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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas e Materiais em Endodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
TÉCNICAS E MATERIAIS EM ENDODONTIA 
 Endodontia é a ciência que estuda a etiologia, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das afecções pulpares e 
suas consequências no Periápice. 
* Polpa morta e o dente ainda dói: é o ligamento periodontal que está doendo. 
Instrumental Endodôntico 
→ Instrumental para Abertura Coronária; Instrumental de Esvaziamento do Canal Radicular; Instrumental para o 
Preparo do Canal Radicular; Instrumental para Irrigação e Aspiração; Instrumental e material para Obturação do 
Canal Radicular 
Instrumental para Abertura Coronária 
- Caneta de alta rotação – Micromotor - Contra-ângulo 
 
Remoção de Esmalte e/ou Dentina: ← CAIU NA PROVA 
- Pontas diamantadas para alta rotação: 
→ 1012, 1014, 1016 esféricas 
→ 3071 cônica 
→ 1092 cilíndrica 
 Realização da Trepanação: ← CAIU NA PROVA 
- Brocas de baixa rotação: 
→ Esféricas haste curta 22,5mm – 2, 4 e 6 
→ Esféricas haste média 28mm – 2, 4 e 6 
Remoção do Teto: ← CAIU NA PROVA 
- Broca de alta rotação 
- Ponta diamantada 3083 
- Endo Z 
Endo Z 
 Função: Abertura da câmara pulpar (pode encostar no assoalho da câmara pulpar, pois a ponta é inativa e não irá 
cortar). Utilizada em posteriores, pois somente eles tem mais de um canal, necessitando de um instrumento com ponta 
inativa para não danificar o assoalho da cavidade. ← CAIU NA PROVA 
 Medidas: 
- Comprimento: 9mm 
- Base: 0,9mm 
- Ponta inativa 
- 6 Espiras Helicoidais (tiras de corte) ← CAIU NA PROVA 
Broca Largo 
Função: Realizar desgaste compensatório. Desgaste da parede do canal. 
- Brocas 1, 2 e 3 
- Ponta inativa ← CAIU NA PROVA 
* Quebra fácil, não forçar. Somente entrar e sair da Corpo Haste Ponta ativa 
cavidade com ela girando, nunca parar de girar. 
3 
 
 
Instrumental de Esvaziamento do Canal Radicular 
Sonda Farpada: 
- Usada em canais amplos (pois as farpas podem trancar na parede do canal e quebrar se ele for muito pequeno) 
- Remoção da polpa radicular 
- Introdução, 3 a 5 voltas e tração (a polpa sai quase inteira junto 
com a sonda) ← CAIU NA PROVA 
- Roxa, branca, amarela, vermelha, azul, verde e preta 
- É quase descartável, pois pode perder as farpas durante a 
lavagem. 
Instrumental para o Preparo do Canal Radicular 
 Limas tipo K: 
- É a mais utilizada na endodontia 
- Haste metálica quadrangular (mais rígida) 
- Fabricadas por torção 
- Exploração e preparo do canal 
- Abrir espaço em profundidade 
- Ponta ativa 
- Representada por um quadradinho □ na base do cabo 
 Limas K-Flexofile: 
- Semelhante a lima tipo K 
- Fabricada por torção 
- Haste metálica triangular 
- Com maior número de espiras 
- Ultraflexibilidade 
- Exploração e preparo 
- Ponta inativa ← CAIU NA PROVA 
- Representada por um quadradinho □ na base do cabo 
* Diferença entre Lima tipo K e K- Flexofile: 
O quadradinho na base do cabo é pintado na flexofile e vazio na tipo K 
Limas Hedströen: 
- Cones superpostos 
- Fabricadas por usinagem ← CAIU NA PROVA 
- Secção transversal em forma de vírgula 
- Alta capacidade de corte 
- Regularização de paredes 
- Utilizadas após a abertura de espaço por outro instrumento (Lima tipo K). Nunca se utiliza no início do trabalho 
- Representada por uma bolinha ○ na base do cabo
Triple Flex Files: 
- Torcidas 
- Secção transversal triangular 
- Ponta inativa 
- Maior flexibilidade que a K-Flex Files 
 K-Flex Files: 
- Torcidas 
- Secção transversal triangular 
- Ponta inativa
 
4 
 
Diferenças das limas 
- K = atinge profundidade 
- KF = canal mais atresiado 
- H = acabamento do canal, deixa as paredes mais lisas 
Instrumental Endodôntico 
 Existe uma correlação entre o número do instrumento, seu diâmetro, a cor do seu cabo e série que pertencem. 
 Padronização: 
→ Número; Diâmetro; Conicidade; Cor do cabo; Comprimento; Comprimento da parte ativa. 
Os instrumentos podem ser de 21 (molar), 25 (incisivo) e 31mm (canino superior) de comprimento. Entretanto a sua 
parte ativa sempre medirá 16mm. ← CAIU NA PROVA 
O instrumento endodôntico é formado basicamente por: 
→ Cabo 
→ Haste intermediária 
→ Lâmina (16mm independentemente do número e tamanho do instrumental) 
 
 
 
 
 
* O furo do cabo serve para amarrar um fio dental para poder evitar que o paciente engula a lima caso ela caia 
Passo da Lima 
- D0 = Diâmetro zero, na ponta do instrumental. 
- D0 é o número que está na lima, Ex.: Lima 30, o D0 vai ser 0,30mm 
- A cada 1mm, o instrumento aumenta 0,02 (centésimos de milímetro) 
- D16 é sempre 0,32 maior que o D0 
 
 
 
 
 
Séries das Limas PROVA 
 ○ ● ● ● ● ● 
1ª Série 15 20 25 30 35 40 
2ª Série 45 50 55 60 70 80 
3ª Série 90 100 110 120 130 140 
 
 Série Especial: (haste quadrangular, para canais finos) 
PROVA 
5 
 
→ Rosa = 06 
→ Cinza = 08 
→ Roxa = 10 ← CAIU NA PROVA, conta do D16 = 0,42mm 
 
Instrumental para Irrigação 
 Precisam ser limpos por dentro com água, se não limpar o hipoclorito utilizado calcifica estragando o instrumento. 
 
 
 
Instrumental para Aspiração e Secagem 
Cânulas Aspiradoras Cones de papel 
 
 
 
 
Instrumental para Obturação do Canal Radicular 
 
Espaçadores digitais Condensadores verticais Cimento Endodôntico 
 
 
 
 
 
Instrumental e material complementar 
Cones de guta percha Colgaduras Lamparina à álcool 
(B7, B8, R7 e R8) 
 
 
 
 
 
6 
 
 Cursores Tamborel Régua milimetrada 
 
 
 
 
 
 
 Régua calibradora Condensadores de McSpadden 
(tamanho 21 e25mm, a partir do nº 25) 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DENTÁRIA E ABERTURA CORONÁRIA 
 Tempos Operatórios: 
 Cirurgia de acesso 
 Odontometria e Esvaziamento 
 Preparo do canal radicular 
o Meios mecânicos 
o Meios químicos 
o Meios físicos 
 Medicação intracanal 
 Obturação 
 Proservação 
Características gerais da cavidade pulpar 
 Importância do conhecimento prévio da anatomia dental: 
 Evitar acidentes durante o ato operatório 
 Determinar a forma de contorno da cavidade de acesso 
 Conhecer o campo de ação do endodontista 
 
HESS (1917): 
 A cavidade pulpar acompanha a forma externa do dente 
 O dente, ao irromper na cavidade oral, apresenta cavidade pulpar ampla, diminuindo progressivamente no 
decorrer da idade 
 A cavidade pulpar apresenta ramificações laterais e apicais 
* Se a câmara pulpar já diminuiu muito, pode acabar dando um resultado falso negativo ao teste de sensibilidade pulpar. 
 Fatores que alteram a cavidade pulpar: 
 Deposição de dentina secundária 
 Deposição de dentina terciária ou reparativa 
 Calcificações 
 Reabsorções dentinárias internas 
 
7 
 
Como se divide o órgão dental 
 Cavidade pulpar 
o Canais radiculares 
o Câmara pulpar 
o Assoalho da Câmara pulpar 
 
Câmara Pulpar 
 Semelhante à anatomia dental externa. 
 
 
 
Assoalho da Câmara PulparLocalização das entradas dos canais. 
 
 
 Os dentes unirradiculares não possuem assoalho da câmara pulpar. 
 
Classificação dos Canais ← CAIU NA PROVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colateral: Paralelo ao canal principal, com menor diâmetro e pode terminar em forame único ou separadamente. 
 Lateral: Localizado no terço médio ou cervical da raiz, sai do canal principal e alcança o periodonto lateral. 
 Secundário: Localizado no terço apical da raiz, sai do canal principal e alcança o periodonto lateral. 
 Acessório: Ramificação do canal secundário que chega a superfície externa do cemento apical. 
 Interconduto: Une dois canais entre si. 
 Recorrente: Sai do canal principal, percorre parte da dentina e volta ao principal sem exteriorizar-se. 
 Cavo-inter-radicular: Sai do assoalho da câmara pulpar e termina na bifurcação ou trifurcação radicular. 
 Delta Apical: Múltiplas terminações do canal principal, originando o aparecimento de vários forames. 
8 
 
* Os canais Secundários somente são limpos pelos meios químicos, pois são muito pequenos para as limas. 
 
 
 
 
Segmento apical do canal 
 
 
 
 
 
 
 
* O limite CDC recebe o cone principal na obturação e não pode ser danificado/deformado. 
Canal Dentinocementário (CDC) 
 Transição, união entre os canais dentinário e cementário ← CAIU NA PROVA 
 Local onde termina a polpa e inicia o periodonto 
 Local de maior constrição (menor diâmetro) 
 Não é possível visualizar por meio de radiografia ← CAIU NA PROVA 
Incisivo Central Superior 
 Câmara Pulpar: Trapezoidal 
 Condutos: 1 (100%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento Médio: 22,5mm 
Incisivo Lateral Superior 
 Câmara pulpar: Trapezoidal 
 Condutos: 1 (100%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 22,0mm 
Curva-se para Distal no 1/3 apical 
Incisivo Central Inferior 
 Câmara pulpar: Trapezoidal 
 Condutos: 2 (25%) 
 Raízes: 1 (100%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 21,0mm 
Curva-se para Vestibular (20%); Distal (10%) 
Achatamento mésio-distal, fazendo com que seja possível encontrar 2 canais 
Incisivo Lateral Inferior 
9 
 
 Câmara pulpar: trapezoidal 
 Condutos: menor probabilidade de 2 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 22,0mm 
Curva-se para Distal (35%) 
Canino Superior 
 Câmara pulpar: Trapezoidal/Cuboide 
 Condutos: 1 (100%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 26,0mm (Pode ser maior que 30,0mm) 
Curva-se para Distal e Vestibular 
Canino Inferior 
 Câmara pulpar: Cuboide 
 Condutos: 2 (12%) 
 Raízes: 2 (6%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 24,0mm 
Curva-se para Distal (20%) 
Primeiro Pré-Molar Superior 
 Câmara pulpar: Cuboide 
 Condutos: 1 (8,3%); 2 (84,2%); 3 (7,5%) 
 Raízes: 1(35,5%); 2 (61%); 3 (3,5%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 21,0mm 
1 Curva-se para Vestibular e 1 curva-se para Palatino 
1 Curva-se para Distal 
Assemelha-se aos molares 
CAIU NA PROVA – dar nome dos canais 
Segundo Pré-molar Superior 
 Câmara pulpar: Cuboide 
 Condutos: 1 (63,7%); 2 (46,3%) 
 Raízes: 1 (94,6%); 2 (5,4%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 21,0mm 
Primeiro Pré-Molar Inferior 
 Câmara pulpar: Cuboide 
 Condutos: 1 (66,6%); 2 (31,3%); 3 (2,1%) 
 Raízes: 1 (82%); 2 (18%) 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 21,6mm 
Segundo Pré-Molar inferior 
 Câmara pulpar: Cuboide 
 Condutos: 1 (89,3%); 2(10,7%) 
 Raízes: 1 (92%); 2 (8%) 
10 
 
 Secção transversal: 
 Comprimento médio: 22,0mm 
Curva-se para Distal (40%) 
Canais em secundários em 15% 
Primeiro Molar Superior 
 Comprimento Médio: 21,7mm 
 Situa-se bem próximo ao seio maxilar 
 Inclinação: 0° e 15° em direção palatina 
 Número de Raízes: 3 
 Número de Canais: 4 (70%); 3 (30%) 
 Direção do Canal: Raiz MV – Distal (78%), Raiz DV – Reta (54%), Raiz P – Vestibular (55%) e Reta (40%) 
Segundo Molar Superior 
 Comprimento Médio: 21,3mm 
 Situa-se Distal ao 1ºMS 
 Inclinação: 5° em direção Mesial, 11° em direção Palatina 
 Número de Raízes: 3 (53,7% Separadas, V Fusionadas 18,5%, M e P Fusionadas 5,8%, todas fusionadas 12,5%) 
 Número de Canais: 3 
 Direção do Canal: Semelhante ao 1ºMS 
Primeiro Molar Inferior 
 Comprimento Médio: 21,9m 
 Situa-se posterior ao canal mentoniano e suas raízes próximas ao canal mandibular 
 Inclinação: 10° em direção Distal, 13° em direção Lingual 
 Número de Raízes: 2 
 Número de Canais: 3 (56%); 4 (36%) 
 Direção do Canal: Raiz M para distal, raiz D geralmente reta 
Segundo Molar Inferior 
 Comprimento Médio: 22,4mm 
 Situa-se distalmente ao 1ºMI 
 Inclinação: 15° em direção Distal, 12° em direção Lingual 
 Número de Raízes: 2 
 Número de Canais: 3 (72,5%; 2 (16,2%); 4 (11,3%) 
 Direção do canal: Semelhante ao 1°MI 
 
ABERTURA CORONÁRIA 
 É a fase do tratamento endodôntico que permite criar um acesso ao interior da cavidade pulpar, através de 
manobras operatórias, com a finalidade de obter um acesso direto, amplo e sem obstáculos ao forame apical. 
Princípios da Abertura Coronária 
 Toda abertura coronária deverá oferecer por meio de uma linha reta, um acesso direto ao canal radicular. 
 O limite da abertura coronária deverá incluir todos os cornos pulpares, saliências e retenções do teto da câmara 
pulpar. 
 A anatomia do assoalho da câmara pulpar não deverá ser alterada. 
 O princípio básico da abertura coronária é a definição da forma geométrica que terá a cavidade, sempre em 
dimensões menores, a fim de se evitar desgaste além da câmara. Essa cavidade deverá apresentar uma profundidade a 
mais próxima possível da câmara, facilitando assim a trepanação e a remoção do teto. 
11 
 
 Avaliação preliminar: 
 Radiografia inicial 
o Tamanho e localização da Câmara Pulpar 
o Alterações dentinárias 
o Número de canais 
o Inclinações dentárias 
 Remoção do tecido cariado 
o Presença de cárie – fonte de contaminação 
 
Instrumental Endodôntico para Abertura Coronária 
Brocas de alta rotação: 
 Esféricas diamantadas 
o 1012 
o 1014 
o 1016 
 Cilíndricas 
o 2082 
 Endo Z 
Brocas de Baixa rotação: 
 Esféricas 28 e 32mm 
o 2, 4, 6 e 8 
 Largo 
o 1 e 2 
 
Fases da Abertura Coronária 
 Remoção do tecido cariado 
 Ponto de eleição – onde inicia a abertura coronária 
 Forma de Contorno 
 Direção de Trepanação 
 Remoção do teto da câmara pulpar 
 Desgaste compensatório 
 
Dentes Anteriores (Superiores e Inferiores) 
 Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA 
Centro da face lingual, 2 a 3mm abaixo do cíngulo e 3 a 4mm da borda incisal. 
 Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA 
Incisivos: Forma de triângulo, base para bordo incisal e ápice para o cíngulo. 
Canino: Elipsoidal/ovóide 
Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA 
A broca é posicionada no ponto de eleição, em um ângulo de 45°com a superfície lingual, inicia-se o desgaste do 
esmalte até alcançar 2/3 da dentina, então dá-se uma leve inclinada para o longo eixo do dente, para poder alcançar a 
porção maior da câmara pulpar. 
PROVA 
Saber qual 
instrumento usar 
para cada fase 
PROVA 
12 
 
Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: 
Com movimentos de tração, de dentro da câmara pulpar para fora, remover todo o teto da 
câmara (cuidar com a parede vestibular). Com o auxílio da porção angulada de uma sonda exploradora, 
verificar a possível existência de remanescentes do teto. 
* Se a câmara pulpar for grande, percebe-se uma sensação de “cair” na polpa. 
Desgaste Compensatório: 
 Com a broca ENDO-Z ou Largo, desgastar aregião do cíngulo com a broca (desgastar o cíngulo para maior abertura 
do canal). A limpeza do canal é feita com Hipoclorito de Sódio. 
 
 
Passo a passo 
1- O 
acesso é 
sempre feito 
pela superfície 
palatina ou 
lingual dos 
dentes. A 
penetração 
inicial é feita exatamente no centro da face lingual. 
2- O acesso inicial é feito com broca esférica em alta rotação. 
3- Após atingir a câmara pulpar (queda no vazio), remover o teto da câmara dando forma à cavidade, que é ditada 
pela anatomia interna da câmara pulpar. A forma final da cavidade nos incisivos superiores é triangular com base voltada 
para incisal e a do canino é ligeiramente oval com o longo eixo no sentido inciso-cervical. 
4- Após toda remoção do teto, alisar as paredes laterais da cavidade com brocas ENDO-Z 
5- Uma vez concluída a abertura da cavidade, deve-se realizar a toalete da mesma, irrigar abundantemente com 
solução de hipoclorito de sódio na concentração escolhida. 
6- Visualizar o orifício do canal radicular. 
7- Realizar o desgaste compensatório na entrada dos canais radiculares. Esse desgaste deve ser realizado com broca 
ENDO-Z ou largo. 
8- Nova toalete da cavidade para remover raspas de dentina deixadas pela ação das brocas na entrada dos canais. 
 
Pré-Molares (Superiores e inferiores) 
Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA 
Face oclusal, no centro do sulco central. 
 Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA 
 Superiores: Oval, no sentido vestíbulo-lingual. 
 Inferiores: Circular 
Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA 
Paralelo ao longo eixo do dente / Perpendicular a face oclusal até atingir 2/3 da dentina, após se dá uma leve 
inclinada para encontrar o canal palatino. 
Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: 
Com movimentos de tração, de dentro da câmara pulpar para fora, remover todo o teto da câmara (cuidar com a 
parede vestibular). Com o auxílio da porção angulada de uma sonda exploradora, verificar a possível existência de 
remanescentes do teto. 
13 
 
Desgaste Compensatório: 
Amplia-se a abertura no sentido vestíbulo-palatino. 
 
 
 
 
Passo a 
passo 
 1- O 
acesso é 
sempre 
realizado através da face oclusa, em todos os dentes posteriores, o preparo inicial é feito com a broca paralela ao longo 
eixo do dente, no centro exato do sulco principal dos pré-molares superiores. A broca esférica acionada por meio de alta 
rotação é excelente para realizar este procedimento. 
 2- Após atingir a câmara pulpar (queda no vazio), com movimentos de dentro para fora, ainda com broca esférica, 
remove-se o teto da câmara pulpar, devido a forma da câmara pulpar e a localização da entrada dos canais radiculares, 
essa etapa deve visar principalmente a porção vestibular e palatina, evitando-se desta forma desgastes desnecessários nas 
porções proximais, ou seja, nas paredes Mesial e distal. 
 3- Após a remoção do teto, as paredes laterais da cavidade endodôntica devem ser alisadas com brocas ENDO-Z, 
dando uma ligeira divergência para oclusal. 
 4- A forma de contorno deve ser ovóide com maior diâmetro no sentido vestíbulo-lingual. 
 5- Toalete da cavidade com irrigação abundante. 
6- Localização dos orifícios de entrada dos canais radiculares. 
 
Molares Superiores e inferiores 
Ponto de Eleição: ← CAIU NA PROVA 
Face oclusal, centro da fosseta central, paralela ao longo eixo do dente. 
 Forma de Contorno: ← CAIU NA PROVA 
 Superiores: Triangulo com base b=vestibular e ápice para palatino. 
 Inferiores: Trapezoidal, com a base maior para Mesial e a base menor para distal. 
 
Direção de Trepanação: ← CAIU NA PROVA 
Superiores: Direcionado para o canal palatino. 
Inferiores: Direcionado para o canal distal. 
Remoção completa do teto da Câmara Pulpar: ← CAIU NA PROVA 
Superiores: Parede disto-vestibular e Mesial, preservando a ponte de esmalte. 
Inferiores: Mesial. 
Desgaste Compensatório/abertura coronária: 
Superior: triangular 
Inferior: Quadrado 
 
 
 
14 
 
 
 
PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES 
 Complexidade endodôntica: Extirpa nervo somente pode ser utilizada em canais amplos, normalmente em mono 
radiculares. Em canais atrésicos, pode ficar preso na dentina. 
 O preparo biomecânico do canal radicular é realizado por meio da limpeza químico-mecânica. Ao canal é atribuído 
uma conformação cônica, no sentido coroa-ápice (moldagem), com o objetivo de realizar uma obturação tridimensional 
do sistema de canais radiculares. 
 Meios químicos: substâncias químicas 
 Meios físicos: irrigação/aspiração 
 Meios mecânicos: instrumentação 
Os meios químicos e físicos auxiliam os meios mecânico; concluiu-se que a instrumentação complementada pela 
irrigação, sucção e inundação dos canais radiculares com substâncias ou soluções irrigadoras constitui clinicamente um 
processo único, simultâneo e contínuo. 
Substâncias Químicas 
Objetivos 
 Remover detritos do interior do Canal Radicular 
 Diminuir microbiota existente (se o dente já estava aberto – cárie – e a polpa já estava contaminada haverá 
microorganismos – mesmo após a limpeza, ainda restarão alguns) 
 Umedecer e lubrificar as paredes do Canal Radicular para facilitar a ação dos instrumentos (instrumentos de corte 
perdem a durabilidade se utilizados em local seco) 
 Facilitar a ação da medicação intracanal (deixar a medicação por 15 dias) 
 Permitir uma melhor adesão do material obturador às paredes do Canal Radicular (durar para sempre) 
 
Compostos Halogenados 
 Solução de hipoclorito a 0,5% - Líquido de Dakin 
 Solução de hipoclorito a 1% - Solução de Milton (BIOPULPECTOMIA) ← CAIU NA PROVA 
 Solução de hipoclorito a 2,5% - Solução de Labarraque (NECROSE PULPAR) ← CAIU NA PROVA 
 Solução de hipoclorito a 4-6% - Soda clorada duplamente concentrada 
 Solução de gluconato de clorexidina a 2% 
* Para polpa viva utilizamos solução de 1%, pois ela contém menos microorganismos. 
 
Hipoclorito de Sódio 
CAIU NA PROVA – inversamente proporcional a atividade antimicrobiana e diretamente proporcional a estabilidade 
 
 
 
 
Propriedades 
 Bactericida: em contato com restos orgânicos pulpares, libera cloro e oxigênio, que são os melhores antissépticos 
conhecidos. 
PH ácido ou 
neutro 
PH alcalino 
HOCl 
OCL- 
Ac. hipocloroso não dissociado (instável 
e maior atividade antibacteriana) 
Íon hipoclorito (estável e menor 
atividade antibacteriana) 
PROVA 
15 
 
 Neutraliza produtos tóxicos: permite neutralizar parcialmente e remover todo o conteúdo tóxico do Canal Radicular 
na sessão inicial de tratamento, sem correr o risco das desagradáveis agudizações dos processos periapicais crônicos. 
 Possui ação desodorizante: anula o cheiro da polpa necrosada. 
 Não ser irritante sob condições de uso; 
 Ação Disssolvente: é o dissolvente mais eficaz do tecido pulpar. Sua ação vai depender: 
 Volume da solução e a massa do tecido orgânico 
 Concentração 
 Frequência da renovação da solução no interior do canal 
 Temperatura 
CAIU NA PROVA – não possui baixa tensão superficial, somente diminui a tensão superficial dos ácidos graxos, produzindo a 
saponificação 
Concentrações de Cloro ativo encontradas em amostras de soluções de NaOCl (médias) 
Indicada no rótulo Encontrada Capacidade de atividade 
5% 3,24% 64,70% 
2% 1,60% 80% 
1% 0,78% 78,30% 
0,5% 0,05% 11,50% 
 
 Vantagens: 
 Relativamente barato 
 Ação solvente de matéria orgânica ← CAIU NA PROVA 
 Atividade antimicrobiana pronunciada contra bactérias fungos e vírus 
 Relativamente não tóxico nas condições de uso 
 Clareador 
 Desodorizante e lubrificante 
Desvantagens: 
 Instável ao armazenamento 
 Corrosivo Irritante para a pele e mucosa 
 Forte odor 
 Descora tecidos 
 Pode provocar ruptura do dique de borracha 
 
Clorexidine 
 
Vantagens: 
 Ausência de toxidade 
 Capacidade de adsorção pela dentina 
 Amplo espectro de ação contra bactérias G+/- 
 Substantividade 
 Biocompatibilidade 
Desvantagens: 
 Não dissolve tecido pulpar ← CAIU NA PROVA 
 Não tem ação clareadora 
* não misturar hipoclorito de sódio com clorexidine, 
pois pode manchar a cavidade de marro
 
A ação dos instrumentos endodônticos na parede do Canal Radicular promovem a formação do 
PROVA 
16 
 
SMEAR LAYER 
 O que é Smear Layer? É a formação de qualquer resíduo produzido pela ação de corte sobre a dentina (raspas de 
dentina, fragmentos de polpa, podendo conter microorganismos) 
 
 Como remove-la? 
 Utilizando o EDTA (Ácido Etilenodiamino Tetracético) 
 
Quando se coloca EDTA no canal radicular, ocorre inicialmente, a solubilização de uma pequena quantidade de 
fosfato de cálcio. Esta reação é denominada de Quelação e o produto resultante, quelato de Cálcio. Os íons cálcio são 
incorporados a molécula de EDTA, e a reação química continua, até a saturação da solução quelante – ação auto-limitante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Implicações clínicas da formação da Smear Layer: ← CAIU NA PROVA 
 Impede a difusão dos medicamentos através da dentina 
 Diminui a eficiência seladora da obturação 
 
 
Meios Físicos 
Irrigação / Aspiração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* O EDTA remove o componente inorgânico (cálcio) do SMEAR, mas não remove o orgânico, que é removido pelo 
Hipoclorito de Sódio. ← CAIU NA PROVA 
Técnica da Irrigação 
 A agulha irrigadora deve ser pré-encurvada e levada profundamente sem obstruir o canal, o que impediria o refluxo 
normal da solução irrigadora. 
 Cânulas irrigadoras de maior diâmetro, pois tem uma maior capacidade de sucção. 
 Importância do volume da solução irrigadora 
 PERIGO! Evitar que as soluções irrigadoras sejam forçadas para a região periapical 
Com 
EDTA 
Sem 
EDTA 
SMEAR LAYER 
O Hipoclorito de Sódio será a solução irrigadora 
utilizada durante todo o PQM do canal radicular. 
O EDTA será colocado no interior do canal radicular 
apenas no final do PQM agitando-o por 1 minuto. 
A última irrigação será realizada com Hipoclorito de 
Sódio (componentes orgânicos). 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
FASES DO ESVAZIAMENTO DO CANAL RADICULAR 
 O esvaziamento do canal radicular é a fase em que removemos o conteúdo do interior do canal. Exérese de um 
tecido pulpar vido, ou remoção dos restos necróticos. 
Esvaziamento em casos de Polpa Viva 
Pulpectomia 
 É uma forma invasiva e radical de abordagem do tecido pulpar (em toda polpa coronária e radicular, 
independentemente do número de canais). 
Indicações: 
 Pulpite irreversível sintomática 
 Pulpite crônica hiperplásica (pólipo pulpar) 
 Doenças degenerativas 
 Reabsorção dentinária interna 
 Restauração protética 
 
 Após a realização do diagnóstico pulpar, deve-se colocar o isolamento absoluto 
 A polpa viva não pode ser contaminada 
 
Polpa viva: 
 Quando removemos da polpa coronária? Após abertura da câmara pulpar 
 Quando removemos a polpa radicular? Após a odontometria 
 
Considerações anatômicas e biológicas na determinação do limite longitudinal de esvaziamento do canal radicular dos 
dentes portadores de polpa viva 
 Canal Dentinário: (local de ação da endo) 
 Formado pela dentina radicular 
 Afunilamento constante em direção apical ← CAIU NA PROVA 
 No interior do canal dentinário encontra-se o tecido pulpar 
 
Canal Cementário: 
 Disposto de maneira inversa, é formado por cemento radicular abrindo-se em 
 direção apical ← CAIU NA PROVA 
 
 
Irriga Aspira Inunda 
18 
 
Limite CDC: 
 O limite CDC é onde termina o canal dentinário e inicia o canal cementário 
 Essa região é somente visualizada por meio de cortes histológicos ou por alguns tipos de desgaste 
 Não é visível radiograficamente ← CAIU NA PROVA 
 Integridade do canal cementário  Boas condições ao reparo 
 
Limite da Exérese pulpar: 
 De 1 a 2mm aquém do vértice radiográfico (limite do ápice). 
 
Amputação da polpa coronária: 
 Durante a cirurgia de acesso, irrigação abundante com hipoclorito de sódio a 1% 
 Remoção da polpa coronária com curetas estéreis ← CAIU NA PROVA 
* Colher / Escavador de dentina estéril (sem ter sido utilizado para tecido cariado) para remover a polpa coronária. 
* A partir da trepanação, utilizar o hipoclorito de sódio (irrigar muitas vezes, pois pode haver muito sangramento). 
 
Cateterismo Odontométrico 
 CAD: Medida da ponta da raiz até a incisal da coroa (na radiografia). Comprimento aparente do dente. 
 CRI: CAD – 3mm 
 CRT: Comprimento de trabalho 
 
Cateterismo 
 Deslocamento da polpa das paredes dentinárias com uma lima K de pequeno calibre até o CRI (comprimento real 
do instrumento) ← CAIU NA PROVA 
 Depois desse procedimento realizamos a odontometria 
 
Remoção da polpa radicular: 
 Canais amplos: sondas farpadas, cursores no CRT (3 a 4 voltas até o CRT e traciona). ← CAIU NA PROVA 
 Canais atrésicos: limas tipo K, todas com cursores no CRT. Maceração (10,15) – esfarelamento da polpa radicular 
com limas finas. ← CAIU NA PROVA 
 
Pulpectomia 
 
 
 
 
 
Pulpectomia em Canais Amplos: 
 Câmara pulpar inundada de hipoclorito de sódio à 1% 
 Odontometria – CRT (comprimento real de trabalho) 
 Introduzir sonda farpada até CRT – girar de 3 a 4 voltas e tracionar 
Canal Amplo Canal Atrésico 
Sonda Farpada Lima tipo K 
3 a 4 voltas e 
traciona 
Masseração 
19 
 
 Seleciona-se uma Sonda Farpada compatível com o diâmetro do canal. Cursores para demarcar o CRT 
Pulpectomia em Canais Atrésicos: 
 Inundação da câmara pulpar 
 Odontometria 
 Limas tipo K com cursor no CRT (comprimento real de trabalho) 
 Remover a polpa por Masseração (esfarelamento) 
 
Esvaziamento de Necrose Pulpar 
O canal radicular poderá estar preenchido: 
 Restos necróticos de tecido pulpar 
Em estágios mais avançados de deterioração: 
 Exsudato seroso 
 Sanguinolento ou purulento 
 
Necrose Pulpar 
 Células da polpa destruídas 
 Grande número de espécies bacterianas no sistema de canais radiculares e túbulos dentinários. 
 A flora bacteriana infectante do canal radicular, portador de polpa morta com lesão periapical: 
o É prevalentemente constituída por microorganismos anaeróbios facultativos e estritos. 
 Com necrose, o cateterismo está completamente descartado. ← CAIU NA PROVA 
 Funciona como um êmbolo, forçando o conteúdo séptico para a região apical. 
 
 
 
 
 
Tricresol Formalina 
(Necrose Pulpar) 
 É um composto a base de formaldeído e cresol 
 É uma substância bactericida e irritante aos tecidos vivos 
 Atua sobre produtos originados da necrose pulpar, inativando-os 
 Indicações: 
 Neutralização do conteúdo séptico do Canal Radicular (técnica mediata – após 78h) 
 
Técnica de Buckley – Mediata ← CAIU NA PROVA 
* Somente em polpa morta, nunca em polpa ainda viva 
 Indicações: 
 Pacientes de risco para Endocardite Bacteriana 
 Canais atrésicos e curvos 
 Falta de tempo 
Técnica: 
Penetração 
Desinfetante 
TÉCNICA IMEDIATA TÉCNICA MEDIATA 
Hipoclorito de sódio 
a 2,5% 
Técnica de 
Buckley 
Tricreosol formalina 
20 
 
1. Abertura coronária 
2. Medicação em bolinha de algodão estéril 
3. Remoção do excesso com gaze 
4. Bolinhana embocadura do Canal Radicular 
5. Selamento duplo provisório 
Hipoclorito de Sódio (2,5%) 
(Necrose Pulpar) 
 Indicações: 
 Neutralização do conteúdo séptico do Canal Radicular (Técnica Imediata) 
 
Penetração Desinfectante: (técnica imediata) 
 Neutralização progressiva do conteúdo séptico tóxico do canal 
 
Técnica: (Penetração Desinfectante) ← CAIU NA PROVA 
1. Irrigar a câmara pulpar – agulhas finas 
2. Duvidir o CRI em 3 partes 
3. Fazer movimentos oscilatórios com uma lima até o valor do 1º terço 
4. Irrigar novamente o canal radicular – agulhas finas 
5. Fazer movimentos oscilatórios com uma lima fina até o valor do 2º terço 
6. Irrigar novamente o canal radicular 
7. Fazer movimentos oscilatórios com a lima fina até o valor do CRI 
 
Depois de esvaziar, determinar o CRT (odontometria) e realizar o esvaziamento dos milímetros faltantes. ← CAIU NA PROVA 
* O CRT nos casos de necrose é 1mm aquém do vértice radiográfico 
* O CRT nos casos de polpa viva (BIO) é 2mm aquém do vértice radiográfico 
 
LIMITE APICAL DE INSTRUMENTAÇÃO – ODONTOMETRIA 
 Série de manobras que visam determinar a extensão do tratamento endodôntico. Comprimento de trabalho (CT). 
Definir um limite apical de cimentação, até onde pode intervir. Devemos ter um comprimento de trabalho. 
 Seria ideal, se fosse possível, medir o dente fora da cavidade bucal, com auxílio de um paquímetro de precisão. As 
radiografias periapicais quase sempre terão algum nível de distorção, alongamento ou encurtamento do tamanho real do 
dente. 
 Método Sinestésico – entrando com a lima até o paciente sentir dor (passa pelo limite DCD) 
 Método Radiográfico – INGLE 
 Método Eletrônico – precisa de um equipamento odontométrico eletrônico 
 
1º Princípio Básico 
 Conhecer profundamente a anatomia interna de cada grupo dental. 
2º Princípio Básico 
 Conhecer o comprimento médio dos dentes humanos (para não errar o tamanho caso a radiografia ficar alongada, 
Ex.: IC com 27mm (média 22mm), deve ter alongado). 
 
21 
 
 IC IL C 1º PM 2º PM 1º M 2º M 3º M 
Superior 22 22 27 21 22 21 21 19 
Inferior 21 22 25 21 21 21 21 19 
 
Técnica Radiográfica de Ingle, 1957 
 
1º Passo: ← CAIU NA PROVA 
 Obtenção do CAD (Comprimento Aparente do Dente – passível de distorção) 
 Utilizar radiografia de diagnóstico Periapical 
 Medir com a régua em milímetros, do ápice até a coroa 
 Medir da ponta da cúspide/incisal até o vértice radiográfico 
 
2º Passo: ← CAIU NA PROVA 
 Obtenção do CRI (Comprimento Real do Instrumento – não tem distorção) 
 Usar margem de segurança devido a possíveis distorções da imagem radiográfica de diagnóstico (CAD – 
3mm = CRI) 
 Transpor a medida para uma lima (utilizando régua calibradora) 
 Utilizar cursores para limitar o comprimento do instrumento 
 Utilizar o instrumento mais próximo possível da medida, Ex.: 18mm – utilizar lima de 21mm com cursores 
para que ela fique 18mm. 
 Cursores: limitadores de penetração, preencher o espaço intermediário com vários cursores. 
3º Passo: ← CAIU NA PROVA 
 Obtenção do X (distância da ponta do instrumento até o vértice radiográfico) 
 Levar o instrumento até o canal 
 Descolando a polpa do dente até o CRI (dividir o CRI em 3 partes, entrar até 
1/3, irrigar, entrar até 2/3, irrigar novamente e entrar até 3/3 e irrigar mais 
uma vez. Nunca entrar no canal seco) 
 Tirar nova radiografia com o instrumento dentro do canal 
 Para a obtenção do X, medir da ponta do instrumento até o vértice 
radiográfico (com régua) 
 CRI + X = CRD (Comprimento Real do Dente) 
* Quando o X for 0, o CRI vai ser igual ao CRT, podemos prosseguir com o tratamento 
 
4º Passo: ← CAIU NA PROVA 
 Obtenção do CRT (Comprimento Real de Trabalho - Limite Apical) 
 CRT = CRD – 1mm (polpa morta) 
 CRT = CRD – 2mm (polpa viva) 
 
5º Passo: ← CAIU NA PROVA 
 Raio x de confirmação do CRT 
 Distância de 1 a 2mm entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico 
Resumo: ← CAIU NA PROVA, saber fazer a conta, não confundir o X com os 3mm de margem de segurança 
 CAD – 3mm = CRI 
 CRI + X = CRD 
Vértice 
Radiográfico 
Ponta da 
cúspide/Incisal 
22 
 
 CRT = CRD – 1mm (polpa morta) 
 CRT – 2mm (polpa viva) 
* Limite CDC vai estar de 1 a 2mm do vértice radiográfico 
* Ápice: os últimos 5mm da raiz possuem os canais delta apicais, são múltiplos canais, é a ZONA CRÍTICA APICAL, possui 
muitas ligações com o exterior. 
Reabsorções Apicais 
 Encurtam o dente juntamente com o limite CDC 
 
Anotações – ODONTOMETRIA 
Dente Canal Ponto de Referência CAD CRI 
(CAD – 3mm) 
X CRD 
(CRI – X) 
CRT 
(CRD -1 ou 2mm) 
 
 
Seleção do Instrumento para Alcançar o CRI 
 De acordo com a anatomia do dente, comprimento e diâmetro do canal 
 
X Negativo, como justificar? ← CAIU NA PROVA 
 O dente saiu alongado na radiografia Periapical de diagnóstico 
 O raio x estava muito alongado e os 3mm de margem de segurança não foram suficientes 
 CAD maior que CRD 
 
O que fazer? 
 Medir da ponta do instrumento até o vértice radiográfico (que foi ultrapassado) 
 O valor da medida devemos diminuir (CRI – X) 
 Calibrar a lima com o CRI adequado 
 Realizar novo raio x 
* Se o dente possuir coroa provisória, diminuir o tamanho da coroa para não ultrapassar o vértice (pois removemos a 
coroa para realizar o tratamento) 
Variações do X em molares 
 Remover as “sobras” que interrompem a passagem da lima (preparo cervical) 
 Realizar a odontometria após o preparo cervical – desgaste compensatório da entrada do canal 
 
 
 
 
 
 
Referência Clínica Incisal ou Oclusal 
 Deve ser estável durante todo o tratamento endodôntico 
 Remover Cárie, restaurações e esmalte sem suporte dentinário, proporcionando superfície regular ou planificada 
 Remover as irregularidades para os cursores encostarem sempre no mesmo local 
 
23 
 
Cuidados Gerais 
Se o dente possuir restauração de amálgama, não raspar a lima no amálgama, pois pode cair restos dentro do canal 
e promover o insucesso do tratamento. 
Técnica de Clark 
 Dentes com mais de um canal que necessitam de dissociação para visualização dos mesmos 
 1º Molar Superior não necessita de dissociação 
 Medir o X no maior canal, obter o CAD e usar essa medida para o canal que está sobreposto também 
 
Você deverá repetir a radiografia, se: 
 Não aparecer o ápice 
 Não estiver visível a ponta do instrumento 
 Radiografia estiver muito alongada 
 A distância entre a ponta do instrumento e o ápice for igual ou maior do que 4mm 
* Ao final do tratamento endodôntico todas as radiografias serão entregues juntamente com a ficha de odontometria. 
 
PREPARO DO CANAL RADICULAR – MEIOS MECÂNICOS: TÉCNICA MANUAL 
 Fases Operatórias: 
1. Cirurgia de acesso 
2. Esvaziamento 
3. PREPARO DO CANAL RADICULAR 
a. Meios mecânicos 
b. Meios químicos 
c. Meios físicos 
4. Medicação Intracanal 
5. Obturação 
6. Restauração 
7. Proservação 
 
Objetivos: 
 Limpeza: soluções químicas auxiliares 
 Modelagem: manual, com limas 
 
Sinonímia: 
 Preparo Químico-Mecânico 
 Preparo Químico-Cirúrgico 
 Preparo Biomecânico 
 
Objetivos Mecânicos: ← CAIU NA PROVA 
 Dar forma cônica e progressiva com menor diâmetro apical 
 Retificar as curvaturas no terço cervical (preparo cervical) 
 Manter forma e posição original do forame 
 Preparar o batente apical (serve para parar o cone de guta percha no final do canal) 
 
Preparo Manual do Canal Radicular 
 O canal anatômico deve ser contido em toda sua extensão pelo cirúrgico. Mantendo o forame na 
forma e posição originais.24 
 
Como preparamos o Canal Radicular? 
 Movimentos reciprocantes: movimentos alternados um pouco para direita e um pouco para a esquerda 
 
Finalidades do Preparo Biomecânico 
Problema: 
 Fazer o instrumento ampliar o canal e se adaptar a sua forma sem causar deformação. 
 
 
 
 
 
 
Preparo Manual o Canal Radicular 
Princípios básicos para uma correta instrumentação: 
 Conhecer os limites do instrumento 
 Não girar o instrumento quando estiver preso 
 Não forçar o instrumento 
 Observar deformações na parte ativa do instrumento 
 
Movimentos: ← CAIU NA PROVA 
 Movimento Oscilatório – Sem tração / de Cateterismo: 
o Exploração iniciam do canal 
o Instrumentos finos 
o Avanços e retrocessos 
o Leve pressão 
o Discreta rotação para direita e esquerda 
o Sem tração 
* ¼ de volta para a direita, ¼ de volta para a esquerda até o CRI, com limas de 
pequeno calibre. 
 Movimento Oscilatório – Com tração: 
o Instrumentos mais calibrosos 
o Avanços e retrocessos 
o Leve pressão 
o Retirada com tração 
o Evolução em profundidade 
* ¼ para direita – vai, ¼ para a esquerda – volta. Movimento em viés, tração lateral 
oblíqua. Traciona para o lado durante a retirada. 
25 
 
 Movimento de Limagem: 
o Instrumentos mais calibrosos 
o Leve pressão 
o Pressão lateral 
o Retirada em viés com tração 
o Evolução em largura 
* Entra, traciona contra a parede e sai com viés. 
* Após os movimentos o preparo fica irregular, pois só metade da lima toca na parede. 
* Quando a lima fica “presa” é porque ainda tem canal pela frente. 
Meios Químicos e Físicos: 
 Hipoclorito de sódio 
 EDTA trissódico à 17% 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica Coroa-Ápice 
 3 Fases do preparo: 
 Preparo cérvico-apical 
 Preparo apical (batente apical) 
 Preparo escalonado com recuo progressivo e programado (técnica escalonada) 
 
Qual lima eu inicio? 
 Lima de confirmação do CRT + 0,32mm 
 Lima da 2 série da mesma cor 
 Instrumentos mais calibrosos para menos calibrosos, Ex,: 50, 45, 40, 35... 
 
1ª FASE: PREPARO CÉRVICO APICAL ← CAIU NA PROVA 
 Exploração 
o Esvaziamento – bio ou necro? 
o Limas finas + movimentos oscilatórios sem tração 
 Odontometria 
o Instrumento justo no canal 
 Alargamento cérvico-apical 
 
Instrumentos mais calibrosos: (Limas 50, 45, 50, 35...) 
Alargamento lateral – 
amplitude e não profundidade 
PROBLEMA! 
(Principalmente nos canais curvos) 
Problema no terço cervical: 
 Anatomia complexa do 1/3 cervical dificulta a 
chegada ao terço apical. 
 Normalmente no canal Mesial de molares 
Inferiores, desgastar a entrada do canal manualmente 
Com limas ou broca largo 
26 
 
 Movimentos de oscilação com tração 
o Introdução com leve pressão 
o Discreta rotação para direita e esquerda 
o Tração 
 Até que a lima fique solta no canal 
 Irrigação + exploração no CRT com lima fina 
 Repetir manobra com instrumentos imediatamente menos calibrosos, Ex.: 60, 55, 50... 
 A cada troca de lima, irrigar e utilizar lima fina até atingir o CRT 
 A lima que chegar no CRT é o Instrumento apical inicial 
* Ex.: Instrumento de grande calibre escolhido (50), colocar no canal até “prender”, fazer movimentos oscilatórios sem 
pressão com tração, irrigar, aspirar, inundar, utilizar lima exploratória (a lima que utilizou na odontometria) para ver se não 
houve bloqueio do canal, próximo instrumento com calibre menor (45), repete o procedimento. O primeiro instrumento 
que chega no CRT é o Instrumento Apical Inicial. 
* Quantas limas necessitam para chegar ao CRT? Quantas forem necessárias para chegar no CRT sem pressão. 
2ª FASE: PREPARO APICAL / BATENTE APICAL ← CAIU NA PROVA 
 Movimento de limagem: 
 Instrumento apical inicial + 2 ou 3 limas imediatamente mais calibrosas (Ex.: 25, 30, 35, 40) 
 Último instrumento: Instrumento memória (IM) – máximo diâmetro apical, máxima dilatação cirúrgica no CRT. 
* Instrumento Apical inicial + 3 calibres para Bio e 4 calibres para Necro. 
* Ex.: Instrumento Apical inicial (20) + 3 calibres (35 – lima memória/patência), chegar até o CRT com movimentos de 
limagem (primeiro lima 25, depois 30 e por último a 35). 
3ª FASE: PREPARO ESCALONADO ← CAIU NA PROVA 
Preparo do terço médio: 
 Aumento de calibre – diminuição do CRT 
 Uso de no mínimo 3 instrumentos subsequentes ao Instrumento de Memória 
 Recuo de 1mm do CRT a cada instrumento 
 Movimento de limagem 
 A cada lima, utiliza-se o Instrumento de memória até o CRT 
* Ex.: CRT (7mm), Instrumento apical inicial (20) + 3 calibres (35 – lima memória), chegar até o CRT 
(7mm) com movimentos de limagem. Irriga, aspira, inunda, utiliza lima exploradora para verificar se não houve bloqueio 
do canal. Calibrar a próxima lima (40) com 1mm a menos do que o CRT (a cada 1mm que sobe, utiliza uma lima de maior 
calibre). 
MEDICAÇÃO INTRACANAL - MIC 
A medicação intra canal consiste na aplicação de um medicamento no interior do canal radicular por um período 
geralmente mais longo do que de uma consulta e que visa exercer algum efeito terapêutico; 
ENDODONTIA: 
1. Diagnóstico 
2. Abertura coronária 
3. Preparo biomecânico 
4. Fase de desinfecção  medicação intracanal 
5. Obturação 
6. Sucesso 
7. Proservação
 
27 
 
 TÚBULOS DENTINÁRIOS, RAMIFICAÇÃO DO CANAL, DELTA APICAL  A medicação tem a ação de agir sobre as 
bactérias nos locais em que não temos acessos; 
 
OBJETIVOS: ← CAIU NA PROVA, verdadeiro/falso 
1. Eliminar mos que sobreviveram ao PQM – ação antimicrobiana, com o potencial de destruir microrganismos 
remanescentes que sobreviveram ao PQM; 
2. Atuar como barreira físico químico contra a infecção ou reinfecção por mos da saliva – melhor reparo dos tecidos, 
podem impedir a penetração de microorganismos da saliva no canal; 
3. Reduzir a inflamação perirradicular e consequente sintomatologia - faz-se necessário o emprego do MIC para reduzir 
direta ou indiretamente a intensidade da resposta inflamatória; 
4. Solubilizar matéria orgânica – A permanência de resíduos pode virar um reservatório para microorganismos 
residuais, que podem comprometer o sucesso da terapia endodôntica a longo prazo; canais secundários, istmos, 
áreas de reabsorções dentarias; 
5. Neutralizar produtos tóxicos - Medicamentos que possuem efeito neutralizante podem contribui para a criação de 
um ambiente endodontico favorável à reparação perirradicular; necrose pulpar, projeção de microorganismos e 
seus produtos tóxicos do canal radicular para a régio periapical; manifestações dolorosas 
6. Controlar exsudação persistentes – A presença física desse exsudato cria um ambiente úmido que impede a 
obtenção de um adequado selamento do CR. O PQM deve ser revisado com o comprimento de trabalho reavaliado; 
exsudato = impede adequado selamento do canal radicular - iiritantes permanecem atuando sobre os tecidos 
periapicais; medicamentos = atividade antibacteriana, inibição da resposta inflamatória, ação física de 
preenchimento e ação higroscópica. 
7. Controlar reabsorção dentaria externa inflamatória – A perda do cemento expõe a dentina e permite o 
estabelecimento uma conexão direta dos tecidos perirradiculares com bactérias e seus produtos presentes na 
polpa e nos túbulos dentinários; 
8. Estimular a reparação por tecido mineralizado – Em casos de perfurações e reabsorções radiculares, MIC são 
utilizados para favorecer a reparação através da deposição de um tecido mineralizado; 
PROMOVER A ELIMINAÇÃO DE MICROORGANISMOS QUE SOBREVIVEM AO PREPARO QUÍMICO MECÂNICO: 
 Ação antimicrobiana 
 Melhor reparo dos tecidos periapicais 
 Maior sucesso 
CLASSIFICAÇÃO QUÍMICADOS MIC: não precisa saber só ter o conhecimento 
Derivados fenólicos: São potentes agentes antimicrobianos e exercem seu efeito tanto por contato direto, quanto pela 
liberação de vapores. Somente pelo PMCC ainda é recomendado pela endodontia. 
Aldeídos: São fixadores teciduais de pronunciada eficácia. Representados pelos formaldeídos (tricresol, formalina ou 
formocresol) e glutaraldeído. São potentes anti-microbianos tanto pelo contato direto quanto pela liberação de vapores 
ativos. 
28 
 
Halógenos: São componentes que tem cloro ou iodo. Tem efeitos destrutivos sobre os vírus e bactérias. Temos o 
iodofórmio(CHI³) e o iodeto de potássio. 
Bases ou hidróxidos: Representado pelo hidróxido de cálcio (Ca(OH)2). É um pó branco, alcalino (PH12m8), inodoro, pouco 
solúvel em água. É comprovado a sua atividade anti-microbiano por contato e o efeito de estímulo a formação de uma 
barreira mineralizada. 
Corticoisteróides: São derivados do córtex da suprarrenal. Atuam sobre a inflamação inibindo a ação da enzima fósfolipase 
a2 envolvida na síntese dos derivados do ácido araquidônico (prostaglandinas e leucotrienos) importantes mediados 
químicos da inflamação. Em endodontia são utilizados em aplicação tópica nos casos de periodontite apical aguda de 
etiologia química ou traumática. Os corticoisteroides mais utilizados na endodontia são a hidrocortisona e a dexametasona. 
Antibióticos: Substancias produzidas pelos microorganismos ou similares a ela produzidas total ou parcialmente no 
laboratório, capazes de inibir o desenvolvimento ou matar outros microorganismos. São pouco empregadas como 
medicamentos intracanal pois tem um grande risco de sensibilizar o paciente ou causar resistência bacteriana. 
QUANDO EMPREGAR A MIC? 
Condição clínica: 
 Polpas vitais  obturação imediata sempre que possível (porque estamos lidando com tecido pulpar e não com 
microorganismos = sessão única); 
 Necrose pulpar  MIC 
 
CASOS DE BIO: 
 Biopulpectomia: corticóide – antibiótico e hidróxido de cálcio = Otosporin 
Associação corticóide + antibiótico: 
 Corticoide (anti-inflamatório) + Antibiótico (ação antimicrobiana); 
 Atenua a intensidade da reação inflamatória provocada pelo ato cirúrgico e uso de drogas, favorecendo a 
eliminação da dor pós-operatória e o mecanismos reparador; 
OTOSPORIN: 
 Preserva a integridade do coto periosontal (tecido com células histologicamente viáveis 
que preservamos, pois integra tecido pulpar com periodontal) e tecidos periapicais; 
 Permite a neoformação do coto periodontal (sobre instrumentação); 
 Grande poder de penetração; 
 Hidrossolúvel; 
 Fácil aplicação e remoção do interior do canal (forma liquida); 
Indicações: 
 Polpa vital; 
29 
 
 Trauma físico (sobre instrumentação) ou químico no coto periodontal e /ou tecidos periapicais; 
Efeitos colaterais: 
 Retardo na reparação tecidual; 
 Permanência por períodos curtos (máximo de 7 dias (no consultório 48 horas); 
 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO BACTERICIDA: 
 Perda da integridade da membrana citoplasmática bacteriana; 
 Inativação enzimática; 
 Dano ao DNA bacteriano; 
POLPA VIVA não consegui realizar obturação: 
 PQM completo 25mm: uso hidróxido de cálcio (nem sempre conseguimos); ← CAIU NA PROVA 
 PQM incompleto: otosporin; 
 
NEUTRALIZAÇÃO DE ENDOTOXINAS: 
 LPS  importante fator de virulência bacteriana (lipídio A) 
 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO AÇÃO ANTIBACTERIANA: 
 A maioria dos microorganismos patogênicos para o homem não é capaz 
de sobreviver em um meio extremamente alcalino. O pH do hidróxido 
de Ca é de certa de 12,8; 
 
 Efeito osmótico: reduz um dos sinais da inflamação que é o edema 
 Anti-exsudativo: ação higroscópica; 
 
AÇÃO ANTI IFLAMATÓRIA: 
 Ação higroscópica: 
 Ca(OH)2 É HIPERTTÔNICO -> EFEITO OSMOTICO 
 
INDUTOR DE REPARO POR TECIDO MINERALIZADO: ← CAIU NA PROVA 
Quando em contato direto com um tecido conjuntivo organizado com memória genética para produção de tecido 
mineralizado, como polpa ou ligamento periodontal, o Ca (OH)2 estimula a neoformação de dentina ou cemento; 
 
VEICULOS INERTES: HIROSSOLÚVEIS E OLEOSOS: 
Hidrossolúveis: veículos água 
 Aquosos: água destilada, soro, soluções anestésicas; 
 Rápida dissociação  Difusão e diluição + rápida (7 dias); 
 
30 
 
Viscosos: veículos oleosos (efeito mais lento de dissolução no dente – 30 DIAS) 
 Glicerina, polietilenoglicol, propilenoglicol – CALEN; 
 dissociação lenta; 
 
VEICULOS BIOLOGICAMENTE ATIVOS: 
 Conferem a pasta efeitos adicionais aos proporcionados pelo hidróxido de 
cálcio. Exemplos incluem o PMCC e a clorexidina; 
 
REMOÇÃO DO SMEAR LAYER: após PQM 
 Preenchimento do canal com EDTA a 17% por 3min; 
 Agitação (pra cima e pra baixo com o EDTA – 3 min); 
 Irrigação – aspiração (hipoclorito de sódio); 
 Secagem; 
 Medicação intra canal (após uma semana, se refaz todo esse mesmo processo acima, porque pode mesmo assim 
ter restos nos canais laterais, fazendo isso obturamos); 
 
 PREENCHIMENTO DO CR COM PASTA DE Ca(0H)2 – recuar 2mm do CRT para não extravasar a medicação (agulha 
callen); 
 
CASOS NECRO: 
PARAMONOCLOFENOL CANFORADO (PMCC): 
 Entre os antissépticos mais usados e estudados na endodontia distingui-los o paramonoclofenol canforado que se 
mostrou eficiente no combate aos microorganismos do canal. mas ao lado de sua eficiência, mostrou também alta 
atividade citotóxica. Assim várias formulações; 
 Lesão periapical não podemos usar, pois esta anaeróbico; 
 Alta toxicidade; 
 
Técnica de uso: 
 Cone de papel de tamanho e diâmetro adequados 
o Ponta do cone não deve ultrapassar o limite entre 
os terços médios e apical; 
 Umedecer levemente o cone 
 Lavar o cone com o PMCC na cavidade pulpar; 
 Bolinha de algodão na camara pulpar restauração provisória; 
 
Quando houver lesão (PQM completa): utilização do callen 15 dias podemos deixar 30 dias (preferencialmente) ou 
hidróxido de cálcio + associação com PMCC; 
31 
 
TRICRESOL: 
Estudos recomendam sua permanência na câmara pulpar por no máximo 2 dias por poder haver uma resposta 
inflamatória seguida de abcesso oriundos de produtos tóxicos de bactérias, restos pulpares em decomposição, volatilidade 
do formaldeído ou ambos os fatores simultaneamente. Porém artigos como valera indicam poder usá-lo por até 7 dias; 
Casos: 
 Urgência; 
 PQM incompleto; 
 
QUAL MEDICAÇÃO USAR? 
Polpa vital: 
 Hidróxido de cálcio: 
o 1ª opção – canal devidamente instrumentado – 7 a 30 dias 
 Otosporin: 
o Periodontite apical aguda traumática ou química; 
o Canal não completamente instrumentado; 
o Tempo entre consultas inferior a 7 dias; 
Necrose pulpar: 
 Hidróxido de cálcio: 
o 1ª opção – canal devidamente instrumentado – 7 a 30 dias 
 PMCC: 
o Tricresol Formalina – canal não terminado; 
 
MATERIAL RESTAURADOR PROVISÓRIO: 
Funções: 
 Impedir que saliva e microorganismos da cavidade oral ganhem acesso ao canal radicular; 
 Preservar a efetividade da medicação; 
Propriedades: 
 Estabilidade dimensional; 
 Bom selamento; 
 Resistência mecânica; 
 
DECORAR: 
 BIO: 
o PQM completo  Hidróxido de Cálcio 
o PQM incompleto  Otosporin 
 NECRO: 
32 
 
o PQM completo  Hidróxido de Cálcio 
o PQM incompleto  PMCC ou Tricresol Formalina 
o PQM completo + lesão  Hidróxido de Cálcio + PMCC 
o PQM incompleto + lesão  Tricresol Formalina 
 
OBTURAÇÃO DO CANAL RADICULAR 
 
FINALIDADE OBTURAÇÃO: 
O propósito da obturação é selar toda a extensão do canal radicular. O material obturador deve preencher todo o 
espaço ocupado anteriormente, pela polpa radicular, proporcionando um selamentotridimensional. 
 
