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@medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 1 Habilidades clínicas EXAMES COMPLEMENTARES EM GINECOLOGIA vulva, vagina e útero GENITOSCOPIA COLPOSCOPIA O exame colposcópico deve ser feito, preferencialmente, em um 1 tempo diferente da coleta de material para colpocitologia, mas não necessariamente . A Colposcopia pode ser realizada em mulheres gestantes sem restrições, mas avisar que a partir do sétimo mês, o exame é mais desconfortável e, de maneira geral, devemos evitar procedimentos associados que possam provocar sangramento. Não existe uma época melhor do ciclo menstrual para executar o exame, mas de preferência, deve-se evitar o período menstrual. Em quadros de colpocervicites agudas intensas, devemos tratar o processo e repetir o exame, bem como nos casos de hipoestrogenismo importantes, após fazer a correção prévia do estado hipoestrogênico. INDICAÇÕES: Colpocitologias alteradas Lesão intraepitelial de baixo grau e alterações de células escamosas de significado indeterminado em dois exames consecutivos, com intervalo de seis meses; Alterações em células glandulares de significado indeterminado; Lesão intraepitelial de alto grau e adenocarcinoma in situ de colo uterino e alterações celulares compatíveis com carcinoma micro invasor ou invasor. Outras indicações: o Sinais clínicos de metrorragia e dispareunia, o Prurido vulvar crônico e condilomatose vulvo perineal, o Controle pós-tratamento de lesões pré-invasivas e invasivas em colo, vagina e vulva, o Pré-operatório de intervenções no trato genital, o Aspecto anormal em colo e vagina no exame a olho nu, o Desejo da paciente em condições especiais RECOMENDAÇÕES: Não ter relação sexual pelo menos 2 dias antes do exame, mesmo que seja com uso de camisinha. Evitar introduzir qualquer medicamento ou objeto na vagina, como cremes ou absorventes internos, e evitar duchas vaginais. É recomendado também que a mulher não esteja menstruada, não esteja fazendo uso de antibióticos e que leve o resultado do último exame de papanicolau ou outro que tenha feito recentemente, como ultrassom transvaginal, ultrassonografia abdominal ou exames de sangue. MATERIAIS NECESSÁRIOS: Solução fisiológica, ácido acético a 3 e 5%, solução de Schiller, hipossulfito de sódio, solução para assepsia, ácido tricloroacético entre 70 a 100%, cotonetes; Seringa, agulha e anestésico tópico; Pinça de exploração de canal cervical – Menckel ou similar, pinça de biópsia – Allis, saca-bocado – Gaylor-Medina ou similares, punch dermatológico, pinça de Pozzi e material de sutura simples; Bisturi elétrico com eletrodos adequados – especialmente bisturi de alta frequência (CAF) e aspirador de fumaça, prontos para uso imediato e uma técnica de enfermagem como auxiliar TÉCNICA DE EXAME: Após a colocação do espéculo, de preferência descartável, realizamos a limpeza do excesso de secreção vaginal, com gaze e soro fisiológico. @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 2 Aplicamos solução de ácido acético de 3 a 5% por cerca de 1-2 minutos, seguida de uma observação minuciosa de fundos de saco e paredes vaginais e suas pregas com o auxílio da bolinha de algodão 5 embebida no ácido e depois segue-se o exame do colo uterino. A duração da ação do ácido acético é efêmera e a reaplicação do mesmo deve ser feita, constantemente, durante o exame. Dar atenção especial para identificação da junção escamo-colunar (JEC), a zona de transformação (ZT) e epitélios escamoso e colunar. Após esta avaliação devemos utilizar a solução de Schiller no colo e vagina e identificar possíveis áreas iodo negativas. A retirada do excesso de solução é fundamental para maior conforto da paciente. Por último, realizamos a avaliação da vulva, períneo e ânus, sendo que o uso