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Local: 1001 - EAD - Prédio IV / Andar / Campus Comércio Prédio IV / EAD - UNIDADE COMERCIO Acadêmico: 030PDG2AM Aluno: VANESSA CACHOEIRA DA SILVA Avaliação: A2 Matrícula: 203000691 Data: 12 de Dezembro de 2020 - 08:00 Finalizado Correto Incorreto Anulada Discursiva Objetiva Total: 10,00/10,00 1 Código: 22997 - Enunciado: “A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de serem homens. Se quisermos perturbar essa ordem, produziremos frutos precoces, que não terão maturação nem sabor e não tardarão em corromper-se; teremos jovens doutores e crianças velhas. A infância tem maneiras de ver, de pensar, de sentir que lhe são próprias.” ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou a educação. São Paulo: Difel, 1968. Como foi ilustrado na citação, o iluminismo trouxe novas questões para o pensamento pedagógico. Considerando o texto de Rousseau, identifique uma das marcas do ineditismo do pensamento pedagógico iluminista: a) A exclusividade de ensino para nobres e clérigos, considerados os eleitos por Deus para dirigir a sociedade, reforçando, assim, a hierarquia social do mundo medieval. b) O tema da infância na educação como um tema importante, baseado na noção de indivíduo moderno e, por conseguinte, na consciência de si. c) O princípio educativo, norteado pela perspectiva política, que defende que o monarca deve concentrar todos os poderes, independente de outras instâncias. d) A formação dos adultos como uma única e exclusiva preocupação, baseada na ideia de consciência coletiva em detrimento da consciência individual. e) A política como um aspecto irrelevante para o processo pedagógico e, por conseguinte, social, sem interferência nas relações políticas absolutistas. Alternativa marcada: b) O tema da infância na educação como um tema importante, baseado na noção de indivíduo moderno e, por conseguinte, na consciência de si. Justificativa: Resposta correta: O tema da infância na educação como um tema importante, baseado na noção de indivíduo moderno e, por conseguinte, na consciência de si. Duas são as principais marcas de ineditismo do pensamento pedagógico iluminista: estabelece uma relação entre a educação e política e centraliza o tema da infância na educação. Distratores: A formação dos adultos como uma única e exclusiva preocupação, baseada na ideia de consciência coletiva em detrimento da consciência individual. Errado. O iluminismo traz a questão da infância para o centro das discussões pedagógicas. Até o advento do iluminismo, a criança era vista como a reprodução em miniatura de um adulto. Sua educação era baseada na reprodução dos modos de vida de pessoas maduras e já devidamente inseridas no meio social a que pertenciam. Por outro lado, um outro aspecto importante da perspectiva iluminista é a consciência de si, enquanto indivíduo, e não uma perspectiva coletivista. A política como um aspecto irrelevante para o processo pedagógico e, por conseguinte, social, sem interferência nas relações políticas absolutistas. / O princípio educativo norteado pela perspectiva política que defende que o monarca deve concentrar todos os poderes, independente de outras instâncias./ A exclusividade de ensino para nobres e clérigos, considerados os eleitos por Deus para dirigir a sociedade, reforçando, assim, a hierarquia social do mundo medieval. Erradas. A defesa irrestrita da racionalidade e o combate constante pela liberdade dos indivíduos (baseada na noção moderna de indivíduo, que tinha consciência de si), contrapondo-se às concepções obscurantistas da Igreja e à arrogância dos governantes absolutistas, eram os aspectos centrais que orientavam os iluministas, os quais defendiam o ensino para todos. 0,50/ 0,50 2 0,50/ 0,50 Código: 27783 - Enunciado: “[...] Se se faz indispensável aos oprimidos, para a luta por sua libertação, que a realidade concreta da opressão já não seja para eles uma espécie de 'mundo fechado' (em que se gera o seu medo da liberdade) do qual não pudessem sair, mas uma situação que apenas os limita e que eles podem transformar, é fundamental, então, que, ao reconhecerem o limite que a realidade opressora lhes impõe, tenham, neste reconhecimento, o motor da ação libertadora. (...) Não basta saberem-se numa relação dialética com o opressor — seu contrário antagônico — descobrindo, por exemplo, que sem eles o opressor não existiria (Hegel), para estarem de fato libertados. É preciso, enfatizemos, que se entreguem à práxis