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Leia o trecho a seguir: “Levando em consideração que a obra literária pode reproduzir o mundo adulto, seja através de um narrador que bloqueia ou censura a ação de suas personagens infantis, seja através da veiculação de conceitos e padrões comportamentais que estejam em consonância com os valores sociais prediletos. Assim sendo, os fatores estruturais de um texto de ficção – narrador, visão de mundo, linguagem – podem se converter no meio por intermédio do qual o adulto intervém na realidade imaginária usando-a para inculcar sua ideologia.” Fonte: ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, R. C. Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1987, p. 34.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no texto literário infantil, é possível afirmar que:
a literatura infantil nos dias de hoje prende-se a modelos de representação infantil que remetem a produções do século XIX.
os textos literários, desde a sua origem, estão carregados de elementos lúdicos que visam ao crescimento emocional da criança.
os perfis de crianças, até os dias de hoje, são delimitados com base em modelos abstratos da realidade.
durante muito tempo, a representação da criança no texto infantil era uma versão idealizada da mesma a ser seguida.
nas obras ficcionais, o narrador procura atingir a criança e compreender sua percepção de mundo, e o faz sem a transmissão de valores.

Leia o trecho a seguir: “A literatura infantil é também ludismo, é fantasia, é questionamento, e dessa forma consegue ajudar a encontrar respostas para as inúmeras indagações do mundo infantil, enriquecendo no leitor a capacidade de percepção das coisas.” Fonte: FRANTZ, M. H. Z. O ensino da literatura nas séries iniciais. Coleção Educação. Ijuí: UNIJUÍ, 2001, p. 67.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a sensibilização e aproximação lúdica da criança com a linguagem poética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) Há um processo de oralização do conto escrito, de forma a aproximá-lo das narrativas ancestrais.
II. ( ) Diante de um mundo em constantes transformações, é por meio do conto infantil que a criança encontra um porto seguro para enfrentar o mundo.
III. ( ) A necessidade de capacitação do século XIX remeteu a literatura, principalmente a infantil, a uma função utilitarista.
IV. ( ) A literatura infantil, durante muito tempo, combateu a manifestação do metaempírico.
V. ( ) A literatura infantil no século XIX representou o sobrenatural desassociado do elemento ideológico.
V, F, V, F, V.
F, F, V, V, V.
V, V, F, F, F.
V, V, F, F, V.
V, V, V, V, F.

É muito comum o uso dos acontecimentos fantásticos como um sinônimo para fábulas, lendas e contos de fadas. Ocorre que, desde a sua origem, é trivial a presença de acontecimentos sobrenaturais que, de tão corriqueiros, viram também outra forma de lugar-comum.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) Os contos de fadas contemporâneos se desassociam dos elementos clássicos presentes nos contos orais.
II. ( ) Na sua origem, esses contos eram adaptações de contos orais, mas em versões que diferiam entre si, sendo suavizados ou não.
III. ( ) O elemento sobrenatural no conto de fadas é gratuito, utilizado como forma de entretenimento para o leitor.
IV. ( ) A representação do mal nesse tipo de literatura infantil representava uma espécie de confronto entre os poderes instituídos.
V. ( ) Nos contos de fadas o sobrenatural causa espanto, assustando os personagens que o confrontam.
F, V, F, V, F.
V, V, F, F, V.
F, F, V, V, V.
V, V, F, F, F.
V, F, V, F, V.

