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CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 8º PERÍODO Profª. Núbia Rodrigues UBERLÂNDIA 1º SEMESTRE - 2012 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS PROFESSOR (A): Núbia Aparecida Rodrigues CURSO: Ciências Contábeis DISCIPLINA:Contabilidade Internacional CARGA HORÁRIA: 80 horas / aula PERÍODO: 8º Período ANO/SEMESTRE: 2012 / 1 A internacionalização dos negócios, a globalização da economia e a integração dos mercados: as necessidades das informações decorrentes dessa nova realidade, contabilidade no Mercosul. A relevância, os princípios e o objetivo da Contabilidade Internacional. Órgãos técnicos internacionais: IASC, IFAC, AICPA e FASB. Assuntos relevantes em Contabilidade Internacional sob diferentes perspectivas. A profissão contábil nos diferentes países. Relatórios contábeis para a comunidade internacional. Conversão dos demonstrativos contábeis. Objetivo Geral: O objetivo geral desta disciplina é proporcionar ao aluno a compreensão das condições que favoreceram a internacionalização da contabilidade, bem como a sua relevância no cenário atual. Objetivos Específicos: • Discutir o contexto que favoreceu a internacionalização da contabilidade; • Discutir os principais conceitos de elaboração e apresentação das demonstrações Contábeis; • Efetuar a conversão das Demonstrações contábeis elaboradas em diferentes moedas; UNIDADE I – A INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE 1.1. Evolução das Normas Internacionais de Contabilidade 1.2. Objetivo e Necessidade da Internacionalização da Contabilidade 1.3. Adoção das Normas Internacionais de Contabilidade no Brasil 1.4. Organismos Internacionais e Nacionais de Contabilidade PLANO DE CURSO EMENTA DA DISCIPLINA OBJETIVOS DA DISCIPLINA PROGRAMA www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br 1.5. A Profissão Contábil em Diversos Países UNIDADE II – CPC 00 - ESTRUTURA CONCEITUAL PARA A ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements) 2.1. O Objetivo da Informação Contábil 2.2. Pressupostos da Informação Contábil 2.3. Características das Demonstrações Contábeis UNIDADE III – CPC 26 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (IAS 1) 3.1. Finalidade das Demonstrações Contábeis 3.2. Conjunto Completo das Demonstrações Contábeis UNIDADE IV – EFEITOS DAS MUDANÇAS NAS TAXAS DE CÂMBIO E CONVERSÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (IAS 21) 4.1. Moeda Funcional 4.2. Apresentação de transação em moeda estrangeira na moeda funcional Aulas expositivas e dialogadas através da apresentação do conteúdo pelo professor e participação dos alunos, criando um ambiente dinâmico e interativo propicio para construção do conhecimento no processo de ensino- aprendizagem; acompanhamento, por parte dos alunos, do material indicado; debates sobre os temas apresentados em sala de aula; desenvolvimento de exercícios e estudos de casos; trabalhos práticos e de pesquisa em equipe. No desenvolvimento da metodologia serão utilizados os seguintes recursos: quadro e giz; áudio-visuais; material disponibilizado em copiadora e/ou e-mail (previamente acordado com os alunos) contendo textos para discussão, indicação material a ser utilizado no decorrer do curso, exercícios e casos práticos. O processo de avaliação está baseado no Regimento Interno da IES, contemplando a aplicação de 3 (três) provas avaliadas em 75 pontos ao todo, 1 (um) simulado avaliado em 10 pontos e trabalhos diversos avaliados em 15 pontos conforme cronograma abaixo, sendo necessário obter um aproveitamento de NO MINÍMO 60% e freqüência MÍNIMA de 75%, para aprovação na disciplina. METODOLOGIA AVALIAÇÃO www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br CRONOGRAMA DE AVALIAÇÃO A. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO FORMA PONTUAÇÃO DATA VISTA A.1. PROVAS [N1] 1. Prova Escrita [P1] Individual s/ consulta 15 pts 22/03 2. Simulado ENADE 10 pts 3. Prova Escrita [A2] Individual s/ consulta 30 pts 10/05 4. Prova Escrita [A3] Individual s/ consulta 30 pts 28/06 TOTAL [N1] 85 PONTOS A.2. TRABALHOS DIVERSOS [N2] ENTREGA 1. Trabalho sobre Comparabilidade – LL e PL – Pesquisa Prática Em grupo – Extra-Sala – Entrega do Trabalho Escrito (Resultados da Pesquisa) 5 pts Sorteio Grupos 28/02 29/03 2. Seminário – CPC 26 (IAS 1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis Em grupo – Extra-Sala – Apresentação em Sala 5 pts Sorteio Grupos 29/03 Apresentações 12/04 a 03/05 TOTAL [N2] 15 PONTOS B. APROVEITAMENTO P/ APROVAÇÃO [NF] = [N1] + [N2] ≥ 60 PONTOS FREQUÊNCIA ≥ 75% Total de aulas (Carga Horária) Limite Permitido de Faltas Nº. Faltas Aceitas 80 aulas 25% 20 faltas Observações: 1. O prazo de tolerância para o início da prova deve ser de no máximo 15 minutos do início da aula. Após este período o aluno não poderá realizar a avaliação. 2. No caso de falta em dia de prova o aluno faltoso deverá estar atento ao calendário acadêmico e aos avisos da coordenação e secretaria acadêmica em relação à data de aplicação de prova substitutiva, suplementar ou exame especial. BIBLIOGRAFIA BÁSICA: LEMES, Sirlei. CARVALHO, L Nelson. Contabilidade Internacional para Graduação: texto, estudos de casos e questões de múltipla escolha. São Paulo: Atlas, 2010. IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de acordo com as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. NIYAMA, Jorge Katsumi. Contabilidade Internacional. São Paulo: Atlas, 2005. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CARVALHO, Nelson L.; LEMES, Sirlei; COSTA, Fábio Moraes da. Contabilidade Internacional: aplicação das IFRS 2005. São Paulo: Atlas, 2006. ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de Contabilidade: IFRS versus Normas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 1 v. ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de Contabilidade: IFRS versus Normas brasileiras. São Paulo: Atlas, 2010. 2 v. SCHMIDT, Paulo; SANTOS, José Luiz dos; FERNANDES, Luciane A. Contabilidade Internacional Avançada. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 2008. SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L.; FERNANDES, L. A. Fundamentos de contabilidade internacional. 1ª- V- 12. São Paulo: Atlas, 2006. BIBLIOGRAFIA www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br AULA DATA OBJETIVO CONTEÚDO (ATIVIDADE PROGRAMADA) MÉTODO 1 – 2 07 fev Apresentar e Discutir o Plano de Curso; definir as diretrizes para o semestre. Apresentação do Plano de Curso Aula Expositiva – Dialogada 3 – 4 09 fev Revisar conceitos; Estabelecer conexões entre os conceitos revisados com a disciplina de contabilidade internacional. Revisão: Demonstrações Contábeis – BP e DRE – Estudo de Caso: Eternit S.A. Aula Expositiva – Dialogada e Prática 5 – 6 14 fev Revisar conceitos; Estabelecer conexões entre os conceitos revisados com a disciplina de contabilidade internacional. Revisão: Demonstrações Contábeis – DLPA, DMPL – Estudo de Caso: Eternit S.A. Aula Expositiva – Dialogada e Prática 7 – 8 16 fev Revisar conceitos; Estabelecer conexões entre os conceitos revisados com a disciplina de contabilidade internacional. Revisão: Demonstrações Contábeis – DFC – Estudo de Caso: Eternit S.A. Aula Expositiva – Dialogada e Prática 9 – 10 28 fev Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Comparabilidade da informação contábil gerada a partir de diferentes normas (CPC 00) – Trabalho sobre Comparabilidade Em equipe – 6 grupos – Extra-Sala – 10 pts – Entrega 29/03. AulaExpositiva – Dialogada e Prática 11 – 12 01 mar Elaborar a DVA. Demonstração do Valor Adicionado – DVA – Exercício Prático (p. 7 e 8 da apostila) Aula Expositiva – Dialogada e Prática 13 – 14 06 mar Elaborar a DVA. Demonstração do Valor Adicionado – DVA – Exercício Prático (p. 8, 9 e 10 da apostila) e Aula Expositiva – Dialogada e Prática 15 – 16 08 mar Elaborar a DVA. Demonstração do Valor Adicionado – DVA – Questão Exame de Suficiência (p. 10 e 11 da apostila) Aula Expositiva – Dialogada e Prática 17 – 18 13 mar Discutir o cenário que conduziu a internacionalização da contabilidade. A Internacionalização da Contabilidade – Aspectos Gerais Aula Expositiva – Dialogada 19 – 20 15 mar Discutir o cenário que conduziu a internacionalização da contabilidade. A Internacionalização da Contabilidade – Aspectos Gerais Aula Expositiva – Dialogada 21 – 22 20 mar Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. CPC 00 – Estrutura conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis – Orientação e acompanhamento aos Trabalhos sobre Comparabilidade. Aula Expositiva – Dialogada e Prática 23 – 24 22 mar Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. CPC 00 – Estrutura conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis – Orientação e acompanhamento aos Trabalhos sobre Comparabilidade. Aula Expositiva – Dialogada e Prática 25 – 26 27 mar Avaliar o nível de aprendizado e retenção do conteúdo apresentado. Prova Individual s/ consulta 27 – 28 29 mar Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1); Seminário sobre CPC 26 (IAS 1) – Em equipe – 6 grupos – Extra-sala e Apresentação em sala – 5,0 pts Aula Expositiva – Dialogada 29 – 30 10 abr Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) Aula Expositiva – Dialogada 31 – 32 12 abr Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) - BP Seminário 33 – 34 17 abr Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DRE Seminário 35 – 36 19 abr Estudar as formas de apresentação e CPC 26 – Apresentação das Seminário PLANEJAMENTO: CRONOGRAMA DE ATIVIDADES www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DRA 37 – 38 24 abr Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DMPL Seminário 39 – 40 26 abr Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) - DFC Seminário 41 – 42 03 mai Estudar as formas de apresentação e itens a serem inclusos nas Demonstrações Contábeis obrigatórias de acordo com o CPC 26 (IAS 1) CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 1) - NE Seminário 43 – 44 08 mai Discutir as