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Aula 04 - Diferentes técnicas de estudo

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atenção para que as 
citações façam sentido, especialmente quando partes das 
frases são omitidas. Neste caso, você deve utilizar 
reticências entre colchetes [...] ou parênteses (...). 
Exemplo: 
MARTINS, Carlos Estevam. A Questão da Cultura Popular. 
Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1963. 
“(...) todo um complexo universo criado pelo trabalho e que 
tem por finalidade de garantir, a um nível cada vez mais 
integral, a realização do ser do homem no mundo.” (p.38) 
 
Fichamento textual ou de resumo: 
Fichamento em que são inseridas as ideias 
principais, mas com as suas próprias palavras, embora 
também possam ser usadas citações. 
As ideias devem estar organizadas de acordo com 
a ordem em que aparecem no texto. Você deve expressar 
sua opinião e, inclusive, fazer os seus próprios esquemas. 
Esse tipo de fichamento também é chamado de 
fichamento de leitura ou de conteúdo. 
Exemplo: 
CANCLINI, Néstor García. Consumidores e cidadãos: 
conflitos multiculturais na globalização. Rio de Janeiro: 
Editora UFRJ, 2006. 
Para o argentino Néstor García Canclini, consumir 
está longe de ser uma ação alienante apenas; é também 
um objeto de estudos, pois “o consumo serve para 
pensar”. Esta relação surge no momento no qual 
consumimos algo, combinando o pragmático e o aprazível. 
Desta maneira, estamos realmente “pensando”, pois 
atribuímos valores e qualidades aos nossos produtos na 
hora de consumi-los. Assim, é capital estudar o consumo 
e a cidadania no cenário vigente de diversidade e 
processos culturais, para assegurar a todos, as iguais 
possibilidades de acesso aos bens da globalização. 
Por fim, o autor afirma que a cidadania deve estar 
em conexão com o consumo e também como estratégia 
política, pois hoje com os meios de comunicação e 
articulação entre o público e o privado se facilita, de modo 
que os velhos agentes, ou seja, os partidos, sindicatos, 
intelectuais, vão paulatinamente sendo substituídos pela 
comunicação de massa, gerando um novo cenário 
sociocultural vigente. 
 
Fichamento Bibliográfico: 
Fichamento em que as ideias selecionadas, e que 
expressam opinião pessoal, são inseridas por temas com 
a devida indicação da sua localização no texto. 
Exemplo: 
MARTINS, Carlos Estevam. A Questão da Cultura Popular. 
Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1963. 
• Conceito de cultura: é complexo, porque é 
muito abrangente e se origina de muito trabalho. 
O seu objetivo é fazer com que o homem se 
realize (p.38) 
 
• Cultura popular: reflete um papel de 
consciência que expressa caráter revolucionário. 
(p.38) 
 
• Problemática central: necessidade de dar a 
conhecer ao povo a cultura que existe fora do 
âmbito popular, não sem antes entender o que é 
cultura popular. (p.47) 
 
 Por fim, o fichamento de leitura ajuda na 
construção de análises textuais como os resumos e 
resenhas. Todo mundo sabe o que é um resumo (ou 
pelo menos acha que sabe). 
 Mas e a resenha? Você sabe o que é? 
Vamos agora conhecer um pouco mais sobre 
essas análises que diversificam a atividade de estudo 
e propiciam informações e novos conhecimentos. 
Segundo apontam Lakatos e Marconi (1996, p. 
211), a resenha apresenta um conteúdo crítico sobre 
determinada obra. 
O termo resenha é um substantivo feminino que 
significa ato ou efeito de resenhar. E resenhar, do 
latim resignare, é uma descrição do conteúdo de uma 
obra. 
Sua importância está em desenvolver a 
capacidade de proferir juízos críticos sobre a leitura: 
“Resenha (...) é a apresentação do conteúdo de uma obra. 
Consiste na leitura, no resumo e na crítica, formulando, o 
resenhista, um conceito sobre o valor do livro. (...) a resenha 
em geral é feita por cientistas que, além do conhecimento 
sobre o assunto, têm capacidade de juízo crítico. Também 
pode ser feita por estudantes; neste caso, como um 
exercício de compreensão e crítica. Para iniciar-se nesse 
tipo de trabalho, a maneira mais prática seria começar por 
resenhas de capítulos.” 
• Situar as ideias do autor no contexto geral 
de seu próprio pensamento; 
 