do ácido acético a 5% poderá facilitar a identificação de algumas áreas de atípicas. Devemos sempre estar preparados para realização da exploração de canal cervical, de biópsias, retiradas de pólipos, entre outros procedimentos correlatos. O uso do hipossulfito de sódio nos possibilita uma descoloração das áreas iodo positivas para uma segunda análise quando conveniente Durante o procedimento o médico também pode utilizar o instrumento para tirar fotografias ampliadas do colo do útero, da vulva ou da vagina para colocar no relatório final do exame. Caso sejam identificadas alterações durante a realização do exame, o médico pode coletar uma pequena amostra da região para que seja realizada a biópsia, sendo assim possível saber se a alteração identificada é benigna ou maligna e, nesse caso, ser possível iniciar o tratamento adequado. ACHADOS COLPOSCÓPICOS NORMAIS: @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 3 TERMINOLOGIA COLPOSCÓPICA – BARCELONA 2002 ACHADOS NORMAIS ACHADOS ANORMAIS ACHADOS SUGESTIVOS DE CÂNCER INVASIVO COLPOSCOPIA INSATIFATÓRIA MISCELÂNEA o Epitélio Escamoso Original o Epitélio Colunar o Zona de Transformação o Epitélio acetobranco plano o Epitélio acetobranco denso * o Mosaico fino o Mosaico grosseiro * o Pontilhado fino o Pontilhado grosseiro * o Iodo Parcialmente positivo o Iodo Negativo * o Vasos atípicos * o Junção Escamo- colunar não visível o Inflamação severa, atrofia severa, o Trauma, o Cérvice não visível o Condiloma o Queratose o Erosão o Inflamação o Atrofia o Deciduose o Pólipo CARACTERÍSTICAS COLPOSCÓPICAS SUGESTIVAS DE ALTERAÇÕES METAPLÁSICAS: A) superfície lisa com vasos finos, de calibre uniforme. B) alterações acetobrancas leves. C) iodo negativo ou parcialmente positivo, com solução de Lugol. CARACTERÍSTICAS COLPOSCÓPICAS SUGESTIVAS DE ALTERAÇÕES DE BAIXO GRAU (ALTERAÇÕES MENORES) A) superfície lisa com borda externa irregular. B) alteração acetobranca leve, que aparece lentamente e desaparece rapidamente. C) iodo negativo, frequentemente com parcial captação de iodo positivo. D) pontilhado fino e mosaico fino regular CARACTERÍSTICAS COLPOSCÓPICAS SUGESTIVAS DE ALTERAÇÕES DE ALTO GRAU (ALTERAÇÕES MAIORES) A) superfície lisa com borda externa bem marcada. B) alteração acetobranca densa, que aparece rapidamente e desaparece lentamente; podendo apresentar um branco nacarado que lembra o de ostra. C) iodo negativo (coloração amarelo-mostarda) em epitélio densamente acetobranco. D) pontilhado grosseiro e mosaico de campos largos, irregulares, e de tamanhos diferentes. E) acetobranqueamento denso no epitélio colunar pode indicar doença glandular CARACTERÍSTICAS COLPOSCÓPICAS SUGESTIVAS DE CÂNCER INVASIVO A) superfície irregular, erosão, ou ulceração. B) acetobranqueamento denso. C) pontilhado grosseiro, irregular, e mosaico grosseiro de campos largos desiguais. D) vasos atípicos. ZONA DE TRANSFORMAÇÃO CONFORME A SUA LOCALIZAÇÃO: TIPO I – completamente ectocervical e completamente visível, pode ser pequena ou grande TIPO II – componente endocervical, totalmente visível, podendo o componente ectocervical ser pequeno ou grande TIPO III – componente endocervical que não é completamente visível e podendo ter um componente ectocervical que pode ser pequeno ou grande VULVOSCOPIA A vulvoscopia é um exame da superfície da pele da vulva, do períneo, dos lábios maiores e menores e da abertura vaginal (parte externa visível dos genitais femininos). Uma lente de aumento especial chamado colposcópio é usado para ver a área antes e após o uso de alguns corantes (ácido acético, lugol, teste de Collins). Este dispositivo permiteo aumento de 10 a 40 vezes o tamanho normal. O exame é realizado no consultório do ginecologista, ou num laboratório, onde o paciente permanece na mesa de exame em posição de