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Dens in Dens
Anomalias dentárias
A dentição humana, durante o desenvolvimento ou crescimento de suas estruturas pode sofrer 
distúrbios, apresentando como resultado final um elemento dentário diferente do normal. 
ANOMALIAS DE DESENVOLVIMENTO 
DENTÁRIOS
O QUE É DENS IN DENS?
definição
A partir de sua terminologia, dens in dente, também denominado 
dens invaginatus, é utilizado para definir um defeito na formação 
dentária resultante da invaginação dos tecidos coronários antes da 
calcificação tecidual (KULID, W. et al., 1989).
-
 Histologicamente, o dente invaginado pode ser 
definido como um aprofundamento do órgão do 
esmalte na papila dentária durante o processo de 
formação do dente. Este processo, que ocorre antes da 
calcificação dos tecidos dentários, inicia-se por meio da 
coroa podendo estender-se a toda a raiz dentária
etiologia
Sua etiologia apresenta controvérsias e algumas teorias têm sido sugeridas. 
Shafer: Aumento localizado da pressão externa, retardo do crescimento focal e estimulação 
do crescimento focal em determinadas áreas do germe dentário 
Para Bhaskar: é causado pela invaginação de todas as camadas do órgão do esmalte para 
dentro da papila dentária e,quando do momento da calcificação, produz um dente dentro da 
futura câmara pulpar.
Regezi e Sciubba: acreditam ter etiologia desconhecida e, em uma pequena porcentagem 
dos casos, fatores genéticos podem estar envolvidos.
Pode ocorrer em qualquer elemento dentário...
-SEGUIDOS DOS CENTRAIS 
SUPERIORES
-INCISIVOS LATERAIS 
SUPERIORES 
PERMANENTES
01 02
A prevalência de dens in dente pode 
variar de 0,04 a 12%
Clinicamente, o dens invaginatus aparece 
como uma depressão,na face lingual e, nesses 
casos, é suscetível à cárie. Muitas vezes há 
apenas uma fina camada de esmalte e dentina 
cobrindo a polpa, tornando-a assim suscetível 
a problemas pulpares e periapicais.
 classificação de Oehlers (1957)
Segundo Oehlers (1957)10, o dens in dente pode ser classificado em três categorias dependendo 
da profundidade da invaginação do esmalte dentro do dente. 
Tipo II, a invaginação se 
estende além da junção 
amelocementária e é mantida 
dentro do canal principal.
TIPO I: O tipo 1 é uma cavidade de 
esmalte alinhado e confinado á 
coroa; não ultrapassa a junção 
cemento esmalte
Tipo III ocorre quando a invaginação estende-se por todo o 
interior do canal radicular atingindo o ápice dentário, dando 
origem a dois ou mais forames.
Apesar do reconhecimento da ocorrência desta anomalia, a conservação 
destes dentes associados a problemas pulpares, e periodontais somente foi 
alcançada no século passado. 
Até este período, os dentes eram condenados à exodontia 
O dens in dens pode apresentar uma 
invaginação, torna o dente mais 
suscetível à lesão de cárie e alterações 
pulpares.
 
Diagnostico
 
Na análise radiográfica pode-se notar a 
presença de uma fissura radiotransparente 
simples,
 alinhado com o esmalte radiopaco ou pode 
haver uma fenda alinhada com o esmalte,
 de comprimento variável, percorrendo todo o 
caminho até o ligamento periodontal 
lateralmente ou apicalmente
Tratamento
O dens in dente tipo I não oferece dificuldade para o tratamento endodôntico. Invaginação é pequena;
O tipo II oferece considerada dificuldade. Necessário remover a invaginação;
O tipo III, devido à invaginação apresentar comunicação com a cavidade oral, oferece maior dificuldade.
Caso cliníco I
Figura 1 – Vista incisal dos incisivos superiores 
permanentes. Note o elemento 21 com alteração de forma. 
Paciente J.B.T, leucoderma, gênero 
feminino, 7 anos de idade, procurou a 
Bebê Clínica/ UEL para tratamento 
odontológico. Na anamnese, observou-se 
que a paciente apresentava Síndrome de 
Down. Após exame clínico foi constatado 
a presença de anomalia de forma no 
incisivo central superior esquerdo (Figura 
1).
Caso Clínico II
Figura 2 – Vista incisal dos incisivos inferiores 
permanentes 
Paciente J.F.S.C., leucoderma, gênero 
masculino, 9 anos de idade, procurou a 
COU-UEL para tratamento odontológico. 
Na anamnese, o paciente apresentou-se sem 
relato de doenças sistêmicas, livre de cárie 
dental e colaborador na higienização oral. 
Após análise baseada nos exames clínico e 
radiográfico, constatou-se a presença da 
anomalia de forma no incisivo central 
inferior esquerdo compatível com dens 
evaginatus (Figura 3 e 4)
Radiografia de Dens in Dens
Destaca-se, a importância do diagnóstico precoce da ocorrência de dens in dente, 
principalmente nas fossas anatomicamente mais profundas na face palatina dos incisivos 
permanentes superiores. Muitas vezes, o achado é ocasional e uma conduta de selamento da 
fossa palatina se faz necessária. 
Desta forma, mediante um exame clínico criterioso, o profissional deverá estar apto para fazer 
o diagnóstico o mais precoce possível desta anomalia.
FAKE OU FATO?
EM QUE FASE SE FORMOU 
ESSA ANOMALIA?
A)INICIAÇÃO
B) PROLIFERAÇÃO
C)HISTODIFERENCIAÇÃO
D)MORFODIFERENCIAÇÃO
OU..
E) AÇÃO HUMANA???
MUITO OBRIGADA!