Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

© ABNT 2021
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada 
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem 
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet 
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Gestão de riscos ― Técnicas para o processo de avaliação de riscos
APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de 
Riscos (ABNT/CEE-063), nas reuniões de:
05.06.2019 24.03.2020 29.04.2020
11.12.2020 17.03.2021
a) é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR ISO/IEC 31010:2012, quando aprovado, 
sendo que, nesse ínterim, a referida norma continua em vigor;
b) é previsto para ser idêntico à IEC 31010:2019, que foi elaborada pelo Technical 
Committee Risk management (ISO/TC 262);
c) não tem valor normativo.
2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta 
informação em seus comentários, com documentação comprobatória.
3) Analista ABNT – Carolina Martins.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Gestão de riscos ― Técnicas para o processo de avaliação de riscos
Risk management ― Risk assessment techniques
Prefácio Nacional
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas 
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos 
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são 
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto 
da normalização.
Os Documentos Técnicos internacionais adotados são elaborados conforme as regras da 
ABNT Diretiva 3.
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos 
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT 
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários 
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não 
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência 
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.
Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos 
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar 
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.
A ABNT NBR IEC 31010 foi elaborada no Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos 
(ABNT/CEE-063). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX, de 
XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.
A ABNT NBR IEC 31010 é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, 
à IEC 31010:2019, que foi elaborada pelo Technical Committee Risk management (ISO/TC 262).
A ABNT NBR IEC 31010:2021 cancela e substitui a ABNT NBR ISO/IEC 31010:2012, a qual foi 
tecnicamente revisada.
O Escopo da ABNT NBR IEC 31010 em inglês é o seguinte:
Scope
This Standard provides guidance on the selection and application of techniques for assessing risk 
in a wide range of situations. The techniques are used to assist in making decisions where there is 
uncertainty, to provide information about particular risks and as part of a process for managing risk. The 
document provides summaries of a range of techniques, with references to other documents where the 
techniques are described in more detail.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Introdução
Este Documento fornece orientação para a seleção e aplicação de várias técnicas que podem ser 
usadas para ajudar a melhorar o modo como a incerteza é considerada e ajudar a entender o risco.
As técnicas são usadas:
● onde uma maior compreensão é necessária sobre qual risco existe ou sobre um risco particular;
● em uma decisão em que uma série de opções, cada uma envolvendo risco, precisa ser comparada
ou otimizada;
● no processo de gestão de riscos, levando a ações para tratar o risco.
As técnicas são usadas nas etapas do processo de avaliação de riscos de identificação, análise 
e avaliação de riscos, como descrito na ABNT NBR ISO 31000, e de forma geral quando há necessidade 
de entender a incerteza e os seus efeitos.
As técnicas descritas neste Documento podem ser usadas em uma ampla série de situações, embora 
a maioria seja originária do campo técnico. Algumas técnicas são similares em conceito, mas possuem 
diferentes nomes e metodologias que refletem a história do seu desenvolvimento em diferentes 
setores. As técnicas evoluíram ao longo do tempo, e muitas podem ser usadas em uma grande série 
de situações fora de sua aplicação original. As técnicas podem ser adaptadas, combinadas e aplicadas 
de novas maneiras, ou ampliadas para satisfazer as necessidades atuais ou futuras.
Este Documento é uma introdução às técnicas selecionadas e compara as suas possíveis aplicações, 
benefícios e limitações. Também fornece referências às fontes de informação mais detalhadas.
O público potencial para este Documento é:
● qualquer pessoa envolvida no processo de avaliação ou na gestão de riscos;
● pessoas que estão envolvidas no desenvolvimento de orientação que determine como os riscos
serão avaliados em contextos específicos;
● pessoas que precisam tomar decisões onde há incerteza, incluindo:
 — aquelas que encomendam ou avaliam os processos de avaliação de riscos,
 — aquelas que necessitam compreender os resultados dos processos de avaliação, e
 — aquelas que precisam escolher técnicas de avaliação que satisfaçam uma necessidade
particular.
Organizações que precisam conduzir processos de avaliação de riscos para propósitos de compliance 
ou conformidade podem se beneficiar do uso de técnicas formais, padronizadas e apropriadas para 
o processo de avaliação de riscos.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 1/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Gestão de riscos ― Técnicas para o processo de avaliação de riscos
1 Escopo
Este Documento fornece orientações para a seleção e aplicação de técnicas para o processo de 
avaliação de riscos em uma ampla série de situações. As técnicas são usadas para auxiliar na tomada 
de decisões em que haja incerteza, fornecer informações sobre riscos específicos e como parte do 
processo para a gestão de riscos. Este Documento fornece resumos de uma série de técnicas, com 
referências a outros documentos em que as técnicas são descritas com mais detalhes.
2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, 
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições 
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento 
(incluindo emendas).
ABNT ISO Guia 73:2009, Gestão de riscos – Vocabulário
ABNT NBR ISO 31000:2018, Gestão de riscos – Diretrizes
3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR ISO 31000 
e ABNT ISO Guia 73:2009, e os seguintes. 
A ISO e a IEC mantêm as bases de dados terminológicos para uso na normalização nos seguintes 
endereços:
 ● IEC Electropedia: disponível em http://www.electropedia.org/ 
 ● ISO Online browsing platform: disponível em http://www.iso.org/obp
3.1 
probabilidade
chance de algo acontecer
Nota 1 de entrada: Na terminologiade gestão de riscos, a palavra “probabilidade” é usada para se referir 
à chance de algo acontecer, não importando se definida, medida ou determinada, ainda que objetiva ou 
subjetivamente, qualitativa ou quantitativamente, e se descrita utilizando-se termos gerais ou matemáticos 
(como probabilidade ou uma frequência durante um determinado período de tempo). 
Nota 2 de entrada: O termo em inglês “likelihood” não tem um equivalente direto em alguns idiomas; em 
vez disso, o equivalente do termo “probability” é frequentemente usado. Entretanto, em inglês, “probability” 
é muitas vezes interpretado estritamente como uma expressão matemática. Portanto, na terminologia de 
gestão de riscos, convém que “likelihood” seja utilizado com a mesma ampla interpretação que o termo 
“probability” tem em muitos outros idiomas, além do inglês.
[FONTE: ABNT NBR ISO 31000:2018, 3.7]
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO2/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
3.2 
oportunidade
combinação de circunstâncias que se espera que sejam favoráveis aos objetivos 
Nota 1 de entrada: Uma oportunidade é uma situação positiva em que o ganho é provável e sobre a qual se 
tem um razoável nível de controle. 
Nota 2 de entrada: Uma oportunidade para uma parte pode representar uma ameaça para outra. 
Nota 3 de entrada: Aproveitar ou não aproveitar uma oportunidade são fontes de risco.
3.3 
probabilidade
medida da chance de ocorrência, expressa como um número entre 0 e 1, onde 0 é impossibilidade e 1 
é certeza absoluta
Nota 1 de entrada: Ver definição 3.1, Nota 2 de entrada.
3.4 
fator de risco 
condutor de risco
fator que tem uma grande influência no risco
3.5 
ameaça
fonte potencial de perigo, dano ou outro resultado indesejável
Nota 1 de entrada: Uma ameaça é uma situação negativa em que a perda é provável e sobre a qual se tem 
relativamente pouco controle.
Nota 2 de entrada: Uma ameaça para uma parte pode representar uma oportunidade para outra.
4 Conceitos centrais
4.1 Incerteza
Incerteza é um termo que abrange vários conceitos subjacentes. Muitas tentativas foram feitas, 
e continuam sendo desenvolvidas, para categorizar os tipos de incertezas, incluindo:
 ● incerteza que reconhece a variabilidade intrínseca de alguns fenômenos e que não é possível que 
seja reduzida por pesquisas adicionais, por exemplo, jogar dados (às vezes se refere a incertezas 
aleatórias);
 ● incerteza que geralmente resulta da falta de conhecimento e que, portanto, pode ser reduzida 
ao se reunirem mais dados, refinar modelos, aprimorar técnicas de amostragem etc. (às vezes 
referida como incerteza epistêmica).
Outras comumente reconhecidas formas de incerteza incluem:
 ● incerteza linguística, que reconhece a imprecisão e a ambiguidade inerente à linguagem falada;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 3/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● incerteza da decisão, que tem relevância particular nas estratégias de gestão de riscos e que 
identifica a incerteza associada aos sistemas de valores, julgamento profissional, valores das 
companhias e normas sociais.
Exemplos de incerteza incluem:
 ● incerteza quanto à verdade das premissas, incluindo presunções sobre como as pessoas ou 
sistemas podem se comportar;
 ● variabilidade nos parâmetros nos quais a decisão está baseada;
 ● incerteza na validade ou precisão dos modelos que foram estabelecidos para fazer previsões 
sobre o futuro;
 ● eventos (incluindo mudanças em circunstâncias ou condições) cuja ocorrência, caráter ou 
consequência sejam incertos;
 ● incerteza associada a eventos disruptivos;
 ● resultados incertos de questões sistêmicas, como escassez de pessoal competente, que podem 
ter uma ampla gama de impactos, que não é possível determinar claramente;
 ● falta de conhecimento que surge quando a incerteza é reconhecida, mas não totalmente 
compreendida;
 ● imprevisibilidade;
 ● incerteza resultante das limitações da mente humana, por exemplo, em compreender dados 
complexos, prever situações com consequências de longo prazo ou fazer julgamentos sem 
preconceitos.
Não é possível compreender toda incerteza e a significância da incerteza pode ser difícil ou impossível 
de determinar ou influenciar.
Contudo, o reconhecimento de que a incerteza existe em um contexto específico, permite que sistemas 
de alerta precoce sejam implementados para detectar mudanças de maneira proativa e oportuna, e 
para tomar as providências para criar uma resiliência para lidar com as circunstâncias inesperadas.
4.2 Risco
Riscos incluem os efeitos de qualquer uma das formas de incerteza, descritas em 4.1, nos objetivos. 
A incerteza pode levar a consequências positivas ou negativas, ou a ambas.
O risco é frequentemente descrito em termos de fontes de risco, eventos potenciais, suas 
consequências e suas probabilidades. Um evento pode ter múltiplas causas e levar a múltiplas 
consequências. As consequências podem ter um número de valores discretos, ser variáveis contínuas 
ou ser desconhecidas. As consequências podem não ser discerníveis ou mensuráveis no início, mas 
podem se acumular ao longo do tempo. As fontes de risco podem incluir a variabilidade inerente 
ou incertezas, relacionadas a uma série de fatores, incluindo comportamento humano e estruturas 
organizacionais ou influências sociais, para as quais pode ser difícil prever qualquer evento específico 
que possa ocorrer. Nem sempre é possível tabular o risco facilmente como um conjunto de eventos, 
suas consequências e suas probabilidades.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO4/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As técnicas para o processo de avaliação de riscos visam ajudar as pessoas a entender a incerteza 
e o risco associado neste contexto amplo, complexo e diversificado, com o propósito de apoiar decisões 
e ações mais bem informadas.
5 Utilização de técnicas para o processo de avaliação de riscos
As técnicas descritas neste Documento fornecem um meio para melhorar a compreensão da incerteza 
e suas implicações para decisões e ações.
A ABNT NBR ISO 31000 descreve os princípios para a gestão de riscos e os fundamentos e arranjos 
organizacionais que permitem que os riscos sejam gerenciados. Ela especifica um processo que 
permite que o risco seja reconhecido, compreendido e modificado conforme necessário, de acordo 
com critérios estabelecidos como parte do processo. Técnicas do processo de avaliação de riscos 
podem ser aplicadas nessa abordagem estruturada, que envolve o estabelecimento do contexto, 
o processo de avaliação de riscos e o tratamento de riscos, juntamente com monitoramento, análise 
crítica, comunicação e consulta, registro e relato contínuos. Este processo é ilustrado na Figura A.1, 
que também mostra exemplos de onde as técnicas podem ser aplicadas no processo.
No processo da ABNT NBR ISO 31000, o processo de avaliação de riscos envolve a identificação 
dos riscos, sua análise e o uso do entendimento obtido com a análise para avaliar riscos, tirando 
conclusões sobre a sua significância comparativa em relação aos objetivos e limites de desempenho 
da organização. Este processo fornece entradas para as decisões sobre se um tratamento é requerido, 
as prioridades de tratamento e as ações destinadas a tratar os riscos. Na prática, uma abordagem 
iterativa é aplicada.
Técnicas do processo de avaliação de riscos descritas neste Documento são usadas
 ● onde é necessário um entendimento maior sobre quais riscos existem ou sobre um risco específico;
 ● dentro de um processo de gestão de riscos, levando a ações para tratar os riscos;
 ● dentro de uma decisão em que uma gama de opções, cada uma envolvendo riscos, precise ser 
comparada ou otimizada.
Em particular, as técnicas podem ser usadas para:
 ● fornecer informações estruturadas para apoiar decisões e ações em que haja incerteza;● esclarecer as implicações das premissas sobre o atingimento dos objetivos;
 ● comparar múltiplas opções, sistemas, tecnologias ou abordagens etc. em que haja incertezas 
multifacetadas em torno de cada opção;
 ● auxiliar na determinação de objetivos estratégicos e operacionais realistas;
 ● ajudar a determinar os critérios de risco de uma organização, como limites de risco, apetite pelo 
risco ou capacidade de suportar riscos;
 ● levar em conta o risco ao especificar ou analisar criticamente as prioridades;
 ● reconhecer e entender os riscos, incluindo os riscos que podem ter resultados extremos;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 5/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● entender quais incertezas são mais importantes para os objetivos de uma organização e fornecer 
uma justificativa para o que convém que seja feito sobre elas;
 ● reconhecer e explorar as oportunidades com mais sucesso;
 ● articular os fatores que contribuem para o risco e por que eles são importantes;
 ● identificar ações de tratamento de riscos eficazes e eficientes;
 ● determinar o efeito modificador dos tratamentos de risco propostos, incluindo qualquer alteração 
na natureza ou magnitude do risco;
 ● comunicar sobre riscos e suas implicações;
 ● aprender com fracassos e sucessos, a fim de melhorar a maneira como os riscos são gerenciados;
 ● demonstrar que os requisitos regulatórios e outros requisitos foram atendidos.
A maneira pela qual o risco é avaliado depende da complexidade e novidade da situação e do nível de 
conhecimento e entendimento pertinentes.
 ● No caso mais simples, quando não há nada de novo ou de incomum em uma situação, o risco é 
bem entendido, sem grandes implicações para as partes interessadas ou com consequências não 
significativas, então as ações serão provavelmente decididas de acordo com regras e procedimentos 
estabelecidos e com avaliações anteriores de risco.
 ● Para questões muito novas, complexas ou desafiadoras, nas quais haja alta incerteza e pouca 
experiência, há pouca informação sobre em qual basear a avaliação, e as técnicas convencionais 
de análise podem não ser úteis ou significativas. Isto também se aplica às circunstâncias em que 
as partes interessadas mantêm opiniões fortemente divergentes. Nestes casos, várias técnicas 
podem ser usadas para obter uma compreensão parcial do risco, com julgamentos feitos no 
contexto de valores organizacionais e sociais e opiniões das partes interessadas.
As técnicas descritas neste Documento têm grande aplicação em situações entre esses dois extremos 
em que a complexidade é moderada e há alguma informação disponível na qual basear-se a avaliação.
6 Implementação do processo de avaliação de riscos
6.1 Planejar o processo de avaliação
6.1.1 Definir propósito e escopo do processo de avaliação
Convém que o propósito do processo de avaliação seja estabelecido, incluindo a identificação das 
decisões ou ações às quais está relacionado, os tomadores de decisão, as partes interessadas 
e o tempo e natureza do resultado requerido (por exemplo, se é requerida informação qualitativa, 
semiquantitativa ou quantitativa).
Convém que o escopo, a profundidade e o nível de detalhe do processo de avaliação sejam definidos, 
com uma descrição do que está incluído ou excluído. Convém que os tipos de consequência a serem 
incluídos no processo de avaliação sejam definidos. Convém que quaisquer condições, premissas, 
restrições ou recursos necessários pertinentes para a atividade do processo de avaliação sejam 
especificados.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO6/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
6.1.2 Compreender o contexto
Ao realizar um processo de avaliação de riscos, convém que aqueles envolvidos estejam cientes de 
circunstâncias mais amplas em que serão tomadas as decisões e ações com base no seu processo 
de avaliação. Isto inclui compreender as questões internas e externas que contribuem para o contexto 
da organização, bem como os aspectos sociais e ambientais mais amplos. Convém que qualquer 
declaração de contexto pertinente seja analisada criticamente e verificada, para ver se é corrente 
e apropriada. Compreender o contexto geral é particularmente importante quando há complexidade 
significativa.
6.1.3 Engajar as partes interessadas
Convém que as partes interessadas e aquelas passíveis de estarem aptas a contribuir com 
conhecimento útil ou visões pertinentes sejam identificadas e suas perspectivas consideradas, estejam 
elas incluídas ou não como participantes no processo de avaliação. O envolvimento apropriado das 
partes interessadas ajuda a garantir que a informação na qual o processo de avaliação de riscos 
é baseado seja válida e aplicável, e que as partes interessadas compreendam as razões por trás das 
decisões. O envolvimento das partes interessadas pode:
 ● fornece informação que permita compreender o contexto do processo de avaliação;
 ● juntar diferentes áreas do conhecimento e expertise para identificação e compreensão mais 
efetivas do risco;
 ● fornecer expertise pertinente para o uso das técnicas;
 ● permitir que os interesses das partes interessadas sejam compreendidos e considerados;
 ● fornecer entradas ao processo de determinação de se um risco é aceitável, em particular quando 
as partes interessadas são impactadas;
 ● cumprir qualquer requisito para que pessoas sejam informadas e consultadas;
 ● obter apoio para saídas e decisões oriundas do processo de avaliação de riscos;
 ● identificar lacunas no conhecimento que precisem ser tratadas antes do e/ou durante o processo 
de avaliação de riscos. Convém que seja decidido como as saídas e resultados do processo 
de avaliação de riscos podem ser comunicados às partes interessadas pertinentes de forma 
confiável, precisa e transparente.
Técnicas para estimular a visão de partes interessadas e especialistas são descritas na Seção B.1.
6.1.4 Definir objetivos
Convém que os objetivos do sistema ou processo específico para o qual haverá um processo de 
avaliação de risco sejam definidos e, quando possível, documentados. Isto irá facilitar a identificação 
do risco e a compreensão de suas implicações.
Convém que, na medida do possível, os objetivos sejam:
 ● específicos ao assunto do processo de avaliação;
 ● mensuráveis tanto qualitativamente quanto quantitativamente;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 7/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● alcançáveis dentro das restrições impostas pelo contexto;
 ● pertinentes para os objetivos maiores ou contexto da organização; 
 ● alcançáveis dentro do prazo estipulado.
6.1.5 Considerar fatores humanos, organizacionais e sociais
Convém que fatores humanos, organizacionais e sociais sejam explicitamente considerados e levados 
em conta conforme apropriado. Aspectos humanos são pertinentes no processo de avaliação de riscos 
nas seguintes maneiras:
 ● por meio de influências na maneira em que as técnicas são selecionadas e aplicadas;
 ● como uma fonte de incerteza;
 ● como a informação é interpretada e usada (por exemplo, por causa das diferentes percepções 
de risco).
O desempenho humano (seja acima ou abaixo do esperado) é uma fonte de risco que pode também 
afetar a efetividade dos controles. Convém que o potencial de desvio dos comportamentos esperados 
ou presumidos seja especificamente considerado, quando do processo de avaliação de risco. 
Considerações do desempenho humano são frequentemente complexas e opiniões de especialistas 
podem ser requisitadas para identificar e analisar os aspectos humanos do risco.
Fatores humanos também influenciam a seleção e o uso de técnicas, em particular quando julgamentos 
precisam ser feitos ou abordagens de equipe são usadas. Facilitação qualificada é necessária para 
minimizar estas influências. Convém que tendências, como pensamentosde grupo e excesso de 
confiança (por exemplo, em estimativas ou percepções), sejam tratadas. Convém que a opinião de 
especialistas seja informada por evidências e dados sempre que possível e que esforços sejam feitos 
para evitar ou minimizar preconceitos cognitivos. 
Os objetivos e valores das pessoas podem variar e ser diferentes daqueles da organização. Isto pode 
resultar em diferentes percepções acerca do nível de risco e diferentes critérios a partir dos quais os 
indivíduos tomam decisões. Convém que a organização se esforce para atingir uma compreensão 
comum do risco internamente e leve em conta as diferentes percepções das partes interessadas.
Aspectos sociais, incluindo posição socioeconômica, etnia e cultura de raça, gênero, relações sociais 
e contexto residencial e da comunidade, podem afetar o risco tanto direta quanto indiretamente. 
Impactos podem ser de longo termo e não visíveis imediatamente, e podem requerer uma perspectiva 
de planejamento de longo termo.
6.1.6 Analisar criticamente os critérios para decisões
6.1.6.1 Generalidades
Convém que os critérios, incluindo os critérios de risco, que precisam ser levados em conta quando da 
tomada de decisões, sejam analisados criticamente antes de se iniciar qualquer processo de avaliação.
Critérios podem ser qualitativos, semiquantitativos ou quantitativos. Em alguns casos, pode não 
haver critérios explícitos especificados, e as partes interessadas podem utilizar seu julgamento para 
responder aos resultados da análise.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO8/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Critérios pertinentes para análise crítica são:
 ● como será decidido se o risco é aceitável;
 ● como a significância relativa do risco será determinada;
 ● como o risco será levado em conta nas decisões sobre opções, onde cada opção é associada 
a riscos múltiplos que podem ter consequências positivas ou negativas, ou ambas;
 ● como as relações entre riscos serão levadas em conta.
6.1.6.2 Critérios para decidir se um risco pode ser aceito
Critérios para determinar a natureza e a extensão de um risco que podem ser aceitos na busca 
de objetivos, algumas vezes referenciados como apetite pelo risco, podem ser estabelecidos ao se 
especificar uma técnica para determinar a magnitude do risco, ou um parâmetro relacionado ao risco, 
junto com um limite após o qual o risco se torna inaceitável. O limite estabelecido para um risco 
adverso inaceitável pode depender das recompensas potenciais.
A aceitabilidade do risco pode também ser determinada ao se especificar a variação aceitável 
em medidas de desempenho específicas vinculadas aos objetivos.
Critérios diferentes podem ser especificados de acordo com o tipo de consequência. Por exemplo, 
os critérios de uma organização para aceitar um risco financeiro podem divergir daqueles definidos 
para risco à vida humana.
A seguir são apresentados exemplos de considerações usadas ao determinar se um risco pode 
ser aceito.
 ● Capacidade de suportar um risco (CSR) (também chamada de capacidade de risco): a CSR 
de uma organização é usualmente definida em termos do capital de risco, que está disponível 
para absorver os efeitos adversos dos riscos. Para uma firma comercial, a capacidade pode ser 
especificada em termos da capacidade máxima de retenção coberta pelos ativos, ou a maior 
perda financeira que a companhia poderia suportar antes de declarar falência. Convém que 
a CSR estimada seja razoavelmente testada por cenários de testes de estresse para prover um 
nível fiável de confiança. O apetite pelo risco de uma organização reflete a disposição gerencial 
de utilizar a CSR.
 ● ALARP/ALARA e SFAIRP: em algumas jurisdições, critérios legislativos para decisões sobre 
tratamento de segurança relacionado a risco envolvem garantir que o risco de lesão ou de 
problemas de saúde seja “tão baixo quanto razoavelmente praticável” (“as low as is reasonably 
practicable” – ALARP), “tão baixo quanto razoavelmente atingível” (“as low as reasonably 
achievable” – ALARA) ou demonstrando que controles minimizam o risco “na medida do possível” 
(“so far as is reasonably practicable” - SFAIRP) (ver B.8.2).
 ● “Globalmente ao menos equivalente” (“Globally at least equivalent” – GALE) [globalement au 
moins équivalent (GAME) [1]]: é considerado aceitável incrementar riscos com consequências 
adversas de uma fonte particular, se puder ser demonstrado que esses riscos de outras fontes 
decresceram em quantidade equivalente ou maior.
 ● Critérios de custo/benefício, como preço por vida salva ou retorno do investimento (return on 
investment – ROI). 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 9/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
6.1.6.3 Critério para avaliação da significância de riscos
Os critérios de risco (os termos de referência sob os quais a significância do risco é determinada) 
podem ser expressos em termos que envolvam qualquer uma das características e medidas de risco 
elaboradas em 6.3.5 e 6.3.7. Considerações éticas, culturais, legais, sociais, de reputação, ambientais, 
contratuais, financeiras e outras também podem ser pertinentes.
Uma avaliação da significância de um risco em comparação com outros riscos frequentemente 
é baseada em uma estimativa da magnitude do risco em comparação com critérios diretamente 
relacionados aos limites estabelecidos em torno dos objetivos da organização. A comparação com 
estes critérios pode informar uma organização sobre quais riscos convém focar no tratamento, com 
base em seu potencial de direcionar resultados fora dos limites estabelecidos em torno dos objetivos.
A magnitude do risco raramente é o único critério pertinente para as decisões sobre a significância do 
risco. Outros fatores pertinentes podem incluir sustentabilidade (por exemplo, triple bottom line – tripé 
da sustentabilidade) e resiliência, critérios éticos e legais, eficácia dos controles, impacto máximo se 
os controles não estiverem presentes ou falharem, tempo das consequências, custos dos controles 
e opiniões das partes interessadas.
Técnicas para avaliar a significância do risco estão descritas na Seção B.8.
6.1.6.4 Critérios para decisão entre opções
Uma organização será confrontada com muitas decisões em que vários objetivos, muitas vezes 
concorrentes, são potencialmente afetados, e há possíveis resultados adversos e benefícios a serem 
considerados. Para tais decisões, vários critérios podem precisar ser atendidos e trade-offs entre 
objetivos concorrentes podem ser necessários. Convém que os critérios pertinentes para a decisão 
sejam identificados e convém que a maneira pela qual os critérios ponderados ou trade-offs feitos 
de outra maneira seja decidida e contabilizada, e as informações registradas e compartilhadas. Na 
determinação de critérios, convém que seja considerada a possibilidade de que custos e benefícios 
podem diferir para diferentes partes interessadas. Convém que se decida a maneira pela qual diferentes 
formas de incerteza sejam levadas em consideração.
As técnicas da Seção B.9 abordam a seleção entre as opções.
6.2 Gerenciar informações e desenvolver modelos
6.2.1 Generalidades
Antes e durante um processo de avaliação de riscos, convém que informações pertinentes sejam 
obtidas. Estas informações fornecem entradas para análises estatísticas, modelos ou técnicas 
descritas nos Anexos A e B. Em alguns casos, as informações podem ser usadas pelos tomadores de 
decisão sem análises adicionais.
As informações necessárias em cada ponto dependem dos resultados da coleta anterior de informações, 
do objetivo e do escopo da avaliação e do(s) método(s) a ser(em) usado(s) para análise. Convém que 
seja decidida a maneira como as informações devem ser coletadas, armazenadas e disponibilizadas.
Convém que se decida quais os registros das saídas da avaliação que devem ser mantidos, juntamente 
com a forma comoesses registros devem ser feitos, armazenados, atualizados e fornecidos a quem 
possa precisar deles. Convém que as fontes das informações sejam sempre indicadas.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO10/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
6.2.2 Coleta de informações
Informações podem ser coletadas de fontes como análises críticas de literatura, observações 
e opinião de especialistas. Os dados podem ser coletados ou derivados, por exemplo, de medições, 
experimentos, entrevistas e pesquisas.
Normalmente, os dados representam, direta ou indiretamente, perdas ou benefícios passados. 
Os exemplos incluem falhas ou sucessos do projeto, número de reclamações, ganhos ou perdas 
financeiras, impactos na saúde, lesões e fatalidades etc. Informações adicionais também podem estar 
disponíveis, como causas de falhas ou sucessos, fontes de reclamações, natureza das lesões etc. 
Os dados também podem incluir a saída de modelos ou outras técnicas de análise.
Convém que o seguinte seja decidido:
 ● fonte de informação e sua confiabilidade;
 ● tipo [por exemplo, se é qualitativo, quantitativo ou ambos (ver 6.3.7.1)];
 ● nível (por exemplo, estratégico, tático, operacional);
 ● quantidade e qualidade dos dados necessários;
 ● metodologia de coleta;
 ● nível de confidencialidade.
Quando os dados a serem analisados são obtidos a partir da amostragem, convém que a confiança 
estatística necessária seja declarada para que dados suficientes sejam coletados. Quando nenhuma 
análise estatística for necessária, convém que isto seja declarado.
Se os dados ou resultados de avaliações anteriores estiverem disponíveis, convém que primeiro 
se determine se houve alguma mudança no contexto e, se houver, se os dados ou resultados anteriores 
permaneceram pertinentes.
Convém que a validade, confiabilidade e limitações de qualquer informação a ser usada na avaliação 
sejam avaliadas, levando em consideração:
 ● idade e relevância da informação;
 ● fonte de informação e métodos usados para coletá-la;
 ● incertezas e lacunas nas informações;
 ● autoridade ou proveniência de informações, conjuntos de dados, algoritmos e modelos.
6.2.3 Análise de dados
A análise de dados pode fornecer:
 ● uma compreensão das consequências passadas e sua probabilidade de aprender com a experiência;
 ● tendências e padrões, incluindo periodicidades, que fornecem uma indicação do que pode 
influenciar o futuro;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 11/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● correlações que podem dar indicações de possíveis relacionamentos causais para validação 
adicional.
Convém que limitações e incertezas nos dados sejam identificadas e entendidas.
Não é possível presumir que os dados passados continuem sendo aplicados no futuro, mas eles 
podem dar uma indicação aos tomadores de decisão sobre o que é mais ou menos provável de 
ocorrer no futuro.
6.2.4 Desenvolvimento e aplicação de modelos
6.2.4.1 Generalidades
Um modelo é uma representação aproximada da realidade. Seu objetivo é transformar o que pode 
ser uma situação inerentemente complexa em termos mais simples que podem ser analisados mais 
facilmente. Um modelo pode ser usado para ajudar a entender o significado dos dados e simular 
o que pode acontecer na prática, sob diferentes condições. Um modelo pode ser físico, representado 
em software ou um conjunto de relacionamentos matemáticos.
A modelagem geralmente inclui as seguintes etapas:
 ● descrever o problema;
 ● descrever o propósito de construir um modelo e os resultados desejados;
 ● desenvolver um modelo conceitual do problema;
 ● construir uma representação física, de software ou matemática do modelo conceitual;
 ● desenvolver um software ou outras ferramentas para analisar como o modelo se comporta;
 ● processar dados;
 ● validar ou calibrar o modelo, analisando criticamente as saídas para situações conhecidas;
 ● tirar conclusões do modelo sobre o problema do mundo real.
Cada uma dessas etapas pode envolver aproximações, premissas e opinião de especialistas e (se 
possível) convém que elas sejam validadas por pessoas independentes dos desenvolvedores. Convém 
que as premissas críticas sejam analisadas criticamente, com base nas informações disponíveis para 
avaliar a sua credibilidade.
Para obter resultados confiáveis ao usar modelos, convém que o seguinte seja validado:
 ● o modelo conceitual representa adequadamente a situação que está sendo avaliada;
 ● o modelo está sendo usado dentro dos limites contextuais para os quais foi projetado;
 ● conceitos teóricos subjacentes ao modelo e quaisquer cálculos associados são bem 
compreendidos;
 ● a seleção de parâmetros e de representações matemáticas dos conceitos é sólida;
 ● os cálculos subjacentes da matemática são bem compreendidos;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO12/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● os dados de entrada são precisos e confiáveis, ou a natureza do modelo leva em consideração a 
confiabilidade dos dados de entrada usados;
 ● o modelo opera como planejado, sem erros ou bugs internos;
 ● o modelo é estável e não excessivamente sensível a pequenas mudanças nas principais entradas.
Isto pode ser alcançado por:
 ● realizar uma análise de sensibilidade para verificar a sensibilidade do modelo às alterações nos 
parâmetros de entrada;
 ● realizar teste de estresse do modelo, com cenários específicos, geralmente cenários extremos;
 ● comparar resultados com dados passados (além daqueles a partir dos quais foram desenvolvidos);
 ● verificar se resultados semelhantes são obtidos quando o modelo é executado por pessoas 
diferentes;
 ● verificar as saídas em relação ao desempenho real.
Convém que a documentação compreensível do modelo e as teorias e premissas em que se baseia 
sejam mantidas o suficiente para permitir a validação do modelo.
6.2.4.2 Uso de software para análise
Os programas de software podem ser usados para representar e organizar dados ou para analisá-los. 
Programas usados para modelagem e análise geralmente fornecem uma interface de usuário simples 
e uma saída rápida, mas essas características podem levar a resultados inválidos, que passam 
despercebidos pelo usuário.
Resultados inválidos podem surgir devido a:
 ● inadequações nos algoritmos usados para representar a situação;
 ● premissas feitas no projeto e no uso do modelo subjacente ao software;
 ● erros na entrada de dados, incluindo mal-entendidos sobre o seu significado;
 ● problemas de conversão de dados quando um novo software é usado;
 ● má interpretação dos resultados.
O software comercial geralmente é uma caixa preta (confidencialidade comercial) e pode conter algum 
tipo de erro.
Convém que o novo software seja testado usando um modelo simples, com entradas que tenham uma 
saída conhecida, antes de avançar para testar modelos mais complexos. Convém que os detalhes do 
teste sejam mantidos para uso em atualizações futuras da versão ou para novos programas de análise 
de software.
Os erros no modelo construído podem ser verificados aumentando-se ou diminuindo-se um valor de 
entrada para determinar se a saída responde conforme o esperado. Isso pode ser aplicado a cada 
uma das várias entradas. Os erros de entrada de dados são frequentemente identificados ao se 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 13/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
variarem as entradas de dados. Essa abordagem também fornece informações sobre a sensibilidade 
do modelo quanto às variações de dados.
Recomenda-se uma boa compreensão da matemática pertinente para uma análise específica, de 
forma a evitar conclusões errôneas. Não apenas os erros acima são prováveis, mas também a seleção 
de um programa específico pode não ser apropriada. É fácil seguir umprograma e presumir que 
a resposta estará correta. Convém que sejam reunidas evidências para verificar se os resultados são 
razoáveis.
6.3 Aplicar técnicas para o processo de avaliação de riscos
6.3.1 Visão geral
As técnicas descritas nos Anexos A e B são usadas para desenvolver uma compreensão do risco 
como uma contribuição para decisões em que há incerteza, incluindo decisões sobre se e como tratar 
os riscos.
Técnicas de avaliação podem ser usadas para:
 ● identificar riscos (ver 6.3.2);
 ● determinar causas, fontes e fatores de risco e o nível de exposição a eles (ver 6.3.3);
 ● investigar a eficácia geral dos controles e o efeito modificador dos tratamentos de riscos propostos 
(ver 6.3.4);
 ● entender as consequências e a probabilidade (ver 6.3.5);
 ● analisar interações e dependências (ver 6.3.6);
 ● fornecer uma medida de risco (ver 6.3.7).
Os fatores a serem considerados ao selecionar uma técnica específica para essas atividades são 
descritos na Seção 7.
Em geral, a análise pode ser descritiva (como um relatório de uma análise crítica de literatura, uma 
análise de cenário ou uma descrição das consequências) ou quantitativa, em que os dados são 
analisados para produzir valores numéricos. Em alguns casos, escalas de classificação podem ser 
aplicadas para comparar riscos específicos.
Convém que a maneira pela qual o risco é avaliado e a forma do resultado sejam compatíveis com 
algum critério . Por exemplo, critérios quantitativos requerem uma técnica de análise quantitativa que 
produza uma saída em unidades apropriadas.
Convém que operações matemáticas sejam usadas apenas se as métricas escolhidas permitirem. 
Em geral, convém que operações matemáticas não sejam usadas com escalas ordinais. Mesmo 
em situação de análise totalmente quantitativa, os valores de entrada são geralmente estimativos. 
Convém que um nível de exatidão e precisão não seja atribuído a resultados além daquele consistente 
com os dados e métodos empregados.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO14/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
6.3.2 Identificação de riscos
A identificação de riscos permite que a incerteza seja explicitamente levada em consideração. Todas 
as fontes de incerteza e tanto os efeitos benéficos como os prejudiciais podem ser pertinentes, 
dependendo do contexto e do escopo da avaliação.
As técnicas para identificar riscos geralmente fazem uso do conhecimento e da experiência de uma 
variedade de partes interessadas (ver B.1.1). Elas incluem considerar:
 ● que a incerteza existe e quais podem ser os seus efeitos;
 ● quais circunstâncias ou condições (tangíveis ou intangíveis) têm potencial para futuras 
consequências;
 ● quais fontes de risco estão presentes ou podem se desenvolver;
 ● quais controles estão em vigor e se são eficazes;
 ● o que, como, quando, onde e por que eventos e consequências podem ocorrer;
 ● o que aconteceu no passado e como isso pode se relacionar razoavelmente com o futuro;
 ● quais aspectos humanos e fatores organizacionais podem ser aplicados.
Pesquisas físicas também podem ser úteis para identificar fontes de risco ou sinais precoces de 
alertas de potenciais consequências.
A saída da identificação de riscos pode ser registrada como uma lista de riscos, com eventos, causas 
e consequências especificados ou usando outros formatos adequados.
Quaisquer que sejam as técnicas usadas, convém que a identificação de riscos seja abordada 
metodicamente e iterativamente, para que seja completa e eficiente. Convém que o risco seja 
identificado com antecedência suficiente para permitir que ações sejam tomadas sempre que possível. 
No entanto, há ocasiões em que é possível que alguns riscos não sejam identificados durante um 
processo de avaliação de riscos. Por conseguinte, convém que seja criado um mecanismo para 
capturar riscos emergentes e reconhecer precocemente os sinais de alerta de sucesso ou fracasso 
em potencial.
As técnicas para identificar riscos são descritas na Seção B.2.
6.3.3 Determinação de fontes, causas e fatores de risco
A identificação de fontes, causas e fatores de risco pode:
 ● contribuir para estimar a probabilidade de um evento ou consequência;
 ● ajudar a identificar tratamentos que modifiquem o risco;
 ● auxiliar na determinação de indicadores de alerta precoce e detecção de seus limites de referência;
 ● determinar causas comuns que podem ajudar a desenvolver prioridades para o tratamento de 
riscos.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 15/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As fontes de risco podem incluir eventos, decisões, ações e processos, favoráveis e desfavoráveis, 
bem como situações que existem, mas nas quais os resultados são incertos. Qualquer forma de 
incerteza descrita em 4.1 pode ser uma fonte de risco.
Eventos e consequências podem ter múltiplas causas ou cadeias causais.
Muitas vezes, o risco só pode ser controlado pela modificação dos fatores de risco. Eles influenciam 
o status e desenvolvimento de exposições a riscos e geralmente afetam mais de um risco. Como 
resultado, os fatores de risco muitas vezes precisam de mais atenção do que as fontes de riscos 
individuais.
Técnicas para determinar fontes, causas e fatores de risco estão descritas na Seção B.3.
6.3.4 Investigação da eficácia dos controles existentes
O risco é afetado pela eficácia geral de todos os controles existentes. Convém que os seguintes 
aspectos dos controles sejam considerados: 
 ● o mecanismo pelo qual os controles se destinam a modificar o risco;
 ● se os controles existentes são capazes de operar como planejado e se estão alcançando os 
resultados esperados;
 ● se existem deficiências no projeto dos controles ou na forma como eles são aplicados; 
 ● se existem lacunas nos controles; 
 ● se os controles funcionam independentemente ou se precisam funcionar coletivamente para 
serem eficazes; 
 ● se existem fatores, condições, vulnerabilidades ou circunstâncias que podem reduzir ou eliminar 
a eficácia do controle, incluindo falhas de causa comuns; 
 ● se os próprios controles introduzem riscos adicionais.
NOTA Um risco pode ter mais de um controle, e os controles podem afetar mais de um risco.
Convém fazer uma distinção entre os controles que alteram a probabilidade, as consequências ou 
ambas, e os controles que mudam a forma como o ônus do risco é compartilhado entre as partes 
interessadas. Por exemplo, seguros e outras formas de financiamento de risco não afetam diretamente 
a probabilidade de um evento ou de seus resultados, mas podem tornar algumas das consequências 
mais toleráveis para uma determinada parte interessada, reduzindo sua extensão ou suavizando o 
fluxo de caixa.
Convém que quaisquer premissas feitas durante a análise de risco sobre o efeito real e a confiabilidade 
dos controles seja validada sempre que possível, com ênfase particular em indivíduos ou combinações 
de controles que se supõe que tenham um efeito substancial de modificação. Convém considerar 
informações obtidas por meio do monitoramento e análise crítica rotineiras dos controles.
Técnicas para analisar controles são descritas na Seção B.4.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO16/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
6.3.5 Entendimento de consequências e probabilidades
6.3.5.1 Análise de tipo, magnitude e tempo das consequências
A análise de consequências pode variar de uma descrição dos resultados a uma modelagem quantitativa 
detalhada ou análise de vulnerabilidade. Convém que sejam considerados efeitos consequentes 
(efeitos dominó ou em cadeia) quando uma consequência levar a outra, quando pertinente.