Porque obturar: 
Uma obturação defeituosa, com espaços vazios em seu interior, não teremos selamento suficiente para impedir a 
penetração pelo forame de serosidades que propiciam um meio nutritivo favorável à multiplicação de germes e o conduto 
passará a comportar-se como foco de infecção. 
 
COM O QUE: 
Material sólido: 
 Cones de Guta percha 
Composição Guta Percha: 
 Guta percha 
 Óxido de zinco 
 Sulfatos metálicos 
 Resinas ou ceras 
Vantagens Guta Percha: ← CAIU NA PROVA 
 Bem tolerados pelos tecidos periapicais 
 Radiopacos 
 Fácil remoção 
 Possuem estabilidade dimensional nas 
condições de uso 
 Não alteram a cor do dente quando usados no 
limite coronário adequado; 
Desvantagens Guta Percha: ← CAIU NA PROVA 
 Apresentam pequena resistência mecânica a flexocompreensão (rigidez), o que dificulta seu uso em canais curvos 
e atresiados; 
 Pouca adesividade; 
 Podem ser deslocados por pressão, provocando sobreobturação durante processos de compactação; 
 
Material plástico: 
33 
 
 Cimentos 
Composição: 
 A base de oxido de zinco e eugenol: 
o EX: EUGENOL, ENDOFIL; 
 Cimentos resinosos: 
o EX: AH PLUS, A26; 
 Cimentos a base de ionômero de vidro; 
 Cimentos a base de hidróxido de cálcio: 
o EX: SEALER 26, APEXIT; 
 
VANTAGENS DOS CIMENTOS ENDODÔNTICOS: ← CAIU NA PROVA 
 Radiopacidade 
 Fácil manipulação e remoção 
 Não sofre alterações de volume 
 Ter adesividade as paredes do CR ; (pois a Guta Percha não tem adesividade) 
 Insolúvel aos fluidos orgânicos; 
 Ação antimicrobiana; 
 Bi compatível; 
 Não manchar estrutura dentária; 
 
SELEÇÃO DO CONE MESTRE: 
Teste tátil: ← CAIU NA PROVA 
 O cone deve ficar adaptado nos 3mm iniciais do CRT 
 O cone não pode ficar solto, precisa ficar preso 
 Tentar retirar o cone levemente, ele não pode sair 
 
Teste visual: ← CAIU NA PROVA 
 Calibrar o cone com a régua metálica 
 Marcar com ajuda da pinça o local exato da medida 
 Observar se o cone entrou todos os milímetros que deveria 
 
Teste radiográfico: ← CAIU NA PROVA 
 Fazer uma radiografia para observar se o cone chegou ao local certo 
 
34 
 
ESPATULAÇÃO DO CIMENTO: 
 Dividir o pó em duas partes 
 Juntar uma das partes com o líquido 
 Juntar a segunda parte 
 Segurar a espátula formando um fio de cimento, por 10 segundos, se o fio não quebrar esse é o ponto correto 
 
COLOCAÇÃO DO CONE PRINCIPAL: 
 Passar o cone de guta percha no cimento 
 Fazer movimentos de vai e vem até chegar no CRT 
 Não mexer mais 
 
ESPAÇADORES DIGITAIS: 
 Abrir espaço para outro cone de guta percha 
 
TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL: 
 Condensar o cone que já está dentro do canal radicular com 
espaçadores digitais 
 Colocar mais cones até não ter mais espaços 
 O cone principal é passado no cimento, após isso, um cone 
sim e outro não 
 
CORTE DOS CONES: 
 Condensadores de Paiva 
 Aquecer até a ponta ficar vermelha – tem que ficar bem quente para conseguir cortar os cones, se só estiver 
morno vai grudar e arrancar todos os cones de dentro do canal 
 Fazer o corte dos cones um pouco abaixo da cervical – os cones não podem ficar na coroa do dente pois pode 
causar escurecimento 
 Condensação vertical com o condensador já frio 
 
RESTAURAÇÃO PROVISÓRIA: 
 Deve ser bem feita pois caso ela caia, o tratamento tem que ser reiniciado 
RADIOGRAFIA FINAL: 
 Confirmação da obturação realizada com sucesso 
 
 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Terapêutica Sistêmica e 
Anestesiologia 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
NERVO TRIGÊMEO 
 Nervo Misto: 
→ Ação Motora: inerva músculos mastigatórios, além do milohioideo e ventre anterior do digástrico. 
→ Ação Sensitiva: cavidade bucal, 2/3 anteriores da língua, globo ocular, pele da face, seios paranasais, nariz e dura-
máter, ATM. 
Divide-se em três ramos: 
→ Oftálmico 
→ Maxilar 
→ Mandibular 
Nervo Oftálmico 
→ Passa pela fissura orbital superior – cavidade orbital 
→ Inerva a cavidade orbital – sensitiva 
→ Emite ramificações: 
o Nervo lacrimal: glândula lacrimal 
o Nervo frontal: 
 Nervo Supraorbitário (seio frontal, pálpebra superior e fossa lacrimal) 
 Nervo Supratroclear (pele da pálpebra superior, nasal e frontal) 
o Nervo Nasociliar: segue o interior da cavidade orbitária 
 
Nervo Maxilar 
- Nervo sensitivo 
- Antes de passar pelo forame redondo: ramo meníngeo: dura-máter 
- Após sair da caixa craniana pelo forame redondo emite ramos: 
Nervo Zigomático: 
→ Nervo zigomático facial: bochechas (pele) 
→ Nervo Zigomático temporal: região temporal (pele) 
Nervo Pterigopalatino: atravessa o forame esfenopalatino: interior da fossa nasal, emitindo ramos: 
→ Nervo Nasal Póstero Superior: cornetos médios e superiores 
→ Nervo Nasopalatino: mucosa palatina – canino a canino superior 
→ Nevo palatino subdivide-se em: 
o Nervo palatino anterior: palato duro (2/3 posteriores) 
o Nervo Palatino Posterior: palato mole e amigdalas 
Nervo Alveolar Póstero-Superior: 
Nervo Infra Orbitário: 
→ Nervo Alveolar Antero Superior 
→ Nervo Alveolar Médio Superior 
→ Nervo Palpebral 
→ Nervo Nasal 
→ Nervo LabialSuperior 
37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nervo Nasopalatino: 
→ Mucosa gengival palatina (2/3 anteriores do palato duro), de canino a canino 
* Não inerva dente, somente a região da mucosa entre esses dentes. 
Nervo Palatino Maior/Anterior: 
→ Palato duro (2/3 posteriores) 
 
Nervo Palatino Menor/Posterior: 
→ Palato mole 
→ Amigdalas Palatinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nervo Alveolar Antero Superior: 
→ Polpa IC, IL e C 
→ Osso alveolar 
→ Ligamento Periodontal 
→ Mucosa Gengival Vestibular 
 
Nervo Alveolar Médio Superior: 
→ Polpa 1PM, 2PM, Raiz MV do 1M 
→ Ligamento Periodontal 
→ Osso Alveolar 
→ Mucosa Gengival Vestibula
Nervo Alveolar Póstero Superior (vem direto do maxilar): 
→ Raiz DV e P do 1M e polpa do 2M e 3M 
→ Ligamento Periodontal 
→ Osso Alveolar 
38 
 
→ Mucosa Gengival Vestibular 
 
Nervo Mandibular 
- Nervo misto 
- Atravessa o forame oval 
 Nervo Aurículo Temporal: parótida, ATM, região temporal, pavilhão auricular e meato acústico externo. 
 Tronco Têmporo Masseterino: motor – temporal e masseter 
→ Nervo Temporal Profundo Posterior 
→ Nervo Masseterino 
Tronco Têmporo bucal: misto 
→ Nervo Temporal Profundo Anterior: motor – musculo temporal 
→ Nervo Bucal: sensitivo – mucosa gengival vestibular de II PM a III Molar, mucosa e pele da bochecha 
→ Nervo Pterigoideo Lateral – músculo pterigoideo lateral 
→ Nervo Pterigoideo Medial – músculo pterigoideo medial 
→ Nervo Temporal Profundo Médio – musculo temporal 
→ Nervo Lingual 
→ Nervo Alveolar Inferior 
o Nervo Milihioideo 
o Nervo Mentoniano 
o Nervo Incisivo 
 
 
 
Nervo Alveolar Inferior: 
→ Polpa I, II e III Mols, II PM 
→ Ligamento periodontal 
→ Osso Alveolar 
Nervo Incisivo: 
→ Polpa OC, IL, C e I PM 
→ Ligamento Periodontal 
→ Osso Alveolar
Nervo Mentoniano: 
→ Lábio Inferior 
→ Pele do Mento 
→ Mucosa gengival vestibular 
 
Nervo Bucal: 
→ Mucosa gengival vestibular (2PM até 3M) 
→ Mucosa das bochechas
Nervo Lingual: 
→ Mucosa gengival lingual (IC até 3M) 
→ Assoalho Bucal 
→ 2/3 Anteriores da língua 
* O nervo Lingual e o Alveolar Inferior são anestesiados juntos por estarem muito próximos. 
Língua 
 
39 
 
1/3 Posterior: 
→ IX Glossofaríngeo 
 
2/3 Anteriores: 
→ Sensibilidade gustativa:VII – Facial 
→ Inervação Motora: XII - Hipoglosso 
HISTOFISIOLOGIA DO NERVO PERIFÉRICO 
Anestesia Local 
 Perda de sensibilidade em uma área circunscrita do corpo causada pela depressão da excitação das terminações 
nervosas ou pela inibição do processo de condução dos nervos periféricos. 
 A anestesia geral é um estado reversível de inconsciência produzido por agentes anestésicos com abolição da 
sensibilidade dolorosa em todo o corpo. 
 Cicatrização: substituição do tecido lesado por tecido conjuntivo. 
 Reparação: substituição do tecido lesado por tecido igual. 
* Anestésico tópico se injetado não produz anestesia. 
 
Métodos de indução da Anestesia Local 
 Trauma mecânico 
 Baixa temperatura 
 Anoxia (falta de irrigação sanguínea no nervo) 
 Irritantes químicos 
 Agentes neurolíticos 
 Agentes químicos 
* Os nervos possuem uma microcirculação, se condicionados ao frio, os micro vasos se fecham e o local fica sem sangue e 
passa a não ter mais sensibilidade. 
* Excesso de açúcar no sangue fecha os vasos dos nervos podendo causar cegueira e/ou falta de sensibilidade. 
 
Etiologia das injúrias no nervo lingual associada à extração dos terceiros molares 
 Anestesia local 
 Incisão (bisturi) 
 Broca (ostectomia) 
 Tensão excessiva na retração dos tecidos 
 Estiramento do nervo (folículo dentário aderido ao nervo) 
 Fratura óssea 
 Instrumentos (curetas) 
 Agulha ou sutura compressiva 
 Medicamentos em contato com o nervo 
 
Difusão 
40 
 
 Fibras nervosas 
 Endoneuro 
 Fascículos (feixes do manto e feixes centrais) 
 Perineuro – maior barreira para a penetração 
anestésica 
 Epineuro 
 Bainha epitelial 
 
 
 
 
Direção do impulso nervoso 
 Aferente (sensitivo): levam o impulso nervoso da dor ao Sistema Nervoso Central. 
 Eferente (motor): levam o impulso motor do Sistema Nervoso Central até o local da dor. 
Ex.: Ao encostar uma mão em uma panela quente, os receptores da pele captam a temperatura elevada e levam essa 
informação até o Sistema Nervoso Central, que manda de volta para o músculo do antebraço, pela via eferente, para que 
retire imediatamente a mão da panela 
 
Propagação do impulso Nervoso 
Axônio em repouso tem sua estrutura polarizada, com 
concentração de ions Na+ fora da membrana, e íons K- dentro da 
membrana. Com a chegada do impulso nervoso os canais de Sódio e 
potássio se abrem, e o Na+ entra para dentro da membrana, 
invertendo as polaridades. O impulso nervoso continua seu caminho, 
e o Na+ volta a sair da membrana repolarizando a estrutura do axônio. 
Os anestésicos bloqueiam a bomba de sódio e potássio 
impedindo a mudança na polaridade. 
 
 
 
Ação dos anestésicos locais 
 Teoria da expansão da membrana: 
 Diminuição do diâmetro dos canais de sódio o que impedem o aumento da permeabilidade dos íons sódio. 
Teoria do receptor específico: 
 Os anestésicos locais atuam por ligações com receptores específicos no canal de sódio. Eliminam a permeabilidade 
aos íons sódio e a condução nervosa é interrompida. 
 
Anestesia local em sítios infectados 
41 
 
 Como as áreas infectadas estão hiperêmicas, os anestésicos locais injetados provavelmente atingem a circulação 
sistêmica mais rapidamente que em tecidos não infectados. 
 Uma agulha ou seringa contaminada não pode ser reutilizada em um sítio infectado, porque ela pode disseminar a 
infecção a um espaço facial mais profundo. 
 
Forma do anestésico: RNH 
 RN: impede a despolarização da membrana 
 H: fica no local onde foi injetado 
 
Base biológica para a falha da anestesia local: 
Os processos infecciosos possuem muito íons H, o RN tenta impedir a despolarização, mas os íons H ligam-se aos 
íons RN, fazendo voltar para a sua forma inicial (RNH), não fazendo a analgesia. 
* A anestesia funciona pouco, pois não vai haver mais H que RN, então o efeito ainda existe, porém em baixa potência. 
 
Taquifilaxia 
Base biológica para a falha da anestesia local. 
 Injeções repetidas do anestésico podem resultar em perda da sua eficácia devido a acidose extracelular. 
 Depleção da capacidade de tamponamento dos tecidos locais – a acidose aumenta a forma catiônica extracelular 
que se difunde inadequadamente nos axônios. 
 A anestesia subsequente a primeira, não vai ter a mesma eficácia, pois os íons H que foram separados do RNH e 
ficaram nos tecidos, irão fazer o local ficar ácido (3h). Um ambiente ácido, após a separação da molécula, RN irá se ligar 
novamente aos H, diminuindo a potência de analgesia. 
 
Limiar de reação à dor 
 Raça – negra e amarela (limiar mais alto) 
 Gênero – mulheres (limiar mais alto) 
 Idade – idosos (limiar mais alto) 
 Condições emocionais – emocionalmente comprometidos, instáveis (limiar mais baixo) 
 Odontofobia (limiar mais baixo) 
 
Todos os anestésicos locais, com exceção da cocaína, são sintéticos 
 Lindocaína 
 Prilocaína 
 Mepivacaína 
 Articaína
Classificação dos anestésicos locais 
 Ésteres: 
 Ésteres do Ácido Benzóico 
o Butacaína 
o Cocaína 
42 
 
o Benzocaína 
o Tetracaína 
 Ésteres do Ácido Paraminobenzóico 
o Cloroprocaína 
o Procaína 
o Propoxicaína 
 
Amidas: 
 Articaína 
 Bupivacaína 
 Etidocaína 
 Lindocaína 
 Mepivacaína 
 Prilocaína
 
Quinolonas: 
 Centbucridina 
* Os anestésicos locais injetáveis são do grupo farmacológico amidas 
* Contém extremidade lipofílica e hidrofílica 
* Lindocaína possui uma menor toxicidade 
* Benzocaína, do grupo de ésteres somente são utilizados topicamente 
* Lindocaína é o principal anestésico utilizado pelos cirurgiões dentistas 
 
Características de um Anestésico Local Ideal 
 Deve ser transitório e reversível 
 Não deve irritar os tecidos vivos 
 Deve ter toxicidade sistêmica insignificante 
 Tem de ser eficaz em qualquer local de sua aplicação 
 Deve ter período de latência (tempo que leva para fazer efeito (± 1:00 a 1:30min) 
 Não deve ser capaz de produzir alergias 
 Deve ser estéril 
 Deve sofrer biotransformação rápida no organismo (quando começa a injetar ele já começa a biotransformar) 
 
Conteúdo das Soluções Anestésicas 
1. Sal anestésico (nome do anestésico) 
2. Vasoconstritor (adrenalina/epinefrina, noradrenalina/norepinefrina, felipressina) 
3. Preservativo do vasoconstritor (todo vasoconstritor é instável, precisa de um “preservativo”) 
a. Bissulfito de Sódio (mais utilizado) 
b. Metilparabeno (potencial para reações anafiláticas) 
4. Cloreto de sódio (NaCl) 
5. Nitrogênio (Bolha, avisa se houve infiltração, anestésico em contato com o oxigênio perde eficácia) 
6. Água destilada (dá mais volume ao anestésico) 
* O NaCl armazenado no calor transforma-se em Clorato e causa ardência na aplicação). 
 
43 
 
Benzocaína (Grupamento Éster) 
 Utilizada apenas topicamente 
 Pouca solubilidade em água 
 Pequena absorção para o sistema cardiovascular 
 Inadequada para injeção (pois não é hidrossolúvel) 
 Usada nas concentrações de 10% a 20% 
* Se utilizar em cima da saliva não irá funcionar, precisa secar a mucosa antes de utiliza-la – aplicar na gengiva. 
 
Prilocaína (Grupamento Amida) 
 Potência 1 
 Metabolismo: fígado 
 Excreção: rins 
 Propriedade vasodilatadora: menor vasodilatação que a lidocaína, porém, maior que a Mepivacaína 
 Início da ação: 2 a 4 minutos 
 Concentração eficaz: 3% a 4% 
 Meia vida: 1,6 horas 
 Nomes Comerciais: Citantest; Citocaína; Prilocaína; Prilonest; 
* Mais fraco dos anestésicos locais 
 
Lidocaína (Grupamento Amida) 
 Potência: 2 
 Metabolismo: fígado 
 Excreção: rins 
 Propriedade vasodilatadora:maior que a da Mepivacaína e da Prilocaína 
 Início da ação: 2 a 3 minutos 
 Concentração eficaz: 2% e 3% 
 Meia vida: 1,6 horas 
 Nomes Comerciais: Xylocaína; Xylestesin; Alphacaína; Lindostesin; Novocol; 
* Anestésico mais seguro. 
Mepivacaína (Grupamento Amida) 
 Potência: 2 
 Metabolismo: fígado 
 Excreção: rins 
 Propriedade vasodilatadora: muito pequena 
 Início da ação: 1,5 a 2 minutos 
 Concentração eficaz: 3% sem vasoconstritor e 2% com vasoconstritor 
 Meia vida: 1,9 horas 
 Nomes Comerciais: Scandicaína; Mepivacaína; 
* Anestésico mais utilizado, tem lipossolubilidade maior que a lidocaína. 
 
Articaína (Grupamento Amida) 
Todos os sais anestésicos são 
vasodilatadores. Dentre eles, o 
que menos vasodilata é a 
mepivacaína 
Quando não se usa 
vasoconstritor, precisa utilizar 
uma concentração maior para ter 
melhor efeito 
44 
 
 Potência: 4 
 Metabolismo: plasma e fígado 
 Excreção: renal 
 Propriedade vasodilatadora: igual a lidocaína 
 Início da ação: 1 a 3 minutos 
 Concentração eficaz: 4% 
 Meia vida: 1,25 horas 
 Nomes Comerciais: Septanest; Articaína 
* Alérgicos a Sulfa e Anêmicos 
* Maior solubilidade (lipossolúvel, penetra mais fundo nos tecidos, tem maior facilidade de atingir o nervo) 
* Não existe sem vasoconstritor 
Vasoconstritores 
 Em virtude de os anestésicos locais, na maioria das vezes, produzirem vasodilatação, associa-se ao sal anestésico 
uma outra droga, que possui como efeito desejável a vasoconstrição. 
1. Aumentar a duração do efeito anestésico, uma vez que o vasoconstritor diminui a velocidade de absorção do sal 
anestésico (ação mais longa do anestésico). 
2. Aumenta o tempo de anestesia. 
3. Como o vasoconstritor diminui o calibre dos vasos sanguíneos nos procedimentos cirúrgicos, obter-se-á um campo 
operatório com menor sangramento. 
4. Melhor hemostasia devido a redução do sangramento no local de administração dos anestésicos (compressão dos 
vasos, controle do sangramento). 
* Reduz a quantidade anestésica necessária e diminui a toxicidade. 
Principais Vasoconstritores 
 Adrenalina 
 Noradrenalina 
 Levanordefrina 
 Felipressina 
 Fenilefrina
 
Adrenalina: (leva o corpo a exaustão) 
 Produzido nas supra-renais 
 Miocárdio – aumento da frequência cardíaca 
 Artérias coronárias – aumento do fluxo 
sanguíneo 
 Pressão arterial – aumento 
 Rede vascular – vasoconstrição 
 Sistema respiratório – broncodilatação 
* Mais eficaz que a noradrenalina 
* No pulmão produz broncodilatação 
* Concentração de 1 para 100.000 para anestésicos 
* Vasoconstrição de veias e artérias 
 
Felipressina: (cardioprotetor) 
 Octapressin 
 Sintético 
 Miocárdio – ausência de efeitos 
 Artérias coronárias – redução do fluxo sanguíneo 
 Pressão arterial – praticamente sem alterações 
 Rede vascular – vasoconstrição pequena (por que?) 
* Vasoconstrição pequena, pois é só venosa, menos eficaz. 
 
45 
 
Pacientes Cardiopatas e Hipertensos 
 Sal: não faz diferença, pode ser qualquer um 
 Vasoconstritor: Felipressina é o mais indicado 
 Não pode injetar dentro do vaso 
 Verificar a quantidade anestésica 
Pacientes Diabéticos 
 Sal: não faz diferença, pode ser qualquer um 
 Vasoconstritor: pode ser qualquer um, porém ter cuidado com a quantidade, e não injetar no vaso. 
 Quanto mais adrenalina, mais vai subir a glicemia do paciente 
 
Doses máximas admissíveis para anestésicos locais 
Droga anestésica Quantidade Quantidade por kg 
Lidocaína 300mg 4,4mg/Kg 
Prilocaína 400mg 6,0mg/Kg 
Mepivacaína 300mg 4,4mg/Kg 
Bupivacaína 90mg 1,3mg/Kg 
Articaína 500mg 7,0mg/Kg 
(Paciente adulto 70kg) 
* Pacientes com mais de 70kg a dose máxima continua sendo a mesma. Só modifica para pacientes com menor peso. 
 
Doses Máximas Admissíveis para Vasoconstritores 
Droga Doses máximas 
Vasoconstritora Pacientes saudáveis Pacientes cardiopatas 
Adrenalina 0,20mg 0,04mg 
Noradrenalina 0,34mg 0,14mg 
Fenilefrina 4,00mg 1,60mg 
Levonordefrina 1,00mg 1,00mg 
Felipressina 0,27UI (0,03UI/ml) 0,27UI(0,03UI/ml) 
(Paciente adulto 70kg) 
* Dose máxima de Felipressina é 5 tubetes tanto para pacientes saudáveis quanto cardiopatas. 
Cálculo 
Ex.: Mepivacaína 2% com adrenalina 1:00.000 
Duração dos Anestésicos 
CURTA INTERMEDIÁRIA LONGA 
Prilocaína 
Cloroprocaína 
Lidocaína 
Mepivacaína 
Prilocaína 
Articaína 
Tetracaína 
Bupivacaína 
Levobupivacaína 
Etidocaína 
Ropivacaína 
 
Gestantes 
ANESTÉSICO CATEGORIA DE RISCO AÇÃO SOBRE O FETO 
Lidocaína B/ Não evidência de risco 
46 
 
Prilocaína B/ Não evidência de risco Atravessa a placenta mais 
rapidamente 
Metemoglobinemia 
Mepivacaína C/ Atividade teratogênica não é 
descartada 
Bradicardia Fetal 
Bupivacaína C/ Atividade teratogênica não é 
descartada 
Bradicardia Fetal 
Articaína Não está definido 
 
* Lidocaína (2%) / adrenalina 1:100.000 ou noradrenalina 1:50.000 – máximo de 3 tubetes por Sessão 
* Felipressina pode causar contrações uterinas precoce. 
 
EQUIPAMENTO 
 Seringa 
 Agulha 
 Tubete anestésico 
 
 
 
 
 
Tipos de Seringas 
 Descartáveis 
o Plástica 
o Aspiratória 
o Luer – lok 
o Seringa de segurança 
 
 Carpule 
o Auto-aspiratória (utilizar essa) 
o Aspiratória com arpão 
 
Agulha 
 Aço inoxidável 
 Pré-esterilizadas 
 Descartáveis 
Recomendações: 
 Agulha de menor nº calibre 
 Longa com calibre 25 
 Evitar introdução até o canhão (deixar 2mm de agulha para fora para o caso de quebra) 
 Trocar após muitas punções 
 Descarte adequado 
 Recapear com técnica adequada 
 Recapear quando não utilizada (para evitar acidentes) 
 
47 
 
Tubete 
 
 
 
 
 
 Conteúdo do Tubete: 
 Anestésico Local 
 Vasopressor 
 Conservante do vasopressor (Bissulfito de sódio) 
 Cloreto de Sódio 
 Água destilada 
 
Cuidados com o Tubete: 
 Armazenamento 
 Alterações no líquido 
 Posição do êmbolo 
 Fratura do cilindro 
 
Montagem da Carpule 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANESTESIA TÓPICA 
 Aplicação do anestésico sobre o local a ser puncionado (mucosa). 
 Anestésicos usados: 
 Lidocaína (amida) 
 Benzocaína (éster) 
 
48 
 
Características: 
 Insolúveis em água 
 Sem vasoconstritor 
 Alta concentração 
 2/3mm de profundidade 
 Duração da aplicação: 1-2 min
 
Formas de apresentação: 
 Gel 
 Solução 
 Pomada 
Técnica: 
 Lavar a cavidade bucal se necessário 
 Secar a mucosa no local de aplicação 
 Aplicar o gel em gaze ou algodão na mucosa por 1 ou 2 minutos e ficar pressionando 
 Remover o excesso do anestésico (o gel não é estéril, então é necessário remover antes de perfurar o tecido) 
* Spray precisa ser colocado em algodão, pois escorre. 
TÉCNICAS DE ANESTESIA REGIONAL MANDIBULAR 
 Regional: Nervo ao longo de toda sua extensão, anestesia todas as regiões onde o nervo passa, incluindo suas 
ramificações. Ex.: Alveolar inferior, irá anestesiar, mentoniano e incisivo também. 
 Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior 
 Bloqueio do Nervo Mentoniano 
 Bloqueio do Nervo Incisivo 
 Bloqueio do Nero Bucal 
 Bloqueio do Nervo Lingua
 
Bloqueio do Nervo Alveolar inferior 
 Nervos Anestesiados: 
 Alveolar Inferior 
 Mentoniano (ramo terminal) 
 Incisivo (ramo terminal) 
 Lingual (difusão anestésica) 
Áreas anestesiadas: 
 Polpa dental (3º Molar até Incisivo Central) 
 Osso mandibular 
 Ligamento periodontal (3º Molar a Incisivo Central) 
 Mucosa vestibular (1º Pré-Molarao Incisivo Central) 
 Mucosa lingual e língua (assoalho lingual) – nervo lingual 
Indicações: 
 Procedimentos múltiplos dentários (ósseo) em dentes inferiores 
 Restaurações 
 Tratamento endodôntico 
 Tratamento Periodontal 
 Exodontias 
 Procedimento em tecido mole vestibular adiante do 1º Pré-Molar 
49 
 
Contra Indicações: 
 Infecção ou inflamação aguda na área da infiltração 
 Pacientes que podem ferir-se (crianças pequenas e pacientes especiais) 
Vantagem: 
 Extensa área anestesiada (numa única punção) 
 Difusão anestésica: anestesia do nervo lingual 
Desvantagem: 
 Extensa área anestesiada (procedimento localizado) 
 Alta taxa de aspiração positiva (10-15%) 
 Pode gerar desconforto (lábio inferior e língua anestesiados) 
 Pontos de reparo intra oral não confiáveis (mais complexa de execução) 
Técnica 
 Agulha longa (25mm) 
 Área de introdução: face medial do ramo 
 Alvo: nervo Alveolar inferior (forame mandbular – próximo) 
 Pontos de reparo anatômico: 
o Bordo anterior do ramo 
o Plano oclusal (dentes posteriores) 
* Apoiar o dedo indicador sobre a borda anterior do ramo 
* Corpo da Carpule sobre a face oclusal dos Pré-Molares do lado oposto 
* Ponto central entre o plano oclusal dos Molares superiores e inferiores 
Sintomas: 
 Dormência no lábio inferior (do mesmo lado da aplicação) 
 Ausência de dor durante o procedimento 
OBS: Dormência na hemi língua (2/3 anteriores) – nervo lingual 
 Complicações: 
 Edema 
 Hematoma (rompimento de vasos) 
 Trismo 
 Dor na abertura bucal 
 Paralisia do nervo facial (transitória) 
Falhas da técnica: 
 Não atinge o nervo alveolar inferior 
o Injeção abaixo do forame mandibular 
o Injeção anteriormente ao forame mandibular 
o Inervação acessória 
Segurança: 
 Agulha toca o osso 
Bloqueio do Nervo Lingual 
 Local: face medial do ramo 
50 
 
 Próximo ao nervo alveolar inferior 
Área anestesiada: 
 Assoalho bucal 
 2/3 anteriores da hemi-língua 
 Região lingual (mucosa, periósteo) 
Técnica: 
 Semelhante ao Alveolar Inferior 
 Por vestibular do 3º Molar 
 Bisel voltado para o osso (para não machucar o periósteo) 
Indicações: 
 Biópsia de língua (2/3 anteriores) 
 Biópsia em assoalho bucal 
 Raspagem subgengival por lingual 
 Exodontias 
Contra indicações: 
 Infecção / inflamação aguda no local 
Sintomas: 
 Ausência de dor durante o procedimento 
 Dormência na hemi língua (2/3 anteriores) 
Complicações: 
 Edema 
 Hematoma (rompimento de vasos) 
 Trismo 
 Dor na abertura bucal 
 Paralisia do nervo facial (transitória) 
Bloqueio do Nervo Bucal 
 Tecido mole (2º Pré-Molar e molares inferiores) 
Indicações: 
 Necessidade de manipular mucosa gengival: 
o Exodontias 
o Raspagem sub gengival 
o Cárie sub gengival 
o Incisões sobre a mucosa 
Contra indicações: 
 Infecção / inflamação aguda no local 
Técnica: 
 Agulha longa 25mm 
 Área de punção: distal e vestibular ao último molar no arco 
 Alvo: Nervo Bucal – borda anterior do ramo 
51 
 
 Bisel: Voltado ao osso (para baixo) 
Sintomas: 
 Não há 
 Manuseio da mucosa vestibular –sem dor 
Segurança: 
 Tocar o osso (+/- 2mm) 
Complicações: 
 Hematomas 
Falhas: 
 Raras 
Bloqueio do Nervo Mentoniano 
 Ramo do Alveolar Inferior 
 Sai pelo forame mentoniano (mental) 
Área anestesiada: 
 Mucosa a frente do forame mentoniano (1º Pré-Molar a incisivo) 
 Lábio inferior 
 Mento (tecidos moles) 
Indicações: 
 Manuseio da mucosa a frente do forame mentoniano 
o Exodontias 
o Raspagens subgengivais 
o Cáries subgengivais 
 Biópsia / sutura em lábio inferior 
Contra indicações: 
 Inflamação / infecção aguda – local 
Técnica: 
 Agulha curta (25) 
 Área de punção: fundo de sulco – próximo ao forame mentoniano 
 Alvo: Nervo Mentoniano – entre os ápices dos Pré-Molares inferiores 
 Direcionar a carpule paralelamente ao longo eixo dos Pré-Molares 
 Bisel: Voltado ao osso 
Sintomas: 
 Dormência no lábio inferior 
 Ausência de dor no procedimento 
Segurança: 
 Região segura 
Complicações: 
 Hematoma 
Bloqueio do Nervo Incisivo 
 Ramo do Alveolar Inferior 
 Segue o canal mandibular – após o forame mentoniano 
 
52 
 
Área anestesiada: 
 Tecido pulpar de 1º Pré-Molar, canino e incisivos 
 Osso alveolar 
 Ligamento Periodontal 
Indicações: 
 Anestesia do tecido pulpar 
 Exodontias 
 Raspagem subgengival 
 Restaurações dentais 
Contra indicações: 
 Inflamação / infecção aguda – local 
Técnica: 
 Agulha curta (25) 
 Área de punção: fundo de sulco – próximo ao forame mentoniano 
 Alvo: nervo incisivo – entre os ápices dos Pré-Molares inferiores 
 Bisel: Voltado ao osso 
* Técnica semelhante ao bloqueio do nervo mentoniano 
 Sintomas: 
 Dormência no lábio inferior 
 Ausência de dor no procedimento 
Segurança: 
 Região segura 
Complicações: 
 Hematomas 
ANESTESIAS TERMINAIS 
 Bloqueio das ramificações terminais, porção final 
do nervo. 
 Área restrita 
 Anestesias complementares 
 Anestesia Supra Perioóstea (infiltrativa) 
 Anestesia Intra Ligamentar 
 Anestesa Intra Septal 
 Anestesia Intra óssea 
 Anestesia Intra Pulpar
 
Anestesia Supra Perióstea 
 Nervos Anestesiados: 
 Ramos terminais (dentais e peridentais) 
Área anestesiada: 
 Mucosa 
 Ligamento 
 Polpa dental 
 Tecido ósseo 
53 
 
* Muito utilizada em maxila – osso poroso 
 Indicações: 
 Anestesia pulpar em maxila 
o Restaurações dentais (1 ou 2 dentes) 
o Tratamento endodôntico 
o Exodontia – necessita de complementação por palatino 
 Biópsia em mucosa gengival ou tecido ósseo 
 Técnica complementar das técnicas regionais 
Contra indicações: 
 Áreas de infecção / inflamação aguda 
 Áreas maiores (múltiplas punções) 
 Áreas posteriores da mandíbula (osso denso – técnica regional) 
Técnica: 
 Área de punção: fundo de sulco – acima do ápice radicular 
 Alvo: apicalmente ao dente 
 Bisel: voltado ao osso 
 Seringa paralela ao longo eixo do dente 
 Tracionamento do lábio superior 
Anestesia Intra Ligamentar 
 Anestesia complementar (quando o alveolar inferior não é suficiente em um molar por exemplo) 
 Ponto de introdução: sulco gengival/ligamento periodontal 
Área anestesiada: 
 Osso 
 Mucosa 
 Tecido pulpar 
Indicações: 
 Complemento de anestesia regional (em mandíbula) 
 Auxiliar de diagnóstico de pulpite 
 Contra indicação de bloqueio regional 
Contra indicações: 
 Infecção / inflamação local 
 Dentes decíduos – presença do germe do permanente 
Técnica: 
 Introdução: Sulco gengival (face proximal) 
 Paralelo ao longo eixo do dente 
 Muita resistência 
 Alvo: fundo do sulco gengival 
 Bisel: voltado a raíz dental 
 Quantidade: +/- 0,2ml 
 Sinais: 
o Isquemia da mucosa 
54 
 
o Resistência ao injetar a solução 
o Dor na injeção da solução (lenta) 
Complicações: 
 Dor pós injeção da solução 
Anestesia Intra Septal 
 Anestesia complementar 
 Pode ser feita em sítios infectados 
Área anestesiada: 
 Osso 
 Mucosa 
 Tecido pulpar 
Indicações: 
 Hemostasia (cirurgia/periodontia) 
 Complemento de técnicas regionais (principalmente em mandíbula) 
 Raspagem subgengival (bolsas infectadas) 
Contra indicações: 
 Infecção / inflamação no local 
Técnica: 
 Punção: no centro da papila 
 Alvo: septo ósseo 
 Penetração em 45º em relação ao dente 
 Bisel – voltado ao ápice dental 
 Resistência a injeção 
 Isquemiada mucosa 
 Introdução até encontrar resistência óssea 
 Quantidade anestésica: 0,2 a 0,4ml 
Anestesia Intra Pulpar 
 Anestesia complementar 
 Se utilizada, a polpa “morre”, é necessário fazer endodontia. 
Área anestesiada: 
 Tecido pulpar do dente anestesiado 
Indicações: 
 Complemento de outras técnicas 
o Remoção de tecido pulpar (pulpectomia) 
o Instrumentação endodôntica 
Contra indicações: 
 Não há 
* Necessidade de acesso a câmara pulpar / canal radicular 
55 
 
 Técnica: 
 Curvar a agulha 
 Penetrar na câmara pulpar /ou / canal radicular 
 Quantidade: 0,3ml – sob pressão 
 Sintomas: dor no ato 
 Sinais: não há 
Anestesia Intra óssea 
 Anestesia complementar 
 É preciso incisar a mucosa – romper a cortical óssea 
 Depósito do anestésico: osso esponjoso 
Indicações: 
 Procedimento cirúrgico 
Técnica: 
 Volume anestésico: +/- 0,5ml 
 Anestésico sem vsoconstritor (palpitação) 
 
ANESTESIAS REGIONAIS EM MAXILA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alveolar Póstero Superior 
 Nervo anestesiado: 
 Alveolar Póstero Superior 
56 
 
 Áreas anestesiadas: 
 Polpa 1º, 2º e 3º Molar 
 Ligamento periodontal 
 Mucosa vestibular 
 Terço posterior do seio maxilar 
Área de Punção: 
 Prega mucovestibular (fundo de sulco) do 2º Molar 
Área alvo: 
 Região posterior e acima da tuberosidade 
Área de referência: 
 2º Molar 
Bisel: 
 Voltado para o osso (supraperiostal) 
Profundidade de inserção: 
 16mm 
Quantidade de anestésico: 
 1,4 a 1,8 ml 
Técnica: 
 Inicia a 45° (ângulo da agulha com a oclusal dos dentes) até ultrapassar a eminência 
 Vestibulariza a carpule e “joga para fora” 
 Insere o restante da agulha 
 
Alveolar Médio Superior 
Nervo anestesiado: 
 Alveolar Médio Superior 
 Áreas anestesiadas: 
 Polpa 2º e 1º Pré Molar superior 
 Polpa da raiz MV do 1º Molar superior 
 Osso alveolar 
 Terço médio do seio maxilar 
Área de Punção: 
 Fundo de sulco do 2º Pré Molar superior 
Área alvo: 
 Ápice do 2º Pré-Molar superior 
Área de referência: 
 2º Pré-Molar superior 
57 
 
Bisel: 
 Voltado para o osso 
Profundidade de inserção: 
 5mm 
Quantidade de anestésico: 
 0,6ml 
 
Alveolar Ântero Superior 
Nervo anestesiado: 
 Alveolar Ântero Superior 
 Áreas anestesiadas: 
 Polpa Incisivo central, lateral e Canino 
Área de Punção: 
 Fundo de sulco do canino 
Área alvo: 
 Ápice do Canino 
Área de referência: 
 Canino 
Bisel: 
 Voltado para o osso 
Profundidade de inserção: 
 5mm 
Quantidade de anestésico: 
 0,6ml 
 
Infraorbitário 
 Técnica: 
 Palpar com o polegar o forame infraorbitário e o indicador no fundo de sulco. 
 Pressionar o local do nervo 
 Avisar o paciente os locais que serão anestesiados, pois o paciente pode pensar que não está respirando por não 
sentir o ar passando pelo nariz. 
Nervo anestesiado: 
 Infraorbitário 
 Alveolar Médio superior 
 Alveolar Ântero Superior 
 
 
58 
 
 Áreas anestesiadas: 
 Polpa Incisivo central, lateral e canino superior 
 Polpa 1º e 2º Pré molar superior 
 Polpa da raiz MV do 1º Molar superior 
 Mucosa gengival vestibular 
 Osso alveolar 
 Ligamento periodontal 
 Pálpebra inferior 
 Asa do nariz 
 Lábio superior 
 
Área de Punção: 
 Fundo de sulco do 2º Pré-Molar 
Área alvo: 
 Forame Infra-Orbital 
Área de referência: 
 2º Pré-Molar 
Bisel: 
 Voltado para o osso 
Profundidade de inserção: 
 16mm paralelo ao 2º Pré-Molar superior 
Quantidade de anestésico: 
 0,8 a 1,4ml 
 
Palatino Maior 
 Localização do forame: 
 0,5 a 1cm partindo entre o 2º e 3º Molar em direção a linha média. 
 Se o paciente for edentado: 1cm anterior a linha do Ah! E 0,5 a 1cm do rebordo. 
Nervo anestesiado: 
 Palatino Maior 
 Áreas anestesiadas: 
 Mucosa gengival palatina (2/3 posteriores) 
Área de Punção: 
 Forame Palatino Maior 
Área alvo: 
 Forame Palatino Maior 
Área de referência: 
 Forame Palatino Maior 
Bisel: 
 Perpendicular ao palato, não importa o bisel 
Profundidade de inserção: 
 2 a 4mm 
Quantidade de anestésico: 
 0,4ml ou quando isquemiar (ficar branquinho, sem passagem sanguínea) 
 
59 
 
Nasopalatino 
 Localização do forame: 
 0,5 a 1cm sobre a linha média posterior aos Incisivos Centrais superiores. 
Nervo anestesiado: 
 Nasopalatino 
 Áreas anestesiadas: 
 Mucosa gengival palatina (1/3 anterior) 
 
Área de Punção: 
 Forame Nasopalatino 
Área alvo: 
 Forame Nasopalatino 
Área de referência: 
 Papila incisiva 
Bisel: 
 Perpendicular ao palato, não importa o bisel 
Profundidade de inserção: 
 2 a 4mm 
Quantidade de anestésico: 
 0,4 ml ou quando houver isquemia local 
* Pressionar o espelho contra o palato duro para diminuir a percepção de dor. 
Observações 
 Em uma anestesia do Alveolar Ântero superior, ainda pode haver sensibilidade pulpar do Incisivo central, devido a 
intersecção de fibras nervosas do lado oposto. 
 A cortical óssea da maxila é mais porosa, permitindo fazer anestesia terminal diretamente no fundo de sulco do 
dente que quer anestesiar, com exceção dos molares. 
 
COMPLICAÇÕES LOCAIS EM ANESTESIOLOGIA 
 Quebra da agulha (sempre próxima ao canhão) 
 Dor a injeção 
 Queimação a injeção 
 Parestesia 
 Trismo 
 Hematoma 
 Infecção 
 Edema 
 Lesão de tecidos moles 
 Paralisia do facial 
 
Quebra da Agulha 
60 
 
 Causas: 
 Movimento súbito do paciente 
 Agulhas finas 
 Agulhas curvadas 
 Defeito de fabricação
Prevenção: 
 Não introduzir agulha até o canhão 
 Não mudar de direção após introdução 
Tratamento: 
 Agulhas visíveis: tentativa de remoção 
 Agulha não visível: orientação e encaminhamento 
Dor a Injeção 
 Causas: 
 Técnica descuidada (não seguir o protocolo – anestésico tópico) 
 Agulha romba 
 Injeção rápida (desprendimento das fibras) 
 Agulhas com farpas (quando a agulha toca no osso ela deforma e cria “farpas” e rasga o tecido para retirar 
(deflexão). 
Prevenção: 
 Técnica apropriada 
 Agulhas afiadas 
 Anestésico tópico 
 Injeção lenta do anestésico 
Queimação a Injeção 
 Causas: 
 Injeção rápida 
 Contaminação dos tubetes (álcool) – a borracha do tubete permite a entrada do líquido onde o tubete ficar imerso, 
contaminação com o liquido, gerando sensação de queimação. 
 Soluções aquecidas ou frias 
Prevenção: 
 Injeção lenta 
 Armazenamento adequado dos tubetes 
Parestesia 
 Anestesia persistente (com duração além do esperado), ou sensação alterada, com duração além do esperado. 
Hiperestesia e dissestesia – dor e dormência associadas. 
 Causas: 
 Solução anestésica contaminada (álcool) 
 Traumatismo do feixe nervoso 
 Introdução da agulha no forame (provoca trauma nas fibras nervosas) 
 Hemorragia ao redor da bainha nervosa (rompimento de artérias/veias em volta do feixe nervoso) 
Prevenção: 
61 
 
 Protocolo adequado de injeção 
 Cuidados com tubetes anestésicos 
Tratamento: 
 Orientação e acompanhamento 
 Evitar anestesias na região lesada 
 Laserterapia 
 Avaliação do neurologista (persistência + de ano) – vitamina do complexo B ajudam a regenerar o nervo (+/- 3 
meses para o resultado) 
Trismo 
 Causas: 
 Traumatismo de músculos e vasos (várias punções no mesmo local lesionam o músculo várias vezes) 
 Anestésico local alterado (álcool) 
 Hemorragia 
 Infeções 
 Volumeexcessivo de anestésico 
Prevenção: 
 Agulha afiada, estéril e descartável 
 Cuidados com tubetes 
 Técnica atraumática 
 Volumes mínimos eficazes de anestésicos 
 Evitar injeções repetidas 
Tratamento: 
 Calor 
o Bochecho morno 
o Analgesia e relaxante muscular 
 Fisioterapia (ajudar com os dedos sobre os incisivos a abrir a boca) 
 Antibiótico + encaminhamento 
Hematoma 
 Perfuração arterial ou venosa nos bloqueios Alveolar Inferior (A.I) ou Alveolar Póstero Superior (A.P.S). Pacientes 
que fazem uso de anticoagulantes tendem a ser mais afetados. 
 
