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CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
8º PERÍODO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª. Núbia Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBERLÂNDIA 
1º SEMESTRE - 2012 
www.cliqueapostilas.com.br
http://www.cliqueapostilas.com.br
 
 
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
PROFESSOR (A): Núbia Aparecida Rodrigues 
CURSO: Ciências Contábeis DISCIPLINA:Contabilidade Internacional CARGA HORÁRIA: 80 horas / aula 
PERÍODO: 8º Período ANO/SEMESTRE: 2012 / 1 
 
 
 
 
A internacionalização dos negócios, a globalização da economia e a integração dos mercados: as necessidades das 
informações decorrentes dessa nova realidade, contabilidade no Mercosul. A relevância, os princípios e o objetivo 
da Contabilidade Internacional. Órgãos técnicos internacionais: IASC, IFAC, AICPA e FASB. Assuntos relevantes 
em Contabilidade Internacional sob diferentes perspectivas. A profissão contábil nos diferentes países. Relatórios 
contábeis para a comunidade internacional. Conversão dos demonstrativos contábeis. 
 
 
 
 
 
Objetivo Geral: 
O objetivo geral desta disciplina é proporcionar ao aluno a compreensão das condições que favoreceram a 
internacionalização da contabilidade, bem como a sua relevância no cenário atual. 
 
Objetivos Específicos: 
• Discutir o contexto que favoreceu a internacionalização da contabilidade; 
• Discutir os principais conceitos de elaboração e apresentação das demonstrações Contábeis; 
• Efetuar a conversão das Demonstrações contábeis elaboradas em diferentes moedas; 
 
 
 
 
 
UNIDADE I – A INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE 
1.1. Evolução das Normas Internacionais de Contabilidade 
1.2. Objetivo e Necessidade da Internacionalização da Contabilidade 
1.3. Adoção das Normas Internacionais de Contabilidade no Brasil 
1.4. Organismos Internacionais e Nacionais de Contabilidade 
 
PLANO DE CURSO 
 
 
EMENTA DA DISCIPLINA 
 
OBJETIVOS DA DISCIPLINA 
 
PROGRAMA 
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http://www.cliqueapostilas.com.br
1.5. A Profissão Contábil em Diversos Países 
 
 
UNIDADE II – CPC 00 - ESTRUTURA CONCEITUAL PARA A ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements) 
2.1. O Objetivo da Informação Contábil 
2.2. Pressupostos da Informação Contábil 
2.3. Características das Demonstrações Contábeis 
 
 
UNIDADE III – CPC 26 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (IAS 1) 
3.1. Finalidade das Demonstrações Contábeis 
3.2. Conjunto Completo das Demonstrações Contábeis 
 
 
UNIDADE IV – EFEITOS DAS MUDANÇAS NAS TAXAS DE CÂMBIO E CONVERSÃO DE DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS (IAS 21) 
4.1. Moeda Funcional 
4.2. Apresentação de transação em moeda estrangeira na moeda funcional 
 
 
 
 
 
 
Aulas expositivas e dialogadas através da apresentação do conteúdo pelo professor e participação dos alunos, 
criando um ambiente dinâmico e interativo propicio para construção do conhecimento no processo de ensino-
aprendizagem; acompanhamento, por parte dos alunos, do material indicado; debates sobre os temas apresentados 
em sala de aula; desenvolvimento de exercícios e estudos de casos; trabalhos práticos e de pesquisa em equipe. 
No desenvolvimento da metodologia serão utilizados os seguintes recursos: quadro e giz; áudio-visuais; material 
disponibilizado em copiadora e/ou e-mail (previamente acordado com os alunos) contendo textos para discussão, 
indicação material a ser utilizado no decorrer do curso, exercícios e casos práticos. 
 
 
 
 
 
 
O processo de avaliação está baseado no Regimento Interno da IES, contemplando a aplicação de 3 (três) provas 
avaliadas em 75 pontos ao todo, 1 (um) simulado avaliado em 10 pontos e trabalhos diversos avaliados em 15 
pontos conforme cronograma abaixo, sendo necessário obter um aproveitamento de NO MINÍMO 60% e freqüência 
MÍNIMA de 75%, para aprovação na disciplina. 
 
 
METODOLOGIA 
 
AVALIAÇÃO 
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CRONOGRAMA DE AVALIAÇÃO 
A. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO FORMA PONTUAÇÃO DATA VISTA 
 A.1. PROVAS [N1] 
1. Prova Escrita [P1] Individual s/ consulta 15 pts 22/03 
2. Simulado ENADE 10 pts 
3. Prova Escrita [A2] Individual s/ consulta 30 pts 10/05 
4. Prova Escrita [A3] Individual s/ consulta 30 pts 28/06 
TOTAL [N1] 85 PONTOS 
 A.2. TRABALHOS DIVERSOS [N2] ENTREGA 
1. Trabalho sobre Comparabilidade – LL 
e PL – Pesquisa Prática 
Em grupo – Extra-Sala – 
Entrega do Trabalho Escrito 
(Resultados da Pesquisa) 
5 pts 
Sorteio 
Grupos 
28/02 
29/03 
2. Seminário – CPC 26 (IAS 1) – 
Apresentação das Demonstrações Contábeis 
Em grupo – Extra-Sala – 
Apresentação em Sala 
5 pts 
Sorteio 
Grupos 
29/03 
Apresentações 
12/04 a 03/05 
TOTAL [N2] 15 PONTOS 
 B. APROVEITAMENTO P/ 
APROVAÇÃO 
[NF] = [N1] + [N2] ≥ 60 PONTOS 
 FREQUÊNCIA ≥ 75% 
Total de aulas (Carga Horária) Limite Permitido de Faltas Nº. Faltas Aceitas 
80 aulas 25% 20 faltas 
 
Observações: 
1. O prazo de tolerância para o início da prova deve ser de no máximo 15 minutos do início da aula. Após este 
período o aluno não poderá realizar a avaliação. 
2. No caso de falta em dia de prova o aluno faltoso deverá estar atento ao calendário acadêmico e aos avisos 
da coordenação e secretaria acadêmica em relação à data de aplicação de prova substitutiva, suplementar ou 
exame especial. 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
LEMES, Sirlei. CARVALHO, L Nelson. Contabilidade Internacional para Graduação: texto, estudos de casos e 
questões de múltipla escolha. São Paulo: Atlas, 2010. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de acordo com 
as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. 
NIYAMA, Jorge Katsumi. Contabilidade Internacional. São Paulo: Atlas, 2005. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
CARVALHO, Nelson L.; LEMES, Sirlei; COSTA, Fábio Moraes da. Contabilidade Internacional: aplicação das 
IFRS 2005. São Paulo: Atlas, 2006. 
ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de Contabilidade: IFRS versus 
Normas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 1 v. 
ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de Contabilidade: IFRS versus 
Normas brasileiras. São Paulo: Atlas, 2010. 2 v. 
SCHMIDT, Paulo; SANTOS, José Luiz dos; FERNANDES, Luciane A. Contabilidade Internacional Avançada. 2ª 
Ed. São Paulo: Atlas, 2008. 
SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L.; FERNANDES, L. A. Fundamentos de contabilidade internacional. 1ª- V- 12. São 
Paulo: Atlas, 2006. 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
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AULA DATA OBJETIVO CONTEÚDO (ATIVIDADE PROGRAMADA) MÉTODO 
1 – 2 07 fev 
Apresentar e Discutir o Plano de 
Curso; definir as diretrizes para o 
semestre. 
Apresentação do Plano de Curso 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
3 – 4 09 fev 
Revisar conceitos; Estabelecer 
conexões entre os conceitos 
revisados com a disciplina de 
contabilidade internacional. 
Revisão: Demonstrações Contábeis – BP e 
DRE – Estudo de Caso: Eternit S.A. 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
5 – 6 14 fev 
Revisar conceitos; Estabelecer 
conexões entre os conceitos 
revisados com a disciplina de 
contabilidade internacional. 
Revisão: Demonstrações Contábeis – 
DLPA, DMPL – Estudo de Caso: Eternit S.A. 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
7 – 8 16 fev 
Revisar conceitos; Estabelecer 
conexões entre os conceitos 
revisados com a disciplina de 
contabilidade internacional. 
Revisão: Demonstrações Contábeis – DFC 
– Estudo de Caso: Eternit S.A. 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
9 – 10 28 fev 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Comparabilidade da informação contábil 
gerada a partir de diferentes normas (CPC 
00) – Trabalho sobre Comparabilidade Em 
equipe – 6 grupos – Extra-Sala – 10 pts – 
Entrega 29/03. 
AulaExpositiva – 
Dialogada e 
Prática 
11 – 12 01 mar Elaborar a DVA. 
Demonstração do Valor Adicionado – DVA – 
Exercício Prático (p. 7 e 8 da apostila) 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
13 – 14 06 mar Elaborar a DVA. 
Demonstração do Valor Adicionado – DVA – 
Exercício Prático (p. 8, 9 e 10 da apostila) e 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
15 – 16 08 mar Elaborar a DVA. 
Demonstração do Valor Adicionado – DVA –
Questão Exame de Suficiência (p. 10 e 11 
da apostila) 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
17 – 18 13 mar 
Discutir o cenário que conduziu a 
internacionalização da contabilidade. 
A Internacionalização da Contabilidade – 
Aspectos Gerais 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
19 – 20 15 mar 
Discutir o cenário que conduziu a 
internacionalização da contabilidade. 
A Internacionalização da Contabilidade – 
Aspectos Gerais 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
21 – 22 20 mar 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
CPC 00 – Estrutura conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis – Orientação e 
acompanhamento aos Trabalhos sobre 
Comparabilidade. 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
23 – 24 22 mar 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
CPC 00 – Estrutura conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis – Orientação e 
acompanhamento aos Trabalhos sobre 
Comparabilidade. 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
25 – 26 27 mar 
Avaliar o nível de aprendizado e 
retenção do conteúdo 
apresentado. 
Prova 
Individual s/ 
consulta 
27 – 28 29 mar 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1); 
Seminário sobre CPC 26 (IAS 1) – Em 
equipe – 6 grupos – Extra-sala e 
Apresentação em sala – 5,0 pts 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
29 – 30 10 abr 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
31 – 32 12 abr 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - BP 
Seminário 
33 – 34 17 abr 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DRE 
Seminário 
35 – 36 19 abr Estudar as formas de apresentação e CPC 26 – Apresentação das Seminário 
 
