Prévia do material em texto
A partir dos anos 1950, a Geografia passou por um momento de crise e transição, em decorrência do rompimento de alguns geógrafos progressistas com a Geografia Tradicional, fundamentada no positivismo. Após o término da Segunda Guerra Mundial, a sociedade passou por grandes transformações, tornando defasado o instrumental de pesquisa da Geografia, elaborado para explicar comunidades locais e incapaz de apreender a complexidade da organização contemporânea do espaço. A Geografia Teorético-Quantitativa desenvolveu-se nesse contexto, entre as décadas de 1960 e 1970, e se caracterizou por utilizar modelos matemáticos e estatísticos. • Analisar o processo de renovação da Geografia na segunda metade do século XX; • Discutir as principais características da Geografia Teorética – Quantitativa; • Examinar as críticas à Geografia Teorética – Quantitativa; Com o fim da Segunda Guerra Mundial, vivenciamos uma série de transformações que levaram à necessidade de reformulação dos métodos e das técnicas de análise dos processos sociais. Diante do conjunto de mudanças, a Geografia Tradicional, limitada a observar e descrever a paisagem, não explicava a representação e explicação dos fenômenos em curso. Quais seriam essas mudanças importantes no mundo? Entre as principais mudanças desse período, podemos destacar: 1. Bipolarização do mundo; 2. Desenvolvimento do capitalismo monopolista; 3. Liberalismo econômico que deu lugar ao planejamento estatal após a crise de 1929; 4. Forte urbanização mundial e não apenas nos países centrais; 5. A ascensão de uma nova ordem mundial, com equilíbrio tenso entre Estados Unidos, líder do bloco de países socialistas; No contexto da ordem mundial bipolar ocorreu o processo de descolonização dos países da África e da Ásia, que passaram a ser denominados de países do Terceiro Mundo, pois muitos deles, apesar das pressões imperialistas, optaram por uma política de não alinhamento às superpotências, condenando o colonialismo e o neocolonialismo, ainda vigente nos dias atuais. Conforme Rodrigues (2008), nesse cenário econômico, destacamos a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista, com a formação de grandes empresas multinacionais e transnacionais sediadas nos países centrais, além da integração entre o capital industrial e financeiro. Os ideais da livre concorrência deram lugar ao capital monopolista e ao controle da economia pelos Estados, que passaram a se preocupar com o planejamento territorial. Introdução ao Pensamento Geográfico Aula 07 – A Geografia Teorética - Quantitativa Grandes empresas monopolistas dos países desenvolvidos instalaram filiais nos países subdesenvolvidos, onde passaram a fabricar seus produtos, alterando profundamente a divisão internacional do trabalho, uma vez que muitos países, que eram apenas fornecedores de alimentos e matérias-primas, para o mercado internacional, tornaram-se produtores e exportadores de produtos industrializados, usando a tecnologia dos países centrais. Exemplos: Logo da Coca – Cola Logo da Volkswagwn Logo da Nestle Logo da Unilever Logo da Johnson – Johnson Ao se instalarem nos países subdesenvolvidos, as grandes corporações se interessavam pela proximidade com as fontes de matérias-primas e de energia, pelo acesso à mão de obra barata e pelo mercado consumidor desses países. Para atraí-las, os governos procuravam ofertar um conjunto de condições favoráveis, fortalecendo a prática do planejamento territorial, uma vez que nesse período, a noção de desenvolvimento estava diretamente vinculada ao processo de industrialização e de crescimento econômico. Nesse período, assistimos ao processo de modernização da agricultura, com a mecanização do campo e utilização de insumos para aumentar a produtividade. Como consequência, ocorreu a diminuição dos postos de trabalho do campo, com a expulsão dos trabalhadores agrícolas e a expansão do êxodo rural. De acordo com Rodrigues (2008), essa era uma realidade que se espalhava pelo mundo e também criava demandas por estudos e levantamentos sobre as áreas agrícolas, a organização e o reordenamento dos espaços de produção, a fim de atender à crescente demanda da população. Com a intensificação da industrialização, associada ao crescimento natural da população e ao êxodo rural, as cidades tornaram-se mais complexas. A urbanização atingia graus até então desconhecidos com o advento das metrópoles e das megalópoles. Rodrigues (2008) afirma que muitos cientistas, entre eles os geógrafos, atuaram em órgãos de governos responsáveis pelo planejamento urbano. A crise do