exame ginecológico. Pode ser realizado apenas a vulvoscopia, ou seguir com a análise das paredes vaginais e colo uterino @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 4 INDICAÇÕES: Este teste deve ser realizado por pacientes que apresentam alguma alteração no aspecto da vulva notada pela própria paciente ou durante a consulta com ginecologista. Exemplos: presença de pintas que não existiam antes, lesões semelhantes a verrugas, alterações no aspecto da pele. A Vulvoscopia serve ainda para guiar a realização de biópsia destas lesões (remoção de um fragmento da lesão para estudo no microscópio), permitindo um diagnóstico mais preciso. A vulvoscopia pode auxiliar no diagnóstico de outras doenças, como: Coceira crônica na vulva; Neoplasia intraepitelial vulvar; Câncer vulvar; Líquen simples ou escleroso; Psoríase vulvar; Lesões vulvares induzidas por hpv; Herpes genital. ULTRASSONOGRAFIA USG TRANSABDOMINAL A avaliação transabdominal, usando um transdutor curvo de 3 a 5 MHz, ainda é considerada a primeira abordagem, pois fornece identificação global dos ór-gãos pélvicos e suas relac ̧ões espaciais com outros órgãos. Nas pacientes não grávidas, para uma visualização adequada, geralmente é necessário que a bexiga esteja cheia a fim de que o útero seja deslocado para cima. A bexiga age como uma janela acústica para melhorar a transmissão das ondas sonoras USG TRANSVAGINAL Transdutores de alta frequência (5 a 10 MHz), o que aumenta a sensibilidade e a resolução espacial da imagem. A sonda é posicionada no fórnice vaginal, permitindo que o transdutor fique bem próximo da área de interesse e com menor atenuação do feixe nos tecidos moles superficiais. Bexiga deve estar vazia TÉCNICA: Todas as sondas devem ser limpas após cada exame, e as sondas vaginais devem ser cobertas com um preservativo protetor, ou bainha semelhante a um preservativo, antes da inserção. Um membro feminino da equipe sempre deve acompanhar a ultrassonografia transvaginal (UTV). As orientações descrevem o exame para cada órgão e região anatômica da pelve feminina. O colo uterino é melhor visualizado nesse tipo de USG APLICAÇÕES CLÍNICAS: A ultrassonografia transvaginal é preferida para a avaliação de útero e anexos normais e para o diagnóstico de doenças ginecológicas. As utilizações incluem diagnóstico e controle de gravidez ectópica, apoio a práticas de tratamento de infertilidade e detecção precoce de câncer de ovário e de endométrio. A ultrassonografia transvaginal tem poucas limitações. INDICAÇÕES: Em ginecologia: malformações uterinas, endometriose, retroversoflexão uterina, estudo do endométrio em pacientes na menopausa, melhor avaliação dos cistos ovarianos e como guia na punção aspirativa de cistos ovarianos Em reprodução humana: monitoramento da foliculogênese e da ovulação, aspiração de oócitos em fertilização assistida e controle das técnicas de transferência de gametas e de embriões @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 5 Em obstetrícia: diagnóstico mais precoce da gestação e da vitalidade fetal, diagnóstico das várias maneiras clínicas de abortamento, do ovo anembrionado, da gestação ectópica, da incompetência istmocervical e da placenta prévia. Indicada ainda como guia para a injeção intratubária de metotrexato no tratamento conservador da gestação tubária íntegra CONTRAINDICAÇÕES: hímen não perfurado e recusa da paciente. Uma contraindicação relativa é a paciente com um introito virginal ou com estenose. Entretanto, essas mu- lheres podem ser submetidas ao exame, de forma confortável, com aconselhamento adequado USG COM INFUSÃO SALINA/HISTEROSSONOGRAFIA (UIS) TÉCNICA: Após urinar, a mulher é submetida a uma avaliação abrangente por UTV. Um espéculo vaginal é introduzido, procede-se à assepsia da vagina e do colo uterino com soluc ̧ão antisséptica, e um cateter-balão é introduzido no canal cervical e ultrapassa o orifício cervical interno. Não se costuma utilizar a pinça para isso. Deve-se evitar tocar o fundo uterino ao introduzir o cateter. O espéculo é cuidadosamente retirado para evitar deslocar o cateter, a sonda transvaginal é reintroduzida, e uma solução salina estéril é injetada pelo cateter em volume de acordo com a tolerância da paciente. Em geral, não são necessários mais de 20 a 40 mL para distender o lúmen endometrial. Durante esse procedimento, a cavidade é observada pela UTV. São feitos cortes longitudinais de corno a corno, e transversais do fundo ao colo uterino. As irregularidades da superfície endometrial ficam bem delineadas pelo contraste anecoico da solução salina. @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 6 Ao final do procedimento, o cateter é retirado sob controle ecográfico direto, para avaliação ecográfica completa do istmo uterino e do canal endocervical. Após a re tirada do cateter, mas antes da remoção da sonda transvaginal, é possível avaliar a parte superior da vagina e os fundos de saco vaginais. Esta técnica é denominada vaginossonografia. Em média, todo o procedimento é realizado em 5 a 10 minutos. CONTRAINDICAÇÕES: Hematometra, Gravidez, Infecção pélvica ativa ou obstrução do tipo estenose cervical ou vagina atrófica. APLICAÇÕES CLÍNICAS DOS TIPOS DE USG Para a avaliação pré-operatória das mulheres a serem submetidas à embolização das artérias uterinas (EAU) para tratamento de leiomiomas sintomáticos, a ultrassonografia é o exame de imagem preferencial. Nessas pacientes, a ultrassonografia 3D com Doppler colorido retrata com precisão a vascularização do tumor e, em alguns casos, detecta-se fluxo colateral não visibilizado com arteriografia uterina A ultrassonografia também pode ser usada para comprovar a redução do volume do tumor A UTV é utilizada para avaliar com precisão a espessura e a aparência do endométrio, e, junto com a UIS, desempenha papel importante no manejo de pacientes com distúrbios do endométrio. Pode ser empregada para auxiliar a: Determinar quais pacientes devem ser submetidas à biópsia endometrial, @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 7 Analisar o endométrio para detectar pólipos ou leiomiomas submucosos e (3) avaliar localmente se há invasão miometrial de câncer endometrial Diversos estudos avaliaram a capacidade da ultrassonografia transvaginal de identificar, não apenas a espessura, mas também alterações ecoestruturais normais e patologias no endométrio após a menopausa. Uma vez feito o diagnóstico, a determinação da extensão local do carcinoma endometrial é possível com o uso da UTV UIS também pode ser usada para avaliar o endométrio em várias situações clínicas. Entre outras, sangramento uterino anormal, causa de espessamento do endométrio ou de outras lesões endometriais, visualização do endométrio central quan- do a imagem é precária em razão da posição uterina ou da pa- tologia, avaliação durante terapia com tamoxifeno e algumas investigações em caso de infertilidade. Na definiçãomais detalhada do espessamento endometrial, a UIS é o melhor procedimento não operatório para diagnosticar pólipos A UIS pode ser usada para direcionar biópsia de patologia intrauterina A UIS é mais precisa do que UTV ou histeroscopia para identificar tamanho, localização e profundidade do envolvi- mento do miométrio de pacientes com leiomiomas submu- cosos UIS ainda é utilizado para localizar um dispositivo intrauterino (DIU) “perdido” e determinar se está incrustado no miométrio, diagnosticar resíduos pós-abortamento e avaliar cicatrizes cesarianas anteriores PENISCOPIA Peniscopia é um exame que ajuda na detecção de infecções por HPV no pênis. A peniscopia consiste em observar