outras características da informação contábil e de elaboração das Demonstrações Contábeis CPC 00 – Estrutura conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Aula Expositiva – Dialogada 45 – 46 10 mai Discutir as outras características da informação contábil e de elaboração das Demonstrações Contábeis CPC 00 – Estrutura conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Aula Expositiva – Dialogada 47 – 48 15 mai Avaliar o nível de aprendizado e retenção do conteúdo apresentado. Prova Individual s/ consulta 49 – 50 17 mai Entender a necessidade da conversão das demonstrações contábeis; Efetuar a conversão do BP e DRE. CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis Aula Expositiva – Dialogada 51 – 52 22 mai Entender a necessidade da conversão das demonstrações contábeis; Efetuar a conversão do BP e DRE. CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis Aula Expositiva – Dialogada 53 – 54 24 mai Entender a necessidade da conversão das demonstrações contábeis; Efetuar a conversão do BP e DRE. CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis – Exercício Prático (p. 25 a 29) Aula Expositiva – Dialogada e Prática 55 – 56 29 mai Entender a necessidade da conversão das demonstrações contábeis; Efetuar a conversão do BP e DRE. CPC 02 – Efeitos nas Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis - Exercício Prático (p. 29 a 32) Aula Expositiva – Dialogada e Prática 57 – 58 31 mai Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 1 Apresentação de resultados e debate 59 – 60 05 jun Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 2 Apresentação de resultados e debate 61 – 62 12 jun Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 3 Apresentação de resultados e debate 63 – 64 14 jun Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 4 Apresentação de resultados e debate 65 – 66 19 jun Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 5 Apresentação de resultados e debate 67 – 68 21 jun Discutir a importância da comparabilidade das informações contábeis geradas a partir de diferentes normas. Apresentação de resultados do Trabalho sobre Comparabilidade: Grupo 6 Apresentação de resultados e debate 69 – 70 26 jun Comparar e analisar os resultados obtidos na pesquisa; Contextualizar os resultados no ambiente brasileiro. Comparação e análise entre os resultados obtidos em cada grupo – Todos os Grupos Apresentação de resultados e debate 71 – 72 28 jun Comparar e analisar os resultados Comparação e análise entre os resultados Apresentação de www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br obtidos na pesquisa; Contextualizar os resultados no ambiente brasileiro. obtidos em cada grupo – Todos os grupos resultados e debate 73 – 74 03 jul Avaliar o nível de aprendizado e retenção do conteúdo apresentado. Prova Individual s/ consulta 75 – 76 05 jul Comparar a atuação do profissional contábil em localidades diferentes. A profissão contábil em outros países – Trabalho de Pesquisa Pesquisa em Grupo 77 – 78 10 jul Comparar a atuação do profissional contábil em localidades diferentes. A profissão contábil em outros países – Trabalho de Pesquisa Pesquisa em Grupo 79 - 80 12 jul Apresentar resultados e encerrar as atividades do semestre.Entrega de Resultados e Encerramento do Semestre Aula Expositiva – Dialogada www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 1 - 1. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA 1.1. DEFINIÇÃO A Demonstração do Valor Adicionado – DVA é o relatório que apresenta ordenadamente a riqueza gerada pela entidade e a forma que essa riqueza foi distribuída às partes que contribuíram para a geração dessa riqueza. Embora já estivesse sendo elaborada e divulgada por algumas empresas, esta demonstração passou a fazer parte das demonstrações contábeis obrigatórias divulgadas a cada exercício social a partir da alteração implementada na Lei 6.404/76 através da Lei 11.638/2007. A Lei 6.404/76 obriga no seu artigo art. 176 inc. V somente para as companhias abertas a divulgarem a DVA e no art. 188 inc. II diz que esta demonstração deverá indicar no mínimo “o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída”. Mas esta lei não discute a forma de sua elaboração, apresentação e estrutura, critérios que são estabelecidos no CPC 09, o qual define a DVA como “um dos elementos do Balanço Social e tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante determinado período.” Para Silva (2010, p. 58) a DVA “evidencia o quanto de riqueza uma empresa produziu, ou seja, o quanto ela adicionou aos seus fatores de produção e o quanto dessa riqueza foi distribuída (entre empregados, governo, acionistas, financiadores de capital) ou retida de qualquer forma”. 1.2. OBJETIVOS E UTILIDADE DA DVA FIPECAFI (2010, p. 581) diz que A DVA tem por objetivo demonstrar o valor adicionado da riqueza econômica gerada pelas atividades da empresa como resultante de um esforço coletivo e sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a sua criação. Desse modo, a DVA acaba por prestar informações a todos os agentes econômicos interessados na empresa, tais como empregados, clientes, fornecedores, financiadores e governo. Ainda sob a ótica desses autores a utilidade das informações extraídas da DVA estão elencadas a seguir: • Analisar a capacidade de geração de valor e a forma de distribuição das riquezas de cada empresa; • Permitir análise do desempenho econômico da empresa; • Auxiliar no cálculo do PIB e de indicadores sociais; • Fornecer informações sobre os benefícios (remunerações) obtidos por cada um dos fatores de produção (trabalhadores e financiadores – acionistas e credores) e governo; • Auxiliar a empresa a informar sua contribuição na riqueza à região, Estado, país etc., em se encontra instalada. É importante discutir os itens 10 e 11 constantes no CPC 09 sobre as características das informações da DVA que, conforme levanta este pronunciamento, estão fundamentadas “em conceitos macroeconômicos, buscando apresentar, eliminando os valores que representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 2 - a entidade tem na formação do Produto Interno Bruto (PIB)”, assim “essa demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou consumidos durante determinado período”. Mas FIPECAFI (2010, p. 581 - 582) dizem que em princípio, a soma dos valores adicionados por todos os agentes econômicos (empresas, profissionais liberais, governo e outros) correspondem ao PIB de um país, mas alertam para o fato de que ...existem diferenças entre a fórmula de cálculo do valor adicionado entre os modelos contábil e econômico. Sob o ponto de vista econômico, o cálculo do PIB baseia-se na produção, enquanto a contabilidade o conceito contábil da realização da receita, ou seja, baseia-se no regime de competência. Logo há uma diferença temporal entre os dois conceitos. 1.3. ELABORAÇÃO, APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA DA DVA As informações constantes na Demonstração do Valor Adicionado – DVA são extraídas, basicamente, da Demonstração de Resultado do Exercício – DRE, mas na elaboração da DVA, também, é estabelecida uma interface com a Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados – DLPA “na parte em que movimentações nesta conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício apurado na demonstração própria”, conforme exposto no item 23 do CPC 09. Já FIPECAFI (2010, p. 587) dizem que a maioria dos dados que compõem a estrutura da DVA são oriundos, em sua maioria da DRE, porém os valores relativos a remuneração do capital próprio podem ser obtidos diretamente da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL. Ainda, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 582) a DVA deverá ser elaborada e divulgada de maneira a atender aos requisitos estabelecidos no CPC 09 e na legislação societária e para isso deverá: • Deverá ser elaborada com base no princípio contábil da competência; • Ser apresentada de forma comparativa (período atual e anterior; • Ser elaborada com base nas demonstrações consolidadas, e não pelo somatório das Demonstrações do Valor Adicionado individuais, no caso da divulgação da DVA consolidada; • Incluir participação dos acionistas minoritários no componente relativo à distribuição do valor adicionado, no caso da divulgação da DVA consolidada; • Ser consistente com a demonstração do resultado e conciliada em registros auxiliares mantidos pela entidade; e • Ser objeto de revisão ou auditoria se a entidade possuir auditores externos independentes que revisem ou auditem suas Demonstrações Contábeis. Observe e analise o modelo de DVA para as empresas em geral proposto no Pronunciamento Técnico CPC 09: www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 3 - DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DESCRIÇÃO $ 20X1 20X2 1 - RECEITAS 1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 1.2) Outras Receitas 1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 1.4) Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição) 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos - ICMS e IPI) 2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços 2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 2.3) Perda/Recuperação de valores ativos 2.4) Outras (especificar) 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO [1] – [2] 4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE [3] – [4] 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 6.1) Resultado de equivalência patrimonial 6.2) Receitas financeiras 6.3) Outras 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR [5] + [6] 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 8.1) PESSOAL 8.1.1) Remuneração Direta 8.1.2) Benefícios 8.1.3) FGTS 8.2) IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 8.2.1) Federais 8.2.2) Estaduais 8.2.3) Municipais 8.3) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS 8.3.1) Juros 8.3.2) Aluguéis 8.3.3) Outras 8.4) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS 8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio 8.4.2) Dividendos 8.4.3) Lucros Retidos / Prejuízos do Exercício 8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos (só para consolidação) (*) o total do item 8 deve ser igual ao item 7 As instruções para elaboração de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 09 e FIPECAFI (2010, p. 584 - 586) www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.brUNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 4 - 1 – RECEITAS – Somatório dos itens [1.1] a [1.4] 1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos incidentes sobre essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, corresponde ao ingresso bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos estejam fora do cômputo dessas receitas. 