Leia o trecho a seguir: “A Gata Borralheira é o símbolo do personagem humilhado e maltratado. O Gato de Botas é o pícaro a tirar proveito da corrupção social. O Pequeno Polegar é o anão astuto que vence gigantes bobos [...], seus personagens se armam com os atributos da inteligência e da perspicácia para vencer a força bruta: o poderoso opressor. Perrault foi responsável pela introdução dos desprivilegiados nos salões, em contos cujas personagens são as mais estereotipadas: a madrasta, o lobo e os irmãos mais velhos são sempre maus.” Fonte: COLL, C.; TEBEROSKY, A. Aprendendo personagens: conteúdos essenciais para o ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2000, p. 42.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
Perrault dá uma nova roupagem para as personagens dos contos de fadas, associando-os aos valores burgueses.
Os contos eram efabulações adaptadas para representar nas cortes europeias visões idealizadas da cultura popular.
É a partir de Perrault que os contos de fadas começam a representar o confronto entre os poderes que existem na vida.
Perrault criou contos atendiam ao gosto das elistes europeias, distanciando-se do que poderia vir a ser uma literatura de gosto mais popular.
Perrault reinventa os contos de fadas, criando versões diferenciadas dos contos orais.

Leia o trecho a seguir: “[...] os signos de que a língua é feita, os signos só existem na medida em que são reconhecidos, isto é, na medida em que se repetem; o signo é seguidor, gregário; em cada signo dorme este monstro, um estereótipo: nunca posso falar senão recolhendo aquilo que se arrasta na língua. Assim que enuncio, essas duas rubricas se juntam em mim, sou ao mesmo tempo mestre e escravo, não me contento com repetir o que foi dito, com alojar-me confortavelmente na servidão dos signos: digo, afirmo, assento o que repito.” Fonte: BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1987. p. 14-15.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
o escritor está limitado às possibilidades do próprio código linguístico.
o escritor pode subverter indefinidamente o código linguístico.
o escritor pode transitar os sentidos definidos do código linguístico.
o escritor é aquele que reinventa as possibilidades do sistema linguístico.
o escritor é aquele que perpetua o sistema linguístico.

Uma boa história infantil não difere muito dos antigos textos narrados em torno da roda, contados por nossos avós: dependem da capacidade e talento do narrador, a maneira como ele conta a história e organiza os elementos narrativos.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre literatura e amadurecimento, é possível afirmar que:
o registro do texto na modalidade escrita garante o seu sucesso e a sua propagação.
um bom conto é como um mito: sempre mantém o seu significado, independente das épocas.
assim como em uma contação oral, o conto de fadas vai sendo organizado por meio das palavras, como em um ritual.
a captação da atenção do leitor segue o mesmo caminho da contação em roda, depende de um bom enredo.
diferentemente de um texto oral, o texto escrito é significativo mesmo fora do contexto comunitário.

Durante muito tempo, o uso do texto direcionado para a criança tinha um caráter didático e ideológico. Essas premissas não se distanciaram por completo, mas hoje, avalia-se, em projetos pedagógicos, outros usos desse texto pelo recurso de uma linguagem direcionada ao público infantil.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre senbilização e aproximação lúdica da criança com a linguagem poética, é possível afirmar que há uma série de estratégias utilizadas pelos escritores contemporâneos que se concentram no uso da linguagem porque:
possibilitam maior interação com o universo sociocognitivo da criança.
estabelece uma ligação com os interesses diretos daquele que lê.
cria uma relação de significado e significante com o linguajar da criança.
aborda um universo associado ao contexto formativo da criança.
utiliza um léxico mais informal, adaptada ao cotidiano desses leitores.

Leia o trecho a seguir: “Se o adulto é capaz de ler um livro ou ver um filme que acabe mal, sem deixar de apreciar o livro ou o filme, pelo aspecto puramente artístico, ou pela realidade da vida neles apresentada, tal não se pode esperar da criança. Normalmente, ela vive a história, identifica-se com a personagem simpática, e o final desagradável a feriria.” Fonte: CUNHA, M. A. A. Literatura infantil: teoria e prática. 18 ed. São Paulo: Ática, 2010. p. 11.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados, analise as premissas da importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos – e relacione-as com suas respectivas características.
1) Leitura didática.
2) Leitura lúdica.
3) Leitura cultural.
4) Leitura crítica.
5) Leitura emancipadora.
( ) Uso do espaço literário com propósito moralizante, ao transmitir relações de recompensa e punição no/do cotidiano.
( ) Abordagem de aspectos de determinado grupo através de elementos maravilhosos.
( ) Criação de jogos textuais e artimanhas para atrair a criança do universo da leitura.
( ) Recurso ao elemento mágico como forma de desenvolver a capacidade de reflexão.
( ) Trabalhar as inconsistências da vida através das possibilidades do texto fantástico.