libertadora.” (Fonte: FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. p. 35-36.) Paulo Freire, neste trecho do livro Pedagogia do oprimido, fala sobre a necessidade da práxis no processo de emancipação dos oprimidos. Nesse sentido, podemos afirmar que a análise da práxis também é uma categoria fundamental no âmbito da educação, uma vez que: a) A relação entre teoria e prática não deve ser enxergada de forma dialética. É necessário entendê-la de maneira separada, com suas respectivas especificidades. Há um momento para a prática e outro de dedicação à teoria. b) É a prática pensada e refletida. Nesse sentido, não há necessidade de interlocução com a teoria, apenas de um processo de reflexão, o que levaria a uma ação empírica emancipatória e transformadora. c) Limita-se a pensar o espaço da sala de aula. O principal são relações que se estabelecem ali dentro na interação entre educadores e alunos. A teoria elaborada na prática e para a prática é construída e concretizada naquele espaço. d) A práxis libertadora pressupõe que os professores devem abdicar de todo seu saber e valorizar apenas o saber dos alunos. Essa seria a forma mais ampliada de conceber a práxis no processo de ensino-aprendizagem. e) Permite a quebra de uma dicotomia entre teoria e prática, criando a possibilidade de que o professor tome consciência das condições alienantes em que se insere seu exercício profissional e, assim, possa dar um salto a uma prática orientada para a transformação social. Alternativa marcada: e) Permite a quebra de uma dicotomia entre teoria e prática, criando a possibilidade de que o professor tome consciência das condições alienantes em que se insere seu exercício profissional e, assim, possa dar um salto a uma prática orientada para a transformação social. Justificativa: Resposta correta: Permite a quebra de uma dicotomia entre teoria e prática, criando a possibilidade de que o professor tome consciência das condições alienantes em que se insere seu exercício profissional e, assim, possa dar um salto a uma prática orientada para a transformação social.O essencial da práxis pedagógica é a possibilidade de realizar uma leitura da realidade articulando a teoria com a prática, que favorece uma perspectiva de ensino- aprendizagem que pensa as situações concretas da realidade para, a partir dela, transformar a realidade. Distratores:É a prática pensada e refletida. Nesse sentido, não há necessidade de interlocução com a teoria, apenas de um processo de reflexão, o que levaria a uma ação empírica emancipatória e transformadora. Errada, pois a práxis pedagógica necessariamente precisa ter uma interlocução entre a teoria e a práticaA práxis libertadora pressupõe que os professores devem abdicar de todo seu saber e valorizar apenas o saber dos alunos. Essa seria a forma mais ampliada de conceber a práxis no processo de ensino-aprendizagem. Errada, pois a práxis pedagógica se dá na relação entre os saberes, portanto é errado dizer que o professor precisa abdicar de seu saber.A relação entre teoria e prática não deve ser enxergada de forma dialética. É necessário entendê-la de maneira separada, com suas respectivas especificidades. Há um momento para a prática e outro de dedicação à teoria. Errada, pois a relação entre a teoria e a prática se dá de forma dialética, ao contrário do que a alternativa afirma.Limita-se a pensar o espaço da sala de aula. O principal são relações que se estabelecem ali dentro na interação entre educadores e alunos. A teoria elaborada na prática e para a prática é construídae concretizada naquele espaço. Errada, porque a práxis pedagógica não se limita a pensar o espaço da sala de aula, pelo contrário, a práxis pedagógica se relaciona com o mundo concreto em suas múltiplas determinações sociais e institucionais. 3 Código: 24355 - Enunciado: Texto 1 Nós temos que fixar a atenção primeiramente na criança para descobrir que tipo de experiência é apropriada para ela, em um período selecionado, para descobrir, se possível, o que constitui a característica especial da experiência da criança naquele período, e por que aquela experiência toma certa forma e não outra. Isso significa observar em detalhes que experiências são mais significativas e têm maior valor para a criança, e que atitude essa assume com respeito a elas. Nós procuramos pelo ponto ou foco de interesse nessas experiências. Fonte: DEWEY, John. Early essays. The Early Works of John Dewey. Volume 5, 1882 – 1898. EUA: Southern Illinois University