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Fundamentos e Metodologias da Alfabetização e Letramento
Prof.ª Conteudista: Brigitte Klemz Jung
Tutora:
Joice Souza
UNIDADE 1
ESCRITA E LEITURA –
RUMO À ALFABETIZAÇÃO
Ao longo da história, a escrita teve a sua evolução. Passou das marcas em cavernas aos desenhos em forma de cunha – escrita pictográfica. Em seguida, desenhos mais elaborados – escrita hieroglífica - deram espaço a outros tipos de caracteres, escrita ideográfica. Em virtude dos muitos caracteres, surgiu a necessidade de redução. Dessa forma, chegou-se aos sistemas alfabéticos, dentre os quais, o nosso.
Vamos escutar um pouco da história da escrita?
https://www.youtube.com/watch?v=hKrBBuiivaY
Para assistir o vídeo acima copie o link e cole no seu navegador + enter.
A escrita, compreendendo-a como um sistema, inventado e convencionado.
Aprendemos que
um sistema é um conjunto de elementos, uma estrutura organizada que possibilita estabelecer relações.
Segundo as abordagens deste autor, a linguagem humana surge a partir de necessidades da vida social, em grupo. Exemplo: quando sentimos medo, tentamos expressar este sentimento de alguma maneira, seja através do choro, da conversa com alguém, de algum gesto etc. Isso para que haja alguma reação diante do nosso sentimento, ou seja, a vida em comunidade acontece pela linguagem.
Com base na perspectiva Vygotskyana, o que vem a ser linguagem?
Linguagem: o sistema simbólico básico de todos os grupos humanos. Ela fornece conceitos, formas de organização do real, a mediação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. É por meio dela que as funções mentais são socialmente formadas e culturalmente transmitidas.
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS – A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLINGUÍSTICA
Vivemos em um país muito grande. Isso não é novidade, não é mesmo? Inseridas nessa grandeza geográfica estão as pessoas que vivem no Brasil; dentre elas, nós. O lugar onde você vive, é, com certeza, peculiar em relação a tantos outros lugares. Essa peculiaridade refere- se aos modos de viver, de se alimentar, de trabalhar, de produzir, de ... e, também, de falar e de escrever.
O preconceito linguístico é o juízo de valor negativo dado à forma de falar de
indivíduos que discursam em um mesmo idioma.
Por ser denominada preconceito, este tipo de aversão parte da impressão
subjetiva de uma pessoa em relação a outra, ou em relação a um grupo de
falantes da mesma língua.
Sendo assim, este preconceito está associado às diferentes formas de se
discursar em um mesmo idioma. O preconceito linguístico desconsidera
as variações regionais, assim como os dialetos, gírias, vícios de fala, sotaques e maneirismos que compõem o vocabulário de uma pessoa.
Segundo Demo (2001, p.50) “o erro não é um corpo estranho, uma falha na aprendizagem. Ele é essencial, faz parte do
processo”.
A competência em educação é faculdade de mobilizar diversos recursos cognitivos – que incluem saberes, informações, habilidades operatórias e principalmente as inteligências – para, com eficácia e pertinência, enfrentar e solucionar uma série de situações ou de problemas. (PERRENOUD, 2000, p.25)
Nota-se que a interferência do educador frente a um erro da criança, referente ao seu processo ensino- aprendizagem, denota inúmeros comportamentos.
Acredita-se que ao assumir uma atitude agressiva frente ao erro, o educador estará despertando em seu educando desânimo, baixa-estima, desinteresse, além de transtornos emocionais.
Almeja-se que todos os educandos tenham oportunidade de crescer no que se refere à educação, no entanto o educador precisa conquistá- lo, investir em cada momento em sala de aula.
O professor desempenha dois tipos de ações pedagógicas: uma é o planejamento da situação de aprendizagem, na qual o professor oferece condições para o aluno avançar e compreender os conteúdos. Outra é a intervenção propriamente dita no processo de aprendizagem que está acontecendo.
Assim, é viável assinalar que o professor tem a responsabilidade de conduzir as atividades e fazer correções necessárias no decorrer do processo de aprendizagem. E também, ter “jogo de cintura”, para lidar com diversas situações imprevistas. Nesse sentido para trabalhar com os erros o professor deve começar com o conhecimento que os alunos já possuem na vida cotidiana, no seu meio, ou seja, uma cultura que antecede a escola.
A escola tem importante papel na valorização dos sujeitos que a constroem no dia a dia. Essa valorização perpassa os jeitos de “dizer a vida” que cada um traz consigo, dizer pela e através das linguagens.
O QUE É LER?
“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de
significados”.
(CHARTIER, 1999, p.
77).
Ler envolve INTERAÇÃO, COMPREENSÃO e CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS.
O uso da palavra estratégias refere-se a um tipo particular de
procedimentos para atingir determinados objetivos. Esses objetivos,
obviamente, no nosso caso, referem-se à leitura.
Ensinar e pensar estratégias de leitura, conforme Solé (1998), contribui para equipar alunos com recursos necessários que culminam em um
aprender a aprender.