O risco pode ser associado a vários tipos diferentes de consequências, impactando diferentes 
objetivos. Convém que os tipos de consequências a serem analisadas tenham sido decididos no 
planejamento da avaliação.Convém que a declaração de contexto seja verificada para garantir que as 
consequências a serem analisadas estejam alinhadas com o propósito da avaliação e que as decisões 
sejam tomadas. Isso pode ser revisitado, durante a avaliação, quanto mais for aprendido. A magnitude 
das consequências pode ser expressada quantitativamente como um valor pontual ou como uma 
distribuição. Uma distribuição pode ser apropriada onde:
•	 o valor da consequência é incerto;
•	 as consequências variam, dependendo das circunstâncias;
•	 os parâmetros que afetam as consequências variam. A consideração da distribuição completa 
associada a uma consequência fornece informações completas. É possível resumir a distribuição 
na forma de um valor pontual como o valor esperado (média), variação (variância) ou a porcentagem 
na cauda ou algum outro valor pertinente da distribuição (percentil).
Para qualquer método para obter um valor pontual ou valores para representar uma distribuição de 
consequências, existem premissas e incertezas subjacentes sobre:
•	 a forma da distribuição escolhida para ajustar os dados (por exemplo, contínua ou discreta, normal 
ou altamente inclinada);
•	 a maneira mais apropriada de representar essa distribuição como um valor pontual;
•	 o valor da estimativa pontual devido a incertezas inerentes aos dados a partir dos quais 
a distribuição foi produzida.
Convém que não seja presumido que os dados pertinentes ao risco sigam necessariamente uma 
distribuição normal.
Em alguns casos, as informações podem ser resumidas como uma classificação qualitativa ou 
semiquantitativa que pode ser usada na comparação de riscos.
A magnitude das consequências também pode variar de acordo com outros parâmetros. Por exemplo, 
as consequências para a saúde da exposição a um produto químico geralmente dependem da dose 
à qual a pessoa ou outra espécie está exposta. Para este exemplo, o risco é geralmente representado 
por uma curva de resposta à dose que representa a probabilidade de um ponto final especificado (por 
exemplo, morte) em função de uma dose de curto prazo ou acumulada.
As consequências também podem mudar com o tempo. Por exemplo, os impactos adversos de 
uma falha podem se tornar mais graves por quanto mais tempo a falha existir. Convém que técnicas 
apropriadas sejam selecionadas para levar isso em consideração.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 17/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Às vezes, as consequências resultam da exposição a várias fontes de risco, por exemplo, efeitos 
ambientais ou na saúde humana decorrentes da exposição a fontes de riscos biológicos, químicos, 
físicos e psicossociais. Ao considerar exposições múltiplas, convém levar em consideração 
a possibilidade de efeitos sinérgicos, bem como a influência da duração e a extensão da exposição.
6.3.5.2 Análise de probabilidade
Probabilidade pode se referir à probabilidade de um evento ou à probabilidade de uma consequência 
especificada. Convém que o parâmetro ao qual um valor de probabilidade se aplica seja explicitamente 
declarado e convém que o evento ou consequência cuja probabilidade está sendo declarada seja 
definida de forma clara e precisa. Pode ser necessário incluir uma declaração sobre exposição 
e duração para definir completamente a probabilidade.
A probabilidade pode ser descrita de várias maneiras, incluindo como uma probabilidade ou frequência 
esperadas ou em termos descritivos (por exemplo, “altamente provável”). Quando um termo descritivo 
é usado, convém que o seu significado seja determinado. Pode haver incerteza na probabilidade que 
pode ser mostrada como uma distribuição de valores que representam o grau de crença de que um 
determinado valor ocorrerá.
Quando uma porcentagem é usada como uma medida de probabilidade, convém que a natureza da 
relação à qual a porcentagem se aplica seja declarada.
EXEMPLO 1 A declaração de que a chance de um fornecedor não entregar é de 5 % é vaga tanto em 
termos de período de tempo como de população. Também não está claro se o percentual se refere a 5 % dos 
projetos ou a 5 % dos fornecedores. Uma declaração mais explícita seria “a probabilidade de um ou mais 
fornecedores não entregar os bens ou serviços necessários a um projeto durante a vida útil de um projeto 
é de 5 % dos projetos”.
Para minimizar interpretações errôneas ao expressar probabilidade, qualitativa ou quantitativamente, 
convém que o período de tempo e a população em questão sejam explícitos e consistentes com 
o escopo da avaliação específica.
EXEMPLO 2 A probabilidade de um ou mais fornecedores não entregar os bens ou serviços necessários 
a um projeto nos próximos dois meses é de 1 % dos projetos, enquanto em uma escala de seis meses pode 
ocorrer falha em 3 % dos projetos.
Existem muitos preconceitos possíveis que podem influenciar as estimativas de probabilidade. Além 
disso, a interpretação da estimativa de probabilidade pode variar, dependendo do contexto em que está 
enquadrada. Convém tomar cuidado para entender os possíveis efeitos de preconceitos individuais 
(cognitivos) e culturais.
Técnicas para entender as consequências e a probabilidade são descritas na Seção B.5.
6.3.6 Análise de interações e dependências
Em geral, existem diversas interações e dependências entre riscos. Por exemplo, várias consequências 
podem ser originadas de uma única causa ou uma consequência em particular pode ter diversas 
causas. A ocorrência de alguns riscos pode tornar a ocorrência de outros mais ou menos provável, 
e esses links causais podem formar cascatas ou loops.
Para obter uma avaliação mais confiável do risco, onde os vínculos causais entre os riscos são 
significativos, a criação de um modelo causal que incorpore os riscos de alguma forma pode ser útil. 
Temas comuns podem ser encontrados nas informações de risco, como causas, fatores de risco ou 
resultados comuns.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO18/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As interações entre riscos podem ter uma série de impactos na tomada de decisões, por exemplo, 
no aumento da importância de atividades que abrangem vários riscos conectados ou no aumento 
da atratividade de uma opção sobre outras. Os riscos podem ser suscetíveis a tratamentos comuns 
ou pode haver situações em que tratar um risco tenha implicações positivas ou negativas em outras 
partes. As ações de tratamento podem ser consolidadas, em determinados casos, para reduzir 
significativamente a quantidade de trabalho e equilibrar com mais eficácia os recursos disponíveis. 
Convém que um plano de tratamento coordenado leve em conta estes fatores, em vez de assumir que 
cada risco seja tratado de forma independente.
Técnicas para analisar interações e dependências estão descritas na Seção B.6.
6.3.7 Compreensão das medidas de risco
6.3.7.1 Determinação de medidas de risco
Em algumas situações, é válido fornecer uma medida de risco como uma combinação da extensão 
das possíveis consequências e da probabilidade dessas consequências. Isso pode abranger medidas 
qualitativas, semiquantitativas ou quantitativas.
•	 As abordagens qualitativas geralmente são baseadas em escalas descritivas (nominais) ou de 
classificação (ordinais) para consequências e probabilidades.
•	 As abordagens semiquantitativas são assim classificadas, quando:
	 um parâmetro (geralmente probabilidade) é expresso quantitativamente e o outro é descrito 
ou expresso em uma escala de classificação;
	 as escalas são divididas em faixas discretas, cujos limites são expressos quantitativamente. 
Pontos na escala geralmente são configurados para ter um relacionamento logarítmico que 
se ajuste aos dados;
	 descritores numéricos são adicionados aos pontos de escala, cujos significados são descritos 
qualitativamente.
O uso de escalas semiquantitativas pode levar a interpretações incorretas, se a base de qualquer 
cálculo nãofor explicada com cuidado. Portanto, convém que abordagens semiquantitativas sejam 
validadas e usadas com atenção.
•	 As abordagens quantitativas usam medidas de consequências e probabilidades expressas em 
escalas numéricas (razão). Nos casos em que um risco é analisado em termos quantitativos, 
convém garantir que unidades e dimensões apropriadas sejam alimentadas e usadas durante 
a avaliação.
Técnicas qualitativas e semiquantitativas podem ser usadas apenas para comparar riscos com outros 
riscos medidos da mesma maneira ou com critérios expressos nas mesmas bases. Não é possível 
que eles sejam usados para combinar ou agregar riscos diretamente, e eles são muito difíceis de 
serem usados em situações em que haja ambas as consequências positivas e negativas, ou quando 
for necessário fazer trade-offs entre riscos.
Quando estimativas quantitativas de uma consequência e sua probabilidade são combinadas em um 
resultado para fornecer a magnitude para determinado risco, informações podem ser perdidas. Em 
particular, não há uma distinção entre riscos com alta consequência e baixa probabilidade daqueles 
com baixa consequência e alta probabilidade. Para que haja uma compensação a isso, pode ser 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 19/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
aplicado um fator de ponderação à consequência ou à probabilidade; porém, convém que este recurso 
seja usado com cuidado.
O risco nem sempre pode ser descrito de forma adequada ou estimado como um único valor 
representando a probabilidade de uma determinada consequência. Exemplos nos quais isso se aplica 
incluem situações em que:
 ● as consequências são melhor expressas como uma distribuição de probabilidade das 
consequências;
 ● um evento tem várias causas diferentes e leva a uma série de resultados e possíveis efeitos 
consequentes;
 ● as consequências surgem cumulativamente da exposição contínua a uma fonte de risco;
 ● fontes de risco (como problemas sistêmicos) são identificáveis, mas é muito difícil especificar a 
natureza e/ou a probabilidade das consequências que possam surgir. (Nesse caso, estimar uma 
magnitude válida para o risco em termos de probabilidade e consequência se torna impossível.)
Quando um risco tem uma distribuição de possíveis consequências, uma medida do risco pode ser 
obtida como a média ponderada das probabilidades das consequências (isto é, o valor esperado). No 
entanto, isso nem sempre pode ser uma boa medida de risco, pois reflete a consequência média da 
distribuição. Isso resulta na perda de informações sobre consequências menos prováveis que podem 
ser graves, portanto, importantes para a compreensão do risco. Técnicas para lidar com valores 
extremos não estão incluídas neste Documento.
NOTA Um valor esperado ou expectativa de valor é equivalente à soma de todos os pares de consequência/ 
probabilidade em uma distribuição, o que equivale a usar a consequência média da distribuição.
Exemplos de métricas quantitativas da magnitude de um risco incluem:
 ● uma frequência esperada de ocorrência de uma consequência específica, como o número de 
acidentes de veículo por 1 000 km percorridos em uma região;
 ● o tempo esperado entre determinados eventos, como o tempo médio de funcionamento de um 
item;
 ● uma probabilidade de alcance de um marco final durante um período determinado de exposição 
(pertinente quando as consequências se acumulam ao longo de um período de exposição), como 
a probabilidade de contrair câncer durante a vida toda, como resultado da exposição a uma 
determinada dose de um produto químico;
 ● um valor esperado, como retornos ou ganhos financeiros esperados ao longo do período de 
investimento ou a carga máxima esperada na saúde pública em termos de anos de vida perdidos, 
ajustados por incapacidade por milhão de pessoas anualmente;
NOTA BRASILEIRA O termo “anos de vida perdidos ajustados por incapacidade” é conhecido em inglês 
como “DALY”.
 ● uma estatística representando o formato de uma distribuição de consequências, como a variação 
ou volatilidade dos retornos de um investimento;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO20/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● um valor igual, superior ou inferior a um percentil especificado em uma distribuição de consequências;
EXEMPLO Determinado lucro de um projeto com chance de 90 % de ser alcançado; ou o Valor em 
Risco (VaR) de um portifólio que mede a perda que pode ocorrer durante um determinado período de 
tempo, com uma determinada probabilidade.
•	 uma medida extrema associada à distribuição de consequências, como as consequências 
máximas esperadas.
As métricas baseadas em consequência, como a perda máxima esperada ou a perda máxima provável, 
são usadas principalmente quando é difícil determinar quais controles têm a capacidade de falhar 
ou onde há dados insuficientes para dar base às estimativas de probabilidade.
A magnitude do risco depende das premissas usadas sobre a presença e a eficácia dos respectivos 
controles. Termos como risco inerente ou risco bruto (para a situação em que se supõe que os controles 
que possam falhar, acabem falhando) e risco residual ou risco líquido, para o nível de um risco onde 
se supõe que os controles operem conforme o pretendido, são palavras frequentemente usadas pelos 
profissionais. No entanto, é difícil definir esses termos sem ambiguidade e, portanto, é aconselhável 
sempre declarar explicitamente as premissas usadas em relação aos controles.
Ao relatar uma magnitude de risco, qualitativa ou quantitativamente, convém que as incertezas 
associadas às premissas e aos parâmetros de entrada e saída sejam descritas.
6.3.7.2 Agregação de medidas de risco
Em alguns casos (como na alocação de capital), pode ser útil combinar valores para um conjunto 
de riscos para produzir um único valor. Desde que os riscos sejam caracterizados por uma única 
consequência, medidos nas mesmas unidades, como valor monetário, eles podem, em princípio, ser 
combinados. Isto é, eles podem ser combinados somente quando as consequências e a probabilidade 
são declaradas quantitativamente e as unidades são consistentes e corretas. Em algumas situações, 
uma medida útil pode ser usada como escala comum para quantificar e combinar consequências 
medidas em diferentes unidades.
O desenvolvimento de um único valor consolidado para um conjunto de riscos mais complexos perde 
informações sobre os riscos do componente. Além disso, a menos que seja tomado muito cuidado, 
o valor consolidado pode ser impreciso e com potencial para enganar. Todos os métodos de agregação 
de riscos em um único valor têm premissas subjacentes que convém que sejam entendidas antes de 
serem aplicadas. Convém que os dados sejam analisados para buscar correlações e dependências 
que afetarão a forma como os riscos se combinam.
Convém que as técnicas de modelagem usadas para produzir um nível agregado de risco sejam 
apoiadas por uma análise de cenário e teste de estresse.
Onde modelos incorporam cálculos envolvendo distribuições, convém que eles incluam correlações 
entre essas distribuições de maneira apropriada. Se a correlação não for levada em consideração 
adequadamente, os resultados serão imprecisos e podem ser muito enganadores. A consolidação 
simplesmente adicionando-os não é uma base confiável para a tomada de decisões e pode levar 
a resultados indesejados. A simulação de Monte Carlo pode ser usada para combinar distribuições 
(ver B.5.10).
Não é possível agregar diretamente medidas qualitativas ou semiquantitativas de risco. Da mesma 
forma, apenas declarações qualitativas gerais podem ser feitas sobre a eficácia relativa dos controles 
em medidas qualitativas ou semiquantitativas de mudanças no nível de risco.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL2021
Dados pertinentes sobre diferentes riscos podem ser reunidos de várias maneiras para ajudar 
aos tomadores de decisão. É possível realizar uma agregação qualitativa baseada na opinião de 
especialistas, levando em consideração as informações de risco mais detalhadas. Convém que as 
premissas feitas e as informações usadas para conduzir agregações qualitativas de risco sejam 
claramente articuladas.
6.3.7.3 Risco da sociedade
Nos casos em que uma população é exposta a riscos, uma simples agregação do nível individual de 
risco ao se multiplicar pela população exposta, na maioria dos casos, não representa adequadamente 
o verdadeiro impacto das consequências. Por exemplo, o risco de uma fatalidade de um indivíduo 
em um evento como como uma falha em barreira pode precisar ser considerado diferente do mesmo 
evento que afeta um grupo de indivíduos juntos.
O risco da sociedade é tipicamente expresso e avaliado em termos da relação entre a frequência de 
ocorrência de uma consequência (F) e o número de pessoas portadoras da consequência (N). (Ver 
os diagramas F-N em B.8.3).
As técnicas que fornecem uma medida de risco são descritas na Seção B.7.
6.4 Análise crítica da análise
6.4.1 Verificação e validação de resultados
Onde praticável, convém que os resultados da análise sejam verificados e validados. A verificação 
envolve verificar se a análise foi feita corretamente. A validação envolve verificar se uma análise 
correta foi realizada para atingir os objetivos requeridos. Para algumas situações, a verificação 
e a validação podem envolver processos de análises críticas independentes.
A validação pode incluir:
 ● verificar se o escopo da análise é apropriado para os objetivos declarados;
 ● analisar criticamente todas as premissas críticas para assegurar a sua credibilidade à luz das 
informações disponíveis;
 ● verificar quais métodos, modelos e dados apropriados foram usados;
 ● utilizar múltiplos métodos, estimativas e análise de sensibilidade para testar e validar conclusões.
A verificação pode incluir:
 ● verificar a validade de manipulações e cálculos matemáticos;
 ● verificar se os resultados são indiferentes à maneira como os dados ou resultados são exibidos 
ou apresentados;
 ● comparar resultados com experiências anteriores em que existam dados em comparação com 
resultados após a ocorrência;
 ● estabelecer se os resultados são sensíveis à maneira como os dados ou resultados são exibidos 
ou apresentados, para identificar parâmetros de entrada que tenham um efeito significativo nos 
resultados da avaliação;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO22/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● comparar resultados com experiências passadas ou subsequentes, incluindo obter explicitamente 
feedbacks à medida que o tempo avança.
6.4.2 Análise de incerteza e sensibilidade
Convém que aqueles que analisam o risco entendam as incertezas da análise e apreciem as implicações 
para a confiabilidade dos resultados. Convém que as incertezas e suas implicações sejam sempre 
comunicadas aos tomadores de decisão.
A incerteza nos resultados da análise pode surgir porque:
 ● existe variabilidade no sistema sendo considerado;
 ● os dados são de uma fonte não confiável, inconsistente ou insuficiente - por exemplo, os tipos de 
dados coletados ou os métodos de coleta podem ter sido alterados;
 ● pode haver ambiguidade, por exemplo, na maneira como os descritores qualitativos são declarados 
ou entendidos;
 ● o método de análise não representa adequadamente a complexidade do sistema;
 ● existe uma grande confiança na opinião ou julgamento de especialistas;
 ● os dados pertinentes podem não existir ou a organização pode não ter coletado os dados 
necessários;
 ● os dados do passado podem não fornecer uma base confiável para prever o futuro, porque algo 
dentro do contexto ou das circunstâncias mudou;
 ● existem incertezas ou aproximações nas premissas feitas.
Quando uma falta de dados confiáveis é reconhecida durante a análise, convém que mais dados sejam 
coletados, se praticável. Isso pode envolver a implementação de novos arranjos de monitoramento. 
Alternativamente, convém que o processo de análise seja ajustado para levar em conta as limitações 
dos dados.
Uma análise de sensibilidade pode ser realizada para avaliar a importância das incertezas nos dados 
ou nas premissas subjacentes à análise. A análise de sensibilidade envolve a determinação da relativa 
alteração nos resultados causados por alterações nos parâmetros de entrada individuais. É usada 
para identificar dados que precisam ser precisos e aqueles que são menos sensíveis e, portanto, têm 
menos efeito sobre a precisão geral. Convém que parâmetros aos quais a análise é sensível e o grau 
da sensibilidade sejam declarados, quando apropriado.
Convém que os parâmetros críticos para a avaliação e sujeitos a alterações sejam identificados para 
monitoramento contínuo, para que o processo de avaliação de riscos possa ser atualizado e, se 
necessário, as decisões reconsideradas.
6.4.3 Monitoramento e análise crítica
O monitoramento pode ser usado:
 ● para comparar os resultados reais com os resultados previstos pelo processo de avaliação de 
riscos e, portanto, melhorar as avaliações futuras; 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● para procurar precursores e indicadores antecedentes de possíveis consequências identificadas 
na avaliação; 
 ● para coletar os dados necessários para uma boa compreensão do risco; 
 ● para procurar novos riscos e mudanças inesperadas que possam indicar a necessidade de se 
atualizar a avaliação.
Quando uma análise de sensibilidade indicar parâmetros de importância particular para o resultado de 
uma análise, convém que estes também sejam considerados para monitoramento. 
Convém que as avaliações sejam analisadas criticamente, de forma periódica, para identificar se 
ocorreram alterações, incluindo mudanças no contexto, ou nas premissas, ou se há novas informações 
e novos métodos disponíveis.
6.5 Aplicação dos resultados para apoiar as decisões 
6.5.1 Visão geral 
Os resultados das análises de risco fornecem uma entrada para decisões que precisam ser tomadas 
e para as ações que são tomadas. 
NOTA O entendimento do risco pode indicar as ações, mesmo quando nenhum processo explícito de 
tomada de decisão é seguido. 
Convém que os fatores a serem considerados ao se tomarem decisões e quaisquer outros critérios 
específicos tenham sido especificados como parte do estabelecimento do contexto da avaliação 
(ver 6.1.6). 
Dois tipos de decisões podem ser identificados:
•	 decisões sobre a significância do risco e se e como tratar o risco;
•	 decisões que envolvam comparar opções que tenham incertezas (como qual das diversas 
oportunidades buscar).
6.5.2 Decisões sobre a significância do risco 
As informações da identificação e análise de riscos podem ser usadas para tirar conclusões sobre 
se convém aceitar o risco e a comparação significativa do risco em relação aos objetivos e limites de 
desempenho da organização. Este procedimento fornece uma entrada nas decisões sobre se o risco 
é aceitável, ou requer tratamento e qualquer priorização para o tratamento.
Alguns riscos podem ser aceitos por um tempo determinado (por exemplo, para ganhar tempo na 
implantação realística dos tratamentos). Convém que o avaliador seja claro sobre os mecanismos 
para aceitar temporariamente os riscos e o processo a ser usado para a subsequente reconsideração.
As prioridades no tratamento, seja o monitoramento ou a análise mais detalhada, são frequentemente 
baseadas na magnitude do risco medido pela combinação representada pela consequência e sua 
probabilidade, e são demonstradas usando uma matriz de consequências/probabilidades (B.10.3). 
Este método tem algumas limitações (ver B.10.3.5 e 6.3.7.1). Outros fatoresque não sejam a magnitude 
do risco podem ser levados em consideração na decisão de prioridades, incluindo:
 ● outras medidas associadas ao risco, como as consequências máximas, ou esperadas, ou mesmo 
a eficácia dos controles; 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO24/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● as características qualitativas dos eventos, ou suas possíveis consequências;
 ● os pontos de vista e as percepções das partes interessadas;
 ● o custo adicional e a praticidade do tratamento em comparação com a melhoria obtida; 
 ● as interações entre riscos, incluindo os efeitos dos tratamentos sobre outros riscos. 
Depois que os riscos são avaliados e os tratamentos decididos, o processo de avaliação de riscos 
pode ser repetido para verificar se os tratamentos propostos não criaram riscos adversos adicionais 
e que o risco restante após o tratamento está dentro do apetite pelo risco da organização. 
As técnicas para avaliar a significância do risco estão descritas na Seção B.8.
6.6 Registro e relato do processo de avaliação de riscos e resultados esperados
Convém que os resultados do processo de avaliação de riscos, as metodologias usadas e a justificativa 
para premissas e quaisquer recomendações sejam documentados e que uma decisão seja tomada 
sobre qual informação precisa ser comunicada e a quem. Convém que seja especificada a forma 
como convém que os registros sejam analisados criticamente e atualizados.
O propósito dos registros é:
 ● comunicar informações sobre risco aos tomadores de decisão e outras partes interessadas, 
incluindo entidades reguladoras;
 ● fornecer um registro e justificativa da fundamentação para decisões tomadas;
 ● preservar os resultados do processo de avaliação para uso e referência futuros;
 ● acompanhar desempenho e tendências;
 ● dar confiança de que riscos são compreendidos e estão sendo gerenciados apropriadamente;
 ● permitir verificação do processo de avaliação;
 ● fornecer uma trilha de auditoria.
Assim, convém que qualquer documentação ou registros sejam fornecidos de maneira oportuna 
e estejam em uma forma que possa ser compreendida por aqueles que os lerão. Convém que documentos 
também forneçam a profundidade técnica necessária para validação, e detalhes suficientes para 
preservar o processo de avaliação para uso futuro. Convém que a informação fornecida seja suficiente 
para permitir que os processos sejam seguidos e que os resultados esperados sejam analisados 
criticamente e validados. Convém que as premissas feitas, as limitações em dados ou métodos, e as 
razões para quaisquer recomendações sejam claras.
Convém que os riscos sejam expressos em termos compreensíveis, e convém que as unidades em 
que as medidas são expressas sejam claras e corretas.
Convém que aqueles que apresentam os resultados caracterizem a sua confiança ou a de sua equipe 
na precisão e integridade dos resultados. Convém que incertezas sejam adequadamente comunicadas 
para que o relato não implique um nível de certeza além da realidade.
Técnicas para registro e relato são descritas na Seção B.10.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 25/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
7 Seleção de técnicas para o processo de avaliação de riscos
7.1 Generalidades
A Seção 7 descreve os fatores a serem considerados ao selecionar uma técnica ou técnicas para 
um propósito particular. Os Anexos A e B listam e explicam em mais detalhes algumas das técnicas 
comumente usadas. Eles descrevem as características de cada técnica e sua possível gama de 
aplicações, juntamente com seus pontos fortes e pontos fracos inerentes.
Muitas das técnicas descritas neste Documento foram originalmente desenvolvidas para indústrias 
específicas, procurando gerenciar tipos específicos de resultados indesejados. Várias das técnicas são 
similares, mas usam terminologias diferentes, refletindo seu desenvolvimento independente para um 
propósito similar em setores diferentes. Ao longo do tempo, a aplicação de muitas das técnicas foi 
ampliada, por exemplo estendendo-se desde aplicações técnicas de engenharia até situações financeiras 
ou gerenciais, ou para considerar resultados esperados tanto positivos quanto negativos. Novas técnicas 
têm emergido e antigas têm sido adaptadas a novas circunstâncias. As técnicas e suas aplicações 
continuam a evoluir. Há potencial para melhor compreensão do risco pela utilização de técnicas fora de 
sua aplicação original. Por conseguinte, os Anexos A e B indicam as características das técnicas que 
podem ser usadas para determinar a gama de circunstâncias às quais podem ser aplicadas.
7.2 Seleção de técnicas
Convém que a escolha da técnica e a maneira como ela é aplicada sejam adaptadas ao contexto 
e uso, e forneçam informação do tipo e forma necessitados pelas partes interessadas. Em termos 
gerais, convém que o número e o tipo de técnica selecionados sejam dimensionados de acordo com 
a significância da decisão e levem em conta as restrições de tempo e outros recursos, e os custos de 
oportunidade.
Ao decidir se é mais apropriada uma técnica qualitativa ou quantitativa, os principais critérios 
a serem considerados são a forma de saída mais útil para as partes interessadas e a disponibilidade 
e confiabilidade dos dados. Para fornecer resultados significativos, técnicas quantitativas geralmente 
requerem dados de alta qualidade . Contudo, em alguns casos em que os dados não são suficientes, 
o rigor necessário para aplicar uma técnica quantitativa pode fornecer uma melhor compreensão do 
risco, embora o resultado do cálculo possa ser incerto.
Geralmente há uma escolha de técnicas pertinentes para uma dada circunstância. Várias técnicas 
podem necessitar ser consideradas, e a aplicação de mais de uma técnica pode algumas vezes 
fornecer uma compreensão adicional útil. [2] Técnicas diferentes também podem ser apropriadas na 
medida em que mais informação se torne disponível.
Portanto, convém que, na seleção de uma técnica ou técnicas, o seguinte seja considerado:
 ● o propósito do processo de avaliação;
 ● as necessidades das partes interessadas;
 ● quaisquer requisitos legais, regulamentares e contratuais;
 ● o ambiente e cenário operacionais;
 ● a importância da decisão (por exemplo, as consequências se uma decisão errada for tomada);
 ● quaisquer critérios de decisão estabelecidos e suas formas;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO26/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● o tempo disponível antes que uma decisão tenha que ser tomada;
 ● informação que está disponível ou que pode ser obtida;
 ● a complexidade da situação;
 ● a expertise disponível ou que pode ser obtida.
As características das técnicas pertinentes a estes requisitos estão listadas na Tabela A.1. A Tabela A.2 
fornece uma lista das técnicas classificadas de acordo com estas características.
À medida que o grau de incerteza, complexidade e ambiguidade do contexto aumenta, a necessidade 
de consultar um grupo mais amplo de partes interessadas aumentará, com implicações para 
a combinação de técnicas selecionada.
NOTA Por exemplo, o IEC TR 63039:2016 [50] orienta como usar as técnicas de análise de Árvore de 
Eventos, de Árvore de Falhas e de Markov de uma maneira complementar, de modo que o uso combinado 
seja uma forma eficiente de analisar risco de sistemas complexos.
Algumas das técnicas descritas neste Documento podem ser aplicadas durante as etapas do processo 
de gestão de riscos da ABNT NBR ISO 31000, além do seu uso no processo de avaliação de riscos. 
A aplicação das técnicas ao processo de gestão de riscos está ilustrada na Figura A.1. A Tabela A.3 
ilustra a sua aplicação especificamente ao processo de avaliação de riscos.
O Anexo B contém uma visão geral de cada técnica, seu uso, suas entradas e saídas, seus pontos 
fortes e limitaçõese, onde aplicável, uma referência onde mais detalhes podem ser encontrados. Ele 
categoriza as técnicas de acordo com a sua aplicação primária ao avaliar riscos, como:
 ● suscitar pontos de vista de partes interessadas e especialistas (Seção B.1);
 ● identificar o risco (Seção B.2);
 ● determinar fontes, causas e fatores do risco (Seção B.3);
 ● analisar controles existentes (Seção B.4);
 ● compreender consequências e probabilidades (Seção B.5);
 ● analisar dependências e interações (Seção B.6);
 ● fornecer medidas do risco (Seção B.7);
 ● avaliar a significância do risco (Seção B.8);
 ● selecionar entre opções (Seção B.9);
 ● registrar e relatar (Seção B.10).
Dentro de cada agrupamento, as técnicas estão organizadas em ordem alfabética e nenhuma ordem 
de importância está implícita.
A maioria das técnicas do Anexo B assume que riscos ou fontes de risco podem ser identificados. 
Também há técnicas que podem ser usadas para indiretamente avaliar o risco residual ao considerar 
controles e requisitos que estão em vigor (ver, por exemplo, a IEC 61508 [36]).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 27/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Embora este Documento discuta e forneça exemplos de técnicas, as técnicas descritas não são 
exaustivas e nenhuma recomendação é feita quanto à eficácia de qualquer técnica determinada em 
qualquer dada circunstância. Convém que cuidados sejam tomados ao selecionar qualquer técnica, 
para assegurar que seja apropriada, confiável e eficaz na dada circunstância.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO28/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Anexo A 
(informativo) 
 
Categorização das técnicas
A.1 Introdução à categorização das técnicas
A Tabela A.1 explica as características das técnicas que podem ser usadas para selecionar qual 
técnica ou técnicas usar.
Tabela A.1 – Características das técnicas
Características Descrição Detalhes (por exemplo, indicadores de recursos)
Aplicação
Como a técnica é usada na 
avaliação de riscos (ver títulos das 
Seções B.1 a B.10)
Despertar visões, identificar, 
analisar causa, analisar controles 
etc.
Escopo
Aplica-se ao risco no nível 
organizacional, no departamento 
ou no projeto, ou nos processos ou 
equipamentos individuais
organização (org)
projeto/departamento (dep)
equipamento/processo (equip/ proc)
Horizonte de 
tempo
Analisa o risco a curto, médio 
ou longo prazo ou é aplicável a 
qualquer horizonte temporal
Curto, médio, longo, qualquer
Nível da decisão Aplica-se ao risco em nível estratégico, tático ou operacional
Estratégico (1), tático (2), 
operacional (3)
Necessidades 
de informações/
dados iniciais
O nível de informações ou dados 
iniciais necessários Alto, médio, baixo
Conhecimento 
especializado
Nível de conhecimento necessário 
para o uso correto
baixo: treinamento intuitivo ou de 
um a dois dias
moderado: curso de treinamento de 
mais de dois dias
alto: requer treinamento significativo 
ou conhecimento especializado
Qualitativo – 
quantitativo
Se o método é qualitativo, 
semiquantitativo ou quantitativo
quantitativo (quant)
qualitativo (qual)
semiquantitativo (semiquant)
pode ser usado qualitativa ou 
quantitativamente (qualquer um)
Esforço para 
aplicar
Tempo e custo necessários para 
aplicar a técnica alto, médio, baixo
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 29/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
A.2 Aplicação da categorização de técnicas
A Tabela A.2 lista uma série de técnicas classificadas de acordo com essas características. 
As técnicas descritas representam maneiras estruturadas de encarar o problema em questão que 
foram úteis em contextos específicos. A lista não pretende ser abrangente, mas abrange uma variedade 
de técnicas comumente usadas em diversos setores. Por simplicidade, as técnicas são listadas em 
ordem alfabética, sem qualquer prioridade.
Cada técnica é descrita em mais detalhes no Anexo B, conforme referenciado na coluna 1 da Tabela A.2.
Tabela A.2 – Técnicas e características indicativas (continua)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.8.2 ALARP/
SFAIRP
Critérios para 
decidir a 
significância 
do risco e os 
meios para 
avaliar a 
tolerância do 
risco
avaliar risco 1 qualquer 1/2 alta alta qual/ quant alta
B.5.2 Análise 
Bayesiana
Um meio de 
fazer inferência 
sobre os 
parâmetros 
do modelo, 
usando o 
teorema 
de Bayes, 
que tem a 
capacidade 
de incorporar 
dados 
empíricos em 
julgamentos 
anteriores 
sobre 
probabilidades.
Analisar 
probabilidade
qualquer qualquer qualquer médio alto quant médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO30/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.5.3 Redes 
Bayesianas/ 
Diagramas de 
influência
Um modelo 
gráfico de 
variáveis e 
suas relações 
de causa 
e efeito 
expressas 
usando 
probabilidades. 
Uma rede 
bayesiana 
básica tem
variáveis que 
representam 
incertezas. 
Uma versão 
estendida, 
conhecida 
como 
diagrama de 
influência, 
inclui 
variáveis que 
representam 
incertezas, 
consequências 
e ações
Identificar 
riscos
Estimar 
riscos
Decidir 
entre 
opções
qualquer qualquer qualquer médio alto quant médio/
alto
B.4.2 Análise 
Bow Tie
Uma maneira 
diagramática 
de descrever 
os caminhos 
das fontes 
de risco aos 
resultados e 
de analisar 
criticamente os 
controles.
Analisar 
riscos
Controlar 
análises
Descrever 
riscos
2/3 curto/
médio
qualquer baixo baixo/moderado qual 
semiquant
baixo
B.1.2 Brainstorming Técnica usada 
em oficinas 
para incentivar 
o pensamento 
imaginativo.
Obter 
pontos de 
vista
qualquer qualquer qualquer nenhum baixo/moderado qual baixo
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 31/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.5.4 Análise de 
Impacto nos 
Negócios
O processo da 
BIA analisa as 
consequências 
de um incidente 
perturbador na 
organização 
que determina 
as prioridades 
de recuperação 
dos produtos e 
serviços de uma 
organização 
e, portanto, as 
prioridades das 
atividades e 
recursos que os 
entregam.
Analisar 
conseq.
Analisar 
controles
1 curto/
médio
2 médio baixo quant/ qual médio
B.6.1 Mapeamento 
Causal
Um diagrama 
de rede 
representando 
eventos, causas 
e efeitos e seus 
relacionamentos.
Analisar 
causas
2/3 qualquer 2/3 médio moderado qual médio
B.5.5 Análise 
Causa-
consequência
Uma 
combinação 
de análise de 
falha e árvore 
de eventos 
que permite 
a inclusão de 
atrasos de 
tempo. Tanto 
as causas 
quanto as 
consequências 
de um evento 
inicial são 
consideradas.
Analisar 
causas e 
conseq..
2/3 qualquer 2/3 médio/alto moderado/alto quant médio/
alto
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO32/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.2.2 Listas de 
verificação, 
classificações 
e taxonomias
Listas baseadas 
na experiência 
ou em conceitose modelos 
que podem 
ser usados 
para ajudar a 
identificar riscos 
ou controles.
Identificar 
riscos ou 
controles
2/3 qualquer qualquer alto para 
desenvolver, 
baixo para usar
baixo/
moderado
qual baixo/
médio
B.3.2 Abordagem 
cilíndrica
Considera 
metas, valores, 
regras, dados 
e modelos 
de partes 
interessadas 
e identifica 
inconsistências, 
ambiguidades, 
omissões e 
ignorância. Eles 
formam fontes 
sistêmicas e 
fatores de risco.
Identificar 
fatores de 
risco
1/2 curto ou 
médio
1 baixo moderado qual alto
B.7.3 Valor 
condicional 
em risco 
CVaR
Também 
chamado de 
déficit esperado 
(ES), é uma 
medida da perda 
esperada de 
uma carteira 
financeira 
nas piores 
porcentagens de 
casos.
Medir risco qualquer curto/
médio
3 alto alto quant médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 33/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.10.3 Matriz 
Consequência/
Probabilidade
Compara 
os riscos 
individuais 
selecionando 
um par 
consequência/
probabilidade 
e exibindo-
os em uma 
matriz com 
consequência 
em um eixo e 
probabilidade 
no outro
Relatar 
riscos
Avaliar
qualquer qualquer qualquer médio baixo 
para usar, 
moderado para 
desenvolver
qual/ 
semiquant/
quant
baixo
B.9.2 Análise Custo/ 
Benefício
Usa o dinheiro 
como uma 
escala para 
estimar 
consequências 
positivas e 
negativas, 
tangíveis e 
intangíveis, 
de diferentes 
opções.
Comparar 
opções
qualquer curto/
médio
qualquer médio/alto moderado/alto quant médio/
alto
B.6.2 Análise de 
impacto 
cruzado
Avalia as 
alterações na 
probabilidade 
de ocorrência 
de um 
determinado 
conjunto 
de eventos, 
consequentes 
à ocorrência 
real de um 
deles.
Analisar 
probabilidade 
e causa
qualquer curto/
médio
qualquer baixo para alto moderado/alto quant médio/
alto
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO34/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.9.3 Análise de 
árvore de 
decisão
Usa uma 
representação 
em árvore ou 
modelo de 
decisões e 
suas possíveis 
consequências. 
Os resultados 
são geralmente 
expressos 
em termos 
monetários ou 
em termos de 
utilidade.
Uma 
representação 
alternativa de 
uma árvore de 
decisão é um 
diagrama de 
influência (ver 
B.5.3).
Comparar 
opções
qualquer qualquer 2 baixo/médio moderado quant médio
B.1.3 Técnica 
Delphi
Coleta 
julgamentos 
por meio de 
um conjunto de 
questionários 
sequenciais. 
As pessoas 
participam 
individualmente, 
mas recebem 
feedback sobre 
as respostas 
dos outros após 
cada conjunto de 
perguntas.
Obter pontos 
de vista
qualquer qualquer qualquer nenhum moderado qual médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 35/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.5.6 Análise de 
árvore de 
eventos 
(ETA)
Modela os 
resultados 
possíveis 
de um 
determinado 
evento inicial 
e o status 
dos controles, 
analisando a 
frequência ou 
probabilidade 
dos vários 
resultados 
possíveis.
Analisar 
conseq. e 
controles
2/3 qualquer qualquer baixo/médio moderado qual/quant médio/
alto
B.5.7 Análise 
de arvore 
de falhas 
(FTA)
Analisa as 
causas de 
um evento de 
foco usando a 
lógica booleana 
para descrever 
combinações 
de falhas. 
As variações 
incluem uma 
árvore de 
sucesso em 
que o evento 
principal é 
desejado e 
uma árvore de 
causa usada 
para investigar 
eventos 
passados.
Analisar 
probabilidades 
Analisar causas
2/3 médio 2/3 alta para 
análise quant
depende da 
complexidade
qual/quant médio/
alto
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO36/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.2.3 Análise de 
modos de 
falhas e 
efeitos (e 
criticalidade)
Considera as 
maneiras pelas 
quais cada 
componente 
de um sistema 
pode falhar e 
a falha causa 
e afeta. O 
FMEA pode 
ser seguido por 
uma análise de 
criticidade que 
determina o 
significado de 
cada falha
modo 
(FMECA).
Identificar 
riscos
2/3 qualquer 2/3 depende da 
aplicação
moderado qual/
semiquant / 
quant
baixo/
alto
B.8.3 Diagramas 
de 
frequência 
e numéricos 
(F/N)
Caso especial 
de gráfico de 
consequências/
probabilidade 
quantitativo 
aplicado à 
consideração 
da tolerância 
do risco à vida 
humana.
Avaliar o 
risco
1 qualquer qualquer alto alto quant alto
B.9.4 Teoria dos 
jogos
O estudo 
da tomada 
de decisões 
estratégicas 
para modelar 
o impacto das 
decisões dos 
diferentes 
jogadores 
envolvidos no 
jogo. Exemplo 
de área de 
aplicação pode 
ser o preço 
baseado em 
risco.
Decidir entre 
opções
1 médio 1/2 alto alto quant médio/
alto
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 37/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.4.3 Análise de 
perigos e 
pontos críticos 
de controle 
(APPCC)
Analisa a 
redução de 
risco que 
pode ser 
alcançada 
por várias 
camadas de 
proteção
Analisar 
controles de 
monitoramento
2/3 curto/
médio
2/3 médio moderado qual médio
B.2.4 Estudos 
de perigo e 
operacionalidade 
(HAZOP)
Um exame 
estruturado 
e sistemático 
de um 
processo ou 
operação 
planejada 
ou existente, 
a fim de 
identificar 
e avaliar 
problemas 
que possam 
representar 
riscos para 
o pessoal 
ou para o 
equipamento 
ou impedir 
uma 
operação 
eficiente.
Identificar e 
analisar riscos
3 médio/
longo
2/3 médio facilitador: alto
participantes: 
moderado
qual médio/
alto
B.5.8 Análise de 
confiabilidade 
humana
Um conjunto 
de técnicas 
para 
identificar o 
potencial de 
erro humano 
e estimar a 
probabilidade 
de falha.
Analisar riscos 
e fontes de 
risco
2/3 qualquer 2/3 médio alto qual/quant médio/
alto
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO38/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.1.5 Entrevistas Conversas 
individuais 
estruturadas ou 
semiestruturadas 
para obter 
visualizações.