1.2) Outras receitas – inclui valores oriundos, principalmente, de baixas de alienação de ativos não circulantes, tais como: ganhos ou perdas na baixa de investimentos etc. Da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre essas receitas. 1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios – inclui valores relativos à construção de ativos para uso próprio, tais como: materiais, mão de obra, aluguéis, serviços terceirizados etc. 1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Constituição/Reversão - inclui os valores relativos à constituição e reversão dessa provisão. 2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS – Somatório dos itens [2.1] a [2.4] 2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos – Devem ser considerados todos os insumos adquiridos de terceiros, tais como: matéria- prima, mercadorias, serviços, material de embalagem e outros, tratados como custo dos produtos vendidos. Mas, diferentemente da DRE, devem ser considerados os tributos incluídos no momento da compra, recuperáveis ou não. 2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - Inclui valores relativos à utilização de materiais diversos, utilidades e serviços adquiridos de terceiros. Esses itens, geralmente, são considerados como despesas na DRE. Assim como no item 2.1 devem ser considerados os impostos incidentes na compra recuperáveis ou não. 2.3) Perda / Recuperação de valores ativos – inclui valores reconhecidos no resultado do exercício, tanto da constituição quanto da reversão de perdas estimadas na desvalorização e redução ao valor recuperável de ativos, conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. 2.4) Outras (especificar) – quaisquer outros valores que se encaixem no conceito de insumos adquiridos de terceiros e que não se encaixem em nenhum dos três itens anteriores. 3 – VALOR ADICIONADO BRUTO – Diferença entre os itens [1] e [2] 4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO – inclui as despesas e custos com depreciação, amortização e exaustão contabilizadas no período. 5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE – Diferença entre os itens [3] e [4] 6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANFERÊNCIA – Somatório dos itens [6.1] a [6.3] e corresponde a riqueza gerada por outras empresas, porém recebida em transferência. 6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial – inclui o resultado da equivalência patrimonial, seja positiva ou negativa, e os dividendos recebidos relativos a investimentos avaliados pelo método de custo. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 5 - 6.2) Receitas Financeiras - Inclui todas as receitas financeiras independente de sua origem, inclusive as variações cambiais ativas, desde que consideradas no resultado do exercício. 6.3) Outras (especificar) - quaisquer outros valores que se encaixem no conceito de valor adicionado recebido em transferência e que não se encaixem em nenhum dos dois itens anteriores. 7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR – Somatório dos itens [5] a [6] e corresponde a riqueza gerada pela empresa por outras empresas e recebida em transferência. 8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO – Somatório dos itens [8.1] a [8.4] e o total do item [8] deve ser igual ao do item [9] 8.1) Pessoal – corresponde à parcela da riqueza distribuída ao corpo funcional da empresa, o que na DRE pode estar apropriado ao custo do produto vendido ou como despesas do exercício. A distribuição da riqueza obtida deve ser evidenciada da seguinte forma: 8.1.1) Remuneração Direta - Salário, 13º, Férias, Horas-Extras, Participação dos Empregados nos Lucros etc. Neste item não devem ser inclusos os encargos com INSS. 8.1.2) Benefícios – Assistência Médica, Alimentação, Transporte, Plano de Aposentadoria etc. 8.1.3) FGTS – Representado pelos valores depositados em conta vinculada dos empregados 8.2) Impostos, taxas e contribuições - Inclui o Imposto de Renda, Contribuição Social Sobre o Lucro, contribuições ao INSS que sejam ônus do empregador e quaisquer outros impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita. Para os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, devem ser considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos, representado pela diferença entre os impostos incidentes sobre as receitas e os impostos considerados juntamente com os insumos adquiridos de terceiros no item 2. A apresentação dos impostos taxas e contribuições devem ser segregadas da seguinte forma: 8.2.1) Federais – IRPJ, CSSL, IPI, CIDE, PIS, COFINS e contribuição sindical patronal. 8.2.2) Estaduais – ICMS e IPVA. 8.2.3) Municipais – ISS e IPTU 8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros – corresponde aos valores pagos ou creditados aos financiadores externos do capital e devem ser apresentados da seguinte forma: 8.3.1) Juros – Inclui as despesas financeiras, inclusive as variações cambiais passivas, relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, empresas do grupo ou outras fontes de obtenção de recursos. 8.3.2) Aluguéis – valores pagos a título de aluguéis, inclusive as despesas com arrendamento operacional, pagos ou creditados a terceiros. 8.3.3) Outras – inclui outras remunerações que configurem transferência de riqueza a terceiros, tais como royalties, franquias, direitos autorais etc. 8.4) Remuneração de Capital Próprio – corresponde à remuneração atribuída aos acionistas e sócios e deve ser evidenciada da seguinte forma: www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 6 - 8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio – Inclui os valores pagos ou creditados aos sócios a título de juros sobre o capital próprio por conta do resultado do exercício, exceto juros sobre o capital próprio contabilizados como reservas que devem ser considerados como “lucros retidos”. 8.4.2) Dividendos – inclui valores distribuídos, pagos ou creditados, aos acionistas e sócios com base no resultado do exercício. 8.4.3) Lucros retidos e prejuízos do exercício – inclui a parcela do lucro do exercício destinada às reservas, bem como os juros sobre capital próprio contabilizados como reservas. Havendo prejuízo, deve ser incluído com sinal negativo. 8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos – este item é exclusivo da DRE consolidada e evidencia a parcela da riqueza obtida destinada aos sócios não controladores. 1.4. ANÁLISE DA DVA Para FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) a análise da DVA é útil para entender a relação da empresa com a sociedade por meio da sua participação na formação da riqueza e no modo como a distribui aos diversos agentes participantes da sua geração e, para esses autores, essa análise não difere das demonstrações contábeis, sendo que a análise isolada pode ser feita verticalmente (análise de cada item em relação ao total) e horizontalmente (evolução de cada item ao longo do tempo). Esses indicadores, também podem ser utilizados para comparação com empresas do mesmo ramo de atividade ou região. Podem ser utilizados também outros indicadores que auxiliam na análise dessa demonstração, conforme apontam FIPECAFI (2010, p. 590), a seguir: I) Indicadores de geração de riqueza – fornecem informações sobre acapacidade da empresa em gerar riqueza,tais como: a) Quociente entre valor adicionado e ativo total; b) Quociente entre o valor adicionado e o número de empregados; c) Quociente entre o valor adicionado e o patrimônio líquido. II) Indicadores de distribuição de riqueza – demonstram como e a quem a empresa destina a riqueza gerada, tais como: a) Quociente entre gastos com pessoal e valor adicionado; b) Quociente entre gastos com impostos e valor adicionado; c) Quociente entre gastos com remuneração de capital de terceiros e valor adicionado; d) Quociente entre dividendos e valor adicionado; e) Quociente entre lucros retidos e valor adicionado. Considerações importantes são feitas por FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) acerca da Demonstração do Valor Adicionado: Embora as informações utilizadas na DVA sejam, normalmente, extraídas da DRE, não apresentam objetivos semelhantes, mas complementares. A DRE tem por prioridade enfatizar o lucro líquido, última linha da referida demonstração. Por sua vez, a DVA tem por objetivo demonstrar a riqueza gerada pela empresa e sai distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, assim o lucro líquido corresponde à parcela do valor da riqueza criada e destinada aos detentores do capital e/ou retida na empresa. Quanto às demais parcelas do valor adicionado, destinadas a empregados, www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 7 - governo e financiamentos externos, na DRE, aparecem normalmente como despesas. De modo simplificado, pode-se dizer que a DRE utiliza o critério da natureza e a DVA o critério do benefício. Por exemplo, na DRE, os salários de funcionários envolvidos no processo produtivo são considerados como custos e os salários da administração como despesas. Já a DVA independentemente da natureza, custo ou despesa, salários correspondem ao valor adicionado destinado aos empregados, ou seja, é utilizado o critério de benefício e renda. EXEMPLO 1 (FIPECAFI, 2010, adaptado): Estruture a Demonstração do Valor Adicionado – DVA a partir dos dados fornecidos a seguir. Depois faça a análise desta demonstração. 1. Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL 20X0 20X1 20X0 20X1 ATIVO 192.200 217.988 PASSIVO 192.200 217.988 Ativo Circulante 67.200 103.188 Passivo Circulante 100.200 91.938 Caixa 3.000 8.658 ICMS a pagar 12.800 25.020 Clientes 15.000 53.750 IPI a pagar 14.000 16.168 (-) PCLD --- (3.500) IR / CS a pagar 16.400 20.750 Estoques 49.200 44.280 Dividendos a Pagar 15.000 30.000 Empréstimos 42.000 --- Ativo não Circulante 125.000 114.800 Patrimônio Líquido 92.000 126.050 Investimentos (MEP) 35.000 36.800 Capital 80.000 80.000 Máquinas e Equipto 120.000 120.000 Reserva de Lucros 12.000 46.050 (-) Deprec. Acumulada (30.000) (42.000) 2. Demonstração de Resultado do Exercício DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM X1 Faturamento Bruto 291.500 (-) IPI Faturado (26.500) Receita Bruta de Vendas 265.000 (-) ICMS Faturado (47.700) Vendas Líquidas 217.300 (-) CPV (103.320) Lucro Bruto 113.980 Despesas com Pessoal (12.200) Despesa com PCLD (3.500) Despesa com Depreciação (12.000) Despesas com Utilidade de Serviços (280) Despesas de Aluguel (2.000) Receita Financeira 500 Despesa Financeira (1.500) Resultado na Equivalência Patrimonial 1.800 LAIR 84.800 IR / CS (20.750) Lucro / Prejuízo 64.050 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 8 - 3. Operações realizadas durante o período a) Compras à vista de mercadorias no valor de R$ 120.000, sendo ICMS de 18% (R$ 21.600) e IPI de 10% (R$ 12.000), ou seja, compras líquidas de R$ 98.400; por simplificação, não vamos considerar do PIS e da COFINS, que, se recuperáveis, têm o mesmo tratamento do ICMS e do IPI; b) Venda de 70% das mercadorias disponíveis pelo valor de R$ 265.000, mais IPI de 10% (R$ 26.500), com incidência de ICMS de 18% (R$ 47.700), ou seja, vendas líquidas de R$ 217.300; c) Pagamento à vista de salários no valor de R$ 12.200, sendo R$ 1.982 referente às contribuições devidas ao INSS e R$ 10.218 são salários 13º e férias. d) Despesas com utilidades e serviços correspondem ao consumo de energia elétrica no valor de R$ 280, isento de tributos; e) Distribuição de dividendos de R$ 30.000. EXERCÍCIO 1: Analise as informações a seguir, elabore a Demonstração do Valor Adicionado – DVA e responda as QUESTÕES de 01 a 06: 1) Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL 20X0 20X1 20X0 20X1 ATIVO 384.400 435.976 PASSIVO 384.400 435.976 Ativo Circulante 134.400 279.976 Passivo Circulante 200.400 183.876 Caixa 6.000 17.316 ICMS a pagar 25.600 50.040 Clientes 30.000 181.100 IPI a pagar 28.000 32.336 (-) PCLD --- -7.000 IR / CS a pagar 32.800 41.500 Estoques 98.400 88.560 Dividendos a Pagar 30.000 60.000 Empéstimos 84.000 --- Ativo não Circulante 250.000 156.000 Patrimônio Líquido 184.000 252.100 Investimentos (MEP) 70.000 73.000 Capital 160.000 160.000 Máquinas E Equipto 240.000 167.000 Reserva de Lucros 24.000 92.100 (-) Deprec. Acumulada -60.000 -84.000 2) Demonstração de Resultado do Exercício DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM Faturamento Bruto 583.000 (-) IPI Faturado -53.000 Receita Bruta de Vendas 530.000 (-) ICMS Faturado -95.400 Vendas Líquidas 434.600 (-) CPV -206.640 Lucro Bruto 227.960 Despesas com Pessoal -24.400 Despesa com PCLD -7.000 Despesa com Depreciação -24.000 Despesas com Utilidade de Serviços -560 Despesas de Aluguel -4.000 Receita Financeira 1.000 Despesa Financeira -3.000 Resultado na Equivalência Patrimonial 3.600 LAIR 169.600 IR / CS -41.500 Lucro / Prejuízo 128.100 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 9 - 3) Operações realizadas durante o período: a) Compras à vista de mercadorias no valor de R$ 240.000, sendo ICMS de 18% (R$ 43.200) e IPI de 10% (R$ 24.000), ou seja, compras líquidas de R$ 196.800; por simplificação, não vamos considerar do PIS e da COFINS, que, se recuperáveis, têm o mesmo tratamento do ICMS e do IPI; b) Venda de 70% das mercadorias disponíveis pelo valor de R$ 530.000, mais IPI de 10% (R$ 53.000), com incidência de ICMS de 18% (R$ 95.400), ou seja, vendas líquidas de R$ 434.600; c) Pagamento à vista de salários no valor de R$ 24.400, sendo R$ 3.964 referente às contribuições devidas ao INSS e R$ 20.436 são salários 13º e férias. d) Despesas com utilidades e serviços correspondem ao consumo de energia elétrica no valor de R$ 560; e) Distribuição de dividendos de R$ 60.000; f) Durante o exercício de X1 a empresa manteve, em média, 680 empregados em sua folha de pagamento. 01) A partir das informações dadas é possível afirmar que o valor da Receita, dos Insumos Adquiridos de Terceiros e do Valor Adicionado Bruto, constantes na Demonstração do Valor Adicionado, referente ao exercício social de 20X1 são respectivamente: a) R$ 583.000; R$ 277.200; R$ 305.800; b) R$ 583.000; R$ 277.760; R$ 305.240; c) R$ 576.000; R$ 277.760; R$ 298.240; d) R$ 576.000; R$ 277.200; R$ 298.800. 02) A partir das informações dadas é possível afirmar que o valor do Valor Adicionado Bruto, Valor Adicionado Líquido e Valor Adicionado Total a Distribuir, constantes na Demonstração do Valor Adicionado, referente ao exercício social de 20X1 são respectivamente: a) R$ 305.800; R$ 281.800; R$ 286.400; b) R$ 298.240; R$ 274.240; R$ 278.840; c) R$ 298.800; R$ 274.800; R$ 279.400; d) R$ 305.240; R$ 281.240; R$ 285.840. 03) A partir das informações dadas é possível afirmar que da riqueza total distribuída, foram destinados para empregados, governofederal e estadual, respectivamente: a) R$ 20.436; R$ 73.264; R$ 50.040; b) R$ 24.400; R$ 94.500; R$ 95.400; c) R$ 20.436; R$ 98.467; R$ 95.400; d) R$ 24.400; R$ 53.000; R$ 95.400. 04) A partir das informações dadas é possível afirmar que da riqueza total distribuída, foram destinados à remuneração de capital de terceiros, à remuneração do capital próprio e à retenção de lucros, respectivamente: a) R$ 7.000; R$ 68.100; R$ 128.100; b) R$ 3.000; R$ 60.000; R$ 68.100; www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 10 - c) R$ 3.000; R$ 128.100; R$ 68.100; d) R$ 7.000; R$ 128.100; R$ 68.100. 05) Os indicadores de geração de riqueza de uma entidade fornecem informações sobre a capacidade da empresa em gerar riquezas, a partir dessa definição e das demais informações dadas, julgue as alternativas a seguir e escolha a opção correta: I – A capacidade de geração de riqueza em relação ao ativo total aplicado na entidade foi de 54,72% no exercício social de 20X1, ou seja, cada real (R$ 1,00) aplicado, são gerados R$ 0,54 de riqueza para ser distribuída; II – No exercício social de 20X1 cada empregado da empresa contribui com, aproximadamente, R$ 410 (milhares de reais), para a geração da riqueza da entidade; III – O índice de geração de riqueza em relação ao Patrimônio Líquido no exercício de 20X1 foi de 1,10, ou seja, para cada real (R$ 1,00) de recursos próprios são gerados R$ 1,10 de riqueza para os acionistas ou ser retido na própria entidade; a) Todas as alternativas estão corretas; b) Existe apenas uma alternativa correta; c) As alternativas I e III são corretas; d) As alternativas II e III são corretas. 06) Os indicadores de distribuição de riqueza de uma entidade demonstram como e a quem a empresa destina a riqueza gerada, a partir dessa definição e das demais informações dadas, julgue as alternativas a seguir e escolha a opção correta: I – No exercício social de 20X1, para cada real (R$ 1,00) da riqueza gerada foram destinadas aos empregados em torno de R$ 0,70; II – Foi destinada ao governo, aproximadamente, 44% de toda a riqueza gerada pela entidade no exercício social de 20X1; III – Foram distribuídos aos acionistas em torno de R$ 0,24, para cada real (R$ 1,00) de riqueza gerada durante o exercício social de 20X1; a) Todas as alternativas estão incorretas; b) Existe apenas uma alternativa incorreta; c) As alternativas I e III são incorretas; d) A alternativa II é incorreta. EXERCÍCIO 03 (EXAME DE SUFICIÊNCIA CFC/2011): Uma sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$ 5.000, neste valor incluído ICMS de R$ 1.000. No mesmo período, revendeu toda a mercadoria adquirida por R$ 9.000, neste valor incluído ICMS de R$ 1.800. A sociedade empresária registrou, no período, despesas com representação comercial no montante de R$ 1.200 e depreciação de veículos de R$ 200. Na Demonstração do Valor Adicionado – DVA, elaborada a partir dos dados fornecidos, o valor adicionado a distribuir é igual a: www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 11 - a) R$ 1.800 b) R$ 2.600 c) R$ 3.200 d) R$ 4.000 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 12 - 2. A CONTABILIDADE NO CENÁRIO ATUAL – INTERNACIONAL E NACIONAL ANO CENÁRIO INTERNACIONAL CENÁRIO NACIONAL 1973 • Criação do IASC (Função: Emissão de normas denominadas IAS), por organismos de contabilidade da Alemanha, Austrália, Canadá, EUA, França, Irlanda, Japão, México, Holanda e Reino Unido. 1976 • Promulgação da Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por ações) alinhando definitivamente os padrões de contabilidade no Brasil aos padrões norte- americanos. 1997 • Criação do SIC (Função: Interpretar as normas IAS) 2000 • Envio do Projeto de Lei 3741/00 ao Congresso Nacional como proposta de alteração da Lei 6.404/76, com a finalidade de modernizá-la e torná-la responsiva às necessidades locais e globais da informação eliminando barreiras regulatórias existentes e aproximar as práticas contábeis no Brasil as internacionais - IFRS 2001 • Criação do IASB (Substituiu o antigo IASC e sua função, também, é a emissão de normas, agora denominadas IFRS, que substituíram as IAS); • Decisão da Comunidade Européia de adotar normas internacionais de contabilidade 2002 • Criação do IFRIC (Substituiu o SIC e sua função é interpretar as IAS/IFRS) 2005 • Adoção obrigatória dos IFRS pelas empresas européias. • Criação do CPC (Função: Emitir normas contábeis no Brasil observando os padrões internacionais de contabilidade; Composição: CFC, BM&FBOVESPA, ABRASCA, IBRACON, APIMEC, FIPECAFI; Convidados: CVM, BACEN, SUSEP 2007 • Aprovação do Projeto de Lei 3741/00, convertido na Lei 11.638/07 2008 • No final desse ano o CPC começa os trabalhos de emissão dos Pronunciamentos Contábeis. 