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QUESTÃO 1 A diferença entre saber uma língua pelo uso e conhecer sua estrutura pelo estudo se compara a quais das metáforas abaixo? a ) Usar os cômodos de um prédio e ser o zelador do prédio. b ) Usar os cômodos de um prédio e ser o pintor do prédio. c ) Usar os cômodos de um prédio e ser o encanador do prédio. d ) Usar os cômodos de um prédio e ser o engenheiro do prédio. QUESTÃO 2 Sobre o papel do intérprete relé, assinale a alternativa correta a ) Não é a de propriamente interpretar, mas a de copiar a sinalização de outro intérprete, para que todos acompanhem a interpretação. b ) Passar a mensagem do orador fazendo uso do português sinalizado, encaixando o léxico da língua de sinais na estrutura da língua oral. c ) Ser intérprete de surdo-cegos, utilizando a língua de sinais tátil ou desenhando as letras do alfabeto latino na mão do cliente. d ) Ser o responsável por uma interpretação a partir da qual outro intérprete fará a interpretação na língua-alvo do cliente. QUESTÃO 3 Pode-se dizer que é papel do intérprete educacional a ) ser a ponte de comunicação entre professor e aluno, procurando auxiliá-los no processo de ensino aprendizagem sem perder de vista a sua condição de intermediador, para que não assuma responsabilidades que não lhe são próprias. b ) ser a autoridade respeitada em sala de aula, já que é ele, e não o professor, quem domina a língua utilizada pelo surdo. c ) elaborar avaliações sobre a evolução do aluno surdo, uma vez que seu contato direto com esse aluno o capacita, mais que o professor, para isso. d ) explicar o conteúdo ao aluno surdo da forma que julgar melhor, já que o professor dispõe da figura do intérprete. QUESTÃO 4 No exercício da tradução e interpretação para a Libras, os textos considerados mais difíceis de se lidar são os literários. Isso é uma dificuldade a ) comum a todas as línguas, visuais ou orais, posto que a tradução da literatura se faz no embate entre duas culturas, com o agravante de que a literatura prima por uma linguagem singular, de forma a construir individualidades. b ) específica nas traduções para a Libras, já que ela é desprovida de linguagem figurada. c ) específica nas traduções para a Libras, que por ser uma língua visual impossibilita manter no texto de chegada os efeitos de jogos de palavras, ritmo, rima e tom presentes no texto de partida. d ) comum a todas as línguas, visuais ou orais, que se deve ao fato de que muitas palavras não mantêm na língua-alvo o mesmo sentido com que foram empregadas na língua de partida. QUESTÃO 5 Em muitas situações de interpretação simultânea em língua de sinais, independentemente do período de duração, apenas um intérprete é empregado para a tarefa. Essa é uma atitude negativa do ponto de vista da interpretação porque a ) não possibilita que um ILS avalie o desempenho do outro ao final do evento. b ) beneficia economicamente e do ponto de vista da prática a apenas um profissional. c ) prejudica a qualidade da interpretação, já que há sobrecarga de trabalho para o ILS. d ) se o intérprete precisar se ausentar bem no meio do evento não terá com quem contar. QUESTÃO 6 Ao longo da aula, discutiu-se a necessidade do domínio de ambas as línguas envolvidas no processo de interpretação e tradução. A não observação dessa necessidade resulta diretamente em uso a ) do espaço, na interpretação do português para a Libras, para estabelecer as relações anafóricas. b ) de maquiagem e acessórios de forma exagerada. c ) inadequado de palavras e estruturas sintáticas, prejudicando o conteúdo da mensagem interpretada. d ) de um ritmo de fala, na interpretação da Libras para o português, que não condiz com o do palestrante QUESTÃO 7 Durante muito tempo na história das civilizações, houve a separação entre as línguas ditas de ordem superior e as do dia a dia, razão pela qual o latim, durante muito tempo, foi a língua empregada para a produção e disseminação do conhecimento, bem como a língua empregada nas traduções. Historicamente, o que motivou as primeiras traduções para o inglês, rompendo com a tradição de empregar o latim, foi a ) o comércio. b ) a literatura. c ) o cristianismo. d ) a medicina. QUESTÃO 8 Esforçar-se por conhecer diferentes gêneros, de esferas sociais diversificadas, é uma atitude do intérprete considerada a ) necessária, haja vista que capacita o profissional, pelo conhecimento de diversos gêneros, a respeitar o projeto discursivo idealizado pelo autor do discurso traduzido. b ) desnecessária, pois os gêneros de que precisamos aprendemos na prática mesmo, todo dia. c ) necessária, pois é bom saber esse tipo de coisa para ajudar, no contexto educacional, os alunos surdos em suas produções textuais. d ) desnecessária, posto que intérpretes não trabalham com gêneros discursivos, seu objeto de trabalho é a fala do dia a dia. QUESTÃO 9 No relato de sua prática, Magalhães Junior declara Essa declaração pode ser considerada como uma das formas de manifestação a ) do alto nível de conhecimento técnico exigido para o bom desempenho do intérprete. b ) da (in) visibilidade do intérprete, entendida como as pistas de sua "presença" na interpretação. c ) do esforço de armazenamento de informações típico do ato interpretativo. d ) da desverbalização do discurso para posterior reconstrução na língua-alvo. QUESTÃO 10 Na Libras, o sinal de SURD@ é realizado com a configuração de mão em D-dedo indicador-que toca a face duas vezes, na altura da orelha e depois na altura da boca. Para se dizer se o surdo é homem ou mulher, em seguida ao uso do sinal de SURD@, faz-se o uso do sinal de MULHER ou de HOMEM, o que literalmente poderia ser traduzido como "surdo mulher" e "surdo homem" Na língua japonesa de sinais, o sinal para SURD@ é bastante similar ao da Libras, com a diferença de que a marca de gênero-se mulher ou homem-já é inclusa no sinal. Se homem, o sinal é realizado com o polegar; se mulher, o sinal é feito com o dedo mindinho. A diferença entre os dedos empregados, marcando o gênero, também carrega o valor de que na cultura japonesa as mulheres são inferiores ao homem, daí o mindinho marcar o feminino e o polegar, o masculino. Esse exemplo é uma evidência de que a ) cada língua recorta a realidade realçando certos aspectos, sendo responsabilidade do tradutor julgar quando transportar ou não esses aspectos em sua tradução. b ) existe variação fonética entre sinais de línguas distintas. c ) a marcação de gênero na Língua Brasileira de Sinais emprega o mesmo recurso da japonesa. d ) o sinal para surdo é semelhante em todas as línguas visuais.