PLANEJAMENTO: CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 
 
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itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DRA 
37 – 38 24 abr 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DMPL 
Seminário 
39 – 40 26 abr 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DFC 
Seminário 
41 – 42 03 mai 
Estudar as formas de apresentação e 
itens a serem inclusos nas 
Demonstrações Contábeis 
obrigatórias de acordo com o CPC 26 
(IAS 1) 
CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis (IAS 1) - NE 
Seminário 
43 – 44 08 mai 
Discutir as outras características da 
informação contábil e de elaboração 
das Demonstrações Contábeis 
CPC 00 – Estrutura conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
45 – 46 10 mai 
Discutir as outras características da 
informação contábil e de elaboração 
das Demonstrações Contábeis 
CPC 00 – Estrutura conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das 
Demonstrações Contábeis 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
47 – 48 15 mai 
Avaliar o nível de aprendizado e 
retenção do conteúdo 
apresentado. 
Prova 
Individual s/ 
consulta 
49 – 50 17 mai 
Entender a necessidade da 
conversão das demonstrações 
contábeis; Efetuar a conversão do BP 
e DRE. 
CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas 
de Câmbio e Conversão das 
Demonstrações Contábeis 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
51 – 52 22 mai 
Entender a necessidade da 
conversão das demonstrações 
contábeis; Efetuar a conversão do BP 
e DRE. 
CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas 
de Câmbio e Conversão das 
Demonstrações Contábeis 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
53 – 54 24 mai 
Entender a necessidade da 
conversão das demonstrações 
contábeis; Efetuar a conversão do BP 
e DRE. 
CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas 
de Câmbio e Conversão das 
Demonstrações Contábeis – Exercício 
Prático (p. 25 a 29) 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
55 – 56 29 mai 
Entender a necessidade da 
conversão das demonstrações 
contábeis; Efetuar a conversão do BP 
e DRE. 
CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas 
de Câmbio e Conversão das 
Demonstrações Contábeis - Exercício 
Prático (p. 29 a 32) 
Aula Expositiva – 
Dialogada e 
Prática 
57 – 58 31 mai 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 1 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
59 – 60 05 jun 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 2 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
61 – 62 12 jun 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 3 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
63 – 64 14 jun 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 4 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
65 – 66 19 jun 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 5 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
67 – 68 21 jun 
Discutir a importância da 
comparabilidade das informações 
contábeis geradas a partir de 
diferentes normas. 
Apresentação de resultados do Trabalho 
sobre Comparabilidade: Grupo 6 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
69 – 70 26 jun 
Comparar e analisar os resultados 
obtidos na pesquisa; Contextualizar 
os resultados no ambiente brasileiro. 
Comparação e análise entre os resultados 
obtidos em cada grupo – Todos os Grupos 
Apresentação de 
resultados e 
debate 
71 – 72 28 jun Comparar e analisar os resultados Comparação e análise entre os resultados Apresentação de 
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obtidos na pesquisa; Contextualizar 
os resultados no ambiente brasileiro. 
obtidos em cada grupo – Todos os grupos resultados e 
debate 
73 – 74 03 jul 
Avaliar o nível de aprendizado e 
retenção do conteúdo 
apresentado. 
Prova 
Individual s/ 
consulta 
75 – 76 05 jul 
Comparar a atuação do profissional 
contábil em localidades diferentes. 
A profissão contábil em outros países – 
Trabalho de Pesquisa 
Pesquisa em 
Grupo 
77 – 78 10 jul 
Comparar a atuação do profissional 
contábil em localidades diferentes. 
A profissão contábil em outros países – 
Trabalho de Pesquisa 
Pesquisa em 
Grupo 
79 - 80 12 jul 
Apresentar resultados e encerrar as 
atividades do semestre.Entrega de Resultados e Encerramento do 
Semestre 
Aula Expositiva – 
Dialogada 
 
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UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 1 - 
 
1. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA 
 
 
1.1. DEFINIÇÃO 
A Demonstração do Valor Adicionado – DVA é o relatório que apresenta 
ordenadamente a riqueza gerada pela entidade e a forma que essa riqueza foi 
distribuída às partes que contribuíram para a geração dessa riqueza. Embora já 
estivesse sendo elaborada e divulgada por algumas empresas, esta demonstração 
passou a fazer parte das demonstrações contábeis obrigatórias divulgadas a cada 
exercício social a partir da alteração implementada na Lei 6.404/76 através da Lei 
11.638/2007. 
A Lei 6.404/76 obriga no seu artigo art. 176 inc. V somente para as 
companhias abertas a divulgarem a DVA e no art. 188 inc. II diz que esta 
demonstração deverá indicar no mínimo “o valor da riqueza gerada pela companhia, a 
sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, 
tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a 
parcela da riqueza não distribuída”. Mas esta lei não discute a forma de sua 
elaboração, apresentação e estrutura, critérios que são estabelecidos no CPC 09, o 
qual define a DVA como “um dos elementos do Balanço Social e tem por finalidade 
evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante determinado 
período.” 
Para Silva (2010, p. 58) a DVA “evidencia o quanto de riqueza uma 
empresa produziu, ou seja, o quanto ela adicionou aos seus fatores de produção e o 
quanto dessa riqueza foi distribuída (entre empregados, governo, acionistas, 
financiadores de capital) ou retida de qualquer forma”. 
 
 
1.2. OBJETIVOS E UTILIDADE DA DVA 
FIPECAFI (2010, p. 581) diz que 
 
A DVA tem por objetivo demonstrar o valor adicionado da riqueza 
econômica gerada pelas atividades da empresa como resultante de 
um esforço coletivo e sua distribuição entre os elementos que 
contribuíram para a sua criação. Desse modo, a DVA acaba por 
prestar informações a todos os agentes econômicos interessados na 
empresa, tais como empregados, clientes, fornecedores, 
financiadores e governo. 
 
Ainda sob a ótica desses autores a utilidade das informações extraídas da 
DVA estão elencadas a seguir: 
 
• Analisar a capacidade de geração de valor e a forma de 
distribuição das riquezas de cada empresa; 
• Permitir análise do desempenho econômico da empresa; 
• Auxiliar no cálculo do PIB e de indicadores sociais; 
• Fornecer informações sobre os benefícios (remunerações) 
obtidos por cada um dos fatores de produção (trabalhadores e 
financiadores – acionistas e credores) e governo; 
• Auxiliar a empresa a informar sua contribuição na riqueza à 
região, Estado, país etc., em se encontra instalada. 
 
É importante discutir os itens 10 e 11 constantes no CPC 09 sobre as 
características das informações da DVA que, conforme levanta este pronunciamento, 
estão fundamentadas “em conceitos macroeconômicos, buscando apresentar, 
eliminando os valores que representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que 
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UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 2 - 
a entidade tem na formação do Produto Interno Bruto (PIB)”, assim “essa 
demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos 
de terceiros e que são vendidos ou consumidos durante determinado período”. 
Mas FIPECAFI (2010, p. 581 - 582) dizem que em princípio, a soma dos 
valores adicionados por todos os agentes econômicos (empresas, profissionais 
liberais, governo e outros) correspondem ao PIB de um país, mas alertam para o fato 
de que 
 
...existem diferenças entre a fórmula de cálculo do valor adicionado 
entre os modelos contábil e econômico. Sob o ponto de vista 
econômico, o cálculo do PIB baseia-se na produção, enquanto a 
contabilidade o conceito contábil da realização da receita, ou seja, 
baseia-se no regime de competência. Logo há uma diferença 
temporal entre os dois conceitos. 
 
 
1.3. ELABORAÇÃO, APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA DA DVA 
As informações constantes na Demonstração do Valor Adicionado – DVA 
são extraídas, basicamente, da Demonstração de Resultado do Exercício – DRE, mas 
na elaboração da DVA, também, é estabelecida uma interface com a Demonstração 
dos Lucros e Prejuízos Acumulados – DLPA “na parte em que movimentações nesta 
conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício apurado na 
demonstração própria”, conforme exposto no item 23 do CPC 09. 
Já FIPECAFI (2010, p. 587) dizem que a maioria dos dados que compõem 
a estrutura da DVA são oriundos, em sua maioria da DRE, porém os valores relativos 
a remuneração do capital próprio podem ser obtidos diretamente da Demonstração 
das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL. 
Ainda, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 582) a DVA deverá ser 
elaborada e divulgada de maneira a atender aos requisitos estabelecidos no CPC 09 e 
na legislação societária e para isso deverá: 
 
• Deverá ser elaborada com base no princípio contábil da 
competência; 
• Ser apresentada de forma comparativa (período atual e 
anterior; 
• Ser elaborada com base nas demonstrações consolidadas, e 
não pelo somatório das Demonstrações do Valor Adicionado 
individuais, no caso da divulgação da DVA consolidada; 
• Incluir participação dos acionistas minoritários no componente 
relativo à distribuição do valor adicionado, no caso da 
divulgação da DVA consolidada; 
• Ser consistente com a demonstração do resultado e 
conciliada em registros auxiliares mantidos pela entidade; e 
• Ser objeto de revisão ou auditoria se a entidade possuir 
auditores externos independentes que revisem ou auditem 
suas Demonstrações Contábeis. 
 
 
Observe e analise o modelo de DVA para as empresas em geral proposto 
no Pronunciamento Técnico CPC 09: 
 
 
 
 
 
 
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DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO 
 
DESCRIÇÃO 
$ 
20X1 20X2 
1 - RECEITAS 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
1.2) Outras Receitas 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4) Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa – 
Reversão / (Constituição) 
 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos 
impostos - ICMS e IPI) 
2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3) Perda/Recuperação de valores ativos 
2.4) Outras (especificar) 
 
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO [1] – [2] 
 
4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 
 
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE [3] – [4] 
 
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
6.1) Resultado de equivalência patrimonial 
6.2) Receitas financeiras 
6.3) Outras 
 
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR [5] + [6] 
 
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 
8.1) PESSOAL 
8.1.1) Remuneração Direta 
8.1.2) Benefícios 
8.1.3) FGTS 
8.2) IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 
8.2.1) Federais 
8.2.2) Estaduais 
8.2.3) Municipais 
8.3) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS 
8.3.1) Juros 
8.3.2) Aluguéis 
8.3.3) Outras 
8.4) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS 
8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio 
8.4.2) Dividendos 
8.4.3) Lucros Retidos / Prejuízos do Exercício 
8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos 
(só para consolidação) 
(*) o total do item 8 deve ser igual ao item 7 
 
 
As instruções para elaboração de acordo com o Pronunciamento Técnico 
CPC 09 e FIPECAFI (2010, p. 584 - 586) 
 
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1 – RECEITAS – Somatório dos itens [1.1] a [1.4] 
 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos 
incidentes sobre essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou 
seja, corresponde ao ingresso bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na 
demonstração do resultado tais tributos estejam fora do cômputo dessas 
receitas. 
1.2) Outras receitas – inclui valores oriundos, principalmente, de baixas de 
alienação de ativos não circulantes, tais como: ganhos ou perdas na baixa de 
investimentos etc. Da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos 
incidentes sobre essas receitas. 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios – inclui valores relativos à 
construção de ativos para uso próprio, tais como: materiais, mão de obra, 
aluguéis, serviços terceirizados etc. 
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Constituição/Reversão - inclui 
os valores relativos à constituição e reversão dessa provisão. 
 
