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1 Técnicas e Materiais em Endodontia 2 TÉCNICAS E MATERIAIS EM ENDODONTIA Endodontia é a ciência que estuda a etiologia, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das afecções pulpares e suas consequências no Periápice. * Polpa morta e o dente ainda dói: é o ligamento periodontal que está doendo. Instrumental Endodôntico → Instrumental para Abertura Coronária; Instrumental de Esvaziamento do Canal Radicular; Instrumental para o Preparo do Canal Radicular; Instrumental para Irrigação e Aspiração; Instrumental e material para Obturação do Canal Radicular Instrumental para Abertura Coronária - Caneta de alta rotação – Micromotor - Contra-ângulo Remoção de Esmalte e/ou Dentina: ← CAIU NA PROVA - Pontas diamantadas para alta rotação: → 1012, 1014, 1016 esféricas → 3071 cônica → 1092 cilíndrica Realização da Trepanação: ← CAIU NA PROVA - Brocas de baixa rotação: → Esféricas haste curta 22,5mm – 2, 4 e 6 → Esféricas haste média 28mm – 2, 4 e 6 Remoção do Teto: ← CAIU NA PROVA - Broca de alta rotação - Ponta diamantada 3083 - Endo Z Endo Z Função: Abertura da câmara pulpar (pode encostar no assoalho da câmara pulpar, pois a ponta é inativa e não irá cortar). Utilizada em posteriores, pois somente eles tem mais de um canal, necessitando de um instrumento com ponta inativa para não danificar o assoalho da cavidade. ← CAIU NA PROVA Medidas: - Comprimento: 9mm - Base: 0,9mm - Ponta inativa - 6 Espiras Helicoidais (tiras de corte) ← CAIU NA PROVA Broca Largo Função: Realizar desgaste compensatório. Desgaste da parede do canal. - Brocas 1, 2 e 3 - Ponta inativa ← CAIU NA PROVA * Quebra fácil, não forçar. Somente entrar e sair da Corpo Haste Ponta ativa cavidade com ela girando, nunca parar de girar. 3 Instrumental de Esvaziamento do Canal Radicular Sonda Farpada: - Usada em canais amplos (pois as farpas podem trancar na parede do canal e quebrar se ele for muito pequeno) - Remoção da polpa radicular - Introdução, 3 a 5 voltas e tração (a polpa sai quase inteira junto com a sonda) ← CAIU NA PROVA - Roxa, branca, amarela, vermelha, azul, verde e preta - É quase descartável, pois pode perder as farpas durante a lavagem. Instrumental para o Preparo do Canal Radicular Limas tipo K: - É a mais utilizada na endodontia - Haste metálica quadrangular (mais rígida) - Fabricadas por torção - Exploração e preparo do canal - Abrir espaço em profundidade - Ponta ativa - Representada por um quadradinho □ na base do cabo Limas K-Flexofile: - Semelhante a lima tipo K - Fabricada por torção - Haste metálica triangular - Com maior número de espiras - Ultraflexibilidade - Exploração e preparo - Ponta inativa ← CAIU NA PROVA - Representada por um quadradinho □ na base do cabo * Diferença entre Lima tipo K e K- Flexofile: O quadradinho na base do cabo é pintado na flexofile e vazio na tipo K Limas Hedströen: - Cones superpostos - Fabricadas por usinagem ← CAIU NA PROVA - Secção transversal em forma de vírgula - Alta capacidade de corte - Regularização de paredes - Utilizadas após a abertura de espaço por outro instrumento (Lima tipo K). Nunca se utiliza no início do trabalho - Representada por uma bolinha ○ na base do cabo Triple Flex Files: - Torcidas - Secção transversal triangular - Ponta inativa - Maior flexibilidade que a K-Flex Files K-Flex Files: - Torcidas - Secção transversal triangular - Ponta inativa 4 Diferenças das limas - K = atinge profundidade - KF = canal mais atresiado - H = acabamento do canal, deixa as paredes mais lisas Instrumental Endodôntico Existe uma correlação entre o número do instrumento, seu diâmetro, a cor do seu cabo e série que pertencem. Padronização: → Número; Diâmetro; Conicidade; Cor do cabo; Comprimento; Comprimento da parte ativa. Os instrumentos podem ser de 21 (molar), 25 (incisivo) e 31mm (canino superior) de comprimento. Entretanto a sua parte ativa sempre medirá 16mm. ← CAIU NA PROVA O instrumento endodôntico é formado basicamente por: → Cabo → Haste intermediária → Lâmina (16mm independentemente do número e tamanho do instrumental) * O furo do cabo serve para amarrar um fio dental para poder evitar que o paciente engula a lima caso ela caia Passo da Lima - D0 = Diâmetro zero, na ponta do instrumental. - D0 é o número que está na lima, Ex.: Lima 30, o D0 vai ser 0,30mm - A cada 1mm, o instrumento aumenta 0,02 (centésimos de milímetro) - D16 é sempre 0,32 maior que o D0 Séries das Limas PROVA ○ ● ● ● ● ● 1ª Série 15 20 25 30 35 40 2ª Série 45 50 55 60 70 80 3ª Série 90 100 110 120 130 140 Série Especial: (haste quadrangular, para canais finos) PROVA 5 → Rosa = 06 → Cinza = 08 → Roxa = 10 ← CAIU NA PROVA, conta do D16 = 0,42mm Instrumental para Irrigação Precisam ser limpos por dentro com água, se não limpar o hipoclorito utilizado calcifica estragando o instrumento. Instrumental para Aspiração e Secagem Cânulas Aspiradoras Cones de papel Instrumental para Obturação do Canal Radicular Espaçadores digitais Condensadores verticais Cimento Endodôntico Instrumental e material complementar Cones de guta percha Colgaduras Lamparina à álcool (B7, B8, R7 e R8) 6 Cursores Tamborel Régua milimetrada Régua calibradora Condensadores de McSpadden (tamanho 21 e25mm, a partir do nº 25) ANATOMIA DENTÁRIA E ABERTURA CORONÁRIA Tempos Operatórios: Cirurgia de acesso Odontometria e Esvaziamento Preparo do canal radicular o Meios mecânicos o Meios químicos o Meios físicos Medicação intracanal Obturação Proservação Características gerais da cavidade pulpar Importância do conhecimento prévio da anatomia dental: Evitar acidentes durante o ato operatório Determinar a forma de contorno da cavidade de acesso Conhecer o campo de ação do endodontista HESS (1917): A cavidade pulpar acompanha a forma externa do dente O dente, ao irromper na cavidade oral, apresenta cavidade pulpar ampla, diminuindo progressivamente no decorrer da idade A cavidade pulpar apresenta ramificações laterais e apicais * Se a câmara pulpar já diminuiu muito, pode acabar dando um resultado falso negativo ao teste de sensibilidade pulpar. Fatores que alteram a cavidade pulpar: Deposição de dentina secundária Deposição de dentina terciária ou reparativa Calcificações Reabsorções dentinárias internas 7 Como se divide o órgão dental Cavidade pulpar o Canais radiculares o Câmara pulpar o Assoalho da Câmara pulpar Câmara Pulpar Semelhante à anatomia dental externa. Assoalho da Câmara PulparLocalização das entradas dos canais. Os dentes unirradiculares não possuem assoalho da câmara pulpar. Classificação dos Canais ← CAIU NA PROVA Colateral: Paralelo ao canal principal, com menor diâmetro e pode terminar em forame único ou separadamente. Lateral: Localizado no terço médio ou cervical da raiz, sai do canal principal e alcança o periodonto lateral. Secundário: Localizado no terço apical da raiz, sai do canal principal e alcança o periodonto lateral. Acessório: Ramificação do canal secundário que chega a superfície externa do cemento apical. Interconduto: Une dois canais entre si. Recorrente: Sai do canal principal, percorre parte da dentina e volta ao principal sem exteriorizar-se. Cavo-inter-radicular: Sai do assoalho da câmara pulpar e termina na bifurcação ou trifurcação radicular. Delta Apical: Múltiplas terminações do canal principal, originando o aparecimento de vários forames. 8 * Os canais Secundários somente são limpos pelos meios químicos, pois são muito pequenos para as limas. Segmento apical do canal * O limite CDC recebe o cone principal na obturação e não pode ser danificado/deformado. Canal Dentinocementário (CDC) Transição, união entre os canais dentinário e cementário ← CAIU NA PROVA Local onde termina a polpa e inicia o periodonto Local de maior constrição (menor diâmetro) Não é possível visualizar por meio de radiografia ← CAIU NA PROVA Incisivo Central Superior Câmara Pulpar: Trapezoidal Condutos: 1 (100%) Secção transversal: Comprimento Médio: 22,5mm Incisivo Lateral Superior Câmara pulpar: Trapezoidal Condutos: 1 (100%) Secção transversal: Comprimento médio: 22,0mm Curva-se para Distal no 1/3 apical Incisivo Central Inferior Câmara pulpar: Trapezoidal Condutos: 2 (25%) Raízes: 1 (100%) Secção transversal: Comprimento médio: 21,0mm Curva-se para Vestibular (20%); Distal (10%) Achatamento mésio-distal, fazendo com que seja possível encontrar 2 canais Incisivo Lateral Inferior 9 Câmara pulpar: trapezoidal Condutos: menor probabilidade de 2 Secção transversal: Comprimento médio: 22,0mm Curva-se para Distal (35%) Canino Superior Câmara pulpar: Trapezoidal/Cuboide Condutos: 1 (100%) Secção transversal: Comprimento médio: 26,0mm (Pode ser maior que 30,0mm) Curva-se para Distal e Vestibular Canino Inferior Câmara pulpar: Cuboide Condutos: 2 (12%) Raízes: 2 (6%) Secção transversal: Comprimento médio: 24,0mm Curva-se para Distal (20%) Primeiro Pré-Molar Superior Câmara pulpar: Cuboide Condutos: 1 (8,3%); 2 (84,2%); 3 (7,5%) Raízes: 1(35,5%); 2 (61%); 3 (3,5%) Secção transversal: Comprimento médio: 21,0mm 1 Curva-se para Vestibular e 1 curva-se para Palatino 1 Curva-se para Distal Assemelha-se aos molares CAIU NA PROVA – dar nome dos canais Segundo Pré-molar Superior Câmara pulpar: Cuboide Condutos: 1 (63,7%); 2 (46,3%) Raízes: 1 (94,6%); 2 (5,4%) Secção transversal: Comprimento médio: 21,0mm Primeiro Pré-Molar Inferior Câmara pulpar: Cuboide Condutos: 1 (66,6%); 2 (31,3%); 3 (2,1%) Raízes: 1 (82%); 2 (18%) Secção transversal: Comprimento médio: 21,6mm Segundo Pré-Molar inferior Câmara pulpar: Cuboide Condutos: 1 (89,3%); 2(10,7%) Raízes: 1 (92%); 2 (8%) 10 Secção transversal: Comprimento médio: 22,0mm Curva-se para Distal (40%) Canais em secundários em 15% Primeiro Molar Superior Comprimento Médio: 21,7mm Situa-se bem próximo ao seio maxilar Inclinação: 0° e 15° em direção palatina Número de Raízes: 3 Número de Canais: 4 (70%); 3 (30%) Direção do Canal: Raiz MV – Distal (78%), Raiz DV – Reta (54%), Raiz P – Vestibular (55%) e Reta (40%) Segundo Molar Superior Comprimento Médio: 21,3mm Situa-se Distal ao 1ºMS Inclinação: 5° em direção Mesial, 11° em direção Palatina Número de Raízes: 3 (53,7% Separadas, V Fusionadas 18,5%, M e P Fusionadas 5,8%, todas fusionadas 12,5%) Número de Canais: 3 Direção do Canal: Semelhante ao 1ºMS Primeiro Molar Inferior Comprimento Médio: 21,9m Situa-se posterior ao canal mentoniano e suas raízes próximas ao canal mandibular Inclinação: 10° em direção Distal, 13° em direção Lingual Número de Raízes: 2 Número de Canais: 3 (56%); 4 (36%) Direção do Canal: Raiz M para distal, raiz D geralmente reta Segundo Molar Inferior Comprimento Médio: 22,4mm Situa-se distalmente ao 1ºMI Inclinação: 15° em direção Distal, 12° em direção Lingual Número de Raízes: 2 Número de Canais: 3 (72,5%; 2 (16,2%); 4 (11,3%) Direção do canal: Semelhante ao 1°MI ABERTURA CORONÁRIA É a fase do tratamento endodôntico que permite criar um acesso ao interior da cavidade pulpar, através de manobras operatórias, com a finalidade de obter um acesso direto, amplo e sem obstáculos ao forame apical. Princípios da Abertura Coronária Toda abertura coronária deverá oferecer por meio de uma linha reta, um acesso direto ao canal radicular. O limite da abertura coronária deverá incluir todos os cornos pulpares, saliências e retenções do teto da câmara pulpar. A anatomia do assoalho da câmara pulpar não deverá ser alterada. O princípio básico da abertura coronária é a definição da forma geométrica que terá a cavidade, sempre em dimensões menores, a fim de se evitar desgaste além da câmara. Essa cavidade deverá apresentar uma profundidade a mais próxima possível da câmara, facilitando assim a trepanação e a remoção do teto. 11 Avaliação preliminar: Radiografia inicial o Tamanho e localização da Câmara Pulpar o Alterações dentinárias o Número de canais o Inclinações dentárias Remoção do tecido cariado o Presença de cárie – fonte de contaminação Instrumental Endodôntico para Abertura Coronária Brocas de alta rotação: Esféricas diamantadas o 1012 o 1014 o 1016 Cilíndricas o 2082 Endo Z Brocas de Baixa rotação: Esféricas 28 e 32mm o 2, 4, 6 e 8 Largo o 1 e 2 Fases da Abertura Coronária Remoção do tecido cariado Ponto de eleição – onde inicia a abertura coronária Forma de Contorno Direção de Trepanação Remoção do teto da câmara pulpar Desgaste compensatório Dentes Anteriores (Superiores e Inferiores) Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA Centro da face lingual, 2 a 3mm abaixo do cíngulo e 3 a 4mm da borda incisal. Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA Incisivos: Forma de triângulo, base para bordo incisal e ápice para o cíngulo. Canino: Elipsoidal/ovóide Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA A broca é posicionada no ponto de eleição, em um ângulo de 45°com a superfície lingual, inicia-se o desgaste do esmalte até alcançar 2/3 da dentina, então dá-se uma leve inclinada para o longo eixo do dente, para poder alcançar a porção maior da câmara pulpar. PROVA Saber qual instrumento usar para cada fase PROVA 12 Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: Com movimentos de tração, de dentro da câmara pulpar para fora, remover todo o teto da câmara (cuidar com a parede vestibular). Com o auxílio da porção angulada de uma sonda exploradora, verificar a possível existência de remanescentes do teto. * Se a câmara pulpar for grande, percebe-se uma sensação de “cair” na polpa. Desgaste Compensatório: Com a broca ENDO-Z ou Largo, desgastar aregião do cíngulo com a broca (desgastar o cíngulo para maior abertura do canal). A limpeza do canal é feita com Hipoclorito de Sódio. Passo a passo 1- O acesso é sempre feito pela superfície palatina ou lingual dos dentes. A penetração inicial é feita exatamente no centro da face lingual. 2- O acesso inicial é feito com broca esférica em alta rotação. 3- Após atingir a câmara pulpar (queda no vazio), remover o teto da câmara dando forma à cavidade, que é ditada pela anatomia interna da câmara pulpar. A forma final da cavidade nos incisivos superiores é triangular com base voltada para incisal e a do canino é ligeiramente oval com o longo eixo no sentido inciso-cervical. 4- Após toda remoção do teto, alisar as paredes laterais da cavidade com brocas ENDO-Z 5- Uma vez concluída a abertura da cavidade, deve-se realizar a toalete da mesma, irrigar abundantemente com solução de hipoclorito de sódio na concentração escolhida. 6- Visualizar o orifício do canal radicular. 7- Realizar o desgaste compensatório na entrada dos canais radiculares. Esse desgaste deve ser realizado com broca ENDO-Z ou largo. 8- Nova toalete da cavidade para remover raspas de dentina deixadas pela ação das brocas na entrada dos canais. Pré-Molares (Superiores e inferiores) Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA Face oclusal, no centro do sulco central. Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA Superiores: Oval, no sentido vestíbulo-lingual. Inferiores: Circular Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA Paralelo ao longo eixo do dente / Perpendicular a face oclusal até atingir 2/3 da dentina, após se dá uma leve inclinada para encontrar o canal palatino. Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: Com movimentos de tração, de dentro da câmara pulpar para fora, remover todo o teto da câmara (cuidar com a parede vestibular). Com o auxílio da porção angulada de uma sonda exploradora, verificar a possível existência de remanescentes do teto. 13 Desgaste Compensatório: Amplia-se a abertura no sentido vestíbulo-palatino. Passo a passo 1- O acesso é sempre realizado através da face oclusa, em todos os dentes posteriores, o preparo inicial é feito com a broca paralela ao longo eixo do dente, no centro exato do sulco principal dos pré-molares superiores. A broca esférica acionada por meio de alta rotação é excelente para realizar este procedimento. 2- Após atingir a câmara pulpar (queda no vazio), com movimentos de dentro para fora, ainda com broca esférica, remove-se o teto da câmara pulpar, devido a forma da câmara pulpar e a localização da entrada dos canais radiculares, essa etapa deve visar principalmente a porção vestibular e palatina, evitando-se desta forma desgastes desnecessários nas porções proximais, ou seja, nas paredes Mesial e distal. 3- Após a remoção do teto, as paredes laterais da cavidade endodôntica devem ser alisadas com brocas ENDO-Z, dando uma ligeira divergência para oclusal. 4- A forma de contorno deve ser ovóide com maior diâmetro no sentido vestíbulo-lingual. 5- Toalete da cavidade com irrigação abundante. 6- Localização dos orifícios de entrada dos canais radiculares. Molares Superiores e inferiores Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA Face oclusal, centro da fosseta central, paralela ao longo eixo do dente. Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA Superiores: Triangulo com base b=vestibular e ápice para palatino. Inferiores: Trapezoidal, com a base maior para Mesial e a base menor para distal. Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA Superiores: Direcionado para o canal palatino. Inferiores: Direcionado para o canal distal. Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: ← CAIU NA PROVA Superiores: Parede disto-vestibular e Mesial, preservando a ponte de esmalte. Inferiores: Mesial. Desgaste Compensatório/abertura coronária: Superior: triangular Inferior: Quadrado 14 PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES Complexidade endodôntica: Extirpa nervo somente pode ser utilizada em canais amplos, normalmente em mono radiculares. Em canais atrésicos, pode ficar preso na dentina. O preparo biomecânico do canal radicular é realizado por meio da limpeza químico-mecânica. Ao canal é atribuído uma conformação cônica, no sentido coroa-ápice (moldagem), com o objetivo de realizar uma obturação tridimensional do sistema de canais radiculares. Meios químicos: substâncias químicas Meios físicos: irrigação/aspiração Meios mecânicos: instrumentação Os meios químicos e físicos auxiliam os meios mecânico; concluiu-se que a instrumentação complementada pela irrigação, sucção e inundação dos canais radiculares com substâncias ou soluções irrigadoras constitui clinicamente um processo único, simultâneo e contínuo. Substâncias Químicas Objetivos Remover detritos do interior do Canal Radicular Diminuir microbiota existente (se o dente já estava aberto – cárie – e a polpa já estava contaminada haverá microorganismos – mesmo após a limpeza, ainda restarão alguns) Umedecer e lubrificar as paredes do Canal Radicular para facilitar a ação dos instrumentos (instrumentos de corte perdem a durabilidade se utilizados em local seco) Facilitar a ação da medicação intracanal (deixar a medicação por 15 dias) Permitir uma melhor adesão do material obturador às paredes do Canal Radicular (durar para sempre) Compostos Halogenados Solução de hipoclorito a 0,5% - Líquido de Dakin Solução de hipoclorito a 1% - Solução de Milton (BIOPULPECTOMIA) ← CAIU NA PROVA Solução de hipoclorito a 2,5% - Solução de Labarraque (NECROSE PULPAR) ← CAIU NA PROVA Solução de hipoclorito a 4-6% - Soda clorada duplamente concentrada Solução de gluconato de clorexidina a 2% * Para polpa viva utilizamos solução de 1%, pois ela contém menos microorganismos. Hipoclorito de Sódio CAIU NA PROVA – inversamente proporcional a atividade antimicrobiana e diretamente proporcional a estabilidade Propriedades Bactericida: em contato com restos orgânicos pulpares, libera cloro e oxigênio, que são os melhores antissépticos conhecidos. PH ácido ou neutro PH alcalino HOCl OCL- Ac. hipocloroso não dissociado (instável e maior atividade antibacteriana) Íon hipoclorito (estável e menor atividade antibacteriana) PROVA 15 Neutraliza produtos tóxicos: permite neutralizar parcialmente e remover todo o conteúdo tóxico do Canal Radicular na sessão inicial de tratamento, sem correr o risco das desagradáveis agudizações dos processos periapicais crônicos. Possui ação desodorizante: anula o cheiro da polpa necrosada. Não ser irritante sob condições de uso; Ação Disssolvente: é o dissolvente mais eficaz do tecido pulpar. Sua ação vai depender: Volume da solução e a massa do tecido orgânico Concentração Frequência da renovação da solução no interior do canal Temperatura CAIU NA PROVA – não possui baixa tensão superficial, somente diminui a tensão superficial dos ácidos graxos, produzindo a saponificação Concentrações de Cloro ativo encontradas em amostras de soluções de NaOCl (médias) Indicada no rótulo Encontrada Capacidade de atividade 5% 3,24% 64,70% 2% 1,60% 80% 1% 0,78% 78,30% 0,5% 0,05% 11,50% Vantagens: Relativamente barato Ação solvente de matéria orgânica ← CAIU NA PROVA Atividade antimicrobiana pronunciada contra bactérias fungos e vírus Relativamente não tóxico nas condições de uso Clareador Desodorizante e lubrificante Desvantagens: Instável ao armazenamento Corrosivo Irritante para a pele e mucosa Forte odor Descora tecidos Pode provocar ruptura do dique de borracha Clorexidine Vantagens: Ausência de toxidade Capacidade de adsorção pela dentina Amplo espectro de ação contra bactérias G+/- Substantividade Biocompatibilidade Desvantagens: Não dissolve tecido pulpar ← CAIU NA PROVA Não tem ação clareadora * não misturar hipoclorito de sódio com clorexidine, pois pode manchar a cavidade de marro A ação dos instrumentos endodônticos na parede do Canal Radicular promovem a formação do PROVA 16 SMEAR LAYER O que é Smear Layer? É a formação de qualquer resíduo produzido pela ação de corte sobre a dentina (raspas de dentina, fragmentos de polpa, podendo conter microorganismos) Como remove-la? Utilizando o EDTA (Ácido Etilenodiamino Tetracético) Quando se coloca EDTA no canal radicular, ocorre inicialmente, a solubilização de uma pequena quantidade de fosfato de cálcio. Esta reação é denominada de Quelação e o produto resultante, quelato de Cálcio. Os íons cálcio são incorporados a molécula de EDTA, e a reação química continua, até a saturação da solução quelante – ação auto-limitante. Implicações clínicas da formação da Smear Layer: ← CAIU NA PROVA Impede a difusão dos medicamentos através da dentina Diminui a eficiência seladora da obturação Meios Físicos Irrigação / Aspiração * O EDTA remove o componente inorgânico (cálcio) do SMEAR, mas não remove o orgânico, que é removido pelo Hipoclorito de Sódio. ← CAIU NA PROVA Técnica da Irrigação A agulha irrigadora deve ser pré-encurvada e levada profundamente sem obstruir o canal, o que impediria o refluxo normal da solução irrigadora. Cânulas irrigadoras de maior diâmetro, pois tem uma maior capacidade de sucção. Importância do volume da solução irrigadora PERIGO! Evitar que as soluções irrigadoras sejam forçadas para a região periapical Com EDTA Sem EDTA SMEAR LAYER O Hipoclorito de Sódio será a solução irrigadora utilizada durante todo o PQM do canal radicular. O EDTA será colocado no interior do canal radicular apenas no final do PQM agitando-o por 1 minuto. A última irrigação será realizada com Hipoclorito de Sódio (componentes orgânicos). 17 FASES DO ESVAZIAMENTO DO CANAL RADICULAR O esvaziamento do canal radicular é a fase em que removemos o conteúdo do interior do canal. Exérese de um tecido pulpar vido, ou remoção dos restos necróticos. Esvaziamento em casos de Polpa Viva Pulpectomia É uma forma invasiva e radical de abordagem do tecido pulpar (em toda polpa coronária e radicular, independentemente do número de canais). Indicações: Pulpite irreversível sintomática Pulpite crônica hiperplásica (pólipo pulpar) Doenças degenerativas Reabsorção dentinária interna Restauração protética Após a realização do diagnóstico pulpar, deve-se colocar o isolamento absoluto A polpa viva não pode ser contaminada Polpa viva: Quando removemos da polpa coronária? Após abertura da câmara pulpar Quando removemos a polpa radicular? Após a odontometria Considerações anatômicas e biológicas na determinação do limite longitudinal de esvaziamento do canal radicular dos dentes portadores de polpa viva Canal Dentinário: (local de ação da endo) Formado pela dentina radicular Afunilamento constante em direção apical ← CAIU NA PROVA No interior do canal dentinário encontra-se o tecido pulpar Canal Cementário: Disposto de maneira inversa, é formado por cemento radicular abrindo-se em direção apical ← CAIU NA PROVA Irriga Aspira Inunda 18 Limite CDC: O limite CDC é onde termina o canal dentinário e inicia o canal cementário Essa região é somente visualizada por meio de cortes histológicos ou por alguns tipos de desgaste Não é visível radiograficamente ← CAIU NA PROVA Integridade do canal cementário Boas condições ao reparo Limite da Exérese pulpar: De 1 a 2mm aquém do vértice radiográfico (limite do ápice). Amputação da polpa coronária: Durante a cirurgia de acesso, irrigação abundante com hipoclorito de sódio a 1% Remoção da polpa coronária com curetas estéreis ← CAIU NA PROVA * Colher / Escavador de dentina estéril (sem ter sido utilizado para tecido cariado) para remover a polpa coronária. * A partir da trepanação, utilizar o hipoclorito de sódio (irrigar muitas vezes, pois pode haver muito sangramento). Cateterismo Odontométrico CAD: Medida da ponta da raiz até a incisal da coroa (na radiografia). Comprimento aparente do dente. CRI: CAD – 3mm CRT: Comprimento de trabalho Cateterismo Deslocamento da polpa das paredes dentinárias com uma lima K de pequeno calibre até o CRI (comprimento real do instrumento) ← CAIU NA PROVA Depois desse procedimento realizamos a odontometria Remoção da polpa radicular: Canais amplos: sondas farpadas, cursores no CRT (3 a 4 voltas até o CRT e traciona). ← CAIU NA PROVA Canais atrésicos: limas tipo K, todas com cursores no CRT. Maceração (10,15) – esfarelamento da polpa radicular com limas finas. ← CAIU NA PROVA Pulpectomia Pulpectomia em Canais Amplos: Câmara pulpar inundada de hipoclorito de sódio à 1% Odontometria – CRT (comprimento real de trabalho) Introduzir sonda farpada até CRT – girar de 3 a 4 voltas e tracionar Canal Amplo Canal Atrésico Sonda Farpada Lima tipo K 3 a 4 voltas e traciona Masseração 19 Seleciona-se uma Sonda Farpada compatível com o diâmetro do canal. Cursores para demarcar o CRT Pulpectomia em Canais Atrésicos: Inundação da câmara pulpar Odontometria Limas tipo K com cursor no CRT (comprimento real de trabalho) Remover a polpa por Masseração (esfarelamento) Esvaziamento de Necrose Pulpar O canal radicular poderá estar preenchido: Restos necróticos de tecido pulpar Em estágios mais avançados de deterioração: Exsudato seroso Sanguinolento ou purulento Necrose Pulpar Células da polpa destruídas Grande número de espécies bacterianas no sistema de canais radiculares e túbulos dentinários. A flora bacteriana infectante do canal radicular, portador de polpa morta com lesão periapical: o É prevalentemente constituída por microorganismos anaeróbios facultativos e estritos. Com necrose, o cateterismo está completamente descartado. ← CAIU NA PROVA Funciona como um êmbolo, forçando o conteúdo séptico para a região apical. Tricresol Formalina (Necrose Pulpar) É um composto a base de formaldeído e cresol É uma substância bactericida e irritante aos tecidos vivos Atua sobre produtos originados da necrose pulpar, inativando-os Indicações: Neutralização do conteúdo séptico do Canal Radicular (técnica mediata – após 78h) Técnica de Buckley – Mediata ← CAIU NA PROVA * Somente em polpa morta, nunca em polpa ainda viva Indicações: Pacientes de risco para Endocardite Bacteriana Canais atrésicos e curvos Falta de tempo Técnica: Penetração Desinfetante TÉCNICA IMEDIATA TÉCNICA MEDIATA Hipoclorito de sódio a 2,5% Técnica de Buckley Tricreosol formalina 20 1. Abertura coronária 2. Medicação em bolinha de algodão estéril 3. Remoção do excesso com gaze 4. Bolinhana embocadura do Canal Radicular 5. Selamento duplo provisório Hipoclorito de Sódio (2,5%) (Necrose Pulpar) Indicações: Neutralização do conteúdo séptico do Canal Radicular (Técnica Imediata) Penetração Desinfectante: (técnica imediata) Neutralização progressiva do conteúdo séptico tóxico do canal Técnica: (Penetração Desinfectante) ← CAIU NA PROVA 1. Irrigar a câmara pulpar – agulhas finas 2. Duvidir o CRI em 3 partes 3. Fazer movimentos oscilatórios com uma lima até o valor do 1º terço 4. Irrigar novamente o canal radicular – agulhas finas 5. Fazer movimentos oscilatórios com uma lima fina até o valor do 2º terço 6. Irrigar novamente o canal radicular 7. Fazer movimentos oscilatórios com a lima fina até o valor do CRI Depois de esvaziar, determinar o CRT (odontometria) e realizar o esvaziamento dos milímetros faltantes. ← CAIU NA PROVA * O CRT nos casos de necrose é 1mm aquém do vértice radiográfico * O CRT nos casos de polpa viva (BIO) é 2mm aquém do vértice radiográfico LIMITE APICAL DE INSTRUMENTAÇÃO – ODONTOMETRIA Série de manobras que visam determinar a extensão do tratamento endodôntico. Comprimento de trabalho (CT). Definir um limite apical de cimentação, até onde pode intervir. Devemos ter um comprimento de trabalho. Seria ideal, se fosse possível, medir o dente fora da cavidade bucal, com auxílio de um paquímetro de precisão. As radiografias periapicais quase sempre terão algum nível de distorção, alongamento ou encurtamento do tamanho real do dente. Método Sinestésico – entrando com a lima até o paciente sentir dor (passa pelo limite DCD) Método Radiográfico – INGLE Método Eletrônico – precisa de um equipamento odontométrico eletrônico 1º Princípio Básico Conhecer profundamente a anatomia interna de cada grupo dental. 2º Princípio Básico Conhecer o comprimento médio dos dentes humanos (para não errar o tamanho caso a radiografia ficar alongada, Ex.: IC com 27mm (média 22mm), deve ter alongado). 21 IC IL C 1º PM 2º PM 1º M 2º M 3º M Superior 22 22 27 21 22 21 21 19 Inferior 21 22 25 21 21 21 21 19 Técnica Radiográfica de Ingle, 1957 1º Passo: ← CAIU NA PROVA Obtenção do CAD (Comprimento Aparente do Dente – passível de distorção) Utilizar radiografia de diagnóstico Periapical Medir com a régua em milímetros, do ápice até a coroa Medir da ponta da cúspide/incisal até o vértice radiográfico 2º Passo: ← CAIU NA PROVA Obtenção do CRI (Comprimento Real do Instrumento – não tem distorção) Usar margem de segurança devido a possíveis distorções da imagem radiográfica de diagnóstico (CAD – 3mm = CRI) Transpor a medida para uma lima (utilizando régua calibradora) Utilizar cursores para limitar o comprimento do instrumento Utilizar o instrumento mais próximo possível da medida, Ex.: 18mm – utilizar lima de 21mm com cursores para que ela fique 18mm. Cursores: limitadores de penetração, preencher o espaço intermediário com vários cursores. 3º Passo: ← CAIU NA PROVA Obtenção do X (distância da ponta do instrumento até o vértice radiográfico) Levar o instrumento até o canal Descolando a polpa do dente até o CRI (dividir o CRI em 3 partes, entrar até 1/3, irrigar, entrar até 2/3, irrigar novamente e entrar até 3/3 e irrigar mais uma vez. Nunca entrar no canal seco) Tirar nova radiografia com o instrumento dentro do canal Para a obtenção do X, medir da ponta do instrumento até o vértice radiográfico (com régua) CRI + X = CRD (Comprimento Real do Dente) * Quando o X for 0, o CRI vai ser igual ao CRT, podemos prosseguir com o tratamento 4º Passo: ← CAIU NA PROVA Obtenção do CRT (Comprimento Real de Trabalho - Limite Apical) CRT = CRD – 1mm (polpa morta) CRT = CRD – 2mm (polpa viva) 5º Passo: ← CAIU NA PROVA Raio x de confirmação do CRT Distância de 1 a 2mm entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico Resumo: ← CAIU NA PROVA, saber fazer a conta, não confundir o X com os 3mm de margem de segurança CAD – 3mm = CRI CRI + X = CRD Vértice Radiográfico Ponta da cúspide/Incisal 22 CRT = CRD – 1mm (polpa morta) CRT – 2mm (polpa viva) * Limite CDC vai estar de 1 a 2mm do vértice radiográfico * Ápice: os últimos 5mm da raiz possuem os canais delta apicais, são múltiplos canais, é a ZONA CRÍTICA APICAL, possui muitas ligações com o exterior. Reabsorções Apicais Encurtam o dente juntamente com o limite CDC Anotações – ODONTOMETRIA Dente Canal Ponto de Referência CAD CRI (CAD – 3mm) X CRD (CRI – X) CRT (CRD -1 ou 2mm) Seleção do Instrumento para Alcançar o CRI De acordo com a anatomia do dente, comprimento e diâmetro do canal X Negativo, como justificar? ← CAIU NA PROVA O dente saiu alongado na radiografia Periapical de diagnóstico O raio x estava muito alongado e os 3mm de margem de segurança não foram suficientes CAD maior que CRD O que fazer? Medir da ponta do instrumento até o vértice radiográfico (que foi ultrapassado) O valor da medida devemos diminuir (CRI – X) Calibrar a lima com o CRI adequado Realizar novo raio x * Se o dente possuir coroa provisória, diminuir o tamanho da coroa para não ultrapassar o vértice (pois removemos a coroa para realizar o tratamento) Variações do X em molares Remover as “sobras” que interrompem a passagem da lima (preparo cervical) Realizar a odontometria após o preparo cervical – desgaste compensatório da entrada do canal Referência Clínica Incisal ou Oclusal Deve ser estável durante todo o tratamento endodôntico Remover Cárie, restaurações e esmalte sem suporte dentinário, proporcionando superfície regular ou planificada Remover as irregularidades para os cursores encostarem sempre no mesmo local 23 Cuidados Gerais Se o dente possuir restauração de amálgama, não raspar a lima no amálgama, pois pode cair restos dentro do canal e promover o insucesso do tratamento. Técnica de Clark Dentes com mais de um canal que necessitam de dissociação para visualização dos mesmos 1º Molar Superior não necessita de dissociação Medir o X no maior canal, obter o CAD e usar essa medida para o canal que está sobreposto também Você deverá repetir a radiografia, se: Não aparecer o ápice Não estiver visível a ponta do instrumento Radiografia estiver muito alongada A distância entre a ponta do instrumento e o ápice for igual ou maior do que 4mm * Ao final do tratamento endodôntico todas as radiografias serão entregues juntamente com a ficha de odontometria. PREPARO DO CANAL RADICULAR – MEIOS MECÂNICOS: TÉCNICA MANUAL Fases Operatórias: 1. Cirurgia de acesso 2. Esvaziamento 3. PREPARO DO CANAL RADICULAR a. Meios mecânicos b. Meios químicos c. Meios físicos 4. Medicação Intracanal 5. Obturação 6. Restauração 7. Proservação Objetivos: Limpeza: soluções químicas auxiliares Modelagem: manual, com limas Sinonímia: Preparo Químico-Mecânico Preparo Químico-Cirúrgico Preparo Biomecânico Objetivos Mecânicos: ← CAIU NA PROVA Dar forma cônica e progressiva com menor diâmetro apical Retificar as curvaturas no terço cervical (preparo cervical) Manter forma e posição original do forame Preparar o batente apical (serve para parar o cone de guta percha no final do canal) Preparo Manual do Canal Radicular O canal anatômico deve ser contido em toda sua extensão pelo cirúrgico. Mantendo o forame na forma e posição originais.24 Como preparamos o Canal Radicular? Movimentos reciprocantes: movimentos alternados um pouco para direita e um pouco para a esquerda Finalidades do Preparo Biomecânico Problema: Fazer o instrumento ampliar o canal e se adaptar a sua forma sem causar deformação. Preparo Manual o Canal Radicular Princípios básicos para uma correta instrumentação: Conhecer os limites do instrumento Não girar o instrumento quando estiver preso Não forçar o instrumento Observar deformações na parte ativa do instrumento Movimentos: ← CAIU NA PROVA Movimento Oscilatório – Sem tração / de Cateterismo: o Exploração iniciam do canal o Instrumentos finos o Avanços e retrocessos o Leve pressão o Discreta rotação para direita e esquerda o Sem tração * ¼ de volta para a direita, ¼ de volta para a esquerda até o CRI, com limas de pequeno calibre. Movimento Oscilatório – Com tração: o Instrumentos mais calibrosos o Avanços e retrocessos o Leve pressão o Retirada com tração o Evolução em profundidade * ¼ para direita – vai, ¼ para a esquerda – volta. Movimento em viés, tração lateral oblíqua. Traciona para o lado durante a retirada. 25 Movimento de Limagem: o Instrumentos mais calibrosos o Leve pressão o Pressão lateral o Retirada em viés com tração o Evolução em largura * Entra, traciona contra a parede e sai com viés. * Após os movimentos o preparo fica irregular, pois só metade da lima toca na parede. * Quando a lima fica “presa” é porque ainda tem canal pela frente. Meios Químicos e Físicos: Hipoclorito de sódio EDTA trissódico à 17% Técnica Coroa-Ápice 3 Fases do preparo: Preparo cérvico-apical Preparo apical (batente apical) Preparo escalonado com recuo progressivo e programado (técnica escalonada) Qual lima eu inicio? Lima de confirmação do CRT + 0,32mm Lima da 2 série da mesma cor Instrumentos mais calibrosos para menos calibrosos, Ex,: 50, 45, 40, 35... 1ª FASE: PREPARO CÉRVICO APICAL ← CAIU NA PROVA Exploração o Esvaziamento – bio ou necro? o Limas finas + movimentos oscilatórios sem tração Odontometria o Instrumento justo no canal Alargamento cérvico-apical Instrumentos mais calibrosos: (Limas 50, 45, 50, 35...) Alargamento lateral – amplitude e não profundidade PROBLEMA! (Principalmente nos canais curvos) Problema no terço cervical: Anatomia complexa do 1/3 cervical dificulta a chegada ao terço apical. Normalmente no canal Mesial de molares Inferiores, desgastar a entrada do canal manualmente Com limas ou broca largo 26 Movimentos de oscilação com tração o Introdução com leve pressão o Discreta rotação para direita e esquerda o Tração Até que a lima fique solta no canal Irrigação + exploração no CRT com lima fina Repetir manobra com instrumentos imediatamente menos calibrosos, Ex.: 60, 55, 50... A cada troca de lima, irrigar e utilizar lima fina até atingir o CRT A lima que chegar no CRT é o Instrumento apical inicial * Ex.: Instrumento de grande calibre escolhido (50), colocar no canal até “prender”, fazer movimentos oscilatórios sem pressão com tração, irrigar, aspirar, inundar, utilizar lima exploratória (a lima que utilizou na odontometria) para ver se não houve bloqueio do canal, próximo instrumento com calibre menor (45), repete o procedimento. O primeiro instrumento que chega no CRT é o Instrumento Apical Inicial. * Quantas limas necessitam para chegar ao CRT? Quantas forem necessárias para chegar no CRT sem pressão. 2ª FASE: PREPARO APICAL / BATENTE APICAL ← CAIU NA PROVA Movimento de limagem: Instrumento apical inicial + 2 ou 3 limas imediatamente mais calibrosas (Ex.: 25, 30, 35, 40) Último instrumento: Instrumento memória (IM) – máximo diâmetro apical, máxima dilatação cirúrgica no CRT. * Instrumento Apical inicial + 3 calibres para Bio e 4 calibres para Necro. * Ex.: Instrumento Apical inicial (20) + 3 calibres (35 – lima memória/patência), chegar até o CRT com movimentos de limagem (primeiro lima 25, depois 30 e por último a 35). 3ª FASE: PREPARO ESCALONADO ← CAIU NA PROVA Preparo do terço médio: Aumento de calibre – diminuição do CRT Uso de no mínimo 3 instrumentos subsequentes ao Instrumento de Memória Recuo de 1mm do CRT a cada instrumento Movimento de limagem A cada lima, utiliza-se o Instrumento de memória até o CRT * Ex.: CRT (7mm), Instrumento apical inicial (20) + 3 calibres (35 – lima memória), chegar até o CRT (7mm) com movimentos de limagem. Irriga, aspira, inunda, utiliza lima exploradora para verificar se não houve bloqueio do canal. Calibrar a próxima lima (40) com 1mm a menos do que o CRT (a cada 1mm que sobe, utiliza uma lima de maior calibre). MEDICAÇÃO INTRACANAL - MIC A medicação intra canal consiste na aplicação de um medicamento no interior do canal radicular por um período geralmente mais longo do que de uma consulta e que visa exercer algum efeito terapêutico; ENDODONTIA: 1. Diagnóstico 2. Abertura coronária 3. Preparo biomecânico 4. Fase de desinfecção medicação intracanal 5. Obturação 6. Sucesso 7. Proservação 27 TÚBULOS DENTINÁRIOS, RAMIFICAÇÃO DO CANAL, DELTA APICAL A medicação tem a ação de agir sobre as bactérias nos locais em que não temos acessos; OBJETIVOS: ← CAIU NA PROVA, verdadeiro/falso 1. Eliminar mos que sobreviveram ao PQM – ação antimicrobiana, com o potencial de destruir microrganismos remanescentes que sobreviveram ao PQM; 2. Atuar como barreira físico químico contra a infecção ou reinfecção por mos da saliva – melhor reparo dos tecidos, podem impedir a penetração de microorganismos da saliva no canal; 3. Reduzir a inflamação perirradicular e consequente sintomatologia - faz-se necessário o emprego do MIC para reduzir direta ou indiretamente a intensidade da resposta inflamatória; 4. Solubilizar matéria orgânica – A permanência de resíduos pode virar um reservatório para microorganismos residuais, que podem comprometer o sucesso da terapia endodôntica a longo prazo; canais secundários, istmos, áreas de reabsorções dentarias; 5. Neutralizar produtos tóxicos - Medicamentos que possuem efeito neutralizante podem contribui para a criação de um ambiente endodontico favorável à reparação perirradicular; necrose pulpar, projeção de microorganismos e seus produtos tóxicos do canal radicular para a régio periapical; manifestações dolorosas 6. Controlar exsudação persistentes – A presença física desse exsudato cria um ambiente úmido que impede a obtenção de um adequado selamento do CR. O PQM deve ser revisado com o comprimento de trabalho reavaliado; exsudato = impede adequado selamento do canal radicular - iiritantes permanecem atuando sobre os tecidos periapicais; medicamentos = atividade antibacteriana, inibição da resposta inflamatória, ação física de preenchimento e ação higroscópica. 7. Controlar reabsorção dentaria externa inflamatória – A perda do cemento expõe a dentina e permite o estabelecimento uma conexão direta dos tecidos perirradiculares com bactérias e seus produtos presentes na polpa e nos túbulos dentinários; 8. Estimular a reparação por tecido mineralizado – Em casos de perfurações e reabsorções radiculares, MIC são utilizados para favorecer a reparação através da deposição de um tecido mineralizado; PROMOVER A ELIMINAÇÃO DE MICROORGANISMOS QUE SOBREVIVEM AO PREPARO QUÍMICO MECÂNICO: Ação antimicrobiana Melhor reparo dos tecidos periapicais Maior sucesso CLASSIFICAÇÃO QUÍMICADOS MIC: não precisa saber só ter o conhecimento Derivados fenólicos: São potentes agentes antimicrobianos e exercem seu efeito tanto por contato direto, quanto pela liberação de vapores. Somente pelo PMCC ainda é recomendado pela endodontia. Aldeídos: São fixadores teciduais de pronunciada eficácia. Representados pelos formaldeídos (tricresol, formalina ou formocresol) e glutaraldeído. São potentes anti-microbianos tanto pelo contato direto quanto pela liberação de vapores ativos. 