2009 • Continuidade dos trabalhos de emissão dos pronunciamentos; www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 13 - • Aprovação da Lei 11.941/09 que altera novamente a Lei 6.404/76 tornando-a ainda mais alinhada aos padrões internacionais de contabilidade. 2010 • Continuidade e finalização dos trabalhos de emissão dos pronunciamentos; LEGENDAS IASC Internacional Accounting Standards Committee IAS Internacional Accounting Standards SIC Standing Interpretacions Committee IASB Internacional Accounting Standards Board IFRS Internacional Financial Reporting Standars IFRIC Internacional Financial Reporting Interpretacions Committee CPC Comitê dos pronunciamentos Contábeis CFC Conselho Federal de Contabilidade IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil FIPECAFI Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras ABRASCA Associação Brasileira de Companhias Abertas BM&FBOVESPA Bolsa de Valores e Mercados Futuros APIMEC Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais CVM Comissão de Valores Mobiliários BACEN Banco Central SUSEP Superintendência de Seguros Privados 2.1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES • IASB – Fundação independente sem fins lucrativos com recursos próprios procedentes das contribuições de vários organismos internacionais, assim, como das principais empresas de auditoria. • IFRS (IAS) – Normas Internacionais de Contabilidade que são pronunciamentos contábeis publicados pelo IASB, os quais se baseiam em princípios e não em regras específicas 2.2. BENEFÍCIOS DA CONVERGÊNCIA Rapidamente a comunidade internacional vem reconhecendo os benefícios em adotar um conjunto de normas contábeis preparado sob a coordenação do IASB e oficialmente aceito pela contabilidade européia. O IASB tem o compromisso de desenvolver, no interesse público, um conjunto único de normas globais de alta qualidade, que exige informações transparentes e comparativas nas demonstrações financeiras de uso comum. Hoje, mais de 100 países já adotam o IFRS como padrão contábil e, mais recentemente, países como Austrália, Canadá, China, Hong Kong, Noruega, Suécia, Brasil e Colômbia aumentaram essa lista. (Ernest & Young e FIPECAFI, 2010) www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 14 - De acordo com Relatório de Análise Econômica e Financeira - Bradesco (2008) os benefícios da convergência são: • Fornecer informações contábeisde alta qualidade, compreensíveis, transparentes e comparáveis, independente do país de origem; • Fortalecer a credibilidade da informação tanto pelos investidores internos quanto pelos externos; • Participar dos mercados de capitais globalizados; • Facilitar o acompanhamento e a comparação da situação econômico- financeira e do desempenho das instituições; • Otimizar a alocação de capitais e contribuir para a redução dos custos de captação; • Eliminar a necessidade de elaboração, por parte das instituições com atuação internacional, de múltiplos conjuntos de demonstrações financeiras, contribuindo para a redução de custos operacionais; • Reduzir o custo regulatório; • Centralizar a emissão de normas de contabilidade. 2.3. DIFICULDADES ENCONTRADAS NO BRASIL Desde logo, identificamos uma barreira conceitual fundamental no entendimento, aceitação e aplicação prática das IFRS no Brasil: o sistema contábil brasileiro, que sempre sofreu forte influência do ambiente fiscal, é fortemente baseado em regras definidas, ao passo que as IFRS têm sido tradicionalmente baseadas em princípios, bem menos detalhados, com grande ênfase na substância econômica das operações e no exercício de julgamento. Os profissionais brasileiros terão, como primeira tarefa, que entender a estruturação do IFRS e como ela afeta a interpretação e aplicação de cada norma específica. (Ernest & Young e FIPECAFI, 2010) Mas naquilo que depender das alterações sofridas pela Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) não faltarão instrumentos para a ruptura das divergências impostas pela legislação fiscal e, também, incentivo para o estudo das normas internacionais conforme artigos transcritos a seguir: Art. 177 § 2o A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Art. 177 § 5o As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o § 3o deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 15 - 2.4. COMPARATIVO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS PARA A LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA, FISCAL E NORMAS INTERNACIONAIS NORMAS NACIONAIS NORMAS INTERNACIONAIS FINS SOCIETÁRIOS FINS TRIBUTÁRIOS LEI 6.404/76 – LEI DAS S/AS LEI 10.406/02 - NCC DECRETO 3.000/99 - RIR CPC 26 (IAS 1) Sociedades Anônimas e Empresas de Grande Porte Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada e demais sociedades empresárias*. Todas as Empresas com Regime de Apuração do Resultado pelo Lucro Real Aplicável a todas as sociedades Companhias Abertas e Fechadas • Balanço Patrimonial (BP) • Balanço Patrimonial (BP) • Balanço Patrimonial (BP) • Balanço Patrimonial (BP) • Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) • Balanço do Resultado Econômico ou Demonstração da Conta de Lucros e Perdas • Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) • Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) • Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) • Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) • Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)** • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) • Notas explicativas • Notas explicativas Somente Companhias Abertas • Demonstração do valor Adicionado (DVA) • Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) * Sociedade em Nome Coletivo; Sociedade em Comandita Simples; Sociedade em Conta de Participação. ** As companhias fechadas com Patrimônio Líquido, na data do Balanço, inferior a dois milhões, não são obrigadas a elaborar e publicar a DFC (Art. 176 § 6º da Lei 6.404/76). De acordo com Silva (2010, p.39) “alguns segmentos econômicos possuem regulamentação contábil complementar, derivada das especificidades de seu negócio, entre os quais destacamos as instituições financeiras, seguradoras e concessionárias de serviços públicos”. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 16 - 3. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 26: APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - RESUMO O Pronunciamento Técnico CPC 26 estabelece os requisitos gerais para a apresentação de demonstrações contábeis, diretrizes gerais para sua estrutura e requisitos mínimos para seu conteúdo. Definir as demonstrações contábeis e sua finalidade são os objetivos principais deste pronunciamento, bem como traçar as bases para sua apresentação e garantir que sejam elaboradas de acordo com critérios que assegurem a comparabilidade tanto das demonstrações contábeis de anos anteriores da própria entidade, quanto com as de outras entidades. Assim, o Pronunciamento Técnico - CPC 26 e a Estrutura Conceitual constituem o que há de mais importante no processo de normatização das demonstrações contábeis, pois padronizam seu conteúdo, o que, quando, como e quanto reconhecer todos os seus componentes. 3.1. INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR CONTIDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (a) Ativos; (b) Passivos; (c) Patrimônio Líquido; (d) Receitas e Despesas, incluindo Ganhos e Perdas; (e) Alterações no Capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles; (f) Fluxos de Caixa 3.2. CONJUNTO COMPLETO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (a) Balanço Patrimonial; (b) Demonstração do Resultado do Exercício; (c) Demonstração do Resultado Abrangente; (d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido; (e) Demonstração dos Fluxos de Caixa; (f) Notas Explicativas. 3.3. REQUISITOS A SEREM OBSERVADOS NA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: • Apresentação apropriada e conformidade com as práticas brasileiras: As entidades que elaborarem suas Demonstrações Contábeis em conformidade com os Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do CPC deverão explicitar sem reservas essa conformidade nas notas explicativas. Mas caso a entidade não cumpra todos os requisitos aplicáveis constantes nesses documentos não deverá explicitar a conformidade com esses padrões. • Continuidade: As Demonstrações Contábeis devem ser elaboradas pressupondo a continuidade, mediante avaliação da capacidade da entidade continuar operando no futuro previsível, em caso da existência da intenção de encerrar seus negócios ou previsão realista de descontinuação das atividades, esta possibilidade deverá ser, devida e claramente, evidenciada em notas explicativas. A análise da entidade sobre a www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 17 - continuidade da empresa levará em conta o futuro previsível que compreende o período mínimo de doze mesas a partir da data do balanço. • Regime de Competência: Todas as Demonstrações Contábeis devem ser elaboradas considerando o Regime de Competência, exceto a Demonstração dos Fluxos de Caixa. • Materialidade e Agregação: O agrupamento de valores deve levar em consideração a natureza, função e materialidade dos itens representados, sendo os itens distintos devem serapresentados separadamente, exceto se forem imateriais. • Compensação de Valores: Não é permitida a compensação de valores de ativos, passivos, receitas e despesas, exceto quando exigido ou permitido por Pronunciamento, Interpretação ou Orientação. Algumas exceções: Provisão para Perdas com Estoques, PECLD; Ganhos e Perdas na alienação de Ativos não Circulantes. • Frequência de apresentação das demonstrações: O conjunto completo das Demonstrações Contábeis deve ser apresentado pelo menos anualmente. • Informação Comparativa: A divulgação das Demonstrações Contábeis deve observar referência ao período anterior para todos os valores apresentados nas demonstrações do período corrente. • Consistência de Apresentação: A apresentação e a classificação de itens de itens nas Demonstrações Contábeis devem ser mantidas de um período para outro, salvo se houver mudança significativa na natureza das operações da entidade ou se for demonstrado que outra forma de classificação seja mais apropriada, ou ainda, se outro Pronunciamento, Interpretação ou Orientação requerer alteração na apresentação. 