Leia o trecho a seguir: “A literatura atua em determinados momentos históricos no sentido da união da comunidade em torno de seus mitos fundadores, de seu imaginário ou de sua ideologia, tendendo a uma homogeneização discursiva, à fabricação de uma palavra exclusiva, ou seja, aquela que pratica uma ocultação sistemática do outro, ou uma representação inventada do outro”. Fonte: BERND, Z. Literatura e Identidade Nacional. Porto Alegre: EDUFRGS, 2003. p. 37.
Há linhas de pesquisa que abordam a representação de personagens-crianças, de como essa sempre foi uma personagem transitória. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no texto literário infantil, essa afirmação apresenta certa lógica, porque é possível afirmar que, nos dias atuais.
as personagens-crianças são recortes da realidade.
as personagens-crianças são abstrações da realidade.
as personagens-crianças são idealizações da realidade.
as personagens-crianças são imposições de um ideal da realidade.
as personagens-crianças são modelos perfeitos da realidade.

O texto literário, por mais que esteja associado ao seu contexto de produção, possui um diferencial em relação a outros tipos textuais: sua capacidade plurissignificativa de formação. O texto literário pode formar, mas de uma maneira diferente dos livros didáticos, como uma representação da própria vida.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
o texto literário tem o potencial de circular livremente, independente do atendimento aos gostos de um público-leitor.
o texto literário busca ser uma representação perfeita da sociedade, bem como dos discursos silenciados.
o escritor está limitado ao potencial da língua de que dispõe, o que modifica seus textos e suas histórias.
o texto literário é um espaço profícuo para a representação dos valores e costumes sociais, até mesmo os desaprovados.
O entendimento da obra de um escritor está limitado às leituras prévias feitas pelos seus respectivos leitores em épocas bem específicas.

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Questões resolvidas

Leia o trecho a seguir: “Levando em consideração que a obra literária pode reproduzir o mundo adulto, seja através de um narrador que bloqueia ou censura a ação de suas personagens infantis, seja através da veiculação de conceitos e padrões comportamentais que estejam em consonância com os valores sociais prediletos. Assim sendo, os fatores estruturais de um texto de ficção – narrador, visão de mundo, linguagem – podem se converter no meio por intermédio do qual o adulto intervém na realidade imaginária usando-a para inculcar sua ideologia.” Fonte: ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, R. C. Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1987, p. 34.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no texto literário infantil, é possível afirmar que:
a literatura infantil nos dias de hoje prende-se a modelos de representação infantil que remetem a produções do século XIX.
os textos literários, desde a sua origem, estão carregados de elementos lúdicos que visam ao crescimento emocional da criança.
os perfis de crianças, até os dias de hoje, são delimitados com base em modelos abstratos da realidade.
durante muito tempo, a representação da criança no texto infantil era uma versão idealizada da mesma a ser seguida.
nas obras ficcionais, o narrador procura atingir a criança e compreender sua percepção de mundo, e o faz sem a transmissão de valores.

Leia o trecho a seguir: “A literatura infantil é também ludismo, é fantasia, é questionamento, e dessa forma consegue ajudar a encontrar respostas para as inúmeras indagações do mundo infantil, enriquecendo no leitor a capacidade de percepção das coisas.” Fonte: FRANTZ, M. H. Z. O ensino da literatura nas séries iniciais. Coleção Educação. Ijuí: UNIJUÍ, 2001, p. 67.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a sensibilização e aproximação lúdica da criança com a linguagem poética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) Há um processo de oralização do conto escrito, de forma a aproximá-lo das narrativas ancestrais.
II. ( ) Diante de um mundo em constantes transformações, é por meio do conto infantil que a criança encontra um porto seguro para enfrentar o mundo.
III. ( ) A necessidade de capacitação do século XIX remeteu a literatura, principalmente a infantil, a uma função utilitarista.
IV. ( ) A literatura infantil, durante muito tempo, combateu a manifestação do metaempírico.
V. ( ) A literatura infantil no século XIX representou o sobrenatural desassociado do elemento ideológico.
V, F, V, F, V.
F, F, V, V, V.
V, V, F, F, F.
V, V, F, F, V.
V, V, V, V, F.