28 Halógenos: São componentes que tem cloro ou iodo. Tem efeitos destrutivos sobre os vírus e bactérias. Temos o iodofórmio(CHI³) e o iodeto de potássio. Bases ou hidróxidos: Representado pelo hidróxido de cálcio (Ca(OH)2). É um pó branco, alcalino (PH12m8), inodoro, pouco solúvel em água. É comprovado a sua atividade anti-microbiano por contato e o efeito de estímulo a formação de uma barreira mineralizada. Corticoisteróides: São derivados do córtex da suprarrenal. Atuam sobre a inflamação inibindo a ação da enzima fósfolipase a2 envolvida na síntese dos derivados do ácido araquidônico (prostaglandinas e leucotrienos) importantes mediados químicos da inflamação. Em endodontia são utilizados em aplicação tópica nos casos de periodontite apical aguda de etiologia química ou traumática. Os corticoisteroides mais utilizados na endodontia são a hidrocortisona e a dexametasona. Antibióticos: Substancias produzidas pelos microorganismos ou similares a ela produzidas total ou parcialmente no laboratório, capazes de inibir o desenvolvimento ou matar outros microorganismos. São pouco empregadas como medicamentos intracanal pois tem um grande risco de sensibilizar o paciente ou causar resistência bacteriana. QUANDO EMPREGAR A MIC? Condição clínica: Polpas vitais obturação imediata sempre que possível (porque estamos lidando com tecido pulpar e não com microorganismos = sessão única); Necrose pulpar MIC CASOS DE BIO: Biopulpectomia: corticóide – antibiótico e hidróxido de cálcio = Otosporin Associação corticóide + antibiótico: Corticoide (anti-inflamatório) + Antibiótico (ação antimicrobiana); Atenua a intensidade da reação inflamatória provocada pelo ato cirúrgico e uso de drogas, favorecendo a eliminação da dor pós-operatória e o mecanismos reparador; OTOSPORIN: Preserva a integridade do coto periosontal (tecido com células histologicamente viáveis que preservamos, pois integra tecido pulpar com periodontal) e tecidos periapicais; Permite a neoformação do coto periodontal (sobre instrumentação); Grande poder de penetração; Hidrossolúvel; Fácil aplicação e remoção do interior do canal (forma liquida); Indicações: Polpa vital; 29 Trauma físico (sobre instrumentação) ou químico no coto periodontal e /ou tecidos periapicais; Efeitos colaterais: Retardo na reparação tecidual; Permanência por períodos curtos (máximo de 7 dias (no consultório 48 horas); HIDRÓXIDO DE CÁLCIO BACTERICIDA: Perda da integridade da membrana citoplasmática bacteriana; Inativação enzimática; Dano ao DNA bacteriano; POLPA VIVA não consegui realizar obturação: PQM completo 25mm: uso hidróxido de cálcio (nem sempre conseguimos); ← CAIU NA PROVA PQM incompleto: otosporin; NEUTRALIZAÇÃO DE ENDOTOXINAS: LPS importante fator de virulência bacteriana (lipídio A) HIDRÓXIDO DE CÁLCIO AÇÃO ANTIBACTERIANA: A maioria dos microorganismos patogênicos para o homem não é capaz de sobreviver em um meio extremamente alcalino. O pH do hidróxido de Ca é de certa de 12,8; Efeito osmótico: reduz um dos sinais da inflamação que é o edema Anti-exsudativo: ação higroscópica; AÇÃO ANTI IFLAMATÓRIA: Ação higroscópica: Ca(OH)2 É HIPERTTÔNICO -> EFEITO OSMOTICO INDUTOR DE REPARO POR TECIDO MINERALIZADO: ← CAIU NA PROVA Quando em contato direto com um tecido conjuntivo organizado com memória genética para produção de tecido mineralizado, como polpa ou ligamento periodontal, o Ca (OH)2 estimula a neoformação de dentina ou cemento; VEICULOS INERTES: HIROSSOLÚVEIS E OLEOSOS: Hidrossolúveis: veículos água Aquosos: água destilada, soro, soluções anestésicas; Rápida dissociação Difusão e diluição + rápida (7 dias); 30 Viscosos: veículos oleosos (efeito mais lento de dissolução no dente – 30 DIAS) Glicerina, polietilenoglicol, propilenoglicol – CALEN; dissociação lenta; VEICULOS BIOLOGICAMENTE ATIVOS: Conferem a pasta efeitos adicionais aos proporcionados pelo hidróxido de cálcio. Exemplos incluem o PMCC e a clorexidina; REMOÇÃO DO SMEAR LAYER: após PQM Preenchimento do canal com EDTA a 17% por 3min; Agitação (pra cima e pra baixo com o EDTA – 3 min); Irrigação – aspiração (hipoclorito de sódio); Secagem; Medicação intra canal (após uma semana, se refaz todo esse mesmo processo acima, porque pode mesmo assim ter restos nos canais laterais, fazendo isso obturamos); PREENCHIMENTO DO CR COM PASTA DE Ca(0H)2 – recuar 2mm do CRT para não extravasar a medicação (agulha callen); CASOS NECRO: PARAMONOCLOFENOL CANFORADO (PMCC): Entre os antissépticos mais usados e estudados na endodontia distingui-los o paramonoclofenol canforado que se mostrou eficiente no combate aos microorganismos do canal. mas ao lado de sua eficiência, mostrou também alta atividade citotóxica. Assim várias formulações; Lesão periapical não podemos usar, pois esta anaeróbico; Alta toxicidade; Técnica de uso: Cone de papel de tamanho e diâmetro adequados o Ponta do cone não deve ultrapassar o limite entre os terços médios e apical; Umedecer levemente o cone Lavar o cone com o PMCC na cavidade pulpar; Bolinha de algodão na camara pulpar restauração provisória; Quando houver lesão (PQM completa): utilização do callen 15 dias podemos deixar 30 dias (preferencialmente) ou hidróxido de cálcio + associação com PMCC; 31 TRICRESOL: Estudos recomendam sua permanência na câmara pulpar por no máximo 2 dias por poder haver uma resposta inflamatória seguida de abcesso oriundos de produtos tóxicos de bactérias, restos pulpares em decomposição, volatilidade do formaldeído ou ambos os fatores simultaneamente. Porém artigos como valera indicam poder usá-lo por até 7 dias; Casos: Urgência; PQM incompleto; QUAL MEDICAÇÃO USAR? Polpa vital: Hidróxido de cálcio: o 1ª opção – canal devidamente instrumentado – 7 a 30 dias Otosporin: o Periodontite apical aguda traumática ou química; o Canal não completamente instrumentado; o Tempo entre consultas inferior a 7 dias; Necrose pulpar: Hidróxido de cálcio: o 1ª opção – canal devidamente instrumentado – 7 a 30 dias PMCC: o Tricresol Formalina – canal não terminado; MATERIAL RESTAURADOR PROVISÓRIO: Funções: Impedir que saliva e microorganismos da cavidade oral ganhem acesso ao canal radicular; Preservar a efetividade da medicação; Propriedades: Estabilidade dimensional; Bom selamento; Resistência mecânica; DECORAR: BIO: o PQM completo Hidróxido de Cálcio o PQM incompleto Otosporin NECRO: 32 o PQM completo Hidróxido de Cálcio o PQM incompleto PMCC ou Tricresol Formalina o PQM completo + lesão Hidróxido de Cálcio + PMCC o PQM incompleto + lesão Tricresol Formalina OBTURAÇÃO DO CANAL RADICULAR FINALIDADE OBTURAÇÃO: O propósito da obturação é selar toda a extensão do canal radicular. O material obturador deve preencher todo o espaço ocupado anteriormente, pela polpa radicular, proporcionando um selamentotridimensional. Porque obturar: Uma obturação defeituosa, com espaços vazios em seu interior, não teremos selamento suficiente para impedir a penetração pelo forame de serosidades que propiciam um meio nutritivo favorável à multiplicação de germes e o conduto passará a comportar-se como foco de infecção. COM O QUE: Material sólido: Cones de Guta percha Composição Guta Percha: Guta percha Óxido de zinco Sulfatos metálicos Resinas ou ceras Vantagens Guta Percha: ← CAIU NA PROVA Bem tolerados pelos tecidos periapicais Radiopacos Fácil remoção Possuem estabilidade dimensional nas condições de uso Não alteram a cor do dente quando usados no limite coronário adequado; Desvantagens Guta Percha: ← CAIU NA PROVA Apresentam pequena resistência mecânica a flexocompreensão (rigidez), o que dificulta seu uso em canais curvos e atresiados; Pouca adesividade; Podem ser deslocados por pressão, provocando sobreobturação durante processos de compactação; Material plástico: 33 Cimentos Composição: A base de oxido de zinco e eugenol: o EX: EUGENOL, ENDOFIL; Cimentos resinosos: o EX: AH PLUS, A26; Cimentos a base de ionômero de vidro; Cimentos a base de hidróxido de cálcio: o EX: SEALER 26, APEXIT; VANTAGENS DOS CIMENTOS ENDODÔNTICOS: ← CAIU NA PROVA Radiopacidade Fácil manipulação e remoção Não sofre alterações de volume Ter adesividade as paredes do CR ; (pois a Guta Percha não tem adesividade) Insolúvel aos fluidos orgânicos; Ação antimicrobiana; Bi compatível; Não manchar estrutura dentária; SELEÇÃO DO CONE MESTRE: Teste tátil: ← CAIU NA PROVA O cone deve ficar adaptado nos 3mm iniciais do CRT O cone não pode ficar solto, precisa ficar preso Tentar retirar o cone levemente, ele não pode sair Teste visual: ← CAIU NA PROVA Calibrar o cone com a régua metálica Marcar com ajuda da pinça o local exato da medida Observar se o cone entrou todos os milímetros que deveria Teste radiográfico: ← CAIU NA PROVA Fazer uma radiografia para observar se o cone chegou ao local certo 34 ESPATULAÇÃO DO CIMENTO: Dividir o pó em duas partes Juntar uma das partes com o líquido Juntar a segunda parte Segurar a espátula formando um fio de cimento, por 10 segundos, se o fio não quebrar esse é o ponto correto COLOCAÇÃO DO CONE PRINCIPAL: Passar o cone de guta percha no cimento Fazer movimentos de vai e vem até chegar no CRT Não mexer mais ESPAÇADORES DIGITAIS: Abrir espaço para outro cone de guta percha TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL: Condensar o cone que já está dentro do canal radicular com espaçadores digitais Colocar mais cones até não ter mais espaços O cone principal é passado no cimento, após isso, um cone sim e outro não CORTE DOS CONES: Condensadores de Paiva Aquecer até a ponta ficar vermelha – tem que ficar bem quente para conseguir cortar os cones, se só estiver morno vai grudar e arrancar todos os cones de dentro do canal Fazer o corte dos cones um pouco abaixo da cervical – os cones não podem ficar na coroa do dente pois pode causar escurecimento Condensação vertical com o condensador já frio RESTAURAÇÃO PROVISÓRIA: Deve ser bem feita pois caso ela caia, o tratamento tem que ser reiniciado RADIOGRAFIA FINAL: Confirmação da obturação realizada com sucesso 35 Terapêutica Sistêmica e Anestesiologia 36 NERVO TRIGÊMEO Nervo Misto: → Ação Motora: inerva músculos mastigatórios, além do milohioideo e ventre anterior do digástrico. → Ação Sensitiva: cavidade bucal, 2/3 anteriores da língua, globo ocular, pele da face, seios paranasais, nariz e dura- máter, ATM. Divide-se em três ramos: → Oftálmico → Maxilar → Mandibular Nervo Oftálmico → Passa pela fissura orbital superior – cavidade orbital → Inerva a cavidade orbital – sensitiva → Emite ramificações: o Nervo lacrimal: glândula lacrimal o Nervo frontal: Nervo Supraorbitário (seio frontal, pálpebra superior e fossa lacrimal) Nervo Supratroclear (pele da pálpebra superior, nasal e frontal) o Nervo Nasociliar: segue o interior da cavidade orbitária Nervo Maxilar - Nervo sensitivo - Antes de passar pelo forame redondo: ramo meníngeo: dura-máter - Após sair da caixa craniana pelo forame redondo emite ramos: Nervo Zigomático: → Nervo zigomático facial: bochechas (pele) → Nervo Zigomático temporal: região temporal (pele) Nervo Pterigopalatino: atravessa o forame esfenopalatino: interior da fossa nasal, emitindo ramos: → Nervo Nasal Póstero Superior: cornetos médios e superiores → Nervo Nasopalatino: mucosa palatina – canino a canino superior → Nevo palatino subdivide-se em: o Nervo palatino anterior: palato duro (2/3 posteriores) o Nervo Palatino Posterior: palato mole e amigdalas Nervo Alveolar Póstero-Superior: Nervo Infra Orbitário: → Nervo Alveolar Antero Superior → Nervo Alveolar Médio Superior → Nervo Palpebral → Nervo Nasal → Nervo LabialSuperior 37 Nervo Nasopalatino: → Mucosa gengival palatina (2/3 anteriores do palato duro), de canino a canino * Não inerva dente, somente a região da mucosa entre esses dentes. Nervo Palatino Maior/Anterior: → Palato duro (2/3 posteriores) Nervo Palatino Menor/Posterior: → Palato mole → Amigdalas Palatinas Nervo Alveolar Antero Superior: → Polpa IC, IL e C → Osso alveolar → Ligamento Periodontal → Mucosa Gengival Vestibular Nervo Alveolar Médio Superior: → Polpa 1PM, 2PM, Raiz MV do 1M → Ligamento Periodontal → Osso Alveolar → Mucosa Gengival Vestibula Nervo Alveolar Póstero Superior (vem direto do maxilar): → Raiz DV e P do 1M e polpa do 2M e 3M → Ligamento Periodontal → Osso Alveolar 38 → Mucosa Gengival Vestibular Nervo Mandibular - Nervo misto - Atravessa o forame oval Nervo Aurículo Temporal: parótida, ATM, região temporal, pavilhão auricular e meato acústico externo. Tronco Têmporo Masseterino: motor – temporal e masseter → Nervo Temporal Profundo Posterior → Nervo Masseterino Tronco Têmporo bucal: misto → Nervo Temporal Profundo Anterior: motor – musculo temporal → Nervo Bucal: sensitivo – mucosa gengival vestibular de II PM a III Molar, mucosa e pele da bochecha → Nervo Pterigoideo Lateral – músculo pterigoideo lateral → Nervo Pterigoideo Medial – músculo pterigoideo medial → Nervo Temporal Profundo Médio – musculo temporal → Nervo Lingual → Nervo Alveolar Inferior o Nervo Milihioideo o Nervo Mentoniano o Nervo Incisivo Nervo Alveolar Inferior: → Polpa I, II e III Mols, II PM → Ligamento periodontal → Osso Alveolar Nervo Incisivo: → Polpa OC, IL, C e I PM → Ligamento Periodontal → Osso Alveolar Nervo Mentoniano: → Lábio Inferior → Pele do Mento → Mucosa gengival vestibular Nervo Bucal: → Mucosa gengival vestibular (2PM até 3M) → Mucosa das bochechas Nervo Lingual: → Mucosa gengival lingual (IC até 3M) → Assoalho Bucal → 2/3 Anteriores da língua * O nervo Lingual e o Alveolar Inferior são anestesiados juntos por estarem muito próximos. Língua 39 1/3 Posterior: → IX Glossofaríngeo 2/3 Anteriores: → Sensibilidade gustativa:VII – Facial → Inervação Motora: XII - Hipoglosso HISTOFISIOLOGIA DO NERVO PERIFÉRICO Anestesia Local Perda de sensibilidade em uma área circunscrita do corpo causada pela depressão da excitação das terminações nervosas ou pela inibição do processo de condução dos nervos periféricos. A anestesia geral é um estado reversível de inconsciência produzido por agentes anestésicos com abolição da sensibilidade dolorosa em todo o corpo. Cicatrização: substituição do tecido lesado por tecido conjuntivo. Reparação: substituição do tecido lesado por tecido igual. * Anestésico tópico se injetado não produz anestesia. Métodos de indução da Anestesia Local Trauma mecânico Baixa temperatura Anoxia (falta de irrigação sanguínea no nervo) Irritantes químicos Agentes neurolíticos Agentes químicos * Os nervos possuem uma microcirculação, se condicionados ao frio, os micro vasos se fecham e o local fica sem sangue e passa a não ter mais sensibilidade. * Excesso de açúcar no sangue fecha os vasos dos nervos podendo causar cegueira e/ou falta de sensibilidade. Etiologia das injúrias no nervo lingual associada à extração dos terceiros molares Anestesia local Incisão (bisturi) Broca (ostectomia) Tensão excessiva na retração dos tecidos Estiramento do nervo (folículo dentário aderido ao nervo) Fratura óssea Instrumentos (curetas) Agulha ou sutura compressiva Medicamentos em contato com o nervo Difusão 40 Fibras nervosas Endoneuro Fascículos (feixes do manto e feixes centrais) Perineuro – maior barreira para a penetração anestésica Epineuro Bainha epitelial Direção do impulso nervoso Aferente (sensitivo): levam o impulso nervoso da dor ao Sistema Nervoso Central. Eferente (motor): levam o impulso motor do Sistema Nervoso Central até o local da dor. Ex.: Ao encostar uma mão em uma panela quente, os receptores da pele captam a temperatura elevada e levam essa informação até o Sistema Nervoso Central, que manda de volta para o músculo do antebraço, pela via eferente, para que retire imediatamente a mão da panela Propagação do impulso Nervoso Axônio em repouso tem sua estrutura polarizada, com concentração de ions Na+ fora da membrana, e íons K- dentro da membrana. Com a chegada do impulso nervoso os canais de Sódio e potássio se abrem, e o Na+ entra para dentro da membrana, invertendo as polaridades. O impulso nervoso continua seu caminho, e o Na+ volta a sair da membrana repolarizando a estrutura do axônio. Os anestésicos bloqueiam a bomba de sódio e potássio impedindo a mudança na polaridade. Ação dos anestésicos locais Teoria da expansão da membrana: Diminuição do diâmetro dos canais de sódio o que impedem o aumento da permeabilidade dos íons sódio. Teoria do receptor específico: Os anestésicos locais atuam por ligações com receptores específicos no canal de sódio. Eliminam a permeabilidade aos íons sódio e a condução nervosa é interrompida. Anestesia local em sítios infectados 41 Como as áreas infectadas estão hiperêmicas, os anestésicos locais injetados provavelmente atingem a circulação sistêmica mais rapidamente que em tecidos não infectados. Uma agulha ou seringa contaminada não pode ser reutilizada em um sítio infectado, porque ela pode disseminar a infecção a um espaço facial mais profundo. Forma do anestésico: RNH RN: impede a despolarização da membrana H: fica no local onde foi injetado Base biológica para a falha da anestesia local: Os processos infecciosos possuem muito íons H, o RN tenta impedir a despolarização, mas os íons H ligam-se aos íons RN, fazendo voltar para a sua forma inicial (RNH), não fazendo a analgesia. * A anestesia funciona pouco, pois não vai haver mais H que RN, então o efeito ainda existe, porém em baixa potência. Taquifilaxia Base biológica para a falha da anestesia local. Injeções repetidas do anestésico podem resultar em perda da sua eficácia devido a acidose extracelular. Depleção da capacidade de tamponamento dos tecidos locais – a acidose aumenta a forma catiônica extracelular que se difunde inadequadamente nos axônios. A anestesia subsequente a primeira, não vai ter a mesma eficácia, pois os íons H que foram separados do RNH e ficaram nos tecidos, irão fazer o local ficar ácido (3h). Um ambiente ácido, após a separação da molécula, RN irá se ligar novamente aos H, diminuindo a potência de analgesia. Limiar de reação à dor Raça – negra e amarela (limiar mais alto) Gênero – mulheres (limiar mais alto) Idade – idosos (limiar mais alto) Condições emocionais – emocionalmente comprometidos, instáveis (limiar mais baixo) Odontofobia (limiar mais baixo) Todos os anestésicos locais, com exceção da cocaína, são sintéticos Lindocaína Prilocaína Mepivacaína Articaína Classificação dos anestésicos locais Ésteres: Ésteres do Ácido Benzóico o Butacaína o Cocaína 42 o Benzocaína o Tetracaína Ésteres do Ácido Paraminobenzóico o Cloroprocaína o Procaína o Propoxicaína Amidas: Articaína Bupivacaína Etidocaína Lindocaína Mepivacaína Prilocaína Quinolonas: Centbucridina * Os anestésicos locais injetáveis são do grupo farmacológico amidas * Contém extremidade lipofílica e hidrofílica * Lindocaína possui uma menor toxicidade * Benzocaína, do grupo de ésteres somente são utilizados topicamente * Lindocaína é o principal anestésico utilizado pelos cirurgiões dentistas Características de um Anestésico Local Ideal Deve ser transitório e reversível Não deve irritar os tecidos vivos Deve ter toxicidade sistêmica insignificante Tem de ser eficaz em qualquer local de sua aplicação Deve ter período de latência (tempo que leva para fazer efeito (± 1:00 a 1:30min) Não deve ser capaz de produzir alergias Deve ser estéril Deve sofrer biotransformação rápida no organismo (quando começa a injetar ele já começa a biotransformar) Conteúdo das Soluções Anestésicas 1. Sal anestésico (nome do anestésico) 2. Vasoconstritor (adrenalina/epinefrina, noradrenalina/norepinefrina, felipressina) 3. Preservativo do vasoconstritor (todo vasoconstritor é instável, precisa de um “preservativo”) a. Bissulfito de Sódio (mais utilizado) b. Metilparabeno (potencial para reações anafiláticas) 4. Cloreto de sódio (NaCl) 5. Nitrogênio (Bolha, avisa se houve infiltração, anestésico em contato com o oxigênio perde eficácia) 6. Água destilada (dá mais volume ao anestésico) * O NaCl armazenado no calor transforma-se em Clorato e causa ardência na aplicação). 43 Benzocaína (Grupamento Éster) Utilizada apenas topicamente Pouca solubilidade em água Pequena absorção para o sistema cardiovascular Inadequada para injeção (pois não é hidrossolúvel) Usada nas concentrações de 10% a 20% * Se utilizar em cima da saliva não irá funcionar, precisa secar a mucosa antes de utiliza-la – aplicar na gengiva. Prilocaína (Grupamento Amida) Potência 1 Metabolismo: fígado Excreção: rins Propriedade vasodilatadora: menor vasodilatação que a lidocaína, porém, maior que a Mepivacaína Início da ação: 2 a 4 minutos Concentração eficaz: 3% a 4% Meia vida: 1,6 horas Nomes Comerciais: Citantest; Citocaína; Prilocaína; Prilonest; * Mais fraco dos anestésicos locais Lidocaína (Grupamento Amida) Potência: 2 Metabolismo: fígado Excreção: rins Propriedade vasodilatadora:maior que a da Mepivacaína e da Prilocaína Início da ação: 2 a 3 minutos Concentração eficaz: 2% e 3% Meia vida: 1,6 horas Nomes Comerciais: Xylocaína; Xylestesin; Alphacaína; Lindostesin; Novocol; * Anestésico mais seguro. Mepivacaína (Grupamento Amida) Potência: 2 Metabolismo: fígado Excreção: rins Propriedade vasodilatadora: muito pequena Início da ação: 1,5 a 2 minutos Concentração eficaz: 3% sem vasoconstritor e 2% com vasoconstritor Meia vida: 1,9 horas Nomes Comerciais: Scandicaína; Mepivacaína; * Anestésico mais utilizado, tem lipossolubilidade maior que a lidocaína. Articaína (Grupamento Amida) Todos os sais anestésicos são vasodilatadores. Dentre eles, o que menos vasodilata é a mepivacaína Quando não se usa vasoconstritor, precisa utilizar uma concentração maior para ter melhor efeito 44 Potência: 4 Metabolismo: plasma e fígado Excreção: renal Propriedade vasodilatadora: igual a lidocaína Início da ação: 1 a 3 minutos Concentração eficaz: 4% Meia vida: 1,25 horas Nomes Comerciais: Septanest; Articaína * Alérgicos a Sulfa e Anêmicos * Maior solubilidade (lipossolúvel, penetra mais fundo nos tecidos, tem maior facilidade de atingir o nervo) * Não existe sem vasoconstritor Vasoconstritores Em virtude de os anestésicos locais, na maioria das vezes, produzirem vasodilatação, associa-se ao sal anestésico uma outra droga, que possui como efeito desejável a vasoconstrição. 1. Aumentar a duração do efeito anestésico, uma vez que o vasoconstritor diminui a velocidade de absorção do sal anestésico (ação mais longa do anestésico). 2. Aumenta o tempo de anestesia. 3. Como o vasoconstritor diminui o calibre dos vasos sanguíneos nos procedimentos cirúrgicos, obter-se-á um campo operatório com menor sangramento. 4. Melhor hemostasia devido a redução do sangramento no local de administração dos anestésicos (compressão dos vasos, controle do sangramento). * Reduz a quantidade anestésica necessária e diminui a toxicidade. Principais Vasoconstritores Adrenalina Noradrenalina Levanordefrina Felipressina Fenilefrina Adrenalina: (leva o corpo a exaustão) Produzido nas supra-renais Miocárdio – aumento da frequência cardíaca Artérias coronárias – aumento do fluxo sanguíneo Pressão arterial – aumento Rede vascular – vasoconstrição Sistema respiratório – broncodilatação * Mais eficaz que a noradrenalina * No pulmão produz broncodilatação * Concentração de 1 para 100.000 para anestésicos * Vasoconstrição de veias e artérias Felipressina: (cardioprotetor) Octapressin Sintético Miocárdio – ausência de efeitos Artérias coronárias – redução do fluxo sanguíneo Pressão arterial – praticamente sem alterações Rede vascular – vasoconstrição pequena (por que?) * Vasoconstrição pequena, pois é só venosa, menos eficaz. 45 Pacientes Cardiopatas e Hipertensos Sal: não faz diferença, pode ser qualquer um Vasoconstritor: Felipressina é o mais indicado Não pode injetar dentro do vaso Verificar a quantidade anestésica Pacientes Diabéticos Sal: não faz diferença, pode ser qualquer um Vasoconstritor: pode ser qualquer um, porém ter cuidado com a quantidade, e não injetar no vaso. Quanto mais adrenalina, mais vai subir a glicemia do paciente Doses máximas admissíveis para anestésicos locais Droga anestésica Quantidade Quantidade por kg Lidocaína 300mg 4,4mg/Kg Prilocaína 400mg 6,0mg/Kg Mepivacaína 300mg 4,4mg/Kg Bupivacaína 90mg 1,3mg/Kg Articaína 500mg 7,0mg/Kg (Paciente adulto 70kg) * Pacientes com mais de 70kg a dose máxima continua sendo a mesma. Só modifica para pacientes com menor peso. Doses Máximas Admissíveis para Vasoconstritores Droga Doses máximas Vasoconstritora Pacientes saudáveis Pacientes cardiopatas Adrenalina 0,20mg 0,04mg Noradrenalina 0,34mg 0,14mg Fenilefrina 4,00mg 1,60mg Levonordefrina 1,00mg 1,00mg Felipressina 0,27UI (0,03UI/ml) 0,27UI(0,03UI/ml) (Paciente adulto 70kg) * Dose máxima de Felipressina é 5 tubetes tanto para pacientes saudáveis quanto cardiopatas. Cálculo Ex.: Mepivacaína 2% com adrenalina 1:00.000 Duração dos Anestésicos CURTA INTERMEDIÁRIA LONGA Prilocaína Cloroprocaína Lidocaína Mepivacaína Prilocaína Articaína Tetracaína Bupivacaína Levobupivacaína Etidocaína Ropivacaína Gestantes ANESTÉSICO CATEGORIA DE RISCO AÇÃO SOBRE O FETO Lidocaína B/ Não evidência de risco 46 Prilocaína B/ Não evidência de risco Atravessa a placenta mais rapidamente Metemoglobinemia Mepivacaína C/ Atividade teratogênica não é descartada Bradicardia Fetal Bupivacaína C/ Atividade teratogênica não é descartada Bradicardia Fetal Articaína Não está definido * Lidocaína (2%) / adrenalina 1:100.000 ou noradrenalina 1:50.000 – máximo de 3 tubetes por Sessão * Felipressina pode causar contrações uterinas precoce. EQUIPAMENTO Seringa Agulha Tubete anestésico Tipos de Seringas Descartáveis o Plástica o Aspiratória o Luer – lok o Seringa de segurança Carpule o Auto-aspiratória (utilizar essa) o Aspiratória com arpão Agulha Aço inoxidável Pré-esterilizadas Descartáveis Recomendações: Agulha de menor nº calibre Longa com calibre 25 Evitar introdução até o canhão (deixar 2mm de agulha para fora para o caso de quebra) Trocar após muitas punções Descarte adequado Recapear com técnica adequada Recapear quando não utilizada (para evitar acidentes) 47 Tubete Conteúdo do Tubete: Anestésico Local Vasopressor Conservante do vasopressor (Bissulfito de sódio) Cloreto de Sódio Água destilada Cuidados com o Tubete: Armazenamento Alterações no líquido Posição do êmbolo Fratura do cilindro Montagem da Carpule ANESTESIA TÓPICA Aplicação do anestésico sobre o local a ser puncionado (mucosa). Anestésicos usados: Lidocaína (amida) Benzocaína (éster) 48 Características: Insolúveis em água Sem vasoconstritor Alta concentração 2/3mm de profundidade Duração da aplicação: 1-2 min Formas de apresentação: Gel Solução Pomada Técnica: Lavar a cavidade bucal se necessário Secar a mucosa no local de aplicação Aplicar o gel em gaze ou algodão na mucosa por 1 ou 2 minutos e ficar pressionando Remover o excesso do anestésico (o gel não é estéril, então é necessário remover antes de perfurar o tecido) * Spray precisa ser colocado em algodão, pois escorre. TÉCNICAS DE ANESTESIA REGIONAL MANDIBULAR Regional: Nervo ao longo de toda sua extensão, anestesia todas as regiões onde o nervo passa, incluindo suas ramificações. Ex.: Alveolar inferior, irá anestesiar, mentoniano e incisivo também. Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior Bloqueio do Nervo Mentoniano Bloqueio do Nervo Incisivo Bloqueio do Nero Bucal Bloqueio do Nervo Lingua Bloqueio do Nervo Alveolar inferior Nervos Anestesiados: Alveolar Inferior Mentoniano (ramo terminal) Incisivo (ramo terminal) Lingual (difusão anestésica) Áreas anestesiadas: Polpa dental (3º Molar até Incisivo Central) Osso mandibular Ligamento periodontal (3º Molar a Incisivo Central) Mucosa vestibular (1º Pré-Molarao Incisivo Central) Mucosa lingual e língua (assoalho lingual) – nervo lingual Indicações: Procedimentos múltiplos dentários (ósseo) em dentes inferiores Restaurações Tratamento endodôntico Tratamento Periodontal Exodontias Procedimento em tecido mole vestibular adiante do 1º Pré-Molar 49 Contra Indicações: Infecção ou inflamação aguda na área da infiltração Pacientes que podem ferir-se (crianças pequenas e pacientes especiais) Vantagem: Extensa área anestesiada (numa única punção) Difusão anestésica: anestesia do nervo lingual Desvantagem: Extensa área anestesiada (procedimento localizado) Alta taxa de aspiração positiva (10-15%) Pode gerar desconforto (lábio inferior e língua anestesiados) Pontos de reparo intra oral não confiáveis (mais complexa de execução) Técnica Agulha longa (25mm) Área de introdução: face medial do ramo Alvo: nervo Alveolar inferior (forame mandbular – próximo) Pontos de reparo anatômico: o Bordo anterior do ramo o Plano oclusal (dentes posteriores) * Apoiar o dedo indicador sobre a borda anterior do ramo * Corpo da Carpule sobre a face oclusal dos Pré-Molares do lado oposto * Ponto central entre o plano oclusal dos Molares superiores e inferiores Sintomas: Dormência no lábio inferior (do mesmo lado da aplicação) Ausência de dor durante o procedimento OBS: Dormência na hemi língua (2/3 anteriores) – nervo lingual Complicações: Edema Hematoma (rompimento de vasos) Trismo Dor na abertura bucal Paralisia do nervo facial (transitória) Falhas da técnica: Não atinge o nervo alveolar inferior o Injeção abaixo do forame mandibular o Injeção anteriormente ao forame mandibular o Inervação acessória Segurança: Agulha toca o osso Bloqueio do Nervo Lingual Local: face medial do ramo 50 Próximo ao nervo alveolar inferior Área anestesiada: Assoalho bucal 2/3 anteriores da hemi-língua Região lingual (mucosa, periósteo) Técnica: Semelhante ao Alveolar Inferior Por vestibular do 3º Molar Bisel voltado para o osso (para não machucar o periósteo) Indicações: Biópsia de língua (2/3 anteriores) Biópsia em assoalho bucal Raspagem subgengival por lingual Exodontias Contra indicações: Infecção / inflamação aguda no local Sintomas: Ausência de dor durante o procedimento Dormência na hemi língua (2/3 anteriores) Complicações: Edema Hematoma (rompimento de vasos) Trismo Dor na abertura bucal Paralisia do nervo facial (transitória) Bloqueio do Nervo Bucal Tecido mole (2º Pré-Molar e molares inferiores) Indicações: Necessidade de manipular mucosa gengival: o Exodontias o Raspagem sub gengival o Cárie sub gengival o Incisões sobre a mucosa Contra indicações: Infecção / inflamação aguda no local Técnica: Agulha longa 25mm Área de punção: distal e vestibular ao último molar no arco Alvo: Nervo Bucal – borda anterior do ramo 51 Bisel: Voltado ao osso (para baixo) Sintomas: Não há Manuseio da mucosa vestibular –sem dor Segurança: Tocar o osso (+/- 2mm) Complicações: Hematomas Falhas: Raras Bloqueio do Nervo Mentoniano Ramo do Alveolar Inferior Sai pelo forame mentoniano (mental) Área anestesiada: Mucosa a frente do forame mentoniano (1º Pré-Molar a incisivo) Lábio inferior Mento (tecidos moles) Indicações: Manuseio da mucosa a frente do forame mentoniano o Exodontias o Raspagens subgengivais o Cáries subgengivais Biópsia / sutura em lábio inferior Contra indicações: Inflamação / infecção aguda – local Técnica: Agulha curta (25) Área de punção: fundo de sulco – próximo ao forame mentoniano Alvo: Nervo Mentoniano – entre os ápices dos Pré-Molares inferiores Direcionar a carpule paralelamente ao longo eixo dos Pré-Molares Bisel: Voltado ao osso Sintomas: Dormência no lábio inferior Ausência de dor no procedimento Segurança: Região segura Complicações: Hematoma Bloqueio do Nervo Incisivo Ramo do Alveolar Inferior Segue o canal mandibular – após o forame mentoniano 52 Área anestesiada: Tecido pulpar de 1º Pré-Molar, canino e incisivos Osso alveolar Ligamento Periodontal Indicações: Anestesia do tecido pulpar Exodontias Raspagem subgengival Restaurações dentais Contra indicações: Inflamação / infecção aguda – local Técnica: Agulha curta (25) Área de punção: fundo de sulco – próximo ao forame mentoniano Alvo: nervo incisivo – entre os ápices dos Pré-Molares inferiores Bisel: Voltado ao osso * Técnica semelhante ao bloqueio do nervo mentoniano Sintomas: Dormência no lábio inferior Ausência de dor no procedimento Segurança: Região segura Complicações: Hematomas ANESTESIAS TERMINAIS Bloqueio das ramificações terminais, porção final do nervo. Área restrita Anestesias complementares Anestesia Supra Perioóstea (infiltrativa) Anestesia Intra Ligamentar Anestesa Intra Septal Anestesia Intra óssea Anestesia Intra Pulpar Anestesia Supra Perióstea Nervos Anestesiados: Ramos terminais (dentais e peridentais) Área anestesiada: Mucosa Ligamento Polpa dental Tecido ósseo 53 * Muito utilizada em maxila – osso poroso Indicações: Anestesia pulpar em maxila o Restaurações dentais (1 ou 2 dentes) o Tratamento endodôntico o Exodontia – necessita de complementação por palatino Biópsia em mucosa gengival ou tecido ósseo Técnica complementar das técnicas regionais Contra indicações: Áreas de infecção / inflamação aguda Áreas maiores (múltiplas punções) Áreas posteriores da mandíbula (osso denso – técnica regional) Técnica: Área de punção: fundo de sulco – acima do ápice radicular Alvo: apicalmente ao dente Bisel: voltado ao osso Seringa paralela ao longo eixo do dente Tracionamento do lábio superior Anestesia Intra Ligamentar Anestesia complementar (quando o alveolar inferior não é suficiente em um molar por exemplo) Ponto de introdução: sulco gengival/ligamento periodontal Área anestesiada: Osso Mucosa Tecido pulpar Indicações: Complemento de anestesia regional (em mandíbula) Auxiliar de diagnóstico de pulpite Contra indicação de bloqueio regional Contra indicações: Infecção / inflamação local Dentes decíduos – presença do germe do permanente Técnica: Introdução: Sulco gengival (face proximal) Paralelo ao longo eixo do dente Muita resistência Alvo: fundo do sulco gengival Bisel: voltado a raíz dental Quantidade: +/- 0,2ml Sinais: o Isquemia da mucosa 54 o Resistência ao injetar a solução o Dor na injeção da solução (lenta) Complicações: Dor pós injeção da solução Anestesia Intra Septal Anestesia complementar Pode ser feita em sítios infectados Área anestesiada: Osso Mucosa Tecido pulpar Indicações: Hemostasia (cirurgia/periodontia) Complemento de técnicas regionais (principalmente em mandíbula) Raspagem subgengival (bolsas infectadas) Contra indicações: Infecção / inflamação no local Técnica: Punção: no centro da papila Alvo: septo ósseo Penetração em 45º em relação ao dente Bisel – voltado ao ápice dental Resistência a injeção Isquemiada mucosa Introdução até encontrar resistência óssea Quantidade anestésica: 0,2 a 0,4ml Anestesia Intra Pulpar Anestesia complementar Se utilizada, a polpa “morre”, é necessário fazer endodontia. Área anestesiada: Tecido pulpar do dente anestesiado Indicações: Complemento de outras técnicas o Remoção de tecido pulpar (pulpectomia) o Instrumentação endodôntica Contra indicações: Não há * Necessidade de acesso a câmara pulpar / canal radicular 55 Técnica: Curvar a agulha Penetrar na câmara pulpar /ou / canal radicular Quantidade: 0,3ml – sob pressão Sintomas: dor no ato Sinais: não há Anestesia Intra óssea Anestesia complementar É preciso incisar a mucosa – romper a cortical óssea Depósito do anestésico: osso esponjoso Indicações: Procedimento cirúrgico Técnica: Volume anestésico: +/- 0,5ml Anestésico sem vsoconstritor (palpitação) ANESTESIAS REGIONAIS EM MAXILA Alveolar Póstero Superior Nervo anestesiado: Alveolar Póstero Superior 56 Áreas anestesiadas: Polpa 1º, 2º e 3º Molar Ligamento periodontal Mucosa vestibular Terço posterior do seio maxilar Área de Punção: Prega mucovestibular (fundo de sulco) do 2º Molar Área alvo: Região posterior e acima da tuberosidade Área de referência: 2º Molar Bisel: Voltado para o osso (supraperiostal) Profundidade de inserção: 16mm Quantidade de anestésico: 1,4 a 1,8 ml Técnica: Inicia a 45° (ângulo da agulha com a oclusal dos dentes) até ultrapassar a eminência Vestibulariza a carpule e “joga para fora” Insere o restante da agulha Alveolar Médio Superior Nervo anestesiado: Alveolar Médio Superior Áreas anestesiadas: Polpa 2º e 1º Pré Molar superior Polpa da raiz MV do 1º Molar superior Osso alveolar Terço médio do seio maxilar Área de Punção: Fundo de sulco do 2º Pré Molar superior Área alvo: Ápice do 2º Pré-Molar superior Área de referência: 2º Pré-Molar superior 57 Bisel: Voltado para o osso Profundidade de inserção: 5mm Quantidade de anestésico: 0,6ml Alveolar Ântero Superior Nervo anestesiado: Alveolar Ântero Superior Áreas anestesiadas: Polpa Incisivo central, lateral e Canino Área de Punção: Fundo de sulco do canino Área alvo: Ápice do Canino Área de referência: Canino Bisel: Voltado para o osso Profundidade de inserção: 5mm Quantidade de anestésico: 0,6ml Infraorbitário Técnica: Palpar com o polegar o forame infraorbitário e o indicador no fundo de sulco. Pressionar o local do nervo Avisar o paciente os locais que serão anestesiados, pois o paciente pode pensar que não está respirando por não sentir o ar passando pelo nariz. Nervo anestesiado: Infraorbitário Alveolar Médio superior Alveolar Ântero Superior 58 Áreas anestesiadas: Polpa Incisivo central, lateral e canino superior Polpa 1º e 2º Pré molar superior Polpa da raiz MV do 1º Molar superior Mucosa gengival vestibular Osso alveolar Ligamento periodontal Pálpebra inferior Asa do nariz Lábio superior Área de Punção: Fundo de sulco do 2º Pré-Molar Área alvo: Forame Infra-Orbital Área de referência: 2º Pré-Molar Bisel: Voltado para o osso Profundidade de inserção: 16mm paralelo ao 2º Pré-Molar superior Quantidade de anestésico: 0,8 a 1,4ml Palatino Maior Localização do forame: 0,5 a 1cm partindo entre o 2º e 3º Molar em direção a linha média. Se o paciente for edentado: 1cm anterior a linha do Ah! E 0,5 a 1cm do rebordo. Nervo anestesiado: Palatino Maior Áreas anestesiadas: Mucosa gengival palatina (2/3 posteriores) Área de Punção: Forame Palatino Maior Área alvo: Forame Palatino Maior Área de referência: Forame Palatino Maior Bisel: Perpendicular ao palato, não importa o bisel Profundidade de inserção: 2 a 4mm Quantidade de anestésico: 0,4ml ou quando isquemiar (ficar branquinho, sem passagem sanguínea) 59 Nasopalatino Localização do forame: 0,5 a 1cm sobre a linha média posterior aos Incisivos Centrais superiores. Nervo anestesiado: Nasopalatino Áreas anestesiadas: Mucosa gengival palatina (1/3 anterior) Área de Punção: Forame Nasopalatino Área alvo: Forame Nasopalatino Área de referência: Papila incisiva Bisel: Perpendicular ao palato, não importa o bisel Profundidade de inserção: 2 a 4mm Quantidade de anestésico: 0,4 ml ou quando houver isquemia local * Pressionar o espelho contra o palato duro para diminuir a percepção de dor. Observações Em uma anestesia do Alveolar Ântero superior, ainda pode haver sensibilidade pulpar do Incisivo central, devido a intersecção de fibras nervosas do lado oposto. A cortical óssea da maxila é mais porosa, permitindo fazer anestesia terminal diretamente no fundo de sulco do dente que quer anestesiar, com exceção dos molares. COMPLICAÇÕES LOCAIS EM ANESTESIOLOGIA Quebra da agulha (sempre próxima ao canhão) Dor a injeção Queimação a injeção Parestesia Trismo Hematoma Infecção Edema Lesão de tecidos moles Paralisia do facial Quebra da Agulha 60 Causas: Movimento súbito do paciente Agulhas finas Agulhas curvadas Defeito de fabricação Prevenção: Não introduzir agulha até o canhão Não mudar de direção após introdução Tratamento: Agulhas visíveis: tentativa de remoção Agulha não visível: orientação e encaminhamento Dor a Injeção Causas: Técnica descuidada (não seguir o protocolo – anestésico tópico) Agulha romba Injeção rápida (desprendimento das fibras) Agulhas com farpas (quando a agulha toca no osso ela deforma e cria “farpas” e rasga o tecido para retirar (deflexão). Prevenção: Técnica apropriada Agulhas afiadas Anestésico tópico Injeção lenta do anestésico Queimação a Injeção Causas: Injeção rápida Contaminação dos tubetes (álcool) – a borracha do tubete permite a entrada do líquido onde o tubete ficar imerso, contaminação com o liquido, gerando sensação de queimação. Soluções aquecidas ou frias Prevenção: Injeção lenta Armazenamento adequado dos tubetes Parestesia Anestesia persistente (com duração além do esperado), ou sensação alterada, com duração além do esperado. Hiperestesia e dissestesia – dor e dormência associadas. Causas: Solução anestésica contaminada (álcool) Traumatismo do feixe nervoso Introdução da agulha no forame (provoca trauma nas fibras nervosas) Hemorragia ao redor da bainha nervosa (rompimento de artérias/veias em volta do feixe nervoso) Prevenção: 61 Protocolo adequado de injeção Cuidados com tubetes anestésicos Tratamento: Orientação e acompanhamento Evitar anestesias na região lesada Laserterapia Avaliação do neurologista (persistência + de ano) – vitamina do complexo B ajudam a regenerar o nervo (+/- 3 meses para o resultado) Trismo Causas: Traumatismo de músculos e vasos (várias punções no mesmo local lesionam o músculo várias vezes) Anestésico local alterado (álcool) Hemorragia Infeções Volumeexcessivo de anestésico Prevenção: Agulha afiada, estéril e descartável Cuidados com tubetes Técnica atraumática Volumes mínimos eficazes de anestésicos Evitar injeções repetidas Tratamento: Calor o Bochecho morno o Analgesia e relaxante muscular Fisioterapia (ajudar com os dedos sobre os incisivos a abrir a boca) Antibiótico + encaminhamento Hematoma Perfuração arterial ou venosa nos bloqueios Alveolar Inferior (A.I) ou Alveolar Póstero Superior (A.P.S). Pacientes que fazem uso de anticoagulantes tendem a ser mais afetados. Prevenção: Conhecimento anatômico Domínio da técnica Agulha curta para Alveolar póstero Superior Menos penetrações da agulha nos tecidos Tratamento: Imediato: o Compressão direta no local o Analgesia se necessário Gelo logo após Acompanhamento * Se o local inchar, comprimir imediatamente para parar o sangramento, aplicar gelo para vasoconstrição e avisar ao paciente que irá gerar um hematoma. Infecção 62 Causas: Contaminação da agulha Contaminação da solução anestésica Anestesia em local infectado Prevenção: Usar agulhas descartáveis Cuidado e manuseio adequado da agulha Cuidado com tubetes (não reutilizá-los) Tratamento: Imediato: calor e analgesia Persistindo os sintomas (ATB 7 dias) Edema Causas: Traumatismo durante injeção Infeção Alergia (angioedema) Hemorragia Injeção de soluções irritantes Prevenção: Técnica de injeção atraumática Avaliação médica do paciente quando há história de alergia Tratamento: Por injeção traumática: nenhum Por infecção: antibioticoterapia Por alergia: anti-histamínicos; corticoides; permeabilidade de via aérea Por hemorragia: compressão; analgesia; gelo; acompanhamento Lesões em Tecidos Moles Geralmente ocorrem em pacientes infantis ou especiais. Avisar o acompanhante. Causas: Maior tempo de duração do bloqueio Incapacidade de compreensão do paciente Prevenção: Usar anestésico para o tempo apropriado Orientação do paciente e do responsável Tratamento: Analgesia AB (se houver infecção) Lubrificação dos lábios Paralisia do Facial Causas: Anestesia de ramos do nervo facial Prevenção: Conhecimento das técnicas anestésicas Conhecimento anatômico da região Tratamento: Aguardar absorção completa do anestésico local 63 ANESTESIAS EXTRA-BUCAIS Indicações: Impossibilidade de execução de uma técnica anestésica intra-bucal Presença de grandes processos inflamatórios ou infecciosos Impossibilidade de indicação de anestesia geral Presença de trismo que impossibilite outra técnica Classificação Técnicas tronculares: Nervo maxilar Nervo mandibular Técnicas regionais: Nervo alveolar inferior Nervo infraorbitário Nervo incisivo e mentoniano Anatomia – Trigêmio Nervo Maxilar (Técnica infra-zigomática) Trajeto do Nervo Maxilar: Forame redondo Nervo Maxilar Fossa ptérigopalatina Forame infraorbitário Nervo Infraorbital Instrumental: Agulha de 8cm com cursor em 4,5cm Ponto de infiltração: Parte superior da fossa pterigomaxilar 64 Ponto de referência: Parte mediana do arco zigomático, chanfradura sigmoide, processo coronóide da mandíbula Técnica: Delimitar com lápis o arco zigomático traçando uma linha paralela ao seu bordo inferior Traçar uma linha paralela ao bordo posterior do processo orbitário do osso zigomático e que seja perpendicular a primeira Ponto de introdução da agulha Trajeto da agulha: Perpendicular a pele, introduzindo-se 2cm da agulha, aspira-se e injeta-se anestésico Inclina a agulha para posterior e superior desviando do processo coronóide, inserir a agulha até 4-6cm encontrando resistência óssea na fossa pterigomaxilar Injeta-se o resto do anestésico 4 a 6ml Área anestesiada: Hemi-maxila e dentes Mucosa vestibular Periodonto Fibromucosa palatina Osso alveolar Seio maxilar Osso maxilar Asa e dorso do nariz Pálpebra inferior Lábio superior Indicações: Todos os procedimentos cirúrgicos que envolvam fraturas, ressecção de osso, tratamento de seio maxilar e extrações dentárias múltiplas Necessidade de anestesia de toda a hemimaxila Nervo Mandibular Os ramos mais calibrosos do nervo mandibular são o nervo Alveolar Inferior e o Nervo Lingual. Instrumental: Agulha longa – 8cm 65 Ponto de Infiltração: Proximidade do forame oval Trajeto da agulha: Marcar linha paralela ao bordo inferior do arco zigomático 2,5 cm a frente do meato acústico externo – ponto de introdução da agulha ANESTÉSICOS Anestésico Concentração Quantidade em 1 tubete Dose máxima Peso x Quant/kg Tubetes máximos Dose Max ÷ Quant Tub Prilocaína 3% 54mg 6,0mg/Kg 70kg = 420mg 60kg = 360mg 50kg = 300mg 40kg = 240mg 30kg = 180mg 20kg = 120mg 10kg = 60mg 70kg = 7,7 60kg = 6,6 50kg = 5,5 40kg = 4,4 30kg = 3,3 20kg = 2,2 10kg =1,1 Prilocaína 4% 72mg 6,0mg/Kg 70kg = 420mg 60kg = 360mg 50kg = 300mg 40kg = 240mg 30kg = 180mg 20kg = 120mg 10kg = 60mg 70kg = 5,8 60kg = 5 50kg = 4,1 40kg = 3,3 30kg = 2,5 20kg = 1,6 10kg = 0,8 Lidocaína 2% 36mg 4,4mg/Kg 70kg = 308mg 60kg = 246mg 50kg = 220mg 40kg = 176mg 30kg = 132mg 20kg = 88mg 10kg = 44mg 70kg = 8,5 60kg = 6,8 50kg = 6,1 40kg = 4,8 30kg = 3,6 20kg = 2,4 10kg = 1,2 Lidocaína 3% 54mg 4,4mg/Kg 70kg = 308mg 60kg = 246mg 50kg = 220mg 40kg = 176mg 30kg = 132mg 20kg = 88mg 10kg = 44mg 70kg = 5,7 60kg = 4,5 50kg = 4 40kg = 3,2 30kg = 2,4 20kg = 1,6 10kg = 0,8 Mepivacaína 2% 36mg 4,4mg/Kg 70kg = 308mg 60kg = 246mg 50kg = 220mg 40kg = 176mg 30kg = 132mg 20kg = 88mg 70kg = 8,5 60kg = 6,8 50kg = 6,1 40kg = 4,8 30kg = 3,6 20kg = 2,4 66 10kg = 44mg 10kg = 1,2 Mepivacaína 3% (sem vaso) 54mg 4,4mg/Kg 70kg = 308mg 60kg = 246mg 50kg = 220mg 40kg = 176mg 30kg = 132mg 20kg = 88mg 10kg = 44mg 70kg = 5,7 60kg = 4,5 50kg = 4 40kg = 3,2 30kg = 2,4 20kg = 1,6 10kg = 0,8 Articaína 4% 72mg 7,0mg/Kg 70kg = 490 60kg = 420 50kg = 350 40kg = 280 30kg = 210 20kg = 140 10kg = 70 70kg = 6,8 60kg = 5,8 50kg = 4,8 40kg = 3,8 30kg = 2,9 20kg = 1,9 10kg = 1,9 67 Técnicas Cirúrgicas em Odontologia 68 TÉCNICAS CIRÚRGICAS Cirurgia bucal é a parte da odontologia que trata do diagnóstico e tratamento cirúrgico das enfermidades, traumatismos e defeitos dos maxilares, mandíbulas e regiões adjacentes. Pilares da cirurgia moderna: → Horace Wells (1844): Anestesia → Lister (1867): Anti-sepsia – prevenção, controle e combate da infecção → Halsted (1904): Lei do menor traumatismo Princípios de Halsted (1904): → Suavidade com o retalho → Hemostasia → Adequada aproximação dos bordos → Ausência de tensão na sutura → Aporte sanguíneo adequado → Cadeia asséptica Objetivos do cirurgião: → Assepsia cirúrgica → Técnica atraumática → Controle da hemorragia → Manejo cuidadosodos tecidos Pré-operatório Diagnóstico: → Anamnese → Exame físico → Exames complementares o Exames por imagem o Exames laboratoriais → Porque operar? → Quando operar? Planejamento → Onde operar? cirúrgico → Como operar Trans-operatório → Diérese ← CAIU NA PROVA, dar 3 exemplos → Exérese → Hemostasia → Síntese Diérese Instrumental: → Cabo de bisturi mº 3 ou 7 → Lâmina 15 ou 15C → Lâmina 11 → Lâmina 12 → Bisturi angulado 69 Incisões intra-orais clássicas: Envelope Neumann Novak-Peter Partsch Wassmund Ochsenbien-Lubke Qualidade das Incisões: → Irrigação sanguínea adequada → Apoio em tecido ósseo sadio → Permitir adequada visibilidade do campo operatório → Possibilidade de ampliação → Respeito a integridade tecidual Descolamento muco-periostal: Após a incisão, fazer o descolamento gengival e segurar com o afastador minessota. Exérese Manobras cirúrgicas pelas quais removemos porção ou todo de um órgão. Tecidos moles: → Excesso de tecido fibroso → Hiperplasias → Inserções musculares e freios → Lesões patológicas Entra no sulco gengival e incisiona o rebordo Envelope + incisão relaxante Envelope + duas relaxantes (Semilunar) não toca no sulco, somente na mucosa Gengiva inserida + relaxante Wassmund ondulada 70 Tecidos duros: → Alveoloplastia → Avulsão Síntese Síntese ou sutura: → Técnica asséptica → Sutura atraumática → Tensão adequada → Bordas cruentas → Sutura plano a plano Tipos de sutura: → Sutura interrompida (ponto simples) → Ponto em X → Ponto em U (Donati) → Sutura contínua simples → Sutura contínua festonada Instrumental: → Fios de sutura → Agulha de sutura → Pinça porta-agulha Pós-Operatório Imediato: → Controle e prevenção da hemorragia → Controle do edema → Controle da dor → Controle da infecção → Alimentação → Orientação de Higiene Mediato: → Manutenção da medicação → Manutenção da higiene → Remoção dos pontos → Acompanhamento clínico e radiográfico INSTRUMENTAL PARA EXODONTIAS Revisão: - Diérese: Separação se tecidos. - Exérese: Remoção de parte ou todo um tecido ou órgão. - Hemostasia: Controle do sangramento. - Síntese: Aproximação dos tecidos, realização de sutura. Exame Físico → Odontoscópio → Pinça auxiliar → Sonda periodontal/exploradora 71 Anestesia → Seringa tipo Carpule Sindesmotomia ← CAIU NA PROVA → Sindesmótomo: Faz a sindesmotomia (descolamento da gengiva em volta do colo dentário. Superfície lingual com o lado angulado. Incisão → Cabo de bisturi nº 3 → Lâminas para bisturi nº 11/12/15 Divulsão ← CAIU NA PROVA → Espátula nº 7 → Descolador de Molt: descolador do periósteo. Luxação ← CAIU NA PROVA tudo → Alavancas Retas nº 301/304: luxação de todos os dentes superiores e inferiores. → Alavanca Seldin Reta nº 2: luxação de molares e pré-molares superiores e inferiores. → Alavancas Seldin Curvas nº 1R/1L: luxação de todos os dentes inferiores e 3M superior. → Alavancas apicais delicadas: Remoção de ápices radiculares (fragmentos fraturados). * Também servem para a finalização da Odontossecção. * Odontossecção: Dentes com dilaceração nas raízes, secciona-se ao meio para não ocorrer a quebra das raízes. Realiza-se o corte com alta rotação em 2/3 (de vestibular para lingual). O 1/3 restante quebra-se com uma das alavancas. Luxação e Tração Dentária Fórceps nº 1 Fórceps nº 16 Luxação e Tração de Incisivos e Caninos Superiores Luxação e tração de Molares Inferiores sem coroa ou coroas destruídas por cárie (ponta ativa vai na furca vestibular/lingual) PROVA G1 saber tudo 72 Fórceps nº 17 Fórceps nº 18 R Fórceps nº18 L Fórceps nº 65 Fórceps nº 68 Fórceps nº 69 Fórceps nº 150 Fórceps nº 151 Luxação e tração de Molares Inferiores quando é possível apoio na coroa (aprisionamento) Luxação e tração de Molares Superiores Esquerdos (encaixam na furca vestibular dos molares) Luxação e tração de Molares Superiores Direitos (encaixam na furca vestibular dos molares) Luxação e tração de Raízes Superiores Anteriores Luxação e tração de Raízes Inferiores Luxação e tração de Raízes Superiores Posteriores Luxação e tração de Pré-molares Superiores Luxação e tração de Pré-molares, Canino e Incisivos Inferiores 73 Regularização óssea ← CAIU NA PROVA → Alveolótomo: regularização do tecido ósseo (possui corte na ponta ativa) → Lima para osso tipo Seldin: Refinamento/Acabamento ósseo, remover a espícula óssea (osso alveolar que fica abaixo da furca) Curetagem alveolar ← CAIU NA PROVA → Cureta alveolar tipo Lucas: Sondagem e curetagem de alvéolo. Curetagem/raspagem para remover tecido inflamatório Hemostasia → Pinça hemostática tipo Halstead curva/reta: Hemostasia de vasos (pinçar o vaso) e remover corpos estranhos de dentro do alvéolo Sutura → Pinça Adson sem dentes: Manipular o fio e remover a sutura (uma semana depois) → Pinça Dietrich: Aprisiona a mucosa gengival para sutura → Porta agulha tipo Mayo Hegar: Aprisionamento da agulha para sutura → Tesoura tipo Iris reta/curva: Reta: cortar o fio na hora da sutura. Curva: remover os pontos uma semana depois. Remoção do excesso gengival. Afastadores← CAIU NA PROVA → Afastador de Farabeuff: Afastar bochecha e lábio → Afastador de Minesota: Afastar lábio, bochecha, língua e retalho muco-periostal Auxiliares → Cubas: colocar o soro e descarte de materiais Pós-operatório / Remoção de Suturas → Odontoscópio → Pinça clínica → Tesoura ponta romba → Gaze Saber nome e para que serve > cai tudo no teste prático de G1, passa de mesa em mesa, olha o instrumental e diz o nome e para que serve. 74 TÉCNICA I – EXODONTIA COM FÓRCEPS Exodontia: técnica cirúrgica que tem como objetivo, remover a peça dentária do seu alvéolo. Porque optar pela exodontia: Dentes destruídos por cárie Necrose pulpar (impossibilidade de endodontia) Doença periodontal avançada Motivos ortodônticos Dentes mal posicionados Dentes fraturados Dentes impactados Indicação protética Dentes supranumerários Dentes envolvidos com patologias Terapia pré-radiação (pode ocorrer osteonecrose se remover um dente pósradiação, se algum dente estiver comprometido deve ser tratado/extraído antes de iniciar a radioterapia de cabeça e pescoço) Fraturas ósseas (fraturas radiculares verticais) Econômicas Exodontia com Fórceps Consiste na avulsão dental ou exodontia mediante o uso de instrumento denominado Fórceps (boticão). Indicação do uso do Fórceps: Dentes Hígidos Dentes não Hígidos – possibilidade de apreensão Dentes com raízes de forma normal Contra indicação do uso do Fórceps: ← CAIU NA PROVA Dentes que não há aprisionamento Corticais espessas (rigidez óssea – pode provocar fraturas no dente e/ou osso) Dentes isolados sem mobilidade (anquilose – substituição do ligamento periodontal por osso, ocorre mais em pacientes idosos, normalmente no canino) Curvaturas radiculares (dilaceração) Hipercementoses Princípios da Ação do Fórceps Cada grupo dental apresenta o fórceps adequado Nos mordentes há escavões O fórceps é projetado de acordo com a anatomia dental São aplicadas duas forças: o Manutenção o Deslocamento 75 Força de Manutenção: ← CAIU NA PROVA Força aplicada sobre os cabos, a fim de manter os mordentes aprisionados ao colo dental. Força de Deslocamento: ← CAIU NA PROVA É a força aplicada sobre os cabos, a fim de possibilitar o movimento (luxação) dental. Fórceps (Constituição) Características dos Fórceps: Indicação para cada grupo dental Regras ao uso dos Fórceps: Empunhadura: palma da mão (dígito palmar) Mordentes sobre o colo dental Longo eixo: mordentes = dente ← CAIU NA PROVA Preensão: aprisionamento mais cervical possível e mordente paralelos ao longo eixo do dente Intrusão: levar o fórceps em direção apical, promovendo esmagamento do ligamento periodontal na porção apical Lateralidade (orientar a lateralidade com maior intensidade na cortical mais delgada) Rotação – raízes únicas e cônicas Tração: após luxado o dente iniciar a tração associada a lateralidade e rotação * A saída da peça dental deve ser para a cortical mais delgada. Empunhadura do Fórceps Técnica de Exodontia com Fórceps Preensão do dente → Movimentos de luxação (rompimento das fibras periodontais) ← CAIU NA PROVA o Intrusão: Levar o dente com o fórceps em direção apical, promovendo esmagamento do ligamento periodontal na porção apical. Mordentes Articulação Cabos 76 o Lateralidade: Movimentar o dente aprisionado no sentido vestíbulo-lingual. Romper o ligamento periodontal causa expansão das corticais ósseas. Movimento pendular, conforme o dente vai luxando, vai expandindo mais. A cortical óssea deve ser protegida com o polegar e indicador. o Rotação: Girar o dente com o fórceps dentro do alvéolo. Somente em dentes com raíz única, cônica e retas. o Tração/Avulsão: Tirar o dente de dentro do alvéolo Tração + Lateralidade: todos os dentes Tração + Rotação: dentes com uma só raíz * No movimento de lateralidade, a cortical óssea que mais irá expandir é a mais “frágil” Maxila: cortical vestibular expande mais Mandíbula: o Molares: cortical lingual expande mais o Pré-molares, canino e incisivos: cortical vestibular expande mais Quando há dilatação das corticais deve-se aumentar a amplitude do movimento lateral Os dedos da mão oposta devem estar sobre as corticais Após a luxação dental faz-se a tração CUIDADO! Força demasiada: Cortical delgada: fratura óssea Cortical espessa: fratura radicular Etapas para qualquer Exodontia Exame clínico e radiográfico (no mínimo 1 Periapical) Preparo do paciente Anestesia Sindesmotomia / Incisão Hemostasia / Afastamento do tecido Osteotomia / Odontossecção Luxação Avulsão (avaliar se o dente saiu completo ou houve fratura) Cuidados com o alvéolo Sutura Orientação pós-operatória * Se o paciente fizer uso de ansiolítico não pode sair desacompanhado Exame Clínico e Radiográfico Anamnese + exame físico Características dentais e ósseas 77 Assim podemos planejar: Técnica Condutas trans-operatórias Preparo do Paciente: Controle Psicológico Medidas locais Remoção de próteses Antissepsia da pele: Clorexidine 2% Antissepsia da cavidade Oral: Clorexidine 0,2% Posição do Operador: Dentes Superiores: a direita e a frente do paciente Dentes inferiores: o Lado Direito: defronte e a direita do paciente o Lado Esquerdo: pouco para trás e a direita do paciente Posição da Cadeira: Maxila: Plano oclusal 45 Graus com o solo Mandíbula: Plano oclusal paralelo ao solo Isolamento do Campo: Campos estéreis Preparo do Cirurgião Dentista: Escovação Secagem Calçar luvas Anestesia Técnica empregada de acordo com a sua indicação para tal procedimento. Sempre que possível fazer anestesia regional. Sindesmotomia Desinserção de fibras periodontais que circundam o dente com o Sindesmótomo Como: O instrumento é levado ao sulco gengival até a resistência óssea. Realiza-se movimento lateral de descolamento. Hemostasia Após a sindesmotomia há sangramento – controle com gaze estéril. Não usar algodão. Luxação e Avulsão Movimentos: Intrusão Lateralidade Rotação Tração 78 Cuidados com o Alvéolo Conjunto de medidas que visam uma adequada cicatrização: Sondagem (sempre) – Cureta de Lucas Curetagem (se houver lesão Periapical) – Cureta de Lucas Regularização óssea – Lima e/ou Alveolótomo Sondagem final Irrigação – Soro Fisiológico Compressão das corticais (técnica de Chompret – aproximação das corticais, comprimindo com os dedos indicador e polegar) Sutura: Complemento ao ato cirúrgico. Objetivo: ← CAIU NA PROVA Hemostasia Proteção do alvéolo Manutenção do coágulo Orientação da cicatrização (pela aproximação dos bordos) Cuidados Pós-Operatórios Orientações ao paciente Medicação Retorno Pós-Operatório Primeiras 24 horas: Manter repouso – evitar esforço físico Evita bochecho oral Evitar escovar sobre os pontos Evitar o sol Dieta: macia e pastosa – fria/morna Manter a cabeça elevada – 2 travesseiros Gelo na região – extra oral Sangramento: morder uma bolinha de algodão ou gaze de 10 a 15 minutos Após 24 horas: Bochecho com solução de Clorexidine 0,12% ou 0,2% Higiene sobre a ferida Bochecho oral com chá de Malva Dieta pastosa – tolerância Retorno para controle e retirada da sutura TÉCNICA II – EXODONTIA COM ALAVANCA Constituição das Alavancas (elevadores) Ponta ativa/lâmina Cabo Haste (intermediário) 79 Indicações do uso de Alavancas Exodontias de raízes residuais Exodontias de raízes ou ápices fraturados Exodontias de dentes com coroas destruídas – não há preensão com fórceps) Exodontias em que há rigidez das corticais (luxação primária com alavancas e após, o uso do fórceps) Técnicas de odontossecção Exodontias de dentes retidos Empunhadura: Dígito Palmar Tipos de Alavancas Alavancas retas: dentes superiores e inferiores Alavancas curvas: dentes inferiores Alavanca Seldin: reta e anguladas – dentes superiores e inferiores Enxadas Apicais (Alavancas Apicais Delicadas) Indicação: Remoção de ápices radiculares Tipos – reta e curvas: Usadas tanto para superiores ou inferiores Princípio de Ação de Alavancas Movimento de alavanca: Aplicação de pequena força sobre a raiz com apoio em tecido ósseo. Entra perpendicular ao longo eixo do dente apoiando no septo ósseo e fazendo movimentos com o cabo para baixo, levando para cervical. ← CAIU NA PROVA Movimento de Cunha: Ponta ativa paralela ao longo eixo da raiz dental apoiando no septo – introduzida entre o tecido ósseo e a raiz dental – exerce força no sentido apical. Fazer de um lado e depois do outro. ← CAIU NA PROVA 80 Movimento de Roda: Realiza-se movimentos de rotação – eleva a raiz para fora do alvéolo. Cunha + rotação. ← CAIU NA PROVA Observações: Dentes inferiores: o Introdução da ponta ativa: entre o septo ósseo e a raiz – nas faces proximais (Mesial e distal) com acesso por vestibular. o Molares: também pode-se usar ação de rotação com apoio na face vestibular, e ponta ativa sobre o septo inter-radicular. Dentes superiores: o Introdução da ponta ativa: entre o septo ósseo e a raiz nas faces proximais (Mesial e distal) com acesso por vestibular ou palatino. Cuidados: Nunca apoiar em dente vizinho Apoio sempre em tecido ósseo Não utilizar apoio em corticais linguais/palatinas/vestibular (exceto molares inferiores – cortical óssea vestibular mais “forte”). Apoio da mão oposta: polegar e indicador sobre as corticais para não ferir os tecidos adjacentes. Técnica de Exodontia com Alavancas Exame Clínico e radiográfico Preparo do paciente Anestesia Sindesmotomia Luxação Tração (fórceps) Avulsão Cuidados com o alvéolo (sondagem, regularizar o tecido ósseo, irrigação com soro, compressão das corticais). Hemostasia Sutura Orientação pós-operatória Cuidados Pós-Operatórios Primeiras 24 horas: Manter repouso – evitar esforço físico Evita bochecho oral Evitar escovar sobre os pontos Evitar o sol Dieta: macia e pastosa – fria/morna Manter a cabeça elevada – 2 travesseiros Gelo na região – extra oral Sangramento: morder uma bolinha de algodão ou gaze de 10 a 15 minutos Após 24 horas: Bochecho com solução de Clorexidine 0,12% ou 0,2% Higiene sobre a ferida Bochecho oral com chá de Malva Dieta pastosa – tolerância Retorno para controle e retirada da sutura SÍNTESE Sutura: é a aproximação das bordas da ferida cirúrgica, através de pontos cirúrgicos, mediante o uso de agulha + fio cirúrgico, além do instrumental apropriado. 81 Objetivos da sutura: Proteção do alvéolo Retenção do coágulo, no interior do alvéolo (se não tem sutura o coágulo sai do alvéolo e causa sangramento) Promover hemostasia Facilitar a cicatrização Minimizar a cicatrização local (pele, cicatrizes estéticas) Instrumental: Porta agulha o Mayo-Hegar o Castroviejo o Mathieu Pinças o Dietrich o Adson Com dentes Sem dentes Agulha + fio de sutura Tesoura * O fio da sutura é um meio mecânico de retenção do coágulo * Só deve ser curetado o alvéolo se houver lesão inflamatória, se não, preservar as ligações remanescentes, pois são fundamentais para uma boa cicatrização Agulhas para Sutura É uma pequena e fina haste de aço polido, aguçada numa das extremidades e com orifício por onde se fixa o fio de sutura. Constituição: Ponta Corpo Extremidade o Com olho ou fio montado Fio de Sutura É uma porção de material, de secção circular, que se destina à contenção ou fixação de tecidos em cirurgia através de suturas e nós. Características ideais: Grande resistência a tração e torção Calibre fino e regular Mole, flexível pouco elástico Ausência de reação tecidual Esterilização fácil Custo baixo Calibre dos fios: ← CAIU NA PROVA (Grosso) 3 – 2 – 1 – 0 – 2.0 – 3.0 – 4.0 – 5.0 – 6.0 – 12.0 (Fino) Fio montado Agulha com olho 0000000000000000 000 82 Fios de sutura empregados na Odontologia: Mononylon 4.0 ou 5.0 ← CAIU NA PROVA Vicryl 4.0 ou 5.0 Seda 4.0 ou 5.0 * Fio absorvível causa reação inflamatória estimulando os macrófagos e a destruição do fio. Uso em Odontologia Primeira escolha: monofilamentar – nylon → Produz menor irritação tecidual (menos processo inflamatório) ← CAIU NA PROVA Desvantagem: podem lesionar a mucosa – pontas Vicryl: Sutura por planos (camada muscular) Mucosa oral – evitando a sua posterior remoção Algodão, linho e seda: são fios absorventes Absorvem umidade: placa – promovem reação inflamatória Absorvíveis Animal Categute Categute cromado Sintético Ácido Poliglicólico - Dexon Poligalactina 910 - Vicryl Não absorvíveis Animal Seda Vegetal Algodão Linho Sintético Nylon Polipropileno Poliéster Perlon Metálico Aço inoxidável 83 Técnica para Sutura Princípios Básicos: 1. A agulha deverá ser apreendida pelo porta-agulha na metade ou a três quartos da distância da ponta. 2. A agulha deverá penetrar perpendicular ao tecido. 3. Na introdução da agulha, devem ser realizados movimentos circulares que acompanhem a sua curvatura, através da rotação do pulso do cirurgião. 4. A agulha não deverá ser forçada contra os tecidos, a fim de evitar quebras ou distorções. 5. A sutura deverá ser realizada dos tecidos móveis em direção aos tecidos fixos. 6. A sutura deverá aproximar as bordas da ferida, sem causar tensão ou distorção. 7. A agulha deverá ser passada nos tecidos com auxílio de pinças de dissecção, transfixando suas bordas em uma etapa ou duas, de acordo com a proximidade entre elas. 84 8. O primeiro ponto de sutura deverá ser realizado no meio da incisão e os próximos em suas extremidades. 9. Na sutura em retalhos cirúrgicos com incisões relaxantes, o primeiro ponto deverá ser realizado no ângulo das incisões, de forma a reposicionar o retalho. 10. O nó cirúrgico deverá ser sempre posicionado lateralmente ao traço da incisão e nunca sobre este. Tipos de Sutura: Sutura isolada simples – Exodontia Sutura isolada em X ou 8 – Exodontia Sutura isolada em U vertical ou Donati Sutura contínua simples Sutura contínua festonada Sutura contínua em U horizontal Sutura intradérmica Suturas Isoladas: Cada alça é realizado um nó Mais lenta para elaboração Mais segura – nós independentes 85 Suturas contínuas: ← CAIU NA PROVA, indicações Há continuidade do fio entre as alças Mais rápida de ser elaborada Tem apenas um nó inicial e outro ao final Caso houver ruptura de um dos nós, ocorrerá afrouxamento ao longo da sutura Indicada em áreas mais extensas – exodontias múltiplas adjacentes ou cirurgias pré-protéticas Nó da sutura União das duas pontas do fio. O nó compreende: Laçada Nó propriamente dito Pontas Isolada simples: 1 volta sob os mordentes do porta-agulha 2 voltas do fio sobre os mordentes do porta-agulha Nó de cirurgião (sempre localizado na face vestibular, comprimento aproximadamente das pontas: 3mm) Remoção dos Fios de Sutura A remoção da sutura deve ser realizada quando uma ferida desenvolveu resistênciatensora suficiente (de 7 a 10 dias após o ato cirúrgio). Realiza-se anti-sepsia da região Traciona-se o fio suavemente Corta-se o fio na porção que estava no interior dos tecidos (não cortar o fio no meio da sutura, para que a parte que está no meio bucal passe dentro do tecido e o contamine) * Tesoura curva, pinça angulada e odontoscópio BIOSSEGURANÇA Técnica Asséptica: É a técnica cirúrgica que se utiliza de um conjunto de processos, medidas ou meios para impedir o contato de germes com a ferida cirúrgica. Preparo da equipe Cirúrgica: Roupas: troca das roupas e colocação de proteção para os calçados, uso do santário, uso do gorro e máscaras, troca de máscaras em cirurgias longas. Preparo das mãos e antebraço da equipe cirúrgica – desinquinação e antissepsia complementar. 86 Desinquinação: Processo de escovação das mãos e antebraços para remover sujidades. Antissepsia complementar: Álcool 70 na pele já lavada. Desinquinação Empunhadura da Escova: Aparelho dispensador de sabão acionado pelo pé: Posição das mãos mais altas que os cotovelos: Mãos levemente acima da altura do cotovelo, para a água não escorrer em direção ao cotovelo e não voltar para as mãos (não contaminar a superfície já limpa). Técnica de Escovação: Não se apoiar no tanque de escovação para não molhar o traje e atravessar microorganismos. Molhar as mãos e passar sabão em todas as regiões. Escovar a ponta dos dedos (unhas), superfícies de cada dedo, superfícies da mão, superfícies do antebraço até o cotovelo. ← CAIU NA PROVA Soltar a escova dentro do lixo sem tocar em nada. Após a escovação: não tocar em nenhuma superfície, somente no que estiver esterilizado. 87 Técnica de secagem das mãos: Toalha esterilizada Virar o lado da toalha para o outro braço Dispensar em local apropriado Antissepsia complementar: Esfregar o álcool até o cotovelo Ordem dos acontecimentos: ← CAIU NA PROVA 1. Colocação dos EPIs 2. Abertura dos pacotes de luva/ avental 3. Lavagem das mãos e antebraço 4. Secagem das mãos 5. Vestir o avental estéril 6. Vestir a luva estéril Preparo do paciente Banho do paciente (na véspera) Tricotomia (aparelho de barbear estéril) Troca de roupa (camisola) Tricotomia: remoção dos pelos (região temporal, raspar um pouco da barba caso tenha sutura para fazer por baixo) Preparo do ambiente hospitalar Área crítica: centro cirúrgico, CTI, berçário e isolamento. Área semicrítica: enfermarias, quartos, laboratórios, consultórios, cozinha e lavanderia. Área não crítica: ambientes sociais e administrativos. Cuidados com a sala cirúrgica Limpeza diária de rotina o Álcool 70 nas superfícies o Remover Rolopack o Descontaminar a tríplice Cirurgia contaminante Limpeza geral semanal o Tudo que está em cima das bancadas – limpeza pesada o Limpar paredes o Esfregar o chão o Lavar as superfícies * Drenagem de abscesso: precisa de uma melhor limpeza no consultório (marcar o paciente para o último horário) 88 Vestuário e roupas cirúrgicas Avental Luvas Opa: avental cirúrgico vestido ao contrario Borracha laminada: colocado embaixo do campo cirúrgico para se o campo molhar, não contaminar com os microorganismos da mesa Campos Compressas: toalhas estéreis Técnica para vestir avental estéril Tocar na parte interna ou na gola Vestir uma manga e após, a outra manga Auxiliar amarra o avental Técnica para calçar as luvas estéreis TÉCNICA DE EXODONTIA COM OSTEOTOMIA E ODONTOSECÇÃO EXODONTIA TÉCNICA III Objetivo: Acesso cirúrgico Diminuir resistência óssea Permitir a luxação Facilitar apoio para alavanca 89 Melhor visibilidade Indicações: Dentes retidos Dentes com anquilose, Hipercementose, dilaceração radicular e raízes divergentes Ápices fraturados Corticais rígidas Após exodontias que requeiram curetagem de lesões apicais extensas Exodontia múltipla, para regularização Dentes frágeis e sem apoio Osteotomia Desgaste ósseo Brocas, serras, cinzéis, limas Rotatórios: baixa rotação ou alta rotação Alveolótomo * Se fizer com alta rotação tem que irrigar muito com soro fisiológico, pois a alta rotação gera muito calor, e se o osso aquecer +10°C necrosa. * A incisão da cirurgia nunca pode ser no local da Osteotomia, pois pode ocorrer deiscência de sutura por não ter osso embaixo. Técnica: Confecção do retalho Osteotomia: peça de mão reta (brocas esféricas 2, 4, 6, 8, brocas tronco-cônicas 701, 702, 703 – começar com a broca de menor tamanho) Alta rotação ← CAIU NA PROVA Cinzéis e martelo Técnica: Canaleta > Profundidade: ponta ativa da broca | Diâmetro: Ponta da broca Sulco entre a coroa e o osso alveolar vestibular, Mesial e distal Exposição da junção cemento-esmalte Odontosecção Dividir um dente Ex.: Separar raiz vestibular da palatina no sentido mésio-distal Requisitos básicos de uma incisão Amplitude, possibilitando visibilidade ao campo operatório e menor trauma tecidual no afastamento. Uma base muito pequena não irá conseguir irrigar o retalho e pode necrosar. Base ampla: para irrigação do retalho o Base do retalho (X) deve ser maior que a altura do retalho (Y) o Idealmente 2X=Y 90 As margens do retalho, devem repousar sobre tecido ósseo sadio, no momento da sutura Tipos de Incisão Retilíneas / Horizontais o Envelope Trapezoidais o Wassmund – Gengiva inserida e livre o Neumann – Gengiva inserida, livre e papila dental com 1 relaxante o Neumann Modificada – Gengiva inserida, livre e papila dental com 2 relaxantes Envelope Wassmund Neumann Neumann Modificada Incisão no fundo de sulco, normalmente utiliza-se uma ou duas relaxantes Incisão horizontal em gengiva inserida 91 Exodontia de Dentes Retidos Comprometimento periodontal Lesão de cárie com cavidade Retenção adjacente Tumores odontogênicos Fraturas mandibulares Pericoronarite Indicações ortodônticas: Anos 80: Dente sisos acusados de movimentação e apinhamento dentário Relação: Formação Radicular / Momento da Exodontia 9 Anos e ± 9 Meses: Áreas radipacas dispersas 10 Anos e ± 9 Meses: 1/3 de Coroa formada 11 Anos ± 2 Meses: 2/3 de Coroa formada 12 Anos ± 6 Meses: Coroa Formada 15 Anos ± 6 Meses: Coroa e 1/3 de Raiz formada 17 Anos ± 6 Meses: Coroa e 2/3 de Raiz formada 21 Anos: Deve ser completado o processo de erupção Classificação das Retenções Dentárias Pell e Gregory: Winter: Métodos de Diagnóstico Radiografia Periapical Radiografia Panorâmica Tomografia Computadorizada Melhor idade para remoção do dente 92 REPARO ALVEOLAR Inflamação Mecanismo de defesa tecidual próprio dos tecidos conjuntivose ocorre somente em tecidos vascularizados. Depende dos vasos para levar até a região agredida as células e as substâncias necessárias ao controle do agressor e reparar, e em seguida, a área afetada. Objetivos: Destruir, diluir, circunscrever, delimitar ou neutralizar o agente agressor. Reparar o local agredido * Tecido ósseo tem reparo através do processo inflamatório, é reparo e não cicatrização. Exsudato inflamatório Infiltrado inflamatório Tecido de Granulação Circunscrição – inflamação crônica Reparo Granuloma * Inflamação – sangramento: vasos se rompem e enchem o alvéolo, ocorre a formação da rede de fibrina no sangue dentro do alvéolo. A rede de fibrina gera novos vasos no seu interior aumentando a vascularização (angiogênese), osteoblastos chegam no local e fazem o reparo do alvéolo. * Rede de fibrina + angiogênese = tecido de granulação. Reparo Alveolar Cuidados com a cirurgia: Técnica de assepsia Técnica cirúrgica Cuidados pós-operatórios (por escrito) o Higiene o Dieta Reparo alveolar Preenchimento do alvéolo com osso neoformado Pouco calcificado Não apresenta radiopacidade (6ª – 8ª semana) Imagem do alvéolo pode permanecer por até 6 meses Remodelação óssea estende-se até um ano Estágios Inflamatórios Estágio Inflamatório: Até 48 horas Alterações vasculares endoteliais Alterações vasculares estruturais Trauma cirúrgico •Exodontia Inflamação •Migrações celulares, plaquetas/coágulo Coágulo •Preenchimento da área Rede de Fibrina •Angiogênese Tecido de granulação Osteoblastos Formação óssea 93 Receitar anti-inflamatório por no máximo 3 a 5 dias somente para aliviar o estágio inicial da inflamação, pois ela é necessária para o reparo alveolar Estagio Proliferativo / Celular: Até o 6º dia Estabilização definitiva do coágulo Após o 6º dia já não é mais um coágulo, já é tecido sendo formado Formação do tecido de granulação A partir de 48-72 horas o coágulo já está bem estabilizado, então já podemos dizer ao paciente que já pode começar a comer comidas menos pastosas Estágio de Remodelação: 45-60 dias Diminuição de fibroblastos Definição real do tecido neoformado * O osso vestibular pode ser reabsorvido, sempre que se faz uma exodontia há chance do alvéolo perder volume ósseo, pode-se fazer um enxerto ósseo para não perder o volume. OSSEOINTEGRAÇÃO Um processo histológico no qual ocorre uma conexão direta estrutural e funcional entre osso vivo ordenado, e a superfície de um implante submetido a uma carga funcional. O tecido ósseo se integra ao titânio Requisitos: Estabilidade primária (entrar no osso de forma estável – se não for estável não cria osso direito) Ausência de micromovimentação no período de espera Cuidados: Irrigação precisa é fundamental (manter a temperatura baixa) Temperatura óssea abaixo dos 44° Temperatura óssea a 47° durante 1 minuto causa necrose óssea e a não osseointegração de implantes dentários Porque o titânio? Material bioinerte (o corpo “ignora” o titânio, não prejudica) Camada de óxido de titânio Estabilidade termodinâmica, química e estrutural 94 Resistente a oxidação, corrosão e degradação Principais características estão na camada de óxido Hoje é considerado bioativo, osseoprodutivo * Rejeição ao titânio: não osseointegração do implante, pode ser causado por micromovimentações. Superfície dos Implantes Micro rugosidades – maior área de aderência Princípios biológicos Trauma cirúrgico Inflamação Rede de fibrina Perfuração Osteoblastos Osteogênese Osteogênese à distancia por contato Classificação óssea Tipo I: Cortical espessa e pouca quantidade de osso medular (esponjoso) Osteogênese a distância Superfície lisa, demora mais Osteogênese por contato Mais rápida, mais fácil para as células se aderirem 95 Tipo II: Cortical espessa com boa presença de osso medular (esponjoso) Tipo III: Cortical delgada e predominância de osso medular compacto Tipo IV: Cortical delgada e predominância de grandes espaços medulares * Os melhores tipos de ossos para implantes é o tipo II e III, pois são compactos e apresentam boa vascularização. Relação com a Osseointegração Osso cortical: Estabilidade primária Osso Medular: mais vascularizado, mais ativo, favorecendo a estabilidade secundária Estabilidade primária: Técnica cirúrgica e desenho do implante Estabilidade secundária: Tratamento da superfície do implante Considerações Finais O osso é uma estrutura viva e possui um comportamento altamente dinâmico. É um tecido em constante remodelação. A osseointegração é dinâmica, e inicia a partir do momento em que o implante é instalado e continua enquanto ele permanecer em equilíbrio com os tecidos adjacentes. Aula 24.10.2017 Professor Alexandre HEMORRAGIA ALVEOLAR DE ORIGEM SISTEMICA COAGULAÇÃO SANGUINEA: VIA INTRINSECA: PROVA Início: injuria tecidual ou contato com colágeno Depende de um fator circulante (dentro do vaso) 1-6 minutos → LENTA (+ etapas) Etapas: 1. Ativação do fator XII 2. Ativação do fator XI 3. Ativação do fator IX 4. Ativação do fator X 5. Ativação da protombina VIA EXTRINSECA: PROVA Início: contato do sangue com a parede vascular ou com tecidos extra vasculares traumatizados. Fator II – Protombina Fator I - Fibrinogênio 96 Depende de um fator não circulante – fator tecidual (fora do vaso) 15 segundos → EXPLOSIVA (- etapas) Etapas: 1. Liberação do fator tecidual 2. Ativação do fator X 3. Ativação da protombina Observação: protombina quando ativada pela enzima tromboplastina vira trombina que irá agir no fibrinogênio que vai formar fibrina. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES HEMORRAGICAS: Fator X 97 HEREDITARIAS – nascemos com ela; ADQUIRIDAS – por deficiência de absorção de Ca, por exemplo, desenvolveu com o tempo; 1. Hemofilia – mulheres que transmitem, mas só homem manifesta a doença – deficiência 8 e 9; 2. Doença de Von Wilebrand – deficiência fator 8; 3. Trombastênia de Glanzmann; 4. Síndrome de Bernard-Soulier; 5. Púrpura trombocitopenia imunológica; 6. Púrpura medicamentosa; 7. Insuficiência renal - (síntese de vitamina K); 8. Leucemia/ Insuficiência de medula óssea; 9. Terapia com heparina; 10. Hepatopatias – deficiência de vitamina K; 11. Anticoagulantes orais; 12. Alcoolismo/ uso de drogas/ medicamentos; Observação: Não devemos suspender nenhum medicamento que o paciente esteja tomando (anticoagulante/antiagregante plaquetário) sem aviso prévio ao médico que os receitou. PÚRPURA: Manchas causadas por sangramento. Equimose, machas roxas hemorrágicas de pele, hematomas, roxos. Pequenas manchas = petéquias HEMOFILIA: Doença hemorrágica, hereditária de traço recessivo ligado ao sexo e quase exclusivamente limitado a homens. Hemofilia A → fator VIII Hemofilia B → fator IX Podem ser leves, moderadas ou graves, dependendo da concentração dos fatores exigentes. TROMBASTENIADE GLANZMANN: É uma doença hemorrágica hereditário, caracterizado por síndrome purpúrea e alterações glicoproteínas de membrana plaquetária, levando a alteração na agregação plaquetária. DOENÇA DE VON WILLEBRAND: É uma doença hemorrágica hereditária, na qual há deficiência quantitativa ou qualitativa do Fator de Von Willebrand, que atua predominantemente na hemostasia primaria, ocasionando síndrome purpúrica. SÍNDROME DE BERNARD – SOULIER: É uma síndrome de caracter hereditário, caracterizado por síndrome purpurica, leve plaquetopenia, plaquetas gigantes e alterações de glicoproteínas de membrana plaquetária, que levam à adesão plaquetaria deficiente. PURPURA TROMBOCITOPENICA IMUNOLOGICA: É uma doença de caráter imunológica, na qual ocorre destruição das plaquetas pelo baço, mediada por anti- corpos. Pode ocorrer por estímulo infeccioso ou sem causa aparente (idiopática). PURPURA MEDICAMENTOSA: 98 A síndrome purpúrica pode surgir com o uso de alguns medicamentos que interferem na atividade das plaquetas DEFICIENCIA DE VITAMINA K: A deficiência dos fatores de coagulação que dependem da vit. K é a alteração adquirida mais comum. Os fatores II (Protrombina), VII, IX e X são produzidos no fígado e a sítese e suas formas ativas requer a vit. K ANTIAGREGANTES E ANTICOAGULANTES: Solicitação exame RNI: Aspirina/ AAS (anttiagregantes plaquetários é o mais fraco); Warfarin – varfarina = Marevan (nome comercial) - (anticoagulante mais forte que AAS); Heparina (anticoagulante, injetável); Clopidogrel (antiagregante plaquetários); Consultoria para avaliar risco/beneficio de suspensão do anticoagulante. PLANO DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO: EXAME CLINICO ODONTOLÓGICO: Como qualquer paciente o hemofílico deve ser submetido a um perfeito exame odontológico que é constituído de: Anamnese e histórico do paciente Tipo de hemofilia e grau de severidade Presença inibidor = hemofilia mais grave pois tem resistência ao fator VIII; Histórico familiar e medicação usada no controle da dor; PROFILAXIA E ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL: Remoção de placa Raspagem supragengival e subgengival Instrução de higiene oral PREVENÇÃO DAS CÁRIES: Motivação do paciente TRATAMENTO DENTARIO CONSERVADOR: Não cirúrgico EXODONTIA: PRÉ-OPERATÓRIO: O paciente deve ser avaliado pelo hematologista (o médico que trata do paciente) e pelo dentista. Dosagem do fator, pesquisa de inibidores e raio X dentários deve ser verificados (tempo cirúrgico). Para as exodontias, recomenda-se (a critério do hematologista responsável) elevar 30% o fator VIII (para hemofílicos A) e IX (para hemofílicos B), em dose única, repetindo se necessário o uso de antifibrinolitico, também deve ser avaliado. TRANS-OPERATÓRIO: ATO CIRÚRGICO: Preparar campo cirúrgico Anestesia 99 Exodontia com menor trauma possível ODONTOSECÇÃO: Curetagem (caso necessite) Cuidados da ferida MANOBRA DE CHOMPRET E SUTURA (fazer mais pontos): Selante ou adesivo de fibrina dentro do alvéolo; Proteção do alvéolo com esponja de colágeno pode ser realizado; Compressão com gaze; Planejar com hematologista a necessidade de uso de antifibrinolitico (evitar a destruição da fibrina): Antifibrinolitico não deve ultrapassar 14 dias. Não administrar nos pacientes com hematúria, com hemorragia do SNC e com hematoma; Ácido Epsilon-amino-capróico (EACA) (Ípsilon) Ácido Tranexamico (Transamin) CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: BAIXO RISCO: Paciente sem história de distúrbios hemorrágicos, com exames e parâmetros de sangramento normais. Pacientes com histórias inespecíficas de sangramento excessivo, com exames e parâmetros de sangre normais. Aptos ao tratamento odontológico. RISCO MODERADO: Pacientes com terapia crônica com anticoagulantes por via oral e TP (tempo de Protrombina) na faixa terapêutica (uma e meia a duas vezes o valor controle). Verificar INR Paciente em tratamento permanente com aspirina/AAS pode afetar a hemostasia, sendo necessário maior cuidado e alterações no regime terapêutico. Consultoria - médico ALTO RISCO: Pacientes com distúrbios hemorrágicos conhecidos Consultoria, considerar hospitalização. Pacientes com distúrbio hemorrágicos revelados – que apresentam contagem de plaquetas, TP, TTP ou TS anormais. Consultoria, considerar hospitalização. HEMORRAGIA TRANS-CIRURGICA: 1. Interromper procedimento cirúrgico 2. Limpeza local/região anatômica 3. Verificar o alvéolo 100 Sangramento é alveolar? Sangramento é gengival/mucosa? Sangramento é misto? 4. Realizar: Compressão com gaze Compressão óssea/ ‘esmagamento’ Pinçamento tecidual (reparo), se localizar o vaso de origem Sutura 5. Prosseguir com a exodontia (depende): Sutura Verificar necessidade de agente hemostático adicional Agentes hemostáticos: a. Selante de fibrina – seringas; b. Selante de colágeno – hemospon (esponja) c. Cera para osso – em envelope amarela; d. Esponja de gelatina absorvível e. Celulose oxigenada regenerada – se adere ao alvéolo, se expande e forma uma massa gelatinosa; forma um coagulo artificial muito estável; MEDICAMENTOS: EVITAR: Ácido acetil-salicilico (anti-agregante) Anti-inflamatórios derivados de Diclofenaco Expectorantes (a maioria possui derivados do Guaiacol que altera a função plaquetária) OPÇÕES: Paracetamol, dipirona, paracetamol + codeína: ANALGÉSICOS. Prednisona, Dexametasona: CORTICÓIDES. Ibuprofeno, Himesulida: ANTI-INFLAMATÓRIOS. EXAMES LABORATORIAIS: 1. Contagem de plaquetas: 100.000-400.00 cel/mm3 2. TS (tempo de sangramento): 3-9 minutos 3. TP (tempo de Protrombina): 11-15 segundos 4. TTP (tempo de tromboplastina parcial) ou KTTP: 25-40 segundos 5. INR: avalia efetividade de anticoagulante CONCLUSÃO: CABE AO CIRURGIÃO-DENTISTA: 1. Informar os detalhes de procedimento – tempo e extensão cirúrgica 101 2. Atendimento ambulatorial ou hospitalar? SE OCORRER HEMORRAGIA: 1. Características de hemorragia 2. Tipo de hemostasia realizada 3. Volume de perda sanguínea CABE AO HEMATOLOGISTA: 1. Das assistência 2. Prescrever medicação 3. Reposição sanguínea 4. Reposição de fator especifico 5. Reposição de plaquetas EXAMES: Tempo de Protombina 11 a 15 segundos É importante salientar que as terapias com anticoagulante possuem diversos medicamentos e objetivos diferentes, assim como, os procedimentos cirúrgicos possuem características individuais de cada caso com planejamentos e dificuldades próprios. Desta forma é sempre importante a consultoria e conversa com o médico responsável pela terapia, explicando o procedimento e tempo cirúrgico, para com isso, definir o valor de INR seguro. Além de esclarecer dúvidas e confirmar através de exames laboratoriais, no caso dos anticoagulantes, o valor adequado da anticoagulação. Índice Normatizado Nacional (INR/RNI): Relação do tempo de protrombina e coagulação sanguínea. Escala que vai de 0 a 5, onde 0 é um paciente “normal” sem anticoagulação e o 5 é um paciente muito anticoagulado. Quanto mais baixa a escala, melhor. Com índices entre 2,5 até 3,5 ainda é considerado seguro fazer cirurgias, mas para segurança sempre conversar com o médico do paciente antes. Aula 31.10.2017 Professor Aurelicio COMUNICAÇÕES BUCO-SINUSAIS DEFINIÇÃO: Condição patológica que se caracteriza por existir uma solução de continuidade entre a cavidade bucal e o seio maxilar,como consequência da perda da integridade de tecidos moles e duros. ANATOMIA: Os seios da face ou paranasais são formado pelos seios: Maxilares = são espaços aéreos que ocupam o osso maxilar bilateralmente; Etmoidais Frontais Esfenoidais 102 FUNÇÃO DOS SEIOS: Os seios são espaços/áreas que servem para a pneumatização da face e não deixa que a cabeça fique “pesada”, diminuindo o peso do crânio (epitélio pseudoestratificado, células cilíndricas, ciliadas) turbilhamento do ar que respiramos; PROVA Mucosa produzir muco (quente) e reter impurezas que respiramos, essa mucosa e constituída por epitélio pavimentoso queratinizado; PROVA SEIO MAXILAR: É o maior dos seios paranasais, com volume aproximado de 15cc e, medindo em média: Antero posterior: 34 mm Altura: 33 mm Largura: 23 mm Deve passar apenas ar, quando passar líquido é uma condição patológica; Aquecimento do ar; Função de limpeza das vias aéreas; Quando tiver comunicação terá sinusite; FREQUENTEMENTE OCORRE INFECÇÃO DO SEIO MAXILAR DEVIDO: A entrada e saída de líquido; Contaminação por microorganismos da cavidade bucal; ANATOMIA DOS SEIOS MAXILARES: Forma de pirâmide: Base Ápice – voltado pro processo zigomático; Parede superior – assoalho da órbita; Parede inferior – limita-se com o processo alveolar; Parede anterior – está relacionada com a face; Parede posterior – separa o seio maxilar da fossa infratemporal e pterigopalatina; 103 OS SEIOS MAXILARES SÃO REVESTIDOS POR: Periósteo; Epitélio respiratório pseudoestratificado cilíndrico ciliado muco secretor; BASE OU PAREDE MEDIAL: Parede lateral da cavidade nasal Nela encontra-se o orifício de comunicação com o meato nasal médio, o óstio. Pelo óstio ocorre a drenagem da secreção nasal produzida pelo seio maxilar (quando entope desenvolve sinusite); Qual o principal tratamento da infecção? Drenagem e uso de antibiótico após (coadjuvante); PROVA TURNOVER: Pedimos para o paciente fechar uma narina e respirar pela outra e depois faz isso na outra narina. Faz isso de 4 em 4 horas. 