Press, 1972, p. 172. Texto 2 Durante o tempo da visita, não falou Aristarco (o diretor da Escola) senão das suas lutas [...] "Um trabalho insano! Moderar, animar, corrigir esta massa de caracteres, onde começa a ferver o fermento das inclinações; encontrar e encaminhar a natureza na época dos violentos ímpetos; amordaçar excessivos ardores; retemperar o ânimo dos que se dão por vencidos precocemente; espreitar, adivinhar os temperamentos; prevenir a corrupção; desiludir as aparências sedutoras do mal; aproveitar os alvoroços do sangue para os nobres ensinamentos; prevenir a depravação dos inocentes; espiar os sítios obscuros; fiscalizar as amizades; desconfiar das hipocrisias; ser amoroso, ser violento, ser firme; triunfar dos sentimentos de compaixão para ser correto; [...] punir [...] Ah! meus amigos, conclui ofegante, não é o espírito que me custa, não é o estudo dos rapazes a minha preocupação... É o caráter! [...] é a imoralidade! [...] O (Colégio) Ateneu é um colégio moralizado! [...] Eu tenho um código..." Neste ponto, o diretor levantou-se de salto e mostrou um grande quadro à parede. “Aqui está o nosso código. Leiam! Todas as culpas são prevenidas, uma pena para cada hipótese [...] Se a desgraça ocorre, a justiça é o meu terror e a lei é o meu arbítrio!” Fonte: POMPÉIA, Raul. O ateneu. São Paulo: Ática, 2007, p. 28. Analise os textos expostos e os classifique de acordo com as suas respectivas filiações pedagógicas: a) Ambos pertencessem ao pensamento escolanovista. b) Pensamento pedagógico funcionalista (texto1) e pensamento pedagógico escolanovista (texto 2). c) Pensamento pedagógico socialista (texto 1) e pensamento pedagógico escolanovista (texto 2). d) Ambos pertencem ao pensamento pedagógico socialista (textos 1 e 2). e) Pensamento pedagógico escolanovista (texto 1) e pensamento pedagógico positivista e funcionalista (texto 2). Alternativa marcada: e) Pensamento pedagógico escolanovista (texto 1) e pensamento pedagógico positivista e funcionalista (texto 2). Justificativa: Resposta Correta: Pensamento pedagógico escolanovista (texto 1) e pensamento pedagógico positivista e funcionalista (texto 2). O texto 1 aborda questões centrais da Escola Nova. Dewey, o autor desse texto, trata tanto da criança como centro do processo de ensino- aprendizagem como também da importância da experiência nesse processo, contrapondo-se a uma tendência tradicional de ensino. O texto 2 — retirado da obra O Ateneu (1888), de Raul Pompéia — pode ser interpretado a partir de alguns traços positivistas e funcionalistas. Na medida em que, nessa perspectiva, vários elementos da sociedade são considerados interdependentes, as “partes” da sociedade (indivíduos, a escola) desempenham funções específicas que contribuem de forma interligada (orgânica) para a manutenção e a harmonia do “todo” (sistema social, a sociedade como um todo). A preocupação excessiva com as normas, as leis, a imoralidade, a punição, a vigilância, com o caráter etc. podem ser encarados como traços dessa perspectiva. Distratores: Ambos pertencem ao pensamento pedagógico socialista (textos 1 e 2). Errada. O pensamento pedagógico socialista não tinha como elemento central a questão da experiência, pelo menos não da forma como descrita no texto, e muito menos estava preocupado com a questão da ordem, harmonia e moral. Pensamento pedagógico funcionalista (texto1) e 1,50/ 1,50 pensamento pedagógico escolanovista (texto 2). Errada. Nesse caso, houve uma inversão: o texto 1 é escolanovista e o texto 2 é funcionalista. Embora o pensamento funcionalista e positivista tivesse preocupação com a criança, sua perspectiva não era centrada na ideia de experiência, ao menos, da maneira como ela é concebida no texto. A Escola Nova, por sua vez, não possuía a perspectiva moralizante e de ordem como apontado no texto 2. Ambos pertencessem ao pensamento escolanovista. Errada. Apenas o texto 1 é pertencente à Escola Nova. O texto 2 aponta para uma perspectiva pedagógica diferente, uma vez a Escola Nova não possuía a perspectiva moralizante e de ordem como apontado no texto 2. Pensamento pedagógico socialista (texto 1) e pensamento pedagógico escolanovista (texto 2). Errada. O pensamento pedagógico socialista não tinha como elemento central a questão da experiência, pelo menos não da forma como descrita no texto. A Escola Nova, por sua vez, não possuía a perspectiva moralizante e de ordem como apontado no texto 2. 