É muito comum o uso dos acontecimentos fantásticos como um sinônimo para fábulas, lendas e contos de fadas. Ocorre que, desde a sua origem, é trivial a presença de acontecimentos sobrenaturais que, de tão corriqueiros, viram também outra forma de lugar-comum.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) Os contos de fadas contemporâneos se desassociam dos elementos clássicos presentes nos contos orais.
II. ( ) Na sua origem, esses contos eram adaptações de contos orais, mas em versões que diferiam entre si, sendo suavizados ou não.
III. ( ) O elemento sobrenatural no conto de fadas é gratuito, utilizado como forma de entretenimento para o leitor.
IV. ( ) A representação do mal nesse tipo de literatura infantil representava uma espécie de confronto entre os poderes instituídos.
V. ( ) Nos contos de fadas o sobrenatural causa espanto, assustando os personagens que o confrontam.
F, V, F, V, F.
V, V, F, F, V.
F, F, V, V, V.
V, V, F, F, F.
V, F, V, F, V.

Leia o trecho a seguir: “A Gata Borralheira é o símbolo do personagem humilhado e maltratado. O Gato de Botas é o pícaro a tirar proveito da corrupção social. O Pequeno Polegar é o anão astuto que vence gigantes bobos [...], seus personagens se armam com os atributos da inteligência e da perspicácia para vencer a força bruta: o poderoso opressor. Perrault foi responsável pela introdução dos desprivilegiados nos salões, em contos cujas personagens são as mais estereotipadas: a madrasta, o lobo e os irmãos mais velhos são sempre maus.” Fonte: COLL, C.; TEBEROSKY, A. Aprendendo personagens: conteúdos essenciais para o ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2000, p. 42.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
Perrault dá uma nova roupagem para as personagens dos contos de fadas, associando-os aos valores burgueses.
Os contos eram efabulações adaptadas para representar nas cortes europeias visões idealizadas da cultura popular.
É a partir de Perrault que os contos de fadas começam a representar o confronto entre os poderes que existem na vida.
Perrault criou contos atendiam ao gosto das elistes europeias, distanciando-se do que poderia vir a ser uma literatura de gosto mais popular.
Perrault reinventa os contos de fadas, criando versões diferenciadas dos contos orais.

Leia o trecho a seguir: “[...] os signos de que a língua é feita, os signos só existem na medida em que são reconhecidos, isto é, na medida em que se repetem; o signo é seguidor, gregário; em cada signo dorme este monstro, um estereótipo: nunca posso falar senão recolhendo aquilo que se arrasta na língua. Assim que enuncio, essas duas rubricas se juntam em mim, sou ao mesmo tempo mestre e escravo, não me contento com repetir o que foi dito, com alojar-me confortavelmente na servidão dos signos: digo, afirmo, assento o que repito.” Fonte: BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1987. p. 14-15.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
o escritor está limitado às possibilidades do próprio código linguístico.
o escritor pode subverter indefinidamente o código linguístico.
o escritor pode transitar os sentidos definidos do código linguístico.
o escritor é aquele que reinventa as possibilidades do sistema linguístico.
o escritor é aquele que perpetua o sistema linguístico.