Prevenção: 
 Conhecimento anatômico 
 Domínio da técnica 
 Agulha curta para Alveolar póstero Superior 
 Menos penetrações da agulha nos tecidos 
Tratamento: 
 Imediato: 
o Compressão direta no local 
o Analgesia se necessário 
 Gelo logo após 
 Acompanhamento 
* Se o local inchar, comprimir imediatamente para parar o sangramento, aplicar gelo para vasoconstrição e avisar ao 
paciente que irá gerar um hematoma. 
Infecção 
 
62 
 
Causas: 
 Contaminação da agulha 
 Contaminação da solução anestésica 
 Anestesia em local infectado 
Prevenção: 
 Usar agulhas descartáveis 
 Cuidado e manuseio adequado da agulha 
 Cuidado com tubetes (não reutilizá-los) 
Tratamento: 
 Imediato: calor e analgesia 
 Persistindo os sintomas (ATB 7 dias) 
 
Edema
Causas: 
 Traumatismo durante injeção 
 Infeção 
 Alergia (angioedema) 
 Hemorragia 
 Injeção de soluções irritantes 
 
Prevenção: 
 Técnica de injeção atraumática 
 Avaliação médica do paciente quando há história 
de alergia 
Tratamento: 
 Por injeção traumática: nenhum 
 Por infecção: antibioticoterapia 
 Por alergia: anti-histamínicos; corticoides; permeabilidade de via aérea 
 Por hemorragia: compressão; analgesia; gelo; acompanhamento 
 
Lesões em Tecidos Moles 
 Geralmente ocorrem em pacientes infantis ou especiais. Avisar o acompanhante.
Causas: 
 Maior tempo de duração do bloqueio 
 Incapacidade de compreensão do paciente 
Prevenção: 
 Usar anestésico para o tempo apropriado 
 Orientação do paciente e do responsável
Tratamento: 
 Analgesia 
 AB (se houver infecção) 
 Lubrificação dos lábios 
Paralisia do Facial 
 Causas: 
 Anestesia de ramos do nervo facial 
 
Prevenção: 
 Conhecimento das técnicas anestésicas 
 Conhecimento anatômico da região
Tratamento: 
 Aguardar absorção completa do anestésico local 
 
63 
 
ANESTESIAS EXTRA-BUCAIS 
 
 Indicações: 
 Impossibilidade de execução de uma técnica anestésica intra-bucal 
 Presença de grandes processos inflamatórios ou infecciosos 
 Impossibilidade de indicação de anestesia geral 
 Presença de trismo que impossibilite outra técnica 
 
Classificação
Técnicas tronculares: 
 Nervo maxilar 
 Nervo mandibular 
 
Técnicas regionais: 
 Nervo alveolar inferior 
 Nervo infraorbitário 
 Nervo incisivo e mentoniano 
 
Anatomia – Trigêmio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nervo Maxilar 
(Técnica infra-zigomática) 
 
Trajeto do Nervo Maxilar: 
 Forame redondo 
 Nervo Maxilar 
 Fossa ptérigopalatina 
 Forame infraorbitário 
 Nervo Infraorbital 
 
Instrumental: 
 Agulha de 8cm com cursor em 4,5cm 
 
Ponto de infiltração: 
 Parte superior da fossa pterigomaxilar
64 
 
Ponto de referência: 
 Parte mediana do arco zigomático, chanfradura sigmoide, processo coronóide da mandíbula 
Técnica: 
 Delimitar com lápis o arco zigomático traçando uma linha paralela ao seu bordo 
inferior 
 Traçar uma linha paralela ao bordo posterior do processo orbitário do osso 
zigomático e que seja perpendicular a primeira 
 Ponto de introdução da agulha 
Trajeto da agulha: 
 Perpendicular a pele, introduzindo-se 2cm da agulha, aspira-se e injeta-se 
anestésico 
 Inclina a agulha para posterior e superior desviando do processo coronóide, inserir a agulha até 4-6cm encontrando 
resistência óssea na fossa pterigomaxilar 
 Injeta-se o resto do anestésico 
 4 a 6ml 
Área anestesiada: 
 Hemi-maxila e dentes 
 Mucosa vestibular 
 Periodonto 
 Fibromucosa palatina 
 Osso alveolar 
 Seio maxilar 
 Osso maxilar 
 Asa e dorso do nariz 
 Pálpebra inferior 
 Lábio superior
 
Indicações: 
 Todos os procedimentos cirúrgicos que envolvam fraturas, ressecção de osso, tratamento de seio maxilar e 
extrações dentárias múltiplas 
 Necessidade de anestesia de toda a hemimaxila 
 
Nervo Mandibular 
 Os ramos mais calibrosos do nervo mandibular são o nervo Alveolar Inferior e o Nervo Lingual. 
 
 
 
 
 
 
 
Instrumental: 
 Agulha longa – 8cm 
65 
 
 
Ponto de Infiltração: 
 Proximidade do forame oval 
Trajeto da agulha: 
 Marcar linha paralela ao bordo inferior do arco zigomático 
 2,5 cm a frente do meato acústico externo – ponto de introdução da agulha 
 
ANESTÉSICOS 
 
Anestésico Concentração Quantidade 
em 1 tubete 
Dose máxima 
Peso x Quant/kg 
Tubetes máximos 
Dose Max ÷ Quant Tub 
Prilocaína 3% 54mg 6,0mg/Kg 
70kg = 420mg 
60kg = 360mg 
50kg = 300mg 
40kg = 240mg 
30kg = 180mg 
20kg = 120mg 
10kg = 60mg 
 
70kg = 7,7 
60kg = 6,6 
50kg = 5,5 
40kg = 4,4 
30kg = 3,3 
20kg = 2,2 
10kg =1,1 
Prilocaína 4% 72mg 6,0mg/Kg 
70kg = 420mg 
60kg = 360mg 
50kg = 300mg 
40kg = 240mg 
30kg = 180mg 
20kg = 120mg 
10kg = 60mg 
 
70kg = 5,8 
60kg = 5 
50kg = 4,1 
40kg = 3,3 
30kg = 2,5 
20kg = 1,6 
10kg = 0,8 
Lidocaína 2% 36mg 4,4mg/Kg 
70kg = 308mg 
60kg = 246mg 
50kg = 220mg 
40kg = 176mg 
30kg = 132mg 
20kg = 88mg 
10kg = 44mg 
 
70kg = 8,5 
60kg = 6,8 
50kg = 6,1 
40kg = 4,8 
30kg = 3,6 
20kg = 2,4 
10kg = 1,2 
Lidocaína 3% 54mg 4,4mg/Kg 
70kg = 308mg 
60kg = 246mg 
50kg = 220mg 
40kg = 176mg 
30kg = 132mg 
20kg = 88mg 
10kg = 44mg 
 
70kg = 5,7 
60kg = 4,5 
50kg = 4 
40kg = 3,2 
30kg = 2,4 
20kg = 1,6 
10kg = 0,8 
Mepivacaína 2% 36mg 4,4mg/Kg 
70kg = 308mg 
60kg = 246mg 
50kg = 220mg 
40kg = 176mg 
30kg = 132mg 
20kg = 88mg 
 
70kg = 8,5 
60kg = 6,8 
50kg = 6,1 
40kg = 4,8 
30kg = 3,6 
20kg = 2,4 
66 
 
10kg = 44mg 10kg = 1,2 
Mepivacaína 3% (sem 
vaso) 
54mg 4,4mg/Kg 
70kg = 308mg 
60kg = 246mg 
50kg = 220mg 
40kg = 176mg 
30kg = 132mg 
20kg = 88mg 
10kg = 44mg 
 
70kg = 5,7 
60kg = 4,5 
50kg = 4 
40kg = 3,2 
30kg = 2,4 
20kg = 1,6 
10kg = 0,8 
Articaína 4% 72mg 7,0mg/Kg 
70kg = 490 
60kg = 420 
50kg = 350 
40kg = 280 
30kg = 210 
20kg = 140 
10kg = 70 
 
70kg = 6,8 
60kg = 5,8 
50kg = 4,8 
40kg = 3,8 
30kg = 2,9 
20kg = 1,9 
10kg = 1,9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Cirúrgicas em Odontologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
TÉCNICAS CIRÚRGICAS 
 Cirurgia bucal é a parte da odontologia que trata do diagnóstico e tratamento cirúrgico das enfermidades, 
traumatismos e defeitos dos maxilares, mandíbulas e regiões adjacentes. 
 
 Pilares da cirurgia moderna: 
→ Horace Wells (1844): Anestesia 
→ Lister (1867): Anti-sepsia – prevenção, controle e combate da infecção 
→ Halsted (1904): Lei do menor traumatismo 
 
Princípios de Halsted (1904): 
→ Suavidade com o retalho 
→ Hemostasia 
→ Adequada aproximação dos bordos 
→ Ausência de tensão na sutura 
→ Aporte sanguíneo adequado 
→ Cadeia asséptica 
 
Objetivos do cirurgião: 
→ Assepsia cirúrgica 
→ Técnica atraumática 
→ Controle da hemorragia 
→ Manejo cuidadosodos tecidos 
 
Pré-operatório 
 Diagnóstico: 
→ Anamnese 
→ Exame físico 
→ Exames complementares 
o Exames por imagem 
o Exames laboratoriais 
→ Porque operar? 
→ Quando operar? Planejamento 
→ Onde operar? cirúrgico 
→ Como operar 
 
Trans-operatório 
→ Diérese ← CAIU NA PROVA, dar 3 exemplos 
→ Exérese 
→ Hemostasia 
→ Síntese 
Diérese 
 Instrumental: 
→ Cabo de bisturi mº 3 ou 7 
→ Lâmina 15 ou 15C 
→ Lâmina 11 
→ Lâmina 12 
→ Bisturi angulado 
69 
 
 
Incisões intra-orais clássicas: 
 
 Envelope Neumann Novak-Peter 
 
 
 
 
 
 
 Partsch Wassmund Ochsenbien-Lubke 
 
 
 
 
 
 
Qualidade das Incisões: 
→ Irrigação sanguínea adequada 
→ Apoio em tecido ósseo sadio 
→ Permitir adequada visibilidade do campo operatório 
→ Possibilidade de ampliação 
→ Respeito a integridade tecidual 
 
Descolamento muco-periostal: 
Após a incisão, fazer o descolamento gengival e segurar com o afastador 
minessota. 
 
Exérese 
 Manobras cirúrgicas pelas quais removemos porção ou todo de um órgão. 
 
 Tecidos moles: 
→ Excesso de tecido fibroso 
→ Hiperplasias 
→ Inserções musculares e freios 
→ Lesões patológicas 
Entra no sulco gengival e 
incisiona o rebordo 
Envelope + incisão 
relaxante 
Envelope + duas 
relaxantes 
(Semilunar) não toca no sulco, 
somente na mucosa 
Gengiva inserida + relaxante Wassmund ondulada 
70 
 
 
Tecidos duros: 
→ Alveoloplastia 
→ Avulsão 
 
Síntese 
 
Síntese ou sutura: 
→ Técnica asséptica 
→ Sutura atraumática 
→ Tensão adequada 
→ Bordas cruentas 
→ Sutura plano a plano 
 
Tipos de sutura: 
→ Sutura interrompida 
(ponto simples) 
→ Ponto em X 
→ Ponto em U (Donati) 
→ Sutura contínua simples 
→ Sutura contínua festonada 
 
Instrumental: 
→ Fios de sutura 
→ Agulha de sutura 
→ Pinça porta-agulha 
 
Pós-Operatório 
Imediato: 
→ Controle e prevenção da hemorragia 
→ Controle do edema 
→ Controle da dor 
→ Controle da infecção 
→ Alimentação 
→ Orientação de Higiene 
 
Mediato: 
→ Manutenção da medicação 
→ Manutenção da higiene 
→ Remoção dos pontos 
→ Acompanhamento clínico e radiográfico 
 
INSTRUMENTAL PARA EXODONTIAS 
 Revisão: 
- Diérese: Separação se tecidos. 
- Exérese: Remoção de parte ou todo um tecido ou órgão. 
- Hemostasia: Controle do sangramento. 
- Síntese: Aproximação dos tecidos, realização de sutura. 
 
Exame Físico 
→ Odontoscópio 
→ Pinça auxiliar 
→ Sonda periodontal/exploradora 
71 
 
 
Anestesia 
→ Seringa tipo Carpule 
 
Sindesmotomia ← CAIU NA PROVA 
→ Sindesmótomo: Faz a sindesmotomia (descolamento da gengiva em volta do colo 
dentário. Superfície lingual com o lado angulado. 
 
Incisão 
→ Cabo de bisturi nº 3 
→ Lâminas para bisturi nº 11/12/15 
 
Divulsão ← CAIU NA PROVA 
→ Espátula nº 7 
→ Descolador de Molt: descolador do periósteo. 
 
Luxação ← CAIU NA PROVA tudo 
→ Alavancas Retas nº 301/304: luxação de todos os dentes superiores e inferiores. 
→ Alavanca Seldin Reta nº 2: luxação de molares e pré-molares superiores e inferiores. 
→ Alavancas Seldin Curvas nº 1R/1L: luxação de todos os dentes inferiores e 3M superior. 
→ Alavancas apicais delicadas: Remoção de ápices radiculares (fragmentos fraturados). 
* Também servem para a finalização da Odontossecção. 
* Odontossecção: Dentes com dilaceração nas raízes, secciona-se ao meio para não ocorrer a quebra 
das raízes. Realiza-se o corte com alta rotação em 2/3 (de vestibular para lingual). O 1/3 restante quebra-se com uma das 
alavancas. 
 
Luxação e Tração Dentária 
 
 Fórceps nº 1 Fórceps nº 16 
 
 
 
 
 
 
 
Luxação e Tração de Incisivos e Caninos 
Superiores Luxação e tração de Molares Inferiores sem 
coroa ou coroas destruídas por cárie (ponta 
ativa vai na furca vestibular/lingual) 
 
PROVA G1 
saber tudo 
72 
 
 
 Fórceps nº 17 Fórceps nº 18 R 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fórceps nº18 L Fórceps nº 65 
 
 
 
 
 
 
 
 Fórceps nº 68 Fórceps nº 69 
 
 
 
 
 
 
 Fórceps nº 150 Fórceps nº 151 
 
 
 
 
 
Luxação e tração de Molares Inferiores 
quando é possível apoio na coroa 
(aprisionamento) 
 
Luxação e tração de Molares Superiores 
Esquerdos (encaixam na furca vestibular dos 
molares) 
 
Luxação e tração de Molares Superiores 
Direitos (encaixam na furca vestibular dos 
molares) 
 
Luxação e tração de Raízes Superiores 
Anteriores 
 
Luxação e tração de Raízes Inferiores 
Luxação e tração de Raízes Superiores 
Posteriores 
Luxação e tração de Pré-molares Superiores 
 
Luxação e tração de Pré-molares, Canino e 
Incisivos Inferiores 
73 
 
 
Regularização óssea ← CAIU NA PROVA 
→ Alveolótomo: regularização do tecido ósseo (possui corte na ponta ativa) 
→ Lima para osso tipo Seldin: Refinamento/Acabamento ósseo, 
remover a espícula óssea (osso alveolar que fica abaixo da furca) 
 
Curetagem alveolar ← CAIU NA PROVA 
→ Cureta alveolar tipo Lucas: Sondagem e curetagem de alvéolo. Curetagem/raspagem para 
remover tecido inflamatório 
 
Hemostasia 
→ Pinça hemostática tipo Halstead curva/reta: Hemostasia de vasos (pinçar o vaso) e 
remover corpos estranhos de dentro do alvéolo 
 
Sutura 
→ Pinça Adson sem dentes: Manipular o fio e remover a sutura (uma semana depois) 
→ Pinça Dietrich: Aprisiona a mucosa gengival para sutura 
→ Porta agulha tipo Mayo Hegar: Aprisionamento da agulha para sutura 
→ Tesoura tipo Iris reta/curva: Reta: cortar o fio na hora da sutura. Curva: remover os pontos uma semana depois. 
Remoção do excesso gengival. 
 
Afastadores← CAIU NA PROVA 
→ Afastador de Farabeuff: Afastar bochecha e lábio 
→ Afastador de Minesota: Afastar lábio, bochecha, língua e retalho muco-periostal 
 
Auxiliares 
→ Cubas: colocar o soro e descarte de materiais 
 
Pós-operatório / Remoção de Suturas 
→ Odontoscópio 
→ Pinça clínica 
→ Tesoura ponta romba 
→ Gaze 
 
 Saber nome e para que serve > cai tudo no teste prático de G1, passa de mesa em mesa, olha o instrumental e diz o nome 
e para que serve. 
 
 
74 
 
TÉCNICA I – EXODONTIA COM FÓRCEPS 
 Exodontia: técnica cirúrgica que tem como objetivo, remover a peça dentária do seu alvéolo. 
 
 Porque optar pela exodontia: 
 Dentes destruídos por cárie 
 Necrose pulpar (impossibilidade de endodontia) 
 Doença periodontal avançada 
 Motivos ortodônticos 
 Dentes mal posicionados 
 Dentes fraturados 
 Dentes impactados 
 Indicação protética 
 Dentes supranumerários 
 Dentes envolvidos com patologias 
 Terapia pré-radiação (pode ocorrer osteonecrose se remover um dente pósradiação, se algum dente estiver 
comprometido deve ser tratado/extraído antes de iniciar a radioterapia de cabeça e pescoço) 
 Fraturas ósseas (fraturas radiculares verticais) 
 Econômicas 
 
Exodontia com Fórceps 
 Consiste na avulsão dental ou exodontia mediante o uso de instrumento denominado Fórceps (boticão). 
 
 Indicação do uso do Fórceps: 
 Dentes Hígidos 
 Dentes não Hígidos – possibilidade de apreensão 
 Dentes com raízes de forma normal 
 
Contra indicação do uso do Fórceps: ← CAIU NA PROVA 
 Dentes que não há aprisionamento 
 Corticais espessas (rigidez óssea – pode provocar fraturas no dente e/ou osso) 
 Dentes isolados sem mobilidade (anquilose – substituição do ligamento periodontal por osso, ocorre mais em 
pacientes idosos, normalmente no canino) 
 Curvaturas radiculares (dilaceração) 
 Hipercementoses 
Princípios da Ação do Fórceps 
 Cada grupo dental apresenta o fórceps adequado 
 Nos mordentes há escavões 
 O fórceps é projetado de acordo com a anatomia dental 
 São aplicadas duas forças: 
o Manutenção 
o Deslocamento 
75 
 
Força de Manutenção: ← CAIU NA PROVA 
 Força aplicada sobre os cabos, a fim de manter os mordentes aprisionados ao colo dental. 
Força de Deslocamento: ← CAIU NA PROVA 
 É a força aplicada sobre os cabos, a fim de possibilitar o movimento (luxação) dental. 
Fórceps 
(Constituição) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Características dos Fórceps: 
 Indicação para cada grupo dental 
Regras ao uso dos Fórceps: 
 Empunhadura: palma da mão (dígito palmar) 
 Mordentes sobre o colo dental 
 Longo eixo: mordentes = dente ← CAIU NA PROVA 
 Preensão: aprisionamento mais cervical possível e mordente paralelos ao longo eixo do dente 
 Intrusão: levar o fórceps em direção apical, promovendo esmagamento do ligamento periodontal na porção apical 
 Lateralidade (orientar a lateralidade com maior intensidade na cortical mais delgada) 
 Rotação – raízes únicas e cônicas 
 Tração: após luxado o dente iniciar a tração associada a lateralidade e rotação 
* A saída da peça dental deve ser para a cortical mais delgada. 
Empunhadura do Fórceps 
 
 
 
 
 
Técnica de Exodontia com Fórceps 
 Preensão do dente 
→ Movimentos de luxação (rompimento das fibras periodontais) ← CAIU NA PROVA 
o Intrusão: Levar o dente com o fórceps em direção apical, promovendo esmagamento do ligamento 
periodontal na porção apical. 
Mordentes Articulação Cabos 
76 
 
o Lateralidade: Movimentar o dente aprisionado no sentido vestíbulo-lingual. Romper o ligamento 
periodontal causa expansão das corticais ósseas. Movimento pendular, conforme o dente vai luxando, vai 
expandindo mais. A cortical óssea deve ser protegida com o polegar e indicador. 
o Rotação: Girar o dente com o fórceps dentro do alvéolo. Somente em dentes com raíz única, cônica e retas. 
o Tração/Avulsão: Tirar o dente de dentro do alvéolo 
 Tração + Lateralidade: todos os dentes 
 Tração + Rotação: dentes com uma só raíz 
* No movimento de lateralidade, a cortical óssea que mais irá expandir é a mais “frágil” 
 Maxila: cortical vestibular expande mais 
 Mandíbula: 
o Molares: cortical lingual expande mais 
o Pré-molares, canino e incisivos: cortical vestibular expande mais 
 
 
 Quando há dilatação das corticais deve-se aumentar a 
amplitude do movimento lateral 
 Os dedos da mão oposta devem estar sobre as corticais 
 Após a luxação dental faz-se a tração 
CUIDADO! Força demasiada: 
 Cortical delgada: fratura óssea 
 Cortical espessa: fratura radicular 
Etapas para qualquer Exodontia 
 Exame clínico e radiográfico (no mínimo 1 Periapical) 
 Preparo do paciente 
 Anestesia 
 Sindesmotomia / Incisão 
 Hemostasia / Afastamento do tecido 
 Osteotomia / Odontossecção 
 Luxação 
 Avulsão (avaliar se o dente saiu completo ou houve fratura) 
 Cuidados com o alvéolo 
 Sutura 
 Orientação pós-operatória 
* Se o paciente fizer uso de ansiolítico não pode sair desacompanhado 
Exame Clínico e Radiográfico 
 Anamnese + exame físico 
 Características dentais e ósseas 
77 
 
Assim podemos planejar: 
 Técnica 
 Condutas trans-operatórias 
Preparo do Paciente: 
 Controle Psicológico 
 Medidas locais 
 Remoção de próteses 
 Antissepsia da pele: Clorexidine 2% 
 Antissepsia da cavidade Oral: Clorexidine 0,2% 
Posição do Operador: 
 Dentes Superiores: a direita e a frente do paciente 
 Dentes inferiores: 
o Lado Direito: defronte e a direita do paciente 
o Lado Esquerdo: pouco para trás e a direita do paciente 
Posição da Cadeira: 
 Maxila: Plano oclusal 45 Graus com o solo 
 Mandíbula: Plano oclusal paralelo ao solo 
 
Isolamento do Campo: 
 Campos estéreis 
 
Preparo do Cirurgião Dentista: 
 Escovação 
 Secagem 
 Calçar luvas 
Anestesia 
 Técnica empregada de acordo com a sua indicação para tal procedimento. Sempre que possível fazer anestesia 
regional. 
Sindesmotomia 
Desinserção de fibras periodontais que circundam o dente com o Sindesmótomo 
Como: O instrumento é levado ao sulco gengival até a resistência óssea. Realiza-se movimento lateral de 
descolamento. 
Hemostasia 
Após a sindesmotomia há sangramento – controle com gaze estéril. Não usar algodão. 
Luxação e Avulsão 
 Movimentos: 
 Intrusão 
 Lateralidade 
 Rotação 
 Tração 
78 
 
Cuidados com o Alvéolo 
 Conjunto de medidas que visam uma adequada cicatrização: 
 Sondagem (sempre) – Cureta de Lucas 
 Curetagem (se houver lesão Periapical) – Cureta de Lucas 
 Regularização óssea – Lima e/ou Alveolótomo 
 Sondagem final 
 Irrigação – Soro Fisiológico 
 Compressão das corticais (técnica de Chompret – aproximação das corticais, comprimindo com os dedos indicador 
e polegar) 
Sutura: 
 Complemento ao ato cirúrgico. 
 Objetivo: ← CAIU NA PROVA 
 Hemostasia 
 Proteção do alvéolo 
 Manutenção do coágulo 
 Orientação da cicatrização (pela aproximação 
dos bordos) 
Cuidados Pós-Operatórios 
 Orientações ao paciente  Medicação  Retorno Pós-Operatório 
Primeiras 24 horas: 
 Manter repouso – evitar esforço físico 
 Evita bochecho oral 
 Evitar escovar sobre os pontos 
 Evitar o sol 
 Dieta: macia e pastosa – fria/morna 
 Manter a cabeça elevada – 2 travesseiros 
 Gelo na região – extra oral 
 Sangramento: morder uma bolinha de algodão 
ou gaze de 10 a 15 minutos
Após 24 horas: 
 Bochecho com solução de Clorexidine 0,12% ou 
0,2% 
 Higiene sobre a ferida 
 Bochecho oral com chá de Malva 
 Dieta pastosa – tolerância 
 Retorno para controle e retirada da sutura 
TÉCNICA II – EXODONTIA COM ALAVANCA 
Constituição das Alavancas (elevadores) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ponta 
ativa/lâmina 
Cabo Haste 
(intermediário) 
79 
 
Indicações do uso de Alavancas 
 Exodontias de raízes residuais 
 Exodontias de raízes ou ápices fraturados 
 Exodontias de dentes com coroas destruídas – não há preensão com fórceps) 
 Exodontias em que há rigidez das corticais (luxação primária com alavancas e após, o uso do fórceps) 
 Técnicas de odontossecção 
 Exodontias de dentes retidos 
 
Empunhadura: 
 Dígito Palmar 
 
Tipos de Alavancas 
 Alavancas retas: dentes superiores e inferiores 
 Alavancas curvas: dentes inferiores 
 Alavanca Seldin: reta e anguladas – dentes superiores e inferiores 
 
Enxadas Apicais (Alavancas Apicais Delicadas) 
Indicação: 
 Remoção de ápices radiculares 
 
Tipos – reta e curvas: 
 Usadas tanto para superiores ou inferiores 
 
Princípio de Ação de Alavancas Movimento de alavanca: Aplicação de pequena força sobre a raiz com 
apoio em tecido ósseo. Entra perpendicular ao longo eixo do dente 
apoiando no septo ósseo e fazendo movimentos com o cabo para 
baixo, levando para cervical. ← CAIU NA PROVA 
 
 
 
 Movimento de Cunha: Ponta ativa paralela ao longo eixo da raiz 
dental apoiando no septo – introduzida entre o tecido ósseo e a raiz dental 
– exerce força no sentido apical. Fazer de um lado e depois do outro. ← CAIU 
NA PROVA 
 
80 
 
 
 Movimento de Roda: Realiza-se movimentos de rotação – eleva a 
raiz para fora do alvéolo. Cunha + rotação. ← CAIU NA PROVA 
Observações: 
 Dentes inferiores: 
o Introdução da ponta ativa: entre o septo ósseo e a raiz – 
nas faces proximais (Mesial e distal) com acesso por 
vestibular. 
o Molares: também pode-se usar ação de rotação com apoio na face vestibular, e ponta ativa sobre o septo 
inter-radicular. 
 Dentes superiores: 
o Introdução da ponta ativa: entre o septo ósseo e a raiz nas faces proximais (Mesial e distal) com acesso por 
vestibular ou palatino. 
Cuidados: 
 Nunca apoiar em dente vizinho 
 Apoio sempre em tecido ósseo 
 Não utilizar apoio em corticais linguais/palatinas/vestibular (exceto molares inferiores – cortical óssea vestibular 
mais “forte”). 
 Apoio da mão oposta: polegar e indicador sobre as corticais para não ferir os tecidos adjacentes. 
Técnica de Exodontia com Alavancas 
 Exame Clínico e 
radiográfico 
 Preparo do paciente 
 Anestesia 
 Sindesmotomia 
 Luxação 
 Tração (fórceps) 
 Avulsão 
 Cuidados com o alvéolo 
(sondagem, regularizar o 
tecido ósseo, irrigação com 
soro, compressão das 
corticais). 
 Hemostasia 
 Sutura 
 Orientação pós-operatória
Cuidados Pós-Operatórios 
Primeiras 24 horas: 
 Manter repouso – evitar esforço físico 
 Evita bochecho oral 
 Evitar escovar sobre os pontos 
 Evitar o sol 
 Dieta: macia e pastosa – fria/morna 
 Manter a cabeça elevada – 2 travesseiros 
 Gelo na região – extra oral 
 Sangramento: morder uma bolinha de algodão 
ou gaze de 10 a 15 minutos 
 
Após 24 horas: 
 Bochecho com solução de Clorexidine 0,12% ou 
0,2% 
 Higiene sobre a ferida 
 Bochecho oral com chá de Malva 
 Dieta pastosa – tolerância 
 Retorno para controle e retirada da sutura 
SÍNTESE 
 Sutura: é a aproximação das bordas da ferida cirúrgica, através de pontos cirúrgicos, mediante o uso de agulha + 
fio cirúrgico, além do instrumental apropriado. 
 
81 
 
 Objetivos da sutura: 
 Proteção do alvéolo 
 Retenção do coágulo, no interior do alvéolo (se 
não tem sutura o coágulo sai do alvéolo e causa 
sangramento) 
 Promover hemostasia 
 Facilitar a cicatrização 
 Minimizar a cicatrização local (pele, cicatrizes 
estéticas) 
 Instrumental: 
 Porta agulha 
o Mayo-Hegar 
o Castroviejo 
o Mathieu 
 Pinças 
o Dietrich 
o Adson 
 Com dentes 
 Sem dentes 
 Agulha + fio de sutura 
 Tesoura 
* O fio da sutura é um meio mecânico de retenção do coágulo 
* Só deve ser curetado o alvéolo se houver lesão inflamatória, se não, preservar as ligações remanescentes, pois são 
fundamentais para uma boa cicatrização 
Agulhas para Sutura 
 É uma pequena e fina haste de aço polido, aguçada numa das extremidades e com orifício por onde se fixa o fio de 
sutura. 
 Constituição: 
 Ponta 
 
 Corpo 
 
 
 Extremidade 
o Com olho ou fio 
montado 
 
 
 
 
 
Fio de Sutura 
 É uma porção de material, de secção circular, que se destina à contenção ou fixação de tecidos em cirurgia através 
de suturas e nós. 
 Características ideais: 
 Grande resistência a tração 
e torção 
 Calibre fino e regular 
 Mole, flexível pouco 
elástico 
 Ausência de reação 
tecidual 
 Esterilização fácil 
 Custo baixo 
 
Calibre dos fios: ← CAIU NA PROVA 
(Grosso) 3 – 2 – 1 – 0 – 2.0 – 3.0 – 4.0 – 5.0 – 6.0 – 12.0 (Fino) 
Fio montado Agulha com olho 
0000000000000000
000 
82 
 
 
 Fios de sutura empregados na Odontologia: 
 Mononylon 4.0 ou 5.0 ← CAIU NA PROVA 
 Vicryl 4.0 ou 5.0 
 Seda 4.0 ou 5.0 
* Fio absorvível causa reação inflamatória estimulando os macrófagos e a destruição do fio. 
Uso em Odontologia 
 Primeira escolha: monofilamentar – nylon 
→ Produz menor irritação tecidual (menos processo inflamatório) ← CAIU NA PROVA 
 Desvantagem: podem lesionar a mucosa – pontas 
Vicryl: 
 Sutura por planos (camada muscular) 
 Mucosa oral – evitando a sua posterior remoção 
Algodão, linho e seda: são fios absorventes 
 Absorvem umidade: placa – promovem reação inflamatória 
 
 
 
 
 
 
 
 
Absorvíveis
Animal
Categute
Categute 
cromado
Sintético
Ácido Poliglicólico 
- Dexon
Poligalactina 910 
- Vicryl
Não 
absorvíveis
Animal
Seda
Vegetal
Algodão
Linho
Sintético
Nylon
Polipropileno
Poliéster
Perlon
Metálico
Aço inoxidável
83 
 
Técnica para Sutura 
 Princípios Básicos: 
1. A agulha deverá ser apreendida pelo porta-agulha na metade ou a três quartos da distância da ponta. 
 
 
 
 
 
 
2. A agulha deverá penetrar perpendicular ao tecido. 
 
 
 
 
 
 
 
3. Na introdução da agulha, devem ser realizados movimentos circulares que acompanhem a sua curvatura, 
através da rotação do pulso do cirurgião. 
 
 
 
 
 
 
4. A agulha não deverá ser forçada contra os tecidos, a fim de evitar quebras ou distorções. 
5. A sutura deverá ser realizada dos tecidos móveis em direção aos tecidos fixos. 
6. A sutura deverá aproximar as bordas da ferida, sem causar tensão ou distorção. 
7. A agulha deverá ser passada nos tecidos com auxílio de pinças de dissecção, transfixando suas bordas em uma 
etapa ou duas, de acordo com a proximidade entre elas. 
84 
 
 
 
 
 
 
8. O primeiro ponto de sutura deverá ser realizado no meio da incisão e os próximos em suas extremidades. 
 
 
 
 
 
9. Na sutura em retalhos cirúrgicos com incisões relaxantes, o primeiro ponto deverá ser realizado no ângulo das 
incisões, de forma a reposicionar o retalho. 
 
 
 
 
 
10. O nó cirúrgico deverá ser sempre posicionado lateralmente ao traço da incisão e nunca sobre este. 
 
 
 
 
 
Tipos de Sutura: 
 Sutura isolada simples – 
Exodontia 
 Sutura isolada em X ou 8 – 
Exodontia 
 Sutura isolada em U 
vertical ou Donati 
 Sutura contínua simples 
 Sutura contínua festonada 
 Sutura contínua em U 
horizontal 
 Sutura intradérmica 
 
Suturas Isoladas: 
 Cada alça é realizado um nó 
 Mais lenta para elaboração 
 Mais segura – nós independentes 
 
 
85 
 
Suturas contínuas: ← CAIU NA PROVA, indicações 
 Há continuidade do fio entre as alças 
 Mais rápida de ser elaborada 
 Tem apenas um nó inicial e outro ao final 
 Caso houver ruptura de um dos nós, ocorrerá afrouxamento ao longo da sutura 
 Indicada em áreas mais extensas – exodontias múltiplas adjacentes ou cirurgias pré-protéticas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nó da sutura 
 União das duas pontas do fio. O nó compreende: 
 Laçada  Nó propriamente dito  Pontas
Isolada simples: 
 1 volta sob os mordentes do porta-agulha 
 2 voltas do fio sobre os mordentes do porta-agulha 
 Nó de cirurgião (sempre localizado na face vestibular, comprimento aproximadamente das pontas: 3mm) 
Remoção dos Fios de Sutura 
 A remoção da sutura deve ser realizada quando uma ferida desenvolveu resistênciatensora suficiente (de 7 a 10 
dias após o ato cirúrgio). 
 Realiza-se anti-sepsia da região 
 Traciona-se o fio suavemente 
 Corta-se o fio na porção que estava no interior dos tecidos (não cortar o fio no meio da sutura, para que a parte 
que está no meio bucal passe dentro do tecido e o contamine) 
* Tesoura curva, pinça angulada e odontoscópio 
BIOSSEGURANÇA 
Técnica Asséptica: 
É a técnica cirúrgica que se utiliza de um conjunto de processos, medidas ou meios para impedir o contato de 
germes com a ferida cirúrgica. 
Preparo da equipe Cirúrgica: 
 Roupas: troca das roupas e colocação de proteção para os calçados, uso do santário, uso do gorro e máscaras, 
troca de máscaras em cirurgias longas. 
 Preparo das mãos e antebraço da equipe cirúrgica – desinquinação e antissepsia complementar. 
86 
 
Desinquinação: 
 Processo de escovação das mãos e antebraços para remover sujidades. 
Antissepsia complementar: 
 Álcool 70 na pele já lavada. 
Desinquinação 
Empunhadura da Escova: 
 
 
 
 
 
 
Aparelho dispensador de sabão acionado pelo 
pé: 
 
 
 
 
 
 
Posição das mãos mais altas que os cotovelos: 
 Mãos levemente acima da altura do cotovelo, para a água não escorrer em direção ao cotovelo e não voltar para 
as mãos (não contaminar a superfície já limpa). 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica de Escovação: 
 Não se apoiar no tanque de escovação para não molhar o traje e atravessar microorganismos. 
 Molhar as mãos e passar sabão em todas as regiões. 
 Escovar a ponta dos dedos (unhas), superfícies de cada dedo, superfícies da mão, superfícies do antebraço até o 
cotovelo. ← CAIU NA PROVA 
 Soltar a escova dentro do lixo sem tocar em nada. 
 Após a escovação: não tocar em nenhuma superfície, somente no que estiver esterilizado. 
 
 
 
 
 
87 
 
Técnica de secagem das mãos: 
 Toalha esterilizada 
 Virar o lado da toalha para o outro braço 
 Dispensar em local apropriado 
 
 
Antissepsia complementar: 
 Esfregar o álcool até o cotovelo 
 
Ordem dos acontecimentos: ← CAIU NA PROVA 
1. Colocação dos EPIs 
2. Abertura dos pacotes de luva/ avental 
3. Lavagem das mãos e antebraço 
4. Secagem das mãos 
5. Vestir o avental estéril 
6. Vestir a luva estéril 
 
 
 
Preparo do paciente 
 Banho do paciente (na véspera) 
 Tricotomia (aparelho de barbear estéril) 
 Troca de roupa (camisola) 
 Tricotomia: remoção dos pelos (região temporal, raspar um pouco da barba caso tenha sutura para fazer por baixo) 
Preparo do ambiente hospitalar 
 Área crítica: centro cirúrgico, CTI, berçário e isolamento. 
 Área semicrítica: enfermarias, quartos, laboratórios, consultórios, cozinha e lavanderia. 
 Área não crítica: ambientes sociais e administrativos. 
Cuidados com a sala cirúrgica 
 Limpeza diária de rotina 
o Álcool 70 nas superfícies 
o Remover Rolopack 
o Descontaminar a tríplice 
 Cirurgia contaminante 
 Limpeza geral semanal 
o Tudo que está em cima das bancadas – limpeza pesada 
o Limpar paredes 
o Esfregar o chão 
o Lavar as superfícies 
* Drenagem de abscesso: precisa de uma melhor limpeza no consultório (marcar o paciente para o último horário) 
88 
 
Vestuário e roupas cirúrgicas 
 Avental 
 Luvas 
 Opa: avental cirúrgico vestido ao contrario 
 Borracha laminada: colocado embaixo do campo cirúrgico para se o campo molhar, não contaminar com os 
microorganismos da mesa 
 Campos 
 Compressas: toalhas estéreis 
Técnica para vestir avental estéril 
 Tocar na parte interna ou na gola 
 Vestir uma manga e após, a outra manga 
 Auxiliar amarra o avental 
 
 
Técnica 
para 
calçar as 
luvas 
estéreis 
 
 
TÉCNICA DE EXODONTIA COM 
OSTEOTOMIA E ODONTOSECÇÃO 
EXODONTIA TÉCNICA III 
 Objetivo: 
 Acesso cirúrgico 
 Diminuir resistência óssea 
 Permitir a luxação  Facilitar apoio para 
alavanca 
89 
 
 Melhor visibilidade
Indicações: 
 Dentes retidos 
 Dentes com anquilose, Hipercementose, 
dilaceração radicular e raízes divergentes 
 Ápices fraturados 
 Corticais rígidas 
 Após exodontias que requeiram curetagem de 
lesões apicais extensas 
 Exodontia múltipla, para regularização 
 Dentes frágeis e sem apoio 
 
Osteotomia 
Desgaste ósseo 
 Brocas, serras, cinzéis, limas 
 Rotatórios: baixa rotação ou alta rotação 
 Alveolótomo 
* Se fizer com alta rotação tem que irrigar muito com soro fisiológico, pois a alta rotação gera muito calor, e se o osso 
aquecer +10°C necrosa. 
* A incisão da cirurgia nunca pode ser no local da Osteotomia, pois pode ocorrer deiscência de sutura por não ter osso 
embaixo. 
Técnica: 
 Confecção do retalho 
 Osteotomia: peça de mão reta (brocas esféricas 2, 4, 6, 8, brocas tronco-cônicas 701, 702, 703 – começar com a 
broca de menor tamanho) 
 Alta rotação ← CAIU NA PROVA 
 Cinzéis e martelo 
 Técnica: Canaleta > Profundidade: ponta ativa da broca | Diâmetro: Ponta da broca 
 Sulco entre a coroa e o osso alveolar vestibular, Mesial e distal 
 Exposição da junção cemento-esmalte 
Odontosecção 
Dividir um dente 
 Ex.: Separar raiz vestibular da palatina no sentido mésio-distal 
Requisitos básicos de uma incisão 
 Amplitude, possibilitando visibilidade ao campo operatório e menor trauma tecidual no afastamento. Uma base 
muito pequena não irá conseguir irrigar o retalho e pode necrosar. 
 
 
 
 
 Base ampla: para irrigação do retalho 
o Base do retalho (X) deve ser maior que a altura do retalho (Y) 
o Idealmente 2X=Y 
90 
 
 
 
 
 
 
 As margens do retalho, devem repousar sobre tecido ósseo sadio, no momento da sutura 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Incisão 
 Retilíneas / Horizontais 
o Envelope 
 Trapezoidais 
o Wassmund – Gengiva inserida e livre 
o Neumann – Gengiva inserida, livre e papila dental com 1 relaxante 
o Neumann Modificada – Gengiva inserida, livre e papila dental com 2 relaxantes 
 Envelope Wassmund 
 
 
 
 
 
 
 
 Neumann Neumann Modificada 
 
 
 
 
 
 
 
Incisão no fundo de sulco, normalmente utiliza-se uma ou duas 
relaxantes Incisão horizontal em gengiva 
inserida 
 
91 
 
Exodontia de Dentes Retidos 
 Comprometimento 
periodontal 
 Lesão de cárie com 
cavidade 
 Retenção adjacente 
 Tumores odontogênicos 
 Fraturas mandibulares 
 Pericoronarite 
 
Indicações ortodônticas: 
 Anos 80: Dente sisos acusados de movimentação e apinhamento dentário 
Relação: Formação Radicular / Momento da Exodontia 
 9 Anos e ± 9 Meses: Áreas radipacas dispersas 
 10 Anos e ± 9 Meses: 1/3 de Coroa formada 
 11 Anos ± 2 Meses: 2/3 de Coroa formada 
 12 Anos ± 6 Meses: Coroa Formada 
 15 Anos ± 6 Meses: Coroa e 1/3 de Raiz formada 
 17 Anos ± 6 Meses: Coroa e 2/3 de Raiz formada 
 21 Anos: Deve ser completado o processo de erupção 
Classificação das Retenções Dentárias 
 Pell e Gregory: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Winter: 
 
 
Métodos de Diagnóstico 
 Radiografia Periapical 
 
 Radiografia Panorâmica  Tomografia 
Computadorizada 
 
Melhor idade para 
remoção do dente 
92 
 
REPARO ALVEOLAR 
Inflamação 
 Mecanismo de defesa tecidual próprio dos tecidos conjuntivose ocorre somente em tecidos vascularizados. 
Depende dos vasos para levar até a região agredida as células e as substâncias necessárias ao controle do agressor 
e reparar, e em seguida, a área afetada. 
Objetivos: Destruir, diluir, circunscrever, delimitar ou neutralizar o agente agressor. Reparar o local agredido 
* Tecido ósseo tem reparo através do processo inflamatório, é reparo e não cicatrização. 
Exsudato inflamatório Infiltrado inflamatório 
 
 Tecido de Granulação Circunscrição – inflamação crônica 
 
 Reparo Granuloma 
* Inflamação – sangramento: vasos se rompem e enchem o alvéolo, ocorre a formação da rede de fibrina no sangue dentro 
do alvéolo. A rede de fibrina gera novos vasos no seu interior aumentando a vascularização (angiogênese), osteoblastos 
chegam no local e fazem o reparo do alvéolo. 
* Rede de fibrina + angiogênese = tecido de granulação. 
Reparo Alveolar 
 
 Cuidados 
com a cirurgia: 
 Técnica 
de assepsia 
 Técnica 
cirúrgica 
 Cuidados 
pós-operatórios 
(por escrito) 
o Higiene 
o Dieta 
Reparo 
alveolar 
 Preenchimento do alvéolo com osso neoformado 
 Pouco calcificado 
 Não apresenta radiopacidade (6ª – 8ª semana) 
 Imagem 
do alvéolo pode permanecer por até 6 meses 
 Remodelação óssea estende-se até um ano 
Estágios Inflamatórios 
Estágio Inflamatório: 
 Até 48 horas 
 Alterações vasculares endoteliais 
 Alterações vasculares estruturais 
Trauma 
cirúrgico
•Exodontia
Inflamação
•Migrações celulares, 
plaquetas/coágulo
Coágulo
•Preenchimento da 
área
Rede de Fibrina
•Angiogênese
Tecido de 
granulação
Osteoblastos
Formação óssea
93 
 
 Receitar anti-inflamatório por no máximo 3 a 5 dias somente para aliviar o estágio inicial da inflamação, pois ela é 
necessária para o reparo alveolar 
 
Estagio Proliferativo / Celular: 
 Até o 6º dia 
 Estabilização definitiva do coágulo 
 Após o 6º dia já não é mais um coágulo, já é tecido sendo formado 
 Formação do tecido de granulação 
 A partir de 48-72 horas o coágulo já está bem estabilizado, então já podemos dizer ao paciente que já pode começar 
a comer comidas menos pastosas 
 
Estágio de Remodelação: 
 45-60 dias 
 Diminuição de fibroblastos 
 Definição real do tecido neoformado 
* O osso vestibular pode ser reabsorvido, sempre que se faz uma exodontia há chance do alvéolo perder volume ósseo, 
pode-se fazer um enxerto ósseo para não perder o volume. 
OSSEOINTEGRAÇÃO 
 Um processo histológico no qual ocorre uma conexão direta estrutural e funcional entre osso vivo ordenado, e a 
superfície de um implante submetido a uma carga funcional. 
 O tecido ósseo se integra ao titânio 
Requisitos: 
 Estabilidade primária (entrar no osso de forma estável – se não for estável não cria osso direito) 
 Ausência de micromovimentação no período de espera 
Cuidados: 
 Irrigação precisa é fundamental (manter a temperatura baixa) 
 Temperatura óssea abaixo dos 44° 
 Temperatura óssea a 47° durante 1 minuto causa necrose óssea e a não osseointegração de implantes dentários 
 
Porque o titânio? 
 Material bioinerte (o corpo “ignora” o titânio, não prejudica) 
 Camada de óxido de titânio 
 Estabilidade termodinâmica, química e estrutural 
94 
 
 Resistente a oxidação, corrosão e degradação 
 Principais características estão na camada de óxido 
 Hoje é considerado bioativo, osseoprodutivo 
* Rejeição ao titânio: não osseointegração do implante, pode ser causado por micromovimentações. 
Superfície dos Implantes 
 Micro rugosidades – maior área de aderência 
Princípios biológicos 
 
Trauma cirúrgico Inflamação Rede de fibrina 
 Perfuração 
 
 
 Osteoblastos 
 
 Osteogênese Osteogênese 
 à distancia por contato 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação óssea 
 
 Tipo I: Cortical espessa e pouca quantidade de osso medular (esponjoso) 
Osteogênese a distância 
Superfície lisa, demora mais 
Osteogênese por contato 
Mais rápida, mais fácil para 
as células se aderirem 
95 
 
 Tipo II: Cortical espessa com boa presença de osso medular (esponjoso) 
 Tipo III: Cortical delgada e predominância de osso medular compacto 
 Tipo IV: Cortical delgada e predominância de grandes espaços medulares 
* Os melhores tipos de ossos para implantes é o tipo II e III, pois são compactos e apresentam boa vascularização. 
Relação com a Osseointegração 
 Osso cortical: Estabilidade primária 
 Osso Medular: mais vascularizado, mais ativo, favorecendo a estabilidade secundária 
Estabilidade primária: 
 Técnica cirúrgica e desenho do implante 
Estabilidade secundária: 
 Tratamento da superfície do implante
Considerações Finais 
O osso é uma estrutura viva e possui um comportamento altamente dinâmico. É um tecido em constante 
remodelação. 
A osseointegração é dinâmica, e inicia a partir do momento em que o implante é instalado e continua enquanto 
ele permanecer em equilíbrio com os tecidos adjacentes. 
Aula 24.10.2017 
Professor Alexandre 
HEMORRAGIA ALVEOLAR DE ORIGEM SISTEMICA 
 
COAGULAÇÃO SANGUINEA: 
 
VIA INTRINSECA: PROVA 
 Início: injuria tecidual ou contato com colágeno 
 Depende de um fator circulante (dentro do vaso) 
 1-6 minutos → LENTA (+ etapas) 
 
Etapas: 
1. Ativação do fator XII 
2. Ativação do fator XI 
3. Ativação do fator IX 
4. Ativação do fator X 
5. Ativação da 
protombina 
 
VIA EXTRINSECA: PROVA 
 Início: contato do sangue com a parede vascular ou com tecidos extra vasculares traumatizados. 
Fator II – Protombina 
Fator I - Fibrinogênio 
96 
 
 Depende de um fator não circulante – fator tecidual (fora do vaso) 
 15 segundos → EXPLOSIVA (- etapas) 
Etapas: 
1. Liberação do fator tecidual 
2. Ativação do fator X 
3. Ativação da protombina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação: protombina quando ativada pela enzima tromboplastina vira trombina que irá agir no fibrinogênio 
que vai formar fibrina. 
 
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES HEMORRAGICAS: 
Fator X 
97 
 
 HEREDITARIAS – nascemos com ela; 
 ADQUIRIDAS – por deficiência de absorção de Ca, por exemplo, desenvolveu com o tempo; 
 
1. Hemofilia – mulheres que transmitem, mas 
só homem manifesta a doença – deficiência 
8 e 9; 
2. Doença de Von Wilebrand – deficiência fator 
8; 
3. Trombastênia de Glanzmann; 
4. Síndrome de Bernard-Soulier; 
5. Púrpura trombocitopenia imunológica; 
6. Púrpura medicamentosa; 
7. Insuficiência renal - (síntese de vitamina K); 
8. Leucemia/ Insuficiência de medula óssea; 
9. Terapia com heparina; 
10. Hepatopatias – deficiência de vitamina K; 
11. Anticoagulantes orais; 
12. Alcoolismo/ uso de drogas/ medicamentos; 
 
Observação: Não devemos suspender nenhum medicamento que o paciente esteja tomando 
(anticoagulante/antiagregante plaquetário) sem aviso prévio ao médico que os receitou. 
 
PÚRPURA: 
 Manchas causadas por sangramento. 
 Equimose, machas roxas hemorrágicas de pele, hematomas, roxos. 
 Pequenas manchas = petéquias 
HEMOFILIA: 
 Doença hemorrágica, hereditária de traço recessivo ligado ao sexo e quase exclusivamente limitado a homens. 
 Hemofilia A → fator VIII 
 Hemofilia B → fator IX 
 Podem ser leves, moderadas ou graves, dependendo da concentração dos fatores exigentes. 
TROMBASTENIADE GLANZMANN: 
 É uma doença hemorrágica hereditário, caracterizado por síndrome purpúrea e alterações glicoproteínas de 
membrana plaquetária, levando a alteração na agregação plaquetária. 
DOENÇA DE VON WILLEBRAND: 
 É uma doença hemorrágica hereditária, na qual há deficiência quantitativa ou qualitativa do Fator de Von 
Willebrand, que atua predominantemente na hemostasia primaria, ocasionando síndrome purpúrica. 
SÍNDROME DE BERNARD – SOULIER: 
 É uma síndrome de caracter hereditário, caracterizado por síndrome purpurica, leve plaquetopenia, plaquetas 
gigantes e alterações de glicoproteínas de membrana plaquetária, que levam à adesão plaquetaria deficiente. 
PURPURA TROMBOCITOPENICA IMUNOLOGICA: 
 É uma doença de caráter imunológica, na qual ocorre destruição das plaquetas pelo baço, mediada por anti-
corpos. Pode ocorrer por estímulo infeccioso ou sem causa aparente (idiopática). 
PURPURA MEDICAMENTOSA: 
98 
 
 A síndrome purpúrica pode surgir com o uso de alguns medicamentos que interferem na atividade das plaquetas 
DEFICIENCIA DE VITAMINA K: 
 A deficiência dos fatores de coagulação que dependem da vit. K é a alteração adquirida mais comum. Os fatores 
II (Protrombina), VII, IX e X são produzidos no fígado e a sítese e suas formas ativas requer a vit. K 
ANTIAGREGANTES E ANTICOAGULANTES: Solicitação exame RNI: 
 Aspirina/ AAS (anttiagregantes plaquetários é o mais fraco); 
 Warfarin – varfarina = Marevan (nome comercial) - (anticoagulante mais forte que AAS); 
 Heparina (anticoagulante, injetável); 
 Clopidogrel (antiagregante plaquetários); 
Consultoria para avaliar risco/beneficio de suspensão do anticoagulante. 
PLANO DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO: 
EXAME CLINICO ODONTOLÓGICO: 
Como qualquer paciente o hemofílico deve ser submetido a um perfeito exame odontológico que é constituído de: 
 Anamnese e histórico do paciente 
 Tipo de hemofilia e grau de severidade 
 Presença inibidor = hemofilia mais grave pois tem resistência ao fator VIII; 
 Histórico familiar e medicação usada no controle da dor; 
PROFILAXIA E ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL: 
 Remoção de placa 
 Raspagem supragengival e subgengival 
 Instrução de higiene oral 
PREVENÇÃO DAS CÁRIES: 
 Motivação do paciente 
TRATAMENTO DENTARIO CONSERVADOR: 
 Não cirúrgico 
 
EXODONTIA: 
PRÉ-OPERATÓRIO: 
 O paciente deve ser avaliado pelo hematologista (o médico que trata do paciente) e pelo dentista. 
 Dosagem do fator, pesquisa de inibidores e raio X dentários deve ser verificados (tempo cirúrgico). 
 Para as exodontias, recomenda-se (a critério do hematologista responsável) elevar 30% o fator VIII (para 
hemofílicos A) e IX (para hemofílicos B), em dose única, repetindo se necessário o uso de antifibrinolitico, também 
deve ser avaliado. 
TRANS-OPERATÓRIO: 
ATO CIRÚRGICO: 
 Preparar campo cirúrgico 
 Anestesia 
99 
 
 Exodontia com menor trauma possível 
ODONTOSECÇÃO: 
 Curetagem (caso necessite) 
 Cuidados da ferida 
MANOBRA DE CHOMPRET E SUTURA (fazer mais pontos): 
 Selante ou adesivo de fibrina dentro do alvéolo; 
 Proteção do alvéolo com esponja de colágeno pode ser realizado; 
 Compressão com gaze; 
Planejar com hematologista a necessidade de uso de antifibrinolitico (evitar a destruição da fibrina): 
 Antifibrinolitico não deve ultrapassar 14 dias. Não administrar nos pacientes com hematúria, com hemorragia do 
SNC e com hematoma; 
 Ácido Epsilon-amino-capróico (EACA) (Ípsilon) 
 Ácido Tranexamico (Transamin) 
 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: 
 BAIXO RISCO: 
 Paciente sem história de distúrbios hemorrágicos, com exames e parâmetros de sangramento normais. 
 Pacientes com histórias inespecíficas de sangramento excessivo, com exames e parâmetros de sangre 
normais. 
 Aptos ao tratamento odontológico. 
 RISCO MODERADO: 
 Pacientes com terapia crônica com anticoagulantes por via oral e TP (tempo de Protrombina) na faixa 
terapêutica (uma e meia a duas vezes o valor controle). Verificar INR 
 Paciente em tratamento permanente com aspirina/AAS pode afetar a hemostasia, sendo necessário maior 
cuidado e alterações no regime terapêutico. 
 Consultoria - médico 
 ALTO RISCO: 
 Pacientes com distúrbios hemorrágicos conhecidos 
 Consultoria, considerar hospitalização. 
 Pacientes com distúrbio hemorrágicos revelados – que apresentam contagem de plaquetas, TP, TTP ou TS 
anormais. 
 Consultoria, considerar hospitalização. 
 
