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1 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV Hemograma Eritrograma Os parâmetros do eritrograma são: O hematócrito é a quantidade de hemácias no volume total de plasma. Diante disso, quando um paciente possui algum tipo de anemia e consequentemente ocorre a redução da quantidade de eritrócitos, o hematócrito irá apresentar-se diminuído. Visto que, o número das hemácias cai, porém, a quantidade do plasma se mantém, ficando superior. Logo, nesse caso houve uma desproporção da concentração do sangue, em que há poucas hemácias para uma quantidade elevada de plasma. O outro exemplo é a policitemia, que é o aumento da produção celular pela medula. Nesse caso ocorre um aumento significativo do número de hemácias, e consequentemente a redução do volume total do plasma. A concentração do sangue aumenta e hematócrito torna-se elevado. Períodos de desidratação, períodos de alteração de volemia, aumento de concentração sanguínea fazem o hematócrito se elevar. 2 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV MICROCITOSE – o VCM está diminuindo – anemia ferropriva, anemia sideroblástica Anemia Sideroblástica – genética, a criança nasce sem a enzima importante para produzir o heme, não acontecendo a ligação do ferro ao oxigênio. Logo, consequentemente o ferro fica acumulado nos tecidos, gerando os corpos de pappenheimer que são inclusões férricas no interior dos eritrócitos MACROCITOSE – VCM está acima de 100, elevado, hemácias grandes. Deficiência de vitamina B12 e B9 diminuem a capacidade de diferenciação e amadurecimento celular, pois estão diretamente ligadas a produção de nucleotídeos na formação de DNA e RNA. Logo, ao invés da célula obter um tamanho adequado ela será liberada no sangue do tamanho de uma célula blástica. Não consegue amadurecer ao seu tamanho habitual, causando alteração do VCM. Já a quimioterapia acaba promovendo lesão intramedular, hipoplasia medular. Portanto, a medula óssea sofre mecanismo de intoxicação pelo fármaco, tendo problemas na diferenciação, deficiência do amadurecimento das células – anemias megaloblásticas, anemia aplásica HIPOCROMIA – comum na anemia ferropriva, a deficiência de hemoglobina em um tempo significativo causa a perda de cor das hemácias e aumento do alo central. Hipocromia vem com o tempo, anemia instalada por um bom tempo. POIQUILOCITOSE – qualquer alteração vinculada a forma DREPANOCITOSE – anemia falciforme ANISOCITOSE – qualquer alteração vinculada ao tamanho 3 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV Esferocitos – hémacias pequenas e esfericas, fora do padrão normal. Devido a isso a concentração de hemoglobina aumenta, sendo um dos exemplos de se ter hipercromia. Esferocitose congenita e policetemia vera. VCM baixo. Anemias Clinicamente você chega à conclusão que seu paciente está anêmico pelos sinais e sintomas: Por ele estar anêmico a capacidade de oxigenação dos tecidos está reduzida, por isso o paciente pode apresentar sintomas respiratórios, apatia, cansaço, sonolência Primeiro vem a clínica do paciente segundo vem o hemograma, sempre lembrar dos sinais clínicos mais sugestivos pensando em anemia. ANEMIA FERROPRIVA É uma anemia carencial, podendo ser devido da falta de ingesta, da falta de absorção e por perdas, sangramentos, hemorragias, pequenas e a longo prazo. O paciente possui todos os sintomas comuns e o hemograma irá trazer hemácias normais, hemoglobinas baixas e hematócrito normal. O VCM e o HCM estarão reduzidos. Logo, é uma anemia microcítica hipocromica. Nesse caso tanto faz olhar o HCM ou o CHCM pois o hematócrito está normal e o número de hemácias não reduziu. TALASSEMIAS Doenças genéticas autossômicas recessivas, em que o individuo para manifestar o estado grave tem que ser homozigoto. Talassemia major é o homozigoto e talassemia minor é o heterozigoto. E existe 4 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV talassemia alfa e beta, o beta é a mutação associada as cadeias betas de hemoglobina, na alfa a mutação ocorre nas cadeias alfas de hemoglobina. Alterou geneticamente as cadeias de globinas ocorrerá