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AVALIAÇÃO II - FEIJOADA

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF
LETRAS - GRADUAÇÃO
MILENA COSTA ARAUJO DE AZEVEDO
SEGUNDA AVALIAÇÃO
PROVA ESCRITA INDIVIDUAL
Campus do Gragoatá
2021
A partir da leitura do conto “O Enforcado” é possível analisar o surgimento da invenção
gastronômica que hoje em dia é conhecida como feijoada através da representação da relação
entre o bugre e a escrava, a representação do colono e colonizado. Nesse contexto, pode-se
destacar a percepção da relação violenta entre aqueles que promoviam a colonização e os
prisioneiros e a primeira impressão do prato feito a base de feijão que até os dias de hoje é
algo cultural e extremamente famoso.
Primeiramente, é de nímia importância destacar e afirmar que ao decorrer da análise do
texto é explicitado o quão violentamente eram tratados aqueles que eram escravizados.Sob tal
perspectiva, o homem São Tomé é aquele que representa toda a maldade dos homens os quais
eram colonizadores e isso é confirmado pela seguinte transcrição do texto: “As histórias que
se contam são de assombrar. Nunca deixara de capturar sequer um escravo fugido [...]”.
Entretanto, apesar de toda ruindade e barbaridade ao decorrer do da obra é possível ver uma
pequena mudança no trágico quadro.
Outrossim, é evidente ao decorrer da composição um desfoque das atrocidades feitas aos
colonizados para aquilo que podiam fazer, em específico temos a representação da gorda
mulher e de certa idade escrava que cozinhava. Tal mulher ficou encarregada de preparar as
comidas como castigo por uma fuga do mal o qual era inserida pelos colonizadores e ao
preparar uma comida horrorosa ao olhar com restos de animais tem uma surpresa. Por mais
que o prato fosse horroroso e à primeira vista fosse algo que geraria irritação e agressão logo
que consumida foi amor à primeira vista. Em suma, a feijoada foi uma “paixonite” de São
Tomé.
Portanto, a partir da análise de como se dá a invenção gastronômica feijoada, considerando
o encontro e o atrito entre o elemento colonizador e o colonizado (o capitão-do-mato e a
escrava negra), numa relação complexa que envolve violência, medo e intercâmbio cultural
entre eles pode-se perceber uma obra dividida entre violência aos que são escravizados e amor
pela culinária. Só para ilustrar, é visível através do excerto a apresentação do da paixão pela
tal refeição e sua criadora:” E quando, perturbado, o capelão inquiriu sobre o motivo fútil que
o levara àquele fim, obteve a resposta: - Eu amo essa mulher; e não há força humana contra
sua obra.[...]”.
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