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Geriatria – aula 4 – Márcia Farenzena2
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA)
A AGA é um modelo de cuidado multi e frequentemente multidisciplinar, com base na identificação precoce de problemas em idosos frágeis, com intuito de prevenir evento desfavoráveis e preservar a funcionalidade desses indivíduos. 
A idealização e implementação da AGA tiveram inicio no Reino Unido, no final da década de 1930, e ela permanece como um dos pilares da geriatria moderna.
Os conceitos primários e os parâmetros utilizados na AGA evoluíram ao longo do tempo, com a incorporação de elementos do exame clínico tradicional e da avaliação realizada por outros profissionais de saúde, com foco nos domínios físicos, cognitivos, psíquico, social e ambiental.
A estrutura e os componentes da AGA variam a depender da equipe, do ambiente onde ela é realizada (ambulatório, hospital ou instituição de longa permanência), mas seu objetivo final deve ser sempre o planejamento de uma intervenção, seja ela para acolhimento, tratamento de condições específicas ou reabilitação.
Sabe-se que condições geriátricas comuns, como prejuízo funcional e demência são frequentemente não reconhecidas ou inadequadamente abordadas. Uma avaliação geriátrica eficiente e completa, a custos razoáveis, torna-se cada vez mais necessária.
A avaliação multidimensional e interdisciplinar busca reconhecer os seguintes conceitos propostos pela OMS:
a) Deficiência (impairment): perda ou anormalidade da estrutura corpórea, da aparência ou da função de um órgão ou de um sistema, seja ela temporária ou permanente;
b) Incapacidade (disability): restrição ou perda de habilidade para desempenhar uma atividade considerada normal para o ser humano;
c) Desvantagem (handicap): restrição resultante de uma deficiência ou incapacidade ou perdas sociais/ocupacionais que podem ocorrer ao longo da vida do individuo. E a discordância entre a capacidade individual de realização e as expectativas do individuo ou de seu grupo social.
O termo síndrome geriátrica é usado para se referir a condições de saúde comuns nos idosos e que não apresentam uma única causa ou um único órgão-alvo atingido. Como exemplo de síndromes geriátricas temos: comprometimento cognitivo, delirium, incontinência urinaria, desnutrição, quedas, distúrbios de marcha, distúrbios de sono, ulceras por pressão, déficits sensoriais, fadiga e tontura. Tais condições citadas apresentam grande impacto na qualidade de vida do idoso e podem ser mais bem identificadas através da AGA.
Outros termos utilizados na literatura para definir este perfil de assistência multidimensional, assim como a AGA são: Avaliação Geriátrica Global (AGG), Avaliação Geriátrica Multidimensional (AGM) e Avaliação Global do Idoso (AGI).
Os benefícios da AGA dependem da população em que ela é utilizada e dos tipos de desfechos estudados. 
BENEFÍCIOS DA AGA
De maneira geral, a AGA:
1) Otimiza a identificação dos problemas de saúde
2) Auxilia na predição dos eventos negativos 
3) Influencia a decisão terapêutica
4) Proporciona uma coordenação integrada do cuidado. 
A melhor relação custo-benefício é encontrada quando os cuidados com base na AGA sido direcionados a idosos frágeis e com risco aumentado para desfechos favoráveis. 
Os pacientes “muito saudáveis” e aqueles com doenças avançadas ou terminais constituem perfis de indivíduos menos propensos a se beneficiar das intervenções baseadas nesse instrumento.
COMPONENTES DA AGA:
A AGA visa complementar informações de uma anamnese e de um exame físico padrão:
	
Como em uma anamnese padrão inicia-se com o registro de dados sociodemográficos (nome, idade, sexo, cor ou raça, escolaridade, estado civil, nível socioeconômico).
Doenças prévias (multimorbidades), lista de medicamentos em uso e histórico vacinal.
Algumas vezes, informações sobre atividade física e lazer também são registradas 
no começo da avaliação. 