HEMORRAGIA TRANS-CIRURGICA: 
1. Interromper procedimento cirúrgico 
2. Limpeza local/região anatômica 
3. Verificar o alvéolo 
100 
 
 Sangramento é alveolar? 
 Sangramento é gengival/mucosa? 
 Sangramento é misto? 
4. Realizar: 
 Compressão com gaze 
 Compressão óssea/ ‘esmagamento’ 
 Pinçamento tecidual (reparo), se localizar o vaso de origem 
 Sutura 
5. Prosseguir com a exodontia (depende): 
 Sutura 
 Verificar necessidade de agente hemostático adicional 
 Agentes hemostáticos: 
a. Selante de fibrina – seringas; 
b. Selante de colágeno – hemospon (esponja) 
c. Cera para osso – em envelope amarela; 
d. Esponja de gelatina absorvível 
e. Celulose oxigenada regenerada – se adere ao alvéolo, se expande e forma uma massa gelatinosa; 
forma um coagulo artificial muito estável; 
 
MEDICAMENTOS: 
EVITAR: 
 Ácido acetil-salicilico (anti-agregante) 
 Anti-inflamatórios derivados de Diclofenaco 
 Expectorantes (a maioria possui derivados do Guaiacol que altera a função plaquetária) 
OPÇÕES: 
 Paracetamol, dipirona, paracetamol + codeína: ANALGÉSICOS. 
 Prednisona, Dexametasona: CORTICÓIDES. 
 Ibuprofeno, Himesulida: ANTI-INFLAMATÓRIOS. 
EXAMES LABORATORIAIS: 
1. Contagem de plaquetas: 100.000-400.00 cel/mm3 
2. TS (tempo de sangramento): 3-9 minutos 
3. TP (tempo de Protrombina): 11-15 segundos 
4. TTP (tempo de tromboplastina parcial) ou KTTP: 25-40 segundos 
5. INR: avalia efetividade de anticoagulante 
CONCLUSÃO: 
CABE AO CIRURGIÃO-DENTISTA: 
1. Informar os detalhes de procedimento – tempo e extensão cirúrgica 
101 
 
2. Atendimento ambulatorial ou hospitalar? 
SE OCORRER HEMORRAGIA: 
1. Características de 
hemorragia 
2. Tipo de hemostasia 
realizada 
3. Volume de perda 
sanguínea 
CABE AO HEMATOLOGISTA: 
1. Das assistência 
2. Prescrever medicação 
3. Reposição sanguínea 
4. Reposição de fator 
especifico 
5. Reposição de plaquetas 
EXAMES: 
Tempo de Protombina  11 a 15 segundos 
 É importante salientar que as terapias com anticoagulante possuem diversos medicamentos e objetivos 
diferentes, assim como, os procedimentos cirúrgicos possuem características individuais de cada caso com 
planejamentos e dificuldades próprios. Desta forma é sempre importante a consultoria e conversa com o médico 
responsável pela terapia, explicando o procedimento e tempo cirúrgico, para com isso, definir o valor de INR 
seguro. Além de esclarecer dúvidas e confirmar através de exames laboratoriais, no caso dos anticoagulantes, o 
valor adequado da anticoagulação. 
 
Índice Normatizado Nacional (INR/RNI): 
 Relação do tempo de protrombina e coagulação sanguínea. 
 Escala que vai de 0 a 5, onde 0 é um paciente “normal” sem anticoagulação e o 5 é um paciente muito 
anticoagulado. 
 Quanto mais baixa a escala, melhor. 
 Com índices entre 2,5 até 3,5 ainda é considerado seguro fazer cirurgias, mas para segurança sempre conversar 
com o médico do paciente antes. 
Aula 31.10.2017 
Professor Aurelicio 
COMUNICAÇÕES BUCO-SINUSAIS 
 
DEFINIÇÃO: 
 Condição patológica que se caracteriza por existir uma solução de continuidade entre a cavidade bucal e o seio 
maxilar,como consequência da perda da integridade de tecidos moles e duros. 
ANATOMIA: 
Os seios da face ou paranasais são formado pelos seios: 
 Maxilares = são espaços aéreos que ocupam o osso maxilar bilateralmente; 
 Etmoidais 
 Frontais 
 Esfenoidais 
102 
 
FUNÇÃO DOS SEIOS: 
 Os seios são espaços/áreas que servem para a pneumatização da face e não deixa que a cabeça fique “pesada”, 
diminuindo o peso do crânio (epitélio pseudoestratificado, células cilíndricas, ciliadas) turbilhamento do ar que 
respiramos; PROVA 
 Mucosa produzir muco (quente) e reter impurezas que respiramos, essa mucosa e constituída por epitélio 
pavimentoso queratinizado; PROVA 
SEIO MAXILAR: 
 É o maior dos seios paranasais, com volume aproximado de 15cc e, medindo em média: 
 Antero posterior: 34 mm 
 Altura: 33 mm 
 Largura: 23 mm 
 Deve passar apenas ar, quando passar líquido é uma condição patológica; 
 Aquecimento do ar; 
 Função de limpeza das vias aéreas; 
 Quando tiver comunicação terá sinusite; 
FREQUENTEMENTE OCORRE INFECÇÃO DO SEIO MAXILAR DEVIDO: 
 A entrada e saída de líquido; 
 Contaminação por microorganismos da cavidade bucal; 
 
ANATOMIA DOS SEIOS MAXILARES: 
Forma de pirâmide: 
 Base 
 Ápice – voltado pro processo zigomático; 
 Parede superior – assoalho da órbita; 
 Parede inferior – limita-se com o processo alveolar; 
 Parede anterior – está relacionada com a face; 
 Parede posterior – separa o seio maxilar da fossa infratemporal e pterigopalatina; 
 
103 
 
OS SEIOS MAXILARES SÃO REVESTIDOS POR: 
 Periósteo; 
 Epitélio respiratório pseudoestratificado cilíndrico ciliado muco secretor; 
 
 
 
BASE OU PAREDE MEDIAL: 
 Parede lateral da cavidade nasal 
 Nela encontra-se o orifício de comunicação com o meato nasal médio, o óstio. 
 Pelo óstio ocorre a drenagem da secreção nasal produzida pelo seio maxilar (quando entope desenvolve sinusite); 
 Qual o principal tratamento da infecção? Drenagem e uso de antibiótico após (coadjuvante); PROVA 
 
TURNOVER: 
 Pedimos para o paciente fechar uma narina e respirar pela outra e depois faz isso na outra narina. Faz isso de 4 
em 4 horas. 
104 
 
MUCOSA INCHADA: 
 Quando tem dificuldade de drenagem; 
 A membrana que tem no seio maxilar não deve ser rompida e tem como função: aquecimento, produção de 
muco, no momento que rompemos essa membrana produz uma resposta inflamatória no seio. Essa infecção vem 
precedida de infecção. Toda vez que houver comunicação buco sinusal nós vamos desenvolver SINUSITE no 
paciente e só irá curar com a fechamento da comunicação; 
 Nem todo mundo que tem sinusite tem comunicação buco sinusal, mas todo mundo que tiver comunicação buco 
sinusal terá sinusite; 
 O acúmulo de vírus provoca a sinusite que entope o óstio; 
NÃO deve ser misturados os epitélios senão NÃO conseguimos a cicatrização dos epitélios, pois o osso não forma em 
epitélios distintos. 
ETIOLOGIA: 
 A Comunicação buco sinusal compreende uma complicação durante as extrações dentais maxilares devido a 
íntima relação dos dentes posteriores com o soalho do seio maxilar: 
 1°M 
 2°M 
 2°PM 
 3°M 
 1°PM 
 Áreas de perda prematura de um dente; 
 
Outros fatores (etiologia): 
 Lesões traumáticas da maxila: 
 Objetos perfuro cortantes; 
 Armas brancas e projeteis de armas de fogo (se passar o seio maxilar a chance de óbito do paciente); 
 Lesões patológicas: 
 Envolvem seio maxilar ou a cavidade oral (abcessos, ameloblastomas); 
 Infecções do seio maxilar ou da cavidade oral; 
 Colocação de implantes; 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO: PROVA 
Comunicação recente: comunicou com seio maxilar 
 São ocasionados durante o ato operatório; 
 Sondagem do alvéolo – cureta; 
 Manobra de Valsava: para ver se tem fístula (comunicou com seio), fazer força pelo nariz – sempre após a extração 
de M e PM; 
105 
 
Manobra de valsava: 
 Paciente deve realizar uma expiração forçada pela cavidade nasal, com as narinas fechadas e a boca aberta. O ar 
sairá sobre pressão e, estando as narinas fechadas, entrará no interior do seio maxilar. O ar sairá sobre pressão 
e, estando as narinas fechadas, entrará no interior do seio maxilar. 
Fistula buco sinusal: 
 Migração do epitélio oral e do seio maxilar, ocorrendo epitelialização deste orifício; 
 Quando já não é tão recente – quando um epitélio fica aberto e eles não se juntam; 
Tratamento: 
 Curetar o epitélio formado, esperar a formação de um novo coágulo; 
 
SINUSITE: 
 É uma inflamação causada por um processo infeccioso ou alérgico. 
- Se nas áreas do seio maxilar na radiografia aparecer com imagem radiopaca é porque tem muco dentro do seio; 
Diagnóstico clínico sinusite: 
 Infecção ou reação alérgico 
 Hiperplasia e hipertrofia mucosa 
 Obstrução do óstio 
 Acúmulo do muco 
 Crescimento excessivo de bactérias 
 
 Unilateral 
 Bilateral 
 Pansinusite (todos os seios) 
 Aguda 
 Crônico 
- O melhor diagnóstico para SINUSITE é o CLINICO e NÃO o RADIOGRÁFICO; 
 
SINUSITE AGUDA: 
 Sensação de peso e dor no lado afetado 
 Aumento do desconforto rapidamente 
 Tumefação faial e eritema 
 Febre 
 Drenagem de material mucopurulento 
 Cheiro desagradável 
 
 
106 
 
DIAGNOSTICO RADIOGRÁFICO: 
 Radiografia periapical 
 Radiografia panorâmica 
 Radiografia de Water’s 
 Tomografia computadorizada 
 Endoscopia Nasal 
 
Interpretação diagnóstico radiográfico: 
 Comparar os seios bilateralmente; 
Seio normal aspecto radiográfico: 
 Apresenta-se radiotransparente e delimitada por uma camada bem demarcada de osso cortical; 
Aspecto radiográfico de um seio maxilar de paciente portador de fistula e sinusite: 
 Descontinuidade do soalho do seio maxilar; 
 Presença de corpos estranhos; 
 Opacificação ou velamento do seio maxilar; 
 Hiperplasia da membrana sinusal; 
 
TRATAMENTO: 
 Não realizar exodontia; 
 Depende a condição que está; 
TRATAMENTO COMUNICAÇÃO RECENTE = PEQUENA 
 Manobra de Chompret 
 Sutura – vários pontos – rede gaze 
 Observação 15/30min 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO: 
 Antibioticoterapia: 
 Amoxicilina 500mg, Clindamicina 300mg – 10 a 14 dias 
 Analgésicos: 
 Paracetamol 750mg 
 Descongestionante nasal: mais importantes que antibiótico 
 Nasal: Afrin, Rinosoro 
 Uso Interno: Allegra 
 O tratamento da comunicação buco sinusal se faz com o fechamento do epitélio nasal e da boca (separação desses 
epitélios); 
 Sutura bem feita, uso de antibióticos; 
 O retalho tem que cobrir o alvéolo para que o coágulo permaneça para que ocorra a formação do osso; 
 
107 
 
CUIDADOS PÓS OPERATÓRIO: 
 Não assoar o nariz; 
 Não sugar; 
 Não fumar; 
 Não fazer pressão na 
cavidade nasal; 
 Evitar de espirar; 
TRATAMENTO COMUNICAÇÃO RECENTE = GRANDE 
 Unir as bordas da ferida  retalhos cirúrgicos 
 Manobra de Chompret 
 Sutura – vários pontos – rede gaze 
 Observação 15/30min 
FÍSTULA BUCOSSINUSAL: 
 Irrigação do seio maxilar 
 Instilação nasal: descongestionantes 
 Uso de antibióticos: 10 a 14 dias 
 Uso de analgésicos 
 Retalhos cirúrgicos 
Precisa remover o corpo estranho, resto radicular, dente, mucosa hiperplásica: pois senão não adiantara o tratamento; 
Técnica de CALDWELL- LUC: 
 (Parede anterior do seio)  contra abertura nasal ou antrostomia nasal (fura a cavidade nasal e o paciente fica 
com dreno dentro do nariz) 
Tratamento: 
 Endoscopia  video + microinstrumentais  tratamento conservador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
108Técnicas e Materiais em Prótese 
Dentaria I 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
PERDA DENTÁRIA 
Possibilidades de tratamento 
 
Etiologia da Perda Isolada de Dentes 
 Congênita: 
→ Anodontia Parcial 
o Segundos Pré-Molares superiores e inferiores 
o Incisivos Laterais Superiores 
Adquirida: 
→ Trauma 
o Avulsão o Fratura 
subgengival 
o Fratura radicular 
→ Cárie 
o Destruição extensa 
→ Reabsorções 
o Interna 
o Externa 
→ Falhas de restaurações 
→ Falha de implantes 
→ Iatrogenias 
o Perfurações 
→ Doença periodontal localizada 
→ Falhas endodônticas 
* Perimplantite é a periodontite em dentes que são implantes. 
Substituição de Dentes Ausentes 
→ Prótese Implantossuportada 
→ Prótese Fixa Adesiva 
→ Prótese Fixa Clássica 
→ Prótese Parcial Removível – Simples ou Associada 
→ Tratamento Ortodôntico 
→ Combinação dos meios acima 
→ Sem reposição 
 
Milhões de pessoas no mundo são edêntulas. Pela perda de órgãos ou parte deles são consideradas pela OMS como 
fisicamente debilitados. 
A perda de todos os dentes pode tornar uma parte dos pacientes usuários de próteses totais deficientes em pelo 
menos duas funções básicas orais, a fala e a mastigação. 
Um pequeno grupo de usuários de dentaduras é incapaz de executar essas duas funções em público por puro 
constrangimento. 
 
Prótese Total 
O osso alveolar que suporta os dentes naturais, recebe cargas de tração numa área extensa do ligamento 
periodontal, enquanto o rebordo residual recebe cargas verticais, horizontais e oblíquas, aplicadas pela prótese, com uma 
área de superfície menor do que a do ligamento periodontal de todos os dentes naturais que estavam presentes. 
* Exige muito mais força para a mastigação com prótese 
110 
 
Exame do Paciente 
 Análise quantitativa e qualitativa do rebordo residual: ← CAIU NA PROVA 
→ Altura do rebordo residual 
→ Integridade da mucosa 
→ Tamanho do arco do rebordo 
→ Consistência da fibromucosa de revestimento 
→ Altura das inserções musculares 
→ Quantidade e qualidade da saliva 
→ Tamanho da língua 
→ Alterações nos lábios 
Edentulismo 
→ Redução do rebordo residual 
→ Adaptação reflexa comprometida 
→ Aumento de movimentos parafuncionais 
→ Experiência de próteses mal adaptadas 
→ Perda de suporte labial 
* Perda da reação de dor pelo ligamento periodontal 
Consequências anatômicas do edentulismo nos tecidos duros 
→ Diminuição da largura e altura do osso de suporte 
→ Proeminência das apófises genii superiores 
→ Perda do osso basal 
→ Efeito da perda óssea na aparência estética do terço inferior da face 
* Reabsorção horizontal: afeta mais os maxilares 
* Reabsorção vertical afeta mais a mandíbula 
 
 
MATERIAIS USADOS EM PRÓTESE DENTÁRIA 
 Resina acrílica 
 Materiais de moldagem 
 Gesso 
 Cera 
 Ligas metálicas 
 Cerâmicas 
 Cimentos dentários 
(cimentação) 
 
Resina Acrílica 
 A odontologia tem disponível vários tipos de resinas, cada tipo tem sua indicação ou as vezes mais de uma 
indicação, dependendo da finalidade e do resultado que se pretende. 
 Composição: 
 Pó: polímero 
 Líquido: monômero 
A mistura consiste em saturar o polímero com o monômero e realizar a mistura com espátula. 
Autopolimerizável: Ativada quimicamente, utilizada para confecção de coroas provisórias, moldeiras individuais, 
placas articulares, copings de moldagem e condicionadores teciduais. 
Termopolimerizável: Ativada termicamente, utilizada para confecção de bases de próteses totais, e parciais 
removíveis, coroas e próteses parciais temporárias, placas de bruxismo e dentes artificiais. 
 Ciclo rápido 90 minutos a 65° + 60° em ebulição 
 Ciclo longo 9 horas a 74° 
 
111 
 
Fases da resina acrílica após a mistura do pó com o líquido: ← CAIU NA PROVA 
 Arenosa 
 Fibrosa 
 Massa/Plástica 
 Borrachóide 
* A resina deve ser trabalhada na fase de massa. 
 Vantagens da resina quimicamente ativada: 
 Bom ajuste e margens 
 Boa resistência a abrasão 
 Bom polimento 
 Durabilidade
Desvantagens da resina acrílica quimicamente ativada: 
 Reação exotérmica 
 Pouca resistência a abrasão 
 Liberação de monômero tóxico para a polpa 
 Grande contração volumétrica 
 
Materiais de Moldagem 
Aplicações ou proporções mecânicas 
Mecanismo de presa Rígidos ou Anelásticos Elásticos 
Por reação química 
(irreversível) 
Gesso Pariz 
ZOE 
Elastômeros 
Alginatos 
Por alterações de temperatura 
(reversível) 
Godivas 
Ceras 
 
Agar 
 
Materiais de Moldagem Elásticos - Elastomeros 
 Materiais a base de borracha sintética. 
 Reação de polimerização: 
 Por condensação: 
o Polissulfeto o Silicona de condensação 
 Por adição: 
o Poliéter o Silicona de adição 
- Grande capacidade de recuperação da deformação. 
- Alta capacidade de reprodução de detalhes. 
- Sistema pasta – pasta: manipulação 
- Efeito da temperatura 
- O escoamento depende da viscosidade: leve – regular – 
pesado – massa densa. 
Polissulfeto (Mercaprana) 
Os polissulfetos são elastômeros empregados como material de impressão em prótese. A sua composição básica é uma 
mercaptana polifuncional ou polímero de polissulfetos. 
 A reação de polimerização deste material é exotérmica. A umidade e a temperatura 
exercem um efeito significante no desenvolvimento da reação. No calor e em umidade a 
presa do material é acelerada. O subproduto na reação de condensação é água. 
 Estabilidade dimensional 
 Reação de condensação – subproduto 
 Contração de polimerização 
 Vazar o gesso: 
logo após a 
tomada da impressão 
112 
 
Processo: 
 Tempo de espatulação: 45s  Tempo de trabalho: 3min  Tempo de presa: 8min 
Moldagem: 
 Moldeira individual ou parcial (resina acrílica)  Uso de adesivo para moldeira
Características: 
 Longo tempo de presa (maior) 
 Menor rigidez – mais flexível 
 Odor desagradável 
 Alta resistência ao rasgamento 
 Não permite confecção de vários modelos 
Vantagens: 
 Baixo custo 
 Longo tempo de trabalho 
 Alta flexibilidade 
 Boa reprodução de detalhes
Desvantagens: 
 Formação de subproduto 
 Moldeiras individuais 
 Manipulação: cheiro, manchamento e longo tempo de presa 
Silicona de Condensação 
 Estabilidade dimensional 
 Reação de condensação – subproduto 
 Contração de polimerização 
 Vazar o gesso: logo após a tomada da impressão 
Processo: 
 Tempo de espatulação: 45s 
 Tempo de trabalho: 3min 
 Tempo de presa: 7min 
 
Moldagem: 
 Depende da consistência 
 Moldeira individual 
 Moldeira de estoque 
 Seringa de moldagem 
Vantagens: 
 Tempo de presa 
 Custo moderado 
 Boa reprodução de detalhes 
 Variedade de viscosidades 
 
Desvantagens: 
 Formação de subproduto 
 Hidrófobo 
 
Silicona de Adição 
 Estabilidade dimensional 
 Material mais estável – não forma sub-produto 
 Tempo para vazar o gesso 
 Mesma impressão 
Processo: 
 Tempo de espatulação: 45s 
 Tempo de trabalho: 3min 
 Tempo de presa: 6min 
113 
 
 
Moldagem: 
 Depende da consistência 
 Moldeira individual 
 Moldeira de estoque 
 Leve – aplicador automático 
Atenção: Manipulação sem luvas de látex 
Vantagens: 
 Boa reprodução de detalhes 
 Boa precisão dimensional 
 Baixa deformação permanente 
 Variedade de viscosidades 
 Vazamento múltiplo – ambiente seco e fresco (até uma semana) 
 Boa estabilidade de armazenamento 
Desvantagens: 
 Custo 
 
Poliéter 
 Estabilidade dimensional 
 Não forma subproduto (polimerização por adição) 
 Excelenterecuperação elástica 
 Suporta elevadas cargas na remoção, sem sofrer alteração 
 Vazamento múltiplo – ambiente seco e fresco 
Processo: 
 Tempo de trabalho: 23°C - 3,3 min, 37°C – 6min 
 Tempo de presa: 23ºC – 9 min, 37°C – 6 min 
Manipulação: 
 Comprimentos iguais das duas pastas 
 Mistura – de cor homogênea 
Moldagem: 
 Moldeira de estoque ou individual 
 Casquete de moldagem 
 Utilizar adesivo de moldeira 
 Requer profissional hábil, pelo curto tempo de 
presa 
Vantagens: 
 Excelente reprodução de detalhes 
 Boa estabilidade dimensional 
 Vazamento em até uma semana 
 Múltiplos vazamentos 
 Hidrofilico 
Desvantagens: 
 Tempo de trabalho curto 
 Rigidez (alto módulo de elasticidade) 
 
114 
 
Contração linear x tempo (horas) 
 
 
Alginato 
 Hidrocolóide irreversível 
Hidrocolóide 
 Reversível: (água) 
O gel se forma pela diminuição da temperatura: sol (resfriamento)  
gel (aquecimento) sol 
Irreversível: (alginato) 
União das fibrilas por reação química: sol (reação química)  gel 
 Exigências de um material de moldagem: 
 Do paciente: 
o Gosto e odor neutro 
o Não irritante tecidual 
o Não-tóxico 
o Tempo de presa curto 
o Remoção fácil 
 Do dentista: 
o Mistura fácil 
o Tempo de trabalho curto 
o Remoção fácil 
o Boa qualidade de moldagem 
o Baixo custo 
o Desinfecção fácil
Tempo de geleificação: 
 Tempo de manipulação: 30s 
 Tempo de trabalho: 15s 
 Tempo de presa: 1-2,5min 
Estabilidade dimensional: 
 Pobre estabilidade dimensional – sinérese e 
embebição 
 Deve ser vazado dentro de 1 hora, mantido 
úmido 
Materiais de Moldagem Anelásticos 
 Godiva 
 Pasta Zinco-enólica 
* Moldar mucosa 
Tipo I: 
 Temperatura de transição vítrea – 39°C 
  temperatura – redução na viscosidade – fusão dos componentes da matriz 
 Aquecimento lento, pode ser modificada pelo reaquecimento 
 Reprodução de detalhes 
 Aguardar o resfriamento para remoção da impressão 
Godiva 
 Tipo I: 
115 
 
 Vedamento periférico 
 Plastificada e aplicada nas bordas de uma moldeira individual 
 Auxilia na fixação de grampos – isolamento absoluto 
 Obter impressões dos dentes no garfo do arco facial 
Tipo II: 
 Toda área desdentada 
 Aquecida e adaptada em moldeira de estoque 
 
- Alto coeficiente de expansão térmica – contração de até 0,3% 
- Como remover o modelo de gesso da impressão? Imersão em água aquecida, até a plastificação do material 
Pasta de Óxido de Zinco e Eugenol 
 Material de moldagem anelástico e irreversível. 
 Processo: 
 Espatulação: 30s 
 Presa inicial: espatulação até mistura não pegajosa (3 minutos) 
 Presa Final: ponta de um cilindro metálico 50g (até 7 minutos) 
 Estabilidade dimensional: altamente satisfatória (contração <0,1%) 
Gesso Odontológico 
 Composição: 
 Pó: sulfato de cálcio hemi-hidratado 
 Líquido: água 
Tipos: 
 Gesso comum 
 Gesso pedra tipo III, IV e V 
Usada em: 
 Modelos de estudo, modelos de trabalho, montagem de modelos em articulador semi ajustável 
Classificação: 
 Gesso para Moldagem (Tipo I) 
 Gesso Comum (Paris/tipo II) 
 Gesso Pedra (tipo III) 
 Gesso especial (pedra de alta resistência/tipo IV) 
 Gesso Especial (pedra de alta resistência e 
expansão/tipo V) 
Gesso Pedra (tipo III): 
 Modelos de trabalho 
Gesso pedra (tipo IV) 
 Maior dureza e resistência (desgaste) 
 Provas e ajustes 
Processo: 
 Tempo de espatulação: mecânica 20 a 30 segundos, manual: 1 minuto 
116 
 
 Tempo de trabalho: 3min, disponível para utilizar a mistura pronta 
 Tempo de presa: início da mistura até o endurecimento do material (45 minutos) 
 Evitar aprisionamento de bolhas de ar 
 Vazar o gesso lentamente, com um instrumento pequeno. O gesso “empurra” o ar para frente dele, à medida que 
a impressão é preenchida 
Cuidados na armazenagem: 
 Recipiente bem fechado  Ambiente seco  Agitar antes de usar 
Problemas: 
 Superfície do gesso rugosa ou quebradiça 
 Excesso de água nas depressões da impressão, aumentando a proporção água/pó 
 Remanescente de sangue e saliva – retardo na presa 
Cera 
 Composição: Polímeros orgânicos constituídos de hidrocarbonetos e seus derivados. 
Usada em: incrustações, enceramento diagnóstico, placa articular, montagem de dentes artificiais em PT e PPR, 
encaixamento, registros interoclusais. 
Cerâmica 
 Composição: Polímeros orgânicos constituídos de hidrocarbonetos e deus derivados. 
 Usada em: Incrustações inlay e onlay, coroas unitárias, próteses parciais fixas, próteses sobre implantes, pilares 
protéticos. 
Ligas Metálicas 
 Composição: metais (nobres e não nobres) 
 Usada em: 
 Próteses ficas (nobres ou não nobres) 
 Próteses removíveis (cromo-cobalto) 
 Próteses sobre implantes 
 Restaurações unitárias 
 Pino-núcleos
Cimentos 
 Tipos: fosfato de zinco, resinoso, ionômero de vidro 
 Usada em: cimentação de próteses 
 
 Cimento fosfato de zinco: 
 Tempo de presa: 5,5min 
 Espessura da película: 20µm 
 Solubilidade: 0,06 
 Resposta pulpar: moderada 
Cimento resinoso autocondicionante: 
 Tempo de presa: 2-4min 
 Espessura da película: <25µ 
 Solubilidade: 0,0 – 0,01 
 Resposta pulpar: moderada 
117 
 
DELIMITAÇÃO DA ÁREA CHAPEÁVEL 
 Área chapeável: toda a parte estrutural da mucosa de revestimento tanto da maxila 
quanto da mandíbula que irá servir de suporte de retenção para a prótese total. 
Maxila 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mandíbula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Zona de Suporte Principal 
 É a região destinada a suportar a carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma 
extremidade a outra. Áreas que não reabsorvem facilmente o osso: 
 Superior: 
Freio Labial Superior Arco Orbicular Superior Freio Lateral Superior 
Arco Zigomático Arco da Tuberosidade Sulco Hamular 
Linha do Ah! 
Freio labial superior 
Arco Orbicular Superior 
Freio Lateral Superior 
Arco Zigomático 
Arco da Tuberosidade 
Sulco Hamular 
Linha do Ah! 
 
Freio Labial Inferior Arco Orbicular Inferior 
Freio Lateral Inferior 
Arco do Bucinador Arco Retrovestibular 2/3 da Papila 
Forma Lateral da Garganta 
Linha Oblíqua Interna 
Freio Lingual 
Freio Labial Inferior 
Arco Orbicular Inferior 
Freio Lateral Inferior 
Arco do Bucinador 
Arco Retrovestibular 
2/3 da Papila 
Forma Lateral da Garganta 
Linha Oblíqua Interna 
Freio Lingual 
PROVA 
PROVA 
118 
 
o Rebordo posterior da maxila 
o Rebordo lateral da maxila de um lado a outro 
 Inferior: 
o Forma lateral da garganta 
o Vertente vestibular e lingual da mandíbula posterior 
o Crista do rebordo mandibular 
Zona de Suporte Secundário 
 Zona de auxílio na absorção da carga mastigatória, e desempenhando outra função importante, que é imobilizar a 
Prótese Total no sentido horizontal. 
 Superior: 
o Posterior até a linha do Ah 
 Inferior: 
o Rebordo 
Zona de Selado Periférico 
 Região de 2 a 3mm de largura que contorna a área chapeável em toda sua extensão. Sua função é manter o 
vedamento periférico, evitando a entrada de ar para a parte interna da prótese e mucosa do paciente, promovendo uma 
máxima retenção. Selamento da prótese em toda a volta da área chapeável (feio com godiva). ← CAIU NA PROVA - descritivo 
 Superior: 
o Toda a volta até a região do Ah! (forma um arco do cupido) 
 Inferior: 
o Sobre a ----?---- retromolar 
o Volta da zona de vedamento periférico 
Zona de Alívio 
 São regiões da área chapeável que devem ser aliviadasna moldagem e confecção da prótese total, para que o 
paciente não se machuque quando do uso da prótese, evitando-se assim, problemas posteriores. Feito com cera 7. 
 Superior: ← CAIU NA PROVA 
o Papila 
o Rugosidades palatinas 
o Rafe mediana (até a metade ou até o final) 
 Inferior: 
o Zona em volta do rebordo (qualquer zona retentiva no rebordo) 
Moldagem Preliminar 
 A moldeira tem que copiar toda a área a ser chapeada 
 Utilizar cera em bastão para adaptar as moldeiras de estoque ao rebordo do paciente 
 Utilizar alginato para o rebordo retentivo 
 A godiva é derretida para plastificar 
 Pressionar a moldeira primeiro na parte posterior e trazer para anterior, para não sobrar excesso atrás 
 Se ficar pequenas bolhas utilizar cera 7 para cobri-las 
 A godiva pode ser reaquecida se não der certo. 
Informações: 
 Pedir para o paciente mover a língua para que molde bem os detalhes 
 Fechar a parte da língua com alginato após a moldagem, antes de vazar para não ficar um modelo frágil. 
 Utilizar gesso tipo III. 
119 
 
MOLDAGEM FUNCIONAL 
 A moldagem funcional é uma das etapas essenciais do tratamento protético em edentulismo total. Para tanto, é 
necessária a análise e o registro correto das estruturas de suporte, visando a determinação da extensão da prótese. A 
moldagem funcional inclui duas etapas: o selamento periférico e a moldagem funcional propriamente dita, e tem o objetivo 
de registrar fielmente a área chapeável até seus limites. 
* Se a prótese não tem retenção e fica caindo, o erro foi na moldagem preliminar, fazendo com que a moldagem funcional 
não fique certa, precisa levar a prótese para os limites chapeáveis – reembasamento. 
* Por que a moldeira individual deve ficar 2mm do fundo de sulco? Por causa da godiva que vai moldar o sulco. 
Delimitação da área chapeável da Maxila 
 Freio do lábio superior 
 Arco orbicular superior 
 Freio lateral superior 
 Arco zigomático 
 Arco da tuberosidade 
 Sulco pterigomaxilar (Hamular)
 
Zonas da área chapeável da maxila: 
A. Zona de suporte principal 
B. Zona de Suporte Secundário 
C. Zona de Selado Periférico 
D. Zona de Selado Posterior 
E. Zona de Alívio
Zona de Suporte Principal 
 É a região destinada a suportar a carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma 
extremidade a outra. 
 Tamanho: 
 Grande  Médio  Baixo 
 Altura: 
 Alto  Médio  Baixo 
Formato: 
 Triangular  Ovóide  Quadrado 
 Zona de suporte principal superior: de uma a outra tuberosidade, englobando o palato. 
 Zona de Suporte Principal inferior: de uma a outra papila piriforme 
Zona de Suporte Secundário 
 É também uma zona que ajuda a absorver a carga mastigatória, desempenhando ainda outra função importante, 
que é a de imobilizar a Prótese Total no sentido horizontal, as custas das vertentes Vestibulares, Linguais e Palatinas do 
rebordo, assim, a prótese total fica encavalada sobre o rebordo. 
 Zona de Suporte Secundário Superior: Vertente vestibular palatina do rebordo superior. 
 Zona de Suporte Secundário Inferior: Vertente vestibular e lingual do rebordo inferior. 
Zona de Selado Periférico: 
 É uma região de 2 a 3mm de largura que contorna a área chapeável em toda a extensão, que se localiza na região 
de mucosa móvel. A função primordial dessa área é manter o vedamento periférico, para impedir que se quebrem as forças 
de adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica, fatores esses que auxiliam na retenção da prótese total. 
 
120 
 
Zona de Selado Posterior 
 É a zona que veda a porção posterior da área chapeável. 
 Função: vedar 
 Superior: atrás da tuberosidade e entre a linha do palato duro e palato mole, até o outro lado 
 Inferior: atrás da papila piriforme de cada lado 
 Vedar: zona de selado inferior, ou seja, atrás da papila piriforme 
Zona de Alívio 
 São regiões da área chapeável que devem ser aliviadas na moldagem e confecção da prótese total, para que o 
paciente não se machuque quando do uso da prótese, como também evitando aceleração da reabsorção óssea. Diminuir 
a pressão para não haver reabsorção óssea. Não esquecer de aliviar o freio. 
 Alívios de compressão e alívios de retenção: 
MAXILA ← CAIU NA PROVA 
 
Compressão: sempre fazer 
 Rugosidades palatinas 
 Rafe mediana 
Retenção: onde houver retenção 
 Áreas retentivas do rebordo 
MANDÍBULA ← CAIU NA PROVA 
 
Compressão: 
 Crista do rebordo 
Retenção: 
 Áreas retentivas do rebordo 
 
Confecção de Moldeira Individual 
 Delimitar a área chapeável 
 Delimitar a área da moldeira individual (2 a 3mm aquém do limite da área chapeável) 
 Identificar áreas retentivas 
 Identificar áreas de alívio 
 Aplicar isolante no modelo anatômico 
 Resina acrílica ativada quimicamente: 
o Proporção pó/líquido – 3:1 
o Fase plástica 
o Espessura de 2 a 3mm 
o Posicionamento do cabo – inclinação para vestibular 
o Remoção de excessos e acabamento 
 
Características da Moldeira Individual: ← CAIU NA PROVA 
 Tamanho: ter a mesma dimensão do modelo anatômico. 
 Extensão: recobrir toda a área chapeável. 
 Bordas: 2 a 3mm aquém do fundo de sulco gengivovestibular e assoalho bucal, limite 
entre o palato mole e duro, e no limite da tuberosidade palatina. Na moldeira inferior, o limite posterior é a 
papila retromolar. 
Prova 
prática G1 
121 
 
 Identificar áreas retentivas e de alívio. 
 Robusta 
 Presença de cabo na região mediana e anterior, de modo que fique voltado para o lado vestibular, com inclinação 
aproximada de 60°. 
 
Ajuste clínico da moldeira individual: 
 Colocar a moldeira na boca para marcar a zona de transição entre o palato duro e mole (linha do Ah!) 
 Recortar o excesso. 
 
Material e instrumental necessário para o Vedamento Periférico 
 Moldeira individual com ajuste já realizado 
 Godiva de baixa fusão (bastão) 
 Lamparina de Hanau 
 Lamparina a álcool 
 Isqueiro 
 Ebulidor 
 Termômetro (70°) 
 Gral de borracha 
Técnica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
122 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ordem da técnica: ← CAIU NA PROVA 
 Zona de tuberosidade a zona de canino de um 
lado 
 Remoção do excesso de godiva de baixa fusão 
 Zona de tuberosidade a zona de canino do outro 
lado 
 Zona de canino a zona de canino 
 Zona de tuberosidade a zona de tuberosidade 
* Esfriar a godiva em água morna/quente antes de moldar o paciente, sem esfriar totalmente para que não endureça e 
nem tão quente para queimar o paciente. 
Moldagem funcional (corretiva) da maxila 
 Remoção dos alívios  Realizar perfurações 
Material e instrumental: 
 Pasta zinco-enólica  Espatula nº 72  Laje de vidro 
Técnica de moldagem 
 Paciente deve ter as comissuras lubrificadas com 
vaselina 
 Lavar a boca com água 
 Carregar a moldeira 
 Respiração nasal 
 Introdução: assentamento de posterior para 
anterior 
 Tração da bochecha e lábios 
 Remoção 
 Lavar com água corrente e secar 
 Análise do molde 
 Introdução do molde na boca para realizar teste 
de retenção 
 Remoção 
Manipulação: 
 Quantidades iguais das duas pastas são distribuídas 
 A mistura deve terminar de 30 a 45 segundos 
Encaixotamento 
 Circundar o molde com tira de cera utilidade de 5mm de largura que fique de 2 a 3mm abaixo do bordo do molde. 
Na região de post-damming tira de cera utilidade de 7mm de largura. Circundar com cera nº7 
123 
 
 Material e instrumental: 
 Molde 
 Lâmina de cera nº7 
 Lâmina de cera utilidade 
 Espátula lecron 
 Lamparina e álcool 
Espátula nº7 
RELAÇÕES INTERMAXILARES 
ETAPAS: 
1- Exame da boca (clínico e radiográfico); 
2- Moldagem preliminar; 
3- Obtenção de modelos preliminares; 
4- Confecção da moldeira individual; 
5- Vedamento periférico (godiva); 
6- Moldagem funcional (lisanda); 
7- Encaixotamento; 
8- Obtenção dos modelos funcionais; 
9- Confecção de planos de orientação (placa de 
resina acrílica + rodete de cera); 
 
PLACA DE BASE DE RESINA ACRÍLICA: 
A base provisória da dentadura que possibilita ao profissional realizar na boca 
do paciente as diversas operações clínicas, tais como o registro das relações maxilo-
mandibulares, a montagem e prova dos dentes na boca do paciente. 
 
CONFECÇÃO DE PLACA BASE DE RESINA ACRÍLICA: 
 Todas as retenções mecânicas dos modelos são removidas através do preenchimento das mesmas com cera 7; 
 As retenções nos maxilares são mais frequentes na face vestibular da região de canino a canino, e na região 
vestibular das tuberosidades alveolares; ← CAIU NA PROVA 
 As retenções na mandíbula são mais frequentes na região de canino a canino, tanto por vestibular, como por lingual 
e na região da fossa retro-miloidea; ← CAIU NA PROVA 
 Deve ser lembrado que os alívios são menores que nas moldeiras, tendo em vista a necessidade de retenção na 
boca do paciente; 
 Proporcionar o polímero e o monômero de acordo como a indicação do fabricante; 
 Colocar primeiramente o monômero (liquido) no pote para resina, e depois o polímero (pó); 
 Misturar com espátula nº 36, no recipiente fechado para evitar a evaporação do monômero (mesma forma 
executada nas moldeiras); 
 Duas placas de vidro isoladas com celac; 
 Recortar duas tiras de cera, e colocar entre as placas de vidro, uma tira de cada lado; 
 Adaptar a resina sobre o modelo funcional em toda a sua extensão; 
 Toda a região correspondente ao fundo de sulco deverá ser preenchida com resina; 
 Fina e adaptada ao fundo de sulco; 
124 
 
 Os excessos deverão ser recortados com Lecron; 
 Utilizar a fresa maxi-cut para desgastar a resina acrílica, eliminando as rebarbas, com o cuidado de não deixá-la 
cortante e respeitar ao mesmo tempo a espessura da mesma na região dos sulcos; 
 Acabamento com tira de lixa em mandril ou borrachas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONFECÇÃO DO RODETE DE CERA: 
 Cera n° 7; ← CAIU NA PROVA 
 Conformador; 
 Placa de vidro com vaselina; 
 
 SUPERIOR: 12 mm mais pra mais frente o rodete na papila incisiva até onde ficara o incisivo, rodete de cera prende 
lingual no limite da crista (colocar camadas de cera 7); 
 INFERIOR: marcar a papila retro molar, altura do rodete 2/3 (pois não tem fibras), rodete no meio da crista; 
 
 Contornar fundo de sulco (limite da placa base); 
 Aplicar cera 7 nas áreas de retenção; 
 Misturar resina acrílica; 
 Pressionar (suavemente) a massa nas placas; 
 Colocar sobre o modelo, recortar eixos, adaptar; 
 No inferior, retirar parte lingual; 
 Fazer acabamento, não deixar partes cortantes; 
 Fazer rodete de cera, unir a resina; 
 Criar paredes retas com espátula de gesso; 
125 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE 
ORIENTAÇÃO REGISTRAR (para que serve o rodete): com paciente 
 Forma de arco 
 Limite vestibular 
 Dimensão vertical de oclusão 
 Relação Cêntrica 
 Linhas de referência 
 
 Ajuste do plano de orientação superior 
 Tomada da Dimensão Vertical de Repouso - DVR 
 Estabelecimento da Dimensão Vertical de Oclusão - DVO; 
 Estabelecemos padrões estéticos de suporte labial, 
corredor bucal e marcação das linhas de referência; 
 Determinação da relação cêntrica; 
 Uso do arco facial para transferência espacial da arcada superior para o articulador semi ajustável; 
 O modelo superior montado no articulador; 
 O modelo inferior montado no articulador; 
 Seleção da forma, tamanho e cor dos dentro; 
 Montagem dos dentes; 
 Prova dos dentes para verificação dos padrões estéticos, DVO e teste fonético; 
 Acrilização da prótese total; 
 Remonte (ajuste oclusal); 
 Entrega da prótese total; 
 
AJUSTE DO PLANO DE ORIENTAÇÃO SUPERIOR: ← CAIU NA PROVA 
 Suporte Labial 
 Altura Incisal 
 Plano oclusal 
 Plano interpupilar 
 Plano camper 
126 
 
 Corredor bucal 
 
 Linha do sorriso 
 Linha mediana MARCAÇÕES ← CAIU NA PROVA 
 Linha dos caninos 
 
SUPORTE LABIAL: 
 Reposicionamento dos músculos orbiculares 
 
ALTURA INCISAL: 
 A determinação da porção visível dos dentes com os 
lábios em repouso; 
 
PLANO OCLUSAL: 
 Uso da régua de Fox; 
Linha interpupilar: 
 Linha bipupilar é a linha imaginária que, no plano horizontal, passa pelo centro de ambas as pupilas e que constitui 
uma linha de referência para a face observada de frente; 
 
Ajustar plano de camper: paralelo a régua de fox; 
 Plano de Camper é um plano formado pelas linhas que vão do 
meato auditivo externo (ponto pórion) direito e esquerdo, até a 
espinha nasal anterior; 
 
MARCAÇÕES: ← CAIU NA PROVA 
Linha média: 
 Com fio dental, depois com lecron marca na cera; 
Linha dos caninos: 
 Espessura do nariz, depois com lecron marca na cera 
Linha alta do sorriso: 
 Paciente sorri, com espátula marca verticalmente na marca do lábio 
(canino a canino); 
 
MONTAGEM DE MODELO SUPERIOR EM ARTICULADOR: 
Uso do arco facial para: 
 Transferir o real arco de fechamento; 
127 
 
 Montar o modelo superior dentro de uma relação espacial, considerando os planos vertical, horizontal, látero-
lateral e anteroposterior; 
 Adaptar a lâmina de cera 7 dobrada em cima do garfo, leva na boca e faz grudar em cima do plano de orientação 
superior (linha média); 
 Transferência com arco facial (três pontos, meato direito e esquerdo e nariz); 
 Adaptar olivas plásticas do arco facial ao ramo superior do articulador; 
 Ajustar distância intercondilar; 
 Espaçadores retrateis onde o ajuste da distância é feito por meio de um parafuso expansor; 
 Vista inferior do ramo superior do articulador; 
 Contato passivo com as paredes posteriores e superiores das guias condilares; 
 Ângulo de Bennett 15° (é ajustável); 
 Ângulo da inclinação condilar 30°; 
OBTENÇÃO DE DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO: 
3 Métodos: 
 Métrico – Técnica de Willis 
 Fisiológico – Lytle modificado 
 Estético 
 Fonético (só pode fazer com os dentes colocados); 
METRICO - TÉCNICA DE WILLIS: 
 Willis observou que a distância entre contato de olho e comissura labial é igual a distância da base nasal e o 
mento; 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGICO – METODO DE LYTLE MODIFICADO: ← CAIU NA PROVA 
 Leve toque do lábio superior com o lábio inferior; 
 Com compasso de Willis, medimos a distância que vai da base do nariz ao mento 
 Diminuímos 3mm (EFL) 
 Aplicar a fórmula: DVR – EFL = DVO 
128 
 
 Ajustar planos de orientação 
DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO (DVR): 
 É a distância entre a maxila e a mandíbula quando esta se encontra em repouso; 
 Nesta posição os lábios se tocam ligeiramente mas os dente estão sem contato; 
DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO (DVO): 
 É a distância entre a maxila e mandíbula, quando os dentes estão em contato; 
ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE (EFL): 
 Também é chamado de ESPAÇO INTEROCLUSAL; 
 É o espaço que existe entre a posição de repouso e a posição de repouso e a posição de oclusão; 
 É a diferença entre a Dimensão Vertical de Repouso e a Dimensão Vertical; 
 DVR – DVO = EFL; 
 Em média de 2 a 4mm; 
 Como a DVR é variável, EFL sofra flutuações; 
ESTÉTICO: 
 A expressão facial do paciente é um guia para a DVO; 
 Visibilidade dosrodetes de cera: o plano de oclusão inferior no plano vertical está localizado 1 ou 2mm abaixo da 
borda livre do lábio inferior em repouso; 
RELAÇÃO CÊNTRICA: PROVA 
A posição que a mandíbula ocupa em relação à maxila, quando o conjunto côndilo-disco está alinhado e na posição 
mais superior e anterior contra a eminência, independente da posição dos 
dentes ou da dimensão vertical; 
TÉCNICAS DE DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO CÊNTRICA: 
 Métodos mecânicos; 
 Métodos fisiológicos: 
 Deglutição 
 Levantamento de língua, seguido de fechamento da boca; 
 
SELEÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS 
OBJETIVOS: 
Na ausência dos dentes naturais, perdidos por algum motivo de doença dentaria ou periodontal, os dentes 
artificiais têm como objetivo, suprir está ausência; 
CLASSIFICAÇÃO: 
Quanto ao material: 
 Porcelana = implante; 
 Resina acrílica = usada em prótese total; 
129 
 
RESINA ACRILICA: 
Na atualidade os dentes artificiais, utilizados em prótese total são fabricados em resina acrílica, pois possui 
vantagens interessantes; 
VANTAGENS: 
 Material resistente; 
 Fácil montagem; 
 Fácil ajuste oclusal; 
 Estética; 
 Não apresenta os ruídos e dificuldades 
laboratoriais; 
 Material igual ao da base da prótese = mais difícil 
de descolar o dente; 
 
DESVANTAGENS: 
 Mudança de cor; 
 Perda do brilho; 
 Desgaste rápido (em comparação a dentição 
natural); 
DENTES DE RESINA ACRÍLICA: 
 Os fabricantes têm apresentando dentes artificiais cada vez mais parecidos com os naturais; 
 Texturas, camadas como: dentina, dentina-esmalte, cervical e esmalte, formatos e opções de cores; 
Prensagem: Única prensagem, dupla, tripla, quádrupla – quanto mais prensagens mais caro, dentes mais naturais; ← CAIU 
NA PROVA 
Observação: dentes de resina acrílica ocluindo sobre o natural desgasta mais; 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FACE OCLUSAL: 
Dentes Anatômicos: ← CAIU NA PROVA 
São dentes artificiais, que possuem cúspides proeminentes nas superfícies, que irá articular com os dentes 
inferiores protéticos. O dente anatômico é reproduzido com as formas dos dentes naturais. 
Dentes não anatômicos: ← CAIU NA PROVA 
São dentes artificiais com superfície oclusal planas ou quase planas, com cúspides menos visíveis; 
SELEÇÃO DOS DENTES: 
 Forma; 
 Cor; 
 Tamanho; 
FORMA: baseado na forma do rosto = dente ← CAIU NA PROVA 
 Triangular;  Quadrangular;  Ovoide; 
COR: escalas de cor (cor de pele, cabelo, olhos, idade interfere na escolha da cor) 
 Luz natural; 
 Preferencialmente final da manhã e início da tarde; 
130 
 
 Molhar dente da escala = pois a boca é úmida, quando seco é mais claro 
 Idade, cor da pele e cabelo – Opinião do paciente; 
 Fotografias; 
 
 Números e letras – 1A, 2C ou 62, 66, 69 = mais comuns (quanto menor o número mais claro o dente); 
TAMANHO: 
Vamos observar no rodete de cera as linhas que delimitamos: linha média, linha alta do sorrso e a linha dos caninos; 
 
 Linha do canino: mostra a largura dos 6 dentes anteriores em curva; 
 Linha alta do sorriso até base do rodete: comprimento do incisivo central sem colo; 
MEDIDAS DENTES ANTERIORES: 
 Comprimento do incisivo central sem colo = linha alta do sorriso; 
 Largura dos 6 dentes anteriores em curva = linha dos caninos; ← CAIU NA PROVA 
 Forma e cor; 
 Carta molde = fabricante; 
DENTES POSTERIORES: 
 Anatômicos: cúspides em 33°, 30°, 28°, 20° - quanto maior o grau, maior/mais alta a cúspide; 
 Não anatômicos: cúspides planas ou quase planas – 0°; 
ANATOMICOS: 
Características: 
 Cúspides com ângulo em torno de 28°; 
 Superfície oclusal funcional (excelente 
intercuspidação); 
 Fácil adaptação na boca do paciente; 
 Oclusão cêntrica precisa; 
 Múltiplos pontos de contato; 
Indicações: ← CAIU NA PROVA 
 Prótese Total; 
 Prótese parcial; 
NÃO ANATOMICOS: 
Características: 
 Superfície oclusal plana (0°); 
 Oferece liberdade de movimentos excursivos; 
 Preserva o bordo e os tecidos musculares devido à eliminação de cúspides. O esforço lateral e a carga mastigatória 
são reduzidos ao mínimo, propiciando maior conforto para o paciente; 
Indicações: 
 Prótese Total; 
 Prótese para pessoas com menor rebordo = com dificuldade de estabilidade (geriátrica); 
MONTAGEM DOS DENTES: 
1. Dentes anteriores superiores e inferiores; 
131 
 
2. Dentes posteriores superiores; 
3. Primeiro molar inferior = por causa da chave oclusal; 
4. Restante dos posteriores inferiores; 
Observação: começar pelo ICS linha media; 
Incisivo Central Superior: ← CAIU NA PROVA 
 Bordo incisal descansando exatamente sobre a superfície do plano de 
orientação inferior (tocando no rodete inferior); 
 Com seu longo eixo na posição vertical (vista frontal); 
Incisivo Lateral Superior: 
 Colo ligeiramente mais deprimido que o central (+ pra dentro); 
 Bordo incisal ligeiramente mais elevado que i central (não toca o rodete); 
 Seu longo eixo ligeiramente inclinado para medial (cervical/Zenith distal); 
Canino Superior: 
 Vértice da cúspide deverá situar-se ao nível do plano de orientação inferior 
(tocando o rodete ou ligeiramente abaixo); 
 Visto pela face vestibular, seu longo eixo deverá estar ligeiramente 
inclinado para mesial (zenith para distal); 
 Visto pela face mesial, o seu longo eixo deverá estar ligeiramente inclinado 
para a região palatina de tal forma que a porção cervical apareça mais 
volumosa. Isso caracteriza a bossa canina; 
 Olhando-se a prótese pela frente, somente será visível a metade mesial de sua face vestibular; 
Superiores posteriores: 
A montagem dos dentes posteriores superiores, deve ser feita de maneira 
tal que os mesmos fiquem sobre a crista do rebordo alveolar; 
LINHA DE ESFORÇO MASTIGATORIO: 
 Faz antes de montar os anteriores inferiores: é um guia para a montagem 
do restante dos superiores; 
 Delimitado no plano oclusal inferior. Linha imaginária que passa na crista do rebordo mandibular; ← CAIU NA PROVA 
 
 
 
 
 
 
CURVA DE COMPENSAÇÃO: 
 Método fisiológico – está em desuso (pasta abrasiva) e método mecânico (pela montagem dos dentes): PROVA 
132 
 
 No método mecânico, através da montagem dos dentes. O estabelecimento da Curva de Compensação é dado pela 
inclinação dos dentes no sentido vestíbulo palatino e mesio distal; 
 
 
 
 
 
 
ANTERIORES INFERIORES: 
 +/- 0,5MM de distância dos dentes anteriores superiores, não podem se tocar; 
Pré Molares Superiores: 
 O seu longo eixo na vertical; 
 As cúspides vestibulares e palatina tocam o plano inferior/rodete; 
 
 
 
 
 
 
Primeiro Molar Superior: 
 Suas cúspides palatinas deverão incidir sobre a linha principal do esforço mastigatório 
 O 1° Molar em contato com o plano oclusal inferior, somente por sua cúspide mesio palatina (toca o rodete). Inicia-
se aqui a curva de compensação. A cúspide mesio vestibular a 0,5mm aproximadamente do plano oclusal e a DV a 
quase 1mm ← CAIU NA PROVA – início da curva de compensação 
 
 
 
 
 
 
Segundo Molar Superior: 
 O 2° molar acompanha a inclinação do 1 ° molar, porem suas cúspides vestibulares são mais altas em relação ao 
plano oclusal inferior. Não toca o rodete= nenhuma cúspide toca, mais curva de compensação; 
 Completa e finaliza a Curva de compensação; 
Primeiro Molar Inferior: 
 Chave de oclusão – A cúspide MV do 1° molar superior oclui no sulco central do 1° molar inferior ← CAIU NA PROVA 
133 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo molar e Pré molar Inferior: 
 Montar em oclusão 
 Desgastar suavemente a Mesial/distal dos prés se não couberem – de preferência desgastaro Primeiro pré-molar 
ENCERAMENTO: 
Ceroplastia: 
 Escultura da cera após a montagem dos dentes; 
 A anatomia e os contornos das faces polidas em Prótese Total são importantes para a sua retenção, estabilidade, 
estética e fonética; 
 A forma de enceramento em volta dos dentes deve imitar a dos tecidos 
naturais, para promover conforto ao paciente; 
 Papila biconvexa; 
 Margens gengivais corretas; 
 Bossas e fossas = depressão entre duas bossas; 
 Acabamento do palato, tuberosidade e região lingual; 
 Individualizar – retrações gengivais; 
 
 
MATERIAL USADO: 
 Lecron 
 Cera 7 
 Espátula 7 
 Lamparina
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bases Conceituais em Periodontia 
 
 
 
 
 
 
 
135 
 
A IMPORTANCIA DO BIOFILME NO PROCESSO SAÚDE E DOENÇA 
PERIODONTAL E PERIMPLANTAR 
 
 Presença de dentes 
 Saliva 
 Fluido Crevicular gengival 
 Superfícies mucosas 
 
Geralmente a Microbiota bucal esta em harmonia e em equilíbrio com o hospedeiro, sendo que a formação do 
biofilme dental é natural e contribui, à semelhança do que ocorre com a microbiota residente em outras áreas do 
organismo, para a integralidade fisiológica e imunológica do hospedeiro. 
 