3.4. IDENTIFICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis devem ser claramente identificadas e distinguidas umas das outras, bem como das demais informações constantes no documento publicado. Os itens a seguir representam os requisitos de identificação mínima que devem estar contidos nas Demonstrações Contábeis: (a) Nome da identidade; (b) Identificação se as demonstrações são individuais ou consolidadas; (c) Data-Base e período abrangido; (d) Moeda de apresentação; (e) Nível de arredondamento dos valores demonstrados; (f) Título da demonstração; identificação de subtítulos (grupos ou subgrupos) ou colunas. 3.5. BALANÇO PATRIMONIAL - BP De acordo com o Pronunciamento Técnico Contábil – CPC 26 o Balanço Patrimonial deve apresentar, respeitada a legislação, no mínimo, as seguintes contas: (a) Caixa e equivalentes de caixa; (b) Clientes e outros recebíveis; www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 18 - (c) Estoques; (d) Ativos financeiros (exceto os mencionados nas alíneas “a”, “b” e “g”); (e) Total dos ativos classificados como disponíveis para venda (Instrumentos Financeiros, conforme CPC 38; e ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada, conforme CPC 31); (f) Ativos biológicos; (g) Investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial; (h) Propriedades para investimento; (i) Imobilizado; (j) Intangível; (k) Contas a pagar comerciais e outras; (l) Provisões; (m) Obrigações financeiras (exceto as referidas nas alíneas “k” e “l”); (n) Obrigações e ativos relativos à tributação corrente; (o) Impostos diferidos ativos e passivos; (p) Obrigações associadas à ativos disposição para venda; (q) Participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimônio líquido; (r) Capital integralizado e reservas e outras contas atribuíveis aos proprietários da entidade. O Pronunciamento Técnico CPC 26 não trata da ordem que as contas devem ser dispostas no balanço, mas determina a ordem legalmente instituída no Brasil deverá ser observada. Embora este pronunciamento não trate diretamente da ordem de disposição, ele comenta sobre duas possíveis maneiras de apresentação das contas no Balanço Patrimonial: (a) Divisão de grupos “circulantes” e “não circulantes”, tanto passivos quanto ativos; (b) Ordem de liquidez. A informação baseada na divisão de grupos “circulantes” e “não circulantes”, de acordo com este pronunciamento, é útil para entidades que operem dentro de um ciclo operacional claramente identificável, pois distingue os ativos líquidos que estejam continuamente em circulação daqueles que são utilizados nas operações de longo prazo. Já para as entidades que não possuem um ciclo operacional claramente determinado, como é o caso das instituições financeiras, a apresentação de ativos e passivos pro ordem crescente ou decrescente de liquidez proporciona informação mais confiável e relevante. Porém o Pronunciamento Técnico CPC 26 diz que qualquer que seja o método de apresentação adotado, a entidade deve evidenciar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em até doze meses ou mais de doze meses para cada item de ativo e passivo. 3.6. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 26 a Demonstração de Resultado do Exercício deve conter no mínimo as seguintes rubricas: (a) Receitas; (b) Custos dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos; (c) Lucro bruto; www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 19 - (d) Despesas com vendas, gerais, administrativas, e outras receitas e despesas operacionais; (e) Parcela de resultados de empresas investidas reconhecidas por meio do método de equivalência patrimonial (MEP); (f) Resultado antes das receitas e despesas financeiras; (g) Receitas e despesas financeiras; (h) Resultado antes dos tributos sobre o lucro; (i) Despesas com tributos sobre o lucro; (j) Resultado líquido das operações continuadas; (k) Valor líquido dos seguintes itens (resultado das operações descontinuadas): • Resultado líquido após tributos das operações descontinuadas; • Resultado após os tributos decorrentes da mensuração do valor justo menos despesas de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que constituem a unidade operacional descontinuada. (l) Resultado líquido do período. Ainda sobre a estrutura e apresentação da Demonstração de Resultado do Exercício, o Pronunciamento Técnico CPC – 26 diz que esta Demonstração deve conter: (m) Resultados líquidos atribuíveis: • À participação de sócios não controladores; • Aos detentores do capital próprio da empresa controladora. A fim de facilitar a compreensão, análise de desempenho (freqüência, potencial de ganho ou perda e previsibilidade) as despesas devem ser subclassificadas, desde que obedecidas às disposições legais, em duas formas distintas: (a) Método da natureza da despesa; (b) Método da função da despesa; O primeiro método subclassifica a despesa por sua natureza e não pelas funções que exercem dentro da entidade, como demonstrado a segui: RECEITAS (+) OUTRAS RECEITAS (-) VARIAÇÕES DO ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS E EM ELABORAÇÃO (-) CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS E MATERIAIS (-) DESPESAS COM BENEFÍCIOS DE EMPREGADOS (-) DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES (-) OUTRAS DESPESAS (=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS O segundo método embora forneça informações mais úteis e relevantes aos usuários, as suas alocações por funções exigem decisões por vezes arbitrárias e envolvem considerável grau de julgamento, o que pode prejudicar a comparabilidade das demonstrações. O método de classificação por função da despesa é também chamado de método do “custo dos produtos e serviços vendidos” e as despesas são divididas de www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 20 - acordo com a sua função como parte do custo dos produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de distribuição ou das atividades administrativas, sendo que, no mínimo, a entidade divulga o custo dos produtos ou serviços vendidos separadamente das demais despesas. Veja o modelo proposto pelo Pronunciamento Técnico – CPC 26 a seguir: RECEITAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS OU SERVIÇOS VENDIDOS (=) LUCRO BRUTO (+) OUTRAS RECEITAS (-) DESPESAS DE VENDAS (-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS (-) OUTRAS DESPESAS (=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS O Pronunciamento Técnico – CPC26 diz ainda que as entidades que classifiquem os gastos por função devem divulgar informação adicional sobre a natureza das despesas incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as despesas com benefícios a empregados. 3.7. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE – DRA A Demonstração do Resultado Abrangente – DRA é o relatório que apresenta as receitas, despesas e outras mutações que afetam o patrimônio líquido, mas que não são reconhecidas (ou não foram reconhecidas ainda) na Demonstração do Resultado do Exercício. Estes itens são denominados pelo Pronunciamento Técnico – CPC 26 como “outros resultados abrangentes” e compreendem as seguintes transações: (a) Variações na reserva de reavaliação, quando permitida por lei; (b) Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido; (c) Ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior; (d) Ajuste de avaliação patrimonial relativo a ganhos ou perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda; (e) Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos e perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa; O Pronunciamento Técnico – CPC 26 define o Resultado Abrangente como “a mutação que ocorre no patrimônio líquido durante um período que resulta de transações e outros eventos que não derivados de transações com os sócios na sua qualidade de proprietários”. Assim, ainda de acordo com este pronunciamento o resultado Abrangente “compreende os componentes da demonstração do resultado e da demonstração dos outros resultados abrangentes”. De acordo o Pronunciamento Técnico – CPC 26 a demonstração do Resultado Abrangente – DRA deve, no mínimo incluir, as seguintes rubricas: (a) Resultado líquido do período (b) Cada item dos resultados abrangentes classificados conforme sua natureza (exceto aqueles constantes no item c); (c) Parcela de outros resultados abrangentes da empresa investida reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; (d) Resultado abrangente do período. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 21 - Ainda sobre a estrutura e apresentação da Demonstração de Resultado abrangente, o Pronunciamento Técnico CPC – 26 diz que esta Demonstração deve conter: (e) Resultados abrangentes totais do período atribuíveis: • À participação de sócios não controladores; • Aos detentores do capital próprio da empresa controladora. O Pronunciamento Técnico – CPC 26 faculta duas formas de apresentação da Demonstração do Resultado Abrangente – DRA: (a) Apresentação em demonstrativo próprio, conforme estrutura sugerida acima; (b) Apresentação dentro da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL Embora faculte as duas formas de apresentação, o Pronunciamento Técnico – CPC 26 recomenda que a Demonstração do Resultado Abrangente seja apresentada no corpo da DMPL. É importante, ainda, ressaltar que o Resultado Abrangente Total é formado por três componentes: resultado líquido do período, os outros resultados abrangentes e o efeito de reclassificação dos outros resultados abrangentes para o resultado do período. 