4 Código: 27111 - Enunciado: “Eu não estava me escolarizando na escola, eu estava me educando no mundo.” (Fonte: FREIRE, P. Pedagogia da Tolerância. São Paulo: Paz e Terra, 2017.) A ideia de que o aprendizado do estudante deve resumir-se a conteúdos escolares que não têm a preocupação de construir uma relação com a realidade cultural e social e que colocará como uma questão de indisciplina/desinteresse o não desenvolvimento esperado desse estudante pode ser associada a que perspectiva pedagógica? a) Existencialista. b) Iluminista. c) "Senso comum.” d) Socialista. e) Niilista. Alternativa marcada: c) "Senso comum.” Justificativa: Resposta correta: Senso comum.Na perspectiva pedagógica do “senso comum”, o educador leva seus preconceitos para a sala de aula sem avaliar criticamente se está reproduzindo julgamentos de valores excludentes ou não. Assim, pode ocorrer de o professor comparar o aluno de diferente classe social ou meio sociocultural a seu próprio contexto sociocultural e econômico e, com isso, criar uma expectativa de aluno “ideal” equivocada, pois não parte da realidade do aluno para entender as suas dificuldades e formas de se relacionar. Essa diferença de contexto entre o professor e o aluno, dentro dessa perspectiva de um “senso comum” não reflexiva, pode ser motivo para reforçar uma educação punitiva e desinteressante para o educando. DistratoresSocialista. Errada, pois representa uma educação aliada à ideia de revolução social.Existencialista. Errada, pois é uma educação voltada para questionar os sentidos das coisas, da vida. do outro, da morte, do conhecimento, da liberdade etc.Iluminista. Errada, pois é uma educação que aposta na razão como forma de guiar a humanidade e combater o obscurantismo religioso. Niilista. Errada, pois é uma perspectiva filosófica de desconstrução do estabelecido, é cética em relação a convicções, saberes e sentidos estabelecidos sobre o homem e o mundo. 0,50/ 0,50 5 Código: 26731 - Enunciado: Texto 1“[...] a educação é um fenômeno social. Isso significa que ela é parte integrante das relações sociais, econômicas, políticas e culturais de uma determinada sociedade. Na sociedade brasileira atual, a estrutura social se apresenta dividida em classes e grupos sociais com interesses distintos e antagônicos; esse fato repercute tanto na organização econômica e política quanto na prática educativa. Assim, as finalidades e meios da educação subordinam-se à estrutura e dinâmica das relações entre as classes sociais, ou seja, são socialmente determinados.”(Fonte: LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez , 1994. p. 17.)Texto 2Os dados divulgadospelo IBGE ajudam a responder uma importante questão sobre o quanto a 1,50/ 1,50 educação dos pais influencia a vida dos filhos. O nível educacional dos pais ainda é um aspecto determinante para renda, escolaridade e emprego dos filhos.(Adaptado de: SETUBAL, M. A. Os limites da educação na mobilidade social. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/colunas/maria-alice-setubal/2016/11/22/os-limites-da-educacao- na-mobilidade-social.htm. Acesso em: 27 nov. 2017.) No texto 1, José Libâneo afirma que a escola, por estar integrada à sociedade, é determinada por esta, reproduzindo suas relações de poder e distinções sociais e econômicas. Na reportagem do texto 2, identificamos uma pesquisa do IBGE que atesta a afirmação feita no texto 1 — que, em nossa sociedade, as condições de vida herdadas dos pais condicionam socialmente o futuro dos filhos. Considerando essa relação entres os textos 1 e 2, podemos afirmar: a) A prática educativa é fator político e é definida exclusivamente pelos interesses do povo. b) A educação tem seguido orientações que definem a mobilidade social e econômica. c) A mobilidade socioeconômica nada tem a ver com as mudanças nas políticas educacionais do país. d) A situação dos pais influencia as possibilidades educativas dos filhos e, por isso, causa maior segregação. e) A estratificação social não influencia as políticas educacionais e a mobilidade social. Alternativa marcada: d) A situação dos pais influencia as possibilidades educativas dos filhos e, por isso, causa maior segregação. Justificativa: Resposta correta: A situação dos pais influencia as possibilidades educativas dos filhos e, por isso, causa maior segregação. Conforme o texto, a situação dos pais permite a alocação dos filhos em curto, médio e longo prazos nas instituições de ensino com práticas pedagógicas mais ligadas aos interesses das classes dominantes, gerando um efeito de