Obter pontos 
de vista
qualquer qualquer qualquer nenhum moderado qual alto
B.3.3 Análise 
Ishikawa 
(diagrama 
espinha de 
peixe)
Identifica fatores 
contribuintes 
para um 
resultado 
definido 
(desejado ou 
indesejado). 
Os fatores 
contributivos 
são geralmente 
divididos em 
categorias 
predefinidas 
e exibidos em 
uma estrutura 
de árvore ou em 
um diagrama de 
espinha de peixe.
Analisar as 
fontes de 
risco
qualquer qualquer qualquer baixo baixo/
moderado
qual baixo
B.4.4 Análise de 
camadas 
de proteção 
(LOPA)
Analisa a 
redução de risco 
que pode ser 
alcançadapor 
várias camadas 
de proteção.
Analisar 
controles
3 qualquer 2/3 médio moderado/alto qual/quant médio/
alto
B.5.9 Análise 
Markov
Calcula a 
probabilidade de 
um sistema com 
capacidade de 
estar em um de 
vários estados 
estar em um 
estado específico 
no momento t no 
futuro.
Analisar 
probabilidades
3 qualquer 2/3 médio/alto alto quant médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 39/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2(continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.5.10 Análise 
Monte Carlo
Calcula a 
probabilidade 
de resultados 
executando 
várias 
simulações 
usando variáveis 
aleatórias
Analisar 
probabilidades
qualquer qualquer qualquer médio alto quant médio/
alto
B.9.5 Análise 
Multicritério 
(MCA)
Compara opções 
de uma maneira 
que torna 
explícitas as 
trocas. Fornece 
uma alternativa 
à análise de 
custo/ benefício 
que não precisa 
que um valor 
monetário 
seja alocado 
para todos os 
insumos.
Decidir entre 
opções
qualquer qualquer qualquer baixo moderado qual baixo/
médio
B.1.4 Técnica 
de grupo 
nominal
Técnica para 
obter visões de 
um grupo de 
pessoas em que 
a participação 
inicial é como 
indivíduos sem 
interação e, 
na sequência, 
segue a 
discussão de 
ideias em grupo
Obter pontos 
de vista
qualquer qualquer qualquer nenhum baixo qual médio
B.8.4 Gráfico de 
Pareto
O princípio de 
Pareto (regra 
80-20) afirma 
que, para 
muitos eventos, 
aproximadamente 
80 % dos efeitos 
vêm de 20 % das 
causas.
Estabelecer 
prioridades
qualquer qualquer qualquer médio moderado semiquant/
quant
baixo
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO40/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.5.11 PIA/DPIA) 
Análise de 
Impacto de 
Privacidade/
Análise de 
Impacto de 
Proteção de 
dados
Analisa como 
incidentes 
e eventos 
podem afetar 
a privacidade 
de uma pessoa 
(PI) e identifica 
e quantifica 
os recursos 
que seriam 
necessários 
para 
gerenciá-los.
Analisar 
fontes de 
risco e 
análise de 
conseq
qualquer qualquer 1 / 2 médio moderado/alto qual médio
B.8.5 Manutenção 
centrada em 
confiabilidade 
(RCM)
Uma avaliação 
baseada em 
risco, usada 
para identificar 
as tarefas de 
manutenção 
apropriadas 
para um 
sistema e seus 
componentes.
Avaliar o 
risco e decidir 
controles
2/3 médio 2/3 médio alto para 
facilitador e 
moderado para 
uso
qual/
semiquant/
quant
médio/
alto
B.8.6 Índice de 
risco
Classifica a 
significância 
dos riscos 
com base em 
classificações 
aplicadas aos 
fatores que se 
acredita que 
influenciem a 
magnitude do 
risco
Comparar 
riscos
qualquer qualquer qualquer médio baixo para usar 
alto para 
desenvolver
semiquant baixo
B.10.2 Registro de 
risco
Um meio 
de registrar 
informações 
sobre riscos e 
rastrear ações.
Registrar e 
relatar riscos,
monitorar 
e analisar 
criticamente
qualquer qualquer qualquer baixo/médio baixo/
moderado
qual médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 41/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (continuação)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.10.4 Curvas S Um meio de 
exibir a relação 
entre as 
consequências 
e a sua 
probabilidade 
plotada como 
uma função 
de distribuição 
cumulativa 
(curva S)
Exibir o risco
Avaliar risco
qualquer qualquer 2/3 médio/alto moderado/alto quant/
semiquant
médio
B.2.5 Análise de 
Cenário
Identifica 
possíveis 
cenários futuros 
por meio da 
imaginação, 
extrapolação 
do presente ou 
modelagem. 
O risco é então 
considerado 
para cada 
um desses 
cenários.
Identificar 
riscos,
Analisar 
conseq.
qualquer médio/
longo
qualquer baixo/médio moderado qual baixo/
médio
B.1.6 Pesquisas Questionários 
em papel ou 
em computador 
para obter 
opiniões.
Obter visões qualquer médio/
longo
2/3 baixo moderado qual alto
B.2.6 Técnica 
estruturada 
“o que se” 
(SWIFT)
Uma forma 
mais simples 
de HAZOP 
com prompts 
de “e se” para 
identificar 
desvios do 
esperado.
Identificar 
riscos
1/2 médio/
longo
½ médio baixo/
moderado
qual baixo/
médio
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO42/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.2 (conclusão)
Subseção Técnica Descrição Aplicação Escopo
Horizonte 
de tempo 
Nível de 
decisão
Iniciando 
informações/ 
dados 
Necessidades
Conhecimento 
especializado
Qual/ 
quant/
Semiquant
Esforço 
para 
aplicar
B.7.1 Processo de 
avaliação 
de risco 
toxicológico
Uma série 
de medidas 
tomadas para 
obter uma 
medida para 
o risco para 
humanos 
ou sistemas 
ecológicos 
devido à 
exposição 
a produtos 
químicos.
Mensurar 
riscos
3 médio/
longo
2/3 alto alto quant alto
B.7.2 Valor em 
risco (VaR)
Medida 
financeira de 
risco que usa 
uma distribuição 
de probabilidade 
assumida de 
perdas em uma 
condição de 
mercado estável 
para calcular o 
valor de uma 
perda que 
pode ocorrer 
com uma 
probabilidade 
especificada 
dentro de 
um intervalo 
de tempo 
determinado.
Mensurar 
riscos
qualquer curto/
médio
3 alto alto quant médio
A.3 Uso de técnicas durante o processo da ABNT NBR ISO 31000
A Tabela A.3 relaciona até que ponto cada técnica é aplicável aos diferentes estágios do processo de 
avaliação de riscos, nomeadamente identificação de riscos, análise de riscos e avaliação de riscos. 
Algumas das técnicas também são usadas em outras etapas do processo. Isso é ilustrado na Figura A.1.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 43/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.1 Técnicas para 
obter pontos de vista
• Brainstorming
• Técnica Delphi
• Técnicas de grupo 
nominal
• Entrevistas
• Pesquisas
Identificação de riscos
B.2 Técnicas para 
identificar riscos
• Lista de verificação
• FMEA/FMECA
• HAZOP
• Análise de cenário
• SWIFT
B.3 Técnicas para 
determinar fontes, 
causas e fatores de risco
• Abordagem Cindynic
• Método Ishiwaka
• Análise de causa raiz
Escopo, contexto, critérios
B.1
Processo de avaliação de 
riscos
C
O
M
U
N
IC
A
Ç
Ã
O
 E
 C
O
N
SU
LT
A
M
O
N
IT
O
R
A
M
EN
TO
 E
 A
N
Á
LI
SE
 C
R
ÍT
IC
A
Tratamento de riscos
B.4, B.8
Avaliação de riscos
B.1, B.8, B.9
Análise de riscos
B.2, B.3, B.4, B5, 
B.6, B.7
Identificação de riscos
B.1, B.2, B.3
REGISTRO E RELATO B.10
B.10 Técnicas de registro e 
relato
• Registros de riscos
• Matriz de consequências
• Curva S
• Bow tie
Avaliação de riscos
B.8 Técnicas para 
avaliar a significância
do risco
• ALARP/SFAIRP
• Diagrama frequência-
número (F-N)
• Gráficos de Pareto
• Manutenção centrada 
na confiabilidade
• Índices de risco
B.9 Técnicas para
selecionar entre
opções
• Análise custo-
benefício
• Análise de árvore de
decisão
• Teoria dos jogos
• Análise multicritérios
Análise de riscos
B.4 Técnicas de análise de
controles
• Análise Bow tie
• APPCC
• LOPA
B.5 Técnicas para 
compreender 
consequências e 
probabilidades
• Análise bayesiana
• Redes bayesianas e
diagramas de influência
• Análise de impacto de 
negócios
• Análise de causa-
consequência
• Análise de árvore de
eventos
• Análise de árvore de
falhas
• Análise de Markov
B.6 Técnicas para analisar
dependências e interações
• Mapeamento causal
• Análise de impacto
B.7 Técnicas que 
fornecem uma medida dorisco
• Processo de avaliação
de risco toxicológico
• Análise de impacto de
proteção de dados
• Valor em risco (VaR)
• Valor condicional em
risco (CVaR)
Figura A.1 – Aplicação de técnicas no processo de gestão de riscos da ABNT NBR ISO 31000 [3]
NOTA A Figura A.1 se destina a fornecer uma visão geral e não é uma lista exaustiva de todas as técnicas 
que podem ser usadas em cada etapa.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO44/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.3 – Aplicação de técnicas ao processo da ABNT NBR ISO 31000 (continua)
Ferramentas e 
técnicas
Processo de avaliação de riscos
SubseçãoIdentificação 
de risco
Análise de risco
Avaliação 
de riscoConsequência Probabilidade Nível de risco
ALARP, ALARA 
e SFAIRP NA NA NA NA FA B.8.2
Análise 
Bayesiana NA NA FA NA NA B.5.2
Rede Bayesiana NA NA FA NA FA B.5.3
Análise 
Bow tie A FA A A A B.4.2
Brainstorming FA A NA NA NA B.1.2
Análise de 
impacto nos 
negócios
A FA NA NA NA B.5.4
Mapeamento 
causal A A NA NA NA B.6.1
Análise 
de causa-
consequência
A FA FA A A B.5.5
Listas de 
verificação, 
classificações e 
taxonomias
FA NA NA NA NA B.2.2
Abordagem 
cilíndrica FA NA NA NA NA B.3.2
Matriz 
consequência/
probabilidade
NA A A FA A B.10.3
Análise custo/ 
benefício NA FA NA NA FA B.9.2
Análise de 
impacto cruzado NA NA FA NA NA B.6.2
Análise de 
árvore de 
decisão
NA FA FA A A B.9.3
Técnica Delphi FA NA NA NA NA B.1.3
Análise de 
árvore de 
eventos
NA FA A A A B.5.6
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 45/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.3 (continuação)
Ferramentas e 
técnicas
Processo de avaliação de riscos
SubseçãoIdentificação 
de risco
Análise de risco
Avaliação 
de riscoConsequência Probabilidade Nível de risco
Análise de 
modo de falha e 
efeitos
FA FA FA FA FA B.2.3
Modos de falha 
e efeitos e 
análise crítica
FA FA FA FA FA B.2.3
Análise de 
árvore de falhas A NA FA A A B.5.7
Diagramas F-N A FA FA A FA B.8.3
Teoria dos jogos A FA NA NA FA B.9.4
Estudos de 
perigo e 
operabilidade 
(HAZOP)
FA A NA NA NA B.2.4
Análise de 
perigos e 
pontos críticos 
de controle 
(HACCP)
FA FA NA NA FA B.4.3
Análise de 
confiabilidade 
humana
FA FA FA FA A B.5.8
Ishikawa 
(espinha de 
peixe)
FA A NA NA NA B.3.3
Análise de 
proteção de 
camada
A FA A A NA B.4.4
Análise Markov A A FA NA NA B.5.9
Simulação 
Monte Carlo NA A A A FA B.5.10
Análise 
Multicritério 
(MCA)
A NA NA NA FA B.9.5
Técnica de 
grupo nominal FA A A NA NA B.1.4
Gráfico de 
Pareto NA A A A FA B.8.4
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO46/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela A.3 (conclusão)
Ferramentas e 
técnicas
Processo de avaliação de riscos
SubseçãoIdentificação 
de risco
Análise de risco
Avaliação 
de riscoConsequência Probabilidade Nível de risco
Análise de 
impacto na 
privacidade/
Avaliação de 
Impacto de 
Proteção de 
Dados (PIA/DPIA)
A FA A B.5.11
Manutenção 
centrada de 
confiabilidade
A A A A FA B.8.5
Índices de risco NA FA FA A FA B.8.6
Curvas S NA A A FA FA B.10.4
Análise de 
Cenários FA FA A A A B.2.5
Entrevistas 
estruturadas e 
semiestruturadas
FA NA NA NA NA B.1.5
“O que se?” 
estruturada 
(SWIFT)
FA FA A A A B.2.6
Pesquisa FA NA NA NA NA B.1.6
Processo de 
avaliação de risco 
toxicológico
FA FA FA FA FA B.7.1
Valor em risco 
(VaR) NA A A FA FA B.7.2
A: aplicável; FA: fortemente aplicável; NA: não aplicável.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 47/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Anexo B 
(informativo) 
 
Descrição das técnicas
B.1 Técnicas para obter pontos de vista das partes interessadas e especialistas
B.1.1 Generalidades
Algumas das técnicas descritas nas Seções B.2 a B.7 envolvem contribuições de partes interessadas 
e de especialistas. Isso proporciona uma ampla gama de conhecimentos e permite o envolvimento 
das partes interessadas. As opiniões das partes interessadas e dos especialistas podem ser obtidas 
individualmente (por exemplo, por meio de entrevista ou pesquisa) ou usando técnicas de grupo, 
como brainstorming, grupos nominais ou técnica Delphi. As visões podem incluir a divulgação 
de informações, expressões de opinião ou ideias criativas.
A Seção B.1 descreve algumas técnicas que podem ser usadas para obter informações ou obter 
consenso.
Em algumas situações, as partes interessadas têm competências e funções específicas, e há pouca 
divergência de opinião. No entanto, às vezes podem ser esperadas visões das partes interessadas 
significativamente diferentes, e pode haver estruturas de poder e outros fatores operando que afetem 
a forma como as pessoas interagem. Esses fatores afetarão a escolha do método usado. O número 
de partes interessadas a serem consultadas, as limitações de tempo e os aspectos práticos de reunir 
todas as pessoas necessárias ao mesmo tempo também influenciarão a escolha do método.
Quando um método presencial de grupo é usado, um facilitador experiente e habilidoso é importante 
para alcançar bons resultados. O papel do facilitador ou coordenador é:
 ● organizar a equipe;
 ● obter e distribuir informações e dados pertinentes antes da reunião/colaboração;
 ● preparar uma estrutura e formato eficientes para a reunião/colaboração;
 ● provocar o pensamento criativo para fortalecer a compreensão e gerar ideias;
 ● assegurar de que os resultados sejam precisos e o mais isentos de distorções possível.
Listas de verificação derivadas de classificações e taxonomias podem ser usadas como parte do 
processo (ver B.2.2).
Qualquer técnica para obter informações que se baseiam nas percepções e opiniões das pessoas tem 
o potencial de não ser confiável e sofre de uma variedade de vieses, como viés de disponibilidade (uma 
tendência de superestimar a probabilidade de algo que acabou de acontecer), ilusão de agrupamento 
(a tendência de superestimar a importância de pequenos grupos em uma grande amostra) ou efeito 
do movimento (a tendência de fazer ou acreditar em coisas, porque outros fazem ou acreditam 
no mesmo).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO48/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Orientações sobre a análise de funções que podem ser usadas para reduzir o viés e focar o pensamento 
criativo nos aspectos que têm o maior impacto são fornecidas na EN 12973 [4].
Convém que as informações nas quais os julgamentos foram baseados e quaisquer premissas feitas 
sejam reportadas.
B.1.2 Brainstorming
B.1.2.1 Visão geral
Brainstorming é um processo usado para estimular e encorajar um grupo de pessoas a desenvolver 
ideias relacionadas a um ou mais tópicos de qualquer natureza. O termo “brainstorming” 
é frequentemente usado de forma muito vaga para significar qualquer tipo de discussão em grupo, 
mas o brainstorming eficaz requer um esforço consciente para garantir que os pensamentos dos 
outros no grupo sejam usados como ferramentas para estimular a criatividade de cada participante. 
Qualquer análise ou crítica das ideias é realizada separadamente do brainstorming.
Essa técnica oferece os melhores resultados quando um facilitador especialista está disponível e pode 
fornecer o estímulo necessário, sem limitar o pensamento. O facilitador estimula o grupo a cobrir todas 
as áreas pertinentes e garante que as ideias do processo sejam capturadas para análise subsequente.
O brainstorming pode ser estruturado ou não. Para um brainstorming estruturado, o facilitador divide 
o assunto a ser discutido em seções e usa prompts preparados para gerar ideias sobre um novo 
tópico, quando um estiver esgotado. O brainstorming não estruturado costuma ser menos formal. Em 
ambos os casos, o facilitador inicia uma linha de pensamento e espera-se que todos gerem ideias. 
O ritmo émantido para permitir que as ideias acionem o pensamento lateral. O facilitador pode sugerir 
uma nova direção ou aplicar uma ferramenta de pensamento criativo diferente, quando uma direção 
de pensamento se esgota ou a discussão se desvia muito. O objetivo é coletar tantas ideias diversas 
quanto possível para análise posterior.
Foi demonstrado que, na prática, os grupos geram menos ideias do que as mesmas pessoas 
trabalhando individualmente. Por exemplo:
 ● em um grupo, as ideias das pessoas tendem a convergir em vez de se diversificar;
 ● o atraso na espera pela vez de falar tende a bloquear ideias;
 ● as pessoas tendem a trabalhar menos mentalmente quando em grupo.
Essas tendências podem ser reduzidas ao:
 ● oferecer oportunidades para que as pessoas trabalhem sozinhas parte do tempo;
 ● diversificar as equipes e mudar a composição das equipes;
 ● combinar com técnicas como técnica de grupo nominal (B.1.4) ou brainstorming eletrônico. Elas 
estimulam uma participação mais individual e podem ser configuradas para serem anônimas, 
evitando também questões pessoais políticas e culturais.
B.1.2.2 Uso
O brainstorming pode ser aplicado em qualquer nível de uma organização para identificar incertezas, 
modos de sucesso ou falha, causas, consequências, critérios para decisões ou opções de tratamento.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 49/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
O uso quantitativo é possível, mas apenas em sua forma estruturada, para assegurar que os vieses 
sejam levados em consideração e tratados, especialmente quando usados para envolver todas as 
partes interessadas.
O brainstorming estimula a criatividade e, portanto, é muito útil ao trabalhar em projetos, produtos 
e processos inovadores
B.1.2.3 Entradas
O brainstorming extrai opiniões dos participantes, portanto, tem menos necessidade de dados ou 
informações externas do que outros métodos. Os participantes precisam ter entre eles o conhecimento, 
a experiência e uma variedade de pontos de vista necessários para o problema em questão. Um 
facilitador qualificado normalmente é necessário para que o brainstorming seja produtivo.
B.1.2.4 Saídas
Os resultados são uma lista de todas as ideias geradas durante a sessão e os pensamentos levantados 
quando as ideias foram apresentadas.
B.1.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes do brainstorming incluem o seguinte.
 ● Incentiva a imaginação e a criatividade, ajudando a identificar novos riscos e soluções inovadoras.
 ● É útil onde há poucos ou nenhum dado e onde novas tecnologias ou soluções são necessários.
 ● Envolve as principais partes interessadas e, portanto, ajuda na comunicação e no engajamento.
 ● É relativamente rápido e fácil de configurar.
As limitações incluem o seguinte.
 ● É difícil demonstrar que o processo foi abrangente.
 ● Os grupos tendem a gerar menos ideias do que os indivíduos que trabalham sozinhos.
 ● A dinâmica de grupos específicos pode significar que algumas pessoas com ideias valiosas ficam 
quietas enquanto outras dominam a discussão. Isso pode ser superado por uma facilitação eficaz.
 ● Incentivar o pensamento criativo e novas ideias pode significar que a conversa não fica focada no 
assunto que está sendo considerado, e isso toma tempo de reunião.
B.1.2.6 Documentos de referência
[5] PROCTOR, A. (2009). Creative problem solving for managers.
[6] GOLDENBERG, Olga, WILEY, Jennifer. Quality, conformity, and conflict: Questioning the 
assumptions of Osborn’s brainstorming technique.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO50/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.1.3 Técnica Delphi
B.1.3.1 Visão geral
A técnica Delphi é um procedimento para obter consenso de um grupo de especialistas. É um método 
para coletar e comparar julgamentos sobre um determinado tópico por meio de um conjunto de 
questionários sequenciais. Uma característica essencial da técnica Delphi é que os especialistas 
expressam as suas opiniões individualmente, de forma independente e anônima, enquanto têm acesso 
às opiniões dos outros especialistas à medida que o processo avança.
O grupo de especialistas que forma o painel recebe de forma independente a(s) pergunta(s) a ser(em) 
considerada(s). As informações da primeira rodada de respostas são analisadas e combinadas, 
e distribuídas aos painelistas, que podem então reconsiderar suas respostas originais.
Os painelistas respondem e o processo é repetido até que um consenso, ou quase consenso, seja 
alcançado.
Se um painelista ou uma minoria de painelistas mantiver consistentemente a sua resposta, isso pode 
indicar que eles possuem informações importantes ou um ponto de vista importante.
B.1.3.2 Uso
A técnica Delphi é usada para problemas complexos sobre os quais existe incerteza e para os quais 
 a opinião de um especialista é necessária para lidar com essa incerteza. Pode ser usada em previsões 
e formulação de políticas, e para obter consenso ou reconciliar diferenças entre especialistas. Pode 
ser usada para identificar riscos (com resultados positivos e negativos), ameaças e oportunidades, 
e para obter consenso sobre a probabilidade e as consequências de eventos futuros. Geralmente 
é aplicado em um nível estratégico ou tático. Sua aplicação original era para previsões de longo prazo, 
mas pode ser aplicada a qualquer período.
B.1.3.3 Entradas
O método depende do conhecimento e da cooperação contínua dos participantes em uma escala de 
tempo variável que pode ser de dias, semanas, meses ou até anos.
O número de participantes pode variar de alguns a centenas. Os questionários podem ser formulários 
escritos a mão ou distribuídos e devolvidos por meio de ferramentas de comunicação eletrônica, 
incluindo e-mail e internet. A utilização de sistemas de tecnologia ajuda a assegurar agilidade 
e precisão na compilação das informações a cada ciclo.
B.1.3.4 Saídas
Consenso sobre o assunto em consideração.
B.1.3.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes incluem o seguinte.
 ● Como as opiniões são anônimas, as opiniões impopulares são mais prováveis de serem expressas 
e há menos viés de hierarquia.
 ● Todas as visões têm peso igual, o que evita o problema de personalidades dominantes.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 51/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Atinge a propriedade de resultados.
 ● As pessoas não precisam estar reunidas em um só local, ao mesmo tempo.
 ● As pessoas têm tempo para dar uma resposta ponderada às perguntas.
 ● O processo tende a significar que os especialistas devotam toda a sua atenção à tarefa.
As limitações incluem o seguinte.
 ● É trabalhoso e demorado.
 ● Os participantes precisam ser capazes de se expressar claramente por escrito.
B.1.3.6 Documento de referência
[7] ROWE, G. WRIGHT, G. The Delphi technique: Past, present, and future prospects. Technological 
forecasting and social change 2011, 78, Special Delphi Issue.
B.1.4 Técnica de grupo nominal
B.1.4.1 Visão geral
A técnica de grupo nominal, como o brainstorming, visa coletar ideias. As opiniões são buscadas 
primeiro individualmente, sem interação entre os membros do grupo, e depois são discutidas pelo 
grupo.
O processo é como a seguir.
 ● O facilitador fornece a cada membro do grupo as questões a serem consideradas.
 ● Os indivíduos escrevem as suas ideias de maneira silenciosa e independente.
 ● Cada membro do grupo apresenta as suas ideias, nesta fase, sem discussão. Se a dinâmica de 
grupo significar que algumas vozes têm mais peso do que outras, as ideias podem ser repassadas 
ao facilitador anonimamente. Os participantes podem então buscar mais esclarecimentos.
 ● As ideias são então discutidas pelo grupo para fornecer uma lista acordada.
 ● Os membros do grupo votam em particular nas ideias e a decisão do grupo é tomada com base 
nos votos.
B.1.4.2 UsoA técnica de grupo nominal pode ser usada como alternativa ao brainstorming. Também é útil para 
priorizar ideias dentro de um grupo.
B.1.4.3 Entradas
As ideias e experiências dos participantes.
B.1.4.4 Saídas
Ideias, soluções ou decisões, conforme necessário.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO52/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.1.4.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da técnica de grupo nominal incluem o seguinte.
 ● Fornece uma visão mais equilibrada do que o brainstorming, quando alguns membros de um 
grupo falam mais do que outros.
 ● Tende a produzir uma participação mais uniforme, se todos ou alguns membros do grupo forem 
novos para a equipe, o assunto for controverso ou se houver um desequilíbrio de poder ou conflito 
entre a equipe.
 ● Foi demonstrado que gera um número maior de ideias do que o brainstorming.
 ● Diminui a pressão para adaptação ao grupo.
 ● Pode chegar a um consenso em um período de tempo relativamente curto.
As limitações incluem o seguinte.
 ● A fertilização cruzada de ideias pode ser restringida.
 ● As mesmas ideias podem ser expressas de muitas maneiras ligeiramente diferentes, tornando-as 
difíceis de agrupar.
B.1.4.6 Documento de referência
[8] MCDONALD, D. BAMMER, G. and DEANE, P. Research Integration Using Dialogue Methods.
NOTA Esta referência também fornece detalhes de uma variedade de outros métodos, e alguns dos quais 
também são discutidos neste Documento.
B.1.5 Entrevistas estruturadas ou semiestruturadas
B.1.5.1 Visão geral
Em uma entrevista estruturada, os entrevistados individuais respondem a um conjunto de perguntas 
preparadas. Uma entrevista semiestruturada é semelhante, mas permite mais liberdade a uma 
conversa, para explorar os problemas que surgem. Em uma entrevista semiestruturada, a oportunidade 
é explicitamente fornecida para explorar áreas que o entrevistado pode desejar cobrir.
Convém que as perguntas sejam abertas sempre que possível, sejam simples e em linguagem 
apropriada para o entrevistado, e que cada pergunta abranja apenas um assunto. Possíveis perguntas 
de acompanhamento para buscar esclarecimentos também são preparadas.
Convém que as perguntas sejam testadas com pessoas de formação semelhante àquelas a serem 
entrevistadas para verificar se as perguntas não são ambíguas, se foram corretamente entendidas 
e se as respostas cobrirão os assuntos pretendidos. Convém que cuidados sejam tomados para não 
“liderar” o entrevistado.
B.1.5.2 Uso
Entrevistas estruturadas e semiestruturadas são um meio de obter informações detalhadas e opiniões 
de indivíduos em um grupo. Suas respostas podem ser confidenciais, se necessário. Elas fornecem 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 53/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
informações detalhadas em que os indivíduos não são influenciados pelas opiniões de outros membros 
de um grupo.
Elas são úteis, se for difícil reunir as pessoas no mesmo lugar ao mesmo tempo ou se uma discussão 
fluida em grupo não for apropriada para a situação ou as pessoas envolvidas. Também é possível 
obter informações mais detalhadas em uma entrevista do que em uma pesquisa ou em uma situação 
de workshop. As entrevistas podem ser usadas em qualquer nível de uma organização.
B.1.5.3 Entradas
As entradas são uma compreensão clara das informações necessárias e de um conjunto preparado 
de perguntas que foram testadas com um grupo-piloto.
Aqueles que planejam a entrevista e os entrevistadores precisam de algumas habilidades para obter 
boas respostas válidas que não sejam influenciadas pelos próprios preconceitos dos entrevistadores.
B.1.5.4 Saídas
As saídas são as informações detalhadas necessárias.
B.1.5.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes das entrevistas estruturadas incluem o seguinte.
 ● Elas permitem que as pessoas tenham tempo para refletir sobre um assunto.
 ● A comunicação individual pode permitir uma análise mais profunda das questões do que uma 
abordagem de grupo.
 ● Entrevistas estruturadas permitem o envolvimento de um número maior de partes interessadas 
do que um grupo face a face.
As limitações incluem o seguinte
 ● As entrevistas consomem tempo para projetar, entregar e analisar.
 ● Elas requerem algum conhecimento para serem elaboradas e entregues, se as respostas forem 
imparciais para o entrevistador.
 ● O viés do entrevistado é tolerado e não é moderado ou removido por meio de discussão em 
grupo.
 ● As entrevistas não estimulam a imaginação (o que é uma característica dos métodos de grupo).
B.1.5.6 Documentos de referência
[9] HARRELL, M.C. BRADLEY, M.A. 2009, Data collection methods – A training Manual – Semi 
structured interviews and focus groups [10] GILL, J. JOHNSON, P. 2010, Research methods for 
managers.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO54/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.1.6 Pesquisas
B.1.6.1 Visão geral
As pesquisas geralmente envolvem mais pessoas do que as entrevistas e costumam fazer perguntas 
mais restritas. Normalmente, uma pesquisa envolverá um questionário baseado em computador ou 
papel. As perguntas geralmente oferecem respostas sim/não, escolhas em uma escala de avaliação 
ou escolhas em uma gama de opções. Isso permite a análise estatística dos resultados, o que é uma 
característica de tais métodos. Algumas perguntas com respostas livres podem ser incluídas, mas 
convém que seu número seja limitado, devido às dificuldades de análise.
B.1.6.2 Uso
As pesquisas podem ser usadas em qualquer situação em que uma ampla consulta às partes 
interessadas seja útil, especialmente quando relativamente pouca informação é necessária de um 
grande número de pessoas.
B.1.6.3 Entradas
Perguntas pré-testadas e inequívocas, enviadas a uma amostra amplamente representativa de 
pessoas dispostas a participar. O número de respostas precisa ser suficiente para fornecer validade 
estatística. (As taxas de retorno são geralmente baixas, o que significa que muitos questionários 
precisam ser enviados). É necessária alguma experiência no desenvolvimento de um questionário 
que alcançará resultados úteis e na análise estatística dos resultados.
B.1.6.4 Saídas
A saída é uma análise das visões de uma variedade de indivíduos, geralmente na forma gráfica.
B.1.6.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes das pesquisas incluem o seguinte.
 ● Números maiores podem estar mais envolvidos do que para entrevistas, fornecendo melhores 
informações em todo o grupo.
 ● As pesquisas têm custo relativamente baixo de execução, especialmente se for usado um software 
online que seja capaz de fornecer algumas análises estatísticas.
 ● Elas podem fornecer informações estatisticamente válidas.
 ● Os resultados são fáceis de tabular e de entender: a saída gráfica geralmente é possível.
 ● Os relatórios de pesquisas podem ser disponibilizados a outras pessoas com relativa facilidade.
As limitações incluem o seguinte.
 ● A natureza das perguntas é restringida pela necessidade de serem simples e não ambíguas.
 ● Geralmente é necessário obter algumas informações demográficas para interpretar os resultados.
 ● O número de perguntas que podem ser incluídas é limitado, se um número suficiente de respostas 
for esperado.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 55/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● A pessoa que fez a pergunta não pode explicar, portanto, os respondentes podem interpretar as 
perguntas de maneira diferente do pretendido.
 ● É difícil formular perguntas que não levem os entrevistados a respostas específicas.
 ● Os questionários tendem a ter premissas subjacentes que podem não ser válidas.
 ● Pode ser difícil obter uma taxa de resposta boa e imparcial.
B.1.6.6 Documentos de referência
[11] SAUNDERS, M. LEWIS, P. THORNHILL, A. 2016,Research Methods for Business Students. 
[12] UNIVERSITY OF KANSAS COMMUNITY TOOL BOX Section 13, Conducting surveys.
B.2 Técnicas para identificar risco
B.2.1 Generalidades
As técnicas para identificar risco podem incluir:
 ● métodos baseados em evidências, como análises críticas de literatura e análise de dados 
históricos;
 ● métodos empíricos, incluindo testes e modelagem para identificar o que pode acontecer em 
determinadas circunstâncias;
 ● pesquisas de percepção, que analisam as opiniões de uma ampla gama de pessoas experientes;
 ● técnicas nas quais o assunto sendo considerado é dividido em elementos menores, cada um dos 
quais sendo considerado por sua vez, usando métodos que levantem questões hipotéticas; 
EXEMPLOS HAZOP (B.2.4), FMEA (B.2.3) e SWIFT (B.2.6).
 ● técnicas para estimular o pensamento imaginativo sobre as possibilidades do futuro, como a 
análise de cenários (B.2.5);
 ● listas de verificação ou taxonomias baseadas em dados anteriores ou em modelos teóricos (B.2.2).
As técnicas descritas na Seção B.2 são exemplos de algumas abordagens estruturadas para identificar 
o risco. É provável que uma técnica estruturada seja mais abrangente do que um workshop não 
estruturado ou semiestruturado, e seja mais facilmente usada para demonstrar a devida diligência na 
identificação de riscos.
O uso de várias técnicas, incluindo métodos top down e bottom up, incentiva a identificação abrangente 
de riscos. Abordagens que desafiam os resultados da identificação de risco, como red teaming, também 
podem ser usadas para ajudar a verificar se nenhum risco pertinente foi esquecido.
NOTA Red teaming é a prática de ver um problema da perspectiva de um adversário ou competidor [13].
As técnicas descritas podem envolver várias partes interessadas e especialistas. Os métodos que 
podem ser usados para obter ponto de vista, individualmente ou em grupo, são descritos na Seção B.1.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO56/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.2.2 Listas de verificação, classificações e taxonomias
B.2.2.1 Visão geral
As listas de verificação são usadas durante o processo de avaliação de riscos de várias maneiras, 
de modo a auxiliar na compreensão do contexto, na identificação de riscos e no agrupamento de 
riscos para vários fins durante a análise. Elas também são usadas na gestão de riscos, por exemplo, 
para classificar controles e tratamentos, para estabelecer responsabilizações e responsabilidades 
ou para relatar e comunicar riscos. Uma lista de verificação pode ser baseada na experiência de 
fracassos e sucessos anteriores, mas mais formalmente tipologias e taxonomias de risco podem ser 
desenvolvidas para categorizar ou classificar riscos com base em atributos comuns. Em suas formas 
puras, as tipologias são esquemas de classificação derivados conceitualmente de top down, ao 
passo que as taxonomias são esquemas de classificação derivados de bottom up empiricamente ou 
teoricamente. As formas híbridas geralmente combinam essas duas formas puras. As taxonomias de 
risco são normalmente destinadas a ser mutuamente exclusivas e coletivamente exaustivas (ou seja, 
para evitar sobreposições e lacunas). As classificações de risco podem se concentrar em isolar uma 
categoria particular de risco para um exame mais detalhado. Ambas as tipologias e taxonomias podem 
ser hierárquicas, com vários níveis de classificação desenvolvidos. Convém que qualquer taxonomia 
seja hierárquica e possa ser subdividida em níveis cada vez mais precisos de resolução. Isso ajudará 
a manter um número gerenciável de categorias, ao mesmo tempo que atinge granularidade suficiente
B.2.2.2 Uso
Listas de verificação, classificações e taxonomias podem ser projetadas para serem aplicadas em 
nível estratégico ou operacional. Elas podem ser aplicadas por meio de questionários, entrevistas, 
workshops estruturados ou combinações de todos os três, em métodos presenciais ou baseados 
em computador. Exemplos de listas de verificação comumente usadas, classificações ou taxonomias 
usadas em um nível estratégico incluem o seguinte.
 ● SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) identifica os fatores no contexto interno 
e externo, para auxiliar na definição de objetivos e das estratégias para alcançá-los, levando em 
consideração o risco. 
 ● PESTLE, STEEP, STEEPLED etc. são siglas que representam tipos de fatores a serem considerados 
ao estabelecer o contexto ou identificar riscos [14]. As letras representam políticas, econômicas, 
sociais, tecnológicas, ambientais, jurídicas, éticas e demográficas. Categorias pertinentes para 
a situação particular podem ser selecionadas e listas de verificação desenvolvidas para exemplos 
em cada categoria. 
 ● Consideração dos objetivos estratégicos, fatores críticos de sucesso para atingir os objetivos, 
ameaças aos fatores de sucesso e direcionadores de risco. A partir disso, podem ser desenvolvidos 
tratamentos de risco e indicadores de alerta precoce para os direcionadores de risco. 
 ● Em um nível operacional, listas de verificação de perigo são usadas para identificar perigos 
dentro de HAZID e Análise Preliminar de Perigos (PHA) [15]. Estes são processos preliminares 
de avaliação de riscos de segurança, geralmente realizados no estágio inicial de design de um 
projeto. As categorizações gerais de risco incluem: 
 ● por fonte de risco: preços de mercado, inadimplência da contraparte, fraude, perigos à segurança etc.; 
 ● por consequência: aspectos ou dimensões de objetivos ou desempenho.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 57/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As categorias de risco pré-identificadas podem ser úteis para direcionar o pensamento sobre o risco em 
uma ampla gama de questões. No entanto, é difícil assegurar que tais categorias sejam abrangentes 
e, ao subdividir o risco de uma forma predefinida, o pensamento é direcionado ao longo de linhas 
específicas, e aspectos importantes do risco podem ser negligenciados. 
Listas de verificação, tipologias e taxonomias são usadas dentro de outras técnicas descritas neste 
Documento; por exemplo, as palavras-chave em HAZOP B.2.4 e as categorias em uma análise de 
Ishikawa (B.3.3). Uma taxonomia que pode ser usada para considerar fatores humanos ao identificar 
o risco é fornecida na IEC 62740: 2015 [16]. 
Em geral, quanto mais específica a lista de verificação, mais restrito é seu uso no contexto particular 
em que é desenvolvido. Palavras que fornecem instruções gerais geralmente são mais produtivas 
para estimular um certo nível de criatividade ao identificar o risco.
B.2.2.3 Entradas
As entradas são dados ou modelos a partir dos quais se desenvolvem listas de verificação, taxonomias 
ou classificações válidas.
B.2.2.4 Saídas
As saídas são: 
 ● listas de verificação, prompts ou categorias e esquemas de classificação;
 ● uma compreensão do risco do uso deles, incluindo (em alguns casos) listas de riscos e agrupamentos 
de riscos.
B.2.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes das listas de verificação, taxonomias e tipografias incluem o seguinte.
 ● Elas promovem um entendimento comum de risco entre as partes interessadas.
 ● Quando bem projetadas, elas trazem ampla experiência em um sistema fácil de usar para não 
especialistas.
 ● Uma vez desenvolvidas, elas requerem pouca experiência especializada. As limitações incluem 
o seguinte.
 ● Seu uso é limitado em situações novas em que não haja história anterior pertinente ou em 
situações diferentes daquelas para as quais foram desenvolvidas.
 ● Elas abordam o que já é conhecido ou imaginado.
 ● Frequentemente, são genéricas e podem não se aplicar às circunstâncias particulares 
consideradas.
 ● A complexidade pode dificultar a identificação de relacionamentos (por exemplo, interconexões 
e agrupamentos alternativos).
 ● A falta de informações pode levar a sobreposiçõese/ou lacunas (por exemplo, os esquemas não 
são mutuamente exclusivos e coletivamente exaustivos).
 ● Elas podem encorajar o tipo de comportamento “assinale a caixa” em vez da exploração de ideias.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO58/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.2.2.6 Documentos de referência
[17] BROUGHTON, Vanda, Essential classification. 
[18] BAILEY, Kenneth, Typologies and taxonomies: An introduction to classification techniques [19] 
VDI 2225 Blatt 1, Konstruktionsmethodik – Technisch-wirtschaftliches Konstruieren – Vereinfachte 
Kostenermittlung, 1997 Beuth Verlag.
B.2.3 Modos de falha e análise de efeitos (FMEA) e modos de falha, efeitos e análise 
de criticidade (FMECA)
B.2.3.1 Visão geral
Na FMEA, uma equipe subdivide hardware, sistema, processo ou procedimento em elementos. Para 
cada elemento, são considerados os meios pelos quais ele pode falhar e as causas e efeitos da falha. 
O FMEA pode ser seguido por uma análise de criticidade que especifica a importância de cada modo 
de falha (FMECA). Para cada elemento é registrado o seguinte: 
 ● sua função; 
 ● a falha que pode ocorrer (modo de falha); 
 ● os mecanismos que podem produzir esses modos de falha; 
 ● a natureza das consequências, se a falha ocorreu; 
 ● se a falha é inofensiva ou prejudicial; 
 ● como e quando a falha pode ser detectada; 
 ● as disposições inerentes que existem para compensar a falha. Para FMECA, a equipe de estudo 
classifica cada um dos modos de falha identificados de acordo com a sua criticidade. Vários 
métodos diferentes de criticidade podem ser usados. Os mais frequentemente usados são uma 
matriz de consequência/probabilidade qualitativa, semiquantitativa ou quantitativa (B.10.3), ou 
um número de prioridade de risco (RPN). Uma medida quantitativa de criticidade também pode 
ser derivada das taxas reais de falha e de uma medida quantitativa das consequências em que 
elas são conhecidas. 
NOTA O RPN é um método de índice (B.8.6) que leva o produto das classificações para consequência 
da falha, probabilidade de falha e capacidade de detectar o problema (detecção). Uma falha recebe uma 
prioridade mais alta se for difícil de detectar.