 
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS – Somatório dos itens [2.1] a [2.4] 
 
2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos – Devem ser 
considerados todos os insumos adquiridos de terceiros, tais como: matéria-
prima, mercadorias, serviços, material de embalagem e outros, tratados como 
custo dos produtos vendidos. Mas, diferentemente da DRE, devem ser 
considerados os tributos incluídos no momento da compra, recuperáveis ou 
não. 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - Inclui valores relativos à 
utilização de materiais diversos, utilidades e serviços adquiridos de terceiros. 
Esses itens, geralmente, são considerados como despesas na DRE. Assim 
como no item 2.1 devem ser considerados os impostos incidentes na compra 
recuperáveis ou não. 
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos – inclui valores reconhecidos no 
resultado do exercício, tanto da constituição quanto da reversão de perdas 
estimadas na desvalorização e redução ao valor recuperável de ativos, 
conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável 
de Ativos. 
2.4) Outras (especificar) – quaisquer outros valores que se encaixem no conceito 
de insumos adquiridos de terceiros e que não se encaixem em nenhum dos 
três itens anteriores. 
 
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO – Diferença entre os itens [1] e [2] 
 
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO – inclui as despesas e custos 
com depreciação, amortização e exaustão contabilizadas no período. 
 
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE – Diferença 
entre os itens [3] e [4] 
 
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANFERÊNCIA – Somatório dos itens 
[6.1] a [6.3] e corresponde a riqueza gerada por outras empresas, porém recebida em 
transferência. 
 
6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial – inclui o resultado da equivalência 
patrimonial, seja positiva ou negativa, e os dividendos recebidos relativos a 
investimentos avaliados pelo método de custo. 
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6.2) Receitas Financeiras - Inclui todas as receitas financeiras independente de sua 
origem, inclusive as variações cambiais ativas, desde que consideradas no 
resultado do exercício. 
6.3) Outras (especificar) - quaisquer outros valores que se encaixem no conceito de 
valor adicionado recebido em transferência e que não se encaixem em nenhum 
dos dois itens anteriores. 
 
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR – Somatório dos itens [5] a [6] e 
corresponde a riqueza gerada pela empresa por outras empresas e recebida em 
transferência. 
 
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO – Somatório dos itens [8.1] a [8.4] e o 
total do item [8] deve ser igual ao do item [9] 
 
8.1) Pessoal – corresponde à parcela da riqueza distribuída ao corpo funcional da 
empresa, o que na DRE pode estar apropriado ao custo do produto vendido ou 
como despesas do exercício. A distribuição da riqueza obtida deve ser 
evidenciada da seguinte forma: 
8.1.1) Remuneração Direta - Salário, 13º, Férias, Horas-Extras, Participação 
dos Empregados nos Lucros etc. Neste item não devem ser inclusos os 
encargos com INSS. 
8.1.2) Benefícios – Assistência Médica, Alimentação, Transporte, Plano de 
Aposentadoria etc. 
8.1.3) FGTS – Representado pelos valores depositados em conta vinculada 
dos empregados 
 
8.2) Impostos, taxas e contribuições - Inclui o Imposto de Renda, Contribuição 
Social Sobre o Lucro, contribuições ao INSS que sejam ônus do empregador e 
quaisquer outros impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita. Para 
os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, devem ser 
considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos, representado pela 
diferença entre os impostos incidentes sobre as receitas e os impostos 
considerados juntamente com os insumos adquiridos de terceiros no item 2. A 
apresentação dos impostos taxas e contribuições devem ser segregadas da 
seguinte forma: 
8.2.1) Federais – IRPJ, CSSL, IPI, CIDE, PIS, COFINS e contribuição sindical 
patronal. 
8.2.2) Estaduais – ICMS e IPVA. 
8.2.3) Municipais – ISS e IPTU 
 
8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros – corresponde aos valores pagos ou 
creditados aos financiadores externos do capital e devem ser apresentados da 
seguinte forma: 
8.3.1) Juros – Inclui as despesas financeiras, inclusive as variações cambiais 
passivas, relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto a 
instituições financeiras, empresas do grupo ou outras fontes de obtenção de 
recursos. 
8.3.2) Aluguéis – valores pagos a título de aluguéis, inclusive as despesas com 
arrendamento operacional, pagos ou creditados a terceiros. 
8.3.3) Outras – inclui outras remunerações que configurem transferência de 
riqueza a terceiros, tais como royalties, franquias, direitos autorais etc. 
 
8.4) Remuneração de Capital Próprio – corresponde à remuneração atribuída aos 
acionistas e sócios e deve ser evidenciada da seguinte forma: 
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8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio – Inclui os valores pagos ou creditados aos 
sócios a título de juros sobre o capital próprio por conta do resultado do 
exercício, exceto juros sobre o capital próprio contabilizados como reservas 
que devem ser considerados como “lucros retidos”. 
8.4.2) Dividendos – inclui valores distribuídos, pagos ou creditados, aos 
acionistas e sócios com base no resultado do exercício. 
8.4.3) Lucros retidos e prejuízos do exercício – inclui a parcela do lucro do 
exercício destinada às reservas, bem como os juros sobre capital próprio 
contabilizados como reservas. Havendo prejuízo, deve ser incluído com sinal 
negativo. 
8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos – este item é 
exclusivo da DRE consolidada e evidencia a parcela da riqueza obtida 
destinada aos sócios não controladores. 
 
 
1.4. ANÁLISE DA DVA 
Para FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) a análise da DVA é útil para entender 
a relação da empresa com a sociedade por meio da sua participação na formação da 
riqueza e no modo como a distribui aos diversos agentes participantes da sua geração 
e, para esses autores, essa análise não difere das demonstrações contábeis, sendo 
que a análise isolada pode ser feita verticalmente (análise de cada item em relação ao 
total) e horizontalmente (evolução de cada item ao longo do tempo). Esses 
indicadores, também podem ser utilizados para comparação com empresas do mesmo 
ramo de atividade ou região. 
Podem ser utilizados também outros indicadores que auxiliam na análise 
dessa demonstração, conforme apontam FIPECAFI (2010, p. 590), a seguir: 
 
I) Indicadores de geração de riqueza – fornecem informações sobre acapacidade da empresa em gerar riqueza,tais como: 
a) Quociente entre valor adicionado e ativo total; 
b) Quociente entre o valor adicionado e o número de empregados; 
c) Quociente entre o valor adicionado e o patrimônio líquido. 
 
II) Indicadores de distribuição de riqueza – demonstram como e a quem a 
empresa destina a riqueza gerada, tais como: 
 
a) Quociente entre gastos com pessoal e valor adicionado; 
b) Quociente entre gastos com impostos e valor adicionado; 
c) Quociente entre gastos com remuneração de capital de terceiros e 
valor adicionado; 
d) Quociente entre dividendos e valor adicionado; 
e) Quociente entre lucros retidos e valor adicionado. 
 
Considerações importantes são feitas por FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) 
acerca da Demonstração do Valor Adicionado: 
 
Embora as informações utilizadas na DVA sejam, normalmente, 
extraídas da DRE, não apresentam objetivos semelhantes, mas 
complementares. A DRE tem por prioridade enfatizar o lucro líquido, 
última linha da referida demonstração. Por sua vez, a DVA tem por 
objetivo demonstrar a riqueza gerada pela empresa e sai distribuição 
entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, 
assim o lucro líquido corresponde à parcela do valor da riqueza criada 
e destinada aos detentores do capital e/ou retida na empresa. Quanto 
às demais parcelas do valor adicionado, destinadas a empregados, 
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governo e financiamentos externos, na DRE, aparecem normalmente 
como despesas. 
 
De modo simplificado, pode-se dizer que a DRE utiliza o critério da 
natureza e a DVA o critério do benefício. Por exemplo, na DRE, os 
salários de funcionários envolvidos no processo produtivo são 
considerados como custos e os salários da administração como 
despesas. Já a DVA independentemente da natureza, custo ou 
despesa, salários correspondem ao valor adicionado destinado aos 
empregados, ou seja, é utilizado o critério de benefício e renda. 
 
 
EXEMPLO 1 (FIPECAFI, 2010, adaptado): Estruture a Demonstração do Valor 
Adicionado – DVA a partir dos dados fornecidos a seguir. Depois faça a análise desta 
demonstração. 
 
1. Balanço Patrimonial 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 20X0 20X1 20X0 20X1 
ATIVO 192.200 217.988 PASSIVO 192.200 217.988 
Ativo Circulante 67.200 103.188 Passivo Circulante 100.200 91.938 
Caixa 3.000 8.658 ICMS a pagar 12.800 25.020 
Clientes 15.000 53.750 IPI a pagar 14.000 16.168 
(-) PCLD --- (3.500) IR / CS a pagar 16.400 20.750 
Estoques 49.200 44.280 Dividendos a Pagar 15.000 30.000 
 Empréstimos 42.000 --- 
Ativo não Circulante 125.000 114.800 Patrimônio Líquido 92.000 126.050 
Investimentos (MEP) 35.000 36.800 Capital 80.000 80.000 
Máquinas e Equipto 120.000 120.000 Reserva de Lucros 12.000 46.050 
(-) Deprec. Acumulada (30.000) (42.000) 
 
2. Demonstração de Resultado do Exercício 
 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM X1 
Faturamento Bruto 291.500 
(-) IPI Faturado (26.500) 
Receita Bruta de Vendas 265.000 
(-) ICMS Faturado (47.700) 
Vendas Líquidas 217.300 
(-) CPV (103.320) 
Lucro Bruto 113.980 
Despesas com Pessoal (12.200) 
Despesa com PCLD (3.500) 
Despesa com Depreciação (12.000) 
Despesas com Utilidade de Serviços (280) 
Despesas de Aluguel (2.000) 
Receita Financeira 500 
Despesa Financeira (1.500) 
Resultado na Equivalência Patrimonial 1.800 
LAIR 84.800 
IR / CS (20.750) 
Lucro / Prejuízo 64.050 
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3. Operações realizadas durante o período 
 
a) Compras à vista de mercadorias no valor de R$ 120.000, sendo ICMS de 18% (R$ 
21.600) e IPI de 10% (R$ 12.000), ou seja, compras líquidas de R$ 98.400; por 
simplificação, não vamos considerar do PIS e da COFINS, que, se recuperáveis, têm o 
mesmo tratamento do ICMS e do IPI; 
b) Venda de 70% das mercadorias disponíveis pelo valor de R$ 265.000, mais IPI de 
10% (R$ 26.500), com incidência de ICMS de 18% (R$ 47.700), ou seja, vendas 
líquidas de R$ 217.300; 
c) Pagamento à vista de salários no valor de R$ 12.200, sendo R$ 1.982 referente às 
contribuições devidas ao INSS e R$ 10.218 são salários 13º e férias. 
d) Despesas com utilidades e serviços correspondem ao consumo de energia elétrica 
no valor de R$ 280, isento de tributos; 
e) Distribuição de dividendos de R$ 30.000. 
 