Uma boa história infantil não difere muito dos antigos textos narrados em torno da roda, contados por nossos avós: dependem da capacidade e talento do narrador, a maneira como ele conta a história e organiza os elementos narrativos.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre literatura e amadurecimento, é possível afirmar que:
o registro do texto na modalidade escrita garante o seu sucesso e a sua propagação.
um bom conto é como um mito: sempre mantém o seu significado, independente das épocas.
assim como em uma contação oral, o conto de fadas vai sendo organizado por meio das palavras, como em um ritual.
a captação da atenção do leitor segue o mesmo caminho da contação em roda, depende de um bom enredo.
diferentemente de um texto oral, o texto escrito é significativo mesmo fora do contexto comunitário.

Durante muito tempo, o uso do texto direcionado para a criança tinha um caráter didático e ideológico. Essas premissas não se distanciaram por completo, mas hoje, avalia-se, em projetos pedagógicos, outros usos desse texto pelo recurso de uma linguagem direcionada ao público infantil.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre senbilização e aproximação lúdica da criança com a linguagem poética, é possível afirmar que há uma série de estratégias utilizadas pelos escritores contemporâneos que se concentram no uso da linguagem porque:
possibilitam maior interação com o universo sociocognitivo da criança.
estabelece uma ligação com os interesses diretos daquele que lê.
cria uma relação de significado e significante com o linguajar da criança.
aborda um universo associado ao contexto formativo da criança.
utiliza um léxico mais informal, adaptada ao cotidiano desses leitores.

Leia o trecho a seguir: “Se o adulto é capaz de ler um livro ou ver um filme que acabe mal, sem deixar de apreciar o livro ou o filme, pelo aspecto puramente artístico, ou pela realidade da vida neles apresentada, tal não se pode esperar da criança. Normalmente, ela vive a história, identifica-se com a personagem simpática, e o final desagradável a feriria.” Fonte: CUNHA, M. A. A. Literatura infantil: teoria e prática. 18 ed. São Paulo: Ática, 2010. p. 11.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados, analise as premissas da importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos – e relacione-as com suas respectivas características.
1) Leitura didática.
2) Leitura lúdica.
3) Leitura cultural.
4) Leitura crítica.
5) Leitura emancipadora.
( ) Uso do espaço literário com propósito moralizante, ao transmitir relações de recompensa e punição no/do cotidiano.
( ) Abordagem de aspectos de determinado grupo através de elementos maravilhosos.
( ) Criação de jogos textuais e artimanhas para atrair a criança do universo da leitura.
( ) Recurso ao elemento mágico como forma de desenvolver a capacidade de reflexão.
( ) Trabalhar as inconsistências da vida através das possibilidades do texto fantástico.

Leia o trecho a seguir: “A literatura atua em determinados momentos históricos no sentido da união da comunidade em torno de seus mitos fundadores, de seu imaginário ou de sua ideologia, tendendo a uma homogeneização discursiva, à fabricação de uma palavra exclusiva, ou seja, aquela que pratica uma ocultação sistemática do outro, ou uma representação inventada do outro”. Fonte: BERND, Z. Literatura e Identidade Nacional. Porto Alegre: EDUFRGS, 2003. p. 37.
Há linhas de pesquisa que abordam a representação de personagens-crianças, de como essa sempre foi uma personagem transitória. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no texto literário infantil, essa afirmação apresenta certa lógica, porque é possível afirmar que, nos dias atuais.
as personagens-crianças são recortes da realidade.
as personagens-crianças são abstrações da realidade.
as personagens-crianças são idealizações da realidade.
as personagens-crianças são imposições de um ideal da realidade.
as personagens-crianças são modelos perfeitos da realidade.

O texto literário, por mais que esteja associado ao seu contexto de produção, possui um diferencial em relação a outros tipos textuais: sua capacidade plurissignificativa de formação. O texto literário pode formar, mas de uma maneira diferente dos livros didáticos, como uma representação da própria vida.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que:
o texto literário tem o potencial de circular livremente, independente do atendimento aos gostos de um público-leitor.
o texto literário busca ser uma representação perfeita da sociedade, bem como dos discursos silenciados.
o escritor está limitado ao potencial da língua de que dispõe, o que modifica seus textos e suas histórias.
o texto literário é um espaço profícuo para a representação dos valores e costumes sociais, até mesmo os desaprovados.
O entendimento da obra de um escritor está limitado às leituras prévias feitas pelos seus respectivos leitores em épocas bem específicas.