104 MUCOSA INCHADA: Quando tem dificuldade de drenagem; A membrana que tem no seio maxilar não deve ser rompida e tem como função: aquecimento, produção de muco, no momento que rompemos essa membrana produz uma resposta inflamatória no seio. Essa infecção vem precedida de infecção. Toda vez que houver comunicação buco sinusal nós vamos desenvolver SINUSITE no paciente e só irá curar com a fechamento da comunicação; Nem todo mundo que tem sinusite tem comunicação buco sinusal, mas todo mundo que tiver comunicação buco sinusal terá sinusite; O acúmulo de vírus provoca a sinusite que entope o óstio; NÃO deve ser misturados os epitélios senão NÃO conseguimos a cicatrização dos epitélios, pois o osso não forma em epitélios distintos. ETIOLOGIA: A Comunicação buco sinusal compreende uma complicação durante as extrações dentais maxilares devido a íntima relação dos dentes posteriores com o soalho do seio maxilar: 1°M 2°M 2°PM 3°M 1°PM Áreas de perda prematura de um dente; Outros fatores (etiologia): Lesões traumáticas da maxila: Objetos perfuro cortantes; Armas brancas e projeteis de armas de fogo (se passar o seio maxilar a chance de óbito do paciente); Lesões patológicas: Envolvem seio maxilar ou a cavidade oral (abcessos, ameloblastomas); Infecções do seio maxilar ou da cavidade oral; Colocação de implantes; DIAGNÓSTICO CLÍNICO: PROVA Comunicação recente: comunicou com seio maxilar São ocasionados durante o ato operatório; Sondagem do alvéolo – cureta; Manobra de Valsava: para ver se tem fístula (comunicou com seio), fazer força pelo nariz – sempre após a extração de M e PM; 105 Manobra de valsava: Paciente deve realizar uma expiração forçada pela cavidade nasal, com as narinas fechadas e a boca aberta. O ar sairá sobre pressão e, estando as narinas fechadas, entrará no interior do seio maxilar. O ar sairá sobre pressão e, estando as narinas fechadas, entrará no interior do seio maxilar. Fistula buco sinusal: Migração do epitélio oral e do seio maxilar, ocorrendo epitelialização deste orifício; Quando já não é tão recente – quando um epitélio fica aberto e eles não se juntam; Tratamento: Curetar o epitélio formado, esperar a formação de um novo coágulo; SINUSITE: É uma inflamação causada por um processo infeccioso ou alérgico. - Se nas áreas do seio maxilar na radiografia aparecer com imagem radiopaca é porque tem muco dentro do seio; Diagnóstico clínico sinusite: Infecção ou reação alérgico Hiperplasia e hipertrofia mucosa Obstrução do óstio Acúmulo do muco Crescimento excessivo de bactérias Unilateral Bilateral Pansinusite (todos os seios) Aguda Crônico - O melhor diagnóstico para SINUSITE é o CLINICO e NÃO o RADIOGRÁFICO; SINUSITE AGUDA: Sensação de peso e dor no lado afetado Aumento do desconforto rapidamente Tumefação faial e eritema Febre Drenagem de material mucopurulento Cheiro desagradável 106 DIAGNOSTICO RADIOGRÁFICO: Radiografia periapical Radiografia panorâmica Radiografia de Water’s Tomografia computadorizada Endoscopia Nasal Interpretação diagnóstico radiográfico: Comparar os seios bilateralmente; Seio normal aspecto radiográfico: Apresenta-se radiotransparente e delimitada por uma camada bem demarcada de osso cortical; Aspecto radiográfico de um seio maxilar de paciente portador de fistula e sinusite: Descontinuidade do soalho do seio maxilar; Presença de corpos estranhos; Opacificação ou velamento do seio maxilar; Hiperplasia da membrana sinusal; TRATAMENTO: Não realizar exodontia; Depende a condição que está; TRATAMENTO COMUNICAÇÃO RECENTE = PEQUENA Manobra de Chompret Sutura – vários pontos – rede gaze Observação 15/30min TRATAMENTO FARMACOLÓGICO: Antibioticoterapia: Amoxicilina 500mg, Clindamicina 300mg – 10 a 14 dias Analgésicos: Paracetamol 750mg Descongestionante nasal: mais importantes que antibiótico Nasal: Afrin, Rinosoro Uso Interno: Allegra O tratamento da comunicação buco sinusal se faz com o fechamento do epitélio nasal e da boca (separação desses epitélios); Sutura bem feita, uso de antibióticos; O retalho tem que cobrir o alvéolo para que o coágulo permaneça para que ocorra a formação do osso; 107 CUIDADOS PÓS OPERATÓRIO: Não assoar o nariz; Não sugar; Não fumar; Não fazer pressão na cavidade nasal; Evitar de espirar; TRATAMENTO COMUNICAÇÃO RECENTE = GRANDE Unir as bordas da ferida retalhos cirúrgicos Manobra de Chompret Sutura – vários pontos – rede gaze Observação 15/30min FÍSTULA BUCOSSINUSAL: Irrigação do seio maxilar Instilação nasal: descongestionantes Uso de antibióticos: 10 a 14 dias Uso de analgésicos Retalhos cirúrgicos Precisa remover o corpo estranho, resto radicular, dente, mucosa hiperplásica: pois senão não adiantara o tratamento; Técnica de CALDWELL- LUC: (Parede anterior do seio) contra abertura nasal ou antrostomia nasal (fura a cavidade nasal e o paciente fica com dreno dentro do nariz) Tratamento: Endoscopia video + microinstrumentais tratamento conservador 108Técnicas e Materiais em Prótese Dentaria I 109 PERDA DENTÁRIA Possibilidades de tratamento Etiologia da Perda Isolada de Dentes Congênita: → Anodontia Parcial o Segundos Pré-Molares superiores e inferiores o Incisivos Laterais Superiores Adquirida: → Trauma o Avulsão o Fratura subgengival o Fratura radicular → Cárie o Destruição extensa → Reabsorções o Interna o Externa → Falhas de restaurações → Falha de implantes → Iatrogenias o Perfurações → Doença periodontal localizada → Falhas endodônticas * Perimplantite é a periodontite em dentes que são implantes. Substituição de Dentes Ausentes → Prótese Implantossuportada → Prótese Fixa Adesiva → Prótese Fixa Clássica → Prótese Parcial Removível – Simples ou Associada → Tratamento Ortodôntico → Combinação dos meios acima → Sem reposição Milhões de pessoas no mundo são edêntulas. Pela perda de órgãos ou parte deles são consideradas pela OMS como fisicamente debilitados. A perda de todos os dentes pode tornar uma parte dos pacientes usuários de próteses totais deficientes em pelo menos duas funções básicas orais, a fala e a mastigação. Um pequeno grupo de usuários de dentaduras é incapaz de executar essas duas funções em público por puro constrangimento. Prótese Total O osso alveolar que suporta os dentes naturais, recebe cargas de tração numa área extensa do ligamento periodontal, enquanto o rebordo residual recebe cargas verticais, horizontais e oblíquas, aplicadas pela prótese, com uma área de superfície menor do que a do ligamento periodontal de todos os dentes naturais que estavam presentes. * Exige muito mais força para a mastigação com prótese 110 Exame do Paciente Análise quantitativa e qualitativa do rebordo residual: ← CAIU NA PROVA → Altura do rebordo residual → Integridade da mucosa → Tamanho do arco do rebordo → Consistência da fibromucosa de revestimento → Altura das inserções musculares → Quantidade e qualidade da saliva → Tamanho da língua → Alterações nos lábios Edentulismo → Redução do rebordo residual → Adaptação reflexa comprometida → Aumento de movimentos parafuncionais → Experiência de próteses mal adaptadas → Perda de suporte labial * Perda da reação de dor pelo ligamento periodontal Consequências anatômicas do edentulismo nos tecidos duros → Diminuição da largura e altura do osso de suporte → Proeminência das apófises genii superiores → Perda do osso basal → Efeito da perda óssea na aparência estética do terço inferior da face * Reabsorção horizontal: afeta mais os maxilares * Reabsorção vertical afeta mais a mandíbula MATERIAIS USADOS EM PRÓTESE DENTÁRIA Resina acrílica Materiais de moldagem Gesso Cera Ligas metálicas Cerâmicas Cimentos dentários (cimentação) Resina Acrílica A odontologia tem disponível vários tipos de resinas, cada tipo tem sua indicação ou as vezes mais de uma indicação, dependendo da finalidade e do resultado que se pretende. Composição: Pó: polímero Líquido: monômero A mistura consiste em saturar o polímero com o monômero e realizar a mistura com espátula. Autopolimerizável: Ativada quimicamente, utilizada para confecção de coroas provisórias, moldeiras individuais, placas articulares, copings de moldagem e condicionadores teciduais. Termopolimerizável: Ativada termicamente, utilizada para confecção de bases de próteses totais, e parciais removíveis, coroas e próteses parciais temporárias, placas de bruxismo e dentes artificiais. Ciclo rápido 90 minutos a 65° + 60° em ebulição Ciclo longo 9 horas a 74° 111 Fases da resina acrílica após a mistura do pó com o líquido: ← CAIU NA PROVA Arenosa Fibrosa Massa/Plástica Borrachóide * A resina deve ser trabalhada na fase de massa. Vantagens da resina quimicamente ativada: Bom ajuste e margens Boa resistência a abrasão Bom polimento Durabilidade Desvantagens da resina acrílica quimicamente ativada: Reação exotérmica Pouca resistência a abrasão Liberação de monômero tóxico para a polpa Grande contração volumétrica Materiais de Moldagem Aplicações ou proporções mecânicas Mecanismo de presa Rígidos ou Anelásticos Elásticos Por reação química (irreversível) Gesso Pariz ZOE Elastômeros Alginatos Por alterações de temperatura (reversível) Godivas Ceras Agar Materiais de Moldagem Elásticos - Elastomeros Materiais a base de borracha sintética. Reação de polimerização: Por condensação: o Polissulfeto o Silicona de condensação Por adição: o Poliéter o Silicona de adição - Grande capacidade de recuperação da deformação. - Alta capacidade de reprodução de detalhes. - Sistema pasta – pasta: manipulação - Efeito da temperatura - O escoamento depende da viscosidade: leve – regular – pesado – massa densa. Polissulfeto (Mercaprana) Os polissulfetos são elastômeros empregados como material de impressão em prótese. A sua composição básica é uma mercaptana polifuncional ou polímero de polissulfetos. A reação de polimerização deste material é exotérmica. A umidade e a temperatura exercem um efeito significante no desenvolvimento da reação. No calor e em umidade a presa do material é acelerada. O subproduto na reação de condensação é água. Estabilidade dimensional Reação de condensação – subproduto Contração de polimerização Vazar o gesso: logo após a tomada da impressão 112 Processo: Tempo de espatulação: 45s Tempo de trabalho: 3min Tempo de presa: 8min Moldagem: Moldeira individual ou parcial (resina acrílica) Uso de adesivo para moldeira Características: Longo tempo de presa (maior) Menor rigidez – mais flexível Odor desagradável Alta resistência ao rasgamento Não permite confecção de vários modelos Vantagens: Baixo custo Longo tempo de trabalho Alta flexibilidade Boa reprodução de detalhes Desvantagens: Formação de subproduto Moldeiras individuais Manipulação: cheiro, manchamento e longo tempo de presa Silicona de Condensação Estabilidade dimensional Reação de condensação – subproduto Contração de polimerização Vazar o gesso: logo após a tomada da impressão Processo: Tempo de espatulação: 45s Tempo de trabalho: 3min Tempo de presa: 7min Moldagem: Depende da consistência Moldeira individual Moldeira de estoque Seringa de moldagem Vantagens: Tempo de presa Custo moderado Boa reprodução de detalhes Variedade de viscosidades Desvantagens: Formação de subproduto Hidrófobo Silicona de Adição Estabilidade dimensional Material mais estável – não forma sub-produto Tempo para vazar o gesso Mesma impressão Processo: Tempo de espatulação: 45s Tempo de trabalho: 3min Tempo de presa: 6min 113 Moldagem: Depende da consistência Moldeira individual Moldeira de estoque Leve – aplicador automático Atenção: Manipulação sem luvas de látex Vantagens: Boa reprodução de detalhes Boa precisão dimensional Baixa deformação permanente Variedade de viscosidades Vazamento múltiplo – ambiente seco e fresco (até uma semana) Boa estabilidade de armazenamento Desvantagens: Custo Poliéter Estabilidade dimensional Não forma subproduto (polimerização por adição) Excelenterecuperação elástica Suporta elevadas cargas na remoção, sem sofrer alteração Vazamento múltiplo – ambiente seco e fresco Processo: Tempo de trabalho: 23°C - 3,3 min, 37°C – 6min Tempo de presa: 23ºC – 9 min, 37°C – 6 min Manipulação: Comprimentos iguais das duas pastas Mistura – de cor homogênea Moldagem: Moldeira de estoque ou individual Casquete de moldagem Utilizar adesivo de moldeira Requer profissional hábil, pelo curto tempo de presa Vantagens: Excelente reprodução de detalhes Boa estabilidade dimensional Vazamento em até uma semana Múltiplos vazamentos Hidrofilico Desvantagens: Tempo de trabalho curto Rigidez (alto módulo de elasticidade) 114 Contração linear x tempo (horas) Alginato Hidrocolóide irreversível Hidrocolóide Reversível: (água) O gel se forma pela diminuição da temperatura: sol (resfriamento) gel (aquecimento) sol Irreversível: (alginato) União das fibrilas por reação química: sol (reação química) gel Exigências de um material de moldagem: Do paciente: o Gosto e odor neutro o Não irritante tecidual o Não-tóxico o Tempo de presa curto o Remoção fácil Do dentista: o Mistura fácil o Tempo de trabalho curto o Remoção fácil o Boa qualidade de moldagem o Baixo custo o Desinfecção fácil Tempo de geleificação: Tempo de manipulação: 30s Tempo de trabalho: 15s Tempo de presa: 1-2,5min Estabilidade dimensional: Pobre estabilidade dimensional – sinérese e embebição Deve ser vazado dentro de 1 hora, mantido úmido Materiais de Moldagem Anelásticos Godiva Pasta Zinco-enólica * Moldar mucosa Tipo I: Temperatura de transição vítrea – 39°C temperatura – redução na viscosidade – fusão dos componentes da matriz Aquecimento lento, pode ser modificada pelo reaquecimento Reprodução de detalhes Aguardar o resfriamento para remoção da impressão Godiva Tipo I: 115 Vedamento periférico Plastificada e aplicada nas bordas de uma moldeira individual Auxilia na fixação de grampos – isolamento absoluto Obter impressões dos dentes no garfo do arco facial Tipo II: Toda área desdentada Aquecida e adaptada em moldeira de estoque - Alto coeficiente de expansão térmica – contração de até 0,3% - Como remover o modelo de gesso da impressão? Imersão em água aquecida, até a plastificação do material Pasta de Óxido de Zinco e Eugenol Material de moldagem anelástico e irreversível. Processo: Espatulação: 30s Presa inicial: espatulação até mistura não pegajosa (3 minutos) Presa Final: ponta de um cilindro metálico 50g (até 7 minutos) Estabilidade dimensional: altamente satisfatória (contração <0,1%) Gesso Odontológico Composição: Pó: sulfato de cálcio hemi-hidratado Líquido: água Tipos: Gesso comum Gesso pedra tipo III, IV e V Usada em: Modelos de estudo, modelos de trabalho, montagem de modelos em articulador semi ajustável Classificação: Gesso para Moldagem (Tipo I) Gesso Comum (Paris/tipo II) Gesso Pedra (tipo III) Gesso especial (pedra de alta resistência/tipo IV) Gesso Especial (pedra de alta resistência e expansão/tipo V) Gesso Pedra (tipo III): Modelos de trabalho Gesso pedra (tipo IV) Maior dureza e resistência (desgaste) Provas e ajustes Processo: Tempo de espatulação: mecânica 20 a 30 segundos, manual: 1 minuto 116 Tempo de trabalho: 3min, disponível para utilizar a mistura pronta Tempo de presa: início da mistura até o endurecimento do material (45 minutos) Evitar aprisionamento de bolhas de ar Vazar o gesso lentamente, com um instrumento pequeno. O gesso “empurra” o ar para frente dele, à medida que a impressão é preenchida Cuidados na armazenagem: Recipiente bem fechado Ambiente seco Agitar antes de usar Problemas: Superfície do gesso rugosa ou quebradiça Excesso de água nas depressões da impressão, aumentando a proporção água/pó Remanescente de sangue e saliva – retardo na presa Cera Composição: Polímeros orgânicos constituídos de hidrocarbonetos e seus derivados. Usada em: incrustações, enceramento diagnóstico, placa articular, montagem de dentes artificiais em PT e PPR, encaixamento, registros interoclusais. Cerâmica Composição: Polímeros orgânicos constituídos de hidrocarbonetos e deus derivados. Usada em: Incrustações inlay e onlay, coroas unitárias, próteses parciais fixas, próteses sobre implantes, pilares protéticos. Ligas Metálicas Composição: metais (nobres e não nobres) Usada em: Próteses ficas (nobres ou não nobres) Próteses removíveis (cromo-cobalto) Próteses sobre implantes Restaurações unitárias Pino-núcleos Cimentos Tipos: fosfato de zinco, resinoso, ionômero de vidro Usada em: cimentação de próteses Cimento fosfato de zinco: Tempo de presa: 5,5min Espessura da película: 20µm Solubilidade: 0,06 Resposta pulpar: moderada Cimento resinoso autocondicionante: Tempo de presa: 2-4min Espessura da película: <25µ Solubilidade: 0,0 – 0,01 Resposta pulpar: moderada 117 DELIMITAÇÃO DA ÁREA CHAPEÁVEL Área chapeável: toda a parte estrutural da mucosa de revestimento tanto da maxila quanto da mandíbula que irá servir de suporte de retenção para a prótese total. Maxila Mandíbula Zona de Suporte Principal É a região destinada a suportar a carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma extremidade a outra. Áreas que não reabsorvem facilmente o osso: Superior: Freio Labial Superior Arco Orbicular Superior Freio Lateral Superior Arco Zigomático Arco da Tuberosidade Sulco Hamular Linha do Ah! Freio labial superior Arco Orbicular Superior Freio Lateral Superior Arco Zigomático Arco da Tuberosidade Sulco Hamular Linha do Ah! Freio Labial Inferior Arco Orbicular Inferior Freio Lateral Inferior Arco do Bucinador Arco Retrovestibular 2/3 da Papila Forma Lateral da Garganta Linha Oblíqua Interna Freio Lingual Freio Labial Inferior Arco Orbicular Inferior Freio Lateral Inferior Arco do Bucinador Arco Retrovestibular 2/3 da Papila Forma Lateral da Garganta Linha Oblíqua Interna Freio Lingual PROVA PROVA 118 o Rebordo posterior da maxila o Rebordo lateral da maxila de um lado a outro Inferior: o Forma lateral da garganta o Vertente vestibular e lingual da mandíbula posterior o Crista do rebordo mandibular Zona de Suporte Secundário Zona de auxílio na absorção da carga mastigatória, e desempenhando outra função importante, que é imobilizar a Prótese Total no sentido horizontal. Superior: o Posterior até a linha do Ah Inferior: o Rebordo Zona de Selado Periférico Região de 2 a 3mm de largura que contorna a área chapeável em toda sua extensão. Sua função é manter o vedamento periférico, evitando a entrada de ar para a parte interna da prótese e mucosa do paciente, promovendo uma máxima retenção. Selamento da prótese em toda a volta da área chapeável (feio com godiva). ← CAIU NA PROVA - descritivo Superior: o Toda a volta até a região do Ah! (forma um arco do cupido) Inferior: o Sobre a ----?---- retromolar o Volta da zona de vedamento periférico Zona de Alívio São regiões da área chapeável que devem ser aliviadasna moldagem e confecção da prótese total, para que o paciente não se machuque quando do uso da prótese, evitando-se assim, problemas posteriores. Feito com cera 7. Superior: ← CAIU NA PROVA o Papila o Rugosidades palatinas o Rafe mediana (até a metade ou até o final) Inferior: o Zona em volta do rebordo (qualquer zona retentiva no rebordo) Moldagem Preliminar A moldeira tem que copiar toda a área a ser chapeada Utilizar cera em bastão para adaptar as moldeiras de estoque ao rebordo do paciente Utilizar alginato para o rebordo retentivo A godiva é derretida para plastificar Pressionar a moldeira primeiro na parte posterior e trazer para anterior, para não sobrar excesso atrás Se ficar pequenas bolhas utilizar cera 7 para cobri-las A godiva pode ser reaquecida se não der certo. Informações: Pedir para o paciente mover a língua para que molde bem os detalhes Fechar a parte da língua com alginato após a moldagem, antes de vazar para não ficar um modelo frágil. Utilizar gesso tipo III. 119 MOLDAGEM FUNCIONAL A moldagem funcional é uma das etapas essenciais do tratamento protético em edentulismo total. Para tanto, é necessária a análise e o registro correto das estruturas de suporte, visando a determinação da extensão da prótese. A moldagem funcional inclui duas etapas: o selamento periférico e a moldagem funcional propriamente dita, e tem o objetivo de registrar fielmente a área chapeável até seus limites. * Se a prótese não tem retenção e fica caindo, o erro foi na moldagem preliminar, fazendo com que a moldagem funcional não fique certa, precisa levar a prótese para os limites chapeáveis – reembasamento. * Por que a moldeira individual deve ficar 2mm do fundo de sulco? Por causa da godiva que vai moldar o sulco. Delimitação da área chapeável da Maxila Freio do lábio superior Arco orbicular superior Freio lateral superior Arco zigomático Arco da tuberosidade Sulco pterigomaxilar (Hamular) Zonas da área chapeável da maxila: A. Zona de suporte principal B. Zona de Suporte Secundário C. Zona de Selado Periférico D. Zona de Selado Posterior E. Zona de Alívio Zona de Suporte Principal É a região destinada a suportar a carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma extremidade a outra. Tamanho: Grande Médio Baixo Altura: Alto Médio Baixo Formato: Triangular Ovóide Quadrado Zona de suporte principal superior: de uma a outra tuberosidade, englobando o palato. Zona de Suporte Principal inferior: de uma a outra papila piriforme Zona de Suporte Secundário É também uma zona que ajuda a absorver a carga mastigatória, desempenhando ainda outra função importante, que é a de imobilizar a Prótese Total no sentido horizontal, as custas das vertentes Vestibulares, Linguais e Palatinas do rebordo, assim, a prótese total fica encavalada sobre o rebordo. Zona de Suporte Secundário Superior: Vertente vestibular palatina do rebordo superior. Zona de Suporte Secundário Inferior: Vertente vestibular e lingual do rebordo inferior. Zona de Selado Periférico: É uma região de 2 a 3mm de largura que contorna a área chapeável em toda a extensão, que se localiza na região de mucosa móvel. A função primordial dessa área é manter o vedamento periférico, para impedir que se quebrem as forças de adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica, fatores esses que auxiliam na retenção da prótese total. 120 Zona de Selado Posterior É a zona que veda a porção posterior da área chapeável. Função: vedar Superior: atrás da tuberosidade e entre a linha do palato duro e palato mole, até o outro lado Inferior: atrás da papila piriforme de cada lado Vedar: zona de selado inferior, ou seja, atrás da papila piriforme Zona de Alívio São regiões da área chapeável que devem ser aliviadas na moldagem e confecção da prótese total, para que o paciente não se machuque quando do uso da prótese, como também evitando aceleração da reabsorção óssea. Diminuir a pressão para não haver reabsorção óssea. Não esquecer de aliviar o freio. Alívios de compressão e alívios de retenção: MAXILA ← CAIU NA PROVA Compressão: sempre fazer Rugosidades palatinas Rafe mediana Retenção: onde houver retenção Áreas retentivas do rebordo MANDÍBULA ← CAIU NA PROVA Compressão: Crista do rebordo Retenção: Áreas retentivas do rebordo Confecção de Moldeira Individual Delimitar a área chapeável Delimitar a área da moldeira individual (2 a 3mm aquém do limite da área chapeável) Identificar áreas retentivas Identificar áreas de alívio Aplicar isolante no modelo anatômico Resina acrílica ativada quimicamente: o Proporção pó/líquido – 3:1 o Fase plástica o Espessura de 2 a 3mm o Posicionamento do cabo – inclinação para vestibular o Remoção de excessos e acabamento Características da Moldeira Individual: ← CAIU NA PROVA Tamanho: ter a mesma dimensão do modelo anatômico. Extensão: recobrir toda a área chapeável. Bordas: 2 a 3mm aquém do fundo de sulco gengivovestibular e assoalho bucal, limite entre o palato mole e duro, e no limite da tuberosidade palatina. Na moldeira inferior, o limite posterior é a papila retromolar. Prova prática G1 121 Identificar áreas retentivas e de alívio. Robusta Presença de cabo na região mediana e anterior, de modo que fique voltado para o lado vestibular, com inclinação aproximada de 60°. Ajuste clínico da moldeira individual: Colocar a moldeira na boca para marcar a zona de transição entre o palato duro e mole (linha do Ah!) Recortar o excesso. Material e instrumental necessário para o Vedamento Periférico Moldeira individual com ajuste já realizado Godiva de baixa fusão (bastão) Lamparina de Hanau Lamparina a álcool Isqueiro Ebulidor Termômetro (70°) Gral de borracha Técnica 122 Ordem da técnica: ← CAIU NA PROVA Zona de tuberosidade a zona de canino de um lado Remoção do excesso de godiva de baixa fusão Zona de tuberosidade a zona de canino do outro lado Zona de canino a zona de canino Zona de tuberosidade a zona de tuberosidade * Esfriar a godiva em água morna/quente antes de moldar o paciente, sem esfriar totalmente para que não endureça e nem tão quente para queimar o paciente. Moldagem funcional (corretiva) da maxila Remoção dos alívios Realizar perfurações Material e instrumental: Pasta zinco-enólica Espatula nº 72 Laje de vidro Técnica de moldagem Paciente deve ter as comissuras lubrificadas com vaselina Lavar a boca com água Carregar a moldeira Respiração nasal Introdução: assentamento de posterior para anterior Tração da bochecha e lábios Remoção Lavar com água corrente e secar Análise do molde Introdução do molde na boca para realizar teste de retenção Remoção Manipulação: Quantidades iguais das duas pastas são distribuídas A mistura deve terminar de 30 a 45 segundos Encaixotamento Circundar o molde com tira de cera utilidade de 5mm de largura que fique de 2 a 3mm abaixo do bordo do molde. Na região de post-damming tira de cera utilidade de 7mm de largura. Circundar com cera nº7 123 Material e instrumental: Molde Lâmina de cera nº7 Lâmina de cera utilidade Espátula lecron Lamparina e álcool Espátula nº7 RELAÇÕES INTERMAXILARES ETAPAS: 1- Exame da boca (clínico e radiográfico); 2- Moldagem preliminar; 3- Obtenção de modelos preliminares; 4- Confecção da moldeira individual; 5- Vedamento periférico (godiva); 6- Moldagem funcional (lisanda); 7- Encaixotamento; 8- Obtenção dos modelos funcionais; 9- Confecção de planos de orientação (placa de resina acrílica + rodete de cera); PLACA DE BASE DE RESINA ACRÍLICA: A base provisória da dentadura que possibilita ao profissional realizar na boca do paciente as diversas operações clínicas, tais como o registro das relações maxilo- mandibulares, a montagem e prova dos dentes na boca do paciente. CONFECÇÃO DE PLACA BASE DE RESINA ACRÍLICA: Todas as retenções mecânicas dos modelos são removidas através do preenchimento das mesmas com cera 7; As retenções nos maxilares são mais frequentes na face vestibular da região de canino a canino, e na região vestibular das tuberosidades alveolares; ← CAIU NA PROVA As retenções na mandíbula são mais frequentes na região de canino a canino, tanto por vestibular, como por lingual e na região da fossa retro-miloidea; ← CAIU NA PROVA Deve ser lembrado que os alívios são menores que nas moldeiras, tendo em vista a necessidade de retenção na boca do paciente; Proporcionar o polímero e o monômero de acordo como a indicação do fabricante; Colocar primeiramente o monômero (liquido) no pote para resina, e depois o polímero (pó); Misturar com espátula nº 36, no recipiente fechado para evitar a evaporação do monômero (mesma forma executada nas moldeiras); Duas placas de vidro isoladas com celac; Recortar duas tiras de cera, e colocar entre as placas de vidro, uma tira de cada lado; Adaptar a resina sobre o modelo funcional em toda a sua extensão; Toda a região correspondente ao fundo de sulco deverá ser preenchida com resina; Fina e adaptada ao fundo de sulco; 124 Os excessos deverão ser recortados com Lecron; Utilizar a fresa maxi-cut para desgastar a resina acrílica, eliminando as rebarbas, com o cuidado de não deixá-la cortante e respeitar ao mesmo tempo a espessura da mesma na região dos sulcos; Acabamento com tira de lixa em mandril ou borrachas; CONFECÇÃO DO RODETE DE CERA: Cera n° 7; ← CAIU NA PROVA Conformador; Placa de vidro com vaselina; SUPERIOR: 12 mm mais pra mais frente o rodete na papila incisiva até onde ficara o incisivo, rodete de cera prende lingual no limite da crista (colocar camadas de cera 7); INFERIOR: marcar a papila retro molar, altura do rodete 2/3 (pois não tem fibras), rodete no meio da crista; Contornar fundo de sulco (limite da placa base); Aplicar cera 7 nas áreas de retenção; Misturar resina acrílica; Pressionar (suavemente) a massa nas placas; Colocar sobre o modelo, recortar eixos, adaptar; No inferior, retirar parte lingual; Fazer acabamento, não deixar partes cortantes; Fazer rodete de cera, unir a resina; Criar paredes retas com espátula de gesso; 125 PLANO DE ORIENTAÇÃO REGISTRAR (para que serve o rodete): com paciente Forma de arco Limite vestibular Dimensão vertical de oclusão Relação Cêntrica Linhas de referência Ajuste do plano de orientação superior Tomada da Dimensão Vertical de Repouso - DVR Estabelecimento da Dimensão Vertical de Oclusão - DVO; Estabelecemos padrões estéticos de suporte labial, corredor bucal e marcação das linhas de referência; Determinação da relação cêntrica; Uso do arco facial para transferência espacial da arcada superior para o articulador semi ajustável; O modelo superior montado no articulador; O modelo inferior montado no articulador; Seleção da forma, tamanho e cor dos dentro; Montagem dos dentes; Prova dos dentes para verificação dos padrões estéticos, DVO e teste fonético; Acrilização da prótese total; Remonte (ajuste oclusal); Entrega da prótese total; AJUSTE DO PLANO DE ORIENTAÇÃO SUPERIOR: ← CAIU NA PROVA Suporte Labial Altura Incisal Plano oclusal Plano interpupilar Plano camper 126 Corredor bucal Linha do sorriso Linha mediana MARCAÇÕES ← CAIU NA PROVA Linha dos caninos SUPORTE LABIAL: Reposicionamento dos músculos orbiculares ALTURA INCISAL: A determinação da porção visível dos dentes com os lábios em repouso; PLANO OCLUSAL: Uso da régua de Fox; Linha interpupilar: Linha bipupilar é a linha imaginária que, no plano horizontal, passa pelo centro de ambas as pupilas e que constitui uma linha de referência para a face observada de frente; Ajustar plano de camper: paralelo a régua de fox; Plano de Camper é um plano formado pelas linhas que vão do meato auditivo externo (ponto pórion) direito e esquerdo, até a espinha nasal anterior; MARCAÇÕES: ← CAIU NA PROVA Linha média: Com fio dental, depois com lecron marca na cera; Linha dos caninos: Espessura do nariz, depois com lecron marca na cera Linha alta do sorriso: Paciente sorri, com espátula marca verticalmente na marca do lábio (canino a canino); MONTAGEM DE MODELO SUPERIOR EM ARTICULADOR: Uso do arco facial para: Transferir o real arco de fechamento; 127 Montar o modelo superior dentro de uma relação espacial, considerando os planos vertical, horizontal, látero- lateral e anteroposterior; Adaptar a lâmina de cera 7 dobrada em cima do garfo, leva na boca e faz grudar em cima do plano de orientação superior (linha média); Transferência com arco facial (três pontos, meato direito e esquerdo e nariz); Adaptar olivas plásticas do arco facial ao ramo superior do articulador; Ajustar distância intercondilar; Espaçadores retrateis onde o ajuste da distância é feito por meio de um parafuso expansor; Vista inferior do ramo superior do articulador; Contato passivo com as paredes posteriores e superiores das guias condilares; Ângulo de Bennett 15° (é ajustável); Ângulo da inclinação condilar 30°; OBTENÇÃO DE DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO: 3 Métodos: Métrico – Técnica de Willis Fisiológico – Lytle modificado Estético Fonético (só pode fazer com os dentes colocados); METRICO - TÉCNICA DE WILLIS: Willis observou que a distância entre contato de olho e comissura labial é igual a distância da base nasal e o mento; FISIOLOGICO – METODO DE LYTLE MODIFICADO: ← CAIU NA PROVA Leve toque do lábio superior com o lábio inferior; Com compasso de Willis, medimos a distância que vai da base do nariz ao mento Diminuímos 3mm (EFL) Aplicar a fórmula: DVR – EFL = DVO 128 Ajustar planos de orientação DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO (DVR): É a distância entre a maxila e a mandíbula quando esta se encontra em repouso; Nesta posição os lábios se tocam ligeiramente mas os dente estão sem contato; DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO (DVO): É a distância entre a maxila e mandíbula, quando os dentes estão em contato; ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE (EFL): Também é chamado de ESPAÇO INTEROCLUSAL; É o espaço que existe entre a posição de repouso e a posição de repouso e a posição de oclusão; É a diferença entre a Dimensão Vertical de Repouso e a Dimensão Vertical; DVR – DVO = EFL; Em média de 2 a 4mm; Como a DVR é variável, EFL sofra flutuações; ESTÉTICO: A expressão facial do paciente é um guia para a DVO; Visibilidade dosrodetes de cera: o plano de oclusão inferior no plano vertical está localizado 1 ou 2mm abaixo da borda livre do lábio inferior em repouso; RELAÇÃO CÊNTRICA: PROVA A posição que a mandíbula ocupa em relação à maxila, quando o conjunto côndilo-disco está alinhado e na posição mais superior e anterior contra a eminência, independente da posição dos dentes ou da dimensão vertical; TÉCNICAS DE DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO CÊNTRICA: Métodos mecânicos; Métodos fisiológicos: Deglutição Levantamento de língua, seguido de fechamento da boca; SELEÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS OBJETIVOS: Na ausência dos dentes naturais, perdidos por algum motivo de doença dentaria ou periodontal, os dentes artificiais têm como objetivo, suprir está ausência; CLASSIFICAÇÃO: Quanto ao material: Porcelana = implante; Resina acrílica = usada em prótese total; 129 RESINA ACRILICA: Na atualidade os dentes artificiais, utilizados em prótese total são fabricados em resina acrílica, pois possui vantagens interessantes; VANTAGENS: Material resistente; Fácil montagem; Fácil ajuste oclusal; Estética; Não apresenta os ruídos e dificuldades laboratoriais; Material igual ao da base da prótese = mais difícil de descolar o dente; DESVANTAGENS: Mudança de cor; Perda do brilho; Desgaste rápido (em comparação a dentição natural); DENTES DE RESINA ACRÍLICA: Os fabricantes têm apresentando dentes artificiais cada vez mais parecidos com os naturais; Texturas, camadas como: dentina, dentina-esmalte, cervical e esmalte, formatos e opções de cores; Prensagem: Única prensagem, dupla, tripla, quádrupla – quanto mais prensagens mais caro, dentes mais naturais; ← CAIU NA PROVA Observação: dentes de resina acrílica ocluindo sobre o natural desgasta mais; CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FACE OCLUSAL: Dentes Anatômicos: ← CAIU NA PROVA São dentes artificiais, que possuem cúspides proeminentes nas superfícies, que irá articular com os dentes inferiores protéticos. O dente anatômico é reproduzido com as formas dos dentes naturais. Dentes não anatômicos: ← CAIU NA PROVA São dentes artificiais com superfície oclusal planas ou quase planas, com cúspides menos visíveis; SELEÇÃO DOS DENTES: Forma; Cor; Tamanho; FORMA: baseado na forma do rosto = dente ← CAIU NA PROVA Triangular; Quadrangular; Ovoide; COR: escalas de cor (cor de pele, cabelo, olhos, idade interfere na escolha da cor) Luz natural; Preferencialmente final da manhã e início da tarde; 130 Molhar dente da escala = pois a boca é úmida, quando seco é mais claro Idade, cor da pele e cabelo – Opinião do paciente; Fotografias; Números e letras – 1A, 2C ou 62, 66, 69 = mais comuns (quanto menor o número mais claro o dente); TAMANHO: Vamos observar no rodete de cera as linhas que delimitamos: linha média, linha alta do sorrso e a linha dos caninos; Linha do canino: mostra a largura dos 6 dentes anteriores em curva; Linha alta do sorriso até base do rodete: comprimento do incisivo central sem colo; MEDIDAS DENTES ANTERIORES: Comprimento do incisivo central sem colo = linha alta do sorriso; Largura dos 6 dentes anteriores em curva = linha dos caninos; ← CAIU NA PROVA Forma e cor; Carta molde = fabricante; DENTES POSTERIORES: Anatômicos: cúspides em 33°, 30°, 28°, 20° - quanto maior o grau, maior/mais alta a cúspide; Não anatômicos: cúspides planas ou quase planas – 0°; ANATOMICOS: Características: Cúspides com ângulo em torno de 28°; Superfície oclusal funcional (excelente intercuspidação); Fácil adaptação na boca do paciente; Oclusão cêntrica precisa; Múltiplos pontos de contato; Indicações: ← CAIU NA PROVA Prótese Total; Prótese parcial; NÃO ANATOMICOS: Características: Superfície oclusal plana (0°); Oferece liberdade de movimentos excursivos; Preserva o bordo e os tecidos musculares devido à eliminação de cúspides. O esforço lateral e a carga mastigatória são reduzidos ao mínimo, propiciando maior conforto para o paciente; Indicações: Prótese Total; Prótese para pessoas com menor rebordo = com dificuldade de estabilidade (geriátrica); MONTAGEM DOS DENTES: 1. Dentes anteriores superiores e inferiores; 131 2. Dentes posteriores superiores; 3. Primeiro molar inferior = por causa da chave oclusal; 4. Restante dos posteriores inferiores; Observação: começar pelo ICS linha media; Incisivo Central Superior: ← CAIU NA PROVA Bordo incisal descansando exatamente sobre a superfície do plano de orientação inferior (tocando no rodete inferior); Com seu longo eixo na posição vertical (vista frontal); Incisivo Lateral Superior: Colo ligeiramente mais deprimido que o central (+ pra dentro); Bordo incisal ligeiramente mais elevado que i central (não toca o rodete); Seu longo eixo ligeiramente inclinado para medial (cervical/Zenith distal); Canino Superior: Vértice da cúspide deverá situar-se ao nível do plano de orientação inferior (tocando o rodete ou ligeiramente abaixo); Visto pela face vestibular, seu longo eixo deverá estar ligeiramente inclinado para mesial (zenith para distal); Visto pela face mesial, o seu longo eixo deverá estar ligeiramente inclinado para a região palatina de tal forma que a porção cervical apareça mais volumosa. Isso caracteriza a bossa canina; Olhando-se a prótese pela frente, somente será visível a metade mesial de sua face vestibular; Superiores posteriores: A montagem dos dentes posteriores superiores, deve ser feita de maneira tal que os mesmos fiquem sobre a crista do rebordo alveolar; LINHA DE ESFORÇO MASTIGATORIO: Faz antes de montar os anteriores inferiores: é um guia para a montagem do restante dos superiores; Delimitado no plano oclusal inferior. Linha imaginária que passa na crista do rebordo mandibular; ← CAIU NA PROVA CURVA DE COMPENSAÇÃO: Método fisiológico – está em desuso (pasta abrasiva) e método mecânico (pela montagem dos dentes): PROVA 132 No método mecânico, através da montagem dos dentes. O estabelecimento da Curva de Compensação é dado pela inclinação dos dentes no sentido vestíbulo palatino e mesio distal; ANTERIORES INFERIORES: +/- 0,5MM de distância dos dentes anteriores superiores, não podem se tocar; Pré Molares Superiores: O seu longo eixo na vertical; As cúspides vestibulares e palatina tocam o plano inferior/rodete; Primeiro Molar Superior: Suas cúspides palatinas deverão incidir sobre a linha principal do esforço mastigatório O 1° Molar em contato com o plano oclusal inferior, somente por sua cúspide mesio palatina (toca o rodete). Inicia- se aqui a curva de compensação. A cúspide mesio vestibular a 0,5mm aproximadamente do plano oclusal e a DV a quase 1mm ← CAIU NA PROVA – início da curva de compensação Segundo Molar Superior: O 2° molar acompanha a inclinação do 1 ° molar, porem suas cúspides vestibulares são mais altas em relação ao plano oclusal inferior. Não toca o rodete= nenhuma cúspide toca, mais curva de compensação; Completa e finaliza a Curva de compensação; Primeiro Molar Inferior: Chave de oclusão – A cúspide MV do 1° molar superior oclui no sulco central do 1° molar inferior ← CAIU NA PROVA 133 Segundo molar e Pré molar Inferior: Montar em oclusão Desgastar suavemente a Mesial/distal dos prés se não couberem – de preferência desgastaro Primeiro pré-molar ENCERAMENTO: Ceroplastia: Escultura da cera após a montagem dos dentes; A anatomia e os contornos das faces polidas em Prótese Total são importantes para a sua retenção, estabilidade, estética e fonética; A forma de enceramento em volta dos dentes deve imitar a dos tecidos naturais, para promover conforto ao paciente; Papila biconvexa; Margens gengivais corretas; Bossas e fossas = depressão entre duas bossas; Acabamento do palato, tuberosidade e região lingual; Individualizar – retrações gengivais; MATERIAL USADO: Lecron Cera 7 Espátula 7 Lamparina 134 Bases Conceituais em Periodontia 135 A IMPORTANCIA DO BIOFILME NO PROCESSO SAÚDE E DOENÇA PERIODONTAL E PERIMPLANTAR Presença de dentes Saliva Fluido Crevicular gengival Superfícies mucosas Geralmente a Microbiota bucal esta em harmonia e em equilíbrio com o hospedeiro, sendo que a formação do biofilme dental é natural e contribui, à semelhança do que ocorre com a microbiota residente em outras áreas do organismo, para a integralidade fisiológica e imunológica do hospedeiro. Ausência de placa visível Presença de placa visível Ausência de inflamação Presença de inflamação Saúde Gengivite, mucosite Equilíbrio Periodontite, perimplantites Hipótese da placa não especifica 1930-1970 Relação direta de nº total de bactérias e efeito patogênico. Não se consideravam diferenças na composição do biofilme. Prevenção da doença por controle rígido de placa, programas preventivos escovação. TODOS OS indivíduos que tem acúmulo de placa teriam a doença (gengivite e periodontite). Gengivite experimental humana 1965 Gengivite experimental, usada para testar novos produtos, tratamentos e técnicas para o controle de placa; Experimento avaliou 12 alunos de odontologia que pararam de escovar dente por 3 semanas aplaca provocou inflamação gengival, em todos os indivíduos em 21 dias. Após voltarem a escovar os dentes, ficaram saudáveis em 3- 10 dias. Hipótese da placa especifica 1970-1990 Distintos padrões de progressão da doença periodontal, tanto nos sítios como nos indivíduos Alguns microorganismos (periodontopatógenos) são responsáveis pela doença + agressiva. Indivíduo com periodontite agressiva localiza eram tratados com raspagem e antibiótico Devemos identificar os indivíduos portadores desses microorganismos e o tratamento devem buscar eliminar esse microorganismos específicos (antibiótico). Hipótese da placa ecológica Marsh 1994 Desenvolvimento das doenças relacionadas ao biofilme se da pela quebra do equilíbrio homeostático, que normalmente mantém uma reação benéfica entre a microbiota residente e seu hospedeiro. 