pensamento geográfico tradicional também se desenvolveu a partir de problemas internos da própria ciência. De acordo com Moraes (1983), havia questões de formulação, lacunas lógicas e dubiedades, que forneceram a via imediata da crítica. Um dos problemas mais apontados era a questão da indefinição do objeto de análise. As transformações provocaram uma crise na Geografia Tradicional, pois tornaram seus métodos e técnicas de análise defasados. Elaborados para explicar comunidades locais, os instrumentais tradicionais não conseguiam apreender a complexidade atual do espaço, com o processo de globalização. Alguns geógrafos perceberam que a Geografia necessitava de urgentes reformulações, iniciando um movimento de renovação da disciplina. Os movimentos de renovação não possuíam uma unidade, o que decorria da diversidade de métodos de interpretação e dos posicionamentos dos geógrafos, que, muitas vezes, apresentavam propostas totalmente opostas. Porém, é possível agrupar as novas correntes geográficas em três conjuntos: 1. A Geografia Teorética – Quantitativa, fundamentada no neopositivismo. 2. A Geografia Crítica ou radical, apoiada nas bases da dialética materialista. 3. A Geografia da Percepção e do comportamento, com um viés na fenomenologia. – Denominada, também, de Nova Geografia ou Geografia Pragmática, a Geografia Teorético- Quantitativa desenvolveu-se principalmente entre as décadas de 1960 e 1970 e se caracterizou pela utilização da estatística e de modelos matemáticos. De acordo com Moraes (1983), os autores da Geografia Pragmática realizavam uma crítica à insuficiência da análise da Geografia Tradicional, atacando o caráter não prático da disciplina. Eles argumentavam que a disciplina sempre teve uma ótica retrospectiva, ou seja, falava do passado e de situações já superadas. Desse modo, a Geografia Tradicional era incapaz de prever, de informar a ação – era inoperante como instrumento de intervenção na realidade. Os autores pragmáticos propuseram uma renovação metodológica, bem como a utilização de novas técnicas para transformar a Geografia em uma ciência prospectiva, capaz de produzir um conhecimento voltado para o futuro, que desse conta das exigências postas pelo planejamento. Conforme Rodrigues (2008), esta corrente do pensamento geográfico foi contrária ao uso de excursões técnicas e das aulas práticas de campo, por achar desnecessária a observação e a descrição da realidade empírica. “Os geógrafos pragmáticos substituíram os trabalhos de campo pelo laboratório, onde faziam as medições matemáticas, os gráficos e as tabelas, representando os fenômenos geográficos por meio de desenhos e diagramas.” Os defensores da Geografia Teorético- Quantitativa adotaram os fundamentos do neopositivismo. A Filosofia neopositivista recomendava rigor com a linguagem científica e, por conta disso, os geógrafos adotaram a matemática e a estatística como um modo Seriam só os fenômenos físicos? Seriam as relações dos homens com o meio ambiente? Seria a relação sociedade com o meio?1 2 3 de provar suas hipóteses, comparar as variáveis e explicar os fenômenos geográficos. Para os neopositivistas, o conhecimento devia estar pautado na experiência. A investigação científica e os resultados deviam apresentar clareza. Por essa razão, o uso da linguagem matemática e da lógica era tão valorizado, pois possibilitava a realização de comparações, a verificação e comprovação dos resultados com exatidão. A Geografia Teorético-Quantitativa toma como orientação o Positivismo Lógico, enquanto a Geografia Tradicional adota o Positivismo Naturalista. Segundo Santos (2009), o raciocínio hipotético- dedutivo foi consagrado como o mais pertinente e o desenvolvimento da teoria tornou-se o ponto principal desse movimento de renovação. Modelos provenientes da Matemática e da Física, e a consequente quantificação dos fenômenos foram elaborados pelos geógrafos quantitativos e, em muitos casos, aplicava-se aos fenômenos sociais, modelos análogos aos das ciências naturais. Adotou-se a visão de unidade epistemológica da ciência, calcada nas ciências da natureza. Obs: Ao contrário dos neokantianos os neopositivistas consideravam que não devia existir dualismo científico entre as ciências naturais e as ciências sociais. – Maior rigor na aplicação da metodologia científica A metodologia científica representa um conjunto dos procedimentos aplicáveis à execução da pesquisa científica. Então, é bom saber que há métodos científicos para a pesquisa geográfica, mas não métodos geográficos de pesquisa (ou seja, que são únicos da Geografia). O