 
 
 
Ausência de placa visível Presença de placa visível 
Ausência de inflamação Presença de inflamação 
Saúde Gengivite, mucosite 
Equilíbrio Periodontite, perimplantites 
 
Hipótese da placa não especifica 1930-1970 
 Relação direta de nº total de bactérias e efeito patogênico. 
 Não se consideravam diferenças na composição do biofilme. 
 Prevenção da doença por controle rígido de placa, programas preventivos escovação. 
 TODOS OS indivíduos que tem acúmulo de placa teriam a doença (gengivite e periodontite). 
Gengivite experimental humana 1965 
 Gengivite experimental, usada para testar novos produtos, tratamentos e técnicas para o controle de placa; 
 Experimento avaliou 12 alunos de odontologia que pararam de escovar dente por 3 semanas aplaca provocou 
inflamação gengival, em todos os indivíduos em 21 dias. Após voltarem a escovar os dentes, ficaram saudáveis 
em 3- 10 dias. 
Hipótese da placa especifica 1970-1990 
 Distintos padrões de progressão da doença periodontal, tanto nos sítios como nos indivíduos 
 Alguns microorganismos (periodontopatógenos) são responsáveis pela doença + agressiva. Indivíduo com 
periodontite agressiva localiza eram tratados com raspagem e antibiótico 
 Devemos identificar os indivíduos portadores desses microorganismos e o tratamento devem buscar eliminar 
esse microorganismos específicos (antibiótico). 
Hipótese da placa ecológica Marsh 1994 
 Desenvolvimento das doenças relacionadas ao biofilme se da pela quebra do equilíbrio homeostático, que 
normalmente mantém uma reação benéfica entre a microbiota residente e seu hospedeiro. 
136 
 
 As bactérias são a causa necessária para uma condição de doença, porque são o fator etiológico. Mas sozinhas 
não são suficientes para desenvolver a doença porque dependem da suscetibilidade do hospedeiro. 
 As doenças periodontais e perimplantar são doenças infecciosas 
 Os biofilmes (fonte de infecção) são responsáveis por elicitarem a resposta inflamatória e imunológica do 
hospedeiro. 
Características únicas das infecções periodontais 
 Podem estar entre as infecções mais comuns que acometem humanos. 
 Existe uma estrutura mineralizada o dente, que apresenta uma parte exposta ao ambiente externo bucal e outra 
parte inserida no tecido conjuntivo. 
 As camadas externas deste órgão, ao contrário da grande maioria dos outros órgãos do corpo humano, não 
descamam e isso facilita a colonização microbiana. 
 Microorganismos responsáveis pela infecção periodontais não são microorganismos externos que são 
transmitidos para a boca do paciente. 
 Microorganismos se organizam na forma de um biofilme. 
BIOFILMES 
 Comunidades microbianas envoltas por uma matriz e aderidas as superfícies solidas e úmidas 
 Quando em comunidades aumenta a tolerância contra antimicrobianos (locais e sistêmicos) 
 Biofilmes Supra e sub apresentam natureza, composição e estruturas distintas 
 A sua localização determinam que as condições ecológicas e os fatores envolvidos no seu crescimento sejam 
diferentes 
Biofilmes dentais: 
 A placa dental é definida como uma comunidade microbiana imersa numa matriz extracelular de polímeros de 
origem bacteriana e produtos do exsudato do sulco gengival e/ou saliva, que está aderida aos dentes e estruturas 
não renováveis da cavidade bucal (próteses, aparelhos, implantes.) na forma de um biofilme verdadeiro. 
Estrutura do Biofilme: 
 Crescer e viver dentro de um biofilme é um dos métodos preferidos por um grande número de bactérias e traz 
benefícios a todos os integrantes da comunidade microbiana. 
 Apresenta-se coordenada, organizada estruturalmente a integração metabolicamente. 
 Proteção contra microorganismos competitivos. 
 Proteção contra fatores ambientais (mecanismos de defesa). 
 Proteção contra substancias potencialmente toxicas presentes no meio. 
 Facilitar processamento e absorção de nutrientes. 
 Facilitar intercambio para alimentação. 
 Facilitar a remoção de produtos metabólicos potencialmente danosos. 
Analogia Biofilme “cidade” 
Colonização inicial por alguns habitantes, depois se multiplicam e agregam novos habitantes. 
Crescimento inicial acontece lateralmente e depois verticalmente. 
 Compartilham nutrientes que precisam ser trazidos e lixo que deve ser descartado. 
São capazes de realizar processos mais complexos que não seriam possíveis se estivessem sozinhos isolados. 
 Comunicação entre os indivíduos é essencial para desenvolverem suas atividades muitas vezes inter-relacionadas. 
137 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMO SE FORMA O BIOFILME 
 Sequência ordenada de eventos 
 Resulta em comunidade organizada estruturalmente e funcionalmente 
 Grande diversidade de espécies 
 Inicia com a colonização bacteriana da película adquirida (colonizadores primários) 
 Sequência de co-adesão de novas bactérias (colonizadores secundários) 
 Início da formação de microcolônias 
 Aumento da massa de placa 
ESTÁGIO DA FORMAÇÃO DO BIOFILME 
1º fase: macromoléculas hidrofóbicas são adsorvidas pelas superfícies- filme condicionante (Película adquirida) 
o Compostos por glicoproteínas salivares e anticorpos 
o Altera a carga e energia livre da superfície 
o Aumenta a eficiência da adesão bacteriana 
2º fase: as bactérias aderem à forma variável: 
o Estruturas especificas de adesão 
o Rápida adesão de contato; 
o Algumas precisam de exposição prolongada para se unirem firmemente. 
3º fase: aumento na produção de matriz extracelular e multiplicação de bactérias aderidas. 
4º fase: adsorção sequencial de novas bactérias formando um biofilme maduro e complexo. 
BIOFILME MADURO 
 
 
 
 
 
 
 
COMO SE FORMA O BIOFILME 
Biofilme supragengival: 
 Os biofilmes dentais SUPRAGENGIVAL E SUBGENGIVAL apresentam 
natureza, composição e estruturas distintas 
 
 A sua localização determina que as condições ecológicas e os fatores 
envolvidos no seu crescimento sejam diferentes (nutrientes e saturação 
de oxigênio por exemplo) 
 
 Comunidade clímax 
 População das espécies microbianas atinge estabilidade e quilibrio 
 Torna-se autossustentavel 
 Não necessita do meio extermo para desenvolvimento de atividades 
essenciais e não apresenta grandes variações em realção à composição 
microbiana 
 Perturbações ambientaispodem ter reflexo na sua composição (dieta, 
saliva, rugosidade superficial) 
 
138 
 
 Nas superfícies lisas, se desenvolvem a partir das superfícies proximais em direção ao centro da superfície 
vestibular. 
 Nas superfícies lisas que apresentam alguma ranhura, além de se desenvolver a partir das superfícies proximais, 
também vai rapidamente crescer ao longo da ranhura. 
 Nas superfícies com várias irregularidades cresce rapidamente a partir das superfícies proximais e nas 
irregularidades, formando uma grande e extensa placa. 
 Está sujeito à abrasões intensas como a ação da saliva (também tem função química), da língua, da fala e 
mastigação, que limitam seu acumulo indefinidamente. 
Biofilme subgengival: 
 Origina-se a partir do biofilme supragengival. 
 Sua Formação pode ocorrer pelo crescimento deste em direção à área intrasulcular e/ou pela cobertura do 
biofilme supra pelo edema da margem gengival. 
 Encontra-se protegido das condições adversas do ambiente supra gengival. 
 Crescimento limitado pelo espaço e ação do sistema de defesa do hospedeiro. 
 Aumenta a proporção de microorganismos anaeróbios e proteolíticos diante das alterações do ambiente local e 
da resposta do hospedeiro (por exemplo aumento do fluido crevicular gengival). 
PERIODONTOPATÓGENOS 
 Porphyromonas gingivalis (Pg) 
 Aggregatibacter actinomycetemcomitans (Aa) 
 Tanerella forsythia (Tf) 
 
- Menor quantidade absoluta de bactérias, é encontrada, no biofilme subgengival numa situação de saúde. 
- Maior quantidade absoluta de bactérias, no biofilme supragengival numa situação de doença. 
- Maior proporção de bactérias mais patogênicas, é encontrada no biofilme subgengival numa situação de doença 
- Todos os tipos de bactérias estão em todas as condições, o que muda é a quantidade absoluta e a proporção de cada 
uma delas. 
BIOFILME E DOENÇAS PERIMPLANTARES 
 Quando um implante é exposto ao ambiente bucal num paciente parcialmente dentado, em 14 dias já ocorre a 
colonização por periodontopatógenos e em 28 dias se estabelece uma microbiota subgengival complexa. 
 Biofilme em implantes e dentes é semelhante 
 Em paciente que já tiveram periodontite apresentam um número maior de periodonto. Patógenos ao redor do 
implante, além de aumentar o risco de periimplantite. 
 MUCOSITE EXPERIMENTAL 
 20 pacientes endentados parciais tratados periodontalmente abstiveram-se de HB por 3 semanas. 
 Acúmulo de placa durante o período de 3 semanas foi bastante semelhante em dentes e implantes. 
 Apesar de algumas poucas características de adesão da película adquirida sobre o titânio serem 
diferentes dos dentes, em avaliações mais tardias a complexidade e maturidade do biofilme em 
implantes parece alcançar a mesma dos dentes. 
BIOFILME PERIMPLANTAR EM INDIVIDUO COM HISTÓRICO DE PERIODONTITE 
 Parece que um número maior de periodontopatógenos pode ser encontrado no biofilme periimplantar de 
indivíduos com histórico de periodontite em comparação com biofilme periimplantar de indivíduos sem históricos 
de periodontite ou de indivíduos totalmente edentados. 
139 
 
 
 A presença desse periodontopatógenos poderia aumentar o risco a longo prazo para o desenvolvimento de 
perimplantite nos indivíduos com histórico de periodontite. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 
1. Doenças gengivais 
2. Periodontite crônica 
3. Periodontite agressiva 
4. Periodontite com manifestação de doença 
sistêmica: 
5. Doenças periodontais necrosantes 
6. Abcesso do periodonto 
7. Periodontite associada com lesões endodônticas 
8. Condição e deformidades de desenvolvimento 
ou adquiridas 
 
PERIODONTITE CRÔNICA 
Características clinicas e dados de anamnese: 
 PI associado a SS 
 Mais prevalente em adultos, mas pode ocorrer em crianças e adolescentes. 
 Geralmente as condições de HO são proporcionais à destruição periodontal 
 
Relacionar idade do paciente X Severidade da PI apresentada 
Característica radiográfica: 
 Ausência de lâmina dura + esfumaçamento da crista óssea – reabsorções ósseas horizontais. 
 
 
Modificações: 
 Observar presença ou não de fatores modificadores (anamnese) Ex: diabetes, fumo, etc. 
PERIODONTITE AGRESSIVA 
Características clinicas e dados da anamnese: 
 PI associado a SS 
 Historia médica não significativa (diferente de manifestações periodontais de doença sistêmicas). 
 Normalmente afeta indivíduos abaixo dos 30 anos, mas podem acontecer em indivíduos mais velhos. 
 Rápida perda de inserção e destruição óssea. 
 Concentração familiar dos casos. 
 As condições de HO podem ser incompatíveis a destruição periodontal (característica secundária). 
 
Relacionar idade do paciente X Severidade de PI apresentada 
 
Característica radiográfica: 
 Ausência de lâmina dura + esfumaçamento da crista óssea – reabsorções ósseas horizontais e/ou verticais em 
função da rápida progressão (característica secundária). 
 
Modificações: 
140 
 
 Observar presença ou não de fatores modificadores (anamnese) Ex: diabetes, fumo, etc. 
 
PERIODONTITE CRÔNICA: 
 Localizada (menos de 30% dos sítios) 
 Generalizada (mais de 30% dos sítios) 
 
 Modificada por fumo e diabetes. Possivelmente modificada por estresse, genética (hereditariedade), obesidade, 
menopausa, osteoporose e HIV. 
 Só podemos classificar as periodontites com a informação da idade do paciente. 
 
PERIODONTITE AGRESSIVA: 
 Localizada (1º molar e incisivo e/ou + 2 dentes) 
 Generalizada (1º molar e Incisivo e + 3 dentes) 
 
 Modificada por fumo e diabetes. Possivelmente modificada por estresse, genética (hereditariedade), obesidade, 
menopausa, osteoporose e HIV. 
 Só podemos classificar as periodontites com a informação da idade do paciente. 
DIAGNÓSTICO COMPLETO: 
 Periodontite (PI + SS) crônica ou agressiva, localizada ou generalizada (relação da idade com a severidade de PI) 
modificada por fumo ou diabetes (quando presente). 
 
DOENÇAS PERIODONTAIS 
 
 
CRÔNICA 
 Gengivites associadas 
somente a placa ou 
modificadas 
 
 Periodontite crônica ou 
agressiva, modificadas ou 
não. 
 
AGUDA 
 Não associada a placa: 
- GEHA 
- lesões atraumáticas 
 GUN 
 PUN 
 Abscessos: 
- gengivais 
- periodontais 
- pericoronais 
 
 
 
GENGIVITE 
 Medicações: ninfedipina, 
ciclosporina e fenitoina 
 
 Hormônios: puberdade, 
gravidez e contraceptivos* 
 
 Má nutrição: carência de 
vitamina C 
 
 Diabetes 
 Leucemia 
 Fumo 
 
 
PERIODONTITE 
 Fumo 
 Diabete 
 Estresse 
 Genético 
 HIV 
 Osteoporose 
 Obesidade 
 Menopausa 
 
 
 
DOENÇAS PERIMPLANTARES 
141 
 
 Doença periimplantar é um processo inflamatório nos tecidos ao redor de implantes ossointegrados, 
sendo a mucosite uma doença inflamatória com dano reversível na mucosa periimplantar e a 
periimplantite uma reação inflamatória associada a perda do osso de suporte ao redor do implante. 
 
 As doenças periimplantares têm natureza infecciosa, sendo a mucosite periimplantar uma lesão inflamatória que 
se limita a mucosa, enquanto a periimplantite também afeta o tecido de suporte 
EXAME CLÍNICO 
 Avalia-se a perda de inserção clínica: periodontite = junção cemento-esmalte. Já no implante pode-se usar a 
junção entre o componente protético e implante como referência. 
DIAGNÓSTICO 
Sondagem 
- Limitações: 
 Grau de inflamação 
tecidual 
 Dimensões da sonda 
 Ângulo de inserção 
 Presença de cálculos 
 Pressão aplicada 
 Sangramento 
 
 Na ausência de inflamação, as profundidades de sondagem encontradas em implantes são maiores do que nos 
dentes. Assim, profundidades de sondagem de 4 a 5 mm sem sangramentodetectável são achados frequentes e 
associados à saúde no caso de implantes. 
 O sangramento à sondagem é um sinal clinico de atividade de doença e sua ausência é um parâmetro de 
estabilidade da doença. 
 Costa et 2012 encontraram em uma quantidade maior do 50% dos sítios com sangramento à sondagem estavam 
associados com a ocorrência de perimplantite e que este resultado poderia ser interpretado como um forte 
preditor da ocorrência de perimplantite. 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Necessários para o correto diagnóstico das doenças periimplantares. 
 O ponto de referência a ser utilizado é a junção implante/componente protético para que se tenha ao longo dos 
anos um parâmetro de comparação. 
MUCOSITE 
A mucosite apresenta sangramento a sondagem da área marginal, enquanto a periimplantite é caracterizada por 
sangramento a sondagem submucosa. 
 
142 
 
DIAGNÓSTICO DE PERIIMPLANTITE 
 
 Além disso, para o diagnóstico da periimplantite é imprescindível mudanças no nível da crista óssea, avalia através 
de radiografias. Achados clínicos adicionais, inclusive supuração, recessão da mucosa, edema e vermelhidão. 
 Além disso, para o diagnóstico da periimplantite é imprescindível mudanças no nível da crista óssea, avaliada 
através de radiografias. Achados clínicos adicionais incluem supuração, recessão da mucosa, edema e 
vermelhidão. 
 As periimplantites apresentam perda de suporte. Para DIAGNÓSTICO da periimplantite dois requisitos básicos são 
analisados: SINAIS INFLAMATÓRIOS (SANGRAMENTO E/OU SUPURAÇÃO) E PERDA DO OSSO DE SUPORTE. 
 
EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 
 
O QUE É EPIDEMIOLOGIA: 
 É a área do conhecimento que se preocupa com os padrões de distribuição de saúde e de doenças nas 
populações humanas e, com os fatores que podem influenciar no processo saúde-doença. 
 A epidemiologia é a área do conhecimento que tem por objetivo estudar a distribuição e as 
determinantes dos estados de saúde ou eventos de populações especificas, e a aplicação desse 
conhecimento no controle dos problemas de saúde. 
CONSEQUÊNCIA ANTIGA E ATUAL 
 Levantamento epidemiológico → realidade da população → programas de saúde 
 Fatores associados as doenças → informações importantes aos profissionais de saúde → práticas clinicas 
individualizadas 
 
SAÚDE COLETIVA X ATENDIMENTO INDIVIDUALIZADO 
 
“A epidemiologia deve ser a base tanto para as práticas de saúde coletiva, quanto para o atendimento 
individualizado dos pacientes, já que toda a conduta de planejamento, prevenção, diagnóstico e tratamento 
deve estar baseada no conhecimento gerado por estudos epidemiológicos.” 
QUAL A DEMANDA DE TRATAMENTO PERIODONTAL NO BRASIL? 
QUAIS OS FATORES DE RISCO QUE DEVEM SER CONSIDERADOS NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO 
DAS DOENÇAS PERIODONTAIS? 
 
 
ESTUDOS DA EPIDEMIOLOGIA: 
 
1. DESCRITIVOS OBSERVACIONAL: observa e descreve como se distribui numa população, serve para 
nortear ações preventivas e terapêuticas. Ex.: percentual de fumantes do local. 
2. ANALITICOS OBSERVACIONAL: tenta identificar ou testar hipóteses, busca levantar fatores/ indicadores 
de risco, usando analises estatísticas rebuscada. Ex.: periodontite e tabagismo 
143 
 
3. CLINICA EXPERIMENTAL: visa testar uma intervenção ou comparar diferentes terapias. Ex.: lançado 
novo dentifrício testar em um novo grupo e ver diferenças. 
 
EPIDEMIOLOGIA EM PERIODONTIA: 
Reconhecer os conceitos de: 
 Prevalência → quantidade de casos 
 Incidência → quantidade de novos casos 
 Severidade → quantidade de PI 
 Extensão → número de sítios, dentes afetados 
FATOR DE RISCO: 
 É uma circunstância que quando presente aumenta a probabilidade de ocorrência de doença. Quando 
ausente ou removido, reduz está probabilidade. Pode ser modificável ou não. Ex: Diabete e fumo 
INDICADOR DE RISCO: 
 É um potencial fator de risco que ainda não foi confirmado por estudos longitudinais, não tem 
comprovação cientifica suficiente. 
QUAL O EXAME IDEAL PARA AVALIAR A PREVALÊNCIA DE DOENÇA PERIODONTAL? 
 Prevalência de Gengivite = ISG (vermelhidão, edema, placa) 
 Prevalência de Periodontite = PI e SS (recessão, mobilidade dentária, PS) 
*PS- usada para saber a profundidade da bolsa e a dificuldade na hora da intervenção. 
PS X PI 
 
 
 
 
PROBLEMAS NA EPIDEMIOLOGIA PERIODONTAL: 
 Qual o critério para definir presença de doença periodontal em estudos epidemiológicos de prevalência 
de periodontite? 
 Exame de prevalência de doença UM DENTE COM PI E SS pode ser considerado periodontite? 
 Há chance de confundir ISG e SS? 
 Há chance de erro de sondagem? 
 
144 
 
OBS: diferente do diagnóstico na clínica 
 
 PROTOCOLO DE EXAME – exame de PI e SS em seis sítios em todos os dentes 
 Trabalhoso 
 Demorado 
 Desconfortável para os pacientes 
 Necessita de equipamento adequado
ÍNDICE PERIODONTAL COMUNITÁRIO DE NECESSIDADES DE TRATAMENTO – CPITN 
 Desenvolvido para identificar necessidades de tratamento 
 Passou a ser utilizado pata avaliar prevalência da doença periodontal 
 PS= não avalia índice que mostra destruição periodontal 
 10 dentes índices, registrado um dente por sextante, a prevalência pode ser supragengival ou 
subgengival. 
 No mínimo dois dentes ou mais para examinar o sextante, sem furca ou mobilidade – subestima a 
prevalência por sextante excluídos. 
 Tratamento equivocado: definido pela profundidade de bolsa e não pelo diagnóstico correto. 
CPI (Índice periodontal comunitário) 
PIP (Índice de perda de inserção periodontal) 
 CPI avaliado no SB Brasil 2003 e 2010 nos seguintes faixas etárias 15-19 anos, 35-44 anos, 65-74 anos 
 Sem vinculo com necessidade de tratamento 
 PIP avaliado no SB Brasil 2003 e 2010 nas seguintes faixas atarias 35-44 anos, 65-74 anos e esse exame 
apresenta uma estimativa de PI 
PS= não avalia índice que mostra destruição periodontal 
PIP realizado apenas nas faixas etárias de 35-44 anos e 65-74 anos e este exame apresenta uma estimativa de 
PI. 
- Calculado a partir de uma suposição da PI – conforme a OS e exposição da JCE (ESTIMATIVA DE PI) 
ANÁLISES RADIOGRÁFICAS 
 Jovem - doença incipiente 
 Mostra história passada – não mostra atividade da doença 
 Boa correlação com PI 
 Custo elevado 
 Bioética – exposição desnecessária a radiação 
* Entretanto exames completos são demorados, cansativos, exigem treinamento especifico e um local 
adequado para serem realizados 
 
145 
 
GENGIVITE 
 SB BRASIL 
- 38% da população 15-19 com sangramento e calculo 
- 30% da população velha com sangramento e calculo 
 ESTUDO DE POA 
- 100% da população com gengivite 
- Percentual médio de sítios com gengivite 28% dos sítios 
IMPLICÂNCIAS CLINICAS NOS DADOS EPIDEMIOLÓGICOS: 
 Gengivite é um achado comum 
 Prevalência alta (valores em torno de 100%) 
 Extensão variável (valores em torno de 30%) 
 Normal (alta prevalência) x anormal (doença com consequências) 
 A gengivite é um processo inflamatório que embora não possa evoluir necessariamente para 
periodontite, há está possibilidade. Além disso, representa um problema que pode ter influência sobre 
o bem estar dos indivíduos uma vez que causa sangramento, halitose, pode gerar problemas estéticos. 
Epidemiologia das doenças periodontais 
- A ocorrência de periodontite depende da suscetibilidade do hospedeiro. 
- A maioria dos pacientes que desenvolvem periodontite tem destruição leve e moderada. 
- PI em um dente muitas vezes não é considerado periodontite e sim um trauma de escovação. 
- Escolher o exame é importante mas a amostra (grupo estudado) para o exame também é essencial 
PADRÃO OURO: 
 Exame de PI 
 Exame periodontal em todosos dentes, em 6 sítios por dente 
 PREVALENCIA: quantos indivíduos 
 EXTENSÃO: sítios ou dentes afetados 
 GRAVIDADE(SEVERIDADE): grau de comprometimento (mm) 
PREVALENCIA DE HISTÓRIA DE PERIODONTITE 
(REGIÃO DE POA) 
 Quanto maior a idade, maior a prevalência de PI, ou seja, aumenta com a idade. 
 Conforme aumenta a gravidade da PI diminui a prevalência de indivíduos afetados. 
 Para qualquer gravidade com o aumento de idade vai aumenta o numero de sítios afetados, ou seja, a 
extensão da doença. 
 Mais pessoas com 3mm - 5mm de PI e um menor numero 6mm – 7mm (severa) 
 
146 
 
PERIODONTITE AGRESSIVA: 
 Baixa prevalência 
 Países desenvolvidos apresentam maior prevalência de periodontite crônica e agressiva, isso pode ser 
decorrido de um maior numero de estudos nesses países. 
 100% da população apresenta gengivite 
 Números importantes de jovens apresentam periodontite crônica 
CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
 O progresso da doença periodontal é devido a uma combinação de fatores, incluindo a presença de bactérias 
periodontopatógenas, altos níveis de Citocinas pró-inflamatórias, metaloproteinases da matriz e prostaglandinas e baixos 
níveis de Citocinas inibidoras da inflamação. 
 Fatores sistêmicos, comportamentais, ambientais ou genéticos podem influenciar a produção de Citocinas e 
modificar aspectos da resposta inflamatória (neutrófilos), imunológica (ação de anticorpos), ou reparadora (função de 
fibroblastos), alterando o balanço entre proteção e destruição. 
 A doença periodontal possui como principal fator etiológico os microorganismos do biofilme, entretanto a 
resposta imunológica pode ser modulada também por fatores locais, sistêmicos e genéticos. Desta forma, a doença 
periodontal tem sido considerada uma doença multifatorial. 
 O controle da regulação imunológica dos perfis das Citocinas Th1/Th2 é fundamental para determinação dos 
resultados finais da periodontite. Th1 está relacionado com lesões estáveis enquanto o Th2 com lesões em progressão. 
 O único meio de interromper a destruição periodontal é o emprego de medidas mecânicas para remoção do 
biofilme subgengival (raspagem e alisamento radicular + higiene oral), interrompendo o processo imuno-inflamatório 
instalado. 
ETIOPATOGENIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 
 Etiologia: Causa de uma doença, fator etiológico. 
 Biofilme supragengival e biofilme subgengival. 
Patogênese: Mecanismo pelo qual a doença desenvolve-se. 
 Resposta tecidual inflamatória e imunológica. 
 Destruição do periodonto de proteção (gengivite) e de sustentação (periodontite) 
ETIOLÓGICO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: 
 
 
 
 
 
 
BIOFILME: 
 Os biofilmes dentais são uma comunidade microbiana imersa em matriz extracelular de polímeros derivados dos 
microorganismos e do hospedeiro que está aderida aos dentes e as estruturas não renováveis da cavidade bucal. 
BIOFILME 
SUPRAGENGIVAL 
 
SUBGENGIVAL 
 
Periodontite Gengivite 
147 
 
 Os microorganismos da cavidade bucal não se depositam sobre os dentes, próteses, restaurações e implantes de 
maneira aleatória. 
 Existe organização estrutural e funcional. 
 Interagem entre si e com o meio bucal. 
 A estrutura dos biofilmes facilita o processamento, a distribuição e absorção de nutrientes. 
ONDE O BIOFILME SE DEPOSITA? 
 Dentes e bolsas subgengivais 
 Ductos de tratamento de água e efluentes 
 Trato gastro-intestinal de mamíferos 
 Marca-passo, válvulas cardíacas, catéteres
BIOFILME DENTAL: 
 A boca apresenta-se colonizada por microorganismos desde o nascimento até a morte do indivíduo. Geralmente 
a microbiota bucal está em harmonia e equilíbrio com o hospedeiro, sendo que a formação do biofilme bucal é natural e 
contribui para a integridade fisiológica e imunológica do hospedeiro (há semelhança do que ocorre com a microbiota 
residente em outras áreas do organismo). 
VISÃO ATUAL DA ETIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: 
 É uma infecção mista: espécies benéficas e patológicas interagem entre si, sendo algumas mais relacionadas com 
o estabelecimento da periodontite (grupo vermelho). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIOFILME DENTAL – SUPRAGENGIVAL: 
 
Colonizadores 
Primários
•Colonizam a 
película adquirida 
(bactérias que 
conseguem aderir 
a ela)
Colonizadores 
Secundários
•Aderem-se às 
bactérias já 
aderidas. Início da 
formação de 
micro-colônias
Aumento da massa 
do biofilme
•Agregação de 
microorganismos 
que não tem 
capacidade de 
adesão
148 
 
 Como resposta ao acúmulo de biofilme, ocorre a formação de fluido gengival, e ele possui tanto componentes do 
sistema de defesa quanto uma série de nutrientes que favorecem o crescimento de microorganismos de metabolismo 
proteolítico. A partir de então, o meio modifica-se e passam a predominar no biofilme os microorganismos proteolíticos. 
Os ambientes supragengival e subgengival caracterizam-se como meios distintos (em termos de nutrientes, 
saturação de oxigênio e presença de desafios locais) para o crescimento dos biofilmes. 
O edema que ocorre na presença da inflamação gengival é capaz de modificar as condições locais da área 
dentogengival e oportuniza, em poucos dias, o surgimento de um ambiente que “seleciona” microorganismos com 
potencial de virulência aos tecidos periodontais. 
O biofilme subgengival beneficia-se da proteção oferecida pela sua localização, visto que os tecidos periodontais 
o protegem das condições adversas encontradas no ambiente supragengival (abrasões, influência direta da saliva, da 
língua e da mastigação). 
A resposta inflamatória que tem como papel primário proteger o hospedeiro, acaba por criar condições favoráveis 
para o desenvolvimento do biofilme subgengival e a consequente expressão de seu potencial patogênico. 
 Crescimento do biofilme em direção à área sulcular 
 Edema do tecido gengival que cobre o biofilme da superfície 
* As células inflamatórias vão para o local, o tecido perde colágeno, formação de vasos sanguíneos. Aumenta a placam o 
tecido epitelial fica mais espesso e aumenta as células inflamatórias. Aumento do fluido crevicular que acaba servindo 
como alimento para as bactérias. 
IMPORTANTE! 
 As características gerais dos biofilmes aplicam-se para ambos os biofilmes, entretanto, a sua natureza, 
composição e estrutura são diferentes. As condições ecológicas que guiam o seu desenvolvimento são diferentes (em 
grande parte por causa da sua localização). 
 O biofilme subgengival origina-se do biofilme supragengival. Sendo assim, o estabelecimento da periodontite é 
precedido pela gengivite. Entretanto, gengivite e periodontite são doenças com natureza, história natural, epidemiologia 
e tratamentos distintos. 
SUSCETIBILIDADE: 
 Além da presença do biofilme subgengival, a suscetibilidade do hospedeiro é um componente necessário para as 
periodontites. Bactérias são necessárias, mas não suficientes para a ocorrência das periodontites. 
 O que é suscetibilidade? 
Termo genético usado para denominar fatores conhecidos e desconhecidos do hospedeiro. Fatores de origem 
comportamental, ambiental, sistêmica ou genética que integram a cadeia causal das periodontites. 
PATOGÊNESE: 
 As doenças periodontais têm uma natureza multifatorial: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Variações no grau de 
suscetibilidade, manifestações 
clínicas, padrões de progressão e 
resposta ao tratamento. 
149 
 
O QUE ACONTECE NOS TECIDOS DE SUPORTE EM CONDIÇÕES DE: 
SAÚDE GENGIVAL: 
 A presença da gengiva clinicamente saudável é diagnosticada por ausência de sangramento marginal e ausência 
de biofilme supragengival visível. 
 Do ponto de vista da patogênese essa condição é explicadapela baixa intensidade da agressão (placa não visível) 
e pela presença de condições do hospedeiro que consegue manter o equilíbrio, o que resulta em saúde periodontal. 
 
 
 
 
 
GENGIVITE: 
 A ausência de tratamento de gengivite estabelece as condições ideais e necessárias para o estabelecimento e 
desenvolvimento do biofilme subgengival, apesar da resposta inflamatória gerada pelo hospedeiro. 
 A presença de biofilme subgengival e de gengivite não tratada leva ao estabelecimento de periodontite na maioria 
dos indivíduos. Nem todos os indivíduos que possuem gengivite irão desenvolver periodontite. 
 
PERIODONTITE: 
 Extensão apical do infiltrado de células inflamatórias 
 Perda de tecido conjuntivo de inserção e perda óssea 
 Presença de bolsas periodontais e/ou retrações gengivais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERIODONTITE: 
Gengiva clinicamente 
saudável 
Gengivite Gengivite estabelecida ou 
gengivite crônica 
Periodontite 
Desafio 
Microbiano 
Resposta 
Imune ao 
Hospedeiro 
Metabolism
o conjuntivo 
e ósseo 
Sinais 
clínicos da 
doença 
Fatores de risco ambientais e adquiridos 
Fatores de risco genéticos 
150 
 
 O sistema imunológico tem como função primordial conferir ao organismo a capacidade de proteção contra 
patógenos e substâncias estranhas, e ainda reparar danos teciduais resultantes de traumas e infecções. Em situações de 
cronicidade podem ser destrutivos do ponto de vista tecidual. 
 O sistema Imunológico tem importante papel na patogênese das doenças periodontais. Do ponto de vista 
imunológico, a severidade das lesões periodontais é determinada pela intensidade e natureza da resposta do hospedeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE RESPOSTA TECIDUAL / IMUNOLÓGICA: 
CLASSIFICAÇÃO TRADICIONAL DAS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS: 
 Aguda: Curta duração, predomínio de neutrófilos, fenômenos vasculares e exsudativos intensos. 
 Crônica: Longa duração, resposta mais específica, predomínio de linfócitos, plasmócitos e macrófagos e mais 
processos destrutivos e regenerativos que o processo agudo. 
A persistência da infecção bacteriana na doença periodontal leva a uma confusão no que se refere a processo 
agudo/crônico. 
CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES PERIODONTAIS: 
 Inata: Possui características semelhantes a chamada “inflamação aguda”. 
 Adaptativa: Possui características semelhantes a chamada “inflamação crônica”. 
 
 
 
 
 
SISTEMA DE DEFESA INATO: Primeira linha de defesa 
 Infiltrado: Neutrófilos, macrófagos, defensinas e mediadores químicos. 
 Neutrófilos e macrófagos: englobam, reconhecem e destroem microorganismos, perpetuam a inflamação. 
Se o antígeno microbiano não for removido haverá a contínua ativação dos Neutrófilos e macrófagos fazendo com 
que essas células liberem mediadores químicos que ativam o recrutamento da resposta imune adaptativa por levarem a 
diferenciação e migração de células T. 
SISTEMA DE DEFESA ADAPTATIVO: 
 É ativado pelo sistema Inato 
 Essa defesa aprimora a capacidade do hospedeiro de reconhecer o patógeno 
As bactérias podem causar destruição direta ou indireta pela 
ativação de vários componentes do sistema de defesa que, quando 
ativados, podem promover a proteção tecidual à custa da destruição 
do tecido periodontal. 
Para compreender a patogênese da periodontite é preciso 
compreender como o sistema imune reage a uma infecção bacteriana. 
Desafio 
microbiano
1ª Resposta 
inata
2ª Resposta 
adaptativa
Resposta imune 
celular
Resposta imune 
humoral
Permanência dos 
patógenos superam o 
sistema de defesa inata 
Produção de 
anticorpos 
 
 Linfócitos T 
 Linfócitos B 
 Plasmócitos 
151 
 
 As atividades antimicrobianas desse sistema são funções especializadas reguladas pelos linfócitos T, linfócitos B e 
plasmócitos. 
 Os mecanismos de defesa estão sincronizados por uma comunicação através de sinais (citocinas) entre grupos 
específicos de células. 
CARACTERÍSTICAS DAS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS / IMUNOLÓGICAS NAS DPENÇAS PERIODONTAIS: 
 Localizada: alteração no tecido somente onde há o agente etiológico 
 Complexa: vários tipos celulares e diferentes mediadores que perpetuam a inflamação 
 Caráter benéfico x maléfico: resposta imuno-inflamatória impede disseminação dos patógenos, mas gera 
destruição tecidual 
 Liberação de mediadores químicos: modulam diferentes situações da resposta inflamatória 
 Especificidade: resposta imune e celular específica contra patógenos periodontais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PAPEL DOS MEDIADORES QUÍMICOS: 
 No momento em que há agressão tecidual e a defesa inata é deflagrada, simultaneamente, várias substâncias 
químicas denominadas mediadores químicos inflamatórios são liberadas no local afetado. 
 Na doença periodontal a liberação de vários mediadores químicos tem resultado na destruição da matriz 
extracelular do tecido periodontal e indiretamente à reabsorção óssea alveolar por promoverem a diferenciação de 
Osteoclastos. 
PRÓ-INFLAMATÓRIOS: 
 Coincidem com eventos críticos que ocorrem durante a doença periodontal, chamados de perda de inserção 
conjuntiva e reabsorção óssea alveolar. 
CITOCINAS: 
 Também chamados mediadores inflamatórios, são moléculas mensageiras que transmitem informações para 
outras células 
 Tem inúmeras ações no início e manutenção da resposta imune e inflamatória e regulação do crescimento e 
diferenciação celular 
 Na doença periodontal o desenvolvimento e controle de uma resposta imunológica depende, em parte, da 
produção local de um número de Citocinas as quais podem determinar se a resposta será protetora ou não 
protetora 
 Citocinas pró inflamatórias e anti-inflamatórias 
Periodontite 
RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA 
Fatores sistêmicos (diabetes) 
Fatores locais (fumo) 
Modificação da microbiota (subgengival) 
Formação e 
acúmulo de 
biofilme 
Alteração do epitélio 
sulcular e juncional 
Modificação do 
conjuntivo subjacente 
RESPOSTA IMUNE INATA 
Gengivite 
RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA 
Lipopolissacarídeos (LPs) 
Lipoproteínas 
DNA dos microorganismos 
Defensinas e 
mediadores químicos 
pró-inflamatórios 
Vasodilatação, exsudato de 
neutrófilos, macrófagos, 
liberação de mediadores 
químicos e proteases de matriz 
Vários dias de acúmulo de biofilme 
Epitélio: atrofia e necrose. 
Sangramento à sondagem 
Conjuntivo: aumento das alterações 
vasculares, exsudativas e destruição 
tecidual. Predomínio de linfócitos B 
LESÃO ESTÁVEL Mediadores Químicos: destruição do Ligamento 
Periodontal e reabsorção do osso alveolar. 
Presença de células T e B. Clinicamente: 
sangramento, mobilidade, bolsa periodontal. 
LESÃO EM PRROGRESSÃO 
152 
 
 Medidas no fluido gengival, sangue periférico, tecido gengival 
 Progressão e atividade da doença 
INTERLEUCINAS: 
 IL 1a, IL 1b, e TNF estimulam a reabsorção óssea e inibem a formação óssea 
 Importantes na resposta imune mediada por células recrutando células de defesa (PMNs, macrófagos, linfócitos) 
para as áreas em que são necessárias 
METALOPROTEINASES DA MATRIZ: 
 São responsáveis pelo remodelamento/renovação e degradação dos componentes da matriz 
 Já foi demonstrado que uma MPP – colagenase PMN – está em maior concentração quando há inflamação 
gengival em comparação com gengiva clinicamente saudável, durante experimentos de gengivite experimental 
houve aumento, e decréscimo após tratamento periodontal  está envolvida no colapso dos tecidos. 
 Degradação do colágeno 
PROSTAGLANDINAS: 
 Mediadores inflamatórios, derivadas do ácido araquidônico 
 São produzidas por inúmeras células, principalmentemacrófagos 
 PGE2 é um vasodilatador potente e induz a produção de Citocinas por diversas outras células. Age nos fibroblastos 
e Osteoclastos para induzir a produção de MMPs 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESTRUIÇÃO ÓSSEA: 
 Durante a progressão da doença, a reabsorção óssea é mediada por Osteoclastos, e acontece concomitante ao 
colapso da inserção do tecido conjuntivo. 
 Os mecanismos envolvidos na reabsorção óssea respondem a sinais oriundos das células inflamatórias da lesão e 
iniciam a degradação óssea com a finalidade de manter uma distância segura da periferia onde estão as células do 
infiltrado inflamatório (0,5 – 1mm). 
PERFIL DA RESPOSTA IMUNE RELACIONADA AOS LINFÓCITOS T NA DOENÇA PERIODONTAL: 
Aumento da síntese de moléculas 
de adesão e quimiocinas 
Estimula a produção de 
mediadores químicos 
Aumenta a formação de 
Osteoclastos e sua função 
Induz expressão de 
metaloproteínas 
Estimula a produção de 
mediadores químicos 
Estimula a apoptose de 
fibroblastos 
Inflamação 
Reabsorção óssea 
Destruição do tecido 
conjuntivo 
Dificulta o reparo 
153 
 
 Principais células na resposta imune celular 
 Função de reconhecer antígeno e direcionar a resposta imune para o padrão celular ou humoral 
 Existem três tipos de linfócitos T: Th1, Th2 e Tcitotóxico 
 Th1: ativação de macrófagos 
 Th2: ativação e diferenciação de linfócitos B 
 A composição histológica, perfil de Citocinas, natureza e especificidade da resposta imune local da doença 
periodontal está relacionada com a subclasse de Th induzidas pelo biofilme 
 A mudança da resposta Th1 para Th2 ocorre durante o desenvolvimento da doença periodontal 
 Várias teorias têm sido propostas a fim de explicar a progressão da gengivite para a periodontite, no contexto do 
paradigma Th1/Th2 
 Composição histológica, perfil das Citocinas, natureza e especificidade da resposta imune local – reflete a 
presença e função relacionada aos linfócitos T (Th1 ou Th2) 
 Predomínio do perfil dos linfócitos T helper: direcionam a resposta imune para padrão celular (Th1) ou humoral 
(Th2) 
 Th1: ativação dos macrófagos e linfócitos T + liberação de Citocinas pró-inflamatórias – aumento da fagocitose e 
proteção imunológica 
 Th2: ativação e diferenciação de linfócitos B + produção de anticorpos + liberação de Citocinas alternativas 
RESPOSTA IMUNOLÓGICA SISTÊMICA HUMORAR: 
1. Antígenos da placa se difundem através do epitélio juncional 
2. Células de Langerhans dentro do epitélio capturam e processam os antígenos 
3. Células apresentadoras de antígenos (macrófagos e células de Langerhans) deixam a gengiva pelos vasos linfáticos 
4. Células que carregam os antígenos alcançam os nódulos linfáticos e começam a estimular linfócitos a produzir 
uma resposta imune específica 
5. Anticorpos específicos para os microorganismos periodontais são produzidos pelos plasmócitos dentro do nódulo 
linfático e viajam de volta para a gengiva via vasos sanguíneos 
6. Anticorpos deixam a circulação e são carregados para o sulco no transudato dos vasos sanguíneos inflamados e 
dilatados 
7. A ação dos anticorpos sobre os microorganismos no sulco pode resultar em morte, agregação, precipitação, 
desintoxicação, opsonização e fagocitose das bactérias 
RESPOSTA IMUNOLÓGICA CELULAR LOCAL: 
1. Antígenos da placa se difundem através do epitélio juncional 
2. Células de Langerhans dentro do epitélio capturam e processam os antígenos 
3. Células apresentadoras de antígeno (macrófagos e células de Langerhans) deixam a gengiva pelos vasos linfáticos 
4. Células que carregam os antígenos alcançam os nódulos linfáticos e começam a estimular linfócitos a produzir 
uma resposta imune específica 
5. Células B (pré-plasmócitos) e células T específicas para as bactérias periodontopatogênicas proliferam dentro dos 
nódulos linfáticos e penetram na corrente sanguínea 
6. Linfócitos específicos para as bactérias periodontopatogênicas se dirigem para o periodonto e ficam localizadas 
dentro dos tecidos onde eles iniciam suas funções imunes mediada por células e humorais 
7. Anticorpos são produzidos localmente pelos plasmócitos, que são controlados por células T helper (auxiliares) 
tipo 2. Atividade imune mediada por células é regulada pelas células T helper tipo 1 
CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
 O progresso da doença periodontal é devido a uma combinação de fatores, incluindo a presença de bactérias 
periodontopatógenas, altos níveis de Citocinas pró-inflamatórias, metaloproteinases da matriz e prostaglandinas e baixos 
níveis de Citocinas inibidoras da inflamação. 
154 
 
 Fatores sistêmicos, comportamentais, ambientais ou genéticos podem influenciar a produção de Citocinas e 
modificar aspectos da resposta inflamatória (neutrófilos), imunológica (ação de anticorpos), ou reparadora (função de 
fibroblastos), alterando o balanço entre proteção e destruição. 
 A doença periodontal possui como principal fator etiológico os microorganismos do biofilme, entretanto a 
resposta imunológica pode ser modulada também por fatores locais, sistêmicos e genéticos. Desta forma, a doença 
periodontal tem sido considerada uma doença multifatorial. 
 O controle da regulação imunológica dos perfis das Citocinas Th1/Th2 é fundamental para determinação dos 
resultados finais da periodontite. Th1 está relacionado com lesões estáveis enquanto o Th2 com lesões em progressão. 
 O único meio de interromper a destruição periodontal é o emprego de medidas mecânicas para remoção do 
biofilme subgengival (raspagem e alisamento radicular + higiene oral), interrompendo o processo imuno-inflamatório 
instalado. 
BASES RACIONAIS E CIENTIFICAS DO TRATAMENTO DA GENGIVITE E 
PLANO DE TRATAMENTO 
GENGIVITE 
 Qual a prevalência? 100% da população 
 Qual a extensão? 30% d 
 Implicação no tratamento? Grande demanda de tratamento 
CONSEQUÊNCIAS DE NÃO TRATAR A GENGIVITE: 
Pode evoluir para periodontite: 
 Sabemos quem são os pacientes suscetíveis à periodontite? 
 Sabemos quem são todos os fatores de risco para desenvolvimento da periodontite? 
Não evoluindo para periodontite: 
 Halitose, sangramento, vermelhidão e edema – desconforto, interferência na estética e no convívio 
social. 
QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA GENGIVITE: 
 Ausência de sangramento da gengiva marginal; 
 Mudar higiene bucal do paciente – alcançado a partir de um adequado controle do biofilme 
supragengival – tratamento da causa; 
Controle do biofilme supragengival é responsável pela saúde bucal; 
POR QUE GENGIVITE SANGRA? 
 Epitélio sulcular integro não sangra 
 Área ulcerada sangra 
 Bactérias – processo inflamatório – ulcera o epitélio 
 Só não irá ulcerar se as bactérias estiverem em equilíbrio 
 Gengivite só é dado o tratamento com a sondagem, não somente com olhada 
155 
 
POR QUE O CONTROLE MECÂNICO DESTE BIOFILME É PRIORITÁRIO AO CONTROLE QUÍMICO? 
 O antimicrobiano não consegue penetrar e matar as bactérias que estão internas no biofilme. NÃO 
ADIANTA TRATAR GENGIVITE COM ANTIBIÓTICO; 
 Substituir a escovação com Clorexidine não pode ser feita antes de uma boa limpeza e raspagem de 
placas, bem como não utilizá-lo em longo prazo; 
 É necessário desestruturar o biofilme mecanicamente; 
O QUE É NECESSÁRIO PARA ATINGIR O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA GENGIVITE: 
 Orientar o paciente quanto a etiologia da doença e para os autocuidados na higiene bucal; 
 Criar condições para um efetivo controle de placa pelo paciente; 
 Remover o biofilme, interferindo na formação e “amadurecimento” do mesmo. 
 Controle dos fatores que modificam a gengivite – sistêmicos, medicamentosos, má nutrição e fumo. 
COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DA GENGIVITE?Tratamento da gengivite; 
↓ 
Binômio paciente – profissional 
(só há sucesso se ambos agirem em conjunto) – PROVA 
Observação: instrução de higiene é obrigação do CD; 
 Utiliza-se o termo CONTROLE e não eliminação do biofilme supragengival, já que este é um nicho 
bacteriano natural que existe sempre. O importante é que seja mantido em níveis compatíveis com 
saúde; 
 Este nível é a ausência de IPV; 
TRATAMENTO PERIODONTAL: 
 Quando atendermos um paciente que necessite de escovação, higiene temos que cuidar durante todas 
consultas, pois muitas vezes precisamos mudar os instrumentais utilizados, pois podem não estar dando 
o resultado adequado; 
 Alertar o paciente o que pode ocorrer no decorrer do tratamento (sensibilidade devido retração 
gengival, dor.); 
TRATAMENTO PERIODONTAL SE DIVIDE EM 2 FASES: 
 1º GENGIVITE 
 2º PERIODONTITE 
GENGIVITE E PERIODONTITE TEM ETIOLOGIAS DIFERENTES: 
 Gengivite: biofilme supragengival 
 Periodontite: biofilme subgengival 
156 
 
 Diagnóstico diferencial entre sangramento supra e subgengival (pode não haver sangramento sub, as 
vezes é um reflexo do supra); 
 Dar condições e tempo apara o paciente aprender a realizar o controle do biofilme supragengival – 
determinante para sucesso do tratamento periodontal; 
 Só pode dizer que é sangramento subgengival quando a gengivite está tratada; 
 EXAME INTERMEDIÁRIO: Feito após a gengivite tratada, para confirmar se realmente paciente possui 
periodontite; (replanejar o tratamento, para não sobre tratar); 
ATITUDES DO PROFISSIONAL: 
1. Identificar a abordagem dos fatores modificadores; 
2. Orientação sobre a doença e tratamento; 
3. Remoção dos fatores retentivos de placa (FRP); 
4. Deplacagem profissional (curetas e escovas multicerdas, instrumento interproximal); 
5. Instrução de higiene bucal; 
ORIENTAÇÃO: 
1. Etiologia da gengivite e periodontite e as consequências da evolução das mesmas. 
2. Fatores modificadores (?) – medicação; 
3. Mostrar em boca a presença de biofilme, calculo, sangramento, áreas com maior e menor perda de 
inserção; 
4. Papel do profissional e do paciente; 
5. Número de consultas necessárias e ordem do tratamento a ser executado. 
ATITUDES DO PROFISSIONAL - REMOÇÃO DE FATOR RETENTIVO DE PLACA (RFRP): 
COMO FAZER DEPENDENDO DO TIPO DE FATOR RETENTIVO DE PLACA: 
 Cálculo (C) 
 Cavidade de cárie e fratura (CV) 
 Restauração e prótese mal adaptada (R+, P+, R-, P-) 
 Raízes residuais (Rr) 
 Aumento do volume gengival severo (H) 
CÁLCULO (C): 
1. Identificação do cálculo – visual e tátil; (fazer um zig-zag intra-sucular para ver se tem rugosidade em 
volta do dente). 
2. Raspagem propriamente dita (aproximadamente 1mm intra-sucular) – movimento com grande 
amplitude e baixa frequência – LENTO E COMPRIDO 
3. Alisamento da superfície – movimentos com pequena amplitude e grande frequência – RÁPIDO E CURTO 
4. Empunhadura do instrumento (caneta modificada) e movimento de raspagem. Apoio bi digital; 
157 
 