B.2.3.2 Uso
O FMEA/FMECA pode ser aplicado durante o projeto, fabricação ou operação de um sistema 
físico para melhorar o projeto, selecionar entre alternativas de projeto ou planejar um programa de 
manutenção. Também pode ser aplicado a processos e procedimentos, como em procedimentos 
médicos e processos de fabricação. Ele pode ser executado em qualquer nível de decomposição de 
um sistema, desde diagramas de blocos até componentes detalhados de um sistema ou etapas de um 
processo. O FMEA pode ser usado para fornecer informações para técnicas de análise, como análise 
de árvore de falhas. Ele pode fornecer um ponto de partida para uma análise de causa-raiz.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 59/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.2.3.3 Entradas
As entradas incluem informações sobre o sistema a ser analisado e os seus elementos em detalhes 
suficientes para uma análise significativa das maneiras pelas quais cada elemento pode falhar e as 
consequências em caso afirmativo. As informações necessárias podem incluir desenhos e fluxogramas, 
detalhes do ambiente em que o sistema opera e informações históricas sobre falhas, quando 
disponíveis. A FMEA é normalmente realizada por uma equipe multifuncional com conhecimento 
especializado do sistema que está sendo analisado, liderada por um facilitador treinado. É importante 
que a equipe cubra todas as áreas de especialização pertinentes.
B.2.3.4 Saídas
As saídas do FMEA são:
 ● uma planilha com modos de falha, efeitos, causas e controles existentes;
 ● uma medida da criticidade de cada modo de falha (se FMECA) e a metodologia usada para 
determiná-lo;
 ● quaisquer ações recomendadas, por exemplo, para análises posteriores, alterações de projeto 
ou recursos a serem incorporados aos planos de teste. O FMECA geralmente fornece uma 
classificação qualitativa da importância dos modos de falha, mas pode fornecer uma saída 
quantitativa, se dados de taxa de falha adequados e consequências quantitativas forem usados.
B.2.3.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes do FMEA/FMECA incluem o seguinte. 
 ● Pode ser amplamente aplicado aos modos humano e técnico de sistemas, hardware, software 
e procedimentos. 
 ● Identifica os modos de falha, suas causas e efeitos no sistema, e os apresenta em um formato 
de fácil leitura.
 ● Evita a necessidade de modificações dispendiosas de equipamentos em serviço, identificando 
problemas no início do processo de projeto. 
 ● Fornece informações para programas de manutenção e monitoramento, destacando os principais 
recursos a serem monitorados.
As limitações incluem o seguinte. 
 ● O FMEA só pode ser usado para identificar modos de falha única, não combinações de modos 
de falha. 
 ● A menos que sejam adequadamente controlados e direcionados, os estudos podem ser demorados 
e caros. 
 ● O FMEA pode ser difícil e tedioso para sistemas complexos de várias camadas.
B.2.3.6 Documento de referência
[20] IEC 60812, Failure modes and effects analysis (FMEA and FMECA).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO60/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.2.4 Estudos de perigo e operabilidade (HAZOP)
B.2.4.1 Visão geral
Um estudo HAZOP é um exame estruturado e sistemático de um processo, procedimento ou sistema 
planejado ou existente que envolve a identificação de possíveis desvios da intenção do projeto e o 
exame de suas possíveis causas e consequências. Em um workshop facilitado, a equipe de estudo:
 ● subdivide o sistema, processo ou procedimento em elementos menores;
 ● concorda com a intenção do projeto para cada elemento, incluindo a definição de parâmetros 
pertinentes (como vazão ou temperatura, no caso de um sistema físico);
 ● aplica palavras-guia sucessivamente a cada parâmetro para cada elemento, para postular 
possíveis desvios da intenção do projeto que poderiam ter resultados indesejáveis;
NOTA Nem todas as combinações de parâmetros de palavras-guia serão significativas.
 ● concorda com a causa e as consequências em cada caso, sugerindo como elas podem ser 
tratadas;
 ● documenta a discussão e pactua as possíveis ações para tratar os riscos identificados. 
A Tabela B.1 fornece exemplos de palavras-guia comumente usadas para sistemas técnicos. Palavras-guia 
semelhantes, como “muito cedo”, “muito tarde”, “muito”, “muito pouco”, “muito longo”, “muito curto”, 
“direção errada”, “objeto errado”, “ação errada”, podem ser usadas para identificar modos de erro 
humano. 
As palavras-guia são aplicadas a parâmetros como:
 ● propriedades físicas de um material ou processo;
 ● condições físicas como temperatura ou velocidade;
 ● cronometragem;
 ● uma intenção especificada de um componente de um sistema ou projeto (por exemplo, 
transferência de informações);
 ● aspectos operacionais.
Tabela B.1 – Exemplos de palavras-guia básicas e seus significados genéricos (continua)
Palavras-guia Definições
Não ou não Nenhuma parte do resultado pretendido é alcançada ou a condição pretendida está ausente
Mais (maior) Aumento quantitativo
Menos (menor) Diminuição quantitativa
Assim como Modificação/aumento qualitativo (por exemplo, material adicional)
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 61/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela B.1 (conclusão)
Palavras-guia Definições
Parte de Modificação/diminuição qualitativa (por exemplo, apenas um dos dois componentes em uma mistura)
Reverter/oposto O oposto lógico da intenção do projeto (por exemplo, refluxo)
Outro que não seja Substituição completa, algo completamente diferente acontece (por exemplo, materialerrado)
Cedo Relativo à hora do relógio
Tarde Relativo à hora do relógio
B.2.4.2 Uso
Os estudos HAZOP foram inicialmente desenvolvidos para analisar sistemas de processos químicos, 
mas foram estendidos a outros tipos de sistema, incluindo sistemas de energia mecânica, eletrônica 
e elétrica, sistemas de software, mudanças organizacionais, comportamento humano e desenho e 
análise crítica de contratos legais. O processo HAZOP pode lidar com todas as formas de desvio da 
intenção do projeto, devido a deficiências no projeto, componente(s), procedimentos planejados e ações 
humanas. É mais frequentemente usado para melhorar um projeto ou identificar riscos associados 
a uma mudança de projeto. Geralmente é realizado no estágio de projeto de detalhe, quando um 
diagrama completo do processo pretendido e informações de projeto de apoio estão disponíveis, 
mas enquanto as alterações de projeto ainda são praticáveis. No entanto, pode ser realizado em uma 
abordagem em fases, com diferentes palavras-chave para cada estágio, à medida que um projeto se 
desenvolve em detalhes. Um estudo HAZOP também pode ser realizado durante a operação, mas as 
alterações necessárias podem ser caras nesse estágio.
B.2.4.3 Entradas
As entradas incluem informações atuais sobre o sistema a ser analisado criticamente e a intenção e 
as especificações de desempenho do projeto. Para hardware, isso pode incluir desenhos, folhas de 
especificações, diagramas de fluxo, controle de processo e diagramas lógicos e procedimentos de 
operação e manutenção. Para HAZOP não relacionado a hardware, as entradas podem ser qualquer 
documento que descreva funções e elementos do sistema ou procedimento em estudo, por exemplo, 
diagramas organizacionais e descrições de funções, ou um contrato ou procedimento preliminar. 
Um estudo HAZOP é geralmente realizado por uma equipe multidisciplinar, que convém que inclua 
projetistas e operadores do sistema, bem como pessoas não diretamente envolvidas no projeto ou no 
sistema, processo ou procedimento sob análise crítica. Convém que o líder/facilitador do estudo seja 
treinado e experiente no tratamento de estudos HAZOP.
B.2.4.4 Saídas
As saídas incluem atas da(s) reunião(ões) HAZOP com desvios para cada ponto de análise crítica 
registrado. Convém que os registros incluam a palavra-chave usada e as possíveis causas dos desvios. 
Eles também podem incluir ações para resolver os problemas identificados e a pessoa responsável 
pela ação.
B.2.4.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes do HAZOP incluem o seguinte.
 ● Fornece os meios para examinar sistematicamente um sistema, processo ou procedimento, para 
identificar como ele pode falhar em atingir o seu propósito.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO62/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Fornece um exame detalhado e completo por uma equipe multidisciplinar.
 ● Identifica problemas potenciais no estágio de projeto de um processo.
 ● Gera soluções e ações de tratamento de riscos.
 ● É aplicável a uma ampla gama de sistemas, processos e procedimentos.
 ● Permite a consideração explícita das causas e consequências do erro humano.
 ● Cria um registro escrito do processo, que pode ser usado para demonstrar a devida diligência. 
As limitações incluem o seguinte.
 ● Uma análise detalhada pode ser demorada e, portanto, cara.
 ● A técnica tende a ser repetitiva, encontrando os mesmos problemas várias vezes; portanto, pode 
ser difícil manter a concentração.
 ● Uma análise detalhada requer um alto nível de documentação ou sistema/processo e especificações 
de procedimento.
 ● Ele pode se concentrar em encontrar soluções detalhadas em vez de desafiar os pressupostos 
fundamentais (no entanto, isso pode ser mitigado por uma abordagem em fases).
 ● A discussão pode ser focada em questões detalhadas de projeto, e não em questões mais amplas 
ou externas.
 ● É limitado pelo projeto (rascunho) e pela intenção do projeto, e pelo escopo e objetivos dados à 
equipe.
 ● O processo depende muito da experiência dos projetistas, que podem achar difícil ser 
suficientemente objetivos para buscar problemas em seus projetos.
B.2.4.6 Documentos de referência
[21] IEC 61882, Hazard and operability studies (HAZOP studies) – Application guide.
B.2.5 Análise de cenário
B.2.5.1 Visão geral
Análise de cenário é o nome dado a uma série de técnicas que envolvem o desenvolvimento de modelos 
de como o futuro pode ser. Em termos gerais, consiste em determinar um cenário plausível e trabalhar 
o que pode acontecer, dados os vários desenvolvimentos futuros possíveis. Para escalas de tempo 
relativamente curtas, pode envolver a extrapolação do que aconteceu no passado. Para escalas de 
tempo mais longas, a análise de cenário pode envolver a construção de um cenário imaginário, mas 
confiável, e então explorar a natureza dos riscos dentro desse cenário. É mais frequentemente aplicada 
por um grupo de partes interessadas, com diferentes interesses e especialidades. A análise de cenário 
envolve a definição de alguns detalhes do(s) cenário(s) a ser(em) considerado(s) e a exploração das 
implicações do cenário e do risco associado. As mudanças comumente consideradas incluem: 
 ● mudanças na tecnologia; 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 63/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● possíveis decisões futuras que podem ter uma variedade de resultados; 
 ● necessidades das partes interessadas e como elas podem mudar; 
 ● mudanças no macroambiente (regulatório, demográfico etc.); 
 ● mudanças no ambiente físico.
B.2.5.2 Uso
A análise de cenário é mais frequentemente usada para identificar riscos e explorar consequências. 
Pode ser usada tanto no nível estratégico quanto no operacional, para a organização como um todo ou 
parte dela. A análise de cenário de longo prazo tenta ajudar no planejamento de grandes mudanças no 
futuro, como aquelas que ocorreram nos últimos 50 anos em tecnologia, preferências do consumidor, 
atitudes sociais etc. A análise de cenário não está apta a prever as probabilidades de tais mudanças, 
mas pode considerar as consequências e ajudar as organizações a desenvolver pontos fortes e a 
resiliência necessárias para se adaptar a mudanças previsíveis. Pode ser usada para antecipar como 
as ameaças e oportunidades podem se desenvolver, e pode ser usada para todos os tipos de risco. 
A análise de cenário de curto prazo é usada para explorar as consequências de um evento inicial. Os 
cenários prováveis podem ser extrapolados a partir do que aconteceu no passado ou de modelos. 
Exemplos de tais aplicações incluem planejamento para situações de emergência ou interrupções de 
negócios. Se não houver dados disponíveis, utiliza-se a opinião de especialistas, mas neste caso é 
muito importante dar a maior atenção às explicações de seus pontos de vista.
B.2.5.3 Entradas
Para realizar uma análise de cenário, são necessários dados sobre tendências e mudanças atuais 
e ideias para mudanças futuras. Para cenários complexos ou de muito longo prazo, é necessária 
especialização na técnica.
B.2.5.4 Saídas
A saída pode ser uma “história” para cada cenário, que conta como alguém pode passar do presente 
para o cenário do assunto. Os efeitos considerados podem ser benéficos e prejudiciais. As histórias 
podem incluir detalhes plausíveis que agreguem valor aos cenários. Outros resultados podem incluir 
uma compreensão dos possíveis efeitos da política ou planos para vários futuros plausíveis, uma lista 
de riscos que podem surgir se os futuros se desenvolverem e, em algumas aplicações, uma lista de 
indicadores antecedentes para esses riscos.
B.2.5.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da análise de cenário incluem o seguinte. 
 ● Leva em consideração uma gama de futuros possíveis. Isso pode ser preferível à abordagem 
tradicional de confiar em previsões que pressupõem que os eventos futurosprovavelmente 
continuarão a seguir as tendências anteriores. Isso é importante para situações em que haja 
pouco conhecimento atual no qual basear as previsões ou em que os riscos estejam sendo 
considerados a longo prazo. 
 ● Apoia a diversidade de pensamento. 
 ● Incentiva o monitoramento dos indicadores principais de mudança. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO64/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● As decisões tomadas para os riscos identificados podem ajudar a construir resiliência para o que 
quer que ocorra. 
As limitações incluem o seguinte. 
 ● Os cenários usados podem não ter uma base adequada, por exemplo, os dados podem ser 
especulativos. Isso pode produzir resultados irreais que podem não ser reconhecidos como tal. 
 ● Há poucas evidências de que os cenários explorados para o futuro de longo prazo sejam aqueles 
que realmente ocorrem.
B.2.5.6 Documentos de Referência
[22] RINGLAND, Gill. Scenarios in business.
[32] Van der HEIJDEN, Kees. Scenarios: The art of strategic conversation. 
[24] CHERMACK, Thomas J. Scenario planning in organizations. 
[25] MUKUL PAREEK, Using Scenario analysis for managing technology risk.
B.2.6 Técnica “e se” estruturada (SWIFT)
B.2.6.1 Visão geral
SWIFT é uma técnica de identificação de risco de alto nível que pode ser usada de forma independente 
ou como parte de uma abordagem em etapas para tornar os métodos ascendentes, como HAZOP ou 
FMEA, mais eficientes. SWIFT usa brainstorming estruturado (B.1.2) em um workshop facilitado, em 
que um conjunto predeterminado de palavras-guia (tempo, quantidade etc.) é combinado com prompts 
eliciados dos participantes, que geralmente começam com frases como “e se?” ou “como poderia?”. 
É semelhante ao HAZOP, mas aplicada em um sistema ou subsistema, e não na intenção do projetista. 
Antes do início do estudo, o facilitador prepara uma lista pronta para permitir uma revisão abrangente 
dos riscos ou fontes de risco. No início do workshop, o contexto, âmbito e propósito da SWIFT são 
discutidos e os critérios para o sucesso são articulados. Usando as palavras-guia e prompts “e se?”, 
o facilitador pede aos participantes que levantem e discutam questões como: 
 ● riscos conhecidos; 
 ● fontes e fatores de risco; 
 ● experiências anteriores, sucessos e incidentes; 
 ● controles conhecidos e existentes; 
 ● requisitos regulatórios e restrições. 
O facilitador usa a lista de sugestões para monitorar a discussão e sugerir questões e cenários 
adicionais para a equipe discutir. A equipe considera se os controles são adequados e não considera 
os tratamentos potenciais. Durante esta discussão, perguntas “e se?” são apresentadas. 
Em alguns casos, riscos específicos são identificados e uma descrição do risco, suas causas, 
consequências e controles podem ser registrados. Além disso, podem ser identificadas(os) fontes ou 
fatores de risco mais gerais, problemas de controle ou problemas sistêmicos. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 65/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Quando uma lista de riscos é gerada, um método de avaliação de risco qualitativo ou semiquantitativo 
é frequentemente usado para classificar as ações criadas em termos de nível de risco. Isso normalmente 
leva em consideração os controles existentes e a sua eficácia.
B.2.6.2 Uso
A técnica pode ser aplicada a sistemas, itens de planta, procedimentos e organizações em geral. Em 
particular, é usada para examinar as consequências das mudanças e o risco assim alterado ou criado. 
Os resultados positivos e negativos podem ser considerados. Também pode ser usada para identificar 
os sistemas ou processos para os quais valeria a pena investir os recursos para um HAZOP ou FMEA 
mais detalhado.
B.2.6.3 Entradas
É necessária uma compreensão clara do sistema, procedimento, item da planta e/ou mudança e 
os contextos externo e interno. Isso é estabelecido por meio de entrevistas, reunindo uma equipe 
multifuncional e pelo estudo de documentos, planos e desenhos pelo facilitador. Normalmente o 
sistema de estudo é dividido em elementos, para facilitar o processo de análise. Embora o facilitador 
precise ser treinado na aplicação da SWIFT, isso geralmente pode ser feito rapidamente
B.2.6.4 Saídas
As saídas incluem um registro de riscos com ações ou tarefas classificadas por risco que podem ser 
usadas como base para um plano de tratamento.
B.2.6.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da SWIFT incluem o seguinte.
 ● É amplamente aplicável a todas as formas de planta ou sistema físico, situação ou circunstância, 
organização ou atividade.
 ● Necessita de preparação mínima por parte da equipe.
 ● É relativamente rápida e os principais riscos e fontes de risco rapidamente se tornam aparentes 
na sessão do workshop.
 ● O estudo é “orientado para sistemas” e permite que os participantes observem a resposta do 
sistema aos desvios, em vez de apenas examinar as consequências da falha de componentes.
 ● Pode ser usada para identificar oportunidades de melhoria de processos e sistemas e geralmente 
pode ser usada para identificar ações que levam e aumentam as suas probabilidades de sucesso.
 ● O envolvimento no workshop por aqueles que são responsáveis pelos controles existentes e por 
outras ações de tratamento de risco reforça a sua responsabilidade.
 ● Cria um registro de risco e um plano de tratamento de risco com pouco mais esforço. 
As limitações incluem o seguinte.
 ● Se a equipe da oficina não tiver uma base de experiência ampla o suficiente ou se o sistema de 
prompt não for abrangente, alguns riscos ou perigos podem não ser identificados.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO66/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● A aplicação de alto nível da técnica pode não revelar causas complexas, detalhadas ou 
correlacionadas.
 ● As recomendações são frequentemente genéricas, por exemplo, o método não fornece suporte 
para controles robustos e detalhados sem que análises adicionais sejam realizadas.
B.2.6.6 Documento de referência
[26] CARD, Alan J. WARD, James R. and CLARKSON, P. John. Beyond FMEA: The structured what-if 
technique (SWIFT).
B.3 Técnicas para determinar fontes, causas e fatores de risco
B.3.1 Generalidades
Uma compreensão das causas de eventos potenciais e fatores de risco pode ser usada para desenhar 
estratégias para prevenir consequências adversas ou realçar aquelas positivas. Frequentemente, há 
uma hierarquia de causas com diversos níveis antes que a causa-raiz seja alcançada. Geralmente, 
causas são analisadas até que as ações possam ser determinadas e justificadas.
Técnicas de análise causal podem explorar percepções de causas sob posições predeterminadas, 
como o método Ishikawa (ver B.3.3), ou podem se basear em uma abordagem mais lógica, como uma 
análise de árvore de falhas e uma análise de árvore de sucessos (ver B.5.7).
A análise bow tie (ver B.4.2) pode ser usada para representar graficamente causas e consequências, 
e mostrar como são controladas. 
Diversas técnicas descritas na IEC 62740 [16] podem ser usadas proativamente para analisar 
possíveis causas de eventos que podem acontecer no futuro, bem como aqueles que já ocorreram. 
Estas técnicas não são repetidas aqui.
B.3.2 Abordagem cindynic
B.3.2.1 Visão geral
Cindynic significa literalmente a ciência do perigo. A abordagem cindynic identifica fontes de risco 
intangíveis e fatores que podem dar origem a muitas diferentes consequências. Em particular, identifica 
e analisa:
 ● inconsistências, ambiguidades, omissões, ignorância (denominada deficiência), e
 ● divergências entre as partes interessadas (denominadas dissonância).
A abordagem cindynic começa pela coleta de informações no sistema ou na organização que é o 
sujeito do estudo, e a situação cindynic determina por um espaço geográfico, temporal ecronológico 
e um conjunto de redes de partes interessadas ou grupos.
Usa, então entrevistas semiestruturadas (ver B.1.5) para coletar informações em diferentes momentos 
(t1, t2, ... ti) sobre o estado de conhecimento e o estado de espírito de cada parte interessada, enquanto 
se relacionam com cinco critérios da abordagem cyndinc, conforme o seguinte:
 ● meta (objetivo principal da organização);
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 67/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● valores (considerados em alta estima pelas partes interessadas);
 ● regras (direitos, normas, procedimentos etc., governando os seus resultados);
 ● dados (nos quais a tomada de decisão é baseada);
 ● modelos (técnicos, organizacionais, humanos etc. que usam dados na tomada de decisão).
NOTA Os elementos caracterizando os contextos interno e externo podem ser juntados de acordo com 
os cinco critérios da abordagem cindynic.
A abordagem leva em conta percepções, bem como fatos.
Uma vez esta informação obtida, a coerência entre os objetivos a serem alcançados e os cinco critérios 
da cindynic são analisados e tabelas são criadas para listar os déficits e dissonâncias.
B.3.2.2 Uso
O objetivo da abordagem cindynic é compreender porque, a despeito de todas as medidas de controle 
tomadas para prevenir desastres, eles continuam acontecendo. A abordagem foi, desde então, 
estendida para aprimorar a eficiência econômica das organizações. A técnica busca fontes sistêmicas 
e fatores de risco em uma organização que podem levar a amplas consequências. É aplicada em nível 
estratégico e pode ser usada para identificar fatores atuando de maneira favorável ou desfavorável 
durante a evolução do sistema para novos objetivos.
Também pode ser usada para validar a consistência de qualquer projeto, e é especialmente útil no 
estudo de sistemas complexos.
B.3.2.3 Entradas
Informação conforme descrito acima. A análise envolve, usualmente, uma equipe multidisciplinar, 
incluindo aqueles com experiência operacional real e aqueles que executam ações de tratamento 
para abordar as fontes de risco identificadas.
B.3.2.4 Saídas
As saídas são tabelas que indicam as dissonâncias e deficiências entre as partes interessadas, 
conforme ilustrado nos exemplos abaixo. A Tabela B.2 mostra uma matriz indicando as deficiências 
de cada parte interessada em relação a cinco critérios de análise (objetivos, valores, regras, modelos 
e dados). Ao comparar a informação reunida como entrada entre situações nos tempos t1, t2, ... ti,, 
é possível identificar deficiências entre diferentes situações.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO68/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela B.2 – Tabela de deficiências para cada parte interessada
Parte 
interessada
Critérios de análise
Objetivos Valores Regras Dados Modelos
S1
Foco em 
um número 
restrito de 
valores
Sem 
referência a 
procedimentos
Sem referência 
a medidas
Sem 
referência 
a modelos
S2
Inconsistência 
entre objetivos 
e regras
Falta de 
classificação 
entre valores
Falta de 
classificação 
entre regras
Ignorância de 
experiência ou 
comentários 
de outros 
países 
Ignorância 
de modelos 
específicos
S3
Inconsistência 
entre objetivos 
e padrões
Foco em 
um valor 
específico 
(por 
exemplo, 
emprego)
Falta de 
classificação 
entre as regras
Nenhuma 
atenção 
dispensada 
a dados 
específicos 
(por exemplo, 
lesões 
ocupacionais)
Falta de 
priorização 
na seleção 
de modelos
A Tabela B.3 é uma matriz em que as partes interessadas pertinentes são representadas em ambos os 
eixos e as diferenças de visões entre as partes interessadas (chamadas dissonâncias) são mostradas 
nas células da matriz. Estas tabelas permitem estabelecer um programa para a redução de deficiências 
e dissonâncias.
Tabela B.3 – Tabela de dissonâncias entre as partes interessadas
Parte 
interessada
Parte interessada
S1 S2 S3 S4
S1
S1 e S2 não 
compartilham 
os mesmos 
objetivos
S1 e S3 não 
compartilham 
os mesmos 
valores
S1 e S4 não 
compartilham 
os mesmos 
sistemas de 
medida
S2
S2 e S3 não 
concordam na 
interpretação 
de 
procedimentos
S2 e S4 não 
concordam 
sobre os dados
S3
S3 e S4 
discordam na 
interpretação 
de regras
S4
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 69/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.3.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da abordagem cindynic incluem o seguinte: 
 ● É uma abordagem sistêmica, multidimensional e multidisciplinar.
 ● Fornece conhecimento sobre o potencial de risco de um sistema e a sua consistência.
 ● Considera aspectos humanos e organizacionais do risco em qualquer nível de responsabilidade.
 ● Integra as noções de tempo e espaço.
 ● Fornece soluções para reduzir os riscos.
As limitações incluem o seguinte:
 ● Não procura priorizar fontes de risco ou riscos.
 ● Apenas recentemente passou a ser disseminada na indústria. Desta forma, não se beneficia da 
mesma maturidade adquirida em desenvolvimentos passados de abordagens tradicionais. 
 ● Dependendo do número de partes interessadas envolvidas, pode requerer tempo e recursos 
significativos.
B.3.2.6 Documentos de referência
[27] KERVERN, G-Y. Elements fondamentaux des cindyniques.
[28] KERVERN, G-Y. Latest advances in cindynics.
[29] KERVERN, G-Y. & BOULENGER, P. Cindyniques – Concepts et mode d’emploi.
B.3.3 Método de análise Ishikawa (espinha de peixe)
B.3.3.1 Visão geral
A análise Ishikawa usa uma abordagem de equipe para identificar possíveis causas de qualquer 
evento, efeito, problema ou situação desejável ou indesejável. Os possíveis fatores contributivos 
são organizados em categorias amplas para cobrir causas humanas, técnicas e organizacionais. 
A informação é retratada como um diagrama de espinha de peixe (também chamado Ishikawa) 
(ver Figura B.1). As principais etapas na realização da análise são as seguintes:
 ● Estabelecer o efeito a ser analisado e colocar em uma caixa no topo do diagrama de espinha de 
peixe. O efeito pode ser tanto positivo (um objetivo) quanto negativo (um problema);
 ● Concordar nas principais categorias de causas. Exemplos de categorias comumente usadas 
incluem:
 — 4Ms, 1G e 1D, por exemplo, métodos, máquinas, gestão, materiais, mão de obra, dinheiro;
 — materiais, métodos e processos, ambiente, equipamento, pessoas, medidas.
NOTA Qualquer conjunto de categorias acordadas que se encaixem nas circunstâncias em análise 
pode ser usado. A Figura B.1 ilustra outras possibilidades. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO70/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Perguntar “por quê?” e “como isso pode acontecer?” iterativamente para explorar as causas e 
os fatores influenciadores em cada categoria, adicionando cada um às espinhas do diagrama de 
espinha de peixe.
 ● Analisar criticamente todos os galhos para verificar a consistência e a completude e para garantir 
que as causas se apliquem ao efeito principal.
 ● Identificar os fatores mais importantes com base na opinião da equipe e na disponibilidade de evidências.
IEC
Ambiente Materiais Fornecedores
Pessoal Processo Infraestrutura
Saída pretendida ou
sucesso
Fatores levando a 
uma falha
Fatores levando a 
um sucesso
Figura B.1 – Exemplo de diagrama de Ishikawa (espinha de peixe)
O diagrama é frequentemente desenvolvido em um cenário de workshop.
B.3.3.2 Uso
A análise Ishikawa pode ser usada ao realizar uma análise de causa-raiz de eventos que tenham 
ocorrido ou para identificar fatores que possam contribuir para as saídas que ainda não ocorreram. 
O método pode ser usado para examinar situações em qualquer nível em uma organização, ao longo 
de qualquer escala de tempo.
O diagrama é geralmente usado qualitativamente. É possível atribuir probabilidades a causas genéricas, 
e,subsequentemente, às subcausas, com base no nível de crença sobre a sua relevância. Contudo, 
fatores contributivos frequentemente interagem e contribuem no efeito de maneiras complexas, 
e podem ocorrer causas não identificadas que tornam a quantificação inválida.
B.3.3.3 Entrada
As entradas são a expertise e a experiência dos participantes, e uma compreensão da situação em 
exame.
B.3.3.4 Saída
As saídas são causas percebidas do efeito em análise, normalmente apresentadas como uma espinha 
de peixe ou diagrama de Ishikawa. O diagrama de espinha de peixe é estruturado, representando 
as principais categorias como espinhas maiores saindo da espinha dorsal do peixe, com galhos 
e subgalhos que descrevem subcausas mais específicas nessas categorias. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 71/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.3.3.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da técnica Ishikawa incluem o seguinte:
 ● Encoraja a participação e usa o conhecimento do grupo.
 ● Fornece uma abordagem focada para um brainstorm ou técnicas de identificação semelhantes.
 ● Pode ser aplicada a uma ampla variedade de situações.
 ● Fornece uma análise estruturada de causa com uma saída gráfica de fácil leitura.
 ● Permite que pessoas relatem problemas em um ambiente neutro.
 ● Pode ser usada para identificar fatores contributivos para efeitos almejados ou não almejados.
NOTA Um foco positivo pode encorajar maior pertencimento e participação.
As limitações incluem o seguinte:
 ● A separação de fatores causais em categorias maiores no início da análise significa que interações 
entre categorias podem não ser consideradas adequadamente.
 ● Causas potenciais não cobertas pelas categorias selecionadas não são identificadas. 
B.3.3.6 Documentos de referência
[30] ISHIKAWA, K. Guide to Quality Control.
Ver também IEC 62740 [16], para outras técnicas de análise causal.
B.4 Técnicas para analisar controles
B.4.1 Generalidades
As técnicas da Seção B.4 podem ser usadas para verificar se os controles são apropriados e adequados.
A análise bow tie (B.4.2) e a LOPA (B.4.4) identificam as barreiras entre a fonte de risco e as suas 
possíveis consequências, e podem ser usadas para verificar que as barreiras são suficientes.
A APPCC (B.4.3) procura apontar em um processo em que as condições podem ser monitoradas e os 
controles introduzidos, quando há uma indicação de que as condições estão mudando.
A análise de árvore de eventos (B.5.6) também pode ser usada com um meio quantitativo de análise 
de controles, ao calcular a influência de diferentes controles na probabilidade das consequências.
Qualquer técnica de análise causal pode ser usada como base para verificação de que cada causa 
é controlada.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO72/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.4.2 Análise bow tie
B.4.2.1 Visão geral
A análise bow tie é uma representação gráfica de caminhos das causas de um evento até suas 
consequências. Mostra os controles que modificam a possibilidade de um evento e aqueles que 
modificam as consequências se o evento ocorrer. Pode ser considerada uma representação simplificada 
de uma árvore de falhas ou árvore de sucessos (analisando a causa de um evento) e uma árvore de 
eventos (analisando as consequências). Diagramas de bow tie podem ser construídos a partir das 
árvores de falhas e árvore de eventos, porém são mais frequentemente desenhados diretamente por 
uma equipe em um cenário de workshop.
Consequência 3
Fator de intensificação Fator de intensificação
Figura B.2 – Exemplo de bow tie
A bow tie é desenhada conforme a seguir:
 ● O evento de interesse é representado pelo nó central de uma bow tie, ver Figura B.2.
 ● As fontes de risco (ou perigos/ameaças em um contexto de segurança) são listadas do lado 
esquerdo do nó e ligadas ao nó por linhas representando os diferentes mecanismos pelos quais 
fontes de risco podem levar ao evento.
 ● Barreiras ou controles para cada mecanismos são mostradas como barras verticais através das 
linhas.
 ● Do lado direito do nó, linhas são desenhadas para irradiar do evento para cada consequência 
potencial. 
 ● Após o evento, as barras verticais representam controles reativos ou barreiras que modificam 
consequências.
 ● Fatores que podem causar a falha dos controles (fatores de intensificação) são incluídos, junto 
com os controles para os fatores de intensificação. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 73/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Funções de gestão que suportam os controles (como treinamento e inspeção) podem ser 
mostrados sob a bow tie e vinculadas ao respectivo controle.
Algum nível de quantificação de um diagrama de bow tie pode ser possível quando os caminhos 
forem independentes, a probabilidade de uma consequência ou resultado específicos é conhecida 
e a probabilidade que um controle venha a falhar pode ser estimada. Entretanto, em muitas situações, 
os caminhos e as barreiras não são independentes, e os controles podem ser procedimentais e sua 
eficácia incerta. A quantificação é muitas vezes realizada mais apropriadamente utilizando análise de 
árvore de falhas (B.5.7) e análise de árvore de eventos (B.5.6) ou LOPA (B.4.4).
B.4.2.2 Uso
A análise bow tie é usada para representar e comunicar informações sobre riscos em situações onde 
um evento possui uma gama de possíveis causas e consequências. Pode ser usada para explorar em 
detalhes as causas e consequências de eventos registrados em um formulário de registro de riscos 
simples (B.10.2). É particularmente usada para analisar eventos com consequências mais sérias. 
A bow tie é usada quando da avaliação de controles, para verificar que cada caminho da causa ao 
evento e do evento à consequência tem controles efetivos, e que fatores que poderiam causar falhas 
nos controles (incluindo falhas nos sistemas de gestão) são reconhecidos. Pode ser usada como base 
para um meio para gravar informações sobre risco que não cabem em uma simples representação 
linear de um registro de risco. Pode ser usada proativamente para considerar eventos potenciais 
e também retrospectivamente para modelar eventos que já ocorreram.
A análise bow tie é usada quando a situação não assegura a complexidade de uma análise de árvore 
de falhas e análise de árvore de eventos completas, mas é mais complexa que o representado por um 
simples caminho de causa-evento-consequência.
Para algumas situações, bow ties em cascata podem ser desenvolvidas onde as consequências de 
um evento se tornam causas do próximo.
B.4.2.3 Entrada
A entrada inclui informações sobre as causas e consequências de um evento predefinido, e os controles 
que podem modificá-lo. Esta informação pode ser tirada da saída de técnicas para identificar riscos 
e controles ou da experiência dos indivíduos. 
B.4.2.4 Saída
A saída é um diagrama simples mostrando os principais caminhos de risco, os controles existentes 
e os fatores que podem levar a uma falha nos controles. Também mostra as consequências potenciais 
e as medidas que podem ser tomadas após o evento ter ocorrido para modifica-las
B.4.2.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da análise de bow tie incluem o seguinte:
 ● É simples de entender e fornece uma representação gráfica clara de um evento e suas causas e 
consequências.
 ● Foca a atenção nos controles supostamente existentes e sua eficácia.
 ● Pode ser usada para consequências desejáveis, bem como indesejáveis.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO74/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Não necessita de um alto nível de especialização para utilizar.
Limitações incluem o seguinte:
 ● A bow tie não está apta a representar uma situação em que caminhos de causas para eventos 
não são independentes(ou seja, onde houver portas “AND” em uma árvore de falhas);
 ● Pode simplificar demasiadamente situações complexas, particularmente quando se pretende a 
quantificação.
B.4.2.6 Documentos de referência
[31] LEWIS, S. SMITH, K., Lessons learned from real world application of the bow-tie method. [31] 
[32] HALE, A. R., GOOSSENS L.H.J., ALE, B.J.M., BELLAMY L.A. POST J. Managing safety barriers 
and controls at the workplace 
[33] MCCONNELL, P. and DAVIES, M. Scenario Analysis under Basel II
B.4.3 Análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC)
B.4.3.1 Visão geral
A análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) (Hazard analysis and critical control points – 
HACCP) foi desenvolvida para assegurar a segurança dos alimentos no programa espacial da 
NASA, mas pode ser usada para processos ou atividades não alimentares. A técnica fornece uma 
estrutura para identificar fontes de risco (perigos ou ameaças) e pôr em prática controles em todas as 
partes pertinentes de um processo para proteger contra estas fontes. A APPCC é usada nos níveis 
operacionais embora seus resultados apoiem a estratégia geral de uma organização. A APPCC 
tem como objetivo assegurar que os riscos sejam minimizados por monitoramentos e por controles 
ao longo do processo em vez de mediante à inspeção ao fim do processo.
A APPCC consiste nos seguintes sete princípios:
 1) identificar os perigos, os fatores que influenciam o risco e as possíveis medidas preventivas;
 2) determinar os pontos no processo em que o monitoramento é possível e o processo pode ser 
controlado para minimizar as ameaças (os pontos críticos de controle ou PCC);
 3) estabelecer limites críticos para os parâmetros a serem monitorados, ou seja, convém que cada 
PCC opere dentro de parâmetros específicos para assegurar que o risco está controlado;
 4) estabelecer os procedimentos para monitorar os limites críticos para cada PCC a intervalos 
definidos;
 5) estabelecer ações corretivas para uso quando o processo estiver fora dos limites estabelecidos;
 6) estabelecer procedimentos de verificação;
 7) implementar a manutenção de registros e procedimentos de documentação para cada etapa.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 75/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.4.3.2 Uso
A APPCC é um requisito na maioria dos países para organizações que operam em qualquer lugar dentro 
da cadeia de alimentos, desde a colheita até o consumo, para controlar os riscos de contaminantes 
físicos, químicos e biológicos.
Também foi estendida para uso na fabricação de produtos farmacêuticos, dispositivos médicos e em 
outras áreas onde riscos biológicos, químicos e físicos são inerentes à organização.
O princípio da técnica é identificar as fontes de risco relacionadas à qualidade da saída do processo, 
e definir os pontos em um processo em que parâmetros críticos podem ser monitorados e as fontes de 
risco controladas. Isto pode ser generalizado para outros processos, incluindo por exemplo processos 
financeiros. 
B.4.3.3 Entradas
As entradas incluem:
 ● um diagrama de fluxo básico ou diagrama de processo;
 ● informações sobre fontes de risco que possam afetar a qualidade, segurança ou confiabilidade do 
produto ou saída do processo;
 ● informação sobre as etapas no processo onde indicadores podem ser monitorados e controles 
podem ser introduzidos.
B.4.3.4 Saídas
As saídas incluem registros, incluindo uma planilha de análise de perigos e um plano APPCC. 
A planilha de análise de perigos lista para cada etapa do processo:
 ● os perigos que poderiam ser introduzidos, controlados ou exacerbados nesta etapa;
 ● se os perigos apresentam um risco significativo (com base na consideração da consequência 
e probabilidade a partir da combinação da experiência, dados e literatura técnica);
 ● uma justificativa para a significância;
 ● possíveis medidas preventivas para cada perigo;
 ● se as medidas de monitoramento ou controle podem ser aplicadas nesta etapa (ou seja, é um PCC?).
O plano APPCC delineia os procedimentos a serem seguidos para assegurar o controle de um projeto, 
produto, processo ou procedimento específicos. O plano inclui uma lista de todos os PCC e para cada 
PCC lista:
 ● os limites críticos para as medidas preventivas;
 ● as atividades de monitoramento e controle contínuos (incluindo o que, como e quando o monitoramento 
será realizado e por quem);
 ● as ações corretivas requeridas se desvios dos limites críticos forem detectados;
 ● as atividades de verificação e manutenção de registros.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO76/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.4.3.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da APPCC incluem o seguinte:
 ● a APPCC é um processo estruturado que fornece evidência documentada de controle da 
qualidade, bem como a identificação e a redução de riscos;
 ● foca nos aspectos práticos de como e onde, em um processo, as fontes de risco podem ser 
encontradas e os riscos controlados;
 ● fornece um controle de risco em todo o processo em vez de depender da inspeção do produto 
final;
 ● chama a atenção para o risco introduzido por meio de ações humanas e como este pode ser 
controlado.
Limitações incluem o seguinte:
 ● a APPCC requer que os perigos sejam identificados, os riscos que eles representam definidos 
e sua significância entendida como entradas no processo. Controles apropriados também 
precisam ser definidos. A APPCC pode necessitar ser combinada com outras ferramentas para 
fornecer estas entradas.
 ● tomar ações somente quando os parâmetros de controle excedem limites definidos pode levar 
à perda de alterações graduais nos parâmetros de controle as quais são estatisticamente 
significativas e que, portanto, convém que sejam acionadas.
B.4.3.6 Documentos de referência
[34] ABNT NBR ISO 22000, Sistemas de gestão da segurança de alimentos – Requisitos para qualquer 
organização na cadeia produtiva de alimentos
[35] Food Quality and Safety Systems – A Training Manual on Food Hygiene and the Hazard Analysis 
and Critical Control Point (HACCP) System
B.4.4 Análise de camadas de proteção (LOPA) 
B.4.4.1 Visão geral 
O LOPA analisa a redução de risco alcançada pelo conjunto de controles. Pode ser considerado como 
um caso particular de uma árvore de eventos (B.5.6) e às vezes é realizado como acompanhamento 
de um estudo HAZOP (B.2.4).
Um par causa-consequência é selecionado de uma lista de riscos identificados e as camadas de 
proteção independentes (IPL) são identificadas. Um IPL é um dispositivo, sistema ou ação capaz 
de prevenir que um cenário evolua para sua consequência indesejada. Convém que cada IPL seja 
independente do evento causal ou de qualquer outra camada de proteção associada ao cenário 
e convém que seja auditável. IPL incluem:
 ● características de projeto;
 ● dispositivos de proteção física;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 77/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● sistemas de intertravamentos e desligamentos;
 ● alarmes críticos e intervenção manual;
 ● proteção física pós-evento;
 ● sistemas de resposta a emergências.
