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Caso Clínico de Unidade 01 – Visiculopatia Professora: Raylane Nunes Figueira Aluna: Karolline P. da S. Barros Matrícula: 201707014591 E.B., 70 anos, masculino, natural de Passo Fundo-RS, procedente de Claudia-MT, casado, católico, aposentado, trabalhava como agricultor; deu entrada em clínica de Sinop – MT no dia 18 de fevereiro de 2017 com queixa de “dor abdominal há 15 dias”. Paciente refere história de 15 dias de evolução, com dor abdominal em região de hipocôndrio direito de forte intensidade, tipo dolente, com irradiação para dorso, associada a náuseas e vômitos, com início após refeição com carne assada (churrasco). Paciente refere que dor iniciou aproximadamente duas horas após a refeição, com duração de várias horas e alívio parcial após uso de escopolamina via oral. Desde então, apresentou vários episódios semelhantes, mesmo em jejum. No momento, queixa leve desconforto local. Nega febre. Refere perda ponderal de 2 kg nesse período. Sem outras queixas. Mãe e irmã com história de colicistite calculosa crônica com necessidade de colecistectomia. Mãe falecida por neoplasia não especificada. Pai falecido por Infarto Agudo do Miocárdio. Refere portar Hipertensão Arterial Sistêmica; em uso de Hidroclorotiazida 25 mg/dia e Losartana 50mg/dia controlada. Nega outras comorbidades. Nega tabagismo e etilismo. Nega uso de drogas ilícitas. Nega exercícios físicos regulares. Exame físico de Colelitíase Exame Físico Geral: BEG, lúcido, orientado e coerente; mucosas úmidas e coradas; peso: 108 kg; altura: 172 cm; anictérico, acianótico. Sinais Vitais: FC: 78 bpm; FR: 19 irpm; afebril. Abdome: globoso, timbre normal, doloroso a palpação profunda de hipocôndrio direito. negativo. Paciente relata frequência alimentar com 3 refeições ao dia, com jejum de até 8 horas entre uma refeição e outra, não consegue relatar a quantidade ingerida ao dia, segundo a família, consome até o final de todos os alimentos expostos. Família relata preparação com alto teor de gordura, frituras, embutidos, e alimentos de origem animal. De acordo com a anamnese alimentar, consome grande quantidade de carnes e embutidos, frequência de 3 x ao dia, uso regular de bebida gaseificada e com alto teor de açúcar, só ingere água com gás. Faz uso de bebida alcoólica aos fins de semana (sexta, sábado e domingo), não consome legumes e verduras (somente quando estão fritos). Responda: a. Dentre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de colicistite, cita-se: Algumas pessoas apresentam fatores de risco para ocorrência de colecistite, como: - Sobrepeso e obesidade - Diabetes - Gravidez - Uso de reposição hormonal - Predisposição genética e hereditária b. Descreva como deve ser o tratamento nutricional no pré-operatório. Proteína de normo a hiper, CHO normoglicídica, hipolipídica (para evitar contrações da vesícula biliar), vitaminas lipossolúveis e minerais: cálcio e manganês, antioxidantes. Consistência: Pastosa/branda. Maior fracionamento e menor volume, a temperatura pode ser normal, como o paciente já esta acostumado. c. Com a descrição do relato de caso, descreva quanto ao estado nutricional do paciente. Paciente obeso, mas com perda ponderal significativa nos últimos dias, hidratação, refeições regulares (3 vezes/dia), negação de inapetência, jejum prolongado. d. Para Avaliação Nutricional do Paciente, quais são os métodos utilizados? Exames clínicos e laboratoriais. e. Qual a orientação nutricional no pós-operatório? Faça uma descrição. Após avaliação do nível de tolerância do paciente, é necessário iniciar uma dieta normolipídica. f. Descreva sobre a relação do tratamento nutricional com a prevenção da contração da vesícula. É importante enfatizar que os lipídios são responsáveis pela contração de todo o trato gastrointestinal, incluindo a vesícula biliar, portanto, uma hipolipídica é necessária, pois a vesícula biliar se contrairá menos. g. Descreva como deve ser a evolução da dietoterapia após a cirurgia, levando em consideração: quantidade de macronutrientes, frequência, temperatura, consistência e cuidados com os tipos de alimentos (digestibilidade). Dieta oral conforme tolerância do paciente, inicialmente hipolipídica, até a readaptação da secreção biliar, após isso e conforme tolerância do paciente retorna a dieta normolipídica, fracionamento maior com menor volume, CHO normoglicídico, PTN entre hiper a normo, temperatura de acordo com a preferência do paciente e de consistência pastosa ou normal (dependendo da tolerância do paciente), evitar alimentos flatulentos pois podem causar desconforto. h. Para os pacientes com história de colicistite pregressa, após a cirurgia, quais são os riscos relacionados a não mudança de hábito e a falta da vesícula? Com a retirada da vesícula, a bile fica armazenada no ducto comum que liga o fígado ao intestino, daí a importância de respeitar esse período de reabilitação para aprender a digerir corretamente os alimentos ricos em gorduras e fibras. Na ausência de mudanças nos hábitos alimentares, podem apresentar irritação e/ou dor de estômago, vômito e diarreia como o sintoma mais comum.