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16/04/2022 12:58 Comentários
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Pergunta 1 -- /1
Leia o trecho a seguir:
“Levando em consideração que a obra literária pode reproduzir o mundo adulto, seja através de um narrador que 
bloqueia ou censura a ação de suas personagens infantis, seja através da veiculação de conceitos e padrões 
comportamentais que estejam em consonância com os valores sociais prediletos. Assim sendo, os fatores estruturais 
de um texto de ficção – narrador, visão de mundo, linguagem – podem se converter no meio por intermédio do qual o 
adulto intervém na realidade imaginária usando-a para inculcar sua ideologia.” 
Fonte: ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, R. C. Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1987, 
p. 34.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no texto literário infantil, é 
possível afirmar que:
durante muito tempo, a representação da criança no texto infantil era uma versão idealizada da mesma a 
ser seguida
os textos literários, desde a sua origem, estão carregados de elementos lúdicos que visam ao crescimento 
emocional da criança.
nas obras ficcionais, o narrador procura atingir a criança e compreender sua percepção de mundo, e o faz 
sem a transmissão de valores.
os perfis de crianças, até os dias de hoje, são delimitados com base em modelos abstratos da realidade.
a literatura infantil nos dias de hoje prende-se a modelos de representação infantil que remetem a 
produções do século XIX.
Pergunta 2 -- /1
Leia o trecho a seguir:
“A literatura infantil é também ludismo, é fantasia, é questionamento, e dessa forma consegue ajudar a encontrar 
respostas para as inúmeras indagações do mundo infantil, enriquecendo no leitor a capacidade de percepção das 
coisas.”
Fonte: FRANTZ, M. H. Z. O ensino da literatura nas séries iniciais. Coleção Educação. Ijuí: UNIJUÍ, 2001, p. 67.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a sensibilização e aproximação lúdica da criança com 
a linguagem poética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) Há um processo de oralização do conto escrito, de forma a aproximá-lo das narrativas ancestrais.
II. ( ) Diante de um mundo em constantes transformações, é por meio do conto infantil que a criança encontra um porto 
seguro para enfrentar o mundo.
16/04/2022 12:58 Comentários
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III. ( ) A necessidade de capacitação do século XIX remeteu a literatura, principalmente a infantil, a uma função 
utilitarista.
IV. ( ) A literatura infantil, durante muito tempo, combateu a manifestação do metaempírico.
V. ( ) A literatura infantil no século XIX representou o sobrenatural desassociado do elemento ideológico.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V, F, V, F, V.
V, V, V, V, F.
V, V, F, F, V.
V, V, F, F, F.
F, F, V, V, V.
Pergunta 3 -- /1
É muito comum o uso dos acontecimentos fantásticos como um sinônimo para fábulas, lendas e contos de fadas. 
Ocorre que, desde a sua origem, é trivial a presença de acontecimentos sobrenaturais que, de tão corriqueiros, viram 
também outra forma de lugar-comum.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a importância da exteriorização – personagens e 
acontecimentos fantásticos, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) Os contos de fadas contemporâneos se desassociam dos elementos clássicos presentes nos contos orais.
II. ( ) Na sua origem, esses contos eram adaptações de contos orais, mas em versões que diferiam entre si, sendo 
suavizados ou não.
III. ( ) O elemento sobrenatural no conto de fadas é gratuito, utilizado como forma de entretenimento para o leitor.
IV. ( ) A representação do mal nesse tipo de literatura infantil representava uma espécie de confronto entre os poderes 
instituídos.
V. ( ) Nos contos de fadas o sobrenatural causa espanto, assustando os personagens que o confrontam.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V, V, F, F, F.
V, F, V, F, V.
F, V, F, V, F.
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F, F, V, V, V.