continuidade de segregação, dado o alinhamento das questões mais recorrentes ligadas à educação, como a elaboração curricular. DistratoresA educação tem seguido orientações que definem a mobilidade social e econômica. Errada. Apesar de haver uma correlação entre desenvolvimento humano e educação e, por consequência, mobilidade social, as políticas recentes não têm sido priorizadas nesse sentido.A mobilidade socioeconômica nada tem a ver com as mudanças nas políticas educacionais do país. Errada. As políticas educacionais permitem a mobilidade socioeconômica e correlacionam-se diretamente.A estratificação social não influencia as políticas educacionais e a mobilidade social. Errada. Os interesses da classe dominante são priorizados, mas não objetivam a mobilidade social ,e a prática educativa oportunizada em ambientes pedagógicos, sobretudo escolares, amplia uma divisão de classes.A prática educativa é fator político e é definida exclusivamente pelos interesses do povo. Errada. A prática educativa é ajustada por meio de políticas públicas, mas tem sido pautada por interesses da classe dominante. 6 Código: 26909 - Enunciado: (Disponível em: http://iriscordemelad.blogspot.com/2014/10/. Acesso em: 31 jan. 2020.) Com base na tirinha exposta, identifique com qual corrente filosófica as indagações da personagem Mafalda se relacionam: a) Tradicionalismo. b) Iluminismo. c) Positivismo/Funcionalismo. d) Pensamento crítico. e) Fenomenologia/Existencialismo. Alternativa marcada: e) Fenomenologia/Existencialismo. 1,50/ 1,50 Justificativa: Resposta correta: Fenomenologia/Existencialismo.A personagem apresenta questões relativas ao sentido da existência no mundo. A corrente filosófica fenomenológica/existencialista, que emerge no período pós-guerra, expressa uma contestação às ideias iluministas que acreditavam em um progresso por meio do avanço científico. Portanto, essa corrente tinha como preocupação central dar sentido à existência e refletir sobre a tomada de posição do sujeito em relação à sua realidade. Distratores:Positivismo/Funcionalismo. Errada, pois a corrente Positivismo/Funcionalismo representa a doutrina que consolidaria a ordem pública, desenvolvendo nas pessoas uma “sábia resignação” ao status quo.Iluminismo. Errada, pois as ideias iluministas se apresentavam, sobretudo, como ideias de pensadores otimistas. Era a filosofia da burguesia em ascensão que ansiava pelo progresso, tendo como marca definitiva a defesa do conhecimento científico e da técnica.Pensamento crítico. Errada, pois os autores que compõem o pensamento crítico ficaram conhecidos, sobretudo, por demonstrarem o quanto a educação reproduz a sociedade vigente.Tradicionalismo. Errada, pois o tradicionalismo é marcado pela conservação do estabelecido, pela ordem e disciplina, ao contrário da personagem Mafalda, que encontra-se imersa em diversos questionamentos. 7 Código: 27764 - Enunciado: Vladimir Ilitch Ulyanov, mais conhecido como Lênin, foi um dos principais líderes da Revolução Russa e, naquela época, já falava sobre o papel importante que tem a educação no processo de transformação social. No texto As tarefas das uniões da juventude, ele afirma: “Aqui coloca-se-nos a questão de saber como combinar tudo isto para aprender o comunismo. Que é que devemos tomar da velha escola, da velha ciência? A velha escola declarava que queria criar homens instruídos em todos os domínios e que ensinava as ciências em geral. Sabemos que isso era pura mentira, pois toda a sociedade se baseava e assentava na divisão dos homens em classes, em exploradores e oprimidos. Como é natural, toda a velha escola, estando inteiramente impregnada de espírito de classe, só dava conhecimentos aos filhos da burguesia. Nessas escolas, a jovem geração de operários e camponeses não era tanto educada como treinada no interesse dessa mesma burguesia. Educavam-nos para preparar para ela servidores úteis, capazes de lhe dar lucros, e que ao mesmo tempo não perturbassem a sua tranquilidade e ociosidade. Por isso, ao rejeitar a velha escola, propusemo-nos a tarefa de tomar dela apenas aquilo que nos é necessário para conseguir uma verdadeira formação comunista.” (Fonte: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/41e/doc01_41e_1.pdf (http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/41e/doc01_41e_1.pdf)>. Acesso em: 5 mar. 2018.) O trecho exposto dialoga com algumas ideias centrais do pensamento pedagógico socialista. Identifique-as. Resposta: O pensamento socialista