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Resumo - Cianose

Material sobre cianose: definição e avaliação (polpas digitais, leito ungueal, mucosas, iluminação), tipos (periférica, central), valores de saturação, fatores que alteram a detecção (anemia, policitemia, raça, perfusão), causas (aeração pulmonar, hematose, shunt) e sinais clínicos.

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Cianose
Eduarda Possidônio
A cianose pode ser avaliada nas polpas
digitais, no leito ungueal e nas mucosas. 
Obs.: o leito ungueal não é o parâmetro
ideal para se observar a cianose, pois se
trata de uma região que pode sofrer
intervenções - como o paciente pintar as
unhas, por exemplo. O adequado é que a
cianose seja avaliada pelas polpas digitais
e/ou mucosas, utilizando-se a luz natural,
amarela, ou fluorescente (menos indicada,
mesmo que, na maioria das vezes, seja a
mais utilizada).
Cianose é um sinal que pode ser observado através da coloração azul-arrecheada da pele, embaixo das
unhas ou nas mucosas. Ocorre devido à má oxigenação do sangue arterial.
Avaliação
Tipos de Cianose
Periférica: ocorre nas mãos ou nos pés.
Geralmente por baixos níveis de
oxigênios nos glóbulos.
Central: ocorre devido à baixa tensão
de oxigênio, causada possivelmente
pela dificuldade na aeração pulmonar,
dificuldade hemato-gasosa ou desvio
artério-venoso (shunt).
A saturação normal de
oxigênio é entre 97% e
99%. Quando esse valor
fica abaixo de 88% o
paciente já começa a
ficar cianótico.
Fatores que interferem na
detecção da Cianose
1) Anemia: os pacientes anêmicos possuem
menor número de hemoglobina
(responsáveis pelo transporte de oxigênio.
Por isso, são indivíduos que ficam cianóticos
com mais facilidade.
2) Pilicitemia: corresponde ao aumento da
quantidade de hemácias e, por isso, o
indivíduo tem capacidade de demonstrar
cianose com mais facilidade.
3) Raça negra: o paciente negro tem menos
hemoglobina, portanto ele custará mais
para ter cianose.
Má perfusão periférica: podem ocorrer de
forma generalizada (devido ao choque, por
exemplo, onde há uma vasoconstricção
periférica e há uma consequente redução da
circulação sanguínea) ou de forma
localizada/periférica (devido à
vasoconstrição - Fenômeno de Raynaud - e
obstrução por arteriosclerose, tromboflebite,
compressão ou ligadura de vasos).
Dificuldade na Aeração Pulmonar: pode
ocorrer devido a afecções neuromusculares
(como TCE e paralisia do nervo frênico);
alteração na expansibilidade (devido a
traumas da pleura, fibrose, consolidação e
cifo-escoliose torácica); obstrução das vias
aéreas (como linfonodos enfartados,
tampões, edemas e secreções).
Dificuldade na Hematose: acontecem porque
ocorrem problemas na permeabilidade da
membrana alvéolo-capilar (esclerodermia,
sarcoidose, asbestose e Sindrome da
Membrana Hialina nos recém-nascidos).
Desvio Artério-Venoso (Shunt): pode-se
pensar em desvios anatômicos (CIA, CIV) ou
desvios funcionais devido à DPOC,
consolidação e atelectasia.
Sinais e Sintomas 
Cardíaco: taquisfigmia, vasoconstricção
periférica;
Pulmão: aumento da frequência pulmonar
(pO2 < 50mmHg)
SNC: cefaleia, desorientação, coma (<
25mmHg);
Hemograma: policitemia;

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