3.8. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - DMPL; De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 26 os itens que devem estar contidos na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido são: (a) O resultado abrangente do período, apresentado separadamente o montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não controladores; (b) Para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos das alterações nas políticas contábeis e as correções de erros; (c) Para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no início e no final do período demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: • Do resultado do exercício; • De cada um dos outros resultados abrangentes; • De transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário, demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas, bem como modificações nas participações em controladas que não implicaram perda de controle. Segundo, ainda, o Pronunciamento Técnico – CPC 26 as mutações do patrimônio líquido são formadas por apenas dois conjuntos de valores: transações de capital com os sócios, na sua qualidade de proprietários e resultado abrangente total. 3.9. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA – DFC Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, o Pronunciamento Técnico – CPC 26 não trata da sua forma de apresentação, uma vez que já é discutida no Pronunciamento Técnico – CPC 03 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 22 - 3.10. NOTAS EXPLICATIVAS As notas explicativas são informações complementares às demonstrações contábeis, representando parte integrante das mesmas. Podem estar expressas tanto na forma descritiva como na forma de quadros analíticos, ou mesmo englobar outras demonstrações que forem necessárias ao melhor e mais completo esclarecimento dos resultados e da situação financeira da empresa. As notas explicativas podem ser usadas para descrever práticas contábeis utilizadas pela companhia, para explicações adicionais sobre determinadas contas ou operações específicas e ainda para composição de detalhes de certas contas. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 23 - 4. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO 02: EFEITOS DAS MUDANÇAS NAS TAXAS DE CÂMBIO E CONVERSÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – RESUMO O Pronunciamento Técnico - CPC 02 aborda os aspectos e efeitos das variações cambiais e nas Demonstrações Contábeis quando é necessária (ou exigida) a sua conversão, nos seguintes casos: (a) na contabilização de transações e saldos em moedas estrangeiras; (b) na conversão dos resultados e dos balanços patrimoniais das entidades no exterior para fins de consolidação, consolidação proporcional e aplicação do método da equivalência patrimonial na entidade investidora; e (c) na conversão do resultado de uma entidade e de seu balanço patrimonial de uma para outra moeda na apresentação das demonstrações contábeis. Na abordagem das mudanças nas taxas de câmbio e procedimentos de conversão é necessário, antes, definir, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, moeda funcional, que representa a moeda em que a entidade deverá elaborar as suas Demonstrações Contábeis. De maneira geral, a moeda funcional de uma entidade é aquela do país onde ela opera e, portanto, deverá ser utilizada como a medida de valor para os procedimentos de mensuração das transações e eventos econômicos da entidade, por exemplo, no caso de empresas que atuam no Brasil, a moeda funcional é o “real”, salvo raríssimas exceções relacionadas no Pronunciamento Técnico – CPC 02 que devem ser cumpridas cumulativamente para justificar a elaboração das Demonstrações Contábeis em uma moeda diferente, descritas a seguir: (a) Que, mais fortemente, influencia os preços dos bens ou serviços; (b) Do país cujas forças competitivas e reguladoras influenciam a estrutura de precificação da empresa; (c) Que influencia os custos e despesas da empresa; (d) Na qual os fundos financeiros são gerados; (e) Na qual os recebimentos das atividades operacionais são obtidos. Em casos de ocorrência de mudança da moeda funcional, a entidade deverá utilizar os procedimentos de conversão aplicáveis à moeda funcional prospectivamente à data da mudança, ou seja, neste caso não é permitida a conversão das Demonstrações Contábeis de períodos anteriores.Assim, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 209) “efetua-se a conversão de todos os itens para a nova moeda funcional utilizando-se a taxa de câmbio na data da mudança, sendo os valores convertidos resultantes para os itens monetários são tratados como se fossem custos históricos”. Porém, a moeda funcional não é questão de escolha da entidade, num primeiro momento ela é determinada pela moeda local de operação da empresa, num segundo momento, caso sejam cumpridas todas as exigências que caracterizam outra moeda como mais influente na geração e desembolso de caixa da entidade do que a local, deve ser adotada a outra como moeda funcional. A seguir serão comentados três casos de como utilizar a Taxa de Câmbio para converter as transações ou demonstrações contábeis. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 24 - 1º CASO: Transações em Moeda Estrangeira A entidade pode, no decorrer do período e no desempenho de suas atividades, realizar transações em moeda estrangeira e que podem ser exemplificadas como: (a) Compra; (b) Venda; (c) Empréstimos tomados e concedidos; (d) Aquisição de ativos e liquidação de passivos. De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 02, essas transações devem ser reconhecidas e contabilizadas em moeda funcional e a conversão dos valores deverá ser feita tomando como parâmetro a Taxa de Câmbio a Vista na data em que a transação foi efetivada. 2º CASO: Conversão das Demonstrações Contábeis para moeda diferente da funcional (conversão da moeda funcional para a moeda estrangeira) As Demonstrações Contábeis de uma entidade podem ser divulgadas em qualquer moeda, desde que devidamente elaboradas e divulgadas em moeda funcional, observando se os seguintes critérios: • Ativos e Passivos – a conversão para a moeda estrangeira deverá ser feita pela Taxa de Câmbio de Fechamento (ou corrente) da data do Balanço Patrimonial que será convertido; • Patrimônio Líquido – O Patrimônio Líquido inicial do período a ser convertido deverá ser o Patrimônio Líquido final convertido no período anterior; • Mutações do Patrimônio Líquido – as mutações que ocorrerem no período de conversão deverão ser convertidas para a moeda estrangeira mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de fechamento) nas datas em que ocorreram as mutações; • Receitas e Despesas: esses itens deverão ser convertidos para a moeda estrangeira mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de fechamento) na data em que os mesmos ocorreram ou, se não houver oscilação relevante no câmbio, pela Taxa de Câmbio Média do período; As conversões mencionadas anteriormente originam variações cambiais em decorrência da utilização de diferentes parâmetros (taxa de câmbio de fechamento, históricas, média e PL anterior convertido) para a sua conversão. As variações cambiais deverão ser reconhecidas em conta específica, diretamente no Patrimônio Líquido, e não no resultado do período em que são identificadas, pois mudanças nas taxas cambiais têm pouco ou nenhum efeito direto sobre os fluxos de caixa presentes e futuros das operações. 3º CASO: Conversão das Demonstrações Contábeis em moeda estrangeira de entidades controladas no exterior para moeda a funcional em que opera a entidade controladora (conversão da moeda estrangeira para a moeda funcional) www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 25 - Nos casos de conversão das Demonstrações Contábeis de entidades investidas no exterior para a moeda funcional da investidora devem ser observados os mesmos requisitos mencionados no segundo caso em relação à utilização das taxas de câmbio. Então, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 209-210), para os investimentos em entidades no exterior que se enquadram no Método de Equivalência Patrimonial – MEP, a investidora deverá tomar os seguintes procedimentos: (a) Elaborar as demonstrações consolidadas da investida em moeda funcional da mesma, porém com base nas normas e procedimentos contábeis adotados pela investidora; (b) Efetuar a conversão das demonstrações contábeis elaboradas conforme o item acima, para a moeda funcional da investidora; (c) Reconhecer o resultado da investida por equivalência patrimonial com base na Demonstração de Resultado levantada conforme o item (b); (d) Reconhecer os ganhos e perdas cambiais no investimento em uma conta específica no Patrimônio Líquido; (e) Finalmente, caso seja um investimento em controlada, a investidora deverá consolidar as Demonstrações dessa investida. Observe o esquema abaixo sobre a conversão das Demonstrações Contábeis para a moeda funcional da investidora: CONVERSÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL E AS TAXAS DE CÂMBIO ATIVO PASSIVO Taxa Corrente PATRIMÔNIO LÍQUIDO SALDO ANTERIOR DO PL: Taxa Corrente Igual ao saldo final do período anterior convertido MUTAÇÕES (DIVIDENDOS E INGRESSOS DE CAPITAL): Taxa Histórica RESULTADO DO PERÍODO: Transportado da DRE convertida por Taxa Histórica ou Média AJUSTE ACUMULADO DE CONVERSÃO (*) (*) A conta de “Ajuste de Conversão Acumulada” é específica para registrar as variações cambiais (ganhos ou perdas cambiais) resultantes da conversão dos ativos, passivos e patrimônio líquido por taxas de câmbio diferentes, sendo os passivos e ativos convertidos pela taxa corrente e o patrimônio líquido por taxas históricas e médias, além do seu saldo inicial partir do saldo anterior convertido. FONTE: FIPECAFI (2010, p. 211) EXERCÍCIO 1 [FIPECAFI, 2010, p. 211 - 213, adaptado] A “Cia A” e outros investidores constituíram a “Cia B”. Em 01/01/20X1, a Cia A integralizou 80% do capital social de “B” pelo valor de USD 200.000 (taxa USD/R$ = 1,50). No final do exercício de X1, a “Cia B” apresentou as seguintes Demonstrações Contábeis: www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 26 - DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 Em USD Receitas 150.000 Custos (80.000) Lucro Bruto 70.000 Despesas Operacionais (25.000) Outras Receitas 5.000 Lucro antes dos tributos 50.000 Tributos sobre o Lucro (15.000) Lucro Líquido 35.000 BALANÇO PATRIMONIAL Em 31/12/20X1 Em USD ATIVO ATIVO CIRCULANTE Disponível e Contas a Receber 240.000 ATIVO NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo 70.000 Imobilizado 90.000 TOTAL DO ATIVO 400.000 PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Contas a Pagar 55.000 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Exigível a Longo Prazo 60.000 TOTAL DO PASSIVO 115.