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Alterações funcionais benignas • Caracterizam-se por dor e espessamento mamário, geral- mente com reforço pré-menstrual cíclico. • Aparecem depois da adolescência, tendem a melhorar na ges- tação e lactação e desaparecem na menopausa. • As AFBM são alterações totalmente benignas. • A chance de uma mulher com dor mamária vir a ter um tumor de mama é a mesma das outras mulheres, ou seja, quem tem dor mamária não tem risco elevado de câncer. • Termo atualmente utilizado para substituir o antigo termo “displasia mamária” ou “doença fibrocística” (atualmente em desuso. • Desordens fisiológicas do desenvolvimento e da involução da mama. Manifestações clínicas • Dor e/ou modularidade mamária • Mastalgia cíclica • Modularidades (espessamentos) • Fluxo papilar e cistos • Não existe correlação com o câncer de mama Hipóteses diagnósticas • AFBM • Esteatonecrose: processo de necrose do tecido adiposo (aco- mete principalmente idosas) • Processo inflamatório infeccioso • Doença cística macroscópica • Tumores benignos ou malignos Tumores benignos: • Fibroadenoma: − Móvel, regular, fibroelastico. − Acomete, principalmente mulheres jovens (≤ 30 anos, entre 15 e 25 anos). − Possui crescimento limitado (entre 2 e 3 cm) • Tumor filoide: − Palpável, retração do mamilo, ulceração − Acomete, principalmente mulheres acima dos 35 anos − Pode crescer bastante, tornando-se um tumor grande (maior de 3 cm) − Tumor raro (1% das mulheres) − Pode evoluir para formas malignas (10%) • Papiloma: − Pequenos tumores que surgem a partir do epitélio dos ductos − Podem ser mais centrais, localizados próximos a papila, mas podem se originar na parte mais central da mama − Achado comum: fluxo sanguíneo lento na mama − Conduta: exérese • Lipoma: − Nódulos de gordura − Conduta conservadora • Hamartoma: − Tumor composto de todos tecidos mamários, mas en- capsulado (“uma mama dentro de uma mama”) − Tanto o tumor quanto o tecido adjacente crescem na mesma proporção, contudo, o hamartoma cresce de forma desorganizada Semiologia Anamnese • Idade • Localização • Tempo de aparecimento • Dor • Tamanho • Crescimento • Mobilidade • Retração • Abaulamento • Sinais flogísticos • Antecedentes pessoais • Antecedentes familiares Exame físico • Deve constar dos tempos clássicos • Inspeção estática • Inspeção dinâmica • Pesquisa dos linfonodos axilares • Palpação • Expressão • Descrição: tamanho, borda, forma, mobilidade, consistência, localização Conduta nas lesões palpáveis • Mulheres abaixo dos 35 anos USG método de imagem de escolha • Mulheres acima de 35 anos: Mamografia complementar com USG − Mamas densas, nódulo regular ou lobulado que pode ser cisto − Densidade assimétrica difusa • Casos suspeitos: PAAF PAG Biopsia cirúrgica convencional • Benignos com indicação cirúrgica Nódulo acima de 3 cm Abscesso subareolar recidivante Descarga papilar profusa Papiloma Tumor filoide • Lesões palpáveis com imagem negativa prosseguir investiga- ção com PAAF ou PAG • O diagnóstico prévio reduz o estresse quanto ao procedi- mento cirúrgico que será realizado e favorece o planejamento do tratamento BIRADS BIRADS Significado Risco de CA de mama Conduta 0 Exame limitado ou avaliação incom- pleta Não é possível estimar Necessita de exames adicionais 1 Exame normal Muito baixo Controle anual 2 Alterações benignas Muito baixo Controle anual 3 Exame provavel- mente benigno 2% Controle se- mestral por um período de tempo 4 Lesão suspeita para CA 20% Necessita de realização de biopsia 5 Lesão altamente suspeita para CA 95% Necessita de realização de biopsia 6 Lesão já com diag- nostico de CA 100% Tratamento on- cológico Achados sugestivos de malignidade (MMG) • Nódulo único • Contorno irregular • Densidade morfofuncional • Alterações da pele • Aparecimento de neo-opacificações em relação ao exame an- terior Conduta nas lesões não palpáveis • BIRADS 1 e 2 → acompanhamento de rotina • BIRADS 3 → controles de 6 em 6 meses, seguido de 2 contro- les anuais − Estudo cito/histo indicado: impossibilidade de manter acompanhamento − Indicação de reposição hormonal − Concomitância de lesão suspeita homo ou controlalateral • BIRADS 4 ou 5 → encaminhada para histo (PAG orientada por exame de imagem) − Nos casos de categoria 4, se biópsia for benigna e PAG ou mamotomia adequados → 2 controles semestrais seguido de dois controles anuais − BIRADS 5 → biópsia benigna → proceder biopsia cirúrgica • Se histopatológico negativo − Radial scar − Hiperplasia atípica − Carcinoma in situ ou microinvasor e materiais inadequado indicam biópsia cirúrgica Métodos • PAAF • Core Biopsy: se faz através da retirada de um pedaço do nó- dulo para enviar para a análise histológica. • Mamotomia: capaz de coletar fragmentos maiores se compa- rado à biópsia de fragmento. • Biopsia cirúrgica