 
EXERCÍCIO 1: Analise as informações a seguir, elabore a Demonstração do Valor 
Adicionado – DVA e responda as QUESTÕES de 01 a 06: 
 
1) Balanço Patrimonial 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 20X0 20X1 20X0 20X1 
ATIVO 384.400 435.976 PASSIVO 384.400 435.976 
Ativo Circulante 134.400 279.976 Passivo Circulante 200.400 183.876 
Caixa 6.000 17.316 ICMS a pagar 25.600 50.040 
Clientes 30.000 181.100 IPI a pagar 28.000 32.336 
(-) PCLD --- -7.000 IR / CS a pagar 32.800 41.500 
Estoques 98.400 88.560 Dividendos a Pagar 30.000 60.000 
 Empéstimos 84.000 --- 
Ativo não Circulante 250.000 156.000 Patrimônio Líquido 184.000 252.100 
Investimentos (MEP) 70.000 73.000 Capital 160.000 160.000 
Máquinas E Equipto 240.000 167.000 Reserva de Lucros 24.000 92.100 
(-) Deprec. Acumulada -60.000 -84.000 
 
2) Demonstração de Resultado do Exercício 
 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 
Faturamento Bruto 583.000 
(-) IPI Faturado -53.000 
Receita Bruta de Vendas 530.000 
(-) ICMS Faturado -95.400 
Vendas Líquidas 434.600 
(-) CPV -206.640 
Lucro Bruto 227.960 
Despesas com Pessoal -24.400 
Despesa com PCLD -7.000 
Despesa com Depreciação -24.000 
Despesas com Utilidade de Serviços -560 
Despesas de Aluguel -4.000 
Receita Financeira 1.000 
Despesa Financeira -3.000 
Resultado na Equivalência Patrimonial 3.600 
LAIR 169.600 
IR / CS -41.500 
Lucro / Prejuízo 128.100 
 
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3) Operações realizadas durante o período: 
 
a) Compras à vista de mercadorias no valor de R$ 240.000, sendo ICMS de 18% (R$ 
43.200) e IPI de 10% (R$ 24.000), ou seja, compras líquidas de R$ 196.800; por 
simplificação, não vamos considerar do PIS e da COFINS, que, se recuperáveis, têm o 
mesmo tratamento do ICMS e do IPI; 
b) Venda de 70% das mercadorias disponíveis pelo valor de R$ 530.000, mais IPI de 
10% (R$ 53.000), com incidência de ICMS de 18% (R$ 95.400), ou seja, vendas 
líquidas de R$ 434.600; 
c) Pagamento à vista de salários no valor de R$ 24.400, sendo R$ 3.964 referente às 
contribuições devidas ao INSS e R$ 20.436 são salários 13º e férias. 
d) Despesas com utilidades e serviços correspondem ao consumo de energia elétrica 
no valor de R$ 560; 
e) Distribuição de dividendos de R$ 60.000; 
f) Durante o exercício de X1 a empresa manteve, em média, 680 empregados em sua 
folha de pagamento. 
 
 
01) A partir das informações dadas é possível afirmar que o valor da Receita, dos 
Insumos Adquiridos de Terceiros e do Valor Adicionado Bruto, constantes na 
Demonstração do Valor Adicionado, referente ao exercício social de 20X1 são 
respectivamente: 
 
a) R$ 583.000; R$ 277.200; R$ 305.800; 
b) R$ 583.000; R$ 277.760; R$ 305.240; 
c) R$ 576.000; R$ 277.760; R$ 298.240; 
d) R$ 576.000; R$ 277.200; R$ 298.800. 
 
 
02) A partir das informações dadas é possível afirmar que o valor do Valor 
Adicionado Bruto, Valor Adicionado Líquido e Valor Adicionado Total a 
Distribuir, constantes na Demonstração do Valor Adicionado, referente ao exercício 
social de 20X1 são respectivamente: 
 
a) R$ 305.800; R$ 281.800; R$ 286.400; 
b) R$ 298.240; R$ 274.240; R$ 278.840; 
c) R$ 298.800; R$ 274.800; R$ 279.400; 
d) R$ 305.240; R$ 281.240; R$ 285.840. 
 
 
03) A partir das informações dadas é possível afirmar que da riqueza total distribuída, 
foram destinados para empregados, governofederal e estadual, respectivamente: 
 
a) R$ 20.436; R$ 73.264; R$ 50.040; 
b) R$ 24.400; R$ 94.500; R$ 95.400; 
c) R$ 20.436; R$ 98.467; R$ 95.400; 
d) R$ 24.400; R$ 53.000; R$ 95.400. 
 
 
04) A partir das informações dadas é possível afirmar que da riqueza total distribuída, 
foram destinados à remuneração de capital de terceiros, à remuneração do capital 
próprio e à retenção de lucros, respectivamente: 
 
a) R$ 7.000; R$ 68.100; R$ 128.100; 
b) R$ 3.000; R$ 60.000; R$ 68.100; 
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c) R$ 3.000; R$ 128.100; R$ 68.100; 
d) R$ 7.000; R$ 128.100; R$ 68.100. 
 
 
05) Os indicadores de geração de riqueza de uma entidade fornecem informações 
sobre a capacidade da empresa em gerar riquezas, a partir dessa definição e das 
demais informações dadas, julgue as alternativas a seguir e escolha a opção correta: 
 
I – A capacidade de geração de riqueza em relação ao ativo total aplicado 
na entidade foi de 54,72% no exercício social de 20X1, ou seja, cada real 
(R$ 1,00) aplicado, são gerados R$ 0,54 de riqueza para ser distribuída; 
 
II – No exercício social de 20X1 cada empregado da empresa contribui 
com, aproximadamente, R$ 410 (milhares de reais), para a geração da 
riqueza da entidade; 
 
III – O índice de geração de riqueza em relação ao Patrimônio Líquido no 
exercício de 20X1 foi de 1,10, ou seja, para cada real (R$ 1,00) de 
recursos próprios são gerados R$ 1,10 de riqueza para os acionistas ou 
ser retido na própria entidade; 
 
a) Todas as alternativas estão corretas; 
b) Existe apenas uma alternativa correta; 
c) As alternativas I e III são corretas; 
d) As alternativas II e III são corretas. 
 
 
06) Os indicadores de distribuição de riqueza de uma entidade demonstram como e a 
quem a empresa destina a riqueza gerada, a partir dessa definição e das demais 
informações dadas, julgue as alternativas a seguir e escolha a opção correta: 
 
I – No exercício social de 20X1, para cada real (R$ 1,00) da riqueza 
gerada foram destinadas aos empregados em torno de R$ 0,70; 
 
II – Foi destinada ao governo, aproximadamente, 44% de toda a riqueza 
gerada pela entidade no exercício social de 20X1; 
 
III – Foram distribuídos aos acionistas em torno de R$ 0,24, para cada real 
(R$ 1,00) de riqueza gerada durante o exercício social de 20X1; 
 
a) Todas as alternativas estão incorretas; 
b) Existe apenas uma alternativa incorreta; 
c) As alternativas I e III são incorretas; 
d) A alternativa II é incorreta. 
 
 
EXERCÍCIO 03 (EXAME DE SUFICIÊNCIA CFC/2011): Uma sociedade empresária 
adquiriu mercadorias para revenda por R$ 5.000, neste valor incluído ICMS de R$ 
1.000. No mesmo período, revendeu toda a mercadoria adquirida por R$ 9.000, neste 
valor incluído ICMS de R$ 1.800. A sociedade empresária registrou, no período, 
despesas com representação comercial no montante de R$ 1.200 e depreciação de 
veículos de R$ 200. 
 
Na Demonstração do Valor Adicionado – DVA, elaborada a partir dos dados 
fornecidos, o valor adicionado a distribuir é igual a: 
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a) R$ 1.800 
b) R$ 2.600 
c) R$ 3.200 
d) R$ 4.000 
 
 
 
 
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2. A CONTABILIDADE NO CENÁRIO ATUAL – INTERNACIONAL E NACIONAL 
 
ANO CENÁRIO INTERNACIONAL CENÁRIO NACIONAL 
1973 
 • Criação do IASC 
(Função: Emissão de normas 
denominadas IAS), por 
organismos de contabilidade da 
Alemanha, Austrália, Canadá, 
EUA, França, Irlanda, Japão, 
México, Holanda e Reino Unido. 
 
1976 
 • Promulgação da Lei 
6.404/76 (Lei das Sociedades por 
ações) alinhando definitivamente 
os padrões de contabilidade no 
Brasil aos padrões norte-
americanos. 
1997 
 • Criação do SIC (Função: 
Interpretar as normas IAS) 
 
2000 
 • Envio do Projeto de Lei 
3741/00 ao Congresso Nacional 
como proposta de alteração da 
Lei 6.404/76, com a finalidade de 
modernizá-la e torná-la 
responsiva às necessidades 
locais e globais da informação 
eliminando barreiras regulatórias 
existentes e aproximar as 
práticas contábeis no Brasil as 
internacionais - IFRS 
2001 
 • Criação do IASB 
(Substituiu o antigo IASC e sua 
função, também, é a emissão de 
normas, agora denominadas 
IFRS, que substituíram as IAS); 
• Decisão da Comunidade 
Européia de adotar normas 
internacionais de contabilidade 
 
2002 
 • Criação do IFRIC 
(Substituiu o SIC e sua função é 
interpretar as IAS/IFRS) 
 
2005 
 • Adoção obrigatória dos 
IFRS pelas empresas 
européias. 
 • Criação do CPC (Função: 
Emitir normas contábeis no Brasil 
observando os padrões 
internacionais de contabilidade; 
Composição: CFC, 
BM&FBOVESPA, ABRASCA, 
IBRACON, APIMEC, FIPECAFI; 
Convidados: CVM, BACEN, 
SUSEP 
2007 
 • Aprovação do Projeto de 
Lei 3741/00, convertido na Lei 
11.638/07 
2008 
 • No final desse ano o CPC 
começa os trabalhos de emissão 
dos Pronunciamentos Contábeis. 
2009 
 • Continuidade dos 
trabalhos de emissão dos 
pronunciamentos; 
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• Aprovação da Lei 
11.941/09 que altera novamente 
a Lei 6.404/76 tornando-a ainda 
mais alinhada aos padrões 
internacionais de contabilidade. 
2010 
 • Continuidade e finalização 
dos trabalhos de emissão dos 
pronunciamentos; 
 
 
LEGENDAS 
IASC Internacional Accounting Standards Committee 
IAS Internacional Accounting Standards 
SIC Standing Interpretacions Committee 
IASB Internacional Accounting Standards Board 
IFRS Internacional Financial Reporting Standars 
IFRIC Internacional Financial Reporting Interpretacions Committee 
 
CPC Comitê dos pronunciamentos Contábeis 
CFC Conselho Federal de Contabilidade 
IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil 
FIPECAFI Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras 
ABRASCA Associação Brasileira de Companhias Abertas 
BM&FBOVESPA Bolsa de Valores e Mercados Futuros 
APIMEC Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de 
Capitais 
CVM Comissão de Valores Mobiliários 
BACEN Banco Central 
SUSEP Superintendência de Seguros Privados 
 
 
2.1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES 
 
 
• IASB – Fundação independente sem fins lucrativos com recursos próprios 
procedentes das contribuições de vários organismos internacionais, assim, 
como das principais empresas de auditoria. 
 