não somente o pênis, mas também da bolsa escrotal, períneo e áreas anais com o auxílio de uma lupa dermatológica (ou de um colposcópio), após a aplicação de ácido acético a 5%. O objetivo da peniscopia é identificar pequenas lesões ou lesões subclínicas, que poderiam passar despercebidas a olho nu. É realizado no próprio consultório e não necessita de anestesia, pois é indolor. Um pequeno botão anestésico será necessário somente quando há indicação de biópsia. O colposcópio é um aparelho dotado de uma grande lente de aumento e iluminação adequada para avaliação colo do útero, mas que acabou estendendo seu uso aos parceiros de mulheres com infecção por HPV. INDICAÇÕES (AINDA HÁ CONTROVÉRSIAS): Há quem defenda a ideia de indicar a peniscopia apenas quando o paciente apresenta lesões visíveis pelo HPV. Outros acreditam que todos os parceiros de mulheres com doença relacionadas ao HPV deveriam ser examinados. Alguns especialistas questionam o valor da peniscopia em homens sem lesões macroscopicamente visíveis, enquanto outros sugerem que os homens cujas parceiras têm doença relacionada com o HPV deveriam sempre ser examinados. O exame da genitália masculina com amplificação e iluminação adequada, irá permitir a identificação de mais lesões, quando comparado com o exame a olho nu. Porém, estudos não mostram que o uso da peniscopia diminua a taxa de câncer genitais em homens ou diminua a recorrência de lesões em suas parceiras sexuais Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem os homens. Os homens têm um risco muito mais baixo de desenvolver câncer relacionado com HPV do que suas parceiras mulheres. SINTOMAS DA INFECÇÃO POR HPV NO HOMEM: Os homens podem apresentar várias manifestações clínicas da infecção por HPV. Condilomas (que são as verrugas) podem aparecer no pênis, meato uretral, na bolsa escrotal, no ânus ou região púbica. As lesões podem ser verrucosas e visíveis a olho nu, ou podem ser planas e visíveis apenas depois da aplicação de ácido acético a 5%. O vírus pode também estar em sua forma latente, sem sinais ou sintomas clínicos. Ou seja, o homem pode ter o vírus e não apresentar qualquer lesão. TESTE DE HPV NO HOMEM: https://flaviamenezes.med.br/hpv/ @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 8 Segundo as diretrizes do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) de 2015, os parceiros de mulheres infectadas pelo HPV não precisam ser testados pata HPV. Esses parceiros não têm indicação para realização de captura híbrida ou PCR para HPV de alto risco. Isso porque os benefícios desses resultados não são claros. A infecção por HPV em homem tem menos consequências para a saúde que em mulheres. Não há consenso, sobre a necessidade de avaliar todos os parceiros masculinos das mulheres com condiloma ou neoplasia intraepitelial cervical (NIC). Entretanto, o exame de peniscopia pode ajudar a diagnosticar e tratar lesões associadas ao HPV em homens. HISTEROSSALPINGOGRAFIA A histerossalpingografia consiste na radiografia do útero e das tubas após a introdução de contraste através do orifício do colo. Utiliza-se atualmente um contraste hidrossolúvel, com alguma viscosidade, para a melhor repleção da cavidade uterina e das trompas. A histerossalpingografia tem por objetivo a visualização do canal cervical, da cavidade uterina, bem como avaliar a permeabilidade das tubas. Após a passagem do contraste por meio delas, sua deposição no peritônio pélvico vai constituir a prova de Cotte, positiva ou negativa, conforme as trompas sejam pérvias ou não. Esse exame tem indicação absoluta para a avaliação da permeabilidade tubária nos casos de esterilidade, das afecções benignas intrauterinas, tais como o mioma, os pólipos e a adenomiose. DENSITOMETRIA ÓSSEA A densitometria óssea é indicada para o diagnóstico de