V, V, F, F, V.
Pergunta 4 -- /1
Leia o trecho a seguir:
“A Gata Borralheira é o símbolo do personagem humilhado e maltratado. O Gato de Botas é o pícaro a tirar proveito da 
corrupção social. O Pequeno Polegar é o anão astuto que vence gigantes bobos [...], seus personagens se armam 
com os atributos da inteligência e da perspicácia para vencer a força bruta: o poderoso opressor. Perrault foi 
responsável pela introdução dos desprivilegiados nos salões, em contos cujas personagens são as mais 
estereotipadas: a madrasta, o lobo e os irmãos mais velhos são sempre maus.” 
Fonte: COLL, C.; TEBEROSKY, A. Aprendendo personagens: conteúdos essenciais para o ensino fundamental. São 
Paulo: Ática, 2000, p. 42. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é 
possível afirmar que:
Perrault criou contos atendiam ao gosto das elistes europeias, distanciando-se do que poderia vir a ser 
uma literatura de gosto mais popular.
Os contos eram efabulações adaptadas para representar nas cortes europeias visões idealizadas da cultura 
popular.
É a partir de Perrault que os contos de fadas começam a representar o confronto entre os poderes que 
existem na vida.
Perrault dá uma nova roupagem para as personagens dos contos de fadas, associando-os aos valores 
burgueses.
Perrault reinventa os contos de fadas, criando versões diferenciadas dos contos orais.
Pergunta 5 -- /1
16/04/2022 12:58 Comentários
https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_98205_1/outline/assessment/_5264607_1/overview/attempt/_18348396_1/review/inline-feedback?… 4/7
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Leia o trecho a seguir:
“[...] os signos de que a língua é feita, os signos só existem na medida em que são reconhecidos, isto é, na medida em 
que se repetem; o signo é seguidor, gregário; em cada signo dorme este monstro, um estereótipo: nunca posso falar 
senão recolhendo aquilo que se arrasta na língua. Assim que enuncio, essas duas rubricas se juntam em mim, sou ao 
mesmo tempo mestre e escravo, não me contento com repetir o que foi dito, com alojar-me confortavelmente na 
servidão dos signos: digo, afirmo, assento o que repito.”
Fonte: BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1987. p. 14-15. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é 
possível afirmar que:
o escritor pode subverter indefinidamente o código linguístico.
o escritor pode transitar os sentidos definidos do código linguístico.
o escritor é aquele que perpetua o sistema linguístico
o escritor está limitado às possibilidades do próprio código linguístico.
o escritor é aquele que reinventa as possibilidades do sistema linguístico.
Pergunta 6 -- /1
Uma boa história infantil não difere muito dos antigos textos narrados em torno da roda, contados por nossos avós: 
dependem da capacidade e talento do narrador, a maneira como ele conta a história e organiza os elementos 
narrativos.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre literatura e amadurecimento, é possível afirmar que:
um bom conto é como um mito: sempre mantém o seu significado, independente das épocas.
assim como em uma contação oral, o conto de fadas vai sendo organizado por meio das palavras, como em 
um ritual.
o registro do texto na modalidade escrita garante o seu sucessoe a sua propagação.
a captação da atenção do leitor segue o mesmo caminho da contação em roda, depende de um bom 
enredo.
diferentemente de um texto oral, o texto escrito é significativo mesmo fora do contexto comunitário.
16/04/2022 12:58 Comentários
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Pergunta 7 -- /1
Durante muito tempo, o uso do texto direcionado para a criança tinha um caráter didático e ideológico. Essas 
premissas não se distanciaram por completo, mas hoje, avalia-se, em projetos pedagógicos, outros usos desse texto 
pelo recurso de uma linguagem direcionada ao público infantil.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre senbilização e aproximação lúdica da criança com a 
linguagem poética, é possível afirmar que há uma série de estratégias utilizadas pelos escritores contemporâneos que 