• IFRS (IAS) – Normas Internacionais de Contabilidade que são 
pronunciamentos contábeis publicados pelo IASB, os quais se baseiam em 
princípios e não em regras específicas 
 
 
2.2. BENEFÍCIOS DA CONVERGÊNCIA 
 
 
Rapidamente a comunidade internacional vem reconhecendo os 
benefícios em adotar um conjunto de normas contábeis preparado 
sob a coordenação do IASB e oficialmente aceito pela contabilidade 
européia. O IASB tem o compromisso de desenvolver, no interesse 
público, um conjunto único de normas globais de alta qualidade, que 
exige informações transparentes e comparativas nas demonstrações 
financeiras de uso comum. Hoje, mais de 100 países já adotam o 
IFRS como padrão contábil e, mais recentemente, países como 
Austrália, Canadá, China, Hong Kong, Noruega, Suécia, Brasil e 
Colômbia aumentaram essa lista. (Ernest & Young e FIPECAFI, 
2010) 
 
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De acordo com Relatório de Análise Econômica e Financeira - Bradesco (2008) os 
benefícios da convergência são: 
 
• Fornecer informações contábeisde alta qualidade, compreensíveis, 
transparentes e comparáveis, independente do país de origem; 
• Fortalecer a credibilidade da informação tanto pelos investidores 
internos quanto pelos externos; 
• Participar dos mercados de capitais globalizados; 
• Facilitar o acompanhamento e a comparação da situação econômico-
financeira e do desempenho das instituições; 
• Otimizar a alocação de capitais e contribuir para a redução dos custos 
de captação; 
• Eliminar a necessidade de elaboração, por parte das instituições com 
atuação internacional, de múltiplos conjuntos de demonstrações 
financeiras, contribuindo para a redução de custos operacionais; 
• Reduzir o custo regulatório; 
• Centralizar a emissão de normas de contabilidade. 
 
 
2.3. DIFICULDADES ENCONTRADAS NO BRASIL 
 
 
Desde logo, identificamos uma barreira conceitual fundamental no 
entendimento, aceitação e aplicação prática das IFRS no Brasil: o 
sistema contábil brasileiro, que sempre sofreu forte influência do 
ambiente fiscal, é fortemente baseado em regras definidas, ao passo 
que as IFRS têm sido tradicionalmente baseadas em princípios, bem 
menos detalhados, com grande ênfase na substância econômica das 
operações e no exercício de julgamento. Os profissionais brasileiros 
terão, como primeira tarefa, que entender a estruturação do IFRS e 
como ela afeta a interpretação e aplicação de cada norma específica. 
(Ernest & Young e FIPECAFI, 2010) 
 
 
Mas naquilo que depender das alterações sofridas pela Lei das 
Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) não faltarão instrumentos para a ruptura das 
divergências impostas pela legislação fiscal e, também, incentivo para o estudo das 
normas internacionais conforme artigos transcritos a seguir: 
 
Art. 177 § 2o A companhia observará exclusivamente em livros ou 
registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração 
mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições 
da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que 
constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a 
utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem 
registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras 
demonstrações financeiras. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 
2009) 
(...) 
Art. 177 § 5o As normas expedidas pela Comissão de Valores 
Mobiliários a que se refere o § 3o deste artigo deverão ser elaboradas 
em consonância com os padrões internacionais de contabilidade 
adotados nos principais mercados de valores mobiliários. (Incluído 
pela Lei nº 11.638,de 2007) 
 
 
 
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2.4. COMPARATIVO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS PARA A 
LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA, FISCAL E NORMAS INTERNACIONAIS 
 
NORMAS NACIONAIS NORMAS 
INTERNACIONAIS FINS SOCIETÁRIOS FINS TRIBUTÁRIOS 
LEI 6.404/76 – LEI DAS 
S/AS 
LEI 10.406/02 - NCC 
DECRETO 3.000/99 - 
RIR 
CPC 26 (IAS 1) 
Sociedades 
Anônimas e 
Empresas de Grande 
Porte 
Sociedade por 
Quotas de 
Responsabilidade 
Limitada e demais 
sociedades 
empresárias*. 
Todas as Empresas 
com Regime de 
Apuração do 
Resultado pelo Lucro 
Real 
Aplicável a todas as 
sociedades 
Companhias Abertas e 
Fechadas 
 
• Balanço Patrimonial 
(BP) 
• Balanço Patrimonial 
(BP) 
• Balanço Patrimonial 
(BP) 
• Balanço Patrimonial 
(BP) 
• Demonstração de 
Resultado do Exercício 
(DRE) 
• Balanço do 
Resultado Econômico 
ou Demonstração da 
Conta de Lucros e 
Perdas 
• Demonstração de 
Resultado do Exercício 
(DRE) 
• Demonstração de 
Resultado do Exercício 
(DRE) 
• Demonstração dos 
Lucros ou Prejuízos 
Acumulados (DLPA) ou 
Demonstração das 
Mutações do 
Patrimônio Líquido 
(DMPL) 
 • Demonstração dos 
Lucros ou Prejuízos 
Acumulados (DLPA) 
• Demonstração das 
Mutações do 
Patrimônio Líquido 
(DMPL) 
• Demonstração dos 
Fluxos de Caixa 
(DFC)** 
 • Demonstração dos 
Fluxos de Caixa (DFC) 
• Notas explicativas • Notas explicativas 
Somente Companhias 
Abertas 
 
• Demonstração do 
valor Adicionado (DVA) 
 • Demonstração do 
Resultado Abrangente 
(DRA) 
 
 * Sociedade em Nome Coletivo; Sociedade em Comandita Simples; Sociedade em Conta de 
Participação. 
** As companhias fechadas com Patrimônio Líquido, na data do Balanço, inferior a dois milhões, não 
são obrigadas a elaborar e publicar a DFC (Art. 176 § 6º da Lei 6.404/76). 
 
De acordo com Silva (2010, p.39) “alguns segmentos econômicos possuem 
regulamentação contábil complementar, derivada das especificidades de seu negócio, 
entre os quais destacamos as instituições financeiras, seguradoras e concessionárias 
de serviços públicos”. 
 
 
 
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3. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 26: APRESENTAÇÃO DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - RESUMO 
 
O Pronunciamento Técnico CPC 26 estabelece os requisitos gerais para a 
apresentação de demonstrações contábeis, diretrizes gerais para sua estrutura e 
requisitos mínimos para seu conteúdo. 
Definir as demonstrações contábeis e sua finalidade são os objetivos 
principais deste pronunciamento, bem como traçar as bases para sua apresentação e 
garantir que sejam elaboradas de acordo com critérios que assegurem a 
comparabilidade tanto das demonstrações contábeis de anos anteriores da própria 
entidade, quanto com as de outras entidades. 
Assim, o Pronunciamento Técnico - CPC 26 e a Estrutura Conceitual 
constituem o que há de mais importante no processo de normatização das 
demonstrações contábeis, pois padronizam seu conteúdo, o que, quando, como e 
quanto reconhecer todos os seus componentes. 
 
 
3.1. INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR CONTIDAS NAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS 
(a) Ativos; 
(b) Passivos; 
(c) Patrimônio Líquido; 
(d) Receitas e Despesas, incluindo Ganhos e Perdas; 
(e) Alterações no Capital próprio mediante integralizações dos proprietários 
e distribuições a eles; 
(f) Fluxos de Caixa 
 
 
3.2. CONJUNTO COMPLETO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
(a) Balanço Patrimonial; 
(b) Demonstração do Resultado do Exercício; 
(c) Demonstração do Resultado Abrangente; 
(d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido; 
(e) Demonstração dos Fluxos de Caixa; 
(f) Notas Explicativas. 
 
 
3.3. REQUISITOS A SEREM OBSERVADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS: 
• Apresentação apropriada e conformidade com as práticas brasileiras: 
As entidades que elaborarem suas Demonstrações Contábeis em 
conformidade com os Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do 
CPC deverão explicitar sem reservas essa conformidade nas notas 
explicativas. Mas caso a entidade não cumpra todos os requisitos 
aplicáveis constantes nesses documentos não deverá explicitar a 
conformidade com esses padrões. 
 
• Continuidade: As Demonstrações Contábeis devem ser elaboradas 
pressupondo a continuidade, mediante avaliação da capacidade da 
entidade continuar operando no futuro previsível, em caso da existência da 
intenção de encerrar seus negócios ou previsão realista de descontinuação 
das atividades, esta possibilidade deverá ser, devida e claramente, 
evidenciada em notas explicativas. A análise da entidade sobre a 
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continuidade da empresa levará em conta o futuro previsível que 
compreende o período mínimo de doze mesas a partir da data do balanço. 
 
• Regime de Competência: Todas as Demonstrações Contábeis devem 
ser elaboradas considerando o Regime de Competência, exceto a 
Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
 
• Materialidade e Agregação: O agrupamento de valores deve levar em 
consideração a natureza, função e materialidade dos itens representados, 
sendo os itens distintos devem serapresentados separadamente, exceto 
se forem imateriais. 
 
• Compensação de Valores: Não é permitida a compensação de valores 
de ativos, passivos, receitas e despesas, exceto quando exigido ou 
permitido por Pronunciamento, Interpretação ou Orientação. Algumas 
exceções: Provisão para Perdas com Estoques, PECLD; Ganhos e Perdas 
na alienação de Ativos não Circulantes. 
 