Na sequencia, as alterações mais comuns e que interferem na saúde do idoso são investigadas.
Não há uma definição exata sobre quais os componentes devem fazer parte da AGA.
Aavaliação de cada componente da AGA normalmente ocorre por meio da aplicação de escalas validades de triagem.
Mais recentemente, o rastreio de novas síndromes geriátricas (fragilidade, sarcopenia, alfabetismo em saúde), estresse do cuidador e diretivas antecipadas de vontade também tem sido incorporado de maneira opcional à estrutura da AGA.
FUNCIONALIDADE
O estado funcional representa a capacidade do individuo em ser independente na provisão de seu autocuidado (ABVD´S), bem como viver em comunidade de forma independente e autônoma.
ESCALA DE KATZ (ABVD)
ESCALA DE LAWTON (AIVD)
EMOCIONAL 
Escala de Depressão Geriátrica – GDS (15 itens), também conhecida com Escala de Yesevage.
Perguntas afirmativas ou negativas onde o resultado de 5 ou mais diagnostica depressão, e score igual ou maior que 11 caracteriza depressão grave.
Critérios de diagnóstico de depressão pelo DSM V.
COGNIÇÃO
É uma das formas complexas de atividade mental humana, através da qual as informações do mundo externo são recebidas, analisadas armazenadas, integradas e utilizadas na realização de metas e execução de planos.
Na prática clinica com idosos, é imprescindível a busca ativa de alterações cognitivas, já que podem afetar diretamente a funcionalidade e a autonomia do individuo.
De forma geral, as escalas de rastreio cognitivo são afetadas pela escolaridade, sendo este um dado muito importante a ser extraído na parte inicial da AGA.
Nunca aplicar apenas um teste.
DOMÍNIOS COGNITIVOS
MEMÓRIA Capacidade de registrar, armazenar evocar informações.
ATENÇÃO Capacidade de se focar em um estimulo sem distrair-se com outros estímulos internos ou ambientais.
LINGUAGEM Articulação de palavras, fluência, nomeação, compreensão, repetição, leitura e escrita.
FUNÇÃO VISUO-ESPACIAL Habilidade para determinar a posição, orientação e direção dos estímulos no espaço.
FUNÇÃO EXECUTIVA Volição, planejamento, estratégia, ajuste de reposta futura e correção de erros.
ORIENTAÇÃO TÊMPORO-ESPACIAL Capacidade de orientação com relação a data e hora e relação presente, passado e futuro.
COMO AVALIAR?
· Entrevista com o informante: essencial;
Preferencia pelo convívio diário.
· Pacientes:
1) Não tem Insight
2) Não se lembram
3) Não conseguem expressar
· Entrevista com o paciente:
1) Como entende
2) Como responde – fluência, memória, organização.
3) Comportamento: perda de critica, desinibição.
ANTECEDENTES
História Familiar positiva para Demência, início dos sintomas.
Antecedentes Pessoais:
 - Doenças neuro-psiquiatricas.
 - Doenças sistêmicas: metabólicas, tireoidianas, vasculites, oncológica, infecciosa.
 - Fatores de risco Cardiovascular.
 - Drogas e Álcool.
QUEIXAS DE MEMÓRIA
COGNIÇÃO
Mini-Exame do Estado Mental (MEEM)
Teste de Fluência Verbal
Teste do Desenho do Relógio
MoCa
10 – point Cognitive Screening (10-CS)
Bateria Breve
MINI MENTAL (MEEM)
Nota de Corte Sugerida:
· 18 (analfabetos)
· 21 (1-3 anos de escolaridade)
· 24 (4-7 anos de escolaridade)
· 26 ( > 7 anos de escolaridade.
TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL
Produção espontânea do maior número de itens de determinada categoria semântica (animais, frutas, vegetais, lista de supermercado) ou fonética (palavras iniciadas por determinada letra) durante um minuto.
O resultado se da pelo número de respostas corretas obtidas.