Procedimentos-padrão e/ ou inspeções não adicionam barreiras diretamente à falha, portanto, em 
geral, convém que não sejam considerados IPL. A probabilidade de falha de cada IPL é estimada 
e um cálculo de ordem de magnitude é realizado para determinar se a proteção geral é adequada para 
reduzir o risco a um nível tolerável.
A frequência de ocorrência da consequência indesejada pode ser encontrada combinando a frequência 
da causa inicial com as probabilidades de falha de cada IPL, considerando quaisquer modificadores 
condicionais. (Um exemplo de modificador condicional é se uma pessoa estará presente e poderá ser 
influenciada.) Ordens de magnitude são usadas para frequências e probabilidades.B.4.4.2 Uso
O LOPA pode ser usado qualitativamente para analisar criticamente as camadas de proteção entre 
um fator causal e uma consequência. Também pode ser usado quantitativamente para alocar recursos 
a tratamentos, analisando a redução de risco produzida por cada camada de proteção. Pode ser 
aplicado a sistemas com horizonte de longo ou curto prazo e geralmente é usado para lidar com riscos 
operacionais.
O LOPA também pode ser usado quantitativamente para a especificação de IPL e níveis de integridade 
de segurança (níveis SIL) para sistemas instrumentados, conforme descrito na IEC 61508 (todas as 
partes) e na IEC 61511 (todas as partes), e para demonstrar que um SIL especificado é alcançado.
NOTA Um SIL é um nível discreto (um em cada quatro possíveis) para especificar a confiabilidade 
requerida de um sistema relacionado à segurança. O nível 4 tem o nível mais alto de integridade de segurança 
e o nível 1, o mais baixo.
B.4.4.3 Entradas
As entradas para o LOPA incluem:
 ● informações básicas sobre fontes, causas e consequências de eventos;
 ● informações sobre controles em uso ou tratamentos propostos;
 ● a frequência do evento causal e as probabilidades de falha das camadas de proteção, medições 
de consequência e uma definição do risco tolerável.
B.4.4.4 Saídas
As saídas são recomendações para quaisquer tratamentos adicionais e estimativas do risco residual.
B.4.4.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes do LOPA incluem o seguinte.
 ● Requer menos tempo e recursos do que a análise de árvore de eventos ou o processo de avaliação 
de riscos totalmente quantitativa, mas é mais rigorosa que os julgamentos qualitativos subjetivos.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO78/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Ajuda a identificar e concentrar os recursos nas camadas mais críticas de proteção.
 ● Identifica operações, sistemas e processos para os quais as salvaguardas são insuficientes.
 ● Foca nas consequências mais graves.
As limitações do LOPA incluem o seguinte.
 ● Concentra-se em um par de causa-consequência e um cenário de cada vez; interações complexas 
entre riscos ou entre controles não são cobertas.
 ● Quando usado quantitativamente, pode não ser responsável por falhas de modo comum.
 ● Não se aplica a cenários muito complexos, onde existem muitos pares de causa-consequência ou 
onde há uma variedade de consequências que afetam diferentes partes interessadas.
B.4.4.6 Documentos de referência
[36] IEC 61508 (all parts), Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety-
related systems
[37] IEC 61511 (all parts), Functional safety – Safety instrumented systems for the process industry 
sector 
[38] Layer of protection analysis – Simplified process risk assessment
B.5 Técnicas para entender as consequências e a probabilidade
B.5.1 Generalidades
As técnicas descritas na Seção B.5 visam fornecer uma maior compreensão das consequências e de 
suas probabilidades. Em geral, as consequências podem ser exploradas por:
 ● experimentação, como estudos celulares para explorar as consequências da exposição a toxinas 
com resultados aplicados aos riscos à saúde humana e ecológica;
 ● pesquisa de eventos passados, incluindo estudos epidemiológicos;
 ● modelagem para determinar como as consequências se desenvolvem seguidas de um evento 
e como isso depende dos controles em uso. Isso pode incluir modelos matemáticos ou de 
engenharia e métodos lógicos, como análise de árvore de eventos (B.5.6);
 ● técnicas para incentivar o pensamento imaginativo, como análise de cenário (B.2.5).
A probabilidade de um evento ou de uma consequência específica pode ser estimada por:
 ● extrapolação de dados históricos (desde que haja dados históricos pertinentes suficientes para 
que a análise seja estatisticamente válida). Isso se aplica especialmente a zero ocorrências, 
quando não se pode presumir que, porque um evento ou consequência não ocorreu no passado, 
não ocorrerá no futuro próximo;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 79/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● síntese a partir de dados relacionados a taxas de falha ou sucesso de componentes dos sistemas: 
usando técnicas como análise de árvore de eventos (B.5.6), análise de árvore de falhas (B.5.7) 
ou análise de causa-consequência (B.5.5);
 ● técnicas de simulação, para gerar, por exemplo, a probabilidade de falhas de equipamentos 
e estruturais devido ao envelhecimento e outros processos de degradação.
Pode-se solicitar aos especialistas que expressem sua opinião sobre probabilidades e consequências, 
considerando informações pertinentes e dados históricos. Existem vários métodos formais para obter 
julgamento de especialistas que tornam o uso do julgamento visível e explícito (ver Seção B.1).
Consequência e probabilidade podem ser combinadas para fornecer um nível de risco. Isso pode 
ser usado para avaliar a significância de um risco comparando o nível de risco com um critério de 
aceitabilidade ou para colocar os riscos em uma ordem de classificação.
As técnicas para combinar valores qualitativos de consequência e probabilidade incluem métodos 
de índice (B.8.6) e matrizes de probabilidade/consequência (B.10.3). Uma única medição de risco 
também pode ser produzida a partir de uma distribuição de probabilidade de consequências [ver, por 
exemplo, VaR (B.7.2) e CVaR (B.7.3) e curvas S (B.10.4)].
B.5.2 Análise bayesiana
B.5.2.1 Visão geral
É comum encontrar problemas em que há dados e informações subjetivas. A análise bayesiana 
permite que ambos os tipos de informações sejam usados na tomada de decisões. A análise bayesiana 
é baseada em um teorema atribuído ao reverendo Thomas Bayes (1760). De forma simples, o teorema 
de Bayes fornece uma base probabilística para mudar a opinião de alguém à luz de novas evidências. 
É geralmente expresso como na Fórmula (1):
( ) ( ) ( )
( )
Pr B A Pr APr A B
Pr B
|| = (1)
onde
Pr(A) é a avaliação prévia da probabilidade de A;
Pr(B) é a avaliação prévia da probabilidade de B;
Pr(A|B) é a probabilidade de A, dado que B ocorreu (a avaliação posterior);
Pr(B|A) é a probabilidade de B dado que A ocorreu.
O teorema de Bayes pode ser estendido para abranger vários eventos em um espaço de amostra 
específico.
Por exemplo, suponha que tenhamos alguns dados, D, que desejamos usar para atualizar nosso 
entendimento anterior (ou a falta dele) de risco. Queremos usar esses dados para avaliar os méritos 
relativos de um número (N) de hipóteses concorrentes e não sobrepostas, que iremos denotar 
por (onde = 1, 2, ..., N). Então o teorema de Bayes pode ser usado para calcular a probabilidade 
da j-ésima hipótese usando a Fórmula (2):
( ) ( ) ( )
( ) ( )n n
Pr
Pr Pr
Pr Pr
j
j j
D | H
H | D H
H D | H
 
=  
  ∑
 (2)
onde j = 1, 2 ..., .
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO80/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Isso mostra que, uma vez que os novos dados são contabilizados, a probabilidade atualizada da 
hipótese j [ou seja, é obtida multiplicando sua probabilidade anterior pela fração entre parênteses.
O numerador dessa fração é a probabilidade de obter esses dados se a j-ésima hipótese for verdadeira. 
O denominador vem da “lei da probabilidade total” - a probabilidade de obter esses dados se, uma 
a uma, cada hipótese fosse verdadeira. O denominador é o fator de normalização.
Uma probabilidade Bayesiana pode ser mais facilmente compreendida se for considerado o grau de 
crença de uma pessoa em um determinado evento, em oposição à probabilidade clássica, baseada 
em evidências físicas.
B.5.2.2 Uso
A análise Bayesiana é um meio de inferência a partir de dados, tanto de julgamento quanto empíricos. 
Métodos Bayesianos podem ser desenvolvidos para fornecer inferência para parâmetros dentro de 
um modelo de risco desenvolvidopara um contexto específico; por exemplo, a probabilidade de um 
evento, a taxa de um evento ou o tempo para um evento.
Os métodos Bayesianos podem ser usados para fornecer uma estimativa prévia de um parâmetro de 
interesse com base em crenças subjetivas. Uma distribuição de probabilidade anterior é geralmente 
associada a dados subjetivos, pois representa incertezas no estado do conhecimento. Uma estimativa 
anterior pode ser construída usando apenas dados subjetivos ou usando dados pertinentes de situações 
semelhantes. Uma estimativa anterior pode fornecer uma previsão probabilística da probabilidade de 
um evento e ser útil para o processo de avaliação de riscos para a qual não há dados empíricos.
Os dados de eventos observados podem ser combinados com a distribuição anterior por meio de uma 
análise Bayesiana para fornecer uma estimativa posterior do parâmetro de risco de interesse.
O teorema de Bayes é usado para incorporar novas evidências em crenças anteriores para formar 
uma estimativa atualizada.
A análise bayesiana pode fornecer estimativas pontuais e de intervalo para um parâmetro de interesse. 
Essas estimativas capturam incertezas associadas à variabilidade e ao estado do conhecimento. 
Isso é diferente da inferência frequentista clássica, que representa a variação aleatória estatística 
na variável de interesse.
O modelo de probabilidade subjacente a uma análise Bayesiana depende da aplicação. Por 
exemplo, um modelo de probabilidade de Poisson pode ser usado para eventos como acidentes, não 
conformidades ou entregas tardias, ou um modelo de probabilidade binomial pode ser usado para 
itens de uma só vez. Cada vez mais, é comum construir um modelo de probabilidade para representar 
os relacionamentos causais entre variáveis na forma de uma rede Bayesiana (B.5.3).
B.5.2.3 Entradas
As entradas para uma análise Bayesiana são os dados empíricos e de julgamento necessários para 
estruturar e quantificar o modelo de probabilidade.
B.5.2.4 Saídas
Como a estatística clássica, a análise Bayesiana fornece estimativas, tanto para números únicos 
quanto para intervalos, para o parâmetro de interesse e pode ser aplicada a uma ampla gama 
de saídas.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 81/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes são os seguintes.
 ● Declarações inferenciais são fáceis de entender.
 ● Fornece um mecanismo para o uso de crenças subjetivas sobre um problema.
 ● Fornece um mecanismo para combinar crenças anteriores com novos dados. 
As limitações são as seguintes.
 ● Pode produzir distribuições posteriores que são fortemente dependentes da escolha prévia.
 ● A solução de problemas complexos pode envolver altos custos computacionais e requerer muito 
trabalho.
B.5.2.6 Documentos de referência
[39] GHOSH, J., DELAMPADY, M. and SAMANTA, T. An introduction to Bayesian analysis, New York 
Springer-Verlag, 2006
[40] QUIGLEY, J.L., BEDFORD, T.J. and WALLS, L.A. Prior Distribution Elicitation
B.5.3 Redes bayesianas e diagramas de influência
B.5.3.1 Visão geral
Uma rede Bayesiana (rede de Bayes ou BN) é um modelo gráfico cujos nós representam as variáveis 
aleatórias (discretas e/ou contínuas) (Figura B.3). Os nós são conectados por arcos direcionados que 
representam dependências diretas (que geralmente são conexões causais) entre variáveis.
Os nós que apontam para um nó X são chamados de pais e são designados pa(X). A relação entre 
variáveis é quantificada por distribuições de probabilidade condicional (CPD) associadas a cada nó, 
denotado P (X|pa(X)), em que o estado dos nós filhos depende da combinação dos valores dos nós 
pais. Na Figura B.3, as probabilidades são indicadas por estimativas pontuais.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO82/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Uso de pesticidas
Alto 90,0
Baixo 10,0
Abaixo da média 10,0
Média 70,0
Acima da média 20,0
Chuvas anuais Condições de seca
Sim 50,0
Não 50,0
Pesticidas no rio Fluxo de pesticidas Condições da árvore
Abundância de peixes nativos
Alto 57,0
Baixo 43,0
Boa 46,4
Pobre 53,6
Boa 10,0
Danificada 70,0
Morta 8,30
Alta 21,4
Média 20,8
Baixa 57,8
Figura B.3 – Uma rede Bayesiana mostrando uma versão simplificada de um problema 
ecológico real: modelando populações de peixes nativos em Victoria, Austrália
B.5.3.2 Uso
Um BN básico contém variáveis que representam eventos incertos e podem ser usadas para estimar 
probabilidade ou risco ou inferir os principais fatores de risco que levam a consequências especificadas.
Um BN pode ser estendido para incluir ações de decisão e avaliações, bem como incertezas, nesse 
caso, é conhecido como diagrama de influência, que pode ser usado para avaliar o impacto dos 
controles/ mitigações de risco ou para avaliar opções de intervenção.
Um modelo de BN pode ser construído como uma representação qualitativa de um problema pelas 
partes interessadas e quantificado usando dados pertinentes, incluindo julgamentos (por exemplo, 
análise de risco do centro de distribuição de medicamentos) ou um modelo de BN pode ser aprendido 
a partir de dados empíricos (por exemplo, mecanismos de pesquisa na web, riscos financeiros). 
Independentemente da forma de um BN, o mecanismo de inferência subjacente é baseado no teorema 
de Bayes e possui as propriedades gerais da análise Bayesiana (B.5.2).
O BN tem sido usado em uma ampla gama de aplicações: incluindo tomada de decisão ambiental, 
diagnóstico médico, extensão crítica da vida da infraestrutura, risco da cadeia de suprimentos, 
modelagem de imagens para desenvolvimento de novos produtos e processos, genética, 
reconhecimento de fala, economia, exploração espacial e em mecanismos de busca na web .
Em geral, os BN fornecem modelos visuais que suportam a articulação de problemas e a comunicação 
entre as partes interessadas. Os modelos BN permitem que a análise de sensibilidade seja realizada 
para explorar cenários “e se?”. A construção da estrutura qualitativa de BN pode ser suportada pelo 
uso de mapeamento causal (B.6.1) e um BN pode ser usado em conjunto com a análise de cenário 
(B.2.5) e a análise de impacto cruzado (B.6.2).
Os BN são úteis para obter contribuição e concordância das partes interessadas para decisões em 
que há alta incerteza e divergência de visões das partes interessadas. A representação é facilmente 
compreensível, embora seja necessária experiência para produzi-la.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 83/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Os BN podem ser úteis para mapear análises de risco para partes interessadas não técnicas, 
promovendo a transparência de premissas e processos e tratando a incerteza de uma maneira 
matematicamente sólida.
B.5.3.3 Entradas
As entradas para os BN requerem um entendimento das variáveis do sistema (nós), os elos causais entre 
eles (arcos direcionados) e as probabilidades anteriores e condicionais para esses relacionamentos.
No caso de um diagrama de influência, as avaliações também são necessárias (por exemplo, perdas 
financeiras, lesões etc.).
B.5.3.4 Saídas
Os BN fornecem distribuições condicionais e marginais em uma saída gráfica que geralmente 
é considerada fácil de interpretar, pelo menos em comparação com outros modelos de caixa preta. 
O modelo BN e os dados podem ser facilmente modificados para visualizar facilmente relacionamentos 
e explorar a sensibilidade dos parâmetros a diferentes entradas.
B.5.3.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes dos BN incluem o seguinte.
 ● Existe software prontamente disponível que é relativamente fácil de usar e entender.
 ● Eles possuem uma estrutura transparente e são capazes de executar rapidamente cenários e 
analisar a sensibilidadedo produto a diferentes premissas.
 ● Eles podem incluir crenças subjetivas sobre um problema, juntamente com dados.
As limitações incluem o seguinte.
 ● Definir todas as interações para sistemas complexos é difícil e pode se tornar intratável 
computacionalmente quando as tabelas de probabilidade condicional se tornam muito grandes.
 ● Os BN geralmente são estáticos e normalmente não incluem loops de feedback. No entanto, o 
uso de BN dinâmicos está aumentando.
 ● A definição de parâmetros requer o conhecimento de muitas probabilidades condicionais, 
geralmente fornecidas por julgamento de especialistas. Os BN só podem fornecer respostas com 
base nessas premissas (uma limitação comum a outras técnicas de modelagem).
 ● O usuário pode inserir erros, mas a saída ainda pode dar uma resposta confiável; verificar 
extremos pode ajudar a localizar erros.
B.5.3.6 Documentos de referência 
[41] NEIL, Martin and FENTON, Norman. Risk Assessment and Decision Analysis with Bayesian 
Networks CRC Press, 2012 
[42] JENSEN, F.V., NIELSEN T. D. Bayesian Networks and Decision Graphs, 2nd ed. Springer, New 
York, 2007 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO84/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
[43] NICHOLSON, A., WOODBERRY O and TWARDY C, The “Native Fish” Bayesian networks. 
Bayesian Intelligence Technical Report 2010/3, 2010
[44] NETICA TUTORIAL
B.5.4 Análise de impacto nos negócios (BIA)
B.5.4.1 Visão geral
A análise de impacto nos negócios analisa como incidentes e eventos podem afetar as operações 
de uma organização e identifica e quantifica as capabilidades necessárias para gerenciá-los. 
Especificamente, uma BIA fornece um entendimento acordado de:
 ● qual é a criticidade dos principais processos de negócios, funções e recursos associados e as 
principais interdependências existentes para uma organização;
 ● como eventos disruptivos afetam a capacidade e a capabilidade de alcançar objetivos críticos de 
negócios;
 ● a capacidade e capabilidade necessárias para gerenciar o impacto de uma disrupção e recuperar 
os níveis de operação acordados. A BIA pode ser realizada usando questionários, entrevistas, 
workshops estruturados ou uma combinação dos três.
B.5.4.2 Uso
A BIA é usada para determinar os prazos críticos e de recuperação dos processos e recursos associados 
(por exemplo, pessoas, equipamentos e tecnologia da informação) para permitir o planejamento 
adequado para eventos disruptivos. A BIA também auxilia na determinação de interdependências 
e inter-relações entre processos, partes internas e externas e quaisquer vínculos na cadeia de 
suprimentos.
Também pode ser usado como parte da análise de consequências ao considerar as consequências 
de eventos disruptivos.
A BIA fornece informações que ajudam a organização a determinar e selecionar estratégias de 
continuidade de negócios apropriadas para permitir resposta e recuperação efetiva de um incidente 
disruptivos.
B.5.4.3 Entradas
As entradas incluem:
 ● informações sobre os objetivos, direção estratégica, ambiente, ativos e interdependências da 
organização;
 ● visão geral dos produtos e serviços de negócios da organização e sua relação com os processos 
de negócios;
 ● uma avaliação das prioridades da análise crítica prévia pela direção;
 ● detalhes das atividades e operações da organização, incluindo processos, recursos, relacionamentos 
com outras organizações, cadeias de suprimentos, acordos terceirizados e partes interessadas;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 85/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● informações para permitir a avaliação das consequências financeiras, legais e operacionais 
da perda de processos críticos;
 ● um questionário preparado ou outro meio de coleta de informações;
 ● resultados de outros processos de avaliação de riscos e análises de incidentes críticos relacionadas 
aos resultados de incidentes disruptivos.
 ● uma lista de pessoas de áreas pertinentes da organização e/ ou partes interessadas que serão 
contatadas.
B.5.4.4 Saídas
As saídas incluem:
 ● uma lista priorizada de produtos e serviços da organização;
 ● documentos detalhando as informações coletadas como entradas;
 ● uma lista priorizada de processos críticos e interdependências associadas;
 ● impactos documentados de uma perda dos processos críticos, incluindo impactos financeiros, 
legais, ambientais e operacionais;
 ● informações sobre recursos e atividades de apoio necessários para restabelecer processos 
críticos;
 ● uma avaliação dos impactos ao longo do tempo de não fornecer esses produtos e serviços 
a curto, médio e longo prazo;
 ● prazos priorizados para retomar a entrega desses produtos e serviços em um nível mínimo 
especificado, considerando o tempo após o qual os impactos da não retomada dos mesmos se 
tornariam inaceitáveis;
 ● prazos de interrupção para processo crítico e os prazos de recuperação de tecnologia 
}da informação associados.
B.5.4.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da BIA incluem que ela fornece:
 ● um profundo entendimento dos processos críticos que permitem à organização atingir seus 
objetivos e que podem indicar áreas para melhoria dos negócios;
 ● informações necessárias para planejar a resposta de uma organização a um evento disruptivo;
 ● um entendimento dos principais recursos necessários no caso de uma disrupção;
 ● uma oportunidade de redefinir o processo operacional de uma organização para ajudar a melhorar 
a resiliência da organização.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO86/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As limitações incluem o seguinte.
 ● A BIA conta com o conhecimento e as percepções dos participantes envolvidos no preenchimento 
de questionários ou na realização de entrevistas ou workshops. Isso pode levar a expectativas 
simplistas ou otimistas demais dos requisitos de recuperação.
 ● A dinâmica do grupo pode afetar adversamente a análise completa de um processo crítico.
 ● Pode haver expectativas simplistas ou otimistas demais dos requisitos de recuperação.
 ● Pode ser difícil obter um nível adequado de entendimento das operações e atividades da 
organização.
B.5.4.6 Documentos de referência 
[45] ABNT ISO TS 22317, Segurança da sociedade – Sistemas de gestão de continuidade de negócios – 
Diretrizes para análise de impacto nos negócios (BIA)
[46] ABNT NBR ISO 22301, Segurança e resiliência – Sistema de gestão de continuidade de negócios – 
Requisitos
B.5.5 Análise de causa-consequência (CCA)
B.5.5.1 Visão geral
Em algumas circunstâncias, um evento que pode ser analisado por uma árvore de falhas é melhor 
abordado pelo CCA. Por exemplo:
 ● se é mais fácil desenvolver sequências de eventos do que relações causais;
 ● se o FTA pode se tornar muito grande;
 ● se houver equipes separadas lidando com diferentes partes da análise.
Na prática, geralmente não é o evento principal que é definido primeiro, mas os eventos em potencial 
na interface entre o domínio funcional e o técnico.
Por exemplo, considerar o evento “perda de tripulação ou veículo” para uma missão de nave espacial. 
Em vez de construir uma grande árvore de falhas com base nesse evento principal, eventos indesejados 
intermediários, como falha de ignição ou falha de impulso, podem ser definidos como eventos principais 
e analisados como árvores de falha separadas. Esses eventos principais, por sua vez, seriam usados 
como entradas para as árvores de eventos para analisar as consequências operacionais.
Dois tipos de CCA podem ser distinguidos, dependendo de qual parte da análise é mais pertinente para 
as circunstâncias. Quando causas detalhadas são necessárias, mas uma descrição mais geral das 
consequências é aceitável, a parte da análise da árvore de falhas é expandida e a análise é referida 
como CCA-SELF (árvore de eventos pequena). Quandouma descrição detalhada da consequência 
é necessária, mas a causa pode ser considerada com menos detalhes, a análise é chamada de 
CCA-LESF (árvore de eventos grandes e pequena falha). A Figura B.4 mostra um diagrama conceitual 
de uma análise de causa-consequência típica.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 87/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.5.2 Uso
Como a análise da árvore de falhas, o CCA é usado para representar a lógica de falha que leva 
a um evento crítico, mas aumenta a funcionalidade de uma árvore de falhas, permitindo que as falhas 
sequenciais de tempo sejam analisadas. O método também permite que os atrasos sejam incorporados 
à análise de consequências, o que não é possível com as árvores de eventos. Ele analisa os vários 
caminhos que um sistema pode seguir após um evento crítico, dependendo do comportamento de 
subsistemas específicos (como sistemas de resposta a emergências).
Se quantificada, uma análise de causa-consequência fornece uma estimativa da probabilidade 
de diferentes possíveis consequências após um evento crítico.
Como cada sequência em um diagrama de causa-consequência é uma combinação de árvores 
de subfalhas, a análise de consequências de causas pode ser usada para construir grandes árvores 
de falhas.
Como os diagramas são complexos de produzir e usar, a técnica tende a ser aplicada quando 
a magnitude da consequência potencial da falha justificar um esforço intensivo.
Descrição da 
consequência
Descrição da 
consequência
Descrição da 
consequência
Descrição da 
consequência
Não Sim
Atraso de tempo
Não Sim
Condição
Condição
Condição
Não Sim
Evento inicial
Árvore de falha
Árvore de falha
Árvore de falha
Figura B.4 – Exemplo de diagrama de causa-consequência
B.5.5.3 Entradas
É necessária uma compreensão do sistema e seus modos de falha e cenários de falha.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO88/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.5.4 Saídas
As saídas do CCA são:
 ● uma representação esquemática de como um sistema pode falhar mostrando causas e consequências;
 ● uma estimativa da probabilidade de ocorrência de cada consequência potencial com base na 
análise de probabilidades de ocorrência de condições particulares após o evento crítico.
B.5.6 Análise de árvore de eventos (ETA)
B.5.6.1 Visão geral
O ETA é uma técnica gráfica que representa as sequências mutuamente exclusivas de eventos 
que podem surgir após um evento iniciador, conforme ocorra ou não o funcionamento dos vários 
sistemas projetados para alterar as consequências. A árvore pode ser quantificada para fornecer as 
probabilidades dos diferentes resultados possíveis (ver a Figura B.5).
A árvore começa com o evento iniciador e, para cada controle, linhas são desenhadas para representar 
seu sucesso ou falha. A probabilidade de falha ou sucesso pode ser atribuída a cada controle, 
por julgamento especializado, a partir de dados ou de análises individuais de árvore de falhas. As 
probabilidades são probabilidades condicionais. Por exemplo, a probabilidade de um item funcionar 
não é a probabilidade obtida de testes em condições normais, mas a probabilidade de funcionar sob 
as condições do evento iniciador.
A frequência dos diferentes resultados é representada pelo produto das probabilidades condicionais 
individuais e a probabilidade ou frequência do evento iniciador, dado que os vários eventos são 
independentes. Na Figura B.5, a probabilidade do evento inicial é assumida como 1.
B.5.6.2 Uso
O ETA pode ser usado qualitativamente para ajudar a analisar possíveis cenários e sequências de 
eventos após um evento iniciador e para explorar como os resultados são afetados por vários controles. 
Pode ser aplicado em qualquer nível de uma organização e em qualquer tipo de evento iniciador.
A ETA quantitativa pode ser usada para considerar a aceitabilidade dos controles e a importância 
relativa de diferentes controles para o nível geral de risco. A análise quantitativa requer que os controles 
estejam funcionando ou não (isto é, não é possível ser responsabilizada por controles degradados) 
e que os controles sejam independentes. Esse é principalmente o caso relacionado a problemas 
operacionais. O ETA pode ser usado para modelar eventos iniciadores que podem trazer perda ou 
ganho. No entanto, circunstâncias em que se buscam caminhos para otimizar ganhos são modelados 
com mais frequência usando uma árvore de decisão (B.9.3).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 89/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Trem e carro alcançam 
a travessia juntos Barreiras no lugar
A cautela do motorista 
para o carro
O trem para a 
tempo
Resultados
Atinge a barreira
Estado seguro
Estado seguro
Próximo de colisão/ 
trem atrasado
Carro e trem 
colidem
Sim
Sim
Não
Não
Não
Sim
Sim
Não
Pr = 0,05
Pr = 0,95
Pr = 0,99
Pr = 0,01
Pr = 0,5
Pr = 0,5
Pr = 0,02
Pr = 0,98
Pr = 0,940 5
Pr = 0,009 5
Pr = 0,025
Pr = 0,000 5
Pr = 
0,024 5
1,000 0
Figura B.5 – Exemplo de análise de árvore de eventos
B.5.6.3 Entradas
As entradas incluem:
 ● um evento iniciador especificado;
 ● informações sobre barreiras e controles, e, para análises quantitativas, suas probabilidades de falha;
 ● uma compreensão de possíveis cenários.
B.5.6.4 Saídas
As saídas do ETA incluem o seguinte:
 ● descrições qualitativas dos resultados potenciais de eventos iniciadores;
 ● estimativas quantitativas de taxas/ frequências ou probabilidades de eventos e a importância 
relativa de várias sequências de falhas e eventos contribuintes;
 ● avaliações quantitativas da efetividade dos controles.
B.5.6.5 Pontos fortes e limitações 
Os pontos fortes da ETA incluem o seguinte.
 ● Os cenários potenciais após um evento iniciador são analisados e a influência do sucesso ou 
falha dos controles é mostrada de uma maneira diagramática clara que pode, se necessário, ser 
quantificada.
 ● Ele identifica eventos finais que não seriam previstos de outra forma.
 ● Ele identifica possíveis falhas pontuais, áreas de vulnerabilidade do sistema e medidas reativas 
de baixo retorno e, portanto, pode ser usado para melhorar a eficiência do controle.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO90/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● A técnica representa o tempo e os efeitos de dominó que são difíceis de modelar em árvores de 
falhas.
As limitações incluem o seguinte.
 ● Para uma avaliação abrangente, todos os possíveis eventos iniciadores precisam ser identificados. 
Existe sempre a possibilidade de perda de alguns eventos iniciadores ou sequências de eventos 
importantes.
 ● Somente os estados de sucesso e falha de um sistema são tratados e é difícil incorporar controles 
parcialmente operacionais, eventos de sucesso atrasados ou eventos de recuperação.
 ● Qualquer caminho é condicional em relação aos eventos que ocorrem em pontos anteriores 
ao longo do caminho. Muitas dependências ao longo dos caminhos possíveis são, portanto, 
tratadas. Entretanto, algumas dependências como componentes comuns, sistemas de consumo 
e operadores podem ser ignoradas levando a estimativas otimistas da probabilidade de 
consequências específicas.
 ● Para sistemas complexos, a árvore de eventos pode ser difícil de se construir do zero.
B.5.6.6 Documentos de referência
[49] IEC 62502, Analysis techniques for dependability – Event tree analysis
[50] IEC TR 63039, Probabilistic risk analysis of technological systems – Estimation of final event rate 
at a given initial state
B.5.7 Análise de árvore de falhas (FTA)
B.5.7.1 Visão geral 
A FTA é uma técnica para identificar e analisar os fatores que podem contribuir para um evento específico 
indesejado (chamado “evento-topo”). O evento-topo é analisado identificando primeiro suas causas 
imediatase necessárias. Podem ser falhas de hardware ou software, erros humanos ou quaisquer 
outros eventos pertinentes. O relacionamento lógico entre essas causas é representado por um 
número de portas, como “E” e “OU”. Cada causa é então analisada passo a passo da mesma maneira 
até que análises seguintes se tornem improdutivas. O resultado é representado pictoricamente em 
um diagrama em árvore (ver a Figura B.6), que é a representação gráfica de uma equação Booleana.
B.5.7.2 Uso 
A FTA é usada principalmente no nível operacional e em questões de curto e médio prazo. É usado 
qualitativamente para identificar possíveis causas e caminhos para o evento-topo ou quantitativamente 
para calcular a probabilidade do evento-topo. Para análise quantitativa, uma lógica estrita precisa ser 
seguida. Isso significa que os eventos nas entradas de uma porta “E” precisam ser necessários e 
suficientes para causar o evento acima e os eventos em uma porta “OU” representam todas as causas 
possíveis do evento acima, qualquer uma das quais pode ser a única causa. Técnicas baseadas em 
diagramas de decisão binária ou álgebra Booleana são usadas para contabilizar modos de falha 
duplicados.
A FTA pode ser usada durante o projeto, para selecionar entre diferentes opções ou durante a operação, 
para identificar como as principais falhas podem ocorrer e a importância relativa de diferentes caminhos 
para o evento topo.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 91/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Técnicas estreitamente relacionadas são a árvore de causas, as quais são usadas retrospectivamente 
para analisar eventos que já ocorreram e a árvore de sucesso, onde o evento-topo é um sucesso. 
O último é usado para estudar as causas do sucesso, a fim de alcançar sucessos futuros.
As probabilidades tendem a ser maiores em uma árvore de sucesso do que em uma árvore de falhas 
e, ao calcular a probabilidade do evento-topo, convém que seja considerada a possibilidade de que os 
eventos não sejam mutuamente exclusivos.
B.5.7.3 Entradas 
As entradas para análise de árvore de falhas são as seguintes.
 ● É necessária uma compreensão do sistema e as causas de falha ou sucesso, bem como uma 
compreensão técnica de como o sistema se comporta em diferentes circunstâncias. Diagramas 
detalhados são úteis para ajudar na análise;
 ● Para análise quantitativa de uma árvore de falhas, são necessários dados sobre taxas de falha 
ou a probabilidade de estar em um estado com falha ou a frequência de falhas e onde são 
necessárias taxas pertinentes de reparo/recuperação etc. para todos os eventos de base.
 ● Para situações complexas, o software e o entendimento da teoria das probabilidades e da álgebra 
Booleana são recomendados para que as entradas do software sejam feitas corretamente.
Falha no início automático 
do gerador Evento topo
Falha no gerador a dieselSem sinal de início
Falha no 
envio de 
sinal
Falha na 
transmissão 
de sinal
Falha no 
recebimento 
de sinal
A
B
Condutor
quebrado
Falha no 
módulo de 
controle
Falha no 
circuito A
Falha no 
circuito B
Ausência de 
combustível Falha mecânica no 
gerador
Entrada 
bloqueada
Tanque 
vazio
Legenda para os símbolos
Porta “E” – falha ocorre se todos os eventos de entrada forem verdadeiros
Porta “OU” – falha ocorre se algum dos eventos de entrada forem verdadeiros
Eventos-base
Eventos não analisados no detalhe neste momento
Eventos que foram mais analisados
Eventos analisados no ponto A em outra página
Figura B.6 – Exemplo de árvore de falhas
B.5.7.4 Saídas
As saídas da análise de árvore de falhas são:
 ● uma representação pictórica de como o evento-topo pode ocorrer, mostrando caminhos de 
interação, cada um dos quais envolve a ocorrência de dois ou mais eventos (de base);
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO92/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● uma lista de conjuntos mínimos de cortes (caminhos individuais para a falha) com a probabilidade 
de cada um ocorrer, desde que os dados estejam disponíveis;
 ● no caso de análise quantitativa, a probabilidade do evento-topo e a importância relativa dos 
eventos-base.
B.5.7.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da FTA incluem o seguinte.
 ● É uma abordagem disciplinada, altamente sistemática, mas ao mesmo tempo suficientemente 
flexível para permitir a análise de uma variedade de fatores, incluindo interações humanas 
e fenômenos físicos.
 ● É especialmente útil para analisar sistemas com muitas interfaces e interações.
 ● Fornece uma representação pictórica, levando a uma compreensão mais fácil do comportamento 
do sistema e dos respectivos fatores.
 ● A análise lógica das árvores de falhas e a determinação dos conjuntos de corte são úteis na 
identificação de caminhos simples de falha em um sistema complexo, onde as combinações 
particulares de eventos e sequências de eventos que levam ao evento-topo podem ser ignoradas.
 ● Pode ser adaptada a problemas simples ou complexos com o nível de esforço diretamente 
relacionado à complexidade.
As limitações incluem o seguinte.
 ● Em algumas situações, pode ser difícil verificar se todos os caminhos importantes para o evento-
topo estão incluídos; por exemplo, a inclusão de todas as fontes de ignição de uma análise de um 
incêndio. Nessas situações, não é possível calcular a probabilidade do evento-topo.
 ● Interdependências de tempo não são abordadas.
 ● A FTA lida apenas com estados binários (sucesso/falha).
 ● Embora os modos de erro humano possam ser incluídos em uma árvore de falhas, a natureza e 
a extensão dessas falhas podem ser difíceis de se definir.
 ● A FTA analisa um evento-topo. Ela não analisa falhas secundárias ou incidentais.
 ● Uma FTA pode ficar muito extensa para sistemas de grande escala.
B.5.7.6 Documentos de referência
[51] IEC 61025, Fault tree analysis (FTA)
[16] IEC 62740, Root cause analysis (RCA)
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 93/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.8 Análise de confiabilidade humana (HRA)
B.5.8.1 Visão geral
A HRA se refere a um grupo de técnicas que visam avaliar a contribuição de uma pessoa para 
a confiabilidade e segurança do sistema, identificando e analisando o potencial de uma ação incorreta. 
Embora na maioria das vezes seja aplicado ao desempenho degradado dos operadores em um contexto 
de segurança, métodos semelhantes podem ser aplicados a níveis aprimorados de desempenho. 
A HRA é aplicada em um nível tático para tarefas específicas em que o desempenho correto é crítico.
Uma análise da hierarquia de tarefas é realizada primeiro para identificar etapas e subetapas em uma 
atividade. Os mecanismos de erro em potencial são identificados para cada subetapa usualmente com 
um conjunto de palavras-chave (como muito cedo, muito tarde, objeto errado, ação errada, objeto certo).
As fontes desses erros (como distração, tempo disponível muito curto etc.) podem ser identificadas e 
as informações podem ser usadas para reduzir a probabilidade de erro na tarefa. Fatores na própria 
pessoa, na organização ou no ambiente que possam influenciar a probabilidade de erro (PSF) também 
são identificados.
A probabilidade de uma ação incorreta pode ser estimada por vários métodos, incluindo o uso de um 
banco de dados de tarefas semelhantes ou julgamento de especialistas. Normalmente, uma taxa de 
erro nominal para um tipo de tarefa é definida e um multiplicador é aplicado para representar fatores 
comportamentais ou ambientais que aumentam ou diminuem a probabilidade de falha. Vários métodos 
foram desenvolvidos para aplicar essas etapas básicas.
Os métodos iniciais deram uma forte ênfase à estimativa da probabilidade de falha. Os métodos 
qualitativos mais recentes se concentram nas causas cognitivas das variações no desempenho 
humano, com maior análise da maneira comoo desempenho é modificado por fatores externos e 
menos na tentativa de calcular uma probabilidade de falha.
B.5.8.2 Uso
A HRA qualitativa pode ser usada:
 ● durante o projeto, para que os sistemas sejam projetados para minimizar a probabilidade de erro 
dos operadores;
 ● durante a modificação do sistema, para verificar se é provável que o desempenho humano seja 
influenciado em qualquer direção;
 ● para melhorar procedimentos para reduzir erros;
 ● para auxiliar na identificação e redução de fatores indutores de erros no ambiente ou em arranjos 
organizacionais.
A HRA quantitativa é usada para fornecer dados sobre o desempenho humano como entrada para 
métodos de árvore lógica ou outras técnicas para o processo de avaliação de riscos.
B.5.8.3 Entradas 
As entradas incluem:
 ● informações para definir tarefas que convêm que as pessoas executem;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO94/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● experiência dos tipos de erro ou desempenho extraordinário que acontecem na prática;
 ● experiência no desempenho humano e fatores que a influenciam;
 ● perícia nas técnicas a serem usadas.
B.5.8.4 Saídas
As saídas incluem:
 ● lista de erros ou desempenho extraordinário que possam ocorrer e métodos pelos quais eles 
podem ser aprimorados através da reformulação do sistema;
 ● modos de desempenho humano, tipos, causas e consequências;
 ● uma avaliação qualitativa ou quantitativa do risco apresentado por diferenças de desempenho.
B.5.8.5 Pontos fortes e limitações 
Os pontos fortes da HRA incluem o seguinte.
 ● Mecanismo formal para incluir o desempenho humano ao considerar os riscos associados aos 
sistemas em que as pessoas desempenham um papel importante.
 ● A consideração formal dos modos e mecanismos de desempenho humano, com base no 
entendimento dos mecanismos cognitivos, pode ajudar a identificar maneiras de modificar o risco.
As limitações incluem o seguinte.
 ● Os métodos são mais adequados para tarefas de rotina realizadas em ambientes bem controlados. 
Eles são menos úteis para tarefas complexas ou onde as ações devem se basear em múltiplas e 
possivelmente fontes de informação contraditórias.
 ● Muitas atividades não possuem uma forma simples de aprovação/reprovação. A HRA tem 
dificuldade em lidar com impactos parciais no desempenho, como na qualidade das ações ou 
decisões.
 ● A quantificação tende a depender muito da opinião de especialistas, porque poucos dados 
confiáveis estão disponíveis.
B.5.8.6 Documentos de referência
[51] IEC 62508, Guidance on human aspects of dependability
[52] BELL Julie, HOLROYD Justin, Review of human reliability assessment method
[53] OECD, Establishing the Appropriate Attributes in Current Human Reliability Assessment 
Techniques for Nuclear Safety
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 95/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.9 Análise de Markov
B.5.9.1 Visão geral
A análise de Markov é uma técnica quantitativa que pode ser aplicada a qualquer sistema que possa 
ser descrito em termos de um conjunto de estados discretos e transições entre eles, desde que 
a evolução de seu estado atual não dependa de seu estado em nenhum momento no passado.
Geralmente, supõe-se que as transições entre estados ocorram em intervalos especificados com 
probabilidades de transição correspondentes (cadeia de Markov em tempo discreto). Na prática, 
isso geralmente ocorre se o sistema for examinado em intervalos regulares para determinar seu 
estado. Em algumas aplicações, as transições são governadas por tempos aleatórios distribuídos 
exponencialmente com taxas de transição correspondentes (cadeia de Markov em tempo contínuo). 
Isso é comumente usado para análises de confiabilidade, ver a IEC 61165.
Os estados e suas transições podem ser representados em um diagrama de Markov, como na Figura B.7. 
Aqui, os círculos representam os estados e as setas representam as transições entre os estados e 
suas probabilidades de transição relacionadas. Este exemplo possui apenas quatro estados: bom (S1), 
regular (S2), ruim (S3) e com falha (S4). Supõe-se que todas as manhãs, o sistema seja inspecionado 
e classificado em um desses quatro estados. Se o sistema falhar, ele sempre será reparado naquele 
dia e retornará a um bom estado.
