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Raio-X de tórax 1 ✅ Raio-X de tórax Incidências clássicas: PA (braços abertos para escápula não atrapalhar visualização) e perfil (levanta os braços para que o úmero não atrapalhe a visualização). Peito encostado no filme do Rx para o tamanho do coração ficar mais fidedigno do normal (PA). Encostar lado direito do corpo no filme do Rx (perfil). Analisar Rx de FORA para DENTRO. Região superior da caixa torácica é mais branca e a medida que vai para inferior tende a ficar mais preta (ALERTA!). 💡 Pacientes acamados utiliza-se do AP (antero-posterior). Anatomia básica: Escápulas, clavículas, corpos vertebrais (Rx bem feito consegue-se ver a sombra do corpo vertebral) e arcos costais (a parte mais evidente, na verdade, é a posterior e a parte inclinada para baixo é que é a região anterior). Raio-X de tórax 2 Silhuetas mamárias/coxins gordurosos: mulheres e obesos. Pode dar a impressão de que o paciente tem pneumonia. Bulha gástrica: não é possível analisar em todas as pessoas. ‘’Embaixo’’ do coração. Desaparece quando o VE aumenta de tamanho (incidência lateral/perfil). Raio-X de tórax 3 Seios costofrênicos: ‘’final’’ do pulmão com o diafragma. Importante para diagnosticar derrame pleural e pneumonia. Botão aórtico: curvatura do arco aórtico. 💡 A traqueia e os brônquios sempre são visíveis. Traqueia: desvia para lado contralateral quando há estruturas que a empurrem conforme o crescimento destas (tumor ou pneumonia) ou para lado ipsilateral, Raio-X de tórax 4 caso ocorra redução do volume pulmonar (atelectasia pulmonar – totalidade ou parte de um pulmão fica sem ar e entra em colapso). 💡 Lado esquerdo é o direito do paciente e o lado direito é o esquerdo do paciente sempre. Espaço aéreo retroesternal: ar em frente ao coração. Aumento do VD (ponta do coração vertical, rotação anti-horária e horizontal) ou dilatação da aorta ascendente → redução de 2/3 do espaço aéreo retroesternal. Seios cardiofrênicos: mesma região dos costofrênicos, porém, medialmente, entre coração e diafragma. Rx de tórax normal: Índice cardiotorácico/Lei de Groedel: maior diâmetro do coração transversal e comparar com o maior diâmetro do tórax ao nível da cúpula diafragmática, e dividirmos o maior diâmetro do coração pelo diâmetro maior do tórax. ICT = DTC/DTT (valor normal em torno de 0,45 ou até 0,55) Raio-X de tórax 5 Incidência padrão PA/visão frontal Contorno direito do mediastino: linha vertical superior = veia cava superior, veia ázigos e aorta ascendente. Convexidade direita inferior = AD. Contorno esquerdo do mediastino: arco superior (“botão aórtico” = arco Ao distal e Ao descendente proximal); arco médio (“cintura cardíaca”, tem forma côncava, formado pelo TP, artéria pulmonar esquerda e apêndice atrial esquerda); arco inferior (convexidade esquerda, exclusivamente pelo VE). Incidência de perfil/visão lateral Esterno, espaço aéreo retroesternal, coração e bulha gástrica. AE quando aumenta de tamanho forma uma estrutura ovalada que encosta na coluna. Raio-X de tórax 6 Espaço aéreo retroesternal obliterado total ou parcialmente → aumento de VD ou aneurisma de aorta esquerda. Derrame ou obliteração de campos pleuropulmonares, costelas, seios costofrênicos e cúpulas diafragmáticas → ar no subcutâneo (enfisema subcutâneo = pneumotórax). Pectus excavatum → esterno entrando para dentro do tórax. Interfere na interpretação de Rx de tórax. 💡 Idoso → calcificação do botão aórtico e ponta cardíaca menos arredondada com coxim adiposo. Pulmão: Anatomia: Pulmão direito: três lóbulos (superior, médio e inferior). Na incidência PA, o lóbulo inferior fica pequeno, porque ele se encontra atrás do lóbulo médio. Pulmão esquerdo: dois lóbulos (superior e inferior). O lóbulo superior do pulmão esquerdo possui a língula (segmento pulmonar do lobo superior). Divisão das estruturas: fissuras pulmonares – duas no pulmão direito (horizontal e oblíqua) e uma no pulmão esquerdo (oblíqua). Visíveis no derrame pleural, por exemplo (cissurites). Raio-X de tórax 7 Fissura horizontal é a mais fácil de ser visualizada. Falar cissura é errado! Sinal da silhueta: Indica perda da definição da borda ou margem de uma estrutura (“perda da silhueta”) que está em contato com opacidade de atenuação semelhante, ou seja, as porções do tórax são quase da mesma densidade radiológica. Pneumonia ou tumor que esteja no lóbulo médio (anterior e no mesmo nível do coração), a silhueta cardíaca (amarelo) vai mudar pois vai englobar a patologia. Se fosse no lóbulo inferior (mesmo local, porém, mais posterior), por não estar no mesmo plano que o coração, conseguiríamos delimitar melhor. Raio-X de tórax 8 Vasculatura pulmonar: Em pessoas normais, os