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distócias do parto

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não é impedimento. 
Mas faz com que esse parto seja um pouco mais 
arrastado. 
→ Vagina: septos transversais (tem que ser retirado 
antes da gravidez, se não for, não tem como 
aquele feto passar – ou faz incisão ou cesariana) e 
longitudinais (diminuem a circunferência da 
vagina, adaptação e acomodação). 
→ Vulva: veias varicosas, estenose vulvar, condiloma 
acuminado extenso (contraindica o parto normal) 
→ Tumores prévios: miomas, carcinoma de colo, 
tumores de ovário. 
 
 
O mioma pode atrapalhar. Nessa foto A não tem obstrução, 
mas se o mioma estiver na frente da apresentação fetal, 
não consegue passar. Esse é o mesmo princípio dos 
tumores ovarianos, tem aderência. 
ANORMALDADES DO OBJETO 
DISTÓCIAS DE OMBRO/ESPÁDUAS 
→ Ocorre com maior frequência em fetos maiores de 
4000g ou macrossomia fetal 
→ Ocorre também em fetos menores pórem em 
situações que há desproporção entre objeto e 
trajeto 
→ Associado a obesidade materna, pós-datismo e 
diabetes mellitus gestacional (principal). 
A paciente com diabetes acumula muita gordura no 
diâmetro biacomial e faz a impactação dos ombros na pelve 
materna. 
Por definição, a distócia do ombro é a impactação do 
ombro fetal na pelve materna. 
 
Se for até 4kg, se fizer as manobras corretas, na maioria das 
vezes, retira o feto. Quando é maior que 4kg, já indica 
cesariana. 
A paciente que não tem diabetes, a chance é muito 
pequena. Também depende se ela é primigesta, da posição 
do parto. 
Os partos em posição vertical favorecem mais a pelve dá 
uma maior abertura e a mãe tem um alivio maior da dor e 
parto menos distocicos. 
Por isso que hoje em dia faz com menos frequência os 
partos em litotonia dorsal ou posição ginecológica. 
A posição ginecológica fecha a pelve e pode dar mais 
distócias. 
 
Nessa foto, um bebê macrossômico, a gente vê o diâmetro 
biacomial são grandes. E esse ombro com o braço fica 
impactado no púbis materno. 
 
O mais comum é distócia do ombro anterior (em relação a 
mãe). Existe também a do ombro posterior, mas ele é mais 
fácil de ser liberado. 
SINAL DA TARTARUGA: esse neném fica assim, só com a 
cabeça para fora, não consegue visualizar o queixo, as 
bochechas ficam esmagadas. 
Não é indicado fazer força porque pode fazer lesão de plexo 
braquial, o ombro está preso lá em cima. 
Complicações da distócia de ombros: 
→ Complicações fetais: lesão do plexo braquial, 
fratura da clavícula e úmero, óbito intraparto ou 
neonatal. Principalmente se não tiver a retirada 
rápida desse ombro e do neném. 
→ Complicações maternas: lacerações do canal de 
parto, atonia uterina com hemorragia (o útero que 
está descascado com o neném muito grande, não 
consegue contrair), disjunção da sínfise púbica e 
rotura uterina. 
A correção da distócia de ombros deve ter por princípios: 
→ Aumentar o diâmetro anterior-posterior da pelve 
materna 
→ Diminuir o diâmetro biacromial do feto 
→ Alterar as relações entre a pelve materna e o 
biacrominal fetal 
→ Atenção: a tração do polo cefálico e/ou pressão 
fúndica (manobra de Kristeller) é proscrita, pois 
causará aumento da impactação dos ombros. 
A litotomia ou posição ginecológica fecha mais a pelve da 
mãe. Dar preferência a posição vertical ou até de 4 apoios. 
A banheira ajuda na analgesia do parto e na dilatação do 
colo, na descida do neném. 
Pode usar a banqueta vertical também hoje em dia. 
Assistência à distócia de ombro: o que fazer primeiro? 
→ Manter a calma e chamar ajuda – equipe de 2 
obstetras, enfermagem de apoio, neonatologista e 
anestesiologista. 
→ Informar a paciente a necessidade da realização de 
manobras para retirada do bebê 
→ Conhecer os passos do manejo para liberação dos 
ombros 
→ Partir sempre da manobra menos para a mais 
invasiva. 
 
O ALSO ainda considera os partos feitos em litotomia e a 
SAIDA em vertical. 
 
Tira a paciente da banqueta, pede para ela agachar mais, 
faz uma pressão suprapubica. 
→ Manobra de rubin II: tentar rodar o ombro que 
está impactado em direção a ventro fetal, como se 
fosse uma flexão dos ombros do feto. 
→ Manobra de Wood: flexao dos ombros posteriores 
→ Manobra de parafuso invertido: em vez de fazer a 
flexao para o ventre, tentar fazer a hiperflexao 
posterior. 
Primeiramente, pensar nas manobras maternas antes de 
fazer a manobra invasiva no feto que pode causar lesoes. 
 
Hiperflexão das coxas (McRoberts) + Rubin que é a pressao 
suprapubica. 
 
Quando a gente faz a hiperflexão da coxa, aumenta o 
diametro da pelve. A mesma coisa se a paciente aumentar 
o agachamento. 
Manobra de Gaskin ou 4 apoios: mudança dos ombros em 
relacao a litotomia. Se o obstetra não estiver acostumado a 
trabalhar dessa maneira, o ideal é ele fazer como ultima 
posição de tentativa. 
 
Esses movimentos com a perna e a pelve, ajudam a 
deslocar o nenem. 
 
Entra com a mão no dorso fetal, ombro fetal anterior e 
empurra, uma flexao dos ombros de forma que 
conseguimoes desempactar do púbis. 
Wood: tenta fazer uma continuação da de Rubin II. 
A reversa ou parafuso invertido: 
Depois que desempactar esses ombros, manobra de 
Jacquemier: introduz a mão no ombro posterior, puxa esse 
ombro. 
 
Esse aqui normalmente sai sempre. 
 
 
Clidotomia: fratura intencional da clavicula do nenem. A 
Zavanelli não é utilzada. 
 
 
 
	complicações que encontramos na distócia
	anormalidades na frça contrátil (DIstócia funcional)
	anormalidades do trajeto
	distócias de partes ósseas
	distócias de parte óssea
	anormaldades do objeto