• Frequência de apresentação das demonstrações: O conjunto completo 
das Demonstrações Contábeis deve ser apresentado pelo menos 
anualmente. 
 
• Informação Comparativa: A divulgação das Demonstrações Contábeis 
deve observar referência ao período anterior para todos os valores 
apresentados nas demonstrações do período corrente. 
 
• Consistência de Apresentação: A apresentação e a classificação de 
itens de itens nas Demonstrações Contábeis devem ser mantidas de um 
período para outro, salvo se houver mudança significativa na natureza das 
operações da entidade ou se for demonstrado que outra forma de 
classificação seja mais apropriada, ou ainda, se outro Pronunciamento, 
Interpretação ou Orientação requerer alteração na apresentação. 
 
 
3.4. IDENTIFICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
As Demonstrações Contábeis devem ser claramente identificadas e 
distinguidas umas das outras, bem como das demais informações constantes no 
documento publicado. Os itens a seguir representam os requisitos de identificação 
mínima que devem estar contidos nas Demonstrações Contábeis: 
 
(a) Nome da identidade; 
(b) Identificação se as demonstrações são individuais ou consolidadas; 
(c) Data-Base e período abrangido; 
(d) Moeda de apresentação; 
(e) Nível de arredondamento dos valores demonstrados; 
(f) Título da demonstração; identificação de subtítulos (grupos ou 
subgrupos) ou colunas. 
 
 
3.5. BALANÇO PATRIMONIAL - BP 
De acordo com o Pronunciamento Técnico Contábil – CPC 26 o Balanço 
Patrimonial deve apresentar, respeitada a legislação, no mínimo, as seguintes contas: 
 
(a) Caixa e equivalentes de caixa; 
(b) Clientes e outros recebíveis; 
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(c) Estoques; 
(d) Ativos financeiros (exceto os mencionados nas alíneas “a”, “b” e “g”); 
(e) Total dos ativos classificados como disponíveis para venda 
(Instrumentos Financeiros, conforme CPC 38; e ativo não circulante 
mantido para venda e operação descontinuada, conforme CPC 31); 
(f) Ativos biológicos; 
(g) Investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial; 
(h) Propriedades para investimento; 
(i) Imobilizado; 
(j) Intangível; 
(k) Contas a pagar comerciais e outras; 
(l) Provisões; 
(m) Obrigações financeiras (exceto as referidas nas alíneas “k” e “l”); 
(n) Obrigações e ativos relativos à tributação corrente; 
(o) Impostos diferidos ativos e passivos; 
(p) Obrigações associadas à ativos disposição para venda; 
(q) Participação de não controladores apresentada de forma destacada 
dentro do patrimônio líquido; 
(r) Capital integralizado e reservas e outras contas atribuíveis aos 
proprietários da entidade. 
 
O Pronunciamento Técnico CPC 26 não trata da ordem que as contas 
devem ser dispostas no balanço, mas determina a ordem legalmente instituída no 
Brasil deverá ser observada. 
Embora este pronunciamento não trate diretamente da ordem de 
disposição, ele comenta sobre duas possíveis maneiras de apresentação das contas 
no Balanço Patrimonial: 
 
(a) Divisão de grupos “circulantes” e “não circulantes”, tanto passivos 
quanto ativos; 
(b) Ordem de liquidez. 
 
A informação baseada na divisão de grupos “circulantes” e “não 
circulantes”, de acordo com este pronunciamento, é útil para entidades que operem 
dentro de um ciclo operacional claramente identificável, pois distingue os ativos 
líquidos que estejam continuamente em circulação daqueles que são utilizados nas 
operações de longo prazo. 
Já para as entidades que não possuem um ciclo operacional claramente 
determinado, como é o caso das instituições financeiras, a apresentação de ativos e 
passivos pro ordem crescente ou decrescente de liquidez proporciona informação 
mais confiável e relevante. 
Porém o Pronunciamento Técnico CPC 26 diz que qualquer que seja o 
método de apresentação adotado, a entidade deve evidenciar o montante esperado a 
ser recuperado ou liquidado em até doze meses ou mais de doze meses para cada 
item de ativo e passivo. 
 
 
3.6. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE 
De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 26 a Demonstração de 
Resultado do Exercício deve conter no mínimo as seguintes rubricas: 
 
(a) Receitas; 
(b) Custos dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos; 
(c) Lucro bruto; 
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(d) Despesas com vendas, gerais, administrativas, e outras receitas e 
despesas operacionais; 
(e) Parcela de resultados de empresas investidas reconhecidas por meio 
do método de equivalência patrimonial (MEP); 
(f) Resultado antes das receitas e despesas financeiras; 
(g) Receitas e despesas financeiras; 
(h) Resultado antes dos tributos sobre o lucro; 
(i) Despesas com tributos sobre o lucro; 
(j) Resultado líquido das operações continuadas; 
(k) Valor líquido dos seguintes itens (resultado das operações 
descontinuadas): 
 
• Resultado líquido após tributos das operações descontinuadas; 
• Resultado após os tributos decorrentes da mensuração do valor 
justo menos despesas de venda ou na baixa dos ativos ou do 
grupo de ativos à disposição para venda que constituem a 
unidade operacional descontinuada. 
 
(l) Resultado líquido do período. 
 
Ainda sobre a estrutura e apresentação da Demonstração de Resultado do 
Exercício, o Pronunciamento Técnico CPC – 26 diz que esta Demonstração deve 
conter: 
 
(m) Resultados líquidos atribuíveis: 
• À participação de sócios não controladores; 
• Aos detentores do capital próprio da empresa controladora. 
 
A fim de facilitar a compreensão, análise de desempenho (freqüência, 
potencial de ganho ou perda e previsibilidade) as despesas devem ser 
subclassificadas, desde que obedecidas às disposições legais, em duas formas 
distintas: 
 
(a) Método da natureza da despesa; 
(b) Método da função da despesa; 
 
 
O primeiro método subclassifica a despesa por sua natureza e não pelas 
funções que exercem dentro da entidade, como demonstrado a segui: 
 
RECEITAS 
(+) OUTRAS RECEITAS 
(-) VARIAÇÕES DO ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS E EM ELABORAÇÃO 
(-) CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS E MATERIAIS 
(-) DESPESAS COM BENEFÍCIOS DE EMPREGADOS 
(-) DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES 
(-) OUTRAS DESPESAS 
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS 
 
O segundo método embora forneça informações mais úteis e relevantes 
aos usuários, as suas alocações por funções exigem decisões por vezes arbitrárias e 
envolvem considerável grau de julgamento, o que pode prejudicar a comparabilidade 
das demonstrações. 
O método de classificação por função da despesa é também chamado de 
método do “custo dos produtos e serviços vendidos” e as despesas são divididas de 
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acordo com a sua função como parte do custo dos produtos ou serviços vendidos ou, 
por exemplo, das despesas de distribuição ou das atividades administrativas, sendo 
que, no mínimo, a entidade divulga o custo dos produtos ou serviços vendidos 
separadamente das demais despesas. Veja o modelo proposto pelo Pronunciamento 
Técnico – CPC 26 a seguir: 
 
RECEITAS 
(-) CUSTO DOS PRODUTOS OU SERVIÇOS VENDIDOS 
(=) LUCRO BRUTO 
(+) OUTRAS RECEITAS 
(-) DESPESAS DE VENDAS 
(-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS 
(-) OUTRAS DESPESAS 
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS 
 
O Pronunciamento Técnico – CPC26 diz ainda que as entidades que 
classifiquem os gastos por função devem divulgar informação adicional sobre a 
natureza das despesas incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as 
despesas com benefícios a empregados. 
 
 
3.7. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE – DRA 
A Demonstração do Resultado Abrangente – DRA é o relatório que 
apresenta as receitas, despesas e outras mutações que afetam o patrimônio líquido, 
mas que não são reconhecidas (ou não foram reconhecidas ainda) na Demonstração 
do Resultado do Exercício. Estes itens são denominados pelo Pronunciamento 
Técnico – CPC 26 como “outros resultados abrangentes” e compreendem as 
seguintes transações: 
 
(a) Variações na reserva de reavaliação, quando permitida por lei; 
(b) Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício 
definido; 
(c) Ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis 
de operações no exterior; 
(d) Ajuste de avaliação patrimonial relativo a ganhos ou perdas na 
remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda; 
(e) Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos e 
perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa; 
 
O Pronunciamento Técnico – CPC 26 define o Resultado Abrangente 
como “a mutação que ocorre no patrimônio líquido durante um período que resulta de 
transações e outros eventos que não derivados de transações com os sócios na sua 
qualidade de proprietários”. Assim, ainda de acordo com este pronunciamento o 
resultado Abrangente “compreende os componentes da demonstração do resultado e 
da demonstração dos outros resultados abrangentes”. 
De acordo o Pronunciamento Técnico – CPC 26 a demonstração do 
Resultado Abrangente – DRA deve, no mínimo incluir, as seguintes rubricas: 
 
(a) Resultado líquido do período 
(b) Cada item dos resultados abrangentes classificados conforme sua 
natureza (exceto aqueles constantes no item c); 
(c) Parcela de outros resultados abrangentes da empresa investida 
reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; 
(d) Resultado abrangente do período. 
 
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Ainda sobre a estrutura e apresentação da Demonstração de Resultado 
abrangente, o Pronunciamento Técnico CPC – 26 diz que esta Demonstração deve 
conter: 
 
(e) Resultados abrangentes totais do período atribuíveis: 
• À participação de sócios não controladores; 
• Aos detentores do capital próprio da empresa controladora. 
 
O Pronunciamento Técnico – CPC 26 faculta duas formas de apresentação 
da Demonstração do Resultado Abrangente – DRA: 
 
(a) Apresentação em demonstrativo próprio, conforme estrutura sugerida 
acima; 
(b) Apresentação dentro da Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido - DMPL 
 
Embora faculte as duas formas de apresentação, o Pronunciamento 
Técnico – CPC 26 recomenda que a Demonstração do Resultado Abrangente seja 
apresentada no corpo da DMPL. 
É importante, ainda, ressaltar que o Resultado Abrangente Total é formado 
por três componentes: resultado líquido do período, os outros resultados abrangentes 
e o efeito de reclassificação dos outros resultados abrangentes para o resultado do 
período. 
 
 
3.8. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - DMPL; 
De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 26 os itens que devem 
estar contidos na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido são: 
 
(a) O resultado abrangente do período, apresentado separadamente o 
montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o 
montante correspondente à participação de não controladores; 
(b) Para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos das alterações 
nas políticas contábeis e as correções de erros; 
(c) Para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no 
início e no final do período demonstrando-se separadamente as 
mutações decorrentes: 
• Do resultado do exercício; 
• De cada um dos outros resultados abrangentes; 
• De transações com os proprietários realizadas na condição de 
proprietário, demonstrando separadamente suas integralizações 
e as distribuições realizadas, bem como modificações nas 
participações em controladas que não implicaram perda de 
controle. 
 