5. Posição do paciente para a raspagem: 
 Dentes inferiores: erguer levemente o encosto da cadeira do paciente e aproximar o mento do 
peito de forma que as oclusais fiquem paralelas ao solo. 
 Dentes superiores: cadeira com o encosto completamente deitado e cabeça do paciente com 
mento levantado; 
 Movimentar a cabeça do paciente para as laterais para facilitar o acesso 
6. Posição do profissional para a raspagem: 
 Sete horas: área anterior 
 Nove horas: área posterior (dentes superiores e inferiores) 
 Doze horas: área anterior (dentes superiores e inferiores) 
7. Avaliação da área – visual e táctil; 
Polimento onde realizada RAP (taça de borracha/escova de robson, em baixa rotação, tira de lixa ou fio/fita 
interdental + pasta profilática; (polimento dentário pasta profilática mais taça de borracha pra face livre, escova 
robson pasta profilática face oclusal, fio dental nas interproximais, ou lixa pra resina pra menor granulação 
onde não houver restauração); 
8. Deplacagem com escova e instrumento interproximal; 
9. Instrução de higiene oral; 
RAP = (raspagem, alisamento e polimento). 
Utiliza-se o termo controle e não eliminação do biofilme supragengival, já que este é um 
nicho bacteriano natural que existe sempre. O importante é que seja mantido em níveis 
compatíveis com saúde. 
CAVIDADE (CV): 
 Cavidade de cárie 
 Fratura 
 Degrau negativo de restaurações ou próteses 
- Selamento provisório ou restauração definitiva? 
a) Anestesia – se necessário 
b) Isolamento relativo (se for restauração provisória) /absoluto (restauração definitiva); 
c) Remoção de cárie (pontas diamantadas, brocas esféricas em baixa rotação (2, 3, 6) e colher de dentina); 
d) Selamento provisório (ionômero, bioplic, cimento de oxido de zinco); 
e) Restauração definitiva com resina composta; 
Cavidades supragengival/subgengival = selar o que for possível com “CAVIT”. 
158 
 
Observação: lesão de abrasão = não é fator retentivo de placa; RETIRADA DO CÁLCULO: sensibilidade ao frio 
e calor - espaços aumentados 
RESTAURAÇÕES COM DEGRAU POSITIVO: 
 Remoção do excesso; 
 Acabamento de amalgama: curetas, pontas diamantadas em alta rotação e brocas multilaminadas para 
acabamento em baixa rotação e tiras de lixa metálica; 
 Polimento de amalgama: sistema viking MVA e pastas de polimento; 
RESTAURAÇÃO E PRÓTESES COM DEGRAU POSITIVO: 
 Remoção do excesso; 
 Acabamento de resina: pontas diamantadas e multilaminadas para acabamento de resina e tiras de lixa 
para resina; 
 Polimento de resina: pontas siliconadas para polimento de resina, discos e lixa, tira de lixa de resina e 
discos de feltro; 
 Avaliação: sonda exploradora, fio dental e radiografia interproximal se necessário; 
Cuidado com prótese: 
 Avaliar possibilidade de adaptar instrumento de HO e desgastar o excesso só se houver possibilidade de 
troca. 
 Pontas diamantadas em alta rotação e pontas de polimento de cerâmica; 
RAÍZES RESIDUAIS (RR): 
 Exodontia; 
 Restauração provisória selando a raiz (estética?); 
 Confecção de prótese provisórias; 
AUMENTO DE VOLUME GENGIVAL: 
 Controle profissional do biofilme bacteriano; 
 IHO com instrumentos específicos e controle químico coadjuvante durante o tratamento – gel 
lubrificante; 
 Contato com o médico para avaliar substituição da medicação; 
 Após redução da inflamação, avaliar necessidade de gengivectomia; 
TRATAMENTO DA GENGIVITE 
1º PASSO: 
 Atitudes do profissional 
 Identificação e abordagem dos fatores modificadores 
 Orientações sobre as doenças e TTO 
159 
 
 RFRP 
 Deplacagem profissional 
 Instrução de higiene oral 
ATITUDES DO PROFISSIONAL: 
DEPLACAGEM PROFISSIONAL - duas formas com objetivos distintos: 
 Com curetas Gracey em áreas COM ISG + e SEM CÁLCULO para desorganizar o biofilme intra-sucular. 
 Com escova multicerdas e instrumento interproximal em toda a boca: remover o biofilme presente, em 
todas consultas, diminuindo a patogenicidade do mesmo e retardando seu crescimento. 
 Deplacagem profissional é diferente de instrução de higiene oral; 
 Instrução de higiene bucal: paciente sentado com espelho de mão, avaliando a forma como o paciente 
higieniza! É guiada pelo ISG; 
ATITUDES DO PACIENTE: 
 Controle de placa supra gengival – mudança de comportamento; 
 Controle de fatores modificadores possíveis; 
 
PLANO DE TRATAMENTO DA GENGIVITE: 
OBJETIVOS: 
 Identificar as necessidades de tratamento; 
 Ordenar as ações de tratamento necessárias para atingir o objetivo do tratamento da gengivite; 
 Determinar a rotina de cada consulta; 
 Estabelecer numero de consultas necessárias para o tratamento;CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA ESTABELCER O PLANO DE GENGIVITE: 
IPV – INDICE DE PLACA VISÍVEL: 
 Nos permite verificar a capacidade de controle de placa do paciente naquele momento; 
 Mostra a situação no momento do exame apenas, e não o habito real; 
 Permite a adequação das medidas de controle de placa que não estão satisfatórias; 
 Critério essencial para plana de tratamento em indivíduos fumantes com gengivite modificada por fumo; 
ISG – INDICE DE SANGRAMENTO GENGIVAL: 
 Nos permite determinar situações de saúde e doença – DIAGNOSTICO DE GENGIVITE; 
 Demonstra o verdadeiro hábito do paciente em realizar medidas de controle de placa; 
 Determina severidade extensão da doença e dificuldade de tratamento; 
FRP – FATORES RETENTIVOS DE PLACA: 
160 
 
 Os fatores retentivos não fazem parte da etiologia da gengivite, mas por facilitarem a retenção de 
biofilme, devem ser removidos; 
 Determinam a dificuldade que teremos no tratamento da gengivite; 
IDENTIFICAR AS NECESSIDADES DE TRATAMENTO: 
 IPV PRESENTE: deplacagem profissional com multicerda e instrumento interproximal de toda boca feita 
ao final da consulta; 
 ISG PRESENTE: deplacagem intrasulcular com curetas; 
 FRP PRESENTE: remoção dos mesmos; 
IMPORTANTE 
 Áreas sem cálculo e com ISG + (IPV + em fumantes)  Deplacagem intrasulcular com cureta; 
COMO ORGANIZAR O PLANO DE TRATAMENTO DA GENGIVITE: 
 Quadrantes, sextantes, arcadas; 
IMPORTANTE 
 Ao abordar determinada região  remoção de todos os fatores retentivos de placa e Deplacagem 
intrasulcular com curetas da área + IHO; 
 Se necessário fazer 2 ou 3 dentes em uma sessão; 
IDENTIFICAR AS PRIORIDADES DE TRATAMENTO: 
1. URGÊNCIA: Dor, estética (?) 
2. CONVENIÊNCIA: (profissional e paciente) – áreas anteriores – facilidade de acesso do profissional, 
facilidade para aprendizado de HO e acesso do paciente, paciente percebe melhor a diferença pós 
tratamento; 
3. SEVERIDADE: quantidade de sítios com ISG+; 
COMO AVALIAR A DIFICULDADE DESTE TRATAMENTO? 
 Quantidade de sítios com ISG + (IPV fumantes); 
 Tipo e quantidade de FRP bacteriana; 
 Acesso para controle de placa (profissional e paciente); 
 Presença de fatores modificadores da gengivite – sistêmicos, medicamentosos, má nutrição, fumo; 
 Receptividade do paciente à modificação de hábitos e comportamentos; 
 Aspectos cognitivos, psicomotores e afetivos; 
COMO ESTABELECER O NÚMERO DE CONSULTAS NECESSÁRIAS: 
 Dificuldade de tratamento; 
 Habilidade do profissional; 
 Tempo disponível em cada sessão; 
ROTINA DAS CONSULTAS 
161 
 
1º SESSÃO 
1. Orientação do paciente sobre etiologia da doença e o tratamento a ser realizada – PRIMEIRA 
CONSULTA; 
2. Remoção dos FRP (identificar tipo de FRP e em quais dentes); 
3. Deplacagem intrasulcular dos dentes sem calculo e com ISG + da área que está sendo abordada; 
4. Deplacagem de toda a boca (escova e inst. interproximal, sem creme dental) e aplicação tópica de 
flúor, quando necessário (sensibilidade dentinaria ou atividade de cárie) – pode ser feito no início da 
consulta; 
5. IHO para a área tratada – pois terá FRP nos outros locais, não vai adiantar. Pois quando mais severa a 
doença mais gradativa deve ser a instrução; 
2º SESSÃO 
1. Sempre realizar no início de cada consulta, IPV e ISG em áreas já tratadas (identificar quais são) para 
avaliar resposta ao tratamento – cumulativo; SEMPRE 
2. Nova deplacagem com curetas das áreas já tratadas que apresentem ISG+ e reforço HO para as mesmas; 
 
INSTRUMENTAL EM PERIODONTIA – Indicação e afiação 
1. Exame periodontal  Diagnóstico 
2. Raspagem e alisamento supra/subgengival 
3. Procedimentos cirúrgicos 
 
PARA A REALIZAÇÃO DE UM EFETIVO TRATAMENTO DE DOENÇA PERIODONTAL E PARA A MANUTENÇÃO DA SAÚDE 
DO PERIODONTO: 
 Instrumentação adequada 
 Afiação (fio + formato) 
 Técnica 
 Anatomia radicular
EXAME CLÍNICO: 
 Trio 
 Sonda periodontal milimetrada 
 Sonda Nabers 
SONDA PERIODONTAL MILIMETRADA (RECOMENDA-SE FINAS E CILÍNDRICAS  (CAROLINA DO NORTE E WILLIAMS) 
 Medição dos índices de inserção clínica; 
 Medição da profundidade de sondagem; 
 Pesquisa de sangramento e supuração; 
INSTRUMENTAIS PARA RASPAGEM: 
 Supragengival: Cinzéis, foices (interproximal de dentes anteriores), enxadas e curetas; 
TRATAMENTO e MPP 
162 
 
 Subgengival: Curetas e limas (limas: bolsas e subgengivais); 
SONDA NABERS: 
 Exploração das porções radiculares: pré furca e furca; 
 Pode ser usada a sonda exploradora 23 previamente modificada (ponta romba); 
INSTRUMENTAIS PARA RASPAGEM: 
 
 
 
 
 
 
PARTES E COMPONENTES: 
1. Cabo 
2. Haste 
3. Extremidade ativa ou lâmina 
 Haste = longa, angulada – dente posterior 
 Haste = curta, pouco angulada – dente anterior 
 
 
 
 
 
 
FACES E ÂNGULOS DO INSTRUMENTO: 
 FACE CORONÁRIA (face) = é a superfície que fica entre as duas faces laterais; 
 FACE LATERAL (bordo cortante) = é a superfície de trabalho na afiação; 
 DORSO = é o encontro das duas superfícies laterais; 
 ÂNGULO DE CORTE= é o ângulo formado pela face coronária e com a face lateral (70 – 80º); 
 ÂNGULO DE CONEXÃO= é o ângulo formado pela face coronária com a haste; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUPRAGENGIVAL SUBGENGIVAL 
Cinzeis Curetas 
Foices Limas – bolsas gengivais 
Enxadas 
Curetas 
163 
 
CURETAS: 
 Universais: ângulo de 90º graus entre a haste terminal e a borda cortante – qualquer face mesial e distal; 
 Gracey: ângulo de 60º – 70º graus da haste terminal com a borda cortante; 
 Columbia: ponta arredondada com corte ativo; 
 
 Forma Função Indicação 
Universal Mcall Ângulo de 90 graus entre 
haste terminal e borda 
cortante 
Raspagem e alisamento 
supra / sub 
Todos os dentes em todas 
as faces 
Gracey Ângulo de 60-70 graus 
entre haste terminal e a 
borda cortante 
Raspagem e alisamento 
supra / sub 
Cada número tem a sua 
indicação 
Columbia Porta arredondada com 
corte ativo 
Raspagem, alisamento 
e/ou plastia 
Furcas e concavidades 
CURETAS GRAYCE: 
 Anteriores: 1/2; 3/4 (todas as faces) 
 Posteriores: 11/12 (mesial) PM e M; 13/14 (distal) PM e M; 
CURETAS MINI FIVE: 
 Curetas com minilâminas; 
 Lâmina equivalente a metade da lâmina das gracey tradicionais; 
 Inserção subgengival mais fácil (bolsas menores); 
CURETAS COLUMBIA: 
 Ponta arredondada com corte ativo; 
 2R e 2L 
 LIMAS: 
 Instrumental com vários ângulos de corte reto; 
 Formato arredondado, oval ou retangular; 
 Variação na angulação e extensão da haste; 
 Para extremidades e bolsas com profundidade maior; 
 
Hirschfeld = 3-7 V, L, P todos os dentes 
Dunlop = 3-7 proximais- apoio indireto 
 
 
Hirschfeld = 5-11 D e M posterior 
Dunlop= 1-2 L e P anteriores 
 
EMPUNHADURA: 
 Caneta modificada (duplo apoio na junção haste/cabo, com haste apoiada na polpa do dedo médio); 
AFIAÇÃO: 
164 
 
 O objetivo da afiação é conseguir um ângulo de corte fino e regular, sem alterar o desenho e contornos do 
instrumento, tornando-o mais previsível em termos de eficiência e qualidade de corte. 
o Restaurar a borda cortante afiada; 
o Não alterar a forma original do 
instrumento; 
o Evitar traumas aos tecidos; 
o Maior sensibilidade táctil;
RECURSOS PARA AFIAÇÃO: 
 Pedra de afiação pedra triangular; 
 Lima para afiar lima; 
PRINCIPIOS BÁSICOS DA AFIAÇÃO: 
 Estabelecer um ângulo apropriado entre pedra e instrumento a ser afiado 
 Manter a mesma angulação entre o instrumento e a pedra 
 Seguir as recomendações de fábrica quanto a lubrificação e limpeza da pedra 
 Selecionaro granulado da pedra de acordo com a quantidade de metal a ser removido 
 Selecionar o formato da pedra de afiar de acordo com a superfície a ser afiada 
 Remover todos os depósitos antes da afiação 
 Trabalhar sobre uma luz clara e direta 
 Usar pressão leve 
ETAPAS PARA AFIAR CURETAS: 
1. Seleção da pedra de afiar 
2. Empunhadura da pedra de afiar 
3. Empunhadura do raspador 
4. Posicionamento do raspador na pedra de afiar 
5. Posicionar dedo guia na pedra de afiar 
6. Pressão e tração do raspador na pedra 
7. Verificação do corte 
8. Eliminar rebarbas 
9. Estabilize a pedra sob a mesa com a mão 
esquerda 
10. Segure a cureta sobre a pedra (caneta 
modificada) 
11. Ângulo entre a face da lâmina e a pedra entre 
100° a 111° 
12. O dedo anular desliza sobre a borda pedra para 
manter a angulação 
13. Movimento de tração 
VERIFICAÇÃO DO CORTE: 
 Colocar a face cortante em uma luz, se tem brilho ela tem corte, se reflete a luz não tem corte. 
OBS: se refletir não está afiada – se não refletir está afiada; 
AFIAÇÃO DAS LIMAS: 
 Face coronária 
 Face apical 
ETAPAS PARA AFIAR LIMAS: 
1. Seleção do recurso de afiação 
2. Empunhadura da peça 
3. Apoio da lâmina numa base fixa 
165 
 
4. Posicionamento da peça na lamina do raspador 
5. Movimento da peça para afiar 
6. Retificação da face apical da primeira lâmina 
7. Arredondar as pontas de cada corte 
8. Teste de corte 
 
CONTROLE QUÍMICO DO BIOFILME SUPRGENGIVAL FEITO PELO 
PACIENTE 
 A prioridade é o controle Mecânico. Escovas multicerda e instrumento interproximal. 
QUANDO UTILIZAR CONTROLE QUÍMICO: 
 Inaptidão motora 
 Deficiência física 
 Deficiência mental 
 Pós cirúrgicos odontológicos 
 Impossibilidade de controle da placa devido a condições agudas manifestadas no periodonto 
 Pobre higienização bucal: falta de cuidado e/ou motivação, especialmente em áreas interproximais 
PROPRIEDADE DOS AGENTES QUÍMICOS: 
 Podem sofrer alterações com as variações de fórmulas, mesmo que contenham o mesmo princípio ativo. 
 Substantividade 
 Eficácia 
 Efetividade 
 Segurança 
 Estabilidade 
 
AGENTES QUÍMICOS: 
 Enzimas 
 Agentes Oxigenantes 
o Água oxigenada 
 Halogênicos 
o Cloro o Iodo o Flúor 
 Produtos naturais 
o Sanguinarina o Própolis o Malva 
 Compostos quaternários de amônia 
o Cloreto de cetilpiridínio 
 Compostos Fenólicos 
o Óleos essenciais 
 Timol 
 Eucaliptol 
 Mentol 
 Salicilato de metila 
o Triclosan 
 Sais Metálicos 
o Cobre 
o Zinco 
o Fluoreto 
estanhoso 
 Clorexidina 
PERFIL DE CONSUMO DOS AGENTES QUÍMICOS PARA A HIGIENE BUCAL: 
 De 1992 a 2007 o aumento do uso de colutórios no Brasil foi de 2.277%. 
166 
 
 Última década aumento o uso regular (aproximadamente um terço da amostra – dos estudos realizados na ULBRA 
e na UFRGS. 
 De 2002 a 2007 – aumento de 190% no investimento em marketing feito pelas empresas. 
 Propaganda influencia a escolha e a noção da função do colutório – 60% tomaram conhecimento dos colutórios 
pela televisão, 40% através de dentistas e 19% de outras formas – O Cirurgião Dentista deve se impor como agente 
norteador. 
 Hálito e limpeza dos dentes foram as funções mais pontadas na última pesquisa. 
 Apelos comercial não medicamentoso – colabora para uso eventual com posologia inadequada, tornando ação 
ineficaz. 
 Infelizmente os dentistas conhecem benefícios mas desconhecem sua efetividade. 
 A maioria das pessoas tem o hábito da escovação associada ao creme dental. 
 É baixo o percentual de indicação do dentista quanto aos produtos utilizados. 
 O preço e o sabor são as principais razões na escolha do creme dental no cotidiano destes indivíduos. 
 O consumo de colutórios e dentifrícios é elevado. 
 Relacionar propriedades das fórmulas x diagnóstico x capacidade motora e motivacional do paciente. 
 Processo de informação continuada baseado em evidências científicas. 
 Inserir o paciente no processo e acompanhar o tratamento. 
 Conhecimento dos pacientes tem relação com odontologia, mas suas atitudes refletem mais influência do 
marketing. 
AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS COADJUVANTES: 
 Controle do biofilme supra é decisivo na formação do biofilme subgengival 
 Agentes químicos podem ser utilizados na prevenção e tratamento destas 
 Indicação de uso dos mesmos concomitante ao controle mecânico 
 Triclosan 
 Fluoreto estanoso 
 Óleos essenciais 
 Cloreto de cetilpiridinio 0,07% ou 0,075% ou ainda associado à clorexidina em baixa concentração 
 
SOLUÇÕES / DENTIFRÍCIOS COM TRICLOSAN (apenas em dentifrício): 
 Colgate Total 12 
 Sensodyne Total 
 Prevent 
 Dentifrício: evita a inserção de mais um produto na Higiene Bucal na rotina dos pacientes. 
 Adicionado ao copolímero (Gantrez) peara aumentar retenção e/ou ao citrato de zinco para aumentar capacidade 
antimicrobiana. 
 Associação com o copolímero (Gantrez) melhores resultados (Colgate) 
 Auxilia no controle do biofilme supragengival e apresenta atividade anti-inflamatória (menores índices de 
sangramento gengival). 
SOLUÇÕES DE ÓLEOS ESSÊNCIAIS: MENTOL, TIMOL E EUCALIPTOL: 
 Listerine 
 Sorriso Herbal 
 Redução de gengivite em torno de 30% 
 Redução de gengivite proximal em pacientes sem uso de fio dental 
 Grande concentração de álcool (21,6%) 
 Forte sensação de queimação durante o uso 
 
167 
 
Melhor comprovação científica do possível potencial co-carcinogênico para indica-lo como coadjuvante. Listerine 
sem álcool – estudos não observam efetividade clínica. 
SOLUÇÕES DE CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO: 
 Cepacol 
 Oral B 
 Sorriso 
 Reach 
 Plax – sem álcool 
 Maios concentração 0,05% baixa Substantividade (3/5h; bochechos a cada 5/6h) e resultados inconsistentes. 
 Atividade antimicrobiana semelhante a clorexidina, mas efeito clinico deficiente. 
 Manchamento dose-dependente. 
 Sem benefício adicional em relação ao dentifrício convencional. 
Concentração de 0,07% ou associado a clorexidina – estudos mostrando bons resultados! O SEGUNDO 
INDISPONÍVEL NO MERCADO NACIONAL. 
FLUORETO ESTANHOSO, ZINCO E COBRE: 
 Vários dentifrícios com fluoreto estanhoso e citrato de zinco 
 Efeito antiplaca do fluoreto estanhoso semelhante ao triclosan. 
 Citrato de Zinco útil quando combinado ao triclosan e é anticálculo. 
 Sulfato de cobre é agente forte, agente substitutivo – resultado semelhante a clorexidina, com efeitos adversos 
como manchamento de dentes, mucosas e gosto desagradável (metálico), sensibilidade ao cobre – 
potencialmente alérgeno e toxicidade cumulativa (limita o uso). 
QUANDO UTILIZAR AGENTES COMO COADJUVANTE AO CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL? 
1- Pacientes com dificuldades no controle mecânico de placa – destreza e/ou motivação: triclosan com 
copolímero ou fluoreto estanhoso ou colutório com óleos essenciais com álcool ou com cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 
0,075%. 
2- Pacientes com modificações na resposta a presença de placa (ex.: hormônios): triclosan com copolímero ou 
fluoreto estanhoso ou colutório com óleos essenciais com álcool ou com cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 0,075%. 
DENTIFRÍCIO OU COLUTÓRIO? 
 Acompanhamento profissional e monitoramento do controle mecânico e necessidade do controle químico 
coadjuvante: 
 Cuidado para o paciente não superestimar a capacidade dos agentes químicos. 
AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS SUBSTITUTIVO: 
CLOREXIDINA: 
 Incapacidade temporária ou permanente de realizar o controle mecânico. Padrão ouro para substitutivo. Utilizada 
como colutórioou gel (palitos). Profilaxia remove o manchamento dos dentes mas não das mucosas. 
 Solução para bochecho deve ser usada para controle substitutivo – uso temporário. 
 Gel pode ser usado como controle coadjuvante em locais específicos (devido aos efeitos adversos) – uso 
permanente. 
AGENTES QUÍMICOS PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS: 
CLOREXIDINA SOLUÇÃO: 
 Periogard (0,12%) 
o Com e sem álcool 
 Noplak (0,12%) 
168 
 
 Paradontax (0,2%) Flúor piora a ação 
 Peroxidin (0,12%) 
CLOREXIDINA GEL: 
 Manipulação 1% 
Álcool presente pode contraindicar a prescrição de enxaguatórios com clorexidina: 
 Pacientes com mucosite, imunocomprometidos ou naqueles submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço; 
 Pacientes com lesões bucais autoimunes; 
 Pacientes em tratamento de alcoolismo; 
 Crianças; 
 Mulheres grávidas; 
 Lactantes; 
 Pacientes que não utilizam substâncias com álcool, com base em razões sociais ou religiosas; 
QUANDO UTILIZAR AGENTE COMO SUBSTITUTIVO TEMPORÁRIO? 
1. Processos agudos do periodonto 
2. Dor gengival pós raspagem periodontal dificultando controle mecânico 
3. Pós-cirúrgico periodontal e/ou bucofacial 
4. Impossibilidade temporária de controle mecânico: pacientes hospitalizados, CTI (Centro de Terapia Intensiva), 
imobilização intermaxilar, etc. 
5. Pacientes com doenças graves (leucemias, HIV, fazendo radioterapia) e pacientes transplantados com doença 
periodontal – clorexidina sem álcool 
6. Durante o tratamento de pacientes com alta atividade cariogênica (após IHB e alteração da dieta) 
QUANDO UTILIZAR AGENTE COMO SUBSTITUTIVO PERMANENTE? 
 Impossibilidade permanente de controle mecânico: 
o Pacientes hospitalizados, CTI, geriátricos acamados ou terminais. 
QUANDO UTILIZAR AGENTES COMO COADJUVANTES PERMANENTES? 
1. Lesões de furca com unitufo (I e II) ou interdental (III) - Gel de clorexidina 1% (0,5 – 2%) 
2. Pacientes especiais, com dificuldade motora grave como deficientes físicos, mentais e Parkinson – Se houver risco 
a cárie ou Doença Periodontal 
* Se possível priorizar a escovação mecânica por um responsável e dar uso do gel – uma vez ao dia. 
Acompanhamento profissional e monitoramento da presença de inflamação e efeitos adversos 
 Verificar se o paciente está seguindo o tratamento 
 
COMO PRESCREVER OS DIFERENTES AGENTES QUÍMICOS 
COADJUVANTE: 
CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL: 
 Dentifrício com Triclosan (com copolímero ou citrato de zinco) ou Fluoreto estanhoso: em todas as escovações. 
 Colutórios com óleos essenciais com álcool ou cloreto de cetilpiridínio 0,07% ou 0,075% 
 Gel de clorexidina (0,5 a 2%): 1x ao dia 
CÁLCULO: 
 Pirofosfato de sódio ou citrato de zinco: em todas as escovações 
169 
 
HALITOSE: 
 Acetato de zinco (0,1 a 0,2%): 2x ao dia (12/12h) 
SUBSTITUTIVO: 
CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL: 
 Clorexidina (0,12 ou 0,2%, 15 ou 10ml – preferencia 0,12%): 2x ao dia, de 12/12h 
 Sulfato de cobre (0,08//5, 10ml): 2x ao dia (12/12h) DESUSO 
 
 
 
 
O conhecimento do profissional sobre controle químico, bem como 
o entendimento das diferentes situações clínicas, são essenciais para 
identificar corretamente a necessidade de utiliza-lo selecionando 
adequadamente a substância 
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA 
OBJETIVO: 
 Identificar os fatores modificadores da gengivite e como os mesmos interferem na patogênese da gengivite. 
 Identificar os fatores de risco a periodontite e como os mesmos interferem na patogênese da periodontite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA DA GENGIVITE: 
 Doenças Gengivais 
o Induzidas por placa dental 
o Não induzida por placa 
Nome 
Uso tópico 
Clorexidina 0,12% --------------------210ml 
 
Bochechar 15ml da solução, durante 1 
minuto, de 12/12 horas, por 7 dias. 
Não diluir, não engolir e dar 30 minutos 
de intervalo com a escovação. 
 
Assinatura 
Local e data 
CRO 
Saúde
Gengivite
Periodontite
Fatores modificadores – alteram a expressão clínica da 
gengivite 
Suscetibilidade do Hospedeiro 
Fatores de risco – aumentam a possibilidade de 
desenvolver periodontite, aumentam a progressão e 
severidade da mesma. 
Biofilme Supragengival 
Biofilme Subgengival 
170 
 
 Periodontite Crônica 
 Periodontite Agressiva 
 Periodontite como manifestação de Doenças Sistêmicas 
 Doenças Periodontais Necrosantes 
o Gengivite ulcerativa Necrosante (GUN) o Periodontite Ulcerativa Necrosante 
(PUN) 
 Abscessos do Periodonto 
o Abscesso Gengival o Abscesso 
Periodontal 
o Abscesso 
Pericoronal 
 Periodontite associada com Lesões Endodônticas 
o Lesões Endoperiodontais 
 Condições e deformidades de desenvolvimento ou adquiridas 
 
DOENÇAS GENGIVAIS: 
INDUZIDAS POR PLACA DENTAL: 
 Gengivite associada somente a placa dental 
 Gengivite modificada por fatores sistêmicos: 
o Gengivite pré-puberal 
o Gengivite modificada pelo ciclo menstrual 
o Gengivite modificada pela gravidez (gengivite e/ou granuloma piogênico) 
o Gengivite modificada pela Diabetes (não controlada) 
o Gengivite associada a Leucemia 
 Gengivite modificada por medicamentos: 
o Aumento gengival influenciado por drogas (Ciclosporina, Fenitoína, bloqueadores de canal de cálcio – 
Nifedipina, Oxidipina) 
o Gengivite modificada por contraceptivos orais 
 Gengivite modificada por Má Nutrição 
o Gengivite modificada por deficiência de ácido ascórbico 
 Gengivite modificada pelo Fumo (alto IPV e baixo ISG) 
 
GENGIVITE MODIFICADA POR FATORES SISTÊMICOS: 
FATORES HORMONAIS: 
 Gengiva é o tecido alvo para ação dos hormônios esteroides 
 Afetam ceratinização do epitélio 
 Modulam respostas vasculares: maior dilatação e permeabilidade capilar 
 Redução da função de neutrófilos, anticorpos e linfócitos T 
 Interferem na renovação do tecido conjuntivo 
 Interagem com mediadores inflamatórios 
 
CICLO MENSTRUAL: 
 Lesões hemorrágicas avermelhadas têm sido descritas antecedendo a menstruação. 
 Não há comprovação de maior prevalência de inflamação clinicamente visível associada ao ciclo menstrual. 
 Observado em mulheres, com gengivite preexistente, o aumento da inflamação e do fluido gengival. 
 
171 
 
PUBERDADE: 
 Resposta inflamatória exagerada à presença de biofilme, devido aos altos níveis hormonais (estrogênio e 
testosterona); 
 Aumento da inflamação gengival próximo a puberdade sem alteração nos níveis de biofilme; 
 O controle de placa reduz a severidade da gengivite, que é reversível; 
GRAVIDEZ: 
 Resposta exagerada modulada pelas alterações nos hormônios endógenos mais 
prevalentes no segundo e terceiro trimestre da gravidez, apesar dos mesmos 
índices de placa; 
 O controle da placa reduz a severidade da gengivite; 
 Pode ocorrer o granuloma gravídico em 10% dos casos; 
DIABETES: 
 Função reduzida dos Polimorfonucleares (PMN); 
 Aumento na liberação de Citocinas pelos Monócitos / Macrófagos; 
 Maior atividade das MMP com maior destruição do colágeno; 
 Disfunções variam conforme o controle metabólico; 
 Quando bem controlados os níveis de glicose, não há o aumento no risco às doenças periodontais; 
 Evidências mostram que a Diabetes Tipo I, em crianças, está associada a uma resposta exagerada do tecido 
gengival ao biofilme dental; 
 Alteração na expressão clínica inflamatória da gengivite; 
 Em adultos, há comprovação da associação de Diabetes, especialmente tipo II, com Periodontite; 
LEUCEMIA: 
 Há evidências demonstrando exacerbação do quadro clínico inflamatório gengival em pacientes com leucemia; 
 Edema, vermelhidão, coloração azulada, sangramentoespontâneo, aparência esponjosa e vitrificada da gengiva; 
 A placa pode não ser necessária para estas manifestações 
 Sangramentos persistentes e inexplicáveis – trombocitopenia, deficiência plaquetária, leucemia; 
GENGIVITE MODIFICADA POR MEDICAMENTOS: 
 O aumento de volume gengival torna-se um importante fator retentivo de placa; 
 O tratamento deve envolver a substituição da medicação, quando possível; 
 Remoção do biofilme evita ou reverte o crescimento gengival; 
 Pode ser necessária excisão cirúrgica; 
 Pode haver recidiva, especialmente em pacientes com inadequado 
controle do biofilme; 
NIFEDIPINA, FENITOÍNA E CICLOSPORINA: 
 Presença de inflamação gengival e aumento do biofilme dental exacerbam o crescimento gengival; 
 Mais comum na região anterior e em pacientes jovens; 
 Alteração na forma e no tamanho papilar, após pode ocorrer envolvimento da gengiva marginal e inserida; 
 Não há relação com PI, mas o aumento de volume gengival pode estar sobreposto a uma periodontite; 
 
 
 
 
A prevalência da hiperplasia gengival relacionada ao uso de medicamentos depende: 
 Dosagem e duração da terapia 
 Situação periodontal prévia 
 Idade do paciente 
 Componente inflamatório 
 Predisposição genética 
RAP, Instrução de Higiene Oral, 
Controle químico, Rasub e troca 
da medicação. 
172 
 
BLOQUEADORES DE CANAIS DE CÁLCIO – NIFEDIPINA E VERAPAMIL: 
 Medicamento anti-hipertensivo; 
 Prevalência de aumento de volume gengival é de 20%; 
 O controle da placa reduz a severidade do crescimento gengival; 
 Substitutos: inibidores da ECA (Captopril, Enalapril, Lisinopril, Benazepril, Fosinopril, Cilazapril, Ramipril, Quinapril, 
Perindopril, Trandolapril, Delapril); 
FENITOÍNA, DILANTIL-HIDANTOÍNA: 
 Anticonvulsivante: epilepsia e outros distúrbios neurológicos, incluindo depressão; 
 Efeito colateral: aumento de volume gengival, em 3 a 65% dos usuários; 
 Pacientes com bom controle de placa apresentam menor severidade de hiperplasia; 
 Substitutos: Valproato sódico, Vigabartim, Carbamazepina; 
CICLOSPORINA: 
 Imunossupressor: Transplante, doenças autoimunes (psoríase severa, Artrire reumatoide ou Diabete tipo I); 
 Efeito adverso: aumento de volume gengival em 30 a 50% dos usuários; 
 O controle de placa reduz a severidade do aumento de volume gengival; 
 Uso combinado com Nifedipina – potencializa os efeitos; 
 Substituto: Tacrolimus; 
CONTRACEPTIVOS: 
 Plausibilidade biológica semelhante à da gravidez; 
 Menor nível de hormônios – efeitos menos acentuados; 
 O risco depende da formulação usada e tempo de uso; 
 Contraceptivos atuais tem baixas dosagens hormonais – maioria dos estudos não observa relação; 
 Resultados de estudos anteriores (décadas de 60 e 70) utilizavam contraceptivos com altas dosagens de 
hormônios gestacionais; 
 Um único estudo atual mostrando associação entre contraceptivos e maior prevalência de gengivite; 
GENGIVITE MODIFICADA POR MÁ NUTRIÇÃO: 
 Pacientes com deficiência de vitamina C desenvolvem o escorbuto, que está associado a maior prevalência de 
inflamação da gengiva marginal; 
 Deficiencia nutricional grave, pouco comum nos dias de hoje; 
 Em populações muito carentes e indivíduos subnutridos (como alcoólatras) não se pode descartar esta 
possibilidade, se a inflamação gengival não for compatível com a quantidade de placa visível; 
GENGIVITE MODIFICADA PELO FUMO: 
 Pacientes fumantes tem incidência muito maior de GUN; 
 Aparência clínica da gengiva é menos avermelhada e edemaciada e mais “fibrótica”; 
 Menor prevalência e severidade de gengivite e menor quantidade de fluido crevicular gengival em fumantes, 
comparado com não fumantes com a mesma quantidade de placa; 
 Menor número de vasos sanguíneos em lesões inflamatórias de fumantes; 
CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
 A identificação dos fatores modificadores e do perfil individual de cada paciente é um meio de prevenção e 
tratamento de grande importância; 
 O entendimento dos fatores modificadores permite uma melhor compreensão da prevalência e severidade da 
gengivite; 
 Abordagem profissional; 
173 
 
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA DA PERIODONTITE 
RISCO: 
Probabilidade de um evento ocorrer em um determinado espaço de tempo. 
FATOR DE RISCO: 
Fatores ambientais, comportamentais ou biológicos, confirmados por estudos longitudinais, que, quando 
presentes, aumentam a probabilidade de ocorrência da doença, e, se ausentes ou removidos, reduzem esta 
probabilidade. 
INDICADOR DE RISCO: 
Quando um fator ainda está sendo estudado e ainda não está claro se realmente existe relação causal entre 
exposição e doença. 
FATORES / INDICADORES DE RISCO: 
 
 
 
 
 
 
 Associado com maior prevalência, extensão e severidade de doença periodontal; 
 Fumantes pesados (+7.300 carteiras): 8x maior risco a periodontite generalizada grave; 
 Maior risco de progressão de perda de inserção e perda dentária, mesmo em indivíduos com bom controle de 
placa; 
FUMO: 
 Modificação da microbiota local; 
 Modificação da função de diversas células do sistema de defesa do hospedeiro: quimiotaxia dos neutrófilos; 
 Redução da microcirculação sanguínea periférica; 
DIABETES: 
 Diabéticos apresentam maior risco de destruição periodontal que não diabéticos; 
 Em geral: diabéticos não controlados 3x mais chance; 
 Periodontite deveria ser considerada a sexta complicação do diabetes; 
 Maior prevalência de abscessos periodontais; 
 Diabéticos apresentam pior resposta a terapia periodontal; 
 Indivíduos com periodontite tem pior controle glicêmico que indivíduos com saúde periodontal – via dupla. 
 Hiperglicemia pode afetar a microbiota: maior prevalência de periodontopatógenos; 
 Prejuízo na função dos neutrófilos (defeito na quimiotaxia e fagocitose reduzida); 
 Excessiva liberação por monócitos de Interleucinas, prostaglandinas e FNT-α; 
 Danos vasculares e espessamento do endotélio – prejuízo na passagem de células de defesa; 
 Degradação do colágeno aumentada; 
 Menor desenvolvimento de macrófagos associados ao reparo; 
 Redução no crescimento, proliferação e atuação dos fibroblastos; 
 Diminuição da síntese de colágeno pelos fibroblastos; 
Modificáveis 
 Fumo 
 Diabete 
 Microbiota específica 
 Obesidade 
 Alcool 
 Condição socioeconômica 
Não Modificáveis 
 Idade 
 Sexo 
 Raça/Etnia 
 Polimorfismos genéticos 
174 
 
* Via dupla: Diabete influencia na Doença periodontal e a Doença Periodontal também influencia na Diabete. 
 
 
 
MICROBIOTA ESPECÍFICA: 
 Algumas espécies têm sido identificadas como possíveis fatores causais da periodontite: 
 Porphyromonas gingivalis 
 Tanerella forsythia 
 Treponema denticola 
 Aggregatibacter actinomicetemcomitans 
INDICADORES DE RISCO: 
FATORES GENÉTICOS: 
 Polimorfismos Genéticos 
o Caráter hereditário nas agressivas (agregação familiar e gêmeos) e crônica 50% 
o Polimorfismos relacionados a interleucina-1 e imunoglobulina 
NÍVEL SÓCIO-ECONÔMICO: 
 Como isso se explica? 
Acesso a recursos e oportunidades que poderiam 
promover prevenção e comportamentos mais favoráveis a saúde. 
 
ÁLCOOL: 
 O consumo de álcool é bastante frequente na população, principalmente adulta e do gênero masculino; 
 O álcool já é considerado um fator de risco para outras patologias da cavidade bucal: câncer bucal; 
 Em estudos transversais: efeito dose-resposta; 
 OR de 1,7 para >20 doses por semana 
* Quanto mais bebida, maior a chance de ter Doença periodontal e Perda de inserção. 
 
Diabetes
Alterações 
vasculares
Resposta 
imune e 
inflamatória 
alterada
Periodontite
Liberação 
crônica deFNT 
e outras 
citocinas
Ação alterada 
da insulina
Alteração 
Metabólica
Tratamento periodontal pode 
refletir em melhor controle 
glicêmico do paciente 
diabético e redução da 
necessidade de insulina 
Interferem na 
resposta imune 
inflamatória 
RENDA 
EDUCAÇÃO 
 
 
DOENÇA 
PERIODONTAL 
175 
 
OBESIDADE: 
 Alterações de metabolismo gerada pelo tecido adiposo: elevação da produção de Citocinas pró-inflamatórias. 
 Plausibilidade biológica: 
 Estado hiperinflamatório; 
 Resistência à insulina; 
PERIODONTITE COMO MANIFESTAÇÃO DE DOENÇAS SISTÊMICAS: 
Estudo da influência das doenças periodontais nas condições sistêmicas. 
 
DOENÇA 
PERIODONTAL 
PODE TER 
INFLUÊNCIA NA 
SAÚDE GERAL 
DOS INDIVÍDUIOS: 
 Dificuldade no controle glicêmico do diabético 
 Doenças cardiovasculares / aterosclerose 
 Parto prematuro e bebês de baixo peso 
 Doenças pulmonares 
PLAUSIBILIDADE BIOLÓGICA: 
 Efeitos diretos das bactérias; 
 Efeitos indiretos das bactérias; 
 Predisposição genética: monócito 
hiperresponsivo; 
 Fatores de risco comuns; 
 Resposta inflamatória sistêmica de baixa 
intensidade 
MECANISMOS DIRETOS: 
 A cavidade oral é colonizada por mais de 700 espécies bacterianas, e a bacteremia oriunda da cavidade oral pode 
ocorrer durante a salivação e escovação; 
 Os patógenos periodontais podem ser encontrados em placas ateromatosas de humanos; 
 80% das 50 espécimes da carótida foram positivas para pelo menos 1 ou mais dos seguintes patógenos: A 
Actinomycetecomitans, T forsythia, P gingivalis e P intermédia; 
MECANISMOS INDIRETOS: 
 A inflamação periodontal está associada com o aumento de mediadores inflamatórios, incluindo proteína C-
Reativa, TNF-α, IL-1β, IL-6 e IL-8; 
FATORES COMUNS: 
Associação entre 
obesidade e 
periodontite 
PERIODO
NTITE
Osteopo
rose Diabete
Doenças 
renais 
crônicas
Artrite
Doenças 
cardiova
scularesParto 
prematu
ro e 
bebê de 
baixo 
peso
Doenças 
respirat
órias
Síndrom
e 
metaból
ica
Apnéia 
do sono
Câncer
Depress
ão
Hipercol
esterom
ia
Alzheim
er
Disfunçã
o erétil
176 
 
A periodontite e as doenças cardiovasculares, a diabete, o nascimento de prematuros de baixo peso e as doenças 
respiratórias são de etiologia multifatorial, que apresentam alguns fatores de risco comuns, como: 
 Diabete 
 Hábito de fumar 
 Sexo 
 Condições 
socioeconômicas 
 Idade 
 Obesidade 
 Álcool 
 Possivelmente o estresse
CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
 A identificação dos fatores de risco e do perfil individual de cada paciente são um meio de prevenção e tratamento 
de grande importância; 
 O entendimento dos fatores modificadores permite uma melhor compreensão da patogênese das periodontites; 
 O conhecimento da relação das Doenças Periodontais com condições sistêmicas merece adequada atenção, no 
entanto, deve-se ter cautela na avaliação das evidências disponíveis; 
PLANO DE TRATAMENTO DE PERIODONTITE 
QUAL A PREVALÊNCIA, GRAVIDADE E EXTENSÃO DE PI? 
 GRANDE NUMERO DE INDIVÍDUOS com PI leve a moderada e PEQUENO número de indivíduos com PI severa 
 Maior percentual de sítios com MENOR PI e MENOR percentual de sítios com MAIOR PI 
IMPLICÂNCIA NO TRATAMENTO? 
 Grande demanda de TTO, maior prevalência de pacientes com doença menos severa 
QUAIS AS CONSEQUENCIAS DE NÃO TRATAR A PERIODONTITE? 
 Perda do suporte periodontal 
 Retração Gengival 
 Hipersensibilidade dentinária cervical 
 Problemas estéticos 
 Mobilidade dentária 
 Perda de função – não consegue mastigar 
 Perda dentária
OBS: A seqüela da periodontite é irreversível, embora a periodontite tenha TTO – importância do diagnostico precoce. 
Perda de estrutura interproximal grande, não possui chance de reconstruir periodonto. 
QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO DA PERIODONTITE? 
 Paralisação da perda de inserção – alcançado a partir de um adequado controle do biofilme subgengival; 
POR QUE O TRATAMENTO DA PERIODOTITE É BASEADO NO CONTROLE DO BIOFILME SUBGENGIVAL? 
 Etiologia bacteriana – TRATAMENTO voltada para causa e não para as conseqüências 
POR QUE O CONTROLE MECANICO DESTE BIOFILME É PRIORITARIO AO USO DE ANTIBIÓTICOS? 
 Não consegue agir enquanto não destruir fisicamente, não atinge o interior do biofilme sem ele ser desorganizado 
O QUE É NECESSARIO PARA ATINGIR O OBJETIVO DO TRATAMENTOO DA PERIODONTITE? 
 Remoção do biofilme subgengival 
 Manutenção do controle do biofilme supragengival pelo paciente – binômio paciente – profissional 
 Tratar os fatores de risco modificadores – fumo e diabetes, pioram a resultado do TTO 
 
TRATAMENTO DAS PERIODONTE  2ª FASE DO TRATAMENTO 
 
177 
 
Ao termino do TRATAMENTO da gengivite avaliar... 
 Resposta ao tratamento da gengivite. 
 Nnecessidade de TTO subgengival – confirmação do diagnóstico de periodontite. 
 Exame intermediário. 
EXAME INTERMEDIARIO – SUCESSO NO TTO DA GENGIVITE - PROVA 
 IPV – ou 
 ISG – ou 
 FRP – ou 
 PS pois reduz o edema, quando presente 
 SS, pode ser negativo, pois era somente gengivite. Pode ser igual por ser periodontite. Pode reduzir pois tem áreas 
de gengivite e outras de periodontite 
 PI, não se altera depois do TTO da gengivite, quando reduz provavelmente é um problema do exame 
 Lesão de Furca, fica igual 
OBS: Após o tratamento da periodontite, a gengiva volta a aderir e forma epitélio juncional, reduz profundidade de 
sondagem e reduz perda de inserção. NÃO FORMA OSSO 
O EFEITO DA PLACA SUPRAGENGIVAL NA DOENÇA PERIODONTAL 
 Na redução da PS: 
 40% das bolsas com 4-6mm, reduziram para 1-3mm 
 50% das bolsas com > = 7mm, reduziram para 4-6mm 
OBS: As bolsas mais profundas reduzem, isso vai fazer com que aumente o número de bolsas mais rasas, pois tratando 
as bolsas mais profundas, ficarão no paciente, um número maior de bolsas rasas 
 Na redução do sangramento à sondagem: 
Ausência de sangramento subgengival em: 
 85% das bolsas de 1-3mm 
 50% das bolsas de 4 – 6 mm 
 25% das bolsas >= 7mm 
OBS: Quanto mais rasa a bolsa, mais provável de ela ser da gengivite e não da periodontite. FUNDAMENTAL tratar a 
gengivite antes da periodontite. Por que em 80 a 90% rasas que tratei, talvez não tivesse necessidade de tratamento. 
 