O sistema também pode ser representado por uma matriz de transição, como mostrado na Tabela B.4. 
Observar que nesta tabela a soma de cada uma das linhas é 1, pois os valores representam as 
probabilidades de todas as transições possíveis em cada caso.
S1 
Bom
S4 
Com falha
S2 
Razoável
S3 
Ruim
0,8 0,85
0,15
0,05
0,05
0,5
0,5
0,1
1,0
Figura B.7 – Exemplo de diagrama de Markov
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO96/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela B.4 – Exemplo de matriz de Markov
Próximo estado após a transição
S1, Bom S2, Razoável S3, Ruim S4, Com falha
Estado 
atual
S1, Bom 0,8 0,15 0,05 0
S2, Razoável 0 0,85 0,1 0,05
S3, Ruim 0 0 0,5 0,5
S4, Com falha 1 0 0 0
B.5.9.2 Uso
A análise de Markov pode ser usada para estimar:
 ● a probabilidade no longo prazo do sistema estar em um determinado estado; por exemplo, essa 
pode ser a chance de uma máquina de produção operar conforme necessário, um componente 
com falha ou um nível de suprimento caindo abaixo de um limite crítico;
 ● o tempo esperado para a primeira falha de um sistema complexo (o primeiro tempo de passagem) 
ou o tempo esperado antes que um sistema retorne a um estado especificado (o tempo de 
recorrência).
Exemplos de sistemas, estados e transições em diferentes áreas são fornecidos na Tabela B.5.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 97/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela B.5 – Exemplos de sistemas nos quais a análise de Markov pode ser aplicada
Sistemas Estados Transições
Sistemas técnicos Condição das máquinas Deterioração, avaria, reparo
Produção Nível de produção Operação, limpeza, reset
Marketing Compra de marcas Lealdade da marca, troca de marca
Contabilidade Contas, recebíveis, status Pagamento, baixa, extensão
Seguro saúde Status do paciente Infecção, recuperação, tratamento, recaída
Reservatório Quantidade de água Entradas, saídas, evaporação
Recursos humanos Categorias de emprego Movimentação entre posições profissionais e saída.
B.5.9.3 Entradas 
As entradas para uma análise de Markov são um conjunto de estados discretos que o sistema pode 
ocupar, um entendimento das possíveis transições que precisam ser modeladas e estimativas das 
probabilidades ou taxas de transição (no caso de uma cadeia Markov de tempo contínuo - CTMC ).
B.5.9.4 Saídas
A análise de Markov gera estimativas da probabilidade de um sistema estar em qualquer estado 
especificado. Ele suporta diversos tipos de decisões sobre os tipos de intervenções que um gerente 
pode tomar em um sistema complexo (por exemplo, para modificar os estados do sistema e as 
transições entre eles).
B.5.9.5 Pontos fortes e limitações 
 ● Os pontos fortes da análise de Markov incluem o seguinte.
 ● Ela pode ser usada para modelar sistemas dinâmicos e de vários estados.
 ● Os diagramas de transição de estado fornecem estruturas simples e de fácil comunicação. 
As limitações incluem o seguinte.
 ● As premissas podem não se aplicar a todos os sistemas de interesse, em particular, as probabilidades 
ou taxas de transição entre estados podem mudar ao longo do tempo à medida que o sistema se 
deteriora ou se adapta.
 ● A modelagem pode exigir uma extensa coleta e validação de dados.
 ● O excesso de dados reduz a resposta a uma média.
B.5.9.6 Documentos de referência
[51] IEC 61165, Application of Markov techniques 
[52] OXLEY, ALAN. Markov Processes in Management Science
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEMVALOR NORMATIVO98/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.10 Simulação de Monte Carlo
B.5.10.1 Visão geral
Alguns cálculos realizados na análise de riscos envolvem distribuições. Entretanto, executar cálculos 
com distribuições não é fácil, pois muitas vezes não é possível derivar soluções analíticas, a menos 
que as distribuições tenham formas bem especificadas e apenas com restrições e premissas, o que 
pode acabar não sendo realista. Nessas circunstâncias, técnicas como a simulação de Monte Carlo 
fornecem uma maneira de realizar os cálculos e desenvolver resultados. A simulação geralmente 
envolve a coleta de valores de amostra aleatória de cada uma das distribuições de entrada, a execução 
de cálculos para derivar um valor como resultado e a repetição do processo por meio de uma série de 
iterações para criar uma distribuição dos resultados. O resultado pode ser dado como uma distribuição 
de probabilidade do valor ou alguma estatística, como o valor médio.
Os sistemas podem ser desenvolvidos usando planilhas e outras ferramentas convencionais, 
mas ferramentas de software mais sofisticadas estão disponíveis para ajudar com requisitos mais 
complexos.
B.5.10.2 Uso
Em geral, a simulação de Monte Carlo pode ser aplicada a qualquer sistema para o qual:
 ● um conjunto de entradas interaja para definir uma saída;
 ● o relacionamento entre as entradas e saídas pode ser expresso como um conjunto de dependências;
 ● técnicas analíticas não são capazes de fornecer resultados pertinentes ou quando há incerteza 
nos dados de entrada.
A simulação de Monte Carlo pode ser usada como parte do processo de avaliação de riscos para dois 
propósitos diferentes:
 ● propagação da incerteza em modelos analíticos convencionais;
 ● cálculos probabilísticos quando as técnicas analíticas não funcionam ou não são viáveis.
As aplicações incluem, entre outras coisas, modelagem e avaliação da incerteza nas previsões 
financeiras, desempenho do investimento, previsões de custo e cronograma do projeto, interrupções 
de processos de negócios e requisitos de pessoal.
B.5.10.3 Entradas
As entradas para uma simulação de Monte Carlo são:
 ● um modelo do sistema que contém a relação entre diferentes entradas e entre entradas e saídas;
 ● informações sobre os tipos de insumos ou as fontes de incerteza que devem ser representadas;
 ● a forma de saída necessária.
Os dados de entrada com incerteza são representados como variáveis aleatórias com distribuições 
mais ou menos dispersas, de acordo com o nível de incertezas. Distribuições uniformes, triangulares, 
normais e log normais são frequentemente usadas para esse fim.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 99/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.10.4 Saídas
A saída pode ser um valor único ou pode ser expressa como a distribuição de probabilidade ou 
frequência ou pode ser a identificação das principais funções do modelo que têm maior impacto na 
saída.
Em geral, o resultado de uma simulação de Monte Carlo será a distribuição inteira dos resultados que 
podem surgir ou as principais medidas de uma distribuição como:
 ● a probabilidade de um resultado definido surgir;
 ● o valor de um resultado em que os proprietários do problema tenham um certo nível de confiança 
que não será excedido. Por exemplo, um determinado custo que tem menos de 10 % de chance 
de exceder ou uma duração que tem 80 % de chance de ser excedida.
Uma análise das relações entre entradas e saídas pode lançar luz sobre o significado relativo 
da incerteza nos valores de entrada, além de identificar metas para esforços a fim de influenciar 
a incerteza no resultado.
B.5.10.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da análise de Monte Carlo incluem o seguinte.
 ● O método pode, em princípio, acomodar qualquer distribuição em uma variável de entrada, 
incluindo dados empíricos derivados de observações de sistemas relacionados.
 ● Os modelos são relativamente simples de desenvolver e podem ser estendidos conforme 
a necessidade.
 ● Quaisquer influências ou relações podem ser representados, incluindo efeitos como dependências 
condicionais.
 ● A análise de sensibilidade pode ser aplicada para identificar influências fortes e fracas;
 ● Os modelos podem ser facilmente entendidos, uma vez que a relação entre entradas e saídas 
é transparente.
 ● Ela fornece uma medida da exatidão de um resultado.
 ● O software está prontamente disponível. 
As limitações são as seguintes.
 ● A precisão das soluções depende do número de simulações que podem ser executadas.
 ● O uso da técnica depende da possibilidade de se representar incertezas nos parâmetros por meio 
de uma distribuição válida.
 ● Pode ser difícil configurar um modelo que represente adequadamente a situação.
 ● Modelos grandes e complexos podem ser desafiadores para o modelador e dificultam o envolvimento 
das partes interessadas no processo.
 ● A técnica tende a enfatizar os riscos de alta consequência/baixa probabilidade.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO100/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
A análise de Monte Carlo impede que haja excesso de peso sendo atribuído a resultados improváveis 
e de alta consequência, reconhecendo que é improvável que todos esses resultados ocorram 
simultaneamente em uma carteira de riscos. Isso pode resultar na remoção de eventos extremos 
que poderiam ser considerados, principalmente quando um grande portfólio está sendo considerado. 
Logo, pode gerar um efeito de confiança sem embasamento ao tomador de decisão.
B.5.10.6 Documentos de referência
[56] ISO/IEC Guide 98-3:2008/Suppl 1, Uncertainty of measurement – Part 3: Guide to the expression of 
uncertainty in measurement (GUM 1995) – Propagation of distributions using a Monte Carlo method
B.5.11 Análise de impacto de privacidade (PIA)/Avaliação de Impacto de Proteção de 
Dados (DPIA)
B.5.11.1 Visão geral
Os métodos de análise de impacto de privacidade (PIA) (também chamados de avaliação de impacto 
de privacidade) e avaliação de impacto de proteção de dados (DPIA) analisam como incidentes 
e eventos podem afetar a privacidade (PI) de uma pessoa e identificam e quantificam os recursos 
necessários para gerenciá-la. Uma PIA/DPIA é um processo para identificar os potenciais efeitos 
sobre a privacidade de uma pessoa.
As PIA e DPIA ajudam as organizações a identificar, avaliar e tratar os riscos de privacidade associados 
às atividades de tratamento de dados. Eles são particularmente importantes quando um novo processo, 
sistema ou tecnologia de tratamento de dados estiver sendo introduzido. As PIA e DPIA são parte 
integrante de uma abordagem de concepção de proteção da privacidade (privacy by design).
As DPIA também ajudam as organizações a cumprirem os requisitos dos regulamentos de proteção 
de dados (por exemplo, Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia, GDPR) 
e demonstram que foram tomadas as medidas apropriadas para assegurar a conformidade.
Especificamente, o processo:
 ● analisa as possíveis consequências de uma violação de privacidade em uma pessoa viva (com 
Base na triagem de risco);
 ● leva em consideração se o tratamento de informações pessoais apresenta um alto risco em caso 
de invasão de privacidade;
 ● realiza uma análise de risco detalhada para o tratamento de dados pessoais identificáveis.
Uma PIA/DPIA pode ser realizada usando questionários, entrevistas, workshops estruturados ou uma 
combinação dos três, utilizando as orientações do Grupo de Trabalho do Artigo 29 da UE e vários 
modelos desenvolvidos por, por exemplo, OIC (Reino Unido), CNIL (França), NOREA (NL).
B.5.11.2 Uso
Uma PIA/DPIA é usada para determinar as consequências de altos riscos nos processos e recursos 
associados (por exemplo, pessoas, equipamentos e tecnologia da informação) para limitar possíveis 
consequências negativas à privacidadedas pessoas decorrentes da maneira como as informações 
são tratadas. Também pode ser usado como parte da análise de consequências ao considerar as 
consequências do tratamento de dados de maneira mais geral.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 101/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.11.3 Entradas
As entradas incluem:
 ● informações sobre os objetivos, direção estratégica, ambiente, ativos e interdependências da 
organização;
 ● uma avaliação das prioridades da triagem básica de risco anterior;
 ● detalhes das atividades e operações da organização ao lidar com informações pessoais, incluindo 
processos, recursos, relacionamentos com outras organizações, cadeias de suprimentos, acordos 
terceirizados e partes interessadas;
 ● informações para permitir a avaliação das consequências financeiras, legais e operacionais de um 
vazamento ou perda de informações pessoais (especialmente informações pessoais altamente 
sensíveis);
 ● um questionário preparado ou outro meio de coleta de informações;
 ● resultados de outros processos de avaliação de riscos e análises de incidentes críticos 
relacionados aos resultados de incidentes pertinentes (especialmente vazamentos de dados ou 
perda de dados e outros incidentes de segurança da informação que possam afetar o tratamento 
de dados pretendido);
 ● uma lista de pessoas de áreas pertinentes da organização e/ou partes interessadas que serão 
contatadas.
B.5.11.4 Saídas
As saídas incluem:
 ● documentos detalhando as informações coletadas como insumos;
 ● uma lista priorizada de processos críticos de informação e interdependências associadas;
 ● um conjunto de cenários em que o risco é alto para o tratamento de dados pessoais conforme 
pretendido;
 ● impactos documentados de vazamento ou perda de informações pessoais em uma pessoa física viva;
 ● informações sobre recursos e atividades de apoio necessárias para limitar possíveis consequências 
para os titulares dos dados;
 ● uma lista prioritária dos produtos e serviços da organização que estão envolvidos;
 ● uma avaliação dos impactos ao longo do tempo e meios de não assegurar a confidencialidade,
 ● integridade e disponibilidade de dados pessoais (de alto risco) e consequências para os titulares 
dos dados;
 ● prazos de interrupção das ações a serem tomadas para contenção e/ou recuperação de informações, 
declarações às autoridades competentes e, em alguns casos, ao(s) titular(es) de dados. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO102/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.5.11.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da PIA/DPIA incluem o que ela proporciona a seguir:
 ● um profundo entendimento dos processos críticos que lidam com informações pessoais (sensíveis) 
dentro ou em nome de uma organização;
 ● avaliação da implementação dos princípios da concepção de proteção da privacidade e privacidade 
por padrão;
 ● informações necessárias para planejar a resposta de uma organização a um incidente de dados 
pessoais;
 ● um entendimento dos principais recursos necessários no caso de vazamento ou perda de dados 
pessoais;
 ● uma oportunidade de redefinir e reconsiderar o tratamento operacional de dados pessoais por 
uma organização;
 ● no caso de uma obrigação legal (por exemplo, Regulamento Geral Europeu de Proteção de 
Dados), a documentação para informar as autoridades de proteção de dados antes do início do 
tratamento de dados pessoais de alto risco.
As limitações incluem o seguinte:
 ● Pode haver um cálculo simplista ou subestimado da gravidade potencial do risco para a privacidade 
de uma pessoa na fase inicial (triagem de impacto na privacidade).
 ● A PIA/DPIA conta com o conhecimento e as percepções dos participantes envolvidos no 
preenchimento de questionários ou na realização de entrevistas ou workshops.
 ● A dinâmica do grupo e a pressão do tempo podem afetar adversamente a análise completa de 
um processo crítico.
 ● Pode ser difícil obter um nível adequado de entendimento das operações e atividades necessárias 
da organização ao tratar os dados pessoais.
B.5.11.6 Documentos de referência
[57] EU: General Data Protection Regulation (European Union Official Journal, 04.05.2016)
[58] ICO (UK): Data protection impact assessments
[59] CNIL (FR), Privacy Impact Assessment (PIA)P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 103/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.6 Técnicas para analisar dependências e interações
B.6.1 Mapeamento causal
B.6.1.1 Visão geral
O mapeamento causal captura as percepções individuais na forma de cadeias de argumento em 
um gráfico direcionado passível de exame e análise. Eventos, causas e consequências podem ser 
representados no mapa.
Normalmente, os mapas são desenvolvidos em um ambiente de oficina, onde os participantes de 
uma gama de diferentes disciplinas recebem a tarefa de elicitação, estruturação e análise do material. 
As percepções são aumentadas com informações de documentos, quando apropriado. As entradas 
podem ser capturadas usando várias ferramentas, que variam desde notas com papel adesivo (post-it) 
até apoio à decisão de grupo especializado em softwares. Este último permite a entrada direta de 
problemas e podem ser um meio altamente produtivo de se trabalhar. Convém que as ferramentas 
selecionadas permitam a captura anônima de problemas, para que um ambiente aberto e sem conflitos 
possa ser criado para apoiar a discussão focada em relacionamentos causais.
Em geral, o processo começa gerando contribuições que impactam ou causam eventos em relação 
ao problema considerado. Estes são agrupados de acordo com o seu conteúdo e posteriormente 
explorados para assegurar uma cobertura abrangente. Os participantes então consideram como cada 
um dos eventos pode impactar um ao outro. Isso permite que os eventos discretos sejam vinculados para 
formar caminhos de raciocínio causal no mapa. O processo visa facilitar o entendimento compartilhado 
de eventos incertos, além de desencadear contribuições por meio do processo explicativo imposto, 
necessário para construir as cadeias de argumentação sobre como um evento afeta outro. Existem 
regras claras para a captura de ambos os nós que representam eventos e os relacionamentos, para 
assegurar uma robusta e abrangente modelagem.
Depois que a rede de eventos é desenvolvida para formar um mapa completo, ela pode ser analisada 
para determinar propriedades que podem ser úteis para gerenciar riscos: por exemplo, para 
determinar os nós centrais que são aqueles eventos cuja ocorrência é central e pode ter um sistema 
sistêmico substancial de efeitos; ou determinar ciclos de retroalimentação, que possam resultar em 
comportamentos dinâmicos e destrutivos.
B.6.1.2 Uso
O mapeamento causal identifica relações e interações entre riscos e temas em uma lista de riscos.
Ele pode ser usado legalmente para desenvolver um mapa causal para um evento que tenha ocorrido 
(por exemplo, saturação do projeto, falha do sistema). Os mapas causais legais podem revelar gatilhos, 
consequências e mudanças. Eles permitem a determinação da causalidade, o que pode ser crítico 
para as reclamações.
Os mapas causais também podem ser usados proativamente para capturar uma abordagem abrangente 
e sistêmica de apreciação de cenários de eventos. O mapa pode então ser examinado para permitir 
uma aprendizagem profunda, além de formar a base para a análise quantitativa dos riscos para ajudar 
a determinar prioridades.
Eles permitem que um programa de tratamento integrado seja desenvolvido, em vez de cada risco ser 
considerado separadamente.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO104/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Os workshops de análise causal podem ser executados em intervalos regulares para assegurar que a 
natureza dinâmicado risco seja apreciada e gerenciada adequadamente.
B.6.1.3 Entradas
Os dados para informar o desenvolvimento de mapas causais podem vir de fontes diferentes, como 
entrevistas individuais, onde os mapas produzidos fornecem uma representação detalhada do que 
ocorreu ou poderia ocorrer. Os dados também podem ser obtidos da documentação, como relatórios, 
materiais de reclamações etc. Esses dados podem ser usados diretamente ou para informar o processo 
de análise das cadeias de discussões relacionadas aos eventos pelos participantes de um workshop.
B.6.1.4 Saídas
As saídas incluem:
 ● mapas causais que fornecem uma representação visual dos eventos de risco e as relações 
sistêmicas entre esses eventos;
 ● os resultados de uma análise dos mapas causais usados para identificar grupos emergentes de 
eventos, eventos críticos devido à sua centralidade, loops de feedback etc.;
 ● um documento traduzindo os mapas em texto e relatando os principais resultados, além de 
explicar a seleção de participantes e o processo usado para o desenvolvimento dos mapas.
Convém que os resultados forneçam informações pertinentes para as decisões da gestão de riscos 
e uma pista para a auditoria do processo usados para gerar essas informações.
B.6.1.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes dos mapas causais incluem o seguinte:
 ● Os riscos pertinentes para a questão em análise são considerados sob as múltiplas perspectivas 
dos participantes.
 ● A natureza divergente e aberta do processo permite que o risco seja explorado, reduzindo 
a chance de negligenciar eventos ou relacionamentos críticos.
 ● O processo permite a captura eficaz e eficiente das interações entre os eventos e fornece uma 
compreensão de seus relacionamentos.
 ● O processo de determinação da rede de eventos que formam o mapa pode criar a linguagem e 
o entendimento comuns que são vitais para uma gestão de riscos eficaz.
As limitações incluem o seguinte:
 ● O processo de mapeamento não é fácil de aprender, pois requer não apenas habilidade na 
técnica de mapeamento, mas também a capacidade de gerenciar grupos enquanto trabalha com 
a ferramenta de mapeamento.
 ● Os mapas são de natureza qualitativa e, quando é necessária quantificação, os mapas precisam 
ser usados como entrada para outros modelos apropriados.
 ● O conteúdo do mapa é determinado pelas fontes e, portanto, uma consideração cuidadosa da 
composição dos participantes é crítica, caso contrário, áreas vitais podem ser omitidas.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 105/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.6.1.6 Documentos de referência
[60 BRYSON, J. M., ACKERMANN, F., EDEN, C., & FINN, C. Visible thinking unlocking causal 
mapping for practical business results
[61] ACKERMANN, F, HOWICK, S, QUIGLEY, J, WALLS, L, HOUGHTON, T. Systemic risk elicitation: 
Using causal maps to engage stakeholders and build a comprehensive view of risks
B.6.2 Análise de matrizes de impacto cruzado
B.6.2.1 Visão geral
A análise de matrizes de impacto cruzado é o nome geral dado a uma família de técnicas projetadas 
para avaliar alterações na probabilidade de ocorrência de um determinado conjunto de eventos, 
consequentes à ocorrência real de um deles.
A análise de matrizes de impacto cruzado envolve a construção de uma matriz para mostrar as 
interdependências de diferentes eventos. Um conjunto de eventos ou tendências que podem ocorrer 
é listado ao longo das linhas e os eventos ou tendências que possivelmente seriam afetados pelos 
eventos da linha ao longo das colunas.
Especialistas são então necessários para estimar:
 ● a probabilidade de cada evento (isoladamente dos outros) em um determinado horizonte de 
tempo;
 ● a probabilidade condicional de cada evento, dado que ocorre outro evento, ou seja, para o par de 
eventos i / j, os especialistas estimam:
 — P (i / j) - a probabilidade de i se j ocorrer,
 — P (i / não j) - a probabilidade de i se j não ocorrer.
Isso é inserido em um computador para análise.
Existem vários métodos diferentes para calcular as probabilidades de um evento, considerando todos 
os outros eventos. Independentemente de como isso é feito, o procedimento usual é realizar uma 
simulação de Monte Carlo, em que o modelo do computador seleciona sistematicamente conjuntos 
consistentes de eventos e opera várias vezes. À medida que mais e mais execuções de computador 
são executadas, uma nova probabilidade posterior de ocorrência de cada evento é gerada.
Uma análise de sensibilidade é realizada selecionando uma estimativa de probabilidade inicial ou uma 
estimativa de probabilidade condicional, sobre a qual existe incerteza. Esse julgamento é alterado e a 
matriz é executada novamente.
B.6.2.2 Uso
A análise de matrizes de impacto cruzado é usada em estudos de previsão e como uma técnica 
analítica para prever como diferentes fatores afetam as decisões futuras. Ela pode ser combinada 
com a análise de cenário (B.2.5) para decidir qual dos cenários produzidos é o mais provável. Pode 
ser usada quando houver múltiplos riscos de interação, por exemplo, em projetos complexos ou na 
gestão de riscos de segurança. 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO106/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
O horizonte temporal da análise de impacto cruzado é geralmente de médio a longo prazo e pode 
ser do presente até cinco anos ou até 50 anos no futuro. Convém que o horizonte temporal seja 
explicitamente declarado.
A matriz de eventos e suas interdependências podem ser úteis para os tomadores de decisão mesmo 
sem a probabilidade calculada a partir da análise.
B.6.2.3 Entradas
O método requer especialistas que estejam familiarizados com a questão em estudo e tenham 
capacidade para prever desenvolvimentos futuros e que possam estimar probabilidades de maneira 
realista.
É necessário um software de suporte para calcular as probabilidades condicionais. A técnica requer 
conhecimento específico de modelagem se o usuário quiser entender como os dados são processados 
pelo software. Geralmente, é necessário um tempo significativo (vários meses) para desenvolver 
e executar os modelos.
B.6.2.4 Saída
A saída é uma lista de possíveis cenários futuros e sua interpretação. Cada execução do modelo 
produz um histórico ou síntese de cenário futuro, que inclui a ocorrência de alguns eventos e a não 
ocorrência de outros. Com base no modelo específico de impacto cruzado aplicado, os cenários de 
saída tentam gerar o cenário mais provável ou um conjunto de cenários estatisticamente consistentes 
ou um ou mais cenários plausíveis do conjunto total.
B.6.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da análise de matrizes de impacto cruzado incluem o seguinte:
 ● é relativamente fácil implementar um questionário de impacto cruzado.
 ● força a atenção em cadeias de causalidade (a afeta b; b afeta c etc.).
 ● pode esclarecer e aumentar o conhecimento sobre desenvolvimentos futuros.
 ● é útil para explorar uma hipótese e encontrar pontos de concordância e divergência.
As limitações incluem o seguinte:
 ● O número de eventos que podem ser incluídos é limitado na prática pelo software e pelo tempo 
exigido pelos especialistas. O número de execuções necessárias e o número de probabilidades 
condicionais a serem estimadas aumentam rapidamente à medida que o número de eventos 
incluídos aumenta (por exemplo, com um conjunto de dez eventos que um especialista precisa 
fornecer 90 julgamentos de probabilidade condicional).
 ● Um estudo realista requer um trabalho considerável de especialistas e geralmente ocorre uma 
alta taxa de desistência.
 ● É difícil definir os eventos a serem incluídos e qualquer influência não incluída no conjunto de 
eventos será completamente excluída do estudo; por outro lado, a inclusão de eventos irrelevantes 
pode complicar desnecessariamente a análise dos resultados finais.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
sulta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 107/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Como em outras técnicas baseadas na obtenção de conhecimento de especialistas, o método se 
baseia no nível de experiência dos entrevistados.
B.6.2.6 Documento de referência
[62] JOINT RESEARCH CENTRE, EUROPEAN COMMISSION, Cross impact analysis [visualizado 
2017-9-14]
B.7 Técnicas que fornecem uma medida de risco
B.7.1 Processo de avaliação de risco toxicológico
B.7.1.1 Visão geral
O processo de avaliação de riscos no contexto de riscos para plantas, animais, domínios ecológicos 
e humanos como resultado da exposição a uma variedade de riscos ambientais envolve as seguintes 
etapas.
Os riscos para plantas, animais, domínios ecológicos e humanos podem ser causados por agentes 
físicos, químicos e/ ou biológicos, resultando em danos ao DNA, defeitos congênitos, disseminação de 
doenças, contaminação de cadeias alimentares e contaminação da água. O processo de avaliação 
destes riscos pode exigir aplicação de várias técnicas nas etapas a seguir:
 a) Formulação do problema: Envolve o estabelecimento do contexto da avaliação, definindo o 
objetivo da avaliação, a faixa de populações-alvo e os tipos de risco de interesse.
 b) Identificação e análise de perigos: Isso envolve identificar todas as fontes possíveis de danos 
à população-alvo dentro do escopo do estudo e entender a natureza do perigo e como ele 
interage com o alvo. Por exemplo, ao considerar a exposição humana a um produto químico, 
as consequências consideradas podem incluir o potencial de danificar o DNA ou causar câncer 
ou defeitos congênitos. A identificação e análise de perigos normalmente se baseiam em 
conhecimento especializado e em uma análise crítica da literatura.
 c) Avaliação da resposta à dose: A resposta da população-alvo geralmente é em função do nível 
de exposição ou dose. As curvas de resposta à dose geralmente são desenvolvidas a partir de 
testes em animais ou de sistemas experimentais, como culturas de células. Para riscos como 
micro-organismos ou espécies introduzidas, a curva de resposta à dose pode ser determinada 
a partir de dados de campo e estudos epidemiológicos. Sempre que possível, é determinado 
o mecanismo pelo qual o efeito é produzido.
A Figura B.8 mostra uma curva de resposta à dose simplificada.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO108/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 
Curva de 
resposta 
à dose 
Limiar de 
resposta 
adversa 
Dose 
R
es
po
st
a 
ob
se
rv
ad
a 
NOEL Sem limite de efeito observável
LOAEL Nível mais baixo de efeito adverso observável
Figura B.8 – Exemplo de curva de resposta à dose
 d) Avaliação da exposição: A dose que será experimentada na prática pela população-alvo 
é estimada. Isso geralmente envolve uma análise do caminho que considera as diferentes rotas 
que o risco pode seguir, as barreiras que podem impedir que ele atinja o alvo e os fatores que 
podem influenciar o nível de exposição. Por exemplo, na avaliação do risco de pulverização 
química, a análise de exposição considera a quantidade de produto químico pulverizado e sob 
quais condições, se houve exposição direta de seres humanos ou animais, quanto poderia ser 
deixado como resíduo nas plantas, o destino ambiental de qualquer pesticida que chegasse ao 
solo, se pode se acumular nos animais, se entrar nas águas subterrâneas etc.
 e) Caracterização do risco: As informações das etapas anteriores são reunidas para estimar 
a probabilidade de consequências específicas quando os efeitos de todos os percursos forem 
combinados.
B.7.1.2 Uso
O método fornece uma medida para a magnitude do risco à saúde humana ou ao meio ambiente. 
É usado nas declarações de impacto ambiental para mostrar se o risco de uma determinada exposição 
é aceitável. Também é usado como base para definir limites para riscos aceitáveis.
B.7.1.3 Entradas
As entradas incluem informações sobre os riscos toxicológicos, o sistema ecológico de preocupação 
(incluindo a saúde humana) e, sempre que possível, os mecanismos envolvidos. Normalmente, são 
necessárias medições para estimar as exposições.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 109/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.7.1.4 Saídas
O resultado é uma estimativa do risco para a saúde humana ou para o meio ambiente, expressa 
quantitativamente ou com uma mistura de informações qualitativas e quantitativas fornecidas. A saída 
pode incluir limites a serem usados para definir limites aceitáveis para o risco ambiental, como o limite 
de efeito adverso não observado (ver a Figura B.8).
B.7.1.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes dessa forma de análise incluem o seguinte:
 ● Fornece uma compreensão muito detalhada da natureza do risco e dos fatores que aumentam o 
risco.
 ● A análise de caminhos é uma ferramenta muito útil geralmente para todas as áreas de risco para 
identificar como e onde pode ser possível melhorar os controles ou introduzir novos.
 ● A análise pode formar a base para regras simples sobre exposições aceitáveis que geralmente 
podem ser aplicadas.
As limitações incluem o seguinte:
 ● Requer bons dados que podem não estar disponíveis imediatamente. Uma pesquisa mais 
investigativa pode ser necessária.
 ● Requer um alto nível de conhecimento para ser aplicado.
 ● Frequentemente, existe um alto nível de incerteza associado às curvas de resposta à dose e aos 
modelos usados para desenvolvê-las.
 ● Onde o alvo é ecológico e não humano e o risco não é químico, pode não haver uma boa 
compreensão dos sistemas envolvidos.
B.7.1.6 Documentos de referência
[63] WORLD HEALTH ORGANISATION, Human health risk assessment toolkit – chemical hazards
[64] US EPA, Guidelines for ecological risk assessment
B.7.2 Valor em risco (VaR)
B.7.2.1 Visão geral
O valor em risco (VaR) é amplamente usado no setor financeiro para fornecer um indicador da quantia 
de perda possível em uma carteira de ativos financeiros durante um período específico dentro de um 
determinado nível de confiança. Perdas maiores que o VaR são sofridas apenas com uma pequena 
probabilidade especificada.
A distribuição de lucros e perdas é geralmente derivada de uma de três maneiras:
 ● A simulação de Monte Carlo (ver B.5.10) é usada para modelar os fatores de variabilidade na 
carteira e derivar a distribuição. Essa abordagem é particularmente útil, pois fornece informações 
sobre riscos nos extremos de distribuição e permite que premissas de correlação sejam testadas.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO110/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Modelos históricos de simulação fazem projeções com base em retrospectivas dos resultados 
e distribuições observados. Essa é uma abordagem simples, mas pode ser muito enganadora 
se desenvolvimentos futuros não corresponderem às experiências passadas, uma limitação 
importante em períodos de estresse do mercado.
 ● Os métodos analíticos são baseados em premissas de que os fatores de mercado subjacentes 
têm uma curva de distribuição normal multivariada. Dessa forma, os lucros e perdas, que também 
são normalmente distribuídos, podem ser determinados.
Muitas organizações financeiras usam uma combinação dessas abordagens.
Em alguns setores, é necessário que o VaR seja calculado com base em mercados estressados e em 
condições de alta volatilidade, para fornecer um conjunto crível de resultados de “pior caso”.
Medidas comuns do VaR estão relacionadas a perdas no horizonte de um dia e duas semanas, com 
probabilidades de perda de 1 % e 5 %. Por convenção, o VaR é relatado como um número positivo, 
embora se refira a uma perda.
Por exemplo, a Figura B.9 mostra a distribuição de valor para uma carteira de ativos financeiros 
durante um período, com a distribuição mostrada de forma cumulativa. A FiguraB.10 mostra a região 
em que a carteira sofre uma perda, com valores de VaR de 1,6 milhão a 1 % (probabilidade de perda 
de 0,01) e 0,28 milhão a 5 % (probabilidade de perda de 0,05).
 
P
or
ce
nt
ag
em
 c
um
ul
at
iv
a 
Valor de carteira 
P
or
ce
nt
ag
em
 c
um
ul
at
iv
a 
 
Valor de carteira (região de perda) 
P
or
ce
nt
ag
em
 c
um
ul
at
iv
a 
1-percentil, 
VaR = 1,16 
milhão 
5-percentil, 
VaR = 0,28 
milhão 
Figura B.9 – Distribuição do valor Figura B.10 – Detalhe da perda valores de VaR da região
B.7.2.2 Uso
O VaR possui três parâmetros: uma quantidade de perda potencial, a probabilidade dessa quantidade 
de perda e o período de tempo em que a perda pode ocorrer. É usado para os seguintes fins:
 ● definir limites para um gerente de carteira sobre a perda máxima do portfólio dentro de uma 
tolerância ou apetite pelo risco acordado;
 ● monitorar o “risco” de uma carteira de ativos em um determinado momento e tendências em risco;
 ● determinar quanto capital econômico, prudencial ou regulatório pode precisar ser reservado para 
um portfólio especificado;
 ● reportar aos reguladores.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 111/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.7.2.3 Entradas
Os insumos são fatores de mercado que afetam o valor da carteira, como taxas de câmbio, taxas de 
juros e preços das ações. Normalmente, eles são identificados decompondo os instrumentos do portfólio 
em instrumentos mais simples, diretamente relacionados aos fatores básicos de risco de mercado; 
interpretar os instrumentos reais como portfólios dos instrumentos mais simples. Financiadores 
e reguladores podem exigir que métodos específicos sejam adotados ao avaliar variáveis de entrada.
B.7.2.4 Saída
Durante um período indicado, o VaR calcula a perda potencial de uma carteira de ativos financeiros 
para uma probabilidade especificada. A análise também pode fornecer a probabilidade de uma 
quantidade especificada de perda.
B.7.2.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes incluem o seguinte:
 ● A abordagem é direta e aceita (ou exigida) pelos reguladores financeiros.
 ● Podem ser usados para calcular requisitos de capital econômico diariamente, se necessário.
 ● Fornece um meio de estabelecer limites para uma carteira de negociação de acordo com um 
apetite pelo risco acordado, monitorar o desempenho em relação a esses limites e, assim, apoiar 
a governança.
As limitações incluem o seguinte:
 ● VaR é um indicador, não uma estimativa específica de perda possível. A perda máxima possível 
para qualquer situação não é evidente a partir de um único valor correspondente ao VaR com 1% 
ou 5% de probabilidade de perda derivada da análise do VaR.
 ● O VaR possui várias propriedades matemáticas indesejáveis; por exemplo, o VaR é uma medida de 
risco coerente quando baseado em uma distribuição elíptica, como a distribuição normal padrão, 
mas não em outras circunstâncias. Os cálculos na parte final da distribuição geralmente são 
instáveis e podem depender de premissas específicas sobre formas e correlações de distribuição 
que podem ser difíceis de justificar e podem não se sustentar em tempos de estresse no mercado.
 ● Modelos de simulação podem ser complexos e demorados para serem executados.
 ● As organizações podem exigir sistemas sofisticados de TI para capturar informações de mercado 
de uma forma que possa ser usada facilmente, e em tempo hábil, para cálculos de VaR.
 ● É necessário assumir valores para um conjunto de parâmetros que são então fixados para 
o modelo.
Se a situação mudar para que essas premissas não sejam pertinentes, o método não fornecerá resultados 
razoáveis. Em outras palavras, não é possível usar este modelo de risco em condições instáveis.
B.7.2.6 Documentos de referência
[65] CHANCE, D., BROOKS, R. (2010). An introduction to derivatives and risk management
[66] THOMAS J. and PEARSON Neil D. Value at risk. Financial Analysts Journal 2000 56, 47-67
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO112/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.7.3 Valor condicional em risco (CVaR) ou déficit esperado (ES)
B.7.3.1 Visão geral
O valor condicional em risco (CVaR), também chamado de déficit esperado (ES), é uma medida 
da perda esperada de uma carteira financeira no menor percentual dos casos. Essa é uma medida 
semelhante ao VaR, mas é mais sensível ao formato da cauda (perda) mais baixa da distribuição de 
valor da carteira.
CVaR (a) é a perda esperada relativa às perdas que ocorrem apenas em uma determinada porcentagem 
do tempo. Por exemplo, na Figura B.10, quando a é 5, CVaR (5) é o valor esperado das perdas 
representadas pela curva à esquerda da linha vertical a 5%, ou seja, a média de todas as perdas 
superiores a 0,28 milhão.
B.7.3.2 Uso
As técnicas CVaR foram aplicadas à mensuração do risco de crédito, que fornece aos credores uma 
visão das mudanças no risco extremo entre os setores desde o início da crise financeira.
A Figura B.11 ilustra melhor a diferença entre o CVaR e o VaR em uma carteira em situação de risco.
 
Perda de carteira S 
Figura B.11 – VaR e CVaR para possível perda de carteira
B.7.3.3 Entradas e saídas
Ver a descrição do valor em risco (VaR) em B.7.2.
B.7.3.4 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes incluem o seguinte.
 ● O CVaR é mais sensível ao formato de cauda de distribuição do que o VaR. 
 ● O CVaR previne algumas das limitações matemáticas do VaR. 
 ● O CVaR é uma medida mais conservadora que o VaR, porque se concentra nos resultados que 
geram as maiores perdas. 
As limitações incluem o seguinte. 
 ● CVaR é um indicador de potencial de perda, não uma estimativa da perda máxima possível; 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 113/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● assim como o VaR, o CVaR é sensível as premissas fundamentais sobre a volatilidade do valor 
do ativo; 
 ● o CVaR depende de matemática complexa e requer uma grande variedade de premissas.
B.7.3.5 Documentos de referência
[67] CHOUDHRY, M. An introduction to Value at Risk 
[68] Value at Risk. New York University [visualizado 2017-9-14]. Disponível em: http://people.stern.
nyu.edu/adamodar/pdfiles/papers/VAR.pdf 
B.8 Técnicas para avaliação da significância do risco 
B.8.1 Generalidades 
As técnicas discutidas na Seção B.8 são usadas em um processo que envolve decidir se, e como, 
tratar o risco. Algumas podem ser usadas para decidir se um risco específico é tolerável, ou aceitável 
e outras para indicar a importância relativa de um risco, ou para classificá-los em uma ordem 
de prioridade.
B.8.2 Tão baixo quanto razoavelmente praticável (ALARP) e na medida do razoável, 
praticável (SFAIRP) 
B.8.2.1 Visão geral 
ALARP e SFAIRP são acrônimos que incorporam o princípio de “razoavelmente praticável”. Eles 
representam os critérios nos quais o teste de aceitabilidade ou tolerabilidade de um risco é somente 
razoavelmente praticável para fazer mais, a um fim de reduzir o risco. O ALARP geralmente requer 
que o nível de risco seja reduzido para o menor valor possível. O SFAIRP em geral requer que 
a segurança 5 seja assegurada na medida do possível. Razoavelmente praticável já foi definido 
na legislação, ou na jurisprudência em alguns países.
Os critérios SFAIRP e ALARP visam obter o mesmo resultado, porém diferem em um ponto semântico. 
O ALARP alcança segurança, tornando o risco o mais baixo possível, enquanto o SFAIRP não faz 
referência ao nível de risco. O SFAIRP é geralmente interpretado como um critério pelo qual os controles 
são avaliados para verificar se outros tratamentos são possíveis; então, se eles são possíveis, seriam 
praticáveis. Tanto o ALARP quanto o SFAIRP concedem descontos para tratamentos de risco com 
base no fato de que os custos são desproporcionais aos benefícios obtidos, embora a extensão em 
que issoesteja disponível dependa da jurisdição. Por exemplo, em algumas jurisdições, os estudos 
de custo-benefício (ver B.9.2) podem ser usados para apoiar e argumentar que o ALARP ou o SFAIRP 
foi alcançado
O conceito de ALARP, como originalmente expresso pela Executiva de Saúde e Segurança do Reino 
Unido, é ilustrado na Figura B.12. Em algumas jurisdições, os níveis quantificados de risco são 
colocados nas fronteiras entre regiões intoleráveis, ALARP e as regiões amplamente aceitáveis.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO114/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.8.2.2 Uso
ALARP e SFAIRP são usados como critérios para decidir se um risco precisa ser tratado. Eles são 
mais comumente usados para riscos relacionados à segurança e são usados pelos legisladores em 
algumas jurisdições.
NOTA BRASILEIRA Nesta subseção, o termo “segurança” (safety) está relacionado à segurança física.