136 As bactérias são a causa necessária para uma condição de doença, porque são o fator etiológico. Mas sozinhas não são suficientes para desenvolver a doença porque dependem da suscetibilidade do hospedeiro. As doenças periodontais e perimplantar são doenças infecciosas Os biofilmes (fonte de infecção) são responsáveis por elicitarem a resposta inflamatória e imunológica do hospedeiro. Características únicas das infecções periodontais Podem estar entre as infecções mais comuns que acometem humanos. Existe uma estrutura mineralizada o dente, que apresenta uma parte exposta ao ambiente externo bucal e outra parte inserida no tecido conjuntivo. As camadas externas deste órgão, ao contrário da grande maioria dos outros órgãos do corpo humano, não descamam e isso facilita a colonização microbiana. Microorganismos responsáveis pela infecção periodontais não são microorganismos externos que são transmitidos para a boca do paciente. Microorganismos se organizam na forma de um biofilme. BIOFILMES Comunidades microbianas envoltas por uma matriz e aderidas as superfícies solidas e úmidas Quando em comunidades aumenta a tolerância contra antimicrobianos (locais e sistêmicos) Biofilmes Supra e sub apresentam natureza, composição e estruturas distintas A sua localização determinam que as condições ecológicas e os fatores envolvidos no seu crescimento sejam diferentes Biofilmes dentais: A placa dental é definida como uma comunidade microbiana imersa numa matriz extracelular de polímeros de origem bacteriana e produtos do exsudato do sulco gengival e/ou saliva, que está aderida aos dentes e estruturas não renováveis da cavidade bucal (próteses, aparelhos, implantes.) na forma de um biofilme verdadeiro. Estrutura do Biofilme: Crescer e viver dentro de um biofilme é um dos métodos preferidos por um grande número de bactérias e traz benefícios a todos os integrantes da comunidade microbiana. Apresenta-se coordenada, organizada estruturalmente a integração metabolicamente. Proteção contra microorganismos competitivos. Proteção contra fatores ambientais (mecanismos de defesa). Proteção contra substancias potencialmente toxicas presentes no meio. Facilitar processamento e absorção de nutrientes. Facilitar intercambio para alimentação. Facilitar a remoção de produtos metabólicos potencialmente danosos. Analogia Biofilme “cidade” Colonização inicial por alguns habitantes, depois se multiplicam e agregam novos habitantes. Crescimento inicial acontece lateralmente e depois verticalmente. Compartilham nutrientes que precisam ser trazidos e lixo que deve ser descartado. São capazes de realizar processos mais complexos que não seriam possíveis se estivessem sozinhos isolados. Comunicação entre os indivíduos é essencial para desenvolverem suas atividades muitas vezes inter-relacionadas. 137 COMO SE FORMA O BIOFILME Sequência ordenada de eventos Resulta em comunidade organizada estruturalmente e funcionalmente Grande diversidade de espécies Inicia com a colonização bacteriana da película adquirida (colonizadores primários) Sequência de co-adesão de novas bactérias (colonizadores secundários) Início da formação de microcolônias Aumento da massa de placa ESTÁGIO DA FORMAÇÃO DO BIOFILME 1º fase: macromoléculas hidrofóbicas são adsorvidas pelas superfícies- filme condicionante (Película adquirida) o Compostos por glicoproteínas salivares e anticorpos o Altera a carga e energia livre da superfície o Aumenta a eficiência da adesão bacteriana 2º fase: as bactérias aderem à forma variável: o Estruturas especificas de adesão o Rápida adesão de contato; o Algumas precisam de exposição prolongada para se unirem firmemente. 3º fase: aumento na produção de matriz extracelular e multiplicação de bactérias aderidas. 4º fase: adsorção sequencial de novas bactérias formando um biofilme maduro e complexo. BIOFILME MADURO COMO SE FORMA O BIOFILME Biofilme supragengival: Os biofilmes dentais SUPRAGENGIVAL E SUBGENGIVAL apresentam natureza, composição e estruturas distintas A sua localização determina que as condições ecológicas e os fatores envolvidos no seu crescimento sejam diferentes (nutrientes e saturação de oxigênio por exemplo) Comunidade clímax População das espécies microbianas atinge estabilidade e quilibrio Torna-se autossustentavel Não necessita do meio extermo para desenvolvimento de atividades essenciais e não apresenta grandes variações em realção à composição microbiana Perturbações ambientaispodem ter reflexo na sua composição (dieta, saliva, rugosidade superficial) 138 Nas superfícies lisas, se desenvolvem a partir das superfícies proximais em direção ao centro da superfície vestibular. Nas superfícies lisas que apresentam alguma ranhura, além de se desenvolver a partir das superfícies proximais, também vai rapidamente crescer ao longo da ranhura. Nas superfícies com várias irregularidades cresce rapidamente a partir das superfícies proximais e nas irregularidades, formando uma grande e extensa placa. Está sujeito à abrasões intensas como a ação da saliva (também tem função química), da língua, da fala e mastigação, que limitam seu acumulo indefinidamente. Biofilme subgengival: Origina-se a partir do biofilme supragengival. Sua Formação pode ocorrer pelo crescimento deste em direção à área intrasulcular e/ou pela cobertura do biofilme supra pelo edema da margem gengival. Encontra-se protegido das condições adversas do ambiente supra gengival. Crescimento limitado pelo espaço e ação do sistema de defesa do hospedeiro. Aumenta a proporção de microorganismos anaeróbios e proteolíticos diante das alterações do ambiente local e da resposta do hospedeiro (por exemplo aumento do fluido crevicular gengival). PERIODONTOPATÓGENOS Porphyromonas gingivalis (Pg) Aggregatibacter actinomycetemcomitans (Aa) Tanerella forsythia (Tf) - Menor quantidade absoluta de bactérias, é encontrada, no biofilme subgengival numa situação de saúde. - Maior quantidade absoluta de bactérias, no biofilme supragengival numa situação de doença. - Maior proporção de bactérias mais patogênicas, é encontrada no biofilme subgengival numa situação de doença - Todos os tipos de bactérias estão em todas as condições, o que muda é a quantidade absoluta e a proporção de cada uma delas. BIOFILME E DOENÇAS PERIMPLANTARES Quando um implante é exposto ao ambiente bucal num paciente parcialmente dentado, em 14 dias já ocorre a colonização por periodontopatógenos e em 28 dias se estabelece uma microbiota subgengival complexa. Biofilme em implantes e dentes é semelhante Em paciente que já tiveram periodontite apresentam um número maior de periodonto. Patógenos ao redor do implante, além de aumentar o risco de periimplantite. MUCOSITE EXPERIMENTAL 20 pacientes endentados parciais tratados periodontalmente abstiveram-se de HB por 3 semanas. Acúmulo de placa durante o período de 3 semanas foi bastante semelhante em dentes e implantes. Apesar de algumas poucas características de adesão da película adquirida sobre o titânio serem diferentes dos dentes, em avaliações mais tardias a complexidade e maturidade do biofilme em implantes parece alcançar a mesma dos dentes. BIOFILME PERIMPLANTAR EM INDIVIDUO COM HISTÓRICO DE PERIODONTITE Parece que um número maior de periodontopatógenos pode ser encontrado no biofilme periimplantar de indivíduos com histórico de periodontite em comparação com biofilme periimplantar de indivíduos sem históricos de periodontite ou de indivíduos totalmente edentados. 139 A presença desse periodontopatógenos poderia aumentar o risco a longo prazo para o desenvolvimento de perimplantite nos indivíduos com histórico de periodontite. CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 1. Doenças gengivais 2. Periodontite crônica 3. Periodontite agressiva 4. Periodontite com manifestação de doença sistêmica: 5. Doenças periodontais necrosantes 6. Abcesso do periodonto 7. Periodontite associada com lesões endodônticas 8. Condição e deformidades de desenvolvimento ou adquiridas PERIODONTITE CRÔNICA Características clinicas e dados de anamnese: PI associado a SS Mais prevalente em adultos, mas pode ocorrer em crianças e adolescentes. Geralmente as condições de HO são proporcionais à destruição periodontal Relacionar idade do paciente X Severidade da PI apresentada Característica radiográfica: Ausência de lâmina dura + esfumaçamento da crista óssea – reabsorções ósseas horizontais. Modificações: Observar presença ou não de fatores modificadores (anamnese) Ex: diabetes, fumo, etc. PERIODONTITE AGRESSIVA Características clinicas e dados da anamnese: PI associado a SS Historia médica não significativa (diferente de manifestações periodontais de doença sistêmicas). Normalmente afeta indivíduos abaixo dos 30 anos, mas podem acontecer em indivíduos mais velhos. Rápida perda de inserção e destruição óssea. Concentração familiar dos casos. As condições de HO podem ser incompatíveis a destruição periodontal (característica secundária). Relacionar idade do paciente X Severidade de PI apresentada Característica radiográfica: Ausência de lâmina dura + esfumaçamento da crista óssea – reabsorções ósseas horizontais e/ou verticais em função da rápida progressão (característica secundária). Modificações: 140 Observar presença ou não de fatores modificadores (anamnese) Ex: diabetes, fumo, etc. PERIODONTITE CRÔNICA: Localizada (menos de 30% dos sítios) Generalizada (mais de 30% dos sítios) Modificada por fumo e diabetes. Possivelmente modificada por estresse, genética (hereditariedade), obesidade, menopausa, osteoporose e HIV. Só podemos classificar as periodontites com a informação da idade do paciente. PERIODONTITE AGRESSIVA: Localizada (1º molar e incisivo e/ou + 2 dentes) Generalizada (1º molar e Incisivo e + 3 dentes) Modificada por fumo e diabetes. Possivelmente modificada por estresse, genética (hereditariedade), obesidade, menopausa, osteoporose e HIV. Só podemos classificar as periodontites com a informação da idade do paciente. DIAGNÓSTICO COMPLETO: Periodontite (PI + SS) crônica ou agressiva, localizada ou generalizada (relação da idade com a severidade de PI) modificada por fumo ou diabetes (quando presente). DOENÇAS PERIODONTAIS CRÔNICA Gengivites associadas somente a placa ou modificadas Periodontite crônica ou agressiva, modificadas ou não. AGUDA Não associada a placa: - GEHA - lesões atraumáticas GUN PUN Abscessos: - gengivais - periodontais - pericoronais GENGIVITE Medicações: ninfedipina, ciclosporina e fenitoina Hormônios: puberdade, gravidez e contraceptivos* Má nutrição: carência de vitamina C Diabetes Leucemia Fumo PERIODONTITE Fumo Diabete Estresse Genético HIV Osteoporose Obesidade Menopausa DOENÇAS PERIMPLANTARES 141 Doença periimplantar é um processo inflamatório nos tecidos ao redor de implantes ossointegrados, sendo a mucosite uma doença inflamatória com dano reversível na mucosa periimplantar e a periimplantite uma reação inflamatória associada a perda do osso de suporte ao redor do implante. As doenças periimplantares têm natureza infecciosa, sendo a mucosite periimplantar uma lesão inflamatória que se limita a mucosa, enquanto a periimplantite também afeta o tecido de suporte EXAME CLÍNICO Avalia-se a perda de inserção clínica: periodontite = junção cemento-esmalte. Já no implante pode-se usar a junção entre o componente protético e implante como referência. DIAGNÓSTICO Sondagem - Limitações: Grau de inflamação tecidual Dimensões da sonda Ângulo de inserção Presença de cálculos Pressão aplicada Sangramento Na ausência de inflamação, as profundidades de sondagem encontradas em implantes são maiores do que nos dentes. Assim, profundidades de sondagem de 4 a 5 mm sem sangramentodetectável são achados frequentes e associados à saúde no caso de implantes. O sangramento à sondagem é um sinal clinico de atividade de doença e sua ausência é um parâmetro de estabilidade da doença. Costa et 2012 encontraram em uma quantidade maior do 50% dos sítios com sangramento à sondagem estavam associados com a ocorrência de perimplantite e que este resultado poderia ser interpretado como um forte preditor da ocorrência de perimplantite. EXAMES COMPLEMENTARES Necessários para o correto diagnóstico das doenças periimplantares. O ponto de referência a ser utilizado é a junção implante/componente protético para que se tenha ao longo dos anos um parâmetro de comparação. MUCOSITE A mucosite apresenta sangramento a sondagem da área marginal, enquanto a periimplantite é caracterizada por sangramento a sondagem submucosa. 142 DIAGNÓSTICO DE PERIIMPLANTITE Além disso, para o diagnóstico da periimplantite é imprescindível mudanças no nível da crista óssea, avalia através de radiografias. Achados clínicos adicionais, inclusive supuração, recessão da mucosa, edema e vermelhidão. Além disso, para o diagnóstico da periimplantite é imprescindível mudanças no nível da crista óssea, avaliada através de radiografias. Achados clínicos adicionais incluem supuração, recessão da mucosa, edema e vermelhidão. As periimplantites apresentam perda de suporte. Para DIAGNÓSTICO da periimplantite dois requisitos básicos são analisados: SINAIS INFLAMATÓRIOS (SANGRAMENTO E/OU SUPURAÇÃO) E PERDA DO OSSO DE SUPORTE. EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS O QUE É EPIDEMIOLOGIA: É a área do conhecimento que se preocupa com os padrões de distribuição de saúde e de doenças nas populações humanas e, com os fatores que podem influenciar no processo saúde-doença. A epidemiologia é a área do conhecimento que tem por objetivo estudar a distribuição e as determinantes dos estados de saúde ou eventos de populações especificas, e a aplicação desse conhecimento no controle dos problemas de saúde. CONSEQUÊNCIA ANTIGA E ATUAL Levantamento epidemiológico → realidade da população → programas de saúde Fatores associados as doenças → informações importantes aos profissionais de saúde → práticas clinicas individualizadas SAÚDE COLETIVA X ATENDIMENTO INDIVIDUALIZADO “A epidemiologia deve ser a base tanto para as práticas de saúde coletiva, quanto para o atendimento individualizado dos pacientes, já que toda a conduta de planejamento, prevenção, diagnóstico e tratamento deve estar baseada no conhecimento gerado por estudos epidemiológicos.” QUAL A DEMANDA DE TRATAMENTO PERIODONTAL NO BRASIL? QUAIS OS FATORES DE RISCO QUE DEVEM SER CONSIDERADOS NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS? ESTUDOS DA EPIDEMIOLOGIA: 1. DESCRITIVOS OBSERVACIONAL: observa e descreve como se distribui numa população, serve para nortear ações preventivas e terapêuticas. Ex.: percentual de fumantes do local. 2. ANALITICOS OBSERVACIONAL: tenta identificar ou testar hipóteses, busca levantar fatores/ indicadores de risco, usando analises estatísticas rebuscada. Ex.: periodontite e tabagismo 143 3. CLINICA EXPERIMENTAL: visa testar uma intervenção ou comparar diferentes terapias. Ex.: lançado novo dentifrício testar em um novo grupo e ver diferenças. EPIDEMIOLOGIA EM PERIODONTIA: Reconhecer os conceitos de: Prevalência → quantidade de casos Incidência → quantidade de novos casos Severidade → quantidade de PI Extensão → número de sítios, dentes afetados FATOR DE RISCO: É uma circunstância que quando presente aumenta a probabilidade de ocorrência de doença. Quando ausente ou removido, reduz está probabilidade. Pode ser modificável ou não. Ex: Diabete e fumo INDICADOR DE RISCO: É um potencial fator de risco que ainda não foi confirmado por estudos longitudinais, não tem comprovação cientifica suficiente. QUAL O EXAME IDEAL PARA AVALIAR A PREVALÊNCIA DE DOENÇA PERIODONTAL? Prevalência de Gengivite = ISG (vermelhidão, edema, placa) Prevalência de Periodontite = PI e SS (recessão, mobilidade dentária, PS) *PS- usada para saber a profundidade da bolsa e a dificuldade na hora da intervenção. PS X PI PROBLEMAS NA EPIDEMIOLOGIA PERIODONTAL: Qual o critério para definir presença de doença periodontal em estudos epidemiológicos de prevalência de periodontite? Exame de prevalência de doença UM DENTE COM PI E SS pode ser considerado periodontite? Há chance de confundir ISG e SS? Há chance de erro de sondagem? 144 OBS: diferente do diagnóstico na clínica PROTOCOLO DE EXAME – exame de PI e SS em seis sítios em todos os dentes Trabalhoso Demorado Desconfortável para os pacientes Necessita de equipamento adequado ÍNDICE PERIODONTAL COMUNITÁRIO DE NECESSIDADES DE TRATAMENTO – CPITN Desenvolvido para identificar necessidades de tratamento Passou a ser utilizado pata avaliar prevalência da doença periodontal PS= não avalia índice que mostra destruição periodontal 10 dentes índices, registrado um dente por sextante, a prevalência pode ser supragengival ou subgengival. No mínimo dois dentes ou mais para examinar o sextante, sem furca ou mobilidade – subestima a prevalência por sextante excluídos. Tratamento equivocado: definido pela profundidade de bolsa e não pelo diagnóstico correto. CPI (Índice periodontal comunitário) PIP (Índice de perda de inserção periodontal) CPI avaliado no SB Brasil 2003 e 2010 nos seguintes faixas etárias 15-19 anos, 35-44 anos, 65-74 anos Sem vinculo com necessidade de tratamento PIP avaliado no SB Brasil 2003 e 2010 nas seguintes faixas atarias 35-44 anos, 65-74 anos e esse exame apresenta uma estimativa de PI PS= não avalia índice que mostra destruição periodontal PIP realizado apenas nas faixas etárias de 35-44 anos e 65-74 anos e este exame apresenta uma estimativa de PI. - Calculado a partir de uma suposição da PI – conforme a OS e exposição da JCE (ESTIMATIVA DE PI) ANÁLISES RADIOGRÁFICAS Jovem - doença incipiente Mostra história passada – não mostra atividade da doença Boa correlação com PI Custo elevado Bioética – exposição desnecessária a radiação * Entretanto exames completos são demorados, cansativos, exigem treinamento especifico e um local adequado para serem realizados 145 GENGIVITE SB BRASIL - 38% da população 15-19 com sangramento e calculo - 30% da população velha com sangramento e calculo ESTUDO DE POA - 100% da população com gengivite - Percentual médio de sítios com gengivite 28% dos sítios IMPLICÂNCIAS CLINICAS NOS DADOS EPIDEMIOLÓGICOS: Gengivite é um achado comum Prevalência alta (valores em torno de 100%) Extensão variável (valores em torno de 30%) Normal (alta prevalência) x anormal (doença com consequências) A gengivite é um processo inflamatório que embora não possa evoluir necessariamente para periodontite, há está possibilidade. Além disso, representa um problema que pode ter influência sobre o bem estar dos indivíduos uma vez que causa sangramento, halitose, pode gerar problemas estéticos. Epidemiologia das doenças periodontais - A ocorrência de periodontite depende da suscetibilidade do hospedeiro. - A maioria dos pacientes que desenvolvem periodontite tem destruição leve e moderada. - PI em um dente muitas vezes não é considerado periodontite e sim um trauma de escovação. - Escolher o exame é importante mas a amostra (grupo estudado) para o exame também é essencial PADRÃO OURO: Exame de PI Exame periodontal em todosos dentes, em 6 sítios por dente PREVALENCIA: quantos indivíduos EXTENSÃO: sítios ou dentes afetados GRAVIDADE(SEVERIDADE): grau de comprometimento (mm) PREVALENCIA DE HISTÓRIA DE PERIODONTITE (REGIÃO DE POA) Quanto maior a idade, maior a prevalência de PI, ou seja, aumenta com a idade. Conforme aumenta a gravidade da PI diminui a prevalência de indivíduos afetados. Para qualquer gravidade com o aumento de idade vai aumenta o numero de sítios afetados, ou seja, a extensão da doença. Mais pessoas com 3mm - 5mm de PI e um menor numero 6mm – 7mm (severa) 146 PERIODONTITE AGRESSIVA: Baixa prevalência Países desenvolvidos apresentam maior prevalência de periodontite crônica e agressiva, isso pode ser decorrido de um maior numero de estudos nesses países. 100% da população apresenta gengivite Números importantes de jovens apresentam periodontite crônica CONSIDERAÇÕES FINAIS: O progresso da doença periodontal é devido a uma combinação de fatores, incluindo a presença de bactérias periodontopatógenas, altos níveis de Citocinas pró-inflamatórias, metaloproteinases da matriz e prostaglandinas e baixos níveis de Citocinas inibidoras da inflamação. Fatores sistêmicos, comportamentais, ambientais ou genéticos podem influenciar a produção de Citocinas e modificar aspectos da resposta inflamatória (neutrófilos), imunológica (ação de anticorpos), ou reparadora (função de fibroblastos), alterando o balanço entre proteção e destruição. A doença periodontal possui como principal fator etiológico os microorganismos do biofilme, entretanto a resposta imunológica pode ser modulada também por fatores locais, sistêmicos e genéticos. Desta forma, a doença periodontal tem sido considerada uma doença multifatorial. O controle da regulação imunológica dos perfis das Citocinas Th1/Th2 é fundamental para determinação dos resultados finais da periodontite. Th1 está relacionado com lesões estáveis enquanto o Th2 com lesões em progressão. O único meio de interromper a destruição periodontal é o emprego de medidas mecânicas para remoção do biofilme subgengival (raspagem e alisamento radicular + higiene oral), interrompendo o processo imuno-inflamatório instalado. ETIOPATOGENIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS Etiologia: Causa de uma doença, fator etiológico. Biofilme supragengival e biofilme subgengival. Patogênese: Mecanismo pelo qual a doença desenvolve-se. Resposta tecidual inflamatória e imunológica. Destruição do periodonto de proteção (gengivite) e de sustentação (periodontite) ETIOLÓGICO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: BIOFILME: Os biofilmes dentais são uma comunidade microbiana imersa em matriz extracelular de polímeros derivados dos microorganismos e do hospedeiro que está aderida aos dentes e as estruturas não renováveis da cavidade bucal. BIOFILME SUPRAGENGIVAL SUBGENGIVAL Periodontite Gengivite 147 Os microorganismos da cavidade bucal não se depositam sobre os dentes, próteses, restaurações e implantes de maneira aleatória. Existe organização estrutural e funcional. Interagem entre si e com o meio bucal. A estrutura dos biofilmes facilita o processamento, a distribuição e absorção de nutrientes. ONDE O BIOFILME SE DEPOSITA? Dentes e bolsas subgengivais Ductos de tratamento de água e efluentes Trato gastro-intestinal de mamíferos Marca-passo, válvulas cardíacas, catéteres BIOFILME DENTAL: A boca apresenta-se colonizada por microorganismos desde o nascimento até a morte do indivíduo. Geralmente a microbiota bucal está em harmonia e equilíbrio com o hospedeiro, sendo que a formação do biofilme bucal é natural e contribui para a integridade fisiológica e imunológica do hospedeiro (há semelhança do que ocorre com a microbiota residente em outras áreas do organismo). VISÃO ATUAL DA ETIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: É uma infecção mista: espécies benéficas e patológicas interagem entre si, sendo algumas mais relacionadas com o estabelecimento da periodontite (grupo vermelho). BIOFILME DENTAL – SUPRAGENGIVAL: Colonizadores Primários •Colonizam a película adquirida (bactérias que conseguem aderir a ela) Colonizadores Secundários •Aderem-se às bactérias já aderidas. Início da formação de micro-colônias Aumento da massa do biofilme •Agregação de microorganismos que não tem capacidade de adesão 148 Como resposta ao acúmulo de biofilme, ocorre a formação de fluido gengival, e ele possui tanto componentes do sistema de defesa quanto uma série de nutrientes que favorecem o crescimento de microorganismos de metabolismo proteolítico. A partir de então, o meio modifica-se e passam a predominar no biofilme os microorganismos proteolíticos. Os ambientes supragengival e subgengival caracterizam-se como meios distintos (em termos de nutrientes, saturação de oxigênio e presença de desafios locais) para o crescimento dos biofilmes. O edema que ocorre na presença da inflamação gengival é capaz de modificar as condições locais da área dentogengival e oportuniza, em poucos dias, o surgimento de um ambiente que “seleciona” microorganismos com potencial de virulência aos tecidos periodontais. O biofilme subgengival beneficia-se da proteção oferecida pela sua localização, visto que os tecidos periodontais o protegem das condições adversas encontradas no ambiente supragengival (abrasões, influência direta da saliva, da língua e da mastigação). A resposta inflamatória que tem como papel primário proteger o hospedeiro, acaba por criar condições favoráveis para o desenvolvimento do biofilme subgengival e a consequente expressão de seu potencial patogênico. Crescimento do biofilme em direção à área sulcular Edema do tecido gengival que cobre o biofilme da superfície * As células inflamatórias vão para o local, o tecido perde colágeno, formação de vasos sanguíneos. Aumenta a placam o tecido epitelial fica mais espesso e aumenta as células inflamatórias. Aumento do fluido crevicular que acaba servindo como alimento para as bactérias. IMPORTANTE! As características gerais dos biofilmes aplicam-se para ambos os biofilmes, entretanto, a sua natureza, composição e estrutura são diferentes. As condições ecológicas que guiam o seu desenvolvimento são diferentes (em grande parte por causa da sua localização). O biofilme subgengival origina-se do biofilme supragengival. Sendo assim, o estabelecimento da periodontite é precedido pela gengivite. Entretanto, gengivite e periodontite são doenças com natureza, história natural, epidemiologia e tratamentos distintos. SUSCETIBILIDADE: Além da presença do biofilme subgengival, a suscetibilidade do hospedeiro é um componente necessário para as periodontites. Bactérias são necessárias, mas não suficientes para a ocorrência das periodontites. O que é suscetibilidade? Termo genético usado para denominar fatores conhecidos e desconhecidos do hospedeiro. Fatores de origem comportamental, ambiental, sistêmica ou genética que integram a cadeia causal das periodontites. PATOGÊNESE: As doenças periodontais têm uma natureza multifatorial: Variações no grau de suscetibilidade, manifestações clínicas, padrões de progressão e resposta ao tratamento. 149 O QUE ACONTECE NOS TECIDOS DE SUPORTE EM CONDIÇÕES DE: SAÚDE GENGIVAL: A presença da gengiva clinicamente saudável é diagnosticada por ausência de sangramento marginal e ausência de biofilme supragengival visível. Do ponto de vista da patogênese essa condição é explicadapela baixa intensidade da agressão (placa não visível) e pela presença de condições do hospedeiro que consegue manter o equilíbrio, o que resulta em saúde periodontal. GENGIVITE: A ausência de tratamento de gengivite estabelece as condições ideais e necessárias para o estabelecimento e desenvolvimento do biofilme subgengival, apesar da resposta inflamatória gerada pelo hospedeiro. A presença de biofilme subgengival e de gengivite não tratada leva ao estabelecimento de periodontite na maioria dos indivíduos. Nem todos os indivíduos que possuem gengivite irão desenvolver periodontite. PERIODONTITE: Extensão apical do infiltrado de células inflamatórias Perda de tecido conjuntivo de inserção e perda óssea Presença de bolsas periodontais e/ou retrações gengivais PERIODONTITE: Gengiva clinicamente saudável Gengivite Gengivite estabelecida ou gengivite crônica Periodontite Desafio Microbiano Resposta Imune ao Hospedeiro Metabolism o conjuntivo e ósseo Sinais clínicos da doença Fatores de risco ambientais e adquiridos Fatores de risco genéticos 150 O sistema imunológico tem como função primordial conferir ao organismo a capacidade de proteção contra patógenos e substâncias estranhas, e ainda reparar danos teciduais resultantes de traumas e infecções. Em situações de cronicidade podem ser destrutivos do ponto de vista tecidual. O sistema Imunológico tem importante papel na patogênese das doenças periodontais. Do ponto de vista imunológico, a severidade das lesões periodontais é determinada pela intensidade e natureza da resposta do hospedeiro. TIPOS DE RESPOSTA TECIDUAL / IMUNOLÓGICA: CLASSIFICAÇÃO TRADICIONAL DAS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS: Aguda: Curta duração, predomínio de neutrófilos, fenômenos vasculares e exsudativos intensos. Crônica: Longa duração, resposta mais específica, predomínio de linfócitos, plasmócitos e macrófagos e mais processos destrutivos e regenerativos que o processo agudo. A persistência da infecção bacteriana na doença periodontal leva a uma confusão no que se refere a processo agudo/crônico. CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES PERIODONTAIS: Inata: Possui características semelhantes a chamada “inflamação aguda”. Adaptativa: Possui características semelhantes a chamada “inflamação crônica”. SISTEMA DE DEFESA INATO: Primeira linha de defesa Infiltrado: Neutrófilos, macrófagos, defensinas e mediadores químicos. Neutrófilos e macrófagos: englobam, reconhecem e destroem microorganismos, perpetuam a inflamação. Se o antígeno microbiano não for removido haverá a contínua ativação dos Neutrófilos e macrófagos fazendo com que essas células liberem mediadores químicos que ativam o recrutamento da resposta imune adaptativa por levarem a diferenciação e migração de células T. SISTEMA DE DEFESA ADAPTATIVO: É ativado pelo sistema Inato Essa defesa aprimora a capacidade do hospedeiro de reconhecer o patógeno As bactérias podem causar destruição direta ou indireta pela ativação de vários componentes do sistema de defesa que, quando ativados, podem promover a proteção tecidual à custa da destruição do tecido periodontal. Para compreender a patogênese da periodontite é preciso compreender como o sistema imune reage a uma infecção bacteriana. Desafio microbiano 1ª Resposta inata 2ª Resposta adaptativa Resposta imune celular Resposta imune humoral Permanência dos patógenos superam o sistema de defesa inata Produção de anticorpos Linfócitos T Linfócitos B Plasmócitos 151 As atividades antimicrobianas desse sistema são funções especializadas reguladas pelos linfócitos T, linfócitos B e plasmócitos. Os mecanismos de defesa estão sincronizados por uma comunicação através de sinais (citocinas) entre grupos específicos de células. CARACTERÍSTICAS DAS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS / IMUNOLÓGICAS NAS DPENÇAS PERIODONTAIS: Localizada: alteração no tecido somente onde há o agente etiológico Complexa: vários tipos celulares e diferentes mediadores que perpetuam a inflamação Caráter benéfico x maléfico: resposta imuno-inflamatória impede disseminação dos patógenos, mas gera destruição tecidual Liberação de mediadores químicos: modulam diferentes situações da resposta inflamatória Especificidade: resposta imune e celular específica contra patógenos periodontais PAPEL DOS MEDIADORES QUÍMICOS: No momento em que há agressão tecidual e a defesa inata é deflagrada, simultaneamente, várias substâncias químicas denominadas mediadores químicos inflamatórios são liberadas no local afetado. Na doença periodontal a liberação de vários mediadores químicos tem resultado na destruição da matriz extracelular do tecido periodontal e indiretamente à reabsorção óssea alveolar por promoverem a diferenciação de Osteoclastos. PRÓ-INFLAMATÓRIOS: Coincidem com eventos críticos que ocorrem durante a doença periodontal, chamados de perda de inserção conjuntiva e reabsorção óssea alveolar. CITOCINAS: Também chamados mediadores inflamatórios, são moléculas mensageiras que transmitem informações para outras células Tem inúmeras ações no início e manutenção da resposta imune e inflamatória e regulação do crescimento e diferenciação celular Na doença periodontal o desenvolvimento e controle de uma resposta imunológica depende, em parte, da produção local de um número de Citocinas as quais podem determinar se a resposta será protetora ou não protetora Citocinas pró inflamatórias e anti-inflamatórias Periodontite RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA Fatores sistêmicos (diabetes) Fatores locais (fumo) Modificação da microbiota (subgengival) Formação e acúmulo de biofilme Alteração do epitélio sulcular e juncional Modificação do conjuntivo subjacente RESPOSTA IMUNE INATA Gengivite RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA Lipopolissacarídeos (LPs) Lipoproteínas DNA dos microorganismos Defensinas e mediadores químicos pró-inflamatórios Vasodilatação, exsudato de neutrófilos, macrófagos, liberação de mediadores químicos e proteases de matriz Vários dias de acúmulo de biofilme Epitélio: atrofia e necrose. Sangramento à sondagem Conjuntivo: aumento das alterações vasculares, exsudativas e destruição tecidual. Predomínio de linfócitos B LESÃO ESTÁVEL Mediadores Químicos: destruição do Ligamento Periodontal e reabsorção do osso alveolar. Presença de células T e B. Clinicamente: sangramento, mobilidade, bolsa periodontal. LESÃO EM PRROGRESSÃO 152 Medidas no fluido gengival, sangue periférico, tecido gengival Progressão e atividade da doença INTERLEUCINAS: IL 1a, IL 1b, e TNF estimulam a reabsorção óssea e inibem a formação óssea Importantes na resposta imune mediada por células recrutando células de defesa (PMNs, macrófagos, linfócitos) para as áreas em que são necessárias METALOPROTEINASES DA MATRIZ: São responsáveis pelo remodelamento/renovação e degradação dos componentes da matriz Já foi demonstrado que uma MPP – colagenase PMN – está em maior concentração quando há inflamação gengival em comparação com gengiva clinicamente saudável, durante experimentos de gengivite experimental houve aumento, e decréscimo após tratamento periodontal está envolvida no colapso dos tecidos. Degradação do colágeno PROSTAGLANDINAS: Mediadores inflamatórios, derivadas do ácido araquidônico São produzidas por inúmeras células, principalmentemacrófagos PGE2 é um vasodilatador potente e induz a produção de Citocinas por diversas outras células. Age nos fibroblastos e Osteoclastos para induzir a produção de MMPs DESTRUIÇÃO ÓSSEA: Durante a progressão da doença, a reabsorção óssea é mediada por Osteoclastos, e acontece concomitante ao colapso da inserção do tecido conjuntivo. Os mecanismos envolvidos na reabsorção óssea respondem a sinais oriundos das células inflamatórias da lesão e iniciam a degradação óssea com a finalidade de manter uma distância segura da periferia onde estão as células do infiltrado inflamatório (0,5 – 1mm). PERFIL DA RESPOSTA IMUNE RELACIONADA AOS LINFÓCITOS T NA DOENÇA PERIODONTAL: Aumento da síntese de moléculas de adesão e quimiocinas Estimula a produção de mediadores químicos Aumenta a formação de Osteoclastos e sua função Induz expressão de metaloproteínas Estimula a produção de mediadores químicos Estimula a apoptose de fibroblastos Inflamação Reabsorção óssea Destruição do tecido conjuntivo Dificulta o reparo 153 Principais células na resposta imune celular Função de reconhecer antígeno e direcionar a resposta imune para o padrão celular ou humoral Existem três tipos de linfócitos T: Th1, Th2 e Tcitotóxico Th1: ativação de macrófagos Th2: ativação e diferenciação de linfócitos B A composição histológica, perfil de Citocinas, natureza e especificidade da resposta imune local da doença periodontal está relacionada com a subclasse de Th induzidas pelo biofilme A mudança da resposta Th1 para Th2 ocorre durante o desenvolvimento da doença periodontal Várias teorias têm sido propostas a fim de explicar a progressão da gengivite para a periodontite, no contexto do paradigma Th1/Th2 Composição histológica, perfil das Citocinas, natureza e especificidade da resposta imune local – reflete a presença e função relacionada aos linfócitos T (Th1 ou Th2) Predomínio do perfil dos linfócitos T helper: direcionam a resposta imune para padrão celular (Th1) ou humoral (Th2) Th1: ativação dos macrófagos e linfócitos T + liberação de Citocinas pró-inflamatórias – aumento da fagocitose e proteção imunológica Th2: ativação e diferenciação de linfócitos B + produção de anticorpos + liberação de Citocinas alternativas RESPOSTA IMUNOLÓGICA SISTÊMICA HUMORAR: 1. Antígenos da placa se difundem através do epitélio juncional 2. Células de Langerhans dentro do epitélio capturam e processam os antígenos 3. Células apresentadoras de antígenos (macrófagos e células de Langerhans) deixam a gengiva pelos vasos linfáticos 4. Células que carregam os antígenos alcançam os nódulos linfáticos e começam a estimular linfócitos a produzir uma resposta imune específica 5. Anticorpos específicos para os microorganismos periodontais são produzidos pelos plasmócitos dentro do nódulo linfático e viajam de volta para a gengiva via vasos sanguíneos 6. Anticorpos deixam a circulação e são carregados para o sulco no transudato dos vasos sanguíneos inflamados e dilatados 7. A ação dos anticorpos sobre os microorganismos no sulco pode resultar em morte, agregação, precipitação, desintoxicação, opsonização e fagocitose das bactérias RESPOSTA IMUNOLÓGICA CELULAR LOCAL: 1. Antígenos da placa se difundem através do epitélio juncional 2. Células de Langerhans dentro do epitélio capturam e processam os antígenos 3. Células apresentadoras de antígeno (macrófagos e células de Langerhans) deixam a gengiva pelos vasos linfáticos 4. Células que carregam os antígenos alcançam os nódulos linfáticos e começam a estimular linfócitos a produzir uma resposta imune específica 5. Células B (pré-plasmócitos) e células T específicas para as bactérias periodontopatogênicas proliferam dentro dos nódulos linfáticos e penetram na corrente sanguínea 6. Linfócitos específicos para as bactérias periodontopatogênicas se dirigem para o periodonto e ficam localizadas dentro dos tecidos onde eles iniciam suas funções imunes mediada por células e humorais 7. Anticorpos são produzidos localmente pelos plasmócitos, que são controlados por células T helper (auxiliares) tipo 2. Atividade imune mediada por células é regulada pelas células T helper tipo 1 CONSIDERAÇÕES FINAIS: O progresso da doença periodontal é devido a uma combinação de fatores, incluindo a presença de bactérias periodontopatógenas, altos níveis de Citocinas pró-inflamatórias, metaloproteinases da matriz e prostaglandinas e baixos níveis de Citocinas inibidoras da inflamação. 154 Fatores sistêmicos, comportamentais, ambientais ou genéticos podem influenciar a produção de Citocinas e modificar aspectos da resposta inflamatória (neutrófilos), imunológica (ação de anticorpos), ou reparadora (função de fibroblastos), alterando o balanço entre proteção e destruição. A doença periodontal possui como principal fator etiológico os microorganismos do biofilme, entretanto a resposta imunológica pode ser modulada também por fatores locais, sistêmicos e genéticos. Desta forma, a doença periodontal tem sido considerada uma doença multifatorial. O controle da regulação imunológica dos perfis das Citocinas Th1/Th2 é fundamental para determinação dos resultados finais da periodontite. Th1 está relacionado com lesões estáveis enquanto o Th2 com lesões em progressão. O único meio de interromper a destruição periodontal é o emprego de medidas mecânicas para remoção do biofilme subgengival (raspagem e alisamento radicular + higiene oral), interrompendo o processo imuno-inflamatório instalado. BASES RACIONAIS E CIENTIFICAS DO TRATAMENTO DA GENGIVITE E PLANO DE TRATAMENTO GENGIVITE Qual a prevalência? 100% da população Qual a extensão? 30% d Implicação no tratamento? Grande demanda de tratamento CONSEQUÊNCIAS DE NÃO TRATAR A GENGIVITE: Pode evoluir para periodontite: Sabemos quem são os pacientes suscetíveis à periodontite? Sabemos quem são todos os fatores de risco para desenvolvimento da periodontite? Não evoluindo para periodontite: Halitose, sangramento, vermelhidão e edema – desconforto, interferência na estética e no convívio social. QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA GENGIVITE: Ausência de sangramento da gengiva marginal; Mudar higiene bucal do paciente – alcançado a partir de um adequado controle do biofilme supragengival – tratamento da causa; Controle do biofilme supragengival é responsável pela saúde bucal; POR QUE GENGIVITE SANGRA? Epitélio sulcular integro não sangra Área ulcerada sangra Bactérias – processo inflamatório – ulcera o epitélio Só não irá ulcerar se as bactérias estiverem em equilíbrio Gengivite só é dado o tratamento com a sondagem, não somente com olhada 155 POR QUE O CONTROLE MECÂNICO DESTE BIOFILME É PRIORITÁRIO AO CONTROLE QUÍMICO? O antimicrobiano não consegue penetrar e matar as bactérias que estão internas no biofilme. NÃO ADIANTA TRATAR GENGIVITE COM ANTIBIÓTICO; Substituir a escovação com Clorexidine não pode ser feita antes de uma boa limpeza e raspagem de placas, bem como não utilizá-lo em longo prazo; É necessário desestruturar o biofilme mecanicamente; O QUE É NECESSÁRIO PARA ATINGIR O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA GENGIVITE: Orientar o paciente quanto a etiologia da doença e para os autocuidados na higiene bucal; Criar condições para um efetivo controle de placa pelo paciente; Remover o biofilme, interferindo na formação e “amadurecimento” do mesmo. Controle dos fatores que modificam a gengivite – sistêmicos, medicamentosos, má nutrição e fumo. COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DA GENGIVITE?Tratamento da gengivite; ↓ Binômio paciente – profissional (só há sucesso se ambos agirem em conjunto) – PROVA Observação: instrução de higiene é obrigação do CD; Utiliza-se o termo CONTROLE e não eliminação do biofilme supragengival, já que este é um nicho bacteriano natural que existe sempre. O importante é que seja mantido em níveis compatíveis com saúde; Este nível é a ausência de IPV; TRATAMENTO PERIODONTAL: Quando atendermos um paciente que necessite de escovação, higiene temos que cuidar durante todas consultas, pois muitas vezes precisamos mudar os instrumentais utilizados, pois podem não estar dando o resultado adequado; Alertar o paciente o que pode ocorrer no decorrer do tratamento (sensibilidade devido retração gengival, dor.); TRATAMENTO PERIODONTAL SE DIVIDE EM 2 FASES: 1º GENGIVITE 2º PERIODONTITE GENGIVITE E PERIODONTITE TEM ETIOLOGIAS DIFERENTES: Gengivite: biofilme supragengival Periodontite: biofilme subgengival 156 Diagnóstico diferencial entre sangramento supra e subgengival (pode não haver sangramento sub, as vezes é um reflexo do supra); Dar condições e tempo apara o paciente aprender a realizar o controle do biofilme supragengival – determinante para sucesso do tratamento periodontal; Só pode dizer que é sangramento subgengival quando a gengivite está tratada; EXAME INTERMEDIÁRIO: Feito após a gengivite tratada, para confirmar se realmente paciente possui periodontite; (replanejar o tratamento, para não sobre tratar); ATITUDES DO PROFISSIONAL: 1. Identificar a abordagem dos fatores modificadores; 2. Orientação sobre a doença e tratamento; 3. Remoção dos fatores retentivos de placa (FRP); 4. Deplacagem profissional (curetas e escovas multicerdas, instrumento interproximal); 5. Instrução de higiene bucal; ORIENTAÇÃO: 1. Etiologia da gengivite e periodontite e as consequências da evolução das mesmas. 2. Fatores modificadores (?) – medicação; 3. Mostrar em boca a presença de biofilme, calculo, sangramento, áreas com maior e menor perda de inserção; 4. Papel do profissional e do paciente; 5. Número de consultas necessárias e ordem do tratamento a ser executado. ATITUDES DO PROFISSIONAL - REMOÇÃO DE FATOR RETENTIVO DE PLACA (RFRP): COMO FAZER DEPENDENDO DO TIPO DE FATOR RETENTIVO DE PLACA: Cálculo (C) Cavidade de cárie e fratura (CV) Restauração e prótese mal adaptada (R+, P+, R-, P-) Raízes residuais (Rr) Aumento do volume gengival severo (H) CÁLCULO (C): 1. Identificação do cálculo – visual e tátil; (fazer um zig-zag intra-sucular para ver se tem rugosidade em volta do dente). 