CONCLUSÕES: 
178 
 
 A distinção entre sangramento gengival e subgengival é feita depois de finalizada a fase de controle do biofilme 
supra gengival (tratamento da gengivite); 
 A ausência de sangramento subgengival após o controle do biofilme supragengival é altamente prevalente em 
bolsas rasas (1 a 3 mm); 
 A PS da distal do último molar é sempre maior porque o dente está menos erupcionado. 
O EFEITO DO CONTROLE DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL NOS PARAMETROS CLINICOS E MICROBIOLOGICOS 
SUBGENGIVAIS: 
 Comparou antes e depois do controle supra e paciente fumantes e nunca fumantes 
 50 pacientes (25 fumantes e 25 não-fumantes) 
 Gengivite e periodontite crônica moderada ou avançada 
 Exame periodontal completo 
 Coleta de fluido e amostra microbiológica 
CONCLUSÕES: 
 O controle de placa bacteriana supragengival determina alterações clínicas relevantes supra e subgengival 
 Esse benefício também é observado em relação a microbiotasubgengival, determinando reduções significativas 
nu número de bactérias 
 Ambos os grupos, nunca fumantes e fumantes, beneficiam-se d controle supragengival 
QUAL A INTERFERENCIA DO TTO DA GENGIVITE NA 2ª FASE DO TRATAMENTO PERIODONTAL? 
 Paciente orientado quanto à etiologia da doença e quanto aos auto cuidados na HB  ausência de placa visível e 
de inflamação gengival 
 Condiçõesfavoráveis para o diagnostico das necessidades de TTO subgengival – evita sobretratamento 
 Tratamento subgengival facilitado pela redução do edema, diminuição da OS e do sangramento gengival 
 O controle do biofilme supragengival leva a redução do biofilme subgengival 
 Melhor prognostico do TTO da periodontite devido ai controle do biofilme supragengival pelo paciente 
EXAME INTERMEDIARIO – INSUCESSO NO TTO DA GENGIVITE 
 IPV = 
 ISG = 
 FRP 
 PS 
 SS 
 PI 
 Lesão de furca 
OBS: Porque não vai adiante ao exame intermediário se o paciente apresentar IPV e ISG sem modificação do exame 
inicial? Pois não conseguirei diagnosticar periodontite da forma correta. 
OBS ²: ISG não consegue definir se SS realmente é SS ou derivado do ISG. 
OBS³: Existem justificadas para o tratamento periodontal ser executado em duas fases. 
RETRATAMENTO DA GENGIVITE 
 Avaliar como estava o controle de placa durante o tratamento (IPV e ISG) 
 Sabe controlar: deplacagem intrasulcular com curetas e motivação 
179 
 
 Dificuldade motora retratamento em mais sessões – Melhorar treinamento, associada a tratamento de outras 
necessidades 
TRATAMENTO ASSOCIADOS AO RETRATAMENTO DA GENGIVITE: 
 Exame subgengival e RASUB em áreas com ISG – e SS+ 
 Endodontias 
 Restaurações 
 Associados a Deplacagem intrasulcular com curetas e IHO!!!!! Não isolados!!! 
EXAME INTERMEDIARIO: 
 Somente gengivite  Alta 
 Periodontite  2ª fase do tratamento, controle do biofilme subgengival; 
APÓS AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXAME INTERMEDIÁRIO: 
 Confirmar diagnostico de periodontite; 
 Confirmar plano de tratamento e, se necessário, modificá-lo; 
 Reavaliação do plano de tratamento; 
 Rever os critérios utilizados para a sua confecção; 
 Elaborar novo plano de tratamento. 
COMO AVALIAR A NECESSIDADE DE TRATAMENTO DA PERIODONTITE? 
 Com SS e sem ISG 
 Avaliar planejamento protético  Fundamental para decidir dentes que serão mantidos 
PLANEJAMENTO PROTETICO: 
 Moldagem e confecção dos modelos de estudo 
 Planejamento protético 
 Analisar valor estratégico dos dentes 
COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DA PERIODONTITE? 
 Desorganização do biofilme sub, facilitando a cicatrização; 
 RASUB – TRATAMENTO de eleição; 
 Raspagem radicular com acesso cirúrgico ao biofilme radicular; 
 Antibióticos – locais ou sistêmicos; 
 Terapia fotodinâmica. 
INSTRUMENTAL PARA RASUB: 
Instrumental para exame: 
 Sonda periodontal e exploradora 
 Odontoscópico 
 Sonda Nabers 
 Pinça clinica 
180 
 
 Seringa Carpule 
 Pedra e limas para afiar instrumental 
 
 Limas periodontais: permitem que as porções mais apicais da bolsa sejam atingidas, com o mínimo de traumatismo 
dos tecidos. 
LIMAS HIRSCHFELD – bolsas mais estreitas: 
 3/7 (VPL de todos os dentes e MD com apoio indireto) 
 5/11 (MD posteriores e PL dos anteriores) 
LIMAS DUNLOP – bolsas mais amplas: 
 1 /2 (MD posteriores e PL dos anteriores) 
 3/7 (VPL de todos os dentes e MD com apoio indireto) 
GRACEY MINI-FIVE – acesso subgengival com o mínimo de traumatismo nos tecidos: 
 1-2 ou 3-4 para anteriores 
 11-12 mesial de posteriores 
 13-14 distal de posteriores 
CURETAS PADUA LIMA/COLUMBIA: 
 Áreas de concavidades radiculares e furcas 
 1-2: VMS e VLMI 
 3-4: MMS e PMS 
 5-6: DVMS e VLMI 
ROTINA DA RASPAGEM RADICULAR: 
ANESTESIA: 
 Sensibilidade do paciente dificulta o tratamento 
 Mesma anestesia que aplicamos para fazer exodontia 
ISOLAMENTO RELATIVO: 
 Campo seco: melhor visibilidade e melhor apoio 
MAPEAMENTO DA BOLSA: 
 Anatomia dentária radicular: furcas, concavidades 
 Anatomia da bolsa: estreita ou ampla e delineamento da crista óssea 
 Quantidade de cálculo subgengival: programar RASUB e comparação pós-raspagem 
RASPAGEM COM LIMAS E CURETAS MINI-FIVE (Depende da anatomia da bolsa): 
 Grande amplitude e baixa frequência: 
 Alisamento com curetas mini-five e limas (se necessário pela anatomia) 
 Baixa amplitude e alta frequência: 
 Avaliações da lisura com sonda periodontal 
ATÉ ONDE RASPAR? 
 Remoção de cálculo não é o mais importante 
181 
 
 Desorganização do biofilme subgengival 
 Lisura da superfície radicular 
 Maior certeza da remoção do cálculo e, por consequência, do biofilme depositado sobre ele 
 Forma de avaliarmos a necessidade de retratamento na ausência de cicatrização 
IMPORTÂNCIA DO PLANO DE TRATAMENTO: 
 Estratégia de abordagem do caso individualizada 
 Planejamento das consultas e rotina de casa consulta 
 Para que o paciente saiba: 
 Duração do tratamento 
 Custo do tratamento 
COMO ORGANIZAR O PLANO DE TRATAMENTO DA PERIODONTITE? 
 Urgência – sempre em primeiro lugar 
 Conveniência – anatomia radicular e acesso ao dente 
 Severidade – maior perda de inserção 
COMO AVALIAR A DIFICULDADE DESTE TRATMENTO E ESTABELECER O NÚMERO DE CONSULTAS NECESSÁRIAS? 
 Grau de dificuldade da RASUB: 
 Grande profundidade de sondagem 
 Acesso ao dente 
 Envolvimento de furca 
 Número de raízes e anatomia radicular 
 Mobilidade (necessidade de contenção) 
 Lesão endo-periodontal (1º endodontia) 
 Anestesia necessária (= da exodontia) 
 Destreza profissional 
EXEMPLO: 
 IPV e ISG de toda boca 
 Deplacagem com curetas intra-sulcular das áreas tratadas e com ISG+ e reforço de HO 
 RASUB do 17, 16, 15 
 Deplacagem profissional de toda a boca 
 Aplicação tópica de flúor, pois este paciente apresenta hipersensibilidade dentinária e/ou atividade de cárie 
AO FINAL DO TRATAMENTO SUBGENGIVAL: 
 Após 30 dias: Reavaliação supragengival – monitoramento HO 
 Após 60 dias: Reavaliação supragengival – monitoramento HO e subgengival – a cicatrização subgengival já pode 
ter ocorrido 
 Após 90 dias: Reavaliação supra e subgengival – avaliação da HO e da cicatrização periodontal subgengival 
 Após 120 dias: Reavaliação supra e subgengival – avaliação final da HO e da cicatrização periodontal subgengival 
para pacientes fumantes, diabéticos ou com periodontite agressiva 
 MPP (alta) 
182 
 
OBS: Podemos sondar subgengival a partir de 45 dias, ainda pode haver sangramento, mas não quer dizer que o 
tratamento não foi eficaz, e sim que ainda não cicatrizou completamente, avaliar novamente na próxima consulta. 
CONTROLE QUÍMICO E BIOLÓGICO DA PERIODONTITE 
´´A placa bacteriana é a responsável pelo início e manutenção das doenças periodontais´´. 
´´O acúmulo de placa bacteriana esta intimamente relacionado ao desenvolvimento da gengivite´´. 
´´ O acúmulo de placa bacteriana propaga subgengivalmente, podendo causar a periodontite´´. 
O TRATAMENTO PERIODONTAL VISA: 
 Melhor nos parâmetros clínicos de inflamação e destruição tecidual 
 Redução de microbiota patogênica 
 Restabelecimento de uma microbiota benéfica compatível com o hospedeiro 
 Periodontites: forte componente bacteriano 
 Doença de natureza e com provável especialidade bacteriana para estabelecimento e desenvolvimento 
 Sítios/bolsas ou pacientes continuam a apresentar progressão de doenças 
Busca de novas alternativas terapêuticas com o objetivo de melhorar a eficácia da terapia periodontal. 
CONTROLE QUÍMICO DO BIOFILME SUBGENGIVAL: 
 Antibióticos sistêmicos 
 Antibióticos locais 
 Terapia fotodinâmica 
 O uso de antibióticos tem sido aplicado como uma terapia coadjuvante remoção mecânica do biofilme 
subgengival. 
 - Placa subgengival estrutural com biofilme e precisa ser removido mecanicamente para ser eliminado 
 Uso de ATB após ou concomitante a remoção mecânica do biofilme 
1. Placa subgengival como biofilme 
2. Deve ser removido ao alterado 
3. Remoção mecânico do biofilme4. Resposta ineficaz 
5. Remoção mecânica do biofilme e antibiótico coadjuvante 
VIAS DE APLICAÇÃO: 
Vantagens: 
ANTIBIÓTICOS SISTÊMICO: 
 Menor custo  Alcançar microorganismos fora do sítio 
ANTIBIÓTICOS LOCAL: 
 Diferentes veículos 
 ATB lentamente liberado dentro da bolsa 
 Utilização de altas doses no alvo da infecção 
 Mínimo efeito adverso 
183 
 
 Redução da possibilidade de conduzir 
resistência bacteriana 
 Aplicação pelo profissional (menor dependência 
da cooperação) 
Desvantagens: 
ANIBIÓTICOS SISTÊMICOS 
 ´Lavagem´´ do ATB através o fluido crevicular 
 Diminuição da concentração e benefícios 
clínicos 
 Custo elevado 
 Incapacidade de atingir outros sítios orais 
 Não fazem parte da realidade clínica do Brasil 
 Difícil manejo 
ANTIBIÓTICOS LOCAIS 
 Maior ocorrência de efeitos adverso 
 Dificuldade em alcançar concentrações elevadas no fluido 
 Colaboração do paciente 
ANTIBIÓTICOS LOCAIS: 
 Tetraciclina 
 Minociclina 
 Doxiciclina 
 Metronidazol 
QUANDO UTILIZAR? 
 Sítios com grande profundidade de sondagem e atividade de doença persistente 
 Doenças agressivas e de rápida progressão 
Revisões sistemáticas com metanálise demonstrando que o benefício do uso de antibióticos locais não justifica dia 
aplicação para o tratamento das perioodontites. (Bonito ET AL 2005) 
Custo benefício da sua aplicação. (Lotufo ET AL 2005) 
ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: 
 Tetraciclina 
 Amoxicilina 
 Minociclina 
 Doxiciclina 
 Metronidazol 
 Azitromicina 
 Clindamicina 
CRITÉRIOS PARA UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: 
 Para que um agente antimicrobiano seja efetivo 
CONHECER OS PATÓGENOS – TESTE MICROBIOLÓGICOS: 
 Devem ser sensíveis a droga 
 Não devem desenvolver facilmente resistência ao antimicrobiano 
 Devem ser expostos a concentrações efetivas da medicação por um adequado período de tempo 
 A droga deve demonstrar pouco ou nenhum efetivo adverso sistêmico ou local 
QUANDO UTILIZAR ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS: 
184 
 
 Em tratamento das periodontites crônicas 
 Antibióticos sistêmicos no tratamento das periodontites agressivas 
 Processos agudos do periodonto com envolvimento sistêmico (GUN, PUN, Abscessos pericoronal e Periodontal) 
TETRACICLINA: 
 São inibidores da síntese protéica 
 Apresenta amplo espetro 
 É bacteriostática 
 Não devem ser utilizados para o tratamento das periodontites agressivas por não serem capazes de eliminar a 
Aa, apesar seu poder anticolagenolítico, que é uma vantagem 
 Não houve diferença na redução de PS entre raspagem com ou sem uso de tetraciclina, pó 13 anos de estudo 
 Ausência de relevância clínica do uso de teraciclina 
 Adicional ganho d inserção (0,41mm) 
 Difícil adesão pelo paciente (uso de 15 a 21 dias) 
AMOXICILINA: 
 Antibiótico de amplo espectro atua na parede celular bacteriana 
 Atua na parede celular bacteriana 
 Associada ao ácido clavulânico: torna-se resistente as beta lactamases produzidas por bactérias orais – Clavulin 
 Associada ao metronidazol: aumentar o espectro de ação da droga 
 Mais utilizado na Odontologia e está presente em níveis satisfatórios no fluído gengival, sendo de grande 
interesse na periodontia. 
ANTIBIÓTICOS NA PERIODONTITE CRÔNICA: 
AZITROMICINA 
 Bacteriostática 
 Amplo espectro 
 Rapidamente absorvida por leucócitos e fibroblastos, o que a torna muito mais concentrada no sítio de 
interesse, podendo chegar a 10-100 vezes mais concentrado no tecido do que no sangue 
 É eliminada dos tecidos lentamente o que aumenta seu meia-vida, podendo estar ativa até 10 dias após seu uso. 
 Comodidade do uso: dose diária de 500mg por 3 dias 
 Smitch at AL 2002 mostrou redução significamente menor em OS de 4-5mm e maior 6mm 
EVIDENCIAS: 
 46 adultos com periodontite crônica, melhora nos parâmetros clínicos e microbiológicos (Sefton, 1996) 
 31 fumantes, com periodontite crônica refratária, em 6 meses, melhora clínica similar nos 2 grupos 
(Mascarenhas, 2005) 
 12 meses de estudo clínico randomizado 
 2 grupos receberam raspagem e alisamento radicular e administração de placebo ou azitromicina 
 Controle de placa supragengival por 12 meses 
185 
 
 Sem diferenças entre os grupos: IPV, ISG 
 Redução de PS, e NIC, nos dois grupos, significativamente maior no grupo teste 
 Diferenças significativas na: PI maior ou menos 1mm no grupo teste (Hass, 2009) 
METRONIDAZOL: 
 Atua na degradação e inibe a síntese do DNA bacteriano 
 Afeta especificamente a flora bucal anaeróbica estrita, incluindo a P. gingivalis 
 Utilizada principalmente para o tratamento da periodontite agressiva 
 A combinação de metronidazol e amoxicilina vem se mostrando capaz de inibir o A. actinomicetemcomitans 
 Capaz de reduzir PS, mas sem ganho de inserção clínica 
 Reduzir bactérias do complexo vermelho e melhoras nos parâmetros clínicos 
 Bactericida principalmente contra anaeróbios gram – 
CLINDAMICINA: 
 Droga de escolha pra o tratamento da periodontia em pacientes com alergia a penicilina 
 Mantém-se em altas concentrações no fluído gengival 
 Em alguns estudos o uso da clidamicina teve resultado positivo no tratamento da periodontia, principalmente 
em bolsas com profundidade maior que 6mm, apesar de não suprimir permanentemente a P. gingivalis 
ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS NO TRATAMENTO DAS PERIODONTITES AGRESSIVAS: 
 Pobre resposta dessa doença a terapia de RASUB 
 Forte associação de aggregatibacter actinomycetemcomians. Invadir tecidos periodontais e permanecer no sítio 
após a terapia mecânica. 
 Faltam de ensaios clínicos randomizados e variação de metodologias 
 Associação de amoxicilina e metronidazol: benefício adicional ao tratamento mecânico subgengival 
 Metanálise: 10 ensaios controlados randomizados: uso de ATB levou a um adicional significativo de 0,72mm de 
ganho de inserção clínica. 
Evidencias: revisão sistemática: poucos estudos com delineamento adequado 
CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE USO DE ANTIBIÓTICOS: 
 Existe uma diversidade de antibióticos sistêmicos avaliados na literatura e disponíveis para serem utilizados 
como coadjuvantes ao tratamento mecânicos padrão. 
 Benefício clínico e microbiológico adicional com uso de antibióticos sistêmicos no tratamento das periodontites. 
 Grande maioria dos casos de periodontite responde de maneira satisfatória ao tratamento mecânico 
subgengival. 
 O efeito benéfico do uso dos ATBs na redução da OS e ganho de inserção clínica tem relevância clínica 
questionável – não ultrapassa um adicional de 0,5mm em média. 
 O tratamento padrão de primeira escolha para periodontites crônicas e agressivas ainda é o tratamento 
mecânico subgengival apenas (RASUB) 
 Verificar efeitos adversos, interações medicamentosas, alergias, condições sistêmicas e hábitos 
comportamentais 
186 
 
 Indicados para pacientes que não respondem ao tratamento (verificar condições sistêmicas/diabetes, fumo 
controle de placa supragengival ruim, raspagem subgengival inadequada, lesões de furca, lesões endo-perios) 
 Antibiograma/amoxicilina + metronidazol ou azitomicina concomitantes ou após RASUB 
 Uso racional....Levar em consideração ecologia bucal, controle mecânico prévio e concomitante dos biofilmes e 
desenvolvimento de microrganismos resistentes 
NOVAS ABORDAGENS: 
1. Teoria fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) 
2. Uso de antimicrobianos e antissépticos 
 Desinfecção da cavidade bucal em estágio único 
3. Uso de anti-inflamatórios 
TERAPIA FOTODINÂMICA: 
 Luz no espectro visível associado a um fotossensibilizador. 
 A ação antimicrobiana dos lasers de baixa potencia só começou a ser efetivamente estudada naúltima década, 
quando, com o objetivo de causar a morte seletiva das células tumorais, a TFD foi inicialmente idealizada para o 
tratamento do câncer. Tempos depois a, odontologia passou a utilizá-la com o objetivo de destruir as bactérias 
envolvidas no desenvolvimento de cárie e da doença periodontal. 
FOTOSSENSIBILIZADOR: 
 Substancia fotossensível capaz de absorver luz no comprimento de onda específico transformado em energia 
para excitar o oxigênio molecular 
FONTE DA LUZ: 
 Capaz de ser absorvida e penetrar no tecido 
OXIGÊNIO MOLECULAR: 
 Formar espécies altamente reativas com efeito citotóxico 
 Associação de uma fonte de luz e um agente fotossensibilizante, e tem o objetivo de provocar necrose celular e 
morte microbiana. 
 O efeito antimicrobiano é atingido quando uma luz de baixa potência (laser ou LED) promove o surgimento de 
substâncias que podem danificar e matar a célula alvo ao desencadear a excitação da droga 
fotossensibilizadora. 
Um agente fotossensibilizador ideal deve ser: 
 Biológicamente eficiente 
 Fotoquimicamente eficiente 
 Seletivo 
 Minimamente tóxico aos tecidos normais 
 Rápida eliminação 
187 
 
 Principais agentes fotossensibilizantes azul de metileno e azul de toluedina 
 O fotossensibilizador, após sua excitação pela fonte de luz e na presença do oxigênio, ao retornar ao seu estado 
natural, transfere a energia ao substrato, formando moléculas de vida curta e altamente reativas, como o 
oxigênio singleto. Tais elementos podem provocar sérios danos a microorganismos via oxidação irreversível de 
componentes celulares como a membrana, mitocôndrias e núcleo. 
 Terapia local 
 Não induz resistência bacteriana 
 Método de redução microbiana com mínimos efeitos colaterais e sistêmicos 
 Método adjuvante ao tratamento periodontal convencional 
 Aumenta o conforto do paciente por ser benéfico nos locais de difícil acesso, reduzindo a necessidade de 
retalhos, o tempo de tratamento e o risco de bacteremias. 
 A pequena quantidade de estudos clínicos em humanos com TED utilizou diferentes metodologia. Os estudos 
não possuem padronização dos parâmetros do laser e das concentrações dos fotossensibilizadores 
empregados. Estes estudos, portanto, revelam resultados confiantes. 
ANTISSÉPTICOS: 
Desinfecção da cavidade bucal em estágiosúnico (dtb): 
 Debridamente supra e subgengival realizado em duas sessões em um período de 24 horas, irrigação de todas as 
bolsas, raspagem da língua e bochechos de clorexidina por 2 semanas. 
Justificativa: 
 Sítios não tratados constituem-se em reservatórios de patógenos periodontais que podem re-infectar sítios já 
tratados. 
Protocolo: 
1. Raspagem subgengivais de toda a boca em um período de 24 horas 
2. Escovação da língua com gel de clorexidina a 1%, durante 1 min 
3. Bochechos com clorexidina 0,2% durante 2 min 
4. 3 irrigações subgengivais com clorexidina gel a 1% de todas as bolsas presentes 
Adicionalmente, todos os pacientes foram instruídos a bochechar solução de clorexidina 0,2% duas vezes ao dia durante 
14 dias. 
Resultados: 
 DTB apresentou vantagens relacionadas aos parâmetros clínicos e microbiológicos em curto prazo 
 Vantagens no grupo de DTB, após 2 meses, mas requer mais estudos 
 Revisões sistemáticas que a DTB e tratamento convencional resultam em melhoras nos parâmetros clínicos 
perioodontais, sendo os benefícios da DTB inconsistentes. A decisão do tratamento selecionado dependerá da 
preferência do paciente e conveniência do tratamento escolhido 
188 
 
INSTRUMENTAÇÃO ULTRASSÔNICA EM PERIODONTIA 
 Características Gerais: 
 Utilização de ondas sonoras de alta frequência para produzir vibrações em pontos especiais 
 Vibrações entre 15.000 à 50.000 
 A ação vibratória produz calor (necessita de spray de água) 
 Ultrassom causa aquecimento do dente, sendo importantíssimo o resfriamento da ponta 
o Jato de água 
o Clorexidina 0,12% 
Biossegurança: 
 Aerossol bacteriano patogênico 
o Estudos encontram sangue no aerossol 
o Suspensos no ar por até 30 minutos 
 Utilizar EPIs corretamente 
 
Vantagens: 
 Remove menos substância dental que a 
raspagem manual 
 Tempo de trabalho 
 Conforto do paciente e do operador 
 Menos trauma de tecidos moles 
 Irrigação 
Desvantagens: 
 Textura da superfície após a raspagem 
 Aerossol bacteriano patogênico 
 Pacientes com marca-passo 
Conclusão: 
 Até o momento não existe evidências científicas que justifique a substituição total da instrumentação manual pela 
ultrassônica 
 O ultrassom deve ser visto como mais uma opção no tratamento da doença periodontal, agindo como auxiliar da 
instrumentação manual 
 A instrumentação ultrassônica deve ser complementada com a manual para promover o alisamento radicular 
 
LESÕES DE FURCA diagnóstico e tratamento 
DEFINIÇÃO: 
 São lesões localizadas nas regiões interradiculares de dente multiradiculares (diagnóstico é clinico, não se dá pela 
radiografia sozinha); 
 Influenciam o plano de tratamento e tratamento periodontal a ser utilizado (dificuldade junto cm PS); 
 Não confere mais doença para o paciente (aumenta muitas vezes número de consulta devida a dificuldade); 
PROVA 
 Só vai haver furca na perda de suporte periodontal; 
EPIDEMIOLOGIA: PROVA 
 Mais frequentemente perdidos: MOLARES 
 Perda dentaria por cárie: 1º MOLAR PERMANENTE 
 Perda dentaria por doença periodontal: INCISIVO INFERIOR 
189 
 
Observação: Molares com envolvimento de furca são mais frequentemente extraídos que molares com doença 
periodontal sem envolvimento de furca. 
CAUSAS DE EXODONTIAS EM MOLARES COM ENVOLVIMENTO DE FURCA: 
 - severidade maior de doença periodontal → envolvimento de furca 
 - cárie 
 - decisão do paciente 
 - decisão do dentista – julgamento 
ASPECTOS QUE DETERMINAM O PROGNÓSTICO DE EXODONTIA: 
 Presença de lesão de furca 
 Mobilidade 
 Severidade da doença periodontal 
TERAPÊUTICAS MAIS CONSERVADORAS: 
 Mudança no conceito de tratamento; 
 O que é doença periodontal  mudança no manejo das lesões de furca; 
PROGRESSÃO DA DOENÇA EM AREAS DE FURCA: 
 Fumo e diabetes 
 Biofilme bacteriano subgengival – mesmo desafio microbiano da doença periodontal 
 Mecanismo de defesa do hospedeiro 
 Suscetibilidade genética 
O QUE É A AREA DE FURCA? 
 Área localizada entre as raízes; 
Observação: A importância do tamanho do tronco radicular vai determinar a 
dificuldade. Ex: tronco de 5mm, PI de 3mm, ótimo, pois vai tratar como dente 
monoradicular. Já um tronco de 3 mm e uma PI de 6mm, já é ruim. 
Observação¹: Quanto maior a divergência, maior o acesso, mais fácil. Já quanto maior fusão mais dificuldade para a 
entrada da Sonda Nabers; 
FUSÃO RADICULAR: 
 União de raízes; 
 Local de difícil acesso; 
DIVERGENCIA RADICULAR: 
 Raízes separadas; 
 Facilita o acesso; 
PECULIARIDADES DAS ÁREAS QUE DIFICULTAM O TRATAMENTO: PROVA 
190 
 
 Presença de projeções de esmalte; 
 Presença de concavidades radiculares → maior proliferação de 
microorganismos, pois o acesso com instrumental é dificultado; 
 Comprimento do tronco radicular; 
 Morfologia da furca; 
 Acesso difícil para controle do biofilme pelo paciente e profissional; 
Observação: Esses fatores não causam a doença periodontal e não determinam maior suscetibilidade ou progressão, 
somente podem dificultar o tratamento. 
DETERMINANTES DA PROGRESSÃO DE DOENÇA - TRATAMENTO DA ÁREA DE FURCA: 
É um tratamento mais difícil e menos previsível, porém possível o tratamento; 
 Controle do biofilme subgengival; 
 Controle do biofilme supra gengival; 
 Características do paciente; 
 São maisimportantes do que fatores locais para o tratamento e controle da progressão da doença; 
ACESSO A LESÃO E SÍTIOS DE SONDAGEM: 
Molar superior: 
 Furca vestibular – sítio vestibular 
 Furca mesial – Sítio palatino 
 Furca distal – Sítio palatino 
Molar inferior: 
 Furca vestibular – Sítio vestibular 
 Furca lingual – Sítio lingual 
1º pré-molar superior: furca mais associada ao terço apical 
 Furca mesial – Sítio vestibular ou palatino 
 Furca distal – Sítio vestibular ou palatino 
MOLARES SUPERIORES: 
 Raiz distal e palatina com formato circular e a mesial “ampulheta”; 
 1º molar → tronco radicular ˂ que o 2º molar; 
 Grau de separação e divergência das raízes: 1° molar > 2° molar > 3° 
molar; 
PRÉ-MOLARES SUPERIORES: 
 Cerca de 40% dos pré-molares superiores apresentam 2 raízes; 
 Raízes em formato oitavado (concavidade mesial e distal); 
191 
 
MOLARES INFERIORES: 
 Raiz mesial > distal; 
 1º molar → tronco radicular ˂ que o 2º molar; 
 Grau de separação e divergência das raízes: 1° molar > 2° molar > 3° molar; 
DIAGNÓSTICO DAS LESÕES DE FURCA – EXAME CLÍNICO: 
 SONDA WILLIAMS: sondagem verifica a perda de inserção vertical; 
 SONDA NABERS: sondagem verifica a perda de inserção horizontal (na área de furca); 
Quando tem perda de suporte horizontal mas não vertical, lesão de furca não é de origem periodontal, não consigo fazer 
a sondagem. 
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES DE FURCA: 
 GRAU I: perda horizontal de tecido periodontal de suporte não excedendo 1/3 da largura do dente. 
 GRAU II: transpassando 1/3, mas não envolvendo toda a extensão do dente. 
 GRAU III: transpassando de lado a lado na área de furca 
 
 
 
 
 
FATORES ETIOLOGICOS DA LESÃO DE FURCA: 
 Cárie 
 Infecções endodônticas 
 Acidentes durante 
endodônticas 
 Fraturas radiculares 
 Trauma oclusal 
 Doença periodontal 
 
Observação¹: Verificar qual a causa da lesão de furca, para depois fazer o tratamento. 
Observação²: Não adianta tratar apenas a sequela da doença, tem que conhecer sua origem, a etiologia da doença/lesão 
para então saber como tratar. 
DIAGNOSTICO DE LESÃO DE FURCA DE ORIGEM PERIODONTAL (tenho que sondar com sonda nabers): 
 Sondagem clinica periodontal → sonda Nabers; 
 Exame radiográfico interproximal → avaliar perda de suporte de dentes vizinhos; 
Observação: Só vai conseguir sondar quando for de origem periodontal 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: 
 Sondagem periodontal; 
 Teste de sensibilidade pulpar; 
 Radiografia; 
 Verificação de contatos oclusais; 
 Histórico de endodontia ou trauma (carie, acidente, endodontia, fratura, trauma, periodontite); 
Observação: TRAUMA DE OCLUSÃO NÃO FAZ A MIGRAÇÃO DO EPITÉLIO JUNCIONAL 
192 
 
 
 
ENDODONTIA: 
Polpa necrótica: 
 Presença de canais interradicuares levam bactérias, toxinas e produtos de degeneração da polpa necrótica direto 
ao periodonto de inserção. 
 Causa reação inflamatória levando à destruição do ligamento periodontal e osso alveolar. 
TRAUMA DE OCLUSÃO: 
 Não modifica e não causa a doença periodontal; 
 Reabsorção crista, reabsorção óssea na área de furca (mas não conseguimos sondar, pois tenho tecido que fica 
no contorno (epitélio) não tem migração apical do epitélio juncional); 
 Remoção do trauma, tudo volta ao normal; 
TRATAMENTO PERIODONTAL DE LESÃO DE FURCA: 
Grau I: 
 RASUB: 
o Curetas Columbia, Mc Call e Gracey. Limas Hirschfeld e Dunlop. Remoção da placa, cálculo e porções não 
controladas do cemento; 
 Utilizar curetas e limas; 
 Plastia: 
o Curetas Columbia e McCall 
o A plastia de furca é um procedimento que tem como objetivo melhorar a anatomia radicular de furca, 
para uma melhor adaptação dos tecidos gengivais e para facilitar o controle de placa supragengival pelo 
paciente. É utilizada principalmente nas furcas vestibulares e linguais, pois o acesso nas superfícies 
proximais das furcas é frequentemente muito limitado a esse tipo de tratamento. 
 SONDAGEM RADIOGRAFIA DOR OCLUSÃO 
CÁRIE Não atinge furca Radiolucidez localizada - Não 
 
ENDODONTIA No local ou não atinge 
furca 
Radiolucidez localizada - Não 
 
 
ACIDENTE 
FRATURA 
No local ou não atinge 
furca 
Radiolucidez localizada - Não 
 
 
TRAUMA Não atinge a furca Furca e proximais + ou - Contato prematuro 
 
PERIODONTITE Em mais sítios e mais 
dentes 
Furca e próximas em 
mais de 1 dente 
+ ou - Pode haver contato 
prematuro 
 
193 
 
o Intencional dos tecidos dentários buscando uma anatomia mais favorável da área de furca (melhor 
adaptação dos tecidos e facilitar controle de placa). 
Grau II e III: 
 RASUB 
 Plastia 
 Tunelização: remove tecido ósseo da área de furca 
o Grau II profundo e grau III; 
o Mais frequentemente utilizada em molares inferiores; 
o Eliminação do defeito e ampliação da área da furca através da remoção de tecido ósseo, mantendo a área 
de furca radicular; 
o Aumento do risco de sensibilidade e cárie radicular; 
o Só faço em grau II profundo porque senão tirarei osso sem necessidade; 
o Se prescreve flúor, interdental e clorexidina gel; 
o Essa técnica consiste no alargamento da área da furca através da ostectomia na região inter-radicular, 
estabelecendo um amplo espaço na região da furca a fim de permitir o acesso para higiene oral e 
manutenção; 
 Separação radicular: separa uma raiz 
o Grau II profundo e grau III; 
o Mais frequentemente utilizadas em molares inferiores; 
o Eliminação do defeito através da secção da área de furca, separando e mantendo todas as raízes; 
o Necessitam de endodontia prévia (dor); 
o Transforma um dente multirradiculados e dois dentes monoradiculados; 
 Ressecção radicular: tira uma raiz 
o Grau II profundo e Grau III; 
o Utilizada tanto em molares superiores como inferiores; 
o Eliminação do defeito através de secção na área de furca e remoção de 1 ou 2 raízes (dependendo da 
quantidade de perda de inserção); 
o Necessita de endodontia prévia; 
 SEPARAÇÃO X RESSECÇÃO: 
o Quantidade de inserção das raízes; 
o Presença de cárie; 
o Condições endodônticas; 
o Acesso HO;
 OBSERVAR: 
o Comprimento do tronco radicular 
o Divergência radicular 
o Comprimento e formas dos cones radiculares 
o Raízes fusionadas 
o Estabilidade de cada raiz 
194 
 
o Quantidade de inserção remanescente ao redor das raízes 
o Valor estratégico para próteses 
o Acesso para higiene oral 
 Exodontia: 
o Raízes fusionadas o Dilacerações 
radiculares 
o Dentes sem valor 
estratégico 
POSSIBILIDADE DE RECONSTRUÇÃO DO PERIODONTO DA AREA DE FURCA: 
CASO: 
 Condição clínica inicial do dente 37, previamente à realização do preparo básico; 
 Acúmulo de placa bacteriana e presença de supuração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MELHOR TERAPIA: 
SVARDSTROM; WENNSTROM, 2000: 
 Acompanhamento de 222 pacientes (1313) por um período de 8 a 12 anos; 
 96% dos dentes tratados com RASUB, com ou sem plastia, foram mantidos em função; 
 Por 8-12 anos foram acompanhados; 
 43% tinha grau II e III; 
FUGAZZOTTO, 2011: 
 Acompanhamento de 791 molares terapias e 1472 implantes na região de molares por um período de 15 anos 
 Implantes e dentes demonstraram um alto grau de sucesso 
 
195 
 
Aula 22.11.2017 
Professora Luciana 
TRAUMA OCLUSAL E MOBILIDADE DENTÁRIA 
 
DEFINIÇÃO E TERMINOLOGIA: 
 Trauma oclusal é o termo utilizado para descrever as alterações patológicas ou modificações adaptativas que 
ocorrem no periodonto em consequência de forças excessivas produzidas pelos músculos da mastigação. Essas forças podem lesar os tecidos periodontais e a ATM, músculos da mastigação e polpa dental. 
SINONÍMIA: 
 Oclusão traumática 
 Oclusão traumatogênica 
 Traumatismo periodontal 
 Sobrecarga 
 Trauma de oclusão 
TRAUMA CAUSA: 
 Mobilidade; 
 Espessamento do ligamento periodontal; 
 Reabsorções; 
FORÇAS TRAUMÁTICAS: 
 Podem atuar sobre um único dente ou sobre grupo de dentes em contato prematuro; 
 Podem ocorrer em associações com hábitos parafuncionais; 
 Podem ocorrer em conjunto com a perda ou migração de molares ou pré-molares, acompanhada de separação 
gradual dos dentes ântero-superiores; 
 Os sintomas do trauma oclusal podem aparecer apenas quando a magnitude da carga de oclusão for superior à 
capacidade do periodonto a volta do dente em suportar e distribuir de modo adequado às forças resultantes, sem 
alterar a posição e a estabilidade do dente envolvido. 
CARACTERISTICAS CLINICAS: 
 Hipertonicidade muscular; 
 Mobilidade aumentada; 
 Migração dentaria; 
 Dores musculares; 
 Dor dentaria a mastigação; 
 Dor a percussão; 
 Desejo de apertar os dentes; 
CARACTERISTICAS RADIOGRAFICAS: 
 Aumento do espaço do ligamento periodontal; 
 Perda de continuidade de lamina dura; 
 Reabsorções radicular e apical; 
 Trabeculado ósseo alterado; 
 Calcificações pulpares;
PESQUISAS: 
 Análise de autopsia de material humano; 
 Experiência clínica; 
 Experiência em animais; 
ANÁLISE DE AUTÓPSIA DE MATERIAL HUMANO: 
196 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Uma vez não se consegue estabelecer claramente relações de “causa e efeito”, é compreensível que existam 
conclusões controversas geradas a partir desse tipo de estudo. 
CONCEITO DE GLICKMAN = 1965 - 1967: 
 A via de propagação da lesão gengival associada á placa pode ser alterada se forças de intensidade anormal 
atuarem sobre os dentes que apresentarem placa subgengival. Isto pode implicar que o caráter da destruição 
progressiva do periodonto do “dente traumatizado” será diferente daquele dente “não traumatizado”. 
 Forças oclusais anormais e de biofilme subgengival são responsáveis por defeitos ósseos angulares e bolsas infra-
ósseas. 
CONCEITO DE WAERHAUG = 1979: 
 A perda de inserção conjuntiva e reabsorção óssea em torno dos dentes são resultados exclusivamente das lesões 
inflamatórias associada à placa subgengival. 
 O trauma oclusal não desempenha nenhum papel no padrão de destruição periodontal. 
 Os defeitos ósseos angulares e as bolsas infra-ósseas ocorrem com igualmente em dentes com trauma e sem 
trauma oclusal. 
GLICKMAN WAERHAUG 
Trauma oclusal causa e modifica a 
doença periodontal. 
 
Tratamento: inclui ajuste oclusal 
A placa bacteriana é responsável pelos 
defeitos periodontais. 
 
Tratamento: inclui controle da placa 
através do binômio paciente/profissional. 
 
 
EXPERIÊNCIAS CLÍNICAS: 
 O aumento da mobilidade dentária também é frequentemente citado como um sinal importante de trauma 
oclusal. 
 As bolsas infraósseas localizadas em dentes com mobilidade excessiva apresentam o mesmo grau de reparo que 
aqueles relacionados a dentes firmes. 
Histopatologia das 
lesões do periodonto 
 
Depósitos microbianos 
nas superficies radiculares 
Mobilidade dos dentes envolvidos 
Oclusão nas regiões examinadas 
197 
 
 Os resultados mostram um ganho de inserção médio de 0,5mm maior nos pacientes que receberam tratamento 
de RASUB e ajustes oclusais em relação aos que não receberam tais ajustes. 
EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS: 
 Em dentes submetidos a forças de magnitude, frequência ou duração que seus tecidos periodontais não sejam 
capazes de distribuir adequadamente, ocorrem reações ao ligamento periodontal que resultam eventualmente, 
na adaptação das estruturas periodontais à demanda funcional alterada. 
CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS: 
Força unidirecional: 
 Pressão 
 Hemorragia 
 Trombose 
 Desorganização das fibras 
colágenas 
 Hialinização 
 Reabsorção óssea 
 Tensão 
 Aposição óssea 
 
Força alterada: 
 Sinais Inflamatórios e Agudos 
 Perda de colágeno do ligamento periodontal 
 Reabsorção óssea e cementário 
 Aumento do espaço do ligamento periodontal 
Observação: não conseguimos distinguir qual é a força pois agem juntas; 
Observação¹: trauma não modifica tecido mole que está ao lado do dente; trauma não tem capacidade de fazer com que 
age recisão gengival = consequência; 
 O periodonto saudável, mas com altura reduzida tem a mesma capacidade do periodonto sem perda de inserção 
prévia de se adaptar as forças oclusais traumáticas? 
 Beagles foram submetidos a periodontite induzida por 6 meses, trauma de oclusão induzidos com forças 
alternadas em alguns pré-molares. Observou-se mobilidade progressiva e aumento na espessura do ligamento 
periodontal. 
 Após algumas semanas: a reabsorção óssea ativa parou, o aumento gradual de espaçamento do L.P, bem como a 
mobilidade progressiva cessaram, o tecido conjuntivo supra-alveolar não foi alterado pelas forças alternadas e 
não houve migração do epitélio juncional. 
 O periodonto sadio com altura reduzida, dentro de certos limites, tem capacidade semelhante de se adaptar às 
alterações de demanda funcional. 
 As forças oclusais anormais podem alterar a progressão da lesão periodontal associada à placa aumentar a 
velocidade da destruição tecidual na periodontite? 
 D.P induzida em Beagles, divididos em 2 grupos: com e sem forças traumáticas alternadas em 10 meses. 
Observou-se uma destruição mais acentuada no grupo com trauma em relação ao sem trauma. O trauma seria 
um fator co-destrutivo. 
 Resultados: aumento de mobilidade, reabsorção óssea interproximal e ausência de perda de inserção conjuntiva. 
 
Movimentos da ATM em macacos! 
TRAUMA OCLUSAL COMO UM FATOR CO-DESTRUTIVO? 
198 
 
 Em cães aumenta os sinais da periodontite pré-existente; 
 Em macacos não altera os sinais periodontais pré-existentes (relação com nossa mordida, nossa arcada); 
 Tratamento periodontal através de controle de placa supra e sub na presença de trauma promove remissão da 
doença; 
 Remoção do trauma oclusal e ausência de tratamento periodontal: ausência da doença. 
TRAUMA X RECESSÃO GENGIVAL 
 O trauma não tem capacidade de atuar sobre o epitélio juncional e ligamento supra-crestal, então não existe 
relação entre trauma e recessão gengival. Pois o trauma oclusal nao tem capacidade de atuar sobre o epitélio 
juncional e fibras supra crestais. 
A não ser que: 
 Trauma exagerado reabsorvendo crista óssea vestibular. 
 
 Perda de inserção conjuntivo. 
 
 Colaba epitélio interno e externo. 
 
 Recessão gengival 
MOBILIDADE DENTÁRIA: 
Causas: 
 Perda de inserção: 
 Quantidade de PI; 
 Número, tamanho e formato das raízes; 
 Oclusão traumatizada: 
 Adaptação do dente a forças oclusais; 
 Processos periapicais; 
 Lesões endodônticas; 
 Perfurações e fraturas; 
 Bruxismo; 
 Erupção dentaria; 
 Bruxismo cêntrico e excêntrico; 
 
DETERMINANTES PARA O TRATAMENTO DE DENTES COM MOBILIDADE: 
 Conforto 
 Função 
TRATAMENTO: 
 Remoção da causa: tratamento periodontal + esplinte (contenção) 
CONCLUSÕES: 
 As experiências realizadas tanto em humanos quanto em animais tem mostrado evidencias convincentes que 
nem as forças unilaterais nem as forças alternadas aplicadas em um periodonto sadio resultam em formação da 
bolsa ou na perda deinserção do tecido conjuntivo. 
199 
 
 O trauma de oclusão não pode induzir a destruição do tecido periodontal. 
 O trauma de colusão pode, resultar em uma reabsorção do osso alveolar, levando a um aumento da mobilidade 
dentaria que pode ser considerada uma adaptação fisiológica do ligamento periodontal. 
 Nos dentes com doença periodontal progressiva associada á placa, o trauma de oclusão pode, no entanto, sob 
certas condições, aumentar a velocidade de progressão da doença, isto é, atuar como um co-fator no processo 
destrutivo. 
 Deve-se sempre focar no correto tratamento de placa associado à doença periodontal. Este tratamento impedirá 
a destruição dos tecidos periodontais mesmo se o trauma oclusal persistir. 
 Um tratamento direcionado somente ao trauma, entretanto, como ajuste oclusal ou espionagem, pode reduzir a 
mobilidade do dente traumatizado e resultar em algum reparo ósseo, mas não impedirá maiores destruições do 
sistema de sustentação causadas pela placa em indivíduos suscetíveis. 
 
 PROGNÓSTICO E CURA EM PERIODONTIA 
 Cicatrização e decisão de retratamento 
 Avaliação longitudinal da terapia periodontal 
 Importância da manutenção em saúde/ MPP 
 Prognostico 
 
OBJETIVOS DA TERAPÊUTICA PERIODONTAL: 
 Curar ou controlar a doença periodontal e prevenir sua recidiva 
 Perda de inserção adicional 
 Recuperar as estruturas periodontais destruídas pela doença 
 Imediatamente após terapia periodontal, desencadeiam-se cascatas celulares altamente organizadas e 
reguladas por vários mediadores químicos, fatores de crescimento além de outros reguladores ambientais e 
locais da ferida que comanda um processo denominado cicatrização. 
 A cicatrização ocorre como resposta a vários tipos de injurias e objetiva o restabelecimento da estrutura e da 
função tecidual 
 Cicatrização pode desenvolver por dois processos: Regeneração (regenera todo tecido perdido), Reparo 
(resposta de quando feita a RASUB) 
 REGENERAÇÃO: Refere-se à restauração completa dos tecidos danificados 
 REPARO é uma regeneração incompleta, pois restabelece os tecidos perdidos por tecido conjuntivo não 
especializado que forma fibrose e eventualmente uma cicatriz 
 São substituídos por tecidos cuja função não é, necessariamente, àquela do tecido original 
 Em Periodontia o termo reparo tem sido descrito como adesão colagenosa (TROMBELLI, 1999), reparo por 
tecido conjuntivo (WIKESJO et al., 1991) ou qualquer variação de nova inserção colagenosa na superfície de raiz 
debridada (WIKESJO & SELVIG, 1999.) 
CICATRIZAÇÃO PERIODONTAL 
Histológico  Clinico: 
 ↓ número de vasos →↓ edema →redução da PS. 
 ↓ infiltrado inflamatório: evolui de apical para cervical →redução SS. 
 Substituição do colágeno alterado por colágeno normal →‘gengiva com consistência firme’. 
REPARO: formação de epitélio juncional longo – velocidade de proliferação diferenciada dos elementos celulares (as 
células epiteliais que tem maior velocidade). 
↓ PS/PI, com ↑ NI (nível de inserção) e ausência de SS 
*Áreas que têm epitélio juncional longo recidivam da mesma forma que áreas que nunca tiveram a doença 
CICATRIZAÇÃO PERIODONTAL 
MICROBIOLÓGICO: 
 Diminuição de periodontopatogênos (grupo vermelho e laranja). 
 Aumento de microrganismos benéficos 
RADIOGRÁFICO: 
200 
 
 Lâmina dura integra 
 Ausência de progressão de perda óssea – padronização? 
Limitações: imagem bidimensional e não detecta lesões com pequena alteração de densidade. 
SUBTRAÇÃO RADIOGRAFICA: detecta pequenas mudanças de densidade óssea, maior utilidade para acompanhamento 
longitudinal. 
Limitações: padronização radiográfica e custo 
TERAPIA MECANICA CONVENCIONAL (RASUB): EFICAZ E RESOLUTIVA 
 Redução na PS e ganho de inserção, obtidos no 1º ano após o tratamento foram mantidos por 8 anos 
(independente da PS inicial). Paciente monitorados a cada 3 meses 
 TTO com RASUB, com acompanhamento longitudinal (2anos): reduções PS, ganho NIC, com manutenção a cada 
3 meses 
 Revisão de literatura: bons resultados em favor da terapia mecânica, desde que acompanhado de manutenção 
MUDANÇAS NA PS E NIC APÓS RASUB: 
PS 
1. Em bolsas rasas (1-3mm) – redução de 0,15 a 0,62mm 
2. Em bolsas médias (4-6mm) – redução de 0,40 a 1,70 mm 
3. Em bolsas profundas (+7mm) – redução de 0,99 a 2,80mm 
PI 
1. Em bolsas rasas (1-3mm) – ganho no NIC de 0,29 a 0,50mm 
2. Em bolsas médias (4-6mm) – ganho no NIC de 0,10 a 1,09mm 
3. Em bolsas profundas (+7mm) – ganho na NIC de 0,32 a 2,00mm 
MUDANÇAS NA PS E NIC APÓS RASUB: 
Hove uma leve PI nas bolsas rasas 
Nas mais profundas, houve maior redução da PS e ganho de NIC 
A analise mostrou ganho de inserção de 5mm em bolsas médias e ganho de 1mm em profundas 
COMPARAÇÃO DE RASUB COM TERAPIA CIRURGICA 
 Com a cirurgia se reduz mais PS em curto prazo. 
 Quanto ↑ PS inicial ↑ o beneficio da cirurgia. 
 As diferenças se tornam menores com o passar do tempo (1-6 anos). 
 O ganho de inserção foi maior após RASUB em bolsas rasas e médias. 
 Em bolsas profundas ambas as terapias foram semelhantes na capacidade de ganho de inserção. 
COMPARAÇÃO DE RASUB COM TRATAMENTO ASSOCIADO A ANTIBIÓTICOS 
 Nenhum estudo acompanha por mais de 5 anos. 
 Existe uma pequena melhora nos parâmetros clínicos com o uso de RASUB associado a antimicrobianos locais. 
 O beneficio adicional do uso de antimicrobianos foi de 0,23 a 0,61 na redução de PS e 0,13 a 0,24 no ganho de 
inserção clinica. 
 A aplicação local de antimicrobiano sem terapia mecânica não mostrou nenhum efeito adicional em 
comparação com a RASUB. 
RESULTADO IDEAL: 
 Ausência de SS 
 Redução de PS 
 Ganho de inserção clinica 
 Lamina dura integra 
 Retenção de dentes no arco 
 Conforto do e funcionalidade 
↓ 
MANUTENÇÃO PERIODICA PREVENTIVA 
 
DECISÃO DE RETRATAMENTO 
 Paciente que já foram tratados e continuam com sangramento subgengival devem ser avaliados: 
 Se há sangramento supragengival (que pode ser confundido com o Subgengival). 
 Tempo da realização de cada raspagem (deve ser aguardado 90/120 dias, para a cicatrização subgengival). 
 Considerando que estas situações não estejam presentes e o paciente tenha bom controle de placa 
 
201 
 
NOVA INTERVENÇÃO – RETRATAMENTO 
 
DEPLACAGEM SUBGENGIVAL: 
 Sem rugosidade subgengival e sem aumento de PI › 2mm 
NOVA RASUB: 
 Há rugosidade subgengival ou há aumento de PI › 2mm 
ACESSO CIRURGICO ao biofilme subgengival 
 Há rugosidade ou amento da PI › 2mm 
 Dificuldade de acesso após uma RASUB 
ANTIBIOTICO SISTEMICO + nova RASUB 
 Ausência de resposta generalizada (vários sítios) 
 Progressão generalizada 
 Sem rugosidade 
 Concomitante à nova intervenção mecânica 
NOVA INTERVENSÃO: - 
 Presença de sangramento subgengival 
 Perda de inserção 
 Rugosidade 
 
 
 
TERAPIA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA PERIODONTAL: 
 Tem por objetivo manter a saúde bucal alcançado com o tratamento, prevenindo a recorrência das doenças de 
cárie e DP. 
 Inclui cuidados contínuos periódicos 
 Detecção precoce de alterações que possam favorecer a recidiva da doença. 
 Manter controle de biofilme supragengival, determina necessidade de controle de biofilme subgengival e 
previne a progressão de PI. 
 
DOENÇA PERIODONTAL CURÁVEL OU CONTROLAVEL 
 
CURA → restabelecimento da saúde 
 A doença e a recorrência da mesma devem ser eliminadas 
 
A maioria dos pacientes tratados que frequentam adequadamente MPP, não tem progressão de PI, portanto, estão 
curados da periodontite 
↓ 
CURÁVEL 
 
 RESULTADO IDEAL AO LONGO DO TEMPO DE ACOMPANHAMENTO: ausência de progressão de PI. 
 
É POSSÍVEL PREDIZER FUTURA PERDA DE INSERÇÃO? 
Sinais clinicos como indicadores de risco á futura perda de inserção 
 
SINAISCLÍNICOS COMO INDICADORES DE RISCO À FUTURA PERDA DE INSERÇÃO 
 
ESTUDOS LONGITUDINAS 
Claffey et al. 1990; Claffey&Egelberg, 1995 
 
 16 pacientes (32 a 65 anos) com periodontite crônica severa 
 IHB + RAP +RASUB – Sessão única 
 Reforço de HB e RAP 2x por ano (exames a cada 3 meses) 
 42 meses de acompanhamento 
RESULTADOS: 
 
APÓS, ENCAMINHAR PARA A MANUTENÇÃO PERIODICA PREVENTIVA. 
202 
 
 Média do IPV em 3 e 42 meses não prevê PI >2mm (15% de poder e predição) 
 SS frequente pode prever 40% dos casos de PI após 42 meses 
 Supuração teve pouca correlação com PI, mas foi pouco frequente 
 % de sítios com 6mm após 3 meses foi a característica com maior associação futura de PI. 
 PS de 7mm ou + após 12 meses foi capaz de prever 25-30% de PI até 42 meses 
 
CONCLUSÃO DOS ESTUDOS: 
 Pacientes com muita PS residual tem maior risco de ter PI do que aqueles com poucos sitos (≥ 6mm) residuais. 
Bolsas residuais rasas apresentam baixo risco de PI futura. 
 Supuração é o sinal clinico mais correlacionado com PI (50%). 
 Menos de 40% das bolsas tinham SS perderam inserção em 5 anos de acompanhamento. 
 Os estudos realizaram exames periódicos e manutenção da saúde frequente, sem esses cuidados os sinais clínicos 
podem ter maior associação com PI, por isso → média de placa tem baixo valor de predileção para futura PI. 
 
IMPORTANTE 
 A contínua ausência de sangramento á sondagem, em seguidos exames, está fortemente associado é ausência de 
progressão de perda de inserção. 
 
NIVEL DE INSERÇÃO: 
 Perda de inserção prévia é o melhor sinal clinico capaz de predizer futura perda de inserção. 
 Quanto maior for a perda de inserção prévia, maior será probabilidade de futura perda de inserção. 
 
ASSOCIAÇÃO DE PARAMETROS CLÍNICOS: 
 PS ≥ 6mm + SS 
 Em ≥75% dos exames em 42 meses – 63% com PI 
 OS > 7mm + SP em ≥ 75% dos exames em 42 meses – 87% com PI 
 
ESTUDO DA PREDIÇÃO DE PERDA DE INSERÇÃO EM PACIENTES PERIODONTAIS TRATADOS 
 Estudo observacional, longitudinal (5 anos) 
 18 indivíduos, idade média = 47,7 anos 
 Mesma examinadora em todas as aferições 
 IPV, ISG, OS, NIC, SS 
 Placa bacteriana demonstrou baixo valor preditivo para detectar dentes que perderam inserção 5 anos após o 
tratamento 
 Sangramento gengival, baixo valor preditivo par PI (17,5% nas faces livres e 19,4% nas faces proximais) 
 Sangramento à sondagem isoladamente, baixo valor preditivo para PI (21,6% nas faces livre e 14,6% nas faces 
proximais) 
 Ausência de sangramento à sondagem, alto valor preditivo para a estabilidade periodontal (88,% nas faces e 
83,1% nas faces proximais) 
 PS residual, isoladamente, melhor valor preditivo para PI 
 NIC=4mm pós-tratamento baixo valor preditivo para futura PI 
 
CONCLUSÃO: 
 Presença de IPV, ISG, SS, PS ≥4mm e NIC ≥4mm, no exame de 90 dias, são fracos preditores de PI após 5 anos, 
quando considerados isoladamente. Entretanto, sua ausência, aos 90 dias, é um bom indicador de estabilidade 
periodontal 
 Na análisemultivariável, algumas características observadas na reavaliação estiveram fortemente, associadas a 
um maior risco á PI após 5 anos como: fumo, gênero, presença de ISG, PS≥ 4mm e NIC ≥ 4mm 
 
PROGNÓSTICO: 
 É uma previsão do curso provável, de duração e de consequência de uma doença, baseado em um 
conhecimento geral de patogênese da doença e na presença de fatores de risco para a doença. 
 É estabelecido depois que é feito o diagnóstico e antes que o plano de tratamento seja estabelecido 
 
203 
 
IMEDIATO 
PACIENTE: Aspectos gerais 
 Controle de placa do paciente 
 Idade do paciente x PI 
 Fatores de risco (fumo e diabete) e indicadores 
 Percepção, compreensão e aceitação da doença 
 
DENTE: Aspectos locais 
 Doença prévia → Severidade da PI 
 Envolvimento endoperiodontal 
 Envolvimento de furca DIFICULDADE DE ACESSO 
 Bolsas infra-ósseas 
 
MEDIATO 
PACIENTE:Aspectos gerais 
 Resposta ao tratamento 
 Adesão ao tratamento pelo paciente (comportamento) 
 Comparecimento ás consultasde manutenção 
 
DENTE: Aspectos locais 
 Condições para adequado HO especialmente em furca – Área de difícil acesso 
 Presença de SS + PS residual em consultas repetidas 
 
ASSOCIAR FATORES DE PROGNÓSTICO IMEDIATO 
 
DECISÃO DE TRATAMENTO PERIODONTAL X EXODONTIA 
PROGNÓSTICO DO DENTE + VALOR ESTRATÉGICO DO MESMO PARA REABILITAÇÃO 
 
A determinação do prognóstico de um dente é uma parte integrante do plano de tratamento 
 Este dente pode ser restaurado? 
 A terapia endodôntica será eficaz? 
 Este dente pode ser tratado periodontalmente? 
 Após a terapia, este dente suportará uma prótese? 
 Qual será o impacto de perda deste dente? 
 
PARÂMETROS PREDITORES DE PERDA DE INSERÇÃO: 
 Sangramento a sondagem – Fraco valor preditivo para PI 
 Ausência de sangramento a sondagem – Excelente preditor para a progressão de PI 
 Grande profundidade de sondagem por longo período de tempo – Não é bom preditor par PI e bolsas rasas, 
embora desejáveis, não são fundamentais para a ausência de PI 
 Perda de inserção prévia, isolada, é um fraco preditor para incremento deste parâmetro 
 
PARÂMETROS PREDITORES PI: 
Mobilidade – Avaliar etiologia 
Defeitos ósseos detectados em radiografias – Verticais e horizontais 
Lesão de furca – Bom prognostico e avaliação longitudinal 
 
 PROGNÓSTICO FAVORÁVEL:Tratamento estabiliza PI e existe manutenção periodontal. 
 