Segundo, ainda, o Pronunciamento Técnico – CPC 26 as mutações do 
patrimônio líquido são formadas por apenas dois conjuntos de valores: transações de 
capital com os sócios, na sua qualidade de proprietários e resultado abrangente total. 
 
 
3.9. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA – DFC 
Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, o Pronunciamento 
Técnico – CPC 26 não trata da sua forma de apresentação, uma vez que já é discutida 
no Pronunciamento Técnico – CPC 03 
 
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3.10. NOTAS EXPLICATIVAS 
As notas explicativas são informações complementares às demonstrações 
contábeis, representando parte integrante das mesmas. Podem estar expressas tanto 
na forma descritiva como na forma de quadros analíticos, ou mesmo englobar outras 
demonstrações que forem necessárias ao melhor e mais completo esclarecimento dos 
resultados e da situação financeira da empresa. As notas explicativas podem ser 
usadas para descrever práticas contábeis utilizadas pela companhia, para explicações 
adicionais sobre determinadas contas ou operações específicas e ainda para 
composição de detalhes de certas contas. 
 
 
 
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4. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO 02: EFEITOS DAS MUDANÇAS NAS TAXAS DE 
CÂMBIO E CONVERSÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – RESUMO 
 
 
O Pronunciamento Técnico - CPC 02 aborda os aspectos e efeitos das 
variações cambiais e nas Demonstrações Contábeis quando é necessária (ou exigida) 
a sua conversão, nos seguintes casos: 
 
(a) na contabilização de transações e saldos em moedas estrangeiras; 
(b) na conversão dos resultados e dos balanços patrimoniais das 
entidades no exterior para fins de consolidação, consolidação proporcional 
e aplicação do método da equivalência patrimonial na entidade investidora; 
e 
(c) na conversão do resultado de uma entidade e de seu balanço 
patrimonial de uma para outra moeda na apresentação das demonstrações 
contábeis. 
 
Na abordagem das mudanças nas taxas de câmbio e procedimentos de 
conversão é necessário, antes, definir, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 
02, moeda funcional, que representa a moeda em que a entidade deverá elaborar as 
suas Demonstrações Contábeis. 
De maneira geral, a moeda funcional de uma entidade é aquela do país 
onde ela opera e, portanto, deverá ser utilizada como a medida de valor para os 
procedimentos de mensuração das transações e eventos econômicos da entidade, por 
exemplo, no caso de empresas que atuam no Brasil, a moeda funcional é o “real”, 
salvo raríssimas exceções relacionadas no Pronunciamento Técnico – CPC 02 que 
devem ser cumpridas cumulativamente para justificar a elaboração das 
Demonstrações Contábeis em uma moeda diferente, descritas a seguir: 
 
(a) Que, mais fortemente, influencia os preços dos bens ou serviços; 
(b) Do país cujas forças competitivas e reguladoras influenciam a estrutura 
de precificação da empresa; 
(c) Que influencia os custos e despesas da empresa; 
(d) Na qual os fundos financeiros são gerados; 
(e) Na qual os recebimentos das atividades operacionais são obtidos. 
 
Em casos de ocorrência de mudança da moeda funcional, a entidade 
deverá utilizar os procedimentos de conversão aplicáveis à moeda funcional 
prospectivamente à data da mudança, ou seja, neste caso não é permitida a 
conversão das Demonstrações Contábeis de períodos anteriores.Assim, de acordo 
com FIPECAFI (2010, p. 209) “efetua-se a conversão de todos os itens para a nova 
moeda funcional utilizando-se a taxa de câmbio na data da mudança, sendo os valores 
convertidos resultantes para os itens monetários são tratados como se fossem custos 
históricos”. 
Porém, a moeda funcional não é questão de escolha da entidade, num 
primeiro momento ela é determinada pela moeda local de operação da empresa, num 
segundo momento, caso sejam cumpridas todas as exigências que caracterizam outra 
moeda como mais influente na geração e desembolso de caixa da entidade do que a 
local, deve ser adotada a outra como moeda funcional. 
A seguir serão comentados três casos de como utilizar a Taxa de Câmbio 
para converter as transações ou demonstrações contábeis. 
 
 
 
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1º CASO: Transações em Moeda Estrangeira 
 
A entidade pode, no decorrer do período e no desempenho de suas 
atividades, realizar transações em moeda estrangeira e que podem ser exemplificadas 
como: 
 
(a) Compra; 
(b) Venda; 
(c) Empréstimos tomados e concedidos; 
(d) Aquisição de ativos e liquidação de passivos. 
 
De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 02, essas transações 
devem ser reconhecidas e contabilizadas em moeda funcional e a conversão dos 
valores deverá ser feita tomando como parâmetro a Taxa de Câmbio a Vista na data 
em que a transação foi efetivada. 
 
 
2º CASO: Conversão das Demonstrações Contábeis para moeda diferente 
da funcional (conversão da moeda funcional para a moeda 
estrangeira) 
 
As Demonstrações Contábeis de uma entidade podem ser divulgadas em 
qualquer moeda, desde que devidamente elaboradas e divulgadas em moeda 
funcional, observando se os seguintes critérios: 
 
• Ativos e Passivos – a conversão para a moeda estrangeira deverá 
ser feita pela Taxa de Câmbio de Fechamento (ou corrente) da 
data do Balanço Patrimonial que será convertido; 
• Patrimônio Líquido – O Patrimônio Líquido inicial do período a ser 
convertido deverá ser o Patrimônio Líquido final convertido no 
período anterior; 
• Mutações do Patrimônio Líquido – as mutações que ocorrerem no 
período de conversão deverão ser convertidas para a moeda 
estrangeira mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de 
fechamento) nas datas em que ocorreram as mutações; 
• Receitas e Despesas: esses itens deverão ser convertidos para a 
moeda estrangeira mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de 
fechamento) na data em que os mesmos ocorreram ou, se não 
houver oscilação relevante no câmbio, pela Taxa de Câmbio 
Média do período; 
 
As conversões mencionadas anteriormente originam variações cambiais 
em decorrência da utilização de diferentes parâmetros (taxa de câmbio de 
fechamento, históricas, média e PL anterior convertido) para a sua conversão. As 
variações cambiais deverão ser reconhecidas em conta específica, diretamente no 
Patrimônio Líquido, e não no resultado do período em que são identificadas, pois 
mudanças nas taxas cambiais têm pouco ou nenhum efeito direto sobre os fluxos de 
caixa presentes e futuros das operações. 
 
 
3º CASO: Conversão das Demonstrações Contábeis em moeda 
estrangeira de entidades controladas no exterior para moeda a 
funcional em que opera a entidade controladora (conversão da 
moeda estrangeira para a moeda funcional) 
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Nos casos de conversão das Demonstrações Contábeis de entidades 
investidas no exterior para a moeda funcional da investidora devem ser observados os 
mesmos requisitos mencionados no segundo caso em relação à utilização das taxas 
de câmbio. 
Então, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 209-210), para os investimentos 
em entidades no exterior que se enquadram no Método de Equivalência Patrimonial – 
MEP, a investidora deverá tomar os seguintes procedimentos: 
 
(a) Elaborar as demonstrações consolidadas da investida em moeda 
funcional da mesma, porém com base nas normas e procedimentos 
contábeis adotados pela investidora; 
(b) Efetuar a conversão das demonstrações contábeis elaboradas conforme 
o item acima, para a moeda funcional da investidora; 
(c) Reconhecer o resultado da investida por equivalência patrimonial com 
base na Demonstração de Resultado levantada conforme o item (b); 
(d) Reconhecer os ganhos e perdas cambiais no investimento em uma 
conta específica no Patrimônio Líquido; 
(e) Finalmente, caso seja um investimento em controlada, a investidora 
deverá consolidar as Demonstrações dessa investida. 
 
Observe o esquema abaixo sobre a conversão das Demonstrações 
Contábeis para a moeda funcional da investidora: 
 
 
CONVERSÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL E AS TAXAS DE CÂMBIO 
ATIVO PASSIVO 
 
 Taxa Corrente 
 
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 
 SALDO ANTERIOR DO PL: 
Taxa Corrente Igual ao saldo final do período anterior convertido 
 
 MUTAÇÕES (DIVIDENDOS E INGRESSOS DE CAPITAL): 
 Taxa Histórica 
 
 RESULTADO DO PERÍODO: 
 Transportado da DRE convertida por Taxa 
Histórica ou Média 
 
 AJUSTE ACUMULADO DE CONVERSÃO (*) 
 
(*) A conta de “Ajuste de Conversão Acumulada” é específica para registrar as variações 
cambiais (ganhos ou perdas cambiais) resultantes da conversão dos ativos, passivos e 
patrimônio líquido por taxas de câmbio diferentes, sendo os passivos e ativos convertidos pela 
taxa corrente e o patrimônio líquido por taxas históricas e médias, além do seu saldo inicial 
partir do saldo anterior convertido. 
FONTE: FIPECAFI (2010, p. 211) 
 
 
EXERCÍCIO 1 [FIPECAFI, 2010, p. 211 - 213, adaptado] A “Cia A” e outros investidores 
constituíram a “Cia B”. Em 01/01/20X1, a Cia A integralizou 80% do capital social de 
“B” pelo valor de USD 200.000 (taxa USD/R$ = 1,50). No final do exercício de X1, a 
“Cia B” apresentou as seguintes Demonstrações Contábeis: 
 
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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO 
de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 
 Em USD 
Receitas 150.000 
Custos (80.000) 
Lucro Bruto 70.000 
Despesas Operacionais (25.000) 
Outras Receitas 5.000 
Lucro antes dos tributos 50.000 
Tributos sobre o Lucro (15.000) 
Lucro Líquido 35.000 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
Em 31/12/20X1 
 Em USD 
ATIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Disponível e Contas a Receber 240.000 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
Realizável a Longo Prazo 70.000 
Imobilizado 90.000 
TOTAL DO ATIVO 400.000 
 
PASSIVO 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar 55.000 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
Exigível a Longo Prazo 60.000 
TOTAL DO PASSIVO 115.000 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital Social 250.000 
Lucros Acumulados 35.000 
TOTAL DO PL 285.000 
 
TOTAL DO PASSIVO E PL 400.000 
 
Faça a conversão das demonstrações contábeis da investida, “Cia B”, 
elaboradas em moeda estrangeira para a moeda funcional da investidora das referidas 
e para efeitos de conversão das demonstrações considere as seguintes taxas de 
câmbio e as receitas, custos e despesas mensais do referido período: 
 