dificuldade na síntese de hemoglobina. Consequentemente uma das principais alterações é a microcitose. O talassêmico terá microcitose com hipocromia e eventualmente ocorrer alteração na forma de algumas células. ANEMIA SIDEROBLÁSTICA Questões genéticas, alterações autossômicas recessivas que alteram enzimas que são necessárias para produção da protoporfirina 9 que dão origem ao heme das hemoglobinas, ou seja, ocorre dificuldade na produção do heme. Logo, sem heme sem hemoglobina. Esse processo acaba gerando microcitose, e o ferro que está em excesso começa gerar inclusões eritrocitárias chamados de corpúsculos de pappenheimer, essas inclusões dão origem aos siderócitos. Hemácia microcítica hipocromica com siderócitos, sugere uma anemia sideroblastica. É rara devido a tendência genética. ANEMIA PERNICIOSA E MEGALOBLÁSTICA Ambas são anemias macrocíticas. No hemograma a única alteração é o VCM alto, as vezes pode ter hemoglobina um pouco diminuída, mas não é comum na megaloblástica ter hemoglobina diminuída pois ocorre por deficiência de vitamina. A vitamina b12 e b9 não influencia na síntese da hemoglobina, mas influencia no processo de amadurecimento do eritrócito. As hemácias macrocíticas possuem uma tendência de terem dificuldade na distribuição do oxigênio, porém as hemoglobinas não precisam estar necessariamente diminuídas. A anemia perniciosa é genética autossômica, a criança nasce com uma deficiência do fator intrínseco das células parietais do estômago, e a vitamina b12 é absorvida ali através desse fator intrínseco das células que funcionam como receptores, se não possui receptor não há absorção de b12. Esse individuo desenvolve macrocitose gerando o desenvolvimento da anemia perniciosa e manifestações clínicas após o quadro anêmico. A anemia megaloblástica é carencial, o indivíduo não está ingerindo b12 por questões de alimentação, ou não está conseguindo absorver por outro motivo como gastrite e úlceras. Só VCM acima de 100 mostrando macrocitose significativa. Teste de Schilling – ingesta de vitamina marcada e depois avalia se o paciente conseguiu fazer absorção ou não, se não absorveu provavelmente perniciosa, se absorveu provavelmente megaloblástica. HEPATOPATIAS Lesões graves no fígado, atrapalhando a síntese proteica alterando sínteses enzimáticas importantes no processo de maturação celular intramedular, células macrocíticas. Consequentemente hemoglobina cai com a deficiência da síntese proteica. APLASIA OU HIPOPLASIA A medula óssea está reduzindo ou parando de produzir células, tratamento de doenças autoimunes, quimioterapia, uso excessivo de corticoides, causando hemácias macrocíticas. 5 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV ANEMIA POR DOENÇA CRÔNICA Hemácias normocíticas e normocrômicas IRC – os rins tem a tendência de produzir eritropoetina, o paciente com IRC produz menos eritropoetina não induzindo a eritropoiese da mesma forma causando diminuição dos eritrócitos, hemoglobina e hematócrito, mas a hemácias serão normocíticas e normocrômicas Câncer – diminuir a atividade metabólica e de síntese proteica, o anabolismo associado a neoplasia está sugando as energias do paciente, o restante do corpo fica deficiente inclusive a produção medular, anemia normocítica e normocromica. ANEMIAS HEMOLÍTICAS Tudo que leva a destruição de hemácias é anemia hemolítica, anemiafalciforme, DHRN, malária, talassemias. Todas a hemolíticas no hemograma apresentam hemácias, hemoglobinas e hematócritos diminuídos. Se for anemia falciforme você irá vê drepanócitos, anisopoiquilocitose com drepanocitose, pois tem alteração de forma e tamanho Se for congênita, no hemograma esferócitos Talassemias, microcitose com deficiência de hemácias e hemoglobina, pode ter alteração de forma das hemácias também Paciente em pós cirúrgicos com grande perda de sangue apresentará o hemograma com hemácias, hemoglobina e hematócrito diminuídas. 6 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV Poiquilocitose 7 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV 8 PROF. MARDEN MATTOS – ASPECTOS CLÍNICOS LABORATORIAIS DANIELE BARBOSA DE MEDEIROS – GAMA XIV