501189
FM6P36
SÃO PAULO
2021
RESUMO
No presente trabalho serão apresentados os principais erros analíticos apresentados em laboratórios.
ERROS ANALÍTICOS NOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS
Os laboratórios de análises clínicas estão sujeitos a erros que podem prejudicam os exames, diagnósticos e até mesmo a vida dos pacientes. Abaixo foram listados os principais erros encontrados.
	Erros da Fase Pré-Analítica
	- Pedido ou interpretação inadequada da requisição médica
- Orientação inadequada ao paciente
- Tempo de jejum
- Coleta inadequada
- Estase venosa prolongada
- Utilização de tubo de coleta inadequado
- Incorreta proporção entre sangue e anticoagulante
- Volume insuficiente de amostra
- Identificação incorreta do paciente
- Recipiente impróprio
- Transporte e armazenamento inadequados
- Centrifugação inadequada
	Erros da Fase Analítica
	- Falha no equipamento
- Perda da amostra
- Troca da amostra
- Contaminação entre amostras
- Sistema analítico não validado previamente à análise
- Falhas não detectadas no controle interno de qualidade: erro sistemático e erro randômico
	Erros da Fase Pós-Analítica
	- Perda do resultado
- Interpretação equivocada do resultado e ação subsequente
- Erro na transcrição dos resultados
- Tempo de liberação dos resultados acima do especificado
- Problemas com o sistema de informação laboratorial
- Valores de referência e limites de decisão inapropriados
PRINCIPAIS PARÂMETROS BIOLÓGICOS AVALIADOS EM ERROS NA FASE PRÉ-ANALÍTICA DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS 
No processo de atendimento do laboratório de análises clínicas existem três importantes fases: pré-analítica, analítica e pós-analítica. Respectivamente, essas etapas correspondem a preparação, coleta, armazenamento e transporte de amostras; realização dos exames e, por final, aos processos de validação e liberação de laudos com a entrega para o médico.
A primeira fase, a pré-analítica, é responsável pela maior parte dos erros ocorridos em um laboratório de análises clínicas. De acordo com Binita Goswami, cerca de 77% das falhas encontram-se na fase pré-analítica, seguido de 15% na pós-analítica e 7,9% na analítica.
Essa etapa é muito importante porque se inicia no consultório médico, onde é feito o pedido para coleta de sangue com o objetivo de acompanhar um check-up, descartar ou confirmar um diagnóstico do paciente. Isso será pontual para a decisão do especialista, que precisa ter em mãos resultados corretos para conduzir o melhor e mais assertivo tratamento para determinada patologia.
A fase seguinte, a analítica, trata da análise do material coletado. Nessa etapa são contemplados diversos processos, como os métodos e controle de qualidade, bem como o treinamento de profissionais que vão manipular e avaliar os resultados de forma que sejam fidedignos e que deem uma melhor solução para a tomada de decisão do médico.
COMO PREVENIR OS ERROS LABORATORIAIS
Segundo um estudo realizado e publicado no site da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos pela especialista Binita Goswami, cerca de 77% das falhas encontram-se na fase pré-analítica – o que representa a maior parte dos erros ocorridos em um laboratório de análises clínicas. Em seguida, 15% acontecem na pós-analítica e 7,9% na analítica. No estágio pré-analítico, existem alguns fatores que corroboram com as falhas, como:
· Orientação inadequada sobre o preparo para realização dos exames;
· Tempo excessivo de garroteamento das amostras;
· Coleta de tubos inapropriada e falta de homogeneização capazes de atribuir índices de recoleta;
· Laudo equivocado e novo deslocamento do paciente ao laboratório, causando insatisfação e desqualificação da instituição.
Com gestão da qualidade em laboratórios de análises clínicas, existem medidas que podem evitar esses erros pré-analíticos, como:
· Desenvolvimento de processos claros para as etapas críticas como identificação do paciente, coleta e rotulação da amostra, transporte e preparo para análise;
· Desdobramento de políticas organizacionais junto ao laboratório, como as políticas de identificação do paciente e gestão da qualidade;
· Aprimoramento da formação dos profissionais de saúde, treinamento de envolvidos no processo de solicitação, coleta e recebimento e avaliação anual das competências;
· Disponibilização do Manual de Orientações de Coleta de Amostras Laboratoriais para todas as áreas e unidades – cirúrgicas, ambulatoriais ou de internação;
· Preparo adequado do paciente e identificação de informações importantes que podem impactar no diagnóstico correto, como medicamentos em uso, data da última menstruação, problemas metabólicos, entre outros;
· Automatizar etapas sempre que possível. Solicitações digitalizadas simplificam a ordenação de teste e eliminam etapas críticas de transcrição de pedidos;
· Monitoramento de indicadores de qualidade, como porcentagens de recoletas que garante dados sobre quais áreas ou tipos de exames que estão tendo maior incidência de problemas para prover melhorias;
· Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e promover cooperação entre as áreas assistenciais e de diagnóstico;
· Notificar, identificar e definir planos para possíveis adversidades causadas por erros laboratoriais;
· Dar atenção especial para casos de contaminação de amostras e envolver o Serviço de Controle de Infecção nas ações de melhoria.
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.cremerdiagnostica.com.br/blog/os-6-erros-mais-comuns-de-um-laboratorio-de-analises-clinicas/
https://autolac.com.br/blog/erros-comuns-gestao-qualidade-laboratorios-analises-clinicas/

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