O modelo ALARP pode ser usado para classificar riscos em uma das três categorias da seguinte 
maneira:
 ● uma categoria de risco intolerável, onde não é possível justificar o risco (não é aceitável), exceto 
em circunstâncias extraordinárias; 
 ● uma categoria de risco amplamente aceitável em que o risco é tão baixo que não é necessário 
considerar uma redução adicional (mas pode ser implantada se praticável e razoável); 
 ● uma região entre esses limites (a região ALARP) onde convém que uma redução adicional de 
risco seja implantada, apenas se for razoavelmente praticável.
Figura B.12 – Diagrama ALARP
B.8.2.3 Entradas 
Informação sobre:
 ● a fonte do risco e o risco associado;
 ● critérios dos limites da região ALARP;
 ● controles em vigor e quais outros controles seriam possíveis;
 ● potenciais consequências;
 ● a probabilidade dessas consequências ocorrerem;
 ● o custo de possíveis tratamentos.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 115/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.8.2.4 Saídas 
A saída é uma decisão se o tratamento é necessário e sobre o tratamento a ser aplicado.
B.8.2.5 Pontos fortes e limitações 
Os pontos fortes do uso do critério ALARP/SFAIRP incluem: 
 ● definir um padrão comum de atendimento, com base na jurisprudência e na legislação, que apoie 
o princípio da equidade, na medida em que todos os indivíduos têm direito a um nível igual 
de proteção contra riscos considerados por lei e não como uma variável considerada tolerável 
ou aceitável por sua organização;
 ● apoiar o princípio da utilidade, pois convém que a redução dos riscos não exija mais esforço 
do que é razoavelmente aplicável;
 ● permitir o estabelecimento de metas não prescritivas;
 ● apoiar a melhoria contínua em direção à meta de minimizar riscos;
 ● fornecer uma metodologia transparente e objetiva para discutir e determinar riscos aceitáveis, ou 
toleráveis por meio de consulta às partes interessadas.
As limitações incluem o seguinte.
 ● A interpretação da ALARP, ou SFAIRP, pode ser desafiadora porque exige que as organizações 
entendam o contexto legislativo racionalmente praticável e exerçam julgamento em relação 
a esse contexto.
 ● A aplicação de ALARP, ou SFAIRP, às novas tecnologias pode ser problemática, pois riscos 
e possíveis tratamentos podem não ser conhecidos, ou bem compreendidos.
 ● ALARP e SFAIRP estabelecem um padrão comum de atendimento que pode não ser 
financeiramente acessível para as organizações menores, resultando em risco ou interrupção de 
uma atividade.
B.8.2.6 Documentos de referência 
[69] HSE, 2010a, HID’S Approach To ‘As Low As Reasonably Practicable’ (ALARP) Decisions 
[70] HSE, 2010b, Guidance on (ALARP) decisions in control of major accident hazards (COMAH) 
[71] HSE, Principles and guidelines to assist HSE in its judgments that duty-holders have reduced risk 
as low as reasonably practicable
B.8.3 Diagramas de número de frequência (F-N)
B.8.3.1 Visão geral
Um diagrama F-N é um caso especial de uma matriz quantitativa de consequências/probabilidades 
(B.10.3). Nesta aplicação, o eixo X representa o número acumulado de fatalidades e o eixo Y, 
a frequência com que elas ocorrem. Ambas as escalas são logarítmicas para se ajustarem aos dados 
típicos. Os critérios de risco geralmente são exibidos como linhas retas no gráfico, onde quanto maior 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO116/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
a inclinação da linha, maior a aversão a um número maior de fatalidades, em comparação com um 
número menor.
B.8.3.2 Uso
Os diagramas F-N são usados como um registro histórico do resultado de incidentes envolvendo 
a perda de vidas humanas, ou para exibir os resultados de uma análise quantitativa do risco de perda 
de vidas em comparação com critérios predefinidos para aceitabilidade. 
A Figura B.13 mostra dois exemplos de critérios rotulados como A e A-1 e B e B-1. Eles distinguem 
entre uma região intolerável (acima de A ou B), uma região amplamente aceitável (abaixo de A-1 e B-1) 
e uma região entre as linhas em que os riscos forem aceitáveis e tão baixos quanto razoavelmente 
possível (ALARP) (B.8.2). Os critérios B mostram uma inclinação mais alta (ou seja, menos tolerância 
a múltiplas fatalidades) e limites mais conservadores em geral. Também são mostrados seis pontos na 
curva C, representando os resultados de uma análise quantitativa do nível de risco a ser comparado 
com os critérios.
Fr
eq
uê
nc
ia
 d
e 
N 
ou
 m
ai
s 
fa
cil
id
ad
es
 p
or
 a
no
Região intolerável
Região
amplamente
aceitável
Número de fatalidades (N)
Figura B.13 – Exemplo de diagrama F-N
A aplicação mais comum é para representar o risco da sociedade a partir de locais de perigos principais 
propostos, que estão sujeitos ao planejamento do uso da terra ou a avaliações de segurança (física) 
semelhantes. 
NOTA Risco da sociedade se refere a preocupações sociais devidas à ocorrência de várias fatalidades 
em um único evento.
B.8.3.3 Entradas
Dados de incidentes ou de análises quantitativas de riscos que preveem a probabilidade de fatalidades.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 117/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.8.3.4 Saída 
Uma representação gráfica dos dados em comparação com critérios predefinidos.
B.8.3.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes dos diagramas F-N incluem o seguinte. 
 ● Eles fornecem uma saída fácil de entender em que as decisões podem se basear. 
 ● A análise quantitativa necessária para desenvolver um gráfico F-N fornece uma boa compreensão 
do risco e suas causas e consequências.
As limitações incluem o seguinte. 
 ● Os cálculos para produzir as parcelas geralmente são complexos, com muitas incertezas. 
 ● Uma análise completa requer que todos os cenários potenciais de acidentes graves sejam 
analisados. Isso consome tempo e requer um alto nível de conhecimento. 
 ● Não é possível que os diagramas F-N sejam facilmente comparados entre si para fins de classificação 
(por exemplo, decidir qual desenvolvimento oferece maior risco social).
B.8.3.6 Documentos de referência
[72] Understanding and using F-N Diagrams, Annex in Guidelines for Developing Quantitative Safety 
Risk Criteria 
[73] EVANS, A. Transport fatal accidents and FN-curves
B.8.4 Gráficos de Pareto 
B.8.4.1 Visão geral 
Um gráfico de Pareto (ver a Figura B.14) é uma ferramenta para selecionar um número limitado de 
tarefas que produzirão um efeito geral significativo. Ele usa o princípio de Pareto (também conhecido 
como regra 80/20), que é a ideia de que 80 % dos problemas são produzidos por 20 % das causas ou 
que, ao realizar 20 % do trabalho, pode-se gerar 80 % do benefício. 
A produção de um gráfico de Pareto que seleciona as causas a serem abordadas envolve as seguintes 
etapas:
 ● identificar e listar problemas; 
 ● identificar a causa de cadaproblema; 
 ● agrupar problemas por causa; 
 ● somar as pontuações de cada grupo; 
 ● desenhar um gráfico de colunas com as causas exibidas com as quais tiverem as pontuações 
mais altas primeiro.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO118/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
O princípio de Pareto se aplica ao número de problemas e não considera a significância. Em outras 
palavras, problemas de alta consequência podem não estar associados às causas mais comuns de 
problemas de menor consequência. Isso pode ser ajustado marcando os problemas de acordo com 
a consequência, para fornecer uma ponderação. Uma análise de Pareto é uma abordagem bottom-up 
e pode fornecer resultados quantitativos. Embora não exista uma ferramenta sofisticada, ou 
treinamento, ou competência específica necessária para aplicar essa técnica, alguma experiência 
é muito útil para evitar limitações e erros comuns.
NOTA As figuras 80 % e 20 % são ilustrativas – o princípio de Pareto ilustra a falta de simetria que 
geralmente aparece entre o trabalho realizado e os resultados alcançados. Por exemplo, 13 % do trabalho 
pode gerar 87 % dos retornos. Ou 70 % dos problemas poderiam ser resolvidos lidando com 30% 
das causas.
 Figura B.4 – Exemplo de um gráfico de Pareto
B.8.4.2 Uso
A análise de Pareto é útil no nível operacional quando muitas linhas de ação possíveis estiverem 
competindo por atenção. Pode ser aplicada sempre que for necessária alguma forma de priorização. 
Por exemplo, ela pode ser usada para ajudar a decidir quais causas são as mais importantes a serem 
abordadas, ou quais tratamentos de risco são os mais benéficos.
Uma representação típica de uma análise de Pareto é mostrada no gráfico de barras no qual 
o eixo horizontal representa as categorias de interesse (por exemplo, tipos de materiais, tamanhos, 
códigos de sucata, centros de processo), em vez de uma escala contínua (por exemplo, de 0 a 100). 
As categorias geralmente são “defeitos”, fontes de defeitos, ou entradas em um processo. O eixo 
vertical representa algum tipo de contagem, ou frequência (por exemplo, ocorrências, incidentes, 
partes, tempo). Um gráfico de linha da porcentagem cumulativa é então desenhado. 
As categorias à esquerda, de onde a porcentagem cumulativa é interceptada pela linha dos 80 %, são 
as tratadas.
B.8.4.3 Entradas
Dados a serem analisados, como dados relacionados a sucessos e falhas do passado e suas causas.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 119/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.8.4.4 Saídas
O resultado é um gráfico de Pareto que ajuda a demonstrar quais categorias são mais significativas, 
para que o esforço possa ser focado nas áreas em que as maiores melhorias podem ser feitas. 
Um gráfico de Pareto pode ajudar a determinar visualmente quais das categorias compreendem os 
“poucos vitais” e quais representam os “muitos triviais”. Embora a análise seja quantitativa, o resultado 
é uma categorização de problemas, causas etc. classificados por importância.
Se a primeira análise contiver muitos problemas pequenos, ou pouco frequentes, eles podem ser 
consolidados juntos, em uma “outra” categoria. Isso é mostrado por último no gráfico de Pareto 
(mesmo que não seja a menor barra). A linha de contribuição percentual cumulativa (a soma rolante 
da contribuição de cada categoria como uma fração do total) também pode ser mostrada.
B.8.4.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes da análise de Pareto incluem o seguinte.
 ● A análise de Pareto analisa as causas comuns de riscos individuais como base para um plano 
de tratamento.
 ● Fornece uma saída gráfica indicando claramente onde os maiores ganhos podem ser alcançados.
 ● O tempo e o esforço necessários para alcançar os resultados provavelmente serão de moderados, 
a baixos.
As limitações incluem o seguinte.
 ● Não se considera o custo, ou a dificuldade relativa de lidar com cada causa subjacente.
 ● Os dados aplicáveis à situação que está sendo analisada precisam estar disponíveis.
 ● Os dados precisam poder ser divididos em categorias e ajustar a regra 80/20, para que o método 
seja válido.
 ● É difícil construir pesos relativos quando os dados são inadequados.
 ● Geralmente, apenas os dados históricos são considerados e não há consideração de possíveis 
mudanças.
B.8.4.6 Documentos de referência 
[74] Pareto Chart, Excel Easy 
[75] Pareto Chart
B.8.5 Manutenção centrada na confiabilidade (RCM) 
B.8.5.1 Visão geral 
A manutenção centrada na confiabilidade (RCM) é uma técnica de avaliação baseada em risco usada 
para identificar as políticas e tarefas de manutenção apropriadas para um sistema e seus componentes, 
a fim de alcançar de forma eficiente e eficaz a segurança, a disponibilidade e a economia de operação 
necessárias para todos os tipos de equipamentos. Ela abrange todas as etapas do processo para 
executar um processo de avaliação de riscos, incluindo identificação, análise e avaliação de risco.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO120/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
As etapas básicas de um programa RCM são: 
 ● iniciação e planejamento; 
 ● análise de falhas funcionais; 
 ● seleção de tarefas de manutenção; 
 ● implementação; 
 ● melhoria contínua.
A análise funcional na RCM é mais comumente realizada executando um modo de falha, análise de 
efeitos e criticidade (FMECA, B.2.3), com foco em situações em que possíveis falhas possam ser 
eliminadas ou reduzidas em frequência e/ ou consequência pela execução de tarefas de manutenção. 
As consequências são estabelecidas pela definição dos efeitos das falhas e, em seguida, o risco 
é analisado estimando a frequência de cada modo de falha sem a manutenção. Uma matriz de risco 
(B.10.3) permite categorizar os níveis de riscos a serem estabelecidos.
A política de gestão de falhas apropriada para cada modo de falha é então selecionada. Geralmente, 
uma lógica de seleção de tarefas-padrão é aplicada para selecionar as tarefas mais apropriadas.
Um plano é preparado para implementar as tarefas de manutenção recomendadas, determinando as 
tarefas detalhadas, intervalos de tarefas, procedimentos envolvidos, peças de reposição necessárias 
e outros recursos necessários para executar as tarefas de manutenção. Um exemplo é mostrado na 
Tabela B.6.
Todo o processo RCM é extensivamente documentado para referência e análise crítica futuras. 
A coleta de dados relacionados a falhas e manutenção permite o monitoramento dos resultados 
e a implementação de melhorias.
B.8.5.2 Uso
A RCM é usada para permitir que a manutenção aplicável e eficaz seja realizada. Geralmente 
é aplicada durante a fase de projeto e desenvolvimento de um sistema e, em seguida, implementado 
durante a operação e a manutenção. O maior benefício é alcançado direcionando a análise para 
casos em que as falhas teriam sérios efeitos na segurança, ambientais, econômicos ou operacionais.
A RCM é iniciada depois que uma análise de alto nível de criticidade identifica o sistema e o equipamento 
que exigem que as tarefas de manutenção sejam determinadas. Isso pode ocorrer durante a fase 
inicial do projeto ou posteriormente, durante a utilização, se não tiver sido feito de maneira estruturada 
antes, ou se houver necessidade de analisar criticamente, ou melhorar, a manutenção
B.8.5.3 Entradas
A aplicação bem-sucedida da RCM necessita de um bom entendimento do equipamento e sua 
estrutura, do ambiente operacional e dos sistemas, subsistemas e itens de equipamento associados, 
juntamente com as possíveis falhas e as consequências dessas falhas.
O processo requer uma equipe com conhecimento e experiência necessários, controlada por um 
facilitador treinado e experiente.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 121/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBRIEC 31010
JUL 2021
B.8.5.4 Saídas
O resultado final do processo é um julgamento sobre a necessidade de executar uma tarefa de 
manutenção, ou outra ação, como mudanças operacionais. As saídas são políticas de gestão de 
falhas apropriadas para cada modo de falha, como monitoramento de condições, localização de falhas, 
restauração de agendamento, substituição com base em um intervalo (como calendário, horário de 
funcionamento, ou número de ciclos) ou execução até a falha. Outras ações possíveis que podem 
resultar da análise incluem redesenho, alterações nos procedimentos de operação, ou manutenção, 
ou treinamento adicional. Um exemplo é dado na Tabela B.6.
Um plano é preparado para implementar as tarefas de manutenção recomendadas. Ele detalha as 
tarefas, intervalos de tarefas, procedimentos envolvidos, peças de reposição necessárias e outros 
recursos necessários para executar as tarefas de manutenção.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO122/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Tabela B.6 – Um exemplo de seleção de tarefa da RCM
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 123/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.8.5.5 Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes incluem o seguinte.
 ● O processo permite que a magnitude do risco seja usada para tomar decisões de manutenção.
 ● As tarefas são baseadas em sua aplicabilidade, ou seja, se atingirão o resultado esperado.
 ● As tarefas são avaliadas para garantir que são rentáveis e valem a pena implementar.
 ● Ações de manutenção desnecessárias são eliminadas com justificativa adequada.
 ● O processo e as decisões são documentados para análise posterior.
As limitações incluem o seguinte.
 ● O processo geralmente consome tempo para ser eficaz.
 ● O processo depende muito de um facilitador treinado e experiente.
 ● A equipe deve ter toda a experiência e conhecimento de manutenção necessárias para que as 
decisões sejam válidas.
 ● Pode haver uma tendência a tomar atalhos no processo, com impacto na validade das decisões 
que estão sendo tomadas.
 ● As tarefas de potencial a serem consideradas estarão limitadas pelo conhecimento das técnicas 
disponíveis, como aquelas para o monitoramento das condições.
B.8.5.6 Documento de referência
[76] IEC 60300-3-11, Dependability management – Part 3-11: Application guide – Reliability centred 
maintenance
B.8.6 Índices de risco
B.8.6.1 Visão geral
Índices de risco fornecem uma medida do risco que é derivada utilizando uma abordagem de pontuação 
mediante escalas ordinais. Fatores que se acredita que influenciam a magnitude do risco são 
identificados, pontuados e combinados utilizando uma equação que tenta representar a relação entre 
eles. Nas suas formulações mais simples, fatores que aumentam o nível do risco são multiplicados 
entre si e divididos por aqueles que diminuem o nível do risco. Onde possível as escalas e a maneira 
como elas são combinadas são baseadas em evidência e dados.
É importante que as pontuações para cada parte do sistema sejam internamente consistentes 
e mantenham suas relações corretas.
Não é possível aplicar fórmulas matemáticas a escalas ordinais. Portanto, uma vez que o sistema 
de pontuação tenha sido desenvolvido, convém que o modelo seja validado pela sua aplicação a um 
sistema que seja bem compreendido.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO124/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
O desenvolvimento de um índice é uma abordagem iterativa e convém que vários sistemas diferentes 
de combinação das pontuações sejam experimentados para validar o método.
B.8.6.2 Uso
Os índices de risco são essencialmente uma abordagem qualitativa ou semiquantitativa para classificar 
e comparar riscos. Eles podem ser usados para riscos internos ou externos de escopo limitado ou 
ampliado. Eles são geralmente específicos para um tipo particular de risco e usados para comparar 
diferentes situações em que aquele risco ocorre. Embora números sejam usados, isto é simplesmente 
para permitir a manipulação. Em casos onde o modelo ou sistema subjacente não é bem conhecido ou 
não é capaz de ser representado, é geralmente melhor utilizar uma abordagem qualitativa mais aberta 
que não sugira um nível de precisão que é impossível utilizando escalas ordinais.
EXEMPLO 1 Um indicador do risco de doença é usado para estimar o risco de um indivíduo contrair uma 
doença em particular pela combinação de pontuações para vários fatores de risco identificados em estudos 
epidemiológicos, levando em conta a força da associação entre o fator de risco e a doença.
EXEMPLO 2 Classificações de perigo de incêndio florestal comparam o risco de incêndio em dias diferentes 
considerando condições previstas como umidade, intensidade do vento, secura da paisagem e a carga 
de combustível.
EXEMPLO 3 Credores calculam os riscos de crédito para clientes utilizando índices que representam 
componentes de sua estabilidade financeira.
B.8.6.3 Entradas
As entradas são derivadas da análise do sistema. Isto requer uma boa compreensão de todas as 
fontes de risco, e de como consequências podem surgir.
Ferramentas como FTA (B.5.7), ETA (B.5.6) e MCA (B.9.5) podem ser usadas assim como dados 
históricos para apoiar o desenvolvimento de índices de risco.
Uma vez que a escolha de escalas ordinais é, em certa medida, arbitrária, dados suficientes são 
necessários para validar o índice.
B.8.6.4 Saídas
As saídas são uma série de números (índices compostos) que se relacionam com um risco específico 
e que podem ser comparados com índices desenvolvidos para outros riscos dentro do mesmo sistema.
B.8.6.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes dos índices de risco incluem o seguinte.
 ● Eles podem fornecer uma ferramenta simples e fácil de utilizar para classificar diferentes riscos.
 ● Eles permitem que múltiplos fatores que afetam o nível de risco sejam incorporados em uma 
única pontuação numérica.
Limitações incluem o seguinte.
 ● Se o processo (modelo) e sua saída não forem bem validados, os resultados podem ser sem 
sentido.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 125/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● O fato de que a saída é um valor numérico para o risco pode ser mal interpretado e mal usado, 
por exemplo, em análise subsequente de custo/benefício.
 ● Em muitas situações onde os índices são usados, não existe um modelo fundamental para definir 
se as escalas individuais para os fatores de risco são lineares, logarítmicas ou com alguma 
outra forma, e nenhum modelo para definir como convenientemente combinar fatores. Nestas 
situações, a classificação é inerentemente não confiável e a validação contra dados reais é 
particularmente importante.
 ● Muitas vezes é difícil obter evidência suficiente para validar escalas.
 ● A utilização de valores numéricos pode sugerir um nível de precisão que não é possível justificar.
B.8.6.6 Documentos de referência
[77] MACKENZIE Cameron A. Summarizing risk using risk measures and risk indices
B.9 Técnicas para selecionar entre opções
B.9.1 Generalidades
Técnicas na Seção B.9 são usadas para ajudar tomadores de decisão a decidir entre opções que 
envolvem riscos múltiplos e onde trade-offs tem que ser feitas. As técnicas ajudam a fornecer uma 
base lógica para justificar razões para uma decisão. Já que os métodos têm filosofias diferentes, pode 
ser de grande valia explorar opções utilizando mais de um método.
Análise de árvore de decisões e análise de custo/benefício baseiam decisões na expectativa de perda 
ou ganho financeiro. Análise de decisão por multicritérios permite diferentes critérios serem pesados e 
concessões feitas. Análise de cenários (ver B.2.5) também pode ser usada para explorar as possíveis 
consequências se diferentes opções forem seguidas. Este método éparticularmente útil onde há 
elevada incerteza. Problemas de decisão também podem ser modelados utilizando diagramas de 
influência (B.5.3).
B.9.2 Análise de custo/benefício (ACB)
B.9.2.1 Visão geral
A análise de custo/benefício pondera os custos totais esperados das opções em termos monetários 
contra seus benefícios totais esperados a fim de escolher a opção mais eficaz ou a mais rentável. 
Ela pode ser qualitativa ou quantitativa, ou envolver uma combinação de elementos quantitativos e 
qualitativos, e pode ser aplicada a qualquer nível de uma organização.
As partes interessadas que possam estar sujeitas a custos ou receber benefícios (tangíveis ou 
intangíveis) são identificadas junto com os benefícios e custos diretos e indiretos de cada uma.
NOTA Custos diretos são aqueles que são diretamente associados com a ação. Custos indiretos são 
aqueles custos ocasionais adicionais, como perda de utilidade, desvio de atenção do tempo de gestão ou 
o desvio de capital em detrimento de outros investimentos potenciais.
Em uma ACB quantitativa, um valor monetário é atribuído a todos os custos e benefícios tangíveis 
e intangíveis. Muitas vezes acontece que o custo incorre durante um curto período de tempo (por 
exemplo, um ano) e o fluxo de benefícios por um longo período. É então necessário descontar os 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO126/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
custos e benefícios para trazê-los ao “dinheiro de hoje”, de modo que uma comparação válida possa 
ser feita entre custos e benefícios. O valor presente de todos os custos (VPC) e o valor presente dos 
benefícios (VPB) para todas as partes interessadas podem ser combinados para produzir um valor 
presente líquido (VPL): VPL = VPB – VPC
Um VPL positivo sugere que a ação pode ser uma opção adequada. A opção com o maior VPL não é 
necessariamente a opção de melhor valor. A maior razão entre o VPL e o valor presente dos custos é um 
indicador útil da opção de melhor valor. Convém que a seleção baseada em ACB seja combinada com 
escolha estratégica entre opções satisfatórias as quais possam individualmente oferecer tratamento 
de menor custo, benefício mais acessível, ou melhor valor (retorno do investimento mais lucrativo). 
Estas escolhas estratégicas podem ser requeridas tanto ao nível de política quanto operacional.
Incerteza nos custos e benefícios pode ser considerada pelo cálculo da probabilidade ponderada 
dos benefícios líquidos (valor líquido presente esperado ou VLPE). Neste cálculo, presume-se que 
o usuário seja indiferente entre um pequeno retorno com uma alta probabilidade de ocorrência, 
e um grande retorno com uma baixa probabilidade de ocorrência, desde que ambos tenham o mesmo 
valor esperado. Cálculos de VPL também podem ser combinados com árvores de decisões (B.9.3) 
para modelar incerteza em decisões futuras e seus resultados. Em algumas situações é possível 
adiar alguns dos custos até que informação melhor esteja disponível sobre custos e benefícios. 
A possibilidade de fazer isto tem um valor que pode ser estimado utilizando-se análise de opções reais.
Na ACB qualitativa nenhuma tentativa é feita para encontrar um valor monetário para custos 
e benefícios intangíveis e, em vez de fornecer um único número que resuma os custos e benefícios, 
as relações e trade-offs entre os diferentes custos e benefícios são consideradas qualitativamente.
Uma técnica relacionada é uma análise de custo-eficácia. Isso pressupõe que um certo benefício 
ou resultado é desejado, e que há diversas formas alternativas para alcançá-lo. A análise examina 
somente custos e procura identificar a maneira mais barata para alcançar o benefício.
Apesar de valores intangíveis serem geralmente tratados dando-se a eles um valor monetário também 
é possível aplicar um fator de ponderação a outros custos, por exemplo dar maior peso a benefícios 
em segurança que a benefícios financeiros.
Uma variante da ACB – análise de risco de custo/benefício (ARCB) – coloca maior ênfase no risco. 
Enquanto ACB utiliza distribuições pontuais ou binárias, com ARCB o valor para o risco também pode 
considerar distribuições completas de probabilidade para consequências negativas e positivas [78].
B.9.2.2 Uso
ACB é usada nos níveis operacional e estratégico para ajudar a decidir entre opções. Na maioria das 
situações essas opções envolverão incerteza. A variabilidade no valor presente esperado dos custos, 
e benefícios, e a possibilidade de eventos inesperados necessitam ambas ser levadas em conta nos 
cálculos. Uma análise de sensibilidade ou análise de Monte Carlo (B.5.10) pode ser usada para isto.
ACB pode também ser usada na tomada de decisões sobre riscos e seus tratamentos, por exemplo:
 ● como entrada em uma decisão sobre se convém que um risco seja tratado;
 ● para decidir sobre a melhor forma de tratamento do risco;
 ● para comparar opções de tratamento de longo prazo e de curto prazo.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 127/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.9.2.3 Entradas
Entradas incluem informações sobre custos e benefícios para partes interessadas pertinentes e sobre 
incertezas nesses custos e benefícios. Convém que custos e benefícios tangíveis e intangíveis sejam 
considerados. Custos incluem quaisquer recursos que possam ser gastos, incluindo custos diretos 
e indiretos, despesas gerais atribuíveis e impactos negativos. Benefícios incluem resultados positivos, 
e prevenção de custos (os quais podem resultar de tratamentos do risco). Custos irrecuperáveis já 
despendidos não são parte da análise. Uma simples análise de planilha ou discussão qualitativa não 
requer esforço substancial, mas aplicação a sistemas mais complexos envolve tempo considerável na 
coleta de dados necessários e na estimativa de um valor monetário adequado para intangíveis.
B.9.2.4 Saída
A saída de uma análise custo/benefício é informação sobre custos e benefícios relativos de diferentes 
opções ou ações. Isto pode ser expresso quantitativamente como um valor presente líquido (VPL), 
uma melhor relação (VPL/VPC) ou como a razão entre o valor presente dos benefícios e o valor 
presente dos custos.
Uma saída qualitativa é geralmente uma tabela comparando custos e benefícios dos diferentes tipos 
de custo e benefício, com atenção chamada para trade-offs.
B.9.2.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da ACB incluem o seguinte.
 ● ACB permite que custos e benefícios sejam comparados usando uma métrica única (geralmente 
monetária).
 ● Fornece transparência à informação usada para fundamentar decisões.
 ● Encoraja que informações detalhadas sejam coletadas em todos os aspectos possíveis da decisão 
(isto pode ser valioso para revelar ignorância, bem como para comunicar conhecimento).
Limitações incluem o seguinte.
 ● ACB requer uma boa compreensão dos possíveis benefícios, então não se adequa a uma situação 
nova com alta incerteza.
 ● ACB quantitativa pode gerar números dramaticamente diferentes, dependendo dos pressupostos 
e métodos usados para atribuir valores econômicos a benefícios não econômicos e intangíveis.
 ● Em algumas aplicações é difícil definir uma taxa de desconto válida para custos e benefícios 
futuros.
 ● Benefícios que revertem em favor uma grande população são difíceis de estimar, particularmente 
aqueles relativos ao bem público que não são transacionados em mercados. Contudo, quando 
combinados com “disposição para pagar ou aceitar”, é possível contabilizar estes benefícios 
externos ou sociais.
 ● Dependendo da taxa de desconto escolhida, a prática de calcular valores presentes usando 
taxas de desconto significa que os benefícios ganhos no futuro de longo prazo têm influência 
insignificante na decisão, desestimulando investimento a longo prazo.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO128/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃOABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● ACB não lida bem com incerteza na tempestividade de quando custos e benefícios ocorrerão ou 
com flexibilidade em futuras tomadas de decisão.
B.9.2.6 Documentos de referência
[79] The Green book, Appraisal and Evaluation in Central Government
[80] ANDOSEH, S., et al. The case for a real options approach to ex-ante cost-benefit analyses of 
agricultural research projects
B.9.3 Análise de árvore de decisões
B.9.3.1 Visão geral
Uma árvore de decisões modela os caminhos possíveis que seguem a partir de uma decisão inicial 
que deve ser tomada (por exemplo, se prosseguir com o Projeto A ou Projeto B). À medida que 
os dois projetos hipotéticos prosseguem, uma gama de eventos pode ocorrer e diferentes decisões 
previsíveis necessitarão ser tomadas. Estes são representados em formato de árvore, similar a uma 
árvore de eventos. A probabilidade dos eventos pode ser estimada juntamente com o custo ou utilidade 
esperados do resultado final de cada caminho.
Informação concernente à melhor decisão de caminho é logicamente aquela que produz o melhor valor 
esperado, calculado como o produto de todas as probabilidades condicionais ao longo do caminho 
e o valor do resultado.
B.9.3.2 Uso
Uma árvore de decisões pode ser usada para estruturar e resolver problemas de decisão sequencial, 
e é especialmente vantajosa quando a complexidade do problema cresce. Ela habilita uma organização 
a quantificar os possíveis resultados de decisões e, portanto, auxilia tomadores de decisão a selecionar 
a melhor linha de ação quando resultados forem incertos. A apresentação gráfica também pode auxiliar 
a comunicar razões para decisões.
É usada para avaliar uma decisão proposta, geralmente utilizando estimativas subjetivas de 
probabilidades de evento, e auxilia tomadores de decisão a superar vieses de percepção para sucesso 
ou falha. Ela pode ser usada em questões de curto, médio e longo prazos em um nível operacional 
ou estratégico.
B.9.3.3 Entradas
O desenvolvimento de uma árvore de decisões requer um plano de projeto com pontos de decisão, 
informação sobre possíveis resultados de decisões e sobre eventos fortuitos que possam afetar 
decisões. É necessária expertise para formar a árvore corretamente, particularmente em situações 
complexas.
Dependendo da construção da árvore, são necessários dados quantitativos ou informação suficiente 
para justificar opinião de especialista sobre probabilidades.
B.9.3.4 Saídas
Saídas incluem:
 ● uma representação gráfica do problema de decisão;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 129/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● um cálculo do valor esperado para cada caminho possível;
 ● uma lista priorizada dos resultados possíveis baseados no valor esperado, ou o caminho 
recomendado a ser seguido.
B.9.3.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da análise de árvore de decisões incluem o seguinte.
 ● Fornece uma representação gráfica clara dos detalhes de um problema de decisão.
 ● O exercício do desenvolvimento da árvore pode levar a uma melhor compreensão do problema.
 ● Encoraja pensamento e planejamento claros.
 ● Permite um cálculo do melhor caminho através de uma situação e o resultado esperado.
Limitações incluem o seguinte.
 ● Grandes árvores de decisão podem tornar-se muito complexas para uma comunicação fácil.
 ● Pode haver uma tendência de simplificar demais a situação de modo a permitir sua representação 
como um diagrama de árvore.
 ● Depende de dados históricos que podem não se aplicar à decisão sendo modelada.
 ● Simplifica os resultados do problema de decisão tornando-o discreto, o que elimina valores 
extremos.
B.9.3.6 Documento de referência
[81] KIRKWOOD Craig, Decision Tree Primer
B.9.4 Teoria dos jogos
B.9.4.1 Visão geral
B.9.4.1.1 Generalidades
Teoria dos jogos é um meio para modelar as consequências de diferentes decisões possíveis dado um 
número de situações futuras possíveis. As situações futuras podem ser determinadas por um tomador 
de decisão diferente (por exemplo, um competidor) ou por um evento externo, como sucesso ou 
falha de uma tecnologia ou um teste. Por exemplo, supondo que a tarefa é determinar o preço de um 
produto levando em conta as diferentes decisões que podem ser tomadas por diferentes tomadores 
de decisão (chamados jogadores) em diferentes momentos. O retorno para cada jogador envolvido no 
jogo, pertinente ao período de tempo em questão, pode ser calculado e selecionada a estratégia com 
o retorno ótimo para cada jogador. Teoria dos jogos também pode ser usada para determinar o valor 
da informação sobre o outro jogador ou os diferentes resultados possíveis (por exemplo, sucesso de 
uma tecnologia).
Há diferentes tipos de jogos, por exemplo, cooperativo/não cooperativo, simétrico/assimétrico, soma 
zero/ não soma zero, simultâneo/sequencial, informação perfeita e informação imperfeita, jogos 
combinatórios, resultados estocásticos.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO130/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.9.4.1.2 Comunicação e jogos cooperativos/não cooperativos
Um fator importante é se comunicação entre jogadores é possível ou permitida. Um jogo é cooperativo 
se os jogadores são capazes de formar compromissos vinculativos. Em jogos não cooperativos, isto não 
é possível. Jogos híbridos contêm elementos cooperativos e não cooperativos. Por exemplo, colisões 
de jogadores são formadas em um jogo cooperativo, mas estas jogam de forma não cooperativa.
O exemplo clássico de jogos sem comunicação entre os jogadores é o chamado “dilema do 
prisioneiro”. Ele mostra que em alguns casos o ato de cada jogador melhorar seu próprio resultado 
sem consideração pelo outro pode causar a pior situação para ambos. Este tipo de jogo tem sido 
usado para analisar conflito e cooperação entre dois jogadores onde a falta de comunicação pode 
causar uma situação instável que poderia resultar no pior resultado possível para ambos os jogadores. 
No jogo do dilema do prisioneiro, supõe-se que duas pessoas cometeram um crime juntas. Elas são 
mantidas separadas e não podem se comunicar. A polícia sugere um acordo. Se cada prisioneiro 
assumir que ambos são culpados e testemunhar contra o outro ele receberá uma sentença menor, 
mas o outro prisioneiro receberá uma sentença maior. Um prisioneiro recebe pena máxima se ele não 
confessar e testemunhar e o outro sim. Portanto para melhorar sua situação ambos são tentados a 
confessar e testemunhar, mas neste caso ambos receberão a pena máxima. Sua melhor estratégia 
teria sido rejeitar o acordo e não admitir nada. Nesse caso ambos receberiam a pena mínima.
B.9.4.1.3 Jogos de soma zero/não soma zero e simétricos/assimétricos
Em um de jogo soma zero, o que um jogador ganha o outro jogador perde. Em um jogo de não soma 
zero a soma dos resultados pode variar com as decisões. Por exemplo, baixar os preços pode custar 
a um jogador mais que a outro, mas pode aumentar o volume de mercado para ambos.
B.9.4.1.4 Jogos simultâneos/sequenciais
Em alguns jogos, o cálculo é feito para apenas uma interação entre os jogadores. Mas em jogos 
sequenciais os jogadores interagem muitas vezes, e podem mudar sua estratégia de um jogo para o 
próximo.
Por exemplo, foram feitos jogos simulados para investigar o efeito de trapaças em um mercado. 
Há duas possibilidades para cada jogador. O fornecedor pode entregar ou não entregar, e o cliente 
pode pagar ou não pagar. Dos quatro resultados possíveis, o resultado normal favorece ambos os 
jogadores (o fornecedor entrega e o cliente paga). O resultado onde o fornecedor não entrega e o 
cliente não paga é uma oportunidade perdida. As duas últimas possibilidades são uma perda para 
o fornecedor (o cliente não paga) ou para o cliente (o fornecedor não entrega). A simulação tentou 
diferentes estratégias como sempre jogar honesto, sempre trapacear ou trapacear aleatoriamente.Foi 
determinado que a estratégia ótima seria jogar honesto na primeira interação e na próxima vez fazer 
o que o outro jogador fez da última vez (jogar honesto ou trapacear).
NOTA Na vida real, é provável que um fornecedor reconheça os clientes que trapaceiam e pare de jogar 
com eles.
B.9.4.2 Uso
A teoria dos jogos permite que o risco seja avaliado em casos onde o resultado de um número de 
decisões depende da ação de outro jogador (por exemplo, um competidor) ou em um número de 
resultados possíveis (por exemplo, se uma nova tecnologia vai funcionar). O exemplo seguinte ilustra 
a informação que pode ser obtida por uma análise de jogo.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 131/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
A Tabela B.7 ilustra a situação onde uma companhia pode escolher entre três tecnologias diferentes. 
Mas o lucro depende da ação de um competidor (ação 1, 2 ou 3). Não é conhecido que ação 
o competidor escolherá, mas as probabilidades são estimadas conforme indicado. Os lucros, em 
milhões de unidades monetárias (UM), são calculados na tabela.
Tabela B.7 – Exemplo de uma matriz de jogo
Competidor
Lucro 
esperado
Lucro
garantido
Arrependimento 
máximoAção 1 Ação 2 Ação 3
Probabilidade 0,4 0,5 0,1
Tecnologia 1 0,10 0,50 0,90 0,38 0,10 0,50
Tecnologia 2 0,50 0,50 0,50 0,50 0,50 0,40
Tecnologia 3 0,60 0,60 0,30 0,57 0,30 0,60
A seguinte informação pode ser extraída da tabela para apoiar a decisão.
Claramente a tecnologia 3 é a melhor, com um lucro esperado de 0,57 milhões de UM. Mas convém 
que a sensibilidade à ação do competidor seja considerada. A coluna lucro garantido mostra que o 
lucro para uma dada tecnologia será independente do que o competidor faça. Aqui a tecnologia 2 é a 
melhor com um lucro garantido de 0,50 milhões de UM. Convém que seja considerado se vale a pena 
escolher a tecnologia 3 para ganhar apenas 0,07 milhões de UM, arriscando a perda de 0,20 milhões 
de UM.
É possível ainda computar o arrependimento máximo, que é a diferença entre o lucro proveniente da 
escolha de uma dada tecnologia e o lucro possível caso fosse conhecida a ação do competidor. Isto 
dá o benefício monetário do conhecimento aumentado da decisão do competidor.
Isto pode ser conseguido por negociação ou por outros meios legais. Neste exemplo, o valor da 
informação aumentada é maior para a tecnologia 3.
B.9.4.3 Entradas
Para ser completamente definido, um jogo tem que especificar pelo menos os seguintes elementos 
como entradas:
 ● os jogadores ou as alternativas do jogo;
 ● a informação e as ações disponíveis para cada jogador em cada ponto de decisão.
B.9.4.4 Saída
A saída é o retorno para cada opção no jogo, geralmente tomada para representar a utilidade dos 
jogadores individuais. Geralmente na modelagem de situações, os retornos representam dinheiro, 
mas outros resultados são possíveis (por exemplo, participação no mercado ou atraso de um projeto).
B.9.4.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da teoria dos jogos incluem o seguinte.
 ● Ela desenvolve uma estrutura para análise de tomada de decisões onde várias decisões são 
possíveis, mas onde o resultado depende da decisão de outro jogador ou do resultado de um 
evento futuro.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO132/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Ela desenvolve uma estrutura para análise de tomada de decisões onde a interdependência de 
decisões tomadas por organizações diferentes é considerada.
 ● Ela fornece percepções sobre vários conceitos menos conhecidos que surgem em situações de 
conflito de interesse; por exemplo, descreve e explica os fenômenos de negociação e formação 
de coalisão.
 ● Pelo menos em jogos de soma zero entre duas organizações, a teoria dos jogos delineia uma 
técnica quantitativa científica que pode ser usada para chegar a uma estratégia ótima.
Limitações incluem o seguinte.
•	 Assume-se que os jogadores tenham conhecimento sobre seus próprios retornos e pode não ser 
prático sobre as ações e retornos de outros.
•	 As técnicas de solução de jogos envolvendo estratégias mistas (particularmente no caso de uma 
grande matriz de retorno) são muito complicadas.
•	 Nem todos os problemas competitivos podem ser analisados com a ajuda da teoria dos jogos.
B.9.4.6 Documentos de referência
[82] MYERSON, ROGER B., Game Theory: Analysis of Conflict
[83] MARYNARD, SMITH JOHN, Evolution and Theory of Games
[84] ROSENHEAD, J. and MINGER, J. (Eds), Rational Analysis for a Problematic World Revisited
B.9.5 Análise por multicritérios (AMC)
B.9.5.1 Visão geral
A AMC utiliza uma faixa de critérios para avaliar de forma transparente e comparar o desempenho 
global de um conjunto de opções. Em geral, a meta é produzir uma ordem de preferência entre as 
opções disponíveis. A análise envolve o desenvolvimento de uma matriz de opções e critérios que 
são classificados e agregados para fornecer uma pontuação global para cada opção. Estas técnicas 
também são conhecidas como tomada de decisão de multiatributo (ou múltiplo atributo) ou multiobjetivo. 
Há muitas variantes desta técnica, com muitos aplicativos de software para apoiá-las. 
Em geral, um indivíduo ou um grupo de partes interessadas conhecedoras realizam o seguinte 
processo.
 ● Definem o(s) objetivo(s); determinam os atributos (critérios ou medidas de desempenho funcional) 
que se relacionam a cada objetivo.