alterações na densidade mineral óssea, ou seja, é um exame que avalia se há redução da massa óssea a depender da idade da paciente. É um exame indolor e feito de forma rápida. São avaliados os ossos da coluna lombar, da região próxima ao fêmur e do terço distal do rádio – áreas que possuem maior risco de fratura. Após a avaliação da massa óssea, o exame pode apresentar três tipos de resultado: exame normal, osteopenia (estágio precoce de perda de massa óssea) ou osteoporose (estágio tardio de perda de massa óssea). O Ministério da Saúde indica a realização desse exame para mulheres com mais de 65 anos ou para mulheres com menos de 45 anos quando é identificado algum fator de risco, como por exemplo: uso crônico de corticoide, IMC reduzido, histórico familiar de osteoporose, histórico pessoal de hiperparatireoidismo ou tabagismo. A incidência de osteoporose em mulheres é maior do que em homens. O diagnóstico precoce previne possíveis fraturas e aumenta a qualidade de vida das mulheres quando inicia-se o tratamento. É essencial que as mulheres aumentem a ingestão de alimentos ricos em cálcio após a menopausa, pois é nesse período que ocorre um aumento do número de fraturas devido à diminuição dos níveis de estrogênio produzidos pelos ovários (o estrogênio colabora com a fixação do cálcio no osso). RESSONÂNCIA MAGNÉTICA A imagem por RM é a ferramenta mais precisa para a avaliação de leiomiomas Também é empregada quando a UTV é inconclusiva ou não diagnóstica Indicada antes de EAU e pode ser utilizada antes de ressecção histeroscópica Os efeitos da terapia com agonista gnrh para redução do volume do leiomioma podem ser quantificados com as imagens por RM É o método diagnóstico preferencial para avaliação pré-operatória e após o procedimento de EAU A RM tem-se mostrado equivalente ou superior à ultrassonografia para diagnosticar adenomiose, com sensibilidade de 88 a 93% e especificidade de 66 a 91% RM é particularmente adequada para a diferenciação entre útero septado e útero bicorno RM é útil para caracterizar melhor as massas anexiais cuja investigação com ultrassonografia não tenha chegado a diagnóstico ou tenha sido inconclusiva É excelente para avaliação pré-operatória das neoplasias ginecológicas. A RM supera as avaliações clínica e com TC na avaliação da extensão local do tumor A RM tem ganhado aceitação como meio para avaliar o carcinoma endometrial https://bedmed.com.br/sangramento-no-periodo-da-pos-menopausa/ @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 9 BIÓPSIA O objetivo principal da biopsia é o diagnóstico histopatológico de lesões suspeitas de malignidade, mas informações úteis podem ser obtidas nos processos inflamatórios e distróficos. BIOPSIA DA VULVA. Deve-se proceder à biopsia de toda lesão da vulva. Na distrofia vulvar crônica, realiza-se o «mapeamento" dessa região com biopsias múltiplas, feitas em locais determinados pelo «teste de Collins". BIOPSIA DA VAGINA. Toda lesão suspeita de malignidade na vagina deve ser biopsiada BIOPSIA DO COLO DO ÚTERO. Para realizá-la,utiliza-se a broca de Baliú ou uma pinça do tipo saca-bocado. O exame colposcópico é de grande valia na indicação do local mais conveniente para a biopsia. BIOPSIA DO ENDOMÉTRIO. Consiste na retirada de fragmentos do endométrio por meio de uma cureta de Novak, de Randal ou de Baliú. A biopsia do endométrio tem sua principal indicação nos casos de esterilidade. Nesses casos, a melhor época para realizá-la é no final da segunda fase do ciclo menstrual, ou, ainda, no primeiro dia da menstruação. Tem indicação, também, nas pacientes que apresentam hemorragia funcional. @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 10 mamas MAMOGRAFIA/MASTOGRAFIA Possibilita o estudo do parênquima mamário com base na diferença de densidade entre o