• Situar o autor em um contexto mais amplo, 
mostrando o sentido de sua perspectiva e 
destacando os pontos importantes ou 
originais de seu pensamento; 
 
• Desvelar os pressupostos que aparecem e 
que justificam a posição assumida pelo autor; 
 
• Comparar as ideias do texto com ideias afins; 
 
• Crítica: formular um juízo critico, uma 
avaliação, uma tomada de posição. 
No caso da técnica de estudo da resenha, 
elaboramos uma análise interpretativa (interpretar 
significa tomar uma posição própria a respeito das 
ideias enunciadas). 
Como você já percebeu, o resenhista precisa 
ter conhecimentos na área. Você deve iniciar-se na 
prática, começando pela elaboração de resumos para, 
pouco a pouco, adquirir habilidades para vir a elaborar 
uma resenha. 
• Referência da obra; 
• Informações sobre o autor; 
• Nome do resenhista e titulação; 
• Perspectiva teórica da obra; 
• Breve síntese e principais argumentos do autor; 
• Reflexão crítica da obra; 
Mas, afinal, o que significa resumir? Seria copiar frases do 
texto? 
Resumo é uma síntese sob forma de redação 
do fichamento de leitura, buscando compreender o 
sentido do texto. Uma apresentação sucinta e 
ordenada das ideias centrais do texto lido, sem a 
utilização de citação (SANTOS; MOLINA; DIAS, 2007, 
p. 105). 
Dentro do campo científico, a técnica de 
resumo pode ser: 
 
Parte de um trabalho científico: 
Produção seguida de palavras-chaves, que faz 
parte dos elementos pré-textuais de trabalho técnico 
científico e que deve estar em língua vernácula e 
língua estrangeira. 
 
Um trabalho acadêmico: 
Não tem número definido de palavras, deve 
apresentar um cabeçalho (nome da IES, curso, 
período, turma, disciplina, professor, aluno) e constar 
a referência completa da obra estudada. 
 
Quando elaboramos um resumo, produzimos 
uma análise temática do texto lido. É o momento da 
compreensão do texto, entendendo as ideias do 
autor. 
Segundo Severino (2007), ao elaborar um 
resumo, o leitor deve fazer as seguintes perguntas: 
• Qual é o tema? 
• Qual a perspectiva da abordagem? 
• Como o assunto foi problematizado? 
• Como o autor responde ao problema? 
• Que posição assume? 
• Que ideia defende? 
• O que quer demostrar? 
• Como o autor comprova sua tese? 
Na análise temática percebemos o raciocínio 
do autor e sua argumentação. O resumo de 
um texto é a síntese do raciocínio do autor e não a 
mera redução de parágrafos. 
João Bosco Medeiros (2003, p. 137) ensina que “texto é 
um tecido verbal estruturado de tal forma que as ideias 
formam um todo coeso, uno, coerente. A imagem do 
tecido contribui para esclarecer que não se trata de 
feixe de fios (frases soltas), mas de fios entrelaçados 
(frases que se inter-relacionam).” 
Como vimos lá no início da aula, muitos 
acreditam que os jovens não leem mais por causa 
dos avanços tecnológicos e isso teria causando um 
empobrecimento da linguagem. 
Acreditam também que essa preguiça esteja 
afetando a qualidade dos trabalhos acadêmicos devido 
ao uso excessivo de obras de terceiros sem as 
devidas referências, já que é muito mais fácil “copiar 
e colar” do que criar. E, convenhamos, quem não lê 
não escreve bem e prefere “roubar” as palavras dos 
outros. 
É óbvio que a tecnologia ajuda na busca de 
informações. Porém, quando encontramos o que 
queremos, o nosso problema está apenas 
parcialmente resolvido, pois é preciso saber 
apresentar suas descobertas. 
Será por meio das técnicas de estudo vistas 
nesta aula — fichamento, resumo e resenha — que 
você terá meios para desenvolver um texto que 
apresente as ideias pesquisadas para seus possíveis 
leitores. 
Questão 01 - Além dos exercícios aqui propostos 
realize também os exercícios dos módulos anteriores 
Resumo: quando utilizar e como elaborar e Resenha: 
quando utilizar e como elaborar para fixação

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