Na educação, Paulo Freire teve papel ativo nos seus estudos e práticas que buscavam o acesso de todas as pessoas ao mundo da leitura e da escrita. Desenvolveu um método, conhecido como Método Paulo Freire, cujo ponto de partida eram palavras geradoras, provenientes do contexto em que as pessoas viviam. Aconteciam reuniões, os círculos de cultura, onde as palavras eram problematizadas e delas se partia para a ampliação da aprendizagem.
E novamente...
Refletindo sobre “os erros”
Comumente, a palavra erro traz consigo um peso emocional, uma sensação de culpa. Há uma ideia embutida de que haverá uma consequência a se temer em
decorrência da ‘falta’. Isso é aceitável conforme os exemplos
citados anteriormente (o do prédio e o do avião). Contudo, quando
essa ideia se relaciona ao nosso
sistema de escrita, há alguns pontos a serem considerados.
Para Macedo (1989) o erro e o acerto não são privilégios de quem sabe, mas são caminhos necessários ao conhecimento. O erro em algumas escolas não pode continuar sendo encarado como sinônimo de fracasso, merecendo castigo, mas como instrumento riquíssimo para a compreensão do processo da estruturação do pensamento do aluno, um ser em formação e sua condição de ser em desenvolvimento.
Atribuir os erros das crianças à falta de capacidade de observação, de inteligência, a fatores socioeconômicos, médicos, fonoaudiológicos, de desnutrição etc. são formas equivocadas de interpretação de fatos linguísticos e que têm levado a educação por péssimos caminhos. Essas explicações foram levantadas para inocentar os métodos de sua incompetência. A escola precisa ser mais honesta e parar de ficar interpretando os erros das crianças de uma maneira preconceituosa. FONTE: Cagliari (1999, p. 250).
Antes, contudo, gostaríamos de reiterar que “Não existe nada para o qual não seja possível levantar uma hipótese de interpretação.
Tudo que um aluno faz ou deixa de fazer tem uma
razão de ser para ele, e o professor precisa descobri-
la para poder ensinar adequadamente”.
(CAGLIARI, 1999, p. 245).
Logo, avaliação é a reflexão transformada em ação, que impulsiona a novas reflexões.
Cabe ao educador uma reflexão permanente sobre a sua realidade, um
acompanhamento contínuo do educando, na trajetória da construção do conhecimento.
O professor precisa ver a avaliação na escola, numa perspectiva de construção do
conhecimento. Hoffmann
( 1996 ) , propõe para a realização da avaliação , na perspectiva de construção, duas premissas básicas:
confiança na possibilidade do aluno construir as suas próprias verdades;
valorização de suas manifestações e interesses.A avaliação, na perspectiva de construção do conhecimento, abandona a idéia de que o ERRO demonstra fracasso e DÚVIDA signifique falta de conhecimento. Mas, que o aparecimento de erros e dúvidas dos alunos, numa dimensão educativa é um elemento altamente significativo ao desenvolvimento da ação educacional, pois permitirá ao docente a observação e investigação de como o aluno se posiciona diante do mundo ao construir suas verdades.
Considerando esse aluno como um indivíduo livre para tomar suas próprias decisões, crítico, inventivo , descobridor , observador e participativo, agindo com cooperação e reciprocidade, isto é transformando -se em um CIDADÃO .
Desta maneira , avaliar é criar oportunidades de ação/ reflexão, num constante acompanhamento pelo
professor, que estimulará o aluno à novas questões - problemas, a partir das respostas apresentadas.
Nesta perspectiva a avaliação deixa de ser momento terminal do processo ensino - aprendizagem, para se transformar em momentos constantes de busca da compreensão das dificuldades do educando e no oferecimento de novas oportunidades de aquisição de conhecimento.
De acordo com Hoffmann ( 1996 ) , para o desenvolvimento dessa prática avaliativa, exige-se do docente uma visão ampla e detalhada de sua disciplina, de modo que lhe permita estabelecer relações entre as hipóteses formuladas pelo aluno e a cientificidade do conhecimento.
Os estudantes frequentam a escola para aprender. A grosso modo poderíamos dizer que a avaliação se volta à verificação desse objetivo que se busca na escola, qual seja: aprender. O que se altera é a maneira como enxergamos a aprendizagem.
Sublinhamos, em concordância, o
que Possenti (2006, p. 36) pontua: “Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas”.
Como incentivar o letramento na educação infantil?
Algumas possibilidades:
Contando histórias;
Disponibilizando livros de acordo com a sua faixa etária para serem
manipulados;
Proporcionando um ambiente com diferentes portadores de texto para que a criança possa
explorar;
Promovendo propostas teatrais
pós conto;
Propondo ações pós conto como:
Reconto da história; Que outro final a história poderia ter?; Cartaz coletivo.
Não antecipe etapas...
Lembre que atualmente os três primeiros anos do ensino do fundamental são destinados à alfabetização!
Sugestões de leitura
Indicação de Filmes
Boa noite e bons estudos!

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