 ● Estruturam os atributos dentro de uma hierarquia de requisitos necessários e desejáveis.
 ● Determinam a importância de cada critério e atribuem pesos a cada um.
 ● Obtêm consenso das partes interessadas sobre a hierarquia de pesos.
 ● Avaliam as alternativas com relação aos critérios (isto pode ser representado como uma matriz 
de pontuações).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 133/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Combinam múltiplas pontuações de atributo único em uma pontuação multiatributo ponderada 
global.
 ● Avaliam os resultados para cada opção.
 ● Avaliam a robustez da classificação das opções executando uma análise de sensibilidade para 
explorar o impacto de mudanças na ponderação da hierarquia de atributos.
Existem diferentes métodos pelos quais a ponderação para cada critério pode ser elicitada e 
diferentes formas de agregar as pontuações dos critérios para cada opção em uma pontuação única 
multiatributos. Por exemplo, as pontuações podem ser agregadas como uma soma ponderada ou um 
produto ponderado ou utilizando o processo analítico hierárquico (uma técnica de elicitação para as 
ponderações e pontuações baseada em comparações por pares). Todos estes métodos assumem que 
a preferência por qualquer critério não depende dos valores dos outros critérios. Onde esta premissa 
não for válida, modelos diferentes são usados.
Uma vez que pontuações são subjetivas, a análise de sensibilidade é útil para examinar a extensão 
em que as ponderações e pontuações influenciam preferências globais entre opções.
B.9.5.2 Uso
A AMC pode ser usada para:
 ● comparar múltiplas opções para uma primeira análise para determinar opções preferenciais e as 
inapropriadas;
 ● comparar opções onde existam critérios múltiplos e algumas vezes conflitantes;
 ● alcançar um consenso sobre uma decisão onde diferentes partes interessadas têm objetivos ou 
valores conflitantes.
B.9.5.3 Entradas
As entradas são um conjunto de opções para análise e critérios, baseados em objetivos, que podem 
ser usados para avaliar o desempenho das opções.
B.9.5.4 Saídas
As saídas podem ser apresentados como:
 ● apresentação das opções em ordem de classificação da melhor para a menos preferida;
 ● uma matriz onde os eixos da matriz são os critérios ponderados e a pontuação dos critérios para 
cada opção.
A apresentação dos resultados em uma matriz permite que opções que falhem em critérios altamente 
ponderados ou quenão atendam um critério necessário sejam eliminadas.
B.9.5.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes da AMC incluem que ela pode:
 ● fornecer uma estrutura simples para uma tomada de decisão eficaz e apresentação de premissas 
e conclusões;
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO134/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● tornar mais gerenciáveis problemas de decisão complexos, que não são passíveis de análise de 
custo/benefício;
 ● auxiliar a considerar racionalmente problemas onde precisam ser feitos trade-offs;
 ● auxiliar a atingir um acordo quando as partes interessadas têm objetivos diferentes e, portanto, 
valores e critérios diferentes.
Limitações incluem o seguinte:
 ● AMC pode ser afetada por viés e por má seleção dos critérios de decisão.
 ● Algoritmos de agregação que calculam critérios de ponderação a partir de preferências estabelecidas 
ou agregam diferentes pontos de vista podem obscurecer a verdadeira base da decisão.
 ● O sistema de pontuação pode simplificar demais o problema de decisão.
B.9.5.6 Documentos de referência
[85] EN 16271:2012, Value management – Functional expression of the need and functional 
performance specification – Requirements for expressing and validating the need to be satisfied 
within the process of purchasing or obtaining a product
NOTA A EN 16271:2012 estabelece abordagens para conciliar necessidades conflitantes de partes 
interessadas, métodos que podem ser usados para derivar requisitos de desempenho funcional, e orientações 
para estabelecer a granularidade para análise por multicritétrios antes de comparar opções.
[86] DEPARTMENT FOR COMMUNITIES AND LOCAL GOVERNMENT, Multi-criteria analysis: a 
manual 2009
[87] RABIHAH MHD.SUM (2001), Risk Management Decision Making
[88] VELASQUEZ, M., HESTER, P. An Analysis of Multi-criteria Decision Making Methods
B.10 Técnicas para registro e relato
B.10.1 Generalidades
A Seção B.10 cobre técnicas usadas para relatar e registrar informações gerais sobre riscos. Requisitos 
para relatos detalhados são cobertos em 6.6.
Uma abordagem comum para relatar e registrar informações sobre riscos é inserir informações básicas 
para cada risco em um registro de risco tal como uma planilha ou base de dados (ver B.10.2). Alguns 
riscos podem requerer uma descrição mais complexa que aquela que pode ser acomodada em um 
registro de riscos tradicional. Por exemplo, uma descrição pode necessitar incluir múltiplas fontes de 
risco levando a um único evento, múltiplos resultados possíveis a partir de um evento ou fonte únicos, 
repercussões e potenciais falhas de controle. O diagrama bow tie é um exemplo de ferramenta que 
pode ser usada para organizar e comunicar este tipo de informação (ver B.4.2.).
Informação sobre a magnitude do risco também pode ser reportada de várias maneiras diferentes. 
O método mais comum utiliza a matriz de probabilidade/consequência (ver B.10.3). Assim como a 
probabilidade, consequência e nível de risco, indicados pela posição na matriz, informações adicionais 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 135/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
como a natureza dos controles, até que ponto tratamentos foram implementados etc. podem ser 
fornecidas através do tamanho dos pontos assinalando o risco ou de sua cor.
A matriz de probabilidade/consequência requer que um risco seja representado por um único 
par probabilidade/consequência. Riscos, onde este não for o caso, podem algumas vezes serem 
representados por uma função distribuição de probabilidade ou uma função distribuição cumulativa 
(ver B.10.4).
B.10.2 Registros de risco
B.10.2.1 Visão geral
Um registro de risco reúne informações sobre riscos para informar aqueles expostos aos riscos e 
aqueles que têm responsabilidade sobre sua gestão. Pode ser em papel ou em formato de base de 
dados e geralmente inclui:
 ● uma curta descrição do risco (por exemplo, um nome, as consequências e sequência de eventos 
que levam às consequências etc.);
 ● uma declaração sobre a probabilidade de ocorrência das consequências;
 ● fontes ou causas do risco;
 ● o que está sendo feito atualmente para controlar o risco.
Riscos podem ser classificados em diferentes categorias para ajudar nos relatos (B.2.2).
Riscos são geralmente listados individualmente como eventos separados, mas convém que 
interdependências sejam sinalizadas.
Ao registrar informações sobre riscos, convém que esteja explícita a distinção entre riscos (os efeitos 
potenciais do que pode acontecer) e fontes de risco (como ou por que aquilo pode acontecer) e 
controles que podem falhar. Também pode ser útil indicar os sinais de alerta precoce de que um 
evento pode estar prestes a ocorrer.
Muitos registros de risco também incluem alguma classificação da significância de um risco, uma 
indicação sobre se um risco é considerado aceitável ou tolerável, ou se é necessário tratamento 
adicional e os motivos dessa decisão. Nos casos em que uma classificação de significância é aplicada 
a um risco com base nas consequências e em sua probabilidade, convém que isso considere a 
possibilidade de os controles falharem. Não convém que um nível de risco seja alocado para a falha 
de um controle como se isso fosse um risco independente.
Riscos onde as consequências são positivas podem ser registrados no mesmo documento daqueles 
onde as consequências são negativas ou em separado. Oportunidades (que são circunstâncias 
ou ideias que poderiam ser exploradas em vez de eventos aleatórios) são geralmente registradas 
separadamente e analisadas de maneira a levar em conta custos, benefícios e quaisquer consequências 
negativas potenciais. Isto pode às vezes ser referido como registro de valor e oportunidades.
B.10.2.2 Uso
Um registro de risco é usado para registrar e rastrear informações sobre riscos individuais e como 
eles estão sendo controlados. Pode ser usado para comunicar informações sobre riscos às partes 
interessadas e destacar riscos particularmente importantes. Pode ser usado nos níveis corporativo, 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO136/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
departamental, operacional e de projeto, onde houver um grande número de riscos, controles 
e tratamentos que precisem ser rastreados. Informações de um registro de risco podem ser consolidadas 
para fornecer informações para a Ata Direção.
Um registro de risco pode ser usado como base para rastrear a implementação de tratamentos 
propostos, assim pode conter informações sobre tratamentos e como serão implementados, ou 
fazer referência a outros documentos ou bases de dados com esta informação. (Tais informações 
podem incluir proprietários de riscos, ações, proprietários de ações, resumos de casos de negócios 
de ação, orçamentos e cronogramas etc.). Uma forma de registro de risco pode ser mandatória em 
algumas situações.
B.10.2.3 Entradas
Entradas para um registro de risco são geralmente as saídas das técnicas do processo de avaliação 
de riscos, como descritas nas Seções B.1 a B.4, complementadas por registros de falhas.
B.10.2.4 Saídas
As saídas são registros de informações e relatos sobre riscos.
B.10.2.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes dos registros de risco incluem o seguinte.
 ● Informações sobre riscos são reunidas de uma forma em que ações necessárias podem ser 
identificadas e rastreadas.
 ● Informações sobre diferentes riscos são apresentadas em um formato comparável, que pode ser 
usado para indicar prioridades e é relativamente fácil de interrogar.
 ● A construção de um registro de risco geralmente envolve muitas pessoas e aumenta a conscientização 
geral sobre a necessidade de gerenciar riscos.
Limitações incluem o seguinte.
 ● Riscos capturados em registros de risco são tipicamente baseados em eventos, o que pode tornar 
difícil caracterizar precisamente algumasformas de risco (ver 4.2).
 ● A aparente facilidade de uso pode dar confiança imerecida às informações, pois pode ser difícil 
descrever riscos de maneira consistente e fontes de risco, riscos e fraquezas nos controles do 
risco são frequentemente confundidas.
 ● Existem muitas maneiras diferentes de descrever um risco e qualquer prioridade alocada depende 
da maneira como o risco é descrito e do nível de desagregação da questão.
 ● Para manter um registro de risco atualizado é necessário esforço considerável (por exemplo, 
convém que todos os tratamentos propostos assim que implementados sejam listados como 
controles atuais, convém que novos riscos sejam continuamente adicionados e aqueles que não 
existem mais sejam removidos).
 ● Riscos são tipicamente capturados individualmente em registros de risco. Isto pode tornar difícil 
consolidar informações para o desenvolvimento de um programa global de tratamento.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 137/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.10.2.6 Documentos de referência
Não há documentos de referência para esta técnica.
B.10.3 Matriz probabilidade/consequência (matriz de risco ou mapa de calor)
B.10.3.1 Visão geral
A matriz de probabilidade/consequência (também conhecida como matriz de risco ou mapa de calor) 
é uma maneira de exibir riscos de acordo com suas consequências e probabilidades e combinar estas 
características para exibir uma classificação para a significância do risco.
Escalas personalizadas para consequência e probabilidade são definidas para os eixos da matriz. 
As escalas podem ter qualquer número de pontos – escalas de três, quatro ou cinco pontos são mais comuns 
– e podem ser qualitativas, semiquantitativas ou quantitativas. Se forem usadas descrições numéricas para 
definir as etapas das escalas, convém que elas sejam consistentes com os dados disponíveis e convém 
que as unidades sejam fornecidas. Geralmente, para ser consistente com os dados, cada ponto de escala 
nas duas escalas precisa ser uma ordem de magnitude maior que o anterior.
A escala (ou escalas) de consequência pode retratar consequências positivas ou negativas. Convém 
que escalas sejam diretamente conectadas aos objetivos da organização e convém que se estendam da 
máxima consequência crível à menor consequência de interesse. Um exemplo parcial de consequências 
adversas é mostrado na Figura B.15.
Classificação Financeiro Saúde e segurança Meio ambiente e 
comunidade 
Etc. 
a Perda máxima crível ($) Múltiplas vítimas fatais Dano significativo 
irreversível; indignação da 
comunidade 
 
b 
c 
d 
e Mínimo de interesse ($) Primeiros socorros apenas Pequeno dano temporário 
Figura B.15 – Exemplo parcial de tabela definindo escalas de consequência
NOTA Exemplos parciais são usados para que não seja possível usar os exemplos diretamente, para 
enfatizar que convém que as escalas sejam sempre personalizadas.
Categorias de consequência adicionais ou a menos podem ser usadas e as escalas podem ter menos 
ou mais que cinco pontos, dependendo do contexto. A coluna de classificação da consequência pode 
ser em palavras, números ou letras.
Convém que a escala de probabilidade abranja o intervalo pertinente aos dados para os riscos a 
serem classificados. Um exemplo parcial de uma escala de probabilidade é mostrado na Figura B.16.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO138/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 rotircsed od odacifingiS rotircseD oãçacifissalC
aicnêrrocO levávorP 5 esperada dentro de semanas 
4 
3 
2 
 levávorpmi etnemamertxe sam ,levíssop etnemaciroeT levíssop etnematomeR 1
Figura B.16 – Exemplo parcial de uma escala de probabilidade
A escala de classificação de probabilidade pode ter mais ou menos que cinco pontos e as classificações 
podem ser dadas como palavras, numerais ou letras.
Convém que a escala de probabilidade seja personalizada à situação e pode precisar cobrir uma faixa 
diferente para consequências positivas ou negativas. Se a consequência mais alta for considerada 
tolerável em uma baixa probabilidade, convém que o degrau mais baixo na escala de probabilidade 
represente uma probabilidade aceitável para a consequência mais alta definida (caso contrário, todas 
as atividades com a consequência mais alta são definidas como intoleráveis e não é possível torná-las 
toleráveis). Ao decidir a probabilidade tolerável para um único risco, de alta consequência, convém 
que o fato de que múltiplos riscos possam levar à mesma consequência seja considerado.
Uma matriz é desenhada com consequência em um eixo e probabilidade no outro correspondendo 
às escalas definidas. Uma classificação de prioridade pode ser vinculada a cada célula. No exemplo 
fornecido, existem cinco classificações de prioridade, indicadas aqui por algarismos romanos. 
Tipicamente, as células são coloridas para indicar a magnitude do risco. Regras de decisão ( como 
o nível de atenção da direção ou a urgência da resposta) podem ser vinculadas às células da matriz. 
Estas dependerão das definições usada para as escalas e da atitude da organização em relação ao 
risco. Convém que a concepção permita que a prioridade de um risco seja baseada na extensão em 
que o risco leve a resultados que estejam fora dos limites de desempenho definidos pela organização 
para seus objetivos.
A matriz pode ser configurada para dar peso extra às consequências (como mostrado na Figura B.17) 
ou à probabilidade, ou pode ser simétrica, dependendo da aplicação.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 139/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
C
la
ss
ifi
ca
çã
o 
de
co
ns
eq
uê
nc
ia
 
Classificação de probabilidade 
Figura B.17 – Exemplo de matriz probabilidade/consequência
B.10.3.2 Uso
Uma matriz de probabilidade/consequência é usada para avaliar e comunicar a magnitude relativa dos 
riscos com base em um par probabilidade/consequência que está tipicamente está associado a um 
evento focal.
Para classificar um risco, o usuário primeiro encontra o descritor de consequência que melhor se 
adapta à situação e depois define a probabilidade com a qual se acredita que a consequência ocorrerá. 
Um ponto é colocado na célula que combina estes valores, e o nível de risco e a regra de decisão 
associada são lidos da matriz.
Riscos com consequências potencialmente altas são frequentemente mais preocupantes para 
tomadores de decisão mesmo quando a probabilidade for muito baixa, porém um risco frequente, 
mas de baixo impacto pode ter consequências cumulativas grandes ou de longo prazo. Pode ser 
necessário analisar ambos os tipos de riscos, pois os tratamentos de risco pertinentes podem ser bem 
diferentes.
Onde um intervalo de diferentes valores de consequência é possível a partir de um evento, a 
probabilidade de qualquer consequência específica será diferente da probabilidade do evento que 
produz essa consequência. Geralmente é usada a probabilidade da consequência especificada. 
Convém que a maneira como a probabilidade é interpretada e usada seja consistente em todos os 
riscos sendo comparados.
A matriz pode ser usada para comparar riscos com diferentes tipos de consequência potencial e tem 
aplicação em qualquer nível em uma organização. É comumente usada como uma ferramenta de 
triagem quando muitos riscos foram identificados, por exemplo, para definir quais riscos precisam ser 
encaminhados a um nível gerencial mais alto. Também pode ser usado para ajudar a determinar se um 
dado risco é amplamente aceitável ou não aceitável, de acordo com a zona onde que está localizado 
na matriz. Pode ser usado em situações onde há dados insuficientes para análise detalhada ou a 
situação não permite tempo e esforço para uma análise mais detalhada ou quantitativa. Uma forma de 
matriz de probabilidade/consequência pode ser usada para análisede criticidade no FMECA (B.2.3) 
ou para definir prioridades após HAZOP (B.2.4) ou SWIFT (B.2.6).
B.10.3.3 Entradas
Uma matriz de probabilidade/consequência precisa ser desenvolvida para se adequar ao contexto. 
Isto requer que alguns dados estejam disponíveis para estabelecer escalas realistas. Matrizes de 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO140/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
esboço precisam ser testadas para assegurar que as ações sugeridas pela matriz correspondam 
à atitude da organização em relação ao risco e que os usuários entendam corretamente a aplicação 
das escalas.
O uso da matriz precisa de pessoas (idealmente uma equipe) com um entendimento dos riscos 
que estão sendo classificados e dos dados que estejam disponíveis para ajudar no julgamento das 
consequências e de sua probabilidade.
B.10.3.4 Saída
A saída é uma apresentação que ilustra a probabilidade da consequência relativa e o nível do risco 
para diferentes riscos e uma classificação de significância para cada risco.
B.10.3.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes incluem o seguinte.
 ● É relativamente fácil de utilizar.
 ● Fornece uma classificação rápida dos riscos em diferentes níveis de significância.
 ● Fornece uma clara apresentação visual da significância pertinente do risco por consequência, 
probabilidade ou nível de risco.
 ● Pode ser usada para comparar riscos com diferentes tipos de consequências.
Limitações incluem o seguinte.
 ● Requer boa expertise para delinear uma matriz válida.
 ● Pode ser difícil definir escalas comuns que se apliquem a toda uma série de circunstâncias 
pertinentes a uma organização.
 ● É difícil definir as escalas sem ambiguidade para permitir que os usuários ponderem consequências 
e probabilidades de forma consistente.
 ● A validade das classificações do risco depende de quão bem as escalas foram desenvolvidas 
e calibradas.
 ● Requer um único valor indicativo para que seja definida consequência, enquanto em muitas 
situações são possíveis uma gama de valores de consequência e a classificação do risco depende 
de qual é escolhido.
 ● Uma matriz devidamente calibrada envolverá níveis de probabilidade muito baixos para muitos 
riscos individuais que são difíceis de conceituar.
 ● Sua utilização é muito subjetiva e diferentes pessoas frequentemente alocam classificações muito 
diferentes ao mesmo risco. Isto a deixa aberta à manipulação.
 ● Não é possível agregar riscos diretamente (por exemplo, não é possível definir se um número 
específico de riscos baixos ou um risco baixo identificado um número específico de vezes 
é equivalente a um risco médio).
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 141/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● É difícil combinar ou comparar o nível de risco para diferentes categorias de consequências.
 ● Uma classificação válida requer uma formulação consistente de riscos (o que é difícil de alcançar).
 ● Cada classificação depende da maneira como um risco é descrito e do nível de detalhe fornecido 
(por exemplo, quanto mais detalhada for a identificação, maior será o número de cenários 
registrados, cada um com uma probabilidade menor). Convém que a maneira pela qual os cenários 
são agrupados na descrição de risco seja consistente e definida antes da classificação.
B.10.3.6 Documentos de referência
[89] ELMONSTRI, Mustafa, Review of the strengths and weaknesses of risk matrices
[90] BAYBUTT, Paul, Calibration of risk matrices for process safety
B.10.4 Curvas S
B.10.4.1 Visão geral
Onde um risco possa ter uma gama de valores de consequência, eles podem ser apresentados como 
uma distribuição de probabilidade (FDP) das consequências. Ver, por exemplo, a curva sólida na 
Figura B.18. Os dados também podem ser representados como uma distribuição cumulativa (FDC), 
às vezes chamada de curva S (linha tracejada na Figura F.18). A FPD pode ser paramétrica ou não 
paramétrica.
A probabilidade de que uma consequência exceda um valor específico pode ser lida diretamente na 
curva S. Por exemplo, a Figura B.18 indica que há uma probabilidade de 90 % de que as consequências 
não excedam o valor de consequência C.
 
Figura B.18 – Função de distribuição de probabilidade e função de distribuição cumulativa
Em alguns casos, a forma da distribuição é conhecida em bases teóricas. Em outros, a forma da 
distribuição pode ser obtida a partir de dados ou é a saída de um modelo.
Também é possível usar o julgamento de especialistas para estimar o ponto baixo da faixa de 
consequências, o provável ponto médio e o ponto superior da faixa. Várias fórmulas podem então 
ser usadas para determinar o valor médio da consequência e a variância, e uma curva pode ser 
construída a partir dessa informação.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO142/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
B.10.4.2 Uso
Uma FDP indica a probabilidade de diferentes valores de consequência em uma forma visual que 
mostra o valor mais provável, a extensão da variabilidade e a extensão em que há uma probabilidade 
de um evento extremo.
Em algumas circunstâncias, pode ser útil obter um único valor representativo da distribuição de 
probabilidade, por exemplo, para comparar com os critérios de avaliação. Frequentemente o 
valor esperado (equivalente à média) é usado para representar a melhor estimativa da magnitude 
das consequências. (Isto é equivalente à soma dos produtos de probabilidades e consequência 
representados pela curva.) Outras medidas incluem a variância da distribuição ou alguma faixa de 
percentil, tal como a dispersão entre quartis (a largura da escala delimitada pelos percentis 25 e 75) ou 
percentis 5 e 95 (ver por exemplo, VaR B.7.2). No entanto, estas medidas ainda podem não dar ênfase 
suficiente à possibilidade de consequências extremas, que podem ser importantes para as decisões 
a serem tomadas. Por exemplo, na seleção de um investimento, tanto o retorno esperado quanto 
as flutuações nos retornos são considerados; no planejamento de como responder a um incêndio, 
eventos extremos precisam ser considerados assim como as consequências esperadas.
A curva S é uma ferramenta útil ao discutir valores de consequência que representem um risco 
aceitável. É um meio de apresentação de dados que facilita visualizar a probabilidade de que as 
consequências excedam um valor específico.
B.10.4.3 Entradas
Produzir uma curva S requer dados ou julgamentos a partir dos quais uma distribuição válida possa ser 
produzida. Embora as distribuições possam ser produzidas por julgamento a partir de poucos dados, 
a validade da distribuição e as estatísticas obtidas serão melhores quanto mais dados estiverem 
disponíveis.
B.10.4.4 Saídas
As saídas são um diagrama que pode ser usado por tomadores de decisão ao considerar a aceitabilidade 
de um risco, e várias estatísticas a partir da distribuição que podem ser comparadas com critérios.
B.10.4.5 Pontos fortes e limitações
Pontos fortes incluem o seguinte.
 ● A técnica representa a magnitude de um risco onde haja uma distribuição de consequências.
 ● Especialistas geralmente podem fazer julgamentos de valores máximos, mínimos e mais prováveis 
de consequência e produzir uma razoável estimativa da forma provável de uma distribuição. 
Transferir isto para a forma de uma distribuição cumulativa torna mais fácil para um leigo utilizar 
estas informações. À medida que mais dados confiáveis de entrada estejam disponíveis, a 
precisão da curva S melhora.
Limitações incluem o seguinte.
 ● O método pode dar uma impressão de precisão que não é justificada pelo nível de certeza dos 
dados a partir dos quais a distribuição foi produzida.
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 143/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
 ● Para qualquer método de obtenção de umvalor ou valores pontuais para representar uma 
distribuição de consequências, há premissas e incertezas subjacentes sobre:
 — a forma da distribuição (por exemplo, normal, discreta ou altamente assimétrica);
 — a maneira mais apropriada de representar essa distribuição como um valor pontual;
 — o valor da estimativa do ponto devido a incertezas inerentes aos dados dos quais é derivada.
 ● As distribuições e suas estatísticas baseadas em experiência ou em dados passados ainda 
fornecem pouca informação sobre a probabilidade de eventos futuros com consequências 
extremas, mas baixa probabilidade.
B.10.4.6 Documentos de referência
[91] GARVEY, P., BOOK S.A., COVERT R.P. Probability Methods for Cost Uncertainty Analysis: 
A Systems Engineering Perspective
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO144/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Bibliografia
Geral
[1] Principe “GAME” (Globalement au moins équivalent) Methodologie de demonstration, Les guides 
d’application. Systèmes de transport public guidés urbains de personnes. 2011 
[2] FEKETE ISTVAN, Integrated Risk Assessment for supporting Management decisions Scholars 
Press, Saarbrücken, Germany 2015 
[3] PEACE, C. The reasonably practicable test and work health and safety-related risk assessments 
New Zealand Journal of Employment Relations. 2017, 42(2), 61-78.” 
Técnicas para obter pontos de vista das partes interessadas e especialistas
[4] EN 12973, Value Management 
[5] PROCTOR, A. Creative problem solving for managers. Abingdon: Routledge 
[6] GOLDENBERG, Olga, WILEY, Jennifer. Quality, conformity, and conflict: Questioning the 
assumptions of Osborn’s brainstorming technique, The Journal of Problem Solving. 2011, 
3(2),96-108 [visualizado 2019-02-13] disponível: http://docs.lib.purdue.edu/cgi/viewcontent.
cgi?article=1093&context=jps 
[7] ROWE, G. WRIGHT, G. The Delphi technique: Past, present, and future prospects. Technological 
forecasting and social change. 2011, 78, Special Delphi Issue 
[8] MCDONALD, D. BAMMER, G. and DEANE, P. Research Integration Using Dialogue Methods, 
ANU press Canberra. 2009 Chapter 3 Dialogue methods for understanding a problem: integrating 
judgements. Section 7 Nominal Group Technique [visualizado 2019-02- 13]. Disponível 
http://press.anu.edu.au/node/393/download 
[9] HARRELL, M.C. BRADLEY, M.A. 2009 Data collection methods – A training Manual – Semi 
structured interviews and focus groups, RAND National defence research Institute USA [visualizado 
2019-02-13]. Disponível em: http://www.rand.org/content/dam/rand/pubs/technical_reports/2009/
RAND_TR718.pdf 
[10] GILL, J. JOHNSON, P. Research methods for managers 4th ed. 2010 London: Sage Publications 
Ltd 
[11] SAUNDERS, M. LEWIS, P. THORNHILL, A. Research Methods for Business Students 7th ed. 
2016 Harlow: Pearson Education Ltd. 
[12] UNIVERSITY OF KANSAS COMMUNITY TOOL BOX Section 13 Conducting surveys; [visualizado 
2019-02-13]. Disponível em: https://ctb.ku.edu/en/table-of-contents/assessment/assessing-
community-needs-andresources/conduct-surveys/main 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 145/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Técnicas para identificar riscos 
[13] MATHERLY, Carter The Red Teaming Essential: Social Psychology Premier for Adversarial Based 
Alternative Analysis. 2013 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: https://works.bepress.com/
matherly/6/download/
[14] Pestle analysis Free Management eBooks [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://www.
free-management-ebooks.com/dldebk/dlst-pestle.htm
[15] POPOV, G., LYON, B., HOLLCROFT, B., Risk Assessment: A Practical Guide to Assessing 
Operational Risks. Hoboken, NJ: Wiley, 2016
[16] IEC 62740, Root cause analysis (RCA)
[17] BROUGHTON, Vanda. Essential classification. Facet Publishing 2015
[18] BAILEY, Kenneth. Typologies and taxonomies: An introduction to classification technique. 
Quantitative applications in the social sciences Series 7,102 1994 Sage publications
[19] VDI 2225 Blatt 1, Konstruktionsmethodik- Technisch-wirtschaftliches Konstruieren - Vereinfachte 
Kostenermittlung, 1997 Beuth Verlag
[20] IEC 60812, Failure modes and effects analysis (FMEA and FMECA)
[21] IEC 61882, Hazard and operability studies (HAZOP studies) – Application guide
[22] RINGLAND, Gill. Scenarios in business, Chichester: John Wiley, 2002
[23] Van der HEIJDEN, Kees. Scenarios: The art of strategic conversation, Chichester; John Wiley, 
2005
[24] CHERMACK, Thomas J. Scenario planning in organizations, San Francisco: Berrett Koehler 
publishers Inc. 2011
[25] MUKUL PAREEK, Using Scenario analysis for managing technology risk: [visualizado 2019-02-
13]. Disponível em: http://www.isaca.org/Journal/archives/2012/Volume6/Pages/Using-Scenario-
Analysis-for-Managing-Technology-Risk.aspx
[26] CARD, Alan J. WARD, James R. and CLARKSON, P. John. Beyond FMEA: The structured what-if 
technique (SWIFT) Journal of Healthcare Risk Management, 2012, 31,(4) 23–29
Técnicas para determinar fontes, causas e fatores de risco
[27] KERVERN, G-Y. Elements fondamentaux des cindyniques, Editions Economica 1995
[28] KERVERN, G-Y. Latest advances in cindynics, Editions Economica,1994
[29] KERVERN, G-Y. & BOULENGER, P. Cindyniques – Concepts et mode d’emploi, Edition Economica 
2007
[30] ISHIKAWA, K. Guide to Quality Control, Asia Productivity Organization, 1986 
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO146/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
Técnicas para analisar controles existentes
[31] LEWIS, S. SMITH, K., Lessons learned from real world application of the bow-tie method. 6th AIChE. 
Global Congress of Process Safety, 2010, San Antonio, Texas [visualizado 2019-02-13]. Disponível 
em: http://risktecsolutions.co.uk/media/43525/bowtie%20lessons%20learned%20-%20aiche.pdf
[32] HALE, A. R., GOOSSENS L.H.J., ALE, B.J.M., BELLAMY L.A. POST J. Managing safety barriers 
and controls at the workplace. In Probabilistic safety assessment and management. Editors 
SPITZER C, SCHMOCKER, U, DANG VN,. Berlin: Springer; 2004. pp. 608–13
[33] MCCONNELL, P. and DAVIES, M. Scenario Analysis under Basel II. [visualizado 2019-02- 13]. 
Disponível em http://www.continuitycentral.com/feature0338.htm
[34] ABNT NBR ISO 22000, Sistemas de gestão de segurança de alimentos – Requisitos para qualquer 
organização na cadeia produtiva de alimentos
[35] Food Quality and Safety Systems – A Training Manual on Food Hygiene and the Hazard Analysis 
and Critical Control Point (HACCP) System [visualizado 2019-02-13]. Disponível em http://www.
fao.org/docrep/W8088E/w8088e05.htm
[36] IEC 61508 (all parts), Functional safety of electrical/electronic/programmable electronic safety-
related systems
[37] IEC 61511 (all parts), Functional safety – Safety instrumented systems for the process industry 
sector
[38] CENTRE FOR CHEMICAL PROCESS SAFETY OF THE AMERICAN INSTITUTE OF CHEMICAL 
ENGINEERS New York 2001. Layer of protection analysis – Simplified process risk assessment
Técnicas para entender consequências e probabilidades
[39] GHOSH, J., DELAMPADY, M. and SAMANTA, T. An introduction to Bayesian analysis, New York 
Springer-Verlag, 2006
[40] QUIGLEY, J.L., BEDFORD, T.J. and WALLS, L.A. Prior Distribution Elicitation. In: Encyclopaedia 
of Statistics in Quality and Reliability. Wiley. 2008 ISBN 9780470018613
[41] NEIL, Martin and FENTON, Norman. Risk Assessment and Decision Analysis with Bayesian 
Networks. CRC Press, 2012
[42] JENSEN, F.V., NIELSEN T. D. Bayesian Networks and Decision Graphs, 2nd ed. Springer, New 
York, 2007
[43] NICHOLSON, A., WOODBERRY O and TWARDY C, The “Native Fish” Bayesian networks. 
Bayesian Intelligence Technical Report 2010/3, 2010
[44] NETICA TUTORIAL Introduction to Bayes Nets: What is a Bayes Net? [visualizado 2019-02- 13]. 
Disponível emhttps://www.norsys.com/tutorials/netica/secA/tut_A1.htm
[45] ABNT ISO/TS 22317, Segurança da sociedade – Sistemas de gestão de continuidade de negócios – 
Diretrizes para análise de impacto nos negócios (BIA)
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 147/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
[46] ABNT NBR ISO 22301, Segurança e resiliência – Sistema de gestão de continuidade de negócios – 
Requisitos
[47] ANDREWS J.D, RIDLEY L.M. 2002. Application of the cause-consequence diagram method to 
static systems, Reliability engineering and system safety 75(1) 47-58: também em: https://dspace.
lboro.ac.uk/dspace-jspui/bitstream/2134/695/1/01-22.pdf [visualizado 2019- 02-13]
[48] NIELSEN D.S. The Cause/Consequence Diagram Method as a Basis for Quantitative Accident 
Analysis, Danish Atomic Energy Commission, RISO-M-1374, May 1971
[49] IEC 62502, Analysis techniques for dependability – Event tree analysis (ETA)
[50] IEC TR 63039:2016, Probabilistic risk analysis of technological systems – Estimation of final 
event rate at a given initial state
[51] IEC 62508, Guidance on human aspects of dependability
[52] BELL Julie, HOLROYD Justin, Review of human reliability assessment methods. Health and 
Safety Executive UK, HMSO 2009, [visualizado 2019-02-13]. Disponível em http://www.hse.gov.
uk/research/rrpdf/rr679.pdf
[53] OECD Establishing the Appropriate Attributes in Current Human Reliability Assessment Techniques 
for Nuclear Safety, NEA/CSNI/R 2015 [visualizado 2019-02-13] Disponível em: http://www.oecd.
org/officialdocuments/publicdisplaydocumentpdf/?cote=NEA/CSNI/R(2 015)1&docLanguage=En
[54] IEC 61165, Application of Markov techniques
[55] OXLEY, ALAN. Markov Processes in Management Science, published by Applied Probability 
Trust, 2011 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em https://studylib.net/doc/8176892/markov-
processes-in-management-science
[56] ISO/IEC Guide 98-3:2008/Suppl.1:2008, Uncertainty of measurement – Part 3: Guide to 
the expression of uncertainty in measurement (GUM:1995) – Supplement 1: Propagation of 
distributions using a Monte Carlo method
[57] EU: General Data Protection Regulation (European Union Official Journal, 04.05.2016)
[58] ICO (UK): Conducting privacy impact assessments code of practice [visualizado 2019-02-13] 
Disponível em: https://ico.org.uk/media/about-the-ico/consultations/2052/draftconducting-
privacy-impact-assessments-code-of-practice.pdf
[59] CNIL (FR), Privacy Impact assessment (PIA) [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: https://
www.cnil.fr/en/privacy-impact-assessment-pia 
Técnicas para analisar dependências e interações
[60] BRYSON, J. M., ACKERMANN, F., EDEN, C., & FINN, C. (2004). Visible thinking unlocking causal 
mapping for practical business results. Chichester: John Wiley & Sons
[61] ACKERMANN, F, HOWICK, S, QUIGLEY, J, WALLS, L, HOUGHTON, T. Systemic risk elicitation: 
Using causal maps to engage stakeholders and build a comprehensive view of risks, European 
Journal of Operational Research 2014, 238(1), 290-299
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO148/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
[62] JOINT RESEARCH CENTRE, EUROPEAN COMMISSION, Cross-impact analysis [visualizado 
2019-02-13] Disponível em: http://forlearn.jrc.ec.europa.eu/guide/2_design/meth_cross-impact-
analysis.htm 
Técnicas para fornecer medida de risco
[63] WORLD HEALTH ORGANISATION Human health risk assessment toolkit – chemical hazards. 
2010 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em http://www.inchem.org/documents/harmproj/
harmproj/harmproj8.pdf
[64] US EPA Guidelines for ecological risk assessment 1998 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: 
https://www.epa.gov/sites/production/files/2014-11/documents/eco_risk_assessment1998.pdf
[65] CHANCE, D., BROOKS, R. An introduction to derivatives and risk management, (9th ed.). 
Published Mason, Ohio: South-Western Cengage Learning 2013
[66] THOMAS J. and PEARSON Neil D. Value at risk. Financial Analysts Journal 2000 56, 47-67
[67] CHOUDHRY , M. An introduction to Value at Risk, Ed. 5, John Wiley and Sons, Chichester UK, 
2013
[68] Value at Risk New York University. [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://people.stern.
nyu.edu/adamodar/pdfiles/papers/VAR.pdf
Técnicas para avaliação da significância do risco
[69] UK HEALTH AND SAFTY EXECUTIVE, 2010a: HID’S Approach To ‘As Low As Reasonably 
Practicable’ (ALARP) Decisions [visualizado 2019-02-13] disponível em: http://www.hse.gov.uk/
risk/theory/alarpglance.htm
[70] UK HEALTH AND SAFTY EXECUTIVE, 2010b: Guidance on (ALARP) decisions in control of 
major accident hazards (COMAH), [visualizado 2019-02-13] Disponível em: http://www.hse.gov.
uk/foi/internalops/hid_circs/permissioning/spc_perm_37/
[71] UK HEALTH AND SAFTY EXECUTIVE, 2014: Principles and guidelines to assist HSE in its 
judgments that duty-holders have reduced risk as low as reasonably practicable [visualizado 
2019-02-13] Disponível em: http://www.hse.gov.uk/risk/theory/alarp1.htm
[72] AMERICAN INSTITUTE FOR CHEMICAL ENGINEERS: Understanding and using F-N Diagrams: 
Annex A in Guidelines for Developing Quantitative Safety Risk Criteria. New York. John Wiley 
2009
[73] EVANS, A. Transport fatal accidents and FN-curves: 1967-2001. Health and Safety Executive 
Research Report RR 073 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://webarchive.
nationalarchives.gov.uk/20101111125221/http://www.railreg.gov.uk/upload/pdf/rr073.pdf
[74] Pareto Chart, Excel Easy [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://www.exceleasy.com/
examples/pareto-chart.html
[75] Pareto Chart [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://www.uphs.upenn.edu/gme/pdfs/
Pareto%20Chart.pdf
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 149/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
[76] IEC 60300-3-11, Dependability management – Part 3-11: Application guide – Reliability centred 
maintenance
[77] MACKENZIE Cameron A. Summarizing risk using risk measures and risk indices. Risk Analysis, 
34,12 2143-2163 2014 
Técnicas para selecionar entre opções
[78] KHOJASTEH, P, (2016). Application of benefit-cost-risk formula and key change indicators to 
meet project objectives [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: https://www1.bournemouth.
ac.uk/sites/default/files/asset/document/Mon%205.1%20Kh ojasteh%20Pejman%20Risk.pdf
[79] The Green book, Appraisal and Evaluation in Central Government; 2011 Treasury Guidance 
LONDON: TSO London
[80] ANDOSEH, S., et al. The case for a real options approach to ex-ante cost-benefit analyses of 
agricultural research projects. Food policy 44, 2014, 218-226 [visualizado 2019-02-13]. Disponível 
em: http://pdf.usaid.gov/pdf_docs/pnaec758.pdf
[81] KIRKWOOD, CRAIG . Decision Tree Primer University of Arizona in Decision Analysis and 
System Dynamics resources 2002 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://www.public.
asu.edu/~kirkwood/DAStuff/decisiontrees/
[82] MYERSON, ROGER B., Game Theory: Analysis of Conflict, Harvard University Press, 1991
[83] MARYNARD, SMITH JOHN Evolution and Theory of Games, Cambridge University Press 1982
[84] ROSENHEAD, J. and MINGER, J. (Eds), Rational Analysis for a Problematic World Revisited, 
2nd ed. Wiley, Chichester UK, 2001
[85] EN 16271:2012, Value management – Functional expression of the need and functional 
performance specification – Requirements for expressing and validating the need to be satisfied 
within the process of purchasing or obtaining a product
[86] DEPARTMENT FOR COMMUNITIES AND LOCAL GOVERNMENT, Multi-criteria analysis: 
a manual 2009 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: https://www.gov.uk/government/
publications/multi-criteria-analysis-manual-for-makinggovernment-policy
[87] RABIHAH MHD.SUM, Risk Management Decision Making, 2001 [visualizado 2019-02-13]. 
Disponível em: http://www.isahp.org/uploads/47.pdf[88] VELASQUEZ, M., HESTER, P. An Analysis of Multi-criteria Decision Making Methods, International 
Journal of Operations Research, 10 (2), 55-66, 2013 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: 
http://www.orstw.org.tw/ijor/vol10no2/ijor_vol10_no2_p56_p66.pdf
Técnicas para registro e relato
[89] ELMONSTRI, Mustafa, Review of the strengths and weaknesses of risk matrices, Journal of Risk 
Analysis and Crisis Response, 4 (1), 49-57, 2014 [visualizado 2019-02-13]. Disponível em: http://
www.atlantis-press.com/php/download_paper.php?id=11718
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l
NÃO TEM VALOR NORMATIVO150/150
ABNT/CEE-063
 PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR IEC 31010
JUL 2021
[90] BAYBUTT, Paul, Calibration of risk matrices for process safety. Journal of Loss Prevention in the 
Process Industries, 38, 163-168, 2015
[91] GARVEY, P., BOOK S.A., COVERT R.P. Probability Methods for Cost Uncertainty Analysis: A 
Systems Engineering Perspective, Ed 2 Annex E Unravelling the S curve. CRC 2016
P
ro
je
to
 e
m
 C
on
su
lta
 N
ac
io
na
l

Mais conteúdos dessa disciplina