2. Raspagem propriamente dita (aproximadamente 1mm intra-sucular) – movimento com grande amplitude e baixa frequência – LENTO E COMPRIDO 3. Alisamento da superfície – movimentos com pequena amplitude e grande frequência – RÁPIDO E CURTO 4. Empunhadura do instrumento (caneta modificada) e movimento de raspagem. Apoio bi digital; 157 5. Posição do paciente para a raspagem: Dentes inferiores: erguer levemente o encosto da cadeira do paciente e aproximar o mento do peito de forma que as oclusais fiquem paralelas ao solo. Dentes superiores: cadeira com o encosto completamente deitado e cabeça do paciente com mento levantado; Movimentar a cabeça do paciente para as laterais para facilitar o acesso 6. Posição do profissional para a raspagem: Sete horas: área anterior Nove horas: área posterior (dentes superiores e inferiores) Doze horas: área anterior (dentes superiores e inferiores) 7. Avaliação da área – visual e táctil; Polimento onde realizada RAP (taça de borracha/escova de robson, em baixa rotação, tira de lixa ou fio/fita interdental + pasta profilática; (polimento dentário pasta profilática mais taça de borracha pra face livre, escova robson pasta profilática face oclusal, fio dental nas interproximais, ou lixa pra resina pra menor granulação onde não houver restauração); 8. Deplacagem com escova e instrumento interproximal; 9. Instrução de higiene oral; RAP = (raspagem, alisamento e polimento). Utiliza-se o termo controle e não eliminação do biofilme supragengival, já que este é um nicho bacteriano natural que existe sempre. O importante é que seja mantido em níveis compatíveis com saúde. CAVIDADE (CV): Cavidade de cárie Fratura Degrau negativo de restaurações ou próteses - Selamento provisório ou restauração definitiva? a) Anestesia – se necessário b) Isolamento relativo (se for restauração provisória) /absoluto (restauração definitiva); c) Remoção de cárie (pontas diamantadas, brocas esféricas em baixa rotação (2, 3, 6) e colher de dentina); d) Selamento provisório (ionômero, bioplic, cimento de oxido de zinco); e) Restauração definitiva com resina composta; Cavidades supragengival/subgengival = selar o que for possível com “CAVIT”. 158 Observação: lesão de abrasão = não é fator retentivo de placa; RETIRADA DO CÁLCULO: sensibilidade ao frio e calor - espaços aumentados RESTAURAÇÕES COM DEGRAU POSITIVO: Remoção do excesso; Acabamento de amalgama: curetas, pontas diamantadas em alta rotação e brocas multilaminadas para acabamento em baixa rotação e tiras de lixa metálica; Polimento de amalgama: sistema viking MVA e pastas de polimento; RESTAURAÇÃO E PRÓTESES COM DEGRAU POSITIVO: Remoção do excesso; Acabamento de resina: pontas diamantadas e multilaminadas para acabamento de resina e tiras de lixa para resina; Polimento de resina: pontas siliconadas para polimento de resina, discos e lixa, tira de lixa de resina e discos de feltro; Avaliação: sonda exploradora, fio dental e radiografia interproximal se necessário; Cuidado com prótese: Avaliar possibilidade de adaptar instrumento de HO e desgastar o excesso só se houver possibilidade de troca. Pontas diamantadas em alta rotação e pontas de polimento de cerâmica; RAÍZES RESIDUAIS (RR): Exodontia; Restauração provisória selando a raiz (estética?); Confecção de prótese provisórias; AUMENTO DE VOLUME GENGIVAL: Controle profissional do biofilme bacteriano; IHO com instrumentos específicos e controle químico coadjuvante durante o tratamento – gel lubrificante; Contato com o médico para avaliar substituição da medicação; Após redução da inflamação, avaliar necessidade de gengivectomia; TRATAMENTO DA GENGIVITE 1º PASSO: Atitudes do profissional Identificação e abordagem dos fatores modificadores Orientações sobre as doenças e TTO 159 RFRP Deplacagem profissional Instrução de higiene oral ATITUDES DO PROFISSIONAL: DEPLACAGEM PROFISSIONAL - duas formas com objetivos distintos: Com curetas Gracey em áreas COM ISG + e SEM CÁLCULO para desorganizar o biofilme intra-sucular. Com escova multicerdas e instrumento interproximal em toda a boca: remover o biofilme presente, em todas consultas, diminuindo a patogenicidade do mesmo e retardando seu crescimento. Deplacagem profissional é diferente de instrução de higiene oral; Instrução de higiene bucal: paciente sentado com espelho de mão, avaliando a forma como o paciente higieniza! É guiada pelo ISG; ATITUDES DO PACIENTE: Controle de placa supra gengival – mudança de comportamento; Controle de fatores modificadores possíveis; PLANO DE TRATAMENTO DA GENGIVITE: OBJETIVOS: Identificar as necessidades de tratamento; Ordenar as ações de tratamento necessárias para atingir o objetivo do tratamento da gengivite; Determinar a rotina de cada consulta; Estabelecer numero de consultas necessárias para o tratamento;CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA ESTABELCER O PLANO DE GENGIVITE: IPV – INDICE DE PLACA VISÍVEL: Nos permite verificar a capacidade de controle de placa do paciente naquele momento; Mostra a situação no momento do exame apenas, e não o habito real; Permite a adequação das medidas de controle de placa que não estão satisfatórias; Critério essencial para plana de tratamento em indivíduos fumantes com gengivite modificada por fumo; ISG – INDICE DE SANGRAMENTO GENGIVAL: Nos permite determinar situações de saúde e doença – DIAGNOSTICO DE GENGIVITE; Demonstra o verdadeiro hábito do paciente em realizar medidas de controle de placa; Determina severidade extensão da doença e dificuldade de tratamento; FRP – FATORES RETENTIVOS DE PLACA: 160 Os fatores retentivos não fazem parte da etiologia da gengivite, mas por facilitarem a retenção de biofilme, devem ser removidos; Determinam a dificuldade que teremos no tratamento da gengivite; IDENTIFICAR AS NECESSIDADES DE TRATAMENTO: IPV PRESENTE: deplacagem profissional com multicerda e instrumento interproximal de toda boca feita ao final da consulta; ISG PRESENTE: deplacagem intrasulcular com curetas; FRP PRESENTE: remoção dos mesmos; IMPORTANTE Áreas sem cálculo e com ISG + (IPV + em fumantes) Deplacagem intrasulcular com cureta; COMO ORGANIZAR O PLANO DE TRATAMENTO DA GENGIVITE: Quadrantes, sextantes, arcadas; IMPORTANTE Ao abordar determinada região remoção de todos os fatores retentivos de placa e Deplacagem intrasulcular com curetas da área + IHO; Se necessário fazer 2 ou 3 dentes em uma sessão; IDENTIFICAR AS PRIORIDADES DE TRATAMENTO: 1. URGÊNCIA: Dor, estética (?) 2. CONVENIÊNCIA: (profissional e paciente) – áreas anteriores – facilidade de acesso do profissional, facilidade para aprendizado de HO e acesso do paciente, paciente percebe melhor a diferença pós tratamento; 3. SEVERIDADE: quantidade de sítios com ISG+; COMO AVALIAR A DIFICULDADE DESTE TRATAMENTO? Quantidade de sítios com ISG + (IPV fumantes); Tipo e quantidade de FRP bacteriana; Acesso para controle de placa (profissional e paciente); Presença de fatores modificadores da gengivite – sistêmicos, medicamentosos, má nutrição, fumo; Receptividade do paciente à modificação de hábitos e comportamentos; Aspectos cognitivos, psicomotores e afetivos; COMO ESTABELECER O NÚMERO DE CONSULTAS NECESSÁRIAS: Dificuldade de tratamento; Habilidade do profissional; Tempo disponível em cada sessão; ROTINA DAS CONSULTAS 161 1º SESSÃO 1. Orientação do paciente sobre etiologia da doença e o tratamento a ser realizada – PRIMEIRA CONSULTA; 2. Remoção dos FRP (identificar tipo de FRP e em quais dentes); 3. Deplacagem intrasulcular dos dentes sem calculo e com ISG + da área que está sendo abordada; 4. Deplacagem de toda a boca (escova e inst. interproximal, sem creme dental) e aplicação tópica de flúor, quando necessário (sensibilidade dentinaria ou atividade de cárie) – pode ser feito no início da consulta; 5. IHO para a área tratada – pois terá FRP nos outros locais, não vai adiantar. Pois quando mais severa a doença mais gradativa deve ser a instrução; 2º SESSÃO 1. Sempre realizar no início de cada consulta, IPV e ISG em áreas já tratadas (identificar quais são) para avaliar resposta ao tratamento – cumulativo; SEMPRE 2. Nova deplacagem com curetas das áreas já tratadas que apresentem ISG+ e reforço HO para as mesmas; INSTRUMENTAL EM PERIODONTIA – Indicação e afiação 1. Exame periodontal Diagnóstico 2. Raspagem e alisamento supra/subgengival 3. Procedimentos cirúrgicos PARA A REALIZAÇÃO DE UM EFETIVO TRATAMENTO DE DOENÇA PERIODONTAL E PARA A MANUTENÇÃO DA SAÚDE DO PERIODONTO: Instrumentação adequada Afiação (fio + formato) Técnica Anatomia radicular EXAME CLÍNICO: Trio Sonda periodontal milimetrada Sonda Nabers SONDA PERIODONTAL MILIMETRADA (RECOMENDA-SE FINAS E CILÍNDRICAS (CAROLINA DO NORTE E WILLIAMS) Medição dos índices de inserção clínica; Medição da profundidade de sondagem; Pesquisa de sangramento e supuração; INSTRUMENTAIS PARA RASPAGEM: Supragengival: Cinzéis, foices (interproximal de dentes anteriores), enxadas e curetas; TRATAMENTO e MPP 162 Subgengival: Curetas e limas (limas: bolsas e subgengivais); SONDA NABERS: Exploração das porções radiculares: pré furca e furca; Pode ser usada a sonda exploradora 23 previamente modificada (ponta romba); INSTRUMENTAIS PARA RASPAGEM: PARTES E COMPONENTES: 1. Cabo 2. Haste 3. Extremidade ativa ou lâmina Haste = longa, angulada – dente posterior Haste = curta, pouco angulada – dente anterior FACES E ÂNGULOS DO INSTRUMENTO: FACE CORONÁRIA (face) = é a superfície que fica entre as duas faces laterais; FACE LATERAL (bordo cortante) = é a superfície de trabalho na afiação; DORSO = é o encontro das duas superfícies laterais; ÂNGULO DE CORTE= é o ângulo formado pela face coronária e com a face lateral (70 – 80º); ÂNGULO DE CONEXÃO= é o ângulo formado pela face coronária com a haste; SUPRAGENGIVAL SUBGENGIVAL Cinzeis Curetas Foices Limas – bolsas gengivais Enxadas Curetas 163 CURETAS: Universais: ângulo de 90º graus entre a haste terminal e a borda cortante – qualquer face mesial e distal; Gracey: ângulo de 60º – 70º graus da haste terminal com a borda cortante; Columbia: ponta arredondada com corte ativo; Forma Função Indicação Universal Mcall Ângulo de 90 graus entre haste terminal e borda cortante Raspagem e alisamento supra / sub Todos os dentes em todas as faces Gracey Ângulo de 60-70 graus entre haste terminal e a borda cortante Raspagem e alisamento supra / sub Cada número tem a sua indicação Columbia Porta arredondada com corte ativo Raspagem, alisamento e/ou plastia Furcas e concavidades CURETAS GRAYCE: Anteriores: 1/2; 3/4 (todas as faces) Posteriores: 11/12 (mesial) PM e M; 13/14 (distal) PM e M; CURETAS MINI FIVE: Curetas com minilâminas; Lâmina equivalente a metade da lâmina das gracey tradicionais; Inserção subgengival mais fácil (bolsas menores); CURETAS COLUMBIA: Ponta arredondada com corte ativo; 2R e 2L LIMAS: Instrumental com vários ângulos de corte reto; Formato arredondado, oval ou retangular; Variação na angulação e extensão da haste; Para extremidades e bolsas com profundidade maior; Hirschfeld = 3-7 V, L, P todos os dentes Dunlop = 3-7 proximais- apoio indireto Hirschfeld = 5-11 D e M posterior Dunlop= 1-2 L e P anteriores EMPUNHADURA: Caneta modificada (duplo apoio na junção haste/cabo, com haste apoiada na polpa do dedo médio); AFIAÇÃO: 164 O objetivo da afiação é conseguir um ângulo de corte fino e regular, sem alterar o desenho e contornos do instrumento, tornando-o mais previsível em termos de eficiência e qualidade de corte. o Restaurar a borda cortante afiada; o Não alterar a forma original do instrumento; o Evitar traumas aos tecidos; o Maior sensibilidade táctil; RECURSOS PARA AFIAÇÃO: Pedra de afiação pedra triangular; Lima para afiar lima; PRINCIPIOS BÁSICOS DA AFIAÇÃO: Estabelecer um ângulo apropriado entre pedra e instrumento a ser afiado Manter a mesma angulação entre o instrumento e a pedra Seguir as recomendações de fábrica quanto a lubrificação e limpeza da pedra Selecionaro granulado da pedra de acordo com a quantidade de metal a ser removido Selecionar o formato da pedra de afiar de acordo com a superfície a ser afiada Remover todos os depósitos antes da afiação Trabalhar sobre uma luz clara e direta Usar pressão leve ETAPAS PARA AFIAR CURETAS: 1. Seleção da pedra de afiar 2. Empunhadura da pedra de afiar 3. Empunhadura do raspador 4. Posicionamento do raspador na pedra de afiar 5. Posicionar dedo guia na pedra de afiar 6. Pressão e tração do raspador na pedra 7. Verificação do corte 8. Eliminar rebarbas 9. Estabilize a pedra sob a mesa com a mão esquerda 10. Segure a cureta sobre a pedra (caneta modificada) 11. Ângulo entre a face da lâmina e a pedra entre 100° a 111° 12. O dedo anular desliza sobre a borda pedra para manter a angulação 13. Movimento de tração VERIFICAÇÃO DO CORTE: Colocar a face cortante em uma luz, se tem brilho ela tem corte, se reflete a luz não tem corte. OBS: se refletir não está afiada – se não refletir está afiada; AFIAÇÃO DAS LIMAS: Face coronária Face apical ETAPAS PARA AFIAR LIMAS: 1. Seleção do recurso de afiação 2. Empunhadura da peça 3. Apoio da lâmina numa base fixa 165 4. Posicionamento da peça na lamina do raspador 5. Movimento da peça para afiar 6. Retificação da face apical da primeira lâmina 7. Arredondar as pontas de cada corte 8. Teste de corte CONTROLE QUÍMICO DO BIOFILME SUPRGENGIVAL FEITO PELO PACIENTE A prioridade é o controle Mecânico. Escovas multicerda e instrumento interproximal. QUANDO UTILIZAR CONTROLE QUÍMICO: Inaptidão motora Deficiência física Deficiência mental Pós cirúrgicos odontológicos Impossibilidade de controle da placa devido a condições agudas manifestadas no periodonto Pobre higienização bucal: falta de cuidado e/ou motivação, especialmente em áreas interproximais PROPRIEDADE DOS AGENTES QUÍMICOS: Podem sofrer alterações com as variações de fórmulas, mesmo que contenham o mesmo princípio ativo. Substantividade Eficácia Efetividade Segurança Estabilidade AGENTES QUÍMICOS: Enzimas Agentes Oxigenantes o Água oxigenada Halogênicos o Cloro o Iodo o Flúor Produtos naturais o Sanguinarina o Própolis o Malva Compostos quaternários de amônia o Cloreto de cetilpiridínio Compostos Fenólicos o Óleos essenciais Timol Eucaliptol Mentol Salicilato de metila o Triclosan Sais Metálicos o Cobre o Zinco o Fluoreto estanhoso Clorexidina PERFIL DE CONSUMO DOS AGENTES QUÍMICOS PARA A HIGIENE BUCAL: De 1992 a 2007 o aumento do uso de colutórios no Brasil foi de 2.277%. 166 Última década aumento o uso regular (aproximadamente um terço da amostra – dos estudos realizados na ULBRA e na UFRGS. De 2002 a 2007 – aumento de 190% no investimento em marketing feito pelas empresas. Propaganda influencia a escolha e a noção da função do colutório – 60% tomaram conhecimento dos colutórios pela televisão, 40% através de dentistas e 19% de outras formas – O Cirurgião Dentista deve se impor como agente norteador. Hálito e limpeza dos dentes foram as funções mais pontadas na última pesquisa. Apelos comercial não medicamentoso – colabora para uso eventual com posologia inadequada, tornando ação ineficaz. Infelizmente os dentistas conhecem benefícios mas desconhecem sua efetividade. A maioria das pessoas tem o hábito da escovação associada ao creme dental. É baixo o percentual de indicação do dentista quanto aos produtos utilizados. O preço e o sabor são as principais razões na escolha do creme dental no cotidiano destes indivíduos. O consumo de colutórios e dentifrícios é elevado. Relacionar propriedades das fórmulas x diagnóstico x capacidade motora e motivacional do paciente. Processo de informação continuada baseado em evidências científicas. Inserir o paciente no processo e acompanhar o tratamento. Conhecimento dos pacientes tem relação com odontologia, mas suas atitudes refletem mais influência do marketing. AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS COADJUVANTES: Controle do biofilme supra é decisivo na formação do biofilme subgengival Agentes químicos podem ser utilizados na prevenção e tratamento destas Indicação de uso dos mesmos concomitante ao controle mecânico Triclosan Fluoreto estanoso Óleos essenciais Cloreto de cetilpiridinio 0,07% ou 0,075% ou ainda associado à clorexidina em baixa concentração SOLUÇÕES / DENTIFRÍCIOS COM TRICLOSAN (apenas em dentifrício): Colgate Total 12 Sensodyne Total Prevent Dentifrício: evita a inserção de mais um produto na Higiene Bucal na rotina dos pacientes. Adicionado ao copolímero (Gantrez) peara aumentar retenção e/ou ao citrato de zinco para aumentar capacidade antimicrobiana. Associação com o copolímero (Gantrez) melhores resultados (Colgate) Auxilia no controle do biofilme supragengival e apresenta atividade anti-inflamatória (menores índices de sangramento gengival). SOLUÇÕES DE ÓLEOS ESSÊNCIAIS: MENTOL, TIMOL E EUCALIPTOL: Listerine Sorriso Herbal Redução de gengivite em torno de 30% Redução de gengivite proximal em pacientes sem uso de fio dental Grande concentração de álcool (21,6%) Forte sensação de queimação durante o uso 167 Melhor comprovação científica do possível potencial co-carcinogênico para indica-lo como coadjuvante. Listerine sem álcool – estudos não observam efetividade clínica. SOLUÇÕES DE CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO: Cepacol Oral B Sorriso Reach Plax – sem álcool Maios concentração 0,05% baixa Substantividade (3/5h; bochechos a cada 5/6h) e resultados inconsistentes. Atividade antimicrobiana semelhante a clorexidina, mas efeito clinico deficiente. Manchamento dose-dependente. Sem benefício adicional em relação ao dentifrício convencional. Concentração de 0,07% ou associado a clorexidina – estudos mostrando bons resultados! O SEGUNDO INDISPONÍVEL NO MERCADO NACIONAL. FLUORETO ESTANHOSO, ZINCO E COBRE: Vários dentifrícios com fluoreto estanhoso e citrato de zinco Efeito antiplaca do fluoreto estanhoso semelhante ao triclosan. Citrato de Zinco útil quando combinado ao triclosan e é anticálculo. Sulfato de cobre é agente forte, agente substitutivo – resultado semelhante a clorexidina, com efeitos adversos como manchamento de dentes, mucosas e gosto desagradável (metálico), sensibilidade ao cobre – potencialmente alérgeno e toxicidade cumulativa (limita o uso). QUANDO UTILIZAR AGENTES COMO COADJUVANTE AO CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL? 1- Pacientes com dificuldades no controle mecânico de placa – destreza e/ou motivação: triclosan com copolímero ou fluoreto estanhoso ou colutório com óleos essenciais com álcool ou com cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 0,075%. 2- Pacientes com modificações na resposta a presença de placa (ex.: hormônios): triclosan com copolímero ou fluoreto estanhoso ou colutório com óleos essenciais com álcool ou com cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 0,075%. DENTIFRÍCIO OU COLUTÓRIO? Acompanhamento profissional e monitoramento do controle mecânico e necessidade do controle químico coadjuvante: Cuidado para o paciente não superestimar a capacidade dos agentes químicos. AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS SUBSTITUTIVO: CLOREXIDINA: Incapacidade temporária ou permanente de realizar o controle mecânico. Padrão ouro para substitutivo. Utilizada como colutórioou gel (palitos). Profilaxia remove o manchamento dos dentes mas não das mucosas. Solução para bochecho deve ser usada para controle substitutivo – uso temporário. Gel pode ser usado como controle coadjuvante em locais específicos (devido aos efeitos adversos) – uso permanente. AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: CLOREXIDINA SOLUÇÃO: Periogard (0,12%) o Com e sem álcool Noplak (0,12%) 168 Paradontax (0,2%) Flúor piora a ação Peroxidin (0,12%) CLOREXIDINA GEL: Manipulação 1% Álcool presente pode contraindicar a prescrição de enxaguatórios com clorexidina: Pacientes com mucosite, imunocomprometidos ou naqueles submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço; Pacientes com lesões bucais autoimunes; Pacientes em tratamento de alcoolismo; Crianças; Mulheres grávidas; Lactantes; Pacientes que não utilizam substâncias com álcool, com base em razões sociais ou religiosas; QUANDO UTILIZAR AGENTE COMO SUBSTITUTIVO TEMPORÁRIO? 1. Processos agudos do periodonto 2. Dor gengival pós raspagem periodontal dificultando controle mecânico 3. Pós-cirúrgico periodontal e/ou bucofacial 4. Impossibilidade temporária de controle mecânico: pacientes hospitalizados, CTI (Centro de Terapia Intensiva), imobilização intermaxilar, etc. 5. Pacientes com doenças graves (leucemias, HIV, fazendo radioterapia) e pacientes transplantados com doença periodontal – clorexidina sem álcool 6. Durante o tratamento de pacientes com alta atividade cariogênica (após IHB e alteração da dieta) QUANDO UTILIZAR AGENTE COMO SUBSTITUTIVO PERMANENTE? Impossibilidade permanente de controle mecânico: o Pacientes hospitalizados, CTI, geriátricos acamados ou terminais. QUANDO UTILIZAR AGENTES COMO COADJUVANTES PERMANENTES? 1. Lesões de furca com unitufo (I e II) ou interdental (III) - Gel de clorexidina 1% (0,5 – 2%) 2. Pacientes especiais, com dificuldade motora grave como deficientes físicos, mentais e Parkinson – Se houver risco a cárie ou Doença Periodontal * Se possível priorizar a escovação mecânica por um responsável e dar uso do gel – uma vez ao dia. Acompanhamento profissional e monitoramento da presença de inflamação e efeitos adversos Verificar se o paciente está seguindo o tratamento COMO PRESCREVER OS DIFERENTES AGENTES QUÍMICOS COADJUVANTE: CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL: Dentifrício com Triclosan (com copolímero ou citrato de zinco) ou Fluoreto estanhoso: em todas as escovações. Colutórios com óleos essenciais com álcool ou cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 0,075% Gel de clorexidina (0,5 a 2%): 1x ao dia CÁLCULO: Pirofosfato de sódio ou citrato de zinco: em todas as escovações 169 HALITOSE: Acetato de zinco (0,1 a 0,2%): 2x ao dia (12/12h) SUBSTITUTIVO: CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL: Clorexidina (0,12 ou 0,2%, 15 ou 10ml – preferencia 0,12%): 2x ao dia, de 12/12h Sulfato de cobre (0,08//5, 10ml): 2x ao dia (12/12h) DESUSO O conhecimento do profissional sobre controle químico, bem como o entendimento das diferentes situações clínicas, são essenciais para identificar corretamente a necessidade de utiliza-lo selecionando adequadamente a substância EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA OBJETIVO: Identificar os fatores modificadores da gengivite e como os mesmos interferem na patogênese da gengivite. Identificar os fatores de risco a periodontite e como os mesmos interferem na patogênese da periodontite. EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA DA GENGIVITE: Doenças Gengivais o Induzidas por placa dental o Não induzida por placa Nome Uso tópico Clorexidina 0,12% --------------------210ml Bochechar 15ml da solução, durante 1 minuto, de 12/12 horas, por 7 dias. Não diluir, não engolir e dar 30 minutos de intervalo com a escovação. Assinatura Local e data CRO Saúde Gengivite Periodontite Fatores modificadores – alteram a expressão clínica da gengivite Suscetibilidade do Hospedeiro Fatores de risco – aumentam a possibilidade de desenvolver periodontite, aumentam a progressão e severidade da mesma. Biofilme Supragengival Biofilme Subgengival 170 Periodontite Crônica Periodontite Agressiva Periodontite como manifestação de Doenças Sistêmicas Doenças Periodontais Necrosantes o Gengivite ulcerativa Necrosante (GUN) o Periodontite Ulcerativa Necrosante (PUN) Abscessos do Periodonto o Abscesso Gengival o Abscesso Periodontal o Abscesso Pericoronal Periodontite associada com Lesões Endodônticas o Lesões Endoperiodontais Condições e deformidades de desenvolvimento ou adquiridas DOENÇAS GENGIVAIS: INDUZIDAS POR PLACA DENTAL: Gengivite associada somente a placa dental Gengivite modificada por fatores sistêmicos: o Gengivite pré-puberal o Gengivite modificada pelo ciclo menstrual o Gengivite modificada pela gravidez (gengivite e/ou granuloma piogênico) o Gengivite modificada pela Diabetes (não controlada) o Gengivite associada a Leucemia Gengivite modificada por medicamentos: o Aumento gengival influenciado por drogas (Ciclosporina, Fenitoína, bloqueadores de canal de cálcio – Nifedipina, Oxidipina) o Gengivite modificada por contraceptivos orais Gengivite modificada por Má Nutrição o Gengivite modificada por deficiência de ácido ascórbico Gengivite modificada pelo Fumo (alto IPV e baixo ISG) GENGIVITE MODIFICADA POR FATORES SISTÊMICOS: FATORES HORMONAIS: Gengiva é o tecido alvo para ação dos hormônios esteroides Afetam ceratinização do epitélio Modulam respostas vasculares: maior dilatação e permeabilidade capilar Redução da função de neutrófilos, anticorpos e linfócitos T Interferem na renovação do tecido conjuntivo Interagem com mediadores inflamatórios CICLO MENSTRUAL: Lesões hemorrágicas avermelhadas têm sido descritas antecedendo a menstruação. Não há comprovação de maior prevalência de inflamação clinicamente visível associada ao ciclo menstrual. Observado em mulheres, com gengivite preexistente, o aumento da inflamação e do fluido gengival. 171 PUBERDADE: Resposta inflamatória exagerada à presença de biofilme, devido aos altos níveis hormonais (estrogênio e testosterona); Aumento da inflamação gengival próximo a puberdade sem alteração nos níveis de biofilme; O controle de placa reduz a severidade da gengivite, que é reversível; GRAVIDEZ: Resposta exagerada modulada pelas alterações nos hormônios endógenos mais prevalentes no segundo e terceiro trimestre da gravidez, apesar dos mesmos índices de placa; O controle da placa reduz a severidade da gengivite; Pode ocorrer o granuloma gravídico em 10% dos casos; DIABETES: Função reduzida dos Polimorfonucleares (PMN); Aumento na liberação de Citocinas pelos Monócitos / Macrófagos; Maior atividade das MMP com maior destruição do colágeno; Disfunções variam conforme o controle metabólico; Quando bem controlados os níveis de glicose, não há o aumento no risco às doenças periodontais; Evidências mostram que a Diabetes Tipo I, em crianças, está associada a uma resposta exagerada do tecido gengival ao biofilme dental; Alteração na expressão clínica inflamatória da gengivite; Em adultos, há comprovação da associação de Diabetes, especialmente tipo II, com Periodontite; LEUCEMIA: Há evidências demonstrando exacerbação do quadro clínico inflamatório gengival em pacientes com leucemia; Edema, vermelhidão, coloração azulada, sangramentoespontâneo, aparência esponjosa e vitrificada da gengiva; A placa pode não ser necessária para estas manifestações Sangramentos persistentes e inexplicáveis – trombocitopenia, deficiência plaquetária, leucemia; GENGIVITE MODIFICADA POR MEDICAMENTOS: O aumento de volume gengival torna-se um importante fator retentivo de placa; O tratamento deve envolver a substituição da medicação, quando possível; Remoção do biofilme evita ou reverte o crescimento gengival; Pode ser necessária excisão cirúrgica; Pode haver recidiva, especialmente em pacientes com inadequado controle do biofilme; NIFEDIPINA, FENITOÍNA E CICLOSPORINA: Presença de inflamação gengival e aumento do biofilme dental exacerbam o crescimento gengival; Mais comum na região anterior e em pacientes jovens; Alteração na forma e no tamanho papilar, após pode ocorrer envolvimento da gengiva marginal e inserida; Não há relação com PI, mas o aumento de volume gengival pode estar sobreposto a uma periodontite; A prevalência da hiperplasia gengival relacionada ao uso de medicamentos depende: Dosagem e duração da terapia Situação periodontal prévia Idade do paciente Componente inflamatório Predisposição genética RAP, Instrução de Higiene Oral, Controle químico, Rasub e troca da medicação. 172 BLOQUEADORES DE CANAIS DE CÁLCIO – NIFEDIPINA E VERAPAMIL: Medicamento anti-hipertensivo; Prevalência de aumento de volume gengival é de 20%; O controle da placa reduz a severidade do crescimento gengival; Substitutos: inibidores da ECA (Captopril, Enalapril, Lisinopril, Benazepril, Fosinopril, Cilazapril, Ramipril, Quinapril, Perindopril, Trandolapril, Delapril); FENITOÍNA, DILANTIL-HIDANTOÍNA: Anticonvulsivante: epilepsia e outros distúrbios neurológicos, incluindo depressão; Efeito colateral: aumento de volume gengival, em 3 a 65% dos usuários; Pacientes com bom controle de placa apresentam menor severidade de hiperplasia; Substitutos: Valproato sódico, Vigabartim, Carbamazepina; CICLOSPORINA: Imunossupressor: Transplante, doenças autoimunes (psoríase severa, Artrire reumatoide ou Diabete tipo I); Efeito adverso: aumento de volume gengival em 30 a 50% dos usuários; O controle de placa reduz a severidade do aumento de volume gengival; Uso combinado com Nifedipina – potencializa os efeitos; Substituto: Tacrolimus; CONTRACEPTIVOS: Plausibilidade biológica semelhante à da gravidez; Menor nível de hormônios – efeitos menos acentuados; O risco depende da formulação usada e tempo de uso; Contraceptivos atuais tem baixas dosagens hormonais – maioria dos estudos não observa relação; Resultados de estudos anteriores (décadas de 60 e 70) utilizavam contraceptivos com altas dosagens de hormônios gestacionais; Um único estudo atual mostrando associação entre contraceptivos e maior prevalência de gengivite; GENGIVITE MODIFICADA POR MÁ NUTRIÇÃO: Pacientes com deficiência de vitamina C desenvolvem o escorbuto, que está associado a maior prevalência de inflamação da gengiva marginal; Deficiencia nutricional grave, pouco comum nos dias de hoje; Em populações muito carentes e indivíduos subnutridos (como alcoólatras) não se pode descartar esta possibilidade, se a inflamação gengival não for compatível com a quantidade de placa visível; GENGIVITE MODIFICADA PELO FUMO: Pacientes fumantes tem incidência muito maior de GUN; Aparência clínica da gengiva é menos avermelhada e edemaciada e mais “fibrótica”; Menor prevalência e severidade de gengivite e menor quantidade de fluido crevicular gengival em fumantes, comparado com não fumantes com a mesma quantidade de placa; Menor número de vasos sanguíneos em lesões inflamatórias de fumantes; CONSIDERAÇÕES FINAIS: A identificação dos fatores modificadores e do perfil individual de cada paciente é um meio de prevenção e tratamento de grande importância; O entendimento dos fatores modificadores permite uma melhor compreensão da prevalência e severidade da gengivite; Abordagem profissional; 173 EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA DA PERIODONTITE RISCO: Probabilidade de um evento ocorrer em um determinado espaço de tempo. FATOR DE RISCO: Fatores ambientais, comportamentais ou biológicos, confirmados por estudos longitudinais, que, quando presentes, aumentam a probabilidade de ocorrência da doença, e, se ausentes ou removidos, reduzem esta probabilidade. INDICADOR DE RISCO: Quando um fator ainda está sendo estudado e ainda não está claro se realmente existe relação causal entre exposição e doença. FATORES / INDICADORES DE RISCO: Associado com maior prevalência, extensão e severidade de doença periodontal; Fumantes pesados (+7.300 carteiras): 8x maior risco a periodontite generalizada grave; Maior risco de progressão de perda de inserção e perda dentária, mesmo em indivíduos com bom controle de placa; FUMO: Modificação da microbiota local; Modificação da função de diversas células do sistema de defesa do hospedeiro: quimiotaxia dos neutrófilos; Redução da microcirculação sanguínea periférica; DIABETES: Diabéticos apresentam maior risco de destruição periodontal que não diabéticos; Em geral: diabéticos não controlados 3x mais chance; Periodontite deveria ser considerada a sexta complicação do diabetes; Maior prevalência de abscessos periodontais; Diabéticos apresentam pior resposta a terapia periodontal; Indivíduos com periodontite tem pior controle glicêmico que indivíduos com saúde periodontal – via dupla. Hiperglicemia pode afetar a microbiota: maior prevalência de periodontopatógenos; Prejuízo na função dos neutrófilos (defeito na quimiotaxia e fagocitose reduzida); Excessiva liberação por monócitos de Interleucinas, prostaglandinas e FNT-α; Danos vasculares e espessamento do endotélio – prejuízo na passagem de células de defesa; Degradação do colágeno aumentada; Menor desenvolvimento de macrófagos associados ao reparo; Redução no crescimento, proliferação e atuação dos fibroblastos; Diminuição da síntese de colágeno pelos fibroblastos; Modificáveis Fumo Diabete Microbiota específica Obesidade Alcool Condição socioeconômica Não Modificáveis Idade Sexo Raça/Etnia Polimorfismos genéticos 174 * Via dupla: Diabete influencia na Doença periodontal e a Doença Periodontal também influencia na Diabete. MICROBIOTA ESPECÍFICA: Algumas espécies têm sido identificadas como possíveis fatores causais da periodontite: Porphyromonas gingivalis Tanerella forsythia Treponema denticola Aggregatibacter actinomicetemcomitans INDICADORES DE RISCO: FATORES GENÉTICOS: Polimorfismos Genéticos o Caráter hereditário nas agressivas (agregação familiar e gêmeos) e crônica 50% o Polimorfismos relacionados a interleucina-1 e imunoglobulina NÍVEL SÓCIO-ECONÔMICO: Como isso se explica? Acesso a recursos e oportunidades que poderiam promover prevenção e comportamentos mais favoráveis a saúde. ÁLCOOL: O consumo de álcool é bastante frequente na população, principalmente adulta e do gênero masculino; O álcool já é considerado um fator de risco para outras patologias da cavidade bucal: câncer bucal; Em estudos transversais: efeito dose-resposta; OR de 1,7 para >20 doses por semana * Quanto mais bebida, maior a chance de ter Doença periodontal e Perda de inserção. Diabetes Alterações vasculares Resposta imune e inflamatória alterada Periodontite Liberação crônica deFNT e outras citocinas Ação alterada da insulina Alteração Metabólica Tratamento periodontal pode refletir em melhor controle glicêmico do paciente diabético e redução da necessidade de insulina Interferem na resposta imune inflamatória RENDA EDUCAÇÃO DOENÇA PERIODONTAL 175 OBESIDADE: Alterações de metabolismo gerada pelo tecido adiposo: elevação da produção de Citocinas pró-inflamatórias. Plausibilidade biológica: Estado hiperinflamatório; Resistência à insulina; PERIODONTITE COMO MANIFESTAÇÃO DE DOENÇAS SISTÊMICAS: Estudo da influência das doenças periodontais nas condições sistêmicas. DOENÇA PERIODONTAL PODE TER INFLUÊNCIA NA SAÚDE GERAL DOS INDIVÍDUIOS: Dificuldade no controle glicêmico do diabético Doenças cardiovasculares / aterosclerose Parto prematuro e bebês de baixo peso Doenças pulmonares PLAUSIBILIDADE BIOLÓGICA: Efeitos diretos das bactérias; Efeitos indiretos das bactérias; Predisposição genética: monócito hiperresponsivo; Fatores de risco comuns; Resposta inflamatória sistêmica de baixa intensidade MECANISMOS DIRETOS: A cavidade oral é colonizada por mais de 700 espécies bacterianas, e a bacteremia oriunda da cavidade oral pode ocorrer durante a salivação e escovação; Os patógenos periodontais podem ser encontrados em placas ateromatosas de humanos; 80% das 50 espécimes da carótida foram positivas para pelo menos 1 ou mais dos seguintes patógenos: A Actinomycetecomitans, T forsythia, P gingivalis e P intermédia; MECANISMOS INDIRETOS: A inflamação periodontal está associada com o aumento de mediadores inflamatórios, incluindo proteína C- Reativa, TNF-α, IL-1β, IL-6 e IL-8; FATORES COMUNS: Associação entre obesidade e periodontite PERIODO NTITE Osteopo rose Diabete Doenças renais crônicas Artrite Doenças cardiova scularesParto prematu ro e bebê de baixo peso Doenças respirat órias Síndrom e metaból ica Apnéia do sono Câncer Depress ão Hipercol esterom ia Alzheim er Disfunçã o erétil 176 A periodontite e as doenças cardiovasculares, a diabete, o nascimento de prematuros de baixo peso e as doenças respiratórias são de etiologia multifatorial, que apresentam alguns fatores de risco comuns, como: Diabete Hábito de fumar Sexo Condições socioeconômicas Idade Obesidade Álcool Possivelmente o estresse CONSIDERAÇÕES FINAIS: A identificação dos fatores de risco e do perfil individual de cada paciente são um meio de prevenção e tratamento de grande importância; O entendimento dos fatores modificadores permite uma melhor compreensão da patogênese das periodontites; O conhecimento da relação das Doenças Periodontais com condições sistêmicas merece adequada atenção, no entanto, deve-se ter cautela na avaliação das evidências disponíveis; PLANO DE TRATAMENTO DE PERIODONTITE QUAL A PREVALÊNCIA, GRAVIDADE E EXTENSÃO DE PI? GRANDE NUMERO DE INDIVÍDUOS com PI leve a moderada e PEQUENO número de indivíduos com PI severa Maior percentual de sítios com MENOR PI e MENOR percentual de sítios com MAIOR PI IMPLICÂNCIA NO TRATAMENTO? Grande demanda de TTO, maior prevalência de pacientes com doença menos severa QUAIS AS CONSEQUENCIAS DE NÃO TRATAR A PERIODONTITE? Perda do suporte periodontal Retração Gengival Hipersensibilidade dentinária cervical Problemas estéticos Mobilidade dentária Perda de função – não consegue mastigar Perda dentária OBS: A seqüela da periodontite é irreversível, embora a periodontite tenha TTO – importância do diagnostico precoce. Perda de estrutura interproximal grande, não possui chance de reconstruir periodonto. QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA PERIODONTITE? Paralisação da perda de inserção – alcançado a partir de um adequado controle do biofilme subgengival; POR QUE O TRATAMENTO DA PERIODOTITE É BASEADO NO CONTROLE DO BIOFILME SUBGENGIVAL? Etiologia bacteriana – TRATAMENTO voltada para causa e não para as conseqüências POR QUE O CONTROLE MECANICO DESTE BIOFILME É PRIORITARIO AO USO DE ANTIBIÓTICOS? Não consegue agir enquanto não destruir fisicamente, não atinge o interior do biofilme sem ele ser desorganizado O QUE É NECESSARIO PARA ATINGIR O OBJETIVO DO TRATAMENTOO DA PERIODONTITE? Remoção do biofilme subgengival Manutenção do controle do biofilme supragengival pelo paciente – binômio paciente – profissional Tratar os fatores de risco modificadores – fumo e diabetes, pioram a resultado do TTO TRATAMENTO DAS PERIODONTE 2ª FASE DO TRATAMENTO 177 Ao termino do TRATAMENTO da gengivite avaliar... Resposta ao tratamento da gengivite. Nnecessidade de TTO subgengival – confirmação do diagnóstico de periodontite. Exame intermediário. EXAME INTERMEDIARIO – SUCESSO NO TTO DA GENGIVITE - PROVA IPV – ou ISG – ou FRP – ou PS pois reduz o edema, quando presente SS, pode ser negativo, pois era somente gengivite. Pode ser igual por ser periodontite. Pode reduzir pois tem áreas de gengivite e outras de periodontite PI, não se altera depois do TTO da gengivite, quando reduz provavelmente é um problema do exame Lesão de Furca, fica igual OBS: Após o tratamento da periodontite, a gengiva volta a aderir e forma epitélio juncional, reduz profundidade de sondagem e reduz perda de inserção. NÃO FORMA OSSO O EFEITO DA PLACA SUPRAGENGIVAL NA DOENÇA PERIODONTAL Na redução da PS: 40% das bolsas com 4-6mm, reduziram para 1-3mm 50% das bolsas com > = 7mm, reduziram para 4-6mm OBS: As bolsas mais profundas reduzem, isso vai fazer com que aumente o número de bolsas mais rasas, pois tratando as bolsas mais profundas, ficarão no paciente, um número maior de bolsas rasas Na redução do sangramento à sondagem: Ausência de sangramento subgengival em: 85% das bolsas de 1-3mm 50% das bolsas de 4 – 6 mm 25% das bolsas >= 7mm OBS: Quanto mais rasa a bolsa, mais provável de ela ser da gengivite e não da periodontite. FUNDAMENTAL tratar a gengivite antes da periodontite. Por que em 80 a 90% rasas que tratei, talvez não tivesse necessidade de tratamento. CONCLUSÕES: 178 A distinção entre sangramento gengival e subgengival é feita depois de finalizada a fase de controle do biofilme supra gengival (tratamento da gengivite); A ausência de sangramento subgengival após o controle do biofilme supragengival é altamente prevalente em bolsas rasas (1 a 3 mm); A PS da distal do último molar é sempre maior porque o dente está menos erupcionado. O EFEITO DO CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL NOS PARAMETROS CLINICOS E MICROBIOLOGICOS SUBGENGIVAIS: Comparou antes e depois do controle supra e paciente fumantes e nunca fumantes 50 pacientes (25 fumantes e 25 não-fumantes) Gengivite e periodontite crônica moderada ou avançada Exame periodontal completo Coleta de fluido e amostra microbiológica CONCLUSÕES: O controle de placa bacteriana supragengival determina alterações clínicas relevantes supra e subgengival Esse benefício também é observado em relação a microbiotasubgengival, determinando reduções significativas nu número de bactérias Ambos os grupos, nunca fumantes e fumantes, beneficiam-se d controle supragengival QUAL A INTERFERENCIA DO TTO DA GENGIVITE NA 2ª FASE DO TRATAMENTO PERIODONTAL? Paciente orientado quanto à etiologia da doença e quanto aos auto cuidados na HB ausência de placa visível e de inflamação gengival Condiçõesfavoráveis para o diagnostico das necessidades de TTO subgengival – evita sobretratamento Tratamento subgengival facilitado pela redução do edema, diminuição da OS e do sangramento gengival O controle do biofilme supragengival leva a redução do biofilme subgengival Melhor prognostico do TTO da periodontite devido ai controle do biofilme supragengival pelo paciente EXAME INTERMEDIARIO – INSUCESSO NO TTO DA GENGIVITE IPV = ISG = FRP PS SS PI Lesão de furca OBS: Porque não vai adiante ao exame intermediário se o paciente apresentar IPV e ISG sem modificação do exame inicial? Pois não conseguirei diagnosticar periodontite da forma correta. OBS ²: ISG não consegue definir se SS realmente é SS ou derivado do ISG. OBS³: Existem justificadas para o tratamento periodontal ser executado em duas fases. RETRATAMENTO DA GENGIVITE Avaliar como estava o controle de placa durante o tratamento (IPV e ISG) Sabe controlar: deplacagem intrasulcular com curetas e motivação 179 Dificuldade motora retratamento em mais sessões – Melhorar treinamento, associada a tratamento de outras necessidades TRATAMENTO ASSOCIADOS AO RETRATAMENTO DA GENGIVITE: Exame subgengival e RASUB em áreas com ISG – e SS+ Endodontias Restaurações Associados a Deplacagem intrasulcular com curetas e IHO!!!!! Não isolados!!! EXAME INTERMEDIARIO: Somente gengivite Alta Periodontite 2ª fase do tratamento, controle do biofilme subgengival; APÓS AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXAME INTERMEDIÁRIO: Confirmar diagnostico de periodontite; Confirmar plano de tratamento e, se necessário, modificá-lo; Reavaliação do plano de tratamento; Rever os critérios utilizados para a sua confecção; Elaborar novo plano de tratamento. COMO AVALIAR A NECESSIDADE DE TRATAMENTO DA PERIODONTITE? Com SS e sem ISG Avaliar planejamento protético Fundamental para decidir dentes que serão mantidos PLANEJAMENTO PROTETICO: Moldagem e confecção dos modelos de estudo Planejamento protético Analisar valor estratégico dos dentes COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DA PERIODONTITE? Desorganização do biofilme sub, facilitando a cicatrização; RASUB – TRATAMENTO de eleição; Raspagem radicular com acesso cirúrgico ao biofilme radicular; Antibióticos – locais ou sistêmicos; Terapia fotodinâmica. INSTRUMENTAL PARA RASUB: Instrumental para exame: Sonda periodontal e exploradora Odontoscópico Sonda Nabers Pinça clinica 180 Seringa Carpule Pedra e limas para afiar instrumental Limas periodontais: permitem que as porções mais apicais da bolsa sejam atingidas, com o mínimo de traumatismo dos tecidos. LIMAS HIRSCHFELD – bolsas mais estreitas: 3/7 (VPL de todos os dentes e MD com apoio indireto) 5/11 (MD posteriores e PL dos anteriores) LIMAS DUNLOP – bolsas mais amplas: 1 /2 (MD posteriores e PL dos anteriores) 3/7 (VPL de todos os dentes e MD com apoio indireto) GRACEY MINI-FIVE – acesso subgengival com o mínimo de traumatismo nos tecidos: 1-2 ou 3-4 para anteriores 11-12 mesial de posteriores 13-14 distal de posteriores CURETAS PADUA LIMA/COLUMBIA: Áreas de concavidades radiculares e furcas 1-2: VMS e VLMI 3-4: MMS e PMS 5-6: DVMS e VLMI ROTINA DA RASPAGEM RADICULAR: ANESTESIA: Sensibilidade do paciente dificulta o tratamento Mesma anestesia que aplicamos para fazer exodontia ISOLAMENTO RELATIVO: Campo seco: melhor visibilidade e melhor apoio MAPEAMENTO DA BOLSA: Anatomia dentária radicular: furcas, concavidades Anatomia da bolsa: estreita ou ampla e delineamento da crista óssea Quantidade de cálculo subgengival: programar RASUB e comparação pós-raspagem RASPAGEM COM LIMAS E CURETAS MINI-FIVE (Depende da anatomia da bolsa): Grande amplitude e baixa frequência: Alisamento com curetas mini-five e limas (se necessário pela anatomia) Baixa amplitude e alta frequência: Avaliações da lisura com sonda periodontal ATÉ ONDE RASPAR? Remoção de cálculo não é o mais importante 181 Desorganização do biofilme subgengival Lisura da superfície radicular Maior certeza