parênquima e o tecido adiposo. Ele serve para identificar lesões, nódulos, assimetrias e diagnosticar precocemente o câncer de mamas. Nas pacientes jovens (menos de 20 anos), nas quais o parênquima é abundante e o tecido gorduroso escasso, a mastografia é prejudicada pela falta de "contraste" entre essas estruturas. PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA MASTOGRAFIA SIMPLES: Nas pacientes que vão ser operadas da mama para extirpação segmentar, mastoplastia ou mastectomia Nas pacientes de alto risco (acima de 40 anos com antecedentes de câncer mamário na família), com displasia ou que tiveram câncer na mama oposta Nas hipertrofias mamárias ou gigantomastia (pela dificuldade que oferecem ao exame físico). O exame de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima dos 50 anos de idade. Porém, isso pode variar de mulher para mulher, uma vez que se houver histórico familiar, o procedimento deverá ser feito a partir dos 40 anos após orientação médica. Mulheres sem histórico familiar: a cada 2 anos em mulheres entre 50 e 69 anos Mulher com histórico familiar: anualmente a partir dos 35 anos. @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 11 PUNÇÃO ASPIRATIVA A punção com aspiração possibilita o diagnóstico citológico da lesão. A punção aspirativa deve ser orientada por outros métodos propedêuticos que indicam se a neoplasia é sólida ou cística. Para isso, o método de escolha é a ultrassonografia. O material aspirado é distribuído sobre uma lâmina, fazendo-se um esfregaço, tal como o do exame hematológico, devendo ser fixado em álcool a 96° quando se utiliza o método de coloração de Papanicolaou. Nos casos em que o método de coloração é o de Giemsa, dispensa-se a fixação. CITOLOGIA A citologia pode ser realizada na secreção papilar, no líquido retirado de cistos, bem como no material obtido por punção de tumores sólidos. Ao se coletar a secreção papilar, deve-se desprezar a primeira parte, recolhendo-se em lâmina com soroalbumina a secreção emitida a seguir. Os líquidos aspirados de cistos são centrifugados, desprezando-se o material sobrenadante. O método de coloração é o de Papanicolaou. BIÓPSIA Condutas terapêuticas corretas só podem ser instituídas a partir de um diagnóstico de certeza, possível somente por meio da biopsia. Nos casos de suspeita clínica de câncer mamário, a biopsia representa o primeiro tempo cirúrgico de uma provável mastectomia radical. Nessa eventualidade, faz-se biopsia por congelação ou peroperatória. Em determinadas situações, tais como nas lesões papilíferas ou nos casos em que a biopsia por congelação não é conclusiva, toma-se necessário o estudo histológico mediante inclusão do material em parafina e coloração pela hematoxilina-eosina. O material para estudo histopatológico pode ser adquirido por vários tipos de biopsia. Entre elas, as mais utilizadas são a core biopsy e a mamotomia. Esses tipos de biopsias são realizados com instrumental especializado de punção, com agulhas mais calibrosas que possibilitam a retirada de fragmentos mamários. CORE BIOPSY: utiliza-se, frequentemente, para a localização da lesão, a ultrassonografia mamária. MAMOTOMIA: a mamografia é o exame indicado para definir o melhor local a ser feita a biopsia. O exame é realizado em mesa mamográfica adequada com instrumental de precisão milimétrica RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Em pacientes com implantes mamários de silicone, o diagnóstico de ruptura intracapsular do implante, ou seja, quando a cápsula permanece íntegra na vigência de colapso da estrutura interna, é feito com ressonância magnética por meio do "sinal da linha". Também pode ser feito por ultrassonografia pelo aspecto em degrau produzido pela presença de septações completas da estrutura interna CINTIGRAFIA Pacientes