se concentram no uso da linguagem porque:
estabelece uma ligação com os interesses diretos daquele que lê.
utiliza um léxico mais informal, adaptada ao cotidiano desses leitores.
cria uma relação de significado e significante com o linguajar da criança.
possibilitam maior interação com o universo sociocognitivo da criança.
aborda um universo associado ao contexto formativo da criança.
Pergunta 8 -- /1
Leia o trecho a seguir:
“Se o adulto é capaz de ler um livro ou ver um filme que acabe mal, sem deixar de apreciar o livro ou o filme, pelo 
aspecto puramente artístico, ou pela realidade da vida neles apresentada, tal não se pode esperar da criança. 
Normalmente, ela vive a história, identifica-se com a personagem simpática, e o final desagradável a feriria.”
Fonte: CUNHA, M. A. A. Literatura infantil: teoria e prática. 18 ed. São Paulo: Ática, 2010. p. 11.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados, analise as premissas da importância da exteriorização – 
personagens e acontecimentos fantásticos – e relacione-as com suas respectivas características.
1) Leitura didática.
2) Leitura lúdica.
3) Leitura cultural.
4) Leitura crítica.
5) Leitura emancipadora.
16/04/2022 12:58 Comentários
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( ) Uso do espaço literário com propósito moralizante, ao transmitir relações de recompensa e punição no/do 
cotidiano. 
( ) Abordagem de aspectos de determinado grupo através de elementos maravilhosos.
( ) Criação de jogos textuais e artimanhas para atrair a criança do universo da leitura.
( ) Recurso ao elemento mágico como forma de desenvolver a capacidade de reflexão.
( ) Trabalhar as inconsistências da vida através das possibilidades do texto fantástico.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
3, 4, 2, 1, 5.
2, 1, 4, 5, 3.
2, 3, 1, 4, 5.
5, 1, 3, 2, 1.
1, 3, 2, 4, 5.
Pergunta 9 -- /1
Leia o trecho a seguir:
“A literatura atua em determinados momentos históricos no sentido da união da comunidade em torno de seus mitos 
fundadores, de seu imaginário ou de sua ideologia, tendendo a uma homogeneização discursiva, à fabricação de uma 
palavra exclusiva, ou seja, aquela que pratica uma ocultação sistemática do outro, ou uma representação inventada do 
outro”.
Fonte: BERND, Z. Literatura e Identidade Nacional. Porto Alegre: EDUFRGS, 2003. p. 37.
Há linhas de pesquisa que abordam a representação de personagens-crianças, de como essa sempre foi uma 
personagem transitória. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da criança no 
texto literário infantil, essa afirmação apresenta certa lógica, porque é possível afirmar que, nos dias atuais.
as personagens-crianças são imposições de um ideal da realidade.
as personagens-crianças são modelos perfeitos da realidade.
as personagens-crianças são recortes da realidade.
as personagens-crianças são abstrações da realidade.
16/04/2022 12:58 Comentários
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as personagens-crianças são idealizações da realidade.
Pergunta 10 -- /1
O texto literário, por mais que esteja associado ao seu contexto de produção, possui um diferencial em relação a 
outros tipos textuais: sua capacidade plurissignificativa de formação. O texto literário pode formar, mas de uma 
maneira diferente dos livros didáticos, como uma representação da própria vida.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da sociedade: normas e valores, é 
possível afirmar que:
O entendimento da obra de um escritor está limitado às leituras prévias feitas pelos seus respectivos 
leitores em épocas bem específicas.
o texto literário busca ser uma representação perfeita da sociedade, bem como dos discursos silenciados.
o escritor está limitado ao potencial da língua de que dispõe, o que modifica seus textos e suas histórias.
o texto literário é um espaço profícuo para a representação dos valores e costumes sociais, até mesmo os 
desaprovados.
o texto literário tem o potencial de circular livremente, independente do atendimento aos gostos de um 
público-leitor.

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