da remoção do cálculo e, por consequência, do biofilme depositado sobre ele Forma de avaliarmos a necessidade de retratamento na ausência de cicatrização IMPORTÂNCIA DO PLANO DE TRATAMENTO: Estratégia de abordagem do caso individualizada Planejamento das consultas e rotina de casa consulta Para que o paciente saiba: Duração do tratamento Custo do tratamento COMO ORGANIZAR O PLANO DE TRATAMENTO DA PERIODONTITE? Urgência – sempre em primeiro lugar Conveniência – anatomia radicular e acesso ao dente Severidade – maior perda de inserção COMO AVALIAR A DIFICULDADE DESTE TRATMENTO E ESTABELECER O NÚMERO DE CONSULTAS NECESSÁRIAS? Grau de dificuldade da RASUB: Grande profundidade de sondagem Acesso ao dente Envolvimento de furca Número de raízes e anatomia radicular Mobilidade (necessidade de contenção) Lesão endo-periodontal (1º endodontia) Anestesia necessária (= da exodontia) Destreza profissional EXEMPLO: IPV e ISG de toda boca Deplacagem com curetas intra-sulcular das áreas tratadas e com ISG+ e reforço de HO RASUB do 17, 16, 15 Deplacagem profissional de toda a boca Aplicação tópica de flúor, pois este paciente apresenta hipersensibilidade dentinária e/ou atividade de cárie AO FINAL DO TRATAMENTO SUBGENGIVAL: Após 30 dias: Reavaliação supragengival – monitoramento HO Após 60 dias: Reavaliação supragengival – monitoramento HO e subgengival – a cicatrização subgengival já pode ter ocorrido Após 90 dias: Reavaliação supra e subgengival – avaliação da HO e da cicatrização periodontal subgengival Após 120 dias: Reavaliação supra e subgengival – avaliação final da HO e da cicatrização periodontal subgengival para pacientes fumantes, diabéticos ou com periodontite agressiva MPP (alta) 182 OBS: Podemos sondar subgengival a partir de 45 dias, ainda pode haver sangramento, mas não quer dizer que o tratamento não foi eficaz, e sim que ainda não cicatrizou completamente, avaliar novamente na próxima consulta. CONTROLE QUÍMICO E BIOLÓGICO DA PERIODONTITE ´´A placa bacteriana é a responsável pelo início e manutenção das doenças periodontais´´. ´´O acúmulo de placa bacteriana esta intimamente relacionado ao desenvolvimento da gengivite´´. ´´ O acúmulo de placa bacteriana propaga subgengivalmente, podendo causar a periodontite´´. O TRATAMENTO PERIODONTAL VISA: Melhor nos parâmetros clínicos de inflamação e destruição tecidual Redução de microbiota patogênica Restabelecimento de uma microbiota benéfica compatível com o hospedeiro Periodontites: forte componente bacteriano Doença de natureza e com provável especialidade bacteriana para estabelecimento e desenvolvimento Sítios/bolsas ou pacientes continuam a apresentar progressão de doenças Busca de novas alternativas terapêuticas com o objetivo de melhorar a eficácia da terapia periodontal. CONTROLE QUÍMICO DO BIOFILME SUBGENGIVAL: Antibióticos sistêmicos Antibióticos locais Terapia fotodinâmica O uso de antibióticos tem sido aplicado como uma terapia coadjuvante remoção mecânica do biofilme subgengival. - Placa subgengival estrutural com biofilme e precisa ser removido mecanicamente para ser eliminado Uso de ATB após ou concomitante a remoção mecânica do biofilme 1. Placa subgengival como biofilme 2. Deve ser removido ao alterado 3. Remoção mecânico do biofilme4. Resposta ineficaz 5. Remoção mecânica do biofilme e antibiótico coadjuvante VIAS DE APLICAÇÃO: Vantagens: ANTIBIÓTICOS SISTÊMICO: Menor custo Alcançar microorganismos fora do sítio ANTIBIÓTICOS LOCAL: Diferentes veículos ATB lentamente liberado dentro da bolsa Utilização de altas doses no alvo da infecção Mínimo efeito adverso 183 Redução da possibilidade de conduzir resistência bacteriana Aplicação pelo profissional (menor dependência da cooperação) Desvantagens: ANIBIÓTICOS SISTÊMICOS ´Lavagem´´ do ATB através o fluido crevicular Diminuição da concentração e benefícios clínicos Custo elevado Incapacidade de atingir outros sítios orais Não fazem parte da realidade clínica do Brasil Difícil manejo ANTIBIÓTICOS LOCAIS Maior ocorrência de efeitos adverso Dificuldade em alcançar concentrações elevadas no fluido Colaboração do paciente ANTIBIÓTICOS LOCAIS: Tetraciclina Minociclina Doxiciclina Metronidazol QUANDO UTILIZAR? Sítios com grande profundidade de sondagem e atividade de doença persistente Doenças agressivas e de rápida progressão Revisões sistemáticas com metanálise demonstrando que o benefício do uso de antibióticos locais não justifica dia aplicação para o tratamento das perioodontites. (Bonito ET AL 2005) Custo benefício da sua aplicação. (Lotufo ET AL 2005) ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: Tetraciclina Amoxicilina Minociclina Doxiciclina Metronidazol Azitromicina Clindamicina CRITÉRIOS PARA UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: Para que um agente antimicrobiano seja efetivo CONHECER OS PATÓGENOS – TESTE MICROBIOLÓGICOS: Devem ser sensíveis a droga Não devem desenvolver facilmente resistência ao antimicrobiano Devem ser expostos a concentrações efetivas da medicação por um adequado período de tempo A droga deve demonstrar pouco ou nenhum efetivo adverso sistêmico ou local QUANDO UTILIZAR ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: 184 Em tratamento das periodontites crônicas Antibióticos sistêmicos no tratamento das periodontites agressivas Processos agudos do periodonto com envolvimento sistêmico (GUN, PUN, Abscessos pericoronal e Periodontal) TETRACICLINA: São inibidores da síntese protéica Apresenta amplo espetro É bacteriostática Não devem ser utilizados para o tratamento das periodontites agressivas por não serem capazes de eliminar a Aa, apesar seu poder anticolagenolítico, que é uma vantagem Não houve diferença na redução de PS entre raspagem com ou sem uso de tetraciclina, pó 13 anos de estudo Ausência de relevância clínica do uso de teraciclina Adicional ganho d inserção (0,41mm) Difícil adesão pelo paciente (uso de 15 a 21 dias) AMOXICILINA: Antibiótico de amplo espectro atua na parede celular bacteriana Atua na parede celular bacteriana Associada ao ácido clavulânico: torna-se resistente as beta lactamases produzidas por bactérias orais – Clavulin Associada ao metronidazol: aumentar o espectro de ação da droga Mais utilizado na Odontologia e está presente em níveis satisfatórios no fluído gengival, sendo de grande interesse na periodontia. ANTIBIÓTICOS NA PERIODONTITE CRÔNICA: AZITROMICINA Bacteriostática Amplo espectro Rapidamente absorvida por leucócitos e fibroblastos, o que a torna muito mais concentrada no sítio de interesse, podendo chegar a 10-100 vezes mais concentrado no tecido do que no sangue É eliminada dos tecidos lentamente o que aumenta seu meia-vida, podendo estar ativa até 10 dias após seu uso. Comodidade do uso: dose diária de 500mg por 3 dias Smitch at AL 2002 mostrou redução significamente menor em OS de 4-5mm e maior 6mm EVIDENCIAS: 46 adultos com periodontite crônica, melhora nos parâmetros clínicos e microbiológicos (Sefton, 1996) 31 fumantes, com periodontite crônica refratária, em 6 meses, melhora clínica similar nos 2 grupos (Mascarenhas, 2005) 12 meses de estudo clínico randomizado 2 grupos receberam raspagem e alisamento radicular e administração de placebo ou azitromicina Controle de placa supragengival por 12 meses 185 Sem diferenças entre os grupos: IPV, ISG Redução de PS, e NIC, nos dois grupos, significativamente maior no grupo teste Diferenças significativas na: PI maior ou menos 1mm no grupo teste (Hass, 2009) METRONIDAZOL: Atua na degradação e inibe a síntese do DNA bacteriano Afeta especificamente a flora bucal anaeróbica estrita, incluindo a P. gingivalis Utilizada principalmente para o tratamento da periodontite agressiva A combinação de metronidazol e amoxicilina vem se mostrando capaz de inibir o A. actinomicetemcomitans Capaz de reduzir PS, mas sem ganho de inserção clínica Reduzir bactérias do complexo vermelho e melhoras nos parâmetros clínicos Bactericida principalmente contra anaeróbios gram – CLINDAMICINA: Droga de escolha pra o tratamento da periodontia em pacientes com alergia a penicilina Mantém-se em altas concentrações no fluído gengival Em alguns estudos o uso da clidamicina teve resultado positivo no tratamento da periodontia, principalmente em bolsas com profundidade maior que 6mm, apesar de não suprimir permanentemente a P. gingivalis ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS NO TRATAMENTO DAS PERIODONTITES AGRESSIVAS: Pobre resposta dessa doença a terapia de RASUB Forte associação de aggregatibacter actinomycetemcomians. Invadir tecidos periodontais e permanecer no sítio após a terapia mecânica. Faltam de ensaios clínicos randomizados e variação de metodologias Associação de amoxicilina e metronidazol: benefício adicional ao tratamento mecânico subgengival Metanálise: 10 ensaios controlados randomizados: uso de ATB levou a um adicional significativo de 0,72mm de ganho de inserção clínica. Evidencias: revisão sistemática: poucos estudos com delineamento adequado CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE USO DE ANTIBIÓTICOS: Existe uma diversidade de antibióticos sistêmicos avaliados na literatura e disponíveis para serem utilizados como coadjuvantes ao tratamento mecânicos padrão. Benefício clínico e microbiológico adicional com uso de antibióticos sistêmicos no tratamento das periodontites. Grande maioria dos casos de periodontite responde de maneira satisfatória ao tratamento mecânico subgengival. O efeito benéfico do uso dos ATBs na redução da OS e ganho de inserção clínica tem relevância clínica questionável – não ultrapassa um adicional de 0,5mm em média. O tratamento padrão de primeira escolha para periodontites crônicas e agressivas ainda é o tratamento mecânico subgengival apenas (RASUB) Verificar efeitos adversos, interações medicamentosas, alergias, condições sistêmicas e hábitos comportamentais 186 Indicados para pacientes que não respondem ao tratamento (verificar condições sistêmicas/diabetes, fumo controle de placa supragengival ruim, raspagem subgengival inadequada, lesões de furca, lesões endo-perios) Antibiograma/amoxicilina + metronidazol ou azitomicina concomitantes ou após RASUB Uso racional....Levar em consideração ecologia bucal, controle mecânico prévio e concomitante dos biofilmes e desenvolvimento de microrganismos resistentes NOVAS ABORDAGENS: 1. Teoria fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) 2. Uso de antimicrobianos e antissépticos Desinfecção da cavidade bucal em estágio único 3. Uso de anti-inflamatórios TERAPIA FOTODINÂMICA: Luz no espectro visível associado a um fotossensibilizador. A ação antimicrobiana dos lasers de baixa potencia só começou a ser efetivamente estudada naúltima década, quando, com o objetivo de causar a morte seletiva das células tumorais, a TFD foi inicialmente idealizada para o tratamento do câncer. Tempos depois a, odontologia passou a utilizá-la com o objetivo de destruir as bactérias envolvidas no desenvolvimento de cárie e da doença periodontal. FOTOSSENSIBILIZADOR: Substancia fotossensível capaz de absorver luz no comprimento de onda específico transformado em energia para excitar o oxigênio molecular FONTE DA LUZ: Capaz de ser absorvida e penetrar no tecido OXIGÊNIO MOLECULAR: Formar espécies altamente reativas com efeito citotóxico Associação de uma fonte de luz e um agente fotossensibilizante, e tem o objetivo de provocar necrose celular e morte microbiana. O efeito antimicrobiano é atingido quando uma luz de baixa potência (laser ou LED) promove o surgimento de substâncias que podem danificar e matar a célula alvo ao desencadear a excitação da droga fotossensibilizadora. Um agente fotossensibilizador ideal deve ser: Biológicamente eficiente Fotoquimicamente eficiente Seletivo Minimamente tóxico aos tecidos normais Rápida eliminação 187 Principais agentes fotossensibilizantes azul de metileno e azul de toluedina O fotossensibilizador, após sua excitação pela fonte de luz e na presença do oxigênio, ao retornar ao seu estado natural, transfere a energia ao substrato, formando moléculas de vida curta e altamente reativas, como o oxigênio singleto. Tais elementos podem provocar sérios danos a microorganismos via oxidação irreversível de componentes celulares como a membrana, mitocôndrias e núcleo. Terapia local Não induz resistência bacteriana Método de redução microbiana com mínimos efeitos colaterais e sistêmicos Método adjuvante ao tratamento periodontal convencional Aumenta o conforto do paciente por ser benéfico nos locais de difícil acesso, reduzindo a necessidade de retalhos, o tempo de tratamento e o risco de bacteremias. A pequena quantidade de estudos clínicos em humanos com TED utilizou diferentes metodologia. Os estudos não possuem padronização dos parâmetros do laser e das concentrações dos fotossensibilizadores empregados. Estes estudos, portanto, revelam resultados confiantes. ANTISSÉPTICOS: Desinfecção da cavidade bucal em estágiosúnico (dtb): Debridamente supra e subgengival realizado em duas sessões em um período de 24 horas, irrigação de todas as bolsas, raspagem da língua e bochechos de clorexidina por 2 semanas. Justificativa: Sítios não tratados constituem-se em reservatórios de patógenos periodontais que podem re-infectar sítios já tratados. Protocolo: 1. Raspagem subgengivais de toda a boca em um período de 24 horas 2. Escovação da língua com gel de clorexidina a 1%, durante 1 min 3. Bochechos com clorexidina 0,2% durante 2 min 4. 3 irrigações subgengivais com clorexidina gel a 1% de todas as bolsas presentes Adicionalmente, todos os pacientes foram instruídos a bochechar solução de clorexidina 0,2% duas vezes ao dia durante 14 dias. Resultados: DTB apresentou vantagens relacionadas aos parâmetros clínicos e microbiológicos em curto prazo Vantagens no grupo de DTB, após 2 meses, mas requer mais estudos Revisões sistemáticas que a DTB e tratamento convencional resultam em melhoras nos parâmetros clínicos perioodontais, sendo os benefícios da DTB inconsistentes. A decisão do tratamento selecionado dependerá da preferência do paciente e conveniência do tratamento escolhido 188 INSTRUMENTAÇÃO ULTRASSÔNICA EM PERIODONTIA Características Gerais: Utilização de ondas sonoras de alta frequência para produzir vibrações em pontos especiais Vibrações entre 15.000 à 50.000 A ação vibratória produz calor (necessita de spray de água) Ultrassom causa aquecimento do dente, sendo importantíssimo o resfriamento da ponta o Jato de água o Clorexidina 0,12% Biossegurança: Aerossol bacteriano patogênico o Estudos encontram sangue no aerossol o Suspensos no ar por até 30 minutos Utilizar EPIs corretamente Vantagens: Remove menos substância dental que a raspagem manual Tempo de trabalho Conforto do paciente e do operador Menos trauma de tecidos moles Irrigação Desvantagens: Textura da superfície após a raspagem Aerossol bacteriano patogênico Pacientes com marca-passo Conclusão: Até o momento não existe evidências científicas que justifique a substituição total da instrumentação manual pela ultrassônica O ultrassom deve ser visto como mais uma opção no tratamento da doença periodontal, agindo como auxiliar da instrumentação manual A instrumentação ultrassônica deve ser complementada com a manual para promover o alisamento radicular LESÕES DE FURCA diagnóstico e tratamento DEFINIÇÃO: São lesões localizadas nas regiões interradiculares de dente multiradiculares (diagnóstico é clinico, não se dá pela radiografia sozinha); Influenciam o plano de tratamento e tratamento periodontal a ser utilizado (dificuldade junto cm PS); Não confere mais doença para o paciente (aumenta muitas vezes número de consulta devida a dificuldade); PROVA Só vai haver furca na perda de suporte periodontal; EPIDEMIOLOGIA: PROVA Mais frequentemente perdidos: MOLARES Perda dentaria por cárie: 1º MOLAR PERMANENTE Perda dentaria por doença periodontal: INCISIVO INFERIOR 189 Observação: Molares com envolvimento de furca são mais frequentemente extraídos que molares com doença periodontal sem envolvimento de furca. CAUSAS DE EXODONTIAS EM MOLARES COM ENVOLVIMENTO DE FURCA: - severidade maior de doença periodontal → envolvimento de furca - cárie - decisão do paciente - decisão do dentista – julgamento ASPECTOS QUE DETERMINAM O PROGNÓSTICO DE EXODONTIA: Presença de lesão de furca Mobilidade Severidade da doença periodontal TERAPÊUTICAS MAIS CONSERVADORAS: Mudança no conceito de tratamento; O que é doença periodontal mudança no manejo das lesões de furca; PROGRESSÃO DA DOENÇA EM AREAS DE FURCA: Fumo e diabetes Biofilme bacteriano subgengival – mesmo desafio microbiano da doença periodontal Mecanismo de defesa do hospedeiro Suscetibilidade genética O QUE É A AREA DE FURCA? Área localizada entre as raízes; Observação: A importância do tamanho do tronco radicular vai determinar a dificuldade. Ex: tronco de 5mm, PI de 3mm, ótimo, pois vai tratar como dente monoradicular. Já um tronco de 3 mm e uma PI de 6mm, já é ruim. Observação¹: Quanto maior a divergência, maior o acesso, mais fácil. Já quanto maior fusão mais dificuldade para a entrada da Sonda Nabers; FUSÃO RADICULAR: União de raízes; Local de difícil acesso; DIVERGENCIA RADICULAR: Raízes separadas; Facilita o acesso; PECULIARIDADES DAS ÁREAS QUE DIFICULTAM O TRATAMENTO: PROVA 190 Presença de projeções de esmalte; Presença de concavidades radiculares → maior proliferação de microorganismos, pois o acesso com instrumental é dificultado; Comprimento do tronco radicular; Morfologia da furca; Acesso difícil para controle do biofilme pelo paciente e profissional; Observação: Esses fatores não causam a doença periodontal e não determinam maior suscetibilidade ou progressão, somente podem dificultar o tratamento. DETERMINANTES DA PROGRESSÃO DE DOENÇA - TRATAMENTO DA ÁREA DE FURCA: É um tratamento mais difícil e menos previsível, porém possível o tratamento; Controle do biofilme subgengival; Controle do biofilme supra gengival; Características do paciente; São maisimportantes do que fatores locais para o tratamento e controle da progressão da doença; ACESSO A LESÃO E SÍTIOS DE SONDAGEM: Molar superior: Furca vestibular – sítio vestibular Furca mesial – Sítio palatino Furca distal – Sítio palatino Molar inferior: Furca vestibular – Sítio vestibular Furca lingual – Sítio lingual 1º pré-molar superior: furca mais associada ao terço apical Furca mesial – Sítio vestibular ou palatino Furca distal – Sítio vestibular ou palatino MOLARES SUPERIORES: Raiz distal e palatina com formato circular e a mesial “ampulheta”; 1º molar → tronco radicular ˂ que o 2º molar; Grau de separação e divergência das raízes: 1° molar > 2° molar > 3° molar; PRÉ-MOLARES SUPERIORES: Cerca de 40% dos pré-molares superiores apresentam 2 raízes; Raízes em formato oitavado (concavidade mesial e distal); 191 MOLARES INFERIORES: Raiz mesial > distal; 1º molar → tronco radicular ˂ que o 2º molar; Grau de separação e divergência das raízes: 1° molar > 2° molar > 3° molar; DIAGNÓSTICO DAS LESÕES DE FURCA – EXAME CLÍNICO: SONDA WILLIAMS: sondagem verifica a perda de inserção vertical; SONDA NABERS: sondagem verifica a perda de inserção horizontal (na área de furca); Quando tem perda de suporte horizontal mas não vertical, lesão de furca não é de origem periodontal, não consigo fazer a sondagem. CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES DE FURCA: GRAU I: perda horizontal de tecido periodontal de suporte não excedendo 1/3 da largura do dente. GRAU II: transpassando 1/3, mas não envolvendo toda a extensão do dente. GRAU III: transpassando de lado a lado na área de furca FATORES ETIOLOGICOS DA LESÃO DE FURCA: Cárie Infecções endodônticas Acidentes durante endodônticas Fraturas radiculares Trauma oclusal Doença periodontal Observação¹: Verificar qual a causa da lesão de furca, para depois fazer o tratamento. Observação²: Não adianta tratar apenas a sequela da doença, tem que conhecer sua origem, a etiologia da doença/lesão para então saber como tratar. DIAGNOSTICO DE LESÃO DE FURCA DE ORIGEM PERIODONTAL (tenho que sondar com sonda nabers): Sondagem clinica periodontal → sonda Nabers; Exame radiográfico interproximal → avaliar perda de suporte de dentes vizinhos; Observação: Só vai conseguir sondar quando for de origem periodontal DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Sondagem periodontal; Teste de sensibilidade pulpar; Radiografia; Verificação de contatos oclusais; Histórico de endodontia ou trauma (carie, acidente, endodontia, fratura, trauma, periodontite); Observação: TRAUMA DE OCLUSÃO NÃO FAZ A MIGRAÇÃO DO EPITÉLIO JUNCIONAL 192 ENDODONTIA: Polpa necrótica: Presença de canais interradicuares levam bactérias, toxinas e produtos de degeneração da polpa necrótica direto ao periodonto de inserção. Causa reação inflamatória levando à destruição do ligamento periodontal e osso alveolar. TRAUMA DE OCLUSÃO: Não modifica e não causa a doença periodontal; Reabsorção crista, reabsorção óssea na área de furca (mas não conseguimos sondar, pois tenho tecido que fica no contorno (epitélio) não tem migração apical do epitélio juncional); Remoção do trauma, tudo volta ao normal; TRATAMENTO PERIODONTAL DE LESÃO DE FURCA: Grau I: RASUB: o Curetas Columbia, Mc Call e Gracey. Limas Hirschfeld e Dunlop. Remoção da placa, cálculo e porções não controladas do cemento; Utilizar curetas e limas; Plastia: o Curetas Columbia e McCall o A plastia de furca é um procedimento que tem como objetivo melhorar a anatomia radicular de furca, para uma melhor adaptação dos tecidos gengivais e para facilitar o controle de placa supragengival pelo paciente. É utilizada principalmente nas furcas vestibulares e linguais, pois o acesso nas superfícies proximais das furcas é frequentemente muito limitado a esse tipo de tratamento. SONDAGEM RADIOGRAFIA DOR OCLUSÃO CÁRIE Não atinge furca Radiolucidez localizada - Não ENDODONTIA No local ou não atinge furca Radiolucidez localizada - Não ACIDENTE FRATURA No local ou não atinge furca Radiolucidez localizada - Não TRAUMA Não atinge a furca Furca e proximais + ou - Contato prematuro PERIODONTITE Em mais sítios e mais dentes Furca e próximas em mais de 1 dente + ou - Pode haver contato prematuro 193 o Intencional dos tecidos dentários buscando uma anatomia mais favorável da área de furca (melhor adaptação dos tecidos e facilitar controle de placa). Grau II e III: RASUB Plastia Tunelização: remove tecido ósseo da área de furca o Grau II profundo e grau III; o Mais frequentemente utilizada em molares inferiores; o Eliminação do defeito e ampliação da área da furca através da remoção de tecido ósseo, mantendo a área de furca radicular; o Aumento do risco de sensibilidade e cárie radicular; o Só faço em grau II profundo porque senão tirarei osso sem necessidade; o Se prescreve flúor, interdental e clorexidina gel; o Essa técnica consiste no alargamento da área da furca através da ostectomia na região inter-radicular, estabelecendo um amplo espaço na região da furca a fim de permitir o acesso para higiene oral e manutenção; Separação radicular: separa uma raiz o Grau II profundo e grau III; o Mais frequentemente utilizadas em molares inferiores; o Eliminação do defeito através da secção da área de furca, separando e mantendo todas as raízes; o Necessitam de endodontia prévia (dor); o Transforma um dente multirradiculados e dois dentes monoradiculados; Ressecção radicular: tira uma raiz o Grau II profundo e Grau III; o Utilizada tanto em molares superiores como inferiores; o Eliminação do defeito através de secção na área de furca e remoção de 1 ou 2 raízes (dependendo da quantidade de perda de inserção); o Necessita de endodontia prévia; SEPARAÇÃO X RESSECÇÃO: o Quantidade de inserção das raízes; o Presença de cárie; o Condições endodônticas; o Acesso HO; OBSERVAR: o Comprimento do tronco radicular o Divergência radicular o Comprimento e formas dos cones radiculares o Raízes fusionadas o Estabilidade de cada raiz 194 o Quantidade de inserção remanescente ao redor das raízes o Valor estratégico para próteses o Acesso para higiene oral Exodontia: o Raízes fusionadas o Dilacerações radiculares o Dentes sem valor estratégico POSSIBILIDADE DE RECONSTRUÇÃO DO PERIODONTO DA AREA DE FURCA: CASO: Condição clínica inicial do dente 37, previamente à realização do preparo básico; Acúmulo de placa bacteriana e presença de supuração MELHOR TERAPIA: SVARDSTROM; WENNSTROM, 2000: Acompanhamento de 222 pacientes (1313) por um período de 8 a 12 anos; 96% dos dentes tratados com RASUB, com ou sem plastia, foram mantidos em função; Por 8-12 anos foram acompanhados; 43% tinha grau II e III; FUGAZZOTTO, 2011: Acompanhamento de 791 molares terapias e 1472 implantes na região de molares por um período de 15 anos Implantes e dentes demonstraram um alto grau de sucesso 195 Aula 22.11.2017 Professora Luciana TRAUMA OCLUSAL E MOBILIDADE DENTÁRIA DEFINIÇÃO E TERMINOLOGIA: Trauma oclusal é o termo utilizado para descrever as alterações patológicas ou modificações adaptativas que ocorrem no periodonto em consequência de forças excessivas produzidas pelos músculos da mastigação. Essas forças podem lesar os tecidos periodontais e a ATM, músculos da mastigação e polpa dental. SINONÍMIA: Oclusão traumática Oclusão traumatogênica Traumatismo periodontal Sobrecarga Trauma de oclusão TRAUMA CAUSA: Mobilidade; Espessamento do ligamento periodontal; Reabsorções; FORÇAS TRAUMÁTICAS: Podem atuar sobre um único dente ou sobre grupo de dentes em contato prematuro; Podem ocorrer em associações com hábitos parafuncionais; Podem ocorrer em conjunto com a perda ou migração de molares ou pré-molares, acompanhada de separação gradual dos dentes ântero-superiores; Os sintomas do trauma oclusal podem aparecer apenas quando a magnitude da carga de oclusão for superior à capacidade do periodonto a volta do dente em suportar e distribuir de modo adequado às forças resultantes, sem alterar a posição e a estabilidade do dente envolvido. CARACTERISTICAS CLINICAS: Hipertonicidade muscular; Mobilidade aumentada; Migração dentaria; Dores musculares; Dor dentaria a mastigação; Dor a percussão; Desejo de apertar os dentes; CARACTERISTICAS RADIOGRAFICAS: Aumento do espaço do ligamento periodontal; Perda de continuidade de lamina dura; Reabsorções radicular e apical; Trabeculado ósseo alterado; Calcificações pulpares; PESQUISAS: Análise de autopsia de material humano; Experiência clínica; Experiência em animais; ANÁLISE DE AUTÓPSIA DE MATERIAL HUMANO: 196 Uma vez não se consegue estabelecer claramente relações de “causa e efeito”, é compreensível que existam conclusões controversas geradas a partir desse tipo de estudo. CONCEITO DE GLICKMAN = 1965 - 1967: A via de propagação da lesão gengival associada á placa pode ser alterada se forças de intensidade anormal atuarem sobre os dentes que apresentarem placa subgengival. Isto pode implicar que o caráter da destruição progressiva do periodonto do “dente traumatizado” será diferente daquele dente “não traumatizado”. Forças oclusais anormais e de biofilme subgengival são responsáveis por defeitos ósseos angulares e bolsas infra- ósseas. CONCEITO DE WAERHAUG = 1979: A perda de inserção conjuntiva e reabsorção óssea em torno dos dentes são resultados exclusivamente das lesões inflamatórias associada à placa subgengival. O trauma oclusal não desempenha nenhum papel no padrão de destruição periodontal. Os defeitos ósseos angulares e as bolsas infra-ósseas ocorrem com igualmente em dentes com trauma e sem trauma oclusal. GLICKMAN WAERHAUG Trauma oclusal causa e modifica a doença periodontal. Tratamento: inclui ajuste oclusal A placa bacteriana é responsável pelos defeitos periodontais. Tratamento: inclui controle da placa através do binômio paciente/profissional. EXPERIÊNCIAS CLÍNICAS: O aumento da mobilidade dentária também é frequentemente citado como um sinal importante de trauma oclusal. As bolsas infraósseas localizadas em dentes com mobilidade excessiva apresentam o mesmo grau de reparo que aqueles relacionados a dentes firmes. Histopatologia das lesões do periodonto Depósitos microbianos nas superficies radiculares Mobilidade dos dentes envolvidos Oclusão nas regiões examinadas 197 Os resultados mostram um ganho de inserção médio de 0,5mm maior nos pacientes que receberam tratamento de RASUB e ajustes oclusais em relação aos que não receberam tais ajustes. EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS: Em dentes submetidos a forças de magnitude, frequência ou duração que seus tecidos periodontais não sejam capazes de distribuir adequadamente, ocorrem reações ao ligamento periodontal que resultam eventualmente, na adaptação das estruturas periodontais à demanda funcional alterada. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS: Força unidirecional: Pressão Hemorragia Trombose Desorganização das fibras colágenas Hialinização Reabsorção óssea Tensão Aposição óssea Força alterada: Sinais Inflamatórios e Agudos Perda de colágeno do ligamento periodontal Reabsorção óssea e cementário Aumento do espaço do ligamento periodontal Observação: não conseguimos distinguir qual é a força pois agem juntas; Observação¹: trauma não modifica tecido mole que está ao lado do dente; trauma não tem capacidade de fazer com que age recisão gengival = consequência; O periodonto saudável, mas com altura reduzida tem a mesma capacidade do periodonto sem perda de inserção prévia de se adaptar as forças oclusais traumáticas? Beagles foram submetidos a periodontite induzida por 6 meses, trauma de oclusão induzidos com forças alternadas em alguns pré-molares. Observou-se mobilidade progressiva e aumento na espessura do ligamento periodontal. Após algumas semanas: a reabsorção óssea ativa parou, o aumento gradual de espaçamento do L.P, bem como a mobilidade progressiva cessaram, o tecido conjuntivo supra-alveolar não foi alterado pelas forças alternadas e não houve migração do epitélio juncional. O periodonto sadio com altura reduzida, dentro de certos limites, tem capacidade semelhante de se adaptar às alterações de demanda funcional. As forças oclusais anormais podem alterar a progressão da lesão periodontal associada à placa aumentar a velocidade da destruição tecidual na periodontite? D.P induzida em Beagles, divididos em 2 grupos: com e sem forças traumáticas alternadas em 10 meses. Observou-se uma destruição mais acentuada no grupo com trauma em relação ao sem trauma. O trauma seria um fator co-destrutivo. Resultados: aumento de mobilidade, reabsorção óssea interproximal e ausência de perda de inserção conjuntiva. Movimentos da ATM em macacos! TRAUMA OCLUSAL COMO UM FATOR CO-DESTRUTIVO? 198 Em cães aumenta os sinais da periodontite pré-existente; Em macacos não altera os sinais periodontais pré-existentes (relação com nossa mordida, nossa arcada); Tratamento periodontal através de controle de placa supra e sub na presença de trauma promove remissão da doença; Remoção do trauma oclusal e ausência de tratamento periodontal: ausência da doença. TRAUMA X RECESSÃO GENGIVAL O trauma não tem capacidade de atuar sobre o epitélio juncional e ligamento supra-crestal, então não existe relação entre trauma e recessão gengival. Pois o trauma oclusal nao tem capacidade de atuar sobre o epitélio juncional e fibras supra crestais. A não ser que: Trauma exagerado reabsorvendo crista óssea vestibular. Perda de inserção conjuntivo. Colaba epitélio interno e externo. Recessão gengival MOBILIDADE DENTÁRIA: Causas: Perda de inserção: Quantidade de PI; Número, tamanho e formato das raízes; Oclusão traumatizada: Adaptação do dente a forças oclusais; Processos periapicais; Lesões endodônticas; Perfurações e fraturas; Bruxismo; Erupção dentaria; Bruxismo cêntrico e excêntrico; DETERMINANTES PARA O TRATAMENTO DE DENTES COM MOBILIDADE: Conforto Função TRATAMENTO: Remoção da causa: tratamento periodontal + esplinte (contenção) CONCLUSÕES: As experiências realizadas tanto em humanos quanto em animais tem mostrado evidencias convincentes que nem as forças unilaterais nem as forças alternadas aplicadas em um periodonto sadio resultam em formação da bolsa ou na perda deinserção do tecido conjuntivo. 199 O trauma de oclusão não pode induzir a destruição do tecido periodontal. O trauma de colusão pode, resultar em uma reabsorção do osso alveolar, levando a um aumento da mobilidade dentaria que pode ser considerada uma adaptação fisiológica do ligamento periodontal. Nos dentes com doença periodontal progressiva associada á placa, o trauma de oclusão pode, no entanto, sob certas condições, aumentar a velocidade de progressão da doença, isto é, atuar como um co-fator no processo destrutivo. Deve-se sempre focar no correto tratamento de placa associado à doença periodontal. Este tratamento impedirá a destruição dos tecidos periodontais mesmo se o trauma oclusal persistir. Um tratamento direcionado somente ao trauma, entretanto, como ajuste oclusal ou espionagem, pode reduzir a mobilidade do dente traumatizado e resultar em algum reparo ósseo, mas não impedirá maiores destruições do sistema de sustentação causadas pela placa em indivíduos suscetíveis. PROGNÓSTICO E CURA EM PERIODONTIA Cicatrização e decisão de retratamento Avaliação longitudinal da terapia periodontal Importância da manutenção em saúde/ MPP Prognostico OBJETIVOS DA TERAPÊUTICA PERIODONTAL: Curar ou controlar a doença periodontal e prevenir sua recidiva Perda de inserção adicional Recuperar as estruturas periodontais destruídas pela doença Imediatamente após terapia periodontal, desencadeiam-se cascatas celulares altamente organizadas e reguladas por vários mediadores químicos, fatores de crescimento além de outros reguladores ambientais e locais da ferida que comanda um processo denominado cicatrização. A cicatrização ocorre como resposta a vários tipos de injurias e objetiva o restabelecimento da estrutura e da função tecidual Cicatrização pode desenvolver por dois processos: Regeneração (regenera todo tecido perdido), Reparo (resposta de quando feita a RASUB) REGENERAÇÃO: Refere-se à restauração completa dos tecidos danificados REPARO é uma regeneração incompleta, pois restabelece os tecidos perdidos por tecido conjuntivo não especializado que forma fibrose e eventualmente uma cicatriz São substituídos por tecidos cuja função não é, necessariamente, àquela do tecido original Em Periodontia o termo reparo tem sido descrito como adesão colagenosa (TROMBELLI, 1999), reparo por tecido conjuntivo (WIKESJO et al., 1991) ou qualquer variação de nova inserção colagenosa na superfície de raiz debridada (WIKESJO & SELVIG, 1999.) CICATRIZAÇÃO PERIODONTAL Histológico Clinico: ↓ número de vasos →↓ edema →redução da PS. ↓ infiltrado inflamatório: evolui de apical para cervical →redução SS. Substituição do colágeno alterado por colágeno normal →‘gengiva com consistência firme’. REPARO: formação de epitélio juncional longo – velocidade de proliferação diferenciada dos elementos celulares (as células epiteliais que tem maior velocidade). ↓ PS/PI, com ↑ NI (nível de inserção) e ausência de SS *Áreas que têm epitélio juncional longo recidivam da mesma forma que áreas que nunca tiveram a doença CICATRIZAÇÃO PERIODONTAL MICROBIOLÓGICO: Diminuição de periodontopatogênos (grupo vermelho e laranja). Aumento de microrganismos benéficos RADIOGRÁFICO: 200 Lâmina dura integra Ausência de progressão de perda óssea – padronização? Limitações: imagem bidimensional e não detecta lesões com pequena alteração de densidade. SUBTRAÇÃO RADIOGRAFICA: detecta pequenas mudanças de densidade óssea, maior utilidade para acompanhamento longitudinal. Limitações: padronização radiográfica e custo TERAPIA MECANICA CONVENCIONAL (RASUB): EFICAZ E RESOLUTIVA Redução na PS e ganho de inserção, obtidos no 1º ano após o tratamento foram mantidos por 8 anos (independente da PS inicial). Paciente monitorados a cada 3 meses TTO com RASUB, com acompanhamento longitudinal (2anos): reduções PS, ganho NIC, com manutenção a cada 3 meses Revisão de literatura: bons resultados em favor da terapia mecânica, desde que acompanhado de manutenção MUDANÇAS NA PS E NIC APÓS RASUB: PS 1. Em bolsas rasas (1-3mm) – redução de 0,15 a 0,62mm 2. Em bolsas médias (4-6mm) – redução de 0,40 a 1,70 mm 3. Em bolsas profundas (+7mm) – redução de 0,99 a 2,80mm PI 1. Em bolsas rasas (1-3mm) – ganho no NIC de 0,29 a 0,50mm 2. Em bolsas médias (4-6mm) – ganho no NIC de 0,10 a 1,09mm 3. Em bolsas profundas (+7mm) – ganho na NIC de 0,32 a 2,00mm MUDANÇAS NA PS E NIC APÓS RASUB: Hove uma leve PI nas bolsas rasas Nas mais profundas, houve maior redução da PS e ganho de NIC A analise mostrou ganho de inserção de 5mm em bolsas médias e ganho de 1mm em profundas COMPARAÇÃO DE RASUB COM TERAPIA CIRURGICA Com a cirurgia se reduz mais PS em curto prazo. Quanto ↑ PS inicial ↑ o beneficio da cirurgia. As diferenças se tornam menores com o passar do tempo (1-6 anos). O ganho de inserção foi maior após RASUB em bolsas rasas e médias. Em bolsas profundas ambas as terapias foram semelhantes na capacidade de ganho de inserção. COMPARAÇÃO DE RASUB COM TRATAMENTO ASSOCIADO A ANTIBIÓTICOS Nenhum estudo acompanha por mais de 5 anos. Existe uma pequena melhora nos parâmetros clínicos com o uso de RASUB associado a antimicrobianos locais. O beneficio adicional do uso de antimicrobianos foi de 0,23 a 0,61 na redução de PS e 0,13 a 0,24 no ganho de inserção clinica. A aplicação local de antimicrobiano sem terapia mecânica não mostrou nenhum efeito adicional em comparação com a RASUB. RESULTADO IDEAL: Ausência de SS Redução de PS Ganho de inserção clinica Lamina dura integra Retenção de dentes no arco Conforto do e funcionalidade ↓ MANUTENÇÃO PERIODICA PREVENTIVA DECISÃO DE RETRATAMENTO Paciente que já foram tratados e continuam com sangramento subgengival devem ser avaliados: Se há sangramento supragengival (que pode ser confundido com o Subgengival). Tempo da realização de cada raspagem (deve ser aguardado 90/120 dias, para a cicatrização subgengival). Considerando que estas situações não estejam presentes e o paciente tenha bom controle de placa 201 NOVA INTERVENÇÃO – RETRATAMENTO DEPLACAGEM SUBGENGIVAL: Sem rugosidade subgengival e sem aumento de PI › 2mm NOVA RASUB: Há rugosidade subgengival ou há aumento de PI › 2mm ACESSO CIRURGICO ao biofilme subgengival Há rugosidade ou amento da PI › 2mm Dificuldade de acesso após uma RASUB ANTIBIOTICO SISTEMICO + nova RASUB Ausência de resposta generalizada (vários sítios) Progressão generalizada Sem rugosidade Concomitante à nova intervenção mecânica NOVA INTERVENSÃO: - Presença de sangramento subgengival Perda de inserção Rugosidade TERAPIA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA PERIODONTAL: Tem por objetivo manter a saúde bucal alcançado com o tratamento, prevenindo a recorrência das doenças de cárie e DP. Inclui cuidados contínuos periódicos Detecção precoce de alterações que possam favorecer a recidiva da doença. Manter controle de biofilme supragengival, determina necessidade de controle de biofilme subgengival e previne a progressão de PI. DOENÇA PERIODONTAL CURÁVEL OU CONTROLAVEL CURA → restabelecimento da saúde A doença e a recorrência da mesma devem ser eliminadas A maioria dos pacientes tratados que frequentam adequadamente MPP, não tem progressão de PI, portanto, estão curados da periodontite ↓ CURÁVEL RESULTADO IDEAL AO LONGO DO TEMPO DE ACOMPANHAMENTO: ausência de progressão de PI. É POSSÍVEL PREDIZER FUTURA PERDA DE INSERÇÃO? Sinais clinicos como indicadores de risco á futura perda de inserção SINAISCLÍNICOS COMO INDICADORES DE RISCO À FUTURA PERDA DE INSERÇÃO ESTUDOS LONGITUDINAS Claffey et al. 1990; Claffey&Egelberg, 1995 16 pacientes (32 a 65 anos) com periodontite crônica severa IHB + RAP +RASUB – Sessão única Reforço de HB e RAP 2x por ano (exames a cada 3 meses) 42 meses de acompanhamento RESULTADOS: APÓS, ENCAMINHAR PARA A MANUTENÇÃO PERIODICA PREVENTIVA. 202 Média do IPV em 3 e 42 meses não prevê PI >2mm (15% de poder e predição) SS frequente pode prever 40% dos casos de PI após 42 meses Supuração teve pouca correlação com PI, mas foi pouco frequente % de sítios com 6mm após 3 meses foi a característica com maior associação futura de PI. PS de 7mm ou + após 12 meses foi capaz de prever 25-30% de PI até 42 meses CONCLUSÃO DOS ESTUDOS: Pacientes com muita PS residual tem maior risco de ter PI do que aqueles com poucos sitos (≥ 6mm) residuais. Bolsas residuais rasas apresentam baixo risco de PI futura. Supuração é o sinal clinico mais correlacionado com PI (50%). Menos de 40% das bolsas tinham SS perderam inserção em 5 anos de acompanhamento. Os estudos realizaram exames periódicos e manutenção da saúde frequente, sem esses cuidados os sinais clínicos podem ter maior associação com PI, por isso → média de placa tem baixo valor de predileção para futura PI. IMPORTANTE A contínua ausência de sangramento á sondagem, em seguidos exames, está fortemente associado é ausência de progressão de perda de inserção. NIVEL DE INSERÇÃO: Perda de inserção prévia é o melhor sinal clinico capaz de predizer futura perda de inserção. Quanto maior for a perda de inserção prévia, maior será probabilidade de futura perda de inserção. ASSOCIAÇÃO DE PARAMETROS CLÍNICOS: PS ≥ 6mm + SS Em ≥75% dos exames em 42 meses – 63% com PI OS > 7mm + SP em ≥ 75% dos exames em 42 meses – 87% com PI ESTUDO DA PREDIÇÃO DE PERDA DE INSERÇÃO EM PACIENTES PERIODONTAIS TRATADOS Estudo observacional, longitudinal (5 anos) 18 indivíduos, idade média = 47,7 anos Mesma examinadora em todas as aferições IPV, ISG, OS, NIC, SS Placa bacteriana demonstrou baixo valor preditivo para detectar dentes que perderam inserção 5 anos após o tratamento Sangramento gengival, baixo valor preditivo par PI (17,5% nas faces livres e 19,4% nas faces proximais) Sangramento à sondagem isoladamente, baixo valor preditivo para PI (21,6% nas faces livre e 14,6% nas faces proximais) Ausência de sangramento à sondagem, alto valor preditivo para a estabilidade periodontal (88,% nas faces e 83,1% nas faces proximais) PS residual, isoladamente, melhor valor preditivo para PI NIC=4mm pós-tratamento baixo valor preditivo para futura PI CONCLUSÃO: Presença de IPV, ISG, SS, PS ≥4mm e NIC ≥4mm, no exame de 90 dias, são fracos preditores de PI após 5 anos, quando considerados isoladamente. Entretanto, sua ausência, aos 90 dias, é um bom indicador de estabilidade periodontal Na análisemultivariável, algumas características observadas na reavaliação estiveram fortemente, associadas a um maior risco á PI após 5 anos como: fumo, gênero, presença de ISG, PS≥ 4mm e NIC ≥ 4mm PROGNÓSTICO: É uma previsão do curso provável, de duração e de consequência de uma doença, baseado em um conhecimento geral de patogênese da doença e na presença de fatores de risco para a doença. É estabelecido depois que é feito o diagnóstico e antes que o plano de tratamento seja estabelecido 203 IMEDIATO PACIENTE: Aspectos gerais Controle de placa do paciente Idade do paciente x PI Fatores de risco (fumo e diabete) e indicadores Percepção, compreensão e aceitação da doença DENTE: Aspectos locais Doença prévia → Severidade da PI Envolvimento endoperiodontal Envolvimento de furca DIFICULDADE DE ACESSO Bolsas infra-ósseas MEDIATO PACIENTE:Aspectos gerais Resposta ao tratamento Adesão ao tratamento pelo paciente (comportamento) Comparecimento ás consultasde manutenção DENTE: Aspectos locais Condições para adequado HO especialmente em furca – Área de difícil acesso Presença de SS + PS residual em consultas repetidas ASSOCIAR FATORES DE PROGNÓSTICO IMEDIATO DECISÃO DE TRATAMENTO PERIODONTAL X EXODONTIA PROGNÓSTICO DO DENTE + VALOR ESTRATÉGICO DO MESMO PARA REABILITAÇÃO A determinação do prognóstico de um dente é uma parte integrante do plano de tratamento Este dente pode ser restaurado? A terapia endodôntica será eficaz? Este dente pode ser tratado periodontalmente? Após a terapia, este dente suportará uma prótese? Qual será o impacto de perda deste dente? PARÂMETROS PREDITORES DE PERDA DE INSERÇÃO: Sangramento a sondagem – Fraco valor preditivo para PI Ausência de sangramento a sondagem – Excelente preditor para a progressão de PI Grande profundidade de sondagem por longo período de tempo – Não é bom preditor par PI e bolsas rasas, embora desejáveis, não são fundamentais para a ausência de PI Perda de inserção prévia, isolada, é um fraco preditor para incremento deste parâmetro PARÂMETROS PREDITORES PI: Mobilidade – Avaliar etiologia Defeitos ósseos detectados em radiografias – Verticais e horizontais Lesão de furca – Bom prognostico e avaliação longitudinal PROGNÓSTICO FAVORÁVEL:Tratamento estabiliza PI e existe manutenção periodontal. PROGNÓSTICO QUESTIONÁVEL: A situação periodontal é influenciada por fatores locais e sistêmicos que podem não ser controlados. A PI pode ser controlada se o tratamento for efetivo e manutenção instituída. PROGNÓSTICODESFAVORÁVEL: Fatores locais e sistêmicos tem grande influencia no prognostico PI pode ocorrer mesmo com correto tratamento e manutenção. PROGNÓSTICO FATAL: Dente deve ser extraído. 