com câncer de mama estão se beneficiando de uma recente descoberta na área da medicina nuclear: o gamma probe (minigamacâmara). O gamma probe pode ser deslocado até o centro cirúrgico para pesquisar linfonodos-sentinelas e satélites. Outras aplicações do gamma probe são: demonstrar locais de biopsia e orientar cirurgias de outros tipos de tumores, como, por exemplo, de melanoma maligno. Quando se injeta um radiofármaco na região areolar, a substância é drenada pela rede linfática e conduzida a um gânglio ou a um linfonodo (linfonodo-sentinela), que pode ser identificado em câmara cintigráfica antes da cirurgia e durante o ato operatório com detector portátil de irradiação @medsurtoo Nivya Moraes P4/UC10 UNIT – AL 12 ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA Tem valor limitado, possibilitando tão somente o diagnóstico diferencial entre lesões císticas e lesões sólidas, mas, para isso, o exame físico e a punção são suficientes. É possível que, com o aperfeiçoamento dos aparelhos, venha a se tornar um exame mais usado para o diagnóstico precoce do câncer mamário, tendo em vista ser um método não invasivo e não irradiante. ANOTAÇÕES DE AULA MAMA DENSA – não foi totalmente lipossubstituída Pode esconder nódulo Calcificações grosserias – suspeita de malignidade (BI-RADS 3) Conclusões diferentes nos BI-RADS da paciente, segue o maior Calcificação puntiforme esparsa é normal da idade BI-RADS 3 – indica punção USG – para pessoas mais jovens, dependendo do resultado, pede mamografia FIBROADENOMA é o mais encontrado em jovens (benigno). Características à palpação: móvel, contornos regulares, meio endurecido DESCARGA PAPILAR – pode pedir citologia mamária CITOLOGIA: 1 ano depois da sexarca, no climatério só a cada 3 anos, se exames normais Não é diagnóstico definitivo Exame obrigatório para cirurgia ginecológica Gestante faz ectopia fisiológica, por isso não precia usar a escova endocervical, só a espátula de Ayre Em pacientes com HPV, pede-se para parceiro fazer peniscopia e indica consulta com urologista ASPECTOS DO COLO: Tamanho (pequeno, grande,médio) Presença de lesões Tipo de orifício (puntiforme, estrelado, fenda transversa) NIC 3 – pede colposcopia com biópsia Se tratou inflamação e permaneceu NIC 1, pede colposcopia com biópsia Paciente jovem com NIC 2 ou NIC 3 pede conização (biópsia ampla) SEQUÊNCIA: NIC 1 → NIC 2 → NIC 3 → CARCINOMA IN SITU →CARCINOMA INVASIVO MENOPAUSA – endométrio com até 0.5 de espessura EXAMES COMPLEMENTARES: UTV: atentar para não ser feita no período menstrual devido ao espessamento endometrial HEMOGRAMA: importante para ver anemia e infecção urinária TGO e TGP: para ver a indicação do anticoncepcional GLICEMIA EM JEJUM e HEMOGLOBINA GLICADA: em pacientes com risco de diabetes TSH SUMÁRIO DE URINA: pra ver infecção urinária VDRL PCR GRUPO SANGUÍNEO PARASITOLÓGICO DE FEZES LIPIDOGRAMA Referências: Semiologia médica – Porto Ginecologia de Williams – Hoffman https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manual_de_Patologia_do_Trato_Genital_Inferior/Manual-PTGI-Cap-01-Colposcopia.pdf https://bedmed.com.br/medico-ginecologista-fala-sobre-os-principais-exames-para-a-saude-da-mulher/ https://www.tuasaude.com/colposcopia/ https://www.drajulianatribeiro.com.br/vulvoscopia-quando-o-exame-e-indicado/ https://flaviamenezes.med.br/peniscopia/ https://altadiagnosticos.com.br/saude/exame-de-mamografia https://facina.com.br/classificacao-bi-rads https://bedmed.com.br/medico-ginecologista-fala-sobre-os-principais-exames-para-a-saude-da-mulher/ https://www.tuasaude.com/colposcopia/ https://www.drajulianatribeiro.com.br/vulvoscopia-quando-o-exame-e-indicado/ https://flaviamenezes.med.br/peniscopia/ https://altadiagnosticos.com.br/saude/exame-de-mamografia https://facina.com.br/classificacao-bi-rads