Áreas avaliadas: Linguagem, memória semântica e funções executivas.
Pessoas normais com escolaridade de 8 ou mais anos lembram-se de pelo menos 13 animais, enquanto pessoas normais com menos de 8 anos de escolaridade evocam pelo menos 9 animais.
TESTE DO DESENHO DO RELÓGIO
Reflete o funcionamento frontal e têmporo-parietal e avalia as habilidades visuo-espaciais e construcionais. (sensibilidade 78% e especificidade 96%)
Solicita-se para que a pessoa desenhe em relógio de ponteiros completo, com circunferência, números e ponteiros, pede-se para colocar um horário especifico qualquer.
Avalia, além do verbal, aspectos não-verbaiscomo:
1) Compreensão verbal do comando;
2) Planejamento;
3) Memória visual;
4) Habilidade visuo-espacial;
5) Programação e execução motoras;
6) Conhecimento numérico;
7) Pensamento abstrato.
Valores abaixo de 8 preocupam. Usado também para avaliar evolução da doença.
MONTREAL COGNITIVE ASSESTMENT (MOCA)
Tem sido proposto para o rastreio cognitivo global de idosos por ampliar o numero de domínios avaliados sobretudo sobre funções executivas e atenção, e pela capacidade de detectar comprometimento cognitivo leve.
Apresenta limitações para pacientes de baixa escolaridade.
Pontuação de corte 22 de 30.
10-POINT COGNITIVE SCREENING (10-CS)
No Brasil foi desenvolvido o 10 – point Cognitive Screening (10-CS) que mescla itens do MEEM (orientação temporal e evocação tardia) com fluência verbal.
O 10-CS apresentou acurácia superior ao MEEM na detecção de comprometimento cognitivo em estudo prévio. Além disso, pode ser administrado em apenas 2 minutos e sem necessidade de uso de lápis, caneta ou papel. 
BATERIA BREVE
Um dos melhores testes pois mescla mais de um teste.
Avalia vários domínios.
Consome grande quantidade de tempo por isso é pouco aplicado.
Identificação e nomeação de 10 figuras; 
Memoria incidental;
Memória imediata;
Aprendizado;
Fluência verbal (animais);
Desenho do relógio;
Memória de 5 minutos;
Reconhecimento.
IDENTIFICAÇÃO E NOMEAÇÃO DE 10 FIGURAS
Que figuras são essas?
AVALIAÇÃO DA MEMÓRIA INCIDENTAL
Que figuras acabei de lhe mostrar?
Registra-se o número de figuras corretas citadas.
AVALIAÇÃO DA MEMÓRIA IMEDIATA
Olhe bem e procure memorizar estas figuras. (tempo máximo de apresentação: 30 segundos).
Que figuras acabei de lhe mostrar?
Registra-se o número de figuras corretas citadas.
AVALIAÇAO DE APRENDIZADO
Olhe bem e procure memorizar estas figuras. (tempo máximo de apresentação: 30 segundos).
Que figuras acabei de lhe mostrar?
Registra-se o número de figuras corretas citadas.
TESTE DE INICIATIVA E PLANEJAMENTO (INTERFERÊNCIA)
Fluência verbal (animais ou frutas);
Desenho do relógio.
AVALIAÇÃO DA MEMÓRIA TARDIA
Que figuras lhe mostrei há alguns minutos?
Registra-se o número de figuras corretas citadas.
AVALIAÇÃO DE RECONHECIMENTO 
Aqui estão as figuras que lhe mostrei hoje e outras novas; quero que você me diga quais você já tinha visto há alguns minutos.
Registra-se o número de figuras identificadas corretamente.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? PERCEPÇÃO VISUAL E NOMEAÇÃO
Erro de percepção: o paciente confunde o objeto (ex. confunde o avião com um peixe, confunde o balde com um copo);
Erro de nomeação: o paciente identifica a figura, mas não se lembra da palavra (ex. faz o gesto de pentear-se, mas não se lembra da palavra pente; diz que é um bicho, mas não se lembra do nome tartaruga).