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social 250.000 Lucros Acumulados 35.000 TOTAL DO PL 285.000 TOTAL DO PASSIVO E PL 400.000 Faça a conversão das demonstrações contábeis da investida, “Cia B”, elaboradas em moeda estrangeira para a moeda funcional da investidora das referidas e para efeitos de conversão das demonstrações considere as seguintes taxas de câmbio e as receitas, custos e despesas mensais do referido período: TAXAS DE CÂMBIO MÊS TAXA MÉDIA MENSAL TAXA DE FECHAMENTO OU CORRENTE Janeiro 1,55 Fevereiro 1,60 Março 1,60 Abril 1,70 Maio 1,60 Junho 1,65 Julho 1,70 Agosto 1,75 Setembro 1,75 Outubro 1,80 Novembro 1,70 Dezembro 1,75 1,80 Taxa Média Anual 1,68 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 27 - RECEITAS, CUSTOS E DESPESAS MENSAIS (EM USD) MÊS RECEITAS CUSTOS DESPESAS OUTRAS RECEITAS Janeiro 10.000 6.000 1.500 0 Fevereiro 10.000 6.000 1.800 0 Março 14.000 7.500 1.700 0 Abril 18.000 9.000 2.200 400 Maio 17.000 8.000 2.000 0 Junho 15.000 7.000 2.000800 Julho 12.000 5.500 2.000 0 Agosto 13.000 6.000 2.200 1.300 Setembro 8.000 4.500 2.300 0 Outubro 10.000 6.000 2.400 0 Novembro 12.000 7.500 2.400 1.000 Dezembro 11.000 7.000 2.500 1.500 TOTAL 150.000 80.000 25.000 5.000 1º Passo: Conversão da DRE 1.1. Conversão das Receitas MÊS RECEITAS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO RECEITAS (EM R$) Janeiro 10.000 Fevereiro 10.000 Março 14.000 Abril 18.000 Maio 17.000 Junho 15.000 Julho 12.000 Agosto 13.000 Setembro 8.000 Outubro 10.000 Novembro 12.000 Dezembro 11.000 TOTAL 150.000 1.2. Conversão dos Custos MÊS CUSTOS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO CUSTOS (EM R$) Janeiro 6.000 Fevereiro 6.000 Março 7.500 Abril 9.000 Maio 8.000 Junho 7.000 Julho 5.500 Agosto 6.000 Setembro 4.500 Outubro 6.000 Novembro 7.500 Dezembro 7.000 TOTAL 80.000 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 28 - 1.3. Conversão das Despesas MÊS DESPESAS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO DESPESAS (EM R$) Janeiro 1.500 Fevereiro 1.800 Março 1.700 Abril 2.200 Maio 2.000 Junho 2.000 Julho 2.000 Agosto 2.200 Setembro 2.300 Outubro 2.400 Novembro 2.400 Dezembro 2.500 TOTAL 25.000 1.4. Conversão das Outras Receitas MÊS OUTRAS RECEITAS (EM USD) TAXA DE CONVERSÃO OUTRAS RECEITAS (EM R$) Janeiro 0 Fevereiro 0 Março 0 Abril 400 Maio 0 Junho 800 Julho 0 Agosto 1.300 Setembro 0 Outubro 0 Novembro 1.000 Dezembro 1.500 TOTAL 5.000 1.5. Estruturação da DRE Convertida DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 Em USD Taxa Em R$ Receitas 150.000 Custos (80.000) Lucro Bruto 70.000 Despesas Operacionais (25.000) Outras Receitas 5.000 Lucro antes dos tributos 50.000 Tributos sobre o Lucro (15.000) Lucro Líquido 35.000 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 29 - 2º Passo: Conversão do Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL Em 31/12/20X1 Em USD Taxa Em R$ ATIVO ATIVO CIRCULANTE Disponível e Contas a Receber 240.000 ATIVO NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo 70.000 Imobilizado 90.000 TOTAL DO ATIVO 400.000 PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Contas a Pagar 55.000 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Exigível a Longo Prazo 60.000 TOTAL DO PASSIVO 115.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social 250.000 Lucros Acumulados 35.000 TOTAL DO PL 285.000 TOTAL DO PASSIVO E PL 400.000 EXERCÍCIO 2: As demonstrações contábeis a seguir (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício) são da Cia ABC situada nos Estados Unidos, controlada da Cia Universitária localizada no Brasil, a partir dessas demonstrações e demais informações faça a conversão das demonstrações contábeis em moeda funcional da controladora e responda as questões de 03 a 06: 1. Demonstrações Contábeis DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE EXERCÍCIO Taxa de Conversão Em R$ de 01/01/20X1 a 31/12/20X1 Em US $ Receitas 200.000 Custos (110.000) Lucro Bruto 90.000 Despesas Operacionais (30.000) Lucro antes dos tributos 60.000 Tributos sobre o Lucro (18.000) Lucro Líquido 42.000 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 30 - BALANÇO PATRIMONIAL Taxa de Conversão Em R$ Em 31/12/20X1 Em US $ ATIVO 500.000 ATIVO CIRCULANTE Disponível e Contas a Receber 290.000 ATIVO NÃO CIRCULANTE Imobilizado 210.000 TOTAL DO PASSIVO E PL 500.000 PASSIVO 158.000 PASSIVO CIRCULANTE Contas a Pagar 100.000 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Exigível a Longo Prazo 58.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 342.000 Capital Social (*) 300.000 Reserva de lucros 42.000 ____________________________ (*) Sabe-se que a Cia ABC foi constituída no início de 20X1 e a taxa de câmbio nesta data era de R$ 1,72 (US $ 1,00 = R$ 1,72) e, ainda que as Reservas de Lucros são originadas integralmente neste período. 2. Taxa de Câmbio do Período MÊS TAXA MÉDIA MENSAL TAXA DE FECHAMENTO OU CORRENTE Janeiro 1,78 Fevereiro 1,84 Março 1,79 Abril 1,76 Maio 1,81 Junho 1,81 Julho 1,77 Agosto 1,76 Setembro 1,72 Outubro 1,68 Novembro 1,70 Dezembro 1,74 1,75 Taxa Média Anual 1,76 www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 31 - 3. Detalhamento das Receitas, Custos e Despesas do período: Período Taxa de Receitas Custos Despesas Conversã o US $ R$ US $ R$ US $ R$ Janeiro 12.000 6.600 1.800 Fevereiro 10.000 5.500 1.500 Março 15.000 8.250 2.250 Abril 20.000 11.000 3.000 Maio 14.000 7.700 2.100 Junho 15.000 8.250 2.250 Julho 18.000 9.900 2.700 Agosto 13.000 7.150 1.950 Setembro 14.000 7.700 2.100 Outubro 17.000 9.350 2.550 Novembro 22.000 12.100 3.300 Dezembro 30.000 16.500 4.500 TOTAL 200.000 110.000 30.000 01) O Resultado do período, o Ativo e o Patrimônio Líquido das demonstrações convertidas da Cia ABC representam, respectivamente, em 31/12/X1: a) R$ 42.000; R$ 500.000, R$ 342.000; b) R$ 73.920; R$ 880.000, R$ 601.920; c) R$ 73.704; R$ 875.000, R$ 598.500; d) R$ 73.704; R$ 875.000, R$ 589.704. 02) Em relação à conversão da Demonstração de Resultado do Exercício é possível afirmar que: I – Na conversão desta demonstração é permitida, também, a utilização da taxa de câmbio histórica; II – Os tributos sobre o lucro devem ser convertidos com base na taxa de fechamento do exercício; III – As receitas, custos e despesas constantes na demonstração devem ser convertidos pelo seu montante através da aplicação da taxa de câmbio média anual, sobre os valores totais; a) Todas as alternativas estão corretas; b) Existe apenas uma alternativa correta; c) As alternativas I e II são corretas; d) As alternativas II e III são corretas. 03) Julgue os itens a seguir acerca da conversão do Balanço Patrimonial: I – As variações cambiais surgem através da aplicação de diferentes taxas de câmbio aplicadas na conversão do Balanço Patrimonial; www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 32 - II – A taxa utilizada na conversão de ativos e passivos é a taxa de fechamento na data da elaboração do Balanço Patrimonial; III – Todo o patrimônio líquido é convertido com base na taxa histórica; a) As alternativas I e II são corretas; b) As alternativas I e III são corretas; c) As alternativas II e III são corretas; d) Todas as alternativas estão corretas. 04) Sobre o surgimento das variações cambiais julgue as alternativas a seguir: I – No caso analisado a variação cambial surge somente da diferença da taxa de câmbio histórica (1,72) aplicada na conversão do capital social em relação a taxa de câmbio de fechamento (1,75) utilizada na conversão dos demais componentes do balanço; II – A variação cambial apurada na conta Reserva de Lucros representa uma perda de 204, pois a taxa de fechamento utilizada na conversão de ativos e passivos é inferior a taxa média utilizada na conversão da DRE; III – Não é possível identificar em quais contas do patrimônio líquido e em quais valores são originadas as variaçõescambiais; a) Apenas a alternativa I está incorreta; b) As alternativas I e II estão incorretas; c) As alternativas I e III estão incorretas; d) Todas as alternativas estão incorretas. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada Profª. Núbia Rodrigues - 33 - 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976 e alterações: Dispões sobre as Sociedades por Ações. Disponível em: www.planalto.gov.br, acesso em 15/08/2009. FIPECAFI. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de acordo com as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento Técnico CPC 02: Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis. Ata da 51ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de 03 de setembro de 2010. Brasília, DF, 03 set 2010. _______. Pronunciamento Técnico CPC 09: Demonstração do Valor Adicionado. Ata da 29ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de 30 de outubro de 2008. Brasília, DF, 30 out 2008. _______. Pronunciamento Técnico CPC 26: Apresentação das Demonstrações Contábeis. Ata da 37ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de 17 de julho de 2009. Brasília, DF, 17 jul 2009. ERNEST & YOUNG E FIPECAFI (Org.). Manual de normas internacionais de Contabilidade: IFRS versus Normas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 1 v. www.cliqueapostilas.com.br http://www.cliqueapostilas.com.br