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ESCOLA E SOCIEDADE
 Jéssica Taiany Macarti
 Daiana Domeneghini
RESUMO
O presente trabalho busca em sua abordagem, entender sobre a escola e a sociedade nos desafios atuais, pois uma é dependente da outra. Educação e sociedade estão por causas e consequências ligadas. Levando-se em consideração as contribuições de ambas as partes, as transformações que ocorrem na sociedade e o papel da escola no desenvolvimento das mesmas, uma precisa da outra para conseguir abranger tendências as quais são causas e consequências das transformações que ocorrem no mundo, principalmente as novas tecnologias. A área tecnológica é um fator do qual tem muito a ser desvendado pela educação e pela sociedade. O objetivo desse trabalho é compreender a relação entre essas duas palavras, que possuem uma extensa importância para cada um de nós. E nesse contexto, poderemos nos descobrir como seres ativos de sua sociedade, observando nossa própria importância sobre ela.
1 INTRODUÇÃO
Será abordada a contribuição da educação para a sociedade. A escola é uma instituição de concentração cultural, devido às várias questões políticas e sociais que ocorreram no mundo. Aos poucos, as pessoas começam a perceber que há uma assimetria entre os modelos de educação formal e as necessidades atuais. A sociedade mudou. Percebe-se, hoje, com mais evidência, que a educação é muito mais do que a formação e escolarização, e que o aprendizado é algo que ocorrerá durante toda nossa vida e não apenas nos anos que se frequenta uma escola. Com isso, paradigmas da educação estão sendo transformados, recriados e readequados ao contexto de complexidade da sociedade atual. 
Qual é a função escolar sobre educação e sociedade? a educação tem como princípio polir ou cultivar o espírito do sujeito. Educação não é dada somente na escola, deve vir também de casa no convívio com a família, no grupo de amigos, em vários outros grupos e instituições. A escola não irá apenas educar, mas sim ajudar cada um a pensar melhor. 
Atingir a qualidade social para todos e cada um dos seus alunos; garantir de forma sistemática a apropriação do conhecimento acumulado pela humanidade; desenvolver as diversas habilidades; contribuir para o desenvolvimento integral do sujeito; estimular, promover e oportunizar o processo de construção coletiva, participativa na sociedade para transformá-la de forma consciente, crítica, criativa e responsável.
Buscando apoio na obra de um importante autor como Paulo Freire, que traz uma reflexão sobre a prática educativa na formação de docentes, numa abordagem educativo-progressista, fazendo uma análise de saberes fundamentais, enumerados através de exigências de um ensino em favor da autonomia do educando. Ou seja, com a nossa sociedade e a educação em pleno desenvolvimento acabamos nos preocupando com o que suas mudanças podem refletir na cultura, política, enfim nas nossas vidas como cidadãos, agentes de sua sociedade.
Com todas essas contribuições e transformações ocorrendo em nossa sociedade, poderemos perceber a relação que a educação possui. Mas para que isso ocorra, precisamos nos dar conta de tudo que está ao nosso redor, ou seja, dos fatores que contribuem para essa relação. Educação e sociedade não são apenas duas palavras interligadas, elas são duas reais formas de buscarmos aquilo que queremos para o futuro de nosso mundo.
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Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Licenciatura em Pedagogia – (PED100) Turma: FLX0214 – Prática Interdisciplinar – 05/2020
2 O PAPEL DA ESCOLA
A escola é fundamental na formação do cidadão. O papel da mesma é socializar o conhecimento, atuar na formação moral dos alunos e é com essa soma de esforços que se promove o pleno desenvolvimento do ser humano.
“A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”. FREIRE (2003, p. 40)
A escola é o lugar onde a criança deverá encontrar os meios de preparação para a realização de seus projetos de vida. A qualidade de ensino é, portanto, condição necessária tanto na sua formação intelectual, quanto moral. Assim, é importante que as questões de vida social faça parte, com clareza, da organização curricular, levando a ética ao centro de reflexão e do exercício da cidadania.
A convivência deve ser organizada de modo que os conceitos como justiça, respeito e solidariedade sejam compreendidos, assimilados e vividos. Podendo assim, cada aluno reconhecer seus limites. Segundo Piaget (1982, p. 246)
A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.
