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Tutoria - Vigilância em Saúde

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chave quando se quer falar da gerência e administração 
dos serviços de saúde. Na verdade, ela significa mais do que isto, pois é da 
competência do gestor dar as diretrizes da atuação do órgão que ele dirige. Neste 
sentido, o gestor formula, executa, supervisiona, controla e pode rever as políticas de 
saúde. Para citar alguns exemplos, o gestor nacional do Sistema Único da Saúde, 
SUS, é o Ministro, já o estadual é o secretário de estado e o municipal, o secretário 
municipal de saúde. O gestor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é seu diretor-
presidente. O Conselho de Saúde, através de seus conselheiros, formula as 
prioridades e as diretrizes para a saúde. Isso também é parte da gestão do sistema de 
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saúde. Afinal, quem conhece as necessidades de saúde de uma comunidade é o povo. 
E o conselheiro é o representante do povo no Conselho.
riscos ambientais: 
água (consumo e mananciais hídricos), esgoto, lixo (doméstico, industrial, hospitalar), 
vetores e transmissores de doenças (mosquitos,barbeiro,animais), poluição do ar, do 
solo e de recursos hídricos, transporte de produtos perigosos, etc. 
riscos ocupacionais: 
processo de produção, substâncias, intensidades, carga horária, ritmo e ambiente de 
trabalho 
riscos sociais: 
transporte, alimentos, substâncias psicoativas, violências, grupos vulneráveis, 
necessidades básicas insatisfeitas 
riscos iatrogênicos: 
(decorrentes de tratamento médico e uso de serviços de saúde) 
medicamentos, infecção hospitalar, sangue e hemoderivados, radiações ionizantes, 
tecnologias médico-sanitárias, procedimentos e serviços de saúde 
riscos institucionais: 
creches, escolas, clubes, hotéis, motéis, portos, aeroportos, fronteiras, estações 
ferroviárias e rodoviárias, salão de beleza, saunas, etc.
3- Descrever a relevância das notificações compulsórias e sua determinância 
para o planejamento e avaliação das ações em saúde
O combate à pandemia causada pelo novo Coronavirus mostrou que o SUS vai muito 
além das consultas e procedimentos que são realizados pelas Unidades de Saúde, 
colocando em evidência um sistema de saúde muito mais complexo e bem articulado, 
que tem em sua organização o serviço de Vigilância em Saúde, composto por quatro 
grandes áreas: a saúde do trabalhador, a vigilância sanitária, a vigilância ambiental e a 
vigilância epidemiológica. 
As três primeiras são mais conhecidas por realizarem atividades de inspeção, controle 
de vetores de transmissão de doenças e ações de prevenção à saúde do trabalhador. 
Já a vigilância epidemiológica tem uma atuação mais voltada para compreender o 
comportamento epidemiológico de determinada doença, sendo esse um trabalho de 
grande importância para as tomadas de decisões na saúde.
Mas então, o que é a Vigilância Epidemiológica? 
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A vigilância epidemiológica reconhece as principais doenças de notificação, investiga 
epidemias que ocorrem no território e age no controle dessas doenças. A principal 
fonte destas informações é a notificação de agravos e doenças que constam na lista 
nacional de doenças de notificação compulsória. Essas notificações alimentam a base 
nacional do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Quem deve fazer a notificação? 
A notificação é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou 
responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao 
paciente, em conformidade com o art. 8º da Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975.
Onde é feita essa notificação? 
Até dezembro de 2019 as notificações eram encaminhadas para a vigilância 
epidemiológica e estas eram lançadas no Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação (SINAN). Em janeiro de 2020, o Estado do Espírito Santo instituiu o 
Sistema de Informações em Saúde, o e-SUS Vigilância em Saúde (VS), como o 
sistema oficial para notificação compulsória no estado. 
Este sistema funciona on-line e permite que todos os profissionais de saúde façam a 
notificação no momento do atendimento do paciente, além de agilizar o trabalho da 
vigilância epidemiológica que agora visualiza as notificações em tempo real.
Quais são as doenças de notificação obrigatória? 
A Portaria nº 204/2016 define as doenças ou agravos de notificação obrigatória às 
autoridades competentes de saúde. A COVID-19 foi incluída na Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública pela Portaria 
nº 264, de 17 de fevereiro de 2020. Além da COVID-19, são exemplos de doenças de 
notificação obrigatória: dengue, zika e chikungunya, hepatites, sífilis, toxoplasmose, 
tuberculose, hanseníase, leptospirose, febre amarela, acidentes de trabalho, violências, 
tétano entre outras.
Por que essas doenças devem ser notificadas? 
Algumas doenças, agravos ou eventos em saúde podem levar a surtos, apresentar 
uma alta letalidade ou gerar algum impacto na saúde pública. Assim, a comunicação da 
ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde permite a realização de um 
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diagnóstico desse evento na população, indicando riscos aos quais as pessoas estão 
sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de um 
território.
Como é feita a publicação das informações? 
O banco de dados do sistema e-SUS VS fica armazenado no servidor da Secretaria de 
Estado de Saúde (SESA). Ela é a responsável por fazer a transmissão dos registros 
para o SINAN. 
Os municípios podem gerar as planilhas referentes a cada agravo e realizar a 
divulgação das informações por meio de boletins epidemiológicos. 
Considerando a emergência em saúde pública da COVID-19, os dados são divulgados 
diariamente. Porém, para os demais agravos, a Secretaria Municipal de Saúde divulga 
um Boletim Epidemiológico a cada quatro meses.
Como o boletim é feito? 
Todos os dias, a equipe da Secretaria de Saúde faz o download no sistema do e-SUS 
VS do arquivo com os dados das notificações, faz a compilação dos dados, os ajustes 
no sistema e encaminha os dados para a comunicação do município para a divulgação 
do Boletim nas redes sociais, site oficial e aplicativos de mensagens. O texto do 
Boletim é padrão, sofrendo alterações apenas quando há algum fato novo que 
necessita de destaque e esclarecimentos. 
O sistema e-SUS VS passa por manutenções periódicas, e nessas ocasiões não é 
possível realizar o download do arquivo, gerando possíveis inconsistências nos dados 
apresentados. Assim, por se tratar de um sistema dinâmico, as informações dos 
Boletins sofrem alterações diárias conforme o banco de dados é atualizado.

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