que vai diferenciar cada ciência é o seu objeto. Cada ciência contribui para a compreensão da ordem e da estrutura existentes, e o setor da Geografia é o das organizações espaciais. O espaço é a dimensão característica da análise geográfica e a superfície terrestre o seu objeto de estudo. Vários estudiosos da História do Pensamento Geográfico afirmam que é com a Geografia Teorético-Quantitativa que o Espaço apareceu, pela primeira vez na história do pensamento geográfico, como conceito-chave da disciplina. O entendimento do conceito de espaço é circunstancial para pensar o território e sua consequente gestão territorial. O problema é que se nós trabalhamos o espaço apenas pelo viés geométrico, teremos dificuldade de acompanhar as transformações em curso (Azevedo e Barbosa, 2011). EX: Imagine o avanço da soja no país, sobretudo no Centro – Oeste brasileiro, nos anos de 1960 e 1970. O problema é que esse crescimento não trouxe riqueza para grande parte da população no campo, mas para os grandes proprietários que tem concentradas as terras. Além disso, promoveu o êxodo rural, com a mecanização da agricultura. Os geógrafos dessa corrente consideravam necessário estabelecer maior rigor nos enunciados e na verificação de hipóteses, assim como na formulação e explicações dos fenômenos geográficos. A Geografia não deve somente explicar o existente e o acontecido, mas ser capaz de propor ações futuras, com base nas teorias e na formulação de leis. Conforme Santos (2009), os estudos geográficos deveriam ser capazes de prever o estado futuro dos sistemas de organização espacial e de contribuir de modo efetivo, para alcançar o estado mais condizente e apto para as necessidades humanas. Sob o paradigma da metodologia científica, a Geografia Teorético-Quantitativa procurou estimular o desenvolvimento de teorias relacionadas às características da distribuição e arranjo espaciais dos fenômenos considerados de interesse da Geografia. A partir de então, os geógrafos passaram a usar e a trabalhar com as teorias disponíveis em outras ciências, como as teorias econômicas, particularmente com as teorias relacionadas com a distribuição, localização e hierarquia dos fenômenos no espaço, por meio da identificação desses elementos e da análise das redes que articulam os fenômenos ou as áreas de distribuição espacial dos mesmos. As técnicas da matemática e da estatística foram utilizadas para analisar os dados coletados e as distribuições espaciais dos fenômenos e constituiu uma das principais características da Geografia Teorético-Quantitativa. De acordo com Moraes (1983), para os autores dessa corrente, os temas da Geografia poderiam ser explicados totalmente através do uso dos métodos matemáticos. Esse procedimento forneceria tabelas numéricas de cada dado, que seriam trabalhados estatisticamente pelo computador e relacionadas, proporcionando resultados numéricos capazes de explicar a região estudada. Ex: Ao estudarmos uma determinada região, a análise deveria começar pela contagem dos elementos presentes (números de estabelecimentos agrícolas, total de população, extensão, número e tamanho das vilas e cidades etc.) Obs: Para Santos (2009), usar técnicas estatísticas sofisticadas não é fazer Geografia. É necessário que o geógrafo tenha uma noção clara do problema a ser pesquisado, e conheça o arsenal teórico e conceitual que lhe permita adequadamente interpretar os resultados obtidos, senão estará apenas fazendo trabalho de mecanização, mas nunca um trabalho geográfico. A teoria geral de sistemas não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicação na realidade empírica. A teoria dos sistemas foi importante para todos os campos da Geografia que foram revitalizados pela utilização da abordagem sistêmica, proporcionando um viés de entendimento mais globalizante, permitindo entender a integração entre os elementos que compõem o espaço, bem como a inter-relação entre a sociedade e a natureza. Segundo Santos (2009), a aplicação da teoria dos sistemas aos estudos geográficos serviu para melhor focalizar as pesquisas e para delinear com maior exatidão o setor de estudo desta ciência, bem como propiciar oportunidade para considerações críticas de muitos dos seus conceitos. Na Nova Geografia, a análise visa fornecer elementos para a formulação de teorias que permitirão estabelecer modelos (Azevedo e Barbosa, 2011). O modelo possibilita estruturar o funcionamento do sistema, a fim de torná-lo compreensível e expressar as relações entre os seus diversos componentes. Repare que a partir de então, os fenômenos geográficos, como