TAXAS DE CÂMBIO 
MÊS TAXA MÉDIA MENSAL 
TAXA DE FECHAMENTO 
OU CORRENTE 
Janeiro 1,55 
Fevereiro 1,60 
Março 1,60 
Abril 1,70 
Maio 1,60 
Junho 1,65 
Julho 1,70 
Agosto 1,75 
Setembro 1,75 
Outubro 1,80 
Novembro 1,70 
Dezembro 1,75 1,80 
Taxa Média Anual 1,68 
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RECEITAS, CUSTOS E DESPESAS MENSAIS (EM USD) 
MÊS RECEITAS CUSTOS DESPESAS 
OUTRAS 
RECEITAS 
Janeiro 10.000 6.000 1.500 0 
Fevereiro 10.000 6.000 1.800 0 
Março 14.000 7.500 1.700 0 
Abril 18.000 9.000 2.200 400 
Maio 17.000 8.000 2.000 0 
Junho 15.000 7.000 2.000800 
Julho 12.000 5.500 2.000 0 
Agosto 13.000 6.000 2.200 1.300 
Setembro 8.000 4.500 2.300 0 
Outubro 10.000 6.000 2.400 0 
Novembro 12.000 7.500 2.400 1.000 
Dezembro 11.000 7.000 2.500 1.500 
TOTAL 150.000 80.000 25.000 5.000 
 
 
1º Passo: Conversão da DRE 
 
1.1. Conversão das Receitas 
 
MÊS RECEITAS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO RECEITAS (EM R$) 
Janeiro 10.000 
Fevereiro 10.000 
Março 14.000 
Abril 18.000 
Maio 17.000 
Junho 15.000 
Julho 12.000 
Agosto 13.000 
Setembro 8.000 
Outubro 10.000 
Novembro 12.000 
Dezembro 11.000 
TOTAL 150.000 
 
 
1.2. Conversão dos Custos 
 
MÊS CUSTOS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO CUSTOS (EM R$) 
Janeiro 6.000 
Fevereiro 6.000 
Março 7.500 
Abril 9.000 
Maio 8.000 
Junho 7.000 
Julho 5.500 
Agosto 6.000 
Setembro 4.500 
Outubro 6.000 
Novembro 7.500 
Dezembro 7.000 
TOTAL 80.000 
 
 
 
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1.3. Conversão das Despesas 
 
MÊS DESPESAS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO DESPESAS (EM R$) 
Janeiro 1.500 
Fevereiro 1.800 
Março 1.700 
Abril 2.200 
Maio 2.000 
Junho 2.000 
Julho 2.000 
Agosto 2.200 
Setembro 2.300 
Outubro 2.400 
Novembro 2.400 
Dezembro 2.500 
TOTAL 25.000 
 
 
1.4. Conversão das Outras Receitas 
 
MÊS 
OUTRAS RECEITAS (EM 
USD) 
TAXA DE CONVERSÃO 
OUTRAS RECEITAS (EM 
R$) 
Janeiro 0 
Fevereiro 0 
Março 0 
Abril 400 
Maio 0 
Junho 800 
Julho 0 
Agosto 1.300 
Setembro 0 
Outubro 0 
Novembro 1.000 
Dezembro 1.500 
TOTAL 5.000 
 
 
1.5. Estruturação da DRE Convertida 
 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO 
de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 
 Em USD Taxa Em R$ 
Receitas 150.000 
Custos (80.000) 
Lucro Bruto 70.000 
Despesas Operacionais (25.000) 
Outras Receitas 5.000 
Lucro antes dos tributos 50.000 
Tributos sobre o Lucro (15.000) 
Lucro Líquido 35.000 
 
 
 
 
 
 
 
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2º Passo: Conversão do Balanço Patrimonial 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
Em 31/12/20X1 
 Em USD Taxa Em R$ 
ATIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
Disponível e Contas a Receber 240.000 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
Realizável a Longo Prazo 70.000 
Imobilizado 90.000 
TOTAL DO ATIVO 400.000 
 
PASSIVO 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar 55.000 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
Exigível a Longo Prazo 60.000 
TOTAL DO PASSIVO 115.000 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital Social 250.000 
Lucros Acumulados 35.000 
 
TOTAL DO PL 285.000 
 
TOTAL DO PASSIVO E PL 400.000 
 
 
EXERCÍCIO 2: As demonstrações contábeis a seguir (Balanço Patrimonial e 
Demonstração de Resultado do Exercício) são da Cia ABC situada nos Estados 
Unidos, controlada da Cia Universitária localizada no Brasil, a partir dessas 
demonstrações e demais informações faça a conversão das demonstrações contábeis 
em moeda funcional da controladora e responda as questões de 03 a 06: 
 
 
1. Demonstrações Contábeis 
 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO 
Taxa de 
Conversão 
Em R$ de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 
 Em US $ 
Receitas 200.000 
Custos (110.000) 
Lucro Bruto 90.000 
Despesas Operacionais (30.000) 
Lucro antes dos tributos 60.000 
Tributos sobre o Lucro (18.000) 
Lucro Líquido 42.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BALANÇO PATRIMONIAL 
Taxa de 
Conversão 
Em R$ Em 31/12/20X1 
 Em US $ 
ATIVO 500.000 
ATIVO CIRCULANTE 
Disponível e Contas a Receber 290.000 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
Imobilizado 210.000 
 
TOTAL DO PASSIVO E PL 500.000 
PASSIVO 158.000 
PASSIVO CIRCULANTE 
Contas a Pagar 100.000 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
Exigível a Longo Prazo 58.000 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 342.000 
Capital Social (*) 300.000 
Reserva de lucros 42.000 
____________________________ 
 
(*) Sabe-se que a Cia ABC foi constituída no início de 
20X1 e a taxa de câmbio nesta data era de R$ 1,72 (US 
$ 1,00 = R$ 1,72) e, ainda que as Reservas de Lucros 
são originadas integralmente neste período. 
 
2. Taxa de Câmbio do Período 
 
MÊS TAXA MÉDIA MENSAL 
TAXA DE FECHAMENTO 
OU CORRENTE 
Janeiro 1,78 
Fevereiro 1,84 
Março 1,79 
Abril 1,76 
Maio 1,81 
Junho 1,81 
Julho 1,77 
Agosto 1,76 
Setembro 1,72 
Outubro 1,68 
Novembro 1,70 
Dezembro 1,74 1,75 
Taxa Média Anual 1,76 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. Detalhamento das Receitas, Custos e Despesas do período: 
 
Período 
 
Taxa de 
 
Receitas 
 
Custos 
 
Despesas 
 
Conversã
o 
US $ R$ 
 
US $ R$ 
 
US $ R$ 
Janeiro 12.000 6.600 1.800 
Fevereiro 10.000 5.500 1.500 
Março 15.000 8.250 2.250 
Abril 20.000 11.000 3.000 
Maio 14.000 7.700 2.100 
Junho 15.000 8.250 2.250 
Julho 18.000 9.900 2.700 
Agosto 13.000 7.150 1.950 
Setembro 14.000 7.700 2.100 
Outubro 17.000 9.350 2.550 
Novembro 22.000 12.100 3.300 
Dezembro 30.000 16.500 4.500 
TOTAL 
 
 
 
200.000 
 
110.000 
 
30.000 
 
 
01) O Resultado do período, o Ativo e o Patrimônio Líquido das demonstrações 
convertidas da Cia ABC representam, respectivamente, em 31/12/X1: 
 
a) R$ 42.000; R$ 500.000, R$ 342.000; 
b) R$ 73.920; R$ 880.000, R$ 601.920; 
c) R$ 73.704; R$ 875.000, R$ 598.500; 
d) R$ 73.704; R$ 875.000, R$ 589.704. 
 
 
02) Em relação à conversão da Demonstração de Resultado do Exercício é possível 
afirmar que: 
 
I – Na conversão desta demonstração é permitida, também, a utilização da 
taxa de câmbio histórica; 
 
II – Os tributos sobre o lucro devem ser convertidos com base na taxa de 
fechamento do exercício; 
 
III – As receitas, custos e despesas constantes na demonstração devem 
ser convertidos pelo seu montante através da aplicação da taxa de câmbio 
média anual, sobre os valores totais; 
 
a) Todas as alternativas estão corretas; 
b) Existe apenas uma alternativa correta; 
c) As alternativas I e II são corretas; 
d) As alternativas II e III são corretas. 
 
 
03) Julgue os itens a seguir acerca da conversão do Balanço Patrimonial: 
 
I – As variações cambiais surgem através da aplicação de diferentes taxas 
de câmbio aplicadas na conversão do Balanço Patrimonial; 
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II – A taxa utilizada na conversão de ativos e passivos é a taxa de 
fechamento na data da elaboração do Balanço Patrimonial; 
 
III – Todo o patrimônio líquido é convertido com base na taxa histórica; 
 
a) As alternativas I e II são corretas; 
b) As alternativas I e III são corretas; 
c) As alternativas II e III são corretas; 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
 
 
04) Sobre o surgimento das variações cambiais julgue as alternativas a seguir: 
 
I – No caso analisado a variação cambial surge somente da diferença da 
taxa de câmbio histórica (1,72) aplicada na conversão do capital social em 
relação a taxa de câmbio de fechamento (1,75) utilizada na conversão dos 
demais componentes do balanço; 
 
II – A variação cambial apurada na conta Reserva de Lucros representa 
uma perda de 204, pois a taxa de fechamento utilizada na conversão de 
ativos e passivos é inferior a taxa média utilizada na conversão da DRE; 
 
III – Não é possível identificar em quais contas do patrimônio líquido e em 
quais valores são originadas as variaçõescambiais; 
 
a) Apenas a alternativa I está incorreta; 
b) As alternativas I e II estão incorretas; 
c) As alternativas I e III estão incorretas; 
d) Todas as alternativas estão incorretas. 
 
 
 
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976 e alterações: Dispões sobre as 
Sociedades por Ações. Disponível em: www.planalto.gov.br, acesso em 15/08/2009. 
FIPECAFI. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de 
acordo com as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. 
COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento Técnico 
CPC 02: Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações 
Contábeis. Ata da 51ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis, de 03 de setembro de 2010. Brasília, DF, 03 set 2010. 
_______. Pronunciamento Técnico CPC 09: Demonstração do Valor Adicionado. Ata 
da 29ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de 30 de 
outubro de 2008. Brasília, DF, 30 out 2008. 
_______. Pronunciamento Técnico CPC 26: Apresentação das Demonstrações 
Contábeis. Ata da 37ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis, de 17 de julho de 2009. Brasília, DF, 17 jul 2009. 
ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de 
Contabilidade: IFRS versus Normas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 1 v. 
 
 
 
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