Esperado: a maioria das pessoas obtém 10 pontos nas duas tarefas;
Mais do que 1 erro é sugestivo de agnosia ou, mais frequentemente, indica distúrbio de nomeação.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? MEMÓRIA INCIDENTAL
Esperado: indivíduos sadios geralmente obtêm pelo menos 5 pontos.
Obs. Mas não temos levado em conta, para o diagnóstico de demência ou de comprometimento cognitivo, a memória incidental. Esta parte do teste é importante para que o indivíduo se esforce para obter o melhor resultado nas tarefas seguintes.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? MEMÓRIA IMEDIATA
Esperado: indivíduos sadios obtêm pelo menos 7 pontos;
Resultados abaixo de 5 indicam comprometimento da atenção.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? APRENDIZADO
Esperado: indivíduo normal obtém pelo menos 7 pontos;
Escore <7 (em relação ao diagnóstico de demência ou distúrbio cognitivo). Sensibilidade: 90,4%; Especificidade: 74,5%. Nitrini et al. Dementia & Neuropsycologia, 2007.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? MEMÓRIA TARDIA (5 MINUTOS)
Esperado: indivíduo normal obtém pelo menos 6 pontos;
Escore <6 (em relação ao diagnóstico de demência ou distúrbio cognitivo). Sensibilidade: 82,2%; Especificidade: 90,4%. Nitrini et al. Dementia & Neuropsycologia, 2007.
COMO AVALIAR O DESEMPENHO? RECONHECIMENTO
Esperado: indivíduos normais usualmente obtêm 9 ou 10 pontos.
RESUMO
Os testes mais importantes para o diagnóstico de demência da doença de Alzheimer ou da doença cerebrovascular são:Aprendizado (<7);Memória tardia (<6);Fluência verbal (<13).
Para outras demências como a D. Corpos de Lewy, o desenho do relógio pode ser muito útil;
· Nas afasias progressivas, a nomeação pode se mostrar alterada;
· Na demência fronto-temporal, a fluência verbal pode ser muito baixa.
RASTREIO DAS DEFICIÊNCIAS SENSORIAIS
DEFICIÊNCIAS SENSORIAIS
Órgãos sensoriais Interação com o ambiente, condição humana em sua plenitude.
Déficits sensoriais: Senescência / Senilidade
Impacto na qualidade de vida
Isolamento social
Privações sensoriais desenvolvem mais frequentemente declínio cognitivo, transtornos depressivos.
Maior mortalidade
Maior risco de delirium quando em UTI´s
AGA: oportunidade de atuação e reabilitação
VISÃO
Acuidade visual: habilidade de distinguir dois estímulos separados em contraste com o fundo
Perda visual: muito prevalente em idosos
 - 32% em idosos > 85 anos
 - Mais de 90% dos idosos precisam de lentes corretivas em algum período do dia
Instalação da perda: gradual, não percebida ou não valorizada
Nem toda alteração visual é doença!
Envelhecimento ocular: Diferenciação de contrastes; Sensibilidade à luz; Adaptação ao escuro; Discriminação de cores.
VISÃO – TESTE DE SNELLEN
Um olho de cada vez, com as lentes habituais do paciente.
Anotar a ultima linha de cima para baixo, leu a maioria das letras.
A letra maior 20/200 que não consegue enxergar, é considerada cega.
20/50 e 20/100 incapacitada para leitura prolongada e trabalho com números.
20/40 é a “linha de reprovação” do exame para renovar a carteira de motorista.
Principais doenças:
1) Degeneração macular relacionada a idade;
2) Retinopatia diabética;
3) Catarata;
4) Glaucoma.
DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA A IDADE (MDRI)
Principal causa de perda visual grave em pessoas > 50 anos no Ocidente.
Metamorfopsia (imagens distorcidas) e escotoma central, que progride até perda visual grave. 