busca uma democratização do ensino, vai contra a burguesia do mundo. Procura desenvolver uma educação igualitária para todos de forma pública e gratuita, pois a prática educativa é fator preponderante como mecanismo para se alcançar uma transformação social na sociedade. Temos filósofos que diz que para uma educação realmente democrática seria preciso um pensamento pedagógico que fosse oposto a tradição burguesa e de crítica a condições de vida desumanas dos trabalhadores mais pobres. Comentários: correto Justificativa: Expectativa de resposta:Espera-se que o aluno compreenda algumas ideias centrais do pensamento pedagógico socialista. Dentre elas, temos: uma educação crítica aos valores burgueses hegemônicos na sociedade capitalista; que não dissocia a política da educação; pensa a educação ligada à história das lutas da classe trabalhadora e às transformações sociais em curso; uma educação teórica e técnica de forma integrada, sem separação entre intelectuais e técnicos; uma educação pública, universal, laica e gratuita. 1,50/ 1,50 8 Código: 23006 - Enunciado: (Tradução: Para uma seleção justa, todos terão que fazer o mesmo exame: por favor, subam naquela árvore.) Fonte: <https://marquetteeducator.wordpress.com/2012/07/12/climbthattree/ 2,50/ 2,50 http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/41e/doc01_41e_1.pdf https://marquetteeducator.wordpress.com/2012/07/12/climbthattree/ (https://marquetteeducator.wordpress.com/2012/07/12/climbthattree/)>. Acesso em: 14 ago. 2017. A figura exposta pode ser interpretada de diferentes maneiras. Explique por que ela pode ser aplicada ao pensamentopedagógico positivista e funcionalista. Resposta: Na figura percebemos que não importa a diferença entre elefante, macaco, pinguim, peixe, foca e etc, não interessando as condições e limitações. A habilidade de cada animal é diferente, suas funções não são iguais por isso não se pode aplicar a mesma forma de exame para todos, é importante se observar suas aptidões e não simplesmente passar o conteúdo e achar que todos devem ter o mesmo resultado. Todos nós somos diferentes, possuímos nossas limitações e não aprendemos de forma igualitária, é preciso melhor compreensão para lidar com cada indivíduo. O pensamento positivista e funcionalista classifica o discente de forma rigorosa e considera que o conhecimento deve ser apenas passado, se importando em definir o aluno como aprovado ou reprovado seguindo um padrão. Comentários: correto Justificativa: Expectativa de resposta: A figura pode ser interpretada a partir de três aspectos caros ao pensamento pedagógico positivista e funcionalista. Primeiro, porque ela se relaciona ao evolucionismo e seus desdobramentos: o desenvolvimento unilinear e progressivo da sociedade em direção aos estados mais complexos, nos quais toda a humanidade teria se desenvolvido, em estágios sucessivos e obrigatórios, em uma trajetória, basicamente, unilinear e ascendente. Não importa as diferenças e as condições variadas (elefantes, macacos, peixes etc.), todos teriam que passar pelos mesmos estágios (i.e. pelo mesmo exame). Segundo, porque a figura se associa ao cientificismo, o qual defende que a ciência só pode tratar de entidades observáveis — conhecidas apenas diretamente pela experiência — opondo-se, portanto, às especulações que não possuem evidência concreta. Essa perspectiva objetiva a construção de leis gerais por meio da observação e da experimentação, sendo capaz de predizer qualquer fenômeno estudado. Ou seja, só é possível medir por intermédio de um teste observável (o exame). E terceiro, relacionado diretamente aos dois primeiros argumentos, porque as propostas positivistas e funcionalistas defendiam que a realidade era regida por leis de causa e efeito. De posse do conhecimento dessas leis, seria possível traçarmos um progresso cada vez mais melhorado da sociedade. Nesse contexto, a educação tinha um papel central, classificando os alunos em fases de aprendizagem absolutamente rígidas e orientadas pelo princípio de acúmulo de conhecimento e progresso racional. A pedagogia positivista e funcionalista via na escola a instituição mais adequada para impor um processo evolutivo da sociedade. Sendo ainda mais elitista que a proposta pedagógica iluminista, a pedagogia positivista e funcionalista agrava a segregação social ao classificar os alunos em aptos e não aptos, a partir de um padrão de normalidade preestabelecido. https://marquetteeducator.wordpress.com/2012/07/12/climbthattree/