 PROGNÓSTICO QUESTIONÁVEL: A situação periodontal é influenciada por fatores locais e sistêmicos que 
podem não ser controlados. A PI pode ser controlada se o tratamento for efetivo e manutenção instituída. 
 
 PROGNÓSTICODESFAVORÁVEL: Fatores locais e sistêmicos tem grande influencia no prognostico PI pode 
ocorrer mesmo com correto tratamento e manutenção. 
 
 PROGNÓSTICO FATAL: Dente deve ser extraído. 
204 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas e Materiais em Dentística 
 
 
 
 
 
 
 
 
205 
 
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES 
 Nomenclatura: É um conjunto de termos peculiares à uma arte ou ciência, pelos quais indivíduos de uma mesma 
profissão são capazes de entender-se mutuamente. 
 Cavidade: Em odontologia, é o termo empregado para definir a lesão ou a condição do dente, causada pela 
destruição de tecido duro. 
 Cárie Dental: Reconhecida como uma doença infecto-contagiosa, causada por ácidos orgânicos provenientes da 
fermentação microbiana dos carboidratos da dieta. A carie dental leva a destruição dos tecidos duros. 
Tipos de Cavidades 
 Patológica: É uma cavidade com forma e dimensões irregulares causada 
pela destruição dos tecidos duros do dente. 
 
 
 
Terapêutica: É a cavidade com forma geométrica e dimensões definidas, resultante de um 
processo cirúrgico que visa remover o tecido cariado. Preparo Cavitário. 
 
Objetivos do Preparo Cavitário 
→ Remover tecido cariado 
→ Obter formas precisas 
→ Impedir fratura do dente e do material restaurador 
→ Impedir a instalação de lesão de cárie 
Classificação das Cavidades 
→ Quanto a finalidade 
→ De acordo com o número de faces que ocorre 
→ De acordo com as faces do dente envolvidas 
→ Classificação de BLACK 
→ Classificação de MOUNT & HUME 
* Mundialmente predomina a classificação de BLACK 
Quanto a Finalidade 
Terapêutica: Cavidade resultante da total remoção da cárie, em condições de receber 
material restaurador direto. Ex.: Restauração de Amálgama. 
Protética: Cavidade com ou sem lesão de cárie, cujo objetivo é servir de 
suporte de uma peça protética. 
De acordo com o Número de Faces em que ocorre 
 
Simples: Quando atinge uma só face do dente. 
206Composta: Quando atinge duas faces do dente. 
 
 
 
Complexa: Quando atinge três ou mais faces do dente. 
 
 
De acordo com as Faces Envolvidas 
 
 
 
 
 
 Cavidade Oclusal (O) Cavidade Mésio- Oclusal (MO) 
 
 
 
 
 
 Cavidade Disto-Oclusal (DO) Cavidade Mésio-Ocluso-Distal (MOD) 
Partes Constituintes das Cavidades 
→ Paredes 
→ Ângulos 
Paredes 
 São os limites internos das cavidades. 
→ Circundantes 
→ Fundo 
 
Paredes Circundantes 
 São as paredes laterais da cavidade. 
 Recebem o nome da face do dente a que correspondem ou estão mais próximas. 
207 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caixa Proximal mesial: Caixa Oclusal: Caixa Proximal distal: 
- Parede Vestibular - Parede Vestibular - Parede Vestibular 
- Parede Cervical/Gengival - Parede Lingual - Parede Cervical/Gengival 
- Parede Lingual - Parede Lingual 
 
Total: 8 paredes circundantes 
 
 
Paredes de Fundo 
 São as paredes correspondentes ao soalho da cavidade 
→ Pulpar → Axial 
Parede Pulpar 
 Parede que se apresenta perpendicular ao longo eixo do dente ou paralela à face oclusal. 
 
 
 
 
 
Parede Axial 
 Parede que se apresenta paralela ao longo eixo do dente. 
 
 
 
 
Ângulos 
 Ângulo é a linha ou ponto resultante da união de duas ou mais paredes. 
→ Ângulos Diedros → Ângulos Triedros → Cavo-Superficial 
Parede Mesial 
Parede Vestibular 
Parede Distal 
Parede Lingual 
Parede Lingual 
Parede Cervical/Gengival 
Parede Vestibular 
Parede Vestibular 
Parede Cervical/Gengival 
Parede Lingual 
208 
 
Ângulos Diedros 
 São formados pela união de duas paredes de uma cavidade, denominados pela combinação dos seus respectivos 
nomes. 
 Podem ser do 1º, 2º ou 3º Grupo. 
Ângulos Diedros 1º Grupo 
 É o ângulo formado pela união de duas paredes circundantes. (V, L, M, D e C). 
→ Vestibular + Mesial/Distal = V-M ou V-D 
→ Lingual + Mesial/Distal = L-M ou L-D 
→ Vestibular + Cervical = V-C 
→ Lingual + Cervical = L-C 
 Linguo-Mesial (L-M) Mésio-Vestibular (M-V) 
 ou ou 
 Mésio-Lingual (M-L) Vestibulo-Mesial (V-M) 
 
 
 Linguo-Cervical (L-C) Cérvico-Vestibular (C-V) 
 ou ou 
 Cérvico-Lingual (C-L) Vestibulo-Cervical (V-C) 
 
 Disto-Vestibular (D-V) Mésio-Vestibular (M-V) 
 ou ou 
 Vestibulo-Distal (V-D) Vestibulo-Mesial (V-M) 
 
 
 Disto-Lingual (D-L) Mésio- Lingual (M-L) 
 ou ou 
 Linguo-Distal (L-D) Lingu-Mesial (L-M) 
 
Ângulos Diedros 2º Grupo 
 É o ângulo formado pela união de uma parede circundante com uma parede de fundo. (V,L,M,D e C com Axial ou 
Pulpar). 
→ Vestibular + Pulpar/Axial = V-P ou V-A 
→ Lingual + Pulpar/Axial = L-P ou L-A 
→ Cervical + Axial = C-A 
→ Mesial + Pulpar/Axial = M-P ou M-A 
→ Distal + Pulpar/Axial = D-P ou D-A 
 
 Vestíbulo- Pulpar (V-P) Disto- Pulpar (D-P) 
 ou ou 
 Pulpo-Vestibular (P-V) Pulpo- Distal (P-D) 
 
 
 Mésio-Pulpar (M-P) Línguo-Pulpar (L-P) 
 ou ou 
 Pulpo-Mesial (P-M) Pulpo- Lingual (P-L) 
 
Disto-Pulpar (D-P) ou Pulpo-Distal (P-D) 
ou 
Mésio-Pulpar (M-P) ou Pulpo-Mesial (P-M) 
209 
 
 
 
 
 
 
 Áxio-Lingual (A-L) Áxio- Vestibular (A-V) 
 ou ou 
 Línguo-Axial (L-A) Vestíbulo-Axial (V-A) 
 
 
Áxio-Cervical (A-C) 
ou 
Cérvico-Axial (C-A) 
 
Ângulos Diedros 3º Grupo 
 É o ângulo pela união das paredes de fundo da cavidade. (Axial e Pulpar) 
 
 
 
 
 
 
 
Áxio-Pulpar (A-P) 
Ou 
Pulpo-Axial (P-A) 
Ângulos Triedros 
 São ângulos formados pelo encontro de três paredes e denominados pela combinação de seus respectivos nomes. 
 
Disto-Línguo-Pulpar Triedro Incisal 
 (D-L-P) 
 
 
 Vestíbulo-Cérvico-Axial 
 (V-C-A) 
Ângulo Cavo Superficial 
 É o ângulo formado pela junção das paredes da cavidade com a superfície externa do dente. ← CAIU NA PROV 
 
 Cavo-Superficial 
 Cavo-Superficial Biselado (RMF) 
Definido (Am) 
 
 
210 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES PROPOSTA POR G.V. BLACK 
 Etiológicas: Baseadas nas áreas do dente que apresentam suscetibilidade à cárie. 
 Cavidades em Cicatrículas e Fissuras (suscetibilidade a cárie) 
 Cavidades em Superfícies Lisas (imunidade relativa a cárie) 
Artificial: Baseada na técnica de instrumentação da cavidade 
Classificação Artificial de Black 
 Classe I 
 Classe II 
 Classe III 
 Classe IV 
 Classe V 
* As classificações não são mais utilizadas porque foram feitos para materiais não adesivos, necessitando de uma grande 
abertura. Agora utilizamos a nomenclatura, mas não mais a mesma abertura. 
Classe I 
Regiões de má coalescência (junção) do esmalte (cicatrículas e fissuras) 
 Oclusal de pré-molares e molares. 
 2/3 oclusais da face vestibular dos molares inferiores. ← CAIU NA PROVA 
 2/3 oclusais da face palatina dos molares superiores. ← CAIU NA PROVA 
 Palatina dos incisivos e caninos superiores (bossas). 
 Oclusal Palatina Oclusal Sulco vestibular Sulco Palatino 
 
Classe II 
 Faces 
proximais 
de 
Molares e Pré-Molares. 
 
 
 
 
Classe III 
 Faces proximais (Mesial e/ou distal dos dentes anteriores (incisivos centrais, laterais e caninos), sem 
comprometimento do ângulo incisal. ← CAIU NA PROVA 
 
 
 
 
Classe IV 
 Faces proximais (Mesial e/ou distal) dos dentes anteriores (incisivos centrais, laterais e caninos), com 
comprometimento do ângulo incisal. ← CAIU NA PROVA 
211 
 
 
 
 
 
 
Classe V 
 Terço gengival ou cervical das faces vestibulares e linguais de todos os dentes. 
 
 
 
 
ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO 
 Isolamento absoluto: É um conjunto de procedimentos que tem por finalidade eliminar a umidade, realizar os 
tratamentos em condições assépticas e restaurar os dentes de acordo com as indicações dos materiais. 
 Vantagens: 
 Proteção do profissional 
 Proteção do paciente 
 Melhor visibilidade 
 Melhor contraste (o dente 
tem contraste com a 
borracha escura) 
 Melhor acesso 
 Condições adequadas para 
inserção e condensação do 
material restaurador 
 Manter abertura bucal 
permanente 
Desvantagens: 
 Os dentes anteriores inferiores são mais difíceis de isolar por não terem muita convexidade. 
 Grampos cervicais e W8A necessitam de anestesia. 
Material/Instrumental 
 Trio (espelho, pinça, sonda exploradora) 
 Pinça perfuradora 
 Pinça porta grampo 
 Instrumento de ponta romba (espátula de 
inserção) 
 Tesoura de ponta romba 
 Arco de Young 
 Grampos 
 Fio dental/Fitadental 
 Creme de barbear hidrossolúvel (não pode ser 
vaselina, creme de mão e espuma) 
 Caneta Hidrocor 
 Pinça porta grampo 
 Palmer 
212 
 
 Porta dique de borracha: 
 Arco de Young: a abertura fica para o nariz, a curvatura deve seguir a curva do queixo. 
Classificação dos grampos 
 Grampos com asa: 
 Molares: 200, 201, 202, 203, 204 e 205 ← CAIU NA PROVA 
 Pré-Molares: 206, 207, 208 e 209 ← CAIU NA PROVA 
 
Grampos sem asa: possuem somente o mordente e a alça 
 W8A 
 26 (molar) 
Grampos cervicais: 
 210 
 211 
 212 ← CAIU NA PROVA (para que serve: fazer retração gengival para restaurações de classe V) 
* isolamento de dentes anteriores não se usa grampos. Somente quando o canino não tiver relação de contato com o dente 
vizinho, fazendo com que a borracha não pare, usa-se grampos de Pré-Molares. 
Quantos dentes Isolar 
 Preparos Oclusais: 
 Um dente 
Preparos proximais de dentes posteriores: 
 Três dentes ← CAIU NA PROVA, sempre vai ser 3, um antes e um depois 
Preparo 1/3 cervical: 
 Três dentes 
Preparos proximais de dentes anteriores: 
 De canino a canino 
* Restaurações de classe V em anteriores, usa-se o grampo cervical 212 
* Facetas nos centrais, usa-se grampo 212 
 Quando se utiliza grampos nos dentes anteriores? ← CAIU NA PROVA 
 Diastema entre canino e pré-molar 
 Ausência do pré-molar 
 Classe V 
 Facetas 
* Quando utilizar o grampo 212, isolar o mínimo 3 dentes. Usar godiva de alta fusão na alça do grampo. 
Marcação da Borracha 
 Marcação em boca 
 Carimbo ou Molde 
 Quando usamos o grampo 212 o furo para o dente do grampo é feito mais para vestibular, fora da linha 
convencional do arco 
213 
 
Marcação em Boca 
 Molares: Centro da face oclusal 
 Pré-Molares: Ponta da cúspide vestibular 
 Caninos: Ponta da cúspide 
 Incisivos: Meio da borda incisal
Molde ou Carimbo 
 Só pode ser usado em pacientes com dentes em posição normal. 
* O tamanho da papila interfere na distância dos pontos. 
Métodos de perfuração da Borracha 
 Pinça Perfuradora de Ainsworth: 
 O maior furo (5) deve ser usado no dente que vai o grampo 
 1: Incisivos Inferiores 
 2: Incisivos Superiores 
 3: Canino e Pré-Molares 
 4: Molares 
1- Testar os contatos: 
Fio dental para ver se não há bordos cortantes (cárie, cálculo, restaurações mal adaptadas) 
2- Regularizar as superfícies: 
Eliminar os bordos cortantes 
Escolha do Grampo 
 Colocação do grampo 
 Testar grampo com asa 
 Testar grampo sem asa 
* O que importa é se as 4 pontas do mordente estiverem tocando em dente e não em gengiva. 
* Amarrar fio dental para prevenir que o paciente engula o grampo. 
* A alça do grampo sempre fica para distal no isolamento. 
* O último dente leva o grampo. 
 
 
 
 
 
Colocação do grampo com asa 
 
 
 
 
 
 
Colocação do 
grampo (por fora) 
Colocação do grampo 
(visão de dentro) 
Lubrificação da borracha 
(por dentro) 
214 
 
Colocação do grampo sem asa 
 
 
 
 
 
Colocar o grampo em posição, e após, posicionar a borracha e o arco. 
Inversão da borracha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Serve para que a borracha entre dentro do sulco e não passe saliva. Nas proximais utiliza-se o fio dental, nas faces 
livres utiliza-se instrumento não cortante 
Técnicas de Colocação da Borracha 
 Grampos sem asa – DEPOIS – Borracha e Arco 
 Borracha + Arco – DEPOIS – Grampo Cervical 
 Borracha + Grampo com asa – DEPOIS – Arco 
 Borracha + Arco + Grampo com asa JUNTOS 
Remoção do Isolamento 
 Estiramento da borracha interdental para vestibular 
 Seccionamento da borracha nas porções inter-dentais, com tesoura de ponta romba 
 Remoção do grampo primeiro, depois borracha e arco 
 Reativar a circulação da gengiva do dente que foi colocado o grampo 
 Ampla atomização (água em forma de spray) 
* Verificar a borracha para ver se não fica entre os dentes. 
 
 
 
 
 
215 
 
INSTRUMENTOS NA PRÁTICA DA DENTÍSTICA 
 
Manuais: 
 Cortantes 
 Auxiliares 
 Inserção 
 Condensação 
 Esculpidores 
Rotatórios: 
 Brocas 
 Abrasivos de Revestimento 
 Abrasivos Aglutinantes 
 Para polimento 
 
Instrumentos Manuais 
 
 
 
1- Cabo – octavado 
2- Intermediário 
3- Lâmina ou Ponta Ativa 
 Constituição do cabo: 
 Simples 
 Duplo 
Os instrumentos manuais podem apresentar números e o nome do fabricante no cabo. 
Constituição do Intermediário: 
 Retos 
 Mono-Angulados 
 Bi-Angulados 
 Tri-Angulados 
* Quanto mais curvado, maior a probabilidade de usar nos dentes posteriores. 
Constituição da Ponta Ativa: 
 O que diferencia os instrumentos manuais é a ponta ativa 
 Estes instrumentos podem ou não apresentar lâminas 
Apreensão: 
1- Caneta modificada 
2- Caneta Modificada Invertida 
3- Digito Palmar 
Instrumentos Cortantes 
 Colher de dentina Recortador de margem gengival 
Remoção de dentina cariada 
216 
 
Instrumentos Auxiliares 
 Espelho bucal 
 Pinça 
 Sonda exploradora 
 Sugador de saliva 
 Micromotor 
 Caneta de alta rotação 
 Seringa tríplice 
 Material/Instrumental para isolamento absoluto 
Instrumentos de Inserção 
 Espátulas Greensteincolor – inserção de resina 
Instrumentos Condensadores 
 Esculpidor 3S 
 Esculpidor de Fram 
 Brunidores 29 e 33 
 Esculpidor Discóide-Cleóide 
Instrumentos Rotatórios 
 Classificação das Rotações: 
 Baixa: menos de 6.000 rpm  Média: de 6.000 a 100.000 
rpm 
 Alta: acima de 100.000 rpm
Classificação dos instrumentos rotatórios: 
 Corte: Lâmina (Broca) 
 Desgaste: Abrasivos (Ponta diamantada) 
* Quais as diferenças entre brocas de alta e baixa rotação? Composição, 
forma, tamanho e encaixe de precisão. 
* Brocas com mais laminas vão fazer o polimento, brocas com menos lâminas são utilizadas para remoção de dentina 
cariada. 
 Material de fabricação dos instrumentos rotatórios: 
 Aço (liga de ferro-carbono) 
 Carboneto de Tungstênio (Carbide) 
Forma básica das brocas 
1- Esférica: dentina cariada 
2- Cilíndrica: grandes preparos “black” 
3- Tronco cônica: retenção adicional ou preparos expulsivos 
4- Tronco de cone invertido: preparo cavitário 
5- Broca de roda: retenção adicional 
Brocas Esféricas 
 
 
 
 
 
Remover os prismas de esmalte sem apoio de 
dentina na parede gengival do preparo. 
Distal (28) Mesial (29) 
Utilizadas dependendo o tamanho da cavidade 
217 
 
Instrumentos Rotatórios 
Ponta ativa por desgaste: 
 Abrasivos Aglutinantes: Partículas abrasivas fixadas por uma 
substância aglutinante a uma haste metálica (polidores para acrílico). 
 Abrasivos de Revestimento: Partículas abrasivas cimentadas 
numa base flexível. 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO DE CAVIDADES 
 São normas que regem os temos operatórios para confecção de cavidades dentárias. Para fins didáticos, iremos 
dividir os tempos operatórios, mas isso não significa que eles devem seguir esta ordem, variando a mesma conforme a 
situação. 
 No passado preparos dentários, em sua maior parte, eram procedimentos precisos, usualmente resultando em 
profundidades uniformes, formas particulares das paredes e configurações marginais específicas. Tais preparos precisos 
são ainda necessários para restaurações de amálgama de prata, metálicas fundidas e de cerâmicas e podem ser 
considerados preparos convencionais. Preparos convencionais requerem profundidades, formas das paredes e formas 
marginais específicas em funçãodas propriedades do material restaurador. O uso de restaurações adesivas, principalmente 
resinas compostas e ionômeros de vidro, têm permitido um grau reduzido de precisão nos preparos dentários. Muitas 
restaurações de resina composta podem requerer apenas a remoção do problema (tecido cariado, fratura ou restauração 
defeituosa) e da estrutura dental friável para o preparo dentário, sem a necessidade de atribuir profundidades uniformes, 
desenhos das paredes, características retentivas ou formas marginais específicas. Essa simplificação dos procedimentos 
resulta em um preparo modificado e isso é possível por causa das propriedades físicas das resinas compostas e da forte 
união obtida entre as resinas compostas e a estrutura dental. 
Porque os dentes necessitam de restaurações? 
 Interromper a lesão no dente 
 Restaurar as funções do dente (mastigação, estética...) 
 Para não acumular alimentos, e o paciente consiga limpar 
São 7 os princípios propostos por Black em 1908: ← CAIU NA PROVA 
 Forma de contorno 
 Remoção de dentina cariada 
 Forma de resistência 
 Forma de retenção 
 Forma de conveniência 
 Acabamento das paredes de esmalte 
 Limpeza da cavidade 
Novos Princípios restauradores 
 Desde que foram primeiramente descritos na literatura por Black, em 1908, sofreram modificações em função da 
evolução do conhecimento nas áreas de epidemiologia das doenças e Adesividade; além do desenvolvimento técnico da 
odontologia. Para atender os novos conceitos, devemos compreender sua história. 
 Cavidades adesivas: 
 Diagnóstico preciso e opção pela intervenção invasiva 
 Remoção da cárie 
o Descoloração, dureza, característica morfológica 
 Acesso às margens cavitárias 
218 
 
o Devemos ter acesso às margens da restauração - confecção 
o Paciente também deve ter acesso – proservação 
Extensão para acabamento: 
 Bisel, quando não houver carga oclusal sobre a margem 
Limpeza da cavidade 
 Para ionômero de vidro 
 Para resina composta 
o Hibridização 
o Integração 
Objetivo: 
 Remover esmalte sem suporte 
 Remover a causa do problema (cárie, restauração 
antiga, trinca) 
 Fortalecer o remanescente dental 
 Proteger a polpa 
 Inserir o material
Forma de Contorno 
 Superfície dentária a ser incluída no preparo cavitário. São áreas sadias do dente que são incluídas no contorno do 
preparo cavitário. 
 Extensão estética 
 Extensão para prevenção/acabamento 
 Acesso ao ângulo cavo superficial 
 Impedir contato interoclusal na interface 
dente/restauração 
O que mudou? 
 Materiais adesivos 
 Perspectiva de máxima preservação nos preparos cavitários 
 Redução dos limites na extensão preventiva 
 Preparos proximais sem envolvimento da face oclusal 
 
 
 
 
 
 
 
 Com a perspectiva de conservação da estrutura dental, novos acessos a lesão cariosa surgiram: 
 Slot Vertical: 
 Proposta por Almquist em 1973 
 Cavidade para amálgama 
 Não envolve a face oclusal 
 Remove a crista marginal 
 Retenção adicional com brocas 699 no ângulo vestíbulo-axial e Línguo-axial 
 
219 
 
Slot Horizontal: 
 Proposta por Rogenkamp 
 Acesso Vestibular (preferencialmente) ou L de molares ou pré-molares 
 Manutenção de maior tecido dental sadio 
 Preserva crista marginal 
 Cavidade para ser restaurada com material adesivo 
Cavidade tipo Túnel: 
 Hunt e Knight, 1984 
 Acesso proximal via oclusal 
 Preservação da crista marginal 
 Deve ser restaurada com Cimento Ionômero de Vidro ou Resina Composta 
 Confeccionada quando temos espessura suficiente de crista marginal que justifique 
sua manutenção 
Remoção do Tecido Cariado 
 Duas classificações: 
 Dorfman, 1943 
o Zona externa/zona intermediária/zona interna 
 Fusayama, 1972 
o Dentina irreversivelmente desorganizada X reversivelmente desorganizada 
Ambas nos levam a mesma conclusão: 
 Toda dentina infectada deve ser removida, mas nem toda dentina contaminada precisa de remoção. 
 Dentina amolecida pode remineralizar-se se ainda possuir organização histológica para tal, podendo ser deixada 
na cavidade. 
Métodos de Remoção do Tecido Cariado 
 Curetas 
 Brocas 
 Laser 
 Remoção química 
 Pontas especiais montadas em ultrassom 
Forma de Conveniência 
 Meios utilizados para facilitar o procedimento clínico. 
 Afastamento dental 
o Mediato/imediato 
 Isolamento absoluto/isolamento relativo 
 Manipulação dos tecidos moles 
 Formas alternativas de acesso a lesão cariosa 
o Slot horizontal/vertical 
o Tipo túnel 
o Acesso direto 
Afastamento Dental 
 Movimentação dental que permite acesso a face proximal. 
 Indicação: 
 Recuperação de espaços (contornos corretos) 
 Visualização para diagnóstico 
220 
 
 Acesso a lesão cariosa 
Afastamento Dental Imediato: 
 Feito na mesma sessão do procedimento restaurador 
 Quando o espaço a ser afastado é menor que 2mm 
 Utiliza-se afastadores de Elliot (anterior e posterior) ou de Ivory (anterior) 
 Afastamento lento e gradual de acordo com a sensibilidade do paciente 
 Técnica 
 Ivory Elliot Elliot em boca 
 
 
 
 
 Afastamento Dental Mediato: 
 Feito com a colocação de uma tira ou anel de borracha na região do ponto de contato numa sessão prévia (cuidar 
com a papila). 
 Utilizado quando temos maiores espaços a serem recuperados. 
 Várias espessuras de borracha. 
Isolamento Absoluto do Campo Operatório 
 Vantagens: 
 Proteção para o paciente e profissional 
 Campo operatório limpo e seco 
 Controle de umidade (evita contaminação dos materiais) 
 Acesso e visibilidade 
Limitações: 
 Tempo 
 Custo 
 Treinamento 
 Desconforto para alguns pacientes 
Manipulação dos Tecidos Periodontais 
 Formas de afastamento gengival: 
 Fio retrator 
 Isolamento absoluto 
 Cunha interproximal 
 Incisão intra-sulcular 
 Cunha distal 
 Incisão de Widman Modificada 
Forma de Resistência 
 Forma dada à cavidade para que a restauração inserida tenha capacidade de resistir a fratura e o remanescente 
dental consiga manter uma resistência mínima necessária. 
 Novos conceitos: 
 Espessura mínima do material restaurador 
 Todos os ângulos internos arredondados 
 Influência da Adesividade 
o Aumenta resistência do remanescente 
221 
 
 Modificações no preparo cavitário 
o Preparos na forma de caixa mais conservadores 
 Dentina artificial 
o Para esmalte socavadas 
A restauração deve devolver ao dente a resistência perdida pelo processo de cárie e 
preparo cavitário. 
 
Forma de Retenção 
 Forma cavitária que permite à restauração não ser deslocada da cavidade dental devido a: 
 Alimentos pegajosos 
 Coeficiente de expansão térmica linear (CETL) 
 Forças oclusais oblíquas 
Novos conceitos: 
 Retenção micromecânica – resinas compostas 
o Em esmalte – microrretenção 
o Em dentina 
 Hibridização 
 Integração 
 Duplo ataque 
 Retenção química – cimento de Ionômero de Vidro – Quelação do cálcio superficial 
 Amálgama adesivo 
Dentina – Hibridização 
 Microrretenção mecânica 
 Condicionamento por 15s ácido fosfórico a 37% 
 Remoção da lama dentinária 
 Exposição da rede de colágeno 
 Abre os túbulos em forma de taça 
Acabamento das Paredes de Esmalte 
 Remoção dos prismas de esmalte excessivamente enfraquecidos e sem suporte dentinário. É nessa fase que se 
realiza a regularização do ângulo cavo-superficial. 
 Bisel em restaurações de Resina Composta: Remove camada aprismática, expondo prismas em uma disposição mais favorável ao 
condicionamento ácido. ← CAIU NA PROVA 
 Deve ser feito em ângulo de 45 graus 
 Deve ter extensão de 1mm em média 
Limpeza Cavitária 
 É o uso de substâncias para remover sujidades da cavidade, oferecendo assepsia e remoção/modificação da lama 
dentinária. 
 Características ideais da substância de limpeza cavitária: 
 Limpar paredes cavitárias 
 Não pode ser tóxico 
 Deve facilitar a ação dos agentes protetores e a adaptação dos materiais restauradores 
 Combater ou eliminar possíveis microorganismos 
222 
 
Novos Princípios Restauradores 
 Modificação do hábito do paciente 
 Cavidades adesivas 
 Lesões não-cariosas 
 Defeitos do esmalte 
 Restaurações cosméticas 
 Nova classificação 
 
Aula 30.08.2017 
Professor Guilherme 
ADESIVIDADE EM ODONTOLOGIA 
 Adesão é o estado em que duas superfícies de natureza igual ou distinta mantêm-se unidas por forças interfaciais 
que podem ser físicas, químicas ou pela interação de ambas; 
 Princípio pelo qual o material deve se aderir ao substrato dentário; 
 Resina composta não se adere ao dente, mas sim ao adesivo. É o adesivo que se adere ao dente; 
OBS.: Adesão de esmalte e dentina é feito de forma única e ao mesmo tempo, mas vamos estudar separadas. 
1º Limpamos o fundo da dentina com COLHER DE DENTINA para manter as paredes circundantes hígidas para ajudar no 
selamento do material restaurador; 
2º Monômero = líquido, feito de uma cadeia carbônica, quando ativamos (luz) uma das ligações duplas se quebra e se liga 
na outra ligação dupla de outra cadeia, assim suscetivelmente e vai formando assim uma grande macromolécula até se 
torna um tecido duro/hígido; C = C – C - C- C- C- C – C = C não se adapta a água; 
3º Polimerização = monômero transformando em polímero. 
É nesse processo de adesão que nos permite fazer preparos estéticos, ortodônticos. 
SISTEMA ADESIVO: 
3 etapas: 
1. Condicionamento ácido = esmalte 
2. Primer = mistura com água 
3. Adesivo = não mistura com água 
COMPOSIÇÃO DO ESMALTE 
 96% Mineral 
 2% Matéria orgânica 
 2% Água 
OBS: prismas partem da junção amelo-dentinária até a superfície externa do dente, e assim se chama camada 
aprismática; 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO É FEITO ATRAVÉS DO ÁCIDO FOSFÓRICO A 37% POR 30 SEGUNDOS – esmalte; 
O ácido fosfórico desmineraliza o esmalte – forma irregular formando o embricamento do adesivo na desmineralização 
do esmalte = adesividade 
TIPO 1: Predominância de ataque na cabeça do prisma = desmineralizou centro do prisma (padrão excelente para adesão); 
TIPO 2: Predominância de ataque na substancia interprismática = periferia do prisma (padrão excelente para adesão); 
Modificação do substrato 
223 
 
TOPI 3: Ataque generalizado = força retentiva menor (NÃO é padrão excelente para adesão mas serve como substrato 
retentivo)  ácido colocado nas paredes circundantes da cavidade); 
BISEL: expor os prismas na sua porção transversal e recebe condicionamento ácido = transversal senão ele dificulta. 
Remove camada aprismática que é o dificultor do condicionamento ácido. 
AÇÃO SELETIVA DOS CONDICIONADORES ÁCIDOS: 
SUPERFÍCIES MINERALIZADAS: 
 Flúor 
 Fosfato 
 Cálcio 
CAMADA APRISMÁTICA: 
 Menos sensíveis ao condicionamento 
 Menos força de retenção 
BISEL - PROVA 
 Expõe prismas numa melhor disposição para o ataque acido 
 Remove a camada aprismática 
 É realizado no ângulo cavo superficial 
 45° 
 0,5 a 2 mm de extensão 
TÁTICA OPERATÓRIA: 
 Isolamento absoluto do campo operatório – evitar a entrada de contaminantes; 
 Profilaxia da região (melhora ângulo do contato ácido/esmalte) – remover componentes orgânicos, película 
adquirida; 
 Aplicação do ácido fosfórico por 30 segundos; 
 Lavagem – por pelo menos 30 segundos; 
 Secagem (aspecto de perda de brilho – branco opaco = ácido aplicado corretamente); 
 Aplicação do adesivo; 
 Polimerização do adesivo 
 Ácido fosfórico a 37% (azul e vermelho) = Se cair no dente do paciente iremos provocar uma “cárie” e 
aconselhamos o paciente escovar os dentes e aplicação de flúor tópico até o dente REMINERALIZAR. 
 Ação desmineralizada 
 Afinidade com o cálcio 
ADESAO AO ESMALTE: 
 Embricamento micromecânica = microscópio; 
 Força adesiva maior que 20Mpa - mega = força de retenção pascal = força menor com resina; 
 Adesivos hidrófobos – por ser hidrófobos ele faz selamento e adesão seca; 
 Adesão seca; 
 Selamento – sem infiltrações vai cair protegendo tecido interno; 
224 
 
ADESÃO DA DENTINA 
COMPOSIÇÃO DA DENTINA: 
 Mineral 60% 
 Matéria orgânica 28% (colágeno tipo I não é secretado, permanece e a matriz orgânica é formada ao redor do 
colágeno); 
 Fluídos dentinário 12% 
LAMA DENTINÁRIA = quem produz somos nos 
SEMEAR LAYER = lama dentinária (SEMEAR ON fica na superfície + SEMEAR PLUGS): 
 Foi inicialmente descrita em 1963 por Boyde e col. 
 A ´´semear layer´´ é formada de restos de matéria orgânica (bactérias, colágenos desnaturado e geleificado) e de 
matéria inorgânica (hidróxiapatita), provenientes do esmalte, dentina e cemento. 
 A ´´smear layer´´ isola o substrato dentinário subjacente, penetra no interior dos túbulos dentinários (smear 
plugs), dificultando a interação dos agentes adesivos, diretamente sobre a dentina. 
 Diminui a permeabilidade de dentina em 86% segundo Pashley e col (1993); 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO: 
 O condicionamento ácido da dentina com o ácido fosfórico expõe a trama colágena da dentina intertubular e 
alarga a entrada dos túbulos dentinários (não tem colágeno) – (ácido fosfórico 37% remove toda lama dentinaria 
e o cálcio, fazendo com que o túbulo fique mais amplo); Não pode secar a dentina (desidrata) causa sensibilidade, 
se secarmos não vai colar (colágeno com água se espalha e seco se gruda), tem que deixar hidratado, mas sem 
excesso, se não, não gruda o adesivo. Usando a secagem estratégica: para remover o excesso de água = janela de 
oportunidade: a melhor oportunidade para o primer(sem secar muito); não fica com aspecto brando e opaco 
como no esmalte; ← CAIU NA PROVA 
POLIMERIZAR = ADESIVO E COLÁGENO (intertubular) = CAMADA HIBRIDA 
O que acontece com a dentina no condicionamento ácido? 
1. Remove completamente a lama dentinária 
2. Desmineralização da porção inorgânica da dentina (20mc de profundidade de dentina) 
3. Exposição da trama colágena 
ADESIVOS: 
 Devem se difundir através da dentina condicionada por ácido fosfórico, livre da camada de esfregaço e, 
portanto mais permeável, interagindo com a matriz colágena exposta. Os canais de difusão através desta matriz 
colágena são longos, estreitos e tortuosos, portanto de difícil penetração. 
SISTEMA ADESIVO: 
Composto por 3 etapas: 
1. ÁCIDOS: normalmente fosfórico, usado para limpar e desmineralizar a superfície dentinária; 
225 
 
2. PRIMER: monômero hidrofílico, usado para retirar a água da cavidade para o monômero entrar facilitando a 
infiltração do adesivo. 30 segundos 
ex.: Hema (hidroxietilmetacrilato); 
3. ADESIVO: monômero hidrófobo usado para aderir a resina composta a superfície dentária. Ex.: Bis-GMA e UDMA; 
TÁTICA OPERACIONAL DO CONDICIONAMENTO ÁCIDO TOTAL: 
1. Preparo cavitário pronto, com isolamento absoluto; 
2. Aplicar ácido fosfórico 37% em dentina 15 segundos  condicionamento ácido total  COMEÇA O PROCESSO DE 
HIBRIDIZAÇÃO remove a lama dentinaria; 
3. Aplicar ácido na dentina (15s); 
4. Lavar todas as paredes (1min); 
5. JANELA DE OPORTUNIDADE - Secar com a seringa tríplice o lençol ao redor e as faces proximais; 
6. Absorver a umidade do dente com o filtro e café (o filtro vai só absorvere não ressecar o dente); ← CAIU NA PROVA 
7. Aplicar o primer (20s): evapora a água e entra o hema (monômero), não colabando; 
8. Aplicar o adesivo que vai se misturar com o hema; 
9. Última etapa - polimeralização: formando uma camada hibrida (conjunto de monômeros) que vai endurecer e se 
prender na trama colágena; 
10. No final do processo vamos ter uma camada de colágeno que vai se manter hidratado mas não com água e sim hema 
(monômero); 
PROCESSO HIBRIDIZAÇÃO DENTINÁRIA: ocorre apenas na dentina 
Começa com aplicação do: 
ÁCIDO  PRIMER  ADESIVO  POLIMERIZAÇÃO 
 Para a hibridização dar certo precisa dar tempo para evaporação do solvente; 
MATERIAIS DE PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINO PULPAR 
 POLPA – Tecido conjuntivo frouxo – 75% água e 25% matéria orgânica 
-Composta por Células, Fibras, Vasos, Nervos 
-Só responde ao um estimulo com dor, tudo mais intenso pois não tem para onde se expandir. 
IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DA VITALIDADE PULPAR 
POLPA: mecanismos inerentes para limitar os danos causados por agentes agressores 
 Esclerosamento dos túbulos dentinarios (aumento do cálcio nessa estrutura diminuindo a luz do túbulo até fechar, 
transformando a dentina em tecido mineralizado e com menor numero de túbulos) 
 Formação de dentina terciária 
 Sensibilidade dolorosa (Toda a alteração na superfície da dentina pode levar a sensibilidade) –agudo, agressivo 
 Função sensitiva da polpa: movimentação de fluidos(agua) no interior dos túbulos. 
Quando proteger a polpa 
 
FATORES QUE ORIENTAM AS ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINOPULPAR. 
1. Profundidade cavitária. (dependendo da profundidade, tem mais canalículos próximos a polpa) (tipo de proteção 
que vai ser feito) 
2. Idade do paciente. (tamanho da câmara pulpar) 
3. Qualidade e tipo de dentina remanescente (avaliar se possui tecido amolecido) 
4. Material restaurador. 
226 
 
1.PROFUNDIDADE DA CAVIDADE ← CAIU NA PROVA 
 RASA.- 0,5 a 1mm da JAD. 
 MÉDIA.- 1mm ou mais de dentina remanescente entre a cavidade e a câmara pulpar. 
 PROFUNDA.- até 0,5mm de dentina remanescente em relação a polpa. ultrapassa a metade da espessura 
de dentina. 
 MUITO PROFUNDA.menos de 0,5mm de dentina remanescente em relação a polpa. 
 remanescente de dentina menor que 0,5mm. 
DENSIDADE TUBULAR X PROFUNDIDADE 
Quanto mais profundida, mais permeabilidade, mais água possui na dentina, túbulos mais próximos um dos outros ← 
CAIU NA PROVA 
IDADE DO PACIENTE: formação de dentina secundaria >> 
PACIENTE JOVEM. 
- da até o fechamento do ápice. 
- camada odontoblástica. 
 
Obs: os jovens normalmente não possuem dentina 
esclerosada, tendo uma câmara pulpar mais ampla, 
assim, sofrendo mais estímulos. 
 
PACIENTE IDOSO. 
- dentina primária. 
- dentina secundária. 
- camada odontoblástica. 
 
Obs: idosos normalmente tem a câmara pulpar mais atresica, com mais dentina, tendo menos estímulos. 
 
DENTINA ESCLEROSADA 
 Substrato menos permeável, com túbulos dentinários parcialmente ou totalmente obliterados. 
 Deve-se preservar, serve para proteção da polpa. 
 
 
 
 
 
TIPOS DE DENTINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MATERIAIS DE PROTEÇÃO PULPAR  quais são eles: 
 Sistema adesivo. (impede a entrada de bactérias no interior do túbulo)(Proteção pulpar) 
 Cimento de ionômero de vidro. 
 Hidróxido de cálcio. 
227 
 
ADESIVOS DENTINÁRIOS. 
QUANDO É UTILIZADO. Utilizado em todas as situações em que a dentina se encontra exposta – Preparo cavitário, lesões 
cervicais. 
INDICAÇÕES. 
1. Sob restauração de resina composta. 
2. Substituação do verniz sob o amalgama. 
3. Proteção pulpar dependendo da profundidade da cavidade. 
4. Retenção da resina. 
HIBRIDIZAÇÃO (limpar os túbulos obliturados) 
Considerar: 
 Características do substrato. 
 Profundidade da cavidade.- (quando mais profunda for a cavidade mais permeável será, os túbulos estarão mais 
abertos). 
 Permeabilidade.- (capacidade de troca de líquidos 
 Falha na adesão pode causar irritação pulpar 
GAP INTERNO> SENSIBILIDADE DENTINARIA (espaços internos, que após restauração causa sensibilidade) 
 GAP EXTERNO > MICROINFILTRAÇÃO PENETRAÇÃO DE mo NA POLPA. 
 
 
 
 
 
 
OBS: quanto maior for a profundidade da cavidade, maior será sua permeabilidade, ou seja, maior abertura dos túbulos 
e maior capacidade de troca de líquidos. 
Em Cavidades RASAS e MÉDIAS o que deve ser usado para proteção pulpar: 
 Pode ser usado somente o ADESIVO, mais fáceis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em Cavidades PROFUNDAS o que deve ser feito/usado para proteção pulpar: 
 Deve ser feita a HIBRIDIZAÇÃO. 
 Associar uma proteção terapêutica à proteção adesiva. 
FALHA NA ADESÃO PODE CAUSAR: 
Irritação Pulpar  podendo ser no ESPAÇO INTERNO ou EXTERNO. 
 GAP interno: sensibilidade dentinária 
 GAP externo: microinfiltração. Penetração de MO na polpa 
CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO. 
CONCEITO: 
 É a consequência da união do cimento de silicato com o policarboxilato de zinco. 
 Cimento de Silicato  Estetica, baixa aletração dimensional,libera fllúor. 
228 
 
 Policarboxilato de Zinco  adesão a estrutura, biocompatibilidade (ions que se ligam no calcio, flúor vai para a 
boca- retirado da partícula do calcio, e o acido se liga cm a hidroxila, formando cadeias longas de acido carboxílico 
com acido, ataca o alumínio de quebrando formando o de alumínio- ate 72 hrs de formando. Acido se consome 
primeiro) acido+alumínio=gel inomero. (Acido ataca eternamente, se sabe quando acaba o acido, quando 
o IONOMERO PERDE BRILHO, não se adere mais a estrutura dentaria) 
Liberação de flúor cai devido que a formação já terminou porem libera por mais 6 meses o mínimo. Aplicando flúor 
recarrega. 
O Policarboxilato de zinco faz com que o Cimento Ionômero de Vidro seja biocompatível ← CAIU NA PROVA 
 
REQUISITOS FUNDAMENTAIS. 
 Composição. 
 Reação ácido base. 
 Adesão. 
 Liberação de flúor. 
 
Classificação quanto a Indicação: 
TIPO I: não precisa de mts partículas de vidro, poder escoamento melhor, sua adesão e melhor em esmalte. 
* cimentação. 
- menor quantidade de carga de vidro e consequentemente menor viscosidade, facilitando o escoamento. 
TIPO II: de restauração (classe 1) 
* restauração. 
- restaurar lesões de abrasão/erosão devido as suas características adesivas e liberação de flúor. 
TIPO III: desenvolvido para forração 
* forração. 
- pela sua característica de biocompatibilidade. 
TIPO IV:RESTAURADOR MODIFICADO (PRATA OU RESINA) - coroa provi, classe II, 
* restaurador modificado (prata ou resina). 
* restaurador definitivo e para núcleo. 
- modificados pela adição de partículas de prata ou por componentes resinosos. 
- tem melhorias nas propriedades físicas do material como resistência ao desgaste. 
- tem uma resistência melhor, mas não é muito utilizado pois é semelhante ao amalgama 
 
Classificação quanto a compossição: 
 -convencional 
 -Anidro 
 -Cermet reforçado por metais 
 -Modificados por resinas.(vitremer) 
 
REAÇÃO ACIDO-BASE: 
Fatores que influenciam a reação de GELIFICAÇÃO. (presa do material) 
* Proporção pó-líquido(bem perpendicular para ter a gota inteira). 
- divisão do pó em 2 partes. >>Age rápido 
 
 
Aglutinação. 
- movimento para unir pó e líquido. 
- 1 ̊porção 15 segundos. 
- 2 ̊porção +30 segundos. 
 
* Temperatura. 
- o frio aumenta o processo de gelificação e o calor reduz. 
>Tecnica de resfriamento da placa. 
Adequada para inserção(brilhante e viscoso) 
229 
 
Material com redução de radicalcarboxílicos livres(opacos e gelatinoso) -> perda de adesão 
QUE TIPO DE CONSISTENCIA OBTEMOS E PARA QUE SERVEM. 
 massa de vidraceiro(p restaurações)=bem consistente 
 Gota-pendente –mais liquido (p forramento/base) =‘’fica 2 cones superpostos’’ 
 Filamento(fio) (p cimentação) para peças protéticas = puxa puxa 
Reação e presa: 
 Estagio 1: gel de policarbonato de cálcio 
 Adesão inicial (5min) 
 Estagio 2: gel de policarboxilato e alumínio 
 Adesão final (24hrs) 
 
ADESÃO: 
 Difusão iônica que ocorre na estrutura dental. 
 Ao atacar a superfície do esmalte e dentina o ácido destaca os íons fosfato da superfície e por ação continuada 
penetra ainda mais na superfície. União é inicialmente fraca sendo baseada em adesão por pontes de 
hidrogênio. 
 Contudo, com a maturação do cimento a adesão por pontes de hidrogênio. 
 Contudo com a maturação do cimento e adesão se transforma em forte união química de caráter iônico-
pulpar. 
OBS: CIMENTO IONOMERO DE VIDRO: SE ADERE MELHOR AO ESMALTE POR QUE TEM MAIS CALCIO. – AFINIDADE DE 
CARBOXILA CM O CALCIO 
*QUELAÇÃO SUPERFICIAL: 2 CARBOXILA COM UM CALCIO 
 
EMBEBIÇÃO: contato prematura com a agua. 
SINÉRESE: perda de agua antes do final da reação de gelificação. (trincas, tendo infiltração) 
Quando finalizamos nosso trabalho cm ionomero(RESTAURAÇÃO), mais um liquido(verniz de flur/cavidade para evitar, 
botando em cima, para proteger o ionômero de vidro destes processos, dando mais durabilidade ao ionômero) 
CARACTERISTICAS BIOLOGICAS: 
A Difusão do acido nos túbulos e restrita devido ao alto peso molecular 
 - determina o volume da partícula – (não penetra nos túbulos dentinários). 
- proporciona biocompatibilidade. 
Ligação com calcio –adesividade 
- radicais carboxílicos se ligam aos íons cálcio, proporcionando adesão 
pH aceitável – acido poliacrilico e poliácido afim são fracos; 
>>Classificação quanto a forma de reação: 
 acido +base 
 hema +luz 
 hema+perisulfato de potássio e acido ascórbico 
O QUE FACILITA A ADESIVIDADE? 
* é facilitada pelas ligações químicas dos radicais carboxílicos (COOH) aos íons cálcio existente no esmalte, dentina e 
cemento. 
- quanto maior o percentual de cálcio, mais forte será a união adesiva. 
- por isso a união é mais forte no esmalte, por este conter um maior percentual de cálcio. 
* a adesividade é dependente das carboxilas livres, que se ligam aos íons cálcio, fazendo a acidificação do meio. 
- quanto mais cálcio maior será a adesividade. 
PROPRIEDADES DO CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO. 
* menor toxicidade. 
* adesão à estrutura dentária. 
* liberação de flúor. 
230 
 
* coeficiente de expansão térmica linear muito próxima ao da estrutura dentária – (por isso chamado de dentina artificial, 
por ser um material semelhante a dentina superficial). 
 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO. 
 PROPRIEDADES. 
* estimula a formação de dentina esclerosada,reparadora. 
* capacidade de formar ponte dentinária. 
* possui ph alcalino. 
* protege a polpa contra estímulos térmicos e elétricos. 
* apresenta ação antimicrobiana. 
 
 FORMAS DE APRESENTAÇÃO. 
* pó.(phidroxido de calico PA) proteção direta quando se 
 enxerga a polpa diretamente, 
 que pode receber o medicamento 
 
* pasta.(po de Ca(OH)2 + agua destilada(tempo curto-logo para cavidade)- quantidade pequena para não ter uma camada 
alta, tem que ser bem fininha) onde não tem exposição pulpar 
* água de cal. 
* cimento. 
 VANTAGENS. 
* bactericida e bacteriostático. 
* ação biológica positiva. 
* fácil aplicação. 
* baixo custo. 
 
FORMAS DE PROTEÇÃO PULPAR. 
PROTEÇÃO INDIRETA. 
- polpa não exposta. 
 
PROTEÇÃO DIRETA. 
- polpa está exposta. 
 
OBSERVAR: 
GRAU DE COMPROMETIMENTO PULPAR 
PROFUNDIDADE DA LESÃO. 
 
Proteção pulpar indireta: 
Finalidade = 
1. Bloquear os estímulos térmicos, elétricos e químicos decorrentes das restaurações e do meio bucal 
2. Manter um ambiente cavitario apropriada 
. 
 
 DESVANTAGENS. 
* baixa resistência mecânica. 
* não possui propriedades adesivas. 
* solúvel no meio bucal. 
 
231 
 
Indicação da proteção pulpar segundo a profundidade da cavidade e do material restaurador ← CAIU NA PROVA 
 
 
EXERCICIO: 
Cavidade rasa- sistema adesivo (ataque acido, lavagem secagem e aplicação o adesivo) 
Cavidade profunda- forramento cm (ionômero de forramento)vitreboond, ataque acido_+ sistema adesivo e finaliza 
resina composta. Pode se restaurado com ionômero de vidro furutamento baixar o ionemero e botar resina para um 
resistência melhor) 
 
 
 
 
 
 
Cavidade mt profunda: cimento de hidróxido de calcio, cimento de ionômero de vidro, sistema adesivo+resina composta. 
 
 
 
 
Aula 13.09.2017 
Professor Guilherme 
RESINAS COMPOSTAS 
Odontologia estética = máxima prevenção, máxima preservação, mínima restauração; 
Monômeros utilizados em odontologia: 
 Pode ser material restaurador direto – resina autopolimerizavel (usamos na Ulbra); 
 Orgânico e inorgânico compõe resina composta; 
 Orgânico = monômero se transforma em polímero; 
 Resinas compostas de uso indireto - (molde + laboratório); 
LINHO DO 
TEMPO: 
 1871 = cimentos de silicato – Fletcher 
 1895 = amalgama 
 1937= resinas acrílicas 
 1955 = buonocore – ácido 
 1962 = bowen resina compost
O QUE SÃO RESINAS COMPOSTAS? 
 São compostos formados por uma matriz orgânica que envolve partículas conhecidas como matriz inorgânica ou 
carga. 
 
 
 
232 
 
COMPOSIÇÃO RESINA COMPOSTA: 
MATRIZ ORGÂNICA SILANO MATRIZ INORGÂNCA 
BISGMA 
TEGDMA 
UDMA 
AGENTE DE LIGAÇÃO SILICA COLOIDAL 
V. BARIO 
QUARTZO 
BORO ALUMINIO 
SILICATO 
PLÁSTICO TRATAMENTO QUIMICO VIDROS 
 
MATRIZ ORGÂNICA = QUEM DÁ A FORMA 
MATRIZ INORGANICA = QUEM DÁ A RESITÊNCIA 
 
RESINAS: 
Bis-GMA/UDMA - Muito viscoso + RESISTENTE 
A característica deste material propiciava: 
 Menor contração de polimerização; 
 Menor contração térmica; 
 Menor porosidade superficial; 
 Aumento de resistência; 
 Estabilidade dimensional e de cor; 
 Melhor textura superficial;
TEGDMA/EGDMA - diluentes + FLUÍDO 
 Tornam a resina passível de uso clínico; 
 Possibilitam maior incorporação de carga; 
 Fornecem maior grau de conversão; 
A REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO = MONÔMERO (etileno) POLÍMERO (polietileno): 
233 
 
 A reação de polimerização desencadeia a formação de um polímero a partir de vários monômeros. Em 
odontologia, essa reação é auto limitante e incompleta, resultando na presença de monômero livres. 
CLASSIFICAÇÃO: 
1. Sistema de Polimerização; 
2. Tamanho da matriz inorgânica; 
3. Viscosidade; 
1. SISTEMA DE POLIMERIZAÇÃO: 
Quimicamente ativadas – autopolimerizável: 
DUAS PASTAS: 
A. Iniciador de peróxido de benzoila; 
B. Ativador (amina terciária); 
Fisicamente ativadas = foto ativadas: ULBRA 
PASTA ÚNICA: um foto iniciador (canforoquinona) e uma amina ativadora 
 
 Luz de 400 a 500 nm (luz azul) 
 
 
Estado excitatório 
 
Canforoquinona + amina ativadora= radicais livres (polimerização) 
 
FASES DA POLIMERIZAÇÃO: 
 Fase pré-gel – resina ainda está maleável, reduz a tensão de contração se prolongar a fase pré gel; 
 Ponto gel – passou a ser material rígido não tem como trabalhar mais com a resina; 
 Fase pós-gel – está endurecida; 
MÉTODOS DE FOTOPOLIMERIZAÇÃO: 
 Tradicional (convencional) = bula 
 Soft-start 
 RAMP 
 Pulse-delay 
COMO O CD PODE MANEJAR OS EFEITOS DELETÉRIOS DA CONTRAÇÃO E POLIMERIZAÇÃO