 - Leitura, reconhecimento de faces, estimar profundidades
 - Unilateral > Bilateral
Diagnóstico: Angiografia com fluoresceína
Tratamento: Terapia fotodinâmica, fotocoagulação, laser.
RETINOPATIA DIABÉTICA
Principal causa de perda visual em pacientes diabéticos, mais frequentemente idosos, insulino-dependentes.
Sintomas nas fases mais avançadas.
 - Forma não-proliferativa: microaneurismas, hemorragias retinianas, exsudatos algodonosos, exsudatos duros, cruzamentos A-V patológicos.
 - Forma Proliferativa: formação neo-vascular, hemorragias, fibrose reacional.
Quadro Clinico: borramento visual, escotomas, Metamorfopsia, casos extremos – cegueira.
Prevenção: Controle DM, HAS, Fundo de olho Anual.
Tratamento: Fotocoagulação a laser, Argônio.
CATARATA
Opacificação do cristalino, impedindo gradualmente a passagem de luz.
Envelhecimento natural.
Secundária: traumas, DM, radiação UV, inflamação.
Prevalência: até 45% entre 75-85 anos.
Quadro Clinico: Visão borrada, hipersensibilidade ao brilho, alteração na percepção das cores.
Impacto no cotidiano do idoso AIVDs
Correção cirúrgica: quando bem indicada.
GLAUCOMA 
Aumento da pressão intra-ocular, gerando danos ao nervo óptico e retina.
Pode gerar incapacidade visual grave
Idade avançada é maior fator de risco: Rastreio!!!
Mais comuns em negros, DM, HAS, miopia, histórico familiar
Quadro Clinico: Cefaléia após leitura ou em ambientes de pouca iluminação, incapacidade de distinguir cores, comprometimento visão noturna, perda da visão periférica.
Tratamento: Farmacológico e cirúrgico.
AUDIÇÃO
Busca ativa pelo déficit – idosos podem não perceber ou não reclamar.
Impacto social e emocional.
Prevalência: aos 60 anos 44%
 após 80 anos 90%
Perda auditiva:
· Condução: estímulo se perde antes de atingir a cóclea
· Neuro-sensorial: problemas cocleares ou Nervo vestíbulo-coclear· Mista 
Triagem de perda auditiva = somente após realizada otoscopia
Teste do sussurro: O examinador deve ficar fora do campo visual da pessoa. A uma distância de aproximadamente 35 – 60 cm “sussurar” em cada ouvido uma questão breve e simples. (Qual é o seu nome?)
· Se alterado audiometria.
PALADAR 
Paladar + olfato
Apetite, escolhas alimentares e ingesta nutricional
O declínio da função olfatória compromete a capacidade de discriminação gustativa.
Salgado, doce, amargo, ácido e umami
O número de papilas gustativas não diminui com o envelhecimento
· A concentração de células sensoriais em cada papila é que pode estar reduzida!!
Etilismo e tabagismo podem piorar a gustação
>50% dos pacientes em tratamento oncológico sofrem, em algum momento disfunções do paladar. 
Medicamentos AINEs, anti-hipertensivos, estatinas, antidepressivos tricíclicos, levodopa (Parkinson), antibióticos e metronidazol. 
Anamnese: questionar sintomas na cavidade oral, dificuldades na mastigaçõ (prótese), checar medicamentos (examinar cavidade oral, remover próteses em busca de lesões)
Disgeusia: alteração na percepção do sabor (boca amarga)
Hipogeusia: diminuição da percepção do sabor
Ageusia: não percepção do sabor. 
Estratégias terapêuticas: 
1) Aumentar condimentos, evitar sal ou industrializados
2) Higiene oral e das próteses adequada
3) Suplementação de zinco
4) Monitorar perda ponderal
5) Valorizar aspectos dos alimentos: temperatura, aparência geral, cor, aroma
OLFATO
O olfato e o paladar mantem uma relação funcional
No envelhecimento normal, o olfato é frequentemente mais comprometido que o paladar
Identificação dos odores: lobo temporal medial (comprometimento na demência de Alzheimer, demência vascular e comprometimento cognitivo leve)
Doença de Parkinson: há caracteristicamente comprometimento do olfato. 