A cooperação e o diálogo reforçam o respeito mútuo, tão determinante para o convívio democrático. 
Devemos então observar que os Parâmetros Curriculares Nacionais elaborados pela secretaria da Educação Fundamental do Ministério da Educação (MEC), em 1998, ressaltam tudo isso do seguinte modo: são objetivos do ensino fundamental que os alunos sejam capazes de:
- Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio ás injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
- Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
- Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, etnias ou outras características individuais e sociais;
- Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos.
Para uma criança elaborar conceitos, são necessários contatos com inúmeras vivências (VYGOTSKY, 1984 apud MATTOS e NEIRA, 2002).
Espera-se que a escola da atualidade tenha a função não só de transmitir conhecimentos, mas também de criar relações e preparar base para lidar com as contradições da sociedade, suas diferenças e conflitos.
3 ATIVIDADES PEDAGÓGICAS QUE PROMOVEM REFLEXÕES
É certo que a prática pedagógica do professor dependerá em suma da concepção que o mesmo tem do próprio trabalho. O professor poderá desenvolver uma prática que seja transformadora, significativa, pertinente ao contexto social dos alunos ou poderá apropriar-se de uma prática mecânica, que tem como principal finalidade repassar conteúdos e realizar atividades meramente repetitivas.
Diversas atividades pedagógicas levam a reflexões e ao entendimento crítico de situações que fazem parte do cotidiano dos alunos, bem como o da sociedade mundial. A leitura de textos literários por exemplo, permite a discussão de temas transversais e aposta na identificação dos alunos com os personagens das narrativas a fim de ampliar a capacidade de reflexão. Já o trabalho com situações – problema estimulam os estudantes a pensarem sobre a complexidade das relações e dos afetos, e a elaborar estratégias de ação. Um outro ponto interessante para levar os alunos á reflexão e ressaltar a importância do papel de cidadãos, é o trabalho voluntário, como projetos sociais que proporcionam o desenvolvimento da capacidade de cooperação e de argumentação com base na realidade.
“[...]. Democratizar o ensino é ajudar os alunos a se expressarem bem, a se comunicarem de diversas formas, a desenvolverem o gosto pelos estudos, a dominarem o saber escolar; é ajuda-losna formação de sua personalidade social, na sua organização enquanto coletividade. Trata-se, enfim, de proporcionar-lhes o saber e o saber-fazer críticos como pré-condição para sua participação em outras instâncias da via social, inclusive para melhoria das suas condições de vida. A democratização da escola pública, portanto, deve ser entendida aqui como ampliação das oportunidades educacionais, difusão dos conhecimentos e sua reelaboração crítica, aprimoramento da prática educativa escolar visando à elevação cultural e cientifica das camadas populares, contribuindo, ao mesmo tempo, para responder às suas necessidades e aspirações mais imediatas (melhoria de vida) e à sua inserção num projeto coletivo de mudança da sociedade. ” LIBÂNEO (2006, p. 12)
O trabalho com projetos recupera o papel da escola como instituição cultural e social, fazendo um resgate entre o “aprender para a vida”. Desta forma a escola deixa de ser um mundo a parte, inserindo-se no espaço da cidade e do mundo real.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base no que foi apresentado, concluo que o nível de qualidade na formação de alunos não está unicamente em fatores referentes á escola. Essa formação ultrapassa os muros da escola, estendendo-se á família e á sociedade, instituições responsáveis pelos valores sócio, econômicos e culturais, da formação humana.
A educação é o caminho que detém o poder especial da inovação para uma realidade mais satisfatória. É urgente a parceria entre escola, família e sociedade na formação do aluno para que se tenha uma educação de qualidade, haja vista que cada uma dessas instituições tem funções específicas, que contribuem para a formação integral de um indivíduo. 
 
 REFERÊNCIAS
LIBÂNEO, Jose Carlos. Democratização de escola pública: a pedagogia critica social dos conteúdos., São Paulo: Loyola, 1985.
BRASIL. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, MEC/SEF, 1997.
BRASIL. MEC – Coordenação de Educação Infantil – DPEIEF/SEB – Revista CRIANÇA – do professor de educação infantil. Brasília, DF, nº42, dez/2006.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários da prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

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