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Aluna: Juliana Sabino Furtado RA: T0351F9 Turma: PS5A42 – 6/7 semestre Matéria: Psicopatologia Geral Professor: Elaine Miranda Resumo do livro: Encontro Marcado com a loucura: capítulos 1 e 2 A pesquisa da psicopatologia ocorre baseado em distintas referencias teóricas, que as vezes se contradizem, outras vezes se complementam ou se transformam em frente as convergências e divergências. Se pode afirmar que a história da loucura e sua investigação se encontra em meio a história humana. História essa marcada por manifestações do fenômeno psicológico além de sugerir quais melhores formas de aplicá-los de acordo com o contesto social. Afinal, o que é ser louco? Como lidar com problemas e adoecimentos psíquicos? Desde a Grécia antiga se tem registro de fenômenos psicológicos, a princípio eram atribuídos a vontades dos deuses, dando origem ao modelo mítico-religioso da loucura. A mesma forma de perceber a loucura retorna a sociedade da Idade-Média, na qual era atribuída a possessão demoníaca. Outra forma de tratar do fenômeno psicopatológico atribui a causa psicológica, dos pensadores gregos aos teóricos psicanalíticos como Melanie Klein, a qual destacou o amor e o ódio como funcionamentos psíquicos centrais. Com isso, a evolução de procedimentos científicos, passou a determinar a origem física e hereditária da loucura, iniciando o modelo organicista que continua na psiquiatria biológica. As aulas de psicopatologia antes de reproduzir metodicamente o que está definido em relação a diagnóstico no DSM V e no CID, tem como objetivo uma construção de pensamentos críticos e concepções flexíveis diante a fenômenos psicológicos e/ou psicopatológicos. O estudo da psicopatologia permite o contato com os fenômenos enquanto exibem condições de processos, permitindo assim a construção de pensamentos e ações que julguem o individuo não apenas um diagnóstico, mas como alguém com diversas facetas. Assim é possível entender a qualidade multidimensional dos indivíduos cuja subjetividade é construída a partir de várias determinantes e esse entendimento proporciona questionamentos em relação ao que é ser normal, o que é ser louco, entre outros questionamentos. A cura deixa de ser o foco, a delimitação ou opressão da subjetividade e individualidade a favor de uma aceitação social, e passa a ser o acolhimento terapêutico, utilizando da escuta aberta e não punitiva com o paciente em sofrimento, onde o próprio processo se transforma em cura. Cura causada pela permissão da elaboração do acolhimento, do alívio do sofrimento sem julgar anormalidade. Assim antes de excluir a loucura ou outros padrões considerados um problema, se busca excluir preconceitos, julgamentos, segregações e ações que anulam a dignidade humana. Para isso, antes de se render ao uso de medicamentos ou outros métodos de exclusão apenas dos sintomas, procure o aprofundamento nas condições existenciais, as quais vinculam-se a contextos sociais que constituem uma ou mais manifestações psíquicas consideradas como experiencia psicopatológica. Referência: COCIUFFO, T. Loucura: do que se trata? In: Encontro marcado com a loucura: Ensinando e aprendendo psicopatologia, p. 81- 29. COCIUFFO, T. O louco: como se trata? In: Encontro marcado com a loucura: Ensinando e aprendendo psicopatologia, p. 29—36.