inundações, secas ou processos de urbanização, não poderiam ser vistos como algo excepcional. Os geógrafos deveriam entendê-los como fenômenos geográficos em um contexto geral, formando o que se costuma denominar disciplinas nomotéticas, isto é, aquelas que procuram identificar as leis gerais segundo as quais os fenômenos ocorrem (Galvão; Faissol, 1970). “Esta busca de cientificidade é, até certo ponto, um esforço de legitimação do intelectual perante a sociedade como um todo.” GONÇALVES, 1982, p. 93 De acordo com Moraes (1983), os modelos originaram-se na Economia, e tentavam explicar a organização da agricultura, a formação das redes de cidades e a localização da atividade industrial. – Os geógrafos pragmáticos passaram todo o conhecimento geográfico anterior e a formular novos métodos, buscando apagar os métodos produzidos pela Geografia Clássica (Andrade, 1977). Mas, não é apagando o velho que chegaremos a um momento melhor. Segundo Moraes (1983), a Geografia Teorético-Quantitativa efetua uma crítica superficial à insuficiência da análise da Geografia Tradicional, pois não se preocupa com seus fundamentos e sua base social, ficando a crítica apenas em um nível formal. Limita-se a uma crítica acadêmica, já que não toca nos compromissos sociais da Geografia Tradicional. Para Moraes (1983), os compromissos são mantidos, tendo em vista que o planejamento aparece como uma nova função, posta pelas classes dominantes às ciências sociais. “A GeografiaPragmática continuou sendo considerada um instrumento de dominação a serviço do Estado burguês.” MORAES, 1983. As propostas da Geografia Pragmática visam uma redefinição das formas de veicular os interesses do capital, representando apenas: • Uma mudança de forma, sem alteração do conteúdo social. • Uma atualização técnica e linguística. • Um saber que orienta a expansão do capital, fornecendo-lhes opções e orientando as estratégias de sua alocação no espaço. Assim, o pensamento geográfico da Geografia Teorético-Quantitativa e o da Geografia Tradicional possuem, segundo Moraes (1983), uma continuidade dada por seu conteúdo de classe, que constituem instrumentos práticos e ideológicos da burguesia. Moraes (1983) considera que a Geografia Teorético-Quantitativa simplifica arbitrariamente o universo da análise geográfica, ao conceber as múltiplas relações entre os elementos da paisagem, como relações matemáticas e quantitativas. Empobrecem a Geografia ao conceberem a superfície da Terra como um espaço abstrato de fluxos, ou como uma superfície isotrópica, sobre a qual o planejador se debruça e intervém, desumanizando e retirando o conteúdo histórico da produção do espaço. Obs: Atualmente, consideramos a quantificação como um instrumental técnico que nos ajuda a manipular e processar dados e informações de forma precisa e racional, de modo a atender a análise pretendida em nossas investigações científicas. No caso brasileiro, cabe destacar a importância da produção de indicadores produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE é o principal provedor de dados e informações do país, atendendo às necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, bem como dos órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal. Fundado em 1937, o IBGE foi um grande difusor da Geografia Teorético-Quantitativa. E, atualmente, é uma entidade da administração pública federal, vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Questão 01 – Leia o texto a seguir: "A Segunda Guerra Mundial foi o desfecho dos conflitos entre as nações europeias, que se arrastaram desde o final da Idade Média, envolvendo principalmente a Inglaterra, a França, a Itália e a Alemanha. Países da Ásia, África e América, incluindo o Brasil, entraram como coadjuvantes, embora os Estados Unidos e a Rússia tivessem papéis fundamentais para terminá-la". Sobre as transformações ocorridas, após a Segunda Guerra Mundial, que influenciaram o processo de renovação da Geografia, aponte a afirmativa correta: a) Foi no contexto da Ordem Mundial Multipolar que ocorreu o processo de descolonização dos países da África e da Ásia. b) No contexto econômico, devemos destacar a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista, com a formação de grandes empresas multinacionais e transnacionais. c) Foi neste período que assistimos ao processo de modernização da agricultura, com o processo de mecanização e a utilização de insumos, responsáveis pela redução da produtividade. d) A realidade local tornava-se cada vez mais fortalecida, em um contexto em que o mundo se fechava em unidades autossuficientes. e) Os