Causas secundárias de déficit olfatório:
Rinossinusites
Doenças dentárias
Medicamentos: antagonistas dos canais de cálcio (anti-hipertensivos: anlodipina), anti-tireoidianos, opiáceos.
Atentar para:
· Vazamento de gás
· Alimentos vencidos
· Higiene pessoal
TATO
Modalidades perceptuais: tato, vibração, propriocepção, dor e sensações térmicas
Tato, vibração e pressão: terminações localizadas na pele
Com o envelhecimento, pode haver redução em todas as modalidades perceptuais
Deficiências microcirculatórias: receptores periféricos, medula espinal ou córtex.
Causas secundárias:
1. Deficiências vitamínicas (complexo B) – especialmente a B12
2. DM
3. Alcoolismo
4. IRC
5. Mieloma múltiplo
6. Neoplasias
7. Toxinas
8. Infecções
9. Quimioterapia
Todo idosos com perda da sensibilidade tátil deve receber orientações que devem preservar a sua segurança:
· Limitar a temperatura máxima da água (queimaduras)
· Adequar vestuário a temperatura ambiente
· Inspecionar rotineiramente pés e calçados (especialmente em quem tem DM para evitar o pé diabético)
· Manter unhas dos pés bem aparadas e limpas
· Valorizar lesões cutâneas (principalmente nos pés) mesmo que não causem dor.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO IDOSO
O comportamento alimentar de um indivíduo inclui aspectos biológicos, cognitivos, situacionais e afetivos
O ambiente social é tão importante quanto o real alimento a ser ingerido. 
Idoso: predisposição maior à desnutrição
Alteração da composição corporal
Multimorbidades
Alteração na ingesta de líquidos e nutrientes
Características fisiológicas que comprometem a nutrição
· Digestão dificultada
· Edentulismo
· Sensibilidade gustativa e olfativa diminuídas
· Obstipação
· Menor absorção de nutrientes
Características sociais que comprometem a nutrição
· Relacionamento familiar
· Poder aquisitivo
· Solidão
· Depressão
· Maior resistência à mudança de hábitos
Fatores que influenciam a perda de peso em idosos
Dificuldade de preparar a refeição
Menor habilidade em manusear talheres
Não reconhecer sinais de fome
Perda de paladar
Diminuição de apetite
Dificuldade na mastigação/deglutição
Medicamentos
Perda de autonomia
Dependência funcional
*Síndromes demenciais
SARCOPENIA
Alta prevalência na população idosa
Perda acelerada de massa muscular, combinada com a perda de força ou funcionalidade, ou ambas. 
Etiologia:
Envelhecimento, sedentarismo, dieta inadequada, múltiplas doenças crônicas e alterações do estilo de vida
Avaliação: diâmetro da panturrilha < 32cm
Dinamômetro (Hand Grip) <20kg sugere risco para dependência 
Porque o idoso precisa de proteína:
· Resistência anabólica
· Baixa viabilidade pós prandial de aminoácidos
· Diminuição da perfusão muscular 
· Sarcopenia
· Catabolismo proteico relacionado as doenças
· Para idosos normais o recomendado é de 1,0 – 1,2g/kg/dia
· Para idosos desnutridos ou sob risco de desnutrição 1,2-1,5g/kg/dia
· Bife 100 gramas = 25 gramas de proteína
· Frango 100 gramas = 27 gramas de proteína
· Peixe 100 gramas = 26 gramas de proteína
RISCO NUTRICIONAL
40% dos idosos acima dos 70 anos não ingere os valores mínimos preconizados de proteínas
Ácidos graxos e ômega 3 favorecem a síntese de proteína muscular
Perda ponderal – importante marcador (pesar em todas as consultas). 