204 Técnicas e Materiais em Dentística 205 NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES Nomenclatura: É um conjunto de termos peculiares à uma arte ou ciência, pelos quais indivíduos de uma mesma profissão são capazes de entender-se mutuamente. Cavidade: Em odontologia, é o termo empregado para definir a lesão ou a condição do dente, causada pela destruição de tecido duro. Cárie Dental: Reconhecida como uma doença infecto-contagiosa, causada por ácidos orgânicos provenientes da fermentação microbiana dos carboidratos da dieta. A carie dental leva a destruição dos tecidos duros. Tipos de Cavidades Patológica: É uma cavidade com forma e dimensões irregulares causada pela destruição dos tecidos duros do dente. Terapêutica: É a cavidade com forma geométrica e dimensões definidas, resultante de um processo cirúrgico que visa remover o tecido cariado. Preparo Cavitário. Objetivos do Preparo Cavitário → Remover tecido cariado → Obter formas precisas → Impedir fratura do dente e do material restaurador → Impedir a instalação de lesão de cárie Classificação das Cavidades → Quanto a finalidade → De acordo com o número de faces que ocorre → De acordo com as faces do dente envolvidas → Classificação de BLACK → Classificação de MOUNT & HUME * Mundialmente predomina a classificação de BLACK Quanto a Finalidade Terapêutica: Cavidade resultante da total remoção da cárie, em condições de receber material restaurador direto. Ex.: Restauração de Amálgama. Protética: Cavidade com ou sem lesão de cárie, cujo objetivo é servir de suporte de uma peça protética. De acordo com o Número de Faces em que ocorre Simples: Quando atinge uma só face do dente. 206Composta: Quando atinge duas faces do dente. Complexa: Quando atinge três ou mais faces do dente. De acordo com as Faces Envolvidas Cavidade Oclusal (O) Cavidade Mésio- Oclusal (MO) Cavidade Disto-Oclusal (DO) Cavidade Mésio-Ocluso-Distal (MOD) Partes Constituintes das Cavidades → Paredes → Ângulos Paredes São os limites internos das cavidades. → Circundantes → Fundo Paredes Circundantes São as paredes laterais da cavidade. Recebem o nome da face do dente a que correspondem ou estão mais próximas. 207 Caixa Proximal mesial: Caixa Oclusal: Caixa Proximal distal: - Parede Vestibular - Parede Vestibular - Parede Vestibular - Parede Cervical/Gengival - Parede Lingual - Parede Cervical/Gengival - Parede Lingual - Parede Lingual Total: 8 paredes circundantes Paredes de Fundo São as paredes correspondentes ao soalho da cavidade → Pulpar → Axial Parede Pulpar Parede que se apresenta perpendicular ao longo eixo do dente ou paralela à face oclusal. Parede Axial Parede que se apresenta paralela ao longo eixo do dente. Ângulos Ângulo é a linha ou ponto resultante da união de duas ou mais paredes. → Ângulos Diedros → Ângulos Triedros → Cavo-Superficial Parede Mesial Parede Vestibular Parede Distal Parede Lingual Parede Lingual Parede Cervical/Gengival Parede Vestibular Parede Vestibular Parede Cervical/Gengival Parede Lingual 208 Ângulos Diedros São formados pela união de duas paredes de uma cavidade, denominados pela combinação dos seus respectivos nomes. Podem ser do 1º, 2º ou 3º Grupo. Ângulos Diedros 1º Grupo É o ângulo formado pela união de duas paredes circundantes. (V, L, M, D e C). → Vestibular + Mesial/Distal = V-M ou V-D → Lingual + Mesial/Distal = L-M ou L-D → Vestibular + Cervical = V-C → Lingual + Cervical = L-C Linguo-Mesial (L-M) Mésio-Vestibular (M-V) ou ou Mésio-Lingual (M-L) Vestibulo-Mesial (V-M) Linguo-Cervical (L-C) Cérvico-Vestibular (C-V) ou ou Cérvico-Lingual (C-L) Vestibulo-Cervical (V-C) Disto-Vestibular (D-V) Mésio-Vestibular (M-V) ou ou Vestibulo-Distal (V-D) Vestibulo-Mesial (V-M) Disto-Lingual (D-L) Mésio- Lingual (M-L) ou ou Linguo-Distal (L-D) Lingu-Mesial (L-M) Ângulos Diedros 2º Grupo É o ângulo formado pela união de uma parede circundante com uma parede de fundo. (V,L,M,D e C com Axial ou Pulpar). → Vestibular + Pulpar/Axial = V-P ou V-A → Lingual + Pulpar/Axial = L-P ou L-A → Cervical + Axial = C-A → Mesial + Pulpar/Axial = M-P ou M-A → Distal + Pulpar/Axial = D-P ou D-A Vestíbulo- Pulpar (V-P) Disto- Pulpar (D-P) ou ou Pulpo-Vestibular (P-V) Pulpo- Distal (P-D) Mésio-Pulpar (M-P) Línguo-Pulpar (L-P) ou ou Pulpo-Mesial (P-M) Pulpo- Lingual (P-L) Disto-Pulpar (D-P) ou Pulpo-Distal (P-D) ou Mésio-Pulpar (M-P) ou Pulpo-Mesial (P-M) 209 Áxio-Lingual (A-L) Áxio- Vestibular (A-V) ou ou Línguo-Axial (L-A) Vestíbulo-Axial (V-A) Áxio-Cervical (A-C) ou Cérvico-Axial (C-A) Ângulos Diedros 3º Grupo É o ângulo pela união das paredes de fundo da cavidade. (Axial e Pulpar) Áxio-Pulpar (A-P) Ou Pulpo-Axial (P-A) Ângulos Triedros São ângulos formados pelo encontro de três paredes e denominados pela combinação de seus respectivos nomes. Disto-Línguo-Pulpar Triedro Incisal (D-L-P) Vestíbulo-Cérvico-Axial (V-C-A) Ângulo Cavo Superficial É o ângulo formado pela junção das paredes da cavidade com a superfície externa do dente. ← CAIU NA PROV Cavo-Superficial Cavo-Superficial Biselado (RMF) Definido (Am) 210 CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES PROPOSTA POR G.V. BLACK Etiológicas: Baseadas nas áreas do dente que apresentam suscetibilidade à cárie. Cavidades em Cicatrículas e Fissuras (suscetibilidade a cárie) Cavidades em Superfícies Lisas (imunidade relativa a cárie) Artificial: Baseada na técnica de instrumentação da cavidade Classificação Artificial de Black Classe I Classe II Classe III Classe IV Classe V * As classificações não são mais utilizadas porque foram feitos para materiais não adesivos, necessitando de uma grande abertura. Agora utilizamos a nomenclatura, mas não mais a mesma abertura. Classe I Regiões de má coalescência (junção) do esmalte (cicatrículas e fissuras) Oclusal de pré-molares e molares. 2/3 oclusais da face vestibular dos molares inferiores. ← CAIU NA PROVA 2/3 oclusais da face palatina dos molares superiores. ← CAIU NA PROVA Palatina dos incisivos e caninos superiores (bossas). Oclusal Palatina Oclusal Sulco vestibular Sulco Palatino Classe II Faces proximais de Molares e Pré-Molares. Classe III Faces proximais (Mesial e/ou distal dos dentes anteriores (incisivos centrais, laterais e caninos), sem comprometimento do ângulo incisal. ← CAIU NA PROVA Classe IV Faces proximais (Mesial e/ou distal) dos dentes anteriores (incisivos centrais, laterais e caninos), com comprometimento do ângulo incisal. ← CAIU NA PROVA 211 Classe V Terço gengival ou cervical das faces vestibulares e linguais de todos os dentes. ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO Isolamento absoluto: É um conjunto de procedimentos que tem por finalidade eliminar a umidade, realizar os tratamentos em condições assépticas e restaurar os dentes de acordo com as indicações dos materiais. Vantagens: Proteção do profissional Proteção do paciente Melhor visibilidade Melhor contraste (o dente tem contraste com a borracha escura) Melhor acesso Condições adequadas para inserção e condensação do material restaurador Manter abertura bucal permanente Desvantagens: Os dentes anteriores inferiores são mais difíceis de isolar por não terem muita convexidade. Grampos cervicais e W8A necessitam de anestesia. Material/Instrumental Trio (espelho, pinça, sonda exploradora) Pinça perfuradora Pinça porta grampo Instrumento de ponta romba (espátula de inserção) Tesoura de ponta romba Arco de Young Grampos Fio dental/Fitadental Creme de barbear hidrossolúvel (não pode ser vaselina, creme de mão e espuma) Caneta Hidrocor Pinça porta grampo Palmer 212 Porta dique de borracha: Arco de Young: a abertura fica para o nariz, a curvatura deve seguir a curva do queixo. Classificação dos grampos Grampos com asa: Molares: 200, 201, 202, 203, 204 e 205 ← CAIU NA PROVA Pré-Molares: 206, 207, 208 e 209 ← CAIU NA PROVA Grampos sem asa: possuem somente o mordente e a alça W8A 26 (molar) Grampos cervicais: 210 211 212 ← CAIU NA PROVA (para que serve: fazer retração gengival para restaurações de classe V) * isolamento de dentes anteriores não se usa grampos. Somente quando o canino não tiver relação de contato com o dente vizinho, fazendo com que a borracha não pare, usa-se grampos de Pré-Molares. Quantos dentes Isolar Preparos Oclusais: Um dente Preparos proximais de dentes posteriores: Três dentes ← CAIU NA PROVA, sempre vai ser 3, um antes e um depois Preparo 1/3 cervical: Três dentes Preparos proximais de dentes anteriores: De canino a canino * Restaurações de classe V em anteriores, usa-se o grampo cervical 212 * Facetas nos centrais, usa-se grampo 212 Quando se utiliza grampos nos dentes anteriores? ← CAIU NA PROVA Diastema entre canino e pré-molar Ausência do pré-molar Classe V Facetas * Quando utilizar o grampo 212, isolar o mínimo 3 dentes. Usar godiva de alta fusão na alça do grampo. Marcação da Borracha Marcação em boca Carimbo ou Molde Quando usamos o grampo 212 o furo para o dente do grampo é feito mais para vestibular, fora da linha convencional do arco 213 Marcação em Boca Molares: Centro da face oclusal Pré-Molares: Ponta da cúspide vestibular Caninos: Ponta da cúspide Incisivos: Meio da borda incisal Molde ou Carimbo Só pode ser usado em pacientes com dentes em posição normal. * O tamanho da papila interfere na distância dos pontos. Métodos de perfuração da Borracha Pinça Perfuradora de Ainsworth: O maior furo (5) deve ser usado no dente que vai o grampo 1: Incisivos Inferiores 2: Incisivos Superiores 3: Canino e Pré-Molares 4: Molares 1- Testar os contatos: Fio dental para ver se não há bordos cortantes (cárie, cálculo, restaurações mal adaptadas) 2- Regularizar as superfícies: Eliminar os bordos cortantes Escolha do Grampo Colocação do grampo Testar grampo com asa Testar grampo sem asa * O que importa é se as 4 pontas do mordente estiverem tocando em dente e não em gengiva. * Amarrar fio dental para prevenir que o paciente engula o grampo. * A alça do grampo sempre fica para distal no isolamento. * O último dente leva o grampo. Colocação do grampo com asa Colocação do grampo (por fora) Colocação do grampo (visão de dentro) Lubrificação da borracha (por dentro) 214 Colocação do grampo sem asa Colocar o grampo em posição, e após, posicionar a borracha e o arco. Inversão da borracha Serve para que a borracha entre dentro do sulco e não passe saliva. Nas proximais utiliza-se o fio dental, nas faces livres utiliza-se instrumento não cortante Técnicas de Colocação da Borracha Grampos sem asa – DEPOIS – Borracha e Arco Borracha + Arco – DEPOIS – Grampo Cervical Borracha + Grampo com asa – DEPOIS – Arco Borracha + Arco + Grampo com asa JUNTOS Remoção do Isolamento Estiramento da borracha interdental para vestibular Seccionamento da borracha nas porções inter-dentais, com tesoura de ponta romba Remoção do grampo primeiro, depois borracha e arco Reativar a circulação da gengiva do dente que foi colocado o grampo Ampla atomização (água em forma de spray) * Verificar a borracha para ver se não fica entre os dentes. 215 INSTRUMENTOS NA PRÁTICA DA DENTÍSTICA Manuais: Cortantes Auxiliares Inserção Condensação Esculpidores Rotatórios: Brocas Abrasivos de Revestimento Abrasivos Aglutinantes Para polimento Instrumentos Manuais 1- Cabo – octavado 2- Intermediário 3- Lâmina ou Ponta Ativa Constituição do cabo: Simples Duplo Os instrumentos manuais podem apresentar números e o nome do fabricante no cabo. Constituição do Intermediário: Retos Mono-Angulados Bi-Angulados Tri-Angulados * Quanto mais curvado, maior a probabilidade de usar nos dentes posteriores. Constituição da Ponta Ativa: O que diferencia os instrumentos manuais é a ponta ativa Estes instrumentos podem ou não apresentar lâminas Apreensão: 1- Caneta modificada 2- Caneta Modificada Invertida 3- Digito Palmar Instrumentos Cortantes Colher de dentina Recortador de margem gengival Remoção de dentina cariada 216 Instrumentos Auxiliares Espelho bucal Pinça Sonda exploradora Sugador de saliva Micromotor Caneta de alta rotação Seringa tríplice Material/Instrumental para isolamento absoluto Instrumentos de Inserção Espátulas Greensteincolor – inserção de resina Instrumentos Condensadores Esculpidor 3S Esculpidor de Fram Brunidores 29 e 33 Esculpidor Discóide-Cleóide Instrumentos Rotatórios Classificação das Rotações: Baixa: menos de 6.000 rpm Média: de 6.000 a 100.000 rpm Alta: acima de 100.000 rpm Classificação dos instrumentos rotatórios: Corte: Lâmina (Broca) Desgaste: Abrasivos (Ponta diamantada) * Quais as diferenças entre brocas de alta e baixa rotação? Composição, forma, tamanho e encaixe de precisão. * Brocas com mais laminas vão fazer o polimento, brocas com menos lâminas são utilizadas para remoção de dentina cariada. Material de fabricação dos instrumentos rotatórios: Aço (liga de ferro-carbono) Carboneto de Tungstênio (Carbide) Forma básica das brocas 1- Esférica: dentina cariada 2- Cilíndrica: grandes preparos “black” 3- Tronco cônica: retenção adicional ou preparos expulsivos 4- Tronco de cone invertido: preparo cavitário 5- Broca de roda: retenção adicional Brocas Esféricas Remover os prismas de esmalte sem apoio de dentina na parede gengival do preparo. Distal (28) Mesial (29) Utilizadas dependendo o tamanho da cavidade 217 Instrumentos Rotatórios Ponta ativa por desgaste: Abrasivos Aglutinantes: Partículas abrasivas fixadas por uma substância aglutinante a uma haste metálica (polidores para acrílico). Abrasivos de Revestimento: Partículas abrasivas cimentadas numa base flexível. PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO DE CAVIDADES São normas que regem os temos operatórios para confecção de cavidades dentárias. Para fins didáticos, iremos dividir os tempos operatórios, mas isso não significa que eles devem seguir esta ordem, variando a mesma conforme a situação. No passado preparos dentários, em sua maior parte, eram procedimentos precisos, usualmente resultando em profundidades uniformes, formas particulares das paredes e configurações marginais específicas. Tais preparos precisos são ainda necessários para restaurações de amálgama de prata, metálicas fundidas e de cerâmicas e podem ser considerados preparos convencionais. Preparos convencionais requerem profundidades, formas das paredes e formas marginais específicas em funçãodas propriedades do material restaurador. O uso de restaurações adesivas, principalmente resinas compostas e ionômeros de vidro, têm permitido um grau reduzido de precisão nos preparos dentários. Muitas restaurações de resina composta podem requerer apenas a remoção do problema (tecido cariado, fratura ou restauração defeituosa) e da estrutura dental friável para o preparo dentário, sem a necessidade de atribuir profundidades uniformes, desenhos das paredes, características retentivas ou formas marginais específicas. Essa simplificação dos procedimentos resulta em um preparo modificado e isso é possível por causa das propriedades físicas das resinas compostas e da forte união obtida entre as resinas compostas e a estrutura dental. Porque os dentes necessitam de restaurações? Interromper a lesão no dente Restaurar as funções do dente (mastigação, estética...) Para não acumular alimentos, e o paciente consiga limpar São 7 os princípios propostos por Black em 1908: ← CAIU NA PROVA Forma de contorno Remoção de dentina cariada Forma de resistência Forma de retenção Forma de conveniência Acabamento das paredes de esmalte Limpeza da cavidade Novos Princípios restauradores Desde que foram primeiramente descritos na literatura por Black, em 1908, sofreram modificações em função da evolução do conhecimento nas áreas de epidemiologia das doenças e Adesividade; além do desenvolvimento técnico da odontologia. Para atender os novos conceitos, devemos compreender sua história. Cavidades adesivas: Diagnóstico preciso e opção pela intervenção invasiva Remoção da cárie o Descoloração, dureza, característica morfológica Acesso às margens cavitárias 218 o Devemos ter acesso às margens da restauração - confecção o Paciente também deve ter acesso – proservação Extensão para acabamento: Bisel, quando não houver carga oclusal sobre a margem Limpeza da cavidade Para ionômero de vidro Para resina composta o Hibridização o Integração Objetivo: Remover esmalte sem suporte Remover a causa do problema (cárie, restauração antiga, trinca) Fortalecer o remanescente dental Proteger a polpa Inserir o material Forma de Contorno Superfície dentária a ser incluída no preparo cavitário. São áreas sadias do dente que são incluídas no contorno do preparo cavitário. Extensão estética Extensão para prevenção/acabamento Acesso ao ângulo cavo superficial Impedir contato interoclusal na interface dente/restauração O que mudou? Materiais adesivos Perspectiva de máxima preservação nos preparos cavitários Redução dos limites na extensão preventiva Preparos proximais sem envolvimento da face oclusal Com a perspectiva de conservação da estrutura dental, novos acessos a lesão cariosa surgiram: Slot Vertical: Proposta por Almquist em 1973 Cavidade para amálgama Não envolve a face oclusal Remove a crista marginal Retenção adicional com brocas 699 no ângulo vestíbulo-axial e Línguo-axial 219 Slot Horizontal: Proposta por Rogenkamp Acesso Vestibular (preferencialmente) ou L de molares ou pré-molares Manutenção de maior tecido dental sadio Preserva crista marginal Cavidade para ser restaurada com material adesivo Cavidade tipo Túnel: Hunt e Knight, 1984 Acesso proximal via oclusal Preservação da crista marginal Deve ser restaurada com Cimento Ionômero de Vidro ou Resina Composta Confeccionada quando temos espessura suficiente de crista marginal que justifique sua manutenção Remoção do Tecido Cariado Duas classificações: Dorfman, 1943 o Zona externa/zona intermediária/zona interna Fusayama, 1972 o Dentina irreversivelmente desorganizada X reversivelmente desorganizada Ambas nos levam a mesma conclusão: Toda dentina infectada deve ser removida, mas nem toda dentina contaminada precisa de remoção. Dentina amolecida pode remineralizar-se se ainda possuir organização histológica para tal, podendo ser deixada na cavidade. Métodos de Remoção do Tecido Cariado Curetas Brocas Laser Remoção química Pontas especiais montadas em ultrassom Forma de Conveniência Meios utilizados para facilitar o procedimento clínico. Afastamento dental o Mediato/imediato Isolamento absoluto/isolamento relativo Manipulação dos tecidos moles Formas alternativas de acesso a lesão cariosa o Slot horizontal/vertical o Tipo túnel o Acesso direto Afastamento Dental Movimentação dental que permite acesso a face proximal. Indicação: Recuperação de espaços (contornos corretos) Visualização para diagnóstico 220 Acesso a lesão cariosa Afastamento Dental Imediato: Feito na mesma sessão do procedimento restaurador Quando o espaço a ser afastado é menor que 2mm Utiliza-se afastadores de Elliot (anterior e posterior) ou de Ivory (anterior) Afastamento lento e gradual de acordo com a sensibilidade do paciente Técnica Ivory Elliot Elliot em boca Afastamento Dental Mediato: Feito com a colocação de uma tira ou anel de borracha na região do ponto de contato numa sessão prévia (cuidar com a papila). Utilizado quando temos maiores espaços a serem recuperados. Várias espessuras de borracha. Isolamento Absoluto do Campo Operatório Vantagens: Proteção para o paciente e profissional Campo operatório limpo e seco Controle de umidade (evita contaminação dos materiais) Acesso e visibilidade Limitações: Tempo Custo Treinamento Desconforto para alguns pacientes Manipulação dos Tecidos Periodontais Formas de afastamento gengival: Fio retrator Isolamento absoluto Cunha interproximal Incisão intra-sulcular Cunha distal Incisão de Widman Modificada Forma de Resistência Forma dada à cavidade para que a restauração inserida tenha capacidade de resistir a fratura e o remanescente dental consiga manter uma resistência mínima necessária. Novos conceitos: Espessura mínima do material restaurador Todos os ângulos internos arredondados Influência da Adesividade o Aumenta resistência do remanescente 221 Modificações no preparo cavitário o Preparos na forma de caixa mais conservadores Dentina artificial o Para esmalte socavadas A restauração deve devolver ao dente a resistência perdida pelo processo de cárie e preparo cavitário. Forma de Retenção Forma cavitária que permite à restauração não ser deslocada da cavidade dental devido a: Alimentos pegajosos Coeficiente de expansão térmica linear (CETL) Forças oclusais oblíquas Novos conceitos: Retenção micromecânica – resinas compostas o Em esmalte – microrretenção o Em dentina Hibridização Integração Duplo ataque Retenção química – cimento de Ionômero de Vidro – Quelação do cálcio superficial Amálgama adesivo Dentina – Hibridização Microrretenção mecânica Condicionamento por 15s ácido fosfórico a 37% Remoção da lama dentinária Exposição da rede de colágeno Abre os túbulos em forma de taça Acabamento das Paredes de Esmalte Remoção dos prismas de esmalte excessivamente enfraquecidos e sem suporte dentinário. É nessa fase que se realiza a regularização do ângulo cavo-superficial. Bisel em restaurações de Resina Composta: Remove camada aprismática, expondo prismas em uma disposição mais favorável ao condicionamento ácido. ← CAIU NA PROVA Deve ser feito em ângulo de 45 graus Deve ter extensão de 1mm em média Limpeza Cavitária É o uso de substâncias para remover sujidades da cavidade, oferecendo assepsia e remoção/modificação da lama dentinária. Características ideais da substância de limpeza cavitária: Limpar paredes cavitárias Não pode ser tóxico Deve facilitar a ação dos agentes protetores e a adaptação dos materiais restauradores Combater ou eliminar possíveis microorganismos 222 Novos Princípios Restauradores Modificação do hábito do paciente Cavidades adesivas Lesões não-cariosas Defeitos do esmalte Restaurações cosméticas Nova classificação Aula 30.08.2017 Professor Guilherme ADESIVIDADE EM ODONTOLOGIA Adesão é o estado em que duas superfícies de natureza igual ou distinta mantêm-se unidas por forças interfaciais que podem ser físicas, químicas ou pela interação de ambas; Princípio pelo qual o material deve se aderir ao substrato dentário; Resina composta não se adere ao dente, mas sim ao adesivo. É o adesivo que se adere ao dente; OBS.: Adesão de esmalte e dentina é feito de forma única e ao mesmo tempo, mas vamos estudar separadas. 1º Limpamos o fundo da dentina com COLHER DE DENTINA para manter as paredes circundantes hígidas para ajudar no selamento do material restaurador; 2º Monômero = líquido, feito de uma cadeia carbônica, quando ativamos (luz) uma das ligações duplas se quebra e se liga na outra ligação dupla de outra cadeia, assim suscetivelmente e vai formando assim uma grande macromolécula até se torna um tecido duro/hígido; C = C – C - C- C- C- C – C = C não se adapta a água; 3º Polimerização = monômero transformando em polímero. É nesse processo de adesão que nos permite fazer preparos estéticos, ortodônticos. SISTEMA ADESIVO: 3 etapas: 1. Condicionamento ácido = esmalte 2. Primer = mistura com água 3. Adesivo = não mistura com água COMPOSIÇÃO DO ESMALTE 96% Mineral 2% Matéria orgânica 2% Água OBS: prismas partem da junção amelo-dentinária até a superfície externa do dente, e assim se chama camada aprismática; CONDICIONAMENTO ÁCIDO É FEITO ATRAVÉS DO ÁCIDO FOSFÓRICO A 37% POR 30 SEGUNDOS – esmalte; O ácido fosfórico desmineraliza o esmalte – forma irregular formando o embricamento do adesivo na desmineralização do esmalte = adesividade TIPO 1: Predominância de ataque na cabeça do prisma = desmineralizou centro do prisma (padrão excelente para adesão); TIPO 2: Predominância de ataque na substancia interprismática = periferia do prisma (padrão excelente para adesão); Modificação do substrato 223 TOPI 3: Ataque generalizado = força retentiva menor (NÃO é padrão excelente para adesão mas serve como substrato retentivo) ácido colocado nas paredes circundantes da cavidade); BISEL: expor os prismas na sua porção transversal e recebe condicionamento ácido = transversal senão ele dificulta. Remove camada aprismática que é o dificultor do condicionamento ácido. AÇÃO SELETIVA DOS CONDICIONADORES ÁCIDOS: SUPERFÍCIES MINERALIZADAS: Flúor Fosfato Cálcio CAMADA APRISMÁTICA: Menos sensíveis ao condicionamento Menos força de retenção BISEL - PROVA Expõe prismas numa melhor disposição para o ataque acido Remove a camada aprismática É realizado no ângulo cavo superficial 45° 0,5 a 2 mm de extensão TÁTICA OPERATÓRIA: Isolamento absoluto do campo operatório – evitar a entrada de contaminantes; Profilaxia da região (melhora ângulo do contato ácido/esmalte) – remover componentes orgânicos, película adquirida; Aplicação do ácido fosfórico por 30 segundos; Lavagem – por pelo menos 30 segundos; Secagem (aspecto de perda de brilho – branco opaco = ácido aplicado corretamente); Aplicação do adesivo; Polimerização do adesivo Ácido fosfórico a 37% (azul e vermelho) = Se cair no dente do paciente iremos provocar uma “cárie” e aconselhamos o paciente escovar os dentes e aplicação de flúor tópico até o dente REMINERALIZAR. Ação desmineralizada Afinidade com o cálcio ADESAO AO ESMALTE: Embricamento micromecânica = microscópio; Força adesiva maior que 20Mpa - mega = força de retenção pascal = força menor com resina; Adesivos hidrófobos – por ser hidrófobos ele faz selamento e adesão seca; Adesão seca; Selamento – sem infiltrações vai cair protegendo tecido interno; 224 ADESÃO DA DENTINA COMPOSIÇÃO DA DENTINA: Mineral 60% Matéria orgânica 28% (colágeno tipo I não é secretado, permanece e a matriz orgânica é formada ao redor do colágeno); Fluídos dentinário 12% LAMA DENTINÁRIA = quem produz somos nos SEMEAR LAYER = lama dentinária (SEMEAR ON fica na superfície + SEMEAR PLUGS): Foi inicialmente descrita em 1963 por Boyde e col. A ´´semear layer´´ é formada de restos de matéria orgânica (bactérias, colágenos desnaturado e geleificado) e de matéria inorgânica (hidróxiapatita), provenientes do esmalte, dentina e cemento. A ´´smear layer´´ isola o substrato dentinário subjacente, penetra no interior dos túbulos dentinários (smear plugs), dificultando a interação dos agentes adesivos, diretamente sobre a dentina. Diminui a permeabilidade de dentina em 86% segundo Pashley e col (1993); CONDICIONAMENTO ÁCIDO: O condicionamento ácido da dentina com o ácido fosfórico expõe a trama colágena da dentina intertubular e alarga a entrada dos túbulos dentinários (não tem colágeno) – (ácido fosfórico 37% remove toda lama dentinaria e o cálcio, fazendo com que o túbulo fique mais amplo); Não pode secar a dentina (desidrata) causa sensibilidade, se secarmos não vai colar (colágeno com água se espalha e seco se gruda), tem que deixar hidratado, mas sem excesso, se não, não gruda o adesivo. Usando a secagem estratégica: para remover o excesso de água = janela de oportunidade: a melhor oportunidade para o primer(sem secar muito); não fica com aspecto brando e opaco como no esmalte; ← CAIU NA PROVA POLIMERIZAR = ADESIVO E COLÁGENO (intertubular) = CAMADA HIBRIDA O que acontece com a dentina no condicionamento ácido? 1. Remove completamente a lama dentinária 2. Desmineralização da porção inorgânica da dentina (20mc de profundidade de dentina) 3. Exposição da trama colágena ADESIVOS: Devem se difundir através da dentina condicionada por ácido fosfórico, livre da camada de esfregaço e, portanto mais permeável, interagindo com a matriz colágena exposta. Os canais de difusão através desta matriz colágena são longos, estreitos e tortuosos, portanto de difícil penetração. SISTEMA ADESIVO: Composto por 3 etapas: 1. ÁCIDOS: normalmente fosfórico, usado para limpar e desmineralizar a superfície dentinária; 225 2. PRIMER: monômero hidrofílico, usado para retirar a água da cavidade para o monômero entrar facilitando a infiltração do adesivo. 30 segundos ex.: Hema (hidroxietilmetacrilato); 3. ADESIVO: monômero hidrófobo usado para aderir a resina composta a superfície dentária. Ex.: Bis-GMA e UDMA; TÁTICA OPERACIONAL DO CONDICIONAMENTO ÁCIDO TOTAL: 1. Preparo cavitário pronto, com isolamento absoluto; 2. Aplicar ácido fosfórico 37% em dentina 15 segundos condicionamento ácido total COMEÇA O PROCESSO DE HIBRIDIZAÇÃO remove a lama dentinaria; 3. Aplicar ácido na dentina (15s); 4. Lavar todas as paredes (1min); 5. JANELA DE OPORTUNIDADE - Secar com a seringa tríplice o lençol ao redor e as faces proximais; 6. Absorver a umidade do dente com o filtro e café (o filtro vai só absorvere não ressecar o dente); ← CAIU NA PROVA 7. Aplicar o primer (20s): evapora a água e entra o hema (monômero), não colabando; 8. Aplicar o adesivo que vai se misturar com o hema; 9. Última etapa - polimeralização: formando uma camada hibrida (conjunto de monômeros) que vai endurecer e se prender na trama colágena; 10. No final do processo vamos ter uma camada de colágeno que vai se manter hidratado mas não com água e sim hema (monômero); PROCESSO HIBRIDIZAÇÃO DENTINÁRIA: ocorre apenas na dentina Começa com aplicação do: ÁCIDO PRIMER ADESIVO POLIMERIZAÇÃO Para a hibridização dar certo precisa dar tempo para evaporação do solvente; MATERIAIS DE PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINO PULPAR POLPA – Tecido conjuntivo frouxo – 75% água e 25% matéria orgânica -Composta por Células, Fibras, Vasos, Nervos -Só responde ao um estimulo com dor, tudo mais intenso pois não tem para onde se expandir. IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DA VITALIDADE PULPAR POLPA: mecanismos inerentes para limitar os danos causados por agentes agressores Esclerosamento dos túbulos dentinarios (aumento do cálcio nessa estrutura diminuindo a luz do túbulo até fechar, transformando a dentina em tecido mineralizado e com menor numero de túbulos) Formação de dentina terciária Sensibilidade dolorosa (Toda a alteração na superfície da dentina pode levar a sensibilidade) –agudo, agressivo Função sensitiva da polpa: movimentação de fluidos(agua) no interior dos túbulos. Quando proteger a polpa FATORES QUE ORIENTAM AS ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINOPULPAR. 1. Profundidade cavitária. (dependendo da profundidade, tem mais canalículos próximos a polpa) (tipo de proteção que vai ser feito) 2. Idade do paciente. (tamanho da câmara pulpar) 3. Qualidade e tipo de dentina remanescente (avaliar se possui tecido amolecido) 4. Material restaurador. 226 1.PROFUNDIDADE DA CAVIDADE ← CAIU NA PROVA RASA.- 0,5 a 1mm da JAD. MÉDIA.- 1mm ou mais de dentina remanescente entre a cavidade e a câmara pulpar. PROFUNDA.- até 0,5mm de dentina remanescente em relação a polpa. ultrapassa a metade da espessura de dentina. MUITO PROFUNDA.menos de 0,5mm de dentina remanescente em relação a polpa. remanescente de dentina menor que 0,5mm. DENSIDADE TUBULAR X PROFUNDIDADE Quanto mais profundida, mais permeabilidade, mais água possui na dentina, túbulos mais próximos um dos outros ← CAIU NA PROVA IDADE DO PACIENTE: formação de dentina secundaria >> PACIENTE JOVEM. - da até o fechamento do ápice. - camada odontoblástica. Obs: os jovens normalmente não possuem dentina esclerosada, tendo uma câmara pulpar mais ampla, assim, sofrendo mais estímulos. PACIENTE IDOSO. - dentina primária. - dentina secundária. - camada odontoblástica. Obs: idosos normalmente tem a câmara pulpar mais atresica, com mais dentina, tendo menos estímulos. DENTINA ESCLEROSADA Substrato menos permeável, com túbulos dentinários parcialmente ou totalmente obliterados. Deve-se preservar, serve para proteção da polpa. TIPOS DE DENTINA MATERIAIS DE PROTEÇÃO PULPAR quais são eles: Sistema adesivo. (impede a entrada de bactérias no interior do túbulo)(Proteção pulpar) Cimento de ionômero de vidro. Hidróxido de cálcio. 227 ADESIVOS DENTINÁRIOS. QUANDO É UTILIZADO. Utilizado em todas as situações em que a dentina se encontra exposta – Preparo cavitário, lesões cervicais. INDICAÇÕES. 1. Sob restauração de resina composta. 2. Substituação do verniz sob o amalgama. 3. Proteção pulpar dependendo da profundidade da cavidade. 4. Retenção da resina. HIBRIDIZAÇÃO (limpar os túbulos obliturados) Considerar: Características do substrato. Profundidade da cavidade.- (quando mais profunda for a cavidade mais permeável será, os túbulos estarão mais abertos). Permeabilidade.- (capacidade de troca de líquidos Falha na adesão pode causar irritação pulpar GAP INTERNO> SENSIBILIDADE DENTINARIA (espaços internos, que após restauração causa sensibilidade) GAP EXTERNO > MICROINFILTRAÇÃO PENETRAÇÃO DE mo NA POLPA. OBS: quanto maior for a profundidade da cavidade, maior será sua permeabilidade, ou seja, maior abertura dos túbulos e maior capacidade de troca de líquidos. Em Cavidades RASAS e MÉDIAS o que deve ser usado para proteção pulpar: Pode ser usado somente o ADESIVO, mais fáceis. Em Cavidades PROFUNDAS o que deve ser feito/usado para proteção pulpar: Deve ser feita a HIBRIDIZAÇÃO. Associar uma proteção terapêutica à proteção adesiva. FALHA NA ADESÃO PODE CAUSAR: Irritação Pulpar podendo ser no ESPAÇO INTERNO ou EXTERNO. GAP interno: sensibilidade dentinária GAP externo: microinfiltração. Penetração de MO na polpa CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO. CONCEITO: É a consequência da união do cimento de silicato com o policarboxilato de zinco. Cimento de Silicato Estetica, baixa aletração dimensional,libera fllúor. 228 Policarboxilato de Zinco adesão a estrutura, biocompatibilidade (ions que se ligam no calcio, flúor vai para a boca- retirado da partícula do calcio, e o acido se liga cm a hidroxila, formando cadeias longas de acido carboxílico com acido, ataca o alumínio de quebrando formando o de alumínio- ate 72 hrs de formando. Acido se consome primeiro) acido+alumínio=gel inomero. (Acido ataca eternamente, se sabe quando acaba o acido, quando o IONOMERO PERDE BRILHO, não se adere mais a estrutura dentaria) Liberação de flúor cai devido que a formação já terminou porem libera por mais 6 meses o mínimo. Aplicando flúor recarrega. O Policarboxilato de zinco faz com que o Cimento Ionômero de Vidro seja biocompatível ← CAIU NA PROVA REQUISITOS FUNDAMENTAIS. Composição. Reação ácido base. Adesão. Liberação de flúor. Classificação quanto a Indicação: TIPO I: não precisa de mts partículas de vidro, poder escoamento melhor, sua adesão e melhor em esmalte. * cimentação. - menor quantidade de carga de vidro e consequentemente menor viscosidade, facilitando o escoamento. TIPO II: de restauração (classe 1) * restauração. - restaurar lesões de abrasão/erosão devido as suas características adesivas e liberação de flúor. TIPO III: desenvolvido para forração * forração. - pela sua característica de biocompatibilidade. TIPO IV:RESTAURADOR MODIFICADO (PRATA OU RESINA) - coroa provi, classe II, * restaurador modificado (prata ou resina). * restaurador definitivo e para núcleo. - modificados pela adição de partículas de prata ou por componentes resinosos. - tem melhorias nas propriedades físicas do material como resistência ao desgaste. - tem uma resistência melhor, mas não é muito utilizado pois é semelhante ao amalgama Classificação quanto a compossição: -convencional -Anidro -Cermet reforçado por metais -Modificados por resinas.(vitremer) REAÇÃO ACIDO-BASE: Fatores que influenciam a reação de GELIFICAÇÃO. (presa do material) * Proporção pó-líquido(bem perpendicular para ter a gota inteira). - divisão do pó em 2 partes. >>Age rápido Aglutinação. - movimento para unir pó e líquido. - 1 ̊porção 15 segundos. - 2 ̊porção +30 segundos. * Temperatura. - o frio aumenta o processo de gelificação e o calor reduz. >Tecnica de resfriamento da placa. Adequada para inserção(brilhante e viscoso) 229 Material com redução de radicalcarboxílicos livres(opacos e gelatinoso) -> perda de adesão QUE TIPO DE CONSISTENCIA OBTEMOS E PARA QUE SERVEM. massa de vidraceiro(p restaurações)=bem consistente Gota-pendente –mais liquido (p forramento/base) =‘’fica 2 cones superpostos’’ Filamento(fio) (p cimentação) para peças protéticas = puxa puxa Reação e presa: Estagio 1: gel de policarbonato de cálcio Adesão inicial (5min) Estagio 2: gel de policarboxilato e alumínio Adesão final (24hrs) ADESÃO: Difusão iônica que ocorre na estrutura dental. Ao atacar a superfície do esmalte e dentina o ácido destaca os íons fosfato da superfície e por ação continuada penetra ainda mais na superfície. União é inicialmente fraca sendo baseada em adesão por pontes de hidrogênio. Contudo, com a maturação do cimento a adesão por pontes de hidrogênio. Contudo com a maturação do cimento e adesão se transforma em forte união química de caráter iônico- pulpar. OBS: CIMENTO IONOMERO DE VIDRO: SE ADERE MELHOR AO ESMALTE POR QUE TEM MAIS CALCIO. – AFINIDADE DE CARBOXILA CM O CALCIO *QUELAÇÃO SUPERFICIAL: 2 CARBOXILA COM UM CALCIO EMBEBIÇÃO: contato prematura com a agua. SINÉRESE: perda de agua antes do final da reação de gelificação. (trincas, tendo infiltração) Quando finalizamos nosso trabalho cm ionomero(RESTAURAÇÃO), mais um liquido(verniz de flur/cavidade para evitar, botando em cima, para proteger o ionômero de vidro destes processos, dando mais durabilidade ao ionômero) CARACTERISTICAS BIOLOGICAS: A Difusão do acido nos túbulos e restrita devido ao alto peso molecular - determina o volume da partícula – (não penetra nos túbulos dentinários). - proporciona biocompatibilidade. Ligação com calcio –adesividade - radicais carboxílicos se ligam aos íons cálcio, proporcionando adesão pH aceitável – acido poliacrilico e poliácido afim são fracos; >>Classificação quanto a forma de reação: acido +base hema +luz hema+perisulfato de potássio e acido ascórbico O QUE FACILITA A ADESIVIDADE? * é facilitada pelas ligações químicas dos radicais carboxílicos (COOH) aos íons cálcio existente no esmalte, dentina e cemento. - quanto maior o percentual de cálcio, mais forte será a união adesiva. - por isso a união é mais forte no esmalte, por este conter um maior percentual de cálcio. * a adesividade é dependente das carboxilas livres, que se ligam aos íons cálcio, fazendo a acidificação do meio. - quanto mais cálcio maior será a adesividade. PROPRIEDADES DO CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO. * menor toxicidade. * adesão à estrutura dentária. * liberação de flúor. 230 * coeficiente de expansão térmica linear muito próxima ao da estrutura dentária – (por isso chamado de dentina artificial, por ser um material semelhante a dentina superficial). HIDRÓXIDO DE CÁLCIO. PROPRIEDADES. * estimula a formação de dentina esclerosada,reparadora. * capacidade de formar ponte dentinária. * possui ph alcalino. * protege a polpa contra estímulos térmicos e elétricos. * apresenta ação antimicrobiana. FORMAS DE APRESENTAÇÃO. * pó.(phidroxido de calico PA) proteção direta quando se enxerga a polpa diretamente, que pode receber o medicamento * pasta.(po de Ca(OH)2 + agua destilada(tempo curto-logo para cavidade)- quantidade pequena para não ter uma camada alta, tem que ser bem fininha) onde não tem exposição pulpar * água de cal. * cimento. VANTAGENS. * bactericida e bacteriostático. * ação biológica positiva. * fácil aplicação. * baixo custo. FORMAS DE PROTEÇÃO PULPAR. PROTEÇÃO INDIRETA. - polpa não exposta. PROTEÇÃO DIRETA. - polpa está exposta. OBSERVAR: GRAU DE COMPROMETIMENTO PULPAR PROFUNDIDADE DA LESÃO. Proteção pulpar indireta: Finalidade = 1. Bloquear os estímulos térmicos, elétricos e químicos decorrentes das restaurações e do meio bucal 2. Manter um ambiente cavitario apropriada . DESVANTAGENS. * baixa resistência mecânica. * não possui propriedades adesivas. * solúvel no meio bucal. 231 Indicação da proteção pulpar segundo a profundidade da cavidade e do material restaurador ← CAIU NA PROVA EXERCICIO: Cavidade rasa- sistema adesivo (ataque acido, lavagem secagem e aplicação o adesivo) Cavidade profunda- forramento cm (ionômero de forramento)vitreboond, ataque acido_+ sistema adesivo e finaliza resina composta. Pode se restaurado com ionômero de vidro furutamento baixar o ionemero e botar resina para um resistência melhor) Cavidade mt profunda: cimento de hidróxido de calcio, cimento de ionômero de vidro, sistema adesivo+resina composta. Aula 13.09.2017 Professor Guilherme RESINAS COMPOSTAS Odontologia estética = máxima prevenção, máxima preservação, mínima restauração; Monômeros utilizados em odontologia: Pode ser material restaurador direto – resina autopolimerizavel (usamos na Ulbra); Orgânico e inorgânico compõe resina composta; Orgânico = monômero se transforma em polímero; Resinas compostas de uso indireto - (molde + laboratório); LINHO DO TEMPO: 1871 = cimentos de silicato – Fletcher 1895 = amalgama 1937= resinas acrílicas 1955 = buonocore – ácido 1962 = bowen resina compost O QUE SÃO RESINAS COMPOSTAS? São compostos formados por uma matriz orgânica que envolve partículas conhecidas como matriz inorgânica ou carga. 232 COMPOSIÇÃO RESINA COMPOSTA: MATRIZ ORGÂNICA SILANO MATRIZ INORGÂNCA BISGMA TEGDMA UDMA AGENTE DE LIGAÇÃO SILICA COLOIDAL V. BARIO QUARTZO BORO ALUMINIO SILICATO PLÁSTICO TRATAMENTO QUIMICO VIDROS MATRIZ ORGÂNICA = QUEM DÁ A FORMA MATRIZ INORGANICA = QUEM DÁ A RESITÊNCIA RESINAS: Bis-GMA/UDMA - Muito viscoso + RESISTENTE A característica deste material propiciava: Menor contração de polimerização; Menor contração térmica; Menor porosidade superficial; Aumento de resistência; Estabilidade dimensional e de cor; Melhor textura superficial; TEGDMA/EGDMA - diluentes + FLUÍDO Tornam a resina passível de uso clínico; Possibilitam maior incorporação de carga; Fornecem maior grau de conversão; A REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO = MONÔMERO (etileno) POLÍMERO (polietileno): 233 A reação de polimerização desencadeia a formação de um polímero a partir de vários monômeros. Em odontologia, essa reação é auto limitante e incompleta, resultando na presença de monômero livres. CLASSIFICAÇÃO: 1. Sistema de Polimerização; 2. Tamanho da matriz inorgânica; 3. Viscosidade; 1. SISTEMA DE POLIMERIZAÇÃO: Quimicamente ativadas – autopolimerizável: DUAS PASTAS: A. Iniciador de peróxido de benzoila; B. Ativador (amina terciária); Fisicamente ativadas = foto ativadas: ULBRA PASTA ÚNICA: um foto iniciador (canforoquinona) e uma amina ativadora Luz de 400 a 500 nm (luz azul) Estado excitatório Canforoquinona + amina ativadora= radicais livres (polimerização) FASES DA POLIMERIZAÇÃO: Fase pré-gel – resina ainda está maleável, reduz a tensão de contração se prolongar a fase pré gel; Ponto gel – passou a ser material rígido não tem como trabalhar mais com a resina; Fase pós-gel – está endurecida; MÉTODOS DE FOTOPOLIMERIZAÇÃO: Tradicional (convencional) = bula Soft-start RAMP Pulse-delay COMO O CD PODE MANEJAR OS EFEITOS DELETÉRIOS DA CONTRAÇÃO E POLIMERIZAÇÃO