movimentos de renovação possuíam grande unidade, o que decorre da comunhão de métodos de interpretação e dos posicionamentos dos geógrafos. Questão 02 - A geografia pragmática é a Geografia que estuda, analisa o espaço utilizando de quantidade, números, de acordo com pontos, ignorando o lado social e humano, diário, mas somente observando os fatos de acordo com os dados obtidos. Sobre a Geografia Teorético-Quantitativa aponte a afirmativa incorreta. a) Os geógrafos teoréticos – quantitativos seguem orientações neopositivistas. Ao contrario dos neokantianos, os neopositivistas consideram que não deve existir dualismo cientifico entre as ciências naturais e as ciências sociais. b) É necessário estabelecer um maior rigor nos enunciados, e na verificação de hipóteses, assim como na formulação e explicações dos fenômenos geográficos. c) A Geografia deve somente explicar o existente e o acontecido, sem se preocupar com o futuro e sem propor ações transformadoras. d) Os temas da Geografia poderiam ser explicados totalmente com o uso dos métodos matemáticos e estatísticos. e) A formulação de modelos foi um instrumento de trabalho adotado na análise dos sistemas das organizações espaciais. Questão 03 - A partir da década de 1960, a geografia pragmática começou a sofrer duras críticas. Sobre as críticas realizadas à Geografia Teorético-Quantitativa, marque a opção incorreta. a) O pensamento geográfico da Geografia Teorético-Quantitativa e o da Geografia Tradicional possuem uma continuidade dada por seu conteúdo de classe, que constituem instrumentos práticos e ideológicos da burguesia. b) Atualmente, abandonamos completamente a quantificação como um instrumental técnico, visto que esse não contribui em nada para as investigações científicas. c) A Geografia Teorética – Quantitativa simplifica arbitrariamente o universo da análise geográfica, ao conceber as múltiplas relações entre os elementos da paisagem, como relações matemáticas e quantitativas. d) Suas propostas visam apenas uma redefinição das formas de veicular os interesses do capital, trata-se de um saber que orienta a expansão do capital, fornecendo-lhes opções e orientando as estratégias de sua alocação no espaço. e) No Brasil, o IBGE se constitui no principal provedor de dados e informações do País, atendendo às necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, bem como dos órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal. Questão 04 – Os geógrafos pragmáticos passaram a renegar todo o conhecimento geográfico anterior e a formular novos métodos, buscando apagar os métodos anteriores produzidos pela Geografia Clássica. Sobre as críticas à Geografia Teorética – Quantitativa, julgue as assertivas a seguir: I. Efetua uma crítica superficial à insuficiência da análise da Geografia Tradicional, pois não se preocupa com seus fundamentos e a sua base local, ficando a crítica apenas num nível formal. II. Limita-se a uma crítica acadêmica, visto que não toca nos compromissos sociais da Geografia Tradicional. III. Suas propostas visam apenas uma redefinição das formas de veicular os interesses do capital, representando apenas uma mudança de forma, sem alteração do conteúdo social. Está se afirmando a verdade em: a) I e II b) I, II e III c) I e III d) II e III e) Somente em II. Questão 05 (PUC-RIO 2007) – A segunda Guerra Mundial, que se estendeu de 1939 a 1945, diferenciou- se de todas as guerras ocorridas em tempos passados, configurando um novo tipo de conflito: uma guerra total. Corroboram tal afirmativa o fato de aquele conflito ter: I. Envolvido um número nunca visto de países e continentes. II. Promovido uma mobilização total de recursos humanos e materiais. III. Aumentado o apelo ao trabalho feminino nos países aliados. IV. Acelerado o crescimento tecnológico que vinha se desenvolvendo desde o final da Primeira Guerra Mundial. Assinale a alternativa correta: a) Somente as afirmativas I, II e IV. b) Somente as afirmativas III e IV. c) Somente as afirmativas II e III. d) Somente as afirmativas I e II. e) Todas as afirmativas estão corretas. Questão 06 – Durante a década de 1970 e 1980, o conhecimento geográfico passa por transformações, surge um novo paradigma com intenção de participar de um processo de transformação da sociedade, repensa a questão da organização espacial, indo além de sua descrição, procurando ver as relações dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais.Esta corrente é chamada: a) Nova Geografia b) Possibilismo geográfico c) Determinismo ambiental. d) Geografia crítica e) Geografia Quantitativa.