MÉTODOS PARA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM IDOSOS
	IMC (kg/m2)
	Classificação
	Menor ou igual a 23 
	Baixo peso
	23 – 28 
	Peso adequado
	28 – 30
	Risco de obesidade
	 30
	Obesidade
PARÂMETROS BIOQUÍMICOS
Situações que desendcadeiam: alterações inflamatórias, polifarmácia, estresse
Proteínas plasmáticas: albumina, pré-albumina (não dosa), tranferrina, proteína C carreadora do retinol (não dosa), proteínas totais. 
 Albumina: sintetizada no hepatócito, abundante no meio extra-celular. Solicitar quando tem emagrecimento agudo. 
	Valores (g/dL)
	Classificação
	>3,5
	Normal
	3,0-3,5
	Depleção leve
	2,4–2,9
	Depleção moderada
	<2,4 
	Depleção severa
Valores <2,0 o paciente não sobrevive mais que 6 meses. 
*os marcadores de função hepática são albumina e RNI !!!!!
RASTREIO NUTRICIONAL 
A miniavaliação nutricional (MAN) foi desenvolvimda no início da década de 90, com o objetivo de verificar o estado nutricional de pessoas idosas e monitorar alterações – tanto em internados quanto institucionalizados e, em domicílio. 
É uma triagem sensível para identificar o risco nutricional e desnutrição de estágio inciial
Não requer equipamentos sofisticados, avaliação é rápida, de fácil aplicação, podendo ser feita por médicos e demais profissionais da área da saúde. 
Alta sensibilidade, especificidade e confiança.
Métodos objetivos e subjetivos
Medidas antropométricas
Avaliação global
Questionário dietético
Avaliação subjetiva
Reconhecimento de situação de risco e adoção de medidas nutricionais necessárias precocemente!
EQUILÍBRIO E MARCHA
No envelhecimento normal há alterações no aparelho locomotou como:
1) Redução da amplitute dos movimentos
2) Alteração da archa
3) Passos mais curtos e lentos
4) Centro de gravidade adianta-se
5) A base de sustentação amplia-se buscando maior segurança e equilíbrio.
Escala de equilíbrio e marcha de Tinetti
Teste cronometrado de sentar e levantar
Velocidade de marcha
Timed up and go test
ESCALA DE EQUILÍBRIO E MARCHA DE TINETTI
9 itens na avaliação de equilibrio
7 itens na avaliação de marcha
Score total:
19-24 = RISCO DE QUEDA
< 19 = ELEVADO RISCO DE QUEDA
Pontuação <19 indica um risco 5 vezes maior de queda
TIMED UP AND GO TEST (TUGT)
Teste de mobilidade utilizado para identificar alterações do equilíbrio dinâmico e problemas de marcha.
O teste mensura, em segundos, o tempo que o individuo leva para levantar-se de uma cadeira com apoio para os braços, caminhar uma distancia de 3 metros, retornar e sentar-se novamente.
A velocidade com que o paciente desempenha o teste, se relaciona com o risco de queda.
Desempenho normal para adultos saudáveis até 10 segundos.
Entre 11 e 20 segundos = normal para idosos, pequeno risco de quedas, estes indivíduos tendem a ser mais independentes na maioria das atividades de vida diária;
Desempenho com duração de 20 – 30 segundos = risco moderado de quedas e as avd´s mais limitadas.
Acima de 30 segundos= altíssimo risco de quedas
SOCIAL E AMBIENTE
· Complexa
· Heterogênea
· Isolamento social: maior morbidade e mortalidade
· Considerar expectativas de vida
· Considerar anseios do paciente
· Valores culturais, religiosos
· Adaptação ambiental
APGAR DA FAMÍLIA E DOS AMIGOS
· Notas de 0 a 2 para cada item
· 7 – 10 : família altamente funcional
· 4 – 6: disfunção moderada
· 0 – 3 disfunção acentuada
**Causas de demência que podem ser vistas na ressonância (geralmente são reversíveis)

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