vasos devem ser mais calibrosos nas bases, afinam-se agudamente e bifurcam-se, sendo difícil observá-los na periferia dos pulmões. Congestão pulmonar: é uma situação onde a pressão pulmonar capilar (PPC) está aumentada e ela é de fundamental importância no Rx de tórax para fazer hipótese de insuficiência cardíaca. Situações de fluxo arterial pulmonar aumentado (vascularidade aumentada) podendo levar a hipertensão pulmonar pré capilar Gravidez, anemia severa, hipertireoidismo (alto débito), Shunt E-D (ex.: CIV). Passa mais sangue para a circulação pulmonar. Fluxo arterial aumentado → vasos pulmonares mais proeminentes/calibrosas na periferia e margens/bordas bem definidas. Raio-X de tórax 9 Reabsorção óssea na coluna (boca de peixe) - muito visível na anemia falciforme. Situações de pressão arterial pulmonar elevada de causa pós capilar (hipertensão pulmonar pós capilar) A hipertensão começa no átrio e se propaga para os capilares pulmonares. Doença no coração → aumento da pressão de AE e/ou do VE → aumento da pressão nas veias e capilares pulmonares → hipertensão pós capilar. Bordas dos vasos borradas/apagadas, vasos constritos nas bases e aumentados em calibre nos ápices. Vasos visíveis próximo a pleura. Causas: aumento da pressão diastólica final do VE (PDF) e/ou da pressão arterial esquerda. 💡 A PDF tem que ficar abaixo de 10mmHg ou no máximo 12mmHg, pois, se aumentar, irá transmitir para o AE → congestão pulmonar e edema agudo de pulmão ou estenose mitral que leva a congestão pulmonar. Correlação do padrão vascular pulmonar vs. PCP: PCP < 8 a 10 mmHg: padrão vascular normal. PCP 10 a 12 mmHg: vasos da região inferior do pulmão iguais em diâmetro ou menores do que os vasos da porção superior (redistribuição vascular pulmonar). PCP 12 a 18 mmHg: as bordas dos vasos tornam-se progressivamente mais apagadas ou borradas devido ao aumento do extravasamento de Raio-X de tórax 10 líquido para o interstício, evidenciado muitas vezes pelas linhas B de Kerley (densidades lineares periféricas, horizontais, com base na pleura, mais nítidas nas bases onde predomina a congestão). PCP 18 a 20 mmHg ou mais: ocorre edema pulmonar (extravasamento alveolar), com a presença de liquido intersticial em quantidades suficientes para causar uma aparência perihilar em “asa de morcego”. Situação de pressão arterial pulmonar elevada por anormalidades das artérias pulmonares (hipertrofia da parede vascular): vasos centrais aumentados, rápida transição e pobreza de vasos na periferia; aumento do VD (e.g. hipertensão pulmonar primária). Fluxo pulmonar diminuído por conta de uma obliteração da luz dos vasos e vasculatura pulmonar diminuída. 💡 Edema pulmonar = insuficiência cardíaca esquerda descompensada. Coração: Raio-X de tórax 11 Raio-X de tórax 12 Raio-X de tórax 13 Câmaras cardíacas e grandes vasos: Raio-X de tórax 14 Átrio direito: o aumento é um achado sutil no Rx (PA); difícil visualização (perfil). Aumento do AD isolado → atresia tricúspide e Doença de Ebsteis (ambas raras). Aumento de AD e VD → insuficiência tricúspide ou hipertensão pulmonar. Cardiomegalia global descompensada. Abalamento na silhueta direita inferior → aumento isolado de AD (doença congênita – atresiapulmonar). Ventrículo direito: ocupa mais da metade da silhueta inferior cardíaca. VD aumenta → alavanca o VE e o empurra para cima → coração em forma de bota (’’boot- shaped’’); tetralogia de Fallot (dilatação de VD sem VE); preenchimento do espaço aéreo retroesternal; deslocamento transverso do ápice. Átrio esquerdo: ocupa praticamente todo o coração na parte superior, então, é responsável por duas partes da silhueta cardíaca. Dilatação do apêndice atrial Raio-X de tórax 15 esquerdo (convexidade onde existe normalmente concavidade entre AP esquerda e a borda esquerda do VE), dilatação de AE (eleva o brônquio fonte esquerdo, aumentando o ângulo da carina), compressão focal da aorta torácica, duplo contorno em PA nos aumentos acentuados e abaulamento focal dirigido posteriormente na incidência lateral. 💡 Paciente com prótese valvar é possível visualizar as ‘’válvulas’’. Arco médio retificado → aumento importante do AE → coração encostando na coluna. Sinal do duplo contorno – aumento do AE. Raio-X de tórax 16 Doença aumentando o AE e hipertrofia do VD → estenosa mitral grave. Ventrículo esquerdo: aumenta muito de tamanho, puxando o coração para lateral e podendo obliterar o seio costofrênico. Veia cava inferior e superior: superior é possível visualizar e inferior, em PA, não é tão visível. ICC → lado direito a cava superior dilata → alargamento mediastinal. Artéria aorta: fácil de identificar em